FACULDADE ASSIS GURGACZ - FAG

ADRIANA DAL CORTIVO BARRETO













EXCESSO DE PESO EM ADOLESCENTES:
UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA?
















CASCAVEL
2008


ADRIANA DAL CORTIVO BARRETO










EXCESSO DE PESO EM ADOLESCENTES:
UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA?



Trabalho de Conclusão de Curso da Faculdade Assis
Gurgacz apresentado como requisito para obtenção do
título de Bacharel em Nutrição.

Orientadora: Prof. Me. Márcia Cristina Dalla Costa















CASCAVEL
2008

FACULDADE ASSIS GURGACZ - FAG
ADRIANA DAL CORTIVO BARRETO

EXCESSO DE PESO EM ADOLESCENTES:
UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA?




Trabalho de Conclusão de Curso da Faculdade Assis Gurgacz, apresentado como requisito para
obtenção do título de Bacharel em Nutrição sob a orientação da Professora Me. Márcia Cristina Dalla
Costa.





BANCA EXAMINADORA




________________________________________________________
Professora Orientadora Me. Márcia Cristina Dalla Costa
Mestre em Saúde Coletiva
Faculdade Assis Gurgacz - FAG



_________________________________________________________
Professora Avaliadora Fabiana Silva Ruiz
Especialista em Nutrição Humana e Saúde
Faculdade Assis Gurgacz - FAG



_________________________________________________________
Professora Avaliadora Rozane Aparecida Toso Bleil
Mestre em Ciência e Tecnologia de Alimentos
Faculdade Assis Gurgacz - FAG






Cascavel, PR, 20 de Novembro de 2008.

1
EXCESSO DE PESO EM ADOLESCENTES:
UM PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA?



BARRETO, Adriana Dal Cortivo
1

DALLA COSTA, Márcia Cristina
2



RESUMO

No Brasil a prevalência de sobrepeso e obesidade em adolescentes vem
apresentando prevalências elevadas, sendo preocupante por apresentar-se como
fator de risco para doenças crônicas não-transmissíveis. O objetivo deste estudo foi
verificar a prevalência de sobrepeso e obesidade em adolescentes atendidos em
uma Unidade Básica de Saúde de referência para adolescentes, em município de
médio porte do oeste do Paraná, bem como a sua associação com idade e sexo. O
estudo foi realizado com adolescentes, com idade entre 10 e 19 anos. Para
avaliação antropométrica utilizou-se o índice de massa corporal (IMC) de acordo
com a idade e sexo, proposto por Must et al. (1991) e preconizados pela
Organização Mundial da Saúde (WHO, 1995), sendo adotados os seguintes pontos
de corte: IMC < percentil 5º (baixo peso), percentil 5º e < percentil 85º (normal),
percentil 85º e < percentil 95º (sobrepeso) e ainda IMC percentil 95º

(indicativo de
obesidade). Foram entrevistados 383 adolescentes, sendo 43,9% (n=168) do sexo
masculino e 56,1% (n=215) do sexo feminino. Destes, 279 (72,9%) apresentaram
IMC considerado normal, 59 (15,4%) apresentaram sobrepeso e 29 (7,5%)
obesidade. Encontrou-se associação estatisticamente significativa entre o estado
nutricional e a faixa etária dos adolescentes, identificando-se maior proporção de
sobrepeso/obesidade entre os mais jovens. A prevalência de sobrepeso e obesidade
encontrada nos adolescentes mostrou-se elevada (22,9%) e similar às pesquisas
nacionais, confirmando assim a magnitude e a gravidade que o problema assumiu
nos últimos anos.

Palavras-chave: Avaliação nutricional. Sobrepeso/Obesidade. Adolescentes.












1
Graduanda do Curso de Nutrição da Faculdade Assis Gurgacz, Cascavel – PR.
2
Nutricionista, Mestre em Saúde Coletiva e docente da Faculdade Assis Gurgacz – Cascavel - PR.

2

EXCESS OF WEIGHT IN ADOLESCENTS:
A PROBLEM OF PUBLIC HEALTH?


BARRETO, Adriana Dal Cortivo
3

DALLA COSTA, Márcia Cristina
4



ABSTRACT

In Brazil the overweight prevalence and obesity in adolescents are presenting high
prevalences, being preoccupying for presenting as risk factor for no-transmissible
chronic diseases. The objective of this study was to verify the overweight prevalence
and obesity in adolescents assisted in a basic unit of reference health for
adolescents, in municipal district of medium load of the west of Paraná, as well
association with age and sex. The study was accomplished with adolescents, with
age between 10 and 19 years. For evaluation antropometric the index of corporal
mass was used (IMC) in agreement with the age and sex, proposed by Must et al.
(1991) and extolled by the World Organization of the Health (WHO, 1995), being
adopted the following cut points: IMC <percentile 5th (low weight), = percentile 5th
and <percentile 85th (normal), = percentile 85th and <percentile 95th (overweight)
and still IMC = percentile 95th (indicative of obesity). 383 adolescents were
interviewed, being 43,9% (n=168) male and 56,1% (n=215) female. Of these, 279
(72,9%) they presented IMC considered normal, 59 (15,4%) they presented
overweight and 29 (7,5%) obesity. Was significant statistical association between the
nutritional state and the adolescents age group, identifying larger overweight
proportion and obesity among the more youths. The overweight prevalence and
obesity found in the adolescents was shown high (22,9%) and similar to the national
researches, confirming like this the magnitude and the gravity that the problem
assumed in the last years.

Keywords: Nutritional evaluation. Obesity/Overweight. Adolescent.








3
Academic of the Course of Nutrition of University Assis Gurgacz, Cascavel - PR.
4
Nutritionist, Master in Collective and educational Health of University Assis Gurgacz - Cascavel - PR.


3
INTRODUÇÃO

A elevada prevalência da obesidade atingiu níveis expressivos nos últimos
anos. Esse aumento vem ocorrendo mais dramaticamente nos países
economicamente desenvolvidos (JANSSEN et al., 2005; WANG & LOBSTEIN, 2006;
KOSTI & PANAGIOTAKOS, 2006). Segundo a Organização Mundial da Saúde
(OMS) a obesidade tornou-se atualmente um importante problema de saúde pública,
tendo em vista que altas prevalências já podem ser encontradas também nas
chamadas economias emergentes (WANG; MONTEIRO; POPKIN, 2002). Essa
prevalência vem ocorrendo em todos os grupos socioeconômicos independentes da
idade, sexo ou etnia (RUBENSTEIN, 2005).
No Brasil, a prevalência de sobrepeso e obesidade em adolescentes e
crianças de 6 a 18 anos de idade triplicou nos últimos anos (WANG; MONTEIRO;
POPKIN, 2002). Nos Estados Unidos já ultrapassa 60% dos adultos, apresentando
aumento rápido entre crianças e adolescentes impactando sobre a saúde e a
qualidade de vida das pessoas (WYATT; WINTERS; DUBBERT, 2006; BENER,
2006).
Nos últimos 30 anos, o Brasil vem definindo características marcantes no
processo de transição nutricional, substituindo rapidamente o problema de escassez
de alimentos pelo excesso, ocorrendo uma considerável redução na prevalência da
desnutrição infantil em comparação ao significativo aumento dos casos de
obesidade em adultos (BATISTA FILHO & RISSIN, 2003).
Poucos são os estudos de base populacional que avaliaram o sobrepeso e a
obesidade em adolescentes no Brasil. Neutzling (1998) analisando os dados da
Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição (PNSN), realizada pelo Instituto

4
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1989, encontrou 7,7% dos
adolescentes com sobrepeso. Entretanto, alguns estudos desenvolvidos no Brasil
com adolescentes na última década vêm mostrando prevalências bem maiores
(SILVA; BALABAN; MOTTA, 2005; DALLA COSTA; CORDONI JUNIOR; MATSUO,
2007).
Estudo de base populacional realizado por Suñé et al. (2007) em Capão da
Canoa, revelou uma prevalência de 24,8% de sobrepeso e obesidade em escolares
de 11 a 13 anos, sendo semelhante aos resultados de Terres et al. (2006), em
Pelotas, ambos no Rio Grande do Sul, no qual 25,9% estavam com excesso de
peso, confirmando assim a gravidade que o problema assumiu entre os
adolescentes desta região.
A adolescência, segundo a OMS, compreende o período da vida entre 10 e
19 anos de idade e é caracterizada por inúmeras alterações físicas, psicológicas e
sociais. Esta etapa da vida inicia-se com a puberdade, momento em que os meninos
e as meninas transformam-se em adultos sexualmente ativos (MARCONDES, 2003).
A puberdade masculina e a feminina são similares, mas não idênticas, envolvendo
transformações e resultados próprios do gênero. O estirão feminino coincide com o
início da puberdade, ao passo que o masculino é mais tardio, iniciando no meio da
puberdade, ocasionando um atraso médio de 2 anos no início do estirão dos
meninos (VITOLLO, 2002).
Grandes variações ocorrem no início e em todo o desenvolvimento do
processo de maturação sexual, o qual se dá principalmente, na faixa entre 10 e 14
anos. Além do sexo e da idade, o estágio de maturação sexual é um fator importante
na interpretação dos dados antropométricos e uma avaliação baseada somente na
idade cronológica, pode não ser a mais adequada. Para avaliar o estado nutricional

5
de adolescentes, a antropometria é particularmente importante porque permite
monitorar a evolução das modificações do crescimento, sendo este um período no
qual o indivíduo pode estar sensível tanto aos déficits nutricionais quanto aos
excessos, demonstrando ser um indicador do estado nutricional e de risco para a
saúde. Os métodos para avaliação antropométrica na adolescência são mais
complexos, se comparados com crianças. Ainda assim, o IMC por idade é o mais
indicado para avaliar o estado nutricional em adolescentes, juntamente com o índice
altura por idade (A/I) (OMS, 1995).
A Organização Mundial de Saúde (1995) preconiza na avaliação do estado
nutricional de adolescentes, o IMC por idade e quando este apresentar sobrepeso,
sugere a aplicação das pregas cutâneas tricipital e subescapular para detectar a
obesidade em adolescentes.
O início da adolescência é um período crítico para o estabelecimento da
obesidade, pelo aumento da quantidade de gordura e do número de células
adiposas, típicos desta fase da vida (MUELLER, 2001). O aumento na prevalência
da obesidade neste período é preocupante porque caracteriza um dos fatores de
risco para a sua manutenção e seqüelas na vida adulta. A obesidade é definida
como excesso de gordura corporal no organismo, causada por uma ingestão de
alimentos maior do que o gasto energético (DEL CIAMPO & TOMITA, 2007). É uma
doença multifatorial, estando envolvidos fatores genéticos e ambientais, entre estes,
destacam-se mudanças nos padrões de comportamento alimentar e redução da
atividade física (PINHEIRO; FREITAS; CORSO, 2004).
Segundo Suñé et al. (2007), a probabilidade dos adolescentes apresentarem
sobrepeso ou obesidade com um dos pais acima do peso é cerca de 50%, enquanto
que aqueles com ambos os pais acima do peso mostram o dobro de risco. Além

6
disso, alguns estudos têm mostrado também que cerca de 50% das crianças obesas
aos 7 anos de idade serão adultos obesos, enquanto que 80% dos adolescentes
obesos se tornarão adultos obesos (LAMOUNIER & ABRANTES, 2003).
Estudos relatam que nos últimos anos, as crianças estão se tornando menos
ativas, mostrando uma grande tendência ao sedentarismo que esta diretamente
relacionado com o aumento do tempo gasto assistindo televisão e aumento da
adiposidade (PIMENTA & PALMA, 2001). E ainda, a dieta dos adolescentes vem
apresentando significativa quantidade de alimentos gordurosos, ricos em açúcares,
com poucas fibras e de menor valor nutricional (CARVALHO et al., 2001). De acordo
com estudo de Garcia, Ana e Frutuoso (2003), 70% da população estudada
apresentou na alimentação diária, bebida gaseificada, balas, chicletes, salgadinhos,
biscoitos recheados e doces em barra.
Mahan, Escott-Stump et al. (2002) referem que o excesso de alimentação
durante o período da adolescência pode contribuir para o aparecimento da
obesidade e de uma série de doenças debilitantes.

Segundo Del Ciampo & Tomita
(2007), a obesidade na adolescência pode aumentar o risco de desenvolvimento de
dislipidemias, resistência insulínica, hipertensão, doenças cardiovasculares, acidente
vascular cerebral e doenças osteoarticulares.
De acordo com o exposto, o presente estudo foi delineado com o objetivo de
verificar a prevalência de sobrepeso e obesidade em adolescentes, bem como a sua
associação com idade e sexo, de adolescentes atendidos em uma Unidade Básica
de Saúde (UBS) de referência para adolescentes, em município de médio porte do
Oeste do Paraná.



7
METODOLOGIA

O estudo transversal foi realizado um uma UBS de município de médio porte
do oeste do Paraná, sendo esta uma unidade referência para o atendimento médico
de adolescentes. Participaram do estudo adolescentes de 10 a 19 anos, usuários do
serviço e atendidos no período entre 01 de junho de 2007 a 31 de maio de 2008,
totalizando 383 adolescentes.
Os dados de idade, gênero, peso e estatura dos adolescentes foram obtidos
na pré-consulta (APÊNDICE A). Para avaliação antropométrica utilizou-se o índice
de massa corporal (IMC), sendo este obtido pela razão entre o peso (Kg) e a altura
(m) ao quadrado, de acordo com a idade e sexo, proposto por Must et al. (1991) e
preconizados pela OMS (WHO, 1995), sendo adotados os seguintes pontos de
corte: IMC < percentil 5º (baixo peso), percentil 5º e < percentil 85º (normal),
percentil 85º e < percentil 95º (sobrepeso) e ainda IMC percentil 95º

(indicativo de
obesidade).
Para avaliar a estatura dos adolescentes, foi utilizado o indicador
Altura/Idade (A/I) nos seguintes pontos de corte: < percentil 3º (baixa estatura),
percentil 3º e < percentil 10º (vigilância para baixa estatura), percentil 10º e <
percentil 97º (estatura adequada) e percentil 97°(alta estatura) (SISVAN, 2004).
A aferição das medidas foi realizada durante a pré-consulta do adolescente,
por acadêmicas do Curso de Nutrição da Faculdade Assis Gurgacz, sendo o peso
verificado em balança mecânica de plataforma, com capacidade de 150 Kg, marca
Filizola. Para a coleta do peso, a balança estava localizada sobre uma superfície
rígida e plana, na qual o indivíduo permanecia de pé, no centro da plataforma da

8
balança. Para a estatura utilizou-se o estadiômetro vertical da balança, sendo esta
verificada com os adolescentes descalços e vestindo roupas leves (BRASIL,1997).
A análise dos dados foi realizada utilizando-se tabelas e gráficos de
freqüência simples e porcentagem. As prevalências de sobrepeso e obesidade
foram calculadas pelo método de proporção, para cada um dos sexos e comparadas
por meio do teste de Qui-quadrado, com nível de significância de 5%.
O projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres
Humanos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, parecer nº 009/2007-CEP,
sendo seguidos todos os tramites legais para a realização deste estudo (ANEXO A).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Foram avaliados 383 adolescentes na faixa etária de 10 a 19 anos, com
idade média de 14,2 anos, sendo 43,9% (n=168) do sexo masculino e 56,1%
(n=215) do sexo feminino, conforme demonstrado no gráfico 1.

GRÁFICO 1 – Percentual de adolescentes avaliados, segundo gênero.
56,1%
43,9%
0%
10%
20%
30%
40%
50%
60%
Feminino Masculino



9
Avaliou-se o estado nutricional dos adolescentes, conforme demonstrado na
tabela 1.

Tabela 1 - Avaliação do estado nutricional dos adolescentes
Estado Nutricional nº de adolescentes Percentual (%)
Baixo Peso 16 4,1
Eutrofia 279 72,9
Sobrepeso 59 15,4
Obesidade 29 7,6
Total 383 100,0

Dos adolescentes avaliados, 59 (15,4%) apresentaram sobrepeso (P85º),
porém inferiores ao ponto de corte para obesidade, enquanto que a obesidade foi
verificada em 29 (7,5%) adolescentes, encontrando-se no ponto de corte P95º, cujo
excesso de peso totalizou 22,9% (n=88). Em contrapartida, verificou-se que 72,9%
(n=279) apresentaram eutrofia e 4,1% (n= 16) baixo peso.
O sobrepeso e a obesidade foram os problemas nutricionais mais
prevalentes entre estes adolescentes, sendo similares aos relatados em estudos
populacionais que apontam para um aumento na prevalência de sobrepeso e
redução na ocorrência de baixo peso em jovens brasileiros (WANG; MONTEIRO;
POPKIN, 2002).
Outros estudos nacionais confirmam o excesso de peso semelhante ao
encontrado neste estudo, os quais apontam para uma prevalência de mais de 20%
nesse estágio de vida (MONTEIRO et al., 2000; TERRES et al., 2006; SUÑÉ et al.,
2007). Os achados do presente estudo são elevados, comparando-se com o último
inquérito nutricional realizado na região Nordeste em 1997, em que, na faixa etária
de 15 a 19 anos foi encontrada a prevalência de 8,4%.

10
Pesquisas de base populacional destacam um aumento alarmante das taxas
de excesso de peso na adolescência. Ao comparar os dados do Estudo Nacional de
Despesa Familiar (ENDEF), realizado em 1974/1975, com os dados da Pesquisa
sobre Padrões de Vida (PPV), realizada em 1996/1997 somente nas regiões
Sudeste e Nordeste, verificou-se um aumento na prevalência de sobrepeso e
obesidade de 4,1% para 13,9% em crianças e adolescentes de 6 a 18 anos (WANG
et al.,2002).
No grupo investigado, a prevalência de sobrepeso encontrada foi elevada
(15,4%), comparando-se com a pesquisa desenvolvida com adolescentes de 14 a 19
anos de idade por Dalla Costa et al. (2007) na mesma região do presente estudo, os
quais encontraram uma prevalência de sobrepeso de 10,2%, enquanto Silva et al.
(2002) identificaram uma prevalência de 6,2% em estudo realizado com 211
adolescentes na faixa etária de 10 a 19 anos de uma escola da rede pública do
Recife.
O baixo peso no presente estudo foi elevado (4,1%) em comparação a
outros estudos nacionais, entretanto, estatisticamente não significativo. Oliveira &
Veiga (2005) encontraram no município do Rio de Janeiro 2,4% dos escolares de 11
a 15,9 anos apresentando baixo peso. Dalla Costa et al. (2007) no estudo acima
citado, identificaram que 3,8% dos adolescentes de 14 a 19 anos encontravam-se
abaixo do peso.
Avaliou-se o estado nutricional dos adolescentes, de acordo com o gênero,
conforme demonstrado na tabela 2.




11
Tabela 2 - Avaliação do estado nutricional dos adolescentes de acordo com o
gênero.
Gênero Baixo Peso
nº (%)
Eutrofia
nº (%)
Sobrepeso
nº (%)
Obesidade
nº (%)
Masculino 9 2,3 121 31,6 25 6,5 13 3,4
Feminino 7 1,8 158 41,3 34 8,9 16 4,2
Total 16 4,1 279 72,9 59 15,4 29 7,6


Ao verificar o estado nutricional de acordo com o gênero, para os
adolescentes do sexo masculino, 31,6% (n=121) apresentaram eutrofia, 6,5% (n=25)
foram classificados como sobrepeso e 3,4% (n=13) em obesidade, enquanto que
2,3% (n=9) dos entrevistados apresentaram baixo peso. Já para as meninas, 41,3%
(n=158) apresentaram eutrofia, a prevalência de sobrepeso e obesidade encontrada
foi de 8,9% (n=34) e 4,2% (n=16) respectivamente, e o baixo peso apresentou uma
prevalência de 1,8% (n=7). Porém, ao analisar a distribuição da prevalência de
sobrepeso/obesidade por sexo, não apresentou significância estatística.
A prevalência de sobrepeso/obesidade não foi diferente entre os
adolescentes masculinos e femininos, similar ao que foi encontrado no estudo de
Campos et al. (2007). Entretanto, o sobrepeso foi ligeiramente superior no sexo
feminino (8,9%) em relação ao masculino (6,5%), porém estatisticamente não
significativo. Dados da PNSN mostraram que, nas meninas o sobrepeso aumentou
com a idade, enquanto nos meninos o aumento da idade atuou como fator de
proteção para o sobrepeso (IBGE, 1990).
O teste Qui-quadrado revelou associação estatisticamente significativa entre
o estado nutricional e a faixa etária dos adolescentes, conforme a tabela 3.



12
Tabela 3 – Freqüência e percentual da avaliação antropométrica de adolescentes,
de acordo com a faixa etária.
Faixa Etária Sobrepeso
nº (%)
Obesidade
nº (%)
Excesso de Peso
nº (%)
10 – 14 anos 38 64,4 20 69,0 58 66,0
15 – 19 anos 21 35,6 09 31,0 30 34,0
Total 59 100,0% 29 100,0% 88 100,0%
X
2
= (p=0,03) (p=0,04) (p=0,00)

No presente estudo constatou-se que a associação entre estado nutricional
e a idade dos adolescentes apresentou significância estatística. Comparando a
adolescência precoce (10-14 anos) com a tardia (15-19 anos), identificou-se maior
proporção de sobrepeso/obesidade para as mais jovens. Provavelmente em
decorrência de muitos adolescentes nessa faixa etária ainda estarem passando
pelas diversas fases do desenvolvimento puberal. Segundo Silva et al. (2005) em
estudo realizado com crianças e adolescentes na cidade do Recife, as prevalências
de sobrepeso e obesidade nos escolares diminuíram à medida que ocorreu aumento
da faixa etária.
Pereira (2002) em estudo realizado em Fortaleza no Nordeste do Brasil,
sobre sobrepeso e obesidade em escolas públicas, evidenciou a prevalência de
11,4% nos adolescentes entre 10 e 14 anos, índice bem inferior se comparado com
os achados deste estudo, a prevalência foi de 66,0%.
Campos et al. (2007) realizaram estudo com adolescentes escolares do
município de Fortaleza e encontraram baixa prevalência de sobrepeso e obesidade
(19,5%), na faixa etária de 15 a 19 anos, comparando-se com este estudo, a
prevalência foi mais elevada (34,0%).
A prevalência de obesidade encontrada neste estudo pode ser considerada
elevada se comparada com a maioria dos estudos nacionais, contudo, não

13
chegando aos níveis de alguns países desenvolvidos como os Estados Unidos,
onde, para a faixa etária de 12-19 anos, 15,5% são obesos (OGDEN et al., 2002).
Em relação ao gênero e a faixa etária dos adolescentes, a análise estatística
não apresentou significância nas prevalências de sobrepeso e obesidade,
entretanto, o excesso de peso no sexo masculino apresentou diferença significativa
(tabela 4). Ao analisar as prevalências de sobrepeso e obesidade no Nordeste
brasileiro, verifica-se que a curva é ascensional, mostrando que a tendência secular,
nos últimos vinte anos, foi crescente nos adolescentes do sexo masculino na faixa
etária de 17 a 19 anos de idade (VASCONCELOS & SILVA, 2003).

Tabela 4 – Freqüência e percentual da avaliação antropométrica de adolescentes,
segundo o gênero e a faixa etária.
Faixa Etária

Sobrepeso
nº (%)
Obesidade
nº (%)
Excesso de Peso
nº (%)
Masculino
(10 - 14)
17 62,9 10 37,1 27 100,0
Feminino
(10 – 14)
21 67,7 10 32,3 31 100,0
Sub-total 38 65,5 20 34,5 58 100,0
Masculino
(15 - 19)
08 72,7 03 27,3 11 100,0
Feminino
(15 – 19)
13 68,4 06 31,6 19 100,0
Sub-total 21 70,0 09 30,0 30 100,0
Total 59 67,0 29 33,0 88 100,0
Masculino com excesso de peso X
2
= (p= 0,01)


Neste estudo, o sobrepeso dos adolescentes na faixa etária de 10 a 14 anos
foi maior no sexo feminino (67,7%) se comparado ao masculino (62,9%). Em Recife,
Balaban & Silva (2000) realizaram estudo transversal com estudantes de 10 a 19
anos e o sobrepeso foi maior no sexo masculino (35,7%) do que no feminino
(11,2%). Já no Rio de Janeiro, Castro et al. (2000) avaliaram adolescentes na faixa
etária de 10 a 13,9 anos e encontraram 9,6% de sobrepeso para os meninos e

14
12,1% para as meninas, semelhante aos resultados encontrados neste estudo, no
qual a prevalência de sobrepeso também foi maior nas meninas.
Ainda no presente estudo, a obesidade dos adolescentes na faixa etária de
10 a 14 anos foi maior no sexo masculino (37,1%) do que nos do sexo feminino
(32,3%). Baladan & Silva (2000), também encontraram a obesidade mais freqüente
nos adolescentes masculinos (9,7%) do que nos femininos (4,2%). Em Curitiba, Von
der Heyde et al. (2000) avaliaram 636 adolescentes com idade entre 12 e 18 anos
incompletos, e encontraram prevalência de obesidade no sexo masculino de 11,2%
e no feminino 4,4%. No estudo de Castro et al. (2000) no Rio de Janeiro, a
obesidade nos adolescentes na faixa etária de 10 a 13,9 anos, foi de 7,6% para os
meninos e 6,3% para as meninas.
Para o índice A/I, os resultados deste estudo indicaram que, em ambos os
gêneros, a freqüência de estatura adequada foi de 77,8% (n=298), 9,1% (n=35)
apresentaram baixa estatura, 10,7% (n=41) vigilância para baixa estatura e 2,4%
(n=9) alta estatura.
No estudo sobre consumo alimentar e excesso de peso de adolescentes de
Piracicaba, São Paulo, realizado por Toral et al. (2007) foi encontrado um percentual
reduzido de adolescentes com déficit de altura/idade (1,8%), em comparação com
os achados deste estudo (9,1%). Da mesma forma, segundo a Pesquisa de
Orçamentos Familiares (POF) de 2002-2003, cerca de 10% dos adolescentes
brasileiros apresentavam déficits de altura-para-idade (IBGE, 2006).
De acordo com o gênero, foi encontrado para os adolescentes do sexo
masculino uma prevalência de 10,7% (n=18) de baixa estatura e 10,7% (n=18) com
vigilância para baixa estatura, enquanto que 3,0% (n=5) apresentaram alta estatura
e 75,6% (n=127) estatura adequada. Para o sexo feminino, a prevalência de baixa

15
estatura e vigilância para baixa estatura foi de 7,9% (n=17) e 10,7% (n=23)
respectivamente, e 1,9% (n=4) para alta estatura e 79,5% (n=171) com altura
adequada.
Segundo a POF de 2002-2003, dos adolescentes brasileiros que
apresentavam déficits de altura-para-idade, o problema mais freqüente entre os
meninos (11,3%) do que entre as meninas (8,3%), índices idênticos ao observado no
presente estudo, os adolescentes do sexo masculino também apresentaram baixa
estatura mais freqüente, com uma prevalência de 10,7% (n=18), e o sexo feminino
apresentou 7,9% (n=17).
Ao analisar a faixa etária, encontrou-se para os adolescentes de 10-14 anos
85,0% (n=190) com altura adequada, 4,0% (n=9) com alta estatura, 3,0% (n=8) com
baixa estatura e 8,0% (n=17) com vigilância para baixa estatura. Já para os
adolescentes de 15-19 anos, encontrou-se 68,0% (n=108) com altura adequada,
15,0% (n=24) com vigilância para baixa estatura e 17,0% (n=27) com baixa estatura.

CONCLUSÃO

É preocupante o excesso de peso nos adolescentes do município estudado,
sendo fundamental a divulgação dos dados para alertar a dimensão da realidade,
bem como servir de subsídio para a implantação de políticas públicas que garantam
ações preventivas voltadas para as causas deste problema.
Considerando-se a elevada prevalência de excesso de peso entre estes
adolescentes, o sobrepeso e a obesidade já devem ser entendidos como um
problema emergente. Para enfrentá-los, são necessárias intervenções visando
mudanças no estilo de vida, tais como, incentivo a hábitos alimentares saudáveis e

16
prática de atividade física, as quais podem ser mais efetivas quando dirigidas aos
estágios mais precoces de seu desenvolvimento, tendo em vista que a adolescência
é um momento privilegiado para as intervenções na área da saúde e da nutrição
para a vida adulta, incluindo a adoção de programas de reeducação alimentar e
ações educativas que estimulem estas práticas, pois muitos dos padrões desta fase
persistirão na fase adulta.

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