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Escola Secundária de Pinheiro e Rosa

ANO LETIVO 2014/2015
Ficha de Trabalho /Filosofia /10º Ano
Grupo I
Interpreta os três cartoons e responde às questões:

1. Qual é o problema filosófico que podemos formular a propósito de cada
um deles?

2. Que ideia ou ideias pretende o cartoonista transmitir?

Cartoon 1 Cartoon 2


Cartoon 3
1

Grupo II


A partir da análise dos textos a seguir apresentados, responde às seguintes questões:

1. Que tipo de coisas discutem os filósofos?

2. Há razões para adotar uma atitude crítica?
Texto 1

«A filosofia é uma atividade: é uma forma de pensar acerca de certas questões. A sua
característica mais marcante é o uso de argumentos lógicos. A atividade dos filósofos é,
tipicamente, argumentativa: ou inventam argumentos, ou criticam os argumentos de outras
pessoas ou fazem as duas coisas. Os filósofos também analisam e clarificam conceitos.
Que tipo de coisas discutem os filósofos (...)? Muitas vezes examinam crenças que quase
toda a gente aceita acriticamente a maior parte do tempo. Ocupam-se de questões
relacionadas com o que podemos chamar vagamente ‘o sentido da vida’: questões acerca da
religião, do bem e do mal, da política, da natureza do mundo exterior, da mente, da ciência, da
arte e de muitos outros assuntos. Por exemplo, muitas pessoas vivem as suas vidas sem
questionarem as suas crenças fundamentais, tais como a crença de que não se deve matar.
Mas por que razão não se deve matar? Que justificação existe para dizer que não se deve
matar? Não se deve matar em nenhuma circunstância? E, afinal, que quer dizer a palavra
‘dever’? Estas são questões filosóficas.
Ao examinarmos as nossas crenças muitas delas revelam fundamentos firmes; mas
algumas não. O estudo da filosofia não só nos ajuda a pensar claramente sobre os nossos
preconceitos, como ajuda a clarificar de forma precisa aquilo em que acreditamos. Ao longo
desse processo desenvolve-se uma capacidade para argumentar de forma coerente sobre um
vasto leque de temas – uma capacidade muito útil que pode ser aplicada em muitas áreas.»

Nigel Warburton, Elementos básicos de filosofia, Gradiva, págs. 19-21.


Texto 2

«(…) há sempre pessoas prontas a (…) mostrar-nos no que devemos acreditar. As convicções
são contagiosas e é possível convencer as pessoas de praticamente tudo. (…) Quando essas
convicções implicam o sono da razão, o despertar crítico é o antídoto. A reflexão permite-nos
recuar, ver que talvez a nossa perspetiva (ou, eventualmente, a dos outros) sobre uma dada
situação esteja distorcida ou seja cega. Nos últimos 2000 anos, a tradição filosófica (…) tem
insistido na ideia de que uma vida não examinada não vale a pena ser vivida. Tem insistido no
poder da reflexão racional para descobrir o que há de errado nas nossas práticas e para as
substituir por práticas melhores. Tem identificado a reflexão crítica com a liberdade – e a ideia
é que só quando nos conseguimos ver a nós mesmos de forma adequada podemos controlar a
direção em que desejamos caminhar.»

Simon Blackburn, Pense – Uma Introdução à Filosofia, Ed. Gradiva.









A professora: Sara Raposo.



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