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AFRF – Auditor Fiscal da Receita Federal e
ATRF – Analista Tributário da Receita Federal



SUMÁRIO



01. FONÉTICA_________________________________________________________
02. ACENTUAÇÃO GRÁFICA______________________________________________
03. ORTOGRAFIA _______________________________________________________
04. EMPREGO DO HÍFEN_________________________________________________
05. GRAFIAS DOS PORQUÊS _____________________________________________
06. ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS ______________________________
07. CONCORDÂNCIA VERBAL_____________________________________________
08. CONCORDÂNCIA NOMINAL ___________________________________________
09. REGÊNCIA VERBAL__________________________________________________
10. COLOCAÇÃO PRONOMINAL___________________________________________
11. EMPREGO DA CRASE________________________________________________
12. CONJUGAÇÃO VERBAL ______________________________________________
13. VOZES VERBAIS_____________________________________________________
14. DISCURSO DIRETO E INDIRETO _______________________________________
15. COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO____________________________________
16. TERMOS DA ORAÇÃO________________________________________________
17. PONTUAÇÃO________________________________________________________
18. SEMÂNTICA E SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS___________________________
19. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS _________________________________________
20. CORRESPONDÊNCIA OFICIAL _________________________________________
21. TESTES OBJETIVOS E GABARITOS _____________________________________
22. GABARITO DAS QUESTÕES OBJETIVAS_________________________________
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Apresentação

Esta apostila foi confeccionada exclusivamente para ser texto de orientação durante Curso Preparatório de
Língua Portuguesa do CPCRS para provimento de cargos de nível técnico e superior dos concursos públicos de todos
os níveis, quer seja em nível municipal, estadual ou federal. Trata-se de coletânea de informações, normas e exercícios
referentes a todos os pontos dos programas em geral de Língua Portuguesa comuns à maioria dos concursos públicos,
cujas provas serão elaboradas por diversas instituições. Para cada curso preparatório, porém, só serão trabalhados em
aula os tópicos constantes do edital, mesmo que outros façam parte da apostila.

É parte integrante deste compêndio uma coletânea de 300 testes objetivos, colocados no final da apostila. Todos
os testes são compilações das propostas de inúmeras bancas de concursos públicos e respeitam o nível de exigência
dos programas de diversos cargos. As questões, identificadas por sua natureza, seguem numeração contínua, e o
gabarito está registrado no final. As provas de que se retiraram as questões foram elaboradas pelas bancas da
Fundação de Apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – FAURGS, Fundação para o Desenvolvimento de
Recursos Humanos – FAURGS, Centro de Seleção e de Promoção de Eventos – CESPE, Fundação Centro de Estudos
Superiores do Grande Rio – CESGRANRIO, Fundação de Apoio a Pesquisa, Ensino e Assistência – FUNRIO, Fundação
para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista – VUNESP, Fundação Getúlio Vargas – FGV, Fundação
Universidade-Empresa de Tecnologia e Ciência – FUNDATEC, Escola de Administração Fazendária – ESAF, e algumas
criadas especialmente para simulados elaborados pelo CPCRS. O último capítulo das questões objetivas é composto
por propostas de diversos aspectos gramaticais, todos das bancas da ESAF e do CESPE.

Todas as questões são objetivas e de escolha simples, cada qual com apenas uma alternativa correta. As
questões do CESPE, em sua maioria, apresentam as alternativas (C/E) no final de cada proposta, para CERTO ou
ERRADO. As questões de outras bancas apresentam cinco alternativas de respostas (A, B, C, D e E).

Além das orientações presentes nesta apostila e dos testes objetivos com gabarito, o concursante tem a
possibilidade de consultar o professor para dirimir suas dúvidas. Para tanto, basta enviar mensagem para o endereço
eletrônico menegotto@cpcrs.com.br e por esse meio receberá as respostas e explicações de que necessitar. Se a
dúvida for decorrente de questão deste compêndio, bastará ao consulente indicar o número do teste. Solicita-se que seja
enviada uma consulta em cada mensagem.

Prof. Alberto Luiz Menegotto.


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menegotto@cpcrs.com.br







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1. FONÉTICA

Parte da Gramática que se ocupa com o reconhecimento e a classificação dos sons
próprios da língua.

1.1 Fonema
Fonema é som. Representa-se os fonemas da seguinte forma: /a/, /bê/, /CE/... /agá/...
Denomina-se transcrição fonética.

1.2 Letra
Letra é a representação gráfica do fonema: a, b, c... h.

1.3 Dígrafo
Dígrafo é a associação de duas letras cuja pronúncia produz um fonema. Os dígrafos se
subdividem em orais, que são os pronunciados com o concurso da boca, e os nasais, que
na pronúncia têm o auxílio do nariz.

1.3.1 Dígrafos Orais
ch – chuva, chácara, cheiro... ss – assinar, cassado, massa...
nh – linha, manha, tamanho... sç – nasça, cresça, desça...
lh – alho, malha, calha... xc – exceto, excitar, exceção...
rr – arroz, arriscar, arrasado... gu – gueto, gueixa, sangue...
sc – consciente, descer, crescimento... qu – queixo, querido, tanque...

Observação: as associações SC, XC, GU e QU não serão dígrafos se, na palavra em que
vierem, os fonemas das duas letras forem individualizados, isto é, ouvirem-se ambos os
fonemas. Por exemplos: escola, exclusão, água, aquário.

1.3.2 Dígrafos Nasais
am – lâmpada, campo, tampo... in – incauto, lindo, cinco...
an – canta, tanto, antro... om – compra, lombo, comboio...
em – tempo, empório, sempre... on – conta, lontra, condição...
em – entre, lento, cento... um – cumprir, cumprimento...
im – limpo, importar, imberbe... un – unção...

Observação: se as associações de vogal+m ou n vierem antes de vogal ou no final da
palavra, não serão dígrafos. Antes de vogal, os fonemas das duas serão ouvidos: uma,
amada, ano, coma... E no final da palavra formarão ditongos nasais: foram /fôrão/.

1.4 Dífono
Dífono é a produção de dois fonemas a partir da leitura da letra X com som de /KS/.
Exemplos: ônix /ôniks/, Félix /Féliks/, tóxico /tóksico/...

Observação: os demais fonemas produzidos pela leitura da letra X não formam dífonos:
explorar /s/, exame /z/, máximo /ss/ e lixo /ch/. Isso ocorre porque em cada um deles há um
fonema apenas.

1.5 Encontros Vocálicos
São associações de vogais.

1.5.1 Ditongos
São associações de duas vogais na mesma sílaba.

orais crescentes orais decrescentes nasais
farmácIA cÉU pÃO
sérIE cOIsa mÃEs



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1.5.2 Tritongos
São associações de três vogais na mesma sílaba.

orais nasais
igUAIs sagUÃO
paragUAIa sagUÕEs

1.5.3 Hiatos
São associações de duas vogais em sílabas vizinhas.

vEÍculo, IAte, AEroporto, AErovIA...

1.6 Encontros Consonantais
São associações de consoantes.

perfeitos imperfeitos
Ficam na mesma sílaba Ficam em sílabas vizinhas
PReço, TRoco, BLoco... peRDa, foRÇa, peRTo...

Observação: em alguns encontros de consoantes, a pronúncia determina a presença de
uma vogal entre elas, o que descaracteriza o encontro consonantal. Por exemplo: ficção
/FIKIÇÃO/. Observe-se que a vogal I separou as consoantes C e Ç, desfazendo o encontro
consonantal.


2. ACENTUAÇÃO GRÁFICA

(Pelo Acordo Ortográfico de 01-01-2009)

2.1 Classificação das palavras quanto à tonicidade
Proparoxítonas
tonicidade na
antepenúltima sílaba
presentes em
aproximadamente 5%
da Língua Portuguesa
lícito, América,
cáustico, Émerson,
música...
Paroxítonas
tonicidade na
penúltima sílaba
presentes em
aproximadamente 80%
da Língua Portuguesa
cadeira, ligeiro, táxi,
Vítor, aparelho,
idéia...
Oxítonas
tonicidade na última
sílaba
presentes em
aproximadamente 15%
da Língua Portuguesa
rapaz, infeliz,
agradar, rapé, cipó,
comprá-la, recebê-lo
...

2.2 Regras

2.2.1 Das proparoxítonas – todas são acentuadas.
Médico, próximo, plêiade, místico, métrica, víbora, pirâmide...

2.2.2 Das paroxítonas – acentuam-se apenas as terminadas em ã, ãs, ão, ãos, ei, eis, i, is, om,
ons, um, uns, us, l, n, r, x, ps e ditongo crescente.
Órfã, ímãs, órgão, sótãos, jérsei, amáveis, táxi, biquínis, rádom, íon, prótons, álbum, fóruns,
vírus, nível, hífen, revólver, tórax, bíceps, farmácia...

2.2.3 Das oxítonas – acentuam-se apenas as terminadas em “a(s), e(s), o(s)”, abertos ou
fechados, e “em” e “ens” quando tiverem mais de uma sílaba.
Vatapá, sofás, comprá-la, recebê-lo, ipê, cafés, compô-lo, cipós, capôs, armazém, vinténs,
refém, parabéns...



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2.2.4 Dos monossílabos tônicos – acentuam-se os monossílabos tônicos finalizados em a(s), e(s)
e o(s).
Já, lá, vás, pé, pés, pó, pós, sê (verbo)...


Quadro de apoio para entender a acentuação das oxítonas e das paroxítonas.
terminações a(s), e(s), o(s), em, ens o resto
oxítonas SIM, são acentuadas NÃO são acentuadas
paroxítonas NÃO são acentuadas SIM, são acentuadas

2.2.5 Do i e do u – acentua-se o “i” e “u” quando esta vogal for tônica, precedida de vogal e
formar sílaba sozinha ou com “s”.
Saída, saíste, Ijuí, Tramandaí, Iraí, faísca, saúde, baú, jaús...

Observação: não são mais acentuadas, pelo Acordo Ortográfico de 2009, as palavras
que apresentarem ditongo decrescente antes do i e do u: feiura, baiuca, reiuno... As que
apresentam ditongo crescente continuam acentuadas: Guaíba, Guaíra...

2.2.6 Dos ditongos eu, ei e oi – acentua-se a primeira vogal dos ditongos “ei”, “eu” e “oi” quando
for tônica e aberta nas palavras oxítonas.
Véu, céu, réu, réus, mói (verbo), anzóis, bacharéis, caracóis...

Observação: pelo Acordo Ortográfico de 2009, as paroxítonas que apresentam EI, EU e
OI tônicos não são mais acentuadas: jiboia, ideia, assembleia, Coreia, panaceia, claraboia,
boia...

2.2.7 Do acento diferencial – continuam sendo acentuadas para diferenciar de outras em Língua
Portuguesa. Observe o quadro abaixo:
Acentuam-se... ... para diferenciar de ...
pôr (verbo) por (preposição)
pôde (/ô/)(verbo poder na 3ª pessoa do singular
do pretérito perfeito)
pode (/ó/)(verbo poder na 3ª pessoa do singular
do presente do indicativo)
ter e vir (verbos) na 3ª pessoa do plural do
presente do indicativo (eles têm, eles vêm),
bem como seus derivados: entretêm,
intervêm...
ter e vir (verbos) na 3ª pessoa do singular do
presente do indicativo (ele tem, ele vem).

Observação: as demais palavras, como pólo, pélo, pélas, péla (verbos), côa, pêra... não
levam mais acento pelo Acordo Ortográfico.


3. ORTOGRAFIA

3.1 Emprego do H

3.1.1 A letra H etimológica aparece no início de inúmeras palavras, mas desaparece nas derivadas.
humanizadas desumanizadas habitável inabitável
harmonia desarmonia hábil inábil
honesto desonesto herdar deserdar

3.1.2 O H permanece nas palavras compostas ligadas por hífen.
anti-higiênico pré-histórico mal-humorado




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3.1.3 Como o H não tem valor fonético, isto é, não é pronunciado, seu emprego causa confusão.
Eis algumas palavras que causam dúvida:
ontem úmido ombro êxito ermo
hesitar hoje humilde herbívoro hediondo

3.1.4 Emprega-se, também, H nos dígrafos ch, nh, lh.

3.2 Emprego de G e J

3.2.1 Com som de j, emprega-se g somente antes das vogais e e i.
gente urgente girafa gengiva

3.2.2 Emprega-se j antes das vogais a, o e u.
jumento varejo juba sertanejo granja

3.2.3 Emprega-se, porém, j antes de e e i nas palavras derivadas de primitivos que já apresentam j
ou quando a origem assim o exigir.
primitivo derivado primitivo derivado
laranja
laranjeira, laranjinha,
larenjeirense
loja lojinha, lojista, lojeca

Observação – viajar (verbo)( que eu viaje, que eles viajem...), mas viagem.
Viagem, com G, é substantivo.


3.2.4 Emprega-se g na terminação –gem.
Garagem, fuligem, folhagem, regulagem, viagem (subst.)...

3.2.5 Emprega-se g nas terminações -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio.
pedágio egrégio litígio relógio refúgio

3.3 Emprego de S
primitivo derivados
pretender pretensão, pretensioso(a), pretensiosamente ...
submergir submerso, submersível ...
divertir diverso, diversificar, diversamente ...
impelir impulsão, impulsivo, impulsionar ...
recorrer recurso, recursal, recursivo ...
sentir sensível, sensação, sensorial, sensitivo ...

Conclusão: se no final da raiz dos verbos houver nd, rg, rt, pel, corr e sent, deverá
aparecer S no final da raiz de todos os derivados.

3.4 Emprego de SS
primitivo derivados
agredir agressão, agressivo, agressor...
ceder cessão, cessar...
imprimir impressão, impresso, impressionar ...
admitir admissão, admissional...
percutir percussão, percussionista...
submeter Submisso, submissão...

Conclusão: se no final da raiz dos verbos houver gred, ced, prim, mit, cut e met, deverá
aparecer SS no final da raiz de todos os derivados.






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3.5 Emprego de Ç

3.5.1 Emprega-se ç nos derivados das palavras terminadas em to.
primitivo canto isento atento discreto
derivados
canção,
cancioneiro
isenção
atenção,
atencioso
discrição...

Observação: -ÇAO é terminação geral de substantivos derivados de verbos.

3.5.2 Emprega-se ç nos derivados do verbo ter e seus compostos.
derivados de ter deter conter reter
formam palavras detenção contenção retenção

3.5.3 Emprega-se ç nos vocábulos de origem árabe, tupi-guarani ou africana.
árabe tupi-guarani ou africana
açúcar, açucena, açafrão, muçulmano, açafate
...
araçá, Iguaçu, Juçara, miçanga, paçoca,
Paraguaçu, muçurana, caçula ...

Observação: não há SS nas palavras de origem tupi-guarani.

3.6 Emprego das terminações –EZ, -EZA e -ÊS, -ESA
timidez, altivez, beleza, pureza, estranheza,
nitidez, acidez...
português, portuguesa, francês, francesa,
holandês, holandesa ...
Conclusão
Os substantivos abstratos derivados de
adjetivos são escritos com –EZ ou –EZA.
Conclusão
Os adjetivos gentílicos derivados de
substantivos são escritos com –ÊS para
masculinos e –ESA para femininos.
Exemplos
Robusto - robustez
Exemplos
Inglaterra – inglês-inglesa

3.7 Emprego das terminações ISAR e IZAR

3.7.1 ISAR
primitivos derivados
análise, pesquisa, paralisia,
liso, improviso ...
analisar, pesquisar, paralisar,
alisar, improvisar ...

Conclusão: se na palavra primitiva houver S no final da raiz, o verbo será formado com
ISAR.

3.7.2 IZAR
primitivos derivados
canal, suave, indústria,
símbolo...
canalizar, suavizar, industrializar,
simbolizar ...

Conclusão: se na palavra primitiva não houver S no final da raiz, o verbo será formado
com IZAR.

Cuidado: catequese gera CATEQUIZAR, porque na raiz não há S (CATEQU).










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3.8 Emprego de X

Emprega-se x para representar os fonemas /xá/, /xé/, /xê/, /xi/, /xó/, /xô/ e /xu/ em palavras
de origem tupi,
africana ou
exótica
de origem
inglesa e
espanhola
depois de
ditongo
depois de en
depois da inicial
me
xavante, abacaxi,
muxoxo...
xampu, xelim,
xerez, lagartixa ...
caixa, feixe,
frouxo, peixe...
enxame, enxoval,
enxada...
mexer, mexicano,
mexilhão ...

3.9 Emprego de CH

Emprega-se CH em palavras de diversas outras origens.
Chave, cheirar, chumbo, chassi, chuchu, chiripá, mochila, salsicha, chope, checar,
sanduíche, azeviche...

3.10 Grafia do diminutivo plural de palavras terminadas em R, L e ÃO
Passos flor papel balão
1. pluralizar flores papéis balões
2. cortar o S flore papéi balõe
3. somar zinho(a) florezinha papeizinho balõezinho
4. repor o S FLOREZINHAS PAPEIZINHOS BALÕEZINHOS


4. EMPREGO DO HÍFEN

4.1 Normas para o emprego do hífen

4.1.1 Emprega-se hífen quando a falta deste sinal poderia resultar leitura incorreta ou falta de
clareza.
Exemplos
bem-aventurado para não se ler be-ma-vem-tu-ra-do
bem-me-quer
para não se juntarem dois m, ou, excluindo-se um, não se ler be-me-
quer
sobre-humano para não se ler so-breu-ma-no
ad-rogar para não se ler a-dro-gar

4.1.2 Em se tratando de palavras compostas que passam a ter um novo significado (isto é,
empregadas em sentido figurado).

Conseguiu juntar um bom pé-de-meia (com hífen, porque formou uma nova palavra, com diferença
semântica: não é nem pé, nem meia e significa economia, pecúlio).
Outros Exemplos
abaixo-assinado, redatores-chefes, porta-voz, alto-falante, sul-rio-grandense, amor-perfeito,
salário-mínimo, quarta-feira, arranha-céu, porto-alegrense, pé-de-moleque, mão-de-obra ...

Exceções
Girassol, passatempo, madressilva, vaivém, mandachuva, sanguessuga.

4.1.3 Prefixos que sempre exigem hífen.
Além, aquém, recém, sem
além-mar, aquém-reserva, recém-nascido,
sem-terras
bel, grã, grão bel-prazer, grã-fina, grão-mestre
vice, vizo, soto, sota vice-prefeito, vizo-rei, sota-capataz
ex (situação anterior) ex-diretor, ex-atleta, ex-marido
pós, pré, pró (quando acentuados) pós-cirúrgico, pré-escola, pró-reitoria

Observação
Os prefixos PRE, PRO e POS, quando não vierem acentuados, não exigirão hífen:
preestabelecido, proposta, posposto.


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MODIFICAÇÕES NO EMPREGO DO HÍFEN IMPOSTAS PELO ACORDO ORTOGRÁFICO

(DECRETO N. 6.583, DE 29 DE SETEMBRO DE 2008)

Emprego do hífen com prefixos
Regra básica
Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem

Outros casos
1. Prefixo terminado em vogal
• Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo.
• Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo
• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom.
• Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas.

2. Prefixo terminado em consoante
• Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário.
• Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico.
• Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante.

Observações
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região,
sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen:
subumano, subumanidade.

2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal:
circum-navegação, pan-americano etc.

3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se
inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.

4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc.

5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição,
como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista etc.

6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-
aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular,
pró-europeu.


5. GRAFIAS DOS PORQUÊS

5.1 Quadro geral do emprego dos porquês

Grafia Emprego Exemplos
por que
a) Em perguntas diretas e
indiretas.
b) Quando for substituível por
pelo qual e flexões.
a) Então por que não falas claramente?
Nem sei por que estou agindo assim.
b) Afinal chegou o dia por que tanto
esperei.
Por quê
Somente antes de ponto-e-
vírgula, dois-pontos ou no final
de frase, antes de ponto.
Você está feliz por quê?
Elas estão zangadas, mas não sabemos
por quê.
Porquê
Equivalente a motivo ou
indagação. Virá sempre
substantivado.
Não sei o porquê de teu entusiasmo.
Porque
Introduz uma explicação, causa
ou conseqüência.
Apurem o passo, porque aí vem o
ônibus.
Só porque foi sem gravata, impediram-
no de entrar?


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6. ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS

6.1 Processos de Formação de Palavras

6.1.1 Derivação
Tipo de Derivação Consiste em Exemplos
a) Prefixal acrescentar prefixo a radical
infeliz, desleal, rever, inútil,
revisar, desfazer
b) Sufixal acrescentar sufixo a radical
maquinaria, livreiro,
bananada, alegrar
c) Prefixal e Sufixal acrescentar prefixo e sufixo
infelizmente, inutilizar,
inutilmente
d) Parassintética
acrescentar prefixo e sufixo
simultaneamente
descampado, enriquecer,
embarcar entardecer,
anoitecer
e) Regressiva
retirar elementos finais de
uma palavra, formando-se
outra
ataque (de atacar), disputa
(de disputar), dúvida (de
duvidar)

6.1.2 Composição
Tipo de Composição Consiste na Exemplos
a) Justaposição
união de palavras sem perda
de elementos individuais
pontapé, meio-fio, super-
homem, pé-de-moleque,
couve-flor...
b) Aglutinação
união de palavras com perda
de elementos individuais
petróleo, planalto,
pernilongo, fidalgo, vinagre...

6.2 Os Prefixos – Equivalências, diferenças e adaptações.

6.2.1 Alguns prefixos sofrem alteração na forma e mantêm o significado.
Imortal impermeável incômodo irregular

Conclusão: alguns prefixos se adaptam às palavras as que se somam sofrendo alguma
alteração em sua forma, mas mantendo o significado.

6.2.2 Alguns prefixos apresentam forma idêntica com significados diferentes.
infiltrar infalível
Significado de movimento para dentro Significado de negação

6.2.3 Alguns prefixos apresentam formas diferentes com significado idêntico.
Reprovar acéfalo imoral desnutrido

Em todos eles, o significado é de negação.

6.3 Os Sufixos

6.3.1 Sufixos diferentes na forma com igual significado.
-ante navegante, estudante, operante, praticante, tratante ...
-ente paciente, doente, cliente, gerente, presidente ...
-inte ouvinte, pedinte, teleouvinte ...
-unte transeunte
-ista analista, cientista, tenista, especialista, calçadista ...
-or professor, pintor, provedor, contador...

Nas palavras acima, os sufixos têm significado de ocupação, profissão.





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6.3.2 Os sufixos –or e –douro são parecidos, mas têm significados bem diferentes.
-or forma palavras que designam agente,
ocupação ou profissão
-douro forma palavras que designam lugar
destinado a certa atividade
exemplos: pintor,
provedor, professor, inspetor...
exemplos: logradouro,
matadouro, paradouro, ancoradouro...

-douro possui equivalência de sentido com –tério e –tório: cemitério, necrotério, crematório,
ambulatório, refeitório, dormitório...

6.3.3 Sufixos formadores de substantivos derivados de outros substantivos.
-ada -ado -agem -aria -eiro -ia
boiada doutorado folhagem livraria barbeiro advocacia

6.3.4 Sufixos formadores de substantivos derivados de adjetivos.
-dade -ez -eza -ia -ice -ície -ura
lealdade insensatez magreza alegria velhice calvície Doçura

6.3.5 Sufixos formadores de substantivos derivados de verbos.
-ança -ância -ante -ente -or
vingança tolerância estudante combatente jogador
-ção -são -tório -ura -mento
exportação extensão lavatório formatura ferimento

6.3.6 Sufixos formadores de adjetivos derivados de substantivos.
-ante -ente -inte -vel
tolerante resistente constituinte amável
-ivo -iço -douro -tório
pensativo quebradiço duradouro preparatório

6.3.7 Alguns sufixos nominais
-ismo realismo, subjetivismo, idealismo, Islamismo, Budismo ...
-ista realista, subjetivista, idealista, islamista, budista ...

6.3.8 Alguns sufixos verbais
-ear -ejar -icar -itar -izar -e(s)cer
folhear Gotejar bebericar saltitar utilizar
amanhecer,
florescer

6.3.9 Sufixos de valores aumentativo e diminutivo
Valor aumentativo Valor diminutivo
-ão paredão, salão ... -inho lapisinho, piresinho ...
-alhão dramalhão, medalhão ... -zinho cãozinho, pãozinho ...
-aço, -aça ricaço, barcaça ... -acho riacho ...
-eirão vozeirão, boqueirão ... -icha barbicha
-anzil corpanzil -ebre casebre
-arra bocarra -eco livreco ...
-ázio copázio -ejo lugarejo, vilarejo ...
-aréu fogaréu, povaréu ... -isco chuvisco, petisco ...












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6.4 Lista complementar de prefixos mais usados (latinos e gregos).

6.4.1 Latinos
PREFIXO SIGNIFICADO EXEMPLO
ab, abs, a afastamento, separação abstrair, aversão
ad aproximação adnominal
ambi duplicidade ambigüidade, ambidestro
ante anterioridade antepor, ante-sala
circum movimento em torno de circunferência
cis posição aquém cisalpino, cisplatino
com companhia, sociedade companheiro, conterrâneo
contra oposição contradizer, contrapor
de
a) movimento de cima para baixo
b) separação
decrescer
decapitar
des ação contrária desfazer, desobstruir
ex, e, es movimento para fora
expatriar, emigrar, estorno,
esvaziar, externar, expor
extra fora de, além de extra-oficial, extradição
in, im, i sentido contrário, negação injusto, impermeável, ilegal
infra posição inferior infra-assinado
intra posição interior intramuscular, intravenoso
inter, entre posição intermediária internacional, entreabrir
ob, o
a) posição em frente
b) oposição
objeto
opor
per
a) através de
b) intensidade
percorrer
perdurar
pos posição posterior postônica, pós graduação
pre anterioridade prever, pré-fabricado
re
a) movimento para trás
b) repetição
regredir,
refazer, reconstruir, rever
retro para trás retroceder, retroagir
semi metade semicírculo
sub inferioridade, abaixo submarino, submergir
Super, sobre
a) posição superior
b) excesso
supercílio
sobrecarga
supra posição superior supracitado
trans
a) além de
b) através de
transportar
transamazônica

6.4.2 Gregos
anfi duplicidade anfíbio
anti oposição antípoda, antiaéreo
arqui superioridade hierárquica arquiduque
di duplicidade dissílabo
dia através de diálogo
Ex, exo
a) movimento para fora
b) intensidade
êxodo
exógeno, exacerbar
endo movimento para dentro endocarpo
epi sobre, em cima epiderme
eu bondade, perfeição eugenia, eufonia
hemi metade hemisfério
hiper excesso hipérbole
hipo cavalo hipódromo
hipo posição inferior hipodérmico
hipo escassez hipotensão
mono singularidade monoteísmo, monogâmico
peri em torno de perímetro
poli multiplicidade polissílabo
pro
a) posição anterior
b) a favor de
c) movimento para a frente
próclise
pró-socialista
progresso
proto início, começo proto-história
sin (sim) simultaneidade sinfonia, simpatia
tele distância telégrafo


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7. CONCORDÂNCIA VERBAL

7.1 Regra Geral
O verbo deve concordar em número e pessoa com o sujeito a que se refere.

Pergunta para encontrar o sujeito: QUEM É QUE + VERBO?

Exemplo: De todos os seus pertences, restou um automóvel.

Quem é que restou? UM AUTOMÓVEL.

7.2 Casos Particulares

7.2.1 Verbos Impessoais
Haver – significando “existir” ou “ocorrer”.

Fazer – indicando tempo decorrido ou climático.

Indicativos de meteorologia – chover, nevar, trovejar, relampejar, amanhecer, entardecer,
anoitecer, esfriar, esquentar, neblinar...

Como funcionam: tais verbos não apresentam sujeito; portanto não flexionam, devendo
ficar sempre na terceira pessoa do singular.
Exemplos

Haverá reuniões de direção em breve. Houve alguns empecilhos na viagem.

Faz muitos anos. Ontem fez 30ºC. Fez dias frios no inverno passado.

Choveu dois dias seguidos. Amanheceu três dias sem sol.

Observação: se um verbo impessoal vier como principal numa locução verbal,
impessoalizará o auxiliar, que também ficará na terceira pessoa do singular. Exemplos:
Deve haver vagas sobrando. Poderá fazer dias quentes. Tem chovido três dias seguidos.

7.2.2. O verbo SER com datas e horas.
Regra: o verbo SER deverá concordar com o número da data e das horas.

Exemplos
Hoje é um de julho. Amanhã serão dois.

Agora são três horas. Daqui a pouco serão seis horas da tarde.

Observação: se for empregada a palavra DIA, o verbo concordará com ela, ficando no
singular: Hoje é dia 2 de outubro. Amanhã será dia 3.

7.2.3 Sujeitos representados por expressões partitivas.
Regra: na Língua Culta Padrão, o verbo concordará com o núcleo o sujeito; na linguagem
enfática, o verbo poderá ir para o plural.

Exemplos
A maioria dos deputados votou pela instalação da CPI. Ou A maioria dos deputados
votaram pela instalação da CPI.

Grande parte das mercadorias foi apreendida. Ou Grande parte das mercadorias foram
apreendidas.


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7.2.4 Sujeitos representados por expressões fracionárias.
Regra: o verbo concordará com o numerador.

Exemplos
Um terço dos manifestantes será encaminhado à Secretaria da Educação.

Dois terços dos automóveis furtados foram recuperados.

7.2.5 Sujeitos representados por expressões percentuais.
Regra: o verbo concordará com o número inteiro.

Exemplos
1,8% dos imóveis está livre de ônus naquele bairro.

2,5% da arrecadação serão destinados ao esporte amador.

7.2.6 Concordância com a voz passiva sintética.
Regra: VERBO TRANSITIVO DIRETO + SE + SUJEITO – se o verbo for transitivo direto e
vier acompanhado por SE, o termo seguinte será sujeito. Logo o verbo deverá concordar
com o sujeito.

Exemplos
Intimem-se as partes. Refaçam-se os cálculos. Expeçam-se os alvarás.

É preciso que se providenciem as credenciais.

Observação especial: se o verbo exigir preposição, ficará no singular:
Precisa-se de vendedores. Assiste-se a bons espetáculos.

7.2.7 Sujeitos ligados por OU.
Regra: o verbo poderá ir para o plural se a ação permitir que ambos os sujeitos a pratiquem;
caso contrário, o verbo ficará no singular.
Exemplos
A mãe ou a filha poderão representar a família. A mãe ou a filha será a presidente da
empresa.

7.2.8 O caso do verbo PARECER funcionando como auxiliar.
Se o verbo PARECER vier como auxiliar numa locução verbal, poderá flexionar, ficando o
principal em forma nominal, ou poderá ficar no singular, e o principal flexionará.
As circunstâncias parecem colaborar com seus sonhos ou As circunstâncias parece
colaborarem com seus sonhos.


8. CONCORDÂNCIA NOMINAL

8.1 Regra Geral
Os artigos, os adjetivos, alguns pronomes e alguns numerais concordarão, em gênero e
número, com o substantivo a que se referirem.

Exemplos
As duas primeiras candidatas paulistas escolherão as cidades.

Nossas queridas irmãs foram sorteadas no certame.




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8.2 Definições Importantes

Adjetivo
Adjetivo é palavra variável que qualifica o substantivo.

Exemplos: bons homens; alunos competentes; livros extraordinários.

Advérbio
Advérbio é palavra invariável que modifica o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de
outro advérbio.

Exemplos: Não entendemos a questão. Estava muito abatido. Falava bem calmamente.

Questão Interessante
Mais e menos são palavras tradicionalmente classificadas como advérbios, já que modificam
o sentido de um verbo, de um adjetivo ou de outro advérbio. Em qual dos casos abaixo mais ou
menos não pode ser classificado como advérbio, por não corresponder às características dessa
classe gramatical?
a) mais atraentes
b) mais elevados
c) mais seguro
d) menos esforço
e) menos arriscado

A resposta é “d”, porque MENOS, como adjetivo, está qualificando ESFORÇO, que é
substantivo. Nas demais alternativas, a palavra MAIS ou MENOS está funcionando como
advérbio, porque modifica o sentido de um adjetivo.

8.3 Casos Especiais

8.3.1 Adjetivo anteposto a dois ou mais substantivos.
Como funciona: o adjetivo concordará com o substantivo mais próximo; no caso de
seres humanos, o adjetivo concordará com todos.

Exemplos
Afiado estilete e bisturi foram encontrados no local da inspeção.

Feita a audiência e as tratativas de acordo, foi assinado o termo de audiência.

8.3.2 Adjetivo posposto a dois ou mais substantivos.
Como funciona: o adjetivo poderá concordar com o substantivo mais próximo ou com
todos.

Exemplos
No porto, encontravam-se fragata e cruzador brasileiro/brasileiros.

Havia relógio e pulseira dourada/dourados no criado-mudo.

Cuidado! Se o adjetivo se referir a apenas um dos substantivo, pela sua natureza, apenas
com esse concordará. Exemplo: Lá estava um deputado federal e uma jovem grávida.

8.3.3 Muito, pouco, mais, menos, melhor, pior, bastante, só, meio e caro.
Como funcionam: serão adjetivos se vierem qualificando substantivos; serão advérbios
se vierem modificando o sentido de um adjetivo, verbo ou outro advérbio.






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Exemplos
Muito dinheiro estava envolvido. Elas pareciam muito entusiasmadas.

Havia bastantes motivos. Tudo estava bastante alterado.

Ficaram sós em casa. Só pensavam na tragédia que ocorreu.

Tomou meio copo d’água. Às vezes, parecia meio distraída.

Os móveis eram caros. Não pagaria caro por todas as mercadorias.

8.3.4 Mesmo, próprio, outro, quite, anexo, apenso, incluso e particípios.
Como funcionam: serão adjetivos.

Exemplos
Elas próprias entregaram os documentos à assessoria.

Depois da contabilidade, todos ficaram quites com os compromissos.

As pastas seguem anexas aos pacotes de mercadorias.

Observação: as expressões EM ANEXO e EM APENSO são invariáveis.

8.3.5 Alerta
Como funciona: será advérbio quando significar EM ESTADO DE ALERTA; será substantivo
se vier empregado no sentido de AVISO, COMUNICADO.

Exemplos
Depois do assalto à joalheria, todos os funcionários ficaram alerta.

Os escoteiros têm um lema: “Sempre alerta”.

A usina emitiu vários alertas durante a madrugada.

8.3.6 Bom, proibido, necessário.
Como funcionam: só flexionarão se o substantivo a que vierem qualificando estiver
especificado com artigo, pronome, numeral ou adjetivo; se o substantivo não vier
especificado, as expressões BOM, PROBIDO e NECESSÁRIO não flexionarão.

Exemplos
Saúde é bom durante toda a vida. Mas a saúde dela é boa.

Proibido permanência de veículos na entrada do prédio.

É necessária a condição de sócio para votar na assembléia.

8.3.7 Os nomes das cores

8.3.7.1 Cores simples
Como funcionam: as cores simples são formadas por uma palavra; só flexionarão as que
forem efetivamente adjetivos; os nomes de cores provindos de substantivos, não
flexionarão.







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Exemplos
Blusas vermelhas e calções amarelos. Camisetas rosa e calções cinza.

Ternos azuis. Paredes pêssego. Lenços roxos. Casacos areia.

Adjetivos: branco, bege, castanho, amarelo, vermelho, verde, azul marrom, bordô, roxo e
preto.

Substantivos usados como adjetivos: laranja, limão, uva, abacate, pêssego, violeta, rosa,
cinza, terra, areia, gelo, pastel ...

8.3.7.2 Cores compostas
Como funcionam: quando vier formada por dois adjetivos, flexionará apenas o segundo
elemento; se pelo menos um dos termos for substantivo, nenhum flexionará.

Exemplos
Trajava calças azul-escuras e blusas azul-claras.

Vimos dois automóveis verde-musgo e uma motocicleta amarelo-ouro.

Eram cinza-escuro os ternos escolhidos para a cerimônia.

Observação importante: azul-marinho e azul celeste são invariáveis.


9. REGÊNCIA VERBAL

9.1 Transitividade dos Verbos
Intransitivos Transitivos diretos Transitivos indiretos
Transitivos diretos
indiretos
Não exigem objeto,
pois possuem
sentido completo.
Exigem objeto direto
(dispensam o uso de
preposição).
Exigem objeto
indireto (exigem
preposição).
Exigem dois objetos:
um direto e um
indireto).
Nascer, viver,
bastar...
Olhar, ver, fazer... Gostar, necessitar...
Pagar, preferir,
perdoar...

9.2 Regência de alguns verbos de uso freqüente.
Implicar
VTD – acarretar

VTI – envolver-se
Estudar implica disciplina.

A jovem implicou-se em crimes.
Preferir VTDI – algo a algo Prefiro água a refrigerante.

Ir, voltar, chegar


Exigem a preposição
A
Fui ao médico.
Voltaremos ao escritório.
Chegou a Porto Alegre há pouco.
Morar, residir, estar
situado
(residente, sito)
Exigem EM e flexões
Morava na Rua dos Andradas...
... residente e domiciliado na Praça da
Saudade...

9.3 Regência de alguns verbos com sentidos e regências diferentes.
Aspirar
VTD – Aspiramos poeira.
(=Inalamos)
VTI – Aspiras à aprovação? (=Desejas)
Assistir
VTD – O médico assistiu o paciente.
(=atendeu)
VTI – Assista à programação.
(=Veja)
Visar
VTD – Visou o documento.
(=Assinou, passou o visto)
VTI – Visamos ao conforto de todos.
(=Desejamos)
Proceder
VTI – Procedia de família humilde.
(=Era originária, vinha de)
VTI – Proceda ao leilão.
(=Faça, providencie)



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Observações sobre assistir e proceder
ASSISTIR também significa MORAR, RESIDIR, sendo VTI e exigindo EM. PROCEDER tem
outros dois significados: COMPORTAR-SE e TER CABIMENTO (em ambos os significados, é
intransitivo).

9.4 Regência de alguns verbos de uso freqüente na linguagem jurídico-administrativa.
Tais verbos são transitivos diretos indiretos e podem sofrer a mudança do objeto direto
pelo indireto e vice-versa. Há de se cuidar, porém, que haja dois objetos, um de cada
natureza.

Informar
Informe os alunos de que as
provas ocorrerão dia 15.
Informe aos alunos que as provas
ocorrerão dia 15.
Avisar
Avisei os participantes do horário
da chegada
Avisei aos participantes o horário da
chegada.
Notificar Notificaram o infrator da multa. Notificaram ao infrator a multa.
Cientificar
Cientifique o autor do prazo de
recurso.
Cientifique ao autor o prazo de recurso.

9.5 Regência de Esquecer e Lembrar.
Os verbos esquecer e lembrar podem ser transitivos diretos quando não acompanhados
de pronomes oblíquos átonos. E, quando acompanhados, funcionarão como transitivos
indiretos.

Esquecer
Os convidados esqueceram os
documentos.
Os convidados se esqueceram dos
documentos.
Lembrar Ela lembrou as datas. Ela se lembrou das datas

Funcionam de igual forma os verbos aproveitar e utilizar.

9.6 Regência de outros verbos de uso freqüente.
Pagar, perdoar, pedir
(exigem objeto direto e
indireto com preposição A)
Pagamos a conta ao armazém.
Perdoe a ofensa ao amigo.
Pediremos informações à secretaria.
Agradar (exige a
preposição A)
As notícias não agradaram ao convidado.
responder, obedecer
(exigem A)
Responda às questões.
Obedeça ao regulamento.
querer
VTD – desejar – Queremos paz.
VTI – querer bem, gostar – Queira bem aos seus irmãos.
custar
Custou-nos chegar aqui.
Custa-me entender o texto.

9.7 Emprego do O e do Lhe.
Objetos
Diretos em geral – o, os, a, as
Nós vimos a garota na porta do mercado.
Nós A vimos na porta do mercado.
Paguei a conta.
Paguei-A.
Indiretos humanos – lhe,
lhes
Entreguei o pacote ao encarregado.
Entreguei-LHE o pacote.












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9.8 Emprego dos pronomes relativos precedidos ou não de preposição.

9.8.1 Que, quem, qual, onde.

Observe as seguintes frases.
Esta é a obra que vi exposta no museu de arte.
Esta é a obra de que falamos na viagem.
Eis a jovem por quem o colega se apaixonou.

Na primeira frase, não ocorreu preposição antes do pronome relativo que, porque o verbo da oração
(ver) é transitivo direto.

Na segunda e terceira frases, os dois pronomes relativos (que na segunda e quem na terceira)
vieram precedidos de preposição, porque os verbos falar e apaixonar-se são transitivos indiretos (quem
fala fala de e quem se apaixona se apaixona por).

9.8.2 Cujo

Observe as seguintes frases.
A casa cuja pintura foi refeita será leiloada em breve.
A casa de cuja fachada gostamos muito está à venda.

Na primeira frase, não ocorreu preposição antes do pronome relativo cujo, porque o verbo refazer é
transitivo direto. Já na segunda frase, o pronome cujo aparece precedido de preposição de, porque o
verbo gostar assim o exige.


10. COLOCAÇÃO PRONOMINAL

10.1 Quadro Geral dos Pronomes Oblíquos Átonos
Pronome me te se nos vos lhe(s) o(a)(s)
Pessoa 1ª sg. 2ª sg. 3ª
sg./pl.
1ª pl. 2ªpl. OI hum. OD em
geral

10.2 Colocações

10.2.1 Próclise ( pronome antes do verbo)

Ocorrerá próclise quando houver elementos de atração, de acordo com o quadro abaixo.
Elementos de atração Exemplos
advérbio não virgulado
Não SE constroem mais automóveis somente de
metal.
pronome relativo O menino que NOS orientou é guia-mirim.
pronome indefinido Ninguém TE ajudou quanto teu pai.
pronome interrogativo Quanto LHE custou o processo?
conjunção subordinativa Embora SE fizesse de vítima, era o algoz.

10.2.2 Mesóclise (pronome no meio do verbo)

Ocorrerá mesóclise com verbos no futuro do presente e do pretérito, se não houver razão para a
próclise.
Providenciar-SE-ão as credenciais em seguida. Expedir-SE-iam os alvarás se a
documentação estivesse atualizada. Entregar-ME-iam as provas se eu delatasse os
parceiros.







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10.2.3 Ênclise (pronome depois do verbo)

Ocorrerá ênclise no início de frase ou oração e nos demais casos em que não for possível a
próclise.
Entreguem-SE as certidões. Por favor, diga-ME onde fica tal rua. Atualmente, fabricam-
SE tênis até para crianças que ainda não caminham.

10.3 Nas locuções verbais, a colocação é, de regra, livre, considerando-se o costume da língua. É
preciso observar, porém, que o verbo principal na forma de particípio não aceita ênclise. Nos
demais casos, a colocação é livre. Observe:
Próclise ao auxiliar Os trabalhadores SE têm retirado mais cedo.
Ênclise ao auxiliar Os trabalhadores têm-SE retirado mais cedo.
Ênclise ao principal As candidatas vão apresentar-SE amanhã.

10.4 Acomodações dos pronomes oblíquos átonos aos verbos.

10.4.1 Verbos terminados em R, S e Z + o, os, a, as
Cortam-se R, S e Z finais e se soma L aos pronomes: fazer+as = fazê-las;
comprometer+os = comprometê-los; mandamos+as = mandamo-las; fiz+os = fi-los...

10.4.2 Verbos terminados em M e ÕE + o, os, a, as
Acrescenta-se N aos pronomes: demitiram+o = demitiram-no; põe+as = põe-nas.

10.4.3 Verbos terminados em MOS + nos
Corta-se o S final do verbo: demoramos+os = demoramo-nos.


11. EMPREGO DA CRASE

11.1 Estrutura da Crase

Verbo ou nome que exige
preposição a
à palavra feminina
Atenderemos à população carente.
Estava apto à direção do setor.
Tinha tendência à embriaguez.
Passou rente à parede da casa.

11.2 Crase Proibida
Não existe crase antes de Exemplos
1. palavra masculina O sol estava a pino. Viajou a trabalho.
2. verbo Começará a chover em breve.
3. expressão de tratamento Enviaremos ofício a Vossa Excelência.
4. pronome indefinido Isso não interessa a ninguém.
5. pronome pessoal Referiu-se a mim, a ti e a ela.
6. pronome demonstrativo Remeta a carta a essa empresa.
7. “uma” Dirigiu-se a uma farmácia daquela rua.
8. no a singular antes de palavra no
plural
Fez críticas a pessoas ligadas ao setor.
9. entre palavras repetidas Ficaram cara a cara, frente a frente.
10. depois de preposição A aula foi adiada para as 16h.


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Entenda por quê: nos casos 1 a 9, o a que aparece nos exemplos é apenas preposição; não há
crase nesses casos, porque não existe o segundo a, que é o artigo. No caso 10, porém, o a que
aparece no exemplo é artigo; nesse último caso também não há crase, porque falta o primeiro a,
que é preposição.

11.3 Pode Haver Crase

Caso Quando Exemplos
antes de indicações horárias
Somente em hora
determinada.
Iniciaremos os debates às
15h e encerraremos às
18h30min.
antes de nome próprio
feminino
Opcionalmente.
Faremos homenagem à
Marcela/a Marcela.
antes de QUE e DE
Se houver palavra feminina
subentendida entre o A e o
QUE ou DE.
Sua lealdade é semelhante à
de seu pai.
antes de nome de localidade
Somente nas localidades
femininas.
Foi à Bahia e a Santa
Catarina.
antes de nome de localidade
especificada
Sempre.
Foi à Santa Catarina das
belas praias.
antes de QUAL e flexão
Se A QUAL puder ser
substituído por AO QUAL no
masculino.
A cerimônia à qual
comparecemos terminou
cedo. (O evento ao qual
comparecemos...)
antes de pronomes
possessivos femininos
Opcionalmente, se o A e o
possessivo vierem no
singular; obrigatoriamente,
se ambos vierem no plural.
Enviaram brindes à/a sua
matriz e às suas filiais.
no a inicial dos
demonstrativos AQUILO,
AQUELE(A)(S)
Se forem substituíveis por A
ISSO, A ESSE(A) (s).
O jornal referiu-se àquele
senador. (... a esse...)
antes das palavras moda ou
maneira, mesmo
subentendidas
Sempre.
Bife à milanesa.
Namoravam à antiga.
nas locuções adverbiais
femininas
Sempre.
Fazia tudo às claras. Viajou
às custas do pai.
Antes das palavras casa,
terra, altura e distância
Somente se vierem
especificadas.
Fui a casa.
Fui à casa de amigos.
Comportou-se a altura.
Comportou-se à altura de um
diplomata.
em expressões como à vista
e outras
Opcionalmente.
Vendeu a/à vista.
A polícia foi recebida a/à bala.
depois da preposição até Opcionalmente. Foram até as/às margens.


12. CONJUGAÇÃO VERBAL

12.1 Noções Básicas

12.1.1 Modo Verbal
Modo verbal é a visão psicológica em que se coloca a ação verbal.

12.1.2 Tempo Verbal
Tempo verbal é a situação cronológica em que se instala a ação verbal.

12.1.3 Pessoa Verbal
Pessoa verbal é o agente da ação verbal.




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12.1.3.1 As pessoas verbais
singular plural
1ª – eu 1ª – nós
2ª – tu 2ª – vós
3ª – ele(a) 3ª – eles (as)

12.1.4 Terminações Verbais
ordem terminação exemplos
1ª - ar andar, amar, estar, caminhar...
2ª - er receber, ter, dizer, fazer...
3ª - ir dormir, referir, induzir, ferir...

12.1.4.1. A terminação -OR
Pertence ao verbo PÔR e seus derivados (COMPOR, REPOR, OPOR...)

12.1.5 Formas Nominais
forma terminação exemplos
infinitivo -r andar, viver, sorrir...
gerúndio -ndo andando, vivendo, sorrindo...
particípio -ado,-ido andado, vivido, sorrido...

12.1.5.1 Observação sobre os particípios irregulares.
algumas terminações exemplos
-RTO, -STO, -ITO ... aberto, posto, feito...

12.1.5.2 Observação sobre o verbo VIR.
O verbo VIR possui forma única para particípio e gerúndio: VINDO.

Observe os exemplos:
particípio: Elas têm VINDO diariamente a esta biblioteca.

Troca-se por: Elas têm ESTUDADO diariamente nesta biblioteca.

gerúndio: Elas estão VINDO no mesmo avião.

Troca-se por:Elas estão VIAJANDO no mesmo avião.

12.2 Quadro Geral dos Tempos e Modos
Indicativo

Indicativo é o modo pelo qual se expressa ação certa e incondicional.

pessoa
verbal
presente pretérito perfeito pretérito imperfeito
eu trabalho trabalhei trabalhava
tu trabalhas trabalhaste trabalhavas
ele(a) trabalha trabalhou trabalhava
nós trabalhamos trabalhamos trabalhávamos
vós trabalhais trabalhastes trabalháveis
eles (as) trabalham trabalharam trabalhavam








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pessoa
verbal
pretérito mais-que-
perfeito
futuro do presente futuro do pretérito
eu trabalhara trabalharei trabalharia
tu trabalharas trabalharás trabalharias
ele(a) trabalhara trabalhará trabalharia
nós trabalháramos trabalharemos trabalharíamos
vós trabalháreis trabalhareis trabalharíeis
eles(as) trabalharam trabalharão trabalhariam

Subjuntivo

Subjuntivo é o modo pelo qual se expressa ação condicionada.

pessoa
verbal
presente pretérito imperfeito futuro
eu trabalhe trabalhasse trabalhar
tu trabalhes trabalhasses trabalhares
ele(a) trabalhe trabalhasse trabalhar
nós trabalhemos trabalhássemos trabalharmos
vós trabalheis trabalhásseis trabalhardes
eles (as) trabalhem trabalhassem trabalharem

12.2.1 Formação do futuro do subjuntivo
Tempo primitivo Tempo derivado
PRETÉRITO
PERFEITO DO
INDICATIVO

FUTURO DO
SUBJUNTIVO
3ª pessoa do plural 1ª pessoa do singular
foram, vieram,
voltaram, viram,
andaram...
subtrai-se am
quando eu
For, vier, voltar, vir,
andar...

Imperativo

Imperativo é o modo pelo qual se expressa ordem ou solicitação.

pessoa verbal afirmativo negativo
2ª do singular tu Não tu
3ª do singular você Não você
1ª do plural nós Não nós
2ª do plural vós Não vós
3ª do plural vocês Não vocês

12.2.2 Formação do Imperativo
Presente do
indicativo
Imperativo
Afirmativo
Presente do
Subjuntivo
Imperativo Negativo
trabalho trabalhe
trabalhas trabalha tu trabalhes Não trabalhes tu
trabalha trabalhe você trabalhe Não trabalhe você
trabalhamos trabalhemos nós trabalhemos Não trabalhemos nós
trabalhais trabalhai vós trabalheis Não trabalheis vós
trabalham trabalhem vocês trabalhem Não trabalhem vocês

Observação: a passagem do presente do indicativo para o imperativo afirmativo, nas pessoas tu
e vós, sofrerá o corte do S final.

Por exemplo: tu andas anda tu



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12.2.2.1 Formação prática do imperativo em VOCÊ e TU.
afirmativo negativo
você Pres. do subj. Pres. do subj.
tu Pres. do ind. (menos S) Pres. do subj.

você Vá e volte logo; não se demore.
tu Vai e volta logo; não te demores.

12.3 Verbos terminados em EAR.
formas rizotônicas formas arrizotônicas
são as que apresentam tonicidade na raiz do
verbo
são as que apresentam tonicidade fora da
raiz do verbo
eu freio nós freamos
tu freias vós freais
ele(a) freia
eles(as) freiam

Exemplos: granjear, cear, alhear, abigear, folhear, frear...

12.4 Verbos terminados em IAR.
formas rizotônicas formas arrizotônicas
eu avalio nós avaliamos
tu avalias Vós avaliais
ele(a) avalia
eles(as) avaliam

Exemplos: afiar, desafiar, ampliar, aviar, desfiar, avaliar, premiar ...

12.5 Os verbos da turminha do MÁRIO – Mediar, ansiar, remediar, incendiar e odiar.
formas rizotônicas formas arrizotônicas
funcionam como as formas verbais
terminadas em EAR
funcionam como as formas verbais
terminadas em IAR
eu medeio, anseio, remedeio... nós mediamos, ansiamos, remediamos
tu medeias vós mediais
ele(a) medeia
eles(as) medeiam

12.6 Verbos Derivados
O que são? São verbos formados pela soma de prefixos a verbos primitivos. Exemplos:
rever, impor, recompor...

12.6.1 Como funcionam?
Devem ser conjugados como os primitivos.

prefixos
presente do
indicativo
pretérito perfeito futuro do subjuntivo
RE- ponho pus puser
DE- pões puseste puseres
COM- põe pôs puser
SU- pomos pusemos pusermos
INTER- pondes pusestes puserdes
IM- põem puseram puserem

Conclusão: bastará conjugar o verbo na sua forma primitiva e somar o prefixo para obter
o derivado.





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12.6.1.1 Exceções à regra.
prover requerer
Significa sustentar, administrar. Não se conjuga
como o primitivo VER.
Significa solicitar direito que se tem ou se supõe
ter. Não se conjuga como o primitivo QUERER.

ver (primitivo) prover (derivado) querer (primitivo) requerer (derivado)
Pretérito perfeito
Pretérito
perfeito
Pretérito
perfeito
Pretérito perfeito
eu vi eu provi eu quis eu requeri
tu viste tu proveste tu quiseste tu requereste
ele(a) viu ele(a) proveu ele(a) quis ele(a) requereu
nós vimos nós provemos nós quisemos nós requeremos
vós vistes vós provestes vós quisestes vós requerestes
eles(as) viram eles(as) proveram eles(as) quiseram eles(as) requereram

12.7 Reaver – um verbo especial.

O que significa e como funciona?
Reaver significa recuperar, resgatar. É derivado de HAVER e só poderá ser conjugado nas
pessoas, tempos e modos em que o verbo HAVER apresentar a letra V.

Exemplos
haver reaver haver reaver haver reaver
presente do
indicativo
presente do
indicativo
presente do
subjuntivo
presente do
subjuntivo
pretérito
perfeito
pretérito
perfeito
hei - haja - houve reouve
hás - hajas - houveste reouveste
há - haja - houve reouve
havemos reavemos hajamos - houvemos reouvemos
haveis reaveis hajais - houvestes reouvestes
hão - hajam - houveram reouveram

12.8 Verbos abundantes.
O que são? São os que possuem duas formas válidas de particípio.

Exemplos: imprimido/impresso; salvado/salvo...

Como funcionam? De acordo com o verbo auxiliar (veja quadro abaixo)

verbo auxiliar forma do particípio
TER ou HAVER regular (-ado - -ido)
SER ou ESTAR irregular

Exemplos
As crianças tinham salvado os dois cães do sacrifício.

Os dois cães foram salvos do sacrifício.

Atenção para os seguintes verbos:

Os verbos ...
... apresentam os seguintes particípios na
forma culta
ganhar ganho
pagar pago
gastar gasto
abrir aberto
escrever escrito
pegar pegado
chegar chegado


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13. VOZES VERBAIS

Vozes são a forma em que se apresenta o verbo para indicar a relação que há entre ele e
o seu sujeito.

13.1 Processo de Apassivamento e Retorno à Voz ativa
Funções da ativa... ... transformam-se na passiva em
sujeito agente da passiva
verbo particípio, recebendo um verbo SER auxiliar
objeto sujeito da passiva

Exemplo
Um vento súbito destelhou centenas de casas no litoral catarinense.

Centenas de casas no litoral catarinense foram destelhadas por um vento súbito.

13.2 Processo de Passagem da Analítica Para a Sintética
a) O particípio assume a forma do verbo ser auxiliar e recebe a partícula se.
b) O verbo ser auxiliar desaparece.

Exemplo
Os automóveis daquela empresa foram vendidos.

Venderam-se os automóveis daquela empresa.


14. DISCURSO DIRETO E INDIRETO

Discursos são as modalidades da fala.

14.1 Quadro Técnico de Transposição do Discurso Direto para o Indireto
Discurso Direto Discurso Indireto
pronomes eu, me, mim, comigo, nós, nos,
conosco
ele, ela, se, o, a, lhe, si, consigo, eles, elas,
os, as, lhes
presente do indicativo pretérito imperfeito do indicativo
pretérito perfeito do indicativo pretérito mais-que-perfeito do indicativo
futuro do presente do indicativo futuro do pretérito do indicativo
presente do subjuntivo
futuro do subjuntivo
imperativo

pretérito imperfeito do subjuntivo
este, esta, isto aquele, aquela, aquilo
aqui, cá ali, lá
agora, hoje naquela ocasião, naquele dia, etc.

14.2 Quadro de Exemplos de Transposição do Discurso Direto para o Indireto
Discurso Direto Discurso Indireto
1. A inspetora disse-lhe:
“Eu o conheço”.
A inspetora disse-lhe que ela o conhecia.
2. Apontou para o prédio e falou:
“Isto aqui é uma construção forte”.
Apontou para o prédio e falou que aquilo ali
(ou lá) era uma construção forte.
3. Lauro lançou-lhe um olhar severo,
pedindo:
“Pare com essas brincadeiras”.
Lauro lançou-lhe um olhar severo, pedindo
que parasse com aquelas brincadeiras.





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15. COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO

15.1 Processo de Coordenação
oração coordenada assindética nexo oração coordenada sindética ...
Os textos ficaram prontos, mas ainda não foram revisados.

15.2 Quadro Geral das Conjunções Coordenativas
CLASSIFICAÇÃO CONJUNÇÕES RELAÇÃO DE IDÉIA
aditivas e, nem adição

adversativas
mas, porém, todavia,
contudo, no entanto,
entretanto, não obstante

oposição

alternativas
ou, ou ... ou, ora ... ora, nem
... nem, seja ... seja, quer ...
quer

alternância


conclusivas
logo, portanto, por isso, por
conseqüência, por
conseguinte,
conseqüentemente,
conseguintemente


conclusão
explicativas pois, porque explicação

Observe as seguintes frases:
As condições de trabalho eram adequadas. O salário era muito bom.

As condições de trabalho eram adequadas, e o salário era muito bom.
oração coordenada assindética nexo
oração coordenada sindética
aditiva

As condições de trabalho eram adequadas. O salário era muito baixo.

As condições de trabalho eram adequadas, mas o salário era muito baixo.
oração coordenada assindética nexo
oração coordenada sindética
adversativa

Não fique preocupado. Tudo dará certo.

Não fique preocupado, porque tudo dará certo
oração coordenada assindética nexo
oração coordenada sindética
explicativa

15.2 Processos de Subordinação
oração principal nexo oração subordinada
Gostava de brincar com crianças embora não quisesse ter filhos.

nexo oração subordinada oração principal
Embora gostasse de brincar com crianças, nunca quis ter filhos.

oração... nexo oração subordinada ...principal
As árvores,

ainda que tivessem sido podadas,
apresentavam copas
exuberantes.









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15.3 Quadro Geral das Conjunções Subordinativas
CLASSIFICAÇÃO CONJUNÇÕES RELAÇÃO DE IDÉIA
condicionais
se, contanto que, desde que,
caso
condição
concessivas
embora, ainda que, mesmo
que, em que pese,
conquanto, posto que
oposição
conformativas
conforme, segundo,
consoante
conformidade
comparativas
como, tal como, tanto como,
tal qual, tanto quanto
comparação
consecutivas tão, tal, tamanho, tanto ... que conseqüência
causais
porque, porquanto, já que,
visto que, uma vez que, haja
vista que
causa
proporcionais
à proporção que, à medida
que, ao passo que
proporcionalidade
temporais quando, enquanto tempo
finais para, a fim de, a fim de que finalidade

Observe as seguintes frases.
Nós fomos chamados quando a situação se complicou.
oração principal nexo oração subordinada adverbial temporal

Ele nos visitará amanhã se lhe derem folga.
oração principal nexo or. sub. adverbial condicional

Se tudo correr bem,
os resultados da apuração serão
conhecidos ainda hoje.
nexo or. sub. adv. condicional oração principal

Os meninos, quando foram interrogados, denunciaram o malfeitor.
oração... nexo or. sub. adv. temporal ... principal

15.3.1 Os nexos polissêmicos
Há muitas palavras em Língua Portuguesa que apresentam polissemia, isto é, podem ser
empregadas com sentidos diferentes. Tudo, na verdade, depende do contexto. Entre os nexos,
existem dois polissêmicos:

15.3.1.1 O nexo COMO pode ser
causal
= porque e no
início da oração
A raposa, como não pôde alcançar as uvas,
desdenhou o pomar.
conformativo
= conforme ou
segundo
As tabelas de frete serão mantidas como determinou
o setor de transporte.
comparativo = tal qual Gritava e gesticulava como se fosse louca.

15.3.1.2 O nexo DESDE QUE pode ser
condicional = se/caso Retornaria à festa desde que lhe dessem carona.
temporal = desde quando
Todos ficaram aguardando o reaparecimento do
ator desde que ele saiu de cena.

15.4 Exercícios de Fixação
Usando o quadro de convenções abaixo, indique o número da idéia presente nas orações
subordinadas destacadas.
1. causa 4. finalidade 7. conformidade
2. condição 5. tempo 8. concessão
3. comparação 6. conseqüência 9. proporção


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Oração Convenção
O dia estava tão frio, que pouca gente saiu às ruas.
Ele sempre se portou como se fosse um garoto mimado.
Como havia chovido na véspera, estava muito úmido.
Tudo aconteceu como havia sido planejado.
Ficou presente para que não o enganassem nas contas.
Ainda era muito cedo, mesmo assim iniciamos a marcha.
Se as condições permitirem, a discussão será reaberta.
Desde que ele partiu, seus filhos vivem com os avós.
Ela se afastou dele à medida que o conheceu melhor.


16. TERMOS DA ORAÇÃO

16.1 Quadro Geral dos Termos da Oração
Essenciais Integrantes Acessórios
• Sujeito
• Predicado
• Objeto Direto
• Objeto Indireto
• Complemento Nominal
• Predicativo
• Agente da Passiva
• Aposto
• Vocativo
• Adjunto Adverbial
• Adjunto Adnominal

É preciso observar, portanto, que os termos da oração nada mais são do que as funções sintáticas que
as palavras e expressões exercem dentro da oração.

16.1.1 Essenciais

16.1.1.1 Sujeito é o agente da ação verbal
Busca-se o sujeito por meio da pergunta: QUEM É QUE + VERBO?

16.1.1.1.2 Classificação do Sujeito
Simples – é formado por um núcleo.
As últimas encomendas chegaram ao Brasil em agosto.
O núcleo é encomendas.
Composto – é formado por dois ou mais núcleos.
África e Ásia são continentes exóticos para a nossa cultura.
Os núcleos são África e Ásia.
Desinencial – é indicado pela desinência de pessoa presente no verbo.
Fomos felizes. Estás satisfeito com os resultados?
Na primeira frase, a desinência –mos permite identificar o sujeito nós; na segunda, a desinência –s
permite identificar o sujeito tu.
Indeterminado – apresenta-se pelas seguintes estruturas:
a) verbo na 3ª pessoa do plural – Furaram o cerco da polícia.
b) verbo intransitivo + se – Vive-se bem em algumas cidades daquele país.
c) Verbo transitivo indireto + se – Precisa-se de atendentes.
Inexistente – diz-se quando a oração apresenta verbo impessoal
Faz muitos anos que chove na Páscoa.
Haverá dissidências em breve.

16.1.1.2 Predicado é tudo o que se diz do sujeito
Retirando-se o sujeito, o que sobra na oração é o predicado.








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16.1.1.3 Classificação do Predicado
Verbal – formado por verbo intransitivo ou transitivo.
As procuradoras do réu apresentaram procurações hoje.
Seu núcleo é o próprio verbo.
Nominal – formado por verbo de ligação.
Todos pareciam muito entusiasmados naquela ocasião.
Seu núcleo será um nome (adjetivo ou advérbio).
Verbo-Nominal – formado por dois núcleos – verbal e nominal.
As atletas chegaram muito cansadas ao hotel.
Os núcleos são chegaram e cansadas.

16.1.2 Integrantes

16.1.2.1 Objeto direto é a palavra ou expressão que integra o sentido de um verbo transitivo direto.
Todos pretendiam ver a jovem modelo.

Queres uma taça de champanha?

16.1.2.2 Objeto indireto é a palavra ou expressão que integra o sentido de um verbo transitivo
indireto.
Gosta imensamente de pintura impressionista.

Aspirava ao progresso da vila de que era fundador.

16.1.2.3 Complemento nominal é a palavra ou expressão que integra o sentido de um nome
(substantivo, adjetivo e advérbio) de sentido incompleto.
Saudade de casa – contente com os fatos novos – rente à casa verde

A fixação da multa será decidida por uma comissão de condôminos.

Era ávido por notícias da Itália.

A escola ficava perto da delegacia.

16.1.2.4 Predicativo é o termo ou expressão que se associa ao verbo de ligação, integrando-lhe
sentido.
As senhoras pareciam confusas e revoltadas com o descaso do porteiro.

16.1.2.4.1 Classificação do Predicativo
Do sujeito – Animais de estimação estavam sendo vacinados.
O predicativo qualifica o sujeito (animais).
Do objeto – Vimos animais sendo vacinados ontem.
O predicativo qualifica o objeto (animais).

16.1.2.5 Agente da passiva é o termo que corresponde, na ativa, ao sujeito.
A conta pública sempre será paga pelo povo.
(Na ativa: O povo sempre pagará a conta pública.)

Duas das cartas encontradas foram escritas pelo dono do hotel.
(Na ativa: O dono do hotel escreveu duas das cartas encontradas.)

16.1.3 Acessórios

16.1.3.1 Aposto é a palavra ou expressão que qualifica alguém ou algo.
Roberto Rodrigues, médico legista, fará palestra sobre morte súbita.




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16.1.3.2 Vocativo é a palavra ou expressão empregada para se dirigir a alguém ou algo.
Preste atenção, meu amigo, às notícias que estão sendo veiculadas.

16.1.3.3 Adjunto adverbial é palavra ou expressão empregada para revelar ou esclarecer uma
circunstância de tempo, lugar, modo...
As denúncias, na atualidade, chegam às raias da banalidade.

Naquele rancho à beira da estrada, morava um casal de agricultores.

16.1.3.4 Adjunto adnominal é a palavra ou expressão que se une ao nome, como artigo, numeral,
adjetivo...
Motorista de táxi – chapéu de palha – anel de ouro – cadeira de vime

As duas primeiras candidatas escolherão a cidade onde trabalharão.


17. PONTUAÇÃO

17.1 Casos de Vírgula I
A vírgula é empregada para

a) separar elementos de igual
função sintática
Os pais, os alunos, os professores e a comunidade
reconstruirão o ginásio de esportes.
b) separar orações coordenadas
(exceto iniciadas por E)
Fizemos o que era possível, mas não conseguimos salvar
as cópias do contrato.
c) marcar a supressão
intencional do verbo
Ela é uma lutadora; seu filho, um exemplo.

17.1.1 O Caso da Vírgula Antes do E
unindo sujeitos iguais = sem
vírgula
As pessoas investem em educação e ampliam seus
horizontes culturais.
unindo sujeitos diferentes =
com vírgula
As pessoas investem em cultura, e a sociedade ganha em
qualificação.

17.2 Casos de Vírgula II
A vírgula é empregada para

a) isolar o aposto O vizinho, um aposentado de 70 anos, era o guardião da rua.
b) isolar o vocativo Por piedade, Genésio, deixe essa criança brincar agora.
c) isolar adjunto adverbial
deslocado¹
As lunetas, àquela hora da noite, já não se prestavam a
enxergar janelas indiscretas.
d) isolar oração subordinada
adverbial deslocada
Tales, quando comprava o jornal, lia as notícias para todos
da família.
e) isolar predicativo deslocado Nervosa, a senhora pediu licença para deixar o hospital.
f) isolar conjunção adversativa
e conclusiva deslocada
Naquela época, era interessante saber dos fatos pelos
colegas; hoje, porém, sabe-se de tudo pelos meios de
comunicação.
g) isolar oração adjetiva
explicativa²
As crianças, que estão em formação, merecem amparo.

Observação¹ - o isolamento do adjunto adverbial deslocado é opcional, mas aconselhável.
Observação² - as orações subordinadas adjetivas restritivas não levam vírgulas: As crianças
que sofrem de algum mal merecem cuidados especiais.





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Equivalências entre sinais de pontuação

Nos casos de isolamento, as vírgulas podem ser substituídas por travessões ou por
parênteses, sem que isso cause alteração no sentido do texto.

17.3 Casos de Dois-Pontos
O dois-pontos é empregado para introduzir

a) citação A depoente afirmou: “Meu filho não retornou para casa”.
b) aposto
Todos nos passaram uma segurança: que não haveria aumento de
impostos.
c) explicação Ela o expulsou da reunião: ele estava insuportável.
d) enumeração Traga da feira o seguinte: feijão, linguiça, farinha e charque.

Equivalência entre sinais de pontuação

O dois-pontos pode ser substituído, em qualquer dos casos, por travessão.

17.4 Casos de Ponto-e-Vírgula
O ponto-e-vírgula é empregado para

a) separar orações coordenadas
de sentidos opostos sem conetivo
Para alguns, liberdade é um direito; para outros, um
sonho.
b) separar orações coordenadas
adversativas e conclusivas de
conetivo deslocado
Nós viajaremos ainda hoje; alguns, porém, só seguirão
amanhã.


18. SEMÂNTICA E SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS

18.1 Semântica é a parte da Gramática que trata da significação das palavras e expressões.
Em NOITE – MORTE – DIA – SOL – CHUVA – RISO – CHORO – INÍCIO – FIM, há relações de
sinonímia e antonímia, mas, sem dúvida, tais palavras podem ser agrupadas em grupos
semânticos.

Por exemplo: semanticamente, podem-se agrupar as palavras NOITE e DIA como
antônimas, assim como se pode relacionar SOL e CHUVA. Mas também é possível
relacionar CHORO e MORTE como conseqüentes.

18.1.1 Sinonímia
Parte da gramática que se ocupa de termos que têm igual significado: CRIANÇA e INFANTE,
por exemplo. Mas é preciso observar que a sinonímia pode ocorrer entre termos diferentes,
mas contextualmente próximos ou equivalentes.

18.1.2 Antonímia
Parte da gramática que se ocupa de termos de significados contrários, como, por exemplo,
MORTE e VIDA. Mas é preciso observar que a antonímia pode ocorrer entre termos
diferentes, mas contextualmente opostos.

18.1.3 Homonímia

Do Grego homòs (igual) + onγ γγ γma (nome), homônimos são palavras idênticas na grafia e na
pronúncia, distinguindo-se apenas na semântica. Por exemplo:

são
1. sadio (latim = sanus)
2. santo (latim = sanctus)
3. verbo ser (latim = sunt)



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18.1.4 Paronímia

São vocábulos que apresentam semelhança na grafia e/ou na pronúncia. Por exemplo:
discriminar = diferenciar
descriminar = inocentar

18.1.4.1 Lista de Alguns Parônimos Mais Empregados
Palavra Significado Palavra Significado
acender atear fogo cesta balaio
ascender elevar-se sexta numeral
acento sinal gráfico concertar harmonizar
assento banco consertar remendar, reparar
acerto precisão espectador assistente
asserto afirmação expectador
quem está na
expectativa
apreçar arcar o preço esperto astuto
apressar acelerar experto perito
área superfície expiar
pagar com
sofrimento; reparar
falta
ária cantiga esterno
nome de um osso do
peito (anatomia
humana)
arrear pôr arreios externo que está por fora
arriar baixar estrato tipo de nuvem
arrochar apertar extrato perfume; resumo
arroxar tornar roxo era época
caçar apanhar, perseguir hera planta
cassar invalidar, destituir incerto duvidoso
carear confrontar, acarear inserto introduzido
cariar criar cárie incipiente principiante
cegar privar da visão insipiente ignorante
segar ceifar laço nó
cela cubículo lasso frouxo, cansado
sela arreio maça clava
censo recenseamento massa mistura com farinha
senso juízo paço palácio
cerrar fechar passo ato de avançar o pé
serrar cortar peão serviçal de estância
cessão ato de ceder pião brinquedo
seção (secção) parte, setor tacha prego
sessão reunião taxa imposto
cheque ordem de pagamento vós pronome pessoal
xeque
lance de xadrez;
chefe de tribo oriental
voz som da laringe


19. INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
19.1 Por que interpretar textos?
Modernamente, os concursos públicos em geral têm submetido os candidatos a testes de
compreensão de leitura, apresentando propostas que põem à prova a atenção e o raciocínio. Para tanto,
quem se submete a interpretar textos, seja para responder a questões de concursos, seja pela atividade
profissional que exerce, precisa entender os mecanismos dos textos.

19.2 Tipos de Testes
As bancas dos concursos públicos têm renovado e aperfeiçoado o antigo modelo do texto com
enunciado e cinco alternativas. A partir disso, é possível verificar a sistemática em que são propostas as
questões e examiná-las à luz das ocorrências mais modernas.


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19.3 Tipos de Enunciados
O exame dos enunciados apresentados nos últimos anos em concursos públicos garante ao
respondente situar-se de modo mais objetivo e seguro em relação ao que se solicita a partir dos textos.
Assim, são comuns alguns tipos de enunciados como os que passam a ser estudados.

19.3.1 Compreensão Exclusiva do Texto
O mais comum dos enunciados é o que propõe ao respondente assinalar a alternativa que retrata o que o
texto traz de modo geral. Via de regra, tais enunciados aparecem assim:

De acordo com o texto

Conforme o texto

Para responder a esse tipo de enunciado, é importante que se tenha presente o fato de que a banca
solicita indicação de alternativa que contenha apenas idéia presente no texto, sem extrapolação.

19.3.2 Compreensão Além do Texto
É fundamental considerar, também, o tipo de enunciado que, por sua redação, leva o candidato a
compreender interpretações não presentes no texto, mas autorizadas pelo texto. Via de regra, tais
enunciados aparecem assim:

A partir do texto

Com base no texto, é possível afirmar que

Portanto são notáveis as duas formas de solicitar compreensão de leitura com base em questões
objetivas. Outras formas de pedir existem, como, por exemplo, a solicitação de interpretação de parte do
texto, com base em um ou em alguns parágrafos, ou, também, indagar-se do respondente sobre a idéia
central do texto. A isso se chama inferência.

19.4 Tipos de Deformações
Para realizar uma questão objetiva sobre compreensão de texto, o examinador lança mão de cinco
alternativas, cada qual contendo uma visão diferenciada do assunto. Se a questão busca a afirmação
correta, quatro delas naturalmente apresentam defeitos. Essas deformações são sistemáticas e
repetitivas, porque só existem cinco caminhos para causar imperfeição numa mensagem. São elas:

Ampliação

Consiste em aumentar a mensagem ou a idéia. Por exemplo, se num texto está a seguinte
informação:

A maioria dos jovens preocupa-se com os descaminhos da política embora eles nem
sempre aparentem preocupação.

Tal informação estaria deformada por ampliação na alternativa que reproduzisse a mensagem com
o seguinte equívoco:

Os jovens preocupam-se com os descaminhos da política embora nem sempre
aparentem preocupação.

Observe que a maioria dos jovens é uma parte dos jovens, e os jovens são o todo. Eis um exemplo
de ampliação.

Restrição

Consiste no contrário da ampliação, isto é, em diminuir idéia presente no texto. Por exemplo, se num
texto afirma-se que

Roupas de brim vendem bem o ano todo, embora sejam quentes no verão e frias no
inverno.


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Estaria deformada por restrição a alternativa que contivesse a seguinte mensagem:

Roupas de brim vendem mais no verão e no inverno, apesar de não serem adequadas
para essas estações.

Verifica-se na afirmação que a idéia veio equivocada com relação à época em que se vendem
roupas de brim: o ano inteiro para mais no inverno e no verão, o que consiste numa restrição de
mensagem.

Oposição

Como o nome sugere, oposição consiste em afirmar o contrário do que o texto traz. Quase sempre,
porém, as afirmações não são feitas de forma tão clara, de modo a permitir facilmente identificar uma
contrariedade. As bancas preferem caminhos mais elaborados, como, por exemplo, lançar mão de
vocábulos de domínio mais restrito. Observe este exemplo:

O amor prescinde da amizade.

Estaria deformada por oposição a afirmação

O amor precisa da amizade.

Prescindir, apenas para lembrar, significa passar sem, pôr de lado, renunciar a, dispensar,
enquanto precisar significa necessitar, ter necessidade de, carecer, que é o contrário de prescindir.

Inversão

Também chamada troca, consiste em inverter elementos associados entre si, mascarando a
mensagem. Por exemplo, na afirmação

As coisas têm o valor do aspecto, e o aspecto depende da retina.

Estaria invertendo posições dos argumentos, reassociando-os, a mensagem que apresentasse a
seguinte ordem

As coisas têm o valor que lhes dá a retina, e a retina depende do aspecto.

Alienação

Consiste em afirmar o que no texto não se afirma, ou seja, apresenta idéia estranha ao texto. Por
exemplo, numa afirmação como a seguinte:

Num país como o Brasil do século XIX, ser funcionário público era estar perto dos
donos do poder.

Consistiria em alienação afirmação que contivesse, por exemplo, a seguinte informação:

Era necessário ter muito poder, no Brasil do século XIX, para ser funcionário público.

É evidente que a idéia acima apresentada não guarda relação com o texto original. Eis um exemplo
de alienação.













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20. CORRESPONDÊNCIA OFICIAL

É todo ato normativo e toda comunicação do Poder Público. Deve caracterizar-se pela
impessoalidade, uso do padrão culto de linguagem, clareza, concisão, formalidade e uniformidade.
Outros procedimentos rotineiros também fazem parte da redação de comunicações oficiais, como as
formas de tratamento e de cortesia, certos clichês de redação, a estrutura dos expedientes etc.

20.1 Peculiaridades da Redação Oficial

20.1.1. Impessoalidade
A redação oficial deve ser isenta da interferência da individualidade. O tratamento impessoal que
deve ser dado aos assuntos que constam das comunicações oficiais decorre:
a) da ausência de impressões individuais de quem comunica;
b) da impessoalidade de quem recebe a comunicação; e
c) do caráter

texto oficial requer o uso do padrão culto da língua. Padrão culto é aquele em que:
a) se observam as regras da gramática formal,
b) se emprega um vocabulário comum ao conjunto dos usuários do idioma.

A obrigatoriedade do uso do padrão culto na redação oficial procede do fato de que ele está acima
das diferenças lexicais, morfológicas ou sintáticas regionais, dos modismos vocabulares, das
idiossincrasias lingüísticas, permitindo, por essa razão comunicações oficiais devem ser sempre formais.
Não só ao correto emprego deste ou daquele pronome de tratamento, mais do que isso, a formalidade
diz respeito à polidez e à civilidade.

impessoal do próprio assunto tratado.

20.1.2. Linguagem
O , que se atinja a pretendida compreensão por todos os cidadãos.
A linguagem técnica deve ser empregada apenas em situações que a exijam.

20.1.3. Formalidade

As 20.1.4. Padronização
A clareza de digitação, o uso de papéis uniformes e a correta diagramação do texto são
indispensáveis à padronização.

20.1.5. Concisão
A concisão é uma qualidade do texto, principalmente o do oficial. Conciso é o texto que consegue
transmitir um máximo de informações com um mínimo de palavras. A concisão é, basicamente,
economia lingüística. Isso não quer dizer economia de pensamento, isto é, não se devem eliminar
passagens substanciais do texto no afã de reduzi-lo em tamanho. Trata-se exclusivamente de cortar
palavras inúteis, redundâncias, passagens que nada acrescentem ao que já foi dito.
Deve-se perceber a hierarquia de idéias que existe em todo texto de alguma complexidade: idéias
fundamentais e idéias secundárias. Essas últimas podem esclarecer o sentido daquelas, detalhá-las,
exemplificá-las; mas existem também idéias secundárias que não acrescentam informação alguma ao
texto, nem têm maior relação com as fundamentais, podendo, por isso, ser dispensadas.

20.1.6. Clareza
A clareza deve ser a qualidade básica de todo texto oficial. Claro é aquele texto que possibilita
imediata compreensão pelo leitor. A clareza não é algo que se atinja por si só: ela depende estritamente
das demais características da redação oficial. Para ela concorrem:
a) a impessoalidade, que evita a duplicidade de interpretações que poderia decorrer de um tratamento
personalista dado ao texto;
b) o uso do padrão culto de linguagem, em princípio, de entendimento geral e por definição avesso a
vocábulos de circulação restrita, como a gíria e o jargão;
c) a formalidade e a padronização, que possibilitam a imprescindível uniformidade dos textos;
d) a concisão, que faz desaparecer do texto os excessos lingüísticos que nada lhe acrescentam.


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É pela correta observação dessas características que se redige com clareza. Contribuirá, ainda, a
indispensável releitura de todo texto redigido. A ocorrência, em textos oficiais, de trechos obscuros e de
erros gramaticais provém principalmente da falta da releitura que torna possível sua correção.
A revisão atenta exige, necessariamente, tempo. A pressa com que são elaboradas certas
comunicações quase sempre compromete sua clareza. Não se deve proceder à redação de um texto
que não seja seguida por sua revisão. “Não há assuntos urgentes, há assuntos atrasados”, diz a
máxima. Evite-se, pois, o atraso, com sua indesejável repercussão no redigir.

20.1.7. Pronomes de Tratamento
Os pronomes de tratamento apresentam certas peculiaridades. Embora se refiram à segunda
pessoa gramatical (à pessoa com quem se fala, ou a quem se dirige a comunicação), levam a
concordância para a terceira pessoa. É que o verbo concorda com o substantivo que integra a locução e
não com o pronome. “Vossa Senhoria nomeará o substituto”; “Vossa Excelência conhece o assunto”.
Da mesma forma, os pronomes possessivos referidos a pronomes de tratamento são sempre os da
terceira pessoa: “Vossa Senhoria nomeará seu substituto” (e não “Vossa ... vosso...”).
O gênero gramatical dos adjetivos referidos deve coincidir com o sexo da pessoa a que se refere, e
não com o substantivo que compõe a locução. “Vossa Excelência está atarefado.”, “Vossa Senhoria
deve estar satisfeito.” “Vossa Excelência está atarefada”, “Vossa Senhoria deve estar satisfeita”.
O emprego dos pronomes de tratamento obedece à secular tradição.

20.1.8 Pronomes de Tratamento na Correspondência Oficial

Cargos

Procurador-Geral da República, Procurador-Geral do Estado, Procuradores-Gerais dos
Tribunais, Embaixadores, Governador do Estado e DF,Presidente e Membros das
Assembléias Legislativas, Secretários de Estado,Membros do Congresso Nacional,
Presidente e Membros do STF, TCU, STJ, Eleitorais, Regionais, do Trabalho, Tribunal
Federal de Recursos, Superior Eleitoral e Superior do Trabalho, Vice-Presidente da
República, Chefe dos Gabinetes Civil e Militar da Presidência da República, Ministros de
Estado, Oficiais-Generais, Consultor-Geral da República, Chefias do Estado-Maior do
Exército, da Marinha, da Aeronáutica e das Forças Armadas.

VOCATIVO TRATAMENTO ABREVIATURA
Excelentíssimo Senhor Vossa Excelência V. Exa.


Cargos

Juízes e Auditores em geral

VOCATIVO TRATAMENTO ABREVIATURA
Meritíssimo Senhor Juiz Exmo. Sr. Dr. V. Exa.


Cargo

Presidente da República

VOCATIVO TRATAMENTO ABREVIATURA
Excelentíssimo
Senhor Presidente da
República Federativa do
Brasil
Excelentíssimo Senhor
Fulano de Tal
Digníssimo Presidente...
Não se usa abreviatura:
escreva-se
Vossa Excelência


Cargos

Oficiais até Coronel, funcionários graduados (diretores e chefes de seção)

VOCATIVO TRATAMENTO ABREVIATURA
Prezado Senhor Vossa Senhoria V. Sa.


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37
20.2 Informações Sobre as Principais Espécies de Correspondência Oficial
Em todos os casos que serão examinados no quadro seguinte, exige-se do redator, em nível
jurídico-administrativo, linguagem clara, objetiva (não pessoal) e concisa.

Mesmo considerando-se as naturezas diversas de um rol de espécies de redação oficial, a
linguagem, tanto na iniciativa privada quanto nos órgãos de direito público, deverá obedecer a normas
de impessoalidade e linguagem cortês.

Em cada um dos tipos, encontraremos suas destinações e, sobretudo, diferenças formais, que
identificam e se adéquam às finalidades.

DOCUMENTO CARACTERÍSTICAS
Ata
Resumo escrito dos fatos e decisões de uma assembléia, sessão ou
reunião para um determinado fim. Pode ser lançada em livro próprio, via
de regra manuscrita, ou impressa e documento solto.
Portaria
Ato pelo qual uma autoridade estabelece normas administrativas,
baixa instruções ou define situações funcionais. Modernamente, em
alguns órgãos públicos, com a finalidade de simplificar, descentralizar e
desburocratizar o serviço, pode ser adotado um tipo simplificado de
Portaria também conhecido como miniato.
Aviso
Tipo de correspondência cujas características são amplas e
variáveis: é usado em correspondência particular, oficial e empresarial;
pode ser de comunicação direta ou indireta, unidirecional ou
multidirecional; redigida em papel próprio, afixado em lugar público ou
publicada na imprensa.
Carta Oficial
Correspondência utilizada por alguns órgãos públicos, em situações
não-cerimoniosas, com relação a pessoas estranhas ao serviço público.
Modernamente, as cartas oficiais vêm sendo absorvidas pelos ofícios,
que se generalizam cada vem mais.
Circular
Meio de correspondência pelo qual alguém se dirige, ao mesmo
tempo, a várias repartições ou pessoas. Portanto multidirecional. Nela,
não consta destinatário, pois é multidirecional, e o seu endereçamento
será aposto no envelope.
Comunicação
Quando pública, assemelha-se ao aviso e ao edital; quando interna,
assemelha-se ao memorando.
Declaração
Documento que se assemelha ao atestado, mas que não deve ser
expedido por órgãos públicos. Os órgãos públicos devem-se valer de
atestado.
Edital
Instrumento de notificação pública que se afixa em local de acesso
dos interessados ou se publica (integral ou resumidamente) num órgão de
imprensa oficial ou particular.
Informação
É um esclarecimento prestado por determinado servidor, no exercício
de sua função, a respeito de situações reais ou dispositivos legais,
contidos em um processo.
Memorando
Interno: é correspondência interna e sucinta entre duas seções de um
mesmo órgão; Externo: pode ser oficial ou comercial. O oficial assemelha-
se ao ofício; o comercial, à carta. Em todos os casos, o papel é de meio-
ofício.
Ofício
Correspondência externa usada principalmente pelos órgãos de
governo e autarquias. Papel ofício.
Requerimento
É documento específico de solicitação e, por intermédio dele, a
pessoa física ou jurídica requer algo a que tem direito (ou pressupõe tê-
lo), concedido por lei, decreto, ato, decisão etc.



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ATENÇÃO

1) Nas questões iniciais, especialmente sobre FONÉTICA, ACENTUAÇÃO GRÁFICA e
ESTRUTURA e FORMAÇÃO DEPALAVRAS, não figuram propostas do CESPE e da ESAF, ou
porque tais conteúdos não fazem parte dos programas em geral, ou porque sua presença nas
provas dessas bancas é bastante rara e/ou estão implícitas ou cobradas nas questões com
outros conteúdos.

2) Questões de outras bancas, além das que estão listadas e identificadas na Apresentação deste
compêndio, não foram aproveitadas em virtude de se evitar repetitividade no sistema, na forma e
no conteúdo, haja vista que as propostas constantes nesta coleção são representativas e contêm
solicitações comuns às provas de todos os concursos, seja no âmbito federal, estadual ou
municipal. Ao resolver as questões das bancas propostas, o aluno está apto a realizar as
questões semelhantes às de quaisquer outras bancas.


21. TESTES OBJETIVOS E GABARITOS

Fonética

01) (FAURGS) Marque a opção em todas as palavras
apresentam dígrafo.
A) Fixo, auxílio, tóxico, exame.
B) Enxergar, luxo, bucho, olho.
C) Bicho, passo, carro, banho.
D) Choque, sintaxe, unha, coxa.
E) Chiqueiro, cochicho, solidão, síncope.

02) (FAURGS) Em qual alternativa os encontros
vocálicos, respectivamente, são ditongo, tritongo e
hiato?
A) Mentiu, praia, macio.
B) Própria, alguém, fazia.
C) Também, averiguei, dia.
D) Ligeiramente, qualquer, outro.
E) Comecei, maior, impressionou.

03) (FAURGS) Na palavra quaisquer, temos,
respectivamente,
A) ditongo e dígrafo.
B) ditongo e ditongo.
C) tritongo e ditongo.
D) tritongo e dígrafo.
E) dígrafo e dígrafo.

04) (FDRH) Assinale a alternativa cuja palavra não
apresenta hiato.
A) Atoleiros.
B) Defendia.
C) Havia.
D) Miaram.
E) Ruído.

05) (FAURGS) Na palavra borracha há
A) um dígrafo.
B) dois dígrafos.
C) um encontro consonantal.
D) dois encontros consonantais.
E) um dígrafo e um encontro consonantal.


06) (FAURGS) Ambas as palavras contêm exemplo de
hiato em
A) árduo – mãe.
B) área – chapéu.
C) diário – quota.
D) pavio – moer.
E) luar – anzóis.

07) (FDRH) “...uma vacina experimental atingiu as
condições exigidas...”
A letra destacada no trecho acima transcrito representa
igual som da letra destacada em
A) tóxico.
B) enxame.
C) máximo.
D) inoxidável.
E) inexorável.

08) (FDRH) “Nas noites de Nova Lima, quando buscava
repouso...”. Quantos fonemas e letras existem na
palavra destacada no trecho acima?
A) 4 fonemas e 5 letras.
B) 6 fonemas e 6 letras.
C) 5 fonemas e 6 letras.
D) 6 fonemas e 5 letras.
E) 4 fonemas e 6 letras.

09) (FAURGS) A pronúncia coloquial de algumas
palavras apresenta acréscimo ou supressão de
fonemas. Aponte a alternativa em que isso não ocorre.
A) Loucos.
B) Técnica.
C) Insigne.
D) Desânimo.
E) Frouxo.

10) (FUNRIO) As palavras economia e inflação contêm
exemplos de
A) hiato e hiato
B) hiato e ditongo nasal.
C) ditongo decrescente e ditongo nasal.
D) ditongo crescente e ditongo nasal.
E) ditongo crescente e ditongo decrescente.




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11) (VUNESP) Assinale a série em que todas as
palavras apresentam dígrafo.
A) Assinar – peixinho – arredores.
B) Resistência – pingue-pongue – dicionário.
C) Digno – decifrar – desenho.
D) Dizer – holandês – francesa.
E) Futebolísticos – dirigentes – comparecimento.

12) (CESGRANRIO) Qual a palavra que apresenta igual
número de fonemas de tórax?
A) Faixa.
B) Quilo.
C) Milho.
D) Falange.
E) Cisco.

13) (CESGRANRIO) Indique a alternativa cuja
sequência de vocábulos apresenta, respectivamente,
ditongo, hiato, hiato e ditongo.
A) Jamais – Deus – luar – daí.
B) Joias – fluir – jesuíta – fogaréu.
C) Ódio – saguão – leal – poeira.
D) Quais – fugiu – caiu – história.
E) Exímio – aqui – qualquer – voo.

14) (FUNRIO) Nas palavras alma, pinto e porque,
temos, respectivamente,
A) 4, 5 e 6 fonemas.
B) 5, 5 e 5 fonemas.
C) 4, 4 e 5 fonemas.
D) 5, 4 e 6 fonemas.
E) 4, 6 e 5 fonemas.

15) (FAURGS) Assinale a alternativa que contém uma
afirmação correta.
A) Na palavra pneumática, ocorre um encontro
consonantal e um hiato.
B) Na palavra gratuito, ocorre um ditongo oral
decrescente.
C) Na palavra taxímetro, há quatro sílabas e nove
fonemas.
D) Em sangue, ocorre um dígrafo e um ditongo.
E) Em porongo, há dígrafo e encontro consonantal.

16) (FAURGS) Considere os fenômenos fonéticos a
seguir:

(1) letra que representa mais de um fonema;
(2) letra que não representa nenhum fonema;
(3) correspondência total de fonemas e letras.

Assinale a alternativa cujas palavras apresentam, na
ordem em que são citados, os fenômenos fonéticos
acima.
A) reflexões – hábito – executada
B) herma – clássica – exceção
C) exceção –fachada – logradouros
D) fachada – recorremos – reflexões
E) pontilhada – herma – clássica




17) (FDRH) Marque a alternativa em que os grupos
vocálicos obedecem à sequência: ditongo crescente,
hiato e ditongo decrescente:
A) viagem – voo – mágoa.
B) tua – viúva – cônscio.
C) tênue – conteúdo – água.
D) demência – saída – farmacêutico.
E) oblíqua – pio – quota.

18) (FAURGS) Em “ambiente” não há
A) dífono.
B) 8 letras.
C) 6 fonemas.
D) 2 dígrafos nasais.
E) 4 sílabas.

19) (FAURGS - Adaptada) Como em “rouco”, nem
sempre pronunciamos todos os fonemas representados
por letras, pois ora produzimos acréscimo de fonemas,
ora supressões. A alternativa em que isso não ocorre é
A) frugalidade.
B) outro.
C) roubo.
D) tresloucado.
E) digno.

20) (FAURGS) Ao pronunciar palavras como “adeptos”,
os falantes da Língua Portuguesa tendem a
acrescentar-lhes uma vogal não representada na língua
escrita. Observe a série de palavras:

I – perseguem – homossexuais.
II – rachar – igualdade.
III – facção – significa.

Em quais delas ambas as palavras sofrem igual
processo?
A) Apenas na I.
B) Apenas na II.
C) Apenas na III.
D) Apenas na I e na III.
E) Apenas na II e na III.

Acentuação Gráfica

21) (FAURGS) Indique a alternativa que contém duas
palavras oxítonas, duas paroxítonas e duas
proparoxítonas, nesta ordem.
A) Anil, zebu, rubrica, vício, ibero, infância.
B) Metro, rapidez, Nobel, vende, espontâneo, carbônico.
C) Rosa, funil, avaro, régua, remédio, capítulo.
D) Talvez, melhor, reles, meteoro, bêbado, coágulo.
E) Escolta, estratégia, estante, pátria, pastel, azul.

22) (FDRH) Assinale a série em que todas as palavras
apresentam correção quanto à acentuação gráfica.
A) Série, sóror, síntese, sucumbído.
B) Rapido, rádio, revólver, ruim.
C) Maquinaria, maquinário, máquina, mourão.
D) Heroína, herói, humilde, ha.
E) Série, ambar, âmbito, açaí, ávido.




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23) (FAURGS) Todas as palavras abaixo têm um
equivalente em Língua Portuguesa, sem acento gráfico,
à exceção de
A) agência.
B) é.
C) às.
D) acúmulo.
E) hábitos.

24) (FDRH) As palavras retém, angústia e cardíaca
são acentuadas, respectivamente, por iguais razões que
as palavras da alternativa
A) porém, ânsia e nódoa.
B) mantém, planície e supérflua.
C) detém, glória e carícia.
D) entretém, rústica e pública.
E) armazém, gêmea e dúvida.

25) (FDRH) Somente numa das alternativas, todas as
palavras são acentuadas por igual razão. Assinale-a.
A) Próprio, distância, silêncio.
B) Céu, é, nós.
C) Atrasadíssima, inútil, automático.
D) Substituível, inalcançável,ninguém.
E) Pastéis, lá, será.

26) (FAURGS) Assinale a alternativa em que as vogais
sublinhadas correspondem à correta tonicidade.
A) Pegada – quadrumano – sutil – vermifugo.
B) Barbaria – diatribe – enxovia – epicuro.
C) Fagocito – harpia – ibero – interim.
D) Gratuito – pantano – bimano – Nobel.
E) Abside – aerolito – ciclope – monolito.

27) (FUNDATEC) Assinale a opção em que uma das
palavras necessita de acento gráfico.
A) Caju – raiz – miolo.
B) Nuvem – canjica – mesa.
C) Atraiu – campainha – fogo.
D) Moeda – jovem – casulo.
E) Reporter – terno – afeto.

28) (FUNDATEC) Assinale a alternativa em que, na
ordem proposta, a acentuação ocorre pelas mesmas
regras por que são acentuadas herói, igarapé, anúncio
e máquina.
A) Álbum, réu, tamanduás e glória.
B) Céu, Tietê, inteligência e réplica.
C) Também, temíveis, chaminé e rádio.
D) Lágrima, remói, inajá e propósito.
E) Faróis, boitatá, chevrolés e relógio.

29) (FCC) A série em que nenhuma palavra é
acentuada graficamente é:
A) Bonus, tenis, aquele, virus.
B) Repolho, cavalo, onix, grau.
C) Juiz, saudade, assim, flores.
D) Levedo, carater, condor, ontem.
E) Caju, virus, niquel, epoca.



30) (FCC) Assinale a opção em que todos os vocábulos
são acentuados pela regra das oxítonas.
A) Paletó, avô, pajé, café, jiló.
B) Parabéns, vêm, hífen, saí, oásis.
C) Vovô, capilé, Paraná, lápis, régua.
C) Amém, amável, filó, porém, além.
D) Caí, aí, ímã, ipê, abricó.

31) (FCC) Assinale a opção em que ambos os
vocábulos obedecem à mesma regra de acentuação
gráfica.
A) Terás, límpida.
B) Necessário, verás.
C) Dá-lhes, necessário.
D) Incêndio, também.
E) Extraordinário, incêndio.

32) (FCC) Indique o vocábulo cuja acentuação gráfica
não se justifica pela razão dos demais.
A) Comentários
B) Início.
C) Famílias.
D) Chapéus.
E) Heterogêneos.

33) (FAURGS) Em qual alternativa as palavras devem
ser acentuadas?
A) Tabu – javali.
B) Almoço – acordo.
C) Somente – cafezal.
D) Ele – amavelmente.
E) Ruido – gratis.

34) (FAURGS) Assinale a alternativa em que nenhuma
palavra tem acento gráfico.
A)Toda – flui – orgão – fossil.
B) Item – polens – rubrica – erro.
C) Garoa – armazens – polen – caju.
D) Governo – juri – juriti – cutis.
E) Cadaver – modelo – todo – vezes.

35) (CESPE) Em “destruí-la” e “raízes”, a acentuação
ocorre pela mesma regra. (C/E).

36) (FAURGS) Todas as palavras abaixo têm um
equivalente em Língua Portuguesa, sem acento gráfico,
à exceção de
A) público.
B) será.
C) àqueles.
D) até.
E) transportará.

37) (FAURGS) a palavra em que a acentuação ocorre
unicamente em vista da presença do hiato é
A) cocaína.
B) estaríamos.
C) galáxias.
D) zoólogos.
E) anéis.






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38) (FCC) Leia as afirmações.

I – Considerando-se a separação das sílabas, diríamos
que a partição da palavra “ausência” é “au-sên-cia”.
II – Em “absoluto”, há três sílabas.
III – Em “feldspato”, há quatro sílabas.

Qual(is) a(s) afirmação(ões) correta(s)?
A) Apenas a II.
B) Apenas a I.
C) Apenas a I e a III.
D) Apenas II e III.
E) I, II e III.

39) (FGV) As palavras “obséquio” , “ânsia” e
“constituída” são acentuadas, respectivamente, por igual
razão que
A) próprio – distância – silêncio.
B) planície – supérflua – doída.
C) igualitário – comércio – constância.
D) ausência - sílaba – galáxias.
E) agência – rádio – revólver.

40) (FCC) Assinale a alternativa em que pelo menos um
elemento não se classifica, quanto à tonicidade, como
os demais:
A) daí, ancião, ninguém, sofá, perceber.
B) página, fotógrafo, lágrima, pálida.
C) tetraneta, história, cavanhaque, mesa.
D) luto, escolta, juramento, soalho, neve.
E) impor, da, que, um, fez.

Ortografia

41) (FAURGS) Assinale a alternativa em que todas as
palavras estejam grafadas corretamente.
A) Abóbada – bandeija – chuchu – exceção.
B) Cabelereiro – beje – redemoinho – privilégio.
C) Discreto – hojeriza – retrógrado – tigela.
E) Vicissitude – verruga – hesitar – êxito.
E) Desinteria – gorjeta – holerite – meteorologia.

42) (CPC) Das palavras seguintes, há uma que
apresenta grafia incorreta. Assinale-a.
A) Enxofre – caxumba – expectativa.
B) Xale – ameixa – enxame.
C) Moxila – muxoxo – rouxinol.
D) Enxurrada – enxaqueca – xampu.
E) Exceção – lagartixa – mexerica.

43) (CESGRANRIO) Assinale a série em que pelo
menos uma palavra apresenta erro de grafia.
A) Hesitar – esplendor – espontâneo – apesar.
B) Flecha – broche – chutar – bucha.
C) Excessão – excesso – excêntrico.
D) Enxada – xerife – queixa – enxerto.
E) Enxurrada – enchente – cheio.

44) (FUNDATEC) Assinale a opção em que todos os
vocábulos se completariam com z.
A) Quero ___ ene – bu ___ ina – gi ___.
B) Rego___ijo – vi___inho – va___io.
C) Reve___ar – fu___ível – co___er (cozinhar).
D) Revi___ar (rever) – bali___a – go___ o.
E) Xadre___ - ga___oso – ba___ar.
45) (FCC-Adaptada) Todos contribuíram com
_________ para ________ os alunos _________ a se
esforçarem mais.
A) sugestões – incentivar – desleichados
B) sujestões – incentivar – desleichados
C) sugestões – insentivar – desleichados
D) sujestões – insentivar – desleixados
E) sugestões – incentivar – desleixados

46) (FDRH) Aponte a alternativa grafada corretamente.
A) burgueza – bazar – buzina – analizar
B) gozo – estupidez – defeza – burgueza
C) gozo – cafezal – fertilizas – pobreza
D) buzina – catalizar – colonizar – riquesa
E) gozo – turqueza – franceza – chineza

47) (FAURGS) Na série abaixo, há um erro de grafia no
emprego do z.
A) Algoz
B) traz (verbo)
C) assaz
D) aniz
E) giz

48) (CESPE-Adaptada) Todos os vocábulos estão
escritos corretamente, exceto
A) Jerônimo.
B) jiló.
C) herege.
D) geito.
E) majestade.

49) (ESAF-Adaptada) Descendentes é palavra grafada
com sc. Qual das palavras seguintes apresenta erro
quanto ao emprego de sc?
A) Nascimento.
B) Suscinta.
C) Crescimento.
D) Adolescência.
E) Florescer.

50) (FAURGS) A _________ de uma guerra nuclear
provoca uma grande _________ na humanidade e a
deixa _________ quanto ao futuro.

A alternativa que contém palavras que completam
corretamente as lacunas da frase acima é
A) espectativa – tensão – exitante.
B) espetativa – tenção – hesitante.
C) expectativa – tensão – hesitante.
D) expectativa – tenção – hezitante.
E) espectativa – tenção – exitante.

51) (FCC) Assinale o item que contém erro de grafia.
A) Na cultura oriental, fica desonrado para sempre
quem inflinge as regras da hospitalidade.
B) Não conseguindo adivinhar o resultado a que
chegariam, sentiu-se frustrado.
C) A digressão ocorreu por excesso de fatos ilustrativos
em seu discurso.
D) Sentimentos indescritíveis, porventura, seriam
rememorados durante a sessão de julgamento.
E) Ao contrário de outros, trazia consigo
autoconhecimento e discrição.



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52) (FAURGS) Qual a relação em que a
correspondência entre verbo e substantivo está
incorreta em função da grafia equivocada do
substantivo?
A) Obter – obtenção.
B) Obcecar – obcessão.
C) Excetuar – exceção.
D) Estender – extensão.
E) Ceder – cessão.

53) (FCC) O sufixo –izar do verbo ritualizar escreve-se
com a letra z. Que item a seguir só apresenta grafias
corretas?
A) Analizar – visualisar – capitalizar.
B) Pesquizar – realizar – universalizar.
C) Catequizar – deslizar – instrumentalizar.
D) Paralizar – centralizar – urbanizar.
E) Catalizar – batizar – animalizar.

54) (CESPE) Regime é um vocábulo escrito com g; em
que item todas as palavras estão corretamente grafadas
com essa letra?
A) Giló – pagem – vagem.
B) Gorgeta – magestade – viagem.
C) Estrangeiro – gengiva – geringonça.
D) Pedágio – genipapo – vertigem.
E) Cafageste – tigela – alforge.

55) (FAURGS) ______iste, ar _____ote,
mai______ena, bra______iliense. As lacunas devem
ser preenchidas corretamente com
A) x – ch – z – s.
B) x – ch – s – s.
C) x – x – z – z.
D) ch – x – z – z.
E) ch – ch – s – s.

56) (FCC) A palavra em destaque está adequadamente
empregada na seguinte frase:
A) O ilícito tráfego de influências que praticava o levou
ao banco dos réus.
B) Esse é o produto anticético mais poderoso já
utilizado no hospital.
C) Temendo que sua fala fosse caçada, evitou
agressões.
D) Esse estrato social é o mais afetado quando há
chuvas torrenciais.
E) A correta emersão dos pães no caldo é que vai
garantir o sucesso da receita.

57) (FCC) Considerada a flexão, a frase que está em
total concordância com o padrão culto escrito é:
A) Os lusos-africanos ostentavam no braço fitinhas
verde-amarela.
B) Os tabeliões reúnem-se sempre às quinta-feiras.
C) Nos últimos botas-foras, houve grande confusão,
pois a agência de turismo não reteu os que não
possuíam ingresso.
D) Na delegacia, não tinha ainda reavido os
documentos que perdera, quando entrou o rapaz
considerado a testemunha mais importante do famosos
crime.
E) Se não conterem roubos de obras-primas, gerações
futuras serão privadas de grandes realizações do
espírito humano.

58) (FCC) A frase totalmente correta do ponto de vista
da grafia e/ou da acentuação é:
A) Assinou o cheque, mas ninguém advinha o valor
registrado, porisso foi devolvido pelo banco.
B) É o caso de se por em discussão se ele realmente
crê na veracidade dos dados.
C) Referiu-se àquilo que todos esperavam – sua
ascensão na empresa -, com um misto de humildade e
prepotência.
D) Enquanto construímos esta ala, eles constroem a
reservada aos aparelhos de rejuvenecimento.
E) Ele é sempre muito cortês, mas não pode evitar que
sua ogeriza à ela transpareça.

59) (FCC) A frase em que a grafia respeita totalmente o
padrão culto escrito é:
A) À exceção dos que se abstiveram de opinar sobre a
qualidade dos serviços, os participantes da pesquisa
puderam usufruir gratuitamente de um dia de lazer no
hotel.
B) A escursão prometida não ocorreu, pois o número de
interessados foi excessivo; mas até isso colaborou para
o explendor da viagem, pois o desconto oferecido
surpreendeu.
C) Casualmente encontraram-se no saguão; ela parecia
advinhar o que ele tinha a lhe dizer, por isso não lhe deu
oportunidade de ser posta em cheque.
D) Considerou ultrage o comentário adivindo do seu
sucessor, mas, para preservar-se, abdicou de dar-lhe
resposta à altura.
E) Com a dispensa abarrotada de produtos nobres, não
exitou um minuto ao negar um jantar aos participantes
do programa de inclusão social.

60) (CESPE) A alternativa que apresenta erro(s) de
ortografia é:
A) O experto disse que fora óleo em excesso.
B) O assessor chegou à exaustão.
C) A fartura e a escassez são problemáticas.
D) Assintosamente apareceu enxarcado na sala.
E) Aceso o fogo, uma labareda ascendeu ao céu.

Emprego dos Porquês

61) (FAURGS) O erro no emprego de PORQUE está na
opção
A) Veja porque ele gritou.
B) Por que você não imprimiu o contrato?
C) Chorou porque perdeu o brinquedo.
D) Ignoro por que ela assumiu o posto.
E) Não sei por quê.

62) (FAURGS) Eis a razão _____ te chamei. Dize-me
_____está com medo.
A) porque , porque.
B) porque, por que.
C) por que, por que.
D) porquê, por que.
E) por que, por quê.



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63) (FDRH) Está correta a frase na alternativa
A) Ele te chamou por que?
B) Todos ansiamos por que ela volte logo.
C) Carlos caiu por que foi empurrado.
D) Finalmente farei o concurso porque tanta esperava.
E) Porque você não fica?

64) (FDRH) Assinale a alternativa em que se vê erro no
emprego de porque.
A) Não sei por que as coisas ocultam tanto mistério.
B) Os poetas traduzem o sentido das coisas sem dizer
por quê.
C) Eis o motivo porque os meus sentidos aprenderam
sozinhos: as coisas têm existência.
D) Por que os filósofos pensam que as coisas sejam o
que parecem ser?
E) Os homens indagam o porquê das estranhezas das
coisas.

65) (FUNDATEC) Assinale a frase gramaticalmente
correta.
A) Não sei por que discutimos.
B) Ela não veio por que seu avião atrasou.
C) Mas porque não veio mais cedo?
D) Não respondi porquê não sabia.
E) Eis o porque da minha viagem.

Estrutura e Formação de Palavras

66) (CESPE-Adaptada) Dos vocábulos abaixo, assinale
o que não se enquadra no processo de prefixação.
A) Cisterna.
B) Dispõe.
C) Sobrevoado.
D) Interromper.
E) Insóbrio.

67) (FCC - Adaptada) O sentido do prefixo grifado em
desacompanhados repete-se em todas as palavras
abaixo, exceto em
A) desleal.
B) desdobrar.
C) desonesto.
D) desinquieto.
E) desmemoriado.

68) (FAURGS) Na frase Era visível o seu
empobrecimento, o termo sublinhado é formado por
A) sufixação.
B) prefixação.
C) parassíntese.
D) prefixação e sufixação.
E) regressão.

69) (FAURGS) A palavra cujo prefixo denota um sentido
diferente do que ocorre em injustificável é
A) indisposto.
B) impróprio.
C) inadequado.
D) imposição.
E) impiedoso.

70) (FAURGS) A série em que os vocábulos
enumerados se relacionam porque provêm de igual raiz
é
A) florescer – flandres – florear.
B) pousada – aposento – cômodo.
C) reger – regulamento – regra.
D) corte – percurso – correr.
E) angústia – ângulo – anjo.

71) (FDRH) Assinale a alternativa em que não há
correspondência entre os prefixos.
A) Anfíbio – ambidestro.
B) Hemisfério – semicírculo.
C) Antídoto – contradizer.
D) Perímetro – justapor.
E) Anterior – predeterminação.

72) (FHRH) Assinale a opção cujos vocábulos
apresentam prefixos que guardam entre si oposição
semântica.
A) Impermeável – anormal.
B) Antebraço – prefácio.
C) Contracultura – antiaéreo.
D) Interplanetário – entrelinha.
E) Imigração – extração.

73) (CESGRANRIO) Assinalar a alternativa que registra
palavra contendo sufixo formador de advérbio.
A) Desesperança.
B) Pessimismo.
C) Empobrecimento.
D) Extremamente.
E) Sociedade.

74) (CESPE - Adaptada) Só não há correspondência de
sentido entre os prefixos latinos e gregos nas palavras
da opção
A) superpovoado – hipertenso.
B) impermeável – hipodérmico.
C) transparente – diáfano.
D) circunferência – anfiteatro.
E) desrespeito – indevido.

75) (FAURGS) O sufixo –eiro só não forma
A) nome de comida ou bebida.
B) nome de profissão.
C) designação de lugar onde se guardam ou
armazenam coisas.
D) nome de planta ou árvore.
E) designação de lugar destinado à prática de algo.

Concordância Verbal e Nominal

76) (FCC) Assinale a frase em que há erro de
concordância no verbo grifado.
A) Ocorreram, num só ano, duzentos incêndios.
B) Se te convierem as propostas, aceita-se
imediatamente o acordo.
C) Aos pais sempre custam dar esses conselhos.
D) Pouco me importam teus caprichos.
E) Se lhe interessarem esses livros, poderei emprestá-
los.




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77) (FAURGS) _________ meses que _________ os
resultados do concurso sobre poesia. _________ muitos
ganhadores e prêmios.
A) Faz – saíram – Houve.
B) Fazem – saíram – Houveram.
C) Fazem – saiu – Houveram.
D) Fazem – saiu – Houve.
E) Faz – saiu – Houve.

78) (FAURGS) O mito da escola aberta, que atravessa
a década de setenta com força crescente, começa a
fechar suas portas no Brasil dois anos depois de se ver
seriamente contestado exatamente onde nasceu.
Se a palavra mito fosse passada para o plural, _____
outras palavras da frase deveriam acompanhar essa
transformação.
A) duas
B) três
C) quatro
D) cinco
E) seis

79) (CESPE - Adaptada) Indique a alternativa correta.
A) Tratavam-se de questões fundamentais.
B) Comprou-se terrenos no subúrbio.
C) Precisam-se de digitadores.
D) Reformam-se móveis antigos.
E) Obedeceram-se aos severos regulamentos.

80) (FDRH) O Rio, nos primeiros anos trinta, sabia onde
eram os cafés dos sambistas, dos músicos, dos turfistas
e dos boêmios.

Se substituíssemos os cafés por o café, quantas outras
palavras precisariam obrigatoriamente de ajustes de
concordância?
A) Nenhuma.
B) Uma.
C) Duas.
D) Três.
E) Quatro.

81) (FDRH) Naquela época só poderiam votar os
homens maiores de vinte e cinco anos, e era exigida
uma renda anual superior a cem mil réis.

Se substituíssemos a palavra homens por homem,
essa substituição implicaria mudança em mais
A) uma palavra.
B) duas palavras.
C) três palavras.
D) quatro palavras.
E) cinco palavras.

82) (FCC - Adaptada) Vivendo em sociedade, os
homens, muitas vezes, sentem o peso das
responsabilidades que ________________
A) os está sendo imposto.
B) lhes está sendo imposta.
C) o estão sendo impostas.
D) lhes está sendo imposto.
E) lhe estão sendo impostas.

83) (FAURGS) “Aprendi a ver o mundo com olhos
diferentes e percebi que há muita coisa que posso
fazer”, afirma um dos jovens que, ao retornar, engajou-
se em outro projeto social da escola, ministrando aulas
de reforço para meninos de um educandário adjacente.

Se a expressão um dos jovens fosse substituída por
alguns jovens, seria necessário passar para o plural
pelo menos mais _____ palavras.
A) oito
B) sete
C) cinco
D) quatro
E) três

84) (FCC) A frase em que há erro de concordância é
A) São valorizados os que expõem suas idéias com
clareza.
B) São elogiadas as pessoas que se expressam com
elegância.
C) São considerados independentes os que não
repetem idéias prontas.
D) São livres aqueles que não utilizam frases feitas.
E) São muitas as pessoas que tem um bom estilo.

85) (FCC) De acordo com a língua culta, o verbo haver
deve ser empregado no plural na frase
A) Durante a entrevista, _____ perguntas que o
candidato não soube responder.
B) Apesar dos esforços, _____dois anos o rapaz não
consegue emprego.
C) Através de uma seleção criteriosa, os diretores da
empresa _____ de indicar o melhor profissional.
D) Perdida esta oportunidade, _____ meses em que
nenhuma vaga será oferecida.
E) Divulgados os resultados da seleção, _____ muitas
reclamações dos candidatos preteridos.

86) (FDRH) A ocorrência de interferências _________-
nos a concluir que _________ uma relação profunda
entre homem e sociedade que os _________
mutuamente dependentes.

A alternativa que contém palavras adequadas aos
preenchimento das lacunas na frase acima é
A) leva – existe – torna.
B) levam – existe – tornam.
C) levam – existem – tornam.
D) levam – existem – torna.
E) leva – existem – tornam.

87) (FCC) Assinale a alternativa que apresenta erro de
concordância.
A) Não que os esteja considerando inválido, mas o
professor gostaria de conhecer os estudos de que se
retirou os dados mencionados no texto.
B) Segundo alguns teóricos, deve ser evitada, o mais
possível, a agricultura em regiões de floresta; são áreas
tidas como adequadas à preservação de espécies em
vias de extinção.
C) Existem, com certeza, ainda hoje, pessoas que
defendem o cultivo incondicional da terra, assim como
deve haver muitos que condenam qualquer alteração da
paisagem natural, por menor que seja.



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D) Nem sempre são suficientes dados estatisticamente
comprovados para que as pessoas se convençam da
necessidade de repensarem suas convicções, trate-se
de assuntos polêmicos ou não.
E) Faz séculos que filósofos discutem as relações ideais
entre os homens e a natureza, questão que nem
sempre lhes parece passível de consenso.

88) (FAURGS) Por falta de verba, ______ as
experiências e os estudos que se _____.

A alternativa que contém palavras adequadas aos
preenchimento das lacunas na frase acima é
A) foi suspenso – planejava fazer.
B) foram suspensas – planejava fazer.
C) foram suspensos – planejavam fazerem.
D) foi suspensos – planejavam fazerem.
E) foi suspenso – planejavam fazer.

89) (FCC) A forma adequada da frase abaixo é
A) Não se faz mais leis antes dos problemas acontecer.
B) Não se fazem mais leis antes dos problemas
acontecerem.
C) Não se faz mais leis antes de os problemas
acontecer.
D) Não se faz mais leis antes de os problemas
acontecerem.
E) Não se fazem mais leis antes de os problemas
acontecerem.

90) (FCC) A concordância verbal e nominal está
inteiramente correta na frase:
A) A sociedade deve reconhecer os princípios e valores
que determinam as escolhas dos governantes, para
conferir legitimidade a suas decisões.
B) A confiança dos cidadãos em seus dirigentes devem
ser embasados na percepção dos valores e princípios
que regem a prática política.
C) Eleições livres e diretas é garantia de um verdadeiro
regime democrático, em que se respeita tanto as
liberdades individuais quanto as coletivas.
D) As instituições fundamentais de um regime
democrático não pode estar subordinado às ordens
indiscriminadas de um único poder central.
E) O interesse de todos os cidadãos estão voltados para
o momento eleitoral, que expõem as diferentes opiniões
existentes na sociedade.

91) (FCC) A concordância verbal e nominal está
inteiramente correta na frase:
A) Destina-se, muitas vezes, as medidas econômicas a
conter certos abusos existentes no mercado,
protegendo as classes mais desfavorecidas.
B) Empresários buscam fórmulas eficazes de conquistar
a classe emergente, pois se sabem que os lucros é
sempre mais seguro nessa camada social.
C) A classe média constitui um forte segmento de
consumidores, razão por que as pesquisas atualmente
está sempre voltada para elas.
D) A meta de conquistar consumidores para seus
produtos leva empresários a uma constante disputa nos
meios de comunicação de que dispõem.
E) Na economia de mercado, muitas vezes se esconde
lucros maiores nos produtos que, em princípio, parece
ser mais baratos.

92) (FCC) Mas muitos biólogos hão de concordar ...

Diferentemente do que se tem acima, a frase que,
consoante o padrão culto escrito, exige o emprego do
verbo “haver” no singular é:
A) Muitas teorias já _____ sido submetidas à sua
análise quando ele expressou essa convicção.
B) Talvez _____ algumas versões da teoria citada, mas
certamente poucos as conhecem.
C) Quantos biólogos _____ pesquisado o assunto e
talvez não tenham a mesma opinião.
D) Alguns mitos falsos _____ merecido representação
artisticamente irrepreensível.
E) Nós _____ de corresponder às expectativas
depositadas em nossa equipe.

93) (FCC) A concordância verbal e nominal está
inteiramente correta em:
A) Presume-se que já tenha sido extinto muitas
espécies da fauna e da flora com a destruição de
enormes extensões de florestas.
B) Os desequilíbrios no ecossistema de uma floresta
pode pôr em risco a sobrevivência de certas espécies
de plantas.
C) Deve valer para todos os países as medidas de
segurança a ser tomada em relação à preservação de
florestas.
D) Para a restauração de áreas ocupadas por atividades
agrícolas, é observado os tipos de uso do solo e as
características do entorno para traçar o projeto de ação.
E) Projetos desenvolvidos por especialistas mostram
que é possível conciliar restauração de florestas nativas
com o manejo sustentável de seus recursos naturais

94) (FCC) Observam-se corretamente as regras de
concordância verbal e nominal em:
A) O desenraizamento, não só entre intelectuais como
entre os mais diversos tipos de pessoas, das mais
sofisticadas às mais humildes, são cada vez mais
comuns nos dias de hoje.
B) A importância de intelectuais como Edward Said e
Tony Judt, que não se furtaram ao debate sobre
questões polêmicas de seu tempo, não estão apenas
nos livros que escreveram.
C) Nada indica que o conflito no Oriente Médio entre
árabes e judeus, responsável por tantas mortes e tanto
sofrimento, estejam próximos de serem resolvidos ou
pelo menos de terem alguma trégua.
D) Intelectuais que têm compromisso apenas com a
verdade, ainda que conscientes de que esta é até certo
ponto relativa, costumam encontrar muito mais
detratores que admiradores.
E) No final do século XX já não se via muitos
intelectuais e escritores como Edward Said, que não
apenas era notícia pelos livros que publicavam como
pelas posições que corajosamente assumiam.






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95) (FCC) A frase em que a concordância está em total
conformidade com o padrão culto escrito é:
A) Os arrazoados empolados a cuja pertinência ele
sempre fez restrição o impediram de reconhecer que o
pressuposto dos raciocínios desenvolvidos nos autos
era inquestionável.
B) Tratam-se, na verdade, de questões irrelevantes,
com que não se deve desperdiçar cartuchos.
C) Sempre me pareceu digno de consideração, pelo
menos até o mês passado, as incessantes investidas
deles contra atentados à humanidade dos presos.
D) As últimas notícias sobre a tensa negociação parece
comprovar que, se fosse respeitado efetivamente as
regras internacionais, tudo seria mais fácil.
E) Os objetos encontrados na caixa de material
altamente inflável era digna de especial atenção, visto
que permitia a pressuposição de que alguém os queria
destruir.

96) (FCC) A frase em que a concordância está em total
conformidade com o padrão culto escrito é:
A) Tintas e pincéis novos estavam sendo usados pela
artista novata, ainda que os últimos não lhes
pertencessem.
B) Debateram sobre a utilidade de vários acessórios e
concluíram que muitos não eram, de fato, nada
acessível.
C) O produto derramado atingiu muitas árvores, mas
não as comprometeram de modo irreversível.
D) As mais vultosas doações para o programa de
emergência já haviam sido feitas, por isso as
expectativas de que a arrecadação fosse muito mais
alta não tinha fundamento.
E) São muitos os aspectos do documento que merecem
detida análise do advogado, mas tudo indica que não
haverá alterações significativas.

97) (FCC) A concordância verbal e nominal está
inteiramente correta na frase:
A) Os caboclos da região, que vivem na floresta e dela
retiram seu sustento, sabem que é importante respeitar
todas as formas de vida que nela se encontram.
B) Existe, na mitologia de vários povos, duendes com
diversos poderes mágicos que encarna, sobretudo, o
espírito da floresta.
C) É sempre relatado às crianças indígenas os feitos
valorosos de ilustres guerreiros, como forma de manter
as tradições da tribo.
D) O repositório de lendas brasileiras de origem
indígena variam muito, mas mostram, particularmente,
uma explicação para os fenômenos da natureza.
E) Quando se tratam de questões de sobrevivência na
mata fechada, é necessário a presença de guias
habituados às dificuldades da região.

98) (FAURGS) Assinale a alternativa que preenche
corretamente as lacunas da frase apresentada.

Já _____ várias medidas para que se _____ os índices
de desmatamento em toda a região.
A) foi tomadas – reduzissem
B) foi tomado – reduzissem
C) foram tomadas – reduzissem
D) foram tomadas – reduzisse
E) foi tomado - reduzisse

99) (FCC) Guardião das florestas e dos animais, o
Curupira é um pequeno ser com traços indígenas,
cabelos de fogo e com os pés virados para trás, que
possui o dom de ficar invisível. Dizem que o Curupira é
o protetor daqueles que sabem se relacionar com a
natureza, utilizando-a apenas para a sua sobrevivência.

Se substituíssemos “Curupira”, nas duas ocorrências do
trecho acima, por “espíritos da Amazônia” e
suprimíssemos “um”, _______ outras palavras deveriam
sofrer obrigatório reajuste de concordância.
A) 10
B) 11
C) 12
D) 13
E) 14.

100) (CESPE) Aponte a alternativa em que a expressão
parentética pode ser empregada na lacuna da
respectiva frase.

A) Na carreira de repórter, é _____ perseverança
(necessária).
B) O empresário deve ter _____ alguns princípios
básicos (presente).
C) Ainda hoje temos ______, Senhor Ministro, a sábia
advertência que nos fez naquela ocasião (presente).
D) Por ______ que sejam as conseqüências, esta é a
única solução (pior).
E) Vá até o supermercado e compre ______ gramas de
pimenta vermelha (duzentas).

101) (FCC) Assinale a alternativa em que ocorre erro de
concordância.

A) Para promover um espetáculo desses, é necessário
organização.
B) Ao orador certamente não passaram despercebidas
as reações da platéia.
C) Escolheram mau local e hora para a realização do
evento.
D) A candidata parecia meio distraída.
E) Na reunião, será levado a exame a proposta da
reforma do estatuto.

Instrução: para responder à questão 102, leia o texto
abaixo.

Não existe nada que o homem mais tema do que
ser tocado pelo desconhecido. Ele quer saber quem o
está assustando; ele o quer reconhecer ou, pelo menos,
classificar. O homem sempre evita o contato com o
estranho. De noite ou em locais escuros, o terror diante
de um contato inesperado pode converter-se em pânico.

102) (CPC) Se, na primeira frase do texto,
substituíssemos o homem por a criatura humana,
quantas palavras da segunda frase do texto precisariam
obrigatoriamente de ajuste para fins de concordância?
A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5



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103) (FUNDATEC) Ainda ______ furiosa, mas com
______ violência, proferia injúrias ______ para
escandalizar os mais arrojados.
A) meia – menos – bastantes.
B) meia – menos – bastante.
C) meio – menos – bastante.
D) meio – menos – bastantes.
E) meio – menos – bastante.

104) (FAURGS) Assinale o item que apresenta erro de
concordância nominal.
A) É belo o céu, os rios e as florestas brasileiras.
B) As meninas cresciam a olhos vistos.
C) Uma e outra aluna se saíram bem na prova.
D) São belas as florestas, o céu e os rios brasileiros.
E) O filho é tal qual os pais.

105) (FAURGS) O adjetivo não está corretamente
empregado na concordância em
A) Eis teu romance: fantástico enredo e personagem,
mas estilo pobre e imaturo.
B) No porto vimos com espanto as esquadras inglesa e
soviética unidas.
C) Precisa-se de moça e rapaz devidamente
habilitados.
D) Fiel aos deveres paternal e fraternal, ambos
silenciaram.
E) A flor e o fruto saboroso não existem.

106) (FAURGS) Observe o trecho: “As expectativas
guardadas pela multidão davam sinais de que o
espetáculo seria grandioso”. Se singularizarmos
expectativas, quantas outras palavras deverão sofrer
ajuste de concordância obrigatoriamente?
A) Uma.
B) Duas.
C) Três.
D) Quatro.
E) Cinco.

107) (FDRH) Observe o trecho: “O poder de polícia
deve ser exercido na medida da necessidade”. Se
passássemos para o plural o termo poder, quantas
outras palavras deveriam obrigatoriamente sofrer ajuste
de concordância?
A) Uma.
B) Duas.
C) Três
D) Quatro.
E) Cinco.

108) (FCC) A frase em que a concordância nominal está
incorreta é
A) Sempre digo que nós não estamos só.
B) É meio-dia e meia, disse o porteiro.
C) A menina estava com sapatos e bolsas escuros.
D) Choveu bastante no quarto embora a janela
estivesse meio aberta.
E) Durante meu curso de Direito, pude adquirir
bastantes conhecimentos.


109) (FAURGS) Observe o trecho seguinte: “Não nos
responsabilizaremos por objetos deixados nos veículos”.
Se singularizássemos veículos, quantas outras
palavras obrigatoriamente sofreriam ajuste de
concordância?
A) Uma.
B) Duas.
C) Três.
D) Quatro.
E) Cinco.

110) (FCC) A alternativa que está em desacordo com a
norma culta da Língua, em relação à concordância
nominal, é
A) As concordâncias verbal e nominal já estão inclusas
no programa.
B) O jornal publicará duas edições extras sobre o
evento.
C) Não estava registrada na agenda sua viagem.
D) As candidatas chegaram juntas ao local da
entrevista.
E) O professor enviou anexo a pauta final da aula de
amanhã.

111) (FCC) Com relação ao adjetivo sublinhado, há erro
de concordância nominal em
A) Estavam atrasados a irmã e o irmão.
B) A loja vendera carros e moto usadas.
C) Ele comprou mamões e mangas maduras.
D) As listas de preço seguiam anexas a esta carta.
E) Os trabalhadores não quiseram fazer horas extras.

112) (CPC) Leia o seguinte texto:

“Depois de 1512 – segundo o testemunho ocular de
Brício de Abreu – rapazes lusitanos que estavam
esquiando fora da Barra descobriram uma baía muito
bonita e, distraídos que estavam, não perceberam que
era baía. Pensaram que era um rio e, como fosse
janeiro, apelidaram a baía de Rio de Janeiro. Eis,
portanto, que o Rio já começou errado.”

Se passássemos “rapazes” para o singular, quantas
outras deveriam mudar para efeitos de acerto de
concordância?
A) Três.
B) Cinco.
C) Seis.
D) Oito.
E) Dez.

113) (CPC) Observe as seguintes frases:

I – Duzentas gramas de um estranho pó branco foram
descobertas na bagagem.
II – Ao ser perguntado pelo horário, ouviu que já era
uma e pouca da tarde.
III – Meia-noite e meia, eis o horário que combinamos.

Qual(is) está(ão) correta(s)?
A) Apenas a I.
B) Apenas a II.
C) Apenas a III.
D) Apenas I e III.
E) Apenas II e III.



Prof. Alberto Menegotto PORTUGUÊS
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114) (CESPE - Adaptada) “Muito obrigada, disse ela,
ao se despedir do médico.” Fazem-se as seguintes
afirmações quanto ao termo “obrigada”:

I – Concorda com o gênero da falante.
II – Poderia ser obrigado, sem prejuízo gramatical para
o período.
III – Funciona como grato.

Qual(is) está(ão) correta(s)?
A) Somente a I.
B) Somente a II.
C) Somente a III.
D) Somente I e III.
E) Somente I e II.

Regência Verbal e Nominal.
Colocação Pronominal. Crase.

115) (FCC) Está correto o emprego do elemento
sublinhado em:
A) Para esses pais, o centro não será o berço, em cujo
o filhinho está dormindo?
B) O universo, de cujo a Terra já foi considerada centro,
revelou-se mais complexo do que supunham os antigos
astrônomos.
C) Não será o rosto da amada, de cuja ausência nos
ressentimos, o centro do nosso universo?
D) O filósofo considerava uma aberração a leitura de um
livro à qual nos dispensássemos de contemplar a
beleza da natureza.
E) Os argumentos dos quais se prende o autor do texto
incluem os que ele considera identificados com as
chamadas “razões do coração”.

116) (FCC) Sim, a Terra é bela, mas tanto já
prejudicamos a Terra, julgando a Terra indestrutível,
que o que resta agora é buscar preservar a Terra de
outras deletérias ações humanas.

Evitam-se as viciosas repetições da frase acima
substituindo-se os elementos sublinhados,
respectivamente, por
A) prejudicamo-la - a julgando - preservar-lhe
B) prejudicamos-lhe - julgando-a - lhe preservar
C) a prejudicamos - julgando-lhe - preservá-la
D) a prejudicamos - julgando-a - preservá-la
E) prejudicamo-la - a julgando - preservar a ela

117) (FCC) Esta tradição trabalha a ação política como
uma ação estratégica ...

A frase em que o verbo exige o mesmo tipo de
complemento que o grifado acima é:
A) ... que identifica no predomínio do conflito o cerne
dos fatos políticos.
B) Neste contexto, política é guerra ...
C) Recorrendo a metáforas do reino animal ...
D) ... que obedece aos consagrados preceitos do "não
matar" e do "não mentir" ...
E) ... que a fraude é mais importante do que a força ..


118) (FCC) O e-mail veio para ficar, ainda que alguns
considerem o e-mail uma invasão de privacidade, ou
mesmo atribuam ao e-mail os desleixos linguísticos que
costumam caracterizar o e-mail.

Evitam-se as viciosas repetições do trecho acima
substituindo-se os elementos sublinhados, na rodem
dada, por
A) lhe considerem – lhe atribuam – caracterizá-lo.
B) o considerem – lhe atribuam – caracterizá-lo.
C) considerem-no – o atribuam – caracterizar-lhe.
D) considerem-lhe – atribuam-no – lhe caracterizar.
E) o considerem – atribuam-no – lhe caracterizar.

119) (FCC) Está clara e correta a redação deste livre
comentário sobre o texto:
A) Ao se comparar a carta com o e-mail, os aspectos
que a diferença é mais patente, segundo a autora, são o
suporte, a temporalidade e a privatização da
correspondência.
B) Pretextando a liberdade de acesso da informação,
muitos abusam dos e-mails, enviando-os à quem deles
não pretende saber o teor nem tomar conhecimento.
C) Há quem, como a autora, imagine que o e-mail possa
acabar sendo o responsável por um novo alento para
uma forma de correspondência como a carta.
D) Fica até difícil de imaginar o quanto as pessoas
gastavam o tempo na preparação das cartas, desde o
rascunho até o envio das mesmas, cuja duração era de
dias.
E) Desde que foi inventado o telefone, a rapidez das
comunicações se impuseram de tal modo que, por
conseguinte, a morosidade das cartas passou a ser
indesejável.

120) (FCC) ... a sua capacidade de encarnar valores e
princípios...

A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento
que o grifado acima é:
A) Mas ela contribui para a formação da própria
essência da democracia ...
B) Afinal, a democracia repousa sobre a ficção ...
C) O consentimento de todos seria a única garantia
indiscutível ...
D) ... mais as sociedades produzem conflitos ...
E) ... e necessitam de lideranças ...

121) (FCC) Muitas famílias em países pobres ou em
desenvolvimento dependem da ajuda de parentes no
exterior.

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o
grifado acima está na frase:
A) A redução da pobreza no Brasil (...) resultou não só
do retorno ao crescimento econômico ...
B) ... e as metas de redução da pobreza (...) parecem
tornar-se mais distantes.
C) ... o Brasil tem condições excepcionalmente
favoráveis ...
D) ... uma parcela considerável de sua população ainda
vive em condições
precárias ...
E) ... o número de pessoas em extrema pobreza
aumentará em 2009 ...



Prof. Alberto Menegotto PORTUGUÊS
49
122) (FCC) “Orientalismo, seu controvertido relato da
apropriação do Oriente pela literatura e pelo
pensamento europeu moderno, gerou uma subdisciplina
acadêmica ...

A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento
que o grifado acima é:
A) ... sua crítica à incapacidade do Ocidente [...] ecoa,
afinal, em seus estudos ...
B) ... após batalhar por uma década contra a leucemia
...
C) ... últimas escolas coloniais que treinavam a elite
nativa nos impérios europeus ...
D) A noção de que tudo não passava de efeito
linguístico ...
E) ... onde trabalhou de 1963 até sua morte ...

123) (FCC) O segmento grifado está empregado em
conformidade com o padrão culto escrito em:
A) O apego nos bens que julgava lhe pertencerem
provocou muitas discórdias.
B) Estou convicto de que as melhores providências já
foram tomadas.
C) Sua ambição com o poder colocou-o em situação
difícil.
D) Apresentou, perante a todos, suas desculpas pelo
perigoso equívoco.
E) Medroso com tudo que lhe era desconhecido, não
aceitou o cargo no exterior.

124) (FCC) ... a Amazônia representa mais da metade
do território brasileiro ...

A frase cujo verbo exige o mesmo tipo de complemento
exigido pelo verbo grifado acima é:
A) Essa visão mudou bastante nas últimas duas
décadas ...
B) O vapor de água (...) responde por 60% das chuvas...
C) ... que caem nas regiões Norte, Centro-Oeste,
Sudeste e Sul do Brasil.
D) ... pois o destino da região depende muito mais de
seus habitantes.
E) ... porque terão orgulho de sua riqueza natural, única
no mundo.

125) (CESPE - Adaptada) Assinale a alternativa que
preenche corretamente as lacunas da frase
apresentada.

O edital, entregue a todos os candidatos, pretendia ......
o Concurso seria realizado em breve.
A) informá-los de que
B) informá-los para que
C) informá-los sobre que
D) informar-lhes de que
E) informar-lhes para que

126) (FCC) República criou o brasileiro genérico e
abstrato.

O mesmo tipo de complemento verbal grifado acima
está na frase:
A) ... esse esporte assumiu entre nós funções sociais
extrafutebolísticas ...
B) ... respondem por sua imensa popularidade.
C) O advento do futebol entre nós coincidiu com a
busca de identidades reais ...
D) ... a vida recomeça continuamente ...
E) ... os 22 jogadores não atuavam como dois times de
11 ...

127) (FCC) A República, em que todos se tornaram
juridicamente brancos, sucedeu a monarquia ...

A expressão pronominal grifada acima completa
corretamente a lacuna da frase:
A) As cenas de alegria, ...... torcedores agitavam
bandeiras, ficaram gravadas na memória de todos.
B) Apesar dos esforços para a conquista do título ......
todos sonhavam, a equipe foi eliminada do torneio.
C) A vitória naquele jogo, importante ...... a equipe
disputasse o título de campeã, tornou-se o objetivo
maior do técnico.
D) Diante das expressivas vitórias no campeonato,
nenhum jogador entrava em campo ...... fosse aplaudido
pela torcida.
E) Os jogadores ...... todos se lembram são aqueles que
trouxeram grandes alegrias para a torcida.

128) (FCC) Quanto à observância da necessidade do
sinal de crase, a frase inteiramente correta é:
A) Não falta à perspectiva adotada pelo autor o
subjetivismo de quem se apega àquelas razões que a
ciência não considera.
B) Os homens desconheciam, à princípio, que o sol
constituía o centro do nosso sistema, que cabia à essa
estrela a primazia de protagonista.
C) Na Antigüidade, àqueles astrônomos e teólogos que
consideravam a Terra como o centro do universo não se
oferecia à menor contestação.
D) Sempre coube a grande poesia, como no caso da de
Fernando Pessoa, celebrar às visões totalizadoras do
nosso planeta.
E) Uma à uma, as teorias da astrofísica vão atualizando
os conhecimentos que se destinam à descrever o
funcionamento do universo.

129) (FCC) A frase inteiramente correta, considerando-
se a presença ou a ausência do sinal de crase, é:
A) A mentira, mesmo justificada por certas
circunstâncias, pode ser desmascarada à qualquer
momento, à vista dos fatos apresentados.
B) Submetida a avaliação da opinião popular, a política
deve pautar-se pela lisura e pela veracidade voltadas
para à resolução de conflitos.
C) Quanto a defesa da ética, ela é sempre necessária, à
fim de que a ação política seja vista como verdadeira
representação da vontade popular.
D) Os governados, como preceituam as normas
democráticas, têm direito a informações exatas e
submetidas à verdade dos fatos.
E) A verdade dos fatos políticos está subordinada,
segundo pensadores, à uma lógica particular, à
depender dos objetivos do momento.







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130) (FAURGS - Adaptada) (...) No Parque da
Redenção, que tem esse nome em alusão à Abolição e
à antiga presença afro naqueles limites, os recantos
paisagísticos se remetem _______ culturas europeias
ou asiáticas. (...)

A senzala do Solar dos Câmara foi preservada
casualmente, por acomodar-se entre as fundações que
dão sustentação ______ casa. (...)

Mas, proporcionalmente, a presença feminina é
muitíssimo inferior ______ masculina na denominação
dos logradouros públicos. (...)

Quantos desembargadores, presidentes de tribunais ou
procuradores-gerais emprestaram seus nomes _______
ruas da cidade?(...)

Assinale a alternativa que preenche correta e
respectivamente as lacunas dos trechos acima.
A) as – a – a – à.
B) as – à – à – à.
C) às – a – à – à.
D) às – à – à – a.
E) às – a – a – a.

131) (FAURGS - Adaptada) Observe os seguintes
trechos:

“Pode perguntar ____ si mesmo: Estou sendo bom
profissional? Adotar uma postura positiva, ou seja, não
se limitar apenas ____ tarefas que foram dadas a você,
contribui para o engrandecimento do trabalho, mesmo
que ele seja temporário. Fique atento às mudanças,
nem que sejam, ____ vezes, de detalhes pequenos:
ainda assim, podem fazer uma grande diferença na sua
realização profissional e pessoal”.

Assinale a alternativa que preenche correta e
respectivamente as lacunas acima.
A) à – às – as
B) a – às – às
C) a – as – às
D) à – as – às
E) a – as – as

132) (CESPE - Adaptada) Está correto o emprego ou a
ausência do sinal de crase na frase:
A) Consumidores menos abastados, com menor poder
de negociação, submetem-se as exigências dos
credores a fim de obterem crédito.
B) Lado a lado com as conquistas econômicas, os
estratos sociais mais baixos ascenderam a uma classe
social superior.
C) Os produtos destinados à classes sociais de maior
poder aquisitivo estão a disposição da classe C, por
conta do crédito fácil.
D) O poder público busca atender, à todo momento,
com medidas pertinentes, as necessidades das classes
mais desfavorecidas.
E) A mídia estampa de maneira persuasiva e à qualquer
hora produtos destinados à uma classe emergente cada
vez maior.


133) (CESPE) Orientação espiritual ...... todas as
pessoas é um dos propósitos ...... que escritores e
pensadores vêm se dedicando, porque a perplexidade e
a dúvida são inevitáveis ...... condição humana.

No trecho acima, todas as lacunas devem ser
preenchidas com contração da preposição “a” com
artigo “a’, resultando, nos três casos, em “à”. (C/E)

134) (FCC-2010) Não se trata de negar ______ crianças
o acesso aos meios eletrônicos, tarefa indesejável e
mesmo impossível de ser realizada, mas de impor
limites ______ utilização desses equipamentos tão
sedutores, para que elas também possam se dedicar
______ outras atividades fundamentais para o seu
desenvolvimento.

Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
ordem dada:
A) às – a – a
B) as – a – a
C) às – à – a
D) as – à – a
E) às – à – à

135) (CESGRANRIO) Assinale a alternativa que
preenche corretamente as lacunas da frase
apresentada.

Sem nada perguntar _____ ninguém, o rapaz dirigiu-se
_____ um canto da sala, _____ espera de ser chamado
pela atendente.
A) a – a – a
B) a – a – à
C) a – à – à
D) à – à – a
E) à – a – a

No Brasil das últimas décadas, a miséria teve
diversas caras. Houve um tempo em que, romântica, ela
batia à nossa porta. Pedia-nos um prato de comida.
Algumas vezes, suplicava por uma roupinha velha.
Conhecíamos os nossos mendigos. Cabiam nos dedos
de uma das mãos. Eram parte da vizinhança. Ao
alimentá-los e vesti-los, aliviávamos nossas
consciências. Dormíamos o sono dos justos. A
urbanização do Brasil deu à miséria certa
impessoalidade.

136) (FAURGS) Considere as seguintes afirmações
acerca do emprego da crase no texto.

I – Caso substituíssemos nos (3º período), por todas as
pessoas, seriam criadas as condições para o uso da
crase.
II – Caso substituíssemos eram parte (7º período) por
pertenciam, seriam criadas as condições para a crase.
III – Caso substituíssemos dar (último período) por
emprestar, seriam mantidas, no contexto da frase, as
condições para o emprego da crase.

Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas I e III.
D) Apenas II e III.
E) I, II e III.



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Instrução: para responder à questão 137, leia com
atenção o seguinte texto.
Um grupo de vinte adolescentes caminhava em
passos quase marciais na direção das areias do
Arpoador, vindo da vizinha praia de Ipanema. Pareciam
uniformizados – quase todos sem camisa e só de
bermuda. Falavam alto e gesticulavam muito. Estavam
agitados. Uma zoeira. Os termômetros, naquele
momento, marcavam graus em toda a orla marítima da
Zona Sul do Rio de Janeiro. Em frente a um hotel, o
grupo que chegava se defrontou com outro que ocupava
uma faixa de areia.

137) (FAURGS) Considere as seguintes afirmativas.

I – Se substituíssemos a preposição em (1º período)
pela preposição a, ocorreriam, no contexto da frase, as
condições para o emprego da crase.
II – Se substituíssemos a expressão na direção de (1º
período) pela expressão em direção a, ocorreriam, no
contexto da frase, as condições para uma crase.
III – Se substituíssemos um hotel (último período) por
uma casa, o a que precede a expressão deveria
receber acento indicativo de crase.

Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas II e III.
E) I, II e III.

138) (FAURGS) Ele não conseguiu dizer nada ______
respeito do problema ______ se referiram ______ duas
criaturas atônitas.
A) a – ao que – as
B) à – que – as
C) à – a que – às
D) a – a que – as
E) a – ao qual – às

139) (FAURGS) A República sucedeu ______
Monarquia e impôs ______ pessoas um procedimento
adequado ______ atmosfera democrática que se
estabeleceu.
A) à – as – a
B) à – as – à
C) a – às – à
D) à – às – a
E) à – às – à

140) (CESPE) Não se pode atribuir às realizações dos
povos às suas potencialidades genéticas, mas à sua
cultura.

Quanto ao segmento acima, estão corretos os registros
de sinal de crase nas três ocorrências. (C/E)

141) (FAURGS) Todos acorreram ____ praça, ____ fim
de apreciar os festejos que se iniciaram daí ____ alguns
instantes.
A) à – a – à
B) à – à – à
C) à – a – a
D) a – à – a
E) à – à – a

142) (FDRH) A casa fica _________ direita de quem
sobe a rua, _________ duas quadras da avenida do
Contorno.
A) à – há
B) a – à
C) a – há
D) à – a
E) à – à

143) (FDRH) Estamos _________ poucas horas da
cidade _________ que vieram ter, _________ tempos,
nossos antepassados.
A) a – a – há
B) há – a – a
C) há – à – há
D) à – a – a
E) a – á – há

144) (FCC) ... é uma introdução à entrevista...; a
presença do sinal indicativo de crase se justifica porque
A) ocorre a presença de um substantivo feminino.
B) há união de uma preposição com um artigo definido
feminino.
C) se verifica a junção de dois substantivos femininos.
D) se trata de uma locução adverbial com palavra
feminina.
E) sempre ocorre crase antes de complementos
nominais.

145) (CESGRANRIO) Em qual da alternativas há erro
no emprego da crase por presença ou omissão?
A) Permanecia aberta, por toda a noite, a porta da
taberna.
B) Esbarrou o fogareiro às mãos na porta da taberna.
C) Dirigiu-se à taberna cuja porta permanecia aberta.
D) Dias antes, batera à porta da taberna, às pressas e
inconsolável.
E) A noite, descia e encaminhava-se à porta da taberna.
146) (FCC) A expressão grifada está substituída de
modo INCORRETO pelo pronome em:
A) que ameaçam a flora // que a ameaçam.
B) passam a destruir a flora e a fauna nativas // destruí-
las.
C) já tachou 542 seres vivos de "exóticos e invasores" //
já os tachou.
D) O Ministério também lançará um livro // lançará-no.
E) mostrando as vilãs dos rios // mostrando-as.

147) (FCC) A substituição do elemento grifado pelo
pronome correspondente, com os necessários ajustes
no segmento, está INCORRETA em:
A) continua a provocar irritação = continua a provocá-la
B) a constituir um deslocamento = a lhe constituir
C) batalhar [...] contra a leucemia = batalhar contra ela
D) que treinavam a elite = que a treinavam
E) gerou uma subdisciplina acadêmica = gerou-a.






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148) (FCC) O segmento grifado foi substituído de modo
INCORRETO pelo pronome em:
A) sem comprometer o futuro do próprio país // sem
comprometê-lo.
B) que enfrentaram o desafio do ambiente hostil // que o
enfrentaram.
C) e fincaram raízes na porção norte do país // e
fincaram-nas.
D) e criar condições econômicas // e criá-las.
E) eles vão preservar a floresta // preservar-lhe.

Segundo o Ministério da Justiça, a partir de 2011,
outros estados devem integrar-se gradativamente ao
sistema. A previsão é que, em nove anos, todos os
brasileiros estejam cadastrados em uma base de dados
unificada na Polícia Federal. Internet: <www.g1.globo.com>
(com adaptações).

Com relação ao texto acima apresentado,
julgue o item seguinte.

149) (CESPE) No 1º período, o emprego da preposição
“a” na combinação “ao”, é exigência sintática do verbo
“integrar-se”. (C/E)

As metas do desenvolvimento científico não mais se
limitam à acumulação, na academia de conhecimento
sobre as leis da natureza ou à busca de soluções para
problemas específicos; elas se caracterizam como
formação e uso do conhecimento como nova forma de
capital para que cada nação possa manter sua
autonomia e sua competitividade no equilíbrio entre
seus pares.

Julgue o item a seguir, com relação às estruturas
linguísticas do texto.

150) (CESPE) O emprego do sinal indicativo de crase
em “à acumulação” e em “à busca” deve-se à regência
da forma verbal “se limitam” e à presença de artigo
definido feminino que antecede os substantivos. (C/E)

Conjugação Verbal. Vozes Verbais.

151) (CESPE - Adaptada) Se você não _____ não
_____ por tais banalidades.
A) queria – brigaríamos
B) quisesse – brigávamos
C) quisesse – brigaríamos
D) queria – brigássemos
E) quiser – briguemos

152) (CESPE - Adaptada) Embora os testes muitas
vezes _____ o sucesso na futura profissão, os alunos
_____ a hora em que se _____ sua extinção.
A) predigam – bendizem – propusesse
B) predizem – bendiziam – propuser
C) predizem – bendiriam – propuser
D) predigam – bendiriam – propusesse
E) predizem – bendiziam – propusesse

153) (FAURGS) Se ele _____,não _____ de rogado,
_____ que não o receberei.
A) vier – te faças – diz-lhe
B) vier – te faz – diz-lhe
C) vir – te faze – diz-lhe
D) vier – te faças – dize-lhe
E) vier – te faça – diga-lhe

154) (FDRH) Se você _____ escrúpulos, espero que
_____ afastado do dinheiro que ______ no banco.
A) possue – continue – pusemos
B) possue – continue – puzemos
C) possue – continui – pusemos
D) possui – continue – pusemos
E) possui – continui – pusemos

155) (FAURGS) Se _____ nossas idéias e não _____
nossas concepções, não _____ a bons resultados.
A) impormos – reavimos – chegaríamos
B) impusermos – reavermos – chegaríamos
C) impusermos – revirmos – chegaremos
D) impuséssemos – revermos – chegaremos
E) impormos – revermos – chegaremos

156) (FDRH) Eu não _____ a desobediência, embora
ela me _____, portanto não _____ comigo.
A) premio – favoreça – contes
B) premeio – favorece – conta
C) premeio – favorece – conte
D) premio – favoreça – contas
E) premeio – favoreça – conte

157) (FDRH) Os organizadores do debate _____ na
discussão, temendo que _____ intermináveis
desentendimentos.
A) interviram – sobrevissem
B) interviram – sobreviesse
C) intevinham – sobreviriam
D) intervieram – sobreviessem
E) intervieram – sobrevissem

158) (FCC) Está adequada a correlação entre os
tempos e modos verbais na frase:
A) A pergunta que percorresse todas as bocas visa a
apurar se a propagação do e-mail venha a ressuscitar a
carta.
B) Quem não se irritava por ter sido destinatário de
mensagens que não lhe dirão respeito?
C) O e-mail tanto poderia estar completando a
obsolescência da carta como pudesse estar
representando um novo alento para ela.
D) Teria sido conveniente pensar qual fosse a lacuna
que se interponha entre a carta e o e-mail.
E) Nada pode estar mais distante do e-mail do que o
tempo que se costuma levar para que uma carta seja
escrita e postada.









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159) (FCC) O Ministério também lançará um livro que
reúna dados sobre espécies invasoras marinhas.

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que o
grifado acima está na frase:
A) ... isso se dá no momento ...
B) "Queremos que sirva como critério para barrar sua
entrada e o seu plantio"...
C) ... e hoje ocupa o lugar de espécies nativas nos
parques e reservas do Rio ...
D) ... o homem, desavisado do estrago que pode
provocar no ambiente ...
E) ... mas que agora começa a ser revista.

160) (FCC) Os verbos grifados estão corretamente
flexionados na frase:
A) Após a catástrofe climática que se abateu sobre a
região, os responsáveis propuseram a liberação dos
recursos necessários para sua reconstrução.
B) Em vários países, autoridades se disporam a
elaborar projetos que previssem a exploração
sustentável do meio ambiente.
C) Os consumidores se absteram de comprar produtos
de empresas que não consideram a sustentabilidade do
planeta.
D) A constatação de que a vida humana estaria
comprometida deteu a exploração descontrolada
daquela área de mata nativa.
E) Com a alteração climática sobreviu o excesso de
chuvas que destruiu cidades inteiras com os
alagamentos.

161) (CESPE - Adaptada) ... crê-me que és ainda mais
obtuso do que pareces.

Trocando a segunda pela terceira pessoa, a frase acima
está em total conformidade com o padrão culto escrito
em:
A) creia-me que é ainda mais obtuso do que parece.
B) crede-me que é ainda mais obtuso do que parecei.
C) crê-me que é ainda mais obtuso do que parece.
D) creia-me que é ainda mais obtuso do que parecei.
E) crede-me que és ainda mais obtuso do que parecei.

162) (FCC) Esgotado por sucessivas batalhas,
convencido da inutilidade de seguir lutando e tendo
decidido ser preferível capitular a perder não só a
liberdade como a vida, no verão de 1520 o rei asteca
Montezuma, prisioneiro dos espanhóis, concordou em
entregar a Hernán Cortés o vasto tesouro que seu pai,
Axayáctl, reunira com tanto esforço, e em jurar lealdade
ao rei da Espanha, aquele monarca distante e invisível
cujo poder Cortés representava. (...) Adaptado de
Alberto Manguel, À mesa com o Chapeleiro Maluco:
ensaios sobre corvos e escrivaninhas. Trad. Josely
Vianna Baptista. São Paulo: Companhia das Letras,
2009, p. 21-22)

... aquele monarca distante e invisível cujo poder Cortés
representava.
Considerado do ponto de vista estritamente gramatical,
o segmento acima mantém a correção se a forma verbal
“representava” for substituída por
A) contestava.
B) se curvava.
C) desconfiava.
D) fazia frente.
E) se apoiava.

163) (CESPE) “Se a tendência se mantiver, teremos
cada vez mais...”

Ao substituir o segmento grifado acima por “Caso a
tendência...”, a construção que mantém a correção e o
sentido da frase original é “se mantenha, teremos cada
vez mais...” (C/E)

164) (FCC) “... o aparelho de tevê era um móvel
exclusivo da sala de estar ...”

A frase cujo verbo está flexionado nos mesmos tempo e
modo que o grifado na frase acima é:
A) “... adultos que passaram a maior parte de sua
infância e adolescência ...”
B) “... com que aumentasse a exposição aos meios
eletrônicos ...”
C) “... que não roubavam muito tempo dos estudos e
das brincadeiras ...”
D) “... a tevê ganhou tempo de programação, variedade
de canais e cores ...”
E) “O leitor com 50 anos talvez resgate na memória uma
época...”

165) (FUNDATEC) Assinale a alternativa que preenche
corretamente as lacunas da frase apresentada.

Ele _____ que lhe _____ dificuldades, mas _____ ajuda
financeira para as pesquisas sobre o clima.
A) receiava - sobreviessem – obteu
B) receiava - sobrevissem – obteve
C) receava - sobreviessem – obteve
D) receava - sobrevissem – obteve
E) receava - sobreviessem - obteu

166) (FCC) A forma ou locução verbal que expressa
ação totalmente realizada no passado é a destacada
em:
A) Reforçam-se as evidências da baixa qualidade de
ensino em cursos de medicina do país.
B) Esse retrato vem sendo confirmado anualmente
desde 2005.
C) ... quando o Cremesp (Conselho Regional de
Medicina do Estado de São Paulo) decidiu implementar
uma prova de avaliação, facultativa, dos conhecimentos
dos futuros médicos.
D) ... é razoável supor que a proporção de estudantes
despreparados seja maior.
E) ... seria imprescindível [...] a realização de provas...













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(...) Para se vingar daqueles que destroem a
floresta, o Curupira se transforma em caça − uma paca,
uma onça ou qualquer outro bicho que atraia o caçador
para o meio da mata, fazendo-o perder a noção de seu
rumo e ficar dando voltas, retornando sempre ao
mesmo lugar. Outra forma de atingir os maus caçadores
é fazer com que sua arma não funcione ou que eles
sejam incapazes de acertar qualquer tipo de alvo,
principalmente a caça.

167) (FCC) ... que atraia o caçador.

O emprego da forma verbal grifada acima denota, no
contexto,
A) desejo impossível de ser realizado.
B) hipótese plausível.
C) dúvida quanto à necessidade de um fato.
D) certeza com relação a um fato.
E) fato inimaginável.

168) (CESPE) ... valores e princípios que sejam
percebidos pela sociedade como tais.

Transpondo para a voz ativa a frase acima, o verbo
passará a ser, corretamente, “perceba”. (C/E)

169) (FCC) ... tradição brasileira que começou com a
corte portuguesa, foi alterada na década de 1920 por
paisagistas como Burle Max ... (final do texto)

O verbo que admite o mesmo tipo de transposição que
a do grifado acima está na frase:
A) ... elas são mais predadoras do que o aquecimento
global.
B) Trata-se de espécies exóticas trazidas de outros
países ...
C) Mas quem poderia desconfiar de uma jaqueira ...
D) ... não é um exemplar original.
E) ... e hoje ocupa o lugar de espécies nativas nos
parques e reservas do Rio ...

170) (CESPE) “E sua vó ainda haverá de contar uma
outra história...”

Transpondo para a voz passiva a frase acima, a forma
verbal obtida corretamente é “haverá de ser contada”.
(C/E)

171) (FCC) “O engajamento moral e político não chegou
a constituir um deslocamento da atenção intelectual de
Said...”

Transpondo a frase acima para a voz passiva, a forma
verbal resultante é:
A) se constituiu.
B) chegou a ser constituído.
C) teria chegado a constituir.
D) chega a se constituir.
E) chegaria a ser constituído.

172) (FCC) A atual falta de regras muitas vezes
constrange empresas do setor.

Transpondo a frase acima para a voz passiva, obtém
corretamente a seguinte forma verbal.
A) constranger-se-ão.
B) são constrangidas.
C) é constrangida.
D) pode constranger.
E) chega a constranger.

173) (CESPE) ... que deveria ser derrubada a todo
custo pelos colonos, operários e garimpeiros ...
Transpondo a frase acima para a voz ativa, a forma
verbal corretamente obtida será “era para ser
derrubada”. (C/E)

174) (CPC) Observe as sentenças abaixo.

I – É visível a cisão entre a música de alto repertório e a
música de mercado.
II – Os dois tipos de música falam a tipos de público
desiguais.
III – A música das massas marca o pulso rítmico e a
repetição.
IV – Novas dimensões de tempo instauradas com a
música de concerto contestam a escuta linear.

Quais delas podem ser passadas para a voz passiva?
A) Apenas I e III
B) Apenas II e IV
C) apenas III e IV
D) Apenas I, III e IV
E) Apenas II, III e IV

175) (CESPE) Transpondo para a voz passiva a frase a
frase “Eu estava revendo, naquele momento, as provas
tipográficas do livro”, obtém-se a forma verbal “estava
sendo revisto”. (C/E)

176) (CESPE) Transpondo para a voz passiva a frase
“Os cavalinhos de pau despertavam a fantasia das
crianças”, obtém-se a forma verbal “era despertada”.
(C/E)

177) (FAURGS) Assinale o item em que não há voz
passiva:
A) Procura-se uma boa cozinheira.
B) Todos os quadros foram vendidos.
C) Pede-se mais cuidado nas respostas.
D) Duvida-se de todos.
E) Foi eleito o novo Conselho Deliberativo.

178) (FDRH) Transpondo-se para a voz passiva a
oração “O médico examinará os pacientes ainda hoje”,
obtém-se a forma verbal:
A) terão sido examinados
B) foram examinados
C) serão examinados
D) são examinados
E) seriam examinados

179) (CESPE - Adaptada) A voz passiva analítica não
corresponde à sintética na alternativa:
A) Alagar-se-ão os vales./ Os vales serão
alagados.
B) Estudem-se aquelas lições./ Sejam estudadas
aquelas lições.
C) Mantinham-se os critérios./Foram mantidos os
critérios.



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D) Para se condenarem os réus./ Para serem
condenados os réus.
E) Analisem-se as obras./ Sejam analisadas as obras.

180) (CESPE)Transpondo para a voz passiva a frase “A
professora vinha trazendo os cadernos”, obtém-se a
forma verbal “vinham sendo trazidos”.(C/E)

181) (FAURGS) Leia a seguinte passagem na voz
passiva: “O receio é substituído pelo pavor, pelo
respeito, pela emoção...”

Se passarmos para a voz ativa, teremos:
A) O pavor e o respeito substituíram-se pela emoção e o
receio.
B) O pavor e o receio substituem a emoção e o respeito.
C) O pavor, o respeito e a emoção são substituídos pelo
receio.
D) O pavor, o respeito e a emoção substituem-se.
E) O pavor, o respeito e a emoção substituem o receio.

182) (CESPE) “O mulato relatou uma louvação que foi
feita ao coronel do sobradinho numa festa de batizado.”

No período acima, a conversão correta da oração
de voz ativa em passiva e a de voz passiva em ativa
resultará na construção “Foi relatada pelo mulato uma
louvação que fizeram ao coronel do sobradinho numa
festa de batizado”. (C/E)

183) (CESPE - Adaptada) O exemplo da passiva
pronominal está na opção:
A) Os amigos cumprimentaram-se com um aperto de
mão.
B) Sabe-se que o Brasil tem um grande futuro.
C) Responde-se às cartas.
D) Parece que ele se matou.
E) Brinca-se muito na infância.

Discursos Direto e Indireto

184) (CPC) – Tem idéia do que isso significa em
matéria de votos?

Assinale a alternativa que descreve corretamente a fala
do trecho acima.
A) O personagem perguntou se o outro tinha idéia do
que aquilo significava em matéria de votos.
B) O personagem perguntou se você tem idéia do que
isso significa em matéria de votos.
C) O personagem perguntou se o outro teria idéia do
que aquilo significaria em matéria de votos.
D) O personagem perguntou se você tinha idéia do que
aquilo significava em matéria de votos.
E) O personagem perguntou se o outro tinha idéia do
que isso significava em matéria de votos.

Instrução: a questão 185 refere-se ao texto abaixo.
Noutro dia, numa reunião de professores, eu dizia
aos demais que o meu trabalho como professor de
Segundo Grau, em última análise, visava, nuclearmente,
a contribuir com a formação de pessoas competentes
para a vida. Um colega mais jovem indagou-me o que
eu entendia por competência, que a seu juízo esta era
uma ideia muitíssimo relativa, que o que era
competência para mim podia não corresponder à noção
que ele fazia de competência, que, assim sendo, eu
tivesse a gentileza de dizer o que era, a meu ver,
competência.

185) (CESPE - Adaptada) Parte substancial deste texto
descreve um diálogo entre duas pessoas.

Assinale a alternativa que melhor reproduz a indagação
e a solicitação presumivelmente feitas ao narrador pelo
seu colega mais jovem.
A) – O que o senhor entendia por competência? A meu
juízo, esta é uma ideia muitíssimo relativa. O que é
competência para o senhor pode não corresponder à
ideia que eu faço de competência. Assim sendo, o
senhor tenha a gentileza de dizer o que é, a seu ver,
competência?
B) – O que o senhor entende por competência? A seu
juízo, esta é uma ideia muitíssimo relativa. O é
competência para mim pode não corresponder à ideia
que o senhor faz de competência. Assim sendo, o
senhor tenha a gentileza de dizer o que é, a seu ver,
competência.
C) – O que o senhor entende por competência? A meu
juízo, esta é uma ideia muitíssimo relativa. O que é
competência para mim pode não corresponder à ideia
que o senhor faz de competência. Assim sendo, o
senhor tenha a gentileza de dizer o que é, a meu ver,
competência.
D) – O que o senhor entende por competência? A meu
juízo, esta é uma ideia muitíssimo relativa. O que é
competência para o senhor pode não corresponder à
ideia que eu faço de competência. Assim sendo, o
senhor tenha a gentileza de dizer o que é, a seu ver,
competência.
E) – O que o senhor entende por competência? A meu
juízo, esta é uma ideia muitíssimo relativa. O que era
competência para o senhor pode não corresponder à
ideia que eu fazia de competência. Assim sendo, o
senhor tenha a gentileza de dizer o que é, a seu ver,
competência.

186) (CESPE) A correspondência direta entre o discurso
direto e o indireto é a da alternativa
A) – Vocês aqui têm um programa bastante agressivo,
do ponto de vista científico – assegurou o visitante
estrangeiro./ O visitante estrangeiro assegurou que lá
eles tinham um programa bastante agressivo, do ponto
de vista científico.
B) - Ontem encontrei um fóssil raro a dois quilômetros
deste local – informou a bióloga ao jornalista./ A bióloga
informou ao jornalista que na véspera encontrou um
fóssil raro a dois quilômetros daquele local.
C) - Quantos pesquisadores permanecerão na estação
no próximo inverno? – quis saber o jornalista./ - O
jornalista quis saber quantos pesquisadores vão
permanecer na estação no inverno seguinte.
D) - Se o tempo continuar estável, amanhã iremos
visitar nossos vizinhos – garantiu o comandante da
base./ O comandante da base garantiu que, se o tempo
permanecesse estável, visitaríamos os seus vizinhos no
dia seguinte.



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56
E) - Não brinquem com a natureza na Antártida! –
recomendam os ecologistas./ Os ecologistas
recomendaram para não brincarem com a natureza na
Antártida.

187) (FAURGS) Observe o seguinte diálogo entre
Hagar e seu interlocutor:

- Sou Hagar, o Terrível... e sempre consigo o que
estou a fim.
- Cometeu um erro de gramática, senhor.

Assinale a alternativa que transcreve adequadamente a
fala do interlocutor de Hagar.
A) O interlocutor disse a Hagar que o senhor tinha
cometido um erro de gramática.
B) O interlocutor afirmou que Hagar cometera um erro
de gramática.
C) O interlocutor disse a Hagar que tinha cometido um
erro de gramática.
D) O interlocutor afirmou que Hagar cometia um erro de
gramática.
E) O interlocutor disse que o senhor cometeu um erro
de gramática.

Sintaxe da Oração e do Período.
Termos da Oração.

188) (CESPE - Adaptada) Maria das Dores entra e vai
abrir o comutador. Detenho-a: não quero luz.

Os dois-pontos usados acima, entre as orações em
destaque, estabelecem uma relação de subordinação
entre as orações. Que tipo de subordinação?
A) Temporal.
B) Final.
C) Causal.
D) Concessiva.
E) Conclusiva.
189) (FAURGS) Assinale a alternativa que contém um
exemplo de que desempenhando a função de pronome
relativo.
A) Fiquem atentos, que a palestra começará em breve.
B) É necessário que te empenhes muito para obter
essas informações.
C) Ele fez mais exercícios físicos que qualquer outro
colega.
D) Sigmund Freud, que foi o criador da psicanálise,
sofreu muitas críticas em sua época.
E) Tanto insistiu, que acabou convencendo os pais a
deixá-lo viajar.

Instruções para responder às questões 190, 191
e 192: cada questão apresenta um período que deve
ser modificado, iniciando conforme se sugere, mas
sem alterar a idéia contida no primeiro. Em
conseqüência, outras partes da frase sofrerão
alterações. Assinale a alternativa que contém o
elemento adequado ao novo período.

190) (FDRH) Não tendo confirmado sua chegada,
não fui esperá-lo. Comece com Não fui esperá-lo, ...
A) a menos que
B) por que
C) visto que
D) se bem que
E) contudo

191) (FDRH) Ele assumiu a chefia do cargo, embora
não estivesse preparado para isso. Comece com Ele
não estava ...
A) todavia
B) de forma que
C) porquanto
D) desde que
E) conforme

192) (FDRH) Estava tão quente, que ligamos o
ventilador. Comece com Ligamos o ventilador ...
A) conforme
B) dado que
C) à medida que
D) não obstante
E) ao passo que

193) (FAURGS) A nova bomba anunciava o rápido
desfecho da guerra em curso contra o Japão. Mas
também prenunciava uma nova era, cheia de
inquietações.

A expressão destacada exprime
A) adição.
B) alternância.
C) contraste.
D) conclusão.
E) explicação.

194) (FAURGS) Podem acusar-me: estou com a
consciência tranqüila. Os dois pontos desse período
poderiam ser substituídos por vírgula, explicitando-se o
nexo entre as duas orações pela conjunção
A) portanto.
B) e.
C) como.
D) pois.
E) embora.

195) (FCC) O Cremesp, que defende o exame
compulsório, diz, no entanto, que a aplicação de testes
teóricos, aos moldes do que faz a OAB, seria
insuficiente.

Considerado o contexto, a locução destacada acima
equivale a:
A) a propósito.
B) ainda.
C) todavia.
D) por isso.
E) nesse sentido.

196) (FAURGS) Observe a seguinte passagem do texto:

“(...) Recorremos ao improviso de nossa memória
para registrar que o único agente, quase que
exclusivamente dedicado ao meio jurídico, dignificado
com uma herma em área pública é o eminente Dr.
Oswaldo Vergara, fundador da OAB, Seção Rio Grande
do sul, entidade, aliás, responsável pela instalação de
um busto seu defronte ao Palácio da Justiça, na Praça



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57
da Matriz – Matriz graças à ação matreira da memória
coletiva, vez que o nome oficial do logradouro,
conhecido de poucos, é Praça Marechal Deodoro – em
Porto Alegre.”

O termo que pode substituir no trecho acima a
expressão “vez que”, sem prejuízo do significado ou da
correção gramatical da frase, é
A) apesar de que.
B) conforme.
C) pois.
D) que cujo.
E) se bem que.

197) (CESPE) No trecho “Os consumidores estavam
insatisfeitos, mas não tomavam atitudes
transformadoras” a palavra “mas”, no contexto em que
aparece, expressa ideia de adição. (C/E)

198) (FCC) Metade da população adulta do Brasil
experimenta pelo menos uma noite maldormida por
semana. Não é o suficiente para causar danos
permanentes, e volta-se ao normal uma vez que se
tenha dormido. Ainda assim, o dia seguinte é de
amargar. Há uma perceptível redução no desempenho,
na criatividade, nos reflexos e os nervos ficam à flor da
pele. (...)

No trecho “volta-se ao normal, uma vez que se tenha
dormido”, a expressão “uma vez que”, no contexto em
que aparece, poderia ser substituída, sem acarretar
mudança de sentido, por
A) desde que
B) sem que
C) de modo que
D) ainda que
E) mesmo que

199) (FAURGS) Na frase “Se ficou notório apesar de
ser tímido, talvez estivesse se enganando junto com os
outros (...)”, o segmento sublinhado pode ser
substituído, sem prejuízo para o sentido e a correção,
por:
A) tendo em vista a timidez.
B) não obstante a timidez.
C) em razão da timidez.
D) inclusive a timidez.
E) conquanto a timidez.

200) (FAURGS) Mas enquanto o sonho de Darcy não
se torna realidade, o debate continua.

Os termos sublinhados exercem na frase acima a
mesma função sintática do termo sublinhado em:
A) Ainda temos muito a caminhar.
B) Para ele, trabalho não era opção para as crianças.
C) Caberiam aos pais as providências (....)
D) Ainda que a escola não venha a suprir a necessidade
(...)
E) A tragédia dos menores abandonados é de tal ordem
(...)



201) (FCC) Os outros privilégios da vida a que as
pessoas aspiram só existem em função de uma única
forma de utilização (...).

No período acima, são exemplos de uma mesma função
sintática:
A) vida e pessoas.
B) privilégios e utilização.
C) privilégios e pessoas.
D) existem e utilização.
E) a que e única.

202) (FDRH) “No ciúme, há mais amor-próprio do que
amor verdadeiro”.

A expressão sublinhada exerce função de
A) sujeito.
B) objeto direto.
C) objeto indireto.
D) adjunto adnominal.
E) predicativo do sujeito.

203) (CESPE - Adaptada) “Uma mulher bonita é o
paraíso dos olhos, o inferno da alma e o purgatório da
bolsa”;

As expressões sublinhadas exercem função de
A) objetos diretos.
B) adjuntos adnominais.
C) predicativos do sujeito.
D) complementos nominais.
E) adjuntos adverbiais de lugar.

204) (FAURGS) “Meu amigo bêbado, que a recolheu da
rua molhada, morreu.”

O termo destacado acima exerce a função sintática de
A) sujeito.
B) objeto direto.
C) objeto indireto.
D) pronome apassivador.
E) pronome relativo.
205) (CESPE) No período “Além disso, ruiu a barreira
entre a química inorgânica e a orgânica” (último
período), a expressão “a barreira” exerce a função de
complemento da forma verbal “ruiu”. (C/E)

Em meio à multidão de milhares de manifestantes,
rapazes vestidos de preto e com a cabeça e o rosto
cobertos por capuzes ou capacetes caminham
dispersos, tentando manter-se incógnitos. A atitude
muda quando encontram um alvo: um cordão de
isolamento policial, uma vitrine ou uma agência
bancária. Eles, então, agrupam-se e, armados com
porretes, pedras e garrafas de coquetel molotov,
quebram, incendeiam e agridem. (...)

No que se refere aos aspectos morfossintáticos e
semânticos do texto acima, julgue o item seguinte.

206) (CESPE) Os complementos elípticos da formas
verbais “quebram”, “incendeiam” e “agridem” (todos no
3º período) possuem o mesmo referente no texto. (C/E)





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58
Quando a polícia reage, os vândalos voltam a se
misturar à massa de gente que protesta pacificamente,
na esperança de, com isso, provocar um tumulto e
incitar outros manifestantes a entrar no confronto. É a
tática do black bloc (bloco negro, em inglês), cujo uso se
intensificou nos protestos de rua que dominaram a
Europa este ano. Quase sempre, a minoria violenta é
formada por anarquistas — que, de seus análogos do
início do século XX, imitam os métodos violentos e o
ódio ao capitalismo e ao Estado.

No que se refere aos aspectos morfossintáticos e
semânticos do texto acima, julgue o item seguinte.

207) (CESPE) O elemento “que” possui, em todas as
ocorrências sublinhadas no texto, a propriedade de
retomar palavras ou expressões que o antecedem.
(C/E)

O leitor interessado em compreender um pouco
melhor como vivem milhões de brasileiros à sua volta
poderia aproveitar um de seus próximos momentos
livres para fazer um teste que lhe mostrará por que a
vida é tão difícil para tanta gente neste país.

Com relação aos aspectos estruturais e
semânticos do texto acima, julgue o item
subsequente.

208) (CESPE) O sujeito da forma verbal “vivem”
(sublinhado no texto) não ocorre de maneira explícita no
período, devendo ser inferido da leitura do texto. (C/E)

Implantado em maio de 2009, por meio de convênio
celebrado pelo Tribunal de Justiça do Estado de
Roraima (TJ/RR) com o governo desse estado, o
programa Justiça Comunitária visa estimular e viabilizar
a solução de pequenos conflitos, com a participação da
comunidade.
É desenvolvido com o auxílio de câmaras que são
compostas por membros da comunidade (pais,
professores etc.) e profissionais voluntários, o que
indica que os referidos conflitos serão solucionados de
acordo com os conceitos e anseios daquela
comunidade. (...)

A partir da compreensão do texto acima e da
análise de seus componentes linguísticos, julgue o
item que se segue.

209) (CESPE) Da leitura do texto, depreende-se que o
referente do sujeito oculto da oração “Implantado em
maio de 2009” (1º parágrafo) é “Tribunal de Justiça do
Estado de Roraima”(TJ/RR)” (1º parágrafo) e que o
referente do sujeito da oração “É desenvolvido com o
auxílio de câmaras” (2º parágrafo), também oculto, é “o
programa Justiça Comunitária”. (C/E)

Nos anos 70 do século passado, durante o auge
dos grandes projetos de infraestrutura implantados
pelos governos militares, a Amazônia era conhecida
como o inferno verde. Uma mata fechada e insalubre,
empestada de mosquitos e animais peçonhentos, que
deveria ser derrubada a todo custo – sempre com
incentivo público – pelos colonos, operários e
garimpeiros que se aventuravam pela região. Essa
visão mudou bastante nas últimas duas décadas, à
medida que os brasileiros perceberam que a região é
um patrimônio nacional que não pode ser dilacerado
sem se comprometer o futuro do próprio país.
Mesmo agora, com o reconhecimento de sua
grandeza, a floresta amazônica permanece como um
domínio da natureza no qual o homem não é bem-vindo.
No entanto, vivem lá 25 milhões de brasileiros, pessoas
que enfrentaram o desafio do ambiente hostil e fincaram
raízes na porção norte do Brasil.

A partir da compreensão do texto acima
apresentado e da análise de palavras e expressões
linguísticas nele contidas, julgue o próximo item.

210) (CESPE) O pronome relativo “que” empregado nos
trechos “que deveria ser derrubada” (2º período do 1º
parágrafo);“que se aventuravam” (2º período do 1º
parágrafo) e “que enfrentaram o desafio” (2º período do
2º parágrafo) têm como antecedente, respectivamente,
os termos “Uma mata fechada e insalubre” (2º período
do 1º parágrafo); “colonos, operários e garimpeiros” (2º
período do 1º parágrafo) e “25 milhões de brasileiros”
(2º período do 2º parágrafo). (C/E)

211) (CESGRANRIO) Assinale a alternativa em que há
oração sem sujeito.
A) Havia no ar um perfume delicado, de sofisticado
aroma, de muito bom gosto.
B) Só os tolos se preocupam em responder a
provocações descabidas.
C) A África é um continente de contrastes, pois lá existe
riqueza e miséria.
D) Um dos nossos funcionários foi flagrado desviando
materiais doados.
E) Às vezes, é preferível calar a falar sem razão.

212) (CESPE) Os termos destacados em todas as
alternativas exercem igual função sintática, exceto no da
alternativa
A) A leitura do livro impressionou a todos naquela
demonstração.
B) A idéia prescinde da autorização de qualquer
autoridade.
C) Tudo é indispensável ao bom entendimento da
regra de trânsito.
D) Apresentava necessidade de estar acompanhado o
tempo todo.
E) Estava apto a assumir novas funções na empresa.

213) (CESPE) Observe a frase:

“As primeiras alunas receberão incentivo para
desenvolver o curso de pós-graduação.”

Julgue as seguintes afirmações acerca das funções
sintáticas exercidas pelas palavras do texto acima:

I – O artigo AS e o numeral PRIMEIRAS exercem
função de adjuntos adnominais.
II – O termo INCENTIVO é objeto direto.
III – A expressão ALUNAS é o núcleo do sujeito.





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Qual(is) está(ão) correta(s)?
A) Somente a I
B) Somente a II
C) Somente a III
D) Somente I e III
E) Todas.

214) (CPC) As vírgulas presentes em “O discurso, na
semana passada, impressionou políticos e empresários”
isolam expressão que aparece funcionando
sintaticamente de igual forma na alternativa
A) É preciso entender, senhores do Conselho, que as
verbas serão destinadas às obras da sociedade.
B) O Banco, uma sólida instituição financeira, ficou
abalado com a crise mundial.
C) Desde que se tenham esperanças, a crise não nos
atingirá de forma grave.
D) Os trens, depois de dois dias parados, puderam
trafegar com segurança.
E) As meninas, quando se depararam com o assaltante,
mostraram-se muito nervosas.

215) (CPC) Há predicativo em todas as frases das
alternativas abaixo, exceto na
A) Os macaquinhos, doentes, eram tratados com
alimentação especial.
B) Preocupados, os pais ligaram para a escola.
C) Vi animais maltratados naquele zoológico particular.
D) Os bons escritores vendem livros antes mesmo de
publicá-los.
E) Alterados, alguns pacientes foram transferidos de
setor no hospital.

Pontuação

Instrução: para responder às questões 201 e 217,
leia atentamente o texto abaixo.

Aquela prodigiosa singularidade que foi o
matemático indiano Srinivasa Ramanujan, quando jazia
mortalmente enfermo em um hospital londrino, recebeu
a visita de um de seus colegas, professores
universitários. Querendo distrair o doente, sabidamente
um aficcionado estudioso dos números, o visitante
observou que havia chegado ali num táxi que tinha a
placa 1729, número que aparentemente não se revestia
de interesse algum. “Oh, não”, replicou Ramanujan, “é
um número cheio de interesse; é, em verdade, o menor
número com que se pode expressar, de duas diferentes
maneiras, a soma de dois cubos”.

216) (CESGRANRIO) As afirmações abaixo referem-se
à pontuação do texto acima.

I – Se houvesse uma vírgula antes do nome “Srinivasa
Ramanujan”, no primeiro período do texto, poderíamos
deduzir que a Índia havia dado ao mundo apenas um
matemático, o próprio Ramanujan.
II – Se fosse suprimida a vírgula antes de “professores
universitários”, no primeiro período do texto, a
mensagem permitiria inferir que Ramanujan tinha
outro(s) tipo(s) de colegas.
III – Se a palavra “aparentemente”, no segundo período
do texto, viesse entre vírgulas, não haveria qualquer
alteração no significado da afirmação em que o termo
se encontra.
Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Todas.
E) Nenhuma.

217) (CESGRANRIO) Considere as afirmações abaixo
sobre a pontuação do texto.

I – As vírgulas depois de “Ramanujan” e depois de
“londrino” isolam uma oração subordinada adjetiva
explicativa.
II – As vírgulas depois de “doente” e depois de
“números”, no segundo período do texto, isolam uma
oração subordinada adverbial deslocada.
III – As vírgulas antes e depois de “em verdade”, no
terceiro período do texto, isolam o que a gramática
denomina de adjunto adverbial deslocado.

Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e II.
E) Apenas II e III.

218) (FAURGS) A frase em que deve ser empregada a
vírgula é
A) A informação orienta o povo e aumenta sua cultura.
B) Os dados culturais são necessários e fortalecem a
cultura geral.
C) As pessoas lêem jornais e a informação as
enriquece.
D) A crítica dos conhecimentos adquiridos é
fundamental e sempre deve ser feita.
E) Os valores humanos permanecem e são
indispensáveis à vida em sociedade.

219) (FCC) Observe o seguinte texto:

“Nos tempos antigos, as montanhas e as quedas
d’água eram fenômenos naturais; agora, uma montanha
incômoda pode ser abolida, e uma queda d’água pode
ser criada.”

Caso iniciemos a frase pela palavra Se,
A) deverá aparecer, na segunda oração, o termo então.
B) a pontuação deverá permanecer a mesma.
C) o tempo do verbo na primeira oração deverá mudar.
D) o temo agora deverá ser deslocado para o final da
frase.
E) o ponto-e-vírgula deverá ser trocado por vírgula.











Prof. Alberto Menegotto PORTUGUÊS
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220) (CPC) Observe o seguinte texto:

“Porto Alegre, na primeira metade do século XX,
sabia onde era o ponto de encontro dos populares – a
Rua da Praia –, onde estavam os turfistas, os boêmios,
os poetas menores e todos que se fascinavam pelo
desfile constante dos galanteadores da cidade.”

Leia, a seguir, as afirmações que se fazem sobre o
emprego dos travessões.

I – Na frase, os travessões poderiam ser substituídos
por parênteses, sem prejuízo do sentido contextual do
trecho isolado.
II – Os travessões desempenham, no contexto, igual
função que desempenhariam num diálogo escrito.
III – No caso específico dessa frase, os travessões
poderiam ser abolidos, sem que isso resultasse em erro.

Quais estão corretas?
A) Apenas I.
B) Apenas II.
C) Apenas III.
D) Apenas I e II.
E) Apenas II e III.

Instrução: para responder à questão 221, leia
atentamente o seguinte texto.

Todos os dias milhões de brasileiros,
frequentadores de supermercados, farmácias e
padarias, levam para casa, além dos produtos
escolhidos, a certeza de alguns aborrecimentos. O
momento de consumir marca o início de uma pequena
batalha cotidiana contra as embalagens que envolvem
uma série de produtos, porque elas testam a
coordenação motora e, sem dúvida alguma, infernizam
a paciência dos consumidores.

221) (FAURGS) Associe as justificativas gramaticais
para o uso das vírgulas às vírgulas apontadas.

Coluna A

1. Separar orações ou adjuntos adverbiais deslocados.
2. Separar itens de uma série.
3. Isolar aposto.

Coluna B

( ) vírgulas depois de “brasileiros” e depois de
“padarias”, no primeiro período do texto.
( ) vírgula depois de “supermercados”, no primeiro
período do texto.
( ) vírgulas antes e depois de “sem dúvida alguma”,
no segundo período do texto.

A seqüência correta das associações, de cima para
baixo, da coluna B, é
A) 1 – 2 – 3.
B) 3 – 1 – 1;
C) 3 – 2 – 1.
D) 2 – 1 – 3;
E) 1 – 3 – 1;


222) (CESGRANRIO) Observe:

• Homens, mulheres, crianças(1) ficaram tristes com a
notícia.
• Diga-lhe(2) que viaje(3) que se divirta, que viva.
• Somente você(4) estou convencido(5) poderá me
salvar.
• Eu diria (6) que é muito cedo para viajar.
• A Terra(7) que é redonda(8) está cheia de gente
“quadrada”.
• O Homem não é só matéria(9) o Homem é (10)
sobretudo, espírito.

Devem ser preenchidos com vírgula os parênteses de
números:
A) 3 – 4 – 5 – 7 – 8 – 10
B) 1 – 2 – 4 – 5 – 10
C) 1 – 2 – 3 – 6 – 9 – 10
D) 1 – 3 – 4 – 5 – 7 – 8
E) 2 – 4 – 5 – 6 – 9

223) (ESAF) Julgue os itens quanto ao emprego dos
sinais de pontuação.

I - O desempenho da economia brasileira em 2001,
foi aquém do necessário para o aumento da renda
média nacional.
II - No entanto, considerando-se os diversos
constrangimentos, internos e externos que o país
precisou enfrentar ao longo de 2001, a expansão de
1,51% no Produto Interno Bruto (PIB) não foi um mau
resultado, pois ao menos não se deu passos para trás.
III - Alguns desses constrangimentos estão
superados. Já não há mais racionamento de energia
elétrica, por exemplo, e o Brasil poderá crescer um
pouco mais em 2002.
IV - Mas ainda será preciso algum tempo para que a
economia volte a se expandir aceleradamente de forma
sustentada, sem criar novos gargalos que possam
abortar o processo de recuperação logo adiante, num
círculo vicioso.

Estão corretos apenas os itens:
A) I e II
B) II e III
C) II e IV
D) I e III
E) III e IV

224) (ESAF) Indique o período cuja pontuação está
inteiramente correta:
A) Há muito, vêm caindo os salários dos professores
das universidades públicas, estes desanimados fazem
greve ou, as trocam pelas instituições privadas.
B) Há muito, vêm caindo os salários, dos professores
das universidades públicas: estes desanimados, fazem
greve ou as trocam, pelas instituições privadas.
C) Há muito, vêm caindo, os salários dos professores
das universidades públicas: estes desanimados fazem
greve, ou as trocam pelas instituições privadas.
D) Há muito vêm caindo os salários dos professores das
universidades públicas; estes, desanimados, fazem
greve, ou as trocam pelas instituições privadas.



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E) Há muito vêm caindo, os salários dos professores,
das universidades públicas; estes, desanimados, fazem
greve, ou: as trocam pelas instituições privadas.

225) (FCC) Assinale a alternativa cuja oração apresenta
correta pontuação.
A) A televisão noticiou que, novas jazidas de petróleo,
foram descobertas.
B) No período colonial o serviço postal brasileiro, era
muito ruim.
C) Atualmente a Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos é responsável: por um ótimo sistema postal
em todo o território nacional.
D) Os consumidores, de produtos alimentícios, confiam
muito nos controles, de qualidade.
E) Você carrega os livros e as estantes; eu, as roupas e
pequenos objetos.

226) (FCC - Adaptada) O período está corretamente
pontuado em:
A) Dorme, como quem porque nunca nascida, dormisse
no hiato, entre a morte e a vida.
B) Dorme como quem, porque nunca nascida dormisse
no hiato, entre a morte e a vida.
C) Dorme como quem porque, nunca nascida, dormisse
no hiato entre a morte, e a vida.
D) Dorme como quem, porque nunca nascida, dormisse
no hiato entre a morte e a vida.
E) Dorme, como quem, porque nunca nascida dormisse,
no hiato entre a morte e a vida.

227) (FCC) “Provavelmente as novelas exibam casos
de ascensão social pelo amor – genuíno ou fingido – em
proporção maior que a vida real...”

O emprego das reticências no final do segmento
transcrito acima denota
A) hesitação, pela presença de um comentário de cunho
subjetivo, sem base em dados reais.
B) nova referência, desnecessária, ao comentário de
alguém alheio ao contexto.
C) recurso adotado pelo autor, no sentido de estimular o
interesse do leitor.
D) certeza da concordância de um eventual leitor com a
opinião ali exposta.
E) desejo de que a ficção possa se deter, realmente, em
fatos que ocorrem na vida real.

228) (FCC) Está inteiramente adequada a pontuação da
seguinte frase:
A) É preciso – mormente nos dias que correm –
desconfiar: não exatamente das pessoas místicas, mas
de um certo misticismo, que aqui e ali, costuma vicejar
como erva daninha ameaçando a existência, de todas
as outras plantas.
B) É preciso, mormente nos dias que correm, desconfiar
não exatamente das pessoas místicas, mas de um certo
misticismo que, aqui e ali, costuma vicejar como erva
daninha, ameaçando a existência de todas as outras
plantas.
C) É preciso mormente nos dias que correm, desconfiar,
não exatamente das pessoas místicas, mas de um certo
misticismo que aqui e ali, costuma vicejar como erva
daninha, ameaçando a existência de todas as outras
plantas.
D) É preciso, mormente nos dias que correm, desconfiar
não exatamente das pessoas místicas mas, de um certo
misticismo, que aqui e ali costuma vicejar, como erva
daninha ameaçando a existência de todas as outras
plantas.
E) É preciso, mormente nos dias que correm desconfiar
não exatamente das pessoas místicas; mas de um certo
misticismo que, aqui e ali, costuma vicejar, como erva
daninha, ameaçando a existência de todas as outras
plantas.

Instruções: o texto abaixo é base para
as questões 229 e 230.

“O legado das ciências biológicas na passagem
para o século XX consistiu principalmente na teoria da
evolução de Darwin e nas leis de hereditariedade de
Mendel. Outros resultados dignos de menção foram: a
formulação de uma teoria da célula, o descobrimento do
vínculo entre cromossomos e hereditariedade, a análise
microscópica desveladora dos neurônios e a preparação
das primeiras vacinas.”

Com base no texto acima, julgue o item seguinte.

229) (CESPE) O sinal de dois-pontos, no 2º período,
introduz uma enumeração de caráter explicativo. (C/E)

Com base no texto acima, julgue o item seguinte.

230) (CESPE) O emprego de vírgula após os
segmentos “a formulação de uma teoria da célula” e “o
descobrimento do vínculo entre cromossomos e
hereditariedade” (todos no 2º período) deve-se ao fato
de esses segmentos exercerem, no período em que
ocorrem, a mesma função sintática e não estarem
ligados por conjunção. (C/E)

“Em meio à multidão de milhares de manifestantes,
rapazes vestidos de preto e com a cabeça e o rosto
cobertos por capuzes ou capacetes caminham
dispersos, tentando manter-se incógnitos.”

No que se refere aos aspectos morfossintáticos e
semânticos do texto acima, julgue o item seguinte.

231) (CESPE) Seria mantida a correção gramatical do
texto caso fosse introduzida vírgula imediatamente após
o trecho “rapazes vestidos de preto (...) capuzes ou
capacetes”, isolando-o do restante da oração, já que
esse trecho somente insere informação acessória sobre
os manifestantes. (C/E)

“Em cerca de trinta cartas que foram conservadas,
encontram-se alusões mais ou menos desenvolvidas ao
“tempo que faz”. Para apreciar o valor e o significado
dessas indicações, é preciso entender as principais
razões que levavam o padre a interessar-se pelo
tempo.”





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62
A respeito do vocabulário e da estrutura linguística do
texto, julgue o próximo item.

232) (CESPE) O emprego de vírgula logo após o
vocábulo “indicações” (2º período) é obrigatório. (C/E)

(...) Se tudo estiver em ordem, o documento é
entregue em cinco dias. Ao ser retirada a carteira, as
digitais são conferidas novamente.

Com relação ao texto acima apresentado, julgue o item
seguinte.

233) (CESPE) A supressão da vírgula que sucede a
palavra “ordem” não acarreta prejuízo à correção
gramatical do período em questão.(C/E)

Semântica, interpretação de texto e
tipologia textual.

Instruções: o texto abaixo é base para
as questões 234 a 236.

O CORREIO NO BRASIL

Flávio Perina

Nosso país é, por certo, o único do mundo que teve
o exato momento do início da sua história marcado e
descrito por uma carta, exatamente a carta de Pero Vaz
de Caminha, o escrivão da frota de Cabral, ao Rei de
Portugal, sendo o único país que tem seu “registro de
nascimento” feito dessa forma.
O início oficial da história do Correio Brasileiro
remonta a 25 de janeiro de 1663, quando o Alferes João
Carvalho Cardoso foi nomeado para exercer o cargo de
Correio-Mor do Mar e da Terra. Apesar disso, durante o
período colonial, o serviço postal brasileiro praticamente
não existiu. Havia alguma organização no envio e
recebimento de correspondência com Portugal, mas
dentro do território o serviço chegou a ser proibido,
como nos dá conta uma ordem do Rei de Portugal D.
João V, em pleno século XVIII, quando já despertava o
sentimento nacionalista na colônia.
Foi com a vinda da família real ao Brasil, em 1808,
que os correios ganharam a esperada organização. No
mesmo ano foi editado o primeiro regulamento postal e
o serviço passou a ser executado pelo Estado, em
regime de monopólio. Um fato digno de nota é que a
Proclamação da Independência do Brasil também está
ligada a uma carta. Foi a carta do Rei de Portugal,
acompanhada de cartas da Princesa Leopoldina e de
José Bonifácio, transportadas a cavalo até São Paulo,
pelo carteiro Paulo Bregaro, que motivaram D. Pedro a
proclamar a independência. Ou seja, uma carta
assinalou o início de nossa história e outras foram
responsáveis por nossa independência.
Em 1835 foi instituída a distribuição gratuita de
correspondência para toda a população. Até então só
era realizada para as casas que pagassem uma taxa
anual, situada entre dez e vinte mil réis. Ao Brasil cabe
a glória de ter sido o segundo país, no mundo, a adotar
o selo postal, o não menos famoso “Olho de Boi”, em
três valores, 30, 60 e 90 réis, que começaram a circular
em 1º de agosto de 1843. Com a introdução do selo
postal, nesse ano, os serviços tiveram forte incremento
no país. Agências foram instaladas em todas as cidades
e vilas e a quantidade de carteiros e outro funcionários
cresceu muito.
Em 1931 os correios passaram por uma reforma.
Até então, correios e telégrafos eram duas repartições
públicas distintas: a Diretoria Geral dos Correios e a
Repartição Geral dos Telégrafos, que foram fundidas no
Departamento de Correios e Telégrafos – DCT, o qual
experimentou notável fase de melhoria e expansão.
Postalistas e telegrafistas eram considerados
profissionais de primeira linha no País. No entanto, a
partir de meados da década de 50, o serviço postal e
telegráfico entrou em crise, da qual só começou a se
recuperar com a criação da Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos - ECT, pelo Decreto-lei nº 509, de
20 de março de 1969. adaptado(http://pt.shvoong.com/social-
sciences/communications-media- studies/677297-
hist%C3%B3riacorreio-parte/)acessado em 13/04/08

234) (CESPE) Segundo o texto, cartas marcaram
momentos históricos de nosso país, como
A) a chegada da família real portuguesa ao Brasil e a
Proclamação da República.
B) o descobrimento do Brasil e a Proclamação da
Independência.
C) a inconfidência Mineira e a expulsão dos franceses.
D) a adoção do selo Olho de Boi e a fusão dos serviços
de correios e telégrafos.
E) o Golpe de 1964 e a criação do Correio Brasileiro.

235) (CESPE) Segundo o texto, a história oficial do
Correio Brasileiro iniciou-se com
A) a reforma dos Correios em 1931.
B) com a criação da Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos em 1969.
C) a chegada da Família Real Portuguesa em 1808.
D) a adoção do selo postal em 1843.
E) a nomeação do Alferes João Carvalho Cardoso para
o cargo de Correio-Mor do Mar e da Terra em 1663.

236) (CESPE) A palavra ”incremento”, em destaque no
texto, pode ser substituída, sem prejuízo do sentido da
frase, por
A) inchaço.
B) preferência.
C) desenvolvimento.
D) predominância.
E) encarecimento.

Instruções: o texto abaixo é base para
as questões 237 a 241.

Transição

Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário
da população, no qual temos cada vez menos crianças
e jovens e cada vez mais idosos.
Em decorrência, inúmeras outras modificações
estão ocorrendo, como novas demandas aos sistemas
de saúde, turismo e educação. Esse conjunto de
transformações é denominado “transição demográfica” e



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63
reflete a importância deste momento para a sociedade
atual e para as futuras, as quais terão como desafio a
necessidade de uma adaptação de todos a essa nova
realidade.
Obviamente, esse processo acontecerá
progressivamente, mas nem por isso deverá ocorrer
sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa.
Haveremos de estar atentos todas as vezes em que se
cometerem disparates nesse setor. Vou citar dois
exemplos, ocorridos em uma mesma manhã de
domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são.
Diante de uma platéia em êxtase, o locutor,
entusiasmado, pergunta aos participantes: “Tem criança
aqui?” Milhares de mãos se erguem e,
independentemente da idade, as vozes proclamam um
sonoro “sim”.
Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta:
“Tem velho aqui?” As mãos oscilam com o indicador em
riste e ouve-se um enfático “não”. Repete-se a pergunta
final e aumenta ainda mais o som da resposta. Termina
o espetáculo.
Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há
por que duvidar dos bons interesses do animador.
Certamente, ele quis mostrar como é revigorante
participar ativamente de uma cerimônia como aquela. O
que lastimo é a necessidade de condenar a velhice a
uma condição indigna, que deve ser banida de um
ambiente saudável.
Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a
correspondência acumulada na semana. Chamou-me a
atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando
que, nos próximos dias, ocorrerá o encontro dos
adeptos da “medicina antienvelhecimento”. No
programa, temas e pesquisadores de grande relevância
em meio a um grupo de interesseiros cujo principal
objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte
da eterna juventude.
Curiosamente, conheço muitos deles e constato que
nem neles mesmos essas mentiras conseguem ser
aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não os
poupa das suas naturais conseqüências.
Observei que os fatos se conectam. Se, por um
lado, continuarmos a permitir que o processo natural de
envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as
argumentações dos falsos profetas, que apregoam
erroneamente que os conceitos da geriatria e da
gerontologia sejam usados como medidas
“antienvelhecimento”, perpetuaremos o paradigma de
que a velhice é uma doença que deve ser combatida
com tratamentos caríssimos sem respaldo científico.
Mas, se nos respaldarmos nas evidências
responsáveis, teremos as bases para constituir um
grande movimento que marcará uma posição
vanguardista na luta “pró-envelhecimento saudável”.
Dessa forma, espero que, em breve, possamos
ouvir a multidão respondendo à pergunta ‘tem velho
aqui?’ com um vigoroso ‘SIM’, de quem, a despeito da
idade, goza da plenitude da sua capacidade funcional,
ciente das suas características físicas e intelectuais de
quem soube envelhecer. (Adaptado de JACOB FILHO, Wilson.
Transição. Folha de São Paulo, Folha Equilíbrio, 27 de março de
2008.)

237) (FCC) Leia as seguintes afirmações a respeito do
texto.

I – O autor inicia o texto apresentando uma hipótese de
mudança que possivelmente terá lugar num futuro não
muito longínquo.
II – Os dois exemplos citados no texto, do 4º ao 8º
parágrafos, são apresentados pelo tutor com simpatia,
dado o incentivo à eterna juventude que representam.
III – Da leitura geral do texto, depreende-se que o autor
defende a valorização de um envelhecimento saudável,
em vez da negação de existência dessa fase da vida.

Quais estão corretas?
A) Apenas a I.
B) Apenas a II.
C) Apenas a III.
D) Apenas a II e a III.
E) A I, a II e a III.

238) (FCC) No 7.º parágrafo, o autor refere-se a um
“grupo de interesseiros”. Tal referência é várias vezes
retomada no texto através de pronomes ou outras
expressões.

Leia os pronomes abaixo.
I – lhes (3.º período do 7.º parágrafo)
II – (d)eles (1.º período do 8.º parágrafo)
III – (n)eles mesmos (1.º período do 8.º parágrafo)
IV – os (2.º período do 8.º parágrafo)

Quais deles se referem aos “interesseiros” a que o autor
alude?
A) Apenas o I e o II.
B) Apenas o III e o IV.
C) Apenas o I, o II e o III.
D) Apenas o II, o III e o IV.
E) O I, o II, o III e o IV.

239) (FCC) Assinale a alternativa cuja afirmação acerca
da estrutura de palavras do texto está INCORRETA.
A) O termo “demandas” (1.º período do 2.º (parágrafo)
pertence a uma família de palavras em que existe um
adjetivo formado pelo sufixo -ante.
B) Em “demográfica” (2.º período do 2.º parágrafo)
temos a presença de um radical também presente em
“demoníaco”.
C) O prefixo presente em “revigorante” (3.º período do
6.º parágrafo) não está presente em “vigoroso” (último
parágrafo).
D) O prefixo que ocorre no início de
“antienvelhecimento” (2.º período do 7.º parágrafo) não
é o mesmo que ocorre em “antediluviano”.
E) O termo “plenitude” (último parágrafo) pertence a
uma família de palavras em que existe um advérbio
formado pelo sufixo -mente.

240) (FCC) Analise as expressões abaixo.
I – Esse conjunto de transformações (2.º período do 2.º
parágrafo)
II – o episódio (1.º período do 6.º parágrafo)
III – os fatos (1.º período do 9.º parágrafo)
IV – evidências responsáveis (1.º período do 10.º
parágrafo)




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Quais retomam elementos apresentados anteriormente
no texto?
A) Apenas a I e a II.
B) Apenas a I, a II e a III.
C) Apenas a I, a III e a IV.
D) Apenas a II, a III e a IV.
E) A I, a II, a III e a IV.

241) (FCC) Os termos “incautos” (3.º período do 7.º
parágrafo) e “paradigma”(2.º período do 9.º parágrafo),
no contexto em que são usados, remetem à idéia de
A) idade e paradoxo
B) esperança e padrão
C) confiança e esquema
D) velhice e equívoco
E) precaução e modelo

O texto abaixo é base para as
questões 242 a 244.

Cada vez mais, ciência e tecnologia são
componentes básicos do planejamento nacional na
busca de desenvolvimento econômico, diminuição das
desigualdades sociais e preservação do meio ambiente.
As metas do desenvolvimento científico não mais se
limitam à acumulação, na academia de conhecimento
sobre as leis da natureza ou à busca de soluções para
problemas específicos; elas se caracterizam como
formação e uso do conhecimento como nova forma de
capital para que cada nação possa manter sua
autonomia e sua competitividade no equilíbrio entre
seus pares. As soluções para os problemas de
emprego, educação, habitação, saúde, saneamento,
crescimento demográfico, migrações estão, em grande
parte, vinculadas a inovações em produtos e serviços,
por sua vez, dependentes de pesquisa.
Acresce que a moderna sociedade do conhecimento
é cada vez mais dinâmica, mudando com grande
rapidez as suas linhas de desenvolvimento, baseadas
em uma atividade científica que produz cinco mil novas
publicações por dia, o que gera um conhecimento que
se renova a cada cinco ou seis anos e está disponível
de imediato nos novos meios de comunicação. O
número de trabalhadores na área científica vem
aumentando com tal rapidez que estão, atualmente, em
atividade 90% de todos os que, até hoje, se dedicaram
à ciência. A formação e a atualização de um sistema
nacional de ciência e tecnologia deixaram de ser o
esforço episódico de há 50 anos para se converter em
necessidade contínua e crescente em que produção,
transferência e utilização do conhecimento formam o
carro-chefe do desenvolvimento econômico e social.
Alberto Carvalho da Silva. Descentralização em política de ciência e
tecnologia. In: Estudos Avançados, vol. 14, n.º 39, p. 61, 2000 (com
adaptações).

Em relação às ideias e concepções relativas à
ciência e tecnologia veiculadas no texto, julgue os
itens 242 a 244.

242) (CESPE) Por mais que o investimento destinado à
pesquisa aumente, a renovação do conhecimento
ocorre apenas a cada cinco ou seis anos. (C/E)

243) (CESPE) Depreende-se do texto que o número de
trabalhadores na área científica é diretamente
proporcional ao número de mestres e doutores egressos
dos cursos de pós-graduação. (C/E)

244) (CESPE) Diante do ritmo acelerado da moderna
sociedade do conhecimento, resultam inúteis, para
resolver ou minorar os problemas da sociedade atual,
os esforços de se aplicarem as inovações científicas em
produtos e serviços. (C/E)

O texto abaixo é base para as questões 245 a 248.

O Pe. Antônio Vieira foi submetido a residência
forçada, em Coimbra, de fevereiro de 1663 até
setembro de 1665 e, finalmente, preso pela Inquisição
no dia 1.º de outubro. Publicou-se uma importante série
de cartas escritas por ele nesse período, que se
escalonaram com bastante regularidade de 17 de
dezembro de 1663 a 28 de setembro de 1665.
Em cerca de trinta cartas que foram conservadas,
encontram-se alusões mais ou menos desenvolvidas ao
“tempo que faz”. Para apreciar o valor e o significado
dessas indicações, é preciso entender as principais
razões que levavam o padre a interessar-se pelo tempo.
A principal era, sem dúvida, as repercussões que certos
tipos de tempo tinham sobre a regularidade do
funcionamento das comunicações, em especial a
circulação das cartas e notícias. Sujeitado a residência
forçada, Antônio Vieira ansiava pela chegada do correio,
sobretudo o que provinha de Lisboa e da Corte, mas
também dos outros lugares onde tinha amigos. Em
certos períodos do ano, inquietava-se também pelas
condições de navegação do Atlântico, perigosas para
as frotas do Brasil e da Índia. Outra razão do seu
interesse eram as repercussões do tempo sobre a
própria saúde e a dos amigos, e sobre os rebates da
peste. Enfim, não podia esquecer as campanhas
militares que, a partir da primavera, decorriam então no
Alentejo.
Convém não esquecer que as anotações climáticas
nas cartas de Antônio Vieira podiam ter, às vezes, valor
puramente metafórico. No ambiente de acesas intrigas
palacianas que o Padre acompanhava a distância, ele
deixa mais de uma vez transparecer o receio de que as
cartas dele e dos seus correspondentes fossem abertas
e lidas. Por isso, expressa-se muitas vezes por alusões
e metáforas. Por exemplo, a 20 de julho, escrevia a D.
Teodósio: “Em tempo de tanta tempestade, não é
seguro navegar sem roteiro.” Tratava-se apenas, na
realidade, de combinar o percurso para um encontro
clandestino estival nas margens do Mondego. O
contexto permite, quase sempre, desfazer as dúvidas.
Suzanne Daveau. Os tipos de tempo em Coimbra (dez. 1663 – set.
1665), nas cartas de Padre Antônio Vieira. In: Revista Finisterra, v. 32,
n.º 64, Lisboa, 1997, p. 109-215. Internet: <www.ceg.ul.pt> (com
adaptações).

Acerca das ideias expressas no texto e da
tipologia que o caracteriza, julgue os itens 245 a
248.

245) (CESPE) De acordo com o texto, as cartas do
Padre Antônio Vieira merecem destaque porque foram
escritas durante o período em que esteve exilado. (C/E)



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246) (CESPE) Conforme o texto, entre as razões que
motivavam o interesse do Padre Antônio Vieira pelo
tempo, algumas eram de cunho pessoal. (C/E)

247) (CESPE) Constata-se no texto que o emprego da
linguagem conotativa nas anotações climáticas nas
cartas de Antônio Vieira visava obstar a compreensão
da leitura dessas cartas por quem não fosse o seu
destinatário. (C/E)

248) (CESPE - Adaptada) Constata-se no texto que a
principal razão que levava Vieira a se interessar pelo
tempo eram, sem dúvida, as repercussões que certos
tipos de tempo tinham sobre a regularidade do
funcionamento das comunicações, em especial a
circulação das cartas e notícias. C/E)
249) (ESAF) Em relação às ideias do texto, assinale a
inferência correta.

A informação do Instituto Brasileiro de Planejamento
Tributário sobre a arrecadação de impostos no país,
através do instrumento denominado Impostômetro, é
mais um elemento de transparência da democracia
brasileira. É bom para o país que instituições
independentes façam este tipo de acompanhamento do
poder público. Mas seria importante, também, que os
próprios governos mantivessem constante atualização
pública do que arrecadam e gastam, para que os
cidadãos se sintam efetivamente representados pelos
governantes que elegem.
O sistema de impostos é a maneira histórica com
que o poder público, no país e no mundo, arrecada
recursos para sustentar-se, para promover os serviços
essenciais e para investir em obras de sua
responsabilidade. Neste sentido, o sistema é
imprescindível, integrando de maneira fundamental a
estruturação do Estado e da sociedade.
Assim, numa sociedade organizada, pagar imposto
faz parte dessa espécie de contrato social que garante
ao país o funcionamento adequado, a promoção da
saúde, da segurança e da educação e a manutenção
das instituições e dos poderes. O controle social dos
gastos públicos e a fiscalização dos cidadãos em
relação ao uso adequado dos recursos são questões
básicas para a qualidade do crescimento do país. (Zero
Hora, RS, Editorial, 28/7/2010)

A) O Instituto Brasileiro de Planejamento é uma
instituição oficial pública.
B) O acompanhamento do poder público por instituições
independentes prejudica o desenvolvimento do País,
porque elas têm seus próprios interesses.
C) A qualidade do crescimento do país está relacionada
com o controle social dos gastos públicos realizado
pelos cidadãos.
D) Se os governos mantivessem informações
disponíveis sobre seus gastos e sua arrecadação, a
administração ficaria prejudicada.
E) O sistema de impostos é dispensável para a
estruturação do Estado e da sociedade.

De teor histórico-filosófico, os livros de M. Foucault
investigam, em determinadas sociedades e em
determinados períodos, quais os modos efetivos e
historicamente variáveis de produção de verdade. Uma
consideração que se estende para a sociedade
moderna, a partir das suas instituições, diz respeito ao
que podemos identificar como o traço fundamental,
comum a todas elas e que, certamente, é aplicável a
toda sociedade. Trata-se do princípio da visibilidade. A
um tempo global e individualizante, a visibilidade
constitui uma espécie de princípio de conjunto. À
primeira vista sinal de transparência e de revelação da
verdade, pode-se contudo questionar se o gesto de
mostrar-se, de deixar-se ver, significaria uma postura
despojada de desvelamento da verdade de cada um ou
se o desnudamento de si mesmo não seria uma
injunção, se a exposição de si não encobriria uma certa
imposição decorrente das regras que regem nosso
modo de produção da verdade. Acrescentemos que a
investigação que quer melhor compreender nossa
época não pretende apenas situá-la pela sua diferença
com o que a precede, mas também, e sobretudo,
instigar mudanças que, a partir e do interior do nosso
presente, possam inaugurar perspectivas outras na
direção do que está por vir. (Salma T. Muchail, A produção da
verdade. Filosofia especial, n. 08, p. 7, com adaptações)

250) (ESAF) De acordo com a argumentação do texto, o
“princípio da visibilidade” (3º período)
A) encobre diferenças entre passado e futuro.
B) reforça a produção de uma falsa verdade.
C) significa uma atitude individual e ousada.
D) está presente em todas sociedades.
E) questiona a verdade das instituições sociais.

251) (ESAF) De acordo com as ideias do texto, assinale
a afirmativa correta.

Face mais cruel de qualquer período recessivo na
economia, o desemprego é chaga social que propaga
desalento coletivo, além de contribuir para a formação
do círculo vicioso que começa com a queda do
consumo, passa pela inibição da produção e termina em
mais desemprego. Mas é exatamente nesse setor que
as previsões mais otimistas para 2010 começam a se
confirmar. Dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do
Trabalho, mostram que o saldo entre a admissão e a
demissão de empregados com carteira assinada somou
181.419 vagas, um recorde que deixou longe os até
então festejados 142 mil empregos formais registrados
em janeiro de 2008, último mês de expansão antes da
crise mundial. Detalhes reforçam o otimismo quanto à
continuidade desse desempenho. Em janeiro de 2010,
quando 1.410.462 postos formais de trabalho foram
preenchidos, a indústria de transformação voltou a dar
sinais de forte retomada. O setor tinha sido o mais
atingido pela recessão, mas compareceu com 68.920
contratações, 17% acima do recorde anterior, de janeiro
de 2008. (Estado de Minas, Editorial, 19/02/2010, com adaptações)

A) O Brasil não apresentou taxa de desemprego durante
a crise econômica de 2008/2009.
B) O desemprego contribui para o círculo vicioso
constituído pela queda do consumo, da produção e
novamente pelo aumento do desemprego.



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C) A indústria de transformação continua a demonstrar
sinais da recessão e não apresenta retomada de
crescimento.
D) Em janeiro de 2008 as taxas de emprego do Brasil
foram as mais altas da história.
E) A demissão de empregados com carteira assinada
chegou quase a 200.000 vagas em janeiro de 2010.

A segunda metade dos anos 1990 foi caracterizada
por crises nos países emergentes: México, Rússia,
Brasil e Argentina. Em todos os casos, os países
recorreram ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para
resolver seus problemas de endividamento externo e
tiveram que se submeter a rigorosos programas de
ajuste fiscal (redução de gastos públicos e aumento de
impostos) e das contas externas exigidos pela
organização. Após o período de retração do nível de
atividade e aumento do desemprego, durante o qual a
relação dívida/PIB e os déficits fiscais se acomodaram
em níveis compatíveis com a capacidade de
financiamento, todos os países, à exceção da Argentina,
entraram em trajetória de crescimento, com estabilidade
de preços. Como os fundamentos fiscais e monetários
destes países estavam fortes, com equilíbrio fiscal,
relação dívida/PIB e inflação sob controle, seus
governos e bancos centrais puderam adotar políticas
fiscais, monetárias, de crédito mais frouxas, que
reverteram a trajetória de queda já no segundo trimestre
de 2009. (José Márcio Camargo, Tragédia grega. IstoÉ, 10/02/2010, com
adaptações)

252) (ESAF) Assinale a relação lógico-semântica que se
infere a partir da argumentação do texto.
A) Para todos os países que se submetem aos
rigorosos programas do FMI, é válido dizer que ele
chega a uma trajetória de crescimento que o leva a
superar a crises.
B) Quanto maior a obediência aos rigorosos programas
de ajuste fiscal impostos pelo FMI, maior a
possibilidades de um país conhecer crises financeiras.
C) Enquanto existirem crises nos países emergentes, os
problemas de endividamento externo e a necessidade
de ajustes fiscais continuarão a provocar crises
financeiras.
D) Sem a acomodação dos déficits fiscais não há
aumento da capacidade de financiamento; sem esta não
há crédito, estabilidade de preços ou crescimento.
E) Se um país tem fortes fundamentos fiscais e
monetários, então ele tem condições de adotar as
políticas necessárias para reverter a trajetória da queda
já em 2009.

253) (ESAF) O texto Raio X do mercado, de Luiz
Alberto Marinho, publicado na RevistaGOL, novembro
de 2009, p. 138, foi adaptado para compor os
fragmentos abaixo. Numere-os, de acordo com a ordem
em que devem ser dispostos para formar um texto
coeso e coerente.

( ) Outra tendência fala de “identidade e auto-
estima”. Isso significa que essas pessoas estão mais
conscientes da sua importância para a economia, mas
não querem abrir mão de suas origens, história e
características.
( ) Portanto, para vender para pessoas de todas
classes sociais, será preciso antes afastar ideias
preconcebidas e entender melhor quem são, o que
querem e como compram os brasileiros.
( ) O instituto de pesquisa Data Popular,
especializado na baixa renda, apresentou um conjunto
de dez tendências que vão impactar os negócios na
classe C.
( ) Uma terceira tendência explica o papel da beleza
como fator de inclusão: afinal, estar bem-arrumado
ajuda a diminuir as barreiras sociais.
( ) Entre elas, está o “consumo de inclusão”, que
mostra que o mercado emergente desenvolveu um jeito
diferente e inclusivo de comprar.

A sequência correta é
A) 1, 2, 5, 4, 3
B) 3, 5, 1, 4, 2
C) 3, 1, 2, 5, 4
D) 4, 2, 1, 5, 3
E) 4, 5, 2, 3, 1

Correspondência Oficial

O texto abaixo é base para as questões 254 a 256.

A língua escrita, como a falada, compreende
diferentes níveis, de acordo com o uso que dela se faça.
Por exemplo, em uma carta a um amigo, podemos nos
valer de determinado padrão de linguagem que
incorpore expressões extremamente pessoais ou
coloquiais; em um parecer jurídico, não se há de
estranhar a presença do vocabulário técnico
correspondente. Nos dois casos, há um padrão de
linguagem que atende ao uso que fazemos da língua, a
finalidade com que a empregamos.
Manual de Redação da Presidência da República. 2.º ed., 2002, p. 5. Internet:
<www.planalto.gov.br> (com adaptações).

Tendo o texto acima como referência inicial,
julgue as questões 254 a 256, referentes à
linguagem empregada na correspondência oficial.

254) (CESPE) Os assuntos que constam da redação
oficial devem ser tratados de forma impessoal, com
exceção das propostas de projetos normativos
apresentadas nas exposições de motivos. (C/E)

255) (CESPE) O emprego da norma culta dispensa a
formalidade de tratamento em documentos emitidos
internamente em órgãos da administração pública. (C/E)

256) (CESPE) Em ofícios e memorandos,
independentemente da urgência dos assuntos tratados,
mantêm-se as exigências de concisão e clareza da
linguagem e de revisão cuidadosa do texto do
expediente. (C/E)










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67
O texto abaixo é base para as questões 257 e 258.

Brasília, 28 de janeiro de 2011.
Ao Sr. Chefe de Recursos Logísticos
Assunto: Serviço completo de copa

1 Solicito a Vossa Senhoria providenciar serviço
completo de copa para servir doze pessoas em uma
reunião de coordenação deste Departamento, a ser
realizada no dia 2/2, terça-feira, das 16 h às 18 h 30
min, no Supremo Tribunal Militar, 7.º andar, sala 54.

2 Para obter informações adicionais, por favor, entrar
em contato com Fernanda, no ramal 8662.
Atenciosamente,
[assinatura]
Renato Peixoto Magalhães
Chefe do Departamento de Psicologia

Considerando o documento hipotético acima e o
estabelecido no Manual de Redação da Presidência
da República acerca das comunicações oficiais,
julgue os itens 257 e 258.

257) (CESPE) O conteúdo tratado no documento acima
é adequado a um memorando, uma vez que veicula
informações de caráter meramente administrativo e
interno ao departamento. (C/E)

258) (CESPE) O texto está adequado para um
memorando no que diz respeito à forma porque, entre
outras características, possui parágrafos numerados e
identificação do destinatário exclusivamente pelo cargo
que ocupa. (C/E)

Tendo em vista as normas que regem a redação de
correspondências oficiais, julgue os itens 259 a 261.

259) (CESPE) O emprego da linguagem técnica, com a
utilização de termos específicos de determinada área do
conhecimento, deve ser privilegiado em expedientes
destinados a órgãos públicos. (C/E)

260) (CESPE) Como medida de proteção aos
servidores da administração pública, a identificação do
signatário é facultativa nos expedientes oficiais. (C/E)

261) (CESPE) Nas correspondências oficiais, a
informação deve ser prestada com clareza e concisão,
utilizando-se o padrão culto da linguagem. (C/E)

Modernidade seria assegurar a todos os habitantes
do país um padrão de vida compatível com o pleno
exercício dos direitos democráticos. Por isso, dão mais
valor a um modelo de desenvolvimento que assegure a
toda a população alimentação, moradia, escola,
hospital, transporte coletivo, bibliotecas, parques
públicos. Modernidade, para os que pensam assim, é
sistema judiciário eficiente, com aplicação rápida e
democrática da justiça; são instituições públicas
sólidas e eficazes; é o controle nacional das decisões
econômicas. Plínio Arruda Sampaio. O Brasil em construção. In: Márcia
Kupstas (Org.). Identidade nacional em debate. São Paulo: Moderna, 1997, p.
27-9 (com adaptações).
262) (CESPE) Se o texto acima constituísse o corpo de
um documento oficial, como um relatório ou parecer, por
exemplo, seria necessário preservar o paralelismo entre
as ideias a respeito de “Modernidade”, por meio da
conjugação do verbo “ser”, nas formas “seria”, “é” e são”
(destacadas no texto), no mesmo tempo verbal. (C/E)

Com referência à redação de correspondências
oficiais, julgue os itens 263 e 264.

263) (CESPE) Documentos oficiais em forma de ofício,
memorando, aviso e exposição de motivos têm em
comum, entre outras características, a aposição da data
de sua assinatura e emissão, que deve estar alinhada à
direita, logo após a identificação do documento com o
tipo, o número do expediente e a sigla do órgão que o
emite. (C/E)

264) (CESPE) Desconsiderando-se as margens e os
espaços adequados, respeitam as normas de redação
de um documento oficial encaminhado por um chefe de
seção a seu diretor o seguinte trecho, contendo o
parágrafo final e fecho de um ofício. (...)

(...) Por fim, por oportuno informamos que as
providências tomadas, e aqui mencionadas, também já
são do conhecimento das partes envolvidas.
Atenciosamente
[assinatura]
Pedro Álvares Cabral
Chefe da seção de logística e distribuição de pessoal
(SLDP). (C/E)

265) (FCC) A frase que respeita totalmente o padrão
culto escrito é:
A) Ao se dirigir àquele Senhor, passou-lhe os
documentos que necessitava para ir adiante ao
processo já iniciado.
B) Exmo. Sr. Senador, acabo de receber o projeto que
Vossa Excelência me encaminhou e pretendo lhe enviar
o parecer solicitado no prazo de, no máximo, um mês.
C) Acredito que Vossa Senhoria, Exmo. Sr. Secretário,
não deve se preocupar com questões que não
demandem diretamente vossa decisão.
D) Tal foram as exigências deles, que Maria, ela própria,
desistiu da compra, não sem antes avisar que, qualquer
que fossem as alegações, nada a impediria de lhes
denunciar.
E) Cada um de todos aqueles grupos que se cuidem,
pois as armadilhas que impuseram um ao outro acredito
que pode ter consequências.














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68
Questões sobre diversos aspectos
sintáticos e semânticos (ESAF e CESPE)

266) (ESAF) Assinale a opção que corresponde a erro
gramatical.

O Brasil possui cerca de(1) quatro milhões de
hectares irrigados: área que pode ser triplicada em(2)
vinte anos. É um dos países mais importantes(3) na
produção de alimentos, mas, apesar de(4) sua vocação
para a agricultura irrigada, ainda são necessárias
estratégias para explorar racionalmente esse potencial.
Hoje, a captação e o consumo de água para a irrigação
representa(5), respectivamente, 46% e 69% dos
valores totais captados e consumidos. (Adaptado de Denise
Caputo http://www.ana.gov.br/SalaImprensa/noticias)

A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5

267) (ESAF) Em relação ao texto abaixo, assinale a
opção incorreta.

O tratamento de esgotos é fundamental para
qualquer programa de despoluição das águas. Em
grande parte das situações, a viabilidade econômica
das estações de tratamento de esgotos (ETE) é
reconhecidamente reduzida, em razão dos altos
investimentos iniciais necessários à sua construção e,
em alguns casos, dos altos custos operacionais. Por
esses motivos que mesmo os países desenvolvidos têm
incentivado financeiramente os investimentos de
Prestadores de Serviços em ETE, como os Estados
Unidos e países da Comunidade Europeia. No Brasil, o
problema de viabilidade econômica do investimento
público torna-se ainda mais agudo, devido à elevada
parcela de população de baixa renda. No entanto, vale
ressaltar que a água de qualidade também é um fator
de exclusão social, uma vez que a população de baixa
renda dificilmente tem condições de comprar água de
qualidade para beber ou até mesmo de pagar
assistência médica para remediar as doenças de
veiculação hídrica, decorrentes da ausência de
saneamento básico.
(http://www.ana.gov.br/prodes/prodes.asp)

A) O emprego do sinal indicativo de crase em “à sua
construção” (2º período) é opcional porque é opcional a
presença de artigo definido singular feminino antes de
“sua”.
B) Em “torna-se” (4º período), o “-se” indica sujeito
indeterminado.
C) A forma verbal “têm” (3º período) está no plural
porque concorda com “os países desenvolvidos”.
D) Mantém-se a correção gramatical do período se a
conjunção “No entanto” (5º período) for substituída por
qualquer uma das seguintes: Porém, Todavia,
Entretanto, Contudo.
E) Estaria gramaticalmente correta a substituição de
“uma vez que” (último período) por porquanto.

268) (ESAF) Em relação ao texto, assinale a opção
incorreta.

A outorga de direito de uso da água é um dos
principais instrumentos da política nacional de recursos
hídricos, instituída pela Lei n. 9.433/97, por meio da qual
o poder público autoriza o usuário de água, sob
condições preestabelecidas, a utilizar ou realizar
interferências hidráulicas nos recursos hídricos
necessários à sua atividade, garantindo o direito de
acesso a esses recursos e tendo em conta que a água é
um bem de domínio público. Os rios e lagos que
banham mais de uma unidade da federação e as águas
armazenadas em reservatórios de propriedade federal
são de domínio da União. Nesses casos, a outorga é
emitida pela Agência Nacional de Águas (ANA). Os
demais rios, lagos, reservatórios e as águas
subterrâneas são de domínio estadual ou distrital, sendo
a outorga emitida pela respectiva autoridade local. (José
Machado http://www.ana.gov.br/SalaImprensa/artigos/ set.2008.pdf)

A) O emprego de sinal indicativo de crase em “à sua
atividade” (1º período) justifica-se pela regência de
“recursos”, que exige preposição “a” e pela presença de
artigo definido feminino antes de “sua”.
B) A expressão “da qual” (1º período) refere-se a
“outorga de direito de uso da água” (1º período, 1ª
ocorrência).
C) Mantém-se a informação original do período
substituindo-se “tendo em conta” (1º período) por
considerando.
D) O segmento “que banham mais de uma unidade da
federação” (2º período) é uma oração adjetiva restritiva.
E) O verbo “autorizar” (1º período) está empregado, no
texto, com a mesma predicação verbal que apresenta
na frase: O diretor autorizou-nos a tirar férias em
fevereiro.

269) (ESAF) Em relação ao texto, assinale a opção
correta.

O Rio Paraíba do Sul tem cerca de 2/3 de suas
águas retiradas do seu leito por uma obra de
transposição em Santa Cecília (RJ). Essas águas são
utilizadas para gerar energia elétrica e para abastecer a
Região Metropolitana do Rio de Janeiro (cerca de 8
milhões de pessoas). Havia conflitos pelo uso dessas
águas entre as diferentes regiões. Também nesse caso,
a ação da ANA se pautou por definir um arcabouço
técnico e institucional, estabelecendo regras de
operação para o reservatório e de vazão mínima a ser
liberada a jusante (rio abaixo), em determinadas épocas
do ano, de forma a compatibilizar os usos. (José Machado
http://www.ana.gov.br/SalaImprensa/artigos/ set.2008.pdf)

A) A substituição de “cerca de” (1º período) por acerca
de mantém a correção gramatical do período.
B) A eliminação de “para” antes de “abastecer” (2º
período) prejudica a correção gramatical do período.
C) A palavra “arcabouço” (4º período) está sendo
empregada com o sentido de estrutura, esquema.
D) A substituição de “se pautou” (4º período) por se
orientou prejudica a correção gramatical do período.
E) A palavra “jusante” (4º período) tem o mesmo
significado de montante.



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69
270) (ESAF) Os trechos abaixo constituem um texto
adaptado de www.ana.gov.br/prodes/prodes.asp, mas
estão desordenados. Ordene-os e assinale a opção
correta.

( ) Tal incremento da carga orgânica poluidora nos
corpos d´água leva à escassez de água com boa
qualidade, fato já verificado em algumas regiões do
país.
( ) Entre os maiores desafios da gestão de recursos
hídricos no Brasil está a redução das cargas poluidoras
que degradam os corpos d’água.
( ) Tanto é assim que menos de 20% do esgoto
urbano recebe algum tipo de tratamento, o restante é
lançado nos corpos d´água “in natura”, colocando em
risco a saúde do ecossistema e da população local.
( ) Nesse cenário, os efluentes domésticos
representam uma das principais fontes de degradação
dos ecossistemas aquáticos do território nacional.
( ) Principalmente em regiões metropolitanas, essa
degradação da qualidade da água vem criando
situações insustentáveis do ponto de vista de
desenvolvimento.

A) 2, 1, 4, 5, 3
B) 3, 2, 4, 5, 1
C) 3, 5, 4, 2, 1
D) 5, 1, 4, 3, 2
E) 4, 3, 2, 1, 5

271) (ESAF) Assinale a opção em que o trecho constitui
continuação coesa e coerente para o texto a seguir.

O Projeto de Integração do Rio São Francisco com
Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional (PISF)
procura o desenvolvimento regional, com a perspectiva
de conseguir benefícios que se estendam para além de
2025, e visa ao desenvolvimento sustentável de uma
das áreas de maior concentração populacional do
Semiárido, mediante o atendimento a múltiplos usos da
água, com garantia adequada.
(http://www.ana.gov.br/SalaImprensa/anexos)

A) Entretanto, em termos de infraestrutura, propõe
obras de bombeamento e construção de adutoras, que
promoverão a transferência de água do Rio São
Francisco para o semiárido do Nordeste Setentrional.
B) Considerou-se, nessa proposição, a evolução das
demandas por água no Nordeste Setentrional,
associadas não só ao abastecimento urbano e
doméstico de água, mas, também, aos usos produtivos
da água e à produção de alimentos.
C) Contudo, o PISF é motivado pela busca da garantia
na disponibilidade da água, inclusive para
abastecimento doméstico, necessária ao
desenvolvimento sustentável
da região a ser atendida pelas obras de adução e por
suas derivações.
D) À medida que, na condição de agência reguladora do
uso das águas de domínio da União, a ANA concedeu
ao empreendedor, o Ministério da Integração Nacional,
o Certificado de Sustentabilidade Hídrica (Certoh) e a
respectiva outorga de direito de uso das águas do Rio
São Francisco para tal propósito.
E) O processo de concessão desses dois diplomas
legais foi cercado de extremo zelo técnico, após
detalhada análise e depois do cumprimento de
exigências feitas ao empreendedor, seguindo processo
decisório independente e transparente.

272) (ESAF) Em relação às estruturas gramaticais do
texto, assinale a opção correta.

Passada a fase aguda da crise financeira que
eclodiu em setembro de 2008, o governo tomou
algumas medidas para melhorar o consumo interno:
desoneração tributária, maior crédito pessoal e
diminuição do compulsório. Isso facilitou as compras
para as pessoas físicas. Como as emergentes classes
C e D estavam sendo incorporadas ao consumo, elas
foram às compras com volúpia, adquirindo a chamada
linha branca (geladeira, máquina de lavar roupa e
microondas). As viagens ao exterior (US$ 1 bilhão em
julho) também colaboraram com o endividamento
familiar.
O endividamento reflete os bons resultados da
economia brasileira, como a elevação do emprego
formal, da massa de rendimentos e do crédito. Contudo,
a intenção de consumir das famílias segue em alta,
depois do Dia dos Namorados e da Copa do Mundo. Até
certo ponto, isso é bom, mas todo o cuidado é pouco
para evitar o rompimento da capacidade para quitar as
dívidas. (O Estado de Minas, 29/7/2010.)

A) A palavra “volúpia” (3º período do 1º parágrafo) está
sendo empregada com o sentido de prazer excessivo.
B) O emprego de sinal de dois pontos após “interno” (1º
período do 1º parágrafo) justifica-se por inserir uma
citação de outro texto.
C) A palavra “eclodiu” (1º período do 1º parágrafo) está
sendo empregada com o sentido de se intensificou.
D) O termo “como” (1º período do 2º parágrafo) confere
ao período a noção de comparação entre “elevação do
emprego formal” e “massa de rendimentos”.
E) A conjunção “Contudo” (2º período do 2º parágrafo)
confere ao período a noção de condição.

273) (ESAF) A desigualdade persistente entre o que
chamavam o primeiro e o terceiro mundo mantém com
relativa vigência alguns de seus postulados. Mas ainda
que as decisões e benefícios dos intercâmbios se
concentrem nas burguesias das metrópoles, novos
processos tornam mais complexa a assimetria: a
descentralização das empresas, a simultaneidade
planetária da informação e a adequação de certos
saberes e imagens internacionais aos conhecimentos e
hábitos de cada povo. A disseminação dos produtos
simbólicos pela eletrônica e pela telemática, o uso de
satélites e computadores na difusão cultural também
impedem de continuar vendo os confrontos dos países
periféricos como combates frontais com nações
geograficamente definidas. (Néstor G. Canclini, Culturas híbridas –
estratégias para entrar e sair da modernidade. Tradução de Ana Regina Lessa e
Heloísa P. Cintrão, p. 310, com adaptações)











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70
Preservam-se as relações de coerência entre os
argumentos e a correção gramatical do texto ao

A) generalizar a ideia de “desigualdade persistente” (1º
período), usando a flexão de plural, As desigualdades
persistentes.
B) inserir aos antes de “hábitos de cada povo” (2º
período), marcando sua dependência em relação ao
termo “adequação” (2º período).
C) expressar a ideia de explicação por meio de
conectivo, em vez de dois pontos, no 2º período,
escrevendo: assimetria, pois.
D) substituir “ainda que” (2º período) por apesar de,
mantendo a ideia de concessão.
E) enfatizar “o uso” (3º período), fazendo a
concordância de “impedem” (3º período) com o termo
mais próximo, escrevendo impede.

274) (ESAF) Sem a lei, não existe civilização e
sociedade organizada. Sem a universalização da
obrigação de cumpri-la, não existe democracia.
Repetindo um verdadeiro chavão, a democracia exige
que o preceito da igualdade de todos perante a lei seja
observado, seja no tocante aos direitos, seja aos
deveres. Ela existe para todos e todos estão igualmente
sujeitos a ela. Daí não se deduz, no entanto, que as leis
sejam imutáveis. Respeitá-las não quer dizer eternizá-
las. As sociedades chegam a determinadas formulações
institucionais e podem alterá-las, considerando que não
são mais adequadas. Nas leis fundamentais, essa
mutabilidade é rara e pouco recomendável. Mas há
outras em que é muito positivo que existam
mecanismos que aumentem a possibilidade de
mudanças e que até as encorajem. (Marcos Coimbra, Boas e
más leis. Correio Braziliense, 25 de julho de 2010, com adaptações).

A) No 3º período, as três ocorrências de “seja” indicam
três possibilidades alternativas para se respeitar o
“preceito da igualdade de todos”.
B) A retirada da segunda ocorrência de “todos”, no 4º
período, preserva a coerência entre os argumentos e a
correção gramatical do texto, além de evitar a repetição
do termo.
C) O uso do modo subjuntivo em “existam” e
“aumentem” (ambos no último período) é exigido pela
estrutura sintática em que ocorrem; por isso, sua
substituição pelo modo indicativo desrespeitaria as
regras gramaticais.
D) Reforça-se a ideia de possibilidade, já expressa no
período sintático, ao substituir “há” (penúltimo período)
por podem haver, sem prejudicar a correção gramatical
do texto.
E) Como o verbo “chegam” (7º período) exige que seu
complemento receba a preposição a, a inserção do sinal
indicativo de crase em “a determinadas” (7º período)
manteria a correção gramatical do texto e indicaria a
presença do artigo.

275) (ESAF) Assinale a opção que corresponde a erro
gramatical inserido no texto.

Queiram governantes ou não, há temas que se
impõe(1) às agendas dos países, sob o risco de haver
crises abissais(2). Por exemplo, se não forem feitos
ajustes periódicos nas regras previdenciárias, para
adaptá-las(3) ao novo perfil demográfico da população,
cuja tendência é o envelhecimento, as contas públicas
serão tragadas por aposentadorias e pensões. A regra
vale para o mundo, não se trata(4) de algum peculiar
desvio de caráter deste ou daquele governo. Reformas
como esta são politicamente difíceis, e por isso(5)
costumam ser feitas em momentos especiais, nas crises
ou quando chega ao poder alguém com visão de prazo
mais longo e disposto a arriscar a popularidade em
troca do lançamento de bases mais sólidas para o país.
(O Globo, 27/7/2010, com adaptações)

A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5

276) (ESAF) Assinale a opção em que ocorre erro na
transcrição e adaptação do texto de Conjuntura
Econômica, de setembro de 2010 – vol. 64 – n. 9.

O mecanismo de câmbio flutuante, quando
acompanhado de razoável mobilidade de capitais, provê
um meio automático através do qual o equilíbrio se
configura(a). Elevações de consumo ou investimento da
parte de residentes geram pequenas elevações de juros
que majoram a entrada de capitais externos, desta
forma valorizando(b) a moeda doméstica. Tal
valorização reduz as exportações e aumenta as
importações, meio pelos quais(c) se compensa,
liquidamente, a preços possivelmente constantes, o
acréscimo inicial de procura por bens e serviços
provocado por possíveis expansões de absorção
interna. Tudo pode ocorrer muito bem até o ponto em
que(d) os déficits na conta corrente do balanço de
pagamentos passem(e) a gerar um montante do passivo
externo líquido do país, que dá início a um processo de
desconfiança dos provedores de crédito líquido em
moeda estrangeira. Quando isso ocorre, há uma
necessidade de reverter tais déficits, configurando, em
última instância, que o sucesso no combate à inflação
no período inicial pode ter significado, em boa parte,
uma transferência de problemas para o futuro.

A) a
B) b
C) c
D) d
E) e

277) (ESAF) O texto Raio X do mercado, de Luiz
Alberto Marinho, publicado na RevistaGOL, novembro
de 2009, p. 138, foi adaptado para compor os
fragmentos abaixo. Numere-os, de acordo com a ordem
em que devem ser dispostos para formar um texto
coeso e coerente.

( ) Outra tendência fala de “identidade e auto-
estima”. Isso significa que essas pessoas estão mais
conscientes da sua importância para a economia, mas
não querem abrir mão de suas origens, história e
características.





Prof. Alberto Menegotto PORTUGUÊS
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( ) Portanto, para vender para pessoas de todas
classes sociais, será preciso antes afastar ideias
preconcebidas e entender melhor quem são, o que
querem e como compram os brasileiros.
( ) O instituto de pesquisa Data Popular,
especializado na baixa renda, apresentou um conjunto
de dez tendências que vão impactar os negócios na
classe C.
( ) Uma terceira tendência explica o papel da beleza
como fator de inclusão: afinal, estar bem-arrumado
ajuda a diminuir as barreiras sociais.
( ) Entre elas, está o “consumo de inclusão”, que
mostra que o mercado emergente desenvolveu um jeito
diferente e inclusivo de comprar.

A sequência correta é
A) 1, 2, 5, 4, 3
B) 3, 5, 1, 4, 2
C) 3, 1, 2, 5, 4
D) 4, 2, 1, 5, 3
E) 4, 5, 2, 3, 1

278) (ESAF) Nos países em geral, economistas,
políticos e o noticiário gostam é de índices sobre
macroeconomia, números abstratos que indicam a
situação geral da economia, mas não revelam o que se
passa em seu interior. A internet, por exemplo,
apareceu em grande escala em 1992, e o mundo se deu
conta da revolução que ela fizera nos negócios, na
cultura e na vida das pessoas 10 anos depois. (Antônio
Machado, Mundo invisível. Correio Braziliense, 14 de fevereiro de 2010, com
adaptações)

No texto acima, provoca-se erro gramatical ou
incoerência na argumentação do texto ao
A) inserir os antes de “economistas” e de “políticos”
(ambos no 1º período).
B) retirar “é” (1º período).
C) retirar o pronome “o”, do termo “o que” (1º período).
D) substituir “fizera” (2º período) por havia feito.
E) inserir apenas depois de “pessoas” (2º período).

279) (ESAF) Assinale a opção em que o texto foi
transcrito com erro gramatical no termo sublinhado.

A historiografia econômica já explorou detidamente
os mecanismos pelos quais(A) as eras históricas, que
são nomeadas pelos respectivos sistemas de produção,
ganharam uma fisionomia própria, uma identidade,
entraram em crise, sendo(B) enfim substituídas
implacavelmente em escala mundial. O feudalismo foi
dissolvido pelo capital mercantil, e este, passado o
processo de acumulação, deu lugar ao capitalismo
industrial. O imperialismo é o ápice do processo
capitalista e, até a bem(C) pouco tempo, o pensamento
de esquerda ancorava-se na certeza de que o
socialismo universalizado tomaria o lugar dos
imperialismos em luta de morte. As dúvidas são hoje
graves, mas a hipótese de que(D) as fases não só se
encadeiam mas se ultrapassam é ainda um cânon de
leitura poderoso, parecendo imbatível quando se
examinam(E) os períodos de transição. (Alfredo Bosi, O tempo
e os tempos. In: Adauto Novaes (org.), Tempo e História. São Paulo: Companhia
das Letras,1992, p.21, com adaptações)


A) (A)
B) (B)
C) (C)
D) (D)
E) (E)

280) (ESAF) Assinale a opção que corresponde a erro
gramatical ou de grafia de palavra inserido no texto.

A manutenção dos empregos é um atestado de
que(1) os agentes econômicos, embora(2)
assustados com as repecurssões(3) da crise nos países
mais desenvolvidos, não perderam a confiança na
economia brasileira. Não foi sem motivo. Graças aos
sinais emitidos pelo próprio governo de que a crise seria
encarada sem abalos na estrutura do combate à(4)
inflação, no câmbio flutuante e com o menor sacrifício
possível da política de superávits primários, já se sabia
que a economia brasileira teria condições inéditas de
escapar dos piores efeitos da situação. Mesmo tendo
enfrentado(5) uma recessão, caracterizada pelo
desempenho negativo do PIB por dois semestres
seguidos, e de sofrer forte pressão por mudanças no
câmbio, o governo sustentou a política econômica.
(Adaptado de Estado de Minas, Editorial, 19/02/2010)

A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5

281) (ESAF) Assinale a opção que corresponde a erro
gramatical inserido no texto.

O etanol ainda está longe de ter um mercado global.
Apresentado desde o(1) início da década como a
grande solução energética para o mundo, para substituir
uma fonte não renovável (o petróleo) e reduzir a
emissão(2) de poluentes, o etanol ainda não conquistou
os fabricantes de veículos e os consumidores do mundo
inteiro. Falta uma padronização internacional para
transformar-lhe(3) em uma commodity facilmente
comercializável nos diferentes mercados e ainda
persistem barreiras protecionistas em muitos países.
Nos EUA, por exemplo, há uma tarifa de importação de
US$ 0,54 por galão. Para entrar na União Europeia, o
etanol brasileiro paga 19 centavos de euro por litro. É
grande o potencial de mercado para o etanol brasileiro
nos EUA. Na União Europeia, o potencial é menor, pois
lá(4) o programa energético prevê a utilização de 10%
de combustíveis renováveis no consumo total em 2020.
Cálculos da União da Indústria da Cana-de-Açúcar —
Única indicam que isso resultaria na demanda de 14
bilhões de litros de etanol por ano (outra parte seria
atendida(5) por biodiesel). (O Estado de S. Paulo, Editorial,
18/02/2010, com adaptações)

A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5






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72
282) (ESAF) O texto abaixo foi transcrito do Jornal do
Brasil, de 28/7/2010. Assinale a opção que constitui
continuação gramaticalmente correta, coesa e coerente
para o trecho.

O anúncio de que os investidores estrangeiros
mudaram o perfil de seus negócios no Brasil pela
primeira vez em sete anos é preocupante. O país, nesse
período, atravessou, com comportamento exemplar,
crises de graves proporções no cenário econômico
internacional. Deu-se ao luxo até de emprestar dinheiro
ao Fundo Monetário Internacional como reafirmação de
seu status de bom pagador e, sobretudo, de uma
economia em ascensão, organizada e modernizada.
Sucessivas levas de indicadores sociais reforçaram o
papel de destaque no bloco dos Brics, países
emergentes com grande potencial. Sendo assim, o que
teria levado à fuga do capital mais interessante, que é
aquele aplicado em produção e geração de riquezas?

A) Contudo, quem já tentou instalar um escritório de
uma empresa multinacional no país certamente sabe da
quantidade de obrigações e exigências que enfrentam.
Além da enorme burocracia desnecessária em centros
de negócio como Rio e São Paulo, a carga tributária
continua tornando cada dólar trazido para o Brasil caro
demais.
B) Quando as economias da Europa começaram à
baquear, as primeiras a mostrarem os sintomas de
doença foram justamente aquelas mais vinculadas
àquele cenário econômico favorável.
C) Só sobrevivemos ao impacto da crise iniciada com a
Grécia e com a Espanha por termos um mercado
interno punjante e capaz de sustentar o crescimento.
Mesmo com tantos exemplos, não se pensou na
possibilidade de mexer nos conceitos básicos em prol
de uma maior estabilidade.
D) O diagnóstico é claro e antigo. Ainda que tenha
conseguido ganhar corpo e crescer de uma forma geral,
a economia brasileira é movida não pela filosofia
desenvolvimentista, mas pela filosofia monetarista. O
governo trabalha com a moeda de forma a financiar seu
próprio déficit.
E) Há, ainda, a questão da supervalorização do real,
que deixam os produtos brasileiros menos competitivos
no mercado internacional, desestimulando
investimentos em ampliação da capacidade industrial.

283) (ESAF) Assinale a opção que indica onde o texto
foi transcrito com erro gramatical.

A lição reafirmada pela crise é a da(1) instabilidade
como pressuposto da economia de mercado,
transmitida por dois canais. O primeiro é o da confiança
dos agentes – aspecto crucial nas observações de John
Maynard Keynes -, que é volúvel e sujeita a mudança
repentina em momentos de incerteza. Tal instabilidade
pode ainda ser catalisada(2) pelo canal financeiro, como
ficou claro, de forma dramática, em 2008. Falhas de
mercado e manifestações de irracionalidade são
comuns no capitalismo, sem dúvida, mas a derrocada
recente não repõe(3) a polarização entre Estado e
mercado. Reforça, isso sim, a necessidade de
aperfeiçoar instituições, afim de(4) preservar a
funcionalidade dos mercados e a concorrência, bens
públicos que o mercado, deixado à(5) própria sorte, é
incapaz de prover. (Adaptado de Folha de S. Paulo, Editorial,
17/01/2010.)

A) (1)
B) (2)
C) (3)
D) (4)
E) (5)

284) (ESAF) Assinale a opção que corresponde a
palavra ou expressão destacada no texto abaixo que foi
empregada de acordo com as regras de concordância.

Como nunca antes, a ordem e a cultura do capital
mostram inequivocamente o seu rosto inumano,
revelam a lógica perversa que as(1) dominam(2)
internamente e que, antes, podiam ser escamoteadas(3)
a pretexto do confronto com o socialismo: criam, por um
lado, grande riqueza e concentração de poder à custa
da devastação da natureza, da exaustão da força de
trabalho e de uma estarrecedora pobreza. A utilização
crescente da informatização e da robotização criam(4),
ao dispensar o trabalho humano, os desempregados
estruturais, hoje, totalmente descartáveis. E soma-se(5)
aos milhões só nos países do Primeiro Mundo. (Adaptado
de Leonardo Boff. Depois de 500 anos: que Brasil queremos? Petrópolis, RJ:
Vozes, 2000, p.41.)
A) (1)
B) (2)
C) (3)
D) (4)
E) (5)

285) (ESAF) O trecho abaixo foi transcrito com
adaptações.

Assinale a opção que corresponde
a erro gramatical.

O surto de pânico que acometeu(1) as instituições
financeiras passou, mas desse trauma restou um
padrão bem mais(2) criterioso, da parte dos bancos, na
concessão de empréstimos. Grandes empresas,
capazes de oferecer mais garantias de pagamento,
sofrem menos. Para as companhias menores, mais
afetadas, o governo, há duas semanas, criou, por
medida provisória, fundos que(3) na prática farão as
vezes de avalistas de empréstimos tomados por essa
categoria de firmas. A ideia do Planalto, agora, é repetir
o modelo na agricultura, e instituir ali um fundo de aval.
Normalizar a oferta de crédito nesse setor certamente
trará(4) benefícios na próxima safra — embora questões
bem mais decisivas para a agricultura, como o
estabelecimento de um seguro com regras claras e
escala nacional, continua pendente.(5) (Adaptado de Folha de
S. Paulo, Editorial, 23/06/2009)

A) 1
B) 2
C) 3
D) 4
E) 5






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73
Instruções: o texto abaixo é base para
as questões 286 e 287.

No passado, havia uma visão global de trocar o
capitalismo pelo socialismo. Hoje vivemos uma situação
em que o capitalismo é uma realidade. As alternativas
postas em prática pela história não deram certo. Então,
hoje nada mais resta senão aceitar o capitalismo e
tentar transformá-lo, não derrubá-lo. Hoje é possível
utilizar outras formas de luta, que não rompem com os
requisitos legais, com uma capacidade de êxito maior.
Fernando Gabeira. Entrevista. Istoé, 6/6/2007, p. 8 (com adaptações).

286) (CESPE) Considerando a coerência das ideias e a
correção gramatical do texto, julgue o seguinte item.

A coerência e a correção gramatical do texto serão
mantidas caso se substitua “havia” (1.º período) por
“tinha”. (C/E)

287) (CESPE) Considerando a coerência das ideias e a
correção gramatical do texto, julgue o seguinte item.

Infere-se da argumentação do texto que uma das
“outras formas de luta” (5.º período) seria buscar êxito
maior na troca do socialismo pelo capitalismo. (C/E)

Instruções: o texto abaixo é base para
as questões 288 a 290.

O real não é constituído por coisas. Nossa
experiência direta e imediata da realidade leva-nos a
imaginar que o real é feito de coisas (sejam elas
naturais ou humanas), isto é, de objetos físicos,
psíquicos, culturais oferecidos à nossa percepção e às
nossas vivências. Assim, por exemplo, costumamos
dizer que uma montanha é real porque é uma coisa. No
entanto, o simples fato de que uma coisa possua um
nome e de que a chamemos montanha indica que ela é,
pelo menos, uma coisa-para-nós, isto é, que possui um
sentido em nossa experiência. Não se trata de supor
que há, de um lado, a coisa física ou material e, de
outro, a coisa como ideia e significação. Não há, de um
lado, a coisa-em-si e de outro, a coisa-para-nós, mas o
entrelaçamento do físico-material e da significação. A
unidade de um ser é de seu sentido, o que faz com que
aquilo que chamamos coisa seja sempre um campo
significativo. Marilena Chaui. O que é ideologia, p. 16-8 (com
adaptações).

Julgue os itens 288 a 290 a respeito da
organização das ideias no texto acima.

288) (CESPE) Tanto o emprego da preposição “por” (1º
período) quanto, em lugar desta, o da preposição “de”
atendem às regras gramaticais, mas a preposição
usada no texto realça a ideia de passividade na oração.
(C/E)

289) (CESPE) Preservam-se as relações de coerência e
a correção gramatical do texto ao se inserir a
preposição de logo depois da forma verbal “imaginar”
(2.º período), escrevendo-se: “imaginar de que o real”.
(C/E)
290) (CESPE) Como, no 2.º período, os parênteses
demarcam a inserção de uma informação, a sua
substituição por duplo travessão preservaria a coerência
e a correção do texto. (C/E)

Instruções: as questões 291 a 295 têm
como base o texto abaixo.

A característica central da modernidade, não seria
demais repetir, é a institucionalização do universalismo
— e seu duplo, a igualdade — como princípio
organizador da esfera pública. Com base nesse
pressuposto, argumento que, em nossa sociedade, na
esfera pública, duas formas de particularismo — o das
diferenças e o das relações pessoais — se reforçam e
se articulam em diversas arenas e situações, na
produção e reprodução de desigualdades sociais e
simbólicas. O particularismo das diferenças produz
exclusão social e simbólica, dificultando os sentimentos
de pertencimento e interdependência social,
necessários para a efetiva institucionalização do
universalismo na esfera pública. O particularismo das
relações pessoais atravessa os novos arranjos
institucionais que vêm sendo propostos como
mecanismos de construção de novas formas de
sociabilidade e ação coletiva na esfera pública.
Finalmente, considero que, embora a formação de
novos sujeitos sociais e políticos e de arenas de
participação da sociedade na formulação e gestão das
políticas públicas traga as marcas de nossa trajetória
histórica, constitui, ao mesmo tempo, possibilidade
aberta para outra equação entre universalismo e
particularismo na sociedade brasileira. Jeni Vaitsman.
Desigualdades sociais e particularismos na sociedade brasileira. In: Cadernos
de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n.º 18 (Suplemento), p. 38 (com adaptações).

Julgue os itens 291 a 296, a respeito dos
sentidos e da organização do texto acima.

291) (CESPE) De acordo com as normas de pontuação,
seria correto empregar, no 1.º período, vírgulas no lugar
dos travessões; entretanto, nesse caso, a leitura e a
compreensão do trecho poderiam ser prejudicadas,
dada a existência da vírgula empregada após “duplo”,
no interior do trecho destacado entre travessões. (C/E)

292) (CESPE) Na estrutura sintática em que ocorre, a
preposição “em”, no trecho “Com base nesse
pressuposto, argumento que, em nossa sociedade, na
esfera pública, duas formas de particularismo...” (2º
período) poderia ser omitida, o que não prejudicaria a
coerência nem a correção gramatical do texto, pois a
preposição ficaria subentendida. (C/E)

293) (CESPE) As relações entre as ideias do texto
mostram que a forma verbal “dificultando”, no trecho “O
particularismo das diferenças produz exclusão social e
simbólica, dificultando os sentimentos...” está ligada a
“diferenças”; por isso, seriam respeitadas as relações
entre os argumentos dessa estrutura, como também a
correção gramatical, caso se tornasse explícita essa
relação, por meio da substituição dessa forma verbal
por “e dificultam”. (C/E)




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74
294) (CESPE) Por meio da conjunção “e”, empregada
duas vezes no trecho “Finalmente, considero que,
embora a formação de novos sujeitos sociais e políticos
e de arenas de participação” e uma vez no trecho “... da
sociedade na formulação e gestão das políticas
públicas...”, é estabelecida a seguinte organização de
ideias: a primeira ocorrência liga duas características de
“novos sujeitos” (primeira ocorrência do primeiro trecho);
a segunda liga dois complementos de “formação”
(segunda ocorrência do primeiro trecho); a terceira
(segundo trecho), dois complementos de “arenas de
participação da sociedade”. (C/E)

295) (CESPE) No trecho “embora a formação de novos
sujeitos sociais e políticos e de arenas de participação
da sociedade na formulação e gestão das políticas
públicas traga as marcas de nossa trajetória
histórica...”, é obrigatório o uso do verbo trazer no modo
subjuntivo — “traga” — porque essa forma verbal
integra uma oração iniciada pelo vocábulo “embora”.
(C/E)

Duas pesquisas mostram que as políticas sociais e
de combate à fome implementadas pelo governo federal
começam a apresentar resultados concretos na melho-
ria das condições de vida do povo brasileiro. Um estudo
da Fundação Getúlio Vargas-FGV, intitulado “Miséria
em Queda”, baseado em dados da Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílio (PNAD), do IBGE, confirmou
que a miséria no Brasil caiu em 2004, e atingiu o nível
mais baixo desde 1992. O número de pessoas que
estão abaixo da linha da pobreza passou de 27,26% da
população, em 2003, para 25,08%, em 2004. Em 1992,
esse percentual era de 35,87%. É considerado abaixo
da linha da pobreza quem pertence a uma família com
renda inferior a R$115,00 mensais, valor considerado o
mínimo para garantir a alimentação de uma família. O
estudo da FGV mostrou que o índice de miséria no
Brasil caiu 8%, de 2003 para 2004, deixando o país com
a menor proporção de miseráveis desde 1992.

296) (ESAF) Assinale a opção que não constitui
continuação coesa e coerente para o texto acima.
A) A cobertura destes dois programas alcança os
bolsões de pobreza das zonas mais distantes dos
grandes centros, reduzindo bastante a miséria no país.
B) O coordenador do estudo da FGV atribuiu a queda
da pobreza ao crescimento econômico do país e listou
fatores como estabilidade da inflação, reajuste do
salário mínimo, recuperação do mercado de trabalho,
aumento da geração de empregos formais e, ainda, o
aumento da presença do Estado na economia, com uma
maior transferência de renda para a sociedade.
C) O aumento da taxa de escolarização da população
tem sido fundamental para a redução da desigualdade
entre ricos e pobres.
D) Há uma nova geração de programas sociais que está
fazendo a sociedade brasileira enxergar que é preciso
dar mais a quem tem menos e entre os exemplos estão
o programa Bolsa Família e o programa de
aposentadoria rural.
E) A redução da taxa de pobreza foi fortemente
influenciada pela queda na distância entre os ricos e
pobres no Brasil, registrada em três anos consecutivos.
Somente em 2004, a desigualdade caiu duas vezes
mais do que no ano anterior.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio,
realizada pelo IBGE, revelou que a renda das famílias
parou de cair em 2004, interrompendo uma trajetória de
queda que acontecia desde 1997, e que houve
diminuição do grau de concentração da renda do
trabalho. Enquanto a metade da população ocupada
que recebe os menores rendimentos teve ganho real de
3,2%, a outra metade, que tem rendimentos maiores,
teve perda de 0,6%. Os resultados da PNAD revelaram,
também, que o Brasil melhorou em itens como número
de trabalhadores ocupados, participação das mulheres
no mercado de trabalho, indicadores da área de
educação e melhoria das condições de vida.

297) (ESAF) Assinale a opção que não constitui
continuação coesa e coerente para o texto acima.
A) Para o secretário de Avaliação e Gestão da
Informação do Ministério do Desenvolvimento Social, o
resultado da pesquisa revela muito mais do que um
aumento de renda: “A desigualdade no Brasil não se
alterava desde 88. A população mais pobre do Brasil
está ganhando mais se comparada à população mais
rica, ou seja, a riqueza no Brasil está se
desconcentrando. Essa é a melhor notícia. O Brasil está
redistribuindo melhor a sua riqueza.”
B) Entretanto, as ações na área de educação, saúde e
transferência de dinheiro, por exemplo, foram
responsáveis pelo resultado.
C) A expectativa é que, no próximo ano, a diminuição
da miséria no País seja ainda maior por causa das
ações voltadas para os indígenas e quilombolas.
D) O assessor especial da Presidência da República,
José Graziano, avaliou que esses números comprovam
que o País está mudando. “Esses resultados revertem
uma máxima histórica no nosso país de que os ricos
ficavam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais
pobres.”
E) A PNAD é a mais completa pesquisa anual sobre as
condições de vida da população, mostra um retrato do
país e, em 2004, foi estendida para as áreas rurais dos
estados de Rondônia, Acre, Amazonas, Roraima, Pará
e Amapá, alcançando a cobertura completa do território
nacional.












Prof. Alberto Menegotto PORTUGUÊS
75
Em março de 2005, o acordo com o FMI não foi
renovado, resultado do sucesso do ajuste na economia
promovido pelo governo federal nesses dois anos, que,
entre outras coisas, permitiu a queda da relação dívida
pública/PIB por dois anos seguidos, ao mesmo tempo
em que a distribuição de renda melhorava e se criavam
100.000 empregos formais por mês. Com a economia
continuando a se fortalecer nos meses seguintes (mais
exportações, menos inflação), a decisão de quitar
integralmente a dívida com o Fundo de forma
antecipada pôde ser tomada com toda a segurança,
trazendo benefícios para a melhora da imagem do país
e a diminuição do custo de captação da dívida pública.
(Adaptado de Em Questão, n. 387 - Brasília, 26 de dezembro de 2005)
298) (ESAF) Assinale a opção que não completa o
período abaixo de acordo com as idéias do texto acima.
Foi possível dispensar a renovação do acordo com o
FMI em decorrência de
A) sucesso do reajuste na economia promovido pelo
governo federal.
B) queda da dívida pública/PIB por dois anos seguidos.
C) melhoria da distribuição de renda e criação de
100.000 empregos por mês.
D) fortalecimento da economia – mais exportações e
menos inflação.
E) melhora da imagem do país no exterior.

Leia o texto abaixo para responder às
questões 299 e 300.

Desde junho de 2009, o INSS vem enviando,
mensalmente, correspondência aos segurados urbanos
que completam as condições mínimas para a
aposentadoria por idade.
O aviso para requerimento de benefício (nome
oficial do documento) foi criado para alertar cidadãos e
cidadãs sobre seus direitos previdenciários. Por meio da
carta, o segurado é avisado de que pode requerer sua
aposentadoria, a partir da data de seu aniversário, e
conhece o valor de seu benefício, estimado de acordo
com os dados que constam no Cadastro Nacional de
Informações Sociais. Além de conter os dados
pessoais do cidadão, a carta possui um código de
segurança para proteger o segurado de possíveis
fraudes. Para saber se o documento foi realmente
enviado pelo INSS, basta o usuário ligar para a Central
135 ou acessar o sítio da previdência social na Internet
e seguir as instruções ali contidas. Internet:
<www.mps.gov.br> (com adaptações).

Considerando os sentidos e aspectos linguísticos
do texto acima, julgue o seguinte item.

299) (CESPE) Se o trecho “Além de conter os dados
pessoais do cidadão” (3º parágrafo) fosse deslocado
para imediatamente após “fraudes”, além da devida
adaptação na pontuação e na grafia de maiúscula e
minúscula, seria necessário, para que se mantivesse a
correção gramatical do período, flexionar o verbo no
plural: conterem. (C/E)

300) (CESPE) De acordo com o texto, o aviso para
requerimento de benefício constitui documento anexado
à carta que vem sendo enviada, desde 2009, aos
cidadãos brasileiros que já têm idade e tempo de
contribuição previdenciária suficientes para se
aposentar. (C/E)


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76
22. GABARITO DAS QUESTÕES OBJETIVAS

1 C 31 E 61 A 91 D 121 A 151 C 181 E 211 A 241 E 271 B
2 C 32 D 62 C 92 B 122 C 152 D 182 C 212 B 242 E 272 A
3 D 33 E 63 B 93 E 123 B 153 D 183 B 213 E 243 E 273 B
4 A 34 B 64 C 94 D 124 E 154 D 184 A 214 D 244 E 274 C
5 B 35 C 65 A 95 A 125 A 155 C 185 D 215 D 245 C 275 A
6 D 36 B 66 A 96 E 126 A 156 A 186 A 216 D 246 C 276 C
7 E 37 A 67 B 97 A 127 A 157 D 187 B 217 C 247 C 277 B
8 C 38 B 68 C 98 C 128 A 158 E 188 C 218 C 248 C 278 C
9 D 39 B 69 D 99 C 129 D 159 B 189 D 219 E 249 E 279 C
10 B 40 E 70 C 100 C 130 D 160 A 190 C 220 A 250 E 280 C
11 A 41 D 71 D 101 E 131 B 161 A 191 A 221 C 251 B 281 C
12 D 42 C 72 E 102 C 132 B 162 A 192 B 222 A 252 E 282 D
13 B 43 C 73 D 103 E 133 E 163 E 193 A 223 E 253 B 283 D
14 C 44 B 74 B 104 E 134 C 164 C 194 D 224 D 254 E 284 A
15 B 45 E 75 A 105 D 135 B 165 C 195 C 225 E 255 E 285 E
16 A 46 C 76 C 106 C 136 D 166 C 196 C 226 D 256 C 286 E
17 D 47 D 77 A 107 C 137 B 167 B 197 E 227 C 257 E 287 E
18 A 48 D 78 E 108 A 138 D 168 C 198 A 228 B 258 E 288 C
19 A 49 B 79 D 109 A 139 E 169 E 199 B 229 C 259 E 289 E
20 C 50 C 80 B 110 E 140 E 170 C 200 E 230 C 260 E 290 C
21 D 51 A 81 C 111 B 141 C 171 B 201 C 231 E 261 C 291 C
22 C 52 B 82 D 112 D 142 D 172 B 202 B 232 C 262 E 292 E
23 E 53 C 83 C 113 C 143 A 173 E 203 C 233 E 263 E 293 E
24 E 54 C 84 E 114 D 144 B 174 C 204 A 234 B 264 C 294 C
25 A 55 E 85 C 115 C 145 E 175 E 205 E 235 E 265 B 295 C
26 E 56 D 86 A 116 D 146 D 176 C 206 E 236 C 266 E 296 E
27 E 57 D 87 A 117 A 147 B 177 D 207 C 237 C 267 B 297 D
28 B 58 C 88 B 118 B 148 E 178 C 208 E 238 D 268 A 298 E
29 C 59 A 89 E 119 C 149 C 179 C 209 E 239 B 269 C 299 E
30 A 60 D 90 A 120 D 150 C 180 C 210 C 240 B 270 A 300 E