Você está na página 1de 74
Caderno de questões para a prova prático- profissional Direito Penal e Processo Penal Instruções: neste
Caderno de questões para a prova prático- profissional Direito Penal e Processo Penal Instruções: neste
Caderno de questões para a prova prático-
profissional
Direito Penal e Processo Penal
Instruções: neste arquivo estão as provas práticas da OAB aplicadas
nos seis últimos Exames de Ordem promovidos pelo Cespe. São 6
peças profissionais e 30 questões. Imprima, encaderne e tente
resolver. Nas últimas páginas estão os espelhos de prova fornecidos
pela banca examinadora, onde constam as exigências e teses com a
sua valoração.
Muita atenção com as provas mais antigas, pois a legislação Penal e
Processual sofreu mudanças no últimos anos. Por isso, atente
principalmente para as mudanças processuais ocorridas no ano de
2.008, para melhor aproveitamento do estudo.
Boa sorte!
MSc. Fábio Schlickmann
EXAME DA OAB 2.009/2 Data de aplicação: 25/10/2.009 PEÇA PROFISSIONAL n.º 1 José de Tal,
EXAME DA OAB 2.009/2 Data de aplicação: 25/10/2.009 PEÇA PROFISSIONAL n.º 1 José de Tal,
EXAME DA OAB 2.009/2
Data de aplicação: 25/10/2.009
PEÇA PROFISSIONAL n.º 1
José de Tal, brasileiro, divorciado, primário e portador de bons antecedentes, ajudante de
pedreiro, nascido em Juazeiro – BA, em 7/9/1938, residente e domiciliado em Planaltina – DF, foi
denunciado pelo Ministério Público como incurso nas penas previstas no art. 244, caput, c/c art. 61,
inciso II, "e", ambos do Código Penal. Na exordial acusatória, a conduta delitiva atribuída ao acusado
foi narrada nos seguintes termos:
Desde janeiro de 2005 até, pelo menos, 4/4/2008, em Planaltina – DF, o denunciado José de Tal,
livre e conscientemente, deixou, em diversas ocasiões e por períodos prolongados, sem justa causa, de
prover a subsistência de seu filho Jorge de Tal, menor de 18 anos, não lhe proporcionando os recursos
necessários para sua subsistência e faltando ao pagamento de pensão alimentícia fixada nos autos n.º
001/2005 – 5.ª Vara de Família de Planaltina – DF (ação de alimentos) e executada nos autos do
processo n.º 002/2006 do mesmo juízo. Arrola como testemunha Maria de Tal, genitora e
representante legal da vítima.
A denúncia foi recebida em 3/11/2008, tendo o réu sido citado e apresentado, no prazo legal, de
próprio punho — visto que não tinha condições de contratar advogado sem prejuízo de seu sustento
próprio e do de sua família — resposta à acusação, arrolando as testemunhas Margarida e Clodoaldo. A
audiência de instrução e julgamento foi designada e José compareceu desacompanhado de advogado.
Na oportunidade, o juiz não nomeou defensor ao réu, aduzindo que o Ministério Público estaria
presente e que isso seria suficiente.
No curso da instrução criminal, presidida pelo juiz de direito da 9.ª Vara Criminal de Planaltina –
DF, Maria de Tal confirmou que José atrasava o pagamento da pensão alimentícia, mas que sempre
efetuava o depósito parcelado dos valores devidos. Disse que estava aborrecida porque José constituíra
nova família e, atualmente, morava com outra mulher, desempregada, e seus 6 outros filhos menores
de idade.
As testemunhas Margarida e Clodoaldo, conhecidos de José há mais de 30 anos, afirmaram que
ele é ajudante de pedreiro e ganha 1 salário mínimo por mês, quantia que é utilizada para manter seus
outros filhos menores e sua mulher, desempregada, e para pagar pensão alimentícia a Jorge, filho que
teve com Maria de Tal. Disseram, ainda, que, todas as vezes que conversam com José, ele sempre diz
que está tentando encontrar mais um emprego, pois não consegue sustentar a si próprio nem a seus
filhos, bem como que está atrasando os pagamentos da pensão alimentícia, o que o preocupa muito,
visto que deseja contribuir com a subsistência, também, desse filho, mas não consegue. Informaram
que José sofre de problemas cardíacos e gasta boa parte de seu salário na compra de remédios
indispensáveis à sua sobrevivência.
Após a oitiva das testemunhas, José disse que gostaria de ser ouvido para contar sua versão dos
fatos, mas o juiz recusou-se a interrogá-lo, sob o argumento de que as provas produzidas eram
suficientes ao julgamento da causa.
Na fase processual prevista no art. 402 do Código de Processo Penal, as partes nada requereram.
Em manifestação escrita, o Ministério Público pugnou pela condenação do réu nos exatos termos da
denúncia, tendo o réu, então, constituído advogado, o qual foi intimado, em 15/6/2009, segunda-feira,
para apresentação da peça processual cabível.
Considerando a situação hipotética acima apresentada, redija, na qualidade de
advogado(a) constituído(a) por José, a peça processual pertinente, privativa de advogado,
adequada à defesa de seu cliente. Em seu texto, não crie fatos novos, inclua a
fundamentação que embase seu(s) pedido(s) e explore as teses jurídicas cabíveis,
endereçando o documento à autoridade competente e datando-o no último dia do prazo para
protocolo.
TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5 001 002 003 004 005 006 007 008

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5 031 032 033 034 035 036 037 038

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5

031

032

033

034

035

036

037

038

039

040

041

042

043

044

045

046

047

048

049

050

051

052

053

054

055

056

057

058

059

060

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5 061 062 063 064 065 066 067 068

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5

061

062

063

064

065

066

067

068

069

070

071

072

073

074

075

076

077

078

079

080

081

082

083

084

085

086

087

088

089

090

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5 091 092 093 094 095 096 097 098

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5

091

092

093

094

095

096

097

098

099

100

101

102

103

104

105

106

107

108

109

110

111

112

113

114

115

116

117

118

119

120

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5 121 122 123 124 125 126 127 128

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5

121

122

123

124

125

126

127

128

129

130

131

132

133

134

135

136

137

138

139

140

141

142

143

144

145

146

147

148

149

150

http://prestandoprova.blogspot.com/

EXAME DA OAB 2.009/1 Data de aplicação: 28/06/2.009 PEÇA PROFISSIONAL n.º 2 Agnaldo, que reside
EXAME DA OAB 2.009/1 Data de aplicação: 28/06/2.009 PEÇA PROFISSIONAL n.º 2 Agnaldo, que reside
EXAME DA OAB 2.009/1
Data de aplicação: 28/06/2.009
PEÇA PROFISSIONAL n.º 2
Agnaldo, que reside com sua esposa, Ângela, e seus dois filhos na cidade de
Porto Alegre – RS, pretendendo fazer uma reforma na casa onde mora com a família,
dirigiu-se a uma loja de material de construção para verificar as opções de crédito
existentes. Entre as opções que o vendedor da loja apresentou, a mais adequada ao
seu orçamento familiar era a emissão de cheques pré-datados como garantia da
dívida.
Como não possui conta-corrente em agência bancária, Agnaldo pediu a seu
cunhado e vizinho, Firmino, que lhe emprestasse seis cheques para a aquisição do
referido material, pedido prontamente atendido. Com o empréstimo, retornou ao
estabelecimento comercial e realizou a compra, deixando como garantia da dívida os
seis cheques assinados pelo cunhado.
Dias depois, Firmino, que tivera seu talonário de cheques furtado, sustou todos
os cheques que havia emitido, entre eles, os emprestados a Agnaldo. Diante da
sustação, o empresário, na delegacia de polícia mais próxima, alegou que havia sido
fraudado em uma transação comercial, uma vez que Firmino frustrara o pagamento
dos cheques pré-datados.
Diante das alegações, o delegado de polícia instaurou inquérito policial para
apurar o caso, indiciando Firmino, por entender que havia indícios de ele ter cometido
o crime previsto no inciso VI do § 2.º do art. 171 do Código Penal.
Inconformado, Firmino impetrou habeas corpus perante a 1.ª Vara Criminal da
Comarca de Porto Alegre, tendo o juiz denegado a ordem.
Considerando essa situação hipotética, na condição de advogado(a)
contratado(a) por Firmino, interponha a peça judicial cabível, privativa de
advogado, em favor de seu cliente.
TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5 001 002 003 004 005 006 007 008

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5 031 032 033 034 035 036 037 038

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5

031

032

033

034

035

036

037

038

039

040

041

042

043

044

045

046

047

048

049

050

051

052

053

054

055

056

057

058

059

060

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5 061 062 063 064 065 066 067 068

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5

061

062

063

064

065

066

067

068

069

070

071

072

073

074

075

076

077

078

079

080

081

082

083

084

085

086

087

088

089

090

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5 091 092 093 094 095 096 097 098

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5

091

092

093

094

095

096

097

098

099

100

101

102

103

104

105

106

107

108

109

110

111

112

113

114

115

116

117

118

119

120

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5 121 122 123 124 125 126 127 128

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5

121

122

123

124

125

126

127

128

129

130

131

132

133

134

135

136

137

138

139

140

141

142

143

144

145

146

147

148

149

150

http://prestandoprova.blogspot.com/

EXAME DA OAB 2.008/3 Data de aplicação: 01/03/2.009 PEÇA PROFISSIONAL n.º 3 Alessandro, de 22
EXAME DA OAB 2.008/3 Data de aplicação: 01/03/2.009 PEÇA PROFISSIONAL n.º 3 Alessandro, de 22
EXAME DA OAB 2.008/3
Data de aplicação: 01/03/2.009
PEÇA PROFISSIONAL n.º 3
Alessandro, de 22 anos de idade, foi denunciado pelo Ministério Público como
incurso nas penas previstas no art. 213, c/c art. 224, alínea b, do Código Penal, por
crime praticado contra Geisa, de 20 anos de idade. Na peça acusatória, a conduta
delitiva atribuída ao acusado foi narrada nos seguintes termos:
"No mês de agosto de 2000, em dia não determinado, Alessandro dirigiu-se à
residência de Geisa, ora vítima, para assistir, pela televisão, a um jogo de futebol.
Naquela ocasião, aproveitando-se do fato de estar a sós com Geisa, o denunciado
constrangeu-a a manter com ele conjunção carnal, fato que ocasionou a gravidez da
vítima, atestada em laudo de exame de corpo de delito. Certo é que, embora não se
tenha valido de violência real ou de grave ameaça para constranger a vítima a com
ele manter conjunção carnal, o denunciando aproveitou-se do fato de Geisa ser
incapaz de oferecer resistência aos seus propósitos libidinosos assim como de dar
validamente o seu consentimento, visto que é deficiente mental, incapaz de reger a si
mesma."
Nos autos, havia somente a peça inicial acusatória, os depoimentos prestados na
fase do inquérito e a folha de antecedentes penais do acusado.
O juiz da 2.ª Vara Criminal do Estado XX recebeu a denúncia e determinou a
citação do réu para se defender no prazo legal, tendo sido a citação efetivada em
18/11/2008. Alessandro procurou, no mesmo dia, a ajuda de um profissional e
outorgou-lhe procuração ad juditia com a finalidade específica de ver-se defendido na
ação penal em apreço.
Disse, então, a seu advogado que não sabia que a vítima era deficiente mental,
que já a namorava havia algum tempo, que sua avó materna, Romilda, e sua mãe,
Geralda, que moram com ele, sabiam do namoro e que todas as relações que
manteve com a vítima eram consentidas.
Disse, ainda, que nem a vítima nem a família dela quiseram dar ensejo à ação
penal, tendo o promotor, segundo o réu, agido por conta própria. Por fim, Alessandro
informou que não havia qualquer prova da debilidade mental da vítima.
Em face da situação hipotética apresentada, redija, na qualidade de
advogado(a) constituído(a) pelo acusado, a peça processual, privativa de
advogado, pertinente à defesa de seu cliente. Em seu texto, não crie fatos
novos, inclua a fundamentação legal e jurídica, explore as teses defensivas e
date o documento no último dia do prazo para protocolo.
TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5 001 002 003 004 005 006 007 008

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5 031 032 033 034 035 036 037 038

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5

031

032

033

034

035

036

037

038

039

040

041

042

043

044

045

046

047

048

049

050

051

052

053

054

055

056

057

058

059

060

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5 061 062 063 064 065 066 067 068

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5

061

062

063

064

065

066

067

068

069

070

071

072

073

074

075

076

077

078

079

080

081

082

083

084

085

086

087

088

089

090

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5 091 092 093 094 095 096 097 098

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5

091

092

093

094

095

096

097

098

099

100

101

102

103

104

105

106

107

108

109

110

111

112

113

114

115

116

117

118

119

120

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5 121 122 123 124 125 126 127 128

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5

121

122

123

124

125

126

127

128

129

130

131

132

133

134

135

136

137

138

139

140

141

142

143

144

145

146

147

148

149

150

http://prestandoprova.blogspot.com/

EXAME DA OAB 2.008/2 Data de aplicação: 19/10/2.008 PEÇA PROFISSIONAL n.º 4 Odilon Coutinho, brasileiro,
EXAME DA OAB 2.008/2 Data de aplicação: 19/10/2.008 PEÇA PROFISSIONAL n.º 4 Odilon Coutinho, brasileiro,
EXAME DA OAB 2.008/2
Data de aplicação: 19/10/2.008
PEÇA PROFISSIONAL n.º 4
Odilon Coutinho, brasileiro, com 71 anos de idade, residente e domiciliado em Rio
Preto da Eva – AM, foi denunciado pelo Ministério Público, nos seguintes termos:
“No dia 17 de setembro de 2007, por volta das 19 h 30 min, na cidade e comarca
de Manaus – AM, o denunciado, Odilon Coutinho, juntamente com outro não
identificado, imbuídos do propósito de assenhoreamento definitivo, quebraram a
janela do prédio onde funciona agência dos Correios e de lá subtraíram quatro
computadores da marca Lunation, no valor de R$ 5.980,00; 120 caixas de encomenda
do tipo 3, no valor de R$ 540,00; e 200 caixas de encomenda do tipo 4, no valor de
R$ 1.240,00 (cf. auto de avaliação indireta às fls.).
Assim agindo, incorreu o denunciado na prática do art. 155, §§ 1.º e 4.º, incs. I
e IV, do Código Penal (CP), combinado com os arts. 29 e 69, todos do CP, motivo pelo
qual é oferecida a presente denúncia, requerendo-se o processamento até final
julgamento.”
O magistrado recebeu a exordial em 1.º de outubro de 2007, acolhendo a
imputação em seus termos. Após o interrogatório e a confissão de Odilon Coutinho,
ocorridos em 7 de dezembro de 2007, na presença de advogado ad hoc, embora já
houvesse advogado constituído não intimado para o ato, a instrução seguiu, fase em
que o magistrado, alegando que o fato já estava suficientemente esclarecido, não
permitiu a oitiva de uma testemunha arrolada, tempestivamente, pela defesa.
O policial Jediel Soares, responsável pelo monitoramento das conversas
telefônicas de Odilon, foi inquirido em juízo, tendo esclarecido que, inicialmente, a
escuta telefônica fora realizada “por conta”, segundo ele, porque havia diversas
denúncias anônimas, na região de Manaus, acerca de um sujeito conhecido como
Vovô, que invadia agências dos Correios com o propósito de subtrair caixas e
embalagens para usá-las no tráfico de animais silvestres. Jediel e seu colega Nestor,
nas diligências por eles efetuadas, suspeitaram da pessoa de Odilon, senhor de “longa
barba branca”, e decidiram realizar a escuta telefônica.
Superada a fase de alegações finais, apresentadas pelas partes em fevereiro de
2008, os autos foram conclusos para sentença, em março de 2008, tendo o
magistrado, com base em toda a prova colhida, condenado o réu, de acordo com o
art. 155, §§ 1.º e 4.º, incs. I e IV, do CP, à pena privativa de liberdade de 8 anos de
reclusão (a pena-base foi fixada em 5 anos de reclusão), cumulada com 30 dias-
multa, no valor de 1/30 do salário mínimo, cada dia. Fixou, ainda, para Odilon
Coutinho, réu primário, o regime fechado de cumprimento de pena.
O Ministério Público não interpôs recurso.
Em face da situação hipotética acima apresentada, na qualidade de
advogado(a) constituído(a) de Odilon Coutinho, e supondo que, intimado(a)
da sentença condenatória, você tenha manifestado seu desacordo em relação
aos termos da referida decisão e que, em 13 de outubro de 2008, tenha sido
intimado(a) a apresentar as razões de seu inconformismo, elabore a peça
processual cabível, endereçando-a ao juízo competente, enfrentando todas
as matérias pertinentes e datando o documento no último dia do prazo para
apresentação.
TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5 001 002 003 004 005 006 007 008

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5 031 032 033 034 035 036 037 038

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5

031

032

033

034

035

036

037

038

039

040

041

042

043

044

045

046

047

048

049

050

051

052

053

054

055

056

057

058

059

060

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5 061 062 063 064 065 066 067 068

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5

061

062

063

064

065

066

067

068

069

070

071

072

073

074

075

076

077

078

079

080

081

082

083

084

085

086

087

088

089

090

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5 091 092 093 094 095 096 097 098

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5

091

092

093

094

095

096

097

098

099

100

101

102

103

104

105

106

107

108

109

110

111

112

113

114

115

116

117

118

119

120

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5 121 122 123 124 125 126 127 128

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5

121

122

123

124

125

126

127

128

129

130

131

132

133

134

135

136

137

138

139

140

141

142

143

144

145

146

147

148

149

150

http://prestandoprova.blogspot.com/

EXAME DA OAB 2.008/1 Data de aplicação: 29/06/2.008 PEÇA PROFISSIONAL n.º 5 Mariano Pereira, brasileiro,
EXAME DA OAB 2.008/1 Data de aplicação: 29/06/2.008 PEÇA PROFISSIONAL n.º 5 Mariano Pereira, brasileiro,
EXAME DA OAB 2.008/1
Data de aplicação: 29/06/2.008
PEÇA PROFISSIONAL n.º 5
Mariano Pereira, brasileiro, solteiro, nascido em 20/1/1987, foi denunciado pela prática de
infração prevista no art. 157, § 2.º, incisos I e II, do Código Penal, porque, no dia 19/2/2007, por volta
das 17 h 40 min, em conjunto com outras duas pessoas, ainda não identificadas, teria subtraído,
mediante o emprego de arma de fogo, a quantia de aproximadamente R$ 20.000,00 de agência do
banco Zeta, localizada em Brasília – DF.
Consta na denúncia que, no dia dos fatos, os autores se dirigiram até o local e convenceram o
vigia a permitir sua entrada na agência após o horário de encerramento do atendimento ao público,
oportunidade em que anunciaram o assalto.
Além do vigia, apenas uma bancária, Maria Santos, encontrava-se no local e entregou o dinheiro
que estava disponível, enquanto Mariano, o único que estava armado, apontava sua arma para o vigia.
Fugiram em seguida pela entrada da agência.
Durante o inquérito, o vigia, Manoel Alves, foi ouvido e declarou: que abriu a porta porque um
dos ladrões disse que era irmão da funcionária; que, após destravar a porta e o primeiro ladrão entrar,
os outros apareceram e não conseguiu mais travar a porta; que apenas um estava armado e ficou
apontando a arma o tempo todo para ele; que nenhum disparo foi efetuado nem sofreram qualquer
violência; que levaram muito dinheiro; que a agência estava sendo desativada e não havia muito
movimento no local.
O vigia fez retrato falado dos ladrões, que foi divulgado pela imprensa, e, por intermédio de uma
denúncia anônima, a polícia conseguiu chegar até Mariano. O vigia Manoel reconheceu o indiciado na
delegacia e faleceu antes de ser ouvido em juízo.
Regularmente denunciado e citado, em seu interrogatório judicial, acompanhado pelo advogado,
Mariano negou a autoria do delito. A defesa não apresentou alegações preliminares.
Durante a instrução criminal, a bancária Maria Santos afirmou: que não consegue reconhecer o
réu; que ficou muito nervosa durante o assalto porque tem depressão; que o assalto não demorou nem
5 minutos; que não houve violência nem viu a arma; que o Sr. Manoel faleceu poucos meses após o
fato; que ele fez o retrato falado e reconheceu o acusado; que o sistema de vigilância da agência
estava com defeito e por isso não houve filmagem; que o sistema não foi consertado porque a agência
estava sendo desativada; que o Sr. Manoel era meio distraído e ela acredita que ele deixou o primeiro
ladrão entrar por boa fé; que sempre ficava até mais tarde no banco e um de seus 5 irmãos ia buscá-la
após as 18 h; que, por ficar até mais tarde, muitas vezes fechava o caixa dos colegas, conferia malotes
etc.; que a quantia levada foi de quase vinte mil reais.
O policial Pedro Domingos também prestou o seguinte depoimento em juízo: que o retrato falado
foi feito pelo vigia e muito divulgado na imprensa; que, por uma denúncia anônima, chegaram até
Mariano e ele foi reconhecido; que o réu negou participação no roubo, mas não explicou como comprou
uma moto nova à vista já que está desempregado; que os assaltantes provavelmente vigiaram a
agência e notaram a pouca segurança, os horários e hábitos dos empregados do banco Zeta; que não
recuperaram o dinheiro; que nenhuma arma foi apreendida em poder de Mariano; que os outros
autores não foram identificados; que, pela sua experiência, tem plena convicção da participação do
acusado no roubo.
Na fase de requerimento de diligências, a folha de antecedentes penais do réu foi juntada e
consta um inquérito em curso pela prática de crime contra o patrimônio.
Na fase seguinte, a acusação pediu a condenação nos termos da denúncia.
Em face da situação hipotética apresentada, redija, na qualidade de advogado(a) de
Mariano, a peça processual, privativa de advogado, pertinente à defesa do acusado. Inclua,
em seu texto, a fundamentação legal e jurídica, explore as teses defensivas possíveis e date
no último dia do prazo para protocolo, considerando que a intimação tenha ocorrido no dia
23/6/2008, segunda-feira.
TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5 001 002 003 004 005 006 007 008

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5 031 032 033 034 035 036 037 038

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5

031

032

033

034

035

036

037

038

039

040

041

042

043

044

045

046

047

048

049

050

051

052

053

054

055

056

057

058

059

060

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5 061 062 063 064 065 066 067 068

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5

061

062

063

064

065

066

067

068

069

070

071

072

073

074

075

076

077

078

079

080

081

082

083

084

085

086

087

088

089

090

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5 091 092 093 094 095 096 097 098

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5

091

092

093

094

095

096

097

098

099

100

101

102

103

104

105

106

107

108

109

110

111

112

113

114

115

116

117

118

119

120

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5 121 122 123 124 125 126 127 128

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5

121

122

123

124

125

126

127

128

129

130

131

132

133

134

135

136

137

138

139

140

141

142

143

144

145

146

147

148

149

150

http://prestandoprova.blogspot.com/

EXAME DA OAB 2.007/3 Data de aplicação: 09/03/2.008 PEÇA PROFISSIONAL n.º 6 O Ministério Público
EXAME DA OAB 2.007/3 Data de aplicação: 09/03/2.008 PEÇA PROFISSIONAL n.º 6 O Ministério Público
EXAME DA OAB 2.007/3
Data de aplicação: 09/03/2.008
PEÇA PROFISSIONAL n.º 6
O Ministério Público ofereceu denúncia contra Alexandre Silva, brasileiro, casado, taxista,
nascido em 21/01/1986, pela prática de infração prevista no art. 121, caput, do CP.
Consta, na denúncia, que, no dia 10/10/2006, aproximadamente às 21 horas, em via
pública da cidade de Brasília – DF, o acusado teria efetuado um disparo contra a pessoa de
Filipe Santos, que, em razão dos ferimentos, veio a óbito.
No laudo de exame cadavérico acostado aos autos, os peritos do Instituto Médico Legal
registraram a seguinte conclusão: “morte decorrente de anemia aguda, devido a hemorragia
interna determinada por transfixação do pulmão por ação de instrumento perfurocontundente
(projétil de arma de fogo)”.
Consta da folha de antecedentes penais de Alexandre, um inquérito policial por crime de
porte de arma, anterior à data dos fatos e ainda em apuração.
No interrogatório judicial, o acusado afirmou que, no horário dos fatos, encontrava-se
em casa com sua esposa e dois filhos; que só saiu por volta das 22 horas para comprar
refrigerante, oportunidade em que foi preso quando adentrava no bar; que conhecia a vítima
apenas de vista; que não responde a nenhum processo.
Na instrução criminal, Paulo Costa, testemunha arrolada pelo Ministério Público, em
certo trecho do seu depoimento, disse que era amigo de Filipe, que aparentemente a vítima
não tinha inimigos; que deve ter sido um assalto; que estava a aproximadamente cinqüenta
metros de distância e não viu o rosto da pessoa que atirou em Filipe, mas que certamente era
alto e forte, da mesma compleição física do acusado; que não tem condições de reconhecer
com certeza o ora acusado.
André Gomes, também arrolado pela acusação, disse que a noite estava muito escura e
o local não tinha iluminação pública; que estava próximo da vítima, mas havia bebido; que
hoje não tem condições de reconhecer o autor dos disparos, mas tem a impressão de que o
acusado tinha o mesmo porte físico do assassino.
Breno Oliveira, policial militar, testemunha comum, afirmou que prendeu o acusado
porque ele estava próximo ao local dos fatos e suas características físicas correspondiam à
descrição dada pelas pessoas que teriam presenciado os fatos; que, pela descrição, o autor
do disparo era alto, forte, moreno claro, vestia calça jeans e camiseta branca; que o céu
estava encoberto, o que deixava a rua muito escura, principalmente porque não havia
iluminação pública; que, na delegacia, o acusado permaneceu em silêncio; que a arma do
crime não foi encontrada.
Maíra Silva, esposa de Alexandre, arrolada pela defesa, confirmou, em seu depoimento,
que o marido permanecera em casa a noite toda, só tendo saído para comprar refrigerante,
oportunidade em que foi preso e não mais voltou para casa; que só tomou conhecimento da
acusação na delegacia e, de imediato, disse ao delegado que aquilo não era possível, mas
este não acreditou; que o acusado vestia calça e camiseta clara no dia dos fatos; que
Alexandre é um bom marido, trabalhador e excelente pai.
Após a audiência, o juiz abriu vista dos autos ao Ministério Público, que requereu a
pronúncia do réu nos termos da denúncia.
Com base na situação hipotética apresentada, redija, na qualidade de advogado
de Alexandre, a peça processual, privativa de advogado, pertinente à defesa do réu;
inclua a fundamentação legal e jurídica, explore a tese defensiva cabível nesse
momento processual e date a petição no último dia do prazo para protocolo,
considerando que a intimação ocorra no dia 3/3/2008, segunda-feira.
TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5 001 002 003 004 005 006 007 008

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 1/5

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5 031 032 033 034 035 036 037 038

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 2/5

031

032

033

034

035

036

037

038

039

040

041

042

043

044

045

046

047

048

049

050

051

052

053

054

055

056

057

058

059

060

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5 061 062 063 064 065 066 067 068

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 3/5

061

062

063

064

065

066

067

068

069

070

071

072

073

074

075

076

077

078

079

080

081

082

083

084

085

086

087

088

089

090

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5 091 092 093 094 095 096 097 098

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 4/5

091

092

093

094

095

096

097

098

099

100

101

102

103

104

105

106

107

108

109

110

111

112

113

114

115

116

117

118

119

120

http://prestandoprova.blogspot.com/

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5 121 122 123 124 125 126 127 128

TEXTO DEFINITIVO – PEÇA PROFISSIONAL – 5/5

121

122

123

124

125

126

127

128

129

130

131

132

133

134

135

136

137

138

139

140

141

142

143

144

145

146

147

148

149

150

http://prestandoprova.blogspot.com/

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 1 – EXAME DA OAB 2.009/2 Edson, condenado à

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 1 – EXAME DA OAB 2.009/2

Edson, condenado à pena de 8 anos de reclusão pela prática do crime de atentado violento ao pudor contra sua genitora, e seu defensor foram intimados da sentença em 8/5/2009, sexta-feira. Inconformada com a sentença, a defesa interpôs recurso de apelação em 15/5/2009, antes do final do expediente forense. O juiz, contudo, alegando intempestividade do apelo, não recebeu o recurso, tendo sido essa decisão publicada em 1.//6/2009, segunda-feira, data em que Edson e seu advogado compareceram em juízo e tomaram ciência da denegação. Considerando a situação hipotética apresentada, esclareça, de forma fundamentada, com a indicação dos dispositivos legais pertinentes, se o juiz agiu corretamente ao denegar a apelação e se o Código de Processo Penal prevê algum recurso contra a decisão proferida. Em caso afirmativo, indique o recurso cabível e o último dia do prazo para sua interposição.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 2 – EXAME DA OAB 2.009/2 Pedrosa foi condenado,

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 2 – EXAME DA OAB 2.009/2

Pedrosa foi condenado, definitivamente, perante a 1.ª, a 3.ª, a 5.ª e a 2.ª Vara Criminal da Comarca A, respectivamente, por ter subtraído, em cada um dos dias 11/1/2007, 12/1/2007, 13/1/2007 e 14/1/2007, aparelho de som automotivo do interior de veículo estacionado, mediante arrombamento do vidro traseiro. Nessa situação hipotética, havendo o início da execução de todas as penas privativas de liberdade e tendo o juiz da execução negado a unificação das penas, que medida judicial privativa de advogado é cabível para beneficiar o condenado? Sob que fundamentos jurídicos de direito material e processual? A que órgão compete o julgamento?

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 3 – EXAME DA OAB 2.009/2 Eduardo foi condenado

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 3 – EXAME DA OAB 2.009/2

Eduardo foi condenado à pena de 6 anos de reclusão e 100 dias-multa pela prática de roubo contra uma agência da Caixa Econômica Federal. A sentença, no entanto, foi proferida por juízo absolutamente incompetente, tendo sido anulada por decisão do órgão recursal em julgamento de recurso interposto pela defesa, determinando-se a remessa dos autos à autoridade judiciária competente. O Ministério Público, conformando-se com a condenação, não interpôs recurso. Após nova tramitação processual perante o juízo competente, Eduardo foi condenado à pena de 7 anos de reclusão e a 150 dias-multa. Nessa situação hipotética, cabe sustentar que a nova condenação não poderia ter sido superior à primeira? Justifique a resposta.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 4 – EXAME DA OAB 2.009/2 Divino foi condenado

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 4 – EXAME DA OAB 2.009/2

Divino foi condenado definitivamente à pena privativa de liberdade de 1 ano de detenção, pela prática do delito previsto no art. 16 da Lei n.º 6.368/1976 (uso de substância entorpecente). Antes de se iniciar o cumprimento da pena, foi publicada a Lei n.º 11.343/2006 (nova lei de drogas), na qual não está prevista pena privativa de liberdade para condutas análogas à praticada por Divino, mas, tão somente, as medidas previstas no art. 28. Nessa situação hipotética, que argumento jurídico o(a) advogado(a) de Divino poderia utilizar para pleitear a aplicação da nova lei? Qual seria o juízo competente para decidir sobre a referida aplicação? Fundamente ambas as respostas.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 5 – EXAME DA OAB 2.009/2 O empresário João

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 5 – EXAME DA OAB 2.009/2

O empresário João foi denunciado pela suposta prática de crime de sonegação fiscal, previsto no artigo 1.º da Lei 8.137/1990. A denúncia foi recebida, não tendo havido o esgotamento da via administrativa na apuração do tributo devido. Em face dessa situação hipotética, apresente o fundamento jurídico para evitar o curso da ação penal.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 6 – EXAME DA OAB 2.009/1 Pedro, estudante de

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 6 – EXAME DA OAB 2.009/1

Pedro, estudante de 23 anos de idade, namorava Ana havia um mês. Ambos sonhavam realizar uma viagem para o exterior e, como dispunham de poucos recursos materiais, Pedro decidiu subtraí-los de alguém. Dirigiu-se, armado com um estilete, a uma estação de metrô e, ao avistar uma pessoa idosa, ameaçou-a com o referido objeto, na presença de diversas testemunhas, e

subtraiu-lhe cerca de R$ 3.000,00. Havia, nas proximidades, policiais que, ao perceberem o ocorrido, deram-lhe ordem de prisão. Pedro tentou fugir, mas foi preso, e, como conseguira livrar-se do estilete, não foi possível a apreensão do objeto. Considerando a situação hipotética acima apresentada, responda, de forma fundamentada, às seguintes perguntas.

a) Que delito Pedro cometeu?

b) Sem a apreensão do estilete, pode haver causa de aumento de pena?

c) Há, na situação, circunstâncias agravantes e atenuantes?

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 7 – EXAME DA OAB 2.009/1 Paulo apresentou declaração

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 7 – EXAME DA OAB 2.009/1

Paulo apresentou declaração de pobreza, com o fim de obter o benefício da gratuidade judiciária, para o ajuizamento de ação de indenização contra determinada empresa aérea nacional, por ter perdido conexão internacional em virtude do atraso de um vôo doméstico. O juiz indeferiu o pedido, tendo em vista a situação econômica do requerente, que lhe permitia pagar as custas do processo e os honorários advocatícios. Com o indeferimento, Paulo realizou o pagamento das custas processuais. Considerando a situação hipotética acima apresentada, responda, de forma fundamentada, se pode ser imputado a Paulo o crime de falsidade ideológica.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 8 – EXAME DA OAB 2.009/1 Bruno foi condenado

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 8 – EXAME DA OAB 2.009/1

Bruno foi condenado a três anos de reclusão e ao pagamento de cem dias-multa por portar cédulas falsas — Código Penal (CP), art. 289, § 1.º. O requerimento feito pela defesa, que pretendia converter a pena privativa de liberdade em restritiva de direitos, foi denegado pelo magistrado de primeiro grau, em virtude da existência de condenação anterior, já transitada em julgado, pelo crime de estelionato (CP, art. 171). Considerando essa situação hipotética, responda, de forma fundamentada, se é cabível, em tese, a pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 9 – EXAME DA OAB 2.009/1 Félix, réu primário,

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 9 – EXAME DA OAB 2.009/1

Félix, réu primário, foi condenado a 10 meses de detenção e a trinta dias-multa pela prática do delito previsto no art. 29, caput, da Lei n.º 9.605/1998. Durante a instrução do feito, comprovou-se que as circunstâncias descritas no art. 44, III, do Código Penal eram favoráveis a Félix. Nesse contexto, o juiz sentenciante converteu a pena privativa de liberdade em pena restritiva de direitos, consistente na prestação de serviços à comunidade, por igual prazo. O advogado contratado pelo réu apresentou o recurso apropriado, pleiteando a conversão da pena privativa de liberdade em multa, uma vez que a prestação de serviços à comunidade era medida mais gravosa ao seu cliente. Nessa situação hipotética, é plausível a pretensão recursal da defesa de Félix? Fundamente sua resposta.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 10 – EXAME DA OAB 2.009/1 Suponha que Ismael

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 10 – EXAME DA OAB 2.009/1

Suponha que Ismael seja secretário de segurança do estado de Minas Gerais e, nessa condição, tenha cometido delito de homicídio doloso contra Ricardo. Nessa situação hipotética, dado que a Constituição mineira assegura prerrogativa de foro aos secretários estaduais, de quem é a competência para processar e julgar Ismael? Justifique sua resposta com base no Código de Processo Penal e na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 11 – EXAME DA OAB 2.008/3 Roberto e outras

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 11 – EXAME DA OAB 2.008/3

Roberto e outras pessoas organizaram e participaram da "marcha da maconha", passeata com o objetivo de conscientizar parlamentares a respeito da tese de descriminalização do uso dessa substância entorpecente. No dia da passeata, policiais militares prenderam Roberto em flagrante, tendo o delegado o indiciado pela prática de apologia ao crime. Considerando a situação hipotética apresentada, responda, com fundamento na lei e na doutrina, se a conduta dos policiais em relação à prisão de Roberto foi correta e se a tipificação feita está de acordo com a conduta praticada por ele.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 12 – EXAME DA OAB 2.008/3 Túlio, sabendo que

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 12 – EXAME DA OAB 2.008/3

Túlio, sabendo que Romero praticava habitualmente crimes contra crianças e adolescentes, adentrou o local de trabalho dele e dali subtraiu diversas fotografias nas quais eram retratadas crianças nuas e mantendo relações sexuais. De posse do material incriminador, Túlio passou a exigir dinheiro de Romero, sob a ameaça de entregar as fotografias à polícia. Recusada a exigência, as fotos foram efetivamente encaminhadas à autoridade policial, tendo o Ministério Público denunciado Romero, com base, exclusivamente, nessas provas. Em face dessa situação hipotética, responda, de forma fundamentada, aos seguintes questionamentos: É válida a denúncia? Houve violação dos direitos humanos fundamentais de Romero? Se houve, de que direitos? Romero poderá ser condenado? Caso a resposta seja afirmativa, por qual crime?

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 13 – EXAME DA OAB 2.008/3 O Ministério Público,

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 13 – EXAME DA OAB 2.008/3

O Ministério Público, com fundamento no art. 4.º da Lei n.º 7.492/1986, combinado com o art. 29 do Código Penal, denunciou Roberto, por ele ter, supostamente, com a ajuda do gerente do banco XYZ, aberto várias contas correntes sem documentos comprobatórios de endereço, de identificação e de renda, o que causou prejuízos à instituição bancária. Em face dessa situação hipotética, exponha, com a devida fundamentação legal, o argumento adequado à defesa de Roberto.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 14 – EXAME DA OAB 2.008/3 Francisco, funcionário público,

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 14 – EXAME DA OAB 2.008/3

Francisco, funcionário público, agente penitenciário de segurança, lotado em penitenciária de determinado estado da Federação e usual substituto do diretor de segurança e disciplina da referida unidade prisional, valendo-se dessa função, concedeu aos detentos regalias contrárias à disciplina do presídio, bem como permitiu a entrada de substâncias entorpecentes a eles destinadas. Para tanto, acertou o recebimento da quantia de R$ 20 mil, que efetivamente foi paga por interlocutores dos sentenciados. Ainda como forma de retribuição à quantia recebida, Francisco passou a informar, previamente, os sentenciados acerca da realização de revistas no estabelecimento, a fim de lhes permitir a ocultação das drogas. Considerando a situação hipotética apresentada, tipifique, com fundamento no Código Penal, a conduta de Francisco e indique a esfera competente para processá-lo e julgá-lo.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 15 – EXAME DA OAB 2.008/3 João praticou crime

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 15 – EXAME DA OAB 2.008/3

João praticou crime de lesão corporal contra sua progenitora, com quem residia havia 4 anos, tendo sido regularmente processado por tal fato. Ao final, João foi condenado a detenção de 2 anos, tendo o magistrado feito incidir, sobre a pena, a agravante do parentesco (art. 61, II, e, do Código Penal) e a referente às relações domésticas (art. 61, II, f, do Código Penal). Considerando a situação hipotética apresentada, responda, de forma fundamentada, se agiu corretamente o magistrado ao aplicar a pena bem como se é possível a suspensão condicional do processo.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 16 – EXAME DA OAB 2.008/2 Pietro, acusado de

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 16 – EXAME DA OAB 2.008/2

Pietro, acusado de ter atropelado fatalmente Júlia, esposa de Maurício, foi absolvido, após o regular trâmite processual, por falta de provas da autoria. Inconformado, Maurício continuou a investigar o fato e, cerca de um ano após o trânsito em julgado da decisão, conseguiu reunir novas provas da autoria de Pietro. Considerando a situação hipotética apresentada, na qualidade de advogado(a) consultado(a) por Maurício, elabore parecer acerca da possibilidade de Maurício se habilitar como assistente da acusação e de Pietro ser novamente processado.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 17 – EXAME DA OAB 2.008/2 Ivan, Caio e

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 17 – EXAME DA OAB 2.008/2

Ivan, Caio e Luiz, reunidos na residência de Caio, em São José – PR, planejaram subtrair, mediante grave ameaça, bens e valores da agência de um banco privado localizado em Piraquara – PR. Para tanto, ainda em São José, adquiriram armas de uso restrito e, na cidade de Curitiba – PR, subtraíram, sem grave ameaça ou violência à pessoa, o automóvel que, posteriormente, foi utilizado durante a ação. Consumado o crime, os agentes foram presos em flagrante, após perseguição policial, no município de Quatro Barras – PR. Considerando a situação hipotética acima apresentada e supondo que todos os municípios mencionados sejam sede de comarca da justiça estadual, responda, com o devido fundamento legal, às perguntas a seguir.

a) Que crimes cometeram Ivan, Caio e Luiz?

b) Qual é o juízo competente para julgá-los?

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011

012

013

014

015

016

017

018

019

020

021

022

023

024

025

026

027

028

029

030

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 18 – EXAME DA OAB 2.008/2 Enilton, brasileiro, com

DISCURSIVA - DIREITO PENAL - QUESTÃO 18 – EXAME DA OAB 2.008/2

Enilton, brasileiro, com 23 anos de idade, casado, previamente combinado com Lúcia, brasileira, solteira, com 19 anos de idade, e tendo contado com o apoio efetivo desta, enganou Sofia, brasileira, com13 anos de idade, dizendo-se curandeiro, e, a pretexto de curá-la de uma suposta síncope, com ela manteve conjunção carnal consentida, o que acarretou a perda da virgindade da adolescente. Ato contínuo, enquanto Lúcia segurava a adolescente, Enilton, contra a vontade da garota, praticava vários atos libidinosos diversos da conjunção carnal, o que provocou, embora inexistente a intenção de lesionar, a incapacidade de Sofia, por mais de 30 dias, para as ocupações habituais. Considerando a situação hipotética apresentada, tipifique a(s) conduta(s) de Enilton e Lúcia.

001

002

003

004

005

006

007

008

009

010

011