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O ENFERMEIRO COMO EDUCADOR

:
PLANEJAMENTO DE PROGRAMAS
EDUCATIVOS COM FOCO EM GRUPOS
PLANEJAMENTO
 “Processo contínuo que se preocupa com o
‘para onde ir’ ‘e quais as maneiras
adequadas para chegar lá’”.

 Processo de decisão sobre a atuação
concreta dos educadores, no cotidiano do
seu trabalho pedagógico.


PLANEJAMENTO EM SAÚDE
 Construção coletiva
 Enfoque participativo
 Profissionais X Clientela
 Definir problemas
 Identificar oportunidades
 Traçar estratégias


 TRATA-SE DE UM PROCESSO
 FLEXÍVEL

PLANO DE INTERVENÇÃO
 DOCUMENTO UTILIZADO PARA O REGISTRO DE
DECISÕES DO TIPO:
 O QUE SE PENSA FAZER
 COMO FAZER
 QUANDO FAZER
 COM QUE FAZER
 COM QUEM FAZER
 APRESENTAÇÃO SISTEMATIZADA E
JUSTIFICADA DAS DECISÕES TOMADAS
RELATIVAS À AÇÃO A REALIZAR.
 UM GUIA E TEM A FUNÇÃO DE ORIENTAR A
PRÁTICA, PARTINDO DA PRÓPRIA PRÁTICA.


PLANEJAR: UMA TAREFA DIFÍCIL
 Normalmente, segundo Almeida; Souza (2013,
p.30) “as equipes de saúde começam a falhar
nessa fase. A primeira falha acontece na
delimitação do foco da atividade educativa,
quando privilegia a doença e não o sujeito.”
 Levar em conta as etapas do desenvolvimento
humanos: infância, adolescência, maturidade e
envelhecimento.
 Respeitar os conhecimentos prévios do sujeito e o
perfil cognitivo de cada faixa etária.

PLANEJAR
 Dois elementos que completam o planejamento
em saúde:
 A delimitação do conhecimento preexistente da
população;
 Promoção do vínculo entre educador e o sujeito.
 Algumas condições favoráveis para estabelecer
vínculos:
 Disponibilidade interna; aceitação do diferente;
confiança na capacidade de transformação pessoal,
escuta e acolhimento, expectativas e relações
preexistentes

ELABORAÇÃO DA ESTRATÉGIA DE AÇÃO
 Buscar a população não incluídas muitas vezes
no ciclo das Unidades de Saúdes como por
exemplo, a abordagem de populações das creches,
pastorais, asilos, escolas, presídios, grupos
religiosos, ou seja nos espaços extramuros.
 O foco é o sujeito; não há o obrigatoriedade de
participação; não existe vínculo com receitas de
medicamentos ou privilégios na marcação de
consultas nas Unidades de saúde.
 Estímulos às parcerias
 Trabalhar com grupos pequenos (ex.:escola)
ETAPAS DO PROJETO DE AÇÃO EDUCATIVA
 Etapa 1: Levantamento do perfil e das
necessidades da população-alvo.

 Levantar os problemas, coleta de dados
(entrevistas escritas ou gravadas; aplicação de
atividade observacional.

 Relacionar dados socioeconômicos e culturais
dentro de cada faixa etária ou ciclo de vida.
ETAPAS DO PROJETO DE AÇÃO EDUCATIVA
 Etapa 2: Escolha e organização do tema

 Esta fase estará diretamente relacionada com o
resultado da coleta de dados.

 O maior desafio desta etapa: fragmentação do
tema de forma didática.

 Fragmentação do tema a cada encontro até se
esgotar o assunto.
ETAPAS DO PROJETO DE AÇÃO EDUCATIVA
 Etapa 3. Escolha e adaptação dos recursos
didático-pedagógicos em saúde.
 Fatores condicionantes:
 Perfil da população; situação problema.
 Como no processo educativo em saúde é preciso
desenvolver um recurso dentro de uma ótica
criativa e lúdica e permitir que o indivíduo
construa a informação a sua maneira, observa-se
que o educando é quem mais verbaliza.
 O lúdico possibilita ao educador em saúde fazer a
leitura do grupo por meio das atividades
desenvolvidas.



ETAPAS DO PROJETO DE AÇÃO EDUCATIVA
 Etapa 3. Continuação
 Que recursos podemos utilizar?
 Jogos; histórias, dramatizações (teatro), músicas,
artes plásticas e o que a criatividade do
profissional de saúde achar conveniente para o
grupo educativo.
 Dinâmicas adaptadas ao tema; folhetos, cartilhas
e o vídeo educativo.
 Palestras normalmente não são aconselhadas
quando trabalhamos com o modelo educativo
problematizador, porque limita muito a
participação do educando.
ETAPAS DO PROJETO DE AÇÃO EDUCATIVA
 Etapa 3. Continuação

 O importante é adaptação do instrumento
didático às necessidades da população-alvo.

 Escolha do local que pode ser na unidade ou ser
em um local da comunidade. O estabelecimento
das parcerias favorecem a intersetorialidade e
permite aos profissionais de saúde e aos
participantes do grupo conhecerem e
reconhecerem as potencialidades que a
comunidade oferece.
ETAPAS DO PROJETO DE AÇÃO EDUCATIVA
 Etapa 4. Planejamento da aplicação dos
recursos didáticos-pedagógicos em saúde.

 Planejamento da Oficina:
 O preparo da tarefa
 O desenvolvimento da tarefa
 A discussão sobre a vivência do recurso aplicado
 Planejar o tempo de duração de cada encontro
para que não se torne cansativo e estimule a
desistência e ter uma expectativa da finalização
do processo. Atividades longas demais podem
perder o foco...
ETAPAS DO PROJETO DE AÇÃO EDUCATIVA
 Etapa 5. Avaliação da Estratégia educativa

 Divida em dois momentos:
 1º Avaliação dos resultados de cada dia de atividade.
 2º Avaliação da estratégia global
 Avaliar nos permite fazer correções em processo.
Assim algumas perguntas deverão ser feitas a cada
aplicação de atividade com o intuito de revisar sua
construção:
 É preciso mudar a abordagem? A população conseguiu
compreender a mensagem? A atividade motivou a
participação do grupo? O tema foi conduzido com
facilidade?
ETAPAS DO PROJETO DE AÇÃO EDUCATIVA
 Etapa 5. Avaliação da Estratégia educativa

 A Avaliação global é bem mais complexa porque
temos que identificar o impacto de
comportamento e a necessidade de continuidade
da ação.

 Essa avaliação poderá ser feita de formal com
aplicação de instrumentos de coletas de dados ou
de informal através de atividades lúdicas que
revelem o alcance dos objetivos
ETAPAS DO PROJETO DE AÇÃO EDUCATIVA
 Etapas 6. Continuidade ou Desmame

 A continuidade dependerá da avaliação dos
resultados da ação educativa. É importante o
enfermeiro ficar atento nas estratégias de
desmamar os componentes do grupo para que
tenham autonomia de sujeitos sociais.

REFLEXÕES
 “É fundamental que os profissionais reconheçam
que a educação em saúde é um processo de fazer
com (e não para) o grupo, de romper com a marca
da unidirecionalidade e da verticalidade na
relação educador (enfermeiro) e educando (sujeito
cuidado). Por fim, vale citar a necessidade de
reestruturação da formação acadêmica dos
enfermeiros no sentido de reconhecerem as
práticas educativas como ferramenta para o
cuidado, buscando aproximar as práxis da
educação em saúde da realidade
social.”(ALMEIDA; SOUZA, 2013)