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FACULDADE INTEGRADO DE CAMPO MOURÃO/PR CURSO DE DIREITO – 6º PERÍODO “B” PROJETO INTEGRADOR VI PROFESSORAS:

FACULDADE INTEGRADO DE CAMPO MOURÃO/PR CURSO DE DIREITO – 6º PERÍODO “B”

PROJETO INTEGRADOR VI PROFESSORAS:

ANA PAULA MANSANO BAPTISTA MARGARETE CRISTINA VERONA

ACADÊMICAS:

ANA BEATRIZ DA SILVA GOUVEIA ANA PAULA BENTO PELISSARI ANA PAULA DE CAMARGO SASSO BRUNA LEONÇO DE LUCENA KÁSSIA KYM MELLO ITO LÉIA MARA RIBEIRO

- 1ª ATIVIDADE DA DISCIPLINA DE DIREITO DE PROCESSO CIVIL III – PROFESSOR: RODRIGO NUNES COLETTI:

DIRETRIZES DO TRABALHO:

Cada grupo receberá uma cópia fiel de um processo verídico que tramitou pelo poder judiciário de Campo Mourão; Apesar de serem públicos os atos processuais, os alunos não poderão comentar, fora do âmbito acadêmico, os fatos que ocorreram no curso dos autos; É terminantemente proibido o acadêmico sair da sala de aula com a cópia do processo. O acadêmico não poderá levar a cópia do processo para casa. Em nenhuma hipótese será aceito que o acadêmico retire foto, fotocópia ou digitalize a cópia do processo;

O grupo deverá analisar a fotocópia do processo e saber/entender exatamente quais são os pedidos do autor e réu e os fundamentos destes pedidos; Será postado algumas sentenças verídicas para que o acadêmico tome- as como parâmetro para responder a questão de número 07. Após uma leitura prévia dos autos o aluno deverá responder as seguintes indagações:

1) Analise o processo que vos será entregue e transcreva:

  • a) O nome da parte Autora e Ré;

Parte Autora: Cristian Shimizu Taborta;

Parte Ré: Banco Bradesco S/A.

  • b) O nome e o registro da OAB dos advogados da parte Autora e Ré (caso

tenha mais de um advogado, transcreva apenas de um);

Advogada da parte Autora: Lidia Sá da Silva, OAB/PR, nº. 17.185; Advogado da parte Ré: José Ivan Guimarães Pereira, OAB/PR nº.

13.037.

c)

O número dos autos, a vara em que o processo tramitou e qual a ação

tratada no presente caderno processual.

 

Nº. dos autos:

0001010-11.2005.8.16.0058

 

692378-0;

Vara: 1ª. Vara Cível; Ação: Apelação Cível – Ação de Indenização c/c Perdas e Danos Materiais e Morais.

2) Transcreva o número das folhas onde encontram-se:

a)

A petição inicial;

  • b) Documentos que compõem a petição inicial;

Procuração: fl. 12; RG do Autor: fl. 13; Procuração: fls. 14-15; Extrato mensal do BRADESCO: fls. 16; B.O.: fl. 17; Termo de audiência: fl. 18.

  • c) Contestação;

Fls. 49-62.

  • d) Documentos que compõem a contestação;

Fls. 63-64.

  • e) O nome das Testemunhas/Informantes ouvidos pelo Autor;

Dorival Sebastião Bassi, Maicon Aparecido Bassi e Maria de Lourdes

Sitimizu Taborda.

  • f) O nome das Testemunhas/Informantes ouvidos pelo Réu;

Não foram arroladas (os).

  • g) Alegações Finais pelo Autor;

Fls. 144-146.

  • h) Alegações finais pelo Réu.

Fls. 151-154.

3) Quais os principais argumentos utilizados pela parte Autora para justificar o seu pedido principal?

A parte Autora requer indenização por danos morais, tendo em vista a responsabilidade objetiva do banco com relação à veracidade das notas. Tal situação ensejou um processo criminal na esfera federal, o que consequentemente, nas palavras do Autor, transformou sua vida num verdadeiro calvário. O Autor ainda peticiona indenização por danos materiais, uma vez que, teve que ressarcir o vendedor do carro que adquiriu.

4) Quais os principais argumentos utilizados pela parte Ré para justificar a sua contestação?

Inicialmente, o Réu alega que o Autor não faz provas de que as notas

eram falsas, bem como não provou que quem repassou as notas foi o réu. Em seguida, o Réu aduz que tem funcionários treinados para o manuseio de numerário, o que foi provado quando o caixa de outra agência do mesmo banco reconheceu a irregularidade das mesmas notas. Por fim, o Réu recorda que a suposta irregularidade foi constatada mais de um mês depois.

5) Indique pelo menos, 02 (duas) decisões interlocutórias proferidas nos autos, transcrevendo o número das folhas em que tais decisões encontram-se grafadas. Diga ainda sobre o que foi tratado nessas decisões interlocutórias.

Decisão interlocutória: fl. 44; Concessão de Justiça Gratuita: fl. 119; Expedição de nova carta precatória para inquirição das testemunhas arroladas: fl. 70.

6) Transcreva (cópia fiel) pelo menos 01 (um) ato meramente ordinatórios e um despacho proferidos no processo, citando em que folhas foram proferidos;

Fl. 69 – Ato Ordinário: Autos nº 673/2005:

“I- Digam as partes no prazo legal de 5 dias, quanto as provas que pretendem produzir, declinando-lhes o seu alcance e finalidade. II- Intimem-se.”

Fl. 75 – Despacho: Autos nº 673/2005:

“I- Designo o próximo dia 08/05 para as 16h para audiência de conciliação e saneamento. II- Intimem-se diligências necessárias.”

7) Elabore uma sentença judicial do processo que foi entregue ao grupo. A sentença poderá ser processual ou de mérito. O grupo deverá elaborar a sentença com todos os seus elementos (artigo 458 do CPC). Na parte dispositiva o acadêmico deverá fundamentar a sua decisão com base no artigo 267 ou 269 do CPC.

SENTENÇA

Vistos e examinados estes autos sob o n° 673/2005, sendo o Autor Cristian Shimizu Taborda, inscrito no CPF sob o n° 007.414.999-75 e Réu Banco BRADESCO S/A, inscrito no CNPJ sob o n° 60.746948/0001-12.

RELATÓRIO

Cristian Shimizu Taborda ajuizou a presente ação em face do Banco BRADESCO S/A, pleiteando a condenação da parte contrária ao pagamento ou indenização por danos materiais e morais em valor não inferior ao equivalente a mil e seiscentos salários mínimos. Após informar que no dia 20 de julho de 2004, sacou a importância no valor de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) na agência do Banco BRADESCO S/A, inclusive as notas falsas. Alegou que após comprar um veículo de Dorival Sebastiao Bassi, cujo o valor avençado foi de R$ 15.500,00 (quinze mil e quinhentos reais), seria repassado ao vendedor a importância de R$15.000,00 (quinze mil reais) e em 15 de agosto de 2004 saldaria o restante da importância avençada. Entretanto, deixa de fazer prova de que isso de fato ocorreu, ônus que lhe cabia, ao teor do artigo 333, inc. I, do Código de Processo Civil, na medida em que não se justifica na espécie a inversão do ônus da prova. Posteriormente à assinatura do contrato, o Autor e o vendedor dirigiram-se até as dependências da agência do Banco BRADESCO

S/A para que o mesmo sacasse à importância do valor correspondente a venda. Ao chegar às dependências, o Autor foi diretamente falar com o gerente, pois precisava sacar a importância de R$15.000,00 (quinze mil reais) em dinheiro, sendo em notas de cinco, dez e cinquenta reais. Nesta ocasião, houvera conferência do valor pago, não constatando nenhuma irregularidade. Ocorre que em 24 de agosto de 2004, Dorival Sebastião Bassi, de posse do dinheiro, se deslocou até a agência para pagar uma dívida, quando o caixa daquele estabelecimento ao efetuar a conferência do dinheiro, constatou que oito notas de R$ 50,00 (cinquenta reais) eram falsas, sendo as mesmas retidas pela instituição financeira. Aduziu que depois já em sua casa suspeitando de falsidades de outras quatro cédulas, levou à delegacia de polícia, o qual por sua vez, encaminhou a delegacia da Policia Federal em Maringá/PR, ensejando a instauração do inquérito policial n° 593/20004, ainda no trâmite na época do ajuizamento da ação. O Réu citado apresentou contestação impugnando pela procedência ao pedido da parte contrária, porque inverídica é a alegação de que as notas falsas foram sacadas na agência do requerido localizado em Campo Mourão/PR.

FUNDAMENTAÇÃO

A falsidade das notas é fato admitido como incontroverso não dependendo, portanto, de produção de provas nos termos do art. 334, III do Código de Processo Civil – CPC, onde o Autor deixa de fazer prova de que o valor de R$ 15.000,00 foi efetivamente sacado no banco do requerido inclusive as notas falsas. No teor do art. 333, I do CPC. Na medida que não se justifica na espécie a inversão de ônus de prova. A instrução processual cingiu-se à oitiva das testemunhas, mas nenhuma delas afirmou que as cédulas falsas foram retiradas em uma

das agências do requerido eram as mesmas sacadas em outras de suas agências. O período entre o saque do dinheiro em uma agência e a retenção das cédulas falsas em outra, mais de um mês, outro fato que pesa contra a versão descrita na inicial. Logo, os elementos de prova não autorizam concluir que são verdadeiras as alegações do autor, situação que conduz à improcedência de suas pedidas.

DISPOSITIVO

Ante o exposto e por tudo mais que dos autos consta, julgo IMPROCEDENTE os pedidos formulados por Cristian Shimizu Taborda em face do Banco BRADESCO S/A, com resolução de mérito, com fundamento no art. 269, inciso I, do Código de Processo Civil. Ainda, condeno o Autor ao pagamento das custas e honorários sucumbências devidos aos procuradores do Réu, estes que arbitro em R$ 1.000,00 (um mil reais), o que faço com fulcro no Art. 20, § 4º do CPC, observado o Art. 12 da Lei n.º 1.060/1950 (assistência judiciária aos necessitados).

Publique-se.

Registre-se.

Intimem-se.

Nome do Juiz Juiz de Direito

8) A sentença proferida pelo grupo é típica ou atípica? É condenatória, constitutiva ou meramente declaratória? Justifique.

A sentença proferida é típica, com base no art. 269, I do CPC, pois o

juiz analisou os pedidos do Autor e do Réu, sendo o único caso de

tipicidade de sentença com resolução de mérito. A sentença é condenatória, pois com a improcedência certificou-se o direito da parte Ré (parte vencedora) de não fazer a obrigação requerida pelo Autor, ou seja, não foi sancionada a pagar dano material e moral.