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O ENSINO COM PESQUISA NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO: UMA METODOLOGIA PARA A PRÁTICA EM GESTÃO EDUCACIONAL

Marta Lucia Croce 1 – UEM mlcroce@terra.com.br

Resumo: Este artigo trata da aplicação da metodologia do ensino com pesquisa, como recurso didático na formação de gestores educacionais. É uma proposta que desafia os modos tradicionais de ensinar e aprender, pois garante a participação do aluno no planejamento e no estudo de temas, no processo de organização e avaliação de atividades, assim como na elaboração de projetos de intervenção na escola. Através do diálogo, do registro e disseminação de idéias prepara-se o pedagogo para uma gestão participativa, colaborativa e democrática. Palavras-chave: mudança metodológica; ensino com pesquisa; gestor educacional

INTRODUÇÃO

A gestão da escola pública no Brasil está à mercê da qualidade (ou não) das propostas

de formação profissional oferecidas aos acadêmicos, nos cursos de graduação em Pedagogia.

Espera-se que o estudante aproprie-se dos conhecimentos teóricos e práticos necessários ao

desempenho da função de gestor educacional, com capacidade de articular idéias, saberes e

ações voltadas a uma administração competente, em espaços educativos formais e não-

formais.

Essa competência profissional esperada do pedagogo, frente à sua atuação nas escolas

públicas brasileiras, merece reflexão e uma postura metodológica, de ensino e aprendizagem,

voltada para a realidade do cotidiano escolar, suas necessidades e complexidades. Afinal, as

formas de administrar e coordenar os espaços educativos e de gestão escolar tem de tornar-se

alvo das investigações de professores e alunos, pois caberá ao acadêmico e futuro

profissional, a esperada atuação pedagógica eficiente e transformadora da escola e da

sociedade.

Novas aprendizagens estão sendo exigidas e novos conhecimentos serão construídos a

partir de relações mais dinâmicas e flexíveis, entre alunos e docentes, e na descoberta das

práticas educativas, que permeiam o cotidiano das escolas. A formação do pedagogo, com

vistas à sua atuação enquanto gestor educacional de espaços formais e não-formais requer um

arcabouço teórico-prático constituído de elementos extraídos da própria realidade, na qual

poderá atuar.

A metodologia do ensino com pesquisa será apresentada, neste artigo, como

possibilidade de construção de um estudo criterioso das tendências educacionais

contemporâneas, com base nas reais condições de funcionamento dos espaços educativos,

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pois possibilita a orientação metodológica necessária à observação, análise e avaliação das condições em que a educação acontece. O futuro pedagogo será formado a partir das suas construções teóricas e das vivências no meio educacional, pois os estudos teórico-práticos fornecem os critérios exigidos na formulação das propostas de intervenção na realidade.

Na implementação de metodologias inovadoras, voltadas à formação profissional, esbarra-se nas tradicionais formas de ensino sedimentadas no meio acadêmico. Todavia, é indispensável que as inovações sejam propostas e aplicadas no ensino e na aprendizagem dos futuros educadores, por conta das exigências da própria sociedade, que hoje se encontra em processo de profundas mudanças institucionais, o que afeta a escola de modo avassalador.

Ao se trabalhar a pesquisa na sala de aula da graduação, levando as descobertas teóricas para o campo da escola, gera-se oportunidades únicas de envolvimento dos alunos quer na capacidade de construir conhecimentos, quer nas relações interpessoais estabelecidas com professores e colegas.

Silva (1990) defende a idéia do “ensinar pesquisando e pesquisar ensinando” (p.19). Ou seja, conhecer e preservar a especificidade do ensino e da pesquisa, sem perder o foco nos limites que cada um tem e que se impõem no cotidiano da sala de aula. A autora destaca, ainda, a importância de se estabelecer relações estreitas entre a teoria e a prática. Para ela, “Um trabalho crítico é essencialmente um esforço contínuo de ação e reflexão, teorização sobre a prática” (idem, p. 14).

Fazendo coro com essas considerações preliminares está a tendência atual da educação, cujo propósito é o estudo e a utilização dos processos de interação, que devem fazer parte dos planos de aula e que se volta para a combinação de atividades individuais e grupais. São os meios de organização dos estudos acadêmicos e escolares privilegiando a ação do aluno nos rumos da sua própria aprendizagem.

Há uma necessidade premente de se superar as condições de ensino e aprendizagem, que se impõem nas escolas, em todos os seus níveis. Imposição essa que está diretamente relacionada com os modos tradicionais de condução do processo de ensinar e aprender, que ainda são considerados os mais seguros e eficazes, por muitos professores e alunos. Criar novos modos de gerir o processo de ensino e estimular outros meios de gerar aprendizagem constituem-se como os desafios propostos aos professores deste tempo.

Temos, portanto, a certeza de que um olhar criterioso deve ser lançado à formação inicial do pedagogo. Para os acadêmicos e futuros profissionais da educação, o esforço

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educativo dos professores/formadores precisa privilegiar as formas mais democráticas e dialógicas de construção dos saberes. É preciso optar por metodologias que estejam voltadas para a valorização das relações em sala de aula e com a comunidade escolar, demonstrando o valor da educação, do trabalho pedagógico e da gestão participativa para uma sociedade mais justa.

Partindo-se destas considerações, defendemos a crença de que o curso de Pedagogia tem o compromisso de garantir uma boa formação intelectual e técnica aos futuros profissionais da educação. São esperados de seus estudos acadêmicos e do seu olhar investigativo e crítico sobre as práticas escolares, resultados eficazes para as mudanças que se pretende na educação nacional e na sociedade. Promover o desenvolvimento da competência pessoal e profissional torna-se, assim, compromisso ético dos docentes, nos cursos de formação do pedagogo. Altet (2001) nos alerta para a urgência de novas práticas pedagógicas na formação docente, ao expor seu trabalho investigativo sobre os conhecimentos e competências dos profissionais formadores de professores:

Parece-nos importante procurar identificar os modelos sobre os quais se apóia a profissão e, para tanto, interrogarmos os atores que praticam a profissão de professores e os formadores que os preparam para tal sobre os conhecimentos e as competências profissionais que, na opinião deles, constituem essa atividade profissional, bem como sobre aquilo que os ajudou a construir o seu profissionalismo (ALTET, 2001, p.23).

Inspiramo-nos em tais afirmativas para discutir e fomentar o debate acerca da formação do gestor educacional a partir de uma proposta metodológica inovadora no meio universitário público e para a qual adotamos o nome de Ensino com Pesquisa 2 . Na base de tal metodologia encontra-se a certeza de que o pedagogo atuará em diferentes espaços educativos e, para isso, ele precisa se tornar um profissional competente, que possa orquestrar o movimento de crescimento da qualidade, na educação brasileira. Na primeira parte, abordaremos o significado da pesquisa nos cursos de formação docente e a importância do professor-pesquisador no contexto educacional. Em seguida, serão relacionadas às condições ideais de aplicação da metodologia e como se produz um “Plano Estrutural de Conteúdos”, contando com a participação dos alunos na hora de planejar, executar e avaliar atividades. Finalizando a exposição, relataremos alguns resultados dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos serão aqui relatados, pois traduzem o envolvimento e a participação dos acadêmicos em todos os momentos de construção de saberes. Encerramos com uma síntese do

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ano letivo e das realizações do grupo de alunos da Complementação em Gestão Educacional, da Universidade Estadual de Maringá - UEM, Campus Regional de Cianorte - CRC, Paraná.

A PESQUISA NA FORMAÇÃO DO GESTOR

A pesquisa, como atividade necessária à formação de professores, já se constitui unanimidade nas falas e textos de inúmeros autores, que discutem a educação escolar e a qualidade do trabalho docente. Segundo Lück (2001), Donald Schön e os pesquisadores que o sucederam, despontam como uma fonte teórica rica e consistente, na defesa de uma prática

reflexiva, ou da reflexão sobre a própria prática, como idéia de ação docente necessária ao encaminhamento do processo de ensino e aprendizagem de forma ativa e comprometida. Como prática reflexiva, Lüdke (2001) nos esclarece que a idéia lançada por Schön, em

engajado na prática docente, com uma atitude de reflexão

sobre essa mesma prática, não apenas antes, em sua preparação, mas durante o seu desenrolar

e depois dele, procurando extrair elementos que ajudem a melhorá-la”. (p.11) Henry Giroux, por sua vez, amplia as idéias de Schön ao propor que os professores sejam vistos como “intelectuais transformadores” (In: Lüdke, 2001, p. 13), no sentido de se tornarem investigadores da sua ação e buscarem transformar as suas práticas de ensino a partir de estudos sobre princípios, métodos e teorias educativas. Assim, a função do professor reflexivo de Schön iria além do estabelecimento de normas de avaliação da sua prática, mas a de avaliar para mudar, conhecer e refletir para estabelecer novos modos de ensinar, inovando sua ação para formar pessoas também reflexivas e transformadoras. Baseando-se nestes autores e em seus sucessores intelectuais, buscamos subsídio teórico para a aplicação do ensino com pesquisa, como metodologia de ensino e de aprendizagem a ser adotada na graduação em Pedagogia. Todavia, o “como fazer?” não poderia apenas firmar-se nas posições de teóricos da educação, com pena de nos distanciarmos da proposta de aplicação dos saberes em sala de aula e na escola. Como professores reflexivos, foi nosso desejo pesquisar a nossa própria ação docente

e transformá-la, se possível, de modo a garantir uma formação ao acadêmico de Pedagogia, que se apresentasse adequada ao momento histórico e às mudanças sociais do seu tempo. Optamos, então, por consultar autores que buscaram associar teoria e prática e divulgaram suas experiências em textos científicos. Dentre os autores pesquisados estão Fernando Hernández e Montserrat Ventura (1998), que afirmam a necessidade de mudança na forma como se organizam as atividades de

1983, é a de um professor “(

)

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formação e vinculá-las à intenção de uma análise da própria prática docente, no sentido de produzir avanços qualitativos de renovação. Inovar, renovar, integrar e aperfeiçoar são verbos amplamente usados pelos autores, quando se referem à organização dos espaços da sala de aula e às buscas por novos conhecimentos, relacionados a diferentes áreas do conhecimento. Por sua vez, as idéias de Paulo Freire 3 acerca de práticas reprodutivistas nos chegam como um alerta para o repensar das propostas de formação docente, que normalmente utilizam modos tradicionais de ensino, muitas vezes desconectados dos interesses e necessidades dos alunos. Despertar a sensibilidade para a percepção de que tais práticas encontram-se muito distantes do que se pretende para a formação de educadores conscientes, críticos e autônomos é a tarefa dos formadores de professores, para o século XXI. O professor reflexivo, proposto por Schön (2000), ainda não encontra consistência nos cursos de graduação, que continuam reproduzindo metodologias de ensino voltadas à transmissão de conhecimento. Ao defendermos a pesquisa na sala de aula, a partir de um ensino com pesquisa, queremos expandir a proposta de formação do professor e do pedagogo, em especial, voltada à reflexão da própria prática enquanto docente ou organizador do trabalho pedagógico, nas escolas da Educação Básica. O Ensino com Pesquisa é uma metodologia que utiliza os princípios do ensino associados à observação, levantamento de hipóteses, leitura, redação, análise e síntese de um problema, até que se construa uma resposta, ainda que provisória. A dúvida e a crítica passam a ser elementos fundamentais para um estudo construtivo e significativo. Nesta proposta, a pesquisa propicia condições para que os estudantes assumam responsabilidades, adquiriam autonomia e desenvolvam um método de estudo eficaz para o seu processo de aprendizagem.

Na aplicação da metodologia junto à Complementação em Gestão Educacional, que atende egressos do Curso de Pedagogia interessados na ampliação dos conhecimentos e das suas possibilidades de trabalho, aluno 4 e alunas interferiram na organização de temas e subtemas de estudo, além do planejamento e execução de um Projeto de Intervenção, a ser apresentado pelos grupos, aos gestores das escolas visitadas. Nesta metodologia, a busca de soluções para problemas do cotidiano escolar e educacional desponta como proposta motivadora, que propicia um maior contato com as teorias e com as práticas pedagógicas, clássicas e contemporâneas. É diferente da idéia de ensino para a pesquisa presente na pós-graduação, pois é um momento em que o acadêmico está reconhecendo o seu papel de estudante e construindo a sua visão sobre a realidade na qual deverá atuar.

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As investigações teóricas e práticas, propostas em um “Plano Estrutural de Conteúdos” foram conduzidas de forma interdisciplinar, por meio do trabalho com conteúdos das disciplinas de “Atividades Práticas Aplicadas às Escolas: Gestão do Processo Educativo” e “Gestão Escolar e Coordenação do Trabalho Pedagógico”. O acompanhamento do processo de construção do conhecimento foi contínuo, permitindo revisões constantes e as recomendações necessárias ao prosseguimento dos estudos sobre gestão.

Estabeleceu-se a avaliação processual que culminou com apresentações de relatórios envolvendo a exposição oral e escrita dos resultados finais. Aplicamos a auto-avaliação de desempenho e apreensão do conhecimento, através de fichas previamente confeccionadas e preenchidas pelos alunos logo após as provas individuais, que serviram para avaliar a construção do conhecimento e as relações estabelecidas entre a teoria da gestão e a prática da gestão participativa e democrática.

Uma proposta de estudo acadêmico planejado previamente pelo professor e discutido com os alunos no início do período letivo, mostra-se eficiente no sentido de promover o comprometimento do aluno com a sua própria aprendizagem e formação profissional. É o que dá sentido e orienta a aplicação metodológica inovadora de associar a pesquisa científica às estratégias tradicionais de ensino universitário.

Para a Educação Superior, o primeiro desafio consiste na análise da consistência dos movimentos inovadores. É na universidade que deverá se estabelecer o diálogo contínuo entre as práticas sociais e a prática escolar, observando cuidadosamente a produção científica, como ela ocorre, como se desenvolve, de que modo se organiza. No meio acadêmico, com os propósitos de ensino e pesquisa, a grande contribuição social pode advir dos estudos das teorias emergentes e dos modelos sugeridos para a prática escolar. A proposta de trabalho com a metodologia do Ensino com Pesquisa permite uma caminhada segura no sentido de conduzir os alunos a uma formação acadêmica de qualidade. Baseando-se nesta premissa, o programa previsto em cada uma das disciplinas envolvidas na aplicação da metodologia do Ensino com Pesquisa, foi desmembrado em conteúdos específicos, interligados entre sim e que resultaram nos seguintes temas:

1. Pressupostos teóricos, que servem de base na formação do pedagogo, para a função de gestor em espaços educativos;

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3 Componentes de uma prática burocrática de administração comparada com os princípios da gestão democrática e participativa. Reportamo-nos às palavras de Arroyo (1991) para reforçamos o argumento de que é urgente um novo modo de preparação do pedagogo, para a vida profissional. Segundo ele, os vínculos entre reflexão e prática pedagógica têm mudado a realidade do mundo do trabalho.

Tais mudanças requerem um novo trabalhador, que seja capaz de “[

capacidade de entender-se e entender a realidade, as leis e a lógica que governam a natureza e

um novo saber, nova

]

a sociedade” (p.163).

O “Plano Estrutural de Conteúdos” é um instrumento de auxílio pedagógico, que tem a

função de demonstrar o planejamento das atividades propostas; apresentar textos de autores que servem de base teórica para os estudos; mostrar os objetivos e orientar a metodologia de pesquisa a ser adotada. Apresenta, ainda, as formas e instrumentos de avaliação e os tipos de estudos a serem desenvolvidos pelos alunos individualmente, em equipes e nas aulas a cargo

apenas do professor.

PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO PEDAGÓGICO

Ao se pensar em uma prática profissional comprometida com a educação, historicamente situada, recorremos a Alves, que defende a premissa de que se deve pensar sobre as possibilidades e as necessidades da formação docente: “Nesse sentido, acho que uma das questões que deve estar sempre presente, sobre a formação da professora, é a de que pesquisar e compreender o processo de pesquisa ou ter acesso aos bens culturais precisa ser entendido como direito”. (2002, p. 121)

A investigação da realidade e o questionamento das práticas cotidianas podem fazer do

professor/gestor um agente de transformação e mudança. Por meio de uma ação investigativa

é possível que a aprendizagem ganhe sentido e que este profissional passe a pesquisar a sua

própria prática. É o que Alves (2002) chama de “pesquisar pedagogicamente”, ou seja, uma pesquisa do cotidiano e no cotidiano e que deve ser realizada pelos sujeitos da construção de conhecimentos, ou seja, professores e alunos.

Uma investigação, a partir de estudos sistematizados e metodologicamente organizados, não se constitui como prática cotidiana na formação inicial do pedagogo. Utilizar-se da pesquisa, enquanto uma metodologia de estudos acadêmicos, ainda é considerada uma proposta incompatível com a realidade universitária, especialmente a do

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ensino público. Todavia, a experiência do ensino com pesquisa, desenvolvida em turmas do curso de Pedagogia, demonstrou ser possível a construção do conhecimento previsto pelos programas das disciplinas e permitiu ainda o desenvolvimento das habilidades necessárias à investigação, a crítica e à análise, assim como o convívio interpessoal, de forma ética e cooperativa, entre alunos, profissionais da educação e professores universitários.

O contexto social deste século exige novas práticas de formação profissional. Uma

educação reprodutivista e castradora certamente não dará conta de preparar o educador, que se pretende para a sociedade contemporânea. Lançar mão de metodologias que oportunizem o

interesse pelo conhecimento, pela busca de informações e pelas análises da realidade parece ser uma alternativa viável para as práticas docentes no ensino superior. O estímulo à pesquisa, à investigação e à produção de conhecimento pode se tornar uma via possível de formação do futuro profissional, ainda nos bancos da graduação. No cotidiano do meio universitário, especialmente nos cursos de graduação, a pesquisa é pouco estimulada pelos professores, e os alunos, quando convocados a “fazerem uma pesquisa”, limitam-se a copiar trechos de livros ou da Internet. Do ponto de vista de Demo (2000), “Predomina entre nós a atitude do imitador, que copia, reproduz e faz prova” (p.10). Neste contexto, a metodologia do ensino com pesquisa desponta como alternativa eficaz de estudos, vindo de encontro às metodologias mais conservadoras e reprodutivistas. Organizando as atividades acadêmicas de forma sistemática, planejada e formalizada, é possível desenvolver um estudo eficiente e interessante dos conteúdos das disciplinas, que compõem a organização curricular dos cursos de graduação. Para que o conhecimento pedagógico fosse assegurado aos alunos da graduação em Pedagogia, nos inspiramos em Gutierrez (2001), que nos apresenta alguns aspectos inerentes à aula e que devem ser levados em consideração, numa prática metodológica inovadora:

O espaço físico e espacial da sala de aula.

O clima sócio-emocional.

As possibilidades de interação entre disciplinas.

Os processos de ensino e aprendizagem.

As subculturas que se apresentam no meio educacional.

A análise desses elementos permitiu que uma avaliação prévia das possibilidades de

interação interdisciplinar e de criação de um sistema dinâmico de trabalho entre docentes e alunos, fosse realizada. Segundo o autor, para que uma aula propicie condições físicas e pedagógicas adequadas aos níveis de comunicação e interação necessários ao ensino e à

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aprendizagem, as estratégias de ensino devem estar vinculadas à integração dos saberes e das pessoas envolvidas no processo. Este olhar criterioso e sistematizado foi o que nos permitiu fazer um levantamento das condições necessárias à aplicação da metodologia do ensino com pesquisa nas salas de aula da Pedagogia, especificamente nas da Complementação em Gestão Educacional. Foi, também, o que fundamentou o planejamento e a execução de um projeto de estudos interativos e dinâmicos, que envolveu professores, alunos e comunidade educacional do município de Cianorte. Segundo Gutiérrez (2001), “Algunos autores relacionam la metodologia de proyectos em el aula com los paradigmas constructivistas pero, em cambio, otros consideran que sus formas de trabajo rebasan cualquier modelo o paradigma” (p.50). Este esclarecimento é fundamental, pois o nosso propósito de formação do pedagogo não deve se restringir a este ou aquele paradigma educativo, mas sim à superação de modelos e ações culturalmente estabelecidos, já que os objetivos da proposta do ensino com pesquisa se encontram vinculados à previsão, mas também, à inovação dos diversos passos e ações que se desenvolvem durante todo o processo de construção do conhecimento. O curso de Pedagogia vem enfrentando, nos últimos anos, várias alterações na sua estrutura curricular, em virtude das determinações legais e, também, das próprias mudanças nos modos de organização da sociedade e da cultura contemporâneas. A flexibilização, a descentralização, a comunicação multimídia e a reestruturação das instituições são temas constantes nos debates acerca das inovações e transformações por que passam os homens, na sua diversidade sócio-político-econômica. Isto afeta sobremaneira as orientações de como se organiza e desenvolve a formação docente, nos diferentes âmbitos de preparação para a vida profissional e em especial na formação do pedagogo. Ao se repensar a preparação para o trabalho pedagógico, junto às instituições

educativas e, em especial, aquele desenvolvido na esfera da escola pública brasileira, chegou- se à conclusão de que a já conhecida fórmula de associar teoria e prática necessitava de um cuidado mais rigoroso para alcançar melhores resultados. Por isso, firmou-se o propósito de realizar uma pesquisa participante na qual, ainda que em situações e tarefas diferentes, “[ ]

pesquisadores e pesquisados são sujeitos de um mesmo trabalho comum [

]” (BRANDÃO,

2001, p. 11). Realizar este tipo de pesquisa, porém necessita de uma orientação específica e esclarecedora sobre a melhor maneira de desenvolvê-la. Precisou-se, assim, de uma boa base teórica, não só sobre os fundamentos da pesquisa participante, mas da aplicação das suas

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categorias de análise no desenvolvimento de novos olhares sobre a formação do pedagogo. Severino (2001), Santos (2002) e Brandão (2001) foram os autores escolhidos para subsidiarem a fundamentação e orientação teórica das pesquisas.

FORMAR O GESTOR: UM DESAFIO A classe do 5º ano é composta por vinte e três alunas e apenas um aluno, com idades que variam entre vinte e um e trinta e cinco anos. Deste grupo, grande parte das alunas já exerce a profissão docente ou ocupam cargos de supervisão ou administração escolar, em instituições de ensino público estadual, municipal ou ensino privado. Das demais, cinco alunas não possuem nenhuma experiência ligada à educação formal. Ao serem comunicadas da intencionalidade didática de condução do ensino e da aprendizagem utilizando a pesquisa, as alunas apresentaram-se espantadas. A primeira idéia foi a de que não haveria estudo da matéria, durante as aulas, e que os conteúdos a serem estudados ficariam defasados. Depois de algumas reflexões a segunda reação foi a de dúvidas sobre as condições em que aconteceriam os estudos. O tempo e o espaço poderiam tornar-se inimigos do cronograma de trabalho. Contudo, ao final de acalorados debates, a idéia de estudar utilizando os princípios e os métodos da pesquisa científica, transformou-se em entusiasmo. O argumento para motivá- las ao estudo através da pesquisa veio das idéias de Paulo Freire sobre a pedagogia libertadora 5 , que se contrapõe a uma educação antidialógica, que impede a superação das contradições presentes na realidade acadêmica e social. Trabalhar o ensino com pesquisa, reorganizando os conteúdos e estimulando o estudo individual e coletivo das alunas, constituiu-se em possibilidade de trabalho inovador. A

preocupação, porém, não se restringiu apenas à formação acadêmica, mas também se voltava para o futuro profissional das alunas, já que ao desenvolver as capacidades e habilidades para

a

pesquisa, poderiam se tornar pesquisadoras da sua própria prática. Na implementação da proposta do ensino com pesquisa foi necessário o planejamento

e

a montagem de um projeto. Precisou-se, então, de um problema de pesquisa e de um tema a

ser investigado levando-se em conta o espaço escolar nesse momento de transição paradigmática. Os estudos sobre planejamento e avaliação curricular, previstos nos programas das disciplinas, puderam ser orientados a partir de um eixo norteador. Escolhemos o Projeto Político-Pedagógico por possibilitar uma visão teórica e prática do trabalho escolar. As idéias dos teóricos que tratam de planejamento, projeto pedagógico e avaliação institucional foram estudadas através da leitura, análise e síntese de textos. Porém estas

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atividades representaram e representam, para os estudantes em geral, uma árdua tarefa. Desacostumados com a leitura de textos científicos e com as análises mais aprofundadas das idéias de cunho técnico tendem a realizar uma leitura superficial, quando ela existe. No que se refere ao estudo de textos na universidade, Croce (2002. p.3) faz a seguinte reflexão: “Devemos admitir que nem sempre o ato de ler é algo prazeroso. Muitas vezes as leituras de textos técnicos são adiadas pelo fato de não apresentarem conteúdo estimulante e motivador. Porém, o acadêmico sabe que a atividade de leitura é essencial, básica para a sua aprendizagem”. Partindo-se do princípio de que a leitura seria fundamental para a análise da realidade escolar, decidiu-se pela escolha de autores contemporâneos que tratassem do contexto educacional, abordando a temática do estudo. Foram selecionados os textos que tratam do planejamento educacional, da formação do pedagogo para a gestão escolar e da avaliação institucional. Os autores que forneceram elementos de análise do contexto político-pedagógico da escola pública também propiciaram reflexões sobre a função docente e a formação do professor. Destacaram-se Pimenta e Anastasiou (2002), Libâneo (2001), Eyng e Zainko (2002), assim como Veiga e Amaral (2002), dentre outros. Na observação da realidade escolar manteve-se contato direto com os diretores de escolas ou os seus representantes. As escolas visitadas foram previamente contatadas pelas professoras e pelas alunas e algumas escolheram, em alguns momentos, pesquisar as próprias escolas onde atuam. Na coleta de dados empíricos optou-se pela observação participante, utilizando-se a entrevista como instrumento para a obtenção das informações sobre o modo como se conduz a implementação do Projeto Político-Pedagógico nas escolas. Nas entrevistas, as alunas utilizaram algumas questões previamente elaboradas, mas a principal opção foi por questões abertas, para que fosse possível um diálogo descontraído, no qual os entrevistados se sentissem à vontade para expor seus temores, sonhos e expectativas. A aplicação das entrevistas foi feita durante a visita das alunas para observar e conhecer o trabalho pedagógico realizado pelos professores e equipe administrativa. Como a pesquisa das acadêmicas foi organizada a partir dos pressupostos que determinam a elaboração e execução do Projeto Político-Pedagógico, o foco das questões se manteve no planejamento educacional e na avaliação realizada nas escolas. Deste modo seriam contemplados os conteúdos previstos na Disciplina, já que o programa propunha as seguintes abordagens:

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Síntese histórica e ideológica do planejamento.

Conceito, princípios, níveis e processo de planejamento.

Política educacional e planejamento no Brasil.

Planos de educação nos níveis federal, estadual e municipal.

Planejamento educacional: tipos, objetivos, elaboração e avaliação.

Aspectos sociais, políticos e econômicos do planejamento escolar.

Elaboração do planejamento pedagógico: teoria e prática.

A avaliação no contexto escolar: teoria e prática.

Para que a proposta do ensino com pesquisa se concretizasse foi necessário que outras

etapas fossem sendo vencidas ao longo dos estudos na Disciplina de Planejamento e

Avaliação Curricular. As etapas previam:

a) investigação dos pressupostos teóricos que orientam e regulamentam a implementação do Projeto Político-Pedagógico, nas escolas de Educação Básica.

b) análise da função do pedagogo nas atividades de organização, desenvolvimento e avaliação do Projeto Político-Pedagógico;

c) estudo das Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia e da necessidade de formação do gestor escolar.

futuros profissionais da educação, o esforço educativo dos

professores/formadores precisa privilegiar as formas mais democráticas e dialógicas de

construção dos saberes.

Para os acadêmicos

e

Esta foi uma das considerações feitas com o grupo de alunas que se envolveram na

proposta do aprender utilizando os fundamentos da pesquisa. Outras versaram sobre a teoria e

a prática pedagógica nas escolas e a atuação do diretor nesse contexto.

As angústias das alunas referiam-se à inadequada formação técnica para o exercício

profissional, e a preocupação girou em torno do modo como são conduzidas as ações docentes

em âmbito acadêmico com vistas à preparação do pedagogo para o mercado de trabalho. Por

sua vez, os conhecimentos construídos durante este ano nos deixam a sensação de que se pode

atuar com competência profissional, desde que o futuro pedagogo consiga, em seus anos de

graduação, observar a prática, analisar a teoria que lhe serve de base, documentar suas

propostas e discuti-las com seus pares, estabelecendo um meio de intervir e transformar a

escola.

CONSIDERAÇÕES E RESULTADOS

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As alunas que já atuam como docentes na Educação Infantil e Educação Básica ou em

equipes pedagógicas e administrativas das escolas da região enfatizaram a distância existente entre a teoria aprendida na universidade e a prática vivenciada nos espaços escolares. A dicotomia entre teoria e prática, na opinião das alunas, apresenta-se como o grande obstáculo

para atuarem com segurança, autonomia e eficiência na profissão.

Aplicar os conhecimentos teóricos sobre planejamento participativo, trabalho em equipe, autonomia na organização da escola, além da ampliação da idéia de administração escolar para a de gestão educacional destacam-se como os principais problemas, da prática pedagógica no ambiente escolar da Educação Básica.

Para organizar e orientar as idéias, dúvidas, temores e reflexões surgidas das discussões sobre pedagogia, educação escolar, gestão educacional e projeto pedagógico foi proposta a realização de um encontro científico, onde o tema central fosse a gestão escolar. Esta idéia transformou-se em projeto, o que viabilizou a leitura e discussões de textos, em outras disciplinas do currículo.

Além disso, as visitas às escolas passaram a ter um caráter investigativo e crítico das ações administrativas e pedagógicas de diretores e pedagogos, mas também da atuação dos Conselhos Escolares. Foram contempladas atividades de estudo da prática, levando-se em conta o conteúdo dos textos e as discussões de sala de aula.

As formas de administrar a escola e os conhecimentos sobre gestão tornaram-se, assim, alvo das investigações das alunas. Cresceu a curiosidade pelo papel do gestor do ponto de vista da administração democrática, em diferentes espaços educativos e da efetivação do planejamento participativo pela ação das pessoas que compõem a comunidade escolar. Outros estudos puderam ser desenvolvidos a partir destes interesses, pois as alunas perceberam as falhas oriundas da formação acadêmica.

O envolvimento com questões que se relacionam aos papéis dos sujeitos, na escola, especialmente no momento de planejar e elaborar o Projeto Político-Pedagógico foi outro aspecto bastante debatido e, por vezes, criticado veementemente. Houve a constatação de que há, em alguns estabelecimentos de ensino, um distanciamento entre direção e docentes, especialmente quando a proposta é a de formulação ou reformulação dos procedimentos administrativos e pedagógicos da escola.

O encaminhamento do trabalho pedagógico, nas escolas, necessita de avaliação

constante, desde o diagnóstico da situação em que se encontram a escola e a comunidade, até

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a ação educativa das pessoas que nela atuam. Pavão (1998, p.18) refere-se à avaliação como uma ação ampla e complexa, que envolve valores, juízos, currículo e ensino:

A natureza de um programa de avaliação depende, em primeiro lugar, dos objetivos

que se quer alcançar e da forma como são definidos e, em segundo lugar, dos propósitos para os quais se utilizam os resultados da avaliação. Quanto mais amplos e complexos sejam os objetivos, mais complexa será a tarefa de avaliação. Uma escola que se interesse somente pelo domínio da informação limitará seus esforços a avaliá- los. Por outro lado, uma escola cujos objetivos incluam o desenvolvimento de diferentes capacidades intelectuais, além de atitudes, necessita de uma margem ampla

de outros meios de evidência.

As dúvidas sobre a ação efetiva dos sujeitos, na escola, quanto à condução do processo educativo/formativo continuam permeando os debates nas salas de aula do CRC/UEM. As discussões não se esgotaram com o presente estudo. Pelo contrário, adquiriram fôlego redobrado. É necessário saber quem são, hoje, no espaço escolar, o professor e o aluno e quais as suas atribuições no processo de ensino e de aprendizagem, a partir de uma visão sistêmica da educação.

Das idéias dos teóricos da educação e das informações colhidas no contato direto com os diretores e pedagogos das escolas visitadas, o estudo sobre a organização da escola e o papel do administrador escolar na nova proposta de gestão educacional concretizou-se com um evento onde se discutiu um dos temas mais desafiadores, para as escolas públicas: a violência.

Eleito como tema da Semana de Pedagogia da UEM, para 2007, “A violência na e da escola” serviu de eixo norteador para os debates que ocorreram no I Encontro de Gestão Educacional da Universidade Estadual de Maringá, Campus de Cianorte, acontecido no dia 26 de outubro, próximo passado. Este evento foi prestigiado com a participação de diretores de escolas, pedagogos, professores e acadêmicos marcando assim o início de um processo de significativas mudanças na formação do gestor educacional, no Curso de Pedagogia da UEM.

Acreditamos que os resultados qualitativos e quantitativos alcançados no processo de ensino e aprendizagem são visíveis aos olhos de qualquer observador atento. As alunas demonstraram, em sua maioria, estarem preparadas para o enfrentamento das ações pertinentes ao gestor educacional, quer em domínio de conteúdo, quer nas atividades de coordenação de tarefas e relações interpessoais. É fato termos alunas se preparando com segurança e otimismo para o concurso público, que o Estado do Paraná promove ainda neste ano. Todos ou municípios estão com vagas para a função de pedagogo na Educação Básica, o

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que mobiliza os profissionais e egressos do curso a se empenharem no sentido de conquistar o seu espaço profissional e nele permanecer com competência e determinação.

NOTAS

1 Professora no Ensino Superior Público do Estado do Paraná. Docente na Universidade Estadual de Maringá, atuando na área de Políticas Públicas e Gestão Educacional, do Departamento de Fundamentos da Educação. Pedagoga. Especialista em Fundamentos da Educação e Mestre em Educação pela PUCPR.

2 Na proposta do ensino com pesquisa existe a parceria entre professores e alunos na busca pela produção do conhecimento e na superação da cópia e da repetição (BEHRENS, 2000, p.26). A aprendizagem está vinculada às articulações de cada aluno com a diversidade de atividades metodológicas e da relação dialógica, crítica e reflexiva do trabalho coletivo. O acesso a maneiras diferenciadas de conhecer acarreta uma tendência inovadora no modo de apreender individual e abre espaço à aprendizagem colaborativa.

3 A criticidade e a autonomia dos profissionais que atuam na educação e que são defendidas por Paulo Freire, em seus textos, constituem-se como condição indispensável para as práticas pedagógicas emancipadoras, democráticas e voltadas para a cidadania, de acordo com autores renomados no meio educacional. (GADOTTI e ROMÃO 1997; VASCONCELOS 2002; SEVERINO e FAZENDA 2001).

4 Apenas um (1) aluno faz parte dessa turma, portanto a referência a ele.

5 A Pedagogia Libertadora valoriza o interesse e a iniciativa dos educandos, dando prioridade aos temas e problemas mais próximos das vivências destes alunos, na organização de conhecimentos sistematizados. Mas, diferentemente do movimento escolanovista, a pedagogia libertadora põe no centro do trabalho educativo temas e problemas políticos e sociais, entendendo que o papel da educação é, fundamentalmente, abrir caminho para a libertação dos excluídos e oprimidos.

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