Você está na página 1de 9
CONSUMO DE SÓDIO E PREVALÊNCIA DE HIPERTENSÃO NA POPULAÇÃO EM GERAL DE DOURADOS/MS Jéssica Maurino

CONSUMO DE SÓDIO E PREVALÊNCIA DE HIPERTENSÃO NA POPULAÇÃO EM GERAL DE DOURADOS/MS

Jéssica Maurino dos Santos¹; Caroline Kuhn¹; Adolfo Henrique Costa dos santos¹; Enaile Salviano de Carvalho²; Márcio Eduardo de Barros³

UFGD/FCS Caixa Postal 533, 79.804-970 Dourados MS,¹Acadêmicos de nutrição da UFGD. Integrante da Liga Acadêmica de Nefrologia de Dourados (LANED). ² Aluna do curso de Nutrição da FCS/UFGD. Bolsista da Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assistência Estudantil da UFGD. Integrante da Liga Acadêmica de Nefrologia de Dourados (LANED). ³Orientador. PhD em Ciências da Saúde pela UNIFESP. Professor da Faculdade de Ciências da Saúde/UFGD.

RESUMO: O consumo excessivo de sódio associa-se com mortes por doenças

cardiovasculares, surgimento de câncer gástrico, aparecimento de osteoporose, além de ser o

aumento da pressão arterial uma das consequências mais graves. No Brasil, consome-se em

média 15,09 g/dia/pessoa, o que é acima do recomendado pela Organização Mundial de

Saúde (OMS) de 5 g/dia/pessoa o equivalente a 2g de sódio. Devido à dificuldade de

mensurar a quantidade individual de consumo de sódio se faz necessária à utilização de

ferramentas como o questionário de frequência alimentar (QFA) que permite a elaboração de

uma lista de alimentos pela identificação daqueles com maior conteúdo do nutriente em

questão. Objetiva-se nesse estudo avaliar a ingestão diária de sódio e a prevalência de

hipertensão da população em geral de Dourados. Trata-se de um estudo transversal, que

consistiu em aplicação de QFAs adaptado de Manfroi et al (2009) durante a ação social que

ocorreu em Agosto/2013 em Dourados/MS. Participaram adultos e idosos de ambos os sexos

que se dispuseram a responder o questionário. O individuo também foi questionado se é

hipertenso. Posteriormente participaram de uma orientação nutricional acerca de alimentos

ricos em sódio e os malefícios de seu consumo excessivo. Participaram 55 indivíduos com

idade média de 52,3±13 anos, a maioria adultos 69,1%, em relação ao consumo de sódio

observou-se uma variação entre 132 mg e 14674 mg/dia, o consumo médio de sódio foi de

3063,5mg, o que está de acordo com a literatura, mas bem acima da recomendação da OMS.

E ainda, 9,1% acrescentam sal à comida depois de pronta. Dos participantes 38,2% relataram

ser hipertensos. Constatou-se elevado consumo de sódio na população estudada onde as

mulheres se destacam por terem um consumo médio bem superior aos homens. Assim verificou-se uma prevalência de hipertensão superior aos valores apresentados na literatura, bem como uma associação de um alto teor de consumo de sódio, caracterizando o alto risco de doenças cardiovasculares na população avaliada, indicando a necessidade de campanhas de prevenção.

PALAVRAS-CHAVE: 1) Sódio; 2) hipertensão; 3)Dourados.

INTRODUÇÃO

O Sal (Cloreto de Sódio - NaCl) foi um dos primeiros temperos criados pelas sociedades. É a principal fonte de sódio na nossa alimentação durante o dia a dia. Empregado habitualmente no processamento de alimentos, em cozinhas e à mesa durante as refeições. Utilizado também na conservação de alimentos tanto domésticos, como industriais, pois impede a deterioração por microrganismos. É essencial para a saúde física, atuando nas funções básicas do corpo, como equilíbrio ácido-base, equilíbrio de água no organismo, contração muscular, impulsos nervosos, ritmo cardíaco, dentre outros (COSTA; MACHADO,

2010).

Alimentos industrializados, como, enlatados, queijos, embutidos e temperos prontos, por exemplo, contém, na grande maioria das vezes, quantidade excedente de cloreto de sódio (COSTA; MACHADO, 2010).

O consumo excessivo de sódio promove uma desregulação em funções realizadas pelo organismo, o que é prejudicial à saúde. Associa-se com mortes por doenças cardiovasculares, surgimento de câncer gástrico, todavia, pode também, estar associado ao aparecimento de osteoporose, além de ser o aumento da pressão arterial uma das consequências mais graves (SARNO et al, 2009).

Estudos de base populacional realizados em algumas cidades do Brasil mostram uma prevalência de hipertensão arterial sistêmica (HAS) de 22,3% a 43,9%. A HAS é caracterizada pelo aumento da pressão arterial sistólica e/ou diastólica, e está sendo considerada um problema de saúde pública por sua magnitude, risco e dificuldades no seu controle (SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA et al, 2006).

Por ser de causa multifatorial dificulta estabelecer o fator desencadeador, porém, vários são os fatores que podem estar associados à elevação da pressão arterial (PA) como o sedentarismo, o estresse, o tabagismo, o envelhecimento, a história familiar, a raça, o gênero, o peso e os fatores dietéticos. Dentre os fatores nutricionais estudados e que se associam à alta prevalência de HAS estão o elevado consumo de sódio, álcool e o excesso de peso (MOLINA et al, 2000).

Segundo estudos, em pacientes que possuem hipertensão leve, foi constatada uma frequência aumentada no consumo de pizza, queijos, e alimentos que tem níveis de sódio um pouco acima do normal; o autor chegou a conclusão que a hipertensão leve pode ser minimizada e chegar a condições normais com uma dieta baseada na restrição de consumo de sódio (NAKASATO et al, 2010).

Outro estudo apresentou uma melhora na qualidade de vida de pacientes com uma restrição de 2g de sal/dia, para pacientes com problemas de Insuficiência Cardíaca. Dietas com diminuto teor sódico, são capazes de estarem associadas a diminuição da ingestão da proteína e estimularem a produção neuro-hormonal. Entretanto, podem-se obter resultados diferenciados de acordo com o IMC (Índice de Massa Corpórea) da pessoa (NAKASATO et al, 2010).

Todavia, seja largamente defendida a ideia de uma dieta com a redução de consumo de sódio, não há evidencias suficientes de que a restrição do consumo seja benéfica para todos os pacientes. Como também já foi citado, a quantidade adequada de sal ingerido é de difícil determinação. Um fator que pode ser ocasionado devido à restrição do sódio é a desnutrição, que pode vir a ocorrer quando pacientes que já não possuíam apetite são colocados a ingerir dietas não muito aceitáveis, com ausência de sal ou sua diminuição. De acordo com pesquisas demonstrou-se que a restrição de consumo de sódio pode motivar uma diminuição de ingestão de proteínas, selênio, zinco, ferro e vitamina B12 em casos de IC (Insuficiência Cardíaca). Além de reduzir a ingestão calórica total, pois reduz a ingestão de carboidratos, gorduras, proteínas, e minerais como: cálcio, potássio, ferro, fósforo, zinco e as vitaminas tiamina e riboflavina (NAKASATO et al, 2010).

Simultaneamente a transição nutricional, onde a desnutrição deixa de ser o principal foco e este se torna a obesidade, o Brasil obtém uma colocação entre os maiores consumidores mundiais de sal, com média de consumo de 15,09 gramas por dia, ou seja, três

vezes mais do que o limite máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e vem apresentando índices de hipertensão arterial em 18,02% da população, sendo esta a terceira causa da incapacidade temporária dos trabalhadores (SALAS et al, 2009).

A avaliação precisa do consumo de sal pela população em geral é de difícil quantificação, uma vez que os alimentos têm quantidades de sal muito variadas e a mensuração da quantidade de sal adicionada aos alimentos é também extremamente imprecisa (ESPELAND et al, 2001). Resultando então em uma avaliação subestimada, pois, não considera as diferenças dos níveis dessa ingestão. Outro obstáculo também encontrado para a realização da avaliação é a tabela de composição de alimentos utilizada, pois, é modificável de país para país, pode não obter preparações regionais e os diferentes produtos industriais internos em cada região. A diferença das estimativas realizadas no Brasil com as estimativas realizadas em outros países é problematizada devido ao uso de diferentes metodologias de análise de consumo de sódio (MOLINA et al, 2000).

Há ainda as questões ligadas a sensibilidade ao sódio, que são de difícil resolução quando tratadas em seres humanos, devido ao fato de que algumas pessoas excretam maiores níveis de sódio, sem ter uma alteração em sua pressão arterial, e em outras isto não ocorre (MOLINA et al, 2000).

Devido à dificuldade de mensurar a quantidade exata individual de consumo de sódio se faz necessária à utilização de ferramentas como o questionário de frequência alimentar (QFA) que é considerado mais prático e informativo, pois, permite a elaboração de uma lista de alimentos pela identificação daqueles com maior conteúdo do nutriente em questão (FISBERG; MARTINI; SLATER, 2007).

Sendo então o cloreto de sódio prejudicial à saúde e pré-meditador de várias patologias, esse estudo tem por objetivo avaliar a ingestão diária de sódio da população em geral de Dourados/MS e correlacionar com a prevalência de hipertensão arterial sistêmica da mesma.

MATERIAIS E MÉTODOS

Estudo transversal, que consistiu em aplicação de um questionário de frequência

alimentar de sódio (Ver QFAS APÊNDICE I) adaptado de Manfroi et al (2009) durante a

ação social que ocorreu em 24 de Agosto de 2013 na praça Antônio João em Dourados/MS. O

individuo também foi questionado se é ou não hipertenso. Participaram adultos e idosos de ambos os sexos que se dispuseram a responder o questionário. Posteriormente participaram de uma orientação nutricional acerca de alimentos ricos em sódio e os malefícios de seu consumo excessivo. Os dados foram calculados com o auxilio do programa Excel Starter

2010.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Participaram 55 indivíduos com idade média de 52,3±13 anos, a maioria adultos 38 (69,1%) dos quais 20 (52,6%) são mulheres, e 17 (30,9%) idosos, sendo a maioria 70,6% homens (Gráfico 1).

Gráfico 1. Percentual de adultos e idosos por sexo

 

Adultos

 

Idosos

  29,4% 70,6%  
 
29,4% 70,6%

29,4%

70,6%

 
 

MULHERES  MULHERES

MULHERES  MULHERES

47,4%

52,6%

HOMENS47,4% 52,6% HOMENS

HOMENS47,4% 52,6% HOMENS

 

Na análise do QFAS observou-se uma variação entre 132 mg e 14674 mg/dia, o consumo médio de sódio para ambos os sexos foi de 3063,5mg, o que está de acordo com investigações populacionais feitas em países desenvolvidos, que estimam que a ingestão varia entre 3000 e 4200mg por pessoa/dia. Apesar de menos frequentes, pesquisas realizadas em países que se encontram em desenvolvimento também demonstram excessos de consumo de sódio, com estimativas oscilando entre 3400 a 5600mg por pessoa/dia (SARNO et al, 2009). Ingestão esta, superior à recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 5 g/dia/pessoa de sal o equivalente a 2000mg de sódio (IBGE, 2011). Notou-se consumo médio maior de sódio entre as mulheres 3838mg do que entre homens 2289,1 mg. E ainda, 9,1% acrescentam sal à comida depois de pronta (Gráfico 2).

Gráfico 2. Consumo médio de sódio em mg/dia

5000 4000 3000 2000 1000 0 mg/dia
5000
4000
3000
2000
1000
0
mg/dia

AMBOS SEXOS5000 4000 3000 2000 1000 0 mg/dia RECOMENDAÇÃO (OMS) MULHERES HOMENS

RECOMENDAÇÃO (OMS)5000 4000 3000 2000 1000 0 mg/dia AMBOS SEXOS MULHERES HOMENS

MULHERES5000 4000 3000 2000 1000 0 mg/dia AMBOS SEXOS RECOMENDAÇÃO (OMS) HOMENS

HOMENS5000 4000 3000 2000 1000 0 mg/dia AMBOS SEXOS RECOMENDAÇÃO (OMS) MULHERES

A hipertensão arterial e as doenças relacionadas à pressão arterial são responsáveis por alta frequência de internações. Estudos de base populacional realizados no Brasil têm apontado à hipertensão arterial sistêmica como uma doença comum, encontrando-se prevalências variando em torno 20% (FUCHS et al, 1994; FUCHS et al., 2001).

Costa et al (2007), encontraram uma prevalência de 23,6% num estudo realizado em Pelotas, RS. Barbosa et al (2008) observaram uma prevalência de 27,4% de hipertensos na população adulta e idosa de São Luis no Maranhão, e ainda, 35,1% das pessoas eram

normotensas e 37,5% eram pré-hipertensas. Cipullo et al em 2010 encontraram 25,23% de hipertensos.

Dos participantes 38,2% relataram ser hipertensos. O que vem a ser superior aos valores encontrados no levantamento Vigitel 2011, no qual 22,7% da população adulta brasileira se encontram com hipertensão, sendo o diagnóstico em mulheres mais comum do que entre os homens (BRASIL, 2012), e nos demais estudos citados acima.

Com relação à população hipertensa (38,2%), ao analisar o consumo médio de sódio diário destes indivíduos, percebe-se novamente que há uma prevalência de consumo nas mulheres, com uma média de consumo diária de 10296,2 mg/dia, ultrapassando amplamente a recomendação da OMS.

CONCLUSÃO

A análise do consumo individual de sódio não é fácil, mas através de QFAS pode-se estimar valores que norteiem os estudos. Constatou-se elevado consumo de sódio na população estudada onde as mulheres se destacam por terem um consumo médio bem superior aos homens. Assim verificou-se uma prevalência de hipertensão superior aos valores

apresentados na literatura, bem como uma associação de um alto teor de consumo de sódio,

caracterizando o alto risco de doenças cardiovasculares na população avaliada, indicando a

necessidade de campanhas de prevenção.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BARBOSA, J. B.; SILVA, A. A. M.; SANTOS, A. M. D.; JÚNIOR, F. D. C. M.; BARBOSA, M. M.; BARBOSA, M. M.; NETO, J. A. F.; SOARES, N. J. S.; NINA, V. J. S.; BARBOSA, J. N. Prevalência da Hipertensão Arterial em Adultos e Fatores Associados em São Luís MA. Arq Bras Cardiol. 91(4):260-266, 2008.

CIPULLO, J. P.; MARTIN, F. V.; CIORLIA, L. A. S.; GODOY, M. R. P.; CAÇÃO, J. C.; LOUREIRO, A. A.; CESARINO, C. B.; Carvalho, A. C.; CORDEIRO, J. A.; BURDMANN, E. A. Hypertension Prevalence and Risk Factors in a Brazilian Urban Population. Arq Bras Cardiol (Impresso), v. 94, p. 488-494, 2010.

COSTA, J. S. D. D.; BARCELLOS, F. C.; SCLOWITZ, M. L.; SCLOWITZ, I. K. T.; CASTANHEIRA, M.; OLINTO, M. T. A.; MENEZES, A. M. B.; GIGANTE, D. P.; MACEDO, S.; FUCHS, S. C. Prevalência de Hipertensão Arterial em Adultos e Fatores Associados: um Estudo de Base Populacional Urbana em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil. Arq Bras Cardiol. 88(1) : 59-65, 2007.

COSTA, F. P.; MACHADO, S. H. Does the consumption of salt and food rich in sodium influence in the blood pressure of the infants?. Ciênc Saúde Coletiva. vol.15, supl.1, Rio de Janeiro, 2010.

ESPELAND, M. A; KUMANYIKA, S; WILSON, A. C; REBOUSSIN, D. M; EASTER, L.; SELF, M. ROBERTSON, J.; BROWN, W. M.; McFARLANE, M; TONE, C. R. G. Statistical issues in analyzing 24-hours dietary recall and 24-hours urine collection data for sodium and potassium intakes. Am J Epidemiol. 153(10): 996-1006, 2001.

FISBERG, R. M; MARTINI, L. A; SLATER, B. Inquéritos Alimentares: Métodos e Bases Científicos. ed. Manole. São Paulo, 2007.

FUCHS, F. D.; MOREIRA, L. B.; MORAES, R. S.; BREDEMEIER, M.; CARDOSO, S.C. Prevalência de hipertensão arterial sistêmica e fatores associados na região urbana de Porto Alegre: estudo de base populacional. Arq Bras Cardiol. 63(6): 473-9, 1994.

FUCHS, S. C.; PETTER, J. G.; ACCORDI, M. C.; ZEN, V. L.; PIZZOL-JR, A. D.; MOREIRA, L. B.; FUCHS, F. D. Establishing the prevalence of hypertension. Influence of sampling criteria. Arq Bras Cardiol. 76(6): 445-52, 2001.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Análise do consumo alimentar pessoal no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2011.

MOLINA, M. D. C. B.; CUNHA, R. S.; HERKENHOFF, L. F.; MILL, J. G. Hipertensão arterial e consumo de sal em população urbana. Rev. Saúde Pública vol.37, nº.6, São Paulo Dec., 2003.

MANFROI, G. F.; SANTOS, R. S; TEIXEIRA, A. S; FEOLI, A. M. P. V. L. S. Consumo de sódio em usuários com Síndrome metabólica de uma unidade de Saúde. Disponível em:

http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/graduacao/article/view/6048 [Acesso em: 01 Ago 2013].

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Pesquisa revela que 22,7% dos brasileiros são hipertensos. 2012. Disponível em < http://www.brasil.gov.br/noticias/arquivos/2012/04/26/pesquisa-revela-que- 22-7-dos-brasileiros-sao-hipertensos> [acesso 05 Set. 2013].

NAKASATO, M.; STRUNK, C. M. C.; GUIMARÃES, G.; REZENDE, M. V. C; BOCCHI, E. A. Is the Low-Sodium Diet Actually Indicated for All Patients with Stable Heart Failure?. Arq Bras Cardiol, 94(1): 86-94, 2010.

SALAS, C. K. T. S.; SPINELLI, M. G. N.; KAWASHIMA, L. M.; UEDA, A. M. Sodium and lipid contents of lunch meals consumed by workers of a company in Suzano, SP, Brazil. Rev Nutr, vol .22 nº.3. Campinas May/June 2009.

SARNO, F.; JAIME, P. C.; FERREIRA, S. R. G.; MONTEIRO, C. A. Consumo de Sódio e Síndrome Metabólica: uma revisão sistemática. Arq Bras Endocrinol Metabol. vol. 53, nº 5, São Paulo, Julho 2009.

SOCIEDADE BRASILEIRA DE CARDIOLOGIA. V Diretriz Brasileira de Hipertensão

em

http://www.scielo.br/pdf/abc/v89n3/a12v89n3.pdf [acesso em 19 Set 2013].

Arterial.

Fevereiro

de

2006.

Disponível

APÊNDICE I

QUESTIONÁRIO DE FREQUÊNCIA ALIMENTAR DE SÓDIO

NOME:

IDADE:

SEXO: (M) (F)

ACRESCENTA SAL NA COMIDA DEPOIS DE PRONTA: Sim (

)

Não (

)

HAS: (Sim) (Não)

ALIMENTO

QUANTIDADE QUE

FREQUÊNCIA

 

PORÇÃO

 

SÓDIO P/ PORÇÃO

 

VOCÊ CONSOME

MÉDIA

Alimentos enlatados

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Colher sopa (1) (1,5) (2) (2,5) ( )

 

1

colher de sopa (14g):

(milho, ervilha)

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

52,08mg 372mg em

(+10)

 

100g

Alimentos em conserva (pepino, cebola)

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Unidades (1) (1,5) (2) (2,5)

 

unidade(30g): 120mg 400mg em 100g

1

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 
 

(+10)

 

(

)

 

Molho de soja

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Colher sopa (1) (2) (3) (4)

 

1

colher de sopa (6g):

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

301,44mg 5024mg em

(+10)

 

(

)

100ml

Catchup

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Colher sopa (1/2) (1) (1,5) (2) (2,5) (

 

1

colher de sopa (11g):

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

143mg

1300mg em

(+10)

 

)

100g

Molho de pimenta

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Colher sopa (1/2) (1) (1,5) (2) (2,5) (

 

1

colher de sopa (11g):

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

132mg 1200mg em

(+10)

 

)

100g

Caldo em pó ou cubos temperos prontos

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Unidades (1) (1,5) (2) (2,5)

 

1

unidade (23g):

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

5106mg

 

(+10)

 

(

)

22200mg em 100g

Salgadinhos em geral

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Xícaras (1/2) (1) (1,5) (2)

 

1/2 xícara (25g): 150mg 600mg em 100g

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

(+10)

 

(

)

 

Linguiça, paio

(N)

(1)

( 2)

(3)

(4) (5)

(D)

(S) (M) (A)

Gomos ( 1) ( 2) ( 3) ( 4)

 

gomo (60g): 841,8mg 1403mg em 100g

1

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

(+10)

 

(

)

 

Salsicha

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Unidades (1) (1,5) (2) (2,5)

 

unidade (50g): 609mg 1218mg em 100g

1

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

(+10)

 

(

)

 

Biscoito tipo Cracker

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Unidades (1) (1,5) (2) (2,5)

 

1

unidade (8g):

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

68,32mg

(+10)

 

(

)

854mg em 100g

Macarrão instantâneo

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Pacotes (½) (1)

1

pacote (88g):

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

(1,5) (2) (

)

1334,1mg

(+10)

   

1516mg em 100g

Pastelaria salgada (pastel, torta, Quiche, empada, coxinha)

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Unidades (1) (1,5) (2) (2,5)

 

unidade (50g):

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

264,25mg Quiche,

(+10)

 

(

)

empada, coxinha) 528,5mg em 100g

Presunto, mortadela

(N)

(1)

( 2)

(3)

(4) (5)

(D)

(S) (M) (A)

Fatias (1) (2)

 

fatia (15g): 195mg 1300mg em 100g

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

(3) (4) (

)

(+10)

     

Hamburguer

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Unidades (1) (1,5) (2) (2,5)

 

1

unidade (56g):

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

335,44mg

(+10)

 

(

)

599mg em 100g

Bacon

(N)

(1)

( 2)

(3) (4)

(5)

(D)

(S) (M) (A)

Unidades (1) (1,5) (2) (2,5)

 

fatia (15g): 244,5mg 1630mg em 100g

1

(6)

(7) (8)

(9) (10)

 

(+10)

 

(

)