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Na 10 BoLETTM Dos AMtcos Dos AçoRES r nssocrRçÃo EcoloclcA MAt /DEz. r992

CONTRIBUTOS PARA A SALVAGUARDA DAS BACTAS


HIDROGRAFICAS DAS LAGOAS DAS FURNAS. FOGO E SETE CIDADES

Pags.6 e 7

O TRITÃO DE CRISTA O GARAJAU NOS AçORES


EM S. MIGUEL DE 1989 A1992

Pags.4 e5 Pags.l0eÌI
Vída Associatíva
ALGUMAS
VISITAS DE, ESTUDO INTERVENÇOES PUBLICAS

Durante os primeiros sete meses de 1992teal\za' Comunicado a propósito de eventual ins-


-
rarn-se as seguintes visitas de esrudo/passeios pe- talação de uma refinaria de petróleo na Praia dâ
destres:
Vitória.
Mês Local Ne Part. - Comunicado a propósito do perigo que
Fev. Vigia das Feteiras/Relva 15 corria uma colónia de garajaus no ilhéu da
Mar. Lagoas de Santiago e Rasa ló Vila, Sanra Maria, devido à presença de cabras.
Abr. Cumieiras das Sete Cidades 32
Mai. Tronqueira 28 - Enrrega de uma petição intitulada <Pela
Jun. Vista do Rei/Ìr'losteiros 22 sobrevivência da Vegetação Primitiva dos
JuÌ. Lagoa do Fogo 21
Açores> a várias entidades da
Região Autónoma dos Aço-
res. Iniciaüva conjuntâ com a
Quercus/Açores.
- Foi solicitado à Dire-
cção Geral de Ambiente das
Comunidades Europeias ave-
riguaçÕes relativas à apanha
de toninhas, taÍtaÍugas e ca-
gaÍros.
- Carta aberta ao Secretário
Regional do Turismo e
A visita de esrudo realizada a ó de Junho foi Ambiente a propósito da ex-
precedida de uma conferência intitulada <<Aspectos tracção de leiva na Reserva Natural da Lagoa
gerais da geologia do Maciço das Sete Cidades>, do Fogo.
proferida peia Dt' Gabriela Queiroz, Assistente de
Investigação do Centro de Vulcanologia do IMC.

GRUPO DE TRABALHO DE ESPELEOLOGIA


Com o objectivo de fornecer aos seus paÍlclpantes O Crrupo de Trabalho de Espeleologiapromoveu du-
os conhecimentos biísicos necessários à práica da Es- rante o ano ìectivo de 97192 acções de sensibilização
peleoiogiarealizou-se, óe23 a26 deAbril, um Curso de junto das seguintes escolas: Esc. Prep. de Capelas, Esc.
Introdução à Cartografia e Técnicas Espeleológicas. Sec. Antero de Quental, Esc. Prep. de VilaFranca, Esc.
O curso constou de uma componente tórica, minis- Sec. da Ribeira Grande, Esc. Prep. de Nordeste, Esc.
frada na Universidade dos Açores, e uma paÍte pÍática, Prep. Canto da Maia e Esc. Prep. da Ribeira Grande. Em
realizada no quartel dos Bombeiros Voluntiírios de todas as escolas esteve em exposição, duÍante uma se-
Ponta Delgada e no campo (grutas da freguesia da mana, um poster intitulado <<Grutas Vulcânicas de S.
Ribeirinha). Miguelr.
Colaboraram com estainiciativa dos AMIGOS DOS O Grupo esteve também envolvido em trabalhos de
AÇORES, "Os Montanheiros", o Centro de Vulcanolo- campo cujos pnncipais objecrivos visaram a locaÌiza-
gia[NIC (Pólo da Universidade dos Açores), os Bom- ção, o levantamento topográfico e fotográfico das gru-
beiros Voluntários de Ponta Delgada e a Câmara Muni- tas não estudadas anteriormente.
cipal de Ponta Delgada.
2
Educação Ambiental 1s1
por Rosalina Gabnel

Ciclos de matéria e de energia


l. A matéria não pode ser crìada nem destruída. de carbono, óxido de azoto, cìorofluorocarbonetos
A matéria do pÌaneta peÍrnanece no planeta, sendo metaro para a troposfera, em quantidades eleva-
e
contìnuamente transformada graças à energia da das. Deste modo, criam uma barreira atmosférica,
Terra e do Soì. impedindo a re-radiação de calorpara o espaço, com
Frases como <Nenhuma refeição é de graça!> D consequente aquecimento global do planeta e
(todas as refeiçoes são energeticamente dispendio- possíveis alterações climáricas.
sas), <Nacla se pode deitar fora.>> (não exìste fora, Esta ameaça é bem real. Caso a temp€ratura
porq uc ( st aJTìos sempr e no nosso un l verso ), re -
flecte m que a Tcrra, do ponto de vista materiaÌ,
funciona como unl sistema fechado, ou seja,
as lraruf()rmaçõe s acontcrem ulicanente atra-
vós clc combinações de matéria .já existente.
Energeticiurcnte , contudo, a Terra é um siste-
ma aberto: rcccbc constantcmenie energia do
Sol, que necessita de re-radiar para manter a
sua tcnr pcÍatura constanle.

2. A matória necessárra pal a a v1i2 - {gÌÌ3,


carbono, oxigénio, azoto, etc. - passa porciclos
biogeoquímicos que mantêm a prÌreza e a dis-
ponibiJidadc destes materiais pa;a os seres
vivos.
Os sercs humaros estão apenas a iniciar a
sua aprendizagem de como conceber urrÌa
economia industrial, moderna, complexa, e
produtiva, que concretize as necessidades pla-
nelárias da recicÌagem. Os restos orgânicos de campos média da Terra suba nem que seja apenas 5 ou 6
de cuìnrra ou de cidades podem ser decompostos e graus centígrados, os gelos polares fundir-se-ão.
regressar ao solo. Metais, papel, vidro, plásticos e Tal facto provocaria a subida do nível médio das
produtos químicos exóticos podem serretidos, refa- águas dos oceanos, de modo que grandes áreas
bricadm e re-utiìizados, frequentemente com gran- conlinentais seriaÍn submersas (como a Terceira, ou
des benefícios económicos e ambientais. o continente porruguês), e o padrão de precipitações
alterar-se-ia em lodo o mundo. A maior parte das
3, Os cicìos biogeoquímicos combinam-se para espécies seria obrigada a migrar ou a moÍTer.
formar um mecanismo de controle complexo, que
manlóm as condições ideais para a aulo-manuten- 4. As forças naturais que regem os cicìos pla-
ção dos seres vivos, netiirios são muito poderosas, quando comparadas
Os mecanismos de controle são regulados pelos com as forças humanas. Elas desempenham funções
próprios seres vivos. Estes, especìalmente os mi- inestimáveis, peÌo que é melhor trabaihar com elas,
cro-organismos, através das suas actividades bio- do que contra eÌas.
químicas, expansão e contracção das suas popula-
ção na superfície terrestre, mantêm a temperatura Por exemplo, os micro-organismos, a luz do soÌ
superficial, devidamente regulada. AÌém disso, é e o oxigénio, degradam milhões de toneladas de
graças aos seres vivos que a atmosfera apresenta as restos orgânicos em rios; os predadores narurais
suas composição e estratificação gasosas, conside- controlam maior quantidade de pestes em cuìturas
ravelmente diferente da obsewada num olaneta sem do que pesticidas, não <.leixando vestígios de veneno
vida. (A deterioração da camada dc oz-òno, rcsulra nos campos.
principalmente de contribuiçõcs humanas).
Só o conhecimento mais aprofundado destas
O de estufa> é um exemplo de perturba- forças nos permitirá actuar de um modo eficaz, mas
"efeito
ção dos mecanismos naturais de controle. Resulta seguro, no planeu em que vivemos.
do lançalnento de gases industriais como o dióxido
3
o TRITÃO DE CRISTA EM S. MIGUEL

Os tritões são animais anfíbios da cìasse dos Referenciados na Ilha de S. Miguel' e como
batráquios e da ordem os Urodelos, muit'o próximo únicos represenantes da classe dos Bauáquios'
das salamandras, e distribuídos sobretudo nas re- existem apcnas a rã comum, recentemente reclas-
giões temperadas do globo. Como todos os siflcada .Rana Perezir, inrroduzida na ilha o
baráquios, a grande maioria das espécies de tri-
rocs e râs encontram-se ameaçadas e aÌgumas
mesmo em vias de extinção, pelapressão humana
Ttlturus crlstatus
que gradualmente se vem exercendo sobre esses
animais há 30 ou 40 anos, como sejam a poluição
e ctestruição gradual dos habirantes' resuìtado do
avanço das áreas urbanas. A agravar a situação,
muito recerÌtemenrc herpetólogos de todo o mundo,
especialisras em batraqueologia reunidos em Ir-
vine na CalifÓmia, foram unânimes em conÍrmar
a regressão de arLfíbios em todo o planeta, por
motivos aparàtemente inexplicáveis, embora
tenham sido aventadas três teorias, como seJam o
aumento das radiaçÕes utravioletas pelo enfra-
quecimento da camada de ozono, o aquecimento
g1oba1 do clima do plaÍÌetâ, e a terceira' mais bem
aceite, incriminando as chuvas ácidas que reve-
Ìar--se-iam fanis para os ovos e girinos'
A reforçar esla terceira teoria' em zonas mais
industríalizadas do globo e de crescente acidez
atmosférica, t€m-se consmtado a gradual rarefac-
algumas popu-
ção e mesmo desaparecimento de
laçÕes de anfíbios, mesmo em locais hiperprote-
gidos, resewas naturais ou parques florestais,
isentos e afasudos de qualquer fonte de poluição'
De entre os Urodelos mais ameaçados na Eu-
ropa, encontÍa-se o Tritão de Crista (Triturus Cris - século passado, e o Tritão de Crisu <Triturus
htus) nas suas diferentes subespécies, tendo sido Cristatus>, introduzido este século, julga-se na
incluído no anexo II da Convenção Relativa à Pro- década de 40 ou 50, cuja subespéciejá existente
tecção da Vida Selvagem e do Ambiente Natural <Camifex> é originária do None de Iúlia e Ju-
na Europa, a qual Portugal aderiu, após aprovação goslávia. Embora a introdução de qualquer espé-
em conselho de ministros de25106181' cie de fauna ou flora exóticas possa eventual-
lnexistente em Portugal ContinenLal, a sua mente provoÇar desequiiÍbrios no Ecosistema, no
faixa de distribuição estende-se pela Europa com caso presente tudo leva a creÍ tratar-se dc excep-
de a curto
excepção para a Península Ibérical, Sul de França ção, nem que seJa pela triste realidade
e Países Nórdicos. prazo S. Miguel poder vir a tomaÍ-se no último
reduto da sobrevivência deste animal, actua]- aguardam as fêmeas, vão ganhando a sua crista
mente em franca regressão na Europa. Na sua donal e nupciaì, motivo de anacção pa-a as fêrneas.
distribuição em toda a serra cenrral da ilha este A fecundação intema dá-se na água após correJo
anfíbio encontÍou as condições de habitat ideais nupcial em que o macho se exibe perante a com_
para a sua proliferação, tendo-se constatado da panheira abanando a bonita cauda e crista. Os
possibilidadc de, desde a sua introdução e aré à ovos são postos uns dias mais urde na vegenção
presente dala, ter esado associado à vaca, por aquática, tendo a fêmea o cuidado de os proreger
razões que se prendem com a criação de charcos dos predadores, dobrando a folha ou folhas onde
c poços em grande número, nos primórdios do de- foram postos, de forma a passarem despercebi-
senvolvimento da lavoura na ilha. dos. Uma semana mais nrde nascem os girinos
Atingindo 16 centímeLros de envergadura e que durante todo o período Ìawar respiram por
uma longevidade de cerca de 30 anos, apresenla brânquias externas, perdendo-as posteriormente
uma coloração na zona superior do corpo pardo- quando se metamorfoseiam em indivíduos adul-
-negra, com manchas mais escuras. O ventre é tos. O tritão aÌimenta-se de pequenos crusúceos
alaranjado brilhante, e manchado de negro. O aquáúcos, insectos e suas larvas, anelídeos (mi-
macho na época de reprodução desenvolve uma nhocas), moluscos (lesmas e caracóis), etc. sendo
crista dorsal alta e dentada, apÍesenlando na cau- considerado como um animal benéfico à agricul-
IÍl da uma banda prateada. A fêmea é isenta de crista.
lr tura e ao homem.
r No estado adulro possui pulmÕes rudimentares A crescente pressão humana que tamMm em
compensados por uma respiração pela pele bas- S. Miguel se começa afaze.r sentìr sobre a vida
tante acúva. É nmlmente inofensivo mra o homem. selvagem, e especificamente no caso do Tritão de
É um a.nfíbio de hábiros basnnte aquáticos, Crisra que não pode passar sem as suas zonas
que pode manter-se na água durante todo o ano, húmidas, aliada ao gradual assoreamento e sub-
embora alguns permaneçam em terra, fora do stituição dos charcos por tanques em cimento que
período de reprodução que tem lugar na primave_ por serem mais assépticos permitem um melhor
ra, hibemando enterrado no lodo do fundo dos controle da brucelose e outras doenças do gado,
charcos ou em gaìerias que escava em terra perto bem como a existência de espécies piscícoÌas
de água. predadoras nos ribeiros e lagos, poderão a médio
No Verão quando a temperatura ambiente sobe prazo começar a limirar bastante em volume e
dcmasiado, entra em lemrgia escondendo_se de_ quaÌidade os meios aquáticos propícios à sua re-
baixo de tÍoncos, pedras, raizes, etc., pratica- produção, pondo em causa a sua sobrevivência
mente deixando de se alimenur, peÌa desacelera_ também entre nós.
ção do seu metabolismo. Como a grande maioria Visto que o Tritão de Crisu é uma espécie que
dos rritões Europeus, tem actividade diurna em se encontra classificada como ameaçada de extin-
fase aquática, tomando-se nocturno quando aban_
ção, com vista à sua preservação em S. Miguel
dona o meio aquático. será conveniente tomarem-se medidas de investi-
Na Primavera assim que os primeiros raios de gação sobre o actual estado de desenvolvimenro
sol começam a aquecer com maior intensidade a do animal na ilha e, caso necessário recorrer
terr4 os rltões acordam do seu sono lnvemal e mesmo à criação de uma reserva natural, mista de
preparam-se para a reprodução. Os machos são os vegetação indígena e do trirão.
primeiros a reunirem-se no charco ou ribeiro onde
nasceÍtun e escolhido para o efeiro, enquanto Emanuel Machado

D
CON'|IÌIBUTOS PARA A SALVAGUARDA DAS BACì
FOGO E SETE CIDADES' Ì\
JOÃO MORA PORTEIRO
(Assistente Estag iário)
da Universidade dos Açores
Secção de Geografia do Departamento dc Biologia
I u-CAL
9502 PONTA DELGADA codex, Sâo Miguel, Açores' POR

Aprcscntam-se ncste arrigo. breves considcra' Bacia Hidrográfica respectiva Ambos, reconÌre-
r'r* gtuõ d" eutroiização já preocupante O
:?:' ii:'f i" ::ï'3 "#' ïï3?ì iïëi 3 ":â'lï: ; ""-
projecto mais rrcente,. que se encontÍa em tase de
eÌaboração, tem autoria conjunta da Universidade
--'ó"
iaturais.
u"otdo com a classificação tradicional dos Jos Açòres lSecçào de Ceografia;' Univcrsidrdc

hi :: :i ái'á ; * :f 8""s-i"ufi uiïl;t Nova dc Lisboa e INOVA.


Atendr'ndu aoc dad(ìs disponír cis, em particulal
no estudo que decorrc
lo os nutÍlentes estao
oresentementc, Poric-
presentes cm pequ_e
mos aplicar a cIássrfi-
na-s concentraçg:s, nao
cação atrás reíerida às
interferindo de forma
Ìagoas em anallse: a
srgnificati'ra com o Lagoa do Fogo, encon
equiÌíbrio do ststema
rra-se Oligotrófica; a
Iacustre; todavta, quan-
das Sete Cidadcs, .1á
do o afluxo de nutrien-
apÍesenta parânlctros
tes é aumenrado, a
que a faz-em incìuir na
massa de água Poderá
passar a um estádio il asse das Mc
sorróficas; por úÌtimo,
M ES OTRO FICO,
para a Lagoa das Fur
devido a reacções nas, tudo aponta PaÍa
complexas desenca-
esta apresentar nÍvels
deadas ao nível da
de eutrofização acen'
produção de maténa
tuados.
orgânica; nos últimos
estádios do Processo O probÌema da
eutrofização que afec
de eutrollzaçao, veÍl-
fica-se a acurnulação excessiva de matéria orgânica ta as massas de água só poderá ser cabaÌmente
. -aie.ial húmico que iimitam a actividade biológica comoreendido se concentÍarmos a nossa atençao
poclendo, nos casos mais avançados, o lago uansfor- nas particularidades que caracterizam as Íespecti-
^bacias
mdÍ 5e cm pântano. Diz se que a massa de água se uas de recepção. Neste- contexto, importa
cnLr)ntra EUTRÓFICA ou DISTROFICA. rcspcctr agora abordaÍ sumarìamenle alguns aspectos oas
vamente .
fõrmações e mateÍiais presentes nas bacias hi-
O alerta para a dcgradação da quaìidade das droqráficas, bem como dos usos quc alI sc pratrcaÌn'
aruà\ nas Lagoac da llha Je Sã.' Migucl' nào cons Á formacão da Iìha de S N4igueì devc sc à
L,ìrrunatcria ie..nt.. E6 u55. numa monogralta
1 sucessão de'acontecimcntos eruptivos de. grande
cieciicada a esta IÌha, a professora Raquel Soeiro de imponência, vulcões cenlrals, com uma otrecçao
Bnto inrroduz a preocúpação da utilização genera- orËferencial Leste-Oeste. Com base nos ìevanta-
lizada de adubos. Posteriormente, dlversos lraDa- menros Beológicos j á efectuados, lomou-se po-ssível
lhos do âmbito ciêntifico, viera-m confirmar a ocor- reconstìtulr as prÌnclpals manifestações vulcânicas
rôncia do processo de eutrofização nos rrês princì- da história desia Iìhá. As mais antigas, datadas do
pais lcnçóis de água apontados em tlrulo' E oe Neogénico, deram origem.à parte Orientaì., forman'
i.f.rir o' estudo àfcctuãdo pelo Professor-Jorge Jo o actual Compìexo do Nordeste:poslerlorrn-entc'
Mcdcros @ados keliminares sobre o bstado I rolroo swqiu o Vulcão da Povoação, localizado imediata-
cla Lacoa das Sete Cidades, 1983), rcferente à qua Oesre do primcirô, que culminou cm fase
liJrtlCdas águas nessa Lagoa e destaca-se um Íc
^.ãt" " aÌtamenté explosiva com a formação dt:
eruptiva
ì.rt,rr ro apresintado pcÌa Eng. RcgLna Cunìa (Sctc umà caldeira de forma semicircular. Tanto ncste
Cr,ja,lcs, Estudo da Bacia Hiãrtrgráfica' 1986), pelo como no anterior o vulcanisnto é considcrado cxttn
facto dc contemplar trabaÌhos de cnquadranlento, to e os processos crosivos cn(arregaranì se, dtsJc
craractcrização c análise dos aspcctos prlnclpaÌs oa ccdo, em modelar a forma original.
6
q,S HIDROGRÁI.'ICAS DAS LAGOAS DAS FURNAS,
4, ILHA DE SÃO MIGUEL

o adê r.<e^dJr,J

Origiral de P rof. Catnpos Ferrandzs

É nas c,aldeiras dos restantes vuÌcões centrais, vados índices pluviométricos aqui registados.
considcrados activos, que se encontram locaÌizadas As causas do problema da eurrofização nas três
as prìncipais Ìagoas da IÌha de S. Miguel, objecto Ìagoas em questão, embora diferentes, apresentaÌn
desta aoresentacão. denominadorcs comuns: aÍToteaÌTìentos de vastas
O Vuìcão daÁ Furnas, o mais jovem deste úÌtimo áreas arborizadas para o alargamento da superfície
grupo, é constituido por ulna grande caldeira de agro-pastoril, rêm sido levados a cabo sem que ha.la
expìosão e afundimento, cujas paredes inl.eriores, consciencialização dos probÌemas causados no
verticais e cortadas por vales profundos e encaixa- ambiente. káticas incorrectas de utilização do solo
dos, são revestidas de ìavas e materiais piroclasticos e o uso descontroÌado de adubos e pesticidas estão
(pedra pomes), por alternância. As manifestações na origem do desequilíbrio dos ecossistemas lacus-
de vulcanismo secundário são abundantes assumin- tres.
do, por vezes, efeitos especlacuÌares (caÌdeiras na- A estratégia de abordagem para o estudo dâ
turais, fumarolas, nascentes de águas termais, etc.). eutrofização deverá estar orientada para a resolu-
TaÌ como o anterior, o Vulcão das Sete Cidades, ção do probÌema na origem do mesmo: por um
o mais antigo dos aclivos, é constituído por um lado, detectar as fontes poluentes pontuais e difu-
apareìho vulcânico de dimensões assinaláveis (14 sas junto da bacia hidrogrrífica que alimenta a lagoa
Km de diâmetro na base), no centÍo do qual se pode e, por outro, proceder ao ordenamento biofísico da
encontrar ÌrrÌa enorrne caldeira de explosão e afun- mesma bacia, no sentido de reduzir a produção e
dimcnto ocupada, actualmente, por duas magníficas chegada da carga de nutrientes ao lençol de água.
lagoas (l-agoas Verdc e Az-ul). As vertcntes exterio- Os contributos para o ordenamento deverão desen-
rcs deste vulcão encontram-se cobertas por espessas volver-se a dois níveis: medidas mitigadoras dìri-
camadas de nìatcrial pomítico, deixando aparecer gidas especificamen!e para <<áreas problema,
afloramentos lávicos nos locais onde os cursos de (identificadas por procesos carloSráficos e crúza-
água se enconlraÌTì mais encaixados. menlos de informação); medidas de carácter com-
O Vulcão de Agua de Pau ocupa uma posição plementar, dirigidas para o ordenamento global da
intermédia em relação aos dois anteriores, quer do bacia, susceptíveis dé atenuarem as fronteiras entre
ponto de vista espacial, quer na data provável da sua as referidas <áreas problema>> e o restante espaço
oconência. Trata-se de um importante maciço vul- envoÌvente.
cânico de origem traquítica, cuja cratera principal, É neste contexto que se deve equacionar qual-
de forma irreguÌar, está ocupada pela Lagoa do quer projecto de recuperação das lagoas, orientan-
Fogo. Ao atingirmos as cotas mais eÌevadas, encon- do os estudos para runa análise integrada dos
tÍamos as verlentes desprotegidas e profundamente factores geológicos, climáticos, fisiográfìcos e
ravinadas, como resultado da grande eficácia do antrópicos, entre outros. As linhas de orientação
proccsso de crosão torrencial, devendo-se este facto devem conciliar os estudos dos recwsos natuÍals
não s<i à composição das camadas de cobertura com os métodos e preocupações do pìaneamento e
(pedra pomes), como também ao resultado dos ele- ordenamcnto do territóno.
7
O MILHAFRE BUTEO BUTEO
A NOSSA UNICA AVE DB RAPINA DIURNA

A constante procura de algo de novo pode leval Disu-ibü-se peÌa Eropa, hrroásia" Norte d'Africa
o homem a executar as mais diversas tarefas. Foi, e IÌhas Medirerrâneas . Ê. a ure de rapina mais
em parte, devido a esta negação e à monotonia' que frequente nestes locais, o que decerto contribui para
há cerca de meio milénio se acÍescentou mais nove colonizar naturaÌmente o nosso arqúpélago. En-
ilhas ao mapa. quanto nos continentes descreve rotas migratórias,
Além de apresenlarem paisagens muito peculia' nos Açores reside todo o ano. Vive em todos os tiPos
res, nelas deambulavam magestosas aves de rapina, de floresta onde existem algumas zonas de campo
as quais foram denominadas Açores, pols se pare aberto. em áreas cuìtivadas, nas zonas montanhosas
ciam muito com as que já eram conhecidas pelo e em encostas rochosas.
mesmo nome. As suas siÌhuetas atraíram de tal Ê. vulgar verem-se os seus vôos planados e em
modo a atenção dos pri- aspiral, executados com
meiros habitantes que o as asas quase sempre em

novo arqúpélago passou posição horizontal e com


a chamar-se Açores, em- as penas primárias exte-
bora tivessem sido pro- riores separadas como se
postos outros nomes. fossem dedos ligeira-
Estas aves conlinua- mente curvados. A cau-
rarn a ser o símbolo dos da tem forma de um leque

Açores, mormente, meio aberto. Tem o cor-


aquando da visita régia po robusto cujas partes
do Rei Dom Carlos e da superiores são castanhas
Rainha Dona Amélia em e as inferiores são mos-
1901. O Jornal (AçO- quiteadas ou listadas corn

RIANO ORIENTAL>, castanho e branco. A


iÌÌrìdado ha 130 anog pc- quantidade de brranco das
sui um cabeçaÌho ilus- partes inferiores varia
trado com uma dessas cons ideraveÌmente. Alân

aves. Os autores das pri- de voar ao sabr das

meiras propostas de au- coÍTenles de ar quente,


tonomia, passaram a dar- sem o mais pequeno mo-

lhes uma conotação vimento de asas, durante


polítìca. Outras conota- ìongos períodos de tem-
po, subindo ou descendo de aìtitude' também possut
ções lhes foram atribuídas, como, por exemplo,
a da

destruição dos recursos alimenwes do homem. outras modalidades de vôo. Quando se encontra
Pelo contrário, e apesar do seu porte ameaçador, são poisado e é incomodado por algum intruso (ho-
aves muito pacíficas que só caçam quando necessi- mem), utiliza um vôo vagaroso € Pesado e um bater
tam de aÌimento. O seu único inimigo é o homem' de asas elaborado, mas turÌa vez reposto do susto,
Trata-se duma espécie vulgarmente conhecida este vôo pode ser intercalado com descidas súbitas'
nos Açores por MILH AFRE ou QUEIMADO e cujo Muitas vezes projecta-se 1á do cimo' com as asas
nome cienrífico é Buteo buteo. Como o nome fechadas, a grande velocidade, com o fim de apan-
vuÌgar pode variar de região para região, a espécie har uma presa. Enquanto caça paira num lugar
em queslão é denominada no Continentepor Aguia- dwanre breves períodos com penistência consi-
de-asa-redonda. deráveÌ. Fá-lo em campo aberto, em rochedos, ou

8
em algÌxna árvore firme. macho traz alimento para o ninho e seguidamente a
O seu modo desajustado de se deslocar no soÌo fêmea encarrega-se de aìimentar os fiÌhotes. Depois
contrasta com a sua grande agilidade em vôo. Não de uma semana, ambos os sexos caçairÌ quantidades
costruÍìa viver em bandos, mas em ceíos locais enorrnes de mantimenlos em relação às necessida-
pode ver-se meia dúzia ou mais a voarem Junta- des das crias. Estas ficarn dependentes dos pais 2
mente. meses após ensaiarem os seus primeiros vôos com
As suas cordas vocais produzem r.lrt miado pro- finalidade de aprenderem a caçar.
longado. Na época de reprodução o par flurua em Antes da chegadado homem a este arquipélago,
círculos perto do ìocaì onde nidificará. As duas sil- eram provavelmente insec!ívoros, uma vez que
hueras enfrentam-se, esLando o macho em posição nessa alrura não existiam pequenos mamíferoç.
superior à da fêmea. As Com a introdução peÌo
suas caudas adquìrem homem de ratos e coel-
uma forma de leque maìs hos, estas aves passaraln
pronunciada e as asas a inclui-Ìos na sua ali-
mantêm-se ìmóveis mas mentâção. No entanto, só
com ângulos diferentes se nutrem dos que estão
do vôo normaÌ. As vezes moribr,rndos, doentes ou
ostentam-se rxn Perante até envenenados pelas
o outro pnojectando se em grandes quantidades de
direcção ao solo com as produtos químicos utili -

asas meio fechadas, mas zados nas campanhas de


quando chegam a meto desratìzação. Este ú,Ìtimo
caminho, voltam a lan- facto faz baixar alarman-
çar-se em sentido temenle as popuìações de
contrário. miÌhafres em locais onde
As primeiras oslen- essas campanhas são
tações ocorrem em Ja- levadas a cabo.
neiro, mas podem tam- Por tudo isto, é ne-
bém ser observadas no cessário lançar um ape-
Outono. Constroem nin- Ìo.
hos volumosos em sa-
ìiências rochosas, em SALVEMOS O
árvores, ou na base de coÌinas abrangìdas por arbus- MlLHAFRE;
tos. Estes ninhos são constituídos por musgos, fetos, - APRENDAMOS A \4VER EM HARMOMA
juncos, cascas de árvores, ervas, hera, folhas de COM O AMBIENTE NATURAL QUE NOS
pinheiro e cedro bem como por ralrÌos variados. RODEIA;
Põem geralmente2 a3 ovos de cor branca salpi- - LEMBREMO-NOS DE QUE NOS, COMO
cada commarcas castânhas cuja quantidade varia. A QUALQUER SER VIVO, SOMOS PARTE INTE.
época de reprodução vai de Abril a Maio. A ìncuba- GRANTE DA NATUREZA.
ção começa com a postura do 1a ovo. Os ovos são
postos com 3 a 4 dias de intervalo. Ambos os se xos Fátima Melo
tomam parte na incubação com maior incidência in <Priôlor, na 1, 1983
por parte da fêmea. Quando nascem as crias, o

I
Ilstatuto. Riologia e Corrservação do Garajau-rosado Slerna dougallii e

Garajau-comum 'S/ern a hirundo nos Açores de 1989 a 1992


Nora lnftrmariv'a (Julho 92)

População Permuta de Informação e Conservsção


O recenseamcnlo complcto das colónia^s de O úâbalho desenvolvido nos Açorcs integÍn'se num
Garainus tros Âçorcs, realizado em 1984' esútnou a projccto internacional de cúnscryação, quc inlcgra
çrrpulação nidificantc de Garajau rosado cm 86ó casais e OrganizaçÕcs n:tl Govemamenuris' Univcnidade s c
a clc Garajau comum em c.25(X) casais (Dunn 19891 dcl Govemos do Reirn Unido, Franç4, Irland,r, Portugal
Ncvo ct a/. em puhl.). A1ós o segundo reaenscmento (Açores), Senegal, Gâmbia- Sena Lcão' c Gma- A equi'
complcto, re:úiz:tJo em 1989, as estimâúYas ântenores pa do Jrojecto reuniu com esJrcialistas aÍnericâms ú1
clcvararn-sc a 992 casnis e '1{)15 c;rsais de Carajau- esçécie em quatm rcitni('tcs intcmacionais declicrlas ao
rrsâtJo e Garajau'comum, respcctjvamente (Tabela I). estudo e conseruaÊ{o do Garajau-rosado. 0 projecto é
As razÕcs para estc âtâÍente aunìento nas duas esçÉcies desenvolvido çrela Universidade dos Açorcs e grla Rea
del Nevo et a/. (1991; em
rJe Garajaus são discutidas Jxrr Scriedadc para a Prote.ção das Aves (Reino Unido), em
publ.). Em 1990, l99l e 1992 não Íoi possível efectuar estreita colaboração com a Direcção Regiona.l de Am-
levarìtamcntos completos. As estimati vas çxrpulmionais biente, Câmaras Municipais, Capitanias e AssociaçÕcs de
de todas as colónias principais de Carajau rosado no Defesa do Ambiente, de forma a implemenw acçÕes de
período 1990-1992 são âpÍe^senhdâs na Tabela l. A conscnação relevan@s, nos Açorcs. Desta colaboração
grpulação açoruìÍvì de Garajau rosâdo peÍmaneceu resultaram várias iniciativas, çrcr exemplo, a designaçÌlo
relaüvamcnte esúvel enúe 1989 e l99l em cerca de de quase ttfas as colónias de Garajau-rosado como
I ltD caçts. reprcsenurnclo c. 697o do total dâ populeção Zonas de Prcxecção Especial (ZPEs) ou a remoção de l8
curoçria. Em 1992 o ntimero de casais nas colónias prin- cabra-s da colónia no Ílhéu da Vila. em Santa Mana-

cipais diminuiu, scndo a cstimativa final da ppulação dc Exisrcm ainda importâÍtes pÍoblemas de
Garajau.rosado de c. 750 casats. conrrvaÉo, sendo a perturbação pelo bomem durante o
período reprodutoÍ, â mâior smeâça pâra os GâÍajaus nos
Distribuição
Açnres. Esu perntrbâção resultâ" poÍ vezes. em gÍave ou
Flores, Gracima e Sanu Maria continuam a ser as
completo falhanço reprdutor, com çrnla de ovos e mor-
ilhas mais imgxrúrntes paÍa o CaÍajau-rosado, cutendo
talidade dâs crias. Isto acontcceu na maior colónia de
c. 807o do totâÌ dos Açcrcs. Ohservaçõcs de aves adultas
Garajau-rosado dos Açores, Baìxa do Moínho (Flores)
marcadas individualmente com anilhas de cor indicam c
em 1989 e 1992 (des€Íção de 225 casais, i.e 307o
quc existem movimcntos significativrx enre colóniÁs em
total).
anos consecutivos. As câusas pâía estas movimcntaçÕes
enlre colónias são dcsconlrccidas. Os factores naturais {p. O projecto continuará o seu f'rograJna de

ex. variaçÕes na disponibilidade de aÌimento) e os fac- investigação, permiúndo a monitorização de tendências e


tores aÍtificiaìs (p. cx. perturhação pelo homem), paúÕes de variação no estâtuto e biologia do Carajau-
oassíveis de ìnduzir eslcs moviÍÌìentos. estão a seÍ es- msâdo e Garajau-conum-
tudâdos.
Referênclrs
Riologia Duon. E. ( 1989).,'Q orcs Tcm Sunev /98í Rcfnd to Royel Seicty Íc
thr f\otecion oí Birdr,4SrP
Desde 1989 tôm sido feitas observaçÕes sobíe a dcl Ncvo. 4.. Dunn. 8.K., Mcdiiic. F M. t4 CÍúd C Aterr' P '
biologia crxnparad.e do Garajau-rosado e Garajau- Avcw. M.1.. & Montiro. LR (t99O) TlE úÚ disribuÚon
aod oucryrtion oí R6ote Ìo ('Ítcru drugallii'l eod
comum, incluhrJo o estudo da fenologia de rqtrodução' Cmn Tcm (stcm hituúo, io thc Aacs' Rcletório dr
sucesso reprodutor, ecologia alimenur, cÍescimento de Uoiversidrdc dos Âçues c Rcel Saicdadc lnn e Procct'o du
Aves- p.22.
juvenis e condição corprxal de adultos. Esta informação dcl Ncvo. if.. tìon. E K . Mcdcitc. F.M', lt Creod' G Âkcrs P '
consú(ui o início dc tnna base de dados dc longo çrazo, Avcry. M.Í . .t Moot.ire, I- R (cm prbl ) Thc -su-ss rnd
dinnülion o{ RotcÍc Tcn (Stcm daSa'lüi) and (ìommon
para a monitorização dos parfunctros biológicos básicos Íerc $tcm hirwdo) ií thc 'S'dlttd'
^zfrcs
destas esÍt'cies. Os resultados dsstes estltdos são
I 2
l-uis Montciro d.l Nc"o
c Ad.i"o
puhlicarios em Íevis(Às cientÍficas tla est'cL-ialidacle e
ì tjnivcrsid.de dor Àçacs Deprnemno dc (kcanr4lrfia c Pc'or'
cs{ão disF)nívcis paía as ins{ituiçÕcs adcquadas. P 990Ollm. Áçocr. Pmu3rl.
?
Rovrl Seictv fo thc Pruccúoo o{ Birds Srndy lÌctlÍordçhirc
Enghnd, tt.K SGlg 2DI..
10
Casais repÍodulores de garaiau íosado pof ilha, Açores 198,1, 19Bg 1992

ILHA 1984' % 19891 % 19902 % 19912 % 1992' "/"

Santa Maria 70 10.9 116 11.7 220 21 102 9.1 265 36.0

São Miguel 30 4.7 0 0.0 0 0.0 0 0.0 ?

Terceira 42 6.5 93 9.4 95 9.0 5 0.4 0 0.0

Graciosa 112 17.4 275 27.7 150 14.3 74 6.6 ttg 16.2

SáoJorge 35 5.4 5 0.5 2 0.2 135 12.0 10 1.4

Pi@ 20 3.1 23 2.3 5 0 4.7 21 1 .9 6 0.8

Faial 70 11.0 0 0.0 60 5.7 90 8.0 20 2.7

Flores 263 4'1 .0 480 48.4 455 43.3 694 62.0 316 42.A

Corvo 0 0.0 0 0.0 19 1.8 ? ?

Total 642 100 992 100 1051 100 1121 100 750 100
3
aez

Notas: 1- Recenseâmento completo do Arquipélago; 2- Visitas a ìodas as principais colónias; 3- ValoÍ recalculado {ver del Nevo et aì. em publ.)

PUBLICAÇOES PARA VENDA


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FAUNA DO NOSSO AMBTENTE (3)-0 POLVO
José Contente ................100$00 200$00
MONOGRAFIA DO PICO DA PEDRA, cilb€rto Bernardo... .. . .. .. .. 200$00 300$o0
TNTRODUçÃO AO ESTUDO E OBSERVAçÃO Oe nVeS
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33232 (J C. Nunes - espeleologia)

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