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AULA 01 – Parte 02 Altar es , Tronqueiras e Assentamentos Versão Digitada – Transcrição

AULA 01 – Parte 02

Altares, Tronqueiras e Assentamentos Versão Digitada – Transcrição literal

Estamos de volta no segundo bloco do curso Altar, Altares, Tronqueiras e Assentamentos lembrando fazendo uma pequena revisão do nosso bloco um em relação a essa estrutura que nós chamamos de altar. Todo terreiro, toda casa de axé, toda casa de trabalho que você vá você vai encontrar esse posicionamento numa determinada elevação ou configurada de uma forma própria, cada casa vai obedecer a uma liturgia, vai obedecer a uma propriedade do seu ritual. Que nós buscamos no primeiro entendimento é o que? É a necessidade, o altar dentro de uma cada ele é a polaridade positiva, ele é a estrutura de sustentação, de elevação e de alimentação energética de todos, do dirigente, sacerdote, os médiuns, a consulência, toda essa estrutura tem essa ligação realizada e aí com sua diversidade de elementos aonde nós entendemos que o que está retratado aqui é a nossa referência de fé.

No entanto, esse bloco eu vou dar ênfase a questão de terreiro, a estrutura de terreiro então eu preciso de um entendimento maior além dessa retratação onde eu entendo que o altar é estrutura de energização de uma casa e todos aqueles que estão a sua frente eu preciso entender determinadas particularidades aqui no caso porque que eu tenho Xangô nesse posicionamento? Por que eu tenho Ogum e Iemanjá? Por que eu tenho Oxalá mais alto? Só que antes de pensar na estrutura do altar eu preciso ter em mente que se eu estou falando de um terreiro eu preciso de um local para alocar esse terreiro. E hoje em dia muitos falam ah, eu quero ter terreiro, eu até brinco com alguns irmãos sacerdotes poxa a pessoa era tão feliz antes de falar aquela frase ah eu quero ter terreiro, como se fosse um ato de consumo e nós entendemos que existe uma série de dificuldades ora impedimentos que a pessoa passa para conseguir estabilizar uma casa, abrir uma casa é fácil, manter uma casa é algo totalmente diferente. Então a ideia agora nesse bloco é entender que eu preciso de um imóvel, de uma sala, de um salão, de um ambiente e que nada está montada, essa estrutura até então não existia, mais geograficamente eu preciso me localizar aqui dentro aí eu posso alugar um salão, uma estrutura ou uma sala um pouco maior e preciso entender que a atividade exercida dentro do campo religioso ela tem uma estrutura energética do que? De contenção que o que nós chamamos da pureza do solo ou da especificação do solo. Quando eu tenho um terreiro, quando eu tenho uma igreja, quando eu tenho um templo aquele solo ele deixa de ter um aspecto profano para ter um aspecto sagrado isso são irradiações que vão se acumulando o tempo inteiro. O altar dentro daquela ideia ele é um canalizador também ele é um sustentador, ele é um alicerce da casa ele canaliza a energia do todo e nos alimenta frontalmente.

O terreiro em si é uma cúpula energética, um exemplo que eu costumo colocar em

O terreiro em si é uma cúpula energética, um exemplo que eu costumo colocar em aula em relação a quem mora ou é vizinho de um terreiro, mesmo que a pessoa frequente, mesmo que a pessoa participe de forma direta ou indireta o vizinho tem uma indisposição natural com o terreiro por quê? É a mesma coisa que mora perto de cemitério, todo mundo acha que um morto vai sobrar em determinado momento para dentro de sua casa. Eu estou colocando isso dessa forma para que nós possamos criar um entendimento que quando você tem um terreiro você vai chegar à montagem desse altar dentro do terreiro você pode fazer uma preparação que é a que nós chamamos de mudança de solo. Essa mudança de solo implica em estar chamando energeticamente, chamando magneticamente o poder para que ele envolva a estrutura, para que ele envolva o solo, as paredes e o teto e que não haja essa comunicação do profano com o sagrado e vice versa. Então tudo que acontece energeticamente dentro de um terreiro fica contido dentro do terreiro se abre para o espiritual, se fecha no espiritual e para isso antes da estrutura da questão da montagem ou da estruturação do altar eu vou colocar para vocês, isso vai estar bem passo a passo na apostila, vai estar bem passo a passo no acompanhamento do material mais é importante à gente está figurando isso para que o exemplo fique bem claro. Então a gente tem a questão da mudança de solo, o que vocês podem acompanhar aí agora eu fiz um desenho para vocês em relação ao que seria o perímetro do próprio Instituto. Então esse formato que eu tenho aqui é o formato hoje do Instituto, esta estrutura quando ela foi locada ela se encontrava vazia e ao realizar essa mudança foi feito esse procedimento, em todos os extremos foi feito uma cruz com pemba firmado uma vela branca, no centro do terreiro sendo que eu já tinha o entendimento que aqui seria o norte do meu trabalho lembrando que quando nós falamos de norte você pode ter norte geográfico, norte magnético e o norte quadrícula aqui no caso é o norte religioso. E foi traçado essa cruz bem no centro firmado mais uma vela branca. Em cada cruz eu coloquei um pouco de água na haste do braço do jeito que estou fazendo aqui para vocês e o mesmo eu fiz com a estrutura do vinho também só que isso não foi feito com as mãos, esse procedimento com a água e com o vinho deve ser feito com a boca, então você vai colocar um pouquinho de água na boca vai salivar e vai aspergir porque nesse momento você vai fornecer além do seu hálito você vai fornecer a sua saliva que existe um grande potencial energético. Feito isso, tracei quatro cruzes, tracei a cruz central, firmei todas as velas brancas, ungi todas as cruzes com água e com vinho, a cruz central também vou me colocar ajoelhado nessa posição de frente ao que será meu norte religioso e vou fazer uma evocação ou um chamado a Oxalá, por que Oxalá? Porque Oxalá tem essa estrutura co- criadora, magnetizadora, congregadora, é Oxalá que nos uni com o intuito da fé é Oxalá que nos uni informação para o objetivo da fé. E é essa mesma estrutura que tem o poder cristalino, que tem um poder amparador é que vai magnetizar e vai revestir essa estrutura de solo fazendo essa mudança que é a que nós chamamos do profano para o sagrado.

Feito isso, essa estruturação que foi colocada aqui às velas devem queimar até o final

Feito isso, essa estruturação que foi colocada aqui às velas devem queimar até o final e depois é só passar um pano e a estrutura está preparada para a montagem inicial. Quando nós fazemos isso nós acabamos de mudar a estrutura do solo, até então tudo que tinha acontecido naquele salão, tudo que tinha acontecido naquele dormitório, naquela sala que você providenciou para que se torne o ambiente do trabalho agora tem uma energia ali instalada, tem uma energia que tem uma base sagrada. Uma coisa muito importante algumas pessoas talvez com uma influência maior de nação possa colocar da seguinte maneira: Mais a minha casa não é de Oxalá? A minha casa

é de outro Orixá. Oxalá nesse momento não dará regência a sua casa, Oxalá dará amparo

energético à estrutura do solo para o que aconteça ali no sagrado se feche no sagrado e não haja uma invasão geográfica como muitos temem. A mesma coisa que acontece muitas vezes em cemitério né, a pessoa vai ao cemitério, tem gente que morre de medo de cemitério e quem está na vizinhança também, mais o que tem ali está contido por um laço energético, está contido por uma estrutura, não necessariamente por um ritual mais por um acumulo de frequências e de energias que ali vão sendo depositada. Então isso é à base da mudança, antes da montagem, antes da estruturação de um altar, antes da estruturação dessa base de alimentação, sustentação e energização que buscam a todos frontalmente eu preciso da mudança do solo. Alguns irmãos podem questionar, Jorge eu já tenho casa, eu já tenho terreiro e eu não fiz absolutamente nada disso é valido? É valido só que eu tenho certeza que no dia que você fez o seu primeiro trabalho ou você inaugurou a sua casa, o seu guia chefe ou seu mentor foi lá riscou um ponto ascendeu uma vela e falou está feito, está aberto. Então num procedimento diferenciado a mesma coisa foi realizada, numa frequência dele, numa particularidade dele, numa individualidade dele, essa estruturação de solo ela foi feita. Então agora tudo que acontece nesse ambiente, tudo que acontece energeticamente dentro dessas paredes é contido aqui dentro, eu não vou invadir o vizinho da direita, eu não vou invadir o vizinho da esquerda e não vou ter nem um tipo de refugo energético. A energia pode entrar e sair com a pessoa, essa coisa de fantasma colocando a cabeça, espirito colocando a cabeça pela parede a partir de um ritual fica uma coisa muito hollywoodiana, fica uma coisa muito de cinema e a gente precisa estar com a visão fixa na necessidade do nosso trabalho. Então fiz a minha primeira mudança, desenvolvi meu pensamento, que o altar que eu estou montando ele é um energizado, ele é um sustentador, um amparador e um estabilizador de quem? Dos trabalhadores, do dirigente, da consulência, de todos aqueles que entram no terreiro e antes de montá-lo eu preciso preparar o meu solo para que esta

estrutura possa abraçar, então eu estou no inicio, estou montando essa pilha, eu já tenho

o meu solo preparado e agora eu preciso colocar a base do que eu tenho em relação a

esse trabalho. Em algumas escolas nós encontramos o conteúdo que fala que a montagem do altar está propriamente relacionada à estrutura que o médium trás na sua cabeça, a estrutura

que o médium trás na sua coroa. Só que eu preciso entender que o diferencial

que o médium trás na sua coroa. Só que eu preciso entender que o diferencial dessa estrutura, o principal diferencial é que ela venha obedecer a que? O coletivo, nós chegaremos ao bloco onde falaremos do altar caseiro, eu vou montar uma estrutura pessoal, uma estrutura de casa, só que eu preciso entender, por menor que seja o terreiro, por menor que seja sua assistência, por menor que seja o seu corpo mediúnico, a sua estrutura de altar, ela vai alimentar um grupo, ela não é só a personificação do indivíduo, ela é a elaboração de um processo de uma alimentação energética do coletivo. O altar sustenta todos nós, nós nos colocamos de frente para ele e ele nos alimenta energeticamente, nos dá estabilidade até uma próxima sessão. Então eu preciso aqui além dos Orixás que compõe a minha estrutura, além dos Orixás que compõe a minha coroa, eu preciso de elementos energeticamente falando no campo da divindade, no campo do Orixá que eu tenha tempo resposta, sim eu entendo que se eu ascender uma vela para Ogum ele me atende, se eu ascender uma vela para Xangô ele me atende, se eu ascender uma vela para Oxalá ele me atende. No entanto eu tenho essas estruturas maiores e tenho dentro da sequência dessa hierarquia as nossas linhas de ação e reação e aí eu vou apontar algumas particularidades por que num determinado ponto do altar eu não tenho tal imagem, por que eu tenho um numero x de determinadas divindades e não tenho todas, à necessidade? Firma-se quatorze Orixás? Firma-se dezesseis Orixás? Firma-se vinte e uma qualidades? Onde eu estou elaborando essa estrutura? A palavra principal dessa montagem, dessa estruturação vai vim a partir do lado espiritual, do mentor, do guia é sempre quem vai dar a coordenada. Uma coisa bem interessante, aqui o altar do Instituto, de uma visão maior e geral agora ele já mudou a sua configuração três vezes e sempre há pedido do mentor da casa, por quê? A mudança do altar implica em mudança, no processo de trabalho na casa ou no foco que a casa está adquirindo, então é preciso entender que essa é uma estrutura que sim, ela vem a passar por manejo, ela vem a ter mudanças porque muitas vezes essas mudanças vem encabeçando mudanças energéticas e mudanças espirituais que estão acontecendo propriamente dentro da casa. Então essa estrutura que eu tenho em elevação com influência católica, em função de buscar o alto, com influência kardecista porque é onde eu lido com os espíritos e com influência da diversidade da nação que onde eu coloco Orixá, assento Orixá, firmo a força do Orixá, chamo o poder do Orixá, ela tem o que? Uma grande diversidade, mas vai dar o que? O amparo, a proteção e a estabilidade pra todos que se colocam de frente. Um exercício muito bacana eu vou elaborar ele de forma teórica no caderno de exercícios nas atividades, mais um exercício bacana para todos os médiuns, frequentadores, quando você estiver numa situação ruim que você estiver fora do terreiro, estiver se sentindo mal, estiver se sentindo comprometido energeticamente, para onde você está, num local tranquilo, feche seus olhos e mentalmente se coloque de frente com a estrutura do altar onde você frequenta, da estrutura do altar da casa onde você trabalha e dê ali 5 minutos para você. Faça esse exercício, faça essa atividade você vai perceber, como a ligação já existe, você vai perceber um tempo resposta, você vai perceber que energeticamente o seu

corpo vai alterar e muitas vezes aquela vibração que você se encontra naquele momento ela

corpo vai alterar e muitas vezes aquela vibração que você se encontra naquele momento ela vai entrar num processo de elevação e aquele mal estar, aquele desânimo, aquele mal súbito vai sofrer uma alteração também e isso é exercício, o altar já faz isso naturalmente, estando diante do trabalho, estando à frente do trabalho, a parte mais inteligente do nosso trabalho são os guias espirituais, porque eles fazem o manejo da estrutura de um modo geral de uma forma muito inteligente. É muito comum num atendimento um consulente ora ser colocado de frente, ora ser colocado de costas, ora ser colocado de lado, é como se os guias entendesse e eles entendem é claro que a estrutura corporal tem uma simetria energética, do mesmo jeito que a estrutura do altar ela possui uma simetria de emanação energética, o nosso corpo também responde por isso que temos a nossa direita, a nossa esquerda, por isso que temos o nosso alto, o nosso embaixo, o nosso centro, o nosso entorno. Então essas simetrias acabam convergindo, para descarregar uma pessoa sem por a mão ou simplesmente energizar uma pessoa sem por a mão dentro da estrutura de trabalho basta que eu a coloque de frente, a coloque alinhada para que ela comece a se alimentar energeticamente de todas essas bases que estão aqui. Eu vou encerrar agora o segundo bloco porque a ideia principal desse bloco era a questão do solo, a gente vai perceber na apostila que é bem elaborado, é um passo a passo, tem que ser feito com calma, a casa tem que estar limpa, já reformada, pintada, tudo bonitinho, para acontecer à mudança de solo e aí num terceiro bloco eu vou entrar na parte mais detalhada do altar, por que estou com Oxalá nessa posição? Por que aqui eu estou com Ogum e Iemanjá? E Xangô, quem eu tenho de um lado, quem eu tenho do outro lado, e principalmente o detalhe dos elementos, por que o meu altar hoje, é que a filmagem não permite, o nosso irmão pediu para que a luz natural fosse cortada para que pudesse ser feita a filmagem mais o altar hoje no Instituto é um altar solar, porque durante 8 horas do dia o sol bate diretamente nele, então eu tenho estruturas que são energizadas, aqui arrás nós temos janelas, tem vidros, então essas estruturas são energizadas. E aí eu vou fazer um mapeamento bem detalhado desse altar, o porquê de alguns elementos e o porquê que essa estrutura precisa funcionar sete vezes na semana, 24 horas por dia. Por que os guias pedem muitas vezes, olha deixa o altar aceso, deixa as coisas firmadas porque existe uma necessidade por trás disso. Então agora a gente vai encerrar o segundo bloco e no terceiro nós iremos fazer um trabalho, um mapeamento mais detalhado da montagem, da manutenção e da estruturação de um altar.

Digitação: Equipe ICA – Umbanda EAD