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LEGISLAÇÃO E NORMAS TÉCNICAS
AULA 1
Insalubridade e Periculosidade
Laudo

Prof. Marco Antonio Ferreira Finocchio
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O que vamos trabalhar hoje
• NR 15
• NR 16
• NR 4
• Elaboração de Laudo Pericial
• CLT
• Normas Técnicas Nacionais
• Normas Técnicas Internacionais
• Exemplo de Laudo
• DECRETO Nº 92.530 (profissionais)
• RESOLUÇÃO Nº 359
• NR 27 Registro do Técnico de Segurança do
Trabalho
• As Responsabilidades
• NR 3
• Exercício e Avaliação
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NR-15 ATIVIDADES E OPERAÇÕES
INSALUBRES
Alguns pontos
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15.1 São consideradas atividades ou operações insalubres as que se
desenvolvem:

15.1.1 Acima dos limites de tolerância previstos nos Anexos n.ºs 1, 2, 3,
5, 11 e 12;

15.1.2 Revogado pela Portaria nº 3.751, de 23-11-1990 (DOU 26-11-90)

15.1.3 Nas atividades mencionadas nos Anexos n.ºs 6, 13 e 14;

15.1.4 Comprovadas através de laudo de inspeção do local de trabalho,
constantes dos Anexos nºs 7, 8, 9 e 10.
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15.1.5 Entende-se por "Limite de Tolerância", para os fins desta Norma,
a concentração ou intensidade máxima ou mínima, relacionada com a
natureza e o tempo de exposição ao agente, que não causará dano à
saúde do trabalhador, durante a sua vida laboral.

15.2 O exercício de trabalho em condições de insalubridade, de acordo
com os subitens do item anterior, assegura ao trabalhador a percepção
de adicional, incidente sobre o salário mínimo da região, equivalente a:
(115.001-4/ I1)

15.2.1 40% (quarenta por cento), para insalubridade de grau máximo;

15.2.2 20% (vinte por cento), para insalubridade de grau médio;

15.2.3 10% (dez por cento), para insalubridade de grau mínimo;

15.3 No caso de incidência de mais de um fator de insalubridade, será
apenas considerado o de grau mais elevado, para efeito de acréscimo
salarial, sendo vedada a percepção cumulativa.

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15.4 A eliminação ou neutralização da insalubridade determinará a
cessação do pagamento do adicional respectivo.

15.4.1 A eliminação ou neutralização da insalubridade deverá ocorrer:

a) com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente
de trabalho dentro dos limites de tolerância; (115.002-2 / I4)

b) com a utilização de equipamento de proteção individual.

15.4.1.1 Cabe à autoridade regional competente em matéria de segurança
e saúde do trabalhador, comprovada a insalubridade por laudo técnico de
engenheiro de segurança do trabalho ou médico do trabalho, devidamente
habilitado, fixar adicional devido aos empregados expostos à insalubridade
quando impraticável sua eliminação ou neutralização.
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15.4.1.2 A eliminação ou neutralização da insalubridade ficará
caracterizada através de avaliação pericial por órgão competente, que
comprove a inexistência de risco à saúde do trabalhador.

15.5 É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais
interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das DRTs, a
realização de perícia em estabelecimento ou setor deste, com o objetivo
de caracterizar e classificar ou determinar atividade insalubre.

15.5.1 Nas perícias requeridas às Delegacias Regionais do Trabalho,
desde que comprovada a insalubridade, o perito do Ministério do Trabalho
indicará o adicional devido.
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LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO CONTÍNUO OU
INTERMITENTE
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NR 16 - Atividades e Operações Perigosas
Alguns pontos
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16.2. O exercício de trabalho em condições de periculosidade assegura ao
trabalhador a percepção de adicional de 30% (trinta por cento), incidente
sobre o salário, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios
ou participação nos lucros da empresa. (116.001-0 / I1)

16.2.1. O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que
porventura lhe seja devido.

16.3. É facultado às empresas e aos sindicatos das categorias profissionais
interessadas requererem ao Ministério do Trabalho, através das
Delegacias Regionais do Trabalho, a realização de perícia em
estabelecimento ou setor da empresa, com o objetivo de caracterizar e
classificar ou determinar atividade perigosa.

16.4. O disposto no item 16.3 não prejudica a ação fiscalizadora do
Ministério do Trabalho nem a realização ex officio da perícia.
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CONCEITO DE INSALUBRIBADE
Artigo 189 CLT

Serão consideradas atividades ou operações insalubres
aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de
trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos a
saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão de
natureza e da intensidade do agente e do tempo de
exposição aos seus efeitos.
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HIGIENE DO TRABALHO
É a ciência que trata do reconhecimento, avaliação e controle
dos agentes agressivos passíveis de levar o empregado a
adquirir doença profissional, quais sejam:


•Agentes Físicos
•Agentes Químicos
•Agentes Biológicos
Por exemplo: Empregado exposto ao agente ruído, em
certas condições, pode adquirir surdez permanente.
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CARACTERIZANDO A INSALUBRIDADE?
COM BASE :

• Na NR 15 – Atividade e Operações INSALUBRES em seus
14 anexos:

- Acima dos limites de tolerância (LT) anexos 1, 2, 3, 5, 11 e
12;
- Atividades dos anexos 6, 13, e 14;
- Comprovadas por laudo de inspeção do local de trabalho
(anexos 7, 8, 9 e 10)
- Abaixo dos mínimos de iluminamento (anexo 4 revogado)
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Critérios de Caracterização da
Insalubridade
•Avaliação Quantitativa: (anexos 1, 2, 3, 5, 8, 11 e 12 – LT)

•Avaliação Qualitativa:

- comprovada pela inspeção realizada pelo perito no local de trabalho
- Anexos 7, 8, 9 10 e 13 (não há LT): reportar a normas internacionais
- Exposição de curta duração : em torno de 25 a 30 minutos por dia – significa
eventualidade (não gera insalubridade). Enquanto 300 a 400 minutos durante a
jornada de trabalho equivale a contato permanente ou intermitente (diária,
semanal? - A Súmula 47 do TST não define)

•Riscos Inerentes à Atividade: (anexos 6, 13 e 14)

O fato de não haver meios de se eliminar ou neutralizar a insalubridade significa
que esta é inerente a atividade.

Exemplo: Contato com pacientes em hospital (anexo 14) – risco de contágio não
pode ser totalmente eliminado com medidas no ambiente ou com uso de EPI
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CONCEITO DE PERICULOSIDADE
Artigo 193 CLT

Serão consideradas atividades ou operações perigosas na
forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do
Trabalho, aquelas que, por sua natureza, condições ou
métodos de trabalho, impliquem no contato permanente
com inflamáveis ou explosivos em condições de risco
acentuado.
Pela definição temos 3 pressupostos:

•Contato com inflamáveis e explosivos
•Caráter permanente
•Em condições de risco acentuado
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NR 16 ATIVIDADES E OPERAÇÕES EM
CONDIÇÕES DE PERICULOSIDADE
• Energia Elétrica:
- Lei 7.369/85 - Àreas de risco - Decreto 93.412/86

• Radiações Ionizantes e substâncias Radioativas:
- Portaria 3.393/87
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ELIMINAÇÃO OU NEUTRALIZAÇÃO DA
INSALUBRIDADE E/OU PERICULOSIDADE
Artigo 191 da CLT ocorrerá :

• Com a adoção de medidas que conservem o ambiente
de trabalho dentro dos limites de tolerância

• Com o EPIs, que diminuam a intensidade do agente
agressivo a limite de tolerância.
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1. ELABORAÇÃO DE LAUDO PERICIAL
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1.1 Normas Técnicas Nacionais:
1. Portaria 3.274 de 08/06/78, que aprovou as Normas
Reguladoras – NR, do capítulo V, título II, da
Consolidação das Leis do Trabalho, relativas à
Segurança e Medicina do Trabalho;

2. Legislação Complementar, que alterou as Normas
Reguladoras.
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1.2 Normas Técnicas Internacionais:
1) Convenção nº 148, da Conferência Internacional do Trabalho (Meio Ambiente
do Trabalho);

2) Convenção nº 152 (Segurança e Higiene nos trabalhos dos portuários);

3) Convenção nº 155, da Organização Internacional do Trabalho, aprovada pelo
Dec. Legislativo nº 02 de 17.03.92 (Segurança e Saúde dos Trabalhadores);

4) Convenção nº 160, promulgada pelo Dec. nº 158 de 02.07.91 (Estatísticas do
Trabalho);

5) Convenção nº 162 da OIT, aprovada pela Dec. nº 126 de 22.05.91 (Proteção
contra o asbesto);

6) Convenção nº 158 da OIT, não aplicada no Brasil, a partir de 20.11.97, visto que
já foi denunciada, porque contraria a Constituição federal (contra a
despedida arbitrária do empregado pelo empregador, prevendo a
reintegração no emprego).
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PERÍCIAS - INSALUBRIDADE e PERICULOSIDADE, COM APLICAÇÃO NA
JUSTIÇA DO TRABALHO
1) PERICULOSIDADE: Constituição Federal, art. 7º, inciso XXIII; CLT, art. 193; Lei
2.573 de 15.08.55 (inflamáveis); Lei 5.880 de 24.05.73 (explosivos); Lei 7.092/83
Dec. 2.063/83 e Dec. 88.821/83 (serviço de transporte rodoviário de cargas e
produtos perigosos); Lei 7.369/85 (energia elétrica, regulamentada pelo Dec. 93.412
de 14.10.86); Portaria 3.393/87, do Ministério do Trabalho, com quadro da Comissão
Nacional de Energia Nuclear à NR-16; Lei 8.122/90, dos Servidores Federais com
direito a insalubridade e periculosidade.
2) INSALUBRIDADE: Constituição Federal, art. 7º inciso XXIII; CLT., arts. 189 à
192, de acordo com a redação dada pela Lei 6.514/77; NR-15, da Portaria
3.274/78; Dec. 97.458 de 15.01.89, que regulamenta a concessão dos adicionais
de Periculosidade e Insalubridade; Lei 8.270 de 17.12.91, que dispõe sobre o
reajuste da remuneração dos servidores públicos, no seu art. 12.
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1) Nomeação do perito pela autoridade competente que, em seguida,
presta o compromisso na forma da lei
2) Preâmbulo – o perito escreverá seu nome, o título de que é
portador (Médico do Trabalho ou Engenheiro de Segurança do
Trabalho), especificando o processo, as partes, os advogados e
outras pessoas que acompanharam as diligências, mencionando
suas qualificações, inclusive descrição das atividades e do
ambiente de trabalho do obreiro, além do local das instalações da
empresa.
3) Considerações sobre os objetivos da perícia, explicitando todas
as diligências efetuadas.
4) Metodologia
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5) Técnicas de avaliação e verificação dos equipamentos utilizados

6) Documentação fotográfica para facilitar a compreensão dos fatos

7) Descrição dos riscos do trabalho com análises qualitativa e
quantitativa

8) Discussão

9) Conclusão

10) Respostas dos quesitos formulados pelas partes

11) Encerramentos, com data e assinatura.
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1.3 EXEMPLO DE LAUDO
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Processos nº:
Reclamante: Vitorioso (Agricultura Trabalho em Curral)
Reclamadas:

PERITO


Engº de Segurança no Trabalho Fulano de Tal
Av. Paranaguá, 34 – City – Paraná
Telefone: (0xx) 7070-7070


LAUDO

PERICIAL
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Ex.mo.Sr. Dr. Juiz Presidente da M.M. Junta de Conciliação e Julgamento de
Cornélio Procópio Estado do Paraná
LAUDO PERICIAL

I – IDENTIFICAÇÃO:

Processo nº:

Reclamente: NONONO NOO

Reclamadas: Fazenta Chupeta da Cabeça

Objetivo da perícia: Constatação de possível condição insalubre no exercício laboral do
Reclamante, de acordo com a Lei 6514, de 22 de dezembro de 1977, com
suas Normas Regulamentadoras aprovadas na portaria nº 3214, de 8
junho de 1978.

Local da perícia: Instalações da Reclamada
Data e horário: 05/09/96 as 10h00min num dia chuvoso
Código da atividade: 01.5 – Produção mista: Lavoura e Pecuária
Atividade: 01.50.3 – Produção mista: Lavoura e Pecuária
Grau de Risco: 3 (três)
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II – DO INSTRUMENTAL UTILIZADO:

Na realização deste laudo os aparelhos como: Luxímetro,
Decibilímetro e Termômetro de Globo e Bulbo Úmido, não
foram utilizados.

III – DA INSTALAÇÃO DA PERÍCIA:

Estiveram presentes e acompanharam nossos trabalhos
perícias, as seguintes pessoas:

1) Alcino Alves Reclamante
2) Alceu José Bermejo Advogado do Reclamante
3) Carlos Valezi Administrador da Fazenda
4) Jandir Guizilini Engenheiro Agrônomo

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IV – DO LOCAL DE TRABALHO DO RECLAMANTE:

O laborante laborava em uma propriedade rural com as dimensões aproximadas de 750
alqueires, laborava o mesmo em alguns locais, a saber:

a. No Curral (ou estábulo)
Local medindo aproximadamente 3.600 metros quadrados, delimitadas por uma
cerca de arame liso.
Há neste local, uma parte coberta e outra não coberta, onde o gado é colocado
para desempenhar-se alguma atividade com o mesmo.
Faz parte do curral, uma área de apenas um corredor onde são feitos vários
procedimentos com o gado, onde o mesmo passa individualmente chamado de “Seringa” e
como continuação desta o embarcador, por onde o gado chega aos caminhões. Entre a
seringa e o embarcador há uma passagem que da acesso ao local de espera do animal, caso
o gado não seja embarcado.

b. Bomba
Pequena casa de madeira, onde o funcionário ligava e desligava a bomba d’água.

c. No Pasto
Laborava nos amplos pastos da fazenda. Sua função está abaixo descrita.

d. Na colônia de casas dos funcionários
Laborava também neste local prestando alguns serviços abaixo descritos.
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V - Da Função do Reclamante:

Cabia ao Reclamante uma série de tarefas, a saber:

a. Promover a limpeza do curral ou estábulo após o gado ter
permanecido no local.

Cabia ao mesmo varrer a área de permanência do curral, limpar
com um enxadão o solo e as paredes da seringa e também quando
necessário a área do embarcado. Relata o mesmo que desempenhava tal
tarefa sem calçados.

b. Ligar e desligar a bomba d’água, bem como promover reparos
emergências em seus encanamentos quando necessário.

c. Retirar ervas daninhas da invernada para completar sua jornada
de trabalho.

d. Promover a varrição da área externa da casa dos colonos e a
queima dos detritos.
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VI – Quesitos

A. Reclamada

1 - Como se constata pelos documentos juntados aos Autos, o Reclamante
executava diversos serviços no estabelecimento da Reclamada - Fazenda
Santana, podendo ser relacionados como os principais trabalhos realizados:

-capinas de áreas cultivadas com soja e café;
-limpeza de áreas cultivadas com trigo;
-limpeza de pastagens (roçava pastagens);
-limpeza de áreas próximas à colônia e à sede da Fazenda;
-auxiliava o de cerqueiro nos preparos de cercas;
-limpeza de caixas d’água e esgotos de água na prevenção de erosão na
agricultura;
-plantio de sementes;
-ligava a bomba de água que abastecia sua própria residência na fazenda, quando
necessário;
-limpeza das pastagens no local do bebedouro dos animais ( gado );
-limpava e varria o curral quando eram efetuadas embarque ou desembarque de
gado bovino;
-limpeza de barracões, e outros.
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INDAGA-SE AO SR. PERITO:

1º) Constatada a realização das mais diversas atividades pelo Reclamante,
conforme acima relacionadas (principais), no decorrer da jornada mensal de
trabalho, qual a média de dias ou de horas que o Reclamante trabalhava na
limpeza do curral onde era feito embarque ou desembarque de gado bovino?

Resposta: Segundo informações colhidas à limpeza do curral ocorria em
média a cada 20 dias.

2º) E essa limpeza do curral era feitas com o tempo seco ou em meio a
umidade?

Resposta: Ambas as condições são verdadeiras, embora o tempo seco seja
preferido.

02. O Reclamante tinha contato direto com os animais bovinos ou não tinha
contato algum com o gado?

Resposta: O contato do Reclamante era com dejetos dos bovinos e com o
local permaneciam a espera de algum procedimento.
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03. O curral onde é feito o embarque e desembarque do gado está
localizado em ambiente fechado nocivo à saúde, ou aberto, a céu aberto,
ventilado e arejado?

Resposta: É aberto, bem ventilado e arejado.

04. Que seja informado pelo perito Sr. Perito e Assistente Técnico, se o
gado dorme à noite no curral ou não?

Resposta: O gado aguarda procedimentos no curral.

05. Em caso negativo da resposta ao item - 4 acima, isto é se o gado não
pernoita no curral diariamente acumula ½ ( meio ) metro de estrume por
semana?

Resposta: Possivelmente não, mas isto não faz diferença para conclusão.
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06. Que o Sr. Perito e Assistente Técnico informem a esse digno Juízo e
digna JCJ, onde o gado passa à noite repousando diariamente?

Resposta: No pasto

07. Informar se existe no estabelecimento da Reclamada gado em
confinamento para acumular quantidade excessiva de estrume todas as
semanas?

Resposta: Não

08. Então, pode constatar o Sr. Perito e Assistente Técnico que o
Reclamante trabalhava em ambiente insalubre, sobre o efeito de
agentes nocivos à saúde?

Resposta: Sim, veja a conclusão do laudo.
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09. As atividades desenvolvidas pelo Reclamante no estabelecimento (serviços
diversos conforme relacionados no item - 1 retro), estava acima do limite ou
tolerância conforme os quadros da Medicina do Trabalho e do Ministério do
Trabalho?

Resposta: Não há como responder este quesito.

10. Quais as outras considerações e informações poderiam ser feitas pelo Sr.
Perito e Assistente Técnico, para que fiquem devidamente esclarecidas as
condições de trabalho no estabelecimento da Reclamada, levando-se em conta a
preocupação que a mesma sempre teve com o limite de tolerância previsto pelos
quadros do Ministério do Trabalho, com as condições de higiene, com o rigor na
obediência às leis, no horário de trabalho e descanso, enfim, tecer informações
gerais sobre o ambiente de trabalho?

Resposta: Veja a conclusão.

11. Através das respostas aos itens acima formulados, a Reclamada tem plena
certeza de que não será de forma alguma constatada a insalubridade pleiteada em
Juízo, em qualquer grau.

Resposta: ------------------------------
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B. Reclamante

a) O Reclamante limpava o embarcadouro de gado, que acumulava meio
metro de estrume por semana, além disso, lavava-o. Outrossim, lavava e
limpava a escola?

Resposta: Sim, não havia acumulo de meio metro de estrume. Poderia
sim limpar a escola.

b) As atividades no embarcadouro, retirando estrume acumulado e
levando-o apresentava agentes prejudiciais à saúde?

Resposta: Sim.

c) Lavar e promover a limpeza da escola, sob efeito da umidade e pó
acarretam a recepção de agentes insalubres?

Resposta: Não.

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d) Outrossim, a manipulação de inseticidas para expungir baratas e
insetos afeta o Reclamante no desempenho de seus misteres?

Resposta: Nada disto foi relatado no dia da perícia.

e) A Reclamada oferece mecanismo de proteção contra agentes
insalubres?

Resposta: Não.

f) Em caso afirmativo, esses mecanismos são eficazes para eliminar os
componentes nocivos?

Resposta: Não.

g) Qual o grau de insalubridade a que o Reclamante estava exposto?

Resposta: Insalubridade em grau médio, ou seja, 20% de um salário
mínimo.
37
VII – CONCLUSÃO



Através desta conclusão procuraremos elucidar pontos duvidosos as
partes neste laudo.

Cabia ao Reclamante, uma série de pequenas tarefas em que laborou, o
mesmo capinava, limpava, reparava canos e também limpava o estábulo.

É bem verdade que a limpeza do estábulo não ocorria diariamente, mas
era a tarefa dele promover a mesma. Assim esta tarefa não era eventual e
sim habitual. Todas as vezes em que o estábulo tivesse de ser limpo a
tarefa era pelo Reclamante realizada.
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Assim a Lei nº 6514, de 22 de dezembro de 1977, com suas
normas regulamentadoras aprovadas pela portaria nº 3214,
de 8 de junho de 1978, em específico sua NR de nº 15 em
seu anexo 14 - Agentes Biológicos, diz o seguinte:

Insalubridade de grau médio
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Trabalhar em operações em contato permanentes com pacientes,
animais ou com material infectado, contagiante, em:

- Hospitais...

- Contato em laboratórios...

- Cemitérios (Exumação de corpos)

- ESTÁBULOS e CAVALARIÇAS; e (o destaque é nosso)

- Resíduos de animais deteriorados.

Assim, a perícia conclui, como sendo em grau médio, o grau da
insalubridade no exercício laboral do Reclamante, baseado no trabalho
realizado em estábulos ou currais.

40
City, 08 de setembro de 1996.

Engº Fulano de Tal
Engenheiro de Segurança no Trabalho
CREA - 12.083

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2. DECRETO Nº 92.530, de 09 de abril de 1986
42
DECRETA:

Art. 1º - O exercício da especialização de Engenheiro de Segurança do Trabalho é
permitido, exclusivamente:

I - ao Engenheiro ou Arquiteto, portador de certificado de conclusão de curso de
especialização em engenharia de Segurança do Trabalho, em nível de pós-graduação;

II - ao portador de certificado de curso de especialização em Engenharia de Segurança
do Trabalho, realizado em caráter prioritário, pelo Ministério do Trabalho;

III - ao possuidor de registro de Engenheiro de Segurança do Trabalho, expedido pelo
Ministério do Trabalho, dentro de 180 dias da extinção do curso referido no item
anterior.

Art. 2º - O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho é permitido,
exclusivamente:

I - o portador de certificado de conclusão de curso de Técnico de Segurança do
Trabalho ministrado no País em estabelecimento de ensino de 2º grau;

II - ao portador de certificado de conclusão de curso de Supervisor de Segurança do
Trabalho, realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho;

III - ao possuidor de registro de Supervisor de Segurança do Trabalho, expedido pelo
Ministério do Trabalho até 180 dias da extinção do referido item anterior.
43
Regulamenta a Lei nº 7.410, de 27 de novembro de 1985,
que dispõe sobre a especialização de Engenheiros e
Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho, a
profissão de Técnico de Segurança do Trabalho e dá
outras providências.


O Presidente da Republica, no uso da atribuição que lhe
confere o artigo 81, item I II, da Constituição, e tendo em
vista o disposto no artigo 4º da Lei nº 7.410, de 27 de
novembro de 1985,

44
Art. 3º - O Ministério da Educação, dentro de 120 dias, por proposta do Ministério
do Trabalho, fixará os currículos básicos do curso de especialização em
Engenharia de Segurança do Trabalho, e do curso de Técnico de Segurança do
Trabalho, previstos no item I do artigo 1º e no item I do artigo 2º.

§ 1º - O funcionamento dos cursos referidos neste artigo determinará a extinção
dos cursos de que tratam o item II do artigo 1º e o item II do artigo 2º.

§ 2º - Até que os cursos previstos neste artigo entrem em funcionamento, o
Ministro do Trabalho poderá autorizar, em caráter excepcional, que tenham
continuidade os cursos mencionados no parágrafo precedente, os quais deverão
adaptar-se aos currículos aprovados pelo Ministério da Educação.


Art. 4º - As atividades dos Engenheiros e Arquitetos especializados em
Engenharia de Segurança do Trabalho serão definidas pelo Conselho Federal de
Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA, no prazo de 60 dias após a
fixação dos currículos de que trata o artigo 3º pelo Ministério da Educação, ouvida
a Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho - SSMT.

45
Art. 5º - O exercício da atividade de Engenheiros e Arquitetos na especialidade de
Engenharia de Segurança do Trabalho, depende de registro no Conselho Regional
de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREA.

Art. 6º - As atividades de Técnico de Segurança do Trabalho serão definidas pelo
Ministério do Trabalho, no prazo de 60 dias, após a fixação do respectivo currículo
escolar pelo Ministério da Educação, na forma do artigo 3º.

Art. 7º - O exercício da profissão de Técnico de Segurança do Trabalho depende
de registro no Ministério do Trabalho.

Art. 8º - O Ministério da Administração, em articulação com o Ministério do
Trabalho, promoverá, no prazo de 90 dias a partir da vigência deste Decreto,
estudos para a criação de categorias funcionais e os respectivos quadros do Grupo
- Engenharia e Segurança do Trabalho.

Art. 9º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 10 - Revogam-se as disposições em contrário.

46
3. RESOLUÇÃO Nº 359, DE 31 JUL 1991



Dispõe sobre o exercício profissional, o
registro e as atividades do Engenheiro de
Segurança do Trabalho e dá outras
providências.
47
O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia,
no uso da atribuição que lhe confere o artigo 27, alínea "f", da
Lei nº 5.194, de 24 DEZ 1966, CONSIDERANDO que a Lei nº
7.410/85 veio excepcionar a legislação anterior que regulou os
cursos de especialização e seus objetivos, tanto que o seu
Art. 6º revogou as disposições em contrário;

CONSIDERANDO a aprovação, pelo Conselho Federal de
Educação, do currículo básico do curso de Engenharia de
Segurança do Trabalho - Parecer nº 19/87;
48
CONSIDERANDO, ainda, que tal Parecer nº 19/87 é expresso em ressaltar que
"deve a Engenharia da Segurança do Trabalho voltar-se precipuamente para a
proteção do trabalhador em todas as unidades laborais, no que se refere à questão
de segurança, inclusive higiene do trabalho, sem interferência específica nas
competências legais e técnicas estabelecidas para as diversas modalidades da
Engenharia, Arquitetura e Agronomia";

CONSIDERANDO, ainda, que o mesmo Parecer concluiu por fixar um currículo
básico único e uniforme para a pós-graduação em Engenharia de Segurança do
Trabalho, independentemente da modalidade do curso de graduação concluído
pelos profissionais engenheiros e arquitetos;

CONSIDERANDO que a Lei nº 7.410/85 faculta a todos os titulados como
Engenheiro a faculdade de se habilitarem como Engenheiros de Segurança do
Trabalho, estando, portanto, amparados inclusive os Engenheiros da área de
Agronomia;
49
CONSIDERANDO, por fim, a manifestação da Secretaria de Segurança e
Medicina do Trabalho, prevista no Art. 4º do Decreto nº 92.530/86, pela
qual "a Engenharia de Segurança do Trabalho visa à prevenção de riscos
nas atividades de trabalho com vistas à defesa da integridade da pessoa
humana",
50
RESOLVE:

Art. 1º - O exercício da especialização de Engenheiro de Segurança do
Trabalho é permitido, exclusivamente:

I - ao Engenheiro ou Arquiteto, portador de certificado de conclusão de
curso de especialização, a nível de pós-graduação, em Engenharia de
Segurança do Trabalho;

II - ao portador de certificado de curso de especialização em Engenharia de
Segurança do Trabalho, realizado em caráter prioritário pelo Ministério do
Trabalho;

III - ao portador de registro de Engenharia de Segurança do Trabalho,
expedido pelo Ministério do Trabalho, dentro de 180 (cento e oitenta) dias
da extinção do curso referido no item anterior.
Parágrafo único - A expressão Engenheiro é específica e abrange o
universo sujeito à fiscalização do CONFEA, compreendido entre os artigos
2º e 22, inclusive, da Resolução nº 218/73.
51
Art. 2º - Os Conselhos Regionais concederão o Registro dos
Engenheiros de Segurança do Trabalho, procedendo à
anotação nas carteiras profissionais já expedidas.

Art. 3º - Para o registro, só serão aceitos certificados de
cursos de pós-graduação acompanhados do currículo
cumprido, de conformidade com o Parecer nº 19/87, do
Conselho Federal de Educação.
52
Art. 4º - As atividades dos Engenheiros e Arquitetos, na especialidade de
Engenharia de Segurança do Trabalho, são as seguintes:

1 - Supervisionar, coordenar e orientar tecnicamente os serviços de
Engenharia de Segurança do Trabalho;

2 - Estudar as condições de segurança dos locais de trabalho e das
instalações e equipamentos, com vistas especialmente aos problemas de
controle de risco, controle de poluição, higiene do trabalho, ergonomia,
proteção contra incêndio e saneamento;

3 - Planejar e desenvolver a implantação de técnicas relativas a
gerenciamento e controle de riscos;

4 - Vistoriar, avaliar, realizar perícias, arbitrar, emitir parecer, laudos
técnicos e indicar medidas de controle sobre grau de exposição a agentes
agressivos de riscos físicos, químicos e biológicos, tais como poluentes
atmosféricos, ruídos, calor, radiação em geral e pressões anormais,
caracterizando as atividades, operações e locais insalubres e perigosos;

53
5 - Analisar riscos, acidentes e falhas, investigando causas, propondo medidas
preventivas e corretivas e orientando trabalhos estatísticos, inclusive com respeito
a custo;

6 - Propor políticas, programas, normas e regulamentos de Segurança do Trabalho,
zelando pela sua observância;

7 - Elaborar projetos de sistemas de segurança e assessorar a elaboração de
projetos de obras, instalação e equipamentos, opinando do ponto de vista da
Engenharia de Segurança;

8 - Estudar instalações, máquinas e equipamentos, identificando seus pontos de
risco e projetando dispositivos de segurança;

9 - Projetar sistemas de proteção contra incêndios, coordenar atividades de
combate a incêndio e de salvamento e elaborar planos para emergência e
catástrofes;

10 - Inspecionar locais de trabalho no que se relaciona com a segurança do
Trabalho, delimitando áreas de periculosidade;

11 - Especificar, controlar e fiscalizar sistemas de proteção coletiva e equipamentos
de segurança, inclusive os de proteção individual e os de proteção contra incêndio,
assegurando-se de sua qualidade e eficiência;
54
12 - Opinar e participar da especificação para aquisição de substâncias e
equipamentos cuja manipulação, armazenamento, transporte ou
funcionamento possam apresentar riscos, acompanhando o controle do
recebimento e da expedição;

13 - Elaborar planos destinados a criar e desenvolver a prevenção de
acidentes, promovendo a instalação de comissões e assessorando-lhes o
funcionamento;
14 - Orientar o treinamento específico de Segurança do Trabalho e
assessorar a elaboração de programas de treinamento geral, no que diz
respeito à Segurança do Trabalho;

15 - Acompanhar a execução de obras e serviços decorrentes da adoção
de medidas de segurança, quando a complexidade dos trabalhos a
executar assim o exigir;

16 - Colaborar na fixação de requisitos de aptidão para o exercício de
funções, apontando os riscos decorrentes desses exercícios;

55
17 - Propor medidas preventivas no campo da Segurança do Trabalho, em face do
conhecimento da natureza e gravidade das lesões provenientes do acidente de
trabalho, incluídas as doenças do trabalho;

18 - Informar aos trabalhadores e à comunidade, diretamente ou por meio de seus
representantes, as condições que possam trazer danos a sua integridade e as
medidas que eliminam ou atenuam estes riscos e que deverão ser tomadas.

Art. 5º - A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação.
Art. 6º - Revogam-se as Resoluções 325, de 27 NOV 1987, e 329, de 31 MAR 1989,
e as disposições em contrário.

Brasília, 31 de julho de 1991.

FREDERICO V. M. BUSSINGER
Presidente
MARCUS VINÍCIUS DE OLIVEIRA
1º Secretário
Publicada no D.O.U. de 01 NOV 1991 - Seção I - Pág. 24.564
56
NR 27 - Registro Profissional do Técnico
de Segurança do Trabalho no Ministério do
Trabalho
57
27.1 O exercício da profissão do TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO depende
de prévio registro no Ministério do Trabalho, efetuado pela Secretaria de Segurança e
Saúde no Trabalho até que seja instalado o respectivo conselho profissional. (127.001-0/
I3)

27.2 O registro de TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO será efetuado pela
Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, com processo iniciado através das
Delegacias Regionais do Trabalho - DRT e concedido:

a) ao portador de certificado de conclusão de ensino de 2º grau de Técnico de
Segurança do Trabalho, com currículo oficial aprovado pelo Ministério da Educação e
Cultura - MEC e realizado em estabelecimento de ensino de segundo grau reconhecido
no País;

b) ao portador de certificado de conclusão de ensino de 2º grau e de curso de formação
profissionalizante pós-segundo grau de Técnico de Segurança do Trabalho, com
currículo oficial aprovado pelo MEC e realizado em estabelecimento de ensino de
segundo grau reconhecido no País;

c) ao portador de registro de Supervisor de Segurança do Trabalho emitido pelo
Ministério do Trabalho;

d) ao portador de certificado de conclusão de curso realizado no exterior e reconhecido
no Brasil, de acordo com a legislação em vigor.
58

27.3 O requerimento para o registro deverá ser preenchido pelo interessado de
conformidade com o modelo Anexo e entregue diretamente nas Delegacias
Regionais do Trabalho, ou encaminhado às DRT’s através dos Sindicatos de
Técnicos de Segurança do Trabalho ou Associações de Técnicos de Segurança
do Trabalho.

27.3.1 O requerimento deverá ser acompanhado da seguinte documentação:

a) cópia autenticada do documento comprobatório de formação profissional,
constantes nas alíneas “a” , “b”, “c” ou “d” do item 27.2 desta NR (frente e verso,
se for o caso);
b) cópia autenticada da Carteira de Identidade (RG)
59
4. AS RESPONSABILIDADES
60
RESPONSABILIDADES
• TÉCNICA OU ÉTICO-PROFISSIONAL

• CIVIL

• PENAL OU CRIMINAL

• TRABALHISTA
61
Elas são independentes e inconfundíveis entre
si, podendo surgir de fatos ou atos distintos,
como também poderão resultar de um mesmo
fato ou ato diretamente ligado à atividade que
você, profissional esta exercendo.
62
Por exemplo: Determinada obra construída
por um profissional habilitado vier a
desabar, em razão de sua imperícia,
imprudência ou negligência, causando
danos a outras pessoas e lesões nos
operários que nela trabalham, este fato
caracteriza, ao mesmo tempo, a ocorrência
dos quatro tipos de responsabilidades.
63
• Punição a Nível Profissional: pelo descumprimento da
legislação específica e/ou Código de Ética
(Responsabilidade Técnica)

• Reparação dos Prejuízos Causados: ao dono da
construção e a terceiros, se houver (Responsabilidade
Civil)

• Punição Criminal: pela comprovação da culpa
(Responsabilidade Penal)

• Indenização: devido ao acidente sofrido pelos operários
(Responsabilidade Trabalhista)
64
4.1 RESPONSABILIDADE TÉCNICA OU ÉTICO
PROFISSIONAL
• É a responsabilidade assumida perante o CONFEA/CREA.

• Um outro aspecto muito importante é o de que mesmo
feita a baixa da ART, não o exime das demais
responsabilidade
65
4.2 RESPONSABILIDADE CIVIL
Por determinada obra dura, a princípio, de acordo
com o Código Civil, pelo menos 5 anos, a contar
da data que a mesma foi entregue, podendo em
alguns casos, estender-se por até 25 anos, se
comprovada a culpa do profissional pela
ocorrência.
66
4.3 RESPONSABILIDADE PENAL OU CRIMINAL
•DOLOSAS:

Quando há intenção, de parte do agente causador, de cometê-la, ou
ainda quando ele assume o risco de prática-la mesmo não querendo
o resultado.

•CULPOSA:

Ocorrem geralmente com muito maior freqüência no âmbito da
atividade profissional e surgem sempre que a infração é
conseqüência de um ato de imprudência, de imperícia ou de
negligência, sem que o causador tenha tido a intenção de cometer o
delito, nem tampouco tenha assumido o risco de praticá-lo.
67
4.4 RESPOSABILIDADE TRABALHISTA
CLT : “empregador a empresa, individual ou coletiva que,
assumindo os riscos da atividade econômica, admite,
assalaria e dirige a prestação pessoal de serviços”. (Art,
1º)

Honorário Profissional = Conjunto de Responsabilidades + Encargos Assumidos
68
NR 3 EMBARGO OU INTERDIÇÃO
(COMENTAR)
69
3.1. O Delegado Regional do Trabalho ou
Delegado do Trabalho Marítimo, conforme o
caso, à vista de laudo técnico do serviço
competente que demonstre grave e iminente
risco para o trabalhador, poderá interditar
estabelecimento, setor de serviço, máquina ou
equipamento, ou embargar obra, indicando na
decisão tomada, com a brevidade que a
ocorrência exigir, as providências que deverão
ser adotadas para prevenção de acidentes do
trabalho e doenças profissionais.
70
3.1.1. Considera-se grave e iminente risco toda condição
ambiental de trabalho que possa causar acidente do
trabalho ou doença profissional com lesão grave à
integridade física do trabalhador.

3.2. A interdição importará na paralisação total ou parcial
do estabelecimento, setor de serviço, máquina ou
equipamento. (103.001-9 / I4)

3.3. O embargo importará na paralisação total ou parcial
da obra. (103.002-7 / I4)

3.3.1. Considera-se obra todo e qualquer serviço de
engenharia de construção, montagem, instalação,
manutenção e reforma.
71
3.4. A interdição ou o embargo poderá ser requerido
pelo Setor de Segurança e Medicina do Trabalho da
Delegacia Regional do Trabalho - DRT ou da Delegacia
do Trabalho Marítimo - DTM, pelo agente da inspeção
do trabalho ou por entidade sindical.

3.5. O Delegado Regional do Trabalho ou o Delegado
do Trabalho Marítimo dará ciência imediata da
interdição ou do embargo à empresa, para o seu
cumprimento.

3.6. As autoridades federais, estaduais ou municipais
darão imediato apoio às medidas determinadas pelo
Delegado Regional do Trabalho ou Delegado do
Trabalho Marítimo.
72
3.7. Da decisão do Delegado Regional do Trabalho ou
Delegado do Trabalho Marítimo, poderão os interessados
recorrer, no prazo de 10 (dez) dias, à Secretaria de
Segurança e Medicina do Trabalho - SSMT, à qual é
facultado dar efeito suspensivo.


3.8. Responderá por desobediência, além das medidas
penais cabíveis, quem, após determinada a interdição ou
o embargo, ordenar ou permitir o funcionamento do
estabelecimento ou de um dos seus setores, a utilização
de máquinas ou equipamento, ou o prosseguimento da
obra, se em conseqüência resultarem danos a terceiros.
73
3.9. O Delegado Regional do Trabalho ou Delegado do
Trabalho Marítimo, independentemente de recurso, e
após laudo técnico do setor competente em segurança e
medicina do trabalho, poderá levantar a interdição ou o
embargo.





3.10. Durante a paralisação do serviço, em decorrência
da interdição ou do embargo, os empregados receberão
os salários como se estivessem em efetivo exercício.
(103.003-5 / I4)
74
Obra clandestina em Pato Branco preocupa
CREA-PR
• Obra em construção no Centro de
Pato Branco sem responsável
técnico.
75
Em respeito à Engenharia e Arquitetura do Paraná e em
resposta às denúncias feitas pelas entidades de classe:
• FEAPAR (Federação das Associações de Engenharia Arquitetura e Agronomia do
Paraná;
• SINDARQ – Pr (Sindicatos dos Arquitetos do Estado do Paraná);
• IEP;
• IAB-PR;
• AEA-PR;
• SENGE-PR
• CREA-PR
Vem confirmar a clandestinidade observada junto à
edificação de uma obra de 10 pavimentos, na Avenida
Tupi, quadra 11, localizada na cidade de Pato Branco.
76
De fato, conforme fiscalização realizada pelo Conselho, a obra de
José Alfredo Wittmann está em desacordo com a legisgilação que
visa proteger e assegurar a execução técnica e legalmente exigida, o
que poderá colocar em risco toda a sociedade, já que a edificação
destina-se a abrigar um hotel.

A referida obra não possui responsável técnico pela execução das
atividades de Engenharia e Arquitetura, visto que não consta dos
registros do CREA-PR a competente ART, que define para os devidos
efeitos legais o responsável técnico da obra. Desde o início de sua
execução até o final de fevereiro (2000) a obra não estava com sua
situação regularizada. Somente depois que o fato tornou-se público e
que a Promotoria de Pato Branco entrou com ação civilpedindo o
embargo da obra é que o proprietário procurou o CREA para legalizar
o empreendimento.
77
Após constatação de irregularidade na fiscalização
realizada em janeiro do ano passado, o CREA-PRA
instaurou processo administrativo notificando o
proprietário para regularizar a obra no prazo de 30 DIAS,
devido a falta de ART junto ao Conselho. Na época, a obra
encotrava-se em fase de levantamento do 4º pavimento.
Após confirmação das irregularidades também junto ã
prefeitura, o prietário foi autuado por exercício ilegal da
profissão. Embora o proprietário tenha apresentado
defesa, alegando que não tinha conhecimento da falta de
projetos, a Construtora citada por ele como responsável
pela execução também não possuía registro junto ao
CREA-PR. E até o final de fevereiro a obra ainda estava
em condição de clandestinidade.
78
Considerando que a obra situa-se na região
central da cidade e sendo de grande porte, o
CREA-PR oficiou a Promotoria de Pato Branco,
solicitando a adoção de medidas que evitem
colocar em risco à população. A Promotoria de
Justiça da Comarca de Pato Branco já instaurou
ação civil pública contra José Alfredo Wittmann. A
ação visa o embargo da obra e que a mesma seja
demolida no prazo de trinta dias sob pena de
multa.
79
Exemplo de avaliação empresa
80
Agora é sua vez. Ou seja você deverá elaborar
um laudo de insalubridade para a seguinte
situação:
CASO 1: Constatação de possível condição insalubre no
exercício laboral do Reclamante (Maria da Silva supondo
a mesma ser instrumentadora cirúrgica a mais de 8 anos;

•Contra a Reclamada o Hospital Santa Cruz;

•Efetuar tal atividade em grupo de 3 pessoas;

•Utilizar como base a NR15;
81
CASO 2: A empresa solicitou a avaliação de possível
condição insalubre no exercício laboral do trabalhador
que se expõe às seguintes concentrações de amônia:
AMOSTRAGEM CONCENTRAÇÕES
(ppm)
1 10
2 20
3 25
4 20
5 15
6 10
7 20
8 10
9 20
10 25
82
83
(Necessário para resolução) anexo 11- NR15
QUADRO Nº 1
TABELA DE LIMITES DE TOLERÂNCIA
84
ANEXO Nº 11
AGENTES QUÍMICOS CUJA INSALUBRIDADE É CARACTERIZADA POR LIMITE DE
TOLERÂNCIA E INSPEÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO
Concentração média

C1, C2,...,Cn – concentrações
n - número de amostras



Valor Máximo:

LT – Limite de tolerância
FD – fator de desvio, segundo Quadro 2 -ANEXO 11, NR15
n
Cn C C
Cm
  

.......... 2 1
FD LT VM . 
85
Solução caso 2
Para verificar se o limite de tolerância foi ultrapassado ou não, deve-se calcular:

a) Concentração média: CM




b) Valor máximo: VM

VM=LT.FD

Segundo o anexo 11, NR15, o limite de tolerância para amônia é de 20pmm e o
FD=1,5. Assim:

VM=LT.FD=20.1,5=30pmm

Pode-se verificar que nenhuma das amostragens ultrapassou o valor máximo
permitido e a concentração média foi inferior ao limite de tolerância estabelecido
no anexo 11, NR 15, não caracterizando, portanto, insalubridade para essa
atividade.
pmm Cm 5 , 17
10
25 20 10 20 10 15 20 25 20 10

        