A POLÍTICA PARTIDÁRIA

Uma reflexão sobre a causalidade da política partidária na imagem, e sem espanto nos
deparamos sempre com uma dialética “proletista” e sofista que nela é de praxe, o que
particularmente detesto devido aos imbróglios que produz. Mas em função do não
conhecimento e não entendimento (ou será falta de cérebro?) de alguns escritos por parte de
alguns partidários, me valho aqui do direito de tecer uma reflexão a respeito da política
partidária, como mal atual e degenerativo da política nascida na Polis.

E por falar na Polis, me transporto para a Ágora para ter a reflexão de Aristóteles a partir da
“Ética a Nicômaco”, que nos apresenta três tipos principais de vida para um indivíduo, e que
o caracteriza. A vida de gozos, que o torna vulgar por associar a felicidade tão somente ao
prazer, onde com o passar do tempo cai e a sua casta infelizmente é a maior. A vida política,
com deveras arte nas relações humanas, fazendo do indivíduo um refinado em índole, que
associa a felicidade à honra, pois nela se enseja a finalidade política. E a vida contemplativa,
onde a atividade da razão e do saber sobrepujam os vícios e se amparam nas virtudes, a
serem julgadas pela sociedade Polis. Nesta a felicidade está em produzir pelo bem da Polis,
pelo crescimento do saber, da ética, da moral e da justiça. Mas onde conseguimos enxergar
isto?

Ora meus preclaros, e somente esses, Aristóteles já profetizava em suas palavras que a Ética
é a doutrina moral individual e a política é a doutrina moral social, porquanto a política em sua
essência, tem como objetivo a coletividade ou a sociedade ou o grupo. Mas para os partidários
que estão na Menoridade (Kant em O Iluminismo), citamos um filósofo nosso, o Profº Mario
Sergio Cortella com a definindo que “Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos
para decidi r as 3 grandes questões da vida na época em que está sendo anali sada:
QUERO, DEVO e POSSO” . Mas a resposta é sempre sim para eles, não importando a nação
ou a própria reputação. Mas valendo-se de uma frase sobre a Moral de nosso Profº Dr. Filósofo
Clóvis de Barros Filho, “ Moral é o que não faríamos de jeito nenhum, mesmo que não
tivesse ninguém olhando” . Mas tudo é feito no fechar das cortinas.

Mas a nossa política partidária de hoje, não contempla nenhuma destas raízes e se mostra
ensejada na mais pura falta de ética amparando a amoralidade e colocando os pés no terreno
da imoralidade. E daí, os que comungam no submundo da política, sofismam para a maioria,
que aquele ou outrem caminho é o melhor e portanto, sigam-nos ou nos apoiem nesta
irrealidade que ora vos apresentamos. Mas para dar legitimidade, mudamos a lei para praticar
nossas “virtudes”, mas só as nossas e “impunizar” (terminando de escrachar a gramática) os
nossos vícios, mas também só os nossos.

Mas os senhores políticos partidários que se colocam acima do bem e do mal, tentam nos
fazer esquecer das palavras de Hesíodo:
Ótimo é aquele que de si mesmo, conhece todas as coisas;
Bom, o que escuta os conselhos dos homens judiciosos.
Mas o que por si não pensa (ou só pensa no próprio ser), nem acolhe a sabedoria alheia,
Esse é, em verdade, uma criatura inútil.

Mas pela sabedoria, temos que cruzar as reflexões passeando pelas escolas da filosofia, e
nesta viagem, paramos brevemente em Schopenhauer onde na obra “A Arte de insultar” nos
deparamos com a regra popular na política partidária de segunda classe, onde a retórica
"Quando perceber que o adversário é superior e que você acabará por perder a razão, torne-
se ofensivo, ultrajante, grosseiro, isto é, passe do objeto da contestação (dado que aí a partida
está perdida) ao contendor e ataque de algum modo sua pessoa". Também vale colocar-se
como vítima e por palavras na boca de quem não as professou. Ou ainda, mais
categoricamente e regularmente, a máxima do comunismo em que se diz do inimigo tudo o
que de ruim você próprio tem, ou é ou será capaz de fazer, tomando para si os louros de
outros. Mas Aristóteles já sugeria, não entre em confutações com sofistas, pois eles não se
rogarão em te apequenar.

Ainda seguindo a caminhada, passamos por Kant, que talvez tenha sido o motivo da balburdia,
mas por uma reflexão a partir da obra “Crítica da Faculdade do juízo”, temos que razão e
entendimento quando legisladas honestamente, estarão contidas num e mesmo território: o
da experiência e que ensejando os dois como o saber, determinam o conceito da liberdade. E
este conceito parece perturbar a ordem da política partidária de segunda classe, já que o saber
pode ser trocado pela falta do dedo mindinho. Esta é a maior das menoridades, ainda segundo
Kant.

E por último, fazemos uma parada em Nietzsche, onde o pensamento a partir da obra “O
Anticristo” nos dá azas para uma reflexão em “O que é bom?” Na política partidária de segunda
classe é o que traz aumento ou permanência do poder autoritário, arrastando as mazelas da
sede do poder, da vontade do poder, talvez até mais do que o próprio poder. Mas pulando
para a obra “O Crepúsculo dos Ídolos”, onde tenho a reflexão de que o partido ensejado na
política partidária de segunda, quer justamente a queda dos outros e demonstra ter mais
inimigos, ou mais chupinhas, e segue o caminho da degeneração perdendo a essência da
política ensejada tão somente nas relações humanas, pois perdeu a base da moral, como aqui
explicado. Será que realmente o louco era Nietzsche?

Mas Spinoza nos postou que os ineditismos do mundo frente as virtudes e inquietudes do ser
trazem as causalidades que vencem as demandas obscuras de uns poucos, frente o despertar
de uma nação ou sociedade ou grupo. E é aí que aparecem as verdadeiras virtudes que
sobreviverão após as tempestades.

Mas realmente tenho que dizer que recentemente aprendi que não tem discussão político
partidário que vale uma amizade. Também aprendi com um amigo, ex petista de carteirinha,
que a paciência é uma virtude e saiba esperar para ver que os outros tinham razão. Mas até
lá o que será desta nação?

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