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TESTE DE COMPREENSÃO ESCRITA

Ao conto que vais ler, retirámos algumas palavras. Lê-o em silêncio e


realiza as actividades
que se lhe seguem.

O BULE DE CHÁ

Num dos importantes _______________ da capital da China, ao lado de várias


preciosidades
de porcelana, está em exposição um velho bule de chá sem tampa que
tem uma história engraçada que vou aqui ________________________.
Há alguns séculos atrás existiu, na China, um Imperador que gostava
muito de ____________________ cartas. Mas como não podia jogar sozinho,
ordenou a um dos seus ministros que lhe mandasse todos os dias ao
palácio um jogador para seu companheiro de jogo.
O ministro, porém, nunca mais apareceu com o jogador.
– Porque é que não me trazes um bom ____________________ de cartas,
entre tantos que há na China? – perguntou-lhe o Imperador.
– Saiba Vossa Majestade que todos aqueles com quem falei são
____________________.
– Então porque ainda mos não trouxeste?
– Com medo de que, em vez de Vossa Senhoria, sejam eles a ganhar.
– Ora! Cartas são nada mais nada menos que uma questão de arte. Vai,
pois, buscar o _____________ de todos e trá-lo cá amanhã. Se ele ganhar, eu
não me zango, não. Antes pelo contrário, até lhe dou uma prenda – e o
Imperador apontou para um bule de chá que estava em cima da sua
secretária. Um bule de loiça fina como _________________, leve que nem
uma folha, transparente como o ___________________, e que tinha um
dragão de oiro de um lado e, do outro lado, uma ____________________ Fénix
de penas de prata e de coral. Enfim, um dos mais raros tesouros do palácio
imperial, esse bule.
– Está Vossa Majestade a falar sério? – perguntou o ministro que sabia
quanto o Imperador _________________ o bule.
– Claro que estou!
E no dia seguinte apareceu o ministro sozinho.
– Então o jogador? – inquiriu o Imperador.
– Tenha Vossa Majestade a bondade de hoje jogar comigo – respondeu o
ministro a rir.
E começaram o jogo. O ministro, no entanto, usando das suas habilidades,
fez com que, dentro de uma hora, o Imperador perdesse a partida.
Suspirando, então, de __________________, Sua Majestade apontou para o
ministro o dedo trémulo.
– Mas como é que te atreveste a derrotar-me? Como?
– Bem, Vossa Majestade tinha dito que o jogo era apenas uma
____________________.
– Sai daqui! Desaparece-me, antes que eu…!
– O bule de chá, Vossa Majestade! O bule que prometeu?
Furioso, o Imperador agarrou na tampa do bule e arremessou-a ao ministro
que entretanto fugia.
Assim, hoje, o antigo bule de chá de porcelana está no museu, sem tampa.

Maria Ondina Braga, O Jantar Chinês e Outros Contos, Ed. Caminho, 2004
(texto adaptado)
1. Coloca as palavras retiradas do texto no seu respectivo lugar:
■ cristal ■ arte ■ melhor ■ contar ■ óptimos ■ estimava ■ papel
■ museus ■ parceiro ■ raiva ■ maravilhosa ■ jogar

2. Lê as afirmações seguintes e, sobre cada uma delas, indica se é


verdadeira (V), falsa (F) ou
impossível de saber (IS). Depois corrige as afirmações falsas.

a. O narrador vai contar a história de um bule com centenas de anos.


b. Esse bule pertenceu ao último imperador da China.
c. O imperador gostava mais de jogar cartas do que governar.
d. No entanto, não conseguia arranjar um parceiro.
e. Isso deixava-o apreensivo, porque pensava que os seus súbditos não o
apreciavam.
f. O ministro explicou-lhe que os jogadores receavam que ele ganhasse.
g. O imperador garantiu que apenas queria um parceiro e que daria uma
prenda a quem lhe conseguisse ganhar.
h. A prenda era um dos tesouros do palácio: um bule de chá.
i. Quando o imperador soube que o ministro sabia jogar, propôs-lhe uma
partida.
j. Quando perdeu o jogo, o imperador ficou furioso e atirou com a tampa
do bule ao ministro.
l. É por isso que, no museu, foi colocado um outro bule.
Soluções

O BULE DE CHÁ
1. Palavras pela ordem em que devem ser colocadas no texto:
museus; contar; jogar; parceiro; óptimos; melhor; papel; cristal;
maravilhosa; estimava; raiva; arte.
2. a. V; b. IS; c. IS; d. V; e. IS; f. F (“…receavam que ele perdesse.”); g.
V; h. V; i. F (O ministro é que se propôs jogar com o imperador.); j. V; l. F
(É por isso que, no museu, foi colocado o bule sem a tampa.)

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