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MADEIRA EMIGRANTE
- Serviço de Notícias Regionais -

Actualidades:
Conselho Regional do PSD-M sustenta
que Portugal caminha para a "decadência"
O Conselho Regional do PSD-M considera que Portugal caminha para a "decadência"
facto que merece o "desdém" e o "afastamento cívico" dos sociais-democratas
madeirenses de Lisboa."A informação que vem chegando ao povo madeirense sobre
situações eticamente condenáveis e que espelham a decadência em que Portugal vai
mergulhando crescentemente, constituem motivo para desdém e para o nosso maior
afastamento cívico possível de Lisboa", é uma das conclusões daquele órgão do PSD-
M, reunido no início do mês.
O Conselho salienta que "a posição do PSD-M é a de não misturar, nem explorar,
esses acontecimentos", faz notar serem "inadmissíveis perseguições a políticos,
independentemente do partido que pertençam" mas declara também não ser de
admitir "a politização da justiça", nem ser de aceitar "impedimentos à livre opinião
sobre as suas decisões".
"O Conselho Regional regista adequadamente o insólito provocatório do Programa do
Governo socialista que, sem corrigir a instrumentalização político-partidária do Estado
contra o povo madeirense, escândalo único na Europa democrática, se atreve a
prometer invadir competências constitucionais e legais da Região Autónoma", diz o
documento das conclusões.
Refere que "a proposta de uma nova Lei de Finanças Regionais, apresentada à
Assembleia da República, não é mais do que a reposição de uma justiça antes
consensualmente institucionalizada, bem como um objectivo de dignificação do Estado
português" e constitui um "desafio à coerência de todos os partidos políticos face a
posições anteriormente assumidas, bem como à lógica de defenderem ser hoje a
Assembleia da República o centro do poder em Portugal".
O PSD-M exprime "a sua profunda preocupação com a situação do Partido Social
Democrata no continente que paga, assim, o preço de, em devido tempo, não ter
aceite a proposta de unidade apresentada a partir desta região".
Os conselheiros madeirenses consideram que "os quadros dirigentes intermédios,
bem como muitos de cúpula, foram-se afastando das aspirações e das motivações
legítimas do eleitorado, inclusive o social-democrata".
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"Num situacionismo inadmissível face ao sistema político-constitucional, - realçam -


foram aceitando os líderes que a comunicação social hostil ao PSD lhes ia ditando".
Ao repudiar esta conjuntura em que diz não se envolver, "o Conselho Regional do
PSD-M entende que não se deverão formar grupos de apoio ou de representação
pública das facções que se digladiam, limitando-se à abertura das sedes no dia em
que decorram eleições internas nacionais, a fim de cada filiado, livremente, optar em
consciência".
O PSD-M exprime, no entanto, "a sua solidariedade à líder nacional e agradece-lhe
publicamente a lealdade e a coragem que assumiu ante os portugueses, face à
situação nacional e, especialmente, o não ter receio de dizer a verdade sobre a
Madeira".
O Conselho solidariza-se com a estratégia que levou à elaboração do Orçamento
Regional para 2010, associa-se à celebração da queda do Muro de Berlim e "deseja a
todos os portugueses e particularmente aos residentes na Região Autónoma da
Madeira e às comunidades espalhadas pelos mundo um bom Natal e Feliz Ano 2010".

Turismo homenageou
casal alemão pela 75.ª visita à região
A secretária regional do Turismo e Transportes, Conceição Estudante, homenageou,
no último dia 4, o casal alemão Egon e Astrid Roes pela 75.ª visita à Região Autónoma
da Madeira.Conceição Estudante realçou ser importante homenagear a fidelidade que
os turistas dedicam ao destino Madeira que "começa por ser uma descoberta mas que
se vai aprofundando com o tempo passando a constituir uma mais-valia que não é
quantificável". "É uma verdade genuína", referiu a governante, que acaba por ser
divulgada junto do círculo social onde vivem: "são nossos grandes promotores porque
tudo o que sai é verdadeiro e genuíno".
Astrid Roes revelou, por seu lado, gostar "muito da ilha da Madeira" e que, por sua
influência, já trouxe à Região cerca de uma dezena de amigos: "as pessoas
perguntam porque é que nós gostamos tanto da ilha e nós respondemos que é preciso
experimentar".Para o casal, a Madeira tem "sempre algo para descobrir" mesmo após
às dezenas de deslocações à região.
Em nome do Governo Regional, a Secretaria Regional do Turismo e Transportes
entregou ao casal um certificado atestando simbolicamente a sua 75.ª visita, um ramo
de flores, várias lembranças da ilha tendo a ocasião sido brindada com um cálice de
vinho Madeira.

Madeira continua
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a ser destino de qualidade


A secretária regional do Turismo da Madeira garante que, apesar da redução dos
preços praticados na maioria dos hotéis para fazer face à crise, a região "continuará a
ser sempre um destino de qualidade". Em declarações à agência Lusa, Conceição
Estudante contrariou a ideia de que, devido à conjuntura económica difícil, existam
"indícios que a qualidade dos serviços prestados no sector turístico tenha diminuído",
o que mancharia a imagem de marca deste destino.
A governante destacou que há cerca de duas semanas foram apresentadas as
conclusões de um trabalho que demonstram que a Madeira "é um destino de
excelência, sendo com essa qualificativa,
intenção e postura que se vai posicionar". Refere que "durante muitos anos existiram
dificuldades ao nível de preços competitivos em matéria dos transportes, mas não se
pode confundir esta situação de facilitação de acesso à Madeira com outra qualquer".
Acrescentou que, presentemente, "há maior possibilidade no que diz respeito ao
turismo interno", o que permite que "mais portugueses possam visitar a Madeira, um
objectivo que está a ser atingido, mas em nada implica a perda de qualidade", nem
representa que possa vir a ser considerado um destino turístico de segmento baixo.
Conceição Estudante confirma que os preços praticados na hotelaria têm vindo a ser
reduzidos, "alguns em função da situação conjuntural que se vive, que não é estrutural
e vai ter a sua evolução", e que "houve um abaixamento desejado do preço dos
transportes para a região".
Para a responsável do turismo madeirense, "tudo o que tem sido feito pela região para
promover a qualidade", incluindo os investimentos feitos pelas próprias unidades
hoteleiras do arquipélago na formação de pessoal e renovação das instalações, é uma
demonstração que a actual situação "não se vai traduzir de maneira nenhuma em
perda de qualidade".
Salienta que "basta vir à Madeira e comparar, quer ao nível dos serviços prestados,
quer ao nível das infra-estruturas, do património construído e acessibilidades para,
facilmente, se constatar que esta região pode concorrer, à vontade, com qualquer
destino do país e fica em primeiro lugar".
Conceição Estudante considera que a actual situação de crise económica que tem
reflexos a nível mundial "é uma situação passageira".
Conclui: "se formos verificar os preços praticados na hotelaria, eles estão ao nível de
há dois anos atrás e estas são situações que não são desejadas, nem desejáveis, mas
são recuperáveis".
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Jardim não chama "coveiro" do PSD


a Balsemão "só por ter sido fundador do partido"
O presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, declarou que não apelida
Francisco Pinto Balsemão de "coveiro do partido" apenas por ter sido fundador do
PSD.
Alberto João Jardim reagia, assim, às observações de Pinto Balsemão no debate
promovido pelo Instituto Francisco Sá Carneiro onde o ex-líder social-democrata
considerou que o PSD
poderá estar a caminhar para "um suicídio colectivo". "Toda a gente sabe o que tem
sido o sr. dr. Pinto Balsemão e os seus órgãos de comunicação social -- hoje um dos
maiores capitalistas de órgãos de comunicação social -- têm sido bastante
penalizantes do PSD, portanto, ele sabe melhor do que eu porque é que há essa
situação", disse à chegada ao Funchal."Eu não queria dizer isso (coveiro) porque ele
foi um dos fundadores do partido e só não lhe chamo isso porque ele foi um fundador
do partido".
O fundador e ex-presidente do PSD Francisco Balsemão considerou que o seu partido
se encontra num "impasse" ideológico, do qual tem de sair sob pena de caminhar para
"um suicídio colectivo".
As declarações de Balsemão foram feitas durante um debate promovido pelo Instituto
Francisco Sá Carneiro sobre os desafios que se colocam ao PSD, 35 anos depois da
sua fundação.
Balsemão começou por considerar que "nestes 35 anos, o PSD, em termos de lucidez
e coerência social-democrata, andou um tanto a reboque do chamado pêndulo da
história".
"E hoje, para além da história e das origens, é difícil, por vezes, dizermos o que
distingue verdadeiramente o PSD, qual a nossa identidade ideológica, que grandes
temas ou causas defendemos, que propostas e projectos apresentamos para o futuro
de Portugal e dos portugueses", prosseguiu.
"Temos de sair deste impasse, sob pena de caminharmos para um suicídio colectivo",
concluiu o presidente do grupo Impresa e ex-primeiro-ministro, dizendo que quem
analisar "a composição ou decomposição" do eleitorado do PSD "verificará que essa é
a tendência".
De acordo com Balsemão, o PSD é ou deveria ser um partido reformista,
interclassista, para o qual "o valor da igualdade pesa tanto como o da liberdade" e
"que aposta na sociedade civil" embora "sem deixar tudo à mão invisível do mercado".

CMF aprova Orçamento


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“adequado e rigoroso” para 2010


A Câmara Municipal do Funchal aprovou esta semana, com os fotos favoráveis do
PSD apenas, o Orçamento para 2010, o que no dizer do responsável da área
financeira da autarquia, Pedro Calado, é um “orçamento adequado à realidade” e
“rigoroso” nos projectos de investimento.
De acordo com o vereador com o pelouro das Finanças, a CMF tem por objectivo
equilibrar contas e manter uma 2excelente taxa de execução”. Para isso, averba
orçamentada para o próximo ano volta a diminuir, descendo dos 114 milhões inscritos
no Orçamento de 2009 para os 108 milhões de euros em 2010.
Pedro Calado explica que “essa diminuição tem a ver com o ajustamento dos projectos
de investimento às realidades financeiras que neste momento são reduzidas porque
há contenção de despesas correntes e despesas de funcionamentos”.
Desta maneira, a câmara vai “poupar cerca de três milhões de euros nas despesas de
funcionamento” e vai afectar cerca de 48% do orçamento só para investimento.
Ainda de acordo com o vereador Pedro Calado, a autarquia funchalense vai aproveitar
a baixa das taxas de juro no mercado monetário internacional “para amortizar, pela
primeira vez, quase seis milhões de euros do passivo financeiro, ou de amortização de
dívida na banca”.
Apesar d Orçamento de contenção aprovado para 2010, a câmara terá de abrir os
cordões à bolsa para proceder à contratação de 50 novos funcionários que são
necessários para colmatar a saída de alguns trabalhadores que vão para a reforma.
Ainda assim, o responsável pelas Finanças da autarquia garante que os custos com
pessoal crescem apenas 1,6% relativamente ao ano passado.

João Carlos Abreu visita os EUA em 2010


para dar conferências nas universidades
João Carlos Abreu, antigo secretário regional do Turismo e agora presidente da
associação de solidariedade social destinada a apoiar crianças desfavorecidas, a
CRIAMAR, deslocar-se-á no próximo ano aos Estados Unidos para proferir
conferências em diversas universidades norte-americanas.
O antigo governante madeirense foi convidado por diversas instituições de ensino
superior para falar sobre a importância da animação para o turismo e sobre o
fenómeno da emigração madeirense.
João Carlos Abreu, que já proferiu palestras em universidades de Roma, Nápoles e
das Canárias, manifestou ao Jornal da Madeira o seu regozijo pelo convite que o
levará aos EUA no segundo semestre do próximo ano.
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“Os turistas sempre escolheram sítios para passar férias para se sentirem bem, numa
envolvência tranquila, alegre e, por isso, os destinos devem ter isso em atenção, pois
ninguém vem passar férias para ouvir falar de crise, para ouvir tristezas”, referiu o ex-
governante a propósito da importância que o factor da animação tem no
desenvolvimento do turismo.
João Carlos Abreu, que dedicou quarenta anos da sua vida ao turismo da Madeira,
salientou ainda que”uma das coisas que as pessoas estão mais sequiosas é de
afectos e de serem animados e quando um turista se dirige a um destino não vai para
ter tristezas, ou para viver a crise, ele quer, sobretudo, encontrar nesse destino uma
animação cultural — que não é só de lazer — que lhe permita ter umas férias ideais”.
Falar de turismo é também falar de cultura, pois João Carlos Abreu reitera que se
tratam de dois sectores indissociáveis.
“E um povo sem cultura é um povo sem alma. Portanto, sendo um turista um ser
humano, ele quer encontrar uma animação que lhe permita conhecer a história, a
cultura e as tradições dos povos e tudo aquilo que é a alma de um povo”,
complementou.

Economia:

Mercado de cruzeiros na Região


gera receitas de 46 milhões de euros
O mercado de cruzeiros na Região, que tem vindo a crescer ao longo de 2009, deverá
gerar cerca de 46 milhões de euros de receitas, o que deixa bastante satisfeitos não
são as autoridades regionais portuárias, mas sobretudo os agentes do turismo
madeirense.
João Welsh, delegado da APAVT na Região e responsável da agência João de Freitas
Martins considera que este é um valor “extremamente importante” ainda para mais
tendo em consideração que o turismo tradicional gera na hotelaria cerca de 300
milhões de euros em receitas. Por isso, não perde tempo em defender para o sector
dos cruzeiros “mais atenção”, exactamente para que a Madeira tenha “esta indústria
sempre a funcionar bem”.
A notícia foi conhecida no dia em que o Clube de Entusiastas de Navios, a APRAM
(Administração dos Portos da Madeira) e a agência de navios João de Freitas Martins
promoveram uma cerimónia de boas-vindas ao navio “Azamara Journey”, que esta
semana fez a sua primeira escala no porto do Funchal.
O “Azamara Journey”, que até 2001 pertenceu à Renaissance Cruises (com o nome
“R6” e “R6 Blue”), depois navegou para a Pullmantur Cruises (com o nome “Blue
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Dream”), até 2005, e agora pertence à Azamara Cruises, cuja companhia está ligada à
Royal Caribbean, chegou à Madeira com mais de 600 passageiros a bordo, rumo às
Caraíbas e com passagem pelas Canárias.
Os agentes do sector dos cruzeiros consideram esta passagem pelo Porto do Funchal
importantíssima para a Região, uma vez que faz integrar a Madeira na rota de
regresso do navio às Caraíbas, além de que se trata de uma navio de grande
qualidade, virado para um segmento de passageiros médio alto e com grande poder
de compra.

Porto Moniz promove património natural


para atrair mais turismo para o concelho
A Câmara Municipal do Porto Moniz quer dar mais visibilidade e notoriedade ao
Concelho e, por isso mesmo, vai desenvolver uma campanha de promoção turística
com base nos aspectos naturais e no desporto e lazer.
Assim, a Laurissilva, as actividades radicais e os passeios a pé serão alguns dos
“produtos” turísticos que o novo elenco camarário, presidido por Valter Correia, vai
“vender” como cartaz do Porto Moniz.
A Câmara Municipal vai então proceder à recuperação das veredas municipais com
interesse turístico, visando a criação de um circuito pedonal pelo interior da
Laurissilva, que é Património Natural Mundial da UNESCO e principal recurso turístico
daquele Concelho.
Está à vista de todos a quantidade de turistas que todos os dias percorrem a pé as
veredas e levadas do município, como aqueles que sobem e descem em rapel e em
slide as ribeiras e é, por isso mesmo, que a autarquia quer conservar e aproveitar o
interesse turístico de todos estes recursos.
Valter Correia acrescenta ao Jornal da Madeira que a câmara municipal vai também
apoiar o Clube Naval do Seixal na elaboração de circuitos de “Canyoning”,
aproveitando as quedas de água do concelho, consideradas das mais espectaculares
do mundo por vários especialistas.
Em simultâneo, a edilidade vai promover um roteiro com os principais pontos de
interesse turístico do concelho, desde miradouros a levadas e lagoas, e com os locais
onde se pode fazer “canyoning”, passeios a pé, surf, parapente, entre outras
actividades de desporto e lazer ao ar livre.

Actividades marítimo-turísticas
crescem na Região
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As actividades marítimo-turísticas no porto do Funchal são já consideradas uma


importante oferta da animação interna do destino Madeira procurada diariamente,
durante o ano inteiro, por milhares de visitantes.Nesta actividade, em crescente na
Madeira, figuram os passeios marítimos para contemplação da costa da ilha ou para
observação de baleias, nem sempre possível, e de golfinhos, estes muito mais
prováveis e em grande quantidade, em pleno Atlântico Norte. A complementar esta
"aventura" o visitante pode ainda desfrutar de um banho nas tépidas e limpas águas
oceânicas ao largo da ilha.
José Luís Gouveia Abreu, mais conhecido por "Luiggi, é um dos proprietários de uma
empresa familiar que se dedica a este nicho do mercado turístico, actividade que
começou em 2005 com um catamaran.
"A nossa actividade é marítimo-turística e de lazer e o cliente, logo que entra na nossa
embarcação, é para relaxar, desfrutar da beleza do mar e poder observar a fauna e a
flora da Madeira principalmente os golfinhos e as baleias", explica, recordando: "este
ano já vimos a baleia azul, as orcas, a baleia-de-bico. São todos animais raros de
encontrar na Madeira mas já tivemos a felicidade de os ver este ano".
No primeiro ano, na altura do Verão, "a procura foi muita, os barcos andavam sempre
cheios e achamos que, passados estes anos, era uma boa altura para apostar num
segundo catamaran", refere. "Felizmente, na Madeira, devido às condições
meteorológicas e posição geográfica temos condições para operar todo o ano",
acrescenta.
"Luiggi" destaca a importância desta actividade e reconhece a crise e os problemas de
desemprego dela decorrente "mas, neste ramo, neste negócio, houve sempre um
aumento de procura e está sempre a aumentar, da nossa parte temos tido sorte".
"Todos os dias vimos pessoas de todas as partes do mundo, desde os países de
Leste, da Europa, da América, os emigrantes da África do Sul, da Venezuela, da
Austrália e do Canadá".
Luís Felgueiras, em férias na Região, considera também ser "um passeio
verdadeiramente cativante, uma mais valia que a Madeira tem e que deve explorar. É
também uma oportunidade para tentar ver um animal extraordinário e que faz parte do
nosso imaginário e dos nossos mitos e que deu origem a romances e a muitas
histórias".
Um relatório da IFAW (International Fund for Animal Welfare) apresentado, em Junho
no Funchal, no âmbito da 61.ª reunião plenária da Comissão Baleeira Internacional e
intitulado "Whale Watching Worldwide: Tourism numbers, expenditures and economic
benefits", concluiu que este nicho de mercado do sector turístico tem vindo a crescer
em todo o mundo na última década.
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Na Madeira, a IFAW apresentou dados relativos a 2007 e 2008, referindo que nesses
anos o número de observadores passou de 58 mil para 59.731.
No arquipélago madeirense, este negócio gerou 7,4 milhões de dólares em 2008,
ocupando nove empresas que possibilitaram a observação de 21 espécies de
cetáceos sobretudo nas áreas do Funchal, Porto Santo, Desertas e Selvagens.

Maioria dos hotéis da Madeira baixou


preços para contornar crise- hoteleiros
A maioria dos hotéis madeirenses tem diminuído os preços para minimizar os efeitos
da crise, mas a
Madeira mantém o "estatuto" de destino de qualidade, garantiram dois responsáveis
do sector.
Em declarações à agência Lusa ,Carlos Martins, director do Hotel Meliã Madeira Maré,
um dos mais modernos 5 estrelas do Funchal, confirma que a região "registou um
decréscimo na ocupação"
no último ano. Refere que "os hotéis, para fazerem face a à situação de crise têm
vindo a nivelar os preços de forma a obterem clientes".
Salienta que o turista vem neste momento à Madeira "devido ao preço", mas sublinha
que a região "não está a receber o turismo de pé descalço". "Eu tenho que
desmistificar essa ideia que corre no continente porque não é real. O cliente que visita
a Região é o que tem dinheiro para cá vir, seja ele de que estrato social for", opina.
Considera que este visitante aproveita as promoções "porque provavelmente não terá
outra oportunidade na vida de vir à Madeira e usufruir do serviço de hotéis de 4 e 5
estrelas". Segundo Carlos Martins, independentemente dos rótulos atribuídos, "este é
o turista que tem dinheiro e tem permitido que as empresas de alojamento possam
aguentar este momento menos bom, de uma forma equilibrada e sustentada, o que
permite conseguirem algumas receitas, no mínimo, para poderem pagar as despesas
de funcionamento".
Realça que os custos das férias na Madeira têm a agravante da componente do
transporte aéreo "e, por isso, os hotéis têm que nivelar os preços por baixo para poder
ter clientes". Reconhece que existem "hotéis de 5 estrelas a fazerem preços de 4
estrelas, os de 4 estrelas a fazerem preços de 3 estrelas, uma situação que já
aconteceu em determinados períodos mesmo de boa conjuntura económica".Carlos
Martins, menciona que os hotéis "não podem estar a dizer que
estão a oferecer exactamente o mesmo serviço que ofereciam há uns anos atrás com
os preços que hoje praticam. Isso é uma utopia, alguns serviços são nivelados por
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baixo, o que não quer dizer que não estejam a servir com qualidade para o peço que
praticam", frisa.
Dá como exemplo a restauração, referindo que "já não se serve nos restaurantes de 5
estrelas com o charme e glamour de antigamente e os buffets deram lugar aos
serviços que se faziam à mesa".
Também Sandro Fabris, o director-geral do Reid's Palace Madeira, um dos mais
antigos 5 estrelas da região que é considerado o 'ex-libris' da hotelaria madeirense,
unidade que tem na sua lista de hóspedes Chefes de Estado, monarcas, aristocratas,
políticos, artistas e escritores entre outras personalidades, recusa a ideia de que o
destino turístico Madeira esteja a decrescer em qualidade em
consequência da actual crise económica.
"Não concordo nada, pelo menos na nossa unidade hoteleira", declara, reiterando que
"a qualidade foi sempre o requisito mais importante para o sucesso do hotel, que
continua a manter a qualidade seja dos hóspedes, seja do produto". Admitiu que a
crise também afectou o Reid's Madeira, que registou uma baixa de 24 por cento,
sobretudo do mercado inglês, mas conta com os "imensos clientes repetidos" e com
"as subidas consideráveis" dos hóspedes alemães, franceses e até portugueses, com
estes últimos a apresentarem um acréscimo de 30 por cento em comparação com o
ano passado.
"Estamos procurando compensar o problema do decréscimo dos ingleses devido à
depreciação da libra com incursões em mercados alternativos como o da
Escandinávia, da Suíça e da Polónia, que está a revelar-se, para nós, um mercado
muito interessante", sustenta.
Sandro Fabris assegura que a Madeira continua a ter "a mesma qualidade de clientela
que tinha antes", apontando que "quem anda na rua repara que os turistas são de
nível muito mais alto comparado com os do Algarve".
Garante que neste hotel "o preço é sempre o mesmo e que não pode providenciar o
serviço que tem a preços mais baixos" e conclui: "baixar o preço pensando que numa
fase de crise será a forma de adquirir mais clientela é um erro colossal".

Desporto:
Rui Alves anuncia candidatura
à presidência do Governo em 2020
O presidente do Clube Desportivo Nacional, Rui Alves, anunciou esta semana, durante
o jantar de aniversário dos 99 anos do clube, que pretende candidatar-se à
presidência do Governo Regional da Madeira, em 2020.
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Alberto João Jardim, que participou na sessão comemorativa, fez o comentário que se
esperava quando usou da palavra: “Quero assistir a isso tudo se Deus me der saúde,
mas não ficarei desgostoso, até porque considero-o um profissional e leal, com
capacidade de fazer do Nacional um grande de Portugal”.
Ainda que com alguma ironia à mistura, tanto da parte do líder nacionalista, como do
próprio presidente do Governo, Alberto João Jardim acrescentou: “Oxalá todos os
clubes tivessem dirigentes como tem o Nacional”.
Perante uma sala repleta de convidados, Rui Alves confessou a sua ambição de se
candidatar a presidente do Governo, o que pretende fazer, conforme ressalvou, “sem
delfins”.
E depois da “bomba que lançou na sala, falou então de desporto e para dizer que o
desporto” é um investimento e não um gasto” e recusar a ideia de que no Nacional, “se
faça gestão de dinheiros públicos”.
“A Região não me dá nada, antes pelo contrário, a Região deve muito a este clube por
aquilo que faz pelos homens e mulheres da Madeira”, asseverou o líder dos
nacionalistas, no dia em que se ficou a conhecer a constituição da Comissão de Honra
do Centenário do Nacional que será encabeçada pelo presidente do Governo
Regional, Alberto João Jardim, pelo jogador do Real Madrid, Cristiano Ronaldo, pelos
empresários Dionísio Pestana e Horácio Roque e pelo sociólogo madeirense Paquete
de Oliveira.
Ainda durante a cerimónia, Rui Alves e Alberto João Jardim deixaram uma palavra de
apreço e o desejo de rápidas melhoras ao treinador Manuel Machado que, embora já
consciente, continua internado nos cuidados intensivos do Hospital Dr. Nélio
Mendonça, após se ressentir de uma intervenção cirúrgica que correu mal no Porto.

UEFA decide no Funchal os estádios ucranianos


para o Campeonato da Europa 2012
O Comité Executivo da UEFA que esta semana se reuniu na Madeira para decidir os
estádios e cidades ucranianas que vão acolher o Campeonato da Europa 2012, que se
realiza na Polónia e Ucrânia, e as alterações no modelo de organização da UEFA, foi
agraciado com um jantar na Quinta Vigia, oferecido pelo presidente do Governo
Regional.
No jantar estiveram ainda presentes os presidentes do Marítimo e do Nacional, Carlos
Pereira e Rui Alves, respectivamente, e o presidente da Federação Portuguesa de
Futebol, Gilberto Madaíl.
Em declarações à Agência Lusa, o presidente da UEFA, Michel Platini, que chefia este
encontro no Funchal, rejeitou ser conservador no que respeita a novas tecnologias ao
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serviço da arbitragem no futebol, preferindo colocar "mais olhos" para melhorar o


trabalho dos árbitros. "Estou a fazer o meu melhor para colocar mais olhos a ajuizar o
jogo", sublinhou Platini à Agência Lusa, em referência às novas medidas da UEFA,
como a colocação de mais dois árbitros, atrás das balizas, nos jogos da Liga Europa.
Sobre as suas alegadas ideias conservadoras, Michel Platini lembrou que foi graças a
ele que se procederam a algumas alterações nas regras de jogo, como punir com
cartão vermelho directo as faltas do penúltimo defensor ou proibir que os guarda-redes
agarrem com as mãos as bolas atrasadas com o pé pelos colegas de equipa. "Não
sou conservador. As pessoas que colocam essas questões é que mostram ser
conservadoras. Quem paga 20 câmaras de televisão em todos os jogos? Prefiro
canalizar esse dinheiro para os jovens jogarem futebol", defendeu.
Sobre a implantação do "financial fair-play", dentro de três meses, que barrará a
entrada nas competições europeias aos clubes que gastam mais do que geram, o
presidente da UEFA diz que é um pedido dos proprietários dos grandes emblemas.
"Vamos ajudar os clubes a reduzir os seus gastos, de forma a que as suas contas
voltem a níveis normais dentro de três anos. Queremos ajudar os clubes e não matá-
los", garantiu o presidente da UEFA.
Já sobre a nova distribuição de vagas para a Liga dos Campeões, Platini recusou a
ideia de estar a prejudicar os clubes do escalão médio europeu, como Portugal, que
passou a ter apenas uma entrada directa na Liga dos Campeões, enquanto os
emblemas das maiores potencias ganharam mais uma vaga, bem como os
representantes dos países mais fracos (com cinco lugares garantidos)". "Portugal não
ficou a perder. O FC Porto até já está nos oitavos-de-final da 'Champions'. O novo
sistema de apuramento permite que os grandes lutem contra os grandes e os
pequenos contra os pequenos. Sou presidente de 50 federações, não dos cinco
grandes países europeus", esclareceu o dirigente.

Marítimo goleou
Olhanense
O Marítimo, que iniciou a ronda no quinto lugar, acabou por golear por 5-2, mas sentiu
dificuldades para vencer o Olhanense, penúltimo classificado, em jogo da 12.ª jornada
da Liga portuguesa de futebol disputado no Funchal. Apenas na segunda metade os
anfitriões lograram assumir completamente a sua superioridade, frente a um
Olhanense que, apesar da raça mostrada em campo, demonstrou fragilidades
defensivas e no ataque, mas equilibrou o rumo dos acontecimentos durante algum
tempo. Contudo, o Marítimo foi superior e acabou por marcar cinco golos contra dois.
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Madeira Emigrante **** 12 de Dezembro de 2009 *** FIM