Mapeamento

:
Arranjos Experimentais Criativos em Cultura Digital
Consultor: Felipe Schmidt Fonseca
Julho 2014
1
2
Sumário
Mapeamento: Arranjos Experimentais Criativos em Cultura Digital............................................................1
1. Análise e compilação.................................................................................................................................5
1.1. Histrico: Cultura Digital !""#$!"1"...............................................................................................%
1.!. Cenário atual...................................................................................................................................1#
1.#. Conclusão: Camin&os......................................................................................................................!1
!. Anexo ': Mapeamento (e 'niciativas.......................................................................................................!)
!.1. *uvem + estação rural (e arte e tecnologia ,-rasil........................................................................!)
!.1.1. /ocal.......................................................................................................................................!)
!.1.#. 0e1sites..................................................................................................................................!%
!.1.2. -reve Histrico (e ativi(a(es.................................................................................................!%
!.1.2.1. 3esi(4ncias.....................................................................................................................!%
!.1.2.!. Eventos...........................................................................................................................#1
!.1.5. 5rojetos e pro(utos (esenvolvi(os.........................................................................................#!
!.1.6. 5essoas envolvi(as.................................................................................................................##
!.1.7 3ecorte temático......................................................................................................................#2
!.1.). 'n8raestrutura 89sica.................................................................................................................#5
!.1.1" Con8iguração institucional.....................................................................................................#5
!.1.12. :1servaç;es..........................................................................................................................#6
!.!. <ivola1 = Artemov = Circuito Artemov = *et>or?e( Hac?la1 = /a1movel ,-rasil.........................#7
!.!.1. /ocais......................................................................................................................................2"
!.!.!. 0e1sites..................................................................................................................................2"
!.!.#. -reve Histrico (e ativi(a(es.................................................................................................21
!.!.2. 5r4mios rece1i(os...................................................................................................................21
!.!.5. 5essoas....................................................................................................................................21
!.!.6. 3ecorte temático.....................................................................................................................2!
!.!.7. Mo(elos (e 8inanciamento (e ativi(a(es................................................................................2!
!.!.). :1servaç;es............................................................................................................................2!
!.#. /a1oratrios Experimentais no @m1ito (a e(ucação 8ormal ,-rasil...............................................2#
!.#.1. Apren(er -rincan(o................................................................................................................25
!.#.1.1. Contexto.........................................................................................................................26
!.#.1.!. 5essoas...........................................................................................................................27
!.#.1.#. Meto(ologias=participação=pro(utos..............................................................................2)
!.#.1.2. Apicos=lin&as (e tra1al&o.............................................................................................2%
!.#.1.5. Binanciamento................................................................................................................5"
!.#.1.6. 'n8raestrutura..................................................................................................................51
!.#.!. Artecomputação nas Escolas (e Ensino MC(io e Ensino Bun(amental.................................51
!.#.!.1. Ativi(a(es=Me(o(ologias=8ormas (e participação.........................................................51
!.#.#. Coletivo Marista (e Aecnologias /ivres ,3eci8e$5E..............................................................5!
!.#.#.1. 5essoas...........................................................................................................................5!
!.#.#.!. /in&as (e tra1al&o..........................................................................................................5!
!.#.2. eletriCAp................................................................................................................................5!
!.#.2.1. Meto(ologias..................................................................................................................52
!.#.5. /a1E $ la1oratrio experimental (e criativi(a(e....................................................................55
!.#.6. 3es$Aelin&a.............................................................................................................................55
!.#.6.1. Eixos (e investigação=(esenvolvimento........................................................................55
!.#.6.!. Ativi(a(es=Meto(ologia=participação............................................................................56
!.#.6.#. 5arcerias=8inanciamento.................................................................................................57
!.#.6.2. 5rocessos=pro(utos:........................................................................................................5)
!.#.6.5. Artistas=pessoas D 8iEeram projetos:...............................................................................5)
!.2. /a1oratorio (e Fuguete ,Argentina.................................................................................................5)
!.2.1. /ocal.......................................................................................................................................5)
3
!.2.!. 5rojetos (eriva(os...................................................................................................................5%
!.2.#. -reve Histrico (e ativi(a(es.................................................................................................5%
!.2.2. 5rojetos (esenvolvi(os=tipos (e Gpro(utosG...........................................................................6"
!.2.5. Documentação (e ativi(a(es..................................................................................................61
!.2.6. 5essoas....................................................................................................................................61
!.2.7. 3ecorte temático:....................................................................................................................6!
!.2.). Eixos (e investigação e (esenvolvimento..............................................................................6!
!.2.%. Meto(ologias=(in@micas (e participação................................................................................6!
!.2.1" 'n8raestrutura 89sica................................................................................................................6!
!.2.11. Arranjo institucional.............................................................................................................6#
!.2.1!. Mo(elos (e 8inanciamento (e ativi(a(es..............................................................................6#
!.2.1#. :1servaç;es..........................................................................................................................6#
!.5. El 5uerto = MAMM ,ColHm1ia.......................................................................................................65
!.5.1. -reve Histrico (e ativi(a(es.................................................................................................66
!.5.!. 5essoas....................................................................................................................................67
!.5.#. 3ecorte temático.....................................................................................................................67
!.5.2. 'n8raestrutura 89sica.................................................................................................................67
!.5.5. Arranjo institucional...............................................................................................................6)
!.5.6. :1servaç;es............................................................................................................................6)
!.6. Me(iala1 5ra(o ,Espan&a...............................................................................................................7"
!.6.1. /ocal.......................................................................................................................................71
!.6.!. -reve Histrico (e ativi(a(es.................................................................................................7!
!.6.#. /in&as (e tra1al&o:.................................................................................................................7#
!.6.2. 5essoas....................................................................................................................................7#
!.6.5. 3ecorte temático.....................................................................................................................72
!.6.6. 'n8raestrutura 89sica.................................................................................................................75
!.6.7. Arranjo institucional e mo(elos (e 8inanciamento.................................................................75
!.6.). :1servaç;es so1re esta iniciativa...........................................................................................75
!.7. Cala8ou + colHnia ecoin(ustrial ps$capitalista ,Catalun&a$Esta(o Espan&ol................................76
!.7.1. /ocal.......................................................................................................................................77
!.7.!. -reve Histrico.......................................................................................................................77
!.7.#. 3ecorte temático.....................................................................................................................7)
!.7.2. Meto(ologias=(in@micas (e participação................................................................................7)
!.7.5. 'n8raestrutura 89sica.................................................................................................................)"
!.7.6. Arranjo institucional...............................................................................................................)1
!.7.7. Mo(elos (e 8inanciamento (e ativi(a(es................................................................................)1
!.). House o8 *atural Bi1er + IogJa?arta ne> me(ia art la1oratorJ ,'n(onCsia...................................)!
!.).1 /ocal........................................................................................................................................)!
!.).!. -reve Histrico.......................................................................................................................)#
!.).# Documentação = vi(eo.............................................................................................................)2
!.).2. 5essoas....................................................................................................................................)5
!.).5. 3ecorte temático.....................................................................................................................)5
!.).6. 'n8raestrutura 89sica.................................................................................................................)5
#. Anexo '': /istagem (e outras iniciativas.................................................................................................)6
#.1. -rasil...............................................................................................................................................)6
#.!. AmCrica /atina................................................................................................................................)7
#.#. Mun(o.............................................................................................................................................))
#.2. Eventos............................................................................................................................................)%
2. Anexo ''': imagens...................................................................................................................................%"
,imagens retira(as para re(uEir o taman&o 8inal (este (ocumento.K......................................................%"
5. 3e8er4ncias...............................................................................................................................................%1
4
1. Análise e compilação
Este levantamento tem por o1jetivo analisar os mo(os (e pro(ução (e cultura
(igital situa(os na 8ronteira entre arteK ci4nciaK tecnologiaK ativismo e e(ucaçãoK com
especial interesse nos arranjos coletivosK espaços particulares (e articulação e tra1al&oK
assim como meto(ologias (e (esenvolvimento (e tais mo(os (e pro(ução. A intenção
su1jacente ao levantamento C encontrar pontos (e contato entre iniciativas 1rasileiras e
práticas correntes no cenário internacionalK para 8uturamente o8erecer su1s9(ios e
apontar sugest;es concernentes L implementação (e pol9ticas pM1licas (e 8omento e
acompan&amento a tais campos (e pro(ução. 'nteressa$nos o1jetivamente analisar a
8ormação (e la1oratrios experimentaisK in(epen(entemente (a exist4ncia (e
eDuipamentos tCcnicos ou espaços em particular para tanto. Não la1oratrios (in@micos $
por veEes temporários ou nHma(esK ou (o contrário por veEes pro8un(amente enraiEa(os
em seus contextos. ComeçamosK entretantoK (estacan(o a multiplici(a(e (e
possi1ili(a(es Due se a1rem uma veE Due se a1an(ona a interpretação (o la1oratrio
como simples in8raestrutura 89sica ou tecnolgica e a(ota$se uma perspectiva (o
la1oratrio como postura e construção comum.
: recorte esta1eleci(o para o presente estu(o toma como 1ase o papel sim1lico e
estrutural assumi(o (es(e !""# pelo MinistCrio (a Cultura (o -rasil e suas organiEaç;es
su1si(iárias ,*:<AENK !"1#.K e in(iretamente o universo (e instituiç;es pM1licasK
priva(as e (e terceiro setor (e to(o o pa9s Due 8oram in8luencia(as por tal papel ativo e
8ormula(or. Em outras palavrasK tomamos como &oriEonte uma visão antropolgica (e
cultura Due em (etermina(o momento passou a ser utiliEa(a por instituiç;es culturaisK e
a partir (ela assumimos a postura segun(o a Dual o papel essencial (as pol9ticas
5
culturais (eva ser (e 8omentar um (esenvolvimento com vistas L inclusivi(a(eK volta(o
ao 1em comum e L valoriEação (a (iversi(a(e culturalK 1em como (e novas linguagens
art9sticas relevantes para os (ias correntes.
Dentro (este cenárioK esta1elecemos como antece(entes (iversas aç;es Due (eram
origem L 8ormação (e uma prática e (e um (iscurso (e cultura (igital especi8icamente
1rasileiros: partin(o em um primeiro momento (a ela1oração e implementação (a
estratCgia (e cultura (igital (entro (o projeto Cultura <ivaO passan(o pela inserção (o
MinistCrio (a Cultura (entro (e (iscuss;es nacionais e internacionais so1re so8t>are
livreK socie(a(e em re(e e licenças a1ertas para compartil&amento (e pro(uç;es
culturaisO pela realiEação (e (uas e(iç;es (o Brum (a Cultura Digital -rasileira
juntamente ao (esenvolvimento (a plata8orma pM1lica CulturaDigital.-rO pela criação
(e iniciativas como os pr4mios (e M9(ia /ivre e Cultura DigitalO pelo surgimento (a
Netorial (e Arte Digital (entro (o Consel&o *acional (e 5ol9ticas CulturaisO pelo
recon&ecimento (a cultura e (a arte (igitais como tpico 8ormal em pol9ticas (e
8omento culturalO pela 8ormaliEaçãoK (entro (a estrutura (o MinistCrio (a CulturaK (a
Coor(enação (e Cultura Digital com o o1jetivo (e 8ormular pol9ticas pM1licas para a
áreaO pela concepção (a primeira 8ase (o programa (e /a1oratrios (e Arte e
AecnologiaO e culminan(o ain(a em aç;es mais recentes como o plano nacional (e
acervos (igitaisK a orientação a novas 8ormas (e pro(ução e mo1iliEação em projetos
como os Aelecentros (os CEPs (as Artes e as 'ncu1a(oras Criativas (a Necretaria (e
Economia CriativaK entre outras.
Este primeiro pro(uto (o estu(o em DuestãoK realiEa(o com a cola1oração (e
/uciana Bleisc&manK 1usca re8er4ncias 1rasileiras e internacionais Due parece$nos
6
relevante (enominar (e Gla1oratrios experimentaisGK Duer i(enti8iDuem$se ou não como
tais. Aais la1oratrios con8iguram iniciativas presentes em (i8erentes contextosK Due
po(em ou não estar localiEa(as em um espaço 89sico permanente. :8erecem uma gran(e
(iversi(a(e (e meto(ologias e estratCgias (e 8inanciamento e sustenta1ili(a(e. Des(e o
in9cio (o estu(oK pareceu$nos (i89cil eDuili1rar a imensa Duanti(a(e (e iniciativas
importantes com o praEo relativamente curto para a entrega (este primeiro pro(uto.
Deci(imos assim ater$nos ao nMmero (e iniciativas inicialmente estipula(o: tr4s
experi4ncias 1rasileirasK (uas em outros pa9ses sulamericanos e outras tr4s
internacionais. 'nsistimosK entretantoK so1re a import@ncia (e 8uturamente estruturar um
mapeamento continua(o e em pro8un(i(a(e com uma amostragem mais a1rangente
(entro (o universo (e iniciativas 1rasileiras e internacionais.
5ara selecionar as iniciativas retrata(as no presente estu(oK alguns (os critCrios
a(ota(os 8oram o papel potencialmente inspira(or (e ca(a uma (elasK (emonstran(o
meto(ologias e processos inova(oresK alCm (e utiliEarem possi1ili(a(es e a1or(agens
cr9ticasK criativas e não convencionais. *o -rasilK (eci(imos retratar a experi4ncia (o
&ac?la1 rural *uvemK localiEa(o no interior (o esta(o (o 3io (e FaneiroO outro caso
retrata uma sCrie (e iniciativas li(era(as pelo artista e cura(or /ucas -am1oEEiO e por
8im um grupo (e aç;es volta(as a (esenvolver aç;es experimentais (e arte engaja(a e
tecnologia junto a instituiç;es (e ensino 8ormal. :ptamos neste primeiro momento por
concentrar$nos em iniciativas ou então contextos ain(a em ativi(a(eK sem nem começar
a investigar outras &oje inativas como o /a1M'N em Não 5aulo ou o /a1:CA Due
aconteceu em vários eventos (e arte e tecnologia. 3egistramosK ain(a assimK a in8lu4ncia
Due estas experi4ncias exerceram so1re to(o o cenárioK e (esejamos 8uturamente
7
retornar a elas.
*a AmCrica /atinaK 8ocamos no Museu (e Arte Mo(erna (e Me(el9nK na
ColHm1iaO e no /a1oratrio (e Fuguete (e -uenos AiresK Argentina. 5or 8imK no
contexto internacional escol&emos o Cala8ouK na Catalun&a (o Esta(o Espan&olO o
icHnico Me(iala1 5ra(o (e Ma(ri(K tam1Cm na Espan&aO e por 8im a House o8 *atural
Bi1erK localiEa(a na ci(a(e (e IogJa?artaK na 'n(onCsia.
Não to(as iniciativas internacionalmente recon&eci(asK não somente por sua
pro(ução concreta como tam1Cm por ocuparem uma posição &91ri(aK justamente na
8ronteira entre campos (e con&ecimento Due interessa a este estu(o. 5ara complementar
este primeiro pro(uto (a pesDuisaK o8erecemos tam1Cm uma listagem complementar
com algumas (eEenas (e iniciativas Due se situam no mesmo contexto e Due valeria a
pena estu(ar mais a 8un(o.
Em to(os os casos seleciona(os perce1e$se a import@ncia 8un(amental (a
articulação em re(e como reDuisito para a sustenta1ili(a(e (as experi4ncias. Desta
8orma esta1elecem$se parcerias 8ormais e institucionais Due em alguns casos via1iliEam
apoio (e in8raestrutura e 8inanciamentoK mas tam1Cm cola1oraç;es in8ormais e trocas (e
con&ecimentoK aç;es conjuntasK interc@m1io e circulação (os atores envolvi(os
,gestoresK participantesK artistas e cria(ores resi(entesK etc.. Essas re(es in8ormais já
existem (e alguma 8ormaK mas no -rasil ain(a não são su8icientemente aproveita(asK em
parte pela 8alta (e algum tipo (e am1iente comum (e trocas e tam1Cm pela aus4ncia (e
mecanismos (e apoio institucional para aç;es conjuntas entre (i8erentes iniciativas Due
não necessariamente estão 8ormalmente constitu9(as.
Em relação a temáticasK o principal elemento comum Due encontramos entre to(as
8
estas iniciativas 8oi a orientação ao Due vamos c&amar aDui (e uma cultura (a a1ertura.
3econ&ecen(o e relacionan(o$nos com o lega(o (e uma sCrie (e experi4ncias realiEa(as
ao longo (a Mltima (Cca(aK enten(emos Due tra1al&ar a i(eia (e uma cultura (a a1ertura
o8erece maneiras para escapar a alguns 1loDueios encontra(os contemporaneamente em
iniciativas atuantes nestes campos. Arataremos (esta proposta em maior pro8un(i(a(e
no (ecorrer (as prximas páginas.
1.1. Histórico: Cultura Digital 2003-2010
Ao longo (as (Cca(as recentesK o acesso e o uso (as tecnologias (e in8ormação e
comunicação em re(e cresceu exponencialmente. Nomente entre os anos !""" e !"1!K
estima$se Due o nMmero (e usuários (a internet no mun(o ten&a cresci(o (e cerca (e
#6" mil&;es para Duase !K5 1il&;es (e pessoas
1
K mais (e cem mil&;es aDui no -rasil
!
. A
Duanti(a(e (e eDuipamentos conecta(os L re(e tam1Cm apresentou crescimento
vertiginoso. Calcula$se Due o nMmero (e computa(ores ativos no -rasil &oje seja (e 12"
mil&;esK contan(o somente os 5Cs
#
. :s smartp&onesK Due seDuer existiam (eE anos
atrásK somam &oje cerca (e setenta mil&;es (e aparel&os no pa9s
2
.
A progressiva (isseminação (e tais (ispositivos e (as re(es atravCs (as Duais se
conectam resultou em implicaç;es para praticamente to(as as áreas (o con&ecimento. A
partir (a apropriação coti(iana (as novas possi1ili(a(es (a comunicação atravCs (e
(iversos setores pro8issionaisK cama(as socioeconHmicasK campos institucionais e
culturasK novas Duest;es passaram a surgir. De um la(oK o aparente en8raDuecimento (os
interme(iários transacionais e a conseDuente maior 8acili(a(e (e comunicação (ireta
1 http://www.internetworldstats.com/stats.htm (acessado em 15/07/2014)
2 http://goo.gl/4n!"h (acessado em 15/07/2014)
3 http://goo.gl/g#$%&r (acessado em 15/07/2014)
4 http://goo.gl/'!(%'1 (acessado em 15/07/2014)
)
entre in(iv9(uos e grupos (eram ensejo a novas 8ormas (e expressãoK pro(ução (e
signi8ica(o e valorK novos mo(elos (e negcios e 8ormas (e relacionamento social. De
outro la(oK o e8etivo 8ortalecimento (e interme(iários corporativos transnacionais
orienta(os a resulta(os 8inanceiros cria contrastantes assimetriasK (istorç;es e uma
pro8un(a opaci(a(e em relação a Duest;es como privaci(a(eK li1er(a(e e (ireitos
in(ivi(uais.
: -rasil tem ocupa(o papel (e relev@ncia no (e1ate internacional a respeito (as
conseDu4ncias (as trans8ormaç;es resultantes (o crescimento (as re(es in8ormacionais.
Des(e as primeiras experi4ncias (e implementação em larga escala (e sistemas
operacionais livres e (e c(igo a1erto para iniciativas (e inclusão (igital no 3io Qran(e
(o Nul e no munic9pio (e Não 5auloK passan(o pela multi8aceta(a assimilação (e
aspectos pol9ticos (as tecnologias livres por pol9ticas pM1licas e movimentos sociais (e
escala nacional a partir (e !""#K po(e$se a8irmar Due o 8inal (a primeira (Cca(a (o
sCculo RR' assistiu ao (esenvolvimento (e uma cultura (igital tipicamente 1rasileiraK
com caracter9sticas Due l&e são particulares. Entre estas caracter9sticasK po(e$se apontar
uma 4n8ase no uso (in@mico e espont@neo (as tecnologias (e in8ormaçãoK
aproximan(o$se a traços peculiares (as culturas 1rasileiras como a gam1iarra e o
mutirão ,B:*NECAK !"11.. S comum tam1Cm uma socia1ili(a(e intensaK
8reDuentemente sem gran(e preocupação com Duest;es (e privaci(a(e e exposição
pM1lica. :s usuários 1rasileiros (e internet estão entre aDueles Due passam mais &oras
conecta(os L re(e to(a semana. S tam1Cm importante ter em conta os usos
Duestionáveis (as tecnologias: o -rasil C origem (e uma proporção relevante (a
(isseminação (e mal>areK p&is&ing e virus para o mun(o inteiro. Mesmo com essas
10
ressalvasK a cultura (igital 1rasileira C costumeiramente interpreta(a como vi1rante e
8estiva.
Pm (os momentos 1asilares (o recon&ecimento (e uma cultura (igital
particularmente 1rasileira (eu$se com a estratCgia (e cultura (igital implementa(a junto
aos 5ontos (e Cultura no programa Cultura <ivaK a partir (e !""5. A partir (e
contri1uiç;es (e (eEenas (e pesDuisa(oresK ativistasK pro(utores e artistas compila(as
pelo grupo auto(enomina(o Articula(oresK e com in8lu4ncia (ireta (a postura proativa
(o então Ministro (a Cultura Qil1erto QilK 8oi ela1ora(a uma proposta (e utiliEação (e
tecnologias (e comunicação Due preEava pela autonomiaK pela (iversi(a(eK pela
generosi(a(e intelectual e pela experimentação ,B:'*AO B:*NECAO B3E'3EK !""5..
Durante o mesmo per9o(oK o MinistCrio (a Cultura $ juntamente com instituiç;es
como a BQ<=3F $ tam1Cm participaria (e maneira ativa (e (iscuss;es internacionais a
respeito (as muitas implicaç;es (as novas tecnologias interconecta(as so1re o
enten(imento e o 8uncionamento (o (ireito autoral. : Minc assumiu um
posicionamento atC então inC(ito no mun(oK a sa1erK o (e recon&ecer a import@ncia (as
8erramentas volta(as L 8lexi1iliEação (o (ireito (e autor como o sistema Creative
CommonsK cria(o pelo a(voga(o esta(uni(ense /a>rence /essig e logo a(ota(o por
(iversos prove(ores (e in8ormação na internet. Esta li(erança se tornaria expl9cita
(urante a ativa participação (o -rasil na e(ição (e !""5 (a CMpula Mun(ial (a
Nocie(a(e (a 'n8ormaçãoK cele1ra(a em AMnisK na Aun9sia. Aam1Cm re8letiria na escol&a
(o -rasil como se(e para eventos como o iNummitK encontro internacional (o sistema
Creative CommonsK e no convite a representantes (a cultura (igital 1rasileira para Due
participassem (e muitas con8er4ncias e 8estivais internacionais como ButuresonicK
11
0iEar(s o8 :NK N&i8tK entre outros.
Em !"1"K na esteira (e uma sCrie (e (esenvolvimentos Due apontavam para o
apro8un(amento e a legitimação institucional (a cultura (igital enDuanto pol9tica
cultural estrutura(aK a Coor(ena(oria$Qeral (e Cultura Digital (o Minc (eu parti(a L
concepção (e uma sCrie (e aç;es volta(as ao (esenvolvimento (e la1oratrios (e arte e
tecnologiaK em paralelo Ls preparaç;es para a realiEação (a segun(a e(ição (o Brum (a
Cultura Digital -rasileira na CinematecaK em Não 5aulo. Aais planos tratavam (e
esta1elecer um nMmero (e la1oratrios em instituiç;es (e pesDuisa conecta(as L re(e (e
8i1ra tica em alta veloci(a(e o8ereci(a pela 3*5. Neriam realiEa(as tam1Cm (iscuss;es
com representantes (e (iversos contextos institucionais liga(os L arte (igitalK ao
ativismo (e novas m9(ias e L pro(ução criativa em novos meios em to(as as regi;es (o
pa9s. : resulta(o (estas (iscuss;es 8oi a in(icação (e um campo (e atuação então
i(enti8ica(o como cultura (igital experimental $ o Dual estaria posiciona(o alCm (o
mero acesso Ls tecnologiasK (ialogan(o com Duest;es contempor@neas e (e 8uturo (a
cultura (igital. 5or 8imK (urante o Brum (a Cultura Digital naDuele ano 8oi organiEa(o
um encontro com cerca (e cinDuenta representantes (e iniciativas liga(as L cultura
(igital experimental para (e1ater Duest;es comuns e caracter9sticas (e ca(a cenário
particularK alCm (e um painel internacional Due explicitava a 1usca (e interc@m1io com
iniciativas internacionais $ ali representa(as pelo 8inlan(4s Aapio MT?elT (o M.A.3.'.*K
pelo espan&ol Marcos Qarcia (o Me(iala1 5ra(o e pelo &Mngaro -arna1as MalnaJ (o
Uitc&en -u(apest. Durante o BrumK 8oi tam1Cm anuncia(o o e(ital (e -olsas em
Cultura Digital ExperimentalK resulta(o (e alguns meses (e tra1al&o (a cultura (igital
no MincK Due in8eliEmente seria tira(o (e pauta com a mu(ança (e coman(o (o
12
MinistCrio em !"11.
1.2. Cenário atual
Ao longo (os Mltimos Duatro anosK muita coisa se trans8ormou no cenário (a
cultura (igital $ tanto no -rasil Duanto no exterior. Entre as (iversas ten(4ncias Due
po(em ser perce1i(asK (estacamos algumas. A sa1erK a re(ução (os 8un(os para
cooperação internacional oriun(os (e pa9ses (esenvolvi(osK o crescimento (o po(er real
(os interme(iários in8ormacionais corporativosK a c&ega(a (as re(es in8ormacionais Ls
ruasK um aparente esgotamento (o livre enDuanto mo1iliEação (e inovação socialmente
relevanteK e o surgimento (e novos &oriEontes para a experimentação em cultura (igital.
A seguir tentaremos apro8un(ar algumas (estas Duest;esK sem a pretensão (e esgotá$las.
AntesK Dueremos o8erecer um retrato (o contexto no Dual as experi4ncias presentes neste
estu(o se articulam e (esenvolvem.
3esulta(o (a crise 8inanceira internacional inicia(a em !"")K uma guina(a em
(ireção ao conserva(orismo pol9tico calca(o no corte (e gastos pM1licos ini1iu
ra(icalmente os recursos o8ereci(os por pa9ses (esenvolvi(os tanto para cooperação
internacional Duanto para experimentação (e linguagem com novas m9(ias. 5or
exemploK a Ag4ncia Espan&ola (e Cooperação 'nternacional e DesenvolvimentoK Due
apoiava com relativa autonomia iniciativas (e interc@m1io art9sticoK social e econHmico
entre Espan&a e (iversos pa9ses (a AmCrica /atinaK tornou$se su1or(ina(a ao 'nstituto
CervantesK cuja 8inali(a(e Mltima C a (ivulgação (o i(ioma e (a cultura espan&olas. Em
outras palavrasK passou$se (e uma postura (e incentivo L cooperação multilateral para
uma (e (ivulgação culturalK Due usualmente se (á em uma Mnica via. Arans8ormaç;es
similares acometeram instituiç;es como o <irtueel 5lat8orm na Holan(aK Due costumava
13
8aEer a ponte institucional entre la1oratrios experimentais e instituiç;es (e
8inanciamento e so8reu uma re(ução Duase total em seu orçamento. : mesmo po(e ser
visto ain(a em projetos (e inovação social e experimentação art9stica liga(as Ls novas
tecnologias no 3eino Pni(o como Access Npace ou Burt&er8iel(K Due tam1Cm so8reram
gran(es ou totais re(uç;es (e orçamento. Em to(os estes contextosK iniciativas
orienta(as ao 1em comum 8oram su1stitu9(as no ra(ar (os orçamentos pM1licos por
projetos inseri(os no contexto (as Gin(Mstrias culturaisG: orienta(os a o8erecer pro(utos
a um merca(o (e entretenimentoK (esignK arte comercial e a8ins.
Durante o mesmo per9o(oK plata8ormas corporativas e centraliEa(as (e re(es
sociais (igitais tornaram$se ca(a veE mais centrais no uso coti(iano (a internet.
'nteraç;es entre pessoas Due costumavam acontecer atravCs (e 1logsK listas (e (iscussão
por e$mailK salas (e c&at e outras 8erramentas cuja constituição C essencialmente
(escentraliEa(a e autHnoma como a prpria arDuitetura (a internet 8oram $ e continuam
sen(o $ paulatinamente su1stitu9(as por >e1sites como o Bace1oo?K e em menor me(i(a
A>itter e Qoogle 5lus. : crescimento (o uso (e smartp&ones propiciou tam1Cm a
utiliEação (e vers;es mveis (e tais plata8ormasK 1em como novas 8erramentas como o
0&atsapp $ Due sugestivamente já 8oi a(Duiri(o pelo Bace1oo?.
A progressiva centraliEação (as comunicaç;es via internet em torno (e um
nMmero re(uEi(o (e plata8ormas (e uso massivo ocasiona crescentes preocupaç;es a
respeito (e privaci(a(eK ain(a maiores (epois Due E(>ar( Nno>(enK anteriormente
opera(or (e intelig4ncia esta(uni(enseK revelou pu1licamente em !"1# a 8acili(a(e com
Due ag4ncias (aDuele pa9s como a *NA ,Ag4ncia (e Negurança *acional (os Esta(os
Pni(os. tin&am acesso aos (a(os supostamente particulares (os usuários (e sistemas
14
como o Bace1oo?. Nno>(en encontra$se &oje exila(o na 3Mssia. :utro personagem
envolvi(o com vaEamentos (e (a(os con8i(enciaisK o australiano Fulian Assange $ e(itor
(o >e1site 0i?ilea?s $ está re8ugia(o (es(e !"1! na Em1aixa(a (o EDua(or em
/on(res para escapar L prisão e poss9vel su1seDuente extra(ição primeiro L NuCcia e
(epois aos Esta(os Pni(os. C&elsea ManningK sol(a(o esta(uni(ense Due vaEou (a(os
con8i(enciais (e guerra (aDuele pa9sK 8oi con(ena(a a #5 anos (e prisão. Não tr4s casos
DueK ao explicitar claramente o taman&o (o incHmo(o Due as novas 8ormas (e circulação
(e in8ormação ocasionam nos po(eres esta1eleci(osK o8erecem tam1Cm prova concreta
(e Due as re(es (igitais t4m a(Duiri(o import@ncia ca(a veE maior $ não somente no
comportamento social e na economia como tam1Cm na pol9tica e no po(er.
Acompan&an(o esta movimentaçãoK o movimento (o so8t>are livreK Due ao longo
(a (Cca(a passa(a 8reDuentemente serviu (e inspiração para o (esenvolvimento (a
cultura (igital 1rasileiraK per(eu algo (e seu 8Hlego original. Há poucos mesesK um
con&eci(o ativista e (esenvolve(or (e so8t>are pu1licou em seu 1log um texto a
respeito (e um perce1i(o esgotamento no movimento (e so8t>are livre 1rasileiro. :
t9tulo (o post (e Ana&uac (e 5aula Qil era G5ragmatismo :pen Nource ameaça o
No8t>are /ivreG. S nestes termos Due ele (e8ine a suposta so1reposição (e um mo(o (e
(isseminação (e i(eias 8oca(o em G1ene89cios comerciaisG $ o open source $ so1re outro
8oca(o em G1ene89cios CticosG
5
. 5ara Ana&uacK a Gcomplac4ncia pragmáticaG pela Dual
(esenvolve(ores (e so8t>are livre passaram a utiliEar sistemas e eDuipamentos
proprietários C pro8un(amente lesiva ao ecossistema (o so8t>are livre como um to(oK e
C necessário encontrar maneiras (e superar esta contra(ição.
5 *ma e+plica,-o mais apro./ndada so0re a oposi,-o entre 1o.tware &i2re e 1o.tware 3pen
1o/rce e s/as implica,4es pol5ticas pode ser lido na tese de do/torado de 6a.ael 72angelista
(789:;7&<1=9> 2010)
15
A imposição (e uma lgica (e merca(o perce1i(a em algumas (as ten(4ncias
relata(as acima $ o (esvio (a experimentação livre em (ireção Ls in(Mstrias criativasK o
crescimento (o po(er (os interme(iários in8ormacionais corporativos e a vitria (o
pragmatismo comercial 8rente ao i(ealismo Ctico $ po(e sugerir uma total su1missão a
um sistema internacional regi(o por princ9pios (a ci1ernCticaK Due tra(uE tu(o em
nMmeros para mel&or capturar estatisticamente seu valor ,B:*NECAK !"12.. Mas esta
vertente (eve ao mesmo tempo ser sopesa(a 8rente a novos 8enHmenos (e utiliEação
pol9tica e li1ertária (as tecnologias (e in8ormação e comunicação em re(e Due partem
(e uma visão (e cenário mais ampla.
ADuelas mesmas 8erramentas sociais Due o8erecem ameaças crescentes ao (ireito
in(ivi(ual L privaci(a(e são tam1Cm utiliEa(as coti(ianamente para a comunicação e
articulação em re(e (e movimentos sociais no mun(o to(o. Boi o caso (a utiliEação
tática (e re(es sociais corporativas realiEa(a por grupos sociais Due resultaram nas
mani8estaç;es (a 5raça Aa&rir no Egito e posteriormente em outros pa9ses (o norte
a8ricano naDuilo Due 8oi c&ama(o (e G5rimavera Vra1eGK alCm (e mo1iliEaç;es em
outros pa9ses como as Acampa(as e o 15M na Espan&aK o movimento :ccupJ 0all
Ntreet Due logo se espal&aria pelo mun(o inteiroK e mais tar(e as mani8estaç;es (o QeEi
5ar? na AurDuia. Movimentaç;es similares c&egariam eventualmente ao -rasilK em um
primeiro momento como reação L viol4ncia policial na Marc&a (a /i1er(a(e em maio
(e !"1# em Não 5auloK e a partir (e jun&o (o mesmo ano resultariam em protestos
massivos em centenas (e ci(a(es 1rasileirasK com co1ertura mi(iática (escentraliEa(a
realiEa(a por grupo versa(os em tecnologias (igitais como o M9(ia *inja. Neria
precipita(o atri1uir a motivação (e tais protestos exclusivamente Ls tecnologias (e
16
in8ormação e comunicação em re(e. Mas C inevitável perce1er como elas 8oram e são
utiliEa(as espontaneamente e (escentraliEa(amente como 8erramenta (e comunicaçãoK
i(enti(a(e e articulaçãoK e 8reDuentemente como gatil&o concreto para mo1iliEaç;es
particulares.
*a novela (e 8icção Aerritrio BantasmaK o autor (e 8icção cient98ica ci1erpun?
0illiam Qi1son cun&a o termo GeversãoG para (e8inir o ponto no Dual as re(es (igitais
tocam a reali(a(e concreta ,Q'-N:*K !"1#.. *o contexto (as ten(4ncias retrata(as
acimaK C interessante re8letir so1re uma reali(a(e na Dual a cultura (igital não (eve mais
ser vista como uma caracter9stica L parte (a vi(a coti(iana. 5elo contrárioK sugerimos
Due &oje to(o 8enHmeno cultural potencialmente incorpora 8erramentas (igitais em
algum momento (e sua concepção ou expressão. Neja na pesDuisa so1re (etermina(a
temática ou estCticaK na comunicação entre pessoas e gruposK no registro ou na
(ivulgação (os resulta(osK to(a pro(ução cultural estrutura(a conta ca(a veE mais com
as re(es (igitais (e 8orma instrumental.
Pm tema Due encontrou (esenvolvimentos positivos ao longo (os Mltimos anos 8oi
o (a utiliEação (e 8erramentas (igitais para o apro8un(amento (a participação
(emocrática. AtC mesmo como (ecorr4ncia (os segre(os revela(os por E(>ar(
Nno>(en comenta(os acimaK o Congresso *acional no -rasil aprovou o Marco Civil (a
internetK Due vin&a sen(o (iscuti(o (e maneira participativa (es(e o ano (e !""%
6
. *o
mesmo ensejoK iniciativas (a Necretaria$Qeral (a 5resi(4ncia (a 3epM1lica como o
5articipatrio (a Fuventu(e e a plata8orma 5articipa.1rK liga(os L 5ol9tica *acional (e
6 <ale ressaltar Due o texto (o Marco Civil (a 'nternet 8oi ela1ora(o coletivamenteK rece1en(o
contri1uiç;es e comentários atravCs (a internet. Boi utiliEa(a para tal a plata8orma CulturaDigital.-r
(esenvolvi(a pela Coor(enação Qeral (e Cultura Digital (o MinistCrio (a Cultura. A mesma
plata8orma 8oi tam1Cm utiliEa(a para rece1er contri1uiç;es L consulta pM1lica (as metas (o 5lano
*acional (e Cultura.
17
5articipação NocialK 8uncionam como prottipos (e novas 8ormas (e (eli1eração e
(ecisão coletivas em uma socie(a(e em re(e. Mesmo com alcance limita(o e
ameaça(as (e retaliação pela pol9tica parti(ária tra(icionalK tais iniciativas t4m o
potencial (e in8luenciar centenas (e programas similares em escalas municipal e
esta(ual e em mC(io praEo (inamiEar processos mais acess9veis (e participação
(emocrática.
*o mesmo senti(oK usos inova(ores (e tecnologias Due &á poucos anos
pareceriam sa9(as (e 8ilmes (e 8icção cient98ica tornam$se ca(a veE mais triviais $
primeiramente em la1oratrios experimentaisK e posteriormente em outros contextos ou
mesmo no am1iente (omCstico. S o caso (a impressão #D e outros mCto(os (e
8a1ricação (igitalK Due (ão ensejo ao (esenvolvimento (a c&ama(a Gma?er cultureG e
em contato com as (iversas vertentes (a cultura (igital 1rasileira po(eriam ain(a
resultar em uma Gcultura (o consertoG. Arans1or(an(o as áreas nas Duais estas
tecnologias já estão presentes &á (Cca(as $ em torno (o (esign volta(o L pro(ução
in(ustrial $K po(e$se &oje em (ia 8alar em uma G8a1ricação cr9ticaG
7
ouK usan(o um
voca1ulário anglo$saxãoK Gengen&aria cr9ticaG
)
.
:utro campo em 8ranco (esenvolvimento C a reali(a(e expan(i(aK presente em
projetos Due a(icionam cama(as (e in8ormação em tempo real a cenas captura(as por
eDuipamentos com c@meras como smartp&onesK ta1lets e (ispositivos vest9veis como o
Qoogle QlassK smart>atc&es e outros. Aam1Cm e8ervescentes são as (iversas
possi1ili(a(es cria(as pelos sensores conecta(os em re(e atravCs (a c&ama(a internet
(as coisas $ Due traEem novos &oriEontes para a geração (e (a(os com potencial valor
7 6e.er?ncias so0re @critical maAing@ podem ser encontradas em ingl?s na #iAipedia:
https://en.wiAipedia.org/wiAi/BriticalC%aAing (acessado em 11/07/2014)
8 8er a este respeito o %ani.esto do 7ngenheiro Br5tico em http://www.criticalengineering.org/
(acessado em 12/07/2014)
18
cient98ico.
Bala$se em Gci(a(es inteligentesGK Gci(a(es criativasG ou outras composiç;es com
(i8erentes a(jetivos. : (iscurso (as in(Mstrias criativas tem encontra(o tra(ução no
-rasil na 8orma (e uma Geconomia criativaG cujo repertrioK ao (ialogar criticamente
com o re8erencial internacional (as in(Mstrias criativasK incorporaria ain(a princ9pios (e
(iversi(a(e culturalK inovação social e pro(ução cola1orativa. S 8un(amental Due essa
construção se apro8un(e e consoli(eK partin(o (e uma postura cr9tica em relação ao
re8erencial (e in(Mstrias criativas articula(a por pa9ses ricos Due parte (a imposição (a
lgica (e 8uncionamento (a proprie(a(e intelectualK (a &omogeniEação e (a
trans8ormação (e DualDuer impulso criativo em oportunismo comercial. As (iversas
instituiç;es e grupos atuantes no -rasil t4m L mão to(os os elementos para o8erecer uma
contri1uição internacionalmente relevante neste cenárioK 1uscan(o uma economia
criativa Due seja socialmente responsável e orienta(a L construção (o comum.
Diversos eventos internacionais e projetos (e cooperação t4m re8leti(o so1re o
universo (e preocupaç;es e possi1ili(a(es (escritos acima. Entre elesK o Bestival
5ixelac&e realiEa(o &á poucos meses em HelsinDue
%
propun&a a i(eia (e uma
construção (o comum para alCm (o (iscurso (o livreK com o tema Gcommoners uniteG.
A exposição e con8er4ncia Biel(s inaugura(a em maio Mltimo na /etHnia com cura(oria
(e Armin Me(osc&K 3asa Nmite e 3aits Nmits investigava Duais seriam Gos campos
expan(i(os (e prática art9stica Due o8erecem novas i(eias para so1repujar a crise (o
presente e (esenvolver novos mo(elos (e um meio (e vi(a mais sustentável e
imaginativoGK propon(o um papel (a arte na socie(a(e segun(o o Dual ela Gnão apenas
cria uma nova estCtica mas se envolve em pa(r;es (e trans8ormação socialK cient98ica e
) http://pi+elache.ac (acessado em 12/07/2014)
1)
tecnolgicaG,MED:NCHK !"12.. : :pen 0orl( Borum a ser realiEa(o outu1ro prximo
em 5aris vai tratar (o tema Gta?e 1ac? controlG
1"
. E o prximo Bestival Aransme(iale (e
-erlim planeja(o para janeiro (e !"15 ocupa$se (a Duestão (a captura ci1ernCtica com o
tema Gcapture allG
11
.
:utra construção (igna (e nota para as temáticas aDui (esenvolvi(as C o projeto
Ciu(a(ania !." articula(o pela Necretaria$Qeral '1eroamericana. : Ciu(a(ania !." tem
por o1jetivo Gpromover a inovação ci(a(ã na '1eroamCrica atravCs (o uso (e meios
(igitais com a 8inali(a(e (e 8omentar a trans8ormação socialK a governança (emocrática
e o (esenvolvimento socialK cultural e econHmicoG
1!
. : Ciu(a(ania !." a1riu uma
convocatria para seleção (e (eE projetos (e inovação ci(a(ã a serem (esenvolvi(os
(urante a realiEação (a CMpula /atinoamericana (e C&e8es (e Esta(o e (e QovernoK em
novem1ro (este ano no MCxico. A maneira como se constitui o (iscurso (os
la1oratrios ci(a(ãos no Ciu(a(ania !."
1#
C 1astante interessanteK mas C essencial Due se
preste atenção a algumas Duest;es Due po(em emergir (e uma postura Due
aparentemente interpreta a inovação como mero conteM(o a ser ela1ora(o
coletivamenteK (elegan(o L socie(a(e a responsa1ili(a(e pela 8ormulação e me(iação
(e soluç;es. 'sso po(eria resultar em uma instrumentaliEação (a experimentaçãoK
trans8orman(o$a em mera utili(a(e (estina(a a re8ormar o sistema sem promover
trans8ormação real.
Ao(os os (esenvolvimentos trata(os acima carregam em seu prprio
(esenvolvimento a tensão entre as possi1ili(a(es opostas (o controle &ierárDuico e (a
10 http://openworld.or/m.paris (acessado em 12/07/2014)
11 http://transmediale.de (acessado em 12/07/2014)
12 :o we0site http://www.ci/dadania20.org/ (acessado em 13/07/2014)
13 8er doc/mento de 0ase em http://ci/dadania20.org/la0sci/dadanos/ (acessado em
15/07/2014)
20
participação coletiva ,B:*NECAK !"11.K (o empo(eramento e (a captura (e valor. A
maneira como eles vão e8etivamente se implementar (epen(e (e repertrio conceitualK
orientação estratCgicaK visão (e mun(o (os envolvi(os e conscientiEação (a opinião
pM1lica. Como contraponto a uma visão essencialmente utilitária (a criativi(a(e
&umanaK C 8orçoso 1uscar perspectivas complementares a respeito (a prpria ativi(a(e
criativa e experimental. *ão somente a experimentação cient98ica $ a ela1oração e teste
(e &ipteses para solucionar Duest;es o1jetivamente (e8ini(as $K mas tam1Cm a
experimentação art9sticaK como maneira (e o8erecer (i8erentes 8ormas (e enten(er o
mun(o.
: astro89sico e pesDuisa(or (e 8iloso8ia Forge Al1uDuerDue sugere Due GWeXnDuanto
o cientista 1usca a reali(a(eK o artista tra1al&a com as possi1ili(a(es (o realG ,<'E'3AK
!""%.. *esse senti(oK Ga arte ,.... antece(e o con&ecimento cient98icoG ,i1i(... S com os
ol&os nesta a1ertura (e possi1ili(a(es Due torna$se ain(a mais necessário insistir em
uma articulação cultural experimental ,em am1os os senti(os trata(os acima.K lM(ica e
so1retu(o politiEa(a (as tecnologias (a in8ormação e comunicação em re(e.
1.3. Conclusão: Caminhos
Pma retoma(a (as (iscuss;es acerca (o papel e (esenvolvimento (e uma cultura
(igital particularmente 1rasileira não po(e (eixar (e la(o nem o &istrico nem o cenário
atual (escritos acima. Como comenta(o anteriormenteK neste primeiro pro(uto (o
levantamento retrataremos um nMmero limita(o (e la1oratrios experimentais inseri(os
em um universo (e (eEenas (e iniciativas interessantes. A intenção C analisar os
(i8erentes mo(os (e organiEação e sua relação com instituiç;esK captação e gestão (e
recursosK recorte temáticoK alCm (e particulari(a(es contextuais para encontrar
21
in(icaç;es Due 8uturamente repercutam em recomen(aç;es para pol9ticas culturais
volta(as ao (esenvolvimento (a cultura (igital 1rasileiraK em especial na 8ronteira entre
arteK ci4nciaK ativismoK tecnologias e e(ucação.
Entre as (i8erentes caracter9sticas comuns a 1oa parte (as iniciativas mapea(as nas
prximas páginasK (estacamos uma perce1i(a evolução a partir (o (iscurso (a cultura
livre. Anteriormente perce1ia$se uma construção DueK in8luencia(a pelo so8t>are livre e
(e c(igo a1ertoK (eu origem a sistemas alternativos (e (ireito autoral como o Creative
Commons. Aais sistemas costumavam partir (e uma visão (e mun(o carrega(a (o
repertrio t9pico (as pessoas inseri(as no contexto (os setores criativos em pa9ses
(esenvolvi(os. Essa situação já 8oi aponta(a no mani8esto GDeclaração (e DCli so1re
um *ovo Contexto para os *ovos Meios (e ComunicaçãoG ,-A*NA/O UE//E3O
/:<'*UK !""6.. 5or esta raEãoK costumavam limitar o signi8ica(o (o GlivreG L Duestão
transacional: propun&a$se a li1er(a(e (e circulação (e pro(utos culturais aca1a(osK mas
pouco se 8alava no acesso Ls matCrias$primas $ a1stratas e concretas $ para ela1oração
(e tais pro(utos. Menos atenção ain(a era (a(a L gigantesca (eman(a por con&ecimento
pu1licamente (ispon9vel em áreas Due iam alCm (a criação literáriaK musical ou
cinematográ8ica.
5rojetos mais recentesK por outro la(oK t4m tenta(o expan(ir essa visão. Pm (os
(estaDues atuais C o -uen <ivir = B/:U NocietJK se(ia(o no EDua(or. :rienta(o a
pro(uEir inovação 1asea(a em princ9pios (e a1ertura e cola1oração em praticamente
to(as as áreas (o con&ecimentoK o B/:U NocietJ tem assumi(o papel importante na
proposição (e Duest;es 8uturas ao (esenvolvimento (o campo (o livre enDuanto 8aEer
cultural. Funta$se a outras iniciativas Due já apresentam uma visão mais so8istica(a a
22
respeito (o Due C o livre: enten(em o mun(o como repleto (e con&ecimentos Due (evem
ser interpreta(os como pertencentes L socie(a(e como um to(oK e não somente ao autor
in(ivi(ual responsável por uma con8iguração (etermina(a (estes con&ecimentos.
Arata$se mais (e ecossistemas livres e a1ertos (o Due criaç;es livres in(ivi(uais.
:utras iniciativas t4m 1usca(o pontos (e contato (a cultura (igital com a
pro(ução cient98icaK no esteio (as novas 8ormas (e geração e circulação (e in8ormaç;es
o1ti(as por sensores ou pelas prprias pessoas. Não 8reDuentes tam1Cm temas como o
(ireito L ci(a(eK mo1ili(a(e ur1anaK processos (in@micos (e participação (emocrática.
De 8atoK a aproximação entre la1oratrios experimentais e Duest;es ur1anas tem si(o
uma constante. Como na e(ição (o programa G'nteractivosYG organiEa(a pelo Me(iala1
5ra(o na 'rlan(a com 8oco em G&ac?ear a ci(a(eGK ou em intervenç;es ur1anas
(esenvolvi(as no -rasil por iniciativas como o /a1mvel. Não la1oratrios
experimentais atuan(o como in8raestrutura ur1ana Due se situa como inter8ace entre as
re(es (igitais e os 8luxos in8ormacionais ur1anos ,B:*NECAK !"11..
*o mesmo senti(oK po(emos i(enti8icar mais uma (o1ra conceitual em cima (a
i(eia (e uma cultura livre. 5ara escapar L limitação presente na lgica meramente
transacional (as licenças 8lex9veis (e (ireito autoralK po(e$se simplesmente (eixar (e
8ocar na minMcia (a transação in(ivi(ual ,o licenciamento espec98ico (e (etermina(a
pro(ução cultural (isponi1iliEa(a em re(e. para propor uma cultura Due não tente se
(e8inir como o1jetivamente livre ,um tpico (e eterna (iscussão.
12
. 5o(e$seK em seu
lugarK tra1al&ar com a i(eia (e uma Gcultura (a a1erturaG processual e sempre
(epen(ente (e intenção e contexto. Pma cultura (a a1ertura 8uncionaria como
14 8er> por e+emplo> a tentati2a de /ma de.ini,-o no we0site http://.reedomde.ined.org/
(acessado em 10/07/2014).
23
arca1ouço (entro (o Dual (iversas 8ormas (e atuação po(eriam se relacionar. Da prpria
pu1licação (e conteM(o multim9(ia com licenças livresK passan(o por investigaç;es
culturais ancestraisK pelo incentivo L inovação e L pro(ução criativa socialmente
relevantesK ou ain(a pela pesDuisa (e interc@m1ios poss9veis entre permaculturaK
economia soli(ária e a cultura (igital $ tu(o isso 8aria re8er4ncia ao campoK ain(a por se
(e8inir completamenteK (a cultura (a a1ertura. 5or um la(o escapa$se assim L limitação
(a lgica transacional Due (esvaloriEa o potencial (a pro(ução livre por conta (e
eventual 1aixo alcance (e (etermina(o pro(uto culturalK e por outro la(o a8irma$se o
gesto intencional (a generosi(a(e como elemento politiEa(or (o 8aEer culturalK presente
na &umani(a(e (es(e mil4nios antes (a criação (o primeiro computa(or.
Pma Duestão Due permanecerá C o risco (a captura opera(a &a1itualmente em um
sistema pol9tico$econHmico ca(a veE mais regi(o por princ9pios (a ci1ernCtica. Mais
uma veEK voltamos os ol&os aos casos mapea(os neste estu(o. Ca(a um (eles consegue
acionar (iversos voca1ulários na sua relação com as (i8erentes áreas institucionais com
as Duais se relacionam $ a arteK a ci4ncia aca(4micaK a pro(ução culturalK as pol9ticas (e
incentivo cultural $ e 8reDuentemente evitam su1meter$se L lgica (e DualDuer uma
(elas. *as palavras (e Forge -arcoK entrevista(o para o presente estu(o como
representante (o Museu (e Arte Mo(erna (e Me(el9n:
G: tema (a inovação C tão amplo Due ninguCm sa1e a1or(á$lo com certeEa
,..... *ão po(emos ser inova(ores se não a(u1armos o ecossistema criativoK
e isso tem a ver com a promoção (as 8ormas (e tra1al&oK (e cola1oraçãoK e
com a promoção (os temas para Due algum (ia aDuilo Due eles W(a economia
criativaX c&amam (e inovação aconteça. *ão estamos interessa(os tanto no
(iscurso (a inovação exceto pelo 8ato (e po(ermos entrar para
a(ministrá$lo. : Due vemos C o Due o (iscurso (a inovação a1riu um
camin&o muito amplo para incluir projetos experimentaisK Due Duan(o
conseguem se justi8icar encontram a9 uma 8onte (e recursosG ,-A3C:K
!"12..
24
Em 1usca (e mo(os (e atuação Due sejam ao mesmo tempo inova(ores e
socialmente relevantesK não se po(e (eixar (e la(o a potencial neutraliEação (e tais
ativi(a(es a partir (a so1reco(i8icação institucional. Em outras palavrasK a cultura (a
a1ertura estará perpetuamente ameaça(a pela avi(eE estrutural em trans8ormar seu
impulso criativo e generoso em o1jetos mensuráveis e assim pass9veis (e
comercialiEação $ roJaltiesK ven(asK aten(imentosK cpiasK ingressosK au(i4nciaK
exposição mi(iáticaK privaci(a(e conce(i(a. A maneira mais concreta (e escapar a esta
tensão C Due os la1oratrios experimentais a(otemK como sugere acima Forge -arcoK o
(esvio (a expectativas (e mensuração como estratCgia pol9tica (e manutenção (a
prpria relev@ncia. Em outras palavrasK esta1elecerem$se como espaços
intencionalmente (eixa(os em 1ranco Due operam segun(o (etermina(as lgicas
recon&eci(as institucionalmente e (epois (eixem intencionalmente (e 8aE4$lo
,B:*NECAK !"12.. : propsito aDui C justamente garantir Due pessoas com repertrios
e expectativas (ivergentes e complementares 8reDuentem estes la1oratrios e suas
ativi(a(es $ atra9(os pela imprevisi1ili(a(e potencial (as ativi(a(es neles (esenvolvi(as
e pela garantia (e Due sua prpria presença não será automaticamente classi8ica(aK
captura(a e empacota(a para ven(a.
De maneira concretaK um la1oratrio experimental Due se Dueira relevante não
po(e ser somente um escritrio com algo a mais. *ão po(e ser uma escola com algo a
maisK um atelierK espaço (e eventos ou estM(io (e pro(ução com algo a mais. 5o(e sim
ser ca(a uma (estas coisasK e (epois (eixar (e s4$loK (inamicamente e a1erto a
reinvenç;es. Há casos em Due o la1oratrio vai se resumir a um grupo (e pessoas Due
juntas (esenvolvem aç;es temporárias em (i8erentes espaços. S 8reDuente Due
25
la1oratrios a(Duiram maior import@ncia nos momentos em Due organiEam eventosK
rece1em ou promovem interc@m1io. :u sejaK a in8raestrutura espec98ica e o coti(iano (e
tra1al&o (o la1oratrio importam menos (o Due as maneiras Due encontram para ocupar
e inter8erirK mesmo Due temporariamenteK no imaginário social (a arteK (a tecnologia e
(a ci4ncia. Em veE (e negar a i(enti8icação (e tais iniciativas com um suposto contexto
(e la1oratrios experimentais ,risco Due se corre Duan(o o 8oco C in8raestrutura ou
perman4ncia.K Dueremos antes justamente o contrário: a8irmar Due eles engen(ram
novas práticas (e cultura (igital Due estão muito L 8rente (aDuelas surgi(as em
la1oratrios mais institucionaliEa(os. AssimK se Dueremos pensar em (esenvolver
plenamente o potencial (os la1oratrios precisamos pensá$los como parte constituinte
(e um cenário em Due gran(e import@ncia (eve ser atri1u9(a aos encontrosK 8estivaisK
o8icinasK projetos (e resi(4ncia e interc@m1ioK ocupaç;es e intervenç;es Due (ão
concretu(e e signi8ica(o a eles.
Aais la1oratrios não teriamK assimK uma in8raestrutura (e8ini(a (e antemão.
AntesK uma pol9tica (e apoio a seu pleno (esenvolvimento (everia garantir con8iança
institucional na capaci(a(e (e os prprios gestores e proponentes (os la1oratrios
i(enti8icarem suas (eman(as estruturais e respon(erem (e acor(oK (es(e Due a(otem
princ9pios claros (e articulaçãoK (ocumentação em re(e e contri1uição orienta(a L
construção (o comum. 5or veEesK um la1oratrio (eci(iria não precisar (e in8raestrutura
permanente alguma $ somente tempo e log9sticaK ou então am1ientes (igitais para
(ocumentação (e ativi(a(es e circulação (e pro(ução
15
. 5o(eriam surgir operaç;es em
15 Pma Duestão importante Due surgiu (urante o levantamento (iE respeito ao registro e memria (e
iniciativas (e cultura (igitalK em especial aDuelas (e natureEa experimental. AalveE em (ecorr4ncia (e
um 8oco excessivo na in8raestrutura 89sica ou na mensuração material (as ativi(a(es a partir (e
pro(utos aca1a(osK C 8reDuente Due a (ocumentação (e projetos experimentais esteja incompleta ou
(e8asa(aK Duan(o não (esaparece totalmente. Pm complemento 8un(amental para pol9ticas pM1licas
volta(as a la1oratrios experimentais estaria no o8erecimento (e in8raestrutura para (ocumentação +
26
re(e propon(o ocupaç;esK resi(4ncias e intervenç;es em in8raestrutura (ispon9vel nos
5ontos (e CulturaK CEPs (as ArtesK museusK la1oratrios (e in8ormática em escolas
pM1licas ou universi(a(es e a8ins.
De 8atoK algumas (as iniciativas retrata(as nas prximas páginas já operam (essa
8orma.Mas Duan(o precisam 1uscar apoio institucional usualmente necessitam (is8arçar
sua maneira real (e operarK para enDua(rarem$se nas expectativas institucionais.
Arata$se (e recon&ecer e valoriEar caracter9sticas e arranjos criativos Due já estão
latentes ou mesmo presentes nos la1oratrios. <eremos a(iante alguns exemplos
concretos.
não somente acervos (igitais (e o1ras aca1a(asK mas am1ientes sociais e cola1orativos Due se
prestassem L (ocumentação processual e (e material 1ruto. Buturamente tentaremos sugerir Due esta
perspectiva esteja articula(a a uma eventual re8atoração (o am1iente online CulturaDigital.-rK e
integra(a ao 5lano *acional (e Acervos Digitais.
27
2. Anexo : Mapeamento !e niciativas
/evantamento (esenvolvi(o com a cola1oração (e /uciana Bleisc&man.
2.1. Nuvem – estaão rural !e arte e tecnologia "#rasil$
Estação rural volta(a para experimentaçãoK pesDuisa e criação vincula(a L
tecnologia ,arDuiteturaK comunicaçãoK geração sustentável (e energia. e sustenta1ili(a(e
,corpoK ecologiasK alimentaçãoK cultivos.. !. Casa para encontros e (e1ates visan(o
(i8usão (o con&ecimento livre e (a cultura (a autonomia. #. Centro (e resi(4ncias e
autoresi(4ncias para artistas e projetistas.
16
2.1.1. "ocal
Sede principal: <iscon(e (e MauáK 3F
Sítio Nebulosa: 'tatiaiaK 3F
A *uvem está localiEa(a na região (e <iscon(e (e Mauá. Essa região C parte
integrante (a Nerra (a MantiDueiraK ca(eia montan&osa Due se esten(e por tr4s esta(os
(o -rasil: 3io (e FaneiroK Minas Qerais e Não 5aulo. /ocaliEa(a na parte 8luminense (a
serra em Eona rural ro(ea(a por riosK cac&oeiras e mata atl@nticaK o espaço 8unciona
como um retiro criativo. *esta casa rural (e aproxima(amente 15"" metros Dua(ra(os
realiEam$se ativi(a(es (e pesDuisaK experimentação e mostra (e processos (urante a
resi(4ncia.
Negun(o os atuais gestores (o projetoK
ZMuita gente vem con&ecer a *uvem com a expectativa (e con&ecer essas
8erramentas + Duem sa1e um la1oratrio (e eletrHnicaK uma impressora #(K
conexão (e 1an(a larga via satClite ou Duem sa1e uma 8i1ra tica esten(i(a
pelas montan&as. Mas nossas instalaç;es (ecepcionam: uma casa com um
peDueno terrenoK nen&um espaço la1oratorialK alguns eDuipamentos
16 &ttp:==nuvem.t? ,acessa(o em 1"="7=!"12.
28
escon(i(os em um armário.
Essas não são as 8erramentas Due o8erecemos ver(a(eiramente. A matCria
Due os resi(entes esculpem aDui C o tempo. W...X Desprogramar$se (a
(in@mica traEi(a pelo meio ur1anoK com sua necessi(a(e coti(iana (e
(eslocamentos sist4micosK aglomeraç;esK &orários comerciaisK C uma
primeira etapa (a reocupação (o tempo su1tra9(o. ADuiK (esaceleramos a
'nternet ao limite m9nimo (e sua usa1ili(a(e. Dispensamos a televisão e
alargamos as (ist@nciasK (e mo(o Due uma i(a L ci(a(e po(e tomar to(o um
(ia. 3alentamos os processos (e alimentaçãoK tanto atravCs (o plantio
Duanto (a ela1oração (e re8eiç;es e alimentos Due normalmente são
compra(os prontos. : tempo C (ilacera(o e reocupa(o. *essa ocupação
esperamos recuperar 8erramentas vitais para a criativi(a(e: a contemplaçãoK
a (istraçãoK a espera.[ ,<'A**AO ME*D:*\AK !"1#.
2.1.#. $e%sites
• 0e1site (o projeto: &ttp:==nuvem.t?=
• 5lata8orma (e (ocumentação (as ativi(a(es: &ttp:==nuvem.t?=>i?i=
• Botos: &ttps:==>>>.8lic?r.com=p&otos=8otos(anuvem=
• Bace1oo?: &ttps:==>>>.8ace1oo?.com=pages=*uvem$Esta
]C#]A7]C#]A#o$3ural$(e$Arte$e$Aecnologia=1"%17##55)6665!
2.1.&. 'reve (ist)rico !e ativi!a!es
2.1.%.1. &esi!'ncias
Entre !"1! e !"1# a *uvem (esenvolveu Duatro programas (e resi(4ncias com
(i8erentes mo(ali(a(es:
a) Sem curadoria
Verão: os projetos são aceitos por or(em (e inscrição e (isponi1ili(a(e (o
espaço. Conce1i(o para gerar trocas entre os participantesK (esenvolver experimentos e
projetos (e curta (uração. :s seleciona(os rece1em &ospe(agem e alimentação (urante
o per9o(o (a resi(4ncia ,2 a ) (ias.. Conce1i(o com a intenção (e criar espaços mais
a1ertos L recepção (e artistasK pesDuisa(ores e (e maneira geralK pro8issionais
2)
interessa(os no interc@m1io (e sa1eres por meio (o encontro e (a conviv4ncia.
• E(ição !"1!
&ttp:==nuvem.t?=>i?i=in(ex.p&p=3esi(]C#]AAncia^(e^<er]C#]A#o^!"1!
• E(ição !"1#
&ttp:==nuvem.t?=>i?i=in(ex.p&p=3esi(]C#]AAncia^(e^<er]C#]A#o^!"1#
• E(ição !"12
&ttp:==nuvem.t?=>i?i=in(ex.p&p=3esi(]C#]AAncia^(e^<er]C#]A#o^!"12
!utoresid"ncias: similar ao programa (e verão mas acontece so1 (eman(a em
DualDuer momento (o ano em Due o espaço estiver (ispon9vel. Aeve e(iç;es em !"1!K
!"1# e !"12.
&ttp:==goo.gl=H6</3m
b) Com curadoria ou misto
#n$erno: : programa tem como o1jetivo incentivar a pro(ução (e pensamento e
práticas na intersecção (a arteK ci4ncia e tecnologia e a cultura (a autonomia.
Cinco participantes são seleciona(os por meio (e convocatria internacionalK Due
rece1e não s propostas art9sticas como tam1Cm (e pesDuisa(oresK pro8issionais e
ama(ores (as mais (istintas áreas. A resi(4ncia tem uma (uração (e !1 (ias e os
projetos rece1em orientação tCcnica e conceitual. :s seleciona(os rece1em
&ospe(agemK alimentaçãoK aju(a (e custo para materiais e transporte.
• E(ição !"1!
&ttp:==nuvem.t?=>i?i=in(ex.p&p=3esi(]C#]AAncia^(e^inverno^!"1!
• E(ição !"1#
&ttp:==nuvem.t?=>i?i=in(ex.p&p=3esi(]C#]AAncia^(e^inverno^!"1#
#nteracti$os%&Nu$em !utonomias: ci"ncias da ro'a( 3ealiEa(a em parceria
com o Me(iala1 5ra(o ,Ma(ri.K com seleção internacional (e 5 projetos cola1orativos
Due se comprometem a tra1al&ar juntos (urante um per9o(o (e 15 (ias com o o1jetivo
30
(e (esenvolver e (ocumentar prottipos Due li(em com comunicaçãoK agriculturaK
alimentaçãoK água potávelK saM(eK energiaK transporteK 1ioconstruçãoK a partir (e uma
perspectiva rural. Aceitam inscriç;es (e pesDuisa(ores (e (iversas áreasK pro8issionais e
ama(ores. Pma veE seleciona(os os projetosK C a1erta uma nova c&ama(a para pelo
menos # cola1ora(ores por projetoK Due são aceitos sem cura(oriaK apenas por or(em (e
inscrição e (isponi1ili(a(e. :s projetos contam com apoio (os tutores tCcnicos. Ao(os
os participantes rece1em transporteK &ospe(agemK alimentaçãoK e apoio tCcnicoK e os
seleciona(os rece1em aju(a (e transporte e aju(a (e custo para (esenvolvimento (as
propostas.
• E(ição !"1! &ttp:==nuvem.t?=>i?i=in(ex.p&p='nteractivos]#B
]!71!^*uvem$Autonomias:^ci]C#]AAncias^(a^ro]C#]A7a
• E(ição !"1# &ttp:==nuvem.t?=>i?i=in(ex.p&p='nteractivos]#B]!71#^*uvem
: programa 'nteractivos_Y tam1Cm teve uma e(ição anterior no -rasil no
Marginália /a1K em !"1"K (ocumenta(o em &ttp:==interactivos.marginaliala1.com.
Em !"12 a *uvem tam1Cm tam1Cm se(iou um Zla1oratrio tático[ com uma
semana (e (uração no Dual 8oram seleciona(os projetos na mo(ali(a(e cola1orativa (o
'nteractivos_YK mas com uma semana (e (uração e projetos somente (o -rasil. Di8erente
(os anterioresK este la1oratrio 8oi 8inancia(o por cro>(8un(ing
17
.
2.1.%.2. (ventos
Entre !"1! e !"1# tam1Cm 8oram realiEa(os encontros volta(os para a re8lexãoK
experimentação e compartil&amento (e temáticas emergentesK tais como Encontra(a
,8eminismo e tecnologia.K Aecnomagia ,!"1!.K Encontro 'nternacional (o Movimento
(os Nem NatClite e Cartogra8ias experimentais.
17 &ttp:==goo.gl='j0!`( ,acessa(o em 11="7=!"12..
31
&ttp:==nuvem.t?=>i?i=in(ex.p&p=5]C#]A1gina^principalaEncontros
a) )*icinas gratuitas o8ereci(as na comuni(a(e (e <iscon(e (e Mauá ,cartogra8ia
socialK mapeamento com gps e celularK mapeamento aCreo com 1al;es..
&ttp:==nuvem.t?=>i?i=in(ex.p&p=5]C#]A1gina^principala*a^comuni(a(e
b) +utir,es $ o8icinas coletivas a1ertas com o o1jetivo estimular a a(oção (e
tecnologias (e m9nimo impacto am1iental nas construç;es (e uma nova estrutura (e
tra1al&oK por meio (e tCcnicas (e arDuitetura intuitiva Due valoriEem a e8ici4ncia
energCticaK o tratamento a(eDua(o (e res9(uosK o uso (e recursos matCrias$ primas
locaisK aproveitan(o os con&ecimentos e sa1eres populares. Boram realiEa(as o8icinas
(e construção (e 1an&eiro secoK cMpula geo(CsicaK agro8lorestaK e (e energia
&i(roelCtrica..
1)
2.1.*. +rojetos e pro!utos !esenvolvi!os
• 3esi(4nciasK encontros e o8icinas menciona(as anteriormente
• *u1oteca: repositrio (e arDuivos para troca=me(iateca (ispon9vel na re(e >i8i
local para uso (os resi(entes e 8reDuenta(ores (o espaço.
• 5lata8orma >i?i com a (ocumentação (os encontros e resi(4ncias compartil&a(a
com licenças a1ertas.
• 5u1licaç;es (os encontros tecnomagia e encontrADA ,em processo..
• Mostra 5oCticas (e /a1oratrio $ so1re práticas art9sticas (e c(igo a1ertoK
organiEa(o pelo Centro (e las Artes (e Nevilla como (es(o1ramento (a
3esi(4ncia (e inverno (e !"1!..
1%
1) &ttp:==goo.gl=81b5/E ,acessa(o em 1"="7=!"12.
1% 0e1site (a mostra: &ttp:==poeticas(ela1oratorio.cc ,acessa(o em 11="7=!"12.. : catálogo está
(ispon9vel em &ttp:==centro(elasartes(esevilla.org=uploa(s=cas=agen(a=catalogo$(e8initivo$screen.p(8
,acessa(o em 11="7=!"12..
32
2.1.,. +essoas envolvi!as
a) -.uipe
• -runo <ianna
• Cint&ia Men(onça
• /uciana Bleisc&man ,atC 8inal (e !"1#.
b) /rupos .ue se relacionam com esta iniciati$a 0 per*il de participantes
5M1lico Diverso e eclCticoK composto por uma re(e internacional mais liga(a aos
&ac?la1sK principalmente (a Espan&a e AmCrica /atinaK e no -rasil ativistas e
praticantes (e so8t>are=&ar(>are livreK artistasK per8ormersK pessoas liga(as a
permacultura=1ioconstrução. A principal a8lu4ncia no espaço se (á por meio (as (iversas
convocatrias nacionais e internacionais.
c) Con$idados .ue 12 desen$ol$eram ati$idades com esta iniciati$a
• /eslie Qarcia ,MCxico.$ tutora 'nteractivos_Y !"1!
• Arcángelo Constantini ,MCxico.$ encontro MNNA
• 5e(ro Noler ,Espan&a.$ encontro MNNA
• A&iago Hersan ,-rasil=Esta(os Pni(os.$ tutor 'nteractivos_Y !"1#
• 3icar(o -raEileiro ,5E.$ Autor 'nteractivos_Y !"1!
• /ucas -am1oEEi ,N5.$ encontro (e cartogra8ia experimental
• An(rCs -ur1ano ,ColHm1ia=Esta(os Pni(os.$ encontro (e cartogra8ia
experimental
• :scar Martin ,Espan&a.$ resi(4ncia (e inverno !"1#
• 5aula 5in ,Espan&a.$ resi(4ncia (e inverno !"1!
• Hernani Dias ,Espan&a.$ interactivos_Y !"1#
• Nusana Nerrano ,Espan&a.$ resi(4ncia (e inverno !"1!
• Qa1riel Menotti ,EN.$ resi(4ncia (e verão !"1!
33
• Quto *1rega ,3F.$ tutor (a resi(4ncia (e inverno !"1! e !"1#
• Malu Bragoso ,3F.$ tutora (a resi(4ncia (e inverno !"1! e !"1#
2.1.- .ecorte temático
34picos comuns: experimentaçãoK criação e pesDuisa em tecnologias livres
,so8t>are e &ar(>are.K permaculturaK 1ioconstruçãoK cultura livreK arte e tecnologiaK
arte$ci4nciaK sustenta1ili(a(eK autonomiaK per8ormanceK 8eminismoK metareciclagem
5inhas de trabalho:
• 5esDuisaK experimentação e (esenvolvimento (e processos autHnomos:
• CultivoK EcologiaK Energia 3enovável e limpaK -ioarDuiteturaK Alimentação e
NaM(e.
• Aecnologias livres aplica(as as artes (o corpo: (ançaK teatroK per8ormanceK 1o(J
arte.
• Aecnologias aplica(as as ci4ncias e tam1Cm as artes visuais e plásticas.
• Compartil&amento (e espaço 89sico e virtual: criação (e re(es (e conteM(oK
mapeamentoK (ocumentação online.
• Envolvimento (a comuni(a(e local nas ativi(a(es (e 8ormaçãoK nos processos
(e experimentação art9stica e na criação (e conteM(o nas re(es (igitais.
A participação acontece atravCs (e processos imersivos materialiEa(os em
resi(4ncias (e (uração variável ,(e 1 a # semanas. e encontros (e #$2 (iasK (urante os
Duais alCm (a realiEação (as propostas para a Dual 8oram seleciona(asK as pessoas
convivemK realiEam a manutenção coletiva (o espaço e cui(am (a prpria alimentação.
Ca(a participante=grupo se encarrega (a (ocumentação (o seu projetoK Due C
compartil&a(o na plata8orma >i?i (a nuvem.
34
2.1./. n0raestrutura 01sica
: terreno C (e 1!"" m! e (isp;e (e espaço para &ospe(agem (e atC 1! pessoasK
conexão L internet (e 1 megaK peDueno la1oratrio (e eletrHnica e computaçãoK um
galpãoK coEin&a coletivaK &ortaK riac&oK sauna e 1icicletas para uso (os resi(entes. :
jar(im e o galpão permitem a instalação (e construç;es temporárias. Entre os
eDuipamentos (ispon9veis incluem$se note1oo?sK impressoraK impressora #DK antenas
>i8i ,(irecionais e omni(irecionais. e (e satCliteK projetor (e v9(eoK ra(iotransmissores e
eDuipamento 1ásico (e marcenaria e 1ricolagem.
2.1.12 Con0iguração institucional
A *uvem 8oi gesta(a como parte (a iniciativa *et>or?e( &ac?la1K (esenvolvi(a
(entro (o programa <ivo Arte.Mov.
6arcerias:
• Me(iala1 5ra(o $ parceria na realiEação (as resi(4ncias 'nteractivos_Y
• 5articipação nas re(es /a1surla1K MetareciclagemK MNNA
• /a1oratrio *A*:$PB3F $ cola1oração para a realiEação (o Evento
Hiperorg@nicos em !"1!
/estão:
Atualmente a eDuipe C composta por (uas pessoas ,-runo <ianna e Cint&ia
Men(onça. Due realiEam a pro(uçãoK cura(oria e gestão (as ativi(a(es juntamente com
cola1ora(ores eventuais ,o8icineirosK tutoresK etc.
+odelos de *inanciamento de ati$idades:
Durante os (ois primeiros anos as ativi(a(es 8oram 8inancia(as com patroc9nio (a
empresa <ivo Aelecomunicaç;es atravCs (a /ei (e 'ncentivo L Cultura (o Esta(o (o 3io
(e Faneiro ,em !"1!. e /ei Be(eral (e 'ncentivo L Cultura ,!"1#..
35
A partir (e !"12K com a mu(ança na pol9tica (e patroc9nios (a <'<: e a
(issolução (o programa <ivo Arte.MovK o projeto procura a sua autonomia
experimentan(o com 8ormas alternativas (e 8inanciamentoK como o cro>(8un(ing e
cola1oração pontual (os participantes para co1rir as (espesas 1ásicas (a ativi(a(e.
2.1.1&. 3%servaç4es
: projeto teve como 8ontes (e inspiração as experi4ncias prCvias (os i(ealiEa(ores
em meio ao am1iente (os la1oratrios e pro(ução cola1orativaK especialmente nas
resi(4ncias (o 'nteractivos_Y na Espan&a e no -rasil ,Marginália /a1 em !"1".K 1em
como em encontros (e arte e tecnologias livres como o Nummerla1 e la1oratrios (e
arte e tecnologia como HangarK /a /a1oral e Me(iala1 5ra(o ,Espan&a.. : (esejo 8oi (e
realiEar um projeto inclusivo e mais experimental nas temáticasK 8ormatos e (in@micas
(e criação e participaçãoK a(apta(o ao contexto 1rasileiro.
ZA localiEação (o espaço no contexto ruralK ro(ea(o (e natureEa exu1eranteK
o8erece con(iç;es Due contrastam com o ritmo (e vi(a ur1ano: (isp;e$se (e tempoK
espaço e recursos naturais em a1un(@nciaK alCm (e uma cultura local com uma rica
1agagem em con&ecimentos tra(icionais e cui(a(o pelo meio am1iente. A conectivi(a(e
C limita(aK pelo Due os encontros cara a cara são privilegia(osK e as gran(es (ist@ncias
reDuerem a criação (e soluç;es locais com recursos (ispon9veis no entorno. Essas
con(iç;es soma(as Ls (in@micas imersivas e (e manutenção coletiva (o espaço
8avorecem um intenso interc@m1io entre participantesK Due envolve (iálogosK conex;esK
a8etos e troca (e i(eias[. ,B/E'NCHMA*K !"1#..
A (ocumentação (os processos (e pesDuisaK experimentação e criaçãoK assim
como os prottipos gera(os no camin&oK são consi(era(os o Zpro(uto[ resultanteK sem
36
co1rança (e um pro(uto 8inal e aca1a(oK porCm com o compromisso (e compartil&ar a
Zcaixa preta[ (o processo (e pesDuisaK criação e experimentação.
As (i8erentes mo(ali(a(es (e participação o8ereci(as em resi(4ncias em encontros
,com e sem cura(oria. e a a(oção (e mo(elos mistos 8avorece a inserçãoK o interc@m1io
e a circulação entre artistas emergentes e (e re8er4nciaK cria(ores (as mais (iversas
áreasK e a promoção (e re(es (e troca (e con&ecimento e cola1oraçãoK pro(ução (e
sa1eres em comum e a experimentação cola1orativa (e a1rang4ncia nacional e
internacional.
2.2. )ivola* + ,rtemov + Circuito ,rtemov + Net-or.e! Hac.la* +
/a*movel "#rasil$
Arata$se (e uma sCrie (e iniciativas organiEa(as por um grupo (e artistasK
cura(ores e pesDuisa(ores localiEa(os principalmente entre Não 5aulo e -elo HoriEonte.
*ão C um la1oratrio no senti(o tra(icionalK Due sugere um espaço 89sico e
in8raestrutura (e(ica(os a (etermina(as ativi(a(esK mas (e um processo (in@mico (e
criação e (esenvolvimento (e aç;es experimentais nHma(esK temporárias e
pro8un(amente conecta(as com (iscuss;es correntes nas áreas (e contato entre arteK
tecnologia e socie(a(e. Alguns (os nomes centrais neste contexto são os (e /ucas
-am1oEEi e (o recentemente 8aleci(o 3o(rigo MinelliK juntamente a Marcus -astosK
Qisela Domsc&?eK Bernan(o <elaEDueEK entre outros. Desenvolveram projetos Due
or1itavam em torno (o projeto <ivo /a1 e em segui(a propiciariam o surgimento (o
8estival ArtemovK (o Circuito Artemov e (o *et>or?e( Hac?la1. 5osteriormenteK
criariam o projeto /a1movel. *o presente mapeamentoK o8ereceremos um retrato
super8icial (as aç;es mais relevantes para nosso o1jeto (e investigação.
37
a) Vi$o 5ab
Z: 5rograma <ivo /a1K um (os eixos (a pol9tica cultural (a <ivoK reMne
iniciativas (e 8ormação e experimentação nas Duais o au(iovisual está em (iálogo
permanente com (i8erentes áreas (o con&ecimentoK (a arte e cultura. : apren(iEa(o e a
8ormação cr9tica estão no centro (o programa <ivo /a1K Due cria uma re(e
inter(isciplinar (e pesDuisa e pro(ução cultural envolven(o :*QsK 5ontos (e CulturaK
estu(antesK e(uca(ores sociaisK universi(a(es e realiEa(ores (e au(iovisual. Ao(os
8oca(os no (esenvolvimento (e soluç;es inova(oras Due se relacionam com novas
oportuni(a(es (e tra1al&oK com a economia criativa (a cultura e a socie(a(e em re(e.
: <ivo /a1 8unciona tam1Cm como um la1oratrio (e novas linguagens e
aplicaç;es (igitaisK alCm (e explorar canais alternativos para a (i8usão e acesso aos
conteM(os pro(uEi(os pelos projetos parceiros.[
!"
b) Vi$o arte(mo$
ZS um espaço para a pro(ução e re8lexão cr9tica em torno (a c&ama(a _cultura (a
mo1ili(a(e_. Ao prioriEar a utiliEação consciente (as m9(ias mveisK a 8im (e construir
8ormas (e compartil&ar o sa1er e o con&ecimentoK o programa possi1ilita o acesso L
in8ormação e a novas práticas art9sticas. AtravCs (e uma programação cultural Due
explora as possi1ili(a(es criativas no campo (as m9(ias mveis e locativasK o <ivo
arte.mov propicia tam1Cm a inserção (e experi4ncias a8ins no espaço pM1lico.
Ao esta1elecer parcerias em várias regi;es (o -rasilK o programa multiplica as
possi1ili(a(es (e re8lexão e (iscussão (e Duest;es Due envolvem o universo (as
tecnologias mveisK atuan(o assimK (e 8orma e8etivaK tanto na 8ormação (e pM1lico
Duanto na (e novos realiEa(ores. AlCm (issoK o <ivo arte.mov tem como meta o
!" &ttp:==&ac?la11&.1logspot.com.1r= ,acessa(o em 11="7=!"12.
38
8omento (e um pensamento cr9tico e o est9mulo a pesDuisas e criaç;es Due re8litam as
trans8ormaç;es na socie(a(e contempor@neaK ocorri(as a partir (a (isseminação (as
tecnologias (e comunicação mvel.
Entre seus o1jetivos espec98icosK está ain(a a inserção (o programa nos circuitos
aca(4micos nacional e internacional volta(os para pesDuisas so1re tecnologia e cultura
(igital. *o (ecorrer (e sua trajetriaK o <ivo arte.mov vem se a8irman(o como iniciativa
relevanteK consistente e cont9nua no cenário nacional atravCs (e uma a1or(agem
mMltipla (as m9(ias mveis.[
!1
c) Net7or8ed 9ac8 5ab
Z: termo net>or?e( ,em re(eK ou conecta(o L re(e. rea8irma o senti(o
cola1orativo e participativo (essa iniciativa eK so1retu(oK a possi1ili(a(e (e se
esta1elecer trocas (e experi4ncias entre pM1lico e realiEa(oresK sejam estes 1rasileiros
ou estrangeiros.
: conceito Hac? /a1K por sua veEK vincula essa iniciativa ao universo pauta(o
pela (emocratiEação (os meios (e comunicaçãoK pelo (esenvolvimento e (istri1uição (e
so8t>ares livres e pelas mais recentes inovaç;es o1serva(as no @m1ito (as tecnologias
(e in8ormaçãoK 1em como na apropriação e recon8iguração (o uso (estas.
: *et>or?e( Hac? /a1 preten(e esta1elecerK a mC(io praEoK uma sCrie (e
parcerias Due levem L constituição (e espaços volta(os para ativi(a(es culturais e para a
re8lexão so1re arte e tecnologia.[
d) 5abmo$el
Z: projeto /A-M:<E/ (isponi1iliEa um la1oratrio (e m9(ias mveis para a
pro(ução (e resi(4ncias (e arteK >or?s&ops e eventos culturais. Em 8unção (e seu
!1 Bonte: &ttp:==>>>.artemov.net=so1re.p&p ,acessa(o em 11="7=!"12.
3)
caráter nHma(eK o programa visa aju(ar a criar am1ientes temporáriosK Due (espertem a
curiosi(a(e e maior acesso a situaç;es 8ora (o eixo institucionalK 8avorecen(o um
cruEamento (e origens culturaisK sociais e econHmicas (iversas. A me(iação
(esempen&a um papel crucial na interação entre esta estrutura e seu pM1lico.[
!!
2.2.1. "ocais
Net7or8ed 9ac8lab:
• -elCm e NantarCm ,5A. $ 5or uma cartogra8ia cr9tica (a AmaEHnia ,la1oratrioK
(e1atesK o8icinasK !"11.
!#
• Cac&oeira e Nalva(or ,-A. $ o8icinasK exposiçãoK apresentaç;es e (e1ates
,agosto a (eEem1ro (e !"11.
!2
• <iscon(e (e Mauá ,3F. &ac?la1 rural ,!"1! e !"1#.
!5
• -elo HoriEonte ,MQ. NeminárioK o8icinas e explosição ,!"1!.
!6
Circuito !rte(mo$
:8icinasK exposiç;es e (e1ates nas seguintes ci(a(es: Qoi@niaK Curiti1aK Não
5auloK 3eci8eK 39o (e FaneiroK -elo HoriEonte.
5abm4$el
'ntervenç;es em (iversas ci(a(es (o Esta(o (e Não 5aulo ,em encontrosK 8estivais
e o8icinas. e -elo HoriEonte.
2.2.2. $e%sites
• &ttp:==>>>.artemov.net
!! &ttp:==la1movel.net=a1out= . <er tam1Cm v9(eo so1re o /a1movel: &ttp:==vimeo.com=52"5%#"2
,acessa(o em 11="7=!"12.
!# &ttp:==issuu.com=giselivasconcelos=(ocs=(ossie^pu1 ,acessa(o em 1"="7=!"12.
!2 &ttps:==>>>.8ace1oo?.com=&ac?la11a&ia ,acessa(o em 15="7=!"12.
!5 &ttp:==nuvem.t? ,acessa(o em 15="7=!"12.
!6 &ttp:==&ac?la11&.1logspot.com.1r= ,acessa(o em 12="7=!"12.
40
• &ttp:==la1movel.net
• Documentação em v9(eo: &ttp:==vimeo.com=la1movel
• Botos &ttps:==>>>.8lic?r.com=p&otos=la1movel
• &ttps:==>>>.8ace1oo?.com=la1movel1rasil
2.2.#. 'reve (ist)rico !e ativi!a!es
Net7or8ed hac8lab: la1oratrios temporários e (e ativi(a(e continua(a em
(i8erentes esta(os (o -rasil.
Circuito !rte(mo$: o8icinasK exposiç;es e (e1ates: Qoi@niaK Curiti1aK Não 5auloK
3eci8eK 3io (e FaneiroK -elo HoriEonte ,!"11 e!"1!.
Vi$o arte(mo$ $ Bestival internacional (e arte em m9(ias mveis ,(es(e !""6.
5abm4$el: o8icinasK (e1ates e apresentaç;es em encontrosK 8estivais e nos CEPs.
2.2.&. +r5mios rece%i!os
: /a1mvel rece1eu menção &onrosa no Bestival 5rix Ars Electronica em !"1#
na categoria Zcomuni(a(es (igitais[
2.2.*. +essoas
a) -.uipe
• /ucas -am1oEEi
• 3o(rigo Minelli
• Marcus -astos
• Qisela Domsc&?e
b) /rupos .ue se relacionam com esta iniciati$a 0 per*il de participantes
Como as ativi(a(es são varia(as e (escentraliEa(asK o per8il (e participantes mu(a
a ca(a a iniciativaK po(en(o incluir estu(antes (e centros e(ucativos ,CEPs. e
41
universi(a(esK artistas e mora(ores (as comuni(a(es on(e as ativi(a(es são realiEa(as.
c) 6essoas .ue desen$ol$eram ati$idades com este lab:
Artistas: Bernan(o <elaEDueEK <F 5ixelK A&iago HersanK 3a(amCs AnjaK 5aloma
:liveiraK <anessa (e Mic&elisK 3icar(o 5almieriK 5anetoneK -runo <iannaK *ac&o Durán
2.2.,. .ecorte temático
EletrHnica criativaK computação 89sicaK programação interativaK mapeamento
cola1orativoK vi(eomappingK cartogra8ia experimentalK reali(a(e aumenta(aK v9(eoK
mapeamento sonoroK mo1ili(a(eK m9(ias mveis.
2.2.-. Mo!elos !e 0inanciamento !e ativi!a!es
Vi$olab 0 !rtemo$ 0 Net7or8ed 9ac8lab: 8oram em gran(e me(i(a projetos
(esenvolvi(os atravCs (e programas esta(uais (e incentivo L cultura.
5abmo$el: : projeto contou inicialmente com o apoio (o Central (e Cultura
5rogramK programa (e interc@m1io cultural entre -rasil e Holan(a ,em parceria com
*'M?K (e Amster(am. e (o 5rograma Arte e Aecnologia (a Bun(ação Aele8Hnica ,em
parceria com o <ivo arte.mov.. Em !"1# /A-M:<E/ rece1eu o apoio (o Digital Call
(o 5rince Claus Bun( ,Holan(a. e rece1eu menção &onrosa na categoria Zcomuni(a(es
(igitais[ (o 5rix Ars Electronica.
2.2./. 3%servaç4es
: grupo particular (e eventosK ocupaç;esK resi(4nciasK interc@m1ios e outros
eventos acima apresenta(os representa um (os cenários mais relevantes no Due (iE
respeito L experimentação + não apenas em termos (e conteM(o e pro(ução como
tam1Cm em 8ormatos. Eventos como os 8estivais e circuito Artemov 8oram responsáveis
por reunir pessoas (o -rasil e (o mun(o tra1al&an(o em Duest;es (e suma import@ncia
42
para os tempos atuais. Da mesma 8ormaK o *et>or?e( Hac?la1 aju(ou a (ar massa
cr9tica a 8ormaç;es Due atC então estavam somente em1rionáriasK como o
(esenvolvimento (a *uvem na área rural (o 3F e o evento Due propun&a uma
cartogra8ia cr9tica (a AmaEHnia. E o /a1movel trata (e ocupar espaços (ispon9veis
como os CEPs (e Não 5auloK praças pM1licas e ruas para pro(uEir senti(oK e(ucar e
ampliar os &oriEontes (e pro(ução. Não maneiras (e re8letir (e maneira situa(a e
apro8un(a(a so1re temas como mo1ili(a(eK ocupaçãoK Duest;es ur1anasK controleK
representação.
2.3. /a*oratórios (01erimentais no 2m*ito !a e!ucaão 3ormal
"#rasil$
3esen&amos aDui algumas experi4ncias Due procuram implementar meto(ologias
experimentais (e la1oratrio no @m1ito (a e(ucação pM1lica. A maioria (elas 8unciona
como ocupaç;es temporárias exploran(o as possi1ili(a(es (e Z&ac?ear[ a e(ucação
intro(uEin(o mo(elos (e apren(iEagem em re(e e (e experi4ncias (i8erentes ao
usualmente o8ereci(o pela e(ucação 8ormal.
Como práticas emergentesK li(am com (i8icul(a(es e (esa8ios particulares. Entre
eles (estacamos:
• as lgicas institucionais prprias (o ensinoK on(e nem sempre as con(iç;es (e
tempo e espaço (eixam margem para o in8ormal ou para o tra1al&o
inter(isciplinarO
• a escassa ou nula conectivi(a(e $ salas (e in8ormática com eDuipamentos
inutiliEa(os e=ou com vers;es antigas e (esatualiEa(as (e sistemas operacionaisK
Due não satis8aEem as necessi(a(es (e uso atualK mas Due tam1Cm por Duest;es
43
1urocráticas e 8alta (e ver1a para contratação (e pessoal (e manuntenção não
são atualiEa(as nem C permiti(a a instalação (e novos programasK o Due leva em
alguns casos L utiliEação (e alternativas como uso (e live$c(s e us1 com
aplicativos portáteisK e a criação (e alternativas L conectivi(a(e como o uso (e
re(es prprias com servi(ores locaisO
• as (i8icul(a(es (e assimilação e utiliEação (e so8t>are livre em 8orma
continua(a por alunosK pro8essores e pessoal a(ministrativo por 8alta (e um
acompan&amento maiorO
• (i8icul(a(es para via1iliEar recursos para manter ativi(a(es continua(as sem cair
na lgica (as o8icinas (e 8ormação e a exig4ncia (e apresentação (e um plano (e
aulaK ou a captação (e recursos para promover uma (ocumentação mais
ela1ora(a Due 8acilite a circulação e replicação e o (esenvolvimento (e
aplicativos espec98icos a(apta(os para uso nos la1oratrios escolares.
5or outro la(oK nas propostas Due acompan&amos mais (e perto ,Apren(er
-rincan(o e eletriCAp. 8oi vis9vel o enorme potencial (estas práticasK evi(encia(o pela
receptivi(a(e (os participantes a um am1iente criativo mais 8lex9vel (o Due estão
usualmente &a1itua(os e a 8acili(a(e (os jovens na assimilação (e novos con&ecimentos
e recursos tecnolgicos. Aconteceram situaç;es nas Duais pessoas 8icam na sala
tra1al&an(o mesmo no &orário (o recreio por prpria vonta(e. Coloca$se em situação (e
cola1oração &oriEontal as relaç;es normalmente 1asea(as em estruturas &ierárDuicas
,como pro8essor=aluno.K estimulan(o assim a autonomia e a apren(iEagem
compartil&a(a e não competitiva. 5romove$se a (esco1erta nas pessoas (os seus
prprios (esejos (e criaçãoK assim como a experi4ncia (a construção (e projetos
44
coletivosK a conexão e integração (os sa1eres trans(iciplinares nos alunos e a (esco1erta
(e Ztalentos[K to(os aspectos relaciona(os com a promoção (e uma cultura a1erta e (a
autonomia.
Ao(as estas Duest;es convertem tais experi4ncias em terreno muito 8Crtil para um
estu(o mais apro8un(a(oK enxergan(o o potencial (a prpria escola ,e por extensãoK
estruturas como os 5ontos (e Cultura ou os CEPs (as Artes. como in8raestrutura
pass9vel (e intervenção e reinvenção. *as palavras (e 'Ea1el Qou(artK representante (e
um (os projetos cita(os: ZConsi(ero 8un(amental e revolucionário intro(uEir nas
escolas e na 8ormação (e pro8essores práticas (a cultura (igitalK entre elas o c(igo
a1erto traEen(o em Duestão a pro(ução cola1orativaK princ9pios (e autonomia e o
Duestionamento (a autoria e (a proprie(a(e intelectual[ ,Q:PDA3AK !"12.. Aais
experi4ncias po(em articular$se com programas como o Mais Cultura *as EscolasK por
exemplo. Mas C necessário espaço mais a1erto L in8ormali(a(eK in(o alCm (a lgica (a
Z8ormação[ e (o 8ormato (e Zo8icinas[ e ativi(a(es mais estrutura(as. *o 8ormato atual
(o programaK ain(a &á pouca margem o experimental e trans(isciplinar.
5ela prpria plurali(a(e e (iversi(a(e (e iniciativasK optamos aDui por (eixar um
registro (as caracter9sticas essenciais (as experi4ncias retrata(asK sem apro8un(ar$nos
em um (etal&amento (e ca(a uma (elas.
2.#.1. Apren!er 'rincan!o
: Apren(er -rincan(o constitui$se como um la1oratrio a1erto nHma(e Due
prop;e intro(uEir nas escolas os la1oratrios a1ertos como 8orma meto(olgica (e
pro(ução (e con&ecimento. A i(eia central C traEer para o am1iente escolar práticas (a
cultura (igital alicerça(as nos eixos participaçãoK partil&a e cola1oração e nos princ9pios
45
(i8un(i(os pela 8iloso8ia (o so8t>are livreK (a(os a1ertos e apropriação cr9tica (as
tecnologias e linguagens (igitais ,D'IK 8aça voc4 mesmo e D'0:K 8aça em conjunto..
• :ebsite:
&ttp:==la1&ipermi(ia.>or(press.com=
• 6er*il Faceboo8:
&ttps:==>>>.8ace1oo?.com=pages=Apren(er$1rincan(o=121%%#%#!66!125Y
8re8cts
• Fotos:
&ttps:==>>>.8lic?r.com=p&otos=111!)5")6d*")=
2.3.1.1. Conte0to
: projeto 8oi i(ealiEa(o pela 5ro8. Dra. 'Ea1el Qou(artK pro8essora (e Du9mica no
ColCgio (e Aplicação (a PB3F &á !" anos. : Apren(er -rincan(o C 8ruto (e pesDuisa
(e (outora(o so1re Apren(iEagem em 3e(eK (e8en(i(a em !"1! no programa (e
Comunicação e Nemitica (a 5PC$N5. Negun(o 'Ea1el ZMeu interesse era pesDuisar as
mu(anças (e racionali(a(e (os jovens a partir (a interação com as tecnologias
contempor@neas. 'niciei uma pesDuisa (e campo em uma escola esta(ual (o 3io com o
o1jetivo (e pro(uEir con&ecimento a partir (o uso (a linguagem &iperm9(iaK (a9 surgiu o
/a1&iper ,!"1".. WeX 5ara me capacitar na realiEação (o la1&iperK comecei a participar
(e cursos (e programaçãoK e(ição (e somK etc. Em !"1"K participei (e uma o8icina no
B'/E
!7
com o /a1oca
!)
K no 8ormato (e um la1 a1erto e notei Due &avia algo (i8erente (o
ponto (e vista (a apren(iEagem. Em jun&o (e !"11K 8ui participar como cola1ora(ora (o
<isualiEarf11 no Me(iala1 5ra(o e Duan(o retornei escrevi o projeto Apren(er
-rincan(o: programan(o com processing e ar(u9no no 5r4mio 'nstituto Claro: inovar e
empreen(er na escola com as novas tecnologias. 3ece1i o pr4mio e realiEei o primeiro
!7 Bestival 'nternacional (e /inguagem EletrHnica. <er em &ttp:==8ile.org.1r= ,acessa(o em 1"="7=!"12..
!) /a1oratrio (e Computação e ArtesK projeto nHma(e organiEa(o por 3icar(o -raEileiroK Feraman e
Far1as Fácome. <er &ttp:==ola1oca.>or(press.com= ,acessa(o em 1"="7=!"12..
46
la1 a1erto em !"1!K agora estou na terceira e(ição.[
!%
Como explica Qou(artK Z: Apren(er -rincan(o prop;e o (esenvolvimento (e
projetos relaciona(os com o coti(iano (a escola. 5o(e estar inseri(o (entro (e um outro
projeto já existente o8erecen(o o8icinas e práticas no uso (a linguagem (igital ,e(ição
(e imagemK somK sitesK programaçãoK (esignK etc. ou (esenvolver projetos cola1orativos
convi(an(o tutores e a comuni(a(e para participar. Em geralK tem articula(o com os
campos (a arte e computação. Como exemplo: 1. a partir (e uma o8icina (e ar(u9no
o8ereci(a pelo projetoK o pro8essor (e 89sica (a escola (esenvolveu em suas turmas
projetos (e construção (e termostáto (igitalO !. :1jetos (e a8eto Wterceira e(ição (o la1X
surgiu a partir (e uma crise (as relaç;es e envolvimento com a escolaK tra1al&amos o
conceito (e re(es e v9nculo articulan(o com o uso (o 1or(a(o na arte contempor@neaK
projeto (a pro8essora (e Artes <isuais Mariana Quimarães ,CAp$PB3F..[
#"
2.3.1.2. 4essoas
a) -.uipe
• 'Ea1el Qou(artK Coor(ena(ora geral (o /a1Hiper e Apren(er -rincan(o
• /uciana Bleisc&manK co$coor(ena(ora e pro(utora (o Apren(er -rincan(o
,(es(e outu1ro (e !"1#.
b) 6essoascha$e en$ol$idas com esta iniciati$a
• Autores nas (i8erentes e(iç;es:
/eslie QarciaK 3icar(o -rasileiroK 3icar(o 3uiEK Mariana Quimarães ,tutora e
co$coor(ena(ora (o la1 Zo1jetos (e a8eto[.K Nurian (os NantosK /ula MattosK
An(rC 3amosK /ivia Ac&carK UellJ NauraK C&ia -elottoK Carol NeccoK 3o1erta
!% <er
&ttps:==>>>.institutoclaro.org.1r=reportagens$especiais=projeto$vence(or$(a$#$e(icao$(o$premio$insti
tuto$claro$vai$ensinar$a$escrever$programan(o= ,acessa(o em 11="7=!"12.
#" Bonte: Entrevista com 'Ea1el Qou(artK coor(ena(ora geral (o /a1Hiper e (o projeto Apren(er
-rincan(oK por Aiago 3u1ini e Elisiana BriEEoni.
47
QuiEán.
• Convi(a(os para apresentaç;es e (e1ates:
3aDuel 3ennK Far1as FácomeK 3ogCrio Nantana /ourenço
2.3.1.3. 5eto!ologias+1artici1aão+1ro!utos
Não utiliEa(as convocatrias espec98icas para estu(antes (a escola e licenciaturaK
8uncionárias=osK pro8essoras=es e outras pessoas interessa(as em cola1orar no
(esenvolvimento (e projetos Due articulam arteK ci4nciaK cultura e tecnologia. :
la1oratrio tem como o1jetivo propiciar aos participantes uma experi4ncia prática (e
pro(ução cola1orativaK co$criação (e projetos e (a apropriação cr9tica (as tecnologias e
linguagem (igitais.
Ao longo (as e(iç;es 8oram (esenvolvi(os (iversos pro(utos. Entre eles
(estacamos um prottipo (e re(e mes& livre utiliEan(o um servi(or localK o Due 8aE Due
a re(e 8uncione em alta veloci(a(e e in(epen(entemente (a 'nternetK junto com a
criação (e uma inter8ace para acesso pelo computa(or com (iversos serviços vincula(os
aos interesses e necessi(a(es (etecta(os na escolaK tais como: criação (e sites e 1logsK
repositrio e sistema (e troca (e arDuivos ,uploa( e (o>nloa(.K c&at. :utras aplicaç;es
ain(a em (esenvolvimento são a a(aptação (a inter8ace para acesso pelo celular
,principal 8erramenta (e acesso (ispon9vel (os alunos.K criação (e uma re(e social e o
streaming (e rá(io ao vivo. Esse pro(uto revelou$se (e especial import@ncia no
contexto (as escolas pM1licasK on(e apesar (as (iversas promessas e projetos (e
conectivi(a(eK a reali(a(e C Due nos lugares on(e o Apren(er -rincan(o 8oi realiEa(o
não existe nen&uma conexão L internet ou as caracter9sticas não (ão vaEão Ls
necessi(a(es (e uso ,por exemplo: conexão (e 1 mega para uma comuni(a(e (e
48
aproxima(amente 7"" alunos..
Entre os outros pro(utos cria(osK vale mencionar: (uas instalaç;es interativas com
so8t>are livreK uma reactable caseira a partir (a metareciclagem (e um scanner e
>e1camK um li1ro$o1jeto 1or(a(o coletivamente e sua versão (igitalK mutir;es (e
reciclagem e reutiliEação (e mo1iliário escolar e o1jetos a partir (e tCcnicas tra(icionais
(e marcenaria e 8ios plásticosK programas (e rá(io livre e 8anEine. : material está sen(o
compila(o para (ocumentação online e está prevista a realiEação (e uma mostra com os
pro(utos (esenvolvi(os no segun(o semestre (e !"12.
2.3.1.%. 6ó1icos+linhas !e tra*alho
Ca(a e(ição prop;e lin&as (e tra1al&o espec98icas:
!prender ;rincando<12: programan(o com processing e ar(u9no: conversas
so1re e(ucação e cultura (igitalK ensino 1ásico (a programação com Ar(u9no e
aplicação (e uma meto(ologia ágil (e (esenvolvimento (e prottipos resultan(o em
Duatro projetos Due articulam arteK ci4nciaK coti(iano escolar e programação. ,Netem1ro
(e !"1! e o8icinas pontuais ao longo (e !"1#.
Autores: 3icar(o -rasileiroK 3icar(o 3uiE. De1ates: Far1as FácomeK 3aDuel
3enn.
Fa'a $oc" mesmo= *a'a em con1unto: pr2ticas da cultura di>ital na escola.
Com 1ase nos prottipos e interesses mapea(os na e(ição anteriorK 8oram propostas tr4s
lin&as (e tra1al&o: re(es ,mes&. livresK instalaç;es interativasK e (esign (e am1ientes (e
apren(iEagem. ,*ovem1ro (e !"1#.
Autores: /eslie Qarcia ,MCxico.K Nurian (os NantosK /ula MattosK An(rC 3amos
&ttp:==la1&ipermi(ia.>or(press.com=!"1#=11=1)=convocatoria!"1#=
4)
)b1etos de a*eto e tramas da escola: tecendo redes C uma convocação para
proponentes e cola1ora(ores (os la1oratrios a1ertos e montagem (e uma mostra
propician(o uma experi4ncia prática (e pro(ução cola1orativaK co$criação (e projetos e
(a apropriação cr9tica (as tecnologias e linguagens (igitais em conexão com os sa1eres
tra(icionais. ,Março a Maio (e !"12.
/in&as (e tra1al&o: re(es ,mes&. livresK rá(io livre e experimentação sonoraK e
artes (o 8io
Autores: 'Ea1el Qou(artK Mariana QuimarãesK Nurian (os NantosK /9via Ac&carK
/ula MattosK An(rC 3amos
&ttp:==la1&ipermi(ia.>or(press.com=!"12="5=1#=o1jetos$(e$a8eto$#=
5aborat4rio de aprendi?a>em em rede ,maio a outu1ro (e !"12.
: la1oratrio a1erto C um espaço experimental volta(o para a re8lexãoK
investigação e (esenvolvimento (e projetos e ativi(a(es cola1orativas trans(isciplinares
Due utiliEam tecnologias (igitais e tra(icionais na 8ormação estCticaK Ctica e pol9tica (o
pM1lico participante. As ativi(a(es são realiEa(as junto a comuni(a(e (o (o ColCgio
Esta(ual AntHnio buirino ,<iscon(e (e Mauá$3F. e integram o projeto (e extensão
Ciência, inovação e transformação, Novos Talentos/UFRJ.
5inhas de trabalho: re(es ,mes&. livresK rá(io livreK artes (o 8ioK conversas e
práticas em torno (a apren(iEagem em re(e
&ttp:==la1&ipermi(ia.>or(press.com=!"12="5=!)=la1oratorio$(e$apren(iEagem$em$
re(e=
2.3.1.7. 8inanciamento
As (uas primeiras e(iç;es 8oram via1iliEa(as como apoio (o pr4mio (o 'nstituto
50
ClaroK e em !"12 por meio (e apoios espec98icos (e e(itais (e eventos (o ColCgio (e
Aplicação (a PB3F e (e e(itais (e projetos (e extensão (a PB3F.
2.3.1.9. :n3raestrutura
Com os recursos o1ti(os no pr4mio 8oram a(Duiri(os 15 note1oo?s utiliEa(os nos
la1oratriosK ?its (e ar(uino e sensoresK material (e eletrHnica e rotea(ores para
montagem (as re(es mes& livres.
2.#.2. Artecomputação nas Escolas !e Ensino M6!io e Ensino
7un!amental
: projeto está sen(o (esenvolvi(o no grupo (e pesDuisa /in?/ivre$PB3-K so1 a
coor(enação (o artista e pro8essor Far1as Fácome. Este projeto visa a pesDuisa e o
(esenvolvimento (e estratCgiasK processosK meto(ologias e o1jetos (e so8t>are e
&ar(>are para potencialiEar o 8luxo (e con&ecimentos em computação e eletrHnica entre
alunos e pro8essores (a universi(a(e e alunos e pro8essores (as escolas pM1licas (e Não
BClix e (e Cac&oeira e (a PB3-K utiliEan(o a arte=ci4ncia como 8orça catalisa(ora.
:ebsite: &ttp:==>>>.u8r1.e(u.1r=lin?livre=
2.3.2.1. ,tivi!a!es+5e!o!ologias+3ormas !e 1artici1aão
: grupo já existe (es(e jul&o (e !"11. Entre a1ril (e !"1#K Duan(o iniciou os
encontros com os estu(antes (as escolasK e março (e !"12K promoveu 57 encontros com
mC(ia (e participação (e 6 estu(antes por encontro. Negun(o o in8orma(o no site (o
grupo (e pesDuisaK atualmente os encontros ocorrem (uas veEes por semana ,Duartas e
sextasK (as 12 Ls 17&s. no ColCgio esta(ual 3Hmulo QalvãoK em Não BClix. Em parceria
com a buarta (os Aam1oresK os estu(antes (o projeto (emonstram em praça pM1lica (e
Cac&oeira os resulta(os alcança(os. *a primeira apresentação ,buarta (os Aam1ores (e
51
8evereiro (e !"12. 8oram (emonstra(os instrumentos eletrHnicos controla(os por luE e
na (e a1ril (e !"12 seriam exi1i(os peDuenos ro1Hs Due (esviam o1stáculos Duan(o
1atem.
#1
2.#.#. Coletivo Marista !e 8ecnologias "ivres 9.eci0e:+E;
: Coletivo Marista (e Aecnologias /ivres ,CMA/. C 8orma(o por pessoas Due
gostam (e pesDuisarK pro(uEir e (isseminar tecnologias Due ten&am relevante impacto
social e Due tam1Cm possam ser apropria(as e replica(as por DualDuer pessoa. 5ara
ingressar no CMA/ C preciso Due o E(ucan(o ou E(ucan(a ten&a conclu9(o algum
curso no Centro Marista Circuito Fovem (o 3eci8e.
#!
2.3.3.1. 4essoas
• 'saac Bil&o
• Marcos Egito
2.3.3.2. /inhas !e tra*alho
Aecnologias livresK open &ar(>areK so8t>are livreK ro1ticaK metareciclagem.
2.#.&. eletriCAp
:8icina (e mMsica eletrHnica (o CAp$PB3F. Esse projeto (e ensino 8uncionou em
!""7 como ativi(a(e extraclasse e a partir (e !""% nas aulas (e MMsica (o Ensino
MC(io.
'(ealiEa(o e (esenvolvi(o pelo compositor e e(uca(or musical Daniel 5uigK teve
tam1Cm a cola1oração (o ex$aluno (o CAp e /ic. em mMsica An(rC 3amos
##
K a o8icina
#1 &ttp:==>>>.u8r1.e(u.1r=lin?livre=acoes= e
&ttps:==jar1asjacome.8iles.>or(press.com=!"1#=1!=meto(ologias^utiliEa(as^v!.p(8 ,acessa(o em
11="7=!"12.
#! &ttp:==sites.marista.e(u.1r=crcreci8e=projetos=coletivo$marista$(e$tecnologias$livres ,acessa(o em
11="7=!"12.
## <ale con8erir o Ara1al&o (e Conclusão (e Curso ,ACC. (e An(rC 3amos para o curso (e /ic. em
MMsica (o 'nstituto <illa$/o1os + P*'3':K on(e a1or(aK entre outros assuntosK a import@ncia (o uso
52
possi1ilita Due os alunos experimentem cola1orativamenteK criem suas prprias
pesDuisas e composiç;es musicais com meios eletrHnicos utiliEan(o so8t>are livreK
licenças a1ertas e eDuipamento 1ásico ,computa(or pessoalK 8ones (e ouvi(oK pen(rive e
grava(or..
#2
(e meios eletrHnicos em aulas (e mMsica e a o8icina (e mMsica eletrHnica no CAp$PB3F ,eletriCAp.K
com relatosK (iscuss;esK planos (e aula e entrevistas. Dispon9vel em &ttp:==goo.gl=<v:p%` ,acessa(o
em 1!="7=!"12..
#2 &ttp:==>>>.(anielpuig.me=eletricap=&ome.&tml ,acessa(o em 1!="7=!"12..
53
2.3.%.1. 5eto!ologias
: projeto aplica uma sCrie (e meto(ologias innova(oras no ensino mC(ioK tais
como o planejamento participativo (as aulasK (os projetos (esenvolvi(os ao longo (o
ano e (a 8orma (e avaliação. As aulas são a1ertasK e se promove tanto a experimentação
e (esco1erta in(ivi(ual Duanto a ela1oração (e tra1al&os coletivosK a realiEação (e
pesDuisas guia(as e o tra1al&o por projetos.
#5
*as o1servaç;es (as aulas WrealiEa(as por
/uciana Bleisc&man entre março e maio (e !"12X 8oi poss9vel enxergar cmo os
prprios alunos 8oram progressivamente estimula(os a a(Duirir autonomia na
construção (a sua prpria tril&a (e apren(iEagemK a re8letir so1re esses processos e a
sistematiEar suas i(eias em projetos concretos. *essa prática pe(aggicaK Due mistura
uma maior li1er(a(e e 8lexi1ili(a(e com intervenç;es pontoais (o e(uca(orK 8oi vis9vel
o empo(eramento (os participantesK o est9mulo L imaginação (e novas possi1ili(a(es
criativas e a (esco1erta (e camin&os (e pesDuisa para a(Duirir os con&ecimentos
necessários para a sua realiEação. A apren(iEagem está mais orienta(a L resolução (e
pro1lemas=Duest;es Due vão surgin(o ao longo (o processo (e criaçãoK (o Due apenas a
a(Duisição (e con&ecimentos tCcnicos ou (e um so8t>are em particular. Ara1al&a$se
com as 8erramentas (ispon9veisK tais como grava(ores semi$pro8issionais e (e celularK e
a experimentação e reutiliEação (e tecnologia o1soleta e Zgam1iarras[.
#6
6r"mios
5rojeto vence(or (o pr4mio Arte na Escola Ci(a(ã , !"1!.
<i(eo so1re o projeto: &ttps:==>>>.Joutu1e.com=>atc&Yvc7pJ#lgCcPlc
#5 &ttp:==>>>.(anielpuig.me=eletricap=estrategias.&tml ,acessa(o em 1!="7=!"12..
#6 Pma avaliação interna (o projeto eletriCAp encontra$se (ispon9vel no artigo ZeletriCAp$3elato (e
uma experi4ncia (e utiliEação (e meios eletrHnicos para a e(ucação musical no Ensino MC(io (e uma
54
2.#.*. "a%E : la%orat)rio experimental !e criativi!a!e
: /a1 Experimental C um projeto (e 8ormação livre e intervenç;es criativas
pauta(o no (e1ate (a cultura (e re(e e sistematiEa(o em Duatro eixos: mo(elos (e
organiEação ,(o coletivo L (emocracia.K ocupação (o espaço pM1licoK m9(ia livre e
remixologia.
a) -dital de Forma'ão 5ab-@perimental + /a1oratrio (e Criativi(a(e ,Duarta
e(ição.
: o1jetivo C 8ormar o8icineiros Due estimulem a participação (as escolas na
construção (e uma cultura (e re(eK por meio (e um la1oratrio (e criativi(a(e e
8ormação (e coletivos culturais (entro (as escolas.
#7
+etodolo>ia: :ito encontros virtuaisK seis o8icinas práticas e uma intervenção
art9stica=cultural. 5ro(utos (a Mltima e(ição:
&ttp:==la1experimental.org=intervencoes$criativas$e$o8icinas$em$to(o$1rasil=
2.#.,. .es:8elin<a
5rograma (e resi(4ncias em E(ucaçãoK arte e tecnologia na ci(a(e (e Qoiás ,Q:.K
organiEa(o pela Casa (a Vrvore projetos sociais em parceria com o Me(ia /a1 PBQ.
AtC 8inais (e !"1# 8oi coor(ena(o pelo artista espan&ol *ac&o Durán.
2.3.9.1. (i0os !e investigaão+!esenvolvimento
Arte tecnolgicaK Design (e 'nter8aces computacionaisK MMsica e tecnologiaK
Comunicação me(ia(a por computa(orK Nistemas (e computação cognitivaK
escola pM1lica no 3io (e Faneiro[ por Daniel 5uigK pu1lica(o nos Anais (a '< Nemana (e E(ucação
Musical 'A$P*EN5 e <''' Encontro 3egional Nu(este (a A-EM. Não 5aulo: 'A$P*EN5=A-EMK !"1!.
pp.!!2$!##. Dispon9vel online em:
&ttp:==>>>.(anielpuig.me=(anielpuig=pesDuisa^8iles=A-EM$Nu(este$eletriCAp$Daniel5uig.p(8 ,acessa(o
em 11="7=!"12.
#7 &ttp:==la1experimental.org= ,acessa(o em 11="7=!"12.
55
<isualiEação (e in8ormaç;esK 'nteração usuário$sistemaK Aecnopsicologias e
5sicotecnologias.
2.3.9.2. ,tivi!a!es+5eto!ologia+1artici1aão
Entre !"11 e !"1! 8oram realiEa(as seis e(iç;es (a resi(4nciaK com o o1jetivo (e
promover a (emocratiEação (o acesso L experimentação art9stica e (i(ática nas regi;es
mais a8asta(as (os gran(es centros como estratCgia (e estimular a apropriação
pe(aggica (e processos (e pro(ução (e arte tecnolgica. Com este intuitoK ao longo (o
per9o(o (e resi(4ncia ,# semanas. são promovi(os encontrosK >or?s&ops e outras
ativi(a(es (e interc@m1io com a participação (os artistas seleciona(osK a1ertos ao
pM1lico em geral. AlCm (issoK nas e(iç;es anteriores o projeto mo(elou o conteM(o (as
resi(4ncias para o 8ormato (e mini$cursos L (ist@nciaK tentan(o Due mais pessoasK em
especial e(uca(ores (a re(e pM1licaK ten&am acesso ao conteM(o e possam replicar o
con&ecimento a(Duiri(o em am1ientes (e apren(iEagem
#)
.
As resi(4ncias art9sticas tiveram tam1Cm outros (es(o1ramentos (e
experimentação pe(aggica. :s alunos egressos (o Aelin&a tin&am o compromisso (e
replicar as tCcnicas apren(i(as com o artista em escolas pM1licasK :*Qs e associaç;es
(e mora(oresK entre outrosK (e Qoi@nia e 5almasK com apoio (a eDuipe pe(aggica (a
:*Q Casa (a Vrvore. Com issoK os organiEa(ores esperam estimular o
(esenvolvimento (e práticas inova(oras (e construção cola1orativa (e con&ecimento.
Negun(o *ac&o DuránK coor(ena(or (a resi(4ncia: a i(eia W(a replicação e(ucativa (as
resi(4nciasX C muito 1oaK C como uma reciclagem (o con&ecimentoK Due aDuilo Due voc4
#) Pma avaliação so1re a experi4ncia (a implementação (os cursos C recol&i(a no artigo ZMe(iação
AecnolgicaK EAD e o conceito H[ (e Cleomar 3oc&aK Blávia 3o(r9gues e AlM9sio Cavalcante. 'n:
CA3<A/H: 3:D3'QPENK Clei(e Apareci(a e QP'MA3gEN BA3'AK Fuliana. E(ucaçãoK
ComunicaçãoK M9(ias e Aecnologias. 5rocessos (e 8ormação aca(4mica. Qoi@nia: C@none e(itorialK
!"12
56
apren(eu=ensinou numa o8icina não 8iDue s por a9K Due essa energia=tempo possa ser
reaproveita(a ao máximo para outras ativi(a(es...ac&o Due poucas ou nen&uma
resi(4ncia leva isso em conta. S uma 1usca pela sustenta1ili(a(e (o con&ecimento[.
Está previsto o lançamento (e 2 resi(4ncias mais curtas em !"12 e !"15K (entro
(e Zterritrios (o remix[K uma (as lin&as (o res$telin&a Due a1range ativi(a(es
experimentais (e áu(io e vi(eo remix. Negun(o Alu9sio CavalcanteK coor(ena(or (a
:*Q Casa (a Vrvore Za nova e(ição terá uma (imensão (e apren(iEagem online mas
não isola(a (a experi4ncia presencial. Continuaremos sistematiEan(o os processos (e
apren(iEagem em o1jetos Due 8acilite sua apropriação e reaplicaç;es em outros
contextos K mas (esta veE não (esenvolveremos cursos (e e(ucação a (ist@cia.
Exploraremos o uso (a conectivi(a(e para 8avorecer e ampliar as re(es (e
apren(iEagem e incentivar a constituição (e arranjos e(ucativos locais para arte (igital[.
2.3.9.3. 4arcerias+3inanciamento
Entre os parceiros estão a PBQK a Necretaria Esta(ual (e Cultura (e QoiásK e o
Centro Cultural Qustav 3itter Due 8unciona como se(e (o la1oratrio criativo. :
8inanciamento 8oi via1iliEa(o atC !"1! por meio (o patroc9nio (a 5etro1ras $ 5rograma
Desenvolvimento e Ci(a(ania. A prxima e(ição será realiEa(a por meio (a captação
com empresas locais por meio (a /ei QoJaEes (e 'ncentivo Biscal.
Fontes:
&ttp:==res$telin&a.casa(aarvore.art.1r=
Entrevista com Alu9sio Cavalcante ,coor(ena(or (a :*Q Casa (a Vrvore. por
/uciana Bleisc&man
Entrevista com *ac&o Durán ,coor(ena(or (a resi(4ncia 3es$Aelin&a.K por
57
/uciana Bleisc&man
2.3.9.%. 4rocessos+1ro!utos:
*o site (o projeto está (ispon9vel a (ocumentação (etal&a(a (e to(as as e(iç;es
(a resi(4ncia.
2.3.9.7. ,rtistas+1essoas ; 3i<eram 1ro=etos:
UellJ NauraK 3icar(o 5almieriK 3enato 3i1eiroK <anessa (e Mic&eli e os
ecuatorianos Fuan Carlos /en e builiro :r(heEK entre outros.
2.%. /a*oratorio !e >uguete ",rgentina$
Espaço pioneiro (e ensinoK apren(iEagem e práticas (e tecnologias a1ertas em
-uenos Aires. Direciona(o a DualDuer pessoa com vonta(e (e 8aEer coisas Due
envolvam estas 8errramentas (e uma 8orma criativa. : la1oratrio C coor(ena(o pelo
artista Forge Cro>eK Due iniciou o projeto em !"").
2.&.1. "ocal
: Gla1oG aluga uma sala (entro (a Casa A1asto
#%
K um espaço cultural (a ci(a(e (e
-uenos Aires Due o8erece salas para eventos ou ativi(a(es continua(as ,o8icinasK
semináriosK aulas (e (ançaK teatroK atelier..
buan(o surgiu não &avia outras experi4ncias (o tipo esta1eleci(as em -uenos
AiresK apenas (uas iniciativas (e la1oratrios mais institucionais on(e Cro>e tin&a
participa(o anteriormente como a Bun(ação Aele8nica e CC-A ,Centro Cultural (a
Espan&a.K alCm (o espaço (e 8ormação 'P*A ,'nstituto Pniversitário *acional (el
Arte.. AtualmenteK já existem outros la1oratrios com per8il similar.
:ebsites
#% &ttp:==casaa1asto.>or(press.com= ,acessa(o em 1#="7=!"12..
58
&ttp:==la1oratorio(ejuguete.com=
&ttps:==>>>.8ace1oo?.com=la1oratorio(ejugueteY8re8cts
2.&.2. +rojetos !eriva!os
a) 5os 9acecosas: seria(o veicula(o na A< 5M1lica so1re apropriação (e
tecnologias por crianças. AlCm (o seria(o o projeto tem um site com os vi(eosK
recomen(aç;es (e segurançaK tutoriais (ireciona(os ao pM1lico in8antil e atC um
mani8esto (os Z8aEe(ores (e coisas[. Cro>e conce1eu a i(eia (o programa e
(esenvolveu um jogo e treEe 1rinDue(os 1asea(os em tecnologia o1soleta ,um em ca(a
cap9tulo..
2"
b) Club del Ja.ueo: C um espaço (e encontro e (esenvolvimento (e projetos
experimentais (entro (o la1oratrio. :s participantes (o clu1e conti1uem para os custos
(o aluguel (o espaço e (esenvolvem projetos in(ivi(uais e coletivos.
21
c) Fle@ible: la1oratrio (e arte multim9(ia (ireciona(o a crianças ,Due vão
acompan&a(as (e a(ultos. e a(olescentesK com ativi(a(es (e 8ormação e
experimentação ,o8icinas..
2!
d) Conectar lab: la1oratrio (e apropriação (igital associa(o ao programa
Conectar 'gual(a( ,similar ao programa um computa(or por aluno no -rasil.. A
participação (o Cro>e 8oi pontualK (esenvolven(o experimentos e tutoriais (e
apropriação para o programa.
2#
2.&.#. 'reve (ist)rico !e ativi!a!es
'nicio (e ativi(a(es em !"")K como uma o8icina Due 8oi 1em suce(i(a e aca1ou
2" &ttp:==&acecosas.pa?apa?a.gov.ar=la$serie= ,acessa(o em 1!="7=!"12.
21 &ttps:==>>>.8lic?r.com=p&otos=clu1(ejaDueo= ,acessa(o em 1!="7=!"12.
2! &ttp:==8lexi1lela1.com.ar= ,acessa(o em 1!="7=!"12.
2# &ttp:==conectarla1.com.ar= ,acessa(o em 1!="7=!"12.
5)
ten(o continui(a(e e (es(o1ramentos. A motivação principal 8oi gerar uma (in@mica (e
ensino (a eletrHnica mais prxima ao mun(o (a arte e a e(ucaçãoK com menos
tecnicismos e mais en8oDue emp9rico.
a) -letrones li$res: o8icina (e electrHnica e ro1tica lM(ica ,pro(ução (e
tecnologia artesanal e caseiraK (esign e construção (e ro1HsK construção (e (ispositivos
com componentes e circuitos (e 1aixo custo.. Duração (e # meses ,e(iç;es anteriores
anuais..
b) )*icinas de curta dura'ão ,eletrHnica criativaK cricuit 1en(ingK programação
visualK eletrHnica textil e microcontrola(oresK ar(uinoK processing.
c) +artes de onda: la1oratrio a1erto to(a terça$8eira con8igura(o como Zespaço
a1erto e (espoja(o on(e trocarK mostrar projetosK procurar assist4ncia tCcnicaK inspiração
ou conversa entre gee?s[
d) -$entos
!rduino AaB: evento Due reune apresentaç;es trocas (e con&ecimento entre
pessoas e projetos vincula(os a Ar(uino
+ini Jaiscor: Beira (e retrogamesK c&iptune e jogos D'I
Jameco ;uild Ni>ht: Znoite (e construção[ em parceria com a 'nstructa1les $
principal site internacional (e tutoriais D'I$ e FamecoK (istri1ui(ora glo1al (e
componentes eletrHnicos. Fameco (oa material para o evento e os tutoriais pro(uEi(os
são compartil&a(os no 'nstructa1les.
!presenta',es (e artistas convi(a(os ,conversas e per8ormances.
2.&.&. +rojetos !esenvolvi!os=tipos !e >pro!utos>
/a1oratrios a1ertosK eventos e o8icinas
60
Fatto in casa: (esenvolvimento (e placa ar(uino D'I compat9vel
2.&.*. Documentação !e ativi!a!es
• &ttp:==8ritEing.org=projects=8atto$in$casa
• &ttp:==>>>.instructa1les.com=mem1er=toJla1=
• tutoriais para crianças: &ttp:==&acecosas.pa?apa?a.gov.ar=&acer$cosas=
• vi(eos (e o8icinasK experimentos e per8ormances: &ttp:==vimeo.com=jorgecro>e
• &ttps:==>>>.8ace1oo?.com=groups=electronesli1res=Y8re8cts
2.&.,. +essoas
a) -.uipe
• Forge Cro>e
22
b) /rupos relacionados a esta iniciati$a 0 per*il de participantes
)*icinas: pM1lico jovem e a(ulto (e (i8erentes áreas (e con&ecimento: estu(antes
(e arDuiteturaK (esign in(ustrialK (esign textilK (ocentesK mMsicosK teatro (e o1jetos.
-.uilibro de >"nero: tentam Due as ativi(a(es sejam a1ertas e inclusivas para
(i8erentes g4neros e n9veis (e con&ecimentoK o8icinas (e intro(ução
Club del 1a.ueo: 8unciona com scios Due mantCm o espaço e (ivi(em o aluguel
e tare8as (e manutenção (o espaço. BaEem vers;es &ar(>are (e games. :utras são mais
(ireciona(as a um pM1lico gee?K mas costumam ser a1ertas para curiosxs.
+artes de onda e mini1aiscor: atrai participantes (iversos ,criançasK
a(olescentesK a(ultos..
Fle@ible: la1oratrio 8oca(o em crianças e a(olescentes.
c) 6essoascha$e .ue 12 desen$ol$eram ati$idades com esta iniciati$a
22 &ttp:==jorgecro>e.8lavors.me ,acessa(o em 1!="7=!"12.
61
• ConstanEa 5iha ,C&ile.
• /ucca Carru1a ,'talia.
• /eslie Qarcia ,MCxico.
• 3icar(o -rasileiro ,-rasil.
• Fos&ua *o1le ,EEPP.
• Clau(ia QonEáleE ,C&ile.
• Diego Al1erti ,Argentina.
• Manuel :sorio ,Argentina.
2.&.-. .ecorte temático:
Ar(uinoK processingK eletrHnica criativaK reciclagem=reutiliEação (e eletrHnicos
circuit 1en(ingK tecnologias o1soletas.
2.&./. Eixos !e investigação e !esenvolvimento
Arte$e(ucaçãoK arte e tecnologiaK eletrHnica lM(icaK programação visual e
interativaK so8t>are e &ar(>are a1erto
2.&.?. Meto!ologias=!in@micas !e participação
Acre(itam Due o8icinas curtas 8uncionam mel&orK com (uração máxima (e #
meses. Ara1al&am principalmente ativi(a(es (e iniciaçãoK pois C on(e &á mais (eman(a.
7"] (a arreca(ação (as inscriç;es 8ica com os pro8essores=o8icineiros. : restante C
investi(o em eDuipamentoK (espesas a(ministrativas e aluguel (o local.
2.&.12 n0raestrutura 01sica
• 1 sala (e 2 x ) metros
• mesasK ca(eiras
• sistema (e som e v9(eoK computa(ores
62
• eDuipamento (e eletrHnicaK componentes
• >i8i
• 1i1lioteca com material (e re8er4ncia e tutoriais
• gran(e armaEenamento (e (ispositivos o1soletos
: &ac?erspace não tem 8erramentas (e 8a1ricação (igital nem consi(eram
necessário t4$las. 5ara Cro>eK atualmente &á outros espaços Due já contam com isso e o
tipo (e 8a1ricação com Due tra1al&am não (epen(e (estes eDuipamentos. De 8atoK o
i(ealiEa(or (o la1oratrio (estaca Due a principal in8raestrutura C o componente
&umanoK o 8ato (e agregar pessoas Due transitam e se apropriam coti(ianamente (o
projeto.
2.&.11. Arranjo institucional
5rojeto (esenvolvi(o por Forge Cro>e com cola1oraç;es pontuais (e outras
pessoas ,o8icineiros convi(a(osK aju(a na gestão e manutenção (o espaço..
: Martes (e on(a C geri(o coletivamente pelo grupo (e pessoas Due 8reDuentam o
la1.
2.&.12. Mo!elos !e 0inanciamento !e ativi!a!es
Nem 8inanciamento (e patroc9nios ou e(itaisK os participantes (as ativi(a(es
8ormativas Due contri1uem para a manutenção (o projeto. Com1ina ativi(a(es pagas
,o8icinas (e 8ormação continua(a. e gratuitas ,eventos e la1oratrios a1ertosK conversas
e apresentaç;es..
2.&.1#. 3%servaç4es
Alguns pontos Due c&amaram a atenção nesta iniciativa: (esenvolvimento (e uma
pe(agogia experimentalK transitriaK e criação (e pro(utos para pM1licos espec98icosK
63
especialmente no @m1ito (a e(ucação com crianças e a(olescentes. 'nvestimento na
cultura (o conserto e (a reutiliEação com 8inali(a(es lM(icas e art9sticas. Criação (e uma
comuni(a(e (e especialistas e ama(ores ao longo (o tempo. 5articipação eDuili1ra(a
entre g4neros. Blexi1ili(a(e para (esenvolver interc@m1ios com outros artistas. As re(es
são 8un(amentais para estimular essas trocas entre artistas e projetosK 8oi assim Due o la1
acol&eu vários artistas para a realiEação (e ativi(a(es.
Aesta.ues da entre$ista:
: mais importante C gerar comuni(a(eK o8erecer uma (iversi(a(e (e propostas e
um lugar (e acol&i(a para Due a re(e (e artistas amigos possam se apresentar. Há muitos
la1oratrios institucionais com muito eDuipamento sem ninguCm Due possa utiliEá$los.
5ara ter um &ac?la1 voc4 não precisa (e um monte (e eDuipamentos nem 8erramentas
(e 8a1ricação (igital. <oc4 precisa (e uma garagemK ou um DuartoK e pessoas Due
ten&am tempo e vonta(e para 8aEer coisas juntas. As outras coisas c&egam (epois. :
8un(amental são as pessoas e a a8etivi(a(eK mais (o Due os eDuipamentos. Manter
ativi(a(es continua(as aju(a a consoli(ar a participação (as pessoas. A lgica 8lex9vel e
(e improviso permite acol&er propostas e assimilar mu(anças numa (in@mica Due C
imposs9vel (e replicar em espaços mais institucionais e 1urocráticos $ talveE com
exceção (e algum la1 universitárioK mas essa não C a norma.
A opção pelo mo(elo (e autogestão 8inanceira se justi8ica pelo (esinteresse em
virar uma coisa maior e (i89cil (e gerir e a1or(arK pois ZDueremos manter o ol&o no
ol&oK con&ecer e lem1rar o nome (as pessoasK con&ecer seus projetos[. : /a1oratrio
(el Fuguete (eu inspiração=apoio no in9cio (e outros la1s na AmCrica /atina como 'MA
,Nanta CruE (e la NierraK -ol9via. e /a 3e(a(a ,&ac?erspace en -ogotá..
64
5rojeção (e continui(a(e: investir um pouco menos em ativi(a(es presenciaisK e
mais na (ocumentação online e compartil&amento (as experi4ncias já pro(uEi(as no
la1.
'ntenção (e manter uma escala peDuena e 8lexi1ili(a(e para manter o mo(elo (e
autonomia.
2.7. (l 4uerto + 5,55 "Col?m*ia$
!rte= Ci"ncia= 3ecnolo>ia e Comunidade(
El 5uerto MAMM C um projeto (o Museu (e Arte Mo(erna (e Me(ellin em
parceria com o Museu (e AntioDuiaK Me(ell9n Ciu(a( 'nteligente e 5rince Claus Bun(
,Holan(a.K Due tem como o1jetivo a criação (e um espaço para a pesDuisaK criação e
circulação (e projetos Due integram arteK ci4ncia e m9(ias (igitais com 8inali(a(es
comunitárias.
El 5uerto C conce1i(o como um prottipo (e la1oratrio em permanente
construção e auto(e8inição. S um espaço (e con8lu4ncia (o setor pM1lico e priva(oK (e
um amplo campo (e (isciplinasK (e novas 8ormas (e gestão culturalK (e novos en8oDues
(a e(ucaçãoK (e 8luxos (e in8ormação e re(es. Esta1elece alianças com universi(a(esK
centros culturaisK centros comunitáriosK empren(e(ores in(epen(entes e Me(iala1s (a
ColHm1ia e (o mun(oK para (esenvolver projetos (e pesDuisa e uma ampla agen(a
e(ucativa (e programasK projetos e ativi(a(es permanentes para (i8erentes pM1licos.
25
Entrevista com Forge -arco so1re El 5uerto:
&ttps:==>>>.Joutu1e.com=>atc&Yvc"uAN7)uav>s
:ebsites:
25 &ttp:==>>>.elpuerto.co= ,acessa(o em 1!="7=!"12.
65
• &ttp:==elmamm.org=
• &ttp:==>>>.elpuerto.co=
• &ttp:==me(ela1.net=
2.*.1. 'reve (ist)rico !e ativi!a!es
Cn0lo.uer: MAMM a1rigou (urante # anos o &ac?erspace unloDuer
&ttp:==unloDuer.org ,Due agora C resi(ente (a Casa Ares 5atios
&ttp:==>>>.casatrespatios.org=.
;#)S: la1oratrio (e reutiliEação criativa (e 2" computa(ores
&ttp:==1ios.unloDuer.org=
5absurlab D2011): encontro (e la1oratrios o8iciaisK marginaisK institucionais e
in(epen(entes (e (i8erentes pa9ses (a AmCrica /atina e Europa
&ttp:==me(ellin.la1surla1.org=
Documentação em au(io e v9(eo: &ttp:==me(ellin.la1surla1.org=Yarc&ivo
Cooperaciones D2012): 5lata8orma para replicar con&ecimentos nas
comuni(a(es ,8estivaisK la1oratriosK o8icinasK exposiç;es.. 5rocessos (e integração e
(iálogo entre grupos Zmarginais[ ou Znão$o8iciais[ com iniciativas mais institucionais.
&ttp:==cooperaciones.m(eli1re.co=
+edelab $ la1oratrios criativos em re(e ,!"1#.. ZMEDE/A- o8erece um
cenário (e encontroK (iálogoK experimentação e criação para um conjunto (e iniciativas
e projetos Due se inserem na ci(a(e em (i8erentes campos criativos. S um projeto
li(era(o pelo MAMMK 3uta * e Me(ell9n Ciu(a( 'nteligenteK (entro (o Bestival
MEDE//'*:<AA':*K Due tem por o1jetivo promover a re8lexão so1re inovação e
(esenvolvimento socialK a partir (a linguagem criativa (as artes.[ &ttp:==me(ela1.net=
66
2.*.2. +essoas
a) -.uipe
Forge -arco $ Diretor (o programa (e e(ucação e cultura (o MAMMK principal
articula(or (as ativi(a(es (e arte e tecnologia (o Museu. Como artista e ativistaK está
envolvi(o e 1em conecta(o com os projetos e iniciativas (e Me(ellinK (a ColHm1ia e
AmCrica /atina. Pm (os promotores (a plata8orma El 5uertoK projeto on(e convergem
várias instituiç;es Due o8erecem in8raestrutura e 8inanciamento para as ativi(a(es (e
la1oratrio (o MAMM.
b) /rupos .ue se relacionam com esta iniciati$a
Coletivos (e e(ucaçãoK comunicaçãoK novas m9(iasK estu(antesK artistasK &ac?ersK
ativistasK comuni(a(e local
c) 6essoascha$e .ue 12 desen$ol$eram ati$idades com esta iniciati$a
• Cristiano 3osa ,5anetone.
• 5e(ro Noler
• Mic&ael -au>ens
2.*.#. .ecorte temático
ArteK ci4nciaK tecnologiaK tecnologias livresK ativismoK &ac?ingK projetos
comunitáriosK inovação
5inhas de trabalho
:8icinasK la1oratriosK apresentaç;esK conversasK ativi(a(es (escentraliEa(as
,(entro e 8ora (o museu.K (ocumentação cola1orativa .
2.*.&. n0raestrutura 01sica
Conta com a in8raestrutura (o museu: eDuipamento (e áu(io e v9(eoK internetK
67
salas. Está projetan(o a criação (e um espaço prprio para (esenvolvimento (as
ativi(a(es (o la1.
2.*.*. Arranjo institucional
PtiliEa$se (e pr4mios e recursos pM1licos tais como a Bun(ação 5rincipe Claus
para a Cultura e o DesenvolvimentoK 5re8eitura (e Me(ellinK e (o prprio Museu (e Arte
Mo(erna (e Me(ellin.
Apoio e parceria com iniciativas liga(as L promoção (a inovaçãoK as in(Mstrias
criativas e a participação social: Me(ellin Ciu(a( 'nteligente &ttp:==m(einteligente.co=K
3uta Me(ellin &ttp:==rutanme(ellin.org J el Me(ellin 'nnovation Bestival
&ttp:==>>>.me(ellinnovation.org=
2.*.,. 3%servaç4es
A iniciativa o8erece exemplos (e estratCgias pass9veis (e replicação no -rasilK
aproveitan(o$se (e maneira muito estratCgica as instituiç;es ,in8raestruturaK recursos
econHmicos e 8acili(a(e (e captação. e ao mesmo tempo o8erecen(o con(iç;es para Due
(i8erentes grupos Zocupem[K (ispon&am (e e criem o la1oratrio com a 8lexi1ili(a(e
necessária para Due suas ativi(a(es se (esenvolvam. AalveE algo nessa lin&a no -rasil já
acontece nos NENC a mo(o (e ocupaç;es temporárias ,Ex: a recente mostra Multitu(e
&ttp:==>>>.sescsp.org.1r=multitu(e= .
Durante tr4s anos o MAMM acol&eu o &ac?erspace unloDuer (e maneira
permanente. Agora estas Zocupaç;es[ acontecem em momentos espec98icosK com la1s
paralelos e (escentraliEa(os na ci(a(eK como 8oi o caso (o Me(ela1. *esse casoK o
MAMM tra1al&ou com a i(Cia (o MEAA/A-: ao invCs (e inventar um novo
la1oratrioK captaram o Due já estava acontecen(o ,coletivosK artistasK comuni(a(es. e os
68
agregaram em aç;es criativas espec98icasK (esen&a(as pelos prprios la1sK Due transitam
pela arteK o ativismoK tecnologias livresK a cola1oração. : papel (o museuK neste senti(oK
C atuar como agrega(or e catalisa(or (esses grupos e aproveitar sua plata8orma e
posição como conectorK o8erecen(o con(iç;es e estimulan(o o interc@m1io entre
iniciativas já existentesK 8ortalecen(o as experi4ncias e promoven(o novos
(es(o1ramentos e agregaç;es.
: (estaDue 8ica para o envolvimento em processos comunitáriosK uma gestão Due
tra1al&a em re(e com outras instituiç;es e tam1Cm agrega e acol&e projetos mais
in(epen(entes e alternativos. A4m talento para conversar com o universo (a economia
criativa e (a inovaçãoK estimulan(o processos criativos conjuntos. Negun(o Forge -arco
G: tema (a inovação C tão amplo Due ninguCm sa1e a1or(á$lo com certeEa ,..... *ão
po(emos ser inova(ores se não a(u1armos o ecossistema criativoK e isso tem a ver com
a promoção (as 8ormas (e tra1al&oK (e cola1oraçãoK e com a promoção (os temas para
Due algum (ia aDuilo Due eles W(a economia criativaX c&amam (e inovação aconteça.
*ão estamos interessa(os tanto no (iscurso (a inovação exceto pelo 8ato (e po(ermos
entrar para a(ministrá$lo. : Due vemos C o Due o (iscurso (a inovação a1riu um
camin&o muito amplo para incluir projetos experimentaisK Due Duan(o conseguem se
justi8icar encontram a9 uma 8onte (e recursosG ,-A3C:K !"12..[ S o Zjeitin&o
colom1iano[ (e seri
As ativi(a(es são muito 1em (ocumenta(asK como po(e ser visto nos exemplos
a1aixo:
• Publicações do Medelab:
$/i1ro &ttp:==issuu.com=elpuertomammpu1licaciones=(ocs=me(ela1!"1#
6)
$Cartil&a ZColetivos: criação e persever@ncia[
&ttp:==mamme(ellin.org=(escargas=cartilla^Mora(a$Colectivos.p(8
$5u1licação (o /a1oratrio (e eletrHnica criativa
&ttp:==issuu.com=la1elcriativa=(ocs=lec^me(ela1
$/a1oratrio (e estratCgias conjuntas
&ttp:==estrategiasconjuntas.cartogra8ias(elaEar.org e
&ttps:==n$1.cc=8ile=(o>nloa(=1)#6"27
• Documentação Labsurlab
$/i1ro la1Nurla1 j Cok:peraciones:
&ttp:==ia6"15"2.us.arc&ive.org=!%=items=la1Nurla1$Co.:peraciones=/a1surla1Co
:peraciones.p(8
$3epositrio (e áu(ios e vi(eos (o evento: &ttp:==me(ellin.la1surla1.org=Yarc&ivo
2.9. 5e!iala* 4ra!o "(s1anha$
Z: Me(iala1 5ra(o C um lugar (e (i8usãoK encontroK (ocumentaçãoK pesDuisa e
pro(ução em torno (a cultura (igitalK on(e se (esenvolvem projetos e i(eias (es(e uma
perspectiva experimental e inter(isciplinarK procuran(o a incorporação (e (i8erentes
tipos (e usuários nestes processos. Me(iala1 5ra(o C um programa (a Vrea (e ArtesK
Esportes e Aurismo (a 5re8eitura (e Ma(ri. Boi conce1i(o como um la1oratrio ci(a(ão
(e pro(uçãoK pesDuisa e (i8usão (e projetos culturais Due explora as 8ormas (e
experimentação e apren(iEagem cola1orativa Due t4m surgi(o com as re(es (igitais.
)b1eti$os:
• Ha1ilitar uma plata8orma a1erta Due convi(e e permita aos usuários con8igurarK
alterar e mo(i8icar os processos (e pesDuisa e pro(ução.
70
• Manter uma comuni(a(e ativa (e usuários por meio (o (esenvolvimento (esses
projetos cola1orativos.
• :8erecer (i8erentes 8ormas (e participação Due possi1ilitem a cola1oração (e
pessoas (e (i8erentes per8is ,art9sticoK cient98icoK tCcnico.K n9veis (e
especialiEação ,especialistas e ama(ores. e graus (e envolvimento.
5ara atingir estes o1jetivos o Me(iala1 5ra(o o8erece:
• Pm espaço permanente (e in8ormaçãoK escuta e encontro aten(i(o por
me(ia(ores culturais Due explicam a natureEa (o espaço e colocam em contato
as pessoas entre siK as pessoas com os projetos e os projetos entre si.
• Convocatrias a1ertas para apresentação (e propostas e a participação no
(esenvolvimento cola1orativo (e projetos.
• Pm programa (e ativi(a(es composto por o8icinas (e pro(ução e 8ormaçãoK
seminários e (e1atesK reuni;es (e (i8erentes grupos (e tra1al&oK mostras (e
projetosK con8er4ncias e outros eventos como s&o>s e per8ormances.
• Pma atmos8era (e tra1al&o conce1i(a especialmente para o encontroK a
cooperação e o interc@m1ioK on(e a vi(a e os a8etos tem lugarK o valor (o
in8ormal e (a proximi(a(e.[
26
2.,.1. "ocal
Me(iala1$5ra(o encontra$se localiEa(o no pre(io re8orma(o (a Nerrer9a -elgaK
junto (o 5asseio ao 5ra(oK na capital espan&ola. Essas antigas serrer9as constituem um
(os poucos exemplos (a arDuitetura in(ustrial Due ain(a permanecem em Ma(ri. *os
mais (e 2.""" ml acontecem o8icinasK la1oratrios a1ertosK espaços para reuni;es e
con8er4ncias e uma 8ac&a(a (igital (e 1" x 15 metros orienta(a em (ireção L 5raça (as
/etras.
: Me(iala1 5ra(o 8oi cria(o no ano !""" no Centro Cultural Con(e DuDue so1 o
nome Me(iala1Ma(ri(. Em setem1ro (e !""7 mu(ou$se para a 5raça (as /etrasK no
tCrreo (a Antiga Nerrer9a -elga. Des(e então passou a se c&amar Me(iala1$5ra(oK em
re8er4ncia L nova localiEação junto ao 5asseio (o 5ra(oK prximo (o Museu *acional (o
26 &ttp:==me(iala1$pra(o.es=article=Due^es ,acessa(o em 1!="7=!"12.
71
5ra(o e o Museu *acional Centro (e Arte 3eina No89a. Em a1ril (e !"1# mu(a$se para
o pre(io (a Nerrer9a -elgaK re8orma(a para suas ativi(a(es.
As ativi(a(es (o Me(iala1$5ra(o são (irigi(as a to(os os pM1licosK sem importar
o grau (e pro8issionaliEação ou área (e 8ormação. Neus usuários são estu(antesK
pesDuisa(oresK pro8issionais e ama(ores (e @m1itos muito (iversos Due incluem arteK
tecnologiaK (esignK engen&ariaK 89sicaK 1iolog9aK &istoriaK sociologiaK antropologiaK
e(ucaçãoK comunicaçãoK etc.
Me(iala1$5ra(o 8unciona como conector entre pessoas com per8is muito (iversos
e interesses em comumK 8avorecen(o to(o tipo (e sinergias Due com 8reDu4ncia
(emonstram o potencial e a criativi(a(e (o tra1al&o em comum.
27
:ebsites
&ttp:==me(iala1$pra(o.es
&ttps:==>>>.8ace1oo?.com=Me(iala15ra(oMa(ri(
: Me(iala1 5ra(o ain(a tem uma re(e social prpriaK um >i?iK um am1iente (e
8rum onlineK uma plata8orma (e streamingK 1logs e acervos (e imagens e v9(eos (as
ativi(a(esK alCm (e per8is em t>itterK 8ace1oo? e meetup.
2.,.2. 'reve (ist)rico !e ativi!a!es
: Me(iala1$5ra(o (esenvolve o8icinas intensivas (e pro(ução cola1orativa (e
projetosK o8icinas (e 8ormaçãoK seminarios tericosK ro(as (e conversasK apresentaç;esK
encontros (e mMsica experimental e au(io=v9(eo ao vivoK 1em como reuni;es (e grupos
(e pesDuisa e grupos (e tra1al&o so1re (i8erentes temas. : espaço (o Me(iala1$5ra(o
está a1erto (as 16:""& Ls !1:""& (e segun(a a sexta e (as 1!:""& Ls !1:""& aos sá1a(os
para ativi(a(esK consulta (e (ocumentação so1re projetos e atenção e apoio (os
27 &ttp:==me(iala1$pra(o.es=article=Due^es ,acessa(o em 1!="7=!"12.
72
me(ia(ores culturais.
!ti$idades:
• :8icinas
• Encontros A</A-
• Neminários
• Qrupos (e tra1al&o
• Convocatrias e inscripç;es a1ertas ,projetosK comunicaç;esK cola1ora(ores.
• Apresentaç;es e (e1ates
• Estaç;es (e tra1al&o
2.,.#. "in<as !e tra%al<o:
A programação estrutura$se em lin&as (e tra1al&o continua(o. Entre elas
encontram$se:
• 'nteractivosY: usos criativos (a eletrHnica e a programaçãoO
• 'nclusiva.net: pesDuisa e re8lexão em torno (a cultura (as re(esO
• <isualiEar: estratCgias e 8erramentas (e visualiEação (e (a(osO
• /a1oratorio (el 5rocomMn: (iscussão trans(isciplinar so1re a construção (o
comumO
• A</A-: criação sonora e au(iovisualO
A maior parte (as ativi(a(es são registra(as e retransmiti(as em v9(eo ao vivo e
posteriormente po(em ser consulta(as e 1aixa(as no site.
2.,.&. +essoas
a) -.uipe
• Marcos Qarcia ,(iretor.
• /aura Bernán(eE ,coor(ena(ora (a programação cultural.
73
• eDuipe tCcnica e a(ministrativa e (e comunicação
• eDuipe (e me(ia(ores culturais
2)
b) /rupos .ue se relacionam com esta iniciati$a
DeEenas (e grupos locaisK nacionais e internacionais.
c) 6essoascha$e .ue 12 desen$ol$eram ati$idades com o +edialab 6rado
5o(em$se listar centenas (e artistasK cria(oresK pesDuisa(ores e tCcnicos (e
relev@ncia nacional e internacional atuan(o em (iversas áreas.
2.,.*. .ecorte temático
5inhas de trabalho
• 'nteractivosY
• <isualiEar
• 'nclusiva$net
• /a1oratorio (el procomMn
• A</A-
• Bac&a(a (igital
-@emplo de de*ini'ão tem2tica: 6ro>rama #nteracti$os&
5lata8orma (e pesDuisa e pro(ução so1re as aplicaç;es criativas e e(ucativas (a
tecnologia. : o1jetivo C apro8un(ar o uso (e 8erramentas (e eletrHnica e programação
para artistasK (esigners e e(uca(oresK contri1uin(o com o (esenvolvimento (e
comuni(a(es locais (e pro(utores culturais neste @m1ito.
:s eventos 'nteractivosY Não um &91ri(o entre o8icina (e pro(uçãoK seminário e
exi1ição. Cria$se neles um espaço (e re8lexãoK pesDuisa e tra1al&o cola1orativo on(e se
2) <er &ttp:==me(iala1$pra(o.es=article=eDuipo ,acessa(o em 12="7=!"12..
74
(esenvolvem e posteriormente se mostram as propostas seleciona(as por meio (e uma
conovatria internacionalK num processo a1erto ao pM1lico em to(as as etapas.m
2.,.,. n0raestrutura 01sica
: Me(iala1 5ra(o está completamente estrutura(o com eDuipamentos (e áu(ioK
v9(eo e eletrHnicaK salas multimo(aisK conexãoK mo1iliário e 8ac&a(a (igital. <9(eo
so1re o prC(io (a NerrariaK atual se(e (o Me(iala1 5ra(o:
&ttp:==>>>.rtve.es=alacarta=vi(eos=la$aventura$(el$sa1er=aventura$(el$sa1er$e(i8ici
o$me(iala1$pra(o=!5#6265=
2.,.-. Arranjo institucional e mo!elos !e 0inanciamento
Conta com recursos pM1licos (a pre8eitura (e Ma(ri( ,Espan&a.. Em !"1"K o
orçamento anual 8oi (e n)5"."""K"". A resi(4ncia Ma(ri( /a1oratorio Pr1ano conta
com apoio (o 1anco espan&ol /a Caixa. Desenvolve ain(a parcerias pontuais com
outras instituiç;es.
2.,./. 3%servaç4es so%re esta iniciativa
• 5rop;e (e maneira concreta a recon8iguração (o papel (as instituiç;es culturais
em la1oratriosO
• Ara1al&a pro8un(amente com o uso e (esenvolvimento (e tecnologias
a1ertas=livresO
• Dá 4n8ase L (ocumentação e me(iatecaO
• Experimenta com Zmeto(ologias (o encontro[ e apren(iEagem em re(e: papel
(os me(ia(oresK meto(ologias experimentais para (esenvolvimento cola1orativo
(e projetos ,Z'nteractivosY[ e outros.K 8ormatos varia(os (e participação e
75
envolvimento (a comuni(a(eK 4n8ase na comuni(a(e acima (a in8raestruturaO
• Envolvimento (e (i8erentes tipos (e pM1licoK áreas e n9veis (e con&ecimentoO
• 'novação em temáticasK meto(ologiasK mo(elos (e participaçãoK envolvimento
(a comuni(a(e (e artistasK ativistasK 8onte (e inspiração para a criação (e muitos
la1s em to(o o mun(o.
• :utro exemplo 1em$suce(i(o (e articulação institucional com projetos
experimentais
Houve pol4mica no in9cio (e !"12 pela poss9vel entrega (o prC(io (a Nerraria
-elga para a Bun(ação Aele8nicaK o Due ativou uma intensa campan&a (e (e8esa e
mani8estaç;es (e apio ao Me(iala1 5ra(o &ttp:==savet&ela1.org=.
<9(eo com apresentação Marcos Qarcia $ /a1oratorios Ciu(a(anos para el
prototipa(o cola1orativo
&ttps:==>>>.Joutu1e.com=>atc&YvcU$Amo$/1rNP
2.@. Cala3ou – col?nia ecoin!ustrial 1ós-ca1italista
"Catalunha-(sta!o (s1anhol$
Pm antigo complexo t4xtil com galp;es para ativi(a(es in(ustriaisK artesanais e
criativasK espaços comuns para a realiEação (e encontros e outras ativi(a(es e mora(iasK
(ispon9veis por um valor in8erior ao (o merca(o e com o intuito (e promover a
autonomia (o projeto$lugar. : o1jetivo C a criação (e uma re(e (e cooperativasK
projetos in(ivi(uais e mora(ias num mesmo espaço coletivoK compartil&an(o i(eiasK
1ens e recursos e 8omentar as trocas na conviv4ncia. Pm lugar para a inovação socialK
tecnolgica e pol9tica 1asea(a na auto$responsa1ili(a(e e na cooperação. Pm projeto
on(e as economias pro(utivas servem Ls pessoasK permitin(o Due suas necessi(a(es em
76
termos (e acesso a recursos e 8erramentas não sejam o1stáculos para a realiEação (o seu
potencial criativo.
6rincipios: autogestãoK toma (e (ecis;es por consensoK ecologia e
sustenta1ili(a(eK permacultura.
2%
2.-.1. "ocal
Nitua(a perto (a ci(a(e <all1ona (_AnoiaK a aproxima(amente 1&#" (e viagem a
partir (e -arcelona ,Catalun&a..
Não espaços (eteriora(os e a1an(ona(os Due estão sen(o reutiliEa(os e
recupera(os progressivamente por meio (e tra1al&o in(ivi(ual e mutir;es (e tra1al&o
coletivo.
:ebsite
&ttp:==cala8ou.org
2.-.2. 'reve (ist)rico
;ac8bone 40E $ 'n8raestructuras autnomas para un 'nternet li1re ,jun&o !"12.
Encontro entre projetos Due constrem ativamente in8raestruturas para uma
internet livre a partir (e um ponto (e vista anticapitalista: servi(ores autHnomosK re(es
a1ertasK serviços onlineK plata8ormasK &ar(>are a1ertoK so8t>are livreK etc.
5"
-F3GCAH+- 2014 evento autogeri(o so1re criação (e pol9merosK reciclagem
(e plásticosK montagem e cali1ragem (e impressoras #DK 8resa(ora C*C. ,8evereiro
!"12.
51
Jornadas 3rans9Ic8FeministJa D39FJ)K cola1oração organiEativa entre
2% &ttps:==cala8ou.org=es=content=acerca$(e ,acessa(o em 1!="7=!"12.
5" &ttp:==1ac?1one2"%.cala8ou.org= ,acessa(o em 1!="7=!"12.
51 &ttps:==cala8ou.org=es=content=extru(me$!"12$es$" ,acessa(o em 1!="7=!"12.
77
Cala8ou o =etc ,eclectic tec& carnival.K encontro (e trans8eministasK 8eministasK DueerK
transK gente (e to(os os g4neros interessa(xs em compreen(er mel&orK usar e
(esenvolver tecnologias livres para (issentir socialmenteK como alternativa L
corporativiEação (as tecnologias e (o mun(o (igital. ,agosto (e !"12.
5!
Jornadas -comotores: Encontro (e tr4s (ias para compartil&ar in8ormação e
con&ecimentos so1re como criar e otimiEar a energia elCtrica necessária para a vi(a e o
(esenvolvimento (e projetosK (esmontan(o o mito (e (epen(4ncia energCtica (as
empresas (e eletrici(a(e ,agosto !"1#..
5#
9ac8 the earth $ jorna(as (e autossu8ici4ncia ,março=a1ril !"1#.
52
Forma'ão em se>uran'a di>ital e ati$ismo
55
Aossi" soberania tecnol4>ica
56
2.-.#. .ecorte temático
Eixos (e investigação e (esenvolvimento
AutonomiaK &ar(>are livreK so8t>are livreK ativismoK AransHac?BeminismoK
8a1ricaçãoK reciclagemK so1erania tecnolgicaK permaculturaK ecologiaK segurança (a
in8ormaçãoK eletrHnicaK circuit 1en(ing.
2.-.&. Meto!ologias=!in@micas !e participação
Não muito importantes e ela1ora(as com (etal&e. Existe atC um ZManual (o
Cala8ou[ Due inclui um resumo (os consensos a(ota(os na assem1leia a respeito (as
5! &ttp:==trans&ac?8eminist.no1logs.org ,acessa(o em 1!="7=!"12.
5# &ttps:==cala8ou.org=es=contentjorna(as$ecomotores$cro>or?ing$naturaleEa$J$tecnolog]C#]ADa
,acessa(o em 1!="7=!"12.
52 &ttps:==cala8ou.org=es=content&ac?t&eart&$!"1#$jorna(as$autosu8iciencia ,acessa(o em 1!="7=!"12.
55 &ttps:==cala8ou.org=en=content=!n(a$8ormaci]C#]-#n$seguri(a($(igital$J$activismo$" ,acessa(o em
1!="7=!"12.
56 &ttps:==cala8ou.org=es=content=(ossier$so1eran]C#]ADa$tecnol]C#]-#gica ,acessa(o em
1!="7=!"12.
78
visitas e &a1itantes (a colHniaK com uma lista (e perguntas 8reDuentes on(e são
explica(os os (iversos espaçosK projetos e processos utiliEa(os no (ia a (ia (e Cala8ou.
57
• <isitas: a1ertas 1 veE por semanaK aos sá1a(os
• Encontros
• 5articipação em 5rojetos e grupos (e tra1al&o
• Mora(ia
)r>ani?a'ão em >rupos de trabalho:
Em Cala8ou coexistem projetos coletivos ,cujos 1ene89cios e recursos pro(uEi(os
revertem para a colHnia.K projetos autHnomos ,iniciativas (e uma pessoa ou coletivo
espec98ico. e espaços coletivos ,Due permitem o (esenvolvimento (e um projeto ou
8aEem parte (a in8raestrutura (a comuni(a(e..
Entre os projetosK os mais relaciona(os com tecnologias experimentais
encontram$se:
9ac8a*ou: hac8lab
Espaço (e geração e trans8er4ncia (e con&ecimento vincula(o a temáticas como
so8t>are livreK a(ministração (e re(esK (i8usão (o uso (e so8t>are (e c(igo a1erto e
práticas (e segurança na re(e ,anonimatoK encriptaçãoK au(itorias.. :8erece
in8raestrutura tecnolgica em Cala8ou ,re(eK servi(or multime(iaK tele8onia '5K suporteK
etc... Cola1ora ativamente com a comisão (e in8ormática (a Cooperativa 'ntegral Catalã
,C'C. e com os projetos (a C'C o8erecen(o soluç;es tecnolgicas.
5)
6echblenda 9ardlab 3rans9ac8Feminista
/a1oratrio inter(isciplinar (e experimentação 1io$eletro$Du9mica. S um espaço
57 &ttps:==cooperativa.ecoxarxes.cat=(o?u>i?i=12716= e
&ttps:==cooperativa.ecoxarxes.cat=(o?u>i?i=12716=(o?u.p&pYi(cpreguntas^8recuentes^como^&acer
,acessa(o em 1!="7=!"12.
5) &ttps:==cala8ou.org=es=proJectos=&ac?a8ou ,acessa(o em 1!="7=!"12.
7)
AransHac?Beminista e não patriarcalK on(e a apren(iEagem acontece por meio (a
experimentação geran(o con&ecimentos livres. 3elaciona$se com Cala8ou o8erecen(o
(esenvolvimento (e (ispositivos e circuitos e a reparação (e eletro(omCsticos e (e
DualDuer tipo (e aparel&o e (ispositvo eletrHnico. Aam1Cm o8erece esse serviço para
terceiros.
5%
+utan>er
5rojeto autHnomo (e eletrHnicaK (ocumentaçãoK 8anEines e mecatrHnica. Espaço (e
experimentação Due o8erece soluç;es (e to(o tipo aproveita(as em Cala8ou. Aem se
materialiEa(o em pro(ução (e serigra8iaK o8icinas (e construção (e sintetiEa(oresK
circuit 1en(ingK pro(ução (e um seca(or solarK mel&oras (a in8raestrutura (a coEin&aK
entre outros.
6"
6hone 5iberation Net7or8
Pma re(e priva(a (e tele8onia a1erta a uma comuni(a(e mun(ial (e
a(ministra(ores (e re(es tele8HnicasK com o o1jetivo (e consensuar e utiliEar a re(e e
um plano (e numeração tele8Hnica internacional Due seja (escentraliEa(oK
autogestiona(oK 8lex9vel e escalávelK seguroK compat9vel com o sistema tele8nico
internacionalK intuitivo e simples para to(o tipo (e usuário.
61
2.-.*. n0raestrutura 01sica
Antigo complexo in(ustrial com !).""" m! (e espaços pro(utivos e !7 mora(ias.
Estava inutiliEa(a e (eteriora(aK a recuperação C progessiva.
-spa'os coleti$os:
• CoEin&a $ sala + re8eitrioO
5% &ttps:==cala8ou.org=es=proJectos=pec&1len(a$&ar(la1 ,acessa(o em 1!="7=!"12.
6" &ttps:==cala8ou.org=es=proJectos=mutanger ,acessa(o em 1!="7=!"12.
61 &ttps:==cala8ou.org=es=proJectos=pln ,acessa(o em 1!="7=!"12.
80
• Escritrio coletivoO
• Hac?la1O
• :8icina tCcnica e sala (e reuni;esO
• Nala (e reuni;es !O
• Al1ergue comunitário ,Casa 3oja.O
• Centro socialO
• :8icina (e serigra89aO
• `ona (e acampamento.
2.-.,. Arranjo institucional
Cala8ou 8aE parte (a Cooperativa integral CatalãK composta por (iversos projetos
(e(ica(os a práticas (e autogestão econHmica e 8inanceira (a pro(uçãoK consumoK
8inanciamentoK moe(a prpriaK por meio (os Duais preten(em integrar to(os os setores
(e ativi(a(es necessários para viver: alimentaçãoK mora(iaK saM(eK e(ucaçãoK energiaK
transportes.
6!
!ssembleia $ toma(a (e (ecis;es por consenso
/rupos de trabalho: gestão e (esign socialK rea1ilitação (o espaçoK via1ili(a(e
(os projetosK conviv4nciaK 8inanciamentoK comunicação.
2.-.-. Mo!elos !e 0inanciamento !e ativi!a!es
A 8rmula para o acesso L mora(ia C a aDuisição (o (ireito (e uso (a cooperativaK
e para os espaços pro(utivos o aluguel com preços sociaisK com serviços e recursos
compartil&a(os entre to(as as pessoas envolvi(as no projeto.
)bser$a',es
6! &ttps:==cooperativa.ecoxarxes.cat= ,acessa(o em 1!="7=!"12.
81
• Exemplo aplica(o (e uma visão ra(icalmente (i8erente (e Zeconomia criativa[K
um experimento em processo 1asea(o nos princ9pios (a economia soli(áriaK (o
cooperativismoK (a permaculturaK sustenta1ili(a(e e autonomia (as
comuni(a(es.
• 'novação e criativi(a(e nos temas e a1or(agens (os la1oratrios e encontros
• Documentação cui(a(a (e processos e pro(utos
• Borte 4n8ase no uso (e tecnologias livres e a so1erania tecnolgica
6#
• Coexist4ncia e cola1oração (e projetos (esenvolvi(os no @m1ito (e Cala8ouK
mas tam1Cm no exterior.
• Desenvolvimento (e meto(ologias prprias (e conviv4ncia e participação
1asea(as na experi4nciaK a construção coletivaK e a(apta(as ao contexto local.
2.A. House o3 Natural 8i*er – BogCa.arta ne- me!ia art
la*oratorC ":n!onDsia$
ZA House o8 *atural Bi1er ,H:*B.K em IogJa?artaK na 'n(onCsiaK C um
la1oratrio (e novas m9(ias cria(o em 1%%%. Ela concentra$se nos princ9pios (a cr9tica e
(a inovação. Des(e o começoK a H:*B esteve consistentemente 8oca(a no
(esenvolvimento cultural e na arte (e *ovas M9(iasK (esenvolven(o (iversos projetos e
o8icinas (e arte em novas m9(ias. Em ca(a projeto nos concentrávamos na
interativi(a(e com pessoas e am1ientes.[
62
2./.1 "ocal
IogJa?artaK 'n(onCsia.
:ebsite
&ttp:==>>>.natural$8i1er.com
6# <er relatrio em &ttp:==>>>.plate8orme$ec&ange.org='MQ=p(8=(ossier$st$cast$!"12$"6$#".p(8
,acessa(o em 1"="7=!"12.
62 &ttp:==>>>.natural$8i1er.com=in(ex.p&pYoptionccom^contentovie>carticleoi(c57o'temi(c57
,acessa(o em 1"="7=!"12.
82
2./.2. 'reve (ist)rico
Cells ;utton: #nternational +edia !rt Festi$al Danual desde 200K)
&ttp:==ix.natural$8i1er.com=cells1utton=
ZA conexão entre arteK tecnologia e comuni(a(e C uma (e nossas maiores
responsa1ili(a(es. Aentamos criar uma ponte entre artistas (e novas m9(ias e suas
comuni(a(esK as pessoas ao re(or (eles. : 8estival envolve comuni(a(es locaisK artistasK
temas locais e internacionais. Au(o isto trans8orma$se em uma exploração in8inita. Pma
gran(e responsa1ili(a(e C a 1ase para uma relação positiva entre o programa E(ucation
BocusK a (in@mica (as comuni(a(es locais e o am1iente no entorno. : Cells1utton
agrega artistas ,inter.nacionaisK tericosK estu(antesK comuni(a(es locaisK in(iv9(uos e
pro8issionais com interesse em tecnologias e arte (e novas m9(ias.[
65
9)NFablab e -F6
LL
: Ba1la1 H:*B C um meio (e apoiar uma ampla gama (e comuni(a(es criativas
+ especialmente aDuelas 8oca(as no (esign criativo. : E(ucation Bocus 5rogram ,EB5.
C um curr9culo (e ativi(a(es cria(o pelo H:*B e con(uEi(o (e maneira in(epen(ente
em 1ases comunitárias (urante um per9o(o (e mais (e (eE anos. : EB5 concentra$se na
troca inter(isciplinar e na cola1oração no processo (e análise cr9tica (e Duest;es Due
surgem (e tais circunst@ncias. : principal propsito (o EB5 C construir uma postura e
uma mentali(a(e a1ertas na socie(a(e agregan(o arteK ci4ncia e tecnologia atravCs (e
ativi(a(es e(ucacionais e (e natureEa cont9nua.
67
-ncontro sobre cultura aberta e *abrica'ão crítica
LM
65 &ttp:==ix.natural$8i1er.com=cells1utton=in(ex.p&pY
optionccom^contentovie>carticleoi(c26o'temi(c52 ,acessa(o em 1"="7=!"12.
66 &ttp:==>>>.&on8a1la1.org= ,acessa(o em 1"="7=!"12.
67 &ttp:==>>>.natural$8i1er.com=in(ex.p&pYoptionccom^contentovie>carticleoi(c16#o'temi(c)5
,acessa(o em 1"="7=!"12.
6) &ttp:==>>>.natural$8i1er.com=J!"12= ,acessa(o em 1"="7=!"12.
83
Em meio ao (esenvolvimento (a primeira ZCMpula (a Ba1ricação Cr9tica[ a
acontecer em IogJa?arta em !"15K o recCm$8orma(o Culture Arts Aec&nologJ
Collective ,CAAEC.K em cola1oração com o H:*B estão organiEan(o um evento (e
prottipoK o Encontro (e IogJa?arta so1re Cultura A1erta e Ba1ricação Cr9tica. Este
evento su1lin&a as 8ormas Mnicas e inova(oras (e cultura a1erta pratica(as na 'n(onCsia
Due misturam arteK tecnologias a1ertas e e(ucaçãoK e interação com comuni(a(es (e
1ase. 'ncorpora(o ao campo em rápi(a ascenção (a inovação a1erta Due esten(e$se alCm
(o c(igo a1ertoK D'IK práticas culturais &ac?tivistas e (e m9(iaK surge o cenário (aDuilo
Due o pesDuisa(or Matt 3atto re8ere$se como uma _cultura (e 8a1ricação
cr9tica$engaja(a_K ou _8a1ricação cr9tica_.[
N)/N!201O Sumit o* Critical +a8in> ,prevista para !"15.
I:QIA!"15 tem por o1jetivo ser um evento cola1orativo glo1al e (e mãos na
massaK reunin(o os mais importantes 8aEe(ores e pensa(ores cr9ticos. Em uma
exploração 8oca(a (os gran(es (esa8ios sociaisK tecnolgicos e (e sustenta1ili(a(e (os
(ias (e &ojeK I:QIA!"15 vai (estacar as 8ormas Mnicas e inova(oras (e cultura a1erta
pratica(as na 'n(onCsia. : evento 8ará parte (o Qlo1al 'nnovation Qat&ering
6%
.
No>Ba8arta #nternational Video7or8 Festi$al Ddesde 2012)
2./.# Documentação = vi!eo
• &ttp:==vimeo.com=&on8
• &ttp:==vimeo.com=8a1la1JogJa?arta
• Ativi(a(es (e !"1!: &ttp:==vimeo.com=6!!155!!
• No1re o Ba1/a1: &ttp:==vimeo.com=212"12!1
6% &ttp:==re$pu1lica.(e=glo1al$innovation$gat&ering ,acessa(o em 1"="7=!"12.
84
2./.&. +essoas
-.uipe:
• <enE&a C&rist
• 'ra Agrivine
: H:*B já (esenvolveu ativi(a(es em parceria com (eEenas (e instituiç;es
europeias e asiáticas.
2./.*. .ecorte temático
Ba1ricação (igitalK D'I 1ioK artem9(ia.
2./.,. n0raestrutura 01sica
Ba1la1/
Corta(ora C*CK corta(ora laserK corta(ora (e vinilK 3olan( Mo(ela para 8resa e
scanner.
7"
7" &ttp:==>>>.natural$8i1er.com=in(ex.p&pYoptionccom^contentovie>carticleoi(c!66o'temi(c1""
,acessa(o em 11="7=!"12.
85
#. Anexo : "istagem !e outras iniciativas
3.1. #rasil
9ac8labs
• Aarra8a Hac?er Clu1e ,Blorianpolis. &ttp:==tarra8a.net=>i?i=in(ex.p&p=5
]C#]A1gina^principal
• Qaroa Hac?er Clu1e ,N5. &ttps:==garoa.net.1r=>i?i=5]C#]A1gina^principal
• Mariala1 ,N5. >>>.mariala1.com.1r=
• /a1&ac?er ,N5. &ttp:==la1.t&ac?er.com.1r=
• :xe &ac?la1 ,5E. &ttp:==corais.org=oxe e &ttp:==JEa?ius.org=1log=tag=oxe$&ac?la1=
• Coletivo 5uraDuC ,5ará. &ttps:==>>>.8ace1oo?.com=puraDue
Cni$ersit2rios
• *ano$PB3F >>>.nano.e1a.u8rj.1r=
• Me(iala1 PBQ &ttp:==me(iala1.u8g.1r
• Me(iala1 PB3F &ttp:==me(iala1u8rj.net
• /a1 PsoApico $ PBFB &ttp:==la1usotopico.tum1lr.com=
+a8er0emprendedor
• Catete %! &ttp:==>>>.catete%!.com=
• Qam1iarra Aec& ,-ritis& Council.
&ttp:==trans8orm.1ritis&council.org.1r=pt$1r=content=culture$s&i8t$gam1iarra$tec&
• Q:MA &ttp:==>>>.8ace1oo?.com=somosgoma
• Aemplo la1 &ttp:==>>>.templo.co=
)utros ,temporários=nHma(es=&91ri(os=ocupaç;es.
• pni1us &ac?er &ttp:==oni1us&ac?er.org=
• Aropixel &ttp:==tropixel.u1ala1.org=
86
• /a1oratrios nos Nesc
• 3o(a(a &ac?er &ttp:==ro(a(a&ac?er.com=
• Escola (e ativismo $ segurança (a in8ormação &ttp:==escola(eativismo.org.1r=
• Escola (a Mata Atl@ntica &ttp:==>>>.escola(amataatlantica.org=&ome=
#nati$os
• /a1oca$ la1oratrio (e computação e artes ,inativo mas serve como re8er4ncia.
&ttp:==ola1oca.>or(press.com=
• /A-M'N >>>.mis$sp.org.1r=la1mis
• CCF
3.2. ,mDrica /atina
+P@ico
• -olsas (e apoio para a comuni(a(e art9stica B:*CA ,Bon(o *acional para la
Cultura J las Artes.
• Centro Multime(ia$ Centro *acional (e las Artes &ttp:==cmm.cenart.go1.mx=
• /a1oratorio (e Arte Alame(a &ttp:==>>>.artealame(a.1ellasartes.go1.mx=
• 3anc&o Electrnico &ttp:==ranc&oelectronico.org=
ColQmbia
• 5lato&e(ro &ttp:==plato&e(ro.org=
• Hac?1o &ttp:==&ac?1o.co=
• Pnloc?er &ttp:==unloDuer.org=
• /a re(a(a &ttp:==lare(a(a.org
• 'ntermun(os &ttp:==intermun(os.org=
• no!somosj &ttp:==>>>.alejan(roaraDue.com=
• Nonema &ttp:==>>>.sonema.org=
87
• 5lata8orma -ogotá &ttp:==>>>.plata8orma1ogota.org=
-.uador
• El (i8erencial &ttp:==(i8erencial.org=
Gedes
• /a1surla1 &ttp:==la1surla1.org
• /a1oratrio '1eroamericano (e 'novação Ci(a(ã
&ttp:==>>>.ciu(a(ania!".org=la1icmx=
#nati$os
• Escuela1 ,5erM. escuela1.org
• C&im1ala1 ,C&ile. &ttp:==constanEapina.>or(press.com=tecnologia=c&im1ala1=
• &ttps:==>>>.Joutu1e.com=>atc&Yvc3N>?v<'mx/P
3.3. 5un!o
• Access Npace ,'nglaterra. &ttp:==access$space.org=(o?u.p&p
• ConstanE ,-Clgica. &ttp:==>>>.constantvE>.org=
• Hangar ,-arcelona$Espan&a. &angar.org=
• /a /a1oral ,Qijn$Espan&a. >>>.la1oralcentro(earte.org
• Etopia ,`aragoEa$Espan&a. &ttp:==>>>.EaragoEa.es=ciu(a(=etopia=
• 5ing ,*antes$Brança. &ttp:==>>>.ping1ase.net=
• /a1ome(ia ,:rlCans $Brança. &ttp:==la1ome(ia.org=
• Uitc&en ,Hungria. &ttp:==>>>.?itc&en1u(apest.&u=
• -altan ,Holan(a. &ttp:==>>>.1altanla1oratories.org=
• C$1ase ,-erlim$Aleman&a. &ttp:==>>>.c$1ase.org
• Critical Ma?ing /a1 ,Pniversi(a(e (e Aoronto$Cana(á.
&ttp:==criticalma?ing.com=
88
3.%. (ventos
• 5ixelac&e ,Binl@n(iaK *oruegaK EstHniaK NuCciaK 'sl@n(iaK BrançaK NenegalK
ColHm1iaK -rasilK entre outras locali(a(es. >>>.pixelac&e.ac
• Buture EverJt&ing ,3eino Pni(o. 8utureeverJt&ing.org
• B'/E ,-rasil. &ttp:==8ile.org.1r=
• Ars Electronica ,Vustria. >>>.aec.at=
• 3e:pu1lica ,Aleman&a. &ttp:==re$pu1lica.(e
• Aransme(iale ,Aleman&a. >>>.transme(iale.(e
• 'NEA ,'tinerante. &ttp:==>>>.isea$>e1.org=
• Nummerla1 ,(i8erentes e(iç;es na europa.
• Dor?1ot ,Diversas locali(a(es. >>>.(or?1ot.org=
• Bestival internacional (e la 'magen ,ManiEalesK Colom1ia.
>>>.8estival(elaimagen.com=
• -ogotrax ,ColHm1ia. &ttp:==1ogotrax.tum1lr.com=
• /a1tola1 ,Espan&aK BrançaK 3eino Pni(oK Hungria. >>>.la1tola1.org
• Nummer o8 la1s ,Diversas locali(a(es. &ttp:==summero8la1s.eu=es
• /a1surla1 ,ColHm1iaK EDua(orK -ol9via. &ttp:==la1surla1.org
8)
&. Anexo : imagens
"imagens retira!as 1ara re!u<ir o tamanho 3inal !este
!ocumento$E
)0
*. .e0er5ncias
• -A*NA/K /ipi?aO UE//E3K 5aulO /:<'*UK Qeert. 'n t&e N&a(e o8 t&e
Commons. *ova DCli: C.3. 5ar?K !""6.
• -A3C:K Forge -ejarano. Entrevista(o por /uciana Bleisc&man.
• C3:0EK Forge. Entrevista(o por /uciana Bleisc&man.
• E<A*QE/'NAAK 3a8ael (e Almei(a. Arai(ores (o movimento: pol9ticaK culturaK
i(eologia e tra1al&o no so8t>are livre. Aese ,Doutora(o em Antropologia
Nocial.. 'nstituto (e Biloso8ia e Ci4ncias HumanasK Pniversi(a(e Esta(ual (e
Campinas. CampinasK !"1".
• BE33A*K -ronacO B:*NECAK Belipe. E$culture mapping on -raEil.
Amster(am: <irtueel 5lat8ormK !""%.
• B/E'NCHMA*K /uciana. ZExperimentacinK convivencia J apren(iEaje[ in:
Z5oCticas (e /a1oratorio: so1re prácticas art9sticas (e c(igo a1ierto[. Nevil&a:
Centro (e las Artes (e NevillaK !"1#.
• B:*NECAK Belipe N. /a1oratrios (o 5s$Digital. Clu1e (e AutoresK !"11.
Dispon9vel em &ttp:==e8ee8e.no$ip.org=livro=la1oratorios$pos$(igital. Acessa(o
em 12="7=!"12.
• B:*NECAK Belipe N. 3e(ela1s: /a1oratrios Experimentais em 3e(e.
Dissertação ,Mestra(o em Divulgação Cient98ica e Cultural.. /a1oratrio (e
Estu(os Avança(os em FornalismoK Pniversi(a(e Esta(ual (e Campinas.
CampinasK !"12.
• B:'*AK ArielO B:*NECAK Belipe N.O B3E'3EK Alexan(re. -raEil an( t&e
)1
B,/.:NN process. 'n: /:<'*UK Qeert ,E(..O `EH/EK Noen?e ,E(...
'ncommunica(o 3ea(er. Amster(am: 'nstitute o8 *et>or? CulturesK !""5.
• Q'-N:*K 0illiam. Aerritrio Bantasma. Não 5aulo: Alep&K !"1#.
• Q:PDA3AK 'Ea1el C. Entrevista a Aiago 3u1ini e Elisiana BriEEoni.
• Q:PDA3AK 'Ea1el C. Entrevista a /uciana Bleisc&man.
• Q:PDA3AK 'Ea1el C. Cartogra8ias (a apren(iEagem em re(e: rastros (as
(in@micas comunicacionais (o <isualiEarq11K Me(iala1 5ra(o. Aese apresenta(a
L -anca Examina(ora (a 5onti89cia Pniversi(a(e Catlica (e Não 5auloK como
exig4ncia parcial para o1tenção (o t9tulo (e Doutor em Comunicação e
Nemitica. Não 5auloK !"1!.
• MED:NCHK Armin. A&e -ro?en Mirror $ Art a8ter t&e (ream>orl( o8 (igital
utopia. !"12. Acess9vel em &ttp:==t&enextlaJer.org=no(e=7!1 ,acessa(o em
1#="7=!"12..
• *:<AENK A&iago :liveira (a Nilva. Cultura Digital: 1" anos (e pol9tica pM1lica
no -rasil. !"1#.
• <'A**AK -runoO ME*D:*\AK Cint&ia. ZAempoK 8erramenta e matCria[ in:
Z5oCticas (e /a1oratorio: so1re prácticas art9sticas (e c(igo a1ierto[. Nevil&a:
Centro (e las Artes (e NevillaK !"1#.
• <'E'3AK Forge Al1uDuerDue. Aeoria (o con&ecimento e arte. Con8er4ncia
pro8eri(a no R'R Congresso (a Associação *acional (e 5esDuisa e
5s$Qra(uação em MMsica $ A*55:M. Curiti1a: DEA3AEN $ PB53K !""%.
Aranscrição (ispon9vel em
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