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CURSO ON-LINE – PORTUGUÊS REGULAR

ADAPTADO AO ACORDO ORTOGRÁFICO
PROFESSORA: CLAUDIA KOZLOWSKI

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AULA 11 - TERMOS DA ORAÇÃO E ANÁLISE SINTÁTICA
Quando buscamos o significado do verbo ANALISAR no Dicionário Aurélio, nos
deparamos com a seguinte definição:
1. Decompor ( um todo) em suas partes componentes; fazer a análise
1
( 3)
de.
A forma “análise
1
( 3) ” indica a terceira acepção do primeiro significado da palavra
análise, qual seja:
“3. Exame de cada parte de um todo, tendo em vista conhecer sua natureza,
suas proporções, suas funções, suas relações, etc.”

Pois é exatamente isso que a análise sintática faz em relação à estrutura do período:
decompõe, examina e divide o período composto; classifica as orações que
constituem o período; e, em cada oração, verifica a função sintática de cada um dos
elementos (termos) constitutivos.
É como se fossem realizadas duas análises simultaneamente: uma análise
“macro” – O PERÍODO COMPOSTO E SUAS ORAÇÕES; e uma análise “micro”
– OS TERMOS QUE COMPÕEM CADA ORAÇÃO.

Vamos relembrar alguns conceitos apresentados anteriormente:
- FRASE – todo enunciado capaz de transmitir uma mensagem. Pode se apresentar
sob forma sucinta (Não!) ou complexa (De acordo com a última estimativa, havia
mais de cem pessoas no comício.). Em resumo, podemos dizer que, em uma frase,
pode haver ou não um verbo. A primeira (sem verbo) não se presta à análise
sintática – somente a “frase oracional”, por apresentar estrutura completa.

- ORAÇÃO – estrutura que se forma a partir do conjunto SUJEITO + PREDICADO.
Como veremos, há casos de inexistência do sujeito (“Oração sem Sujeito”), mas o
predicado deve sempre existir. O verbo, algumas vezes, pode estar elíptico, ou seja,
foi omitido, mas pode perfeitamente ser subentendido.
A oração pode encerrar:
a) uma declaração (oração declarativa);
b) uma pergunta ou dúvida (oração interrogativa);
c) uma ordem, desejo, súplica, pedido (oração imperativa, imprecativa ou optativa,
com entoação exclamativa); são optativas as orações que exprimem um desejo
intenso (Bons ventos o levem!) e imprecativas, as que expressam uma praga
(Maldito seja aquele homem!);
d) um estado ou reação emocional (oração exclamativa).

- PERÍODO – pode se apresentar como simples (uma oração, apenas) ou composto
(duas ou mais orações). Um período se encerra com uma pausa bem definida (ponto,
ponto de interrogação, ponto de exclamação, reticências).
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Vimos, na aula passada, que um período composto pode ser formado com orações
independentes (período composto por coordenação) ou dependentes (período
composto por subordinação).
Em princípio, cada oração coordenada pode formar um período simples por si –
basta, para isso, que se retire a conjunção e se faça a pontuação adequada. Já a
oração subordinada exerce função sintática em outra oração, perdendo o sentido se
estiver separada desta.

ANÁLISE SINTÁTICA E ANÁLISE SEMÂNTICA
Na troca de informações e ideias, têm papel fundamental a situação e o contexto.
Por situação, entende-se o ambiente físico, cultural e social em que se fala; por
contexto, o ambiente linguístico em que se encontra a oração.
Muitas vezes, para realizarmos uma correta análise sintática, precisamos
compreender, também com perfeição, o contexto em que a oração está inserida. Por
isso, costumamos dizer que a análise sintática deve se realizar em conjunto
com a análise semântica (= significado, sentido).
Ao construir as orações, o autor (interlocutor ou escritor) deve seguir certos padrões
estruturais, de modo que atenda aos requisitos de coesão e coerência. Assim, as
estruturas oracionais devem observar alguns preceitos (bastante familiares para
você, que chegou a esse ponto do estudo):
- associação entre vocábulos de acordo com sua função sintática (sintaxe de
regência);
- harmonia entre os vocábulos de acordo com os princípios gramaticais (sintaxe de
concordância);
- ordem dos vocábulos de acordo com sua função sintática e importância para a
formulação das ideias (sintaxe de colocação).

TERMOS DA ORAÇÃO
A partir de agora, iremos realizar aquela “análise micro”, ou seja, examinar os
elementos que compõem uma oração.
Eles se dividem em ESSENCIAIS, INTEGRANTES e ACESSÓRIOS.

1 - ESSENCIAIS
Os termos essenciais da oração são SUJEITO e PREDICADO.
O sujeito é o ser sobre o qual se faz uma declaração. Tem seu núcleo (palavra ou
termo central, principal) representado por um substantivo ou um pronome
substantivo. Em torno deste núcleo, podem estar presentes outros elementos, em
funções acessórias. A função de sujeito também pode ser exercida, em um período
composto por subordinação, por uma oração subordinada substantiva (estudado à
exaustão na aula passada).
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O predicado é o termo que efetivamente apresenta a mensagem. Ordinariamente,
podemos dizer que é o que se declara sobre o sujeito. Com exceção do vocativo
(função a ser analisada à parte), tudo o que não for sujeito, ou não estiver ligado ao
núcleo do sujeito, pertence ao predicado.
Contudo, nem sempre o sujeito e o predicado vêm expressos. Em “Andei léguas.”,
o sujeito é identificado pela desinência verbal (EU andei).
Já em “Linda cidade, Rio de J aneiro.”, a forma verbal “é” está subentendida.
Elipse é, pois, a omissão em uma frase de um termo facilmente identificável.
Chamam-se ELÍPTICAS as orações a que falta um termo essencial, e, conforme o
caso, diz-se que o SUJEITO ou o PREDICADO está ELÍPTICO.

1.1 - TIPOS DE SUJEITO
Alguns desses conceitos já foram apresentados na aula sobre Concordância (Aulas
4 e 5).
SIMPLES - Representado por apenas um núcleo.
Falaram na sessão todos os oradores inscritos.
SUJEITO: Todos os oradores inscritos
NÚCLEO DO SUJEITO: oradores
Povoam minha mente pensamentos macabros.
SUJEITO: Pensamentos macabros
NÚCLEO DO SUJEITO: pensamentos
O culto dos deuses africanos abrange diferentes ritos.
SUJEITO: O culto dos deuses africanos
NÚCLEO DO SUJEITO: culto
Viajamos cedo.
SUJEITO (e NÚCLEO): Nós (elíptico, identificado pela desinência verbal)

COMPOSTO - Representado por dois ou mais núcleos. Aplicam-se, neste caso, as
regras de concordância verbal já estudadas.
Uma lagoa profunda e o céu dormem atrás de meus olhos.
SUJEITO: Uma lagoa profunda e o céu
NÚCLEOS DO SUJEITO (COMPOSTO): lagoa / céu
Dormem / Dorme uma lagoa profunda e o céu atrás de meus olhos. (concordância
gramatical e ideológica, respectivamente)

INDETERMINADO – Pode ser representado de duas maneiras:
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a) verbo na 3ª pessoa do plural.
Falaram mal de você.
Bateram na porta.
Dizem por aí que tu andas novamente de novo amor, nova paixão, todo contente.
b) verbo na 3ª pessoa do singular + SE (índice ou partícula de indeterminação do
sujeito).
Precisa- se de moças com experiência.
Nunca se é feliz.
Fala- se muito mas pouco se faz.

ORAÇÃO SEM SUJEITO - Verbos impessoais (= 3ª pessoa do singular)
a) Verbos que indicam fenômenos da natureza:
Chove muito.
Anoiteceu rapidamente.
b) Verbo HAVER (com sentido de existir):
Nunca houve tantos interessados.
Devia haver muitos interessados.
c) Verbos com ideia de tempo decorrido:
Faz seis meses de sua partida.
Vai para dez anos de sua partida.
Há três semanas não a vejo.
Amanhã vai fazer dez meses de sua partida.
d) Verbo SER nas expressões de horas, datas ou distâncias:
De um extremo ao outro são dez metros.
Era uma hora e vinte.

1.2 - TIPOS DE PREDICADO
O Predicado pode ser classificado de três formas: verbal, nominal e verbo-nominal.
VERBAL – Quando o predicado enuncia o que o sujeito faz ou sofre, cabe ao verbo
apresentar a informação mais relevante da oração. Assim, o predicado se chama
verbal, pois seu núcleo é o verbo. É o único dos três que não contém predicativo.
Entraram em campo os atletas.

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NOMINAL – Neste predicado, o elemento mais importante está sob a forma de um
nome (adjetivo, substantivo, pronome substantivo). O verbo tem a simples função
de ligar o sujeito a este nome (palavra ou expressão que encerra a declaração). Por
isso, a palavra principal (núcleo) se encontra no predicativo do sujeito e o predicado
é chamado de nominal.
Eles estavam contentes.

VERBO-NOMINAL – Simultaneamente, apresenta a ação praticada e o estado
referente ao sujeito (predicativo do sujeito) ou ao complemento verbal (predicativo
do objeto). Por isso, possui dois núcleos: o verbo e o nome (que exerce a função de
predicativo).
Os atletas entraram em campo confiantes. (predicativo do sujeito)
Achei-a simpática. (predicativo do objeto direto)

PREDICAÇÃO VERBAL – É o modo como o verbo se apresenta no predicado
(regência verbal).
Como qualquer outra palavra, a classificação de um verbo só pode ser definida na
frase. O verbo, a depender do sentido que possua no contexto, pode ser classificado
como:
a) INTRANSITIVO (I) : O verbo já possui o sentido completo, podendo estar
acompanhado de termos acessórios (adjunto adverbial) ou integrantes (predicativo),
que venham somente pormenorizar as circunstâncias da ação ou estado.
b) TRANSITIVO: Neste caso, o verbo, sem um complemento, tem o seu sentido ou
alcance prejudicado. Subdivide-se em:
• DIRETO (TD) – o complemento se liga ao verbo de forma direta, ou seja,
sem preposição obrigatória. Dentre os transitivos diretos, devemos destacar
os verbos transobjetivos, que são os que exigem uma informação adicional
a respeito do objeto direto. Essa informação vem sob a função sintática de
predicativo do objeto direto.
• INDIRETO (TI) – o complemento se liga ao verbo obrigatoriamente por
meio de uma preposição. O único verbo transitivo indireto que pode ser
transobjetivo é o verbo CHAMAR (veja a aula sobre Regência).
• DIRETO E INDIRETO (TDI) - também chamado de bitransitivo, apresenta
dois complementos, um direto e outro indireto, concomitantemente.
c) DE LIGAÇÃO (VL) – Serve para ligar o predicativo do sujeito (núcleo do
predicado nominal) ao sujeito. Seria um erro afirmar que não possui significado,
pois, a depender do verbo escolhido, podem ser expressos diversos aspectos:
Ele é feliz. estado permanente / Ele está feliz. estado transitório
Ele parece feliz. aparência / Ele anda feliz. estado passageiro

2 – INTEGRANTES
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O próprio nome já indica a sua função na estrutura oracional. Esses termos
integram (ou seja, completam, inteiram) a significação do verbo transitivo ou de um
nome.
São eles: OBJETO DIRETO, OBJETO INDIRETO, PREDICATIVO (DO SUJEITO e DO
OBJETO), COMPLEMENTO NOMINAL E AGENTE DA PASSIVA.

2.1 - OBJETO DIRETO - complemento de um verbo transitivo direto, ou seja, termo
que vem ligado ao verbo sem preposição (obrigatória) e indica o ser para o qual se
dirige a ação verbal.
Vais encontrar o mundo (= Vais encontrá-lo)
Admiro a todos.
Aguardavam-me desde cedo.
O objeto direto preposicionado costuma ser usado:
a) com verbos que indicam sentimento:
Ama ao próximo com a ti mesmo.
b) para evitar ambiguidade:
Feriu ao animal o caçador.
c) quando vem antecipado, como em alguns provérbios:
A homem pobre ninguém roube.
d) em associação a pronomes pessoais oblíquos tônicos (mim, si, ti, nós, vós, ele,
ela eles, elas), certos pronomes indefinidos e junto ao pronome relativo quem:
Depois de várias doses, ele esqueceu a mulher, a filha e até a si. ( ESQUECER é TD)
O remorso atingiu a todos. ( ATI NGI R é TD)
Ele tem uma mulher a quem considera uma rainha. ( CONSI DERAR é TD)
e) com o numeral ambos na função de objeto direto:
Ele contratou a ambos. ( CONTRATAR é TD)
f) em certas construções enfáticas, quando se atribui à ação um valor diferente do
tradicional:
Provou do próprio veneno ( PROVAR é TD) .
Todos ficaram pasmos quando souberam do caso. ( SABER é TD) .
O objeto direto pleonástico é usado quando se quer chamar a atenção para o
OBJETO DIRETO que precede o verbo.
Também pode ser constituído de um pronome átono e de uma forma pronominal
tônica preposicionada.
Esse carro, comprei- o hoje.
A mim, ninguém me espera em casa.
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2.2 - OBJETO INDIRETO - complemento de um verbo transitivo indireto, isto é, o
termo que se liga ao verbo por meio de preposição.
Não vem precedido de preposição o objeto indireto representado pelos pronomes
pessoais oblíquos me, te, lhe, nos vos, lhes e pelo reflexivo se.
Ele só pensa na prova.
Falou aos filhos.
Como ousas desobedecer-me?

Para saber identificar se esses pronomes (me, te, se, nos, vos, se) exercem a função
sintática de objeto direto ou indireto (já que se prestam às duas funções), não
podemos simplesmente trocar por “a mim”, pois, como vimos no item 2.1 – d, os
pronomes oblíquos tônicos são sempre regidos por preposição. Para resolver esse
mistério, basta trocar o pronome por um nome:
Como ousas desobedecer-me? Como ousa desobedecer a seu pai?
A regência do verbo DESOBEDECER exige preposição “a”.

O objeto indireto pleonástico tem a mesma função do objeto direto pleonástico:
realce. Neste caso, uma das formas é obrigatoriamente um pronome pessoal átono.
A outra pode ser um substantivo ou um pronome oblíquo tônico antecedido de
preposição.
Ao pobre, não lhe devo nada.
A mim, ensinou-me tudo.

2.3 - PREDICATIVO
2.3.1 - DO SUJEITO – Termo que, mesmo distante, se refere ao sujeito. Pode ser
representado por:
a) um substantivo ou expressão substantivada.
O boato é um vício detestável.
b) um adjetivo ou locução adjetiva.
A praia estava deserta.
Esta linha é de morte.
c) um pronome.
O mito é o nada que é tudo.
d) um numeral.
Nós éramos cinco e brigávamos muito.
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e) por oração substantiva predicativa.
A verdade é que nunca me importei com ele.

Quando se deseja dar ênfase ao predicativo, costuma-se repeti-lo:
Feliz, já não o sou mais.

2.3.2 - DO OBJETO – Refere-se ao complemento verbal, que pode ser tanto o
objeto direto como o indireto.
O Predicativo do Objeto só aparece em predicado verbo-nominal e pode ser
expresso:

a) por substantivo:
Chamo-me Cláudia.
b) por adjetivo:
Os moradores do castelo julgavam-no assombrado.
O predicativo do objeto pode vir, facultativamente, antecedido de preposição ou do
conectivo como:
O sujeito explicou porque o tratavam por doutor.
Considero-o como meu irmão.
Somente com o verbo CHAMAR pode ocorrer o Predicativo do Objeto Indireto:
Chamam-lhe de hipócrita por toda a parte.
Chamam ao rapaz de hipócrita por toda a parte.
Com os demais verbos transobjetivos (crer, eleger, encontrar, estimar, fazer, julgar,
nomear, proclamar etc.), ele é sempre PREDICATIVO DO OBJETO DIRETO.

2.4 - COMPLEMENTO NOMINAL - pode completar um substantivo abstrato, um
adjetivo ou advérbios (derivados de adjetivos). Vem regido por preposição e o termo
preposicionado tem valor paciente.
Não é permitida a colocação de cartazes.
A decisão foi favorável aos alunos.
O deputado discursou favoravelmente ao proj eto.
Mais adiante, veremos a distinção entre COMPLEMENTO NOMINAL e ADJUNTO
ADNOMINAL.

2.5 - AGENTE DA PASSIVA – Termo que exerce a ação verbal na voz passiva. Este
complemento é normalmente introduzido pela preposição por.
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Ela está sendo conquistada por mim.

3 – ACESSÓRIOS
São chamados ACESSÓRIOS os termos que se juntam a um nome ou a um verbo
para precisar-lhes o significado. Embora tragam um dado novo à oração, não são
eles indispensáveis ao entendimento do enunciado.
São termos acessórios: ADJUNTO ADNOMINAL, ADJUNTO ADVERBIAL, APOSTO.

3.1 - ADJUNTO ADNOMINAL – É o termo que delimita, especifica a significação do
substantivo, qualquer que seja a função deste. O mesmo substantivo pode estar
acompanhado de mais de um adjunto adnominal, ou seja, essa função pode ser
exercida por um adjetivo, uma locução adjetiva, um artigo (definido ou indefinido),
um pronome adjetivo, um numeral ou até mesmo uma oração adjetiva.
Nos exemplos abaixo, são apresentados em negrito os adjuntos adnominais e
sublinhados os núcleos (substantivos).
Esta segregação social precisa de uma grande volta.
Tinha uma memória de prodígio.
O mar é um mistério para os sonhadores.
A minha dona é a solidão.
Venho cumprir uma missão do sacerdócio que abracei.

Adjunto Adnominal x Complemento Nominal
A diferença entre as funções sintáticas de ADJUNTO ADNOMINAL e COMPLEMENTO
NOMINAL, em alguns casos, é sutil, quando o termo é regido por preposição.
Se estiver preso a um ADJETIVO ou a um ADVÉRBIO, será COMPLEMENTO
NOMINAL.
A sala está cheia de armamento pesado.
Discursei favoravelmente ao projeto.
Se completar um SUBSTANTIVO CONCRETO, será ADJUNTO ADNOMINAL.
A porta de ferro está enferrujada.
Quando estiver junto a um SUBSTANTIVO ABSTRATO, é preciso verificar o termo
preposicionado.
Se o termo for PACIENTE, é um complemento nominal:
A construção do prédio foi embargada.
A venda de armas foi proibida.
Se o termo for AGENTE, é um adjunto adnominal:
A conquista dos brasileiros foi reconhecida por todos.
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A invasão dos soldados foi rápida e eficaz.
Essa distinção fica explícita com o exemplo que nos apresenta Adriano da Gama Kury
(Novas Lições de Análise Sintática).
A lembrança de meu pai alegrou-me.
Fora do contexto, não podemos afirmar se o elemento em destaque exerce função
ativa (adjunto adnominal) ou passiva (complemento nominal).
Se a ação foi praticada pela filha (ela lembrou-se de seu pai e, com isso, alegrou-se),
o valor é passivo (o pai foi lembrado – SOFREU A AÇÃO VERBAL) e a expressão
exerce função de complemento nominal.
Já se ação foi praticada pelo pai (ele se lembrou, fato que alegrou a filha), o valor da
expressão é ativo (o pai lembrou – PRATICOU A AÇÃO VERBAL) e a função exercida
pela expressão é adjunto adnominal.


Podemos ilustrar essa distinção com o seguinte gráfico:

COMPLEMENTO NOMINAL ADJUNTO ADNOMINAL





Em resumo:
- ADJETIVO, ADVÉRBIO E SUBSTANTIVO ABSTRATO COM IDEIA PASSIVA
COMPLEMENTO NOMINAL
- SUBSTANTIVO CONCRETO E SUBSTANTIVO ABSTRATO COM IDEIA ATIVA
ADJUNTO ADNOMINAL



- SUBSTANTIVO
CONCRETO

- ADJETIVO

SUBST.
ABSTRATO
- ADVÉRBIO
Com idéia ativa =
ADJUNTO
ADNOMINAL
Com idéia passiva =
COMPLEMENTO
NOMINAL
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O único elemento da interseção é o SUBSTANTIVO ABSTRATO.
Quer um ótimo método de memorização? Então, anote aí: tudo com A =
substantivo Abstrato com ideia Ativa função de Adjunto Adnominal.

3.2 - Adjunto Adverbial - é, como o nome indica, o termo de valor adverbial que
denota alguma circunstância do fato expresso pelo verbo, ou intensifica o sentido
deste, de um adjetivo ou de um advérbio. Pode vir expresso por um advérbio, uma
locução ou expressão adverbial ou uma oração adverbial.
São inúmeras as circunstância atribuídas por um adjunto adverbial. Sem a pretensão
de esgotar os exemplos, podemos destacar:
a) de causa - Por que não foste ao concerto?
b) de companhia - Vivi com Daniel.
c) de dúvida - Talvez Nina tivesse razão.
d) de fim - Fazia isso por penitência.
e) de instrumento - Dou-te com o chicote!
f) de intensidade - Gosto muito de ti.
g) de lugar - Levou-os para casa.
h) de matéria - Era um adeus com raiva e lágrimas.
i) de meio- Viajava de trem por toda a Europa.
j) de modo - Vagarosamente, recolhemos os frutos.
l) de negação - Não partas cheio de ressentimento.
m) de tempo - Ele sentava-se cedo a essa mesa de trabalho e nunca reclamou de
sua função.
Em um período composto, a função de ADJUNTO ADVERBIAL pode ser exercida por
uma ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL, atribuindo-se uma das circunstâncias
enumeradas na aula passada (causal, condicional, concessiva, temporal, proporcional
final, conformativa, consecutiva, concessiva, comparativa, locativa ou modal).
Também merecem destaque os Advérbios Interrogativos: causa (por que), lugar
(onde, aonde, donde), de modo (como), de tempo (quando), presentes nas orações
interrogativas.
Não confunda esses advérbios com os pronomes relativos, que devem se referir a
algum termo antecedente.
Adjetivos adverbializados são os adjetivos que se usam no lugar do advérbio e,
por isso, não variam.
Eles falam alto.
A cerveja que desce redondo.

3.2.1 - PALAVRAS DENOTATIVAS
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Segundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, certas palavras, por vezes
enquadradas indevidamente entre os advérbios, denotam circunstâncias, sem que,
como estes últimos, modifiquem verbo, adjetivo ou outro advérbio.
a) INCLUSÃO: até, inclusive, mesmo, também etc.
Ele roubou diversas pessoas, até sua mãe.
Mesmo os inocentes pagam.
b) EXCLUSÃO: apenas, salvo, senão, só, somente etc.
Da família só duas prestavam.
c) DESIGNAÇÃO: eis
Eis os livros de que te falei.
d) RETIFICAÇÃO: aliás, isto é, ou melhor etc.
Sinto que ele me escapa, ou melhor, que nunca me pertenceu.
Corremos, isto é, voamos até o trabalho.
e) EXPLICAÇÃO: por exemplo, a saber, isto é etc.
Estivemos nesta casa, isto é, na sala, no quarto.

f) SITUAÇÃO: afinal, então, agora, mas etc.
Afinal, o que fazes por aqui?
Mas, porque nunca me disse isso?
g) REALCE : cá, lá, que, é que, só etc.
Eles é que deveriam ter vindo aqui.
Eu só queria agradar você.
Isso lá é jeito de falar com a sua mãe?

3.3 – APOSTO - é o termo de natureza substantiva que se refere, na maioria das
vezes a um substantivo, a um pronome ou a um equivalente, a título de explicação
ou de apreciação.
O aposto tem o mesmo valor sintático do termo a que se refere e, por meio dele,
atribui-se a um substantivo (termo referente) alguma propriedade. Os dois termos
designam sempre o mesmo ser, o mesmo objeto, a mesma ideia ou o mesmo fato.
Entre o aposto e o termo a que ele se refere há em geral uma pausa, marcada na
escrita por uma vírgula.
Eles, os pobres desesperados, tinham uma euforia de fantoches.
Pode também não haver pausa entre o aposto e a palavra principal, quando esta é
um termo genérico, especificado ou individualizado pelo aposto.
A cidade de Lisboa é linda.
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No mês de maio vemos florir o jardim.
Estes apostos equivalem a “nomes, títulos”e são chamados de aposto de
especificação. Não devem ser confundidos com adjuntos adnominais, que são
atributos, termos de natureza adjetiva.
O clima de Lisboa é muito agradável nesta época.
As festas de maio homenageiam as mães.

Tipos de aposto
a) Explicativo: Maria, a estudante, chegou.
b) Enumerativo: João tem três filhos: Pedro, Antônio e Carlos.
c) Resumitivo ou Recapitulativo: Fortunas, prazeres, sossego, nada o satisfazia.
d) Distributivo: Eram dois bons alunos, um em Português e outro em História.
e) Especificativo: Rio Amazonas / Praça da República
f) Em referência a uma oração: Ele não compareceu, o que nos deixou tristes.

O aposto não deve ser confundido com o adjetivo que, em função de predicativo,
costuma vir separado do substantivo que modifica por uma pausa sensível
(geralmente na escrita indicada por vírgula).
Veja o seguinte exemplo:
A noite vai descendo muda e calma.
Esta oração poderia ser enunciada:
A noite, muda e calma, vai descendo.
Nas duas orações, muda e calma exercem a função sintática de predicativo do
sujeito e designam o estado em que se encontrava o agente (noite) ao praticar a
ação (descer). Faz parte, portanto, de um predicado verbo-nominal.
O adjetivo, usado na sua função própria (como a de predicativo do sujeito), não pode
exercer a função de aposto, porque designa uma característica do ser ou da coisa, e
não o próprio ser ou a própria coisa, como o aposto o faz.
Maria, irmã de Carlos, mudou-se para o Acre.
Agora, temos um exemplo de expressão que exerce a função de aposto. “Irmã de
Carlos” tem valor substantivo e se refere ao elemento já enunciado (Maria).

VOCATIVO
À parte do sujeito e do predicado, são termos de entoação exclamativa que, sem
estarem subordinados a nenhum outro termo da frase, apenas servem para invocar,
chamar ou nomear, com ênfase maior ou menor, a pessoa ou coisa personificada.
J osé, venha falar comigo.
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Pode ser antecedida por uma interjeição:
Evoé, Carlos!
Encerramos, aqui, a aula de hoje.
Em nossa próxima aula, falaremos sobre PONTUAÇÃO e muitos dos conceitos até
então apresentados serão fundamentais para que possamos seguir com firmeza em
nosso estudo.
Grande abraço e até lá!

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QUESTÕES DE FI XAÇÃO
( FGV / Ministério da Cultura / 2006)
Foto dos Sonhos
O engenheiro colombiano Joaquín Sarmiento trabalhava em Nova York e se sentia,
muitas vezes, solitário. Era mais um daqueles imigrantes nostálgicos. Para ocupar as
horas vagas, decidiu aprender fotografia. Estava, nesse momento, descobrindo um
novo ângulo para a sua vida, sem volta. A vontade de se aventurar pela América
Latina tirando fotos fez com que ele deixasse para sempre a paisagem nova-
iorquina, aposentasse sua carreira de engenheiro e transformasse Paraisópolis, uma
das maiores favelas paulistanas, em seu cenário cotidiano. "Estou ficando sem
dinheiro, mas é uma bela aventura."
Depois de três anos nos Estados Unidos, voltou para Bogotá, planejando trabalhar
em obras de infra-estrutura.
Mudou de idéia. Com 26 anos, percebeu que o hobby que tinha adquirido em Nova
York se convertera em paixão. No final de 2004, veio com sua família para duas
semanas de férias em São Paulo. "Como sempre tive muito interesse em estudar a
América Latina, fui ficando." Soube então de uma experiência desenvolvida pelo
colégio Miguel de Cervantes, criado por espanhóis, na vizinha Paraisópolis.
Lá, alunos ajudaram a criar um centro cultural batizado de "Barracão dos Sonhos",
no qual se misturam ritmos afros e ibéricos. Desse encontro nasceu, por exemplo, a
estranha mistura dos ritmos e bailados flamencos com o samba.
"Resolvi registrar esse convívio e, aos poucos, ia me embrenhando na favela para
conhecer seus personagens."
O que era, inicialmente, para ser um cenário fotográfico virou uma espécie de
laboratório pessoal. Joaquín sentiu-se estimulado a dar oficinas de fotografia a
jovens e crianças de Paraisópolis. "Descobri mais um ângulo das fotos: o ângulo de
ensinar a olhar." Lentamente, naquele espaço, temido por muitos, Joaquín ia se
sentindo em casa. "Há um jeito muito similar de acolhimento dos latino-americanos,
apesar de toda a violência."
Sem saber ainda direito como vai sobreviver – "as reservas que acumulei em Nova
York estão indo embora" –, ele planeja as próximas paradas pela América do Sul.
Mas, antes de se despedir, pretende fazer uma exposição sobre o seu olhar pelo
Brasil. Até lá, está aproveitando a internet (www.joaquinsarmiento.com) para
mostrar algumas das imagens fotográficas que documentam seus trajetos.
(Gilberto Dimenstein. Folha de São Paulo, 12/04/2006)
Com base no texto acima, responda às perguntas 1 a 3.
1 - Assinale a alternativa que não exerça a mesma função sintática que as demais.
(A) as horas vagas (ls.2-3)
(B) muito interesse (l.13)
(C) ritmos afros e ibéricos (l.17)
(D) como vai sobreviver (l.27)
(E) que (l.27)
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2 – ( FGV / Ministério da Cultura / 2006)
Assinale a alternativa em que, respectivamente, a função sintática dos termos
Paraisópolis (L.6), na vizinha Paraisópolis (L.15) e de Paraisópolis (L.23) esteja
corretamente indicada.
(A) sujeito – adjunto adnominal – adjunto adnominal
(B) objeto direto – adjunto adverbial – adjunto adnominal
(C) adjunto adnominal – adjunto adnominal – adjunto adverbial
(D) objeto direto – complemento nominal – adjunto adverbial
(E) sujeito – adjunto adverbial – complemento nominal

3 – ( FGV / Ministério da Cultura / 2006)
Assinale a alternativa em que o termo do texto não atribua, para a oração de que faz
parte, circunstância temporal.
(A) nesse momento (L.3)
(B) Depois de três anos nos Estados Unidos (L.9)
(C) No final de 2004 (L.12)
(D) para duas semanas de férias em São Paulo (Ls.12-13)
(E) antes de se despedir (L.29)

4 - ( BESC / ADVOGADO/ 2004)
Assinale a alternativa em que o termo destacado exerça a mesma função sintática
que o termo grifado na seguinte frase: "Os bancos ganharam antes e, sinaliza o
governo, vão continuar ganhando.".
(A) "Está claro que a redução esperada e projetada da taxa-Selic diminuiu a
rentabilidade dos bancos..."
(B) "...já que posterga a corrida certa dos bancos em busca da rentabilidade
perdida."
(C) "E o risco de emprestar é sempre o de não receber."
(D) "Buscam-se regras e leis para tornar menos 'paternalista' a decisão dos
juízes..."
(E) "Ou seja, há uma possibilidade, não desprezível, de o país perder, mais uma vez,
uma janela de oportunidade."

5 - ( FGV / PREF.GUARULHOS/ 2001)
Assinale a alternativa na qual “que” tem a mesma função sintática que em: “A flor
que ontem desabrochou já está murcha”.
A. Ela tem um quê de mistério.
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B. Sofreu muito com as chuvas que caíram.
C. Veio tão rápido que nos surpreendeu.
D. Venha, que ela está aqui.

6 - ( NCE UFRJ / TRE RJ Técnico J udiciário Adm/ 2001)
“... exige mudança profunda no enfoque da administração dos problemas sociais
pelos governos federal, estadual e municipal...”
O comentário correto a respeito desse segmento do texto é:
a) o termo da administração corresponde a um adjunto adnominal;
b) o termo dos problemas sociais corresponde a um objeto indireto;
c) federal, estadual e municipal são apresentados numa ordem crescente de
importância;
d) o substantivo governos se prende aos adjetivos federal, estadual e municipal;
e) o adjetivo profunda se refere aos substantivos mudança e administração.

7 – (FGV/ ATE MS/ 2006 – com adaptação)
“Tenho medo de abrir! Vai que evapora!”.
Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, a correta função sintática de
medo e de abrir.
(A) adjunto adverbial – objeto indireto
(B) predicativo do sujeito – complemento nominal
(C) predicativo do sujeito – adjunto adnominal
(D) objeto direto – adjunto adnominal
(E) objeto direto – complemento nominal

8 - ( NCE UFRJ / Eletronorte / 2006)
A alternativa em que o elemento sublinhado indica o agente e não o paciente do
termo anterior é:
(A) “a utilização de qualquer um deles”;
(B) “a queima do petróleo”;
(C) “inundação de vastas áreas”;
(D) “a fauna aquática dos rios”;
(E) “construção de barragens”.

9 - ( NCE UFRJ / BNDES/ 2005)
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Os adjetivos mostram qualidades, características ou especificações dos substantivos;
a alternativa abaixo em que o termo em negrito NÃO funciona como adjetivo é:
(A) difícil aprendizado;
(B) sensação de dificuldade;
(C) trabalho que é difícil;
(D) tarefa dificílima;
(E) acesso difícil.

10 - ( FGV / I CMS MS – ATI / 2006)
Você nunca teve ilusões sobre a humanidade.
O termo destacado no período acima tem a função sintática de:
(A) adjunto adnominal.
(B) adjunto adverbial.
(C) complemento nominal.
(D) objeto indireto.
(E) predicativo do objeto.

11 - ( UnB CESPE / Câmara dos Deputados / 2002 – com adaptação)
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de 1882, permanecendo como
correspondente do Jornal do Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o
tempo londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao estudo. Como vários
outros intelectuais do seu tempo, interessados todos pelos problemas sociais e
vivendo no exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.
Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu. O Museu Britânico é
fonte de muitas obras importantes das ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve O
Capital e outros ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base de um
dos textos fundamentais das ciências sociais brasileiras. A atividade principal da sua
mais recente temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a respeito do
escravismo colonial. Isso lhe permite escrever um livro da qualidade de O
Abolicionismo — a reflexão mais coerente, profunda e completa já feita no Brasil
acerca do assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de conhecimento
de história, política, sociologia, direito e de tudo quanto se refere à escravidão negra.
Pelo alto nível do conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais importantes
das ciências sociais jamais escritos no Brasil. Ocupa, por isso, um lugar de destaque
na bibliografia específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de cem anos
depois da sua primeira edição, quando as ciências sociais se desenvolveram tanto no
mundo e no Brasil, o livro ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelo
volume de informações, seja pelos variados enfoques — alguns extremamente
originais —, seja ainda pela forma superior.
Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a redação de O
Abolicionismo para justificar a proveitosa estada de Nabuco por dois anos na
Inglaterra.
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Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).

Analise as proposições a seguir, indicando V para as verdadeiras e F para as falsas.
Em seguida, marque a opção que indica a ordem correta.
I - Nas formas verbais “Dedica-se” (l.3) e “torna-se” (l.5), o pronome enclítico
exerce funções sintáticas diferentes.

II - No trecho “Isso lhe permite escrever” (l.11), o pronome sublinhado exerce a
função de objeto indireto e poderia ser substituído pela expressão a ele.

a) V – V
b) V – F
c) F – V
d) F - F

12 – ( UnB CESPE/ SMF Maceió/ 2003)
A devassa por decreto
Não é de hoje que se propaga entre nós fenômeno raro a demandar análise
criteriosa. Pode ser resumido em poucas palavras. Enquanto a milenar presunção de
inocência acompanha o acusado até sua condenação, ainda que o delito a ele
imputado seja dos mais graves e comprometedoras as provas apuradas, a presunção
muda de face, embora não se diga, em se tratando de fato envolvendo o fisco;
facilmente se aceita como verdadeira a imputação feita a alguém.
Suponho que esse fenômeno derive do fato, generalizado, de estabelecer-se
sinonímia entre contribuinte e sonegador.
Não é preciso dizer que o tributo, entre outras razões, por ser obrigação legal, deve
ser satisfeito na forma e no prazo de lei. De resto, as sanções criadas para forçar
essa observância chegam a ser draconianas. Se elas fossem pactuadas entre
particulares, dificilmente seriam aceitas como lícitas na esfera dos tribunais; em
favor do fisco, no entanto, são aceitas sem reparos. Faço a observação apenas para
salientar o aparato coercitivo que acompanha o direito, por vezes o suposto direito
do erário. Mas, volto a dizer, ultimamente, os excessos “legislados” via de regra por
medidas provisórias são chocantes, a começar por sua imoderação; assim, não têm
faltado alterações insignes no processo fiscal, a ponto de convertê-lo em simulacro
processual.
Paulo Brossard. In: Correio Braziliense, 22/12/2002. Coluna Opinião (com
adaptações).

Com base no texto acima, julgue a assertiva que se segue.
• Com relação à representação do sujeito da oração, no segmento “em se
tratando de fato” (l.5), o sujeito é indeterminado, diferentemente do que
ocorre no segmento “estabelecer-se sinonímia” (ls.7-8), em que o sujeito é
“sinonímia”.

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(CESPE UnB / MPU/ 1996)
Com base no texto a seguir, responda às questões 13 e 14.
Tal como a chuva caída
Fecunda a terra no estio
Para fecundar a vida,
O trabalho se inventou.
Feliz quem pode orgulhoso
Dizer: - Nunca fui vadio
E se hoje sou venturoso,
Devo ao trabalho o que sou.
Olavo Bilac, O trabalho.

13 - (CESPE UnB / MPU/ 1996)
Considerando a sentença contida nos versos 5 e 6, quanto à morfossintaxe, assinale
a opção incorreta.
(A) O adjetivo ''orgulhoso'' está exercendo a função de predicativo do objeto.
(B) "Feliz'' e "vadio" são adjetivos que exercem as funções de predicativos de seus
sujeitos.
(C) "Nunca" é um advérbio que atualiza as circunstâncias de tempo e de negação,
simultaneamente.
(D) Na locução verbal "pode ... Dizer", o primeiro verbo é auxiliar e o segundo é o
principal.
(E) Reescrevendo a sentença na ordem direta, em discurso indireto, tem-se: Quem
pode dizer orgulhoso que nunca foi vadio é feliz.

14 - (CESPE UnB / MPU/ 1996)
Em "E se hoje sou venturoso/ Devo ao trabalho o que sou." (v.7-8), há apenas
(A) duas vezes o sujeito eu.
(B) um pronome pessoal do caso oblíquo.
(C) um pronome relativo e um pronome demonstrativo.
(D) dois predicados verbais.
(E) três predicados nominais.

15 - ( NCE UFRJ / ARQUI VO NACI ONAL/ 2006)
A alternativa em que a construção com o pronome SE é diferente das demais é:
(A) “desfez-se o regime de segregação racial”;
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(B) “solidificou-se a visão de que (....) o homem tinha direito a uma vida digna”;
(C) “justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher”;
(D) “Lutou-se pela idéia de que todos os homens merecem a liberdade”;
(E) “respeitar-se o sinal vermelho”.


16 - (ESAF/ TRF/ 2006)
Assinale a opção correta em relação à função do “se”.
Embora a recuperação da confiança tenha sido modesta em setembro, é possível que
a tendência positiva se(1) acentue no final do ano, se(2) a queda do juro básico
se(3) transferir para o crédito ao consumo e se(4) os salários reais continuarem a
se(5) recuperar devido à contenção da inflação, que eleva o poder aquisitivo.
(O Estado de S. Paulo, 04/10/2005, Editorial)
a) 1 – conjunção condicional
b) 2 – pronome reflexivo
c) 3 – índice de indeterminação do sujeito
d) 4 – conjunção condicional
e) 5 – palavra expletiva ou de realce


17 - (CESPE UnB / MPU/ 1996)
Analise o emprego dos conectivos que sublinhados no fragmento a seguir:
"o impassível gigante que os contemplava com desprezo, imperturbável a todos os
golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso, deixando sem um gemido
que lhe abrissem as entranhas de granito".
Assinale a opção correta.
(A) Nas três ocorrências, o que é pronome relativo.
(B) Na primeira ocorrência, o que é sujeito da oração seguinte.
(C) Na segunda ocorrência, o que é expletivo, podendo ser retirado da sentença sem
prejuízo do sentido.
(D) Na terceira ocorrência, o que é o objeto direto do verbo deixar.
(E) Nas duas últimas ocorrências, o que é conjunção subordinativa integrante, não
exercendo função sintática.

18 - ( UnB CESPE / PGE PA / 2007)
1 A paixão futebolística apresenta características particulares. É
quase sempre eterna e não é necessariamente sustentada por convenções
sociais, mas por dependência a uma relação de apego, de proximidade,
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4 necessidade que une os amantes esportivos. É apregoada
desavergonhadamente a qualquer instante e em qualquer lugar com
delicioso orgulho.
7 Porém, quando o desempenho das nossas equipes de coração não
atende às expectativas, mesmo que ocasionalmente passamos a sentir
certa rejeição por elas e muitas vezes somos levados a atitudes
10 irracionais. Renegar ou esconder as nossas preferências esportivas são
condutas aceitáveis, mas conviver com repentes agressivos que
violam qualquer tipo de acordo social, não, pois são ações animalescas,
13 que deveriam sofrer severa punição.
Sócrates. Na idade da pedra. I n: CartaCapital, “Pênalti”, 6/ 12/ 2006, p. 53
( com adaptações) .

Julgue a assertiva abaixo.
- Os termos “sociais” (R.3) e “severa” (R.13) exercem no texto a mesma função
sintática.

19 - ( UnB CESPE / Bombeiros AC / 2006)
1 Quebrar o círculo vicioso da pobreza significa
oferecer oportunidades para as camadas de renda mais baixa
da população, sobretudo por meio da educação de qualidade.
4 O Governo Federal vem perseguindo, desde 1995, combater
a pobreza estrutural e promover a inclusão social, após
ampliar a oferta de vagas no ensino fundamental.
7 Desenvolvido a partir de iniciativas bem-sucedidas
de alguns municípios brasileiros, o Programa Nacional do
Bolsa Escola foi criado em 2001 com a proposta de se
10 conceder benefício monetário mensal a milhares de famílias
brasileiras em troca da manutenção de suas crianças nas
escolas. O dinheiro é pago diretamente à população por meio
13 de cartões magnéticos, nas agências da Caixa Econômica
Federal, nos postos de atendimento do Caixa Aqui ou em
casas lotéricas.
I nternet: <www.mec.gov.br>. Acesso em 20/ 3/ 2006 ( com adaptações) .
Com referência ao texto acima, julgue os itens subseqüentes.
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a) A forma verbal “vem perseguindo” (R.4) possui três complementos diretos:
pobreza, inclusão e oferta de vagas.

b) A expressão “iniciativas bem-sucedidas” (R.7) é o sujeito sintático do período que
se estende das linhas 7 a 12.

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GABARI TOS COMENTADOS DAS QUESTÕES DE FI XAÇÃO
1 – C
ACORDO ORTOGRÁFICO: Agora, registra-se “ideias”, sem acento agudo, e
“infraestrutura”, sem hífen.
Vamos analisar, uma a uma, a função sintática dos elementos destacados.
a) “Para ocupar as horas vagas, decidiu aprender fotografia.”
A expressão “as horas vagas” é o complemento do verbo ocupar. Como se liga ao
verbo sem preposição, sua função é objeto direto.
b) "Como sempre tive muito interesse em estudar a América Latina, fui ficando."
Alguém tem alguma coisa. A expressão “muito interesse” exerce a função de
complemento do verbo ter. É, pois, seu objeto direto.
c) “Lá, alunos ajudaram a criar um centro cultural batizado de "Barracão dos
Sonhos", no qual se misturam ritmos afros e ibéricos.”
A princípio, poderíamos pensar: o verbo misturar é transitivo direto, o que nos
levaria ao erro de considerar “ritmos afro e ibéricos” como objeto direto. Seria um
erro, uma vez que o verbo está acompanhado do pronome SE. Vamos, então,
analisar o VALOR desse pronome: “se misturam ritmos afros e ibéricos”.
Assim, podemos afirmar que “ritmos afros e ibéricos são misturados”. Existe, aí, uma
ideia passiva. Trata-se, assim, de uma construção de voz passiva, em que o
elemento “ritmos afros e ibéricos” exerce a função sintática de SUJEITO.
Essa é a resposta para a questão. É a única opção em que a função sintática difere
das demais.
Olha a pegadinha aí, gente! Verbos transitivos diretos acompanhados de pronome
SE, com ideia passiva, formam VOZ PASSIVA, e o termo que seria o objeto direto da
voz ativa exerce a função de SUJEITO da voz passiva.
Na dúvida, volte a estudar os pontos sobre VOZ PASSIVA das aulas sobre VERBOS e
sobre CONCORDÂNCIA.
d) “Sem saber ainda direito como vai sobreviver”
Sem saber I SSO a oração “como vai sobreviver”, iniciada pelo advérbio “como”,
tem a função sintática de complementar o verbo saber. É, portanto, uma oração
subordinada substantiva objetiva direta – exerce a função de objeto direto.
e) "as reservas que acumulei em Nova York estão indo embora"
Agora, podemos praticar a análise da função sintática exercida por um pronome
relativo (item 2.1 da Aula 10 – Períodos).
O pronome relativo se refere ao substantivo “reservas”. Trocando o pronome relativo
pelo nome correspondente, teríamos: Acumulei as reservas.
Assim, fica clara a função sintática exercida pelo pronome – objeto direto do verbo
acumular.

2 – B
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O examinador pede que se indique a função sintática das expressões em destaque.

“A vontade de se aventurar pela América Latina tirando fotos fez com que ele
deixasse para sempre a paisagem nova-iorquina, aposentasse sua carreira de
engenheiro e transformasse Paraisópolis, uma das maiores favelas
paulistanas, em seu cenário cotidiano.”
Na passagem, o verbo transformar é transobjetivo – “(ele) transformou
Paraisópolis em seu cenário cotidiano”.
O vocábulo “Paraisópolis” exerce a função de objeto direto, enquanto que “em seu
cenário cotidiano” possui a função de complementar esse nome – predicativo do
objeto direto.
Note a expressão “uma das maiores favelas paulistanas”. A função exercida por essa
expressão (que tem valor substantivo) é a de aposto.
“Soube então de uma experiência desenvolvida pelo colégio Miguel de Cervantes,
criado por espanhóis, na vizinha Paraisópolis.”
A expressão “na vizinha Paraisópolis” indica o local em que se localizava o colégio
onde tal experiência era desenvolvida – tem valor circunstancial e exerce a função
sintática de adjunto adverbial.

Joaquín sentiu-se estimulado a dar oficinas de fotografia a jovens e crianças de
Paraisópolis.
A expressão “de Paraisópolis”, agora, tem valor adjetivo. Se fosse uma cidade,
poderia até ser substituída por um adjetivo correspondente: paraisopolitanas (Nossa!
Que coisa feia!).
Por isso, a expressão exerce a função de adjunto adnominal.
Já em “a favela de Paraisópolis” (isso poderia ter sido explorado pelo examinador.
Viu como ele foi bonzinho?), em que o termo exerce a função de aposto
especificativo, indicando o nome da favela.
As funções sintáticas são, portanto: OBJETO DIRETO, ADJUNTO ADVERBIAL
E ADJUNTO ADNOMINAL.

3 – D
Todas as expressões destacadas apresentam valor circunstancial. Teremos de
identificar qual delas não apresenta indicação de tempo, momento.
a) “Estava, nesse momento, descobrindo um novo ângulo para a sua vida, sem
volta.”
Essa expressão indica o momento em que tal fato (descobrir um novo ângulo para a
sua vida) ocorria (fácil essa, não é?).
b) “Depois de três anos nos Estados Unidos, voltou para Bogotá, planejando
trabalhar em obras de infra-estrutura.”
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Essa expressão também indica o momento em que o engenheiro voltou para Bogotá.
c) “No final de 2004, veio com sua família”
Mais uma vez, há indicação de momento.
d) “No final de 2004, veio com sua família para duas semanas de férias em São
Paulo.”
Essa expressão, ao contrário das demais, indica a finalidade da vinda do engenheiro
e sua família: gozar férias de duas semanas em São Paulo.
Essa é a resposta!
e) “Mas, antes de se despedir, pretende fazer uma exposição sobre o seu olhar
pelo Brasil.”
Quando ele pretende fazer uma exposição sobre seu olhar pelo Brasil?
Resposta: “antes de se despedir”, ou seja, antes de ir embora do Brasil. Há,
portanto, indicação de momento.

4 - C
Não seria preciso reproduzir o texto, pois podemos realizar a análise sintática a partir
dos segmentos apresentados em cada opção.
Em "Os bancos ganharam antes e, sinaliza o governo, vão continuar ganhando.", a
expressão em negrito exerce a função sintática de sujeito: “o governo sinaliza”.
a) Já em “a redução esperada e projetada da taxa SELIC diminuiu a rentabilidade
dos bancos...", o termo em destaque é o objeto direto do verbo diminuir, enquanto
que o sujeito está representado por “a redução esperada e projetada da taxa SELIC”,
cujo núcleo é redução.
b) A expressão “a corrida certa dos bancos” exerce a função sintática de objeto
direto do verbo postergar (= adiar).
c) Em “o risco de emprestar é sempre o de não receber”, a expressão em relevo
exerce a função sintática de sujeito do verbo de ligação “ser”. Essa é a resposta
certa.
d) O verbo tornar é, na construção, transobjetivo e apresenta, como objeto direto,
a expressão “a decisão dos juízes” e, como predicativo do objeto direto, a expressão
“menos `paternalista’”.
Cuidado! A expressão “regras e leis” exerce a função sintática de SUJEITO da forma
verbal transitiva direta “Buscam”, que está acompanhada do pronome apassivador
SE (Buscam-se regras e leis = Regras e leis são buscadas).
e) “de o país perder (...) uma j anela de oportunidades” – O sujeito do verbo
PERDER é “país”. A expressão “uma janela de oportunidades”, por sua vez, exerce a
função sintática de OBJETO DIRETO.
Note a forma com que a preposição se mantém separada do artigo que acompanha o
substantivo “país”, sujeito do verbo PERDER. Essa é a recomendação da norma culta.
Contudo, modernamente já se aceita a contração da preposição com o artigo
(possibilidade do país perder...).
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5 - B
Vamos dividir o período em orações:
“A flor que ontem desabrochou j á está murcha.”
Oração principal – A flor já está murcha
Oração subordinada – que ontem desabrochou
A palavra que substitui a palavra flor, presente na oração principal. É, portanto, um
pronome relativo, que inicia uma oração subordinada adjetiva.
Por não haver pausa (indicada pela vírgula) entre as duas orações, essa é uma
oração subordinada adjetiva restritiva.
O pronome relativo será trocado pelo nome, para melhor análise de sua função
sintática:
A flor ontem desabrochou.
O pronome relativo, que está no lugar de “a flor”, exerce, portanto, a função
sintática de SUJEITO.
Vamos procurar uma outra ocorrência do relativo “que” na função de SUJEITO.
a) “Ela tem um quê de mistério” – esse “quê” é um substantivo, tanto que está
acompanhado de um artigo indefinido (um quê). Esse vocábulo exerce a função
sintática de objeto direto do verbo ter.
b) São duas as orações que compõem o período composto: Sofreu muito com as
chuvas que caíram.
Oração principal – Sofreu muito com as chuvas
Oração subordinada – que caíram
O pronome que substitui a palavra chuvas. Ele também exerce a função sintática de
sujeito da oração subordinada adjetiva restritiva (“As chuvas caíram” = “que
caíram”). Essa é, portanto, a resposta correta.
c) “Veio tão rápido que nos surpreendeu.”
Esse período composto por subordinação também possui duas orações:
- oração principal – Veio tão rápido
- oração subordinada – que nos surpreendeu.
Há entre essas duas orações uma relação de causa e consequência, sendo essa
segunda circunstância apresentada pela oração subordinada.
Ela é, pois, uma oração subordinada adverbial consecutiva, e o vocábulo que é uma
conjunção adverbial consecutiva.
Note a presença do vocábulo “tão” na oração principal, uma característica desse tipo
de construção.
d) “Venha, que ela está aqui.”
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Vimos, em aulas anteriores, que uma das formas de distinguir a conjunção causal da
conjunção explicativa é que esta última pode estar em uma construção de verbo no
imperativo.
Esse é um bom exemplo. Em “Venha, que ela está aqui”, a conjunção explicativa dá
início à oração em que se apresenta a justificativa para a ordem presente na
primeira oração (Venha). São orações coordenadas, sendo a segunda classificada
como “oração coordenada sindética explicativa”.


6 – D
a) A expressão “da administração” se associa à palavra enfoque, substantivo
abstrato derivada do verbo enfocar. Como apresenta ideia passiva (a administração
será enfocada), o termo que complementa o substantivo abstrato exerce a função
sintática de COMPLEMENTO NOMINAL, e não de adjunto adnominal.
b) A expressão “dos problemas sociais” complementa o substantivo abstrato
“administração”. Logo, não poderia exercer a função de objeto indireto
(complemento verbal). Também há nessa expressão valor passivo (os problemas
sociais serão administrados). Assim, a função sintática é, mais uma vez,
COMPLEMENTO NOMINAL.
c) Não há entre “federal, estadual e municipal” nenhuma “ordem crescente de
importância”. Você já deve ter aprendido em Direito Constitucional que não há entre
os entes federativos nenhum tipo de subordinação. Por isso, a assertiva está
incorreta.
d) Exatamente por possuir três adjetivos a ele relacionados, o substantivo governos
se flexionou no plural. Essa é a resposta correta.
e) O que deve ser profunda? Resposta: a mudança, e não a administração.

7 – E
Vamos relembrar a diferença entre ADJUNTO ADNOMINAL e COMPLEMENTO
NOMINAL, em relação aos termos que complementam substantivos abstratos.
SUBSTANTIVOS CONCRETOS E SUBSTANTIVOS ABSTRATOS COM IDEIA ATIVA =
ADJUNTO ADNOMINAL (Lembre-se daquela dica: tudo com A: Substantivo Abstrato
com ideia Ativa Adjunto Adnominal.)
ADJETIVOS, ADVÉRBIOS E SUBSTANTIVOS ABSTRATOS COM IDEIA PASSIVA =
COMPLEMENTO NOMINAL
Assim, quando o termo regente for um substantivo abstrato, deve-se analisar o valor
que o termo regido apresenta em relação ao termo regente. Se for ativo, a função é
de adjunto adnominal (tudo com “a”). Se for passivo, é complemento nominal.
Agora, mostraremos mais algumas formas de distinção.
1ª dica: À exceção da preposição DE (que serve às duas funções), os complementos
introduzidos por qualquer outra preposição (a, em, por) será um complemento
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nominal (chegada ao espaço, resistência em surgir, dedicação ao povo, amor por
alguém).
2ª dica: Os complementos que vierem sob a forma verbal são complementos
nominais por apresentarem essa ideia passiva. Exemplos:
• “osso duro de roer” = a ideia é “duro de ser roído” – ideia passiva
complemento nominal
• Medo de cair = a ideia é “de sofrer uma queda” – ideia passiva
complemento nominal
• Essa notícia é difícil de acreditar = a ideia é “difícil de ser acreditada” – ideia
passiva complemento nominal.

Vamos analisar, agora, a questão da prova.
O primeiro elemento não deve ter gerado dúvidas. Trata-se de um complemento
verbal direto. Assim, a função exercida por “medo”, em “tenho medo” é objeto
direto.
Teríamos duas opções válidas – d e e (50% de chances!!)
O segundo elemento liga-se ao primeiro por meio de preposição (medo de abrir). O
termo regente é medo = SUBSTANTIVO ABSTRATO. Precisamos definir se a função
do termo regido (“de abrir”) é ativa (adjunto adnominal) ou passiva (complemento
nominal).
Para isso, verificaremos o valor da expressão no contexto:
“Tenho medo de abrir! Vai que evapora!”
A ideia é: “Tenho medo de que, sendo aberto, evapore” – ideia passiva (o envelope
não vai abrir – PRATICAR O ATO - , mas ser aberto – SOFRER O ATO)
complemento nominal.
A vontade de indicar a ideia ativa é grande. Afinal, a lógica induz que o sujeito vai
abrir o envelope, ou seja, praticar a ação. Essa tendência se justifica pela
proximidade com o verbo de “ter” (ter medo – ação praticada pelo sujeito).
Contudo, é preciso fazer a seguinte distinção: o que está relacionado a “abrir” não é
o verbo “ter”, mas a ideia da abertura – ideia passiva: o envelope ser aberto.

8 – D
O examinador busca o termo cujo complemento apresenta ideia ativa, ou seja,
aquele cuja função sintática seja a de adjunto adnominal.
A resposta é: “a fauna aquática dos rios”. Os rios possuem a fauna aquática.
a) “a utilização de qualquer um deles” qualquer um deles será utilizado ideia
passiva
b) “a queima do petróleo” o petróleo será queimado ideia passiva
c) “a inundação de vastas áreas” vastas áreas serão inundadas ideia passiva
e) “a construção de barragens” as barragens serão construídas ideia passiva
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9 – B
Em “sensação de dificuldade”, a expressão em negrito complementa um
substantivo abstrato. Para saber se a função sintática é a de adjunto adnominal ou a
de complemento nominal, temos de analisar o valor que ela atribui: “sensação de
dificuldade” dificuldade é “sentida” ideia passiva complemento nominal.
Todas as demais ocorrências apresentam termos que possuem valor adjetivo (na
letra c, temos uma oração subordinada adjetiva restritiva) e exercem a função
sintática de adjunto adnominal.

10 – C
Como “ilusões” é um substantivo abstrato, devemos analisar o valor de
“humanidade”.
É a humanidade que tem ilusões (ideia ativa) ou é sobre ela que você tem ilusões
(passiva)?
Certamente a segunda opção. Assim, o termo, por complementar um substantivo
abstrato com ideia passiva, exerce a função sintática de COMPLEMENTO NOMINAL.

11 – C
ACORDO ORTOGRÁFICO: Agora, registra-se “frequentador”, sem trema.
Para responder à primeira assertiva, devemos analisar o seguinte segmento:
Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de 1882, permanecendo como
correspondente do Jornal do Comércio até 1884. Ele não passará como outrora o
tempo londrino na ociosidade. Dedica- se agora ao trabalho e ao estudo. Como
vários outros intelectuais do seu tempo, interessados todos pelos problemas sociais e
vivendo no exílio, torna- se freqüentador( * ) assíduo do Museu Britânico.
Podemos notar que, nas duas ocorrências do pronome “se”, há um valor reflexivo.
- “ele se dedica ao trabalho e ao estudo” = ele dedica “a si mesmo” ao trabalho e ao
estudo
- “ele se torna freqüentador(*) assíduo do Museu Britânico” = ele torna “a si mesmo”
frequentador assíduo do Museu Britânico.
Para identificar a função sintática, não basta trocar o ‘SE’ pelo ‘A SI’. Devemos, sim,
trocar por um nome. Para isso, precisamos alterar a estrutura oracional:
- ele dedica seu tempo ao trabalho e ao estudo.
- ele torna seu filho frequentador assíduo.
Nas duas construções, a função é objeto direto, ou seja, complemento verbal sem
preposição obrigatória.
Por isso, está FALSA a afirmação de que o pronome exerce funções diferentes. Em
ambas, a função é a de objeto direto.
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A segunda proposição está CORRETA. Em “Isso lhe permite escrever”, o verbo
permitir apresenta dois complementos: um direto, sob a forma oracional no
infinitivo (escrever), e outro indireto, representado pelo pronome oblíquo lhe. Esse
pronome poderia ser substituído com correção pela forma “a ele”.

12 – ITEM CERTO
O examinador apresentou a distinção entre sujeito indeterminado e construção de
voz passiva, ambas as estruturas com o pronome SE.
Na primeira, “em se tratando de fato”, temos um dos casos clássicos de
indeterminação do sujeito – com verbo transitivo indireto TRATAR-SE DE. São muito
comuns questões de prova em que o verbo dessa construção esteja flexionado. Por
isso, olho vivo! Apareceu um “tratam-se de”, pode marcar como ERRADA! Por ser
sujeito indeterminado, deve o verbo permanecer na 3ª pessoa do singular – “trata-se
de”.
Já na segunda estrutura, o verbo ESTABELECER é transitivo direto e está
acompanhado do pronome SE (apassivador). Por isso, o sujeito dessa forma verbal é
SINONÍMIA (“estabelecer-se sinonímia” = sinonímia ser estabelecida). Construção de
voz passiva.
A proposição está correta.

13 – A
Os versos em análise são:
Feliz quem pode orgulhoso
Dizer: - Nunca fui vadio
Não se assuste com a nomenclatura. “Morfossintaxe” nada mais é do que o estudo
das categorias das palavras considerando a morfologia e a sintaxe. Esses conceitos
foram apresentados lá na nossa primeira aula. Não me diga que você já os
esqueceu??? Não me decepcione assim...
Morfologia estuda a palavra em si, quer em relação à forma, quer em relação à
ideia que ela encerra (classes das palavras, flexões, elementos mórficos, terminação,
grafia). Esse é o assunto da aula de hoje.
Sintaxe é o estudo da palavra com relação às outras que se acham na mesma
oração (concordância, regência, colocação).

Assim, uma análise morfossintática é a que abrange elementos da palavra em si
(classe gramatical, conjugação verbal, ortografia) e de sua relação com as demais na
oração (sintaxe de concordância, regência, colocação). Viu como não é nenhum
bicho-de-sete-cabeças?
O erro está na opção a.
Vamos analisar a função sintática exercida pelo adjetivo “orgulhoso”:
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“Feliz quem pode orgulhoso dizer...” – o adjetivo se refere ao sujeito da forma verbal
dizer. Assim, é predicativo, mas do sujeito, representado pelo pronome indefinido
quem, expressando a forma como o sujeito (quem) se encontra ao praticar a ação
(dizer) predicado verbo-nominal.
A assertiva está incorreta e é o gabarito da questão.
Para a análise do período composto, vamos dividi-lo em suas orações:
- Quem pode dizer orgulhoso – oração subordinada substantiva subjetiva (é o
sujeito oracional do verbo SER)
- que nunca foi vadio – oração subordinada substantiva objetiva direta (iniciada
por uma conjunção integrante – quem pode dizer I SSO = que nunca foi vadio –,
vem complementar o sentido do verbo dizer de forma direta)
- é feliz – oração principal, formada por um predicado nominal.
Em relação às demais opções, cabem os seguintes comentários.
B) Da mesma forma que o adjetivo “orgulhoso”, o adjetivo “feliz” também se refere
ao pronome indefinido quem, sujeito da oração. Note que é possível subentender o
verbo “ser”: “(É) feliz quem pode orgulhoso dizer...”.
Na ordem direta, em discurso indireto, a estrutura seria: “Quem pode dizer
orgulhoso que nunca foi vadio é feliz.”. Essa foi, inclusive, a assertiva da opção e.
Em “Nunca fui vadio”, o adjetivo se refere ao pronome pessoal (oculto) eu,
identificado a partir da desinência verbal. Sua função sintática é também a de
predicativo do sujeito.
Está, portanto, correta tal afirmação.
C) Essa afirmação nos dá a chance de analisar a circunstância que o advérbio NUNCA
atribui. Esse advérbio atribui, simultaneamente, valores de negação e tempo –
equivalente a “em tempo algum”. Está certa a assertiva.
D) A locução verbal “pode dizer” foi intercalada pelo adjetivo que, como vimos,
exerce a função de predicativo do sujeito (orgulhoso). Para se certificar de que se
trata mesmo de uma locução verbal, veja que o verbo principal poderia estar sozinho
na oração, sem prejuízo gramatical (apenas havendo alteração semântica): “Feliz
quem orgulhoso diz (= pode dizer)...”.
E) Está correta a afirmação, como vimos no comentário à opção b. O discurso
indireto é o meio pelo qual o autor reproduz o discurso alheio, não como foi dito,
mas com suas próprias palavras, usando uma oração subordinada. Isso se verifica na
passagem “quem pode dizer que nunca foi vadio”.

14 – C
Para começar, vamos dividir o período:
1ª oração – E se hoje sou venturoso
2ª oração – Devo ao trabalho o
3ª oração – que sou.
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A primeira oração é iniciada pela conjunção “E”, que a coordena com a oração
anterior.
A conjunção “se” inicia uma oração subordinada condicional. Ela, semanticamente, se
repete na expressão que se segue: o que sou.
Esta construção (o que sou) exerce a função de objeto direto do verbo dever: Ele
deve I SSO (= o que sou = SOU VENTUROSO) ao trabalho.
Analise, agora, a segunda oração: Eu devo ao trabalho o (= aquilo, isso)
O verbo dever tem dois complementos: objeto direto = o / objeto indireto = ao
trabalho.
A terceira oração vem restringir o alcance do pronome demonstrativo (objeto direto
da oração anterior). Tem valor adjetivo e é iniciada por um pronome relativo que.
Feita a análise sintática, vamos às opções.
a) Quantas vezes aparece o pronome “eu” (explícito ou subentendido)? TRÊS.
“E se hoje ( EU) sou venturoso/ ( EU) devo ao trabalho o que ( EU) sou.”
b) Não há registro de emprego de pronome pessoal oblíquo na passagem.
c) No segmento “o que sou”, há um pronome demonstrativo (“o” = aquilo) e um
pronome relativo (“que”), que retoma esse antecedente, o demonstrativo (= aquilo
que sou = sou aquilo). Está correta a afirmação.
d) e e) Há, no período, um predicado verbal, cujo núcleo é o verbo dever (Devo
ao trabalho o), e dois predicados nominais (“Eu sou venturoso” e “que sou”),
cujos núcleos são, respectivamente, venturoso e (cuidado agora!!!) o pronome
relativo que. Nessa oração subordinada adjetiva, o pronome relativo, que substitui o
pronome demonstrativo “o” (= aquilo), é o elemento que efetivamente exerce a
função de predicativo do sujeito.

15 – D
ACORDO ORTOGRÁFICO: Agora, registra-se “ideia”, sem acento agudo.
O vocábulo “SE” pode ser:
- conjunção integrante – inicia uma oração substantiva. Quero saber se você está
gostando da aula. = Quero saber I SSO. ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA
OBJETIVA DIRETA (complemento do verbo SABER).
- conjunção adverbial - pode apresentar o valor condicional (Se ela dança, eu
danço.). Como sabemos, o valor de uma conjunção adverbial só pode ser identificada
na construção.
- pronome pessoal oblíquo, com valor reflexivo (Ela se cortou com a faca.) ou
recíproco (Os namorados se beijavam no cinema.)
- parte integrante do verbo – nesses casos, ainda que apresente uma ideia
reflexiva, o verbo não existe sem o pronome (Ele se queixa muito da sogra. Muito se
arrepende de ter casado.). Não existem os verbos QUEIXAR e ARREPENDER; só
QUEIXAR-SE e ARREPENDER-SE. Por isso, o pronome é parte integrante do verbo.
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- partícula de realce (ou expletiva) – nenhuma função exerce na oração. Tem
valor, apenas, de realce, podendo ser retirada sem prejuízo gramatical ou semântico
para a oração. Ele se foi embora e levou meu coração. (= Ele foi embora).
- partícula apassivadora – presente nas construções de voz passiva sintética
(também chamada de voz passiva pronominal). Coisas bonitas se veem por aqui (=
coisas bonitas são vistas).
- índice de indeterminação do sujeito – presente nas construções de sujeito
indeterminado, em que o verbo (transitivo indireto, intransitivo ou de ligação) fica na
3ª pessoa do singular. Precisa-se de sossego por aqui.
Nessa questão, devemos diferenciar os casos em que o pronome é apassivador
(verbo TD ou TDI + SE) ou indeterminador do sujeito.
A) O verbo desfazer é TRANSITIVO DIRETO (Ele desfez o contrato.). Como está
acompanhado do SE, forma voz passiva, em que o sujeito é “o regime de segregação
racial”.
B) O verbo solidificar também é TD (Ele solidificou a relação com os clientes.). Está,
portanto, em voz passiva = A visão foi solidificada solidificou-se a visão.
C) O verbo justificar é TD (Ele justificou sua resposta.). É também um pronome
apassivador (o direito era justificado = justificava-se o direito).
D) Finalmente, um verbo que não é TD. O verbo lutar, na construção, é TRANSITIVO
INDIRETO, regendo a preposição por. Assim, o pronome SE tem a função de
indeterminar o sujeito da ação verbal.
E) O verbo respeitar é TD, e o pronome SE é partícula apassivadora (o sinal
vermelho ser respeitado respeitar-se o sinal vermelho).

16 - D
O pronome “se” é:
a) um pronome apassivador. “Acentuar” é um verbo transitivo direto e há ideia
passiva – “...é possível que a tendência positiva sej a acentuada...”;
b) uma conjunção condicional – “se a queda do juro básico se transferir...”
equivale a “caso a queda do juro básico se transfira...”;
c) um pronome apassivador. “Transferir” é um verbo transitivo direto e há ideia
passiva – “se a queda do juro básico for transferida para o crédito ao
consumo...”;
d) uma conjunção condicional (gabarito da questão) – “se os salários reais
continuarem...” equivale a “caso os salários reais continuem...”;
e) pronome apassivador. “Recuperar” é um verbo transitivo direto e há ideia
passiva - “se os salários reais continuarem a ser recuperados...” . Não
poderia ser um pronome reflexivo, pois o sujeito salários é paciente, sofre a
ação e, dado o contexto, não poderia agir por conta própria.

17 – B
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Agora, veremos as classificações do QUE:
- conjunção integrante – INICIA UMA ORAÇÃO SUBSTANTIVA – Eu quero que tudo
vá pro inferno. Eu quero I SSO. A conjunção serve apenas para ligar termos ou
orações, não exerce função sintática nenhuma.
- pronome relativo – INICIA UMA ORAÇÃO ADJETIVA – Eu quero o prêmio a que
tenho direito. Eu tenho direito ao prêmio. Nesse caso, o pronome que substitui
algum elemento mencionado anteriormente (no caso, a palavra “prêmio”). Pode,
assim, exercer qualquer das funções sintáticas estudadas na aula sobre conectivos.
- partícula de realce (ou expletiva) – pode vir acompanhada do verbo ser,
formando a expressão “é que”. Como também já vimos, pode ser suprimida sem
prejuízo gramatical para o período. Nós é que deveríamos reclamar (= Nós
deveríamos reclamar.).
- conjunção adverbial (coordenativa ou subordinativa) – pode apresentar
diversas circunstâncias (causal, consecutiva, comparativa, explicativa, concessiva,
final, etc.), a depender do contexto em que seja empregada.
- pronome interrogativo – se vier no fim da oração (tônico), recebe um acento
circunflexo (Você tem fome de quê?).
- substantivo - com acento circunflexo, equivale a “algo” – Ele tem um “quê” de
intelectual.
- advérbio – equivalente a “quão”, normalmente usado em interjeições: Que (=
Quão) louco eu fui!
- preposição acidental – equivalente à preposição “de”. Ele tem que entender isso
(= tem de entender).
- interjeição - (com acento circunflexo) Quê! Não acredito nisso!
São tantas que posso ter me esquecido de alguma. Aguardo sugestões pelo fórum ou
e-mail, caso isso tenha ocorrido.
Desgraça pouca é bobagem!!! Sabe quantas acepções da palavra “que” (com e sem
acento) são registradas pelo Aurélio: “só” quinze!

Vamos analisar as ocorrências do “que” no texto da questão. Para isso, teremos de
ter em mente o seguinte: se estiver substituindo um antecedente, é pronome
relativo; se puder ser substituído (junto com o restante da oração) pelo pronome
I SSO, é conjunção integrante.
• “o impassível gigante que os contemplava com desprezo” substitui
“gigante” (o gigante os contemplava com desprezo) = pronome relativo na
função de sujeito do verbo contemplar;
• “imperturbável a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no
dorso” substitui as palavras “golpes” e “tiros” (desfechavam golpes e tiros
no dorso) = pronome relativo na função de objeto direto do verbo
desfechar;
• “deixando sem um gemido que lhe abrissem as entranhas de granito”
CUIDADO!!! Esse “que” não substitui “gemido”. Quem dá essa dica é a forma
verbal “abrissem”, que, por estar flexionada no plural, indica que não poderia
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ser um pronome relativo com antecedente no singular (gemido). Ele inicia
uma oração. Faça a análise a partir do contexto: “o gigante deixava que lhe
abrissem as entranhas de granito sem um gemido” O gigante deixava
I SSO sem um gemido. Melhor seria que a expressão “sem um gemido”
estivesse isolada por vírgulas, por ser adverbial, mas essa pontuação é
facultativa, como veremos na próxima aula. Como inicia uma oração que
exerce a função sintática de objeto direto (“deixava que lhe abrissem as
entranhas”), esse “que” é uma conjunção integrante.
Vamos às opções:
a) ERRADA. A terceira ocorrência é uma conjunção integrante, enquanto que as
outras duas são pronomes relativos.
b) CERTA. Como vimos, o pronome relativo (primeira ocorrência) exerce a
função de sujeito do verbo contemplar.
c) ERRADA. Não poderíamos retirar esse “que”, pois ele é um pronome relativo
que retoma os substantivos “golpes” e “tiros”.
d) ERRADA. Essa foi capciosa. O “que”, por ser uma conjunção integrante, não
exerce função sintática nenhuma. Serve apenas como conectivo. Quem
exerce a função sintática do verbo deixar é toda a oração iniciada pela
conjunção (que lhe abrissem as entranhas de granito). Maldade, hem?
e) Somente na última ocorrência, o “que” é uma conjunção integrante.

18 – ITEM CERTO
Nunca deixe de verificar a passagem do texto a que se refere o examinador:
- linha 3: “...não é necessariamente sustentada por convenções sociais,...”
O adjetivo “sociais” está junto ao substantivo “convenções” especificando seu
alcance. Assim, exerce a função sintática de ADJUNTO ADNOMINAL.
- linha 13: “...que deveriam sofrer severa punição.”
Do mesmo modo que o caso acima, o adjetivo SEVERA vem qualificar a punição
(substantivo), exercendo a função sintática de ADJUNTO ADNOMINAL.
Portanto, está correta a afirmação de estarem os dois termos no exercício da mesma
função sintática.

19 –
ACORDO ORTOGRÁFICO: Agora, registra-se “subsequentes”, sem trema. O
vocábulo “bem-sucedidas” continua com hífen.
a) ITEM ERRADO
O complemento verbal da locução “vem perseguindo” apresenta-se sob a forma
oracional: combater a pobreza estrutural e promover a inclusão social.
São dois complementos: COMBATER A POBREZA e PROMOVER A INCLUSÃO SOCIAL.
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Perceba que a oração “após ampliar a oferta de vagas no ensino fundamental” não
vem a ser um complemento verbal, mas a indicação de um momento em que os
fatos acima serão (ou deveriam ser) realizados. Possui, portanto, valor adverbial.

b) ITEM ERRADO
O sujeito da construção de linhas 7 a 12 é “o Programa Nacional do Bolsa
Escola”.
Por hoje é só. Grande abraço e bons estudos.
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GABARI TO
1 – C
2 – B
3 – D
4 – C
5 – B
6 – D
7 – E
8 – D
9 – B
10 – C
11 – C
12 – ITEM CERTO
13 – A
14 – C
15 – D
16 – D
17 – B
18 – ITEM CERTO
19 – a) ITEM ERRADO
b) ITEM ERRADO