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O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares –

Metodologias de operacionalização (conclusão)

Análise e comentário crítico aos relatórios da IGE

Relatórios seleccionados:

• Agrupamento de Escolas do Monte da Ola – Viana do Castelo


(2006/2007)
• Agrupamento de Escolas de Cerva – Ribeira de Pena (2007/2008)
• Escola Secundária c/3º ciclo Henrique Medina – Esposende
(2007/2008)
• Escola Secundária de Alberto Sampaio – Braga (2006/2007)

Como amostra, seleccionei estes 4 relatórios de avaliação externa de


escolas agrupadas e não agrupadas de diferentes áreas geográficas da zona
norte, com o objectivo de obter análises diferenciadas de bibliotecas
escolares.

Em relação ao relatório de avaliação externa do Agrupamento de Escolas


do Monte da Ola, a primeira referência à biblioteca escolar surge aquando
da Caracterização da Escola/Agrupamento, quando se entende a BE como
um espaço de oportunidades para todos, ao afirmar “… das diferentes
valências tais como a BE/CRE.”

No ponto 1.4 -Valorização e impacto das aprendizagens, reconhecem as


bibliotecas como espaços de conhecimento e de “ promoção do sucesso
educativo, carecendo porém de maior utilização e dinamização.”

No ponto 2.4 - Abrangência do currículo e valorização dos saberes e das


aprendizagens há referências ao “projecto da biblioteca” e a todo o
restante trabalho por ela desenvolvido na “ dinamização de actividades
(encontros com escritores, organização de dossiês temáticos para
os alunos, duas feiras do livro anuais…”)

No ponto 3.5 – Equidade e justiça, pode ler-se “ os dossiês temáticos na


biblioteca revelam-se elementos promotores de igualdade nas
oportunidades de acesso à aprendizagem”.

No ponto 4.4 – Parcerias, protocolos e projectos, a biblioteca é


referenciada apenas para dizer que está envolvida em projectos
nacionais.
Pergunta-se: Que projectos? Qual o seu teor? Que importância têm para o
sucesso das aprendizagens e/ou para aquisição de novas competências?

Relativamente ao relatório de avaliação externa do Agrupamento de


Escolas de Cerva, a primeira referência à biblioteca surge no ponto 3.

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Organização e Gestão escolar, quando se afirma que “a biblioteca não
está apropriadamente organizada e rentabilizada”.
No ponto 3.3 - Gestão dos recursos materiais e financeiros, a biblioteca é
referenciada como um espaço “com condições adequadas para as
diversas actividades”, no entanto, a biblioteca ainda não está
devidamente organizada”
No ponto 4.1 – Visão e estratégia, pode ler-se “…os castigos consistem,
na sua maioria, na obrigação de ir para a biblioteca.”

Quanto ao relatório de avaliação externa da Escola Secundária c/3º Ciclo


Henrique Medina, apenas faz uma referência à biblioteca no ponto 3.3-
Gestão dos recursos materiais e financeiros, onde se pode ler “ … a
biblioteca é um espaço com recursos e equipamentos que responde
cabalmente às exigências curriculares”.
Como responde às necessidades, que recursos e métodos utiliza?

Por fim, no relatório de avaliação externa da Escola Secundária de


Alberto Sampaio, no ponto 1- Caracterização da Unidade de gestão, pode
ler-se o seguinte: “… a ESAS garante o funcionamento contínuo entre
as 8.30 e as 24.00 horas, das diferentes valências de apoio aos
alunos, tais como a biblioteca/centro de recursos…”

No ponto 2- Prestação do Serviço Educativo, é feita uma dupla referência à


biblioteca, em dois subtópicos, de igual conteúdo “…um dos múltiplos
dispositivos de que a escola dispõe para o desenvolvimento de
oportunidades de aprendizagem e valorização das actividades de
enriquecimento curricular.”

Da análise destes quatro relatórios de avaliação externa sobre as


bibliotecas, podemos observar que se fizeram referências muito superficiais
e pontuais ao trabalho desenvolvido pelas bibliotecas, sua relação com o
sucesso das aprendizagens e a aquisição do conhecimento dos nossos
alunos. E algumas reflexões serão pertinentes fazer:
Será que as escolas, os órgãos de gestão e a IGE estão a dar a devida
importância e reconhecimento à biblioteca, esse organismo vivo, esses
espaços de aprendizagem que contribuem para o sucesso educativo? Que
contributo, nós, professores bibliotecários, podemos dar, no sentido de
afirmarmos a biblioteca como um verdadeiro espaço de aprendizagem da
escola?
Ser-lhe-á destinado um lugar central no que respeita ao acesso, promoção,
enriquecimento e desenvolvimento dos níveis de literacia dos membros da
sua comunidade educativa?
Será que o Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares está a ser
devidamente implementado?

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A pertinência de uma síntese do relatório de auto - avaliação da biblioteca a
integrar no Relatório de avaliação da Escola.
Continuemos a trilhar os nossos caminhos, que a bom porto iremos dar!

A formanda

Anabela Fernandes