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Plano de Aula: SOCIEDADE POLÍTICA - ESTADO

CIÊNCIA POLÍTICA - CCJ0107
Título
SOCIEDADE POLÍTICA - ESTADO
Número de Aulas por Semana
Número de Semana de Aula
4
Tema
SOCIEDADE POLÍTICA - ESTADO
Objetivos
 Compreender categorias e conceitos fundamentais ao fenômeno
jurídico-político.
 Analisar as estruturas e as articulações do discurso político pela
lógica da sociedade política Estado, do poder político e suas
limitações.
Estimular a utilização de raciocínio jurídico-político, de
argumentação, de persuasão e de reflexão crítica, elementos
essenciais à construção do perfil do profissional do Direito.
Estrutura do Conteúdo
4. Sociedade Política - Estado

"RESUMO

O capítulo discute as diversas concepções de Estado trazidas pelas
concepções sociológica e jurídica. São analisadas as teorias de Weber, Marx e
Durkheim e, em seguida, a perspectiva de Hans Kelsen. Na perspectiva
weberiana destaca-se a associação entre Estado e o monopólio legítimo da
violência, ao passo que na visão de Marx é destacada a associação entre
Estado e classes sociais. sobretudo a burguesia. Aborda-se, ainda, o tema da
relativa autonomia do Estado. Em Durkheim, a ênfase recai sobre a ideia de
atuação moral do Estado.
Na segunda parte, são abordadas as controvérsias existentes sobre a trajetória
histórica do Estado, sobretudo quanto à existência do Estado na Antiguidade.
O autor procura mostrar que há visões que defendem a sua existência na
Grécia e Roma antigas, assim como no Oriente. No entanto, inúmeros
pensadores preferem situar o Estado como uma instituição moderna, que surge
após a Idade Média. Tal divisão enseja uma discussão que demonstra a
pluralidade de visões sobre o tema do Estado ainda hoje existentes nas teorias
políticas e jurídicas" (GUANABARA, op. cit., p.22).
Aplicação Prática Teórica
Caso concreto 1
Tema: Estado para Max Weber
Analise a expressão "monopólio legítimo da força" utilizada por Max Weber para caracterizar o Estado, a
partir da leitura de trecho do texto “Estado em questão” de Maysa Rodrigues.
“(...) Max Weber e o conceito de Estado
A definição weberiana de Estado é talvez uma das mais famosas na Sociologia. No artigo Política como
Vocação, o autor afirma que o Estado é "uma relação de homens que dominam seus iguais, mantida pela
violência legítima (isto é, considerada legítima)". Assim, na conceituação de Weber, o Estado é um
aparato administrativo e político que detém o monopólio da violência legítima dentro de um determinado
território, a partir da crença dos indivíduos em sua legitimidade.
Dois pontos são fundamentais na descrição do autor. Primeiramente, o monopólio estatal da violência
legítima não significa que apenas o Estado fará uso da força, pois indivíduos e organizações civis
poderão eventualmente fazer uso da violência física. Entretanto, apenas o Estado é autorizado pela
sociedade para usá-la com legitimidade. Assim, organizações como a máfia italiana ou o crime
organizado no Brasil são exemplos de grupos que fazem uso da força sem, todavia, terem o apoio do
resto da sociedade para fazê-lo, de forma que a legitimidade do Estado não é questionada. Já, os grupos
separatistas que fazem uso da violência para organizar revoluções de cunho político podem,
eventualmente, colocar a legitimidade estatal em questão se obtiverem o apoio da maior parte da
população.
Em segundo lugar, essa autorização social do uso da força ocorre porque os dominados aceitam
obedecer a seus dominantes. Essa aceitação, por sua vez, tem três possíveis justificativas. Pode ocorrer
devido a uma "autoridade do passado eterno, ou seja, dos costumes consagrados por meio de validade
imemorial", chamada de dominação tradicional. Outra possibilidade é que ocorra devido ao carisma de um
líder (dominação carismática). E, como conhecemos nos Estados modernos, ocorre através da
legalidade, ou seja, é "fundada na crença da validade legal e da competência funcional baseada em
normas racionalmente definidas" (dominação legal).
Apesar das particularidades, nos três casos a dominação fundamenta-se exclusivamente na crença da
maior parte das pessoas que fazem parte de um determinado Estado na legitimidade do poder daqueles
que a domina. Essa definição implica que um Estado não mais se manteria se, do dia para a noite, a
parcela majoritária das pessoas que sustentam a sua existência deixasse de acreditar na validade do
sistema que a governa, passasse a fazer uso da força e a acreditar que pode fazê-lo legitimamente.
Sendo assim, a instituição estatal somente se sustenta com a aceitação e com o apoio dos dominados.
Weber, de certa maneira, se amparara em um elemento psicológico para justificar a dominação estatal.
Por causa disso, o Estado tem que se apresentar permanentemente aos cidadãos como legítimo, para
manter a crença em sua validade.
No caso do Estado burocrático, sustentado pela dominação legal, estabeleceu-se uma série de normas e
limites para a legitimidade do uso estatal da violência. Dessa forma, a força física só poderá ser usada
dentro de determinados preceitos, sob o risco de que o Estado perca sua legitimidade se desafiá-los. No
Estado contemporâneo, a instituição de leis que prescrevem as situações em que a violência poderá ser
usada estabelece uma boa possibilidade de que todas as pessoas sejam tratadas da mesma forma e que
tenham algum controle sobre as determinações que os rege. Esses elementos foram fundamentais para
que o conjunto da sociedade abrisse mão do uso legítimo da violência e se submetesse a dominação
estatal na sociedade moderna. (...).”
Disponível em: <http://sociologiacienciaevida.uol.com.br/ESSO/Edicoes/34/artigo213698-2.asp>
Acessado em: 12/12/2013.
Resposta:

Ciência política

1- Para Weber o Estado é uma força autorizada para coação. No qual é uma força
legítima, agindo de acordo com os direitos humanos.