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THAU Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo Ewerton Douglas de S. Coelho - 02410002902

THAU

Teoria e História da Arquitetura e Urbanismo

Ewerton Douglas de S. Coelho - 02410002902

Taguatinga, 23/09/2014

Sumário

Frank Lloyd Wright

2

Mies Van Der Rohe

3

Anexo Fotografico

4

Casa da Cascata – Frank L. Wright

4

Westcott House – Frank L. Wright

8

Robie House – Frank L. Wright

11

Solomon R.Guggenheim – Frank L. Wright

15

Farnsworth House - Mies Van Der Rohe

18

Tugendhat House - Mies Van Der Rohe

23

S.R. Crown Hall - Mies Van Der Rohe

25

Edifício Seagram - Mies Van Der Rohe

27

Bibliografia

29

Frank Lloyd Wright

Frank Lloyd Wright (Richland Center, 8 de junho de 1867 — Phoenix, 9 de abril de 1959) foi um arquiteto, escritor e educador estadunidense. Um dos conceitos centrais em sua obra é o de que o projeto deve ser individual, de acordo com sua localização e finalidade. No início de sua carreira, trabalhou com Louis Sullivan, um dos pioneiros em arranha-céus da Escola de Chicago. Responsável por mais de mil projetos, dos quais mais de quinhentos construídos, Wright influenciou os rumos da arquitetura moderna com suas ideias e obras e é considerado um dos arquitetos mais importantes do século XX.

Antes de se tornar um dos maiores arquitetos de todos os tempos, ele estudou engenharia e, faltando poucas semanas para sua graduação, abandonou o curso e foi trabalhar em Chicago como desenhista no escritório de Silsbee, um arquiteto de renome. Tornou-se a figura chave da arquitetura orgânica, exemplificada pela Casa da Cascata, um desdobramento da arquitetura moderna que se contrapunha ao International style europeu. Foi o líder da Prairie School, movimento da arquitetura ao qual pertencem os projetos da Robie House e a Westcott House, e também desenvolveu o conceito de Usonian home, do qual a Rosenbaum House é um exemplo. Sua obra inclui exemplos originais e inovativos de edifícios dos mais diferentes tipos, incluindo escritórios, templos, escolas, hotéis e museus. Frequentemente detalhava também os elementos a serem empregados no interior de suas construções, tais como mobília e vitrais.

Em 1876, Anna visitou a Exposição Universal na Filadelfia e viu uma exibição dos blocos educacionais criados por Friedrich Wilhelm August Fröbel, os quais eram a base do inovativo currículo de seu jardim de infância. Professora experiente, Anna interessou- se pelo programa e comprou um jogo de blocos para sua família. O jovem Frank passou muito tempo brincando com os blocos. Estes apresentavam formas geométricas e podiam ser montados em várias combinações em composições tridimensionais. A autobiografia de Wright menciona a influência destes exercícios em sua maneira de encarar os projetos. Muitos de seus edifícios são notáveis pela aparência geométrica que exibem.

Em 1881, logo depois de Frank completar catorze anos, seus pais separaram-se. Anna estava infeliz há algum tempo com a inabilidade de William para sustentar a família e pediu-lhe que os deixasse. O divórcio foi homologado em 1885, depois que William processou Anna por falta de afeição física. William deixou Wisconsin após o divórcio. Wright declarava nunca ter encontrado o pai novamente. Foi nesta época que Wright mudou seu nome do meio de Lincoln para Lloyd. Sendo o único homem da família, Frank então assumiu a responsabilidade financeira por sua mãe e duas irmãs.

Wright frequentava aulas de segundo grau em Madison mas não há evidências que tenha terminado o curso. Foi admitido à Universidade do Wisconsin-Madison como estudante especial em 1886. Lá juntou-se à fraternidade Phi Delta Theta, frequentou as aulas de meio período durante dois semestres e trabalhou como estagiário em engenharia civil. Em 1887, Wright deixou a escola sem que se tivesse graduado, a despeito de ter recebido da universidade um Doutorado honorário em Artes em 1955. Mudou-se então para Chicago, que ainda estava sendo reconstruída do Grande incêndio de Chicago, em 1871, e juntou-se ao escritório de arquitetura de Joseph Lyman Silsbee. Dentro de um ano, deixaria Silsbee para trabalhar na empresa de Adler & Sullivan como aprendiz de Louis Sullivan.

A partir de 1890, tornou-se responsável por todo trabalho residencial da empresa. Em 1893, Louis Sullivan descobriu que Wright vinha aceitando encomendas

privadamente. Sullivan sentiu-se traído ao saber que seu empregado favorito havia projetado casas por baixo dos panos e pediu que Wright deixasse a empresa. Em necessidade constante de fundos para sustentar sua crescente família, Wright projetara essas casas de modo a suplementar sua renda insuficiente. Wright referia-se a estas casas, localizadas nas redondezas da sua própria residência e escritório na Chicago Avenue em Oak Park, como seus projetos "falsificados".

A maneira como Wright organizava o espaço interior nos edifícios residenciais e públicos é uma das características únicas de seu estilo, visível e reconhecível na escolha dos materiais estruturais e de acabamento, bem como na disposição das aberturas. A comunidade concordou em contratá-lo e ele trabalhou no edifício entre 1905 e 1908. Wright acreditava que a escala humana deveria ser considerada a parte mais importante na concepção de todo projeto.

Não se sabe exatamente quando Wright projetou a Westcott House; pode ter sido diversos meses antes ou mais de um ano após retornar de sua primeira visita ao Japão em 1905. Wright criou dois projetos separados para a casa; ambos estão incluídos em Studies and Executed Buildings of Frank Lloyd Wright, publicados por Ernst Wasmuth na Alemanha, em 1910 e 1911. Este trabalho de dois volumes contém mais de cem litografias de projetos de Wright e é geralmente referido como Wasmuth Portfolio.

Mies Van Der Rohe

O nome Mies Van Der Rohe não é incomum aos mais antenados no mundo do

design e arquitetura. Nascido na Alemanha em 1886, este arquiteto marcou e influenciou

o século 20 e a arquitetura moderna.

Mies Van Der Rohe seguiu uma concepção de linhas puras na arquitetura. Isto significa que seus desenhos eram desenvolvidos na maior parte em linhas retas, que se unem sempre na perpendicular, nos fazendo percorrer os detalhes com os olhos e dando

a impressão de movimento ao projeto. Apesar do uso de concreto bruto, Mies Van Der

Rohe consegue, graças a suas linhas, um visual bastante agradável e sofisticado. Já em

1919 criou a Bauhaus, com Walter Gropius, a fim de formar artesãos, escultores, pintores

e arquitetos para desenvolver novos produtos industriais. “Formaremos uma escola sem

separação de gêneros que criam barreiras entre o artesão e o artista. Conceberemos uma arquitetura nova, a arquitetura do futuro, em que a pintura, a escultura e a arquitetura formarão um só conjunto.” Este foi o primeiro manifesto da escola, redigido em 1919 por Gropius. Ou seja, era uma escola alemã que se destacou pelas transformações no design, artes plásticas e arquitetura.

Em sua época, Mies Van Der Rohe foi rejeitado, pois não seguia o espírito nacionalista da Alemanha que já estava dominada pelas forças nazistas. Deixou o país em 1937 e, nos EUA, foi reconhecido como pioneiro da arquitetura moderna, tendo condições para promover suas experiências. Influenciado pelo Expressionismo, Suprematismo e Construtivismo russo, o estilo de Mies era definido por ele mesmo como “pele e osso”. Uma técnica perfeita em detalhes, uma abordagem racional, “limpeza” da forma e preceitos minimalistas. “Menos é mais”, costumava dizer o arquiteto.O vidro é um elemento muito importante nos trabalhos de Mies. Um bom exemplo de suas criações com este material é a casa Farnsworth, também chamada de casa de vidro, localizada nos EUA. Aplicando diversos conceitos no projeto, a casa traz transparência – pelo vidro, fluidez de espaços, linhas mínimas e a sensação de que sua estrutura flutua. Outro trabalho impressionante é a casa Tugendhat, construída em 1930 na Tchecoslováquia.

Ela também utiliza muito do vidro e de materiais nobres, trazendo um estilo requintado e alto padrão.

Há ainda a Neue Natianolagarie, Nova Galeria Nacional de Berlim, uma referência do alemão. Estruturada em dois níveis, a parte superior conta com o hall de entrada envidraçado e sem colunas laterais, para receber exposições temporárias. No nível inferior há um pátio para as coleções permanentes.

Em relação aos espaços internos, podemos dizer que ele buscava uma conexão visual, trabalhando para que o ambiente externo e interno não fossem delimitados claramente, criando assim uma integração entre os espaços.

Aqui temos um pouco sobre a vida e a obra deste criador de estilo particular, que trabalhou tanto com o clássico e regional, quanto atuou na vanguarda da arquitetura. Com características formais e estéticas modernas, Mies ofereceu uma nova essência e muita inspiração ao mundo arquitetônico.

Anexo Fotografico

Casa da Cascata – Frank L. Wright

Anexo Fotografico Casa da Cascata – Frank L. Wright Imagem 01 - Casa da Cascata Imagem

Imagem 01 - Casa da Cascata

Fotografico Casa da Cascata – Frank L. Wright Imagem 01 - Casa da Cascata Imagem 02

Imagem 02 - Casa da Cascata, planta baixa

Imagem 03 - Casa da Cascata, desenhos originais Imagem 04 - Casa da Cascata

Imagem 03 - Casa da Cascata, desenhos originais

Imagem 03 - Casa da Cascata, desenhos originais Imagem 04 - Casa da Cascata

Imagem 04 - Casa da Cascata

Westcott House – Frank L. Wright

Westcott House – Frank L. Wright Imagem 05 – Westcott House - 1908 Imagem 07 –

Imagem 05 – Westcott House - 1908

Westcott House – Frank L. Wright Imagem 05 – Westcott House - 1908 Imagem 07 –

Imagem 07 – Westcott House – 1930

Imagem 07 – Westcott House – 2000 Imagem 08 – Westcott House – 2004

Imagem 07 – Westcott House – 2000

Imagem 07 – Westcott House – 2000 Imagem 08 – Westcott House – 2004

Imagem 08 – Westcott House – 2004

Robie House – Frank L. Wright

Robie House – Frank L. Wright Imagem 09 – Robie House Imagem 10 – Robie House

Imagem 09 – Robie House

Robie House – Frank L. Wright Imagem 09 – Robie House Imagem 10 – Robie House

Imagem 10 – Robie House

Imagem 11 – Robie House Imagem 12 – Robie House

Imagem 11 – Robie House

Imagem 11 – Robie House Imagem 12 – Robie House

Imagem 12 – Robie House

Solomon R.Guggenheim – Frank L. Wright

Solomon R.Guggenheim – Frank L. Wright Imagem 13 – Solomon R.Guggenheim Imagem 14 – Solomon R.Guggenheim

Imagem 13 – Solomon R.Guggenheim

Solomon R.Guggenheim – Frank L. Wright Imagem 13 – Solomon R.Guggenheim Imagem 14 – Solomon R.Guggenheim

Imagem 14 – Solomon R.Guggenheim – 2010

Imagem 15 – Solomon R.Guggenheim – Corte Imagem 16 – Solomon R.Guggenheim – Desenhos

Imagem 15 – Solomon R.Guggenheim – Corte

Imagem 15 – Solomon R.Guggenheim – Corte Imagem 16 – Solomon R.Guggenheim – Desenhos

Imagem 16 – Solomon R.Guggenheim – Desenhos

Farnsworth House - Mies Van Der Rohe

Farnsworth House - Mies Van Der Rohe Imagem 17 – Farnsworth Imagem 18 – Farnsworth

Imagem 17 – Farnsworth

Farnsworth House - Mies Van Der Rohe Imagem 17 – Farnsworth Imagem 18 – Farnsworth

Imagem 18 – Farnsworth

Imagem 19 – Farnsworth Imagem 20 – Farnsworth

Imagem 19 – Farnsworth

Imagem 19 – Farnsworth Imagem 20 – Farnsworth

Imagem 20 – Farnsworth

Tugendhat House - Mies Van Der Rohe

Tugendhat House - Mies Van Der Rohe Imagem 21 – Tugendhat House Imagem 22 – Tugendhat

Imagem 21 – Tugendhat House

Tugendhat House - Mies Van Der Rohe Imagem 21 – Tugendhat House Imagem 22 – Tugendhat

Imagem 22 – Tugendhat House

Imagem 23 – Tugendhat House – Desenho Imagem 24 – Tugendhat House

Imagem 23 – Tugendhat House – Desenho

Imagem 23 – Tugendhat House – Desenho Imagem 24 – Tugendhat House

Imagem 24 – Tugendhat House

S.R. Crown Hall - Mies Van Der Rohe

S.R. Crown Hall - Mies Van Der Rohe Imagem 25 – S.R. Crown Hall Imagem 26

Imagem 25 – S.R. Crown Hall

S.R. Crown Hall - Mies Van Der Rohe Imagem 25 – S.R. Crown Hall Imagem 26

Imagem 26 – S.R. Crown Hall

Imagem 27 – S.R. Crown Hall Imagem 28 – S.R. Crown Hall

Imagem 27 – S.R. Crown Hall

Imagem 27 – S.R. Crown Hall Imagem 28 – S.R. Crown Hall

Imagem 28 – S.R. Crown Hall

Edifício Seagram - Mies Van Der Rohe

Edifício Seagram - Mies Van Der Rohe Imagem 29 – Edifício Seagram Imagem 30 – Edifício

Imagem 29 – Edifício Seagram

Edifício Seagram - Mies Van Der Rohe Imagem 29 – Edifício Seagram Imagem 30 – Edifício

Imagem 30 – Edifício Seagram – Térreo

Imagem 31 – Edifício Seagram Imagem 32 – Edifício Seagram

Imagem 31 – Edifício Seagram

Imagem 31 – Edifício Seagram Imagem 32 – Edifício Seagram

Imagem 32 – Edifício Seagram

Bibliografia

HERB, Addison; et al. The New York Times Guide to Essential Knowledge (em inglês). [S.l.]: St. Martin's Press, 2004. ISBN 0-312-31367-5 MENDES, José Amado. Estudos do Património. Museus e Educação (em português). Coimbra: Imprensa da Univ. de Coimbra, 2009. 231 pp. ISBN 9789898074812 Página visitada em 14 de janeiro de 2013. SECREST, Meryle. Frank Lloyd Wright: A Biography (em inglês). [S.l.]: University of Chicago Press, 1992. WRIGHT, Frank Lloyd. An Autobiography (em inglês). Nova Iorque: Duell, Sloan and Pearce, 1943. WRIGHT, John Lloyd. My Father: Frank Lloyd Wright (em inglês). [S.l.: s.n.], 1992. STUNGO, Naomi. Frank Lloyd Wright (em português). São Paulo: Cosac Naify, 2000. 80 pp. ISBN 9788575030073 Página visitada em 14 de janeiro de 2013.

2012 Westwing / Fotos: Livro Coleção Folha Grandes Arquitetos, vl. 12 – Mies Van Der Rohe