Arranjos Experimentais Criativos em Cultura Digital

Produto 2
Consultor: Felipe Schmidt Fonseca
Agosto 2014
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Sumário
Arranjos Experimentais Criativos em Cultura Digital Produto 2..................................................................1
1. Introdução..................................................................................................................................................4
1.1. Laorat!rios Experimentais " #ist!ri$os m%ltiplos..........................................................................&
2. Estrat'gias e re$omendaç(es....................................................................................................................1)
2.1. In*raestrutura digital para do$umentação e puli$ação...................................................................12
2.2. +eta,Laorat!rio............................................................................................................................1-
2... /$upaç(es0 resid1n$ias e inter$2mios...........................................................................................13
2...1. /$upação Cultural4 uma inversão de perspe$tiva...................................................................2.
2...2. 5esid1n$ias e Inter$2mios4 deslo$amentos...........................................................................2&
2.4. Cir$uito............................................................................................................................................26
.. Anexo I4 Entrevistas.................................................................................................................................23
..1. Lu$as 7amo88i..............................................................................................................................23
5etrospe$tiva de projetos...................................................................................................................)
Lamovel............................................................................................................................................
Produtos e do$umentação..................................................................................................................&
Exposição +ultitudes........................................................................................................................9
Pol:ti$as p%li$as de $ultura no 7rasil...............................................................................................9
E$onomia $riativa0 experimentação e inovação.................................................................................3
..2. Pedro ;oler......................................................................................................................................4)
A $ultura $omo um os<ue...............................................................................................................41
Exemplos de experi1n$ias de laorat!rio relevantes=$ontextos de emerg1n$ia...............................4.
Experi1n$ias n>mades0 pre$?rias0 o$upaç(es...................................................................................4&
Como avaliar resultados de experi1n$ias emergentes0 pro$essos vivos@.........................................46
Aomentar parti$ipação=$omunidades................................................................................................4-
Inovação0 $riatividade e experimentação..........................................................................................4-
.... ;usana ;errano................................................................................................................................4-
Pr?ti$as $ulturais de $!digo aerto...................................................................................................49
Experi1n$ias de laorat!rios.............................................................................................................49
Po'ti$as de laorat!rio BBB.poeti$asdelaoratorio.$$....................................................................&)
5elação das pr?ti$as de laorat!rio $om as instituiç(es...................................................................&1
Avaliar produtos=resultados..............................................................................................................&.
;ummerla........................................................................................................................................&.
Comunidades=parti$ipação=gestão....................................................................................................&4
Inovação=e$onomia $riativa..............................................................................................................&&
4. Anexo II4 En$ontro 5edelas C2)1)D.......................................................................................................&-
4.1. Anotaç(es e trans$rição de tre$Eos do registro em ?udio do en$ontro 5edelas C2)1)D................&3
4.1.1. Apresentaç(es.........................................................................................................................&3
4.1.2. Fuest(es desta$adas4..............................................................................................................6)
4.1.2.1. +elEor aproveitamento da in*raestrutura p%li$a existente $omo em $omum............6)
4.1.2.2. Per*il dos laorat!rios experimentais no 7rasil4 *lex:veis e re$on*igur?veis segundo o
$ontexto.......................................................................................................................................61
4.1.2... Aomento G arti$ulação em rede $omo $ondição para a sustentailidade das experi1n$ias
.....................................................................................................................................................62
4.1.2.4. Laorat!rios <ue estimulem pro$essos de experimentação e produção de $onEe$imento
para al'm dos *ormatos edu$ativos tradi$ionais.........................................................................6.
4.1.2.&. /$upaç(es e intervenç(es tempor?rias..........................................................................64
&. 5elat!rio de atividades.............................................................................................................................66
Entrevistas........................................................................................................................................66
5euni(es...........................................................................................................................................66
6. 5e*er1n$ias...............................................................................................................................................63
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1. Introdução
Este do$umento $omp(e a segunda de tr1s etapas do estudo sore modos de
produção de $ultura digital situados na *ronteira entre arte0 $i1n$ia0 te$nologia0 ativismo
e edu$ação produ8ido para a Coordenadoria,Heral de Cultura Digital do +inist'rio da
Cultura do 7rasil. 5e*lete um interesse espe$ial nos arranjos $oletivos0 espaços de
arti$ulação e traalEo0 em $omo metodologias de desenvolvimento de tais modos de
produção. Esta segunda etapa se segue a uma primeira na <ual *oram o*ere$idos tanto
um panorama do $ontexto sim!li$o e institu$ional representados pela Eerança do
dis$urso de uma $ultura digital rasileira $omo tam'm um retrato de oito experi1n$ias
no 7rasil0 Am'ri$a Latina e mundo <ue se situam no $ampo dos laorat!rios
experimentais em rede.
A presente etapa trata de $ontextuali8ar de maneira mais <ualitativa e nuançada as
$ara$ter:sti$as parti$ulares de desenvolvimento de alguns dos mais signi*i$ativos entre
os di*erentes modelos de laorat!rios experimentais oservados. ;ão tam'm o*ere$idas
re$omendaç(es para a elaoração e implementação de pol:ti$as p%li$as de $ultura
digital atentas a $onstruç(es experimentais0 orientadas a uma $ultura de aertura e do
em $omum0 e in$orporando re*lex(es sore in$lusão0 diversidade e
interdis$iplinaridade. Para traalEar estas <uest(es0 lançou,se mão de dois tipos de
*ontes4 entrevistas $om atores envolvidos $om projetos experimentais passados e
$orrentesI e a retomada dos registros do en$ontro 5edelas reali8ado em novemro de
2)1) " <ue at' então não *oram devidamente analisados.
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1.1. Laboratórios Experimentais – Históricos múltiplos
Ao longo desta pes<uisa0 tem,se utili8ado a imagem do laorat!rio experimental
para denominar arranjos institu$ionais0 m'todos $olaorativos e pro$essos $oletivos
astante diversos. Para delimitar o re$orte de experi1n$ias dentro do <uase inesgot?vel
universo de possiilidades na *ronteira entre $ultura0 edu$ação0 arte0 te$nologia e
$omuni$ação0 optou,se por dialogar $om o Eist!ri$o de uma s'rie de modos de traalEo
interdis$iplinares <ue estiveram ligados de *orma :ntima ao surgimento da pr!pria ideia
de uma $ultura digital $om $ara$ter:sti$as <ue lEe seriam parti$ulares. Esta us$a não se
limitou0 entretanto0 ao senso $omum <ue via de regra aponta o +edia La do +IJ
CInstituto de Je$nologia de +assa$Eussetts0 nos Estados KnidosD $omo modelo ideal de
laorat!rio. Pelo $ontr?rio0 $om ase em traalEos anteriores CA/L;ECA0 2)14D
us$ou,se dar visiilidade G pluralidade de ini$iativas <ue podem ser identi*i$adas $omo
laorat!rios0 para então us$ar padr(es e indi$ar $aminEos poss:veis para o
desenvolvimento de pol:ti$as p%li$as relevantes para o setor.
Como sugere Pedro ;oler0 um dos entrevistados desta pes<uisa4
MLa Am'ri$a Latina ' importante não importar modelos0 mas gerar a partir
dos pr!prios $ontextos lo$ais e as pr!prias experi1n$ias0 isso '
asolutamente *undamental. ;e a gente usar ideia da $ultura $omo os<ue0
$ada vegetação est? rela$ionada a seu $ontexto0 <ue o*ere$e $ondiç(es
*avor?veis e apropriadas. Lão *a8 sentido tentar transplantar um pinEo na
Ama8>nia por<ue não vai vingar. Jemos <ue oservar <uais são as
ne$essidades e desejos0 e $omo $riamos este espaço0 estas estu*as0 espaços
protegidos onde a diversidade pode se mani*estar.N C;/LE50 2)14D.
Leste sentido interessam a<ui menos os *ormatos espe$:*i$os ou modelos de
traalEo pontuais adotados por experi1n$ias $omo o +IJ +edia La do <ue a maneira
$omo estes modelos e *ormatos respondem a vari?veis <ue são parti$ulares do $en?rio
onde ele nas$e. / +edia La ' Eerdeiro direto de um $ontexto <ue remonta Gs
5
demandas militares dos Estados Knidos durante a ;egunda Huerra +undial. Aoi l? <ue
se modelaram os *ormatos de $olaoração interdis$iplinar <ue resultariam tanto no
surgimento da oma at>mi$a <uanto da $iern'ti$a en<uanto ?rea do $onEe$imento. /
+edia La surge neste $ontexto0 ligado a uma Kniversidade de elite estadunidense0
an$ado $om re$ursos da ind%stria Ce ainda de setores militaresD0 asso$iado de *orma
:ntima a raços midi?ti$os $omo a revista Oired e as $on*er1n$ias JED0 sempre
adotando uma postura expl:$ita de utopismo te$nol!gi$o
1
. Jem uma expe$tativa
intr:nse$a de geração de $onEe$imento apli$ado *ormatado $omo propriedade intele$tual
Ce assim *e$Eado0 restrito e disseminado ex$lusivamente atrav's de mer$adosD.
Lão se trata de <uestionar a legitimidade do interna$ionalmente re$onEe$ido
+edia La0 <ue ' de *ato um $aso $entral. P ne$ess?rio entretanto $olo$?,lo lado a lado
$om outras ini$iativas de igual ou maior import2n$ia dentro do re$orte tem?ti$o $om o
<ual se traalEa neste estudo. / +edia La do +IJ surge *ortemente in*luen$iado pela
gradual aproximação entre a $ontra$ultura Eippie estadunidense dos anos sessenta e
setenta do s'$ulo passado0 e o $apitalismo in*orma$ional " em espe$ial na nas$ente
ind%stria de te$nologias de in*ormação <ue a partir dos mesmos anos setenta
desenvolveu,se exponen$ialmente. Entretanto0 outras narrativas sore laorat!rios
interdis$iplinares devem tam'm ser levadas em $onta. P o $aso0 por exemplo0 de uma
vertente <ue surge na Europa $om traços do situa$ionismo de maio de 13690 ee da
postura punQ do *aça,vo$1,mesmo na d'$ada seguinte e toma $orpo nos Ea$Qlas
politi$amente situados e arti$ulados $om o movimento s<uatter em diversas $idades
europeias nos anos oitenta e noventa. Eles $riam um $ampo <ue0 mesmo <ue por ve8es
1 5i$Eard 7arrooQ e AndR Cameron identi*i$am o utopismo digital $omo ase e re*lexo do <ue
$Eamam de Mideologia $ali*ornianaN , as $renças de <ue <uase todos os prolemas do mundo
poderiam ser resolvidos $om te$nologias de $omuni$ação digital desenvolvidas por empresas
privadas C7A575//SI CA+E5/LD.
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desenvolvam atividades similares G<ueles laorat!rios institu$ionais e $orporativos0
elaora um dis$urso e um imagin?rio totalmente diversos CA/L;ECA0 2)14D.
Da mistura entre a postura mais $ontestadora dos Ea$Qlas europeus originais e a
disseminação de um imagin?rio $onstru:do $omo *ormação de uma $ultura digital por
todas as $amadas da so$iedade0 outros *ormatos passaram a *ermentar. /s Ea$Qerspa$es0
por exemplo0 surgiram a partir dos Ea$Qlas mas ganEaram muito terreno depois <ue
grupos de Ea$Qers estadunidenses parti$iparam de uma edição da CEaos Computer
Con*eren$e na AlemanEa. Lo retorno aos Estados Knidos0 trataram de implementar seus
pr!prios las. Estes Ea$Qerspa$es estadunidenses não poderiam evitar uma postura mais
perme?vel G inovação $om ojetivos $omer$iais e ao imagin?rio das te$noutopias
en$ontradas no +IJ +edia La e de modo mais geral na $ultura da<uele pa:s. Por outro
lado0 novos *ormatos <ue surgiram no seio do +edia La $omo os Aalas "
laorat!rios de *ari$ação digital " dariam origem aos maQerspa$es0 espaços mais
orientados G solução de prolemas parti$ulares do <ue Gs expe$tativas industriais
da<ueles CiidemD.
Los dias de Eoje0 essas e outras narrativas se misturam e in*luen$iam mutuamente.
;egundo Atau JanaQa0 existiriam diversas $on*iguraç(es para os las4
MLas industriais ligados a $orporaç(es de te$nologia Cinspirados em
laorat!rios de pes<uisa $omo os 7ell LasD0 las de artem:dia C$entros
$omo o austr:a$o Auturela em Lin80 ligado ao *estival Ars Ele$troni$a0 ou o
TS+ em SarlsruEe0 na AlemanEaD0 las universit?rios diretamente
inspirados no pr!prio +IJ +edia La C$omo o +edia La da Kniversidade
Aalto de #elsin<ueD0 e por *im CU.D laorat!rios $omunit?rios C$omo o
+ediala Prado de +adri e o Sit$Een 7udapest " tam'm $onEe$ido $omo
Si7u " na #ungriaD.N CJALASA0 2)11D
A $ategori8ação proposta por JanaQa esarra0 entretanto0 nas impli$aç(es de uma
delimitação estreita de ojeto. Ele trata essen$ialmente de laorat!rios institu$ionais e
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$om pretens(es de estailidade. /u seja4 deixa de in$orporar tanto a<uelas experi1n$ias
situadas G margem da *ormali8ação organi8a$ional <uanto outras <ue são " por ve8es
inten$ionalmente " e*1meras. A seguir,se esta de*inição deixar:amos de valori8ar o
poten$ial $riativo0 a pluralidade de *ormatos de traalEo e postura pol:ti$a presentes
nestas ?reas E:ridas e din2mi$as.
;em preju:8o aos laorat!rios institu$ionais men$ionados por JanaQa0 '
importante <ue a elaoração de pol:ti$as p%li$as <ue dialoguem $om laorat!rios
experimentais tam'm levem em $onta ini$iativas $omo os Ea$Qlas e Ea$Qerspa$es0 os
*alas e maQerspa$es0 al'm de diversos *ormatos $omo las tempor?rios0 intervenç(es
uranas0 resid1n$ias art:sti$as e o$upaç(es $ulturais.
P $omum <ue tais las ampliados mantenEam um rela$ionamento din2mi$o e
produtivo $om outras *ormas institu$ionais " o ateli10 o est%dio de produção0 a es$ola0 o
museu "0 sem entretanto sumeter,se totalmente G l!gi$a de *un$ionamento destas
*ormas. / <ue os $ara$teri8aria $omo las ' de *ato esta postura avessa G $ristali8ação
de expe$tativas. V? se *alou a<ui anteriormente a respeito do la $omo espaço em
ran$o. Isso dialoga $om o $on$eito de $olaoração <ue Alorian ;$Eneider sugere no
post WColaoração , - notas sore novas *ormas de aprender e traalEar juntosW
2
4
WAs $olaoraç(es são os ura$os negros dos regimes do $onEe$imento. Elas
inten$ionalmente produ8em va8io0 opul1n$ia e mau $omportamento. E a
pr!pria va$uidade delas ' sua *orça.W
Essa visão expandida dos laorat!rios tam'm dialoga $om a perspe$tiva de
perma$ultura apresentada na entrevista $om Pedro ;oler4
MA ideia da X$ultura $omo os<ueX vem da oservação de $omo a $ultura
$res$e e se multipli$a0 *a8endo uma analogia direta do *un$ionamento da
nature8a e $omo a gestão e as pol:ti$as p%li$as poderiam apli$ar o ponto de
2 Post dispon:vel no Besite Ettp4==BBB.Qein.org=node=93 Ca$essado em 16=)9=2)14D
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vista da perma$ultura. A ase do traalEo ' a es$uta0 o olEar0 ou a atenção.
Prestar atenção a tudo o <ue a$onte$e ao redor0 o <ue realmente existe0 o <ue
as pessoas estão gerando e desejando. A partir da: ' poss:vel $omeçar a
entender o <ue est? a$onte$endo $om a $ultura. +uitas ve8es a$Eamos <ue
saemos o <ue ' melEor para os outros0 mas Gs ve8es estamos enganados. E
a partir do *a8er0 das pr?ti$as ' poss:vel $onstruir pol:ti$as p%li$as de
gestão e espaços para dar a$olEida a este tipo de pr?ti$as.N C;/LE50 2)14D.
/utro aspe$to a levar em $onta ' a ideia de $ir$uitos de eventos0 nos <uais a ideia
de laorat!rio desenvolve,se de maneira algo diversa. Isso se d? em tr1s n:veis de
arti$ulação4 o *estival $omo $atalisação de aç(es pontuais0 o *estival $omo justi*i$ativa
para aç(es permanentes0 e a $ir$ulação entre *estivais. / Aestival Auture EverRtEing
C+an$EesterD prop(e a ideia do M*estival $omo laorat!rioN4 o a$onte$imento do evento
*un$iona $omo $atalisador para a arti$ulação de atividades0 o desenvolvimento de
prot!tipos e a tro$a de experi1n$ias. Jem?ti$as desenvolvidas pelo evento atraem
pessoas interessadas em deater0 $riti$ar e propor soluç(es para <uest(es lo$ais.
Diversos eventos t1m seus pr!prios projetos permanentes ou peri!di$os0 $omo o $aso da
PixelversitR ligada ao *estival Pixela$Ee C#elsin<ueD. E muitos atores importantes da
$ultura digital0 da arte eletr>ni$a e da arte,$i1n$ia *re<uentam eventos ligados a um
$ir$uito interna$ional4 os pr!prios Auture EverRtEing e Pixela$Ee0 e ainda Ars
Ele$troni$a CLin80 YustriaD0 Intera$tivos@ e I;EA CitinerantesD0 AILE C;ão PauloD0
Jransmediale C7erlimD0 entre outros. Este $ir$uito propor$iona uma tro$a $ontinuada de
experi1n$ias0 explorando di*erentes $on*iguraç(es $ontextuais e institu$ionais.
Argumena,se a<ui <ue no $ontexto rasileiro pode ser %til pensar tam'm em termos de
um $ir$uito $ontando $om eventos independentes uns dos outros0 a$onte$endo em
di*erentes lo$alidades0 mas traalEando de *orma $oordenada.
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2. Estratégias e recomendaçes
Com o ojetivo de $ontriuir para a *ormulação de pol:ti$as p%li$as voltadas ao
desenvolvimento de produção $riativa em $ultura digital0 elen$a,se a seguir uma s'rie
de propostas de en$aminEamento. Elas aseiam,se tanto na leitura do $ontexto $orrente
a partir de pes<uisa e entrevistas $om atores relevantes nos $en?rios rasileiro e
interna$ional0 <uanto em um Eist!ri$o pregresso de ini$iativas institu$ionais e in*ormais
no pa:s <ue dialogam $om as tem?ti$as deste estudo.
Entre os in$>modos expressados por prati$amente todas as pessoas entrevistadas
ou $onsultadas0 são $entrais a *ragmentação e a *alta de $ontinuidade das aç(es de
pol:ti$as p%li$as voltadas Gs ?reas de *ronteira entre a $ultura e a te$nologia0 entre a
arte e a $i1n$ia0 entre a experimentação e o mer$ado. ;ugerem a ne$essidade de
desenvolver por um tempo mais prolongado me$anismos <ue *re<uentemente *oram
implementados $omo pilotos Cum entrevistado prop(e <ue se mantenEam por $in$o
anos0 para s! depois avaliar o su$esso dos modelos implementadosD.
Espe$ial relev2n$ia neste $ontexto t1m uma s'rie de ini$iativas desenvolvidas
entre os anos de 2))3 e 2)1) no entorno do +inist'rio da Cultura. P o $aso de editais
$omo os pr1mios de +:dia Livre e Cultura Digital. / primeiro *oi $riado a partir de um
intenso di?logo $om atores e eventos envolvidos $om o $ampo da +:dia Livre do 7rasil.
A $riação do edital $ontriuiu para $onsolidar um $on$eito de m:dia livre
parti$ularmente rasileiro. V? o pr1mio de Cultura Digital deu re$onEe$imento
institu$ional e $on$edeu maior autonomia de ação para ini$iativas <ue Eaviam
parti$ipado intensamente da $onstrução do $ampo da $ultura digital dentro do universo
das pol:ti$as p%li$as de $ultura. Amos os editais0 juntos0 premiaram de8enas de
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projetos <ue dariam muitos *rutos nos anos seguintes. / +:dia Livre $Eegou a ter duas
ediç(es0 e desapare$eu do Eori8onte.
Ainda dentro das aç(es do +in$ $onsideradas pr!ximas por atores envolvidos
$om projetos e laorat!rios experimentais experimentais en$ontra,se o edital ZPJA.
Leste $aso0 os $oment?rios são mais am:guos. +esmo G 'po$a0 alguns poten$iais
interessados re$lamavam da ex$essiva uro$rati8ação e engessamento do *ormato do
edital0 <ue previa <ue os proponentes $oordenassem uma s'rie de suprojetos. Por outro
lado0 a orientação expl:$ita do ZPJA G pes<uisa em novas m:dias ' tida $omo um ponto
a *avor0 <ue legitima a ?rea. / mesmo se dava no $aso da 7olsa Aunarte de Produção
Cr:ti$a sore Conte%dos Art:sti$os em +:dias Digitais=Internet0 <ue de$larava
$laramente a internet $omo $ampo de produção $ultural.
Lu$as 7amo88i0 artista e $urador entrevistado para esta pes<uisa0 $onsidera <ue
M#? muita di*i$uldade de entender o experimental. Eu sou sempre o
memro <ue entende o estranEo. 5aramente surgem editais <ue dão $onta do
aspe$to experimental. /s pou$os <ue apare$em não duram. Lão E? interesse
em montar uma $ena0 mas sim de se aproveitar da $ena. P o avesso do
laorat!rio0 ' o avesso da pes<uisa. ;e não E? resson2n$ia de marQeting0
pare$e <ue as ini$iativas se apagam. Exemplo pr?ti$o0 o edital de arte e
te$nologia da Jele*>ni$a <ue es$olEeu o Lamovel teve projetos em
arrojados muito interessantes0 em,su$edidos. +as o edital a$aou0 talve8
por<ue ao valori8ar o lado pro$essual eles não tiveram resultados
mar<ueteiros e não a$Earam <ue $ompensava a $ontinuidade. Fuando o
lamovel ganEou eu senti o peso da <uantidade de gente <ue estava de olEo
no edital e me *alou Xvo$1 ganEou0 Eein@X. JinEa muita $on$orr1n$ia. Pou$o
antes teve um do +ILC0 o ZPJA0 para pensar arte e te$nologia $om a
vertente da edu$ação. #avia uma expe$tativa imensa $om relação a esse
edital. Aoi extremamente $on$orrido0 astante deatido0 existia muito
interesse <ue ele a$onte$esse e $ontinuasse existindo. +as o$orreu uma
%ni$a ve8. E eu me pergunto4 por <u1@N C7A+7/TTI0 2)14D.
Como vemos0 a *alta de $ontinuidade de tais ini$iativas0 <ue muitas ve8es tiveram
somente uma edição0 ' apontada $omo $ausa de insegurança e di*i$uldade de
11
planejamento para aç(es mais apro*undadas e prolongadas. P *undamental <ue a
elaoração de pol:ti$as p%li$as para a $ultura in$orpore algumas destas per$epç(es.
Durante o A!rum da Cultura Digital 7rasileira de 2)1)0 o +inist'rio da Cultura
$Eegou a anun$iar um edital de olsas de $ultura digital experimental <ue deveria ser
puli$ado por a<ueles dias. A elaoração do edital0 a exemplo do +:dia Livre0 tinEa se
aseado em um di?logo0 então em andamento0 $om di*erentes grupos e instituiç(es
interessados no tema
.
. As trans*ormaç(es nas $ir$unst2n$ias pol:ti$as a$aaram *a8endo
$om <ue o edital *osse deixado de lado. Esta $onsultoria $onsidera Eoje *undamental
retomar a arti$ulação de me$anismos de apoio voltados espe$i*i$amente para a
produção experimental em $ultura digital <ue garantam autonomia0 $apa$idade de
planejamento0 possiilidade de $ooperação0 longevidade e lierdade de experimentação.
Lão se trata simplesmente de lançar o edital <ue *oi deixado de lado0 mas de
re*ormul?,lo de a$ordo $om as novas $ondiç(es da $ultura digital sore as <uais
*alou,se no produto anterior. /s t!pi$os aaixo tra8em elementos <ue podem $olaorar
$om essa $onstrução.
2.1. Infraestrutura digital para documentação e publicação
Lo primeiro produto deste levantamento0 *oi en$ontrada uma di*i$uldade em
parti$ular4 a e*emeridade da do$umentação digital sore projetos experimentais.
;urgiram desde linQs apontando para p?ginas <ue não existem mais at' Besites <ue
$umpriam uma *unção meramente promo$ional0 não se prestando a uma mem!ria mais
apro*undada dos eventos a$onte$idos e atividades desenvolvidas. E isso não se limita Gs
. / Anexo II deste do$umento tra8 tre$Eos trans$ritos da mem!ria do en$ontro 5edelas durante o
A!rum da Cultura Digital de 2)1)0 reunindo oa parte das pessoas então envolvidas $om o $ontexto
dos las experimentais de $ultura digital no 7rasil.
12
ini$iativas in*ormais ou pre$?rias. Pelo $ontr?rio0 *oi poss:vel $omprovar <ue alguns dos
projetos <ue tinEam a$esso a mais re$ursos *oram a<ueles nos <uais a do$umentação
demonstrou,se mais e*1mera. +uita in*ormação <ue seria valiosa , para *ins de mem!ria
$oletiva0 $omo material de pes<uisa0 $uradoria0 repli$ação e inspiração para outros
projetos , perdeu,se pela aus1n$ia de um pensamento de longo pra8o neste parti$ular.
A promoção de uma $ultura distriu:da e $ompartilEada impli$a0 segundo Pedro
;oler0 $onsiderar a ne$essidade de estrat'gias de do$umentação e gestão do
$onEe$imento. Por isso0 M' importante <ue os $onEe$imentos sejam aertos e
$ompartilEados0 o <ue vai al'm de puli$ar um do$umento na internet. #? todo um
traalEo para <ue a $ultura seja a$ess:vel0 repli$?vel0 <ue seja estendida para al'm de
uma atividade pontual.N C;/LE50 2)14D.
Para ;usana ;errano0 pes<uisadora e produtora $ultural0 a perspe$tiva das
Pr?ti$as Culturais de C!digo Aerto tra8 Muma nova visão da $ultura <ue não ' s!
$ultura livre mas <ue tam'm est? $ontagiada da 'ti$a Ea$Qer0 e <ue não se limita G
distriuição. Jem a ver $om aproveitar o $onEe$imento <ue *oi gerado anteriormente0 o
<ue j? *oi $riado0 pro$urar a sustentailidadeN. C;E55AL/0 2)14D.
Entende,se pelo exposto <ue pol:ti$as p%li$as voltadas a arranjos experimentais
em $ultura digital pre$isam ne$essariamente in$orporar estrat'gias de do$umentação
<ue atuem em tr1s di*erentes 2mitos4
aD A $omuni$ação pro$essual atrav's de amientes online de $omuni$ação
$olaorativa. Jrata,se a<ui menos de uma estrutura para a puli$ação de $onte%do
*inali8ado do <ue de instrumentos <ue *a$ilitem a gestão distriu:da de ini$iativas
$oletivas. Leste <uesito0 são usualmente utili8adas *erramentas $olaorativas $omo
13
BiQis Camientes de edição $oletivaD0 pads Ceditores de texto $olaorativos e em tempo
realD0 grupos de e,mail0 logs0 a$ervos para imagens0 ?udio e v:deo0 entre outros.
D A divulgação de atividades em $urso $om o ojetivo de atrair $olaoradores0
patro$inadores0 p%li$o e visiilidade. As redes so$iais e Belogs apare$em a<ui0 junto
a m:dias tradi$ionais $omo r?dio0 jornais e J[. P $omum tam'm o uso de m:dia
impressa de al$an$e lo$al0 $om $arta8es e *lRers <ue podem ainda ser $ompartilEados
digitalmente.
$D / registro *inal de atividades. P *re<uente <ue se utili8em v:deos editados0
$at?logos0 relat!rios *ormais0 assim $omo $ompilaç(es <ue relatem reper$ussão na
m:dia ou seleç(es de material produ8ido durante ou a partir dos projetos. A<ui deveria
entrar uma perspe$tiva mais ligada Gs dis$uss(es sore a$ervos digitais0 <ue adote uma
pol:ti$a de disponiili8ação de materiais $om li$enças livres <ue garanta seu a$esso e
reutili8ação em outros $ontextos0 <uando *or o $aso.
Al'm de *a$ilitar o a$esso G mem!ria das atividades0 uma estrat'gia de
do$umentação dialoga $om a ideia de uma $ultura de aertura0 da <ual *alou,se no
primeiro produto. /*ere$endo material <ue pode ser a$essado0 reinterpretado e no limite
remixado0 estaremos $ontriuindo para o universo de $onte%do dispon:vel G Eumanidade
e $om a $onstrução da ideia de ens $omuns e de diversidade $ultural $omo *undadora
do $ampo do digital.
Leste sentido0 Lu$as 7amo88i0 desta$a a import2n$ia de uma do$umentação
$onsistente dos pro$essos não s! em termos de mem!ria $oletiva0 mas $omo maneira de
avaliar as pr?ti$as experimentais4
M/ produto est? soretudo na do$umentação *eita0 <ue mostra tanto o
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pro$esso <uanto o poten$ial de a*e$ção0 de en$antamento e trans*ormação. A
ideia \do Arte.mov e Lam!vel] não era gravar s! o resultado0 era gravar
en<uanto estava a$onte$endo0 *a8endo0 depois <ue parou de *a8er0 e gravar
depois da $oisa pronta. \...] Fuando o patro$inador $orava o produto0 a
gente mostrava o pro$esso e a alegria de algu'm *a8endo. Isso sanava a
ansiedade por um produto. A mediação envolvia mostrar <ue isso tam'm '
produto. / sorriso na $riança tam'm ' produto.N C7A+7/TTI0 2)14D
Lo $aso do Arte.mov0 o artista e $urador entende <ue M*oi um e<u:vo$o pensar o
site \do projeto] $omo divulgação *a$tual e promo$ional para o ano0 e não de $onte%do
dispon:vel para um *uturo pr!ximoN. Ciid.D
5edes so$iais tam'm $ostumam *un$ionar $omo $atalisadoras de parti$ipação e
deate. Correntemente utili8am,se as redes so$iais $orporativas $omo Aa$eooQ0 JBitter
e em menos es$ala o Hoogle Plus. Isso $ria diversas $ompli$aç(es no <ue tange G
autonomia Cdepende,se da perpetuação da gratuidade destas plata*ormas0 ou antes da
manutenção da situação presente0 de tro$a do uso gratuito pela $aptura de dados
pessoais para venda de per*is ao mer$ado puli$it?rioD0 G priva$idade C$omo epis!dios
interna$ionais re$entes demonstram0 não existe priva$idade asoluta nas redes so$iais
$orporativasD e G mem!ria de longo pra8o C' relativamente $omplexo ter a$esso a posts
passados em tais plata*ormasD. Judo isso sem *alar nas pol:ti$as de $ensura e moderação
<ue seguem $rit'rios *re<uentemente os$uros e poten$ialmente $on*litantes $om a
preo$upação $om diversidade $ultural. Kma estrat'gia de do$umentação apropriada para
tal $ontexto demandaria o est:mulo G $riação de outras redes so$iais.
/ amiente online CulturaDigital.7r0 $riado pelo +inist'rio da Cultura $omo uma
rede so$ial de Belogs e *!runs de dis$ussão0 poderia ser um ponto de partida
interessante para experimentar $om tais estrat'gias. +as ' ne$ess?rio um
reposi$ionamento <ue proponEa a migração de uma postura <ue o*ere$ia uma
15
in*raestrutura $entrali8ada de puli$ação de $onte%do para uma <ue se proponEa a
*a$ilitar tam'm a do$umentação distriu:da de pro$essos aertos e a ampla divulgação
de atividades.
Kma solução <ue se proponEa a *un$ionar $omo amiente de $riação0 gestão e
registro pre$isa in$orporar alguns elementos importantes do deate $ontempor2neo
sore redes so$iais. Km dos prin$ipais ' sua $on*iguração $omo rede des$entrali8ada e
*ederada. /u seja0 permitir <ue um usu?rio de uma determinada rede so$ial possa
rela$ionar,se $om outras0 mas mantendo seu universo de rela$ionamentos e $ontatos
$om usu?rios de outras redes. Existem nos dias de Eoje instrumentos $omo o /penID0 a
autenti$ação *ederada e os proto$olos aertos de inter$2mio entre di*erentes sistemas
<ue $aminEam justamente nesta direção.
Deve,se tam'm promover a integração $om possiilidades vers?teis $omo pads0
reposit!rios git0 a$esso e uso em plata*ormas m!veis0 $Eats via Z+PP e
$ompartilEamento na nuvem. P ainda interessante a utili8ação de padr(es $omo o 5;;
ou mesmo APIs espe$:*i$as para garantir o inter$2mio de dados. A portailidade '
outro tema importante4 assegurar <ue os usu?rios possam0 a <ual<uer momento0 de$idir
mudar para outro sistema similar e levar junto seus dados e $ontatos.
Los dias de Eoje0 at' $omo resposta Gs $rises <ue emergiram entre as redes so$iais
$orporativas em anos re$entes0 existem diversas plata*ormas livres e aertas <ue
prop(em,se G $riação de redes so$iais tem?ti$as e autogeridas e a$aam in$orporando
alguns dos elementos $itados a$ima. Exemplos dessa $onstrução são Lorea0 Pump.io0
Diaspora0 Ariendi$a=5ede +atrix0 Corais0 Sune0 Loos*ero0 entre muitas outras. Jam'm
plata*ormas aertas j? estaele$idas e amplamente utili8adas $omo Drupal e Elgg são
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utili8adas $otidianamente para $umprir a *unção de $omuni$ação em um sentido amplo.
A plata*orma CulturaDigital.7r poderia apropriadamente adotar alguma destas
te$nologias para $riar novas possiilidades0 e $om este movimento tam'm $olaorar
para o desenvolvimento das pr!prias te$nologias.
Kma vari?vel parti$ularmente $lara per$eida no $ontato $om di*erentes atores
envolvidos $om a arte e a $ultura digitais no 7rasil *oi a $ar1n$ia por instrumentos de
in$entivo G $uradoria de a$ervos e do$umentação j? existentes. 5egistros em ?udio e
v:deo de eventos $omo0 por exemplo0 o *estival +:dia J?ti$a 7rasil 2)).0 estão
prati$amente aandonados e $orrendo ris$o de desapare$erem. Para não *alar no Est%dio
Livre0 no Aindet?ti$o0 no LA+i+e0 LaZ0 entre $entenas de outros eventos e projetos.
A<ui não se trata somente da *alta de in*raestrutura digital para disponiili8ação de
material4 *altam tam'm maneiras de garantir o tempo de traalEo ne$ess?rio para
sele$ionar0 editar e puli$ar vers(es p%li$as. P importante <ue estrat'gias voltadas a
a$ervos in$orporem essa ne$essidade de valori8ação0 $uradoria e manutenção0 j?
ensaiada em alguns editais mas ainda não estruturada para o longo pra8o.
2.2. eta!Laboratório
Em anos re$entes0 o laorat!rio experimental $omo modelo de organi8ação e
metodologia $olaorativa re$eeu no 7rasil signi*i$ativas $ontriuiç(es0 advindas de
projetos <ue espontaneamente passaram a identi*i$ar,se $om *ormatos assemelEados.
Jeve relev2n$ia tam'm o inter$2mio de ini$iativas rasileiras $om projetos
interna$ionais $omo os en$ontros Latola0 Auture o* tEe La0 Lasurla0 ;ummer o*
Las0 entre outros. / Besite 5ede==Las $umpriu o papel de registrar algumas etapas0
17
ainda <ue de maneira des$ont:nua
4
. Ainda assim0 *a8 *alta por a<ui um es*orço
$ontinuado e estruturado de pes<uisa e mapeamento de laorat!rios <ue volte os olEos
para parti$ularidades do $ontexto rasileiro0 ajudando a $onstruir uma visão de $en?rio e
a estaele$er o $ontato entre indiv:duos0 grupos e instituiç(es $om interesses em
$omum. P importante estaele$er maneiras de a$ompanEar as di*erentes ini$iativas
institu$ionais0 dar visiilidade a arranjos emergentes0 arir espaço para novos talentos e
$ontriuir $om a $ir$ulação de resultados.
A ideia de um +eta,Laorat!rio dialoga tanto $om a imagem do Moservat!rioN
C<ue essen$ialmente volta os olEos a determinado Eori8onteD <uanto $om a do
Mparti$ipat!rioN ou M$olaorat!rioN0 <ue lança mãos G ora para traalEar e inter*erir em
din2mi$as $on$retas. Km om $omeço poderia ser uma plata*orma digital $olaorativa
<ue re$eesse material de atores diretamente envolvidos $om as ini$iativas em <uestão0
podendo tam'm reper$utir periodi$amente em ediç(es impressas.
Complementarmente0 ' essen$ial a reali8ação de en$ontros peri!di$os $om a
*inalidade de tratar de <uest(es $on$retas dos las e projetos experimentais0 e
possiilitar a tro$a de $onEe$imento instrumental. Lão se trataria a<ui meramente de dar
visiilidade G produção de $ada espaço ou ação0 ou então de $olo$ar seus agentes em
uma posição de ensinar o <ue <uer <ue *osse0 mas sim de traalEarem $onjuntamente
em metodologias e desa*ios $omuns aos di*erentes $ontextos e $omposiç(es0 in$lusive
a<uelas não institu$ionali8adas.
Como j? exposto anteriormente0 a<uelas ini$iativas a<ui $Eamadas laorat!rios
4 Dispon:vel em Ettp4==redelas.org Ca$essado em 1&=)9=2)14D0 o 5ede==Las a$umula desde
do$umentação da primeira etapa da pes<uisa sore laorat!rios de $ultura digital desenvolvida em
par$eria $om o +inist'rio da Cultura em 2)1)I <uanto projetos suse<uentes $omo a s'rie de artigos
e minido$ument?rios en$omendados pelo Centro de Cultura EspanEola em 2)110 $omo parte do
projeto Anilla CulturalI e ainda ini$iativas $omo o laorat!rio tempor?rio LaZ montado dentro da
programação do Aestival de Cultura Digital tam'm em 2)11 no 5io de Vaneiro.
18
experimentais $ostumam por E?ito traalEar em rede , tanto em us$a de re$ursos e
in*raestrutura <uanto na *orma de $olaoraç(es0 tro$as de $onEe$imento e de*inição de
tem?ti$as. P interessante <ue se in$entivem estas $ooperaç(es em diversas *ormas4
promovendo en$ontros lo$ais e regionais em pe<uena es$alaI $riando me$anismos
atrav's dos <uais grupos de las possam atuar em $ons!r$io para reali8ar projetos e
eventos maioresI e desenvolvendo0 $omo exposto a$ima0 *erramentas digitais <ue
possiilitem a do$umentação de pro$essos e entregas. Ao $riar uma inst2n$ia
permanente de mapeamento0 arti$ulação de dis$urso e tro$a de re*er1n$ias a respeito dos
laorat!rios experimentais0 pode,se $omater a sensação de reinvenção da roda e de
isolamento de aç(es <ue por ve8es a$omete o $en?rio. Como sugerido anteriormente na
entrevista $om Vorge 7ar$o do +A++ de +edell:n4
Wem ve8 de inventar um novo laorat!rio0 $aptaram o <ue j? estava
a$onte$endo C$oletivos0 artistas0 $omunidadesD e os agregaram em aç(es
$riativas espe$:*i$as0 desenEadas pelos pr!prios las0 <ue transitam pela arte0
o ativismo0 te$nologias livres0 a $olaoração. / papel do museu0 neste
sentido0 ' atuar $omo agregador e $atalisador desses grupos e aproveitar sua
plata*orma e posição $omo $one$tor0 o*ere$endo $ondiç(es e estimulando o
inter$2mio entre ini$iativas j? existentes0 *ortale$endo as experi1n$ias e
promovendo novos desdoramentos e agregaç(es.W C7A5C/0 2)14D.
2.". #cupaç$es% resid&ncias e interc'mbios
Kma das di*i$uldades impostas a <uem tenta desenvolver projetos experimentais
de $ultura digital no 7rasil ' o <ue se poderia de*inir $omo um des$ompasso entre0 de
um lado0 os anseios de artistas0 pes<uisadores0 ativistas0 edu$adores e produtores0 e de
outro as expe$tativas das instituiç(es <ue atuam nas ?reas <ue se rela$ionam $om essa
produção. ;e os primeiros estão interessados em explorar o universo de possiilidades
<ue reside no $ontato entre $ultura e te$nologias , tanto em termos de linguagem e de
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di?logo $om a produção em outras lo$alidades <uanto de engajamento pol:ti$o e
trans*ormação so$ial "0 as %ltimas preo$upam,se em atingir o m?ximo poss:vel de
resultados $om os re$ursos <ue investem.
/ prolema ' <ue0 por de*inição0 pro$essos experimentais não t1m $rit'rios $laros
de avaliação. ;e a intenção ' propor$ionar a exploração de novas linguagens0
desenvolver prot!tipos de novas ases de $onstrução de $onEe$imento0 identidade e
inserção no mundo0 <ual seria a maneira de mensurar seus resultados@
Pedro ;oler assinala alguns $rit'rios a levar em $onta na Eora de avaliar este tipo
de pr?ti$as de laorat!rio4
MKm dos $rit'rios são os n%meros0 <uantidade de pessoas. /utro são as
temporalidades0 <uantidade de tempo. Lão ' a mesma $oisa um grupo de
pessoas <ue se en$ontra uma ou <uin8e ve8es0 onde E? repetição ou
regularidade. Jam'm a produção de do$umentos e sua sistemati8ação0 são
indi$adores muito importantes0 por exemplo di8er <ue $omo resultado *oram
sistemati8ados <uatro prot!tipos repli$?veis. / $ompartilEamento destes
$onEe$imentos. E ainda a <uestão e$on>mi$a4 o <ue *oi gerado não s! no
$ontexto do pr!prio la0 mas os projetos <ue *oram gerados a partir disso.
Por exemplo4 a pessoa <ue parti$ipou do projeto est? agora reali8ando
o*i$inas0 ou traalEando em outro lugar0 et$. P interessante avaliar ao longo
do tempo0 mas nem sempre ' poss:vel. Lo $aso do ;ummerla isso
a$onte$ia por meio da responsailidade de $ada nodo de do$umentar sua
experi1n$ia. De *ato a %ni$a e<uipe <ue re$eeu um $a$E1 *oi para
streaming e do$umentação0 para garantir um om registro. N C;/LE50
2)14D.
La aus1n$ia de uma maturidade institu$ional <ue saia interpretar $onstruç(es
pro$essuais din2mi$as orientadas G $riação do novo e do $omum0 ' muito *re<uente <ue
se lan$e mão de empr'stimos de ?reas j? $onsolidadas e portanto mais *?$eis de expli$ar
G uro$ra$ia. Em ve8 de uma avaliação <ualitativa ou da aertura a resultados
imprevistos0 *ala,se *re<uentemente em MalunosN0 Mo*i$inasN0 MapostilasN ou então
MorasN0 Mexposiç(esN0 e tam'm MatendimentosN ou então Mvisitaç(esN. Esse tipo de
20
$ondi$ionamento de resultados a$aa por in*luen$iar os pr!prios *ormatos de traalEo4 a
intenção de desenvolver pro$essos $riativos aertos , e por ve8es sem um
dire$ionamento $laro de antemão , trans*orma,se em Mo*i$inasN0 onde M*a$ilitadoresN
traalEarão $om Mo*i$inandosN <ual pro*essores e alunos. /u seja0 o <ue se ini$iava
$omo um pro$esso de exploração adota um *ormato de ed$u$ação. Ainda pior0 por
tratar,se de uma $ompreensão super*i$ial do <ue seja a edu$ação0 aseia,se numa
expe$tativa est?ti$a de Mtransmissão de $onte%doN <ue j? *oi su*i$ientemente $riti$ada
dentro do universo das pedagogias $ontempor2neas. / resultado ' <ue nem edu$ação
nem experimentação desenvolvem seu pleno poten$ial.
+esmo <ue se *alasse de uma edu$ação mais aerta0 entretanto0 ainda estar:amos
tratando de uma $onstrução <ue leva a distorç(es. Como j? re*erido em outros traalEos
CA/L;ECA0 2)11D0 o ensino ' essen$ial para o pleno desenvolvimento dos usos
$ulturais das te$nologias , mas não pode ser o %ni$o modo de traalEo. ;e partimos do
prin$:pio de <ue a<uele <ue propor$iona o ensino e a<uele <ue o re$ee t1m posiç(es
*ixas no pro$esso0 estamos indo na direção oposta da experimentação livre e aerta. P
ne$ess?rio pensar em din2mi$as mais in$lusivas0 *lex:veis e arangentes. De *ato0 em
ve8 de trans*ormar o laorat!rio em sala de aula temos assistido a tend1n$ia em propor
justamente o $ontr?rio4 *a8er a es$ola sediar ini$iativas de $orte experimental0 $omo
$omentado no primeiro produto deste levantamento4
W\enxerga,se] o poten$ial da pr!pria es$ola CU.D $omo in*raestrutura
pass:vel de intervenção e reinvenção. CU.D +as ' ne$ess?rio espaço mais
aerto G in*ormalidade0 indo al'm da l!gi$a da X^*ormação_X e do *ormato de
X^o*i$inas_X e atividades mais estruturadas.W
Da mesma *orma0 asso$iar a produção experimental a uma expe$tativa de oras
a$aadas ou exposiç(es tam'm pode *a8er $om <ue os envolvidos dispendam energia
21
demais traalEando em $oisas <ue passam longe de suas aspiraç(es ini$iais.
Como expli$a ;usana ;errano4
MAs instituiç(es t1m di*i$uldades para $ompreender os tempos0 os ojetivos
\dos laorat!rios]. Como não us$amos um tipo de resultados ojetivos0 '
di*:$il atingir um n%mero de p%li$o mensur?vel para justi*i$ar estas
pr?ti$as0 e isso ' uma das linEas do meu traalEo. Po'ti$as de laorat!rio
a$aou sendo uma exposição0 algo <ue para mim ' um *ormato osoleto
para este tipo de pr?ti$as0 mas0 por outro lado0 *oi uma *orma de so$iali8ar
os $onEe$imentos ad<uiridos a partir do <ue *oi produ8ido no mediala. P
pre$iso so$iali8ar os pro$essos0 por<ue senão *i$a di*:$il validar sua
exist1n$ia e en$ontrar apoio e$on>mi$o para $ontinuar. E a: E? um grande
desa*io. As exposiç(es estão osoletas0 mas podem implementar $oisas
novas dentro deste *ormato. Lossa experi1n$ia *oi muito oa0 e teve alguns
elementos interessantes4 não tinEa muitos ojetos0 para <ue o visitante não
*i$asse perdido entre um monte de invenç(es. Aoram pou$os projetos
desenvolvidos $oletivamente0 um pro$esso <ue tentou visiili8ar os
inter$2mios de $onEe$imento. Jam'm *oi muito importante a reali8ação
de o*i$inas0 in$lusive para $rianças0 e ainda os deates0 as per*orman$es.N
C;E55AL/0 2)14D.
P importante insistir4 exposiç(es são $ertamente importantes *erramentas de
$onsolidação de re*lex(es0 $ir$ulação de produção e *ormação de p%li$o. +as se temos
um *o$o na experimentação0 pre$isamos a$eitar <ue o pro$esso de testes0 erros0
aprendi8ados e mudanças de rumo ser? por ve8es muito mais ri$o do <ue eventuais
produtos *inais. Como a*irma Lu$as 7amo88i4
MJenEo $erte8a <ue \a experimentação] seria um $aminEo natural da
inovação0 mas pare$e <ue por marQeting tentaram $olo$ar uma nova
emalagem nesse termo inovação. Como uma nova vertente hype0 <ue vem
sendo pregada por essa l!gi$a de ind%stria $ultural. A experimentação tem
<ue aar$ar o preju:8o0 o erro0 a *alta de p%li$o. Kma experi1n$ia <ue pode
não *un$ionar agora mas pode *un$ionar para uma pr!xima geraçãoN.
Em outras palavras4 las experimentais at' podem *un$ionar $omo es$olas0 mas
não devem ne$essariamente *a81,lo e provavelmente não devem *a81,lo o tempo todo.
Da mesma *orma0 podem operar $omo museus0 mas não devem ne$essariamente *a81,lo0
ou o tempo todo. Pare$eria mais %til pensar em redes de projetos $olaorativos
22
traalEando $omo o$upaç(es $ulturais.
2.!.1. "cupação Cultural# uma inversão de perspectiva
5e$entemente tive a oportunidade de o*ere$er uma pe<uena $olaoração G
elaoração de um programa de al$an$e na$ional <ue tem por ojetivo o*ere$er novas
perspe$tivas sore $ultura na<uilo <ue se rela$iona G in$lusão digital. /s envolvidos0
$om larga experi1n$ia tanto em projetos $ulturais e art:sti$os <uanto na implementação
de pol:ti$as $ulturais0 estavam desenEando o projeto em um *ormato relativamente
pesado4 previam a $ontratação de uma e<uipe *ixa de de8enas de pessoas0 <ue ateriam
ponto em lo$ais distriu:dos por todo o 7rasil. Jal modelo supunEa <ue a intelig1n$ia da
rede viria estrategi$amente de seu $entro0 visuali8ando um pro$esso de o*i$inas <ue
propor$ionaria uma gradual $ontaminação $riativa na direção das pontas. / prolema '
<ue este modo de operação a$aa por gerar algumas di*i$uldades4 $ria uma depend1n$ia
do $entro e a ne$essidade de <ue ele otenEa su$esso $onstante em desa*iar as pontas a
atuarem de maneira $riativa.
+inEa $ontriuição G<uela $onstrução adotou uma perspe$tiva inversa4 em ve8 de
pensar um projeto <ue pre$isava ne$essariamente planejar todas as etapas de *ormação0
$ontrolar e<uipes de traalEo e Eomogeni8ar suas pr?ti$as0 sugeri uma l!gi$a de
o$upaç(es $ulturais mais *lex:veis. La pr?ti$a4 arir uma $onvo$at!ria para indiv:duos
ou grupos proporem projetos de utili8ação da<ueles espaços.
Lão era uma sugestão gratuita. Pelo $ontr?rio0 estava $ons$ientemente *orne$endo
uma $ontriuição aseada na oservação de *ormatos <ue v1m sendo utili8ados por
projetos no mundo todo. Exemplo ' o MIntera$tivos@N $riado pelo +ediala Prado e j?
men$ionado na etapa anterior deste estudo. Jam'm são experi1n$ias relevantes a<ueles
23
projetos j? desenEados para serem n>mades0 $omo o Lao$a0 Lamovel0 `nius #a$Qer
e outros. /u então os programas de resid1n$ias art:sti$as <ue prop(em laorat!rios
tempor?rios. La verdade0 o desenvolvimento de projetos de o$upação tempor?ria de
espaços $ulturais j? ' pr?ti$a $orrente no 7rasil0 a exemplo dos editais de o$upação das
sedes da AKLA5JE ou dos espaços da Caixa Cultural10 ou então do re$ente edital para
projetos a serem desenvolvidos nos Centros Culturais do 7an$o do 7rasil2. /utra
re*er1n$ia atual ' o edital 5edes e 5uas $riado pelas se$retarias de ;erviços0 da Cultura
e dos Direitos #umanos e Cidadania do muni$:pio de ;ão Paulo.0 <ue are in$lusive a
possiilidade de projetos de intervenção urana.
A ideia de o$upaç(es $ulturais d? uma maior 1n*ase em aspe$tos Eumanos0
din2mi$os e $olaorativos em lugar de uma visão mais uro$r?ti$a <ue privilegia o
laorat!rio en<uanto espaço *:si$o e e<uipamentos. JraalEando desta maneira , na <ual
amplos espaços são inten$ionalmente deixados em ran$o "0 trans*orma,se o pr!prio
pro$esso de seleção em um arangente mapeamento de talentos e tem?ti$as mais
alinEados $om as expe$tativas de $ada lo$alidade. Isso reper$ute mais uma ve8 na
projeção de $ontriuir $om uma emergente $ultura da aertura <ue anteriormente
argumentamos estar latente em projetos $ontempor2neos.
Jro$a,se0 em outras palavras0 a ne$essidade de limitar o es$opo Cpara garantir o
$ontrole e a produtividade relativa dentro de uma tem?ti$a prede*inidaD pela aertura ao
inesperado e $onse<uentemente uma maior aund2n$ia e diversidade de produç(es
distriu:das. Janto melEor se Eouver momentos de $ontato e uma estrat'gia de
$omuni$ação em rede C$omo sugerido na seção anterior deste do$umentoD entre os
di*erentes projetos.
24
2.!.2. $esid%ncias e Interc&m'ios# deslocamentos
/s programas de resid1n$ia art:sti$a são um modelo de grande e*etividade na
produção $riativa <ue pode0 $uriosamente0 ser reali8ado $om relativamente pou$os
re$ursos. / simples *ato de propor$ionarem deslo$amentos , nos <uais o indiv:duo ou
grupo são instados a interagir $om um $ontexto diverso da<uele ao <ue estão Eaituados
, desen$adeia pro$essos de re*lexão <ue podem resultar em produç(es muito relevantes.
Como apontado no produto anterior deste estudo4
MAs di*erentes modalidades de parti$ipação o*ere$idas nas resid1n$ias em
en$ontros C$om e sem $uradoriaD e a adoção de modelos mistos *avore$em a
in$lusão0 o inter$2mio e a $ir$ulação entre artistas emergentes e de
re*er1n$ia0 $riadores das mais diversas ?reasI e a promoção de redes de tro$a
de $onEe$imento e $olaoração0 produção de saeres em $omum e a
experimentação $olaorativa de arang1n$ia na$ional e interna$ional.N
Para Lu$as 7amo88i0 esses pro$essos laoratoriais Eoje estão muito $one$tados
$om o pro$esso de resid1n$ias4
M$olo$ar,se em resid1n$ia ' $olo$ar,se num pro$esso de tentativa e erro0 de
deixar <ue $oisas surjam0 viaili8ar ideias <ue não são as grandes ideias mas
são tentativas. Aoi virando uma pr?ti$a mais $omum <ue a dos las. Por<ue
a resid1n$ia pode a$onte$er sem nenEum re$urso. Demanda muitas ve8es s!
um espaço0 ponto de en$ontro0 a pessoa nem pre$isa residir de *ato0 mas um
espaço0 atelier a ser $ompartilEado. / <ue pre$isa tanto para um la ou
resid1n$ia ou algo <ue seja uma *usão de amos não ' muita $oisa4 ' espaço0
tempo " a soma dos dois "0 e a$esso a alguma te$nologia \por exemplo]4
vamos *a8er um projeto em torno de uma impressora .D.N
P positivo <ue um me$anismo estruturado $omo o programa de Inter$2mio e
Di*usão Cultural do +inist'rio da Cultura tenEa re$entemente passado a in$luir
programas de resid1n$ias art:sti$as entre as *inalidades poss:veis para a ins$rição em
seus pro$essos de seleção. /s di*erentes projetos experimentais lo$ali8ados em
di*erentes partes do 7rasil s! teriam a ganEar $om a estruturação de programas de
resid1n$ias , e não somente resid1n$ias voltadas G produção art:sti$a em si0 $omo
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tam'm dire$ionadas ao inter$2mio de metodologias e gestão de projetos $ulturais0 uso
de te$nologias em parti$ular e outros temas <ue poderiam surgir.
Programas de inter$2mio <ue o*ere$essem re$ursos para a reali8ação de
programas de resid1n$ias geridas pelos pr!prios projetos poderiam ser de grande
relev2n$ia para o $ontexto rasileiro , $ontando in$lusive $om a imagem do laorat!rio
<ue re$ee temporariamente outro laorat!rio0 ou mesmo las <ue tro$am de lo$alidade
por determinado per:odo.
2.(. )ircuito
Kma ve8 <ue a imagem do laorat!rio $omo espaço *:si$o dedi$ado0 $om a$esso
restrito e re$Eeado de in*raestrutura ex$lusiva vem sendo <uestionada em *avor de
*ormatos mais aertos e $olaorativos0 $omo ' <ue se arti$ula a *ormação de uma
identidade $oletiva neste $ontexto@ ;e estamos *alando de um $en?rio de tro$as
$onstantes0 $omo ' <ue as pessoas vão saer onde pro$urar oportunidades e $onEe$er
*uturos $olaoradores@
A relativa autonomia do indiv:duo e do grupo $riativo C<ue não pre$isam mais
estar ne$essariamente asso$iados a um laorat!rio em parti$ularD *e8 $om <ue0
$omplementarmente0 ad<uirissem uma maior import2n$ia os eventos e *estivais. V? E?
alguns anos0 uma pessoa interessada em $onEe$er mais sore este $en?rio pre$isa $ada
ve8 menos visitar lugares espe$:*i$os do <ue parti$ipar de eventos <ue estão em geral
inter$one$tados. Aestivais peri!di$os permanentes $omo o Auture EverRtEing em
+an$Eester0 Jransmediale em 7erlim e Ars Ele$troni$a em Lin8 CYustriaD somam,se a
eventos itinerantes $omo o I;EA C<ue em anos re$entes passou0 por exemplo0 pela
Jur<uia0 Estados Knidos e Austr?liaD ou a rede de eventos Pixela$Ee C<ue inter$one$ta
26
*estivais e en$ontros na Ainl2ndia0 Loruega0 Arança0 ;enegal0 Col>mia0 7rasil e outros
pa:sesD.
Em tais eventos0 um n%mero $onsider?vel de pessoas a$aa se reen$ontrando $om
alguma *re<u1n$ia. A *amiliaridade e at' intimidade <ue surgem desse $ontato $onstante
en$etam uma tro$a e uma sensação de perten$imento <ue $ostumam *omentar projetos
$olaorativos entre os integrantes do pr!prio $ir$uito.
/s eventos $ostumam seguir um ou mais de alguns *ormatos4 a des$on*er1n$ia0 o
en$ontro0 o BorQsEop0 o semin?rio0 a exposição. Km deles ' o *estival0 <ue prop(e,se
não somente a se rela$ionar $om o pr!prio tema $omo tam'm $om o pr!prio $ir$uito e
ainda $om a população de determinado lugar. #? alguns anos0 DreB #emment0 $riador
do *estival Auture EverRtEing0 puli$ou um texto $Eamado M/ *estival $omo laorat!rio
vivoN0 no <ual a*irmava4
W/ *estival $ria um espaço no <ual as pessoas podem experimentar e atuar.
As atividades podem in$luir oras de arte0 prot!tipos de te$nologia0
inovação so$ial e projetos de design. Isso *i$a mais interessante <uando '
realmente $olaorativo e as pessoas estão *ora de seus pap'is $onven$ionais
, artistas *a8endo espaços so$iais0 $omunidades $riando te$nologia0
te$n!logxs possiilitando <ue per$eamos o mundo renovado.W
&
/ *estival apare$e assim $omo espaço para $atalisação de aç(es pontuais " <ue reunidas
ad<uirem um al$an$e maior0 peso $onsider?vel e tro$a produtiva para os envolvidos.
Aestivais tam'm podem *un$ionar para justi*i$ar aç(es permanentes em determinados
& Curiosamente0 e reper$utindo uma oservação *eita anteriormente na seção sore in*raestrutura para
do$umentação0 tive di*i$uldades para re*eren$iar este texto de #emment. Eu Eavia tradu8ido um
tre$Eo dele E? alguns anos. Esta tradução $urta ainda est? dispon:vel no site redelas
CEttp4==redelas.org=log=*uture,everRtEing,*estivais,$omo,laoratorios,vivos0 a$essado em
16=)9=2)14D0 mas o original para o <ual apontava retorna $omo p?gina inexistente. Ao pro$urar o linQ
no an$o de dados do Internet Ar$Eive0 en$ontrei uma %ni$a versão salva0 e ela est? entremeada de
palavras des$one$tadas0 provavelmente inseridas ali por um ro> de ;PA+
CEttps4==Be.ar$Eive.org=Be=2)1))9)9)24-)4=Ettp4==BBB.*utureeverRtEing.org=log=2)1)=)-=tEe,*ut
ureeverRtEing,*estival,as,living,la,tEe,est,BaR,to,predi$t,tEe,*uture,is,to,invent,it=0 a$essado em
16=)9=2)14D.
27
lugares " mesmo <ue não exista um $en?rio lo$al signi*i$ativo0 a perspe$tiva do *estival
$ria espaços de atuação mesmo antes e depois de seu a$onte$imento.
Levando em $onta a extensão territorial do 7rasil e a j? $omentada e*emeridade
dos projetos institu$ionais voltados G produção experimental0 ' natural <ue uma visão de
$ir$uito *aça sentido. / <ue a di*i$ulta ' <ue por a<ui tam'm os eventos são e*1meros e
*re<uentemente pontuais0 reali8ados em edição %ni$a. La pr?ti$a0 entretanto0 j? existe no
7rasil uma rede astante atuante C' $omum <ue $onvidados estrangeiros se surpreendam
$om a sensação de <ue no 7rasil prati$amente Mtodas as redes estão $one$tadasN0 de
$erta *ormaD. Jemos de *ato o <ue poderia ser $Eamado de um $ir$uito de eventos <ue '
in*ormal e opera espontaneamente. E Eoje perdura muito mais do <ue <ual<uer um dos
eventos em parti$ular.
Aestivais e en$ontros em di*erentes lo$alidades deveriam poder traalEar
$onjuntamente para soli$itar re$ursos0 o <ue levaria o $ir$uito a tomar $orpo e
*ortale$er,se. Kma estrat'gia de $ir$uito de eventos voltados G produção experimental
deve *igurar no Eori8onte da elaoração das pol:ti$as de $ultura digital.
28
!. Anexo I# Entrevistas
".1. Lucas *ambo++i
Lu$as 7amo88i ' artista multim:dia e pes<uisador em novas m:dias. Produ8
v:deos0 instalaç(es0 per*orman$es audiovisuais e projetos interativos0 tendo traalEos
exiidos em mais de 4) pa:ses. Condu8iu atividades pioneiras ligadas a arte na Internet
no 7rasil entre 133& e 1333 na Casa das 5osas. Aoi $urador e $oordenador de eventos
$omo ;!nar ;P C2))4D0 Li*e Hoes +oile CLoQia Jrends 2))4 e 2))&D e +otomix 2))60
5ed 7ull #ouse o* Art C2))3D e Lugar Dissonante C2)1)D0 tendo atuado tam'm em
eventos $oletivos $omo +:dia J?ti$a 7rasil C2))4D0 Digito*agia C2))&D e Laorda
C2)12D. Aoi artista residente no CAiiA,;JA5 Centre=i,DAJ CPlanetarR CollegiumD e
$on$luiu seu +PEil na Kniversidade de PlRmoutE na Inglaterra. Como artista se dedi$a
G exploração $r:ti$a de novos *ormatos de m:dia independente. Em 2)1) *oi premiado
no Ars Eletroni$a em Lin8=Austria $om o pojeto +oile CrasE e em 2)11 teve uma
retrospe$tiva de seus traalEos no Laorat!rio Arte Alameda0 na Cidade do +'xi$o. Em
2)12 parti$ipou das exposiç(es Je$no*agia CInstituto Jomie /EtaQe0 ;PD e da 7ienal
Tero1 C;an Vose0 EKAD $om traalEos $omissionados pelos organi8adores. Entre 2)1. e
2)14 parti$ipou da 7ienal de Artes +ediales no CEile0 das exposiç(es Hami!logos 2.)
no /i Auturo0 7# e ;ingularidades0 no Ita% Cultural em ;P. ;ão uma $onstante em seus
traalEos re$entes as <uest(es rela$ionadas ao $on$eito de espaço in*orma$ional e as
parti$ularidades de uma arte produ8ida a partir das moilidades e imoilidades do
$ontexto urano. P $riador e $oordenador do Aestival arte.mov " Arte em +:dias
+!veis C2))6,2)12D e do Lamovel0 um ve:$ulo $riado para atividades laoratoriais e
29
art:sti$as em espaços p%li$os C2)12D <ue re$eeu em 2)1. menção Eonrosa no Prixars0
do Ars Ele$troni$a. P um dos ideali8adores e $uradores do +ultitude0 um evento de arte
$ontempor2nea <ue tem $omo ponto de $on*lu1n$ia o emate $om o termo multidão.
Oesite4 Ettp4==BBB.lu$asamo88i.net
$etrospectiva de projetos
M#? uma di*erença entre *a8er um evento e *a8er uma atividade disparadora de
outras. Pensamento de *ormação0 <ue pode levar G $riação de novos sistemas e projetos0
de passar o $onEe$imento adiante. Ai8 o A!rum 7#T [:deo. Aalta de um $ir$uito em
7#. 5io j? tinEa. CU.D Era um evento0 mas viaili8ou pes<uisas e uma mostra. CU.D /
pro$esso laoratorial est? imerso na produção de eventos. Depois *i8 o EletroniQa0
*o$ado em m%si$a eletr>ni$a0 $om 5odrigo +inelli. Pensando uma atividade <ue
explorasse o lado mais pro$essual <ue poderia ser $ompartilEado $om os *re<uentadores
do *estival.N
MPosteriormente parti$ipei do A!rum de m:dia expandida. Kso de so*tBares de
?udio sendo usados por gente de imagem. 5emix. [V $ontaminando as artes visuais0 o
v:deo. / A!rum $omeçava a *alar mais de portailidade e m:dias m!veis. A: *i8emos o
arte.mov. Aoi o primeiro *estival do 7rasil *o$ado na moilidade0 junto $om o
+oile*est <ue ' da mesma 'po$a. JinEa pou$os no mundo. #ouve exploração
pro$essual0 laoratorial. Exploramos o <ue dava pra *a8er $om isso <ue não seja s! para
as $ompanEias venderem.N
MPra mim nun$a interessou *a8er o evento em si0 grandes eventos. +as sim
eventos <ue pudessem viaili8ar isso \pro$essos laoratoriais]. Isso não ' um dis$urso
va8io0 ' por uma ne$essidade minEa de nun$a ter en$ontrado essas oportunidades para
desenvolver meu pr!prio traalEo.N
30
MLa primeira edição do Arte.mov tivemos v:deos de $urtissima metragem.
Levavam em $onsideração a linguagem0 a de*i$i1n$ia t'$ni$a dos aparelEos. Dava um
$elular top de linEa $omo pr1mio. Alguns ganEadores usaram os $elulares <ue
re$eeram para *a8er v:deos no ano seguinte0 e da: viraram reali8adores.N
MCom o arte.mov0 lançamos um edital. / traalEo do 7runo [ianna *oi uma
esp'$ie de modelo para o edital. A gente $omissionou um traalEo dele <ue em 2))9
serviria $omo modelo para o edital de arte em m:dias moveis. Ele $riou uma esp'$ie de
laorat!rio. Levamos ele no par<ue0 ele pes<uisou0 desenvolveu um pro$esso
laoratorial <ue a gente us$ou repetir nos anos seguintes. Isso *e8 estimular uma $ena0
assim $omo algum pensamento $r:ti$o0 j? <ue era muito n:tida a pegada $onsumista
na<uele momento. / aspe$to laoratorial vinEa $omo *orma de neutrali8ar o aspe$to
$onsumista0 dar outro uso para a<uilo \a te$nologia].N
MA gente sempre *e8 $at?logos. Jem uma pilEa0 todo ano a gente *e8 1)))0 2))).
Distriu:mos pra muita gente. P ana$r>ni$o0 estamos a$umulando papel.N
MAalei antes sore o evento $riando $oisas <ue $ontinuam para depois do evento.
Kma parte ' $riar $oisas <ue *a8em sentido no evento0 mas tam'm tem o lado de ver o
<ue *alta. A es$asse8 ' o <ue leva G dis$ussão. A $onstatação de <ue sempre *altou um
laorat!rio0 nun$a *oi su*i$iente0 mesmo entre os <ue existiram.N
MEdital de m:dias lo$ativas do Arte.mov4 em alguns momentos a gente <ueria <ue
tivesse sido um la de *ato para algum artista desenvolver ali junto $om outros uma
atividade0 assim $omo a$onte$eu no $aso do 7runo. Ele *e8 o so*tBare0 levou l? e
desenvolveu. Jeve um pro$esso laoratorial mas não um la de *ato. +as o <ue ' um
la de *ato@ Fuais suas $ara$ter:sti$as@ Propor$ionar a oportunidade0 viaili8ar algo0
31
mas em termos de <u1@ De re$ursos0 a gente $onseguia. +as talve8 estes re$ursos
estejam asso$iados a tempo0 espaço0 e instrumental Ce<uipamentosD. / edital *un$ionou
assim0 mas em algum momento a gente pensou XPor <ue não $riar uma o*i$inaX@ Em ve8
de um projeto <ue ser? apresentado no ano seguinte0 por <ue não algo <ue possa ser
mostrado &,1) dias depois@ A: surgiu o LetBorQed #a$Qla.N
MLetBorQed Ea$Qla tinEa uma vertente mais edu$ativa. JinEa um om
rela$ionamento $om a [ivo0 antiga Jelemig Celular. A e<uipe *oi para a [I[/ e passou
a de*inir as direti8es $ulturais da empresa.N
MPensamos o [ivola $omo uma parte mais edu$ativa. A primeira ação *oi o
LetBorQed #a$Qla. Isso era pensado por n!s e proposto para a [ivo. A gente $onseguia
par$eiros para arir as portas dentro da [ivo. J:nEamos um om $ontato0 algo
privilegiado0 mas na inst2n$ia na$ional da [ivo não era tão *?$il. Eles seguem uma
l!gi$a do marQeting0 da mar$a0 peças gr?*i$as0 visiilidade. Jivemos par$eiros <ue
estavam interessados não em marQeting0 mas nesse tipo de projetos <ue propusemos.
Assim *oi <ue surgiu a Luvem0 e teve outros v?rios tam'm em 7el'm0 Porto Alegre0
;alvador0 Hoi2nia. Eram aç(es <ue ante$ediam o *estival e reali8avam Ea$Qlas
tempor?rios0 por meio das leis estaduais de isenção *is$al.N
M;e a gente dependesse somente do +in$ ou Lei rouanet0 usaria s! um tipo de
isenção *is$al. E isso ' uma $oisa $r:ti$a do ponto de vista das leis do 7rasil. Fuem
$onsegue um projeto na 5ouanet pode re$eer veras vindas de um tipo de imposto0
mas tem muita gente <uerendo. Fuando se $Eegava $om uma $arta de projeto aprovado
pela lei 5ouanet pre$isava disputar $om de8enas de projetos <ue estavam j? na *ila.
Lossa sa:da *oi des$entrali8ar usando as leis estaduais <ue são menos uro$r?ti$as0 t1m
32
valores menores mas são mais ?geis. Aomos disparando projetos $om par$eiros no
7rasil inteiro. Esse era um interesse expresso do ministro Hil e do Vu$a0 a
des$entrali8ação.N
M;endo m:dias lo$ativas0 a gente *a8ia $oisas espe$:*i$as de $ada lugar. 7el'm nas
praças. ;alvador ' uma $idade ruidosa. Porto Alegre game na orla. Lidando $om as
$ara$ter:sti$as de $ada $idade. Pensando $ada ação em *unção da espe$i*i$idade Cda lei e
topogr?*i$a0 da $idade mesmoD. Losso $entro era 7#0 não era exatamente um $entro.
5io *e$Eou a lei estadual por muito tempo0 e <uando voltou0 j? tinEa pronto o projeto da
Luvem. Assim $omo Aelipe em Katua0 depend:amos da lei estadual.N
MA [ivo a$aou des$ontinuando o apoio e es$olEeu voltar para a l!gi$a dos
grandes eventos em ;ão Paulo e no 5io0 <ue ' uma l!gi$a de ag1n$ia de puli$idade0
nao de gente de arte e $ultura.N
(a'movel
MLamovel surgiu por ne$essidade de espaço alternativo e *lex:vel. Com arte.mov0
Gs ve8es não $onsegu:amos traalEar por<ue os espaços são agendados $om um ou dois
anos de ante$ed1n$ia. +esmo <uando pre$is?vamos s! de uma ase. ;urgiu a ideia de
um trailer. Apare$eu um edital da tele*>ni$a de arte0 te$nologia e edu$ação0 e então
montamos o projeto <ue estava latente0 pensando num espaço deslo$?vel. Eu e Hisela
Doms$EQe. Jeve apoio0 ajuda estrutural do arte.mov. Coin$idiu $om a desestruturação
do programa da [ivo. Jentamos entrar $om os editais <ue existem0 ganEamos o Prin$e
Claus Aund0 Proa$0 +ondriaan. Estamos no momento *inali8ando o Proa$.N
M/ primeiro projeto do lamovel *oi uma resid1n$ia. Aoi $ir$unstan$ial0 proposto
pelo LI+Q0 Instituto de +:dia,arte da #olanda0 mas a gente não $ontinuou. / LI+Q
tinEa um trailer e perguntou se não <ueriamos *a8er o mesmo por a<ui. L? o LI+Q *oi
33
desestruturado em seguida pelo governo0 junto $om todas as outras organi8aç(es , s!
soraram os grandes patro$inadores. / Lamovel ini$ialmente era um projeto de
o*i$inas em lugares onde não Eavia o*erta de arte e te$nologia. Jentamos o primeiro
Proa$. A atividade $ultural em ;ão Paulo se $on$entra na região $entral. Tona Lorte0 por
exemplo0 não tinEa nada0 mas $on$entra 3)a das es$olas de sama. ;! o ;E;C tem
atividades em toda a $idade. A ideia era levar projetos para onde não E? o*erta. Lão s!
$om o arte.mov0 mas outros eventos saem <ue levar p%li$o ao $entro ' $ompli$ado.
/s eventos $on$orrem $om de8enas de outros na Paulista0 na Augusta. Aa8er o $ara
deslo$ar,se duas Eoras para vir ao $entro e voltar ' demais0 por isso a ideia *oi de $riar
uma situação laoratorial em lugares onde ela não existe.N
MA ideia era *a8er em <ual<uer lugar0 mas aos pou$os vimos <ue era om ter uma
situação de apoio0 um anEeiro por perto0 energia0 et$. Lão $onEe$emos ;a$omã0
Parais!polis0 #eli!polis0 Areguesia0 e $Eegar sem $onEe$imento lo$al ' di*:$il. Ai8emos
uma par$eria $om $entros lo$ais0 em espe$ial nas o*i$inas para mulEeres $om o re$urso
do Prin8 Claus. Lão pedimos re$ursos para os par$eiros lo$ais0 $Eegamos $om a
estrutura paga. /*ere$emos te$nologias *?$eis de ser repli$adas0 <ue podem $ontinuar
depois0 $omo ensinar a *a8er um ampli*i$ador $om mi$ro*one0 e ele pode *a8er outros
depois. Ai8emos na Casa do Te8inEo $om o Panetone CCristiano 5osaD. Fuem <uiser0
pode $ontinuar *a8endo0 e pode en$ontrar nisso um ganEa,pão0 um EoR pra
$omplementar sal?rio.N
MPara entender os lugares0 $ontamos $om os par$eiros. Lamovel *oi restrito a ;ão
Paulo0 $om pou$as ex$eç(es. Aomos a Katua0 *omos a ;antos0 reali8amos uma o*i$ina
de es$uta e Eist!rias em Campinas num mani$>mio.N
34
MAoram o*i$inas $urtas0 um pro$esso laoratorial em r?pido0 de 1 a . dias. Lão '
uma l!gi$a de pensar em resultados. A $omuni$ação ' prioritariamente atrav's do site e
das redes so$iais. Lo $omeço $ontrat?vamos assessorias de imprensa0 mas não *a8ia
sentido. Estão muito a$ostumadas $om evento grande0 not:$ia0 release0 $oertura0 mas o
<ue a gente *a8 não ' nada grandioso. Lão interessa G grande m:dia. 7us$amos mais
ins$riç(es e do$umentar0 mais do$umentação do <ue divulgação.N
MKm dos *ormatos Eerdados do arte.mov *oram pe<uenos do$ument?rios0 um
teaser e outro de - a 1) minutos <ue *i$a no $anal de [imeo0 e pode ser usado para
re*er1n$ia. Depois vai para o log e redes so$iais. Com arte.mov a gente j? *a8ia isso.
Do arte.mov temos uma !tima do$umentação em v:deo0 p'ssima em Besite Cera
promo$ional0 de divulgação e não registroD. +as arte.mov investia muito em $at?logo0
na maioria il:ngue0 o <ue ' traalEoso. Eram textos in'ditos0 in$luindo a iogra*ia dos
parti$ipantes0 an?lise $riti$a0 *otos. [1m sendo esto$ados e não sei o <uanto as pessoas
$ontinuam juntando e $ole$ionando. La 'po$a as pessoas <uerem os $at?logos0 mas uns
anos depois *i$a osoleto0 $om pou$as ex$eç(es. Arte.mov era $aeçudo0 de $r:ti$a0 nem
tão preo$upado $om grande pol:ti$a.N
Produtos e documentação
M/ produto est? soretudo na do$umentação *eita0 <ue mostra tanto o pro$esso
<uanto o poten$ial de a*e$ção0 de en$antamento e trans*ormação. A ideia \do Arte.mov e
Lam!vel] não era gravar s! o resultado0 era gravar en<uanto estava a$onte$endo0
*a8endo0 depois <ue parou de *a8er0 e gravar depois da $oisa pronta. \...] Fuando o
patro$inador $orava o produto0 a gente mostrava o pro$esso e a alegria de algu'm
*a8endo. Isso sanava a ansiedade por um produto. A mediação envolvia mostrar <ue isso
tam'm ' produto. / sorriso na $riança tam'm ' produto.N
35
MA [ivo em algum momento des$oriu <ue uma das aç(es mais interessantes de
marQeting *oram os desdoramentos produ8idos pela instalação de uma antena pr!xima
a Alter do CEão CPar?D <ue propor$ionou $one$tividade a uma população <ue não tinEa
a$esso G tele*onia. /s pro*essores $omeçaram a dar aula dentro do ar$o0 $omeçaram a
per$eer <ue o a$esso G te$nologia poderia in$orrer numa din2mi$a de mudança so$ial.
Começaram a ver a antena de Alter do CEão $om um dos grandes projetos da [ivo. Isso
nos ajudou a não pre$isar um $omprometimento de resultados0 tanto ' <ue a Luvem
nun$a pre$isou de relat!rio para demonstrar $oisa pronta0 apenas o logo est? no portal.N
MAoi um e<u:vo$o pensar o site \do projeto] $omo divulgação *a$tual e
promo$ional para o ano0 e não de $onte%do dispon:vel para um *uturo pr!ximo JinEa os
videos0 mas Eouve um prolema t'$ni$o e o material dos anos anteriores não est?
dispon:vel na Be.N
M/ Lamovel est? pare$ido0 mas ' um log0 mais *?$il0 al'm do [imeo e Ali$Qr. E
agora investimos em um $at?logo para juntar todas as aç(es do Lamovel at' Eoje0
$itando tudo. Para mostrar um resultado0 em vista das *alEas <ue a gente pere$eeu no
site. #? irregularidade de redação. V? os do$ument?rios *oram *eitos sempre $om o
\Lu$as] Hervilla $omigo0 existe uma a*inação <ue *un$iona0 um *ormato <ue *un$iona.
Lão ' para o patro$inador0 ' para o projeto0 $omo respons?vel pela mem!ria do projeto.
Lo Lamovel0 $om Hisela0 isso vira uma responsailidade de re$ontar a Eist!ria para
novos $ontextos.N
MLamovel ' *eito para o tamanEo <ue '. Di*:$il pensar em expansão. Como seria@
Criar & ou 6 Qomis@ Aui em <uase todas as aç(es0 tenEo um envolvimento a*etivo.
Jrata,se de um projeto modesto0 <ue tende a permane$er. ;e tiver <ue expandir0 vai ter
36
<ue en$ontrar par$eiros <ue <ueiram levar isso $omo a gente vem levando0 $om a
mesma paixão.N
MA$reditar no pro$esso laoratorial não ' di*:$il por<ue a *alta de laorat!rios '
patente. Lo meu per:odo de universidade0 nun$a tive a$esso a laorat!rio. Fuando *ui
estudar na Inglaterra0 não tinEa l?0 s! depois <ue eu sa:. Dou aula em universidades
$omo ;ELAC e AAAP <ue t1m re$ursos0 estrutura te$nol!gi$a mas não t1m pensamento
laoratorial. Lão se deixa usar a<uilo para *ins de experi1n$ia0 de mera experi1n$ia0 mas
s! pra traalEo demandado por pro*essores. Isso ' um prolema na a$ademia0 na arte. A
gente *i$a tentando tra8er a experi1n$ia da $i1n$ia para o $ampo art:sti$o0 pela *alta
dessa din2mi$a no $ampo art:sti$o.N
MA$Eo <ue esses pro$essos laoratoriais Eoje estão muito $one$tados $om o
pro$esso de resid1n$ia. Fuando a gente $omeçou no Lamovel uma resid1n$ia a gente
a$reditou <ue a resid1n$ia era o dispositivo0 a din2mi$a <ue permitiria o traalEo
laoratorial. Colo$ar,se em resid1n$ia ' $olo$ar,se num pro$esso de tentativa e erro0 de
deixar <ue $oisas surjam0 viaili8ar ideias <ue não são as grandes ideias mas são
tentativas. Aoi virando uma pr?ti$a mais $omum <ue a dos las. Por<ue a resid1n$ia
pode a$onte$er sem nenEum re$urso. Demanda muitas ve8es s! um espaço0 ponto de
en$ontro0 a pessoa nem pre$isa residir de *ato0 mas ter um espaço0 atelier a ser
$ompartilEado. / <ue pre$isa tanto para um la ou resid1n$ia ou algo <ue seja uma
*usão de amos não ' muita $oisa4 ' espaço0 tempo0 a soma dos dois0 e a$esso a alguma
te$nologia. \Por exemplo] Xvamos *a8er um projeto em torno de uma impressora .dX.N
MFuando eu $ome$ei $omo artista0 <uase pedia des$ulpas por me ver artista. Lão
*i8 arte0 não pretendia. Então sempre $olo<uei o nome MexperimentalN nos meus
37
traalEos4 v:deo experimental0 experi1n$ia. La e experi1n$ia são duas $oisas <ue estão
juntas. ;empre *i8 projetos experimentais mesmo não tendo um laorat!rio. A minEa
ideia ' sempre ter um laorat!rio para $ontinuar *a8endo experi1n$ias. / Lamovel '
isso0 eu nun$a *i8 um projeto meu no Lamovel0 sempre de outros artistas , <ue tenEo
$erte8a <ue <uerem esse tipo de oportunidade para *a8er experi1n$ias. Fuerem ter essa
$ir$unst2n$ia , resid1n$ia0 viagem0 dispositivo0 te$nologia.N
Exposição )ultitudes
MP uma exposição <ue ' uma experi1n$ia e tem um dispositivo <ue permite um
laorat!rio $uratorial. Jem inspiração de outras experi1n$ias anteriores0 a ideia do ;K;0
atendimento p%li$o0 $urador de plantão. Lão ' uma invenção0 ' um modelo0 muitos
artistas j? *i8eram traalEos em *unção disso. [inEam0 *alavam $om o $urador. [oltavam
e ele ainda tentava *a8er alguma $oisa di*erente. Isso tem um parentes$o $om a <uestão
laoratorial.N
M+ultitude não vai ter $at?logo impresso. / ;E;C desaprova isso pelo $usto0
e$ologia e medo do en$alEe. E pelo traalEo <ue d? não justi*i$ava ser s! em PDA.
;aendo disso0 $arregamos mais o site $om esse $ompromisso $omo ponto de reunião
de materiais. Jem traalEos <ue entraram pela $uradoria de plantão <ue s! estão no site.
Km dos traalEos in$lusive *oi dar uma agunçada no site. / site vai $ontinuar0 ' nossa
*orma de registro. Est? no ;E;C0 mas vamos manter um a$Qup em outro servidor.N
Pol*ticas p+'licas de cultura no ,rasil
MV? parti$ipei da elaoração de editais0 no arte.mov tivemos o edital de m:dias
m!veis e outro s! para a região ama8>ni$a0 mais um para o sul. Aui da $omissão de
muitos editais. ;ei <ue E? muita di*i$uldade de entender o experimental. Eu sou sempre
o memro <ue entende o estranEo. 5aramente surgem editais <ue dão $onta do aspe$to
38
experimental. /s pou$os <ue apare$em não duram. Lão E? interesse em montar uma
$ena0 mas sim de se aproveitar da $ena. P o avesso do laorat!rio0 ' o avesso da
pes<uisa. ;e não E? resson2n$ia de marQeting0 pare$e <ue as ini$iativas se apagam.N
MComo exemplo pr?ti$o0 o edital de arte e te$nologia da Jele*>ni$a <ue es$olEeu o
Lamovel teve projetos em arrojados0 muito interessantes0 em,su$edidos. +as o
edital a$aou0 talve8 por<ue ao valori8ar o lado pro$essual eles não tiveram resultados
<uanti*i$?veis e não a$Earam <ue $ompensava a $ontinuidade. Fuando o Lamovel
ganEou eu senti o peso da <uantidade de gente <ue estava de olEo no edital e me *alou
Xvo$1 ganEou0 Eein@X. #avia muita $on$orr1n$ia.N
MPou$o antes Eouve um do +ILC0 o ZPJA0 para pensar arte e te$nologia $om a
vertente da edu$ação. #avia uma expe$tativa imensa $om relação a esse edital. Aoi
extremamente $on$orrido0 astante deatido0 existia muito interesse <ue ele a$onte$esse
e $ontinuasse existindo. +as o$orreu uma %ni$a ve8. Eu me pergunto4 por <u1@ Por <ue
s! uma ve8 se Eavia tanta gente interssada nele@ Hente de arte e te$nologia0 e a*ins0 e
so$ial e ativismo e pensando em politi$as p%li$as. Eu digo <ue Eaveria lastro de
p%li$o de interessados para ele $ontinuar por mais 4 ou & anos pelo menos0 e a: se *a8er
a avaliação de $ontinuidade ou não. As politi$as p%li$as pare$em emperrar no interesse
imediatista da gestão da<uele momento0 do gainete0 do se$ret?rio. +uda o se$ret?rio0 o
outro não tem interesse em dar $ontinuidade.N
Economia criativa- experimentação e inovação
MJenEo $erte8a de <ue a experimentação seria um $aminEo natural da inovação.
+as pare$e <ue por marQeting tentaram $olo$ar uma nova emalagem no termo
inovação0 $omo uma nova vertente ERpe0 <ue vem sendo pregada por essa l!gi$a de
ind%stria $ultural. Lun$a *ui simp?ti$o a essa ideia por alguns motivos. [inEa $omo
39
t?ua de salvação para uma pol:ti$a <ue pare$ia ter $aminEos interesantes. Colo$a nas
mãos da ini$iativa privada uma responsailidade <ue poderia ser do Estado. [em $om
uma roupa de neolieralismo <ue não se en$aixa na l!gi$a de uma responsailidade de
pol:ti$a $ultural dentro da <ual a gente vinEa a$reditando0 na medida <ue deixa na mão
do empresariado0 mesmo <ue jovem0 e $olo$a nos mesmos par2metros de soreviv1n$ia
de uma empresa0 o lu$ro. Jrans*ormar a experimentação em lu$ro não a$redito <ue seja
o $aminEo ideal. A experimentação tem <ue aar$ar o preju:8o0 o erro0 a *alta de
p%li$o. Kma experi1n$ia <ue pode não *un$ionar agora mas pode *un$ionar para uma
proxima geração. A ind%stria $ultural <uer resultados imediatistas0 <uer resultados <ue
sao muito pr!ximos da ideia de marQeting. P uma $ontinuação0 um tent?$ulo mais
re*inado0 $apilar0 do neolieralismo.N
".2. ,edro -oler
Aormado em Artes Digitais pelo Instituto Audiovisual da Kniversidade Pompeu
Aara0 7ar$elona " EspanEa C133-,1339D0 Pedro ;oler desenvolveu uma intensa $arreira
pro*issional $omo $riador e agitador $ultural. Arti$ulador de in%meras ini$iativas
individuais ou $oletivas rela$ionadas $om a arte multim:dia e o teatro0 tais $omo
Ai*tR*i*tR Cdistriuidora independente de $onte%do multim:midaD0 Dadata C$riação
audiovisualD0 Didas$alie.net Cplata*orma para teatro e multim:diaD0 HI;;.tv Cserviços de
streaming $om so*tBare livreD. Curador do Aestival ;onar em 7ar$elona entre os anos
2))) e 2))60 artista,programador para teatro em Paris de 2)). a 2))6. Entre 2))6 e
2))3 traalEou $omo Diretor de #angar.org0 Centro de Produção de Artes [isuais em
7ar$elona. Aoi $urador de diversas exposiç(es. Em 2)11 ini$iou Plata*orma Cero0 um
$entro de produção e pes<uisa art:sti$a dentro do $entro de arte LA7oral em Hij!n0
40
EspanEa. A partir de 2)12 parti$ipou $om o*i$inas e intervenç(es no Pixela$Ee
C#elsin<ueD0 Hre$ movbibment CLa Caldera0 7ar$elonaD0 La;urLa CFuitoD0 ;ummer o*
Las CEusQadi=Hali8ia=PortugalD0 4)4 ;$Eool Lot Aound CIntermediae0 +adridD0 5CS
CLa Porta0 7ar$elonaD0 Je$nomagxs CLaoratorio de Arte Alameda0 +'xi$oD entre outras
atividades. Atualmente reside em +edel:n0 na Col>mia0 onde $olaora $om instituiç(es
$omo Casa Jres Patios0 PlatoEedro e Centro de Arte Contempor2nea de Fuito.
Atualmente ' $onsultor do projeto MJaller P%li$o de Experimenta$i!nN0 um laorat!rio
<ue ser? inaugurado no Par<ue Explora de +edell:n CCol>miaD em meados de 2)1&.
Oesite4 Ettp4==root.ps
A cultura como um 'os.ue
MA ideia da X$ultura $omo os<ueX vem da oservação de $omo a $ultura $res$e e '
multipli$ada0 *a8endo uma analogia direta do *un$ionamento da nature8a e $omo a
gestão e as pol:ti$as p%li$as poderiam apli$ar o ponto de vista da perma$ultura. A ase
do traalEo ' a es$uta0 o olEar0 ou a atenção. Prestar atenção a tudo o <ue a$onte$e ao
redor0 o <ue realmente existe0 o <ue as pessoas estão gerando e desejando. A partir da: '
poss:vel $omeçar a entender o <ue est? a$onte$endo $om a $ultura. +uitas ve8es
a$Eamos <ue saemos o <ue ' melEor para os outros0 mas Gs ve8es estamos enganados.
E a partir do *a8er0 das pr?ti$as ' poss:vel $onstruir pol:ti$as p%li$as de gestão e
espaços para dar a$olEida a este tipo de pr?ti$as.N
MA perma$ultura nos ensina <ue a nature8a j? sae $omo se organi8ar. Di*erente
do sistema industrial0 onde se promovem as mono$ulturas e os $ultivos geneti$amente
modi*i$ados0 nosso ponto de vista ' o da diversidade0 dos ni$Eos0 este os<ue <ue
*lores$e em m%ltiplas *ormas. A<ui a ideia de utilidade0 de verdadeiro e *also0 de $erto e
errado deixa de *a8er sentido. Imaginamos uma $ultura de diversidade imensa $om um
41
monte de ni$Eos <ue pro$uram o seu lugar. Então o interessante ' dar suporte a essa
diversidade e *ortale$er as $ulturas0 al'm de apoiar as pessoas nos seus pro$essos de
$riação. Lão devemos es<ue$er <ue os gestores $ulturais não são os $riadores0 os
$riadores são a ase e toda a gestão deve estar muito $one$tada $om o <ue est?
a$onte$endo na ase. E tem <ue se preo$upar em $olo$ar em movimento estrat'gias e
pol:ti$as <ue en*ati8em a diversidade e a multipli$idade da produção $ultural. Jam'm
E? uma multipli$idade de *ormas de sustentailidade0 imaginamos uma mistura de
$roBd*unding0 re$ursos p%li$os e privados. Cada projeto tem seu pr!prio per*il de
gestão0 *inan$iamento e apoio. A$reditamos <ue ' uma *unção p%li$a do Estado e dos
muni$:pios o apoio desta diversidade $ultural Cde a$ordo $om a de$laração da
Convenção sore a Proteção e promoção da diversidade das express(es $ulturais da
Knes$o0 em 2))&D.N
M/utra <uestão ' a mudança da ideia do $onsumidor e produtor. Esta $ultura est?
mais rela$ionada ao *a8er do <ue ao $onsumir0 e o <ue $onsumimos tende a ser o <ue '
produ8ido pelos nossos pares. Jam'm pensamos em $omo a $ultura ' distriu:da e
$ompartilEada0 o <ue leva a $onsiderar a ne$essidade de estrat'gias de do$umentação e
gestão do $onEe$imento. Por isso ' importante <ue os $onEe$imentos sejam aertos e
$ompartilEados0 o <ue vai al'm de puli$ar um do$umento na internet. #? todo um
traalEo para <ue a $ultura seja a$ess:vel0 repli$?vel0 para <ue seja estendida para al'm
de uma atividade pontual. Km exemplo disso poderia ser o trans,Ea$Q,*eminismo0 <ue
inventamos em 2)11 <uando a$onte$eu um en$ontro do movimento trans*eminista na
EspanEa $om o movimento Ea$Qer0 <ue a$onte$eu no ;ummerla de 2)11 em Hij!n
CAsturias,EspanEaD. A partir da: $omeçou a se $Eamar assim e E? uma semana tivemos o
42
primeiro *estival trans,Ea$Q*eminista em Cala*ou. Estas $oisas vão emergindo0 não d?
para planejar as pr?ti$as. P um exemplo de algo <ue emerge organi$amente e depois tem
$ontinuidade0 ningu'm inventou. Identi*i$ar o <ue est? emergindo nas pr?ti$as e dar
a$olEida0 arris$ar,se a dar espaços para este tipo de pr?ti$as.N
MJam'm temos <ue $onsiderar $omo responder Gs ne$essidades dos $riadores0
tanto em termos de espaços e m?<uinas0 e $omo vamos viver *a8endo tudo isso. Lão '
*?$il viver $omo artista0 temos <ue $onstruir e$onomias mistas0 <ue atravessem as
pr?ti$as0 a partir da repli$ação de atividades0 do $onEe$imento. La minEa experi1n$ia a
sustentailidade vem de sistemas variados0 m%ltiplos e diversos de *inan$iamento. Em
2)1. *i8 um traalEo de pes<uisa no Canad? sore $omo se sustentam os artistas
digitais. Lingu'm se dedi$ava somente a $riar arte. Jodos davam aulas0 *a8iam o*i$inas0
outros traalEos0 e todos vivem numa e$onomia mista. P muito di*erente *inan$iar um
espaço em ;ão Paulo do <ue no nordeste0 ou num lugar a*astado. La Col>mia e no
E<uador a$onte$e a mesma $oisa. A<ui a diversidade pode ser pensada $omo
territorialidade0 e a partir das di*erentes linguagens de um pa:s multi$ultural0 levando
em $onta os me$anismos de a$esso para toda a população. #? pou$o estive $omo j%ri
para o +inist'rio da Cultura do E<uador e eles tinEam um sistema astante estrito de
distriuição pelo territ!rio. [o$1 ganEa mais pontos se est? traalEando $om ind:genas0
*ora dos $entros uranos0 num $ontexto rural0 em espaços orientados G trans*ormação
so$ial. Lão estamos *alando somente em dinEeiro0 mas em sustentailidade0 numa
mudança na matri8 produtiva do modelo.N
Exemplos de experi%ncias de la'orat/rio relevantes0contextos de
emerg%ncia
MDurante o pro$esso de pes<uisa e $riação interativa em teatro0 experi1n$ias
43
desenvolvidas entre 2))1 e 2))40 $omeçamos a traalEar $om so*tBare de imagem e
?udio em tempo real. Começamos então a *ari$ar prot!tipos de so*tBare e *oi montada
uma plata*orma para so$iali8ar essas in*ormaç(es. Era pre$iso inventar todo um entorno
e a: o su$esso de um projeto depende totalmente da $apa$idade de $olaorar0
$ompartilEar re$ursos0 algo *undamental no teatro j? <ue ' tão $ara a reali8ação. Leste
laorat!rio geramos diversos espet?$ulos e reali8amos o*i$inas na Arança.N
MDepois disso passei pro #angar0 <ue ' um lugar importante devido a ter uma
$omunidade muito ativa em volta0 E? re$ursos para $ontratar uma e<uipe de traalEo
<ue a$ompanEa e *a8 a mediação0 algo extremamente importante por<ue um laorat!rio
não pode ser um espaço onde a$onteça <ual<uer $oisa4 tem e<uipamentos0 as $oisas t1m
<ue ser $uidadas no seu lugar0 E? uma s'rie de proto$olos para <ue um laorat!rio possa
*un$ionar $oletivamente.\U.] P um espaço de $ru8amento das $omunidades de
desenvolvedores0 pessoas <ue gostam de Ea$Qear0 e tam'm artistas <ue pro$uram $riar
algo por si mesmos0 ou en$arregar a reali8ação de um projeto0 da: <ue $onseguimos
astante *inan$iamento do laorat!rio por meio dos pedidos de produção t'$ni$a dos
artistas. ;empre tem <ue $uidar do e<uil:rio0 do espaço *i$ar dispon:vel para a
$omunidade. / laorat!rio tem <ue ser $ompreendido $omo espaço de experimentação
e prototipagem0 não espaço de produção em massa. Jem <ue ser poss:vel o erro0 a
experimentação. Isso pode nutrir tam'm uma rede mais ampla de neg!$ios0 de
empresas e organi8aç(es <ue depois se en$arregam da parte de produção e
desenvolvimento. / laorat!rio nutre outro espaço0 não s! de artistas de *ora mas
tam'm de residentes <ue aproveitam a in*raestrutura do lugar.N
MFuando estive no #angar imaginamos junto $om a diretora de La Laoral *a8er
44
um en$ontro anual dos Ea$Qers i'ri$os em Hij!n0 Ast%rias. / ;ummerla ' um
en$ontro de uma semana0 vo$1 vem e prop(e um nodo de traalEo0 e <ual<uer um pode
parti$ipar. A organi8ação ' $ompletamente Eori8ontal aseada nos MnodosN ou grupos de
traalEo. Cada um vem *a8er suas $oisas. Lo in:$io *oram .) ou 4) pessoas0 e em 2)11
<uase 2)). Lum espaço $ompartilEado as $oisas $omeçam a se misturar e gerar essas
diversidades e mutaç(es <ue estamos us$ando propi$iar. Lo $aso do ;ummerla os
en$ontros em Hij!n *oram at' 2)110 mas $ontinuamos reali8ando em outros lugares. Em
2)12 *oi em Lantes0 7ilao0 Casalan$a0 Hal:$ia0 igual em 2)12 e em 2)1. na Hal:$ia0
Lantes e Casalan$a. Esta ' uma das estruturas <ue inspiram e são repli$adas. Kma
$oisa importante ' <ue não Eavia pressão sore a produção no ;ummerla0 não Eavia
tentativa de instrumentali8ação. A lierdade de pes<uisa dos parti$ipantes era respeitada0
as pessoas podiam traalEar no <ue elas <ueriam. cs ve8es isso ' $Eo$ante. Em 2)11 os
diretores da Laoral *i$aram Eorrori8ados $om todas as meninas $om $orte de $aelo
punQ0 at' $olo$aram seguranças. P importante levar isso em $onta para elaorar normas
de $onviv1n$ia não aseadas na apar1n$ia0 mas no <ue vo$1 est? *a8endo. Isso '
*undamental para um $ontexto latino,ameri$ano onde se pretende o*ere$er a$esso
massivo a este tipo de re$ursos. Km a$esso aerto e ao mesmo tempo $om $uidados de
segurança.N
Experi%ncias n1mades- prec2rias- ocupaçes
MPulando no tempo0 a renovação do #angar surgiu tam'm da matri8 de Aadaiat e
das $omunidades de usu?rios de so*tBare livre na EspanEa. Estive envolvido no
segundo Aadaiat em 2))4,2))&0 era um laorat!rio em $ondiç(es pre$?rias para o
traalEo e pes<uisa tempor?rios. / ;ummerla tam'm não ' um laorat!rio *ixo0 *a8ia
parte da programação de Plata*orma Cero0 um espaço *ixo de produção e pes<uisa
45
dentro de La Laoral. Los %ltimos anos tenEo me interessado muito em projetos <ue são
mais marginais0 <ue tem a ver $om a ruralidade0 $omo a Luvem no 7rasil0 onde se
$ominam atividades pontuais $om outras $ontinuadas0 <ue vão gerando redes de
pessoas e redes de $onEe$imento. P tam'm o $aso do +inQala na Col>mia. Estes
las voltam,se muito para a <uestão da mudança da matri8 produtiva0 de Eaitar o
planeta de outra *orma.N
MLa Am'ri$a Latina ' importante não importar modelos0 mas gerar a partir dos
pr!prios $ontextos lo$ais e das pr!prias experi1n$ias0 isso ' asolutamente *undamental.
;e a gente voltar para a ideia da $ultura $omo os<ue0 $ada vegetação est? rela$ionada a
seu $ontexto0 <ue o*ere$e $ondiç(es *avor?veis e apropriadas. Lão *a8 sentido tentar
transplantar um pinEo na Ama8>nia por<ue não vai vingar. Jemos <ue oservar <uais
são as ne$essidades e desejos0 e $omo $riamos este espaço0 estas estu*as0 espaços
protegidos onde a diversidade pode se mani*estar.N
Como avaliar resultados de experi%ncias emergentes- processos vivos3
MKm dos $rit'rios são os n%meros0 <uantidade de pessoas. /utro são as
temporalidades0 <uantidade de tempo. Lão ' a mesma $oisa um grupo de pessoas <ue se
en$ontra uma ou <uin8e ve8es0 onde E? repetição ou regularidade. Jam'm a produção
de do$umentos e sua sistemati8ação0 são indi$adores muito importantes0 por exemplo
di8er <ue $omo resultado *oram sistemati8ados <uatro prot!tipos repli$?veis. /
$ompartilEamento destes $onEe$imentos. E ainda a <uestão e$on>mi$a4 o <ue *oi gerado
não s! no $ontexto do pr!prio la0 mas os projetos <ue *oram gerados a partir disso. Por
exemplo4 a pessoa <ue parti$ipou do projeto est? agora reali8ando o*i$inas0 ou
traalEando em outro lugar0 et$. P interessante avaliar ao longo do tempo0 mas nem
sempre ' poss:vel. Lo $aso do ;ummerla isso a$onte$ia por meio da responsailidade
46
de $ada nodo de do$umentar sua experi1n$ia. De *ato a %ni$a e<uipe <ue re$eeu um
$a$E1 *oi para streaming e do$umentação0 para garantir um om registro.N
4omentar participação0comunidades
MP pre$iso ter gente apaixonada0 <ue entusiasma outras pessoas e passa seu
$onEe$imento0 pessoas muito antenadas no <ue est? a$onte$endo0 para <ue estes espaços
surjam por meio da identi*i$ação das ini$iativas de ase. ;enão *i$am va8ios e ningu'm
os utili8a.N
Inovação- criatividade e experimentação
MP nossa tare*a reali8ar uma reapropriação da ideia de inovação0 temos <ue *a8er
nosso dis$urso. Jemos <ue suverter a ideia de inovação a partir de nossas pr?ti$as e
viv1n$ias.N
".". -usana -errano
;usana ;errano ' gestora e $omuni$adora $ultural0 *o$ada em pr?ti$as art:sti$as
<ue reali8am usos so$iais e $riativos das novas te$nologias. Complementa atividades de
pes<uisa te!ri$a $om a pr?ti$a em di*erentes 2mitos da gestão $ultural independente0
instituiç(es p%li$as e organi8aç(es privadas.
JraalEa $om pr?ti$as de M$!digo aertoN0 vin$uladas ao movimento do so*tBare
livre e da $ultura livre0 $om desta<ue para os novos espaços de $riação no *ormato de
MlaoratorioN. Colaoradora de di*erentes ve:$ulos de imprensa0 produ8 tam'm
$onte%do para di*erentes logs pessoais e redes so$iais.
Li$en$iada em #ist!ria da Arte pela Kniversidade de ;evilEa0 atualmente '
doutoranda em Comuni$ação pela mesma universidade. Jam'm ' do$ente e o*ere$e
palestras em $entros edu$a$ionais0 $ulturais e universidades.
47
Oesite4 Ettp4==susanaserrano.$$
Pr2ticas culturais de c/digo a'erto
M/ De$?logo de Pr?ti$as Culturais de C!digo Aerto
6
*oi um ooQsprint
7
<ue
organi8ei e *oi dedi$ado ao traalEo das instituiç(es no 2mito $ultural0 sem estar
restringido Gs pr?ti$as art:sti$as. / nome $!digo aerto pode $on*undir0 ser entendido
$omo aerto demais e assim apropriado pelo $apitalismo. Estas <uest(es são tratadas no
livro. Para mim0 $!digo aerto signi*i$a estar vin$ulado a uma maneira de *a8er as
$oisas onde a m?xima prin$ipal ' a livre $ir$ulação do $onEe$imento0 $onsiderando a
arte $omo um meio de $onEe$imento. ;e a $ultura ' um direito0 pre$isa seguir
par2metros $oerentes $om a id'ia do aerto <ue estamos tra8endo a<ui.N
M5e$entemente *ui $onvo$ada a parti$ipar de um novo ooQsprint sore o *uturo
dos $entros $ulturais na Europa $riativa. ;o*tBare e EardBare livre são um
$ondi$ionamento ?si$o. Lão se limita G distriuição e Gs li$enças0 a<ui estamos *alando
de uma nova visão da $ultura <ue não ' s! $ultura livre mas <ue tam'm est? $ontagiada
da 'ti$a Ea$Qer0 e <ue não se limita G distriuição. Jem a ver $om aproveitar o
$onEe$imento <ue *oi gerado anteriormente0 o <ue j? *oi $riado0 pro$urar a
sustentailidade0 algo <ue os governos nem sempre respeitam por<ue $ostumam destruir
o <ue os anteriores *i8eram e seguir os interesses dos <ue governam. Jam'm in$lui
uma regulação das pr?ti$as aseadas no em $omum e na merito$ra$ia.N
Experi%ncias de la'orat/rios
MAssim <ue me *ormei em Eist!ria da arte $ome$ei a traalEar no Centro Andalu8
de Arte Contempor2nea0 e es$revia $r:ti$a de arte para o jornal Diario de ;evilla.
6 Puli$ação dispon:vel em Ettp4==1)penQult.$$= Ca$essado em 2.=)9=2)14D.
- Km ooQsprint ' um en$ontro de traalEo dedi$ado a reunir pessoas para produ8ir uma puli$ação ou
grupo de puli$aç(es em tempo $urto. P $omum <ue sejam reali8ados em per:odos de . a - dias.
48
Come$ei a entrar em $ontato $om o $ir$uito de medialas tempor?rios <ue $omeçaram a
surgir e o movimento de so*tBare livre. Lão me interessava muito pelo mundo das
galerias0 e a$Eava <ue o prin$ipal elemento <ue era pre$iso trans*ormar era o mer$ado
da arte. Considerava <ue ele era negativo para a $ultura e <ue gerava uma elite <ue se
a*astava do tipo de pr?ti$as art:sti$as do meu interesse. / primeiro projeto <ue
$omeçamos *oi o la Ytomos R 7its em 2))90 <ue $onvo$ava aos *riQis CnerdsD0 da:
*ormamos uma asso$iação para levantar a ne$essidade em ;evilEa de uma in*raestrutura
similar ao +ediala Prado. /utras re*er1n$ias *oram o #angar0 os Ea$Qmeetings e o
movimento de Ea$Qlas <ue *un$ionaram muito em em $entros so$iais $omo o Patio
+aravillas de +adrid ou La invisile de +?laga. Para mim todos esses lugares *a8iam
parte de um $ir$uito de medialas não restrito aos mais institu$ionais.N
MA experi1n$ia do Ytomos R 7its *oi in$r:vel0 lemro <ue entre os $onvidados
veio o pessoal <ue depois montou a rede so$ial livre e autogerida L,10 um projeto muito
om <ue teve seus prolemas de sustentailidade0 o <ue a$onte$e $om muitos projetos
independentes0 mas <ue tra8ia a import2n$ia de <ue estamos Eaitando $otidianamente
redes so$iais <ue não são livres0 estamos visitando um tipo de $entros $omer$iais $omo
Aa$eooQ0 JBitter0 et$. E todo esse traalEo de $ons$ienti8ação *oi muito importante. A
gente $onvidou essas pessoas para <ue se reunissem e $ontinuassem desenvolvendo seu
traalEo. 5eali8amos o*i$inas0 mesas redondas sore estes temas. CEegamos a $onvidar
at' alguns pol:ti$os da $idade0 eles não entendiam nada sore o assunto. Era di*:$il o
di?logo por<ue não entendiam o <ue a gente pedia0 <ue asi$amente era um espaço $om
uma m:nima estrutura0 internet e alguns $omputadores. Para al'm do e<uipamento
*:si$o0 <ue poder:amos $onseguir de outro jeito0 o <ue sempre pedimos era espaço <ue
49
pudesse ser autogerido0 e <ue *un$ionasse $omo um $entro <ue não se adapta tanto ao
<ue geralmente se $onEe$e $omo $entro de arte0 por<ue in$lui outras dis$iplinas
tam'm0 mas <ue est? atravessado pela $riatividade. Deu $erto0 $onseguimos uma pista
de $arrinEos aandonada <ue *oi $onvertida num espaço $1ni$o experimental $om oa
in*raestrutura $Eamado Pista Digital0 $om um e<uipamento de streaming muito om0
tudo *eito em so*tBare livre0 e onde parti$ipou muita gente de toda EspanEa. Essa *oi a
primeira experi1n$ia0 e *oi onde me dei $onta <ue t:nEamos <ue $ontinuar nessa linEa.N
MA partir da: tenEo parti$ipado de di*erentes redes e eventos0 nos ;ummerlas em
di*erentes lugares de EspanEa. A$Eo <ue o ;ummerla tem sido uma das $oisas mais
signi*i$ativas0 $om Pedro ;oler liderando de alguma *orma essa rede0 e ' uma pena <ue
tenEa se desarti$ulado mesmo <ue ainda existam alguns $omo o pessoal de Alga,la em
Hali$ia e no Pa:s 7sas$o tam'm. Em +adri os $ompanEeiros de Jaa$alera $ontinuam
lutando e ainda no #angar $ontinua Eavendo atividades em nessa linEa. +as ' uma
pena <ue não Eaja mais apoio para o ;ummerla0 por<ue saemos <ue se esses espaços
de lierdade e $riação não são *omentados0 ningu'm ganEa. Por<ue a inovação $ultural
e de $onEe$imento parte desse tipo de espaços. P a nossa $on$lusão depois de muitos
anos pes<uisando e lendo muito0 entrevistando muitas pessoas. ;empre Eouve espaços
alternativos0 em todas as 'po$as0 temos <ue ser $uidadosos $om tudo <ue est? muito
$ontrolado pelo Estado ou pelas empresas privadas. Lão E? motivos para rejeitar
patro$:nios p%li$os ou privados0 sempre <ue seja mantida a autonomia para programar
atividades.N
Poéticas de la'orat/rio 555.poeticasdela'oratorio.cc
M/ projeto Po'ti$as de Laorat!rio sore pr?ti$as art:sti$as de $!digo aerto
representou uma volta ao <ue eu realmente <ueria estudar. A arte me interessa e
50
$omeçou a me in$omodar <ue nestes medialas sempre se *ala da so$iedade0 da
te$nologia0 mas ningu'm <uer *alar de arte0 não E? $rit'rios ou valoração. +as na Eora
de pedir *inan$iamento a eti<ueta da arte era utili8ada por<ue serve. Isso me
in$omodava por<ue respeito muito a pr?ti$a art:sti$a0 $onsidero <ue ' um m'todo de
pes<uisa tão v?lido <uando o $ient:*i$o. Lão são m'todos ra$ionais0 as metodologias
art:sti$as muitas ve8es $Eegam a um $onEe$imento mais pro*undo <ue depois pode ser
apli$ado a di*erentes ?reas. / $!digo aerto ' o paradigma atual <ue segue <ual<uer
pr?ti$a engajada. Jive a sorte de ter sido sele$ionada para a resid1n$ia art:sti$a da
Luvem no 7rasil em 2)120 *oi maravilEoso por<ue $onvivi $om & artistas num lugar
onde se desenvolviam uma s'rie de projetos muito di*erentes0 onde vivi o dia a dia0 o
pro$esso0 o inter$2mio de ideias0 $omo se traalEa neste tipo de medialas in$lusive no
meio rural0 onde E? uma preo$upação $om a sustentailidade e a e$ologia.
;ele$ionamos 6 $ategorias para de*inir estes pro$essos0 algumas em portugu1s e outras
em espanEol. Kma delas era mutirão C*a8er tudo $oletivamente0 algo t:pi$o destes
projetosDI re*il Crela$ionado $om a re$i$lagem e o remix de materiais e ideiasDI po'ti$as
de laorat!rio Cuma re*lexão est'ti$a sore estas pr?ti$as agrupadas $om a eti<ueta
Mlaorat!rioN por ser experimentais e $olaorativasD e so*tBare livre $omo *erramenta
?si$aI janelas , por<ue dialogava $om temas de per$epção0 por exemplo utili8ando as
te$nologias para se $omuni$ar $om a nature8a0 e essa janela para outra $oisa $om o
$omponente de pes<uisa $ient:*i$a <ue tinEam a maior parte dos projetos.N
$elação das pr2ticas de la'orat/rio com as instituiçes
M+inEa experi1n$ia dialogando $om as instituiç(es para reali8ar este tipo de
projetos tem sido $ompli$ada0 por<ue elas não $ostumam entender as ases destes jeitos
de *a8er0 da: o valor do es*orço de *a8er o $at?logo de pr?ti$as $ulturais de $!digo
51
aerto0 <ue pretendia ser uma *erramenta de mediação. As instituiç(es t1m di*i$uldades
para $ompreender os tempos0 os ojetivos \dos laorat!rios]. Como não us$amos um
tipo de resultados ojetivos0 ' di*:$il atingir um n%mero de p%li$o mensur?vel para
justi*i$ar estas pr?ti$as0 e isso ' uma das linEas do meu traalEo. Po'ti$as de laorat!rio
a$aou sendo uma exposição0 algo <ue para mim ' um *ormato osoleto para este tipo
de pr?ti$as0 mas0 por outro lado0 *oi uma *orma de so$iali8ar os $onEe$imentos
ad<uiridos a partir do <ue *oi produ8ido no mediala. P pre$iso so$iali8ar os pro$essos0
por<ue senão *i$a di*:$il validar sua exist1n$ia e en$ontrar apoio e$on>mi$o para
$ontinuar. E a: E? um grande desa*io. As exposiç(es estão osoletas0 mas podem
implementar $oisas novas dentro deste *ormato. Lossa experi1n$ia *oi muito oa0 e teve
alguns elementos interessantes4 não tinEa muitos ojetos0 para <ue o visitante não
*i$asse perdido entre um monte de invenç(es. Aoram pou$os projetos desenvolvidos
$oletivamente0 um pro$esso <ue tentou visiili8ar os inter$2mios de $onEe$imento.
Jam'm *oi muito importante a reali8ação de o*i$inas0 in$lusive para $rianças0 e ainda
os deates0 as per*orman$es.N
MAlgumas instituiç(es são mais sens:veis a estas <uest(es. +ediala Prado0
Jaa$alera0 #angar tam'm. +as sempre E? o ris$o de <ue as pr?ti$as $ulturais sejam
politi8adas de uma *orma negativa0 espe$ialmente <uando se pro$ura espet?$ulo0
n%mero de visitantes. Isso não tem nada a ver $om o 2mito <ue estamos pes<uisando0
<ue trata de produ8ir $onEe$imento $omo se *osse <ual<uer laorat!rio de <u:mi$a ou
gen'ti$a0 e depois $ompartilEar isso. Agora estamos vendo $omo *a8er isso de *orma
sustent?vel.N
M/ %ltimo projeto <ue estive envolvida ' o *estival de $inema Creative Commons
52
de ;evilEa0 <ue parte de uma rede de *estivais $om ase em 7ar$elona0 $om gente
in$r:vel <ue ini$iou o *estival promovendo a m?xima Ea$Qer de M$opie este *estivalN
para promover a repli$ação e *a$ilitar apoio de $onEe$imento e de material. Isso '
genial0 o*ere$e uma alternativa aos *estivais mais $l?ssi$os0 G <uestão da ex$lusividade.
Fueremos <ue os *ilmes sejam vistos em todos os lugares0 prin$ipalmente o $inema
independente.N
Avaliar produtos0resultados
MA arte pro$essual não ' algo novo0 existe desde o s'$ulo ZZ. Lemro muito em
uma exposição do movimento Aluxus no Centro Andalu8 de Arte0 *i<uei triste por<ue
tinEam $olEido elementos e $olo$ado em vitrines0 isso não *a8ia sentido por<ue o
movimento *luxus teve sentido na ação0 <uando estava vivo. +orto não *a8ia sentido
algum. A arte tem <ue ser entendida e respeitada no seu pro$esso vivo e livre. / desa*io
' o pro$essual0 as experi1n$ias <ue Gs ve8es não t1m autor0 <ue t1m muitos erros0 um
pro$esso <ue at' diria não pretende nem <uer ser Mmusei*i$adoN. Jalve8 dev1ssemos
entender a $ultura de outra *orma0 sem tantos autores0 onde todo o mundo parti$ipa.
A<uilo de Mtodo o mundo ' um artistaN Eoje *a8 todo o sentido0 vo$1 olEa na internet e
est? $Eeia de $riatividade. / papel das instituiç(es evidentemente tem <ue mudar. Lão
d? para *a8er exposiç(es da mesma *orma. Pre$isamos estar antenados aos movimentos.
Alguns deles são an>nimos e somente pre$isam de apoios pontuais0 $omo resid1n$ias.
Aposto muito na aprendi8agem a <ual<uer idade0 nas resid1n$ias art:sti$as de produção0
e <ue enxerguemos $oletivamente $omo são as $oisas sem tantas eti<uetas.N
6ummerla'
M/s medialas <ue Eoje *un$ionam em provavelmente estão se perguntando as
mesmas $oisas <ue estamos $onversando por a<ui0 tentando resolver. Por<ue estamos
53
atravessando uma mudança de paradigma <ue não ' tão *?$il de resolver. Por exemplo0 o
*ato de <ue La Laoral tenEa deixado de apoiar a reali8ação dos ;ummerlas ' o t:pi$o
$aso de $omo uma instituição $omete um erro0 pois o ;ummerla era o mais
interessante <ue o*ere$ia a<uela instituição. E a *rase Mo la ' a redeN <ue j? ouvi de
alguns rasileiros ' o <ue sempre tento di8er0 Gs ve8es as pol:ti$as são *eitas de $ostas
para as pessoas0 e não se dão $onta <ue $ada $entro de arte são as pessoas <ue
*re<uentam o lugar0 e se ningu'm vai perde o sentido. La Laoral $onsiderou pol1mi$as
algumas per*orman$es *eitas na %ltima edição0 e não entendiam o valor disso tudo0
<uando vinEam artistas de toda EspanEa0 <ue não pediam nada em tro$a0 era uma *onte
de $riatividade in$r:vel0 e na trajet!ria de $ada parti$ipante talve8 tivesse mais
import2n$ia este evento <ue <ual<uer outra exposição. Este tipo de en$ontro devia
a$onte$er a $ada verão. Pessoas des$onEe$idas $onviviam $om os artistas0 e era o %ni$o
<ue *a8ia entender estas novas pr?ti$as por<ue te $onvidava a estar dentro. Lingu'm
*e$Eava a porta e todos podiam aprender.N
Comunidades0participação0gestão
M/utra das aç(es ?si$as <ue um $entro de arte devia levar G *rente ' estar em
$ontato $om as $omunidades0 $om o <ue j? est? sendo *eito nas $omunidades lo$ais0
pelo movimento $idadão. Isso tam'm ' perigoso por<ue muitas ve8es as instituiç(es
pro$uram seus ene*:$ios e os $oletivos sentem,se um pou$o utili8ados. Por isso '
importante ter ons gestores.N
MPer$eo tam'm uma Eiridi8ação de per*is. +uitos $uradores reali8am um tipo
de traalEo <ue poderia ser estudado $omo o de <ual<uer artista0 in$lusive v?rios artistas
vivem do traalEo de $uradoria mais do <ue sua pr!pria ora. P ne$ess?rio melEorar a
*ormação e o envolvimento dos pro*issionais da $ultura.N
54
MLos %ltimos tempos *ala,se mais em $omunidades do <ue redes. Ao *alar em
$omunidades pensamos em pessoas <ue de$idem agrupar,se por a*inidades ou interesses
em $omum0 e <ue $uidam umas das outras nesse pro$esso de $onviv1n$ia0 tro$ando
ideias0 mas tam'm $om a maneira em <ue as $oisas são *eitas e nas $ondiç(es de
reali8ação. Leste sentido pode ser mais interessante pensar mais em $omunidades do
<ue em redes. As redes são um pou$o mais invis:veis0 outras são muito extensas e $om
pou$o $ontato entre si0 mas ' a nossa maneira de nos organi8ar0 não s! na $ultura.
Fuando disse a<uilo de Mo la ' a redeN <uis desta$ar o *ato de <ue o la ' *eito pelas
pessoas. Lão são os e<uipamentos0 nem os espaços0 nem os lugares. Claro <ue em
muitas redes estamos super pr!ximas ao 7rasil e G Col>mia0 mesmo separadas por
tantos <uil>metros0 e um pou$o mais a*astados da Arança0 por exemplo0 <ue *i$a a<ui do
lado. Lo De$?logo de Pr?ti$as Culturais de $!digo aerto dedi$amos um dos $ap:tulos
para as $omunidades0 tentamos expli$ar a sua import2n$ia. E ao *alar de $entros de arte0
pre*iro *alar em $omunidades a*ins a $ada lugar em ve8 de p%li$os.N
Inovação0economia criativa
MAs pr?ti$as art:sti$as e $ulturais são um terreno aduado para a inovação0 isso '
*ato0 ' real0 e muitas empresas j? entenderam isso e estão $riando espaços $om outras
din2mi$as para <ue essa lierdade ne$ess?ria a$onteça0 sem estar dirigida a *inalidades
$on$retas0 para <ue a inovação se produ8a de *orma %til. ;empre *oi assim0 temos visto a
parte $riativa dos engenEeiros e os $ientistas <ue a$onte$e se o*ere$emos as $ondiç(es
ne$ess?rias. Por outro lado0 E? um perigo no dis$urso <ue entende a arte e a $ultura
$omo motor da e$onomia. Lão ' assim. Arte e $ultura são direitos ?si$os para o
desenvolvimento da so$iedade0 por muitos motivos. / traalEo de dProdu$tions Clivro
Innova$i!n en CulturaD ' muito om para entender todo esse pro$esso de
55
empreendimentos $ulturais e $ompreender <ue a $ultura ' um direito0 não um re$urso
para $riar e$onomia por<ue *ari$a $oisas. Claro <ue tam'm pode gerar din2mi$as0
pensamento0 traalEos0 prot!tipos <ue servem para outras produç(es de empresas. De
*ato gosto muito da ideia de <ue a ind%stria $olaore $om os artistas. / projeto
Conexiones Improales desenvolveu uma resid1n$ia $om este $on$eito e *oi
em,su$edida. +as temos <ue ser $uidadosos $om a andeira da $ultura $omo motor da
e$onomia0 por<ue não ' $omo a mentalidade neolieral <uer nos *a8er a$reditar0 e esse
dis$urso est? entrando $om *orça na Am'ri$a Latina.N
56
7. Anexo II# Encontro $edela's 82919:
Em novemro de 2)1) $elerou,se na Cinemate$a 7rasileira0 em ;ão Paulo0 a
segunda edição do A!rum da Cultura Digital 7rasileira. Era um evento interna$ional
organi8ado pelo +inist'rio da Cultura e pela 5ede La$ional de Ensino e Pes<uisa
C5LPD0 e arti$ulado em rede atrav's da plata*orma $olaorativa CulturaDigital.7r. /
A!rum a$onte$ia em um momento de grandes expe$tativas para a $ultura digital no
7rasil4 estava no ar a impressão de <ue a rede <ue Eavia $onstru:do a pr!pria ideia de
uma $ultura digital rasileira teria en*im uma representação institu$ional $apa8 de
$onsolidar os muitos avanços otidos $om de8enas de experi1n$ias pontuais nos anos
interiores.
Km dos temas em deate durante o A!rum eram os laorat!rios de $ultura digital
experimental. Desde aril da<uele ano0 a Coordenadoria,Heral de Cultura Digital do
+inist'rio investira es*orços em entender o $en?rio de *ronteira entre arte0 te$nologia0
ativismo0 edu$ação e inovação no 7rasil. Preparava então o lançamento de um edital de
olsas de $ultura digital experimental0 voltado a resolver algumas das demandas
en$ontradas durante as $onversas $om di*erentes atores durante a<ueles meses. 7us$ava
tam'm entender <ual seria o papel do pr!prio +inist'rio da Cultura dentro do universo
de possiilidades no <ual a<uele $en?rio se desenvolvia.
Dentro desse eixo de desenvolvimento0 j? então denominado MredelasN0 o A!rum
$ontaria $om dois momentos importantes4 um en$ontro de las rasileiros e um painel
interna$ional sore las.
/ painel interna$ional a$onte$eu no %ltimo dia. Jeve a presença do *inland1s
Japio +eQele $ontando sore suas experi1n$ias $om *estivais0 en$ontros e laorat!rios
57
de m:dia em diversos $ontextos Cin$lusive dentro de um ar$o no mar 7?lti$oD. Em
seguida0 o E%ngaro 7arnaas +alnaR $ontou sore as atividades do Sit$Een 7udapest0
*inan$iado por uma grande empresa de tele$omuni$aç(es na #ungria. Por *im0 o
espanEol +ar$os Har$ia $ontou sore o desenvolvimento do +ediala Prado de +adrid0
um dos $entros mais importantes traalEando nos $ontatos entre produção experimental0
din2mi$as so$iais e uranas0 e te$nologias. Jodas as *alas *oram $omentadas por tr1s
respondentes <ue us$avam promover o di?logo entre as apresentaç(es e o $ontexto
rasileiro4 Paulo Amoreira0 pro*essor universit?rio e $oordenador do Cu$a CEe Huevara
de Aortale8aI o $urador Daniel Hon8ale80 $riador dos en$ontros A[LA7I e +iguel de
Castro P're80 então assessor de $ultura digital do Centro de Cultura EspanEola de ;ão
Paulo
9
.
V? o en$ontro de las rasileiros a$onte$eu no primeiro dia do A!rum. Cer$a de
$in<uenta pessoas vindas de todas as regi(es do 7rasil Cdo Par? ao 5io Hrande do ;ulD e
envolvidas $om $ontextos institu$ionais muito diversos parti$iparam de uma $onversa
aerta. / *ormato es$olEido *oi o de mi$roapresentaç(es4 pediu,se a $er$a de 12
$onvidados <ue *i8essem apresentaç(es de $er$a de sete minutos0 ap!s as <uais todos os
presentes poderiam $omentar livremente.
A $onversa estendeu,se por Eoras0 e ainda assim a presença *oi alta at' o *inal.
Jodos tinEam alguma $oisa a *alar. #ouve momentos em <ue surgiu $on*lito <uase
irre$on$ili?vel <ue re*letia0 naturalmente0 $ondiç(es do pr!prio $en?rio <ue não
$ostumavam ter lugar para ser expostos. Inaugurava,se assim um espaço de deate <ue0
envolvendo desde artistas independentes at' $oordenadores de programas em
9 / ?udio do painel est? dispon:vel na :ntegra em
Ettp4==redelas.org=log=painel,laoratorios,experimentais,internet,ar$Eive Ca$essado em 14=)9=2)14D
58
instituiç(es $om grandes orçamentos0 era Ce ainda Eoje 'D rar:ssimo.
In*eli8mente0 o $ontexto institu$ional do ano seguinte a$aaria por inviaili8ar a
justa expe$tativa de apro*undar a<uelas $onversas. ;eguem aaixo algumas anotaç(es e
tre$Eos de trans$riç(es a partir da :ntegra das mais de <uatro Eoras de gravação de ?udio
da<uela tarde
3
0 <ue ajudam a demonstrar a ri<ue8a desse tipo de $onversa e a
import2n$ia de garantir <ue seja retomada e desenvolvida a pleno.
(.1. .notaç$es e transcrição de trec/os do registro em 0udio
do encontro 1edelabs 223134
7.1.1. Apresentaçes
• 5edes de moili8ação= Instituto ;'rgio +otta " Hiselle 7eiguelman
• Eita0 Porra " Veraman
• Duversão0 La C0 AECID0 Anilla Cultural " +iguel ;alvatore
• Arte e Cultura Digital em Aortale8a " Paulo Amoreira
• Pontão da E$o " Ivana 7entes
• 5edes experimentais de Cultura Digital no 5V " Adriano 7elis?rio
• /r<uestra /rganismo " Hlerm ;oares
• +usa.$$ " Al*aQini e /riel Arigo
• Itaula0 em us$a de um modelo de sistema vi?vel " HuilEerme SujaBsQi
• Autolas0 IP4==0 Des$entro0 Lordeste Livre " 5i$ardo 5ui8
• AILE " Eliane Oei8mann
• 5evereraç(es " Alavia [iva$<ua
• LaDe7ug " Sarla 7runet
• Lu$as 7amo88i
• +arginalia Las = Proje$ts " Andr' +int8
• Luvem " 7runo [ianna0 CintEia +endonça0 Lula Aleis$Eman
3 A :ntegra em ?udio do en$ontro 5edelas est? dispon:vel para doBnload em
Ettps4==ar$Eive.org=details=redelas2)1) Ca$essado em )4=)3=2)14D.
59
• An>nimos e Hratuitos " JEiago Lovaes
• Projetos experimentais em rede " 5i$ardo 7ra8ileiro
• Lao$a " Varas V?$ome
7.1.2. ;uestes destacadas#
(.1.2.1. el/or apro5eitamento da infraestrutura pública existente como
bem comum
MFuando a gente pensa em laorat!rios p%li$os0 penso na $apa$idade de
di?logo entre essas v?rias experi1n$ias. Penso em $omo o Pontão da EC/
poderia $onversar $om o Instituto ;'rgio +otta0 $omo instituição privada0 a:
pensando no n:vel de relação. Fuando penso na possiilidade de
laorat!rios experimentais0 penso logo na instalação e aproveitamento de
in*raestrutura p%li$a e gratuita instalada. A gente j? tem uma $apa$idade
instalada de e<uipamento0 $2mera0 anda larga em universidades p%li$as0
$omo pontos da 5LP. P uma $apa$idade de anda grande0 de
arma8enamento grande0 <ue por *alta de projetos ou de uma visão mais
ampla não est? dispon:vel para esse tipo de experi1n$ias. \U.] E? nas
universidades uma suutili8ação da anda0 da log:sti$a0 nos *inais de
semana os e<uipamentos poderiam ser utili8ados pelos projetos de extensão0
et$.N
CIvana 7entes0 Pontão de Cultura Digital da EC/,KA5V0 La Cultura [iva0
Coordenadora da EC/,KA5VD.
MDev:amos dis$utir $om as inst2n$ias p%li$as maneiras de ameni8ar essa
uro$ra$ia0 para as instituiç(es <ue atuam e para as pessoas *:si$as. Lo
La+I; temos &)a de espaço dispon:vel para ser o$upado. Fuero propor
uma estrat'gia de o$upação desses espaços. uma $oisa ' um projeto de
resid1n$ia <ue d? um dinEeiro Z por . meses. +as por <ue o $ara não pode
produ8ir no laorat!rio se ele tem $omo *i$ar em ;ão Paulo e se manter@
Jem <ue poder usar0 ' dinEeiro nosso0 de todos n!s.N
CDaniela 7oussoD
MJalve8 n!s dev1ssemos de*ender mais espaços livres no 'ter0 $omo ' a
<uestão do espe$tro aerto0 ou livre0 onde não se possa *a8er $om'r$io0 e
<ue esse sim seja um motor de inovação e não essa rede de laorat!rios
livres onde ser? produ8ida a inovação. Ao $ontr?rio0 assegurar espaços
p%li$os no 'ter0 onde a gente possa ter a$esso livre aos meios de produção e
experimentar0 <ue ' isso <ue a gente *a80 gratuita e anonimamente. [amos
valori8ar as nossas in*raestruturas0 ter um pou$o mais de autonomia0 de
pol:ti$a p%li$a no sentido da<uilo <ue ' p%li$o0 <ue ' de todos0 e não no
sentido de uma rede de representação sore o p%li$o para oportunamente
$apturar essa representação.N
CJEiago Lovaes0 5?dio +udaD
60
MA gente tem <ue dis$utir o $omum para al'm do p%li$o0 do privado0 nos
pontos de $ultura0 de m:dia livre0 o <ue *or0 o +ILC0 a KA5V. / <ue
a$onte$e ' <ue Eoje essas inst2n$ias não t1m uma pol:ti$a Xdo $omumX em
$omum0 uma intelig1n$ia de massa.N
CIvana 7entesD
M;ão muitas as di*i$uldades $om o espaço *:si$o e in*raestrutura para montar
um laorat!rio na universidade0 ' muita uro$ra$ia.N
CSarla 7runet0 sore o LadeugD
(.1.2.2. ,erfil dos laboratórios experimentais no *rasil6 flex75eis e
reconfigur05eis segundo o contexto
MA estrat'gia de laorat!rios *un$iona melEor se não se restringir a uma ?rea
espe$:*i$a. P mais interessante re$onEe$er o traalEo <ue j? existe0 e as
possiilidades de $riar espaços $ompartilEados entre di*erentes mundos.N
CAelipe Aonse$aD
MP importante arir a parti$ipação de outros $riadores para al'm dos artistas
expositivos e $om $arreira amadure$ida. A $omplexidade de te$nologia vai
$riando uma s'rie de poten$iais novos $riadores e assim são introdu8idos
novos tipos de projetos.N
CHiselle 7eiguelmanD
MAntes desse en$ontro teve um deate no AI;L CAestival Interna$ional de
;o*tBare LivreD e trago a<ui uns pontos <ue *oram $onversados l?4 não d?
para pensar num modelo %ni$o de laorat!rios de experimentação <ue possa
ser apli$ado em larga es$ala no 7rasil inteiro. ;eria um erro vo$1 pensar um
espaço de experimentação a partir de uma estrutura prede*inida. Esse
traalEo de mapeamento0 de ver o <ue est? j? a$onte$endo0 de ver essas
redes e *ormar linQs entre essas redes ' um om $aminEo. V? existem essas
redes espont2neas <ue traalEam $om $ultura digital experimental0 seja $om
apoio do governo ou não. Lo 5io tem v?rias ini$iativas de pessoas <ue se
re%nem de *orma totalmente independente. Essas redes j? existem0 a <uestão
a pensar ' $omo a pol:ti$a p%li$a pode apoiar isso. Como apoiar tam'm as
$omunidades de so*tBare livre0 de desenvolvedores0 e essas $omunidades
aprender a lidar $om esses apoios sem se $entrali8ar demais0 sem se
institu$ionali8ar demais.N
CAdriano 7elis?rio0 Pontão da E$o e e,motir(D
MJraalEar $om arte e te$nologia e $ultura pressup(e modelos
inter$ami?veis0 modelos interdis$iplinares0 e um modelo <ue ' o*ere$ido
naturalmente pelos $ursos tradi$ionais não satis*a8 essa perspe$tiva CUD n!s
vamos testar $omo ' <ue a gente pode $riar itiner?rios *ormativos
61
es$alon?veis0 não lineares0 voltados para jovens em situação de peri*eria0
pessoas <ue t1m aixa renda e $riar $oisas interessantes.N
CPaulo Amoreira0 sore o projeto CKCA CEe Huevara0 em Aortale8aD
(.1.2.". 8omento 9 articulação em rede como condição para a
sustentabilidade das experi&ncias
MEstruturas pe<uenas $onseguem reali8ar projetos prin$ipalmente por meio
de aç(es em par$eria e $olaoração $om outras instituiç(es.N
CHiselle 7eiguelman0 sore Jerrit!rios 5e$ominantes0 uma o$upação
art:sti$a reali8ada em par$eria do Instituto ;'rgio +otta $om o ;PA das
Artes de 5e$i*eD
M;em pr?ti$as $otidianas vo$1 não tem rede. [o$1 pode montar redes
independente de <ual<uer tipo de *omento. Ao *alar em redes0 estamos
*alando em $adeias de depend1n$ia0 todas essas ne$essidades envolvem essa
rede0 por isso *alamos nisso e não em X$ir$uitos independentesX. Lão ' essa
$oisa do *aça,vo$1,mesmo pensando <ue as pessoas t1m o a$esso a todo o
$onEe$imento0 mas de $ompartilEar nessa rede de $onEe$imento e ter a$esso
a v?rios n!s dessa $adeia.N
C+iguel ;alvatore0 sore o Duversão sistema de somD
MFuando estamos arti$ulados em rede a gente deve poten$iali8ar as aç(es
<ue t1m o m?ximo poss:vel de autonomia. ;e a gente depender muito de
re$urso vindo do poder p%li$o0 ele ' intermitente0 não ' $ont:nuo. Atrasa
pra8os0 ' muito *r?gil. Fual<uer nuvem es$ura muda $ompletamente as
pol:ti$as $olo$adas em pr?ti$a e pode inviaili8ar os pro$essos. Km dos
desa*ios *undamentais ' a gente $onseguir resolver essa e<uação.
CPaulo Amoreira0 ;e$retaria de Cultura Digital de Aortale8aD.
MEsse traalEo das redes tem uma pot1n$ia extraordin?ria0 algumas
$on<uistas permanentes j? *oram assimiladas dentro das pol:ti$as p%li$as
mas tam'm *ora desses pro$essos. Então a arti$ulação em rede talve8 seja
um dos $aminEos essen$iais para a gente manter esse traalEo vivo.N
CPaulo AmoreiraD
MFual seria o poten$ial desses laorat!rios estarem em rede@ Jem muitas
instituiç(es $omo pontos de $ultura e outros <ue não estão inter$one$tadas
entre si no sentido de $ompartilEar a produção <ue est? sendo *eita. [ão me
*alar <ue existe a rede de servidores livres0 mas o <ue eu digo ' <ue o
poten$ial disso ainda ' muito pou$o explorado. E ainda estamos muito
dependentes da internet.N
CDri$a [elosoD.
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(.1.2.(. Laboratórios :ue estimulem processos de experimentação e
produção de con/ecimento
para al;m dos formatos educati5os tradicionais
MP pre$iso inverter a l!gi$a de o*ere$er $ultura Cteatro0 $inema0 sarausD para
o jovem0 <ue era o ojetivo dessa pol:ti$a p%li$a0 e $omeçar a enxergar
$omo pessoas <ue podem produ8ir esse $onEe$imento. #? uma di*i$uldade
de $ompreensão das pol:ti$as p%li$as de atividades *ora do eixo de
*ormação e mais vin$uladas a desenvolvimento e investigação. Por isso
tam'm a di*i$uldade de $ontratação de serviços para esse tipo de
experi1n$ia.N
C+iguel ;alvatore0 sore o Centro Cultural da Vuventude de ;ão PauloD
MDesta<ue para o La+I; $omo modelo de um espaço <ue não se trata de
o*ere$er a$esso Gs m?<uinas0 mas $omo espaço de produção de
$onEe$imento0 disponiili8ando t'$ni$os0 programadores0 pessoas <ue
ajudam nessa produção de $onEe$imento. / e<uipamento ' prin$ipalmente
usado em o*i$inas e resid1n$ias. \Lo $aso do LaC] E? *alta de $ompreensão
da Pre*eitura de ;ão Paulo de entender um desenvolvedor de so*tBare ou o
uso de aparatos t'$ni$os $omo um traalEo $ultural0 apenas era poss:vel
*a8er $ontratos art:sti$os. Entendiam <ue isso a: era um t'$ni$o e não podia
ser um artista.N
C+iguel ;alvatore0 LaC e AECIDD
MDepois do modelo de dar $ursos de audiovisual o Pontão da EC/ se
reestruturou num modelo de laorat!rios de pes<uisa e experimentação
permanentes CLAPEP;D0 voltados para a ?rea de v:deo0 gr?*i$o e Be. Em
ve8 de promover um $urso $om ementa pr',de*inida0 et$. ' um grupo de
pessoas <ue se re%ne num lugar e Eora determinados. Promover um *luxo
aerto de pessoas em ve8 de uma turma *e$Eada de um $urso e dar uma
lierdade maior de adaptar o <ue t? sendo o*ere$ido para as parti$ularidades
de $ada um. #? uma amplitude de p%li$o grande4 a$ad1mi$o0 dos pontos0
de movimentos so$iais0 de o$upação0 e tam'm es$olas dando aula para
ensino m'dio e *undamental.N
CAdriano 7elis?rio0 Pontão da E$oD
MComo poderia *un$ionar a pol:ti$a p%li$a para as pessoas *:si$as@ Lão tem
<ue ser exigido um utilitarismo nos resultados da experimentação $om
$!digo0 não pre$isa virar ne$essariamente novos produtos de mer$ado. P
$omo di8er <ue toda a pol:ti$a p%li$a de $inema tem <ue ser para a Hloo
Ailmes0 s! *ilme <ue d? ilEeteria. Como pensar em pol:ti$as p%li$as <ue
estimulem isso@ Como entender essa pessoa $omo um livre pes<uisador0 e
pol:ti$as <ue promovam esses en$ontros@ Kma ideia ' um edital de
inter$2mios e resid1n$ias de pessoas <ue estão *a8endo essas $oisas. Al'm
das pol:ti$as de instituiç(es0 de pessoa jur:di$a0 <ue existam pol:ti$as de
pessoa *:si$a0 <ue as pessoas possam se visitar0 do$umentar0 numa relação
63
direta do $idadão $om o governo.N
CHlerm ;oares0 /r<uestra /rganismoD
MJem <ue ter sim uma pes<uisa <ue d1 de $ara no erro0 <ue não leve a lugar
nenEum. A gente sae <uanto o erro na arte ' *undamental e vale ouro. E se
$Eegar em algum produto tem <ue poder $omer$iali8ar0 tem <ue ter esse
lado da inovação0 a gente a<ui não est? vendo esse investimento do Estado.N
CPatri$ia Canetti0 Canal Contempor2neoD
MEles \do governo lo$al] <uerem <ue a so$iedade <ue *re<uenta a<uele
espaço saia $om uma *ormação t'$ni$a0 então eles não <uerem <ue a gente
tenEa um espaço onde a so$iedade possa *re<uentar para piração0 para
$onEe$er a te$nologia e desenvolver projetos pessoais. Fuerem um espaço
<ue no *inal do ano d1 n%meros $on$retos4 1)) pessoas *ormadas $omo
t'$ni$os eletr>ni$os0 programadores0 administradores de linux0 et$.N
CAllan0 sore o +usa de VoinvilleD
M/ <ue ' experimentação@ P uma experi1n$ia. / *o$o da arte experimental
não ' aseado num resultado. / resultado ' a pr!pria experi1n$ia do *a8er.
Como a gente pode trans*ormar isso em pol:ti$a. Como exigir esse *o$o na
experi1n$ia e não no produto0 na arti$ulação0 na $ompetição@N
CCristiano , KA7AD
MA minEa experi1n$ia laoratorial mais em,su$edida *oi em 96
$oordenando um laorat!rio na KA+H onde s! tinEa duas $2meras [#; e
mais nada0 o <ue gerou uma situação de pes<uisa e aprendi8ado sem
$ompromisso de resultado0 $omo se exige Eoje em muitas ini$iativas <ue se
pretendem mais laoratoriais. Km laorat!rio impli$a tempo0 espaço0
e<uipamento e uma $omunEão0 ou possiilidade de $ompartilEamento de
tudo isso. P um trip'.N
CLu$as 7amo88i0 Arte.movD
MEm alguns momentos ' importante ter o*i$inas0 pois tem uma demanda.
Jam'm *a8emos resid1n$ias mais longas0 tentamos gerar essa $onviv1n$ia
<ue a$aa $riando essas v?rias par$erias poss:veis e <ue se vão desdorando
em outros projetos entre pessoas <ue estão $onvivendo juntas.N
CAndr' +int80 +argin?lia LaD
(.1.2.<. #cupaç$es e inter5enç$es tempor0rias
MProposta de Intervenç(es em espaços não tradi$ionais e <ue j? t1m um
grupo de *re<uentadores , $omo as lan Eouses do $entro de 5e$i*e , $om a
intenção de aproximar um p%li$o mais amplo a projetos de arte e
te$nologia0 assim $omo $riar inst2n$ias de experimentação e produção de
novos projetos.N
CVeraman sore o projeto EIJA0 Porraf " Jerrit!rios 5e$ominantes,PED
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MA gente est? pensando em mudar a $ara de um laorat!rio0 at' para ele não
estar *ixo num lugar. Por exemplo4 o projeto Ygua ' um laorat!rio0 $ada
expedição no rio Ama8onas $om artistas ' um laorat!rio. Laorat!rios
n>mades0 emergentes0 tempor?rios.N
CVaras V?$omeD
MA gente Carte.movD pre$isa do patro$inador0 mas tentamos *a8er do melEor
jeito poss:vel0 para <ue Eaja lierdade para *a8er esses projetos a$onte$erem.
A$Eo <ue de novo se a gente $onseguir tempo0 $omprar disponiilidade dos
interessados Cpra vo$1 largar seu *reelan$e por 2,. meses0 vo$1 pre$isa de
<uanto@ vamos nos juntar a<ui e *a8er um projeto@D. V? não ' mais
e<uipamento <ue $onta. P essa disponiilidade e vontade de *a8er alguma
$oisa e <uest(es <ue importam e revelam isso CUD imagino um $on$eito
laoratorial ^in lo$o_0 <ue responde ao $ontexto do lugar0 $om situaç(es
$ompartilEadas para gerar $onEe$imento.N
CLu$as 7amo88i0 Arte.movD
MInvestigar as possiilidades de desenvolver laorat!rios em espaços mais
*lex:veis e din2mi$os do <ue as tradi$ionais instituiç(es $omo
universidades0 museus0 $entros $ulturais. P importante a $onstrução de
espaços <ue sirvam $omo re*er1n$ias0 <ue as pessoas possam transitar e
saiam <ue tem $oisas a$onte$endo a:. Jalve8 seja uma solução mais
interessante ligada a pontos de $ultura0 para servirem $omo $entros de
re*er1n$ia um pou$o mais *luidos0 din2mi$os do <ue os atrelados a essas
instituiç(es.N
CLão identi*i$adoD
65
<. $e=er%ncias
7A+7/TTI0 Lu$as. Entrevista a Lu$iana Aleis$Eman. 2)14.
7A575//S0 5i$EardI CA+E5/L0 AndR. JEe Cali*ornian IdeologR. Dispon:vel
em Ettp4==BBB.Er$.Bmin.a$.uQ=tEeorR,$ali*ornianideologR.Etml. A$esso em .)=11=1..
7A5C/0 Vorge 7ejarano. Entrevista a Lu$iana Aleis$Eman. 2)14.
A/L;ECA0 Aelipe ;. +ediala , pra <u1 mesmo@ IL4 5edeLas Cpp. 11,16D.
2)1). Compilação de textos disponiili8ada aos parti$ipantes do en$ontro 5edeLas
reali8ado em novemro de 2)1) na Cinemate$a 7rasileira0 ;ão Paulo. Dispon:vel em
Ettp4==$ulturadigital.r=redelas=*iles=2)1)=11=redelas1.pd* Ca$esso em 24=)9=2)14D.
A/L;ECA0 Aelipe ;. Laorat!rios do P!s,Digital. 2)11. Dispon:vel em
Ettp4==e*ee*e.no,ip.org=livro=laoratorios,pos,digital. A$esso em .)=11=1..
A/L;ECA0 Aelipe ;. 5edelas4 Laorat!rios Experimentais em 5ede.
Dissertação C+estrado em Divulgação Cient:*i$a e CulturalD. Laorat!rio de Estudos
Avançados em Vornalismo0 Kniversidade Estadual de Campinas. Campinas0 2)14.
;E55AL/0 ;usana. Entrevista a Lu$iana Aleis$Eman.
66
;/LE50 Pedro. Entrevista a Lu$iana Aleis$Eman. 2)14.
JALASA0 Atau. ;ituating BitEin ;o$ietR4 7lueprints ande ;trategies *or +edia
Las. In4 PL/#+AL0 Angela C/rg.D et al. A 7lueprint *or a La o* tEe Auture.
EindEoven4 7altan Laoratories0 2)11. pp. 12,2).
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