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ÍNDICE

02

Direção do IBP

03

Mensagem do Presidente

05

Apresentação

09

Homenagens e Premiações

10

Iniciativas Sociais

11

Fundo de Fomento

14

Assessoria de Economia e Política Energética

15

Centro de Informação e Documentação Helio Beltrão – CID

16

Gerência de Abastecimento e Petroquímica

17

Gerência de Exploração & Produção

19

Gerência de Gás Natural

20

Gerência de Suporte e Serviços

21

Gerência de Tecnologia

23

Gerência de Responsabilidade Social

24

Gerência de Meio Ambiente

26

Gerência de Eventos

29

Gerência de Cursos

30

Gerência de Certificação

32

Gerência de Normalização

36

Escritórios Regionais

37

Atividades Institucionais

42

Comitê Jovem

43

Comissões do IBP

74

Associados IBP

84

Corpo Técnico do IBP

86

Composição das Comissões do IBP

133

Comitês Organizadores de Eventos

144

Calendário de Eventos 2011

145

Calendário de Cursos 2011

148

Ficha Técnica

de Eventos 144 Calendário de Eventos 2011 145 Calendário de Cursos 2011 148 Ficha Técnica
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto

2

2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto
2 Direção do IBP CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente Guilherme Estrella | PETROBRAS Conselheiros Antonio Augusto

Direção do IBP

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Presidente

Guilherme Estrella | PETROBRAS

Conselheiros

Antonio Augusto de Queiroz Galvão | QUEIROZ GALVÃO S/A Armando Guedes Coelho | PARNASO PARTICIPAÇÕES E EMPREENDIMENTOS LTDA Eduardo Demarchi Difini | Conselheiro Emérito Jorge Marques de Toledo Camargo | STATOIL José Lima de Andrade Neto | PETROBRAS DISTRIBUIDORA Leocadio de Almeida Antunes | IPIRANGA PRODUTOS DE PETRÓLEO Leonardo Gadotti Filho | COSAN COMBUSTÍVEIS S/A Maria das Graças Silva Foster | PETROBRAS Nelson Silva | BG BRASIL E&P Otto Vicente Perrone | Conselheiro Emérito Patrícia Maria Bacchin Pradal | CHEVRON BRASILEIRA DE PETRÓLEO LTDA Paulo Guilherme de Aguiar Cunha | Conselheiro Emérito Pedro Jorge Filho | CIA. ULTRAGAZ S/A

DIRETORIA EXECUTIVA Presidente

João Carlos de Luca

Antonio Carlos Migliari Guimarães | SHELL BRASIL LTDA Armando Teruo Hashimoto | PETROBRAS Cynthia Silveira | TOTAL GÁS E ELETRICIDADE DO BRASIL LTDA José Luiz Antonio Barnewitz Loro Orlandi | CONSULTOR Maurício Figueiredo | BAKER HUGHES DO BRASIL Michel Hartveld | CONSULTOR William Zattar | CONSULTOR

Secretário Executivo

Álvaro Teixeira

CONSELHO FISCAL Membros Efetivos

Marcos Antônio Silva Menezes Edison Giraldo Guilherme Lima

Membros Suplentes

Antônio Cláudio Pereira da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães

da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e
da Silva Antero de Almeida Costa Eduardo de Barros Magalhães Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Mensagem do Presidente

O ano de 2011 para a indústria foi de muita expectativa e forte desaceleração de suas

atividades, especialmente na área de exploração e produção, prejudicada por razões conjunturais e políticas, agravadas pela ausência dos leilões de blocos exploratórios por parte da ANP desde 2008 e a falta de avanço nas discussões sobre o novo modelo de contrato para as áreas do Pré-Sal, face à polêmica sobre a distribuição dos royalties.

Apesar da recomendação favorável do CNPE, em abril, para realização da 11ª Rodada,

o leilão não se concretizou em 2011, com forte impacto no portifólio de exploração

das empresas concessionárias no País, e dificultando a entrada de novos players no segmento. A disputa entre os estados produtores e não-produtores de petróleo no Congresso na distribuição das participações governamentais tem sido motivo impeditivo para a continuidade das rodadas, com claro prejuízo ao setor e ao País. O IBP vem acompanhando as discussões no Congresso, atuando sempre em defesa das regras claras e da estabilidade dos contratos vigentes.

O IBP junto com suas empresas de E&P associadas está comprometido com a diretiva de

privilegiar o conteúdo local nos investimentos, dando preferência aos bens e serviços produzidos no país. Entretanto, o sucesso almejado na maximização do conteúdo local está na dependência da articulação de uma política industrial envolvendo, além dos investidores, o Governo e os provedores nacionais, com vistas a promover uma indústria local internacionalmente competitiva, em termos de qualidade, prazo e preço. Um importante estudo sobre o tema está sendo desenvolvido por uma consultoria contratada pelo IBP, que deverá ser concluído no 1º semestre de 2012.

Internamente, destacamos a eleição de dois novos diretores do IBP, Cynthia Silveira, Vice- Presidente de Gás da Total Brasil, e Mauricio Figueiredo, Vice-Presidente da Baker-Hughes para América Latina e encarregado dos negócios no Brasil. Colaboradores de longa data, eles passam a enriquecer a Diretoria Executiva, trazendo a visão, respectivamente, das empresas produtoras de gás natural e das empresas de serviço do setor.

O resultado das atividades do Instituto é relatado nos capítulos seguintes do presente

relatório, no qual destacamos o sucesso nas vendas da exposição da Rio Oil & Gas 2012,

que no próximo ano completará 30 anos com a maior edição de sua história.

No âmbito internacional, destacamos a ampliação da atuação do IBP com organismos mundiais congêneres, buscando trazer as melhores práticas da indústria para o Brasil. Neste contexto, citamos a eleição de Renato Bertani para a presidência do World Petroleum Council (WPC) para o triênio 2012-2014. Bertani é membro do Comitê Nacional Brasileiro do WPC, e nos últimos anos esteve a frente da organização da programação do Congresso.

As perspectivas para 2012 apontam para novas oportunidades nas atividades do IBP em diversos segmentos, na qual a indústria aguarda com ansiedade pela realização, enfim, da 11ª Rodada da ANP, assim como o primeiro leilão das áreas do Pré-sal. A manutenção das ofertas de áreas exploratórias no País é fundamental para o crescimento contínuo do setor e o fortalecimento da indústria nacional.

A colaboração contínua e voluntária da alta administração do IBP, bem como seus

associados, é fundamental para o crescimento do Instituto e também de uma indústria sólida e sustentável no País. A todos vocês, nosso muito obrigado!

João Carlos de Luca Presidente
João Carlos de Luca
Presidente

Message from the President

For the industry, the year 2011 represented a lot of expectations and strong deceleration of its activities, especially in the exploration & production area, which was harmed by eco- nomic and political reasons, and increased by the absence of the ANP’s bidding rounds for exploratory blocks since 2008 and lack of progress in the discussions on the new contract- ing method for the Pre-Salt areas, due to the disputed issue on royalties distribution.

Despite the CNPE’s favorable recommendation on the realization of the 11th Licensing Round, the bidding did not take place in 2011, with strong impact on the exploration port- folio of concessionaries in the Country, and impairing the introduction of new players in the segment. The dispute between oil-producing and non oil-producing states in the Con- gress over the distribution of the governmental takes has been the impeditive fact for the continuation of the Rounds, with obvious loss for the sector and the Country. The IBP has monitored the discussions in the Congress, always acting for the sake of clear rules and stability of the contracts in effect.

The IBP, along with its associated E&P companies, is committed to the guideline of privileg- ing the local content in the investments, preferrably to goods and services produced in the country. However, the success intended in the maximization of local content depends on the articulation of an industrial policy that involves the Government and local providers, as well as investors, with a view to promoting an internationally competitive local industry as far as quality, terms and price are concerned. An important study on the issue is being developed by a consultant company hired by the IBP, which is due to be completed in the 1st half of 2012.

Internally, we highlight the election of new IBP directors, Cynthia Silveira, Total Brasil’s Vice President for Gas and Mauricio Figueiredo, Baker-Hughes Vice President for Latin America and business representative in Brazil. As long-term collaborators, they now enlighten our Executive Board, bringing the vision of the natural gas producing and the sector’s service provider companies, respectively.

The result of the Institute’s activities is reported in the following chapters of this report, where we emphasize the sucessful sales of the Rio Oil & Gas 2012 trade fair, which com- pletes 30 years in the following year, with the greatest edition ever.

Internationally, we highlight the expansion of IBP’s participation with similar global enti- ties, seeking to bring the best industrial practices to Brazil. In this context, we would like to mention the election of Renato Bertani to becom Chairman of the World Petroleum Council (WPC) for the period 2012-2014. Bertani is a member of the WPC’s Brazilian Na- tional Committee, and he has led the organization of the Congress’s program in the past few years.

The perspectives for 2012 indicate new opportunities in the IBP’s activities in several seg- ments, where the industry anxiously awaits for the ANP’s 11th Licensing Round, as well as the first bidding process involving Pre-Salt areas. The maintained offer of exploratory areas in the Country is crucial for the constant growth of the sector and strengthening of the local industry.

The continuous and voluntary collaboration of the IBP’s senior administration, as well as that of its associates, is fundamental for the growth of the Institute and of a strong and sustainable industry in the Country. Our thanks to you all!

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Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Apresentação

Em que pese a frustração com a não realização da esperada 11ª. Rodada de licitação de blo- cos para exploração e produção de petróleo - um jejum que já dura quase quatro anos para as bacias offshore - vários projetos e estudos foram desenvolvidos pelo IBP com vistas a co- laborar com as autoridades no aprimoramento da regulamentação do segmento. Merecem destaque as discussões e propostas apresentadas às autoridades do setor para a formatação dos futuros contratos de partilha da produção para o Pré-sal; definição de políticas que ala- vanquem o conteúdo nacional de bens e serviços; e solução para um elenco de questões tributárias que continuam pendentes, como a revisão do Repetro.

Ainda no campo das atividades de cunho regulatório, vale mencionar os trabalhos con- duzidos junto ao MME, ANP e agências estaduais para o estabelecimento de uma nova ordenação para a cadeia de valor do gás natural, em atendimento ao novo marco jurídico estabelecido para o segmento pela Lei 11.909/09, a chamada Lei do Gás, e pelo Decreto 7.382/10. Também tiveram prosseguimento estudos e proposições voltados à ampliação da segurança no uso do gás natural veicular (GNV).

Por outro lado, a crescente preocupação com a segurança operacional e mitigação de incidentes nas operações de pesquisa e produção de petróleo na margem continental brasileira, que avançam para águas cada vez mais profundas, questões agudizadas no final do ano pela repercussão desproporcional do incidente no campo de Frade, tem levado a um esforço contínuo do IBP, junto aos órgãos reguladores e ambientais, tanto na busca do

aprimoramento dos processos de licenciamento e fiscalização, adequando-os a dinâmica do setor, como na elaboração de normas e procedimentos para a pronta resposta a emer- gências de vazamentos no mar. Nesse contexto, inclusive trazendo para o país a experiência mundial, como foi o caso da divulgação de importantes estudos realizados pela Association of Oil and Gas Producers (OGP) com relação ao incidente de Macondo, no Golfo do México,

e Montara, na Austrália.

Na área de Responsabilidade Social, foram lançadas as bases para a criação da Comissão de Sustentabilidade, cumprindo um dos principais objetivos visados pelo IBP, desde que iniciou atividades nesse campo em 2002. Destaca-se, também, o trabalho de orientação dos asso- ciados em relação às doações para as vítimas das enchentes na Região Serrana, que contou com uma importante contribuição financeira do próprio Instituto.

Ainda na área sócio-ambiental, merece atenção, o documento que o IBP está elaborando sob o título “Sustentabilidade e o Setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis”, a ser incorpo- rado a um documento mais abrangente articulado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), englobando 16 setores produtivos nacionais. Referido documento será apresentado ao Governo, como contribuição da indústria à conferência “Rio+20,” sobre economia verde, que será realizada pela ONU em junho de 2012, no Rio de Janeiro.

Na área de tecnologia, o Instituto vem trabalhando junto às autoridades competentes em prol da garantia do fluxo dos recursos provenientes dos contratos de concessão, defen- dendo que ele também seja direcionado para projetos tecnológicos desenvolvidos pelas empresas do setor. Outra importante iniciativa do IBP, foi a apresentação de projeto estabe- lecendo regras na definição dos recursos a serem destinados a P,D &I nos futuros contratos de partilha do Pré-sal, questão que ficou indefinida na lei que instituiu esse novo regime jurídico de contratação.

Sob a coordenação de sua Comissão de Logística de Abastecimento de Combustíveis, o IBP elaborou um importante estudo intitulado “Planejamento Integrado de Cadeias Logísticas

para Distribuição de Combustíveis”, com o objetivo de identificar e priorizar os investimentos necessários para que a infraestrutura de transporte de combustíveis do país possa atender

à demanda projetada para 2020. Os resultados serão encaminhados a vários órgãos do Go-

verno Federal e disponibilizados para os associados, buscando levar a visão do segmento às decisões para construção e ampliação de ativos, tais como dutos, tancagem, terminais, etc.

Álvaro Teixeira Secretário Executivo do IBP
Álvaro Teixeira
Secretário Executivo do IBP

APRESENTAÇÃO

Quanto as atividades tradicionais do Instituto ligadas ao fornecimento de produtos e servi- ços ao mercado, como eventos, cursos, normas, inspeção de equipamentos, e publicações,

as mesmas se devolveram nos níveis programados.

No campo de congressos e exposições, foram realizados 10 eventos, dentre os quais ressalta

a Rio Pipeline que, a cada edição, adquire um caráter mais internacional. Este ano, entraram

no calendário regular do IBP, os eventos Brasil Onshore, Vitória Oil & Gas, Congresso Brasileiro de CO2 na Indústria de Petróleo, Gás e Biocombustíves e Pernambuco Petroleum Business. Este último, reestruturado, passou a contar com uma exposição de bens e serviços, com foco no setor naval offshore da região nordeste. O IBP sediou também, a 16ª edição do CILA, Congresso Ibero-LatinoAmericano do Asfalto. Além da organização do Pavilhão Brasil na OTC 2011(Houston), que contou coma participação de 46 empresas nacionais, o IBP esteve presente com estandes institucionais em eventos da Arpel (Punta del Este), Offshore Europe (Aberdeen), Argentina Oil & Gas (Buenos Aires) e 20º Congresso Mundial de Petróleo (Doha).

O destaque nas atividades de cursos, em 2011, foi a realização de cinco novas turmas de

pós-graduação lato sensu, com a participação de mais de 150 alunos, oriundos de diversos estados do país. Entretanto, o plano de expansão dos cursos pós ficou prejudicado com a decisão do MEC de não renovar o credenciamento das instituições que não dispusessem de cursos de graduação, a exemplo do caso do IBP e de outras renomadas instituições, como o INCA e a Fundação Dom Cabral. Esse fato está levando o IBP a uma revisão da sua estratégia na área de treinamento. Está em consideração a possibilidade de criação de uma nova insti-

tuição de ensino, mantida pelo Instituto, com foco na graduação tradicional. Essa iniciativa,

se materializada, vai permitir que em paralelo com a graduação, possam ser realizados cursos de pós-graduação, credenciados, não só na cidade do Rio de Janeiro, mas em todo o país.

Em 2011, a certificação de Serviços Próprios de Inspeção de Equipamentos - SPIE passou

pelo seu melhor ano, com a realização de 64 auditorias e o ingresso de sete novos clientes, que representam um crescimento de 16% no período. Este processo de certificação, em que

o IBP foi pioneiro e continua sendo o único organismo acreditado pelo Inmetro, conta atual-

mente com 51 clientes, entre refinarias, plantas petroquímicas e facilidades de produção de petróleo. O processo de certificação, além de aumentar o nível de segurança, possibilita uma enorme economia para o país, pelo aumento da campanha operacional das instalações das indústrias auditadas.

Resultado das atividades de normalização do IBP (ABNT/ONS-34), foram publicadas 21 nor- mas em 2011, envolvendo Distribuição e Armazenamento de Combustíveis, Lubrificantes, Asfalto, Biodiesel, Combustíveis e Sistemas de Transporte de Petróleo e Derivados. O IBP também representa o Brasil no Comitê Técnico do Petróleo, Produtos Derivados e Biocom- bustíveis da Organização Mundial de Normalização (ISO/TC28).

O IBP tem intensificado a produção de publicações e revistas técnicas, visando contribuir

para a geração de conhecimento e desenvolvimento de profissionais que atuam no setor. Atualmente, estão disponíveis para aquisição ou consulta 25 livros e 2 títulos de periódicos especializados (lubrificantes e asfalto).

Cabe citar aqui também a continuidade do programa de Bolsas de Mestrado, que, em 2011, concedeu mais cinco bolsas para universidades participantes do Programa de Recursos Humanos da ANP. Iniciado em 2006, o programa já concedeu 34 bolsas, envolvendo nove universidades do país.

No âmbito de relações com outras instituições, o IBP vem mantendo importantes relações e parcerias com diversas entidades e associações nacionais e internacionais ligadas a indús- tria de petróleo. Destaca-se a participação no WPC (World Petroleum Council), que no triênio 2012-2014 terá como presidente o brasileiro Renato Tadeu Bertani; e no IGU (International Gas Union), entidade na qual o IBP, em parceria com a Abegás, chegou a apresentar a can- didatura do Brasil para sediar a edição de 2018 da Conferência Mundial de Gás, no Rio de Janeiro, e eleger a presidência do triênio 2015-2018, projeto que foi postergado por razões conjunturais.

Nos capítulos a seguir, o leitor encontrará detalhes das variadas atividades desenvolvidas pelo Instituto ao longo do ano de 2011, logradas graças à dedicação do seu corpo de co- laboradores e à participação efetiva e voluntária de qualificados representantes dos seus associados, academia e órgãos do governo.

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Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Presentation

Despite the frustration due to the lack of the expected Brazilian 11th Licensing Round for oil exploration and production blocks - a fasting that has lasted nearly four years for offshore basins - several projects and studies were developed by the IBP with a view to collaborating with the authorities in improving the sector’s regulation. We should highlight the discussions and proposals submitted to the sector’s authorities for the formatting of the future Pre-salt production sharing agreements; the definition of policies to lever the local content for goods and services; and the solution of a set of tax issues still pending, such as the revision of Repetro.

Still in the field of the regulatory-oriented activities, it is worth mentioning the works carried out with the MME, the ANP and state agencies, in order to establish a new statute for the natural gas value chain, in compliance with the new legal framework established for the sector by Law 11909/09, the so called Gas Law, and by Decree 7382/10. The studies and propositions oriented to the improvement of safety in the use of compressed natural gas (CNG) followed on.

On the other hand, the growing concern with operational safety and mitigation of incidents in the oil research and production operations at the Brazlian continental margin, which progress to deeper and deeper waters, issues pointed out at the end of the year due to the disproportionate repercussion of the Frade Field incident, has led to a continuous effort by the IBP, before the regulatory and environmental entities, both to seek the improvement in the licensing and inspcetion processes, adapting them to the sector dynamics, and in the preparation of standards and procedures for prompt response to emergencies regarding oil leakage to the sea. In this context, also bringing global experience to the country, as in the case of disclosing important studies carried out by the Association of Oil and Gas Producers (OGP) as regards the Macondo incident, in the Gulf of Mexico, and Montara, in Australia.

In the Social Responsibility area, the bases for the establishment of the Sustainability Committee were grounded, meeting one of the main goals evisaged by the IBP, since the activities in this field started, in 2002. It is also distinctive the associates guidance work in relation to the donations for the flood victims in the Mountainous Region (Região Serrana), which relied upon a substantial financial contribution by the Institute itself.

Still standing out, in the social-environmental area, the document the IBP is preparing, entitled “Sustentabilidade e o Setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis” (Sustainability and the Oil, Gas & Biofuels Sector), to integrate a broader document articulated by the Brazilian National Confederation of Industry (CNI), comprising 16 national productive sectors. Such document will be submitted to the Federal Government, as a contribution from the industry to the Rio+20 Conference on green economy, to be held by the UN in June 2012, in Rio de Janeiro.

In the technology area, the Institute has worked along with the relevant authorities to ensure the flow of resources originated from the concession agreements, defending that they are also directed to technological projects developed by companies of the sector. Another important initiative by the IBP was the submission of a project establishing rules in the definition of the resources to be allocated to P, D &I in future Pre-salt production sharing agreements, an issue left without any definition in the law that established this new legal contracting basis.

Under the coordination of its Fuel Supply Logistics Committee, the IBP has prepared an important study entitled “Planejamento Integrado de Cadeias Logísticas para Distribuição de Combustíveis” (Integrated Logistics Chain Planning for Fuel Supply), aiming at identifying and prioritizing the investments necessary to have the fuel transport infrastructure in the country to fulfill the planned demands for 2020. The results will be forwarded to several Federal Government entities and made available to the associates, in an attempt to bring the segment’s view to the decisions for the construction and expansion of assets, such as pipelines, tankage, terminals, etc.

As for the Institute’s traditional activities connected to the provision of products and services to the market, such as events, courses, standards, inspection of equipments and publications, they evolved as scheduled.

PRESENTATION

In the congresses and exhibits field, 10 events were organized, with emphasis to the Rio Pipeline,

which assumes a more international character at every edition. This year, the events , os eventos Brasil Onshore, Vitoria Oil & Gas, the Brazillian Congress on CO2 in the Oil, Gas & Biofuels Industry and the Pernambuco Petroleum Business joined the IBP’s regular schedule. The latter, after some restructuring, received an products and services exhibit, focusing in the Northeastern region’s offshore naval sector. The IBP also hosted the 16th edition of CILA, Ibero-Latin American Asphalt Congress. In addition to organizing the Brazilian Pavillion at OTC 2011 (Houston), with the participation of 46 Brazilian companies, the IBP was present with institutional booths in events from Arpel (Punta del Este), Offshore Europe (Aberdeen), Argentina Oil & Gas (Buenos Aires) and the 20th World Petroleum Congress (Doha).

The highlight in the courses activities in 2011 was the organization of five new lato-sensu graduation classes, with the participation of over 150 students coming from several states of the country. However, the graduation courses expansion plan was harmed by MEC’s decision of not renewing the accreditation of the institutions that had no undergraduate courses, such as the IBP and other renowned institutions such as the INCA and the Dom Cabral Foundation. This fact has led the IBP to revise its strategy in the training area. The possibility of establishing a new education institution kept by the Institute, focused on the traditional undergraduation course, is being considered. This initiative, if materialized, will enable the organization of accredited graduation courses concurrently with the undergraduation courses, not only in the City of Rio de Janeiro, but nationwide.

In 2011, the Equipments Inspection Own Services certification – SPIE had its best year, with the

preparation of 64 audits and the enrollment of seven new clients, which represents a growth of 16% in the period. This certification process, pioneered by the IBP and still the only entity accredited by the Inmetro, currently has 51 clients, including refining plants, petrochemical plants and oil

production facilities. In addition to increasing the safety level, the certification process, enables

a significant economy for the country, due to an increase in the operational campaign of the facilities from the audited plants.

As a result from the IBP’s standardization activities (ABNT/ONS-34), 21 standards were published in 2011, involving the Supply and Storage of Fuel, Lubricants, Asphalt, Biodiesel, as well as Oil and Byproducts Transport Systems. The IBP also represents Brazil in the Petroleum Products and Lubricants Technical Committee from the International Organization for Standardization (ISO/TC28).

The IBP has intensified the production of publications and technical periodicals, with a view to contribute for the generation of knowledge and the development of professionals who work for the sector. Currently, 25 books and 2 specialized periodicals (lubricants and asphalt) are available for purchase or reference.

It is also worth mentioning the continuation of the Masters Scholarship Program that

granted more five scholarships in 2011 for universities members of ANP’s Human Resources Program. The program, which began in 2006, has already granted 34 scholarships, involving nine national universities.

In the level of relationship with other institutions, the IBP has kept important contact and partnerships with several local and international entities and associations connected to the oil industry. The participation in the WPC (World Petroleum Council) stands out, as in the period 2012-2014 will have a Brazilian chairman, Renato Tadeu Bertani; and in the IGU (International Gas Union), an entity for which the IBP, in partnership with the Abegás, submitted Brazil’s candidacy to host the 2018 edition of the World Gas Conference in Rio de Janeiro, and elect the chairman for the period 2015-2018, a project that has been postponed for economic reasons.

In the following chapters, the reader may find details on the several activities developed by the Institute along 2011, achieved thanks to the dedication of its staff and the effective and voluntary participation of qualified representatives of its associates, universities and governmental entities.

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Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Homenagens e Premiações

Homenagens e Premiações Novos Diretores no IBP Em assembleia extraordinária, realizada em agosto, foi aprovada a
Homenagens e Premiações Novos Diretores no IBP Em assembleia extraordinária, realizada em agosto, foi aprovada a
Homenagens e Premiações Novos Diretores no IBP Em assembleia extraordinária, realizada em agosto, foi aprovada a
Homenagens e Premiações Novos Diretores no IBP Em assembleia extraordinária, realizada em agosto, foi aprovada a

Novos Diretores no IBP

Em assembleia extraordinária, realizada em agosto, foi aprovada a inclusão de dois novos membros ao quadro atual da Diretoria Executiva do IBP:

Cynthia Silveira, vice-presidente de Gás da Total Brasil, e Maurício Figueiredo, vice- presidente da Baker-Hughes para América Latina e encarregado dos negócios no Brasil.

Colaboradores de longa data do IBP, eles passam a enriquecer a Diretoria Executiva, trazendo a visão, respectivamente, das empresas produtoras de gás natural e das empresas de serviço do setor. Essa ampliação de seis para oito no número de membros da Diretoria visa reforçar a representatividade das empresas associadas naquele órgão colegiado do Instituto.

Belkis Valdman
Belkis Valdman

In Memoriam

A Comissão de Instrumentação e Automação

do IBP recebeu com pesar o falecimento de uma de suas mais estimadas integrantes, professora Belkis Valdman. Com uma trajetória

profissional brilhante, sempre ligada a pesquisa na área de automação, modelagem e controle de processo, Belkis ocupou posição de destaque na referida comissão, sendo coordenadora do

IV Congresso Rio Automação, em 2007.

Cynthia Silveira
Cynthia Silveira
Maurício Figueiredo
Maurício Figueiredo

30 Anos do Congresso Latinoamericano de Asfalto

Na sessão de encerramento da 16ª edição do CILA – Congresso Ibero-Latinoamericano de Asfalto, foram homenageados dois grandes especialistas da área, Hélio Farah e Jorge Agnusdei. O destaque destes profissionais ficou por conta da visão pioneira na criação do Congresso de Asfalto, cuja primeira edição também aconteceu no Brasil, há 30 anos. O evento deste ano, realizado em novembro no Rio, reuniu 600 participantes, de 25 países.

Farah e Agnusdei, 2º e 3º a partir da direita, durante encerramento do XVI CILA
Farah e Agnusdei, 2º e 3º a partir da direita,
durante encerramento do XVI CILA

Iniciativas Sociais

Os investimentos sociais privados do IBP, direcionados as ações de caráter externo e cujos recursos são oriundos do Fundo de Fomento, sempre estiveram focados em projetos educacionais, como a reconstrução da Escola Estadual João XXIII em 2010 e de saúde, como a aquisição de uma ambulância para Casa de Apoio a Criança com Câncer em 2006. Mas a decisão da Diretoria em doar R$ 1 milhão, em 2011, para ajuda às milhares de famílias na reconstrução de suas casas e das cidades da região serrana do Rio de Janeiro, destruídas por uma enorme catástrofe natural, ocorrida em janeiro daquele ano, certamente a partir de agora passará a ser a mais significativa iniciativa social externa promovida pelo Instituto.

Nessa linha, também tiveram suporte do Instituto os seguintes projetos sociais:

Apoio ao Projeto“Chega Junto”, aplicado em comunidades pacificadas do Rio de Janeiro

e voltado para capacitação de mão-de-obra para construção civil;

Apoio financeiro à gestão da instituição “Ação Comunitária do Brasil” (ACB/RJ),

considerada a mais antiga Organização Não-Governamental (ONG) do Rio de Janeiro;

Organização, pelo segundo ano consecutivo, da participação do setor na Campanha do Natal sem Fome dos Sonhos, com a arrecadação de 30 caixas contendo livros e

brinquedos;

Aquisição e doação de diversos materiais e equipamento para Escola Estadual João XXIII, localizada em Duque de Caxias, no valor aproximado de R$ 50 mil.

Ainda na área externa, mas com foco específico em seus públicos de interesse, as ações sociais promovidos pelo IBP foram:

Manutenção do intercâmbio com bibliotecas no Brasil, através da doação de publicações

e materiais técnicos editados pelo IBP;

Concessão de bolsas de estudo para funcionários de órgãos públicos em cursos e eventos organizados pelo próprio IBP;

Programa de bolsas de estudo para alunos de pós-graduação e mestrado de

universidades brasileiras. Mais detalhes na página 12.

Parceria com a Fundação São Martinho através do Programa“Aprendizagem Profissional”, com objetivo de inserir o jovem no mercado formal de trabalho.

Também é destaque a política de valorização do público interno, que mantém a boa avaliação de todos os funcionários do IBP. Em 2011, o Instituto realizou as seguintes iniciativas sociais nessa área:

Implantação de um sistema de promoção da saúde para funcionários do IBP, através de check-ups e da realização de exames clínicos, com orientação de um médico de clínica geral.

Plano Odontológico inteiramente gratuito; e

Promoção da sétima edição da campanha de vacinação contra gripe.

10 10

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Fundo de Fomento

O Comitê do Fundo de Fomento, criado em 2005, é um órgão colegiado indicado pela

Diretoria Executiva do Instituto, que tem o objetivo de orientar os investimentos dos recursos disponíveis do IBP na proposição e execução de projetos que atendam a missão da entidade, que é a de promover o desenvolvimento do setor nacional de petróleo e gás, visando uma indústria competitiva, sustentável, ética e socialmente responsável.

O Fundo já disponibilizou até o presente, recursos da ordem de R$ 10,5 milhões, sendo R$

2,75 milhões somente em 2011. São aplicados em projetos de interesse da indústria de petróleo e a outra parcela em projetos de interesse social.

Dentre os diversos projetos realizados em 2011, vale destacar as seguintes ações:

Bolsas de Estudo: O IBP concedeu, em 2011, 12 bolsas de mestrado para as universidades participantes do Programa de Recursos Humanos da ANP para o setor de petróleo e gás. Mais detalhes sobre o projeto na página XX.

Publicações: Já foram investidos cerca de R$ 680 mil reais na produção de 15 publicações técnicas, com destaque para o “Dicionário do Petróleo em Língua Portuguesa”. Muitas das publicações, além de comerciadas pelo IBP, são utilizadas como material didático nos cursos promovidos pelo Instituto.

Programa IBP de Bolsas de Mestrado

O 5° Ciclo do Programa IBP de Bolsas de Mestrado, implantado em 2011, teve um

processo seletivo diferenciado dos ciclos anteriores. Com o objetivo de contemplar as excelentes propostas submetidas à Comissão de Avaliação do IBP, constituída por seus gerentes, reavaliou as propostas que não foram contempladas naquele Ciclo, aprovando cinco temas, direcionados para opções tecnológicas sustentáveis e integradas de energia renovável e combustíveis fósseis, e de substituição dos processos convencionais na indústria, entre outros.

Ao longo destes cinco anos de funcionamento do Programa, o IBP já forneceu 34 bolsas de estudos a mestrandos, distribuídas em diferentes regiões do país, a saber: sudeste (UERJ, USP, UFRJ, PUC - Rio e UNIFEI), Nordeste (UFCG, UFRN, UFPE e UNIFACS) e sul (UFSC, UFTPR-PR). As áreas de pesquisa contempladas foram: Gás Natural, Produção e Processamento de Óleos Pesados, Análise Econômica e Geopolítica, Responsabilidade Socioambiental (Sequestro de Carbono), Automação (Campos Inteligentes), Biodiesel e Regulação, Refino e Petroquímica, Transporte Logística e Distribuição e Geologia e Geoquímica.

FUNDO DE FOMENTO

Em 2011, seis novos trabalhos foram finalizados, demonstrando o satisfatório resultado do Programa. A seguir, segue a lista completa das dissertações finalizadas, que estão disponíveis no CID – Centro de Informação e Documentação Hélio Beltrão, localizado na sede do IBP, para consulta:

ALUNO

TÍTULO DA DISSERTAÇÃO

INSTITUIÇÃO

DE ENSINO

Guilherme Arruda

Desenvolvimento de Sensores Eletroquímicos a base de Ni e Nico Eletrodepositados para Detecção de Processos de Fragilização por Hidrogênio

Universidade Federal do Paraná

Santos

Andreas

Exploração de Petróleo em Camadas do Pré-Sal no Brasil: Um estudo de caso no poço 1-SPS-50

Universidade Federal de Itajubá - UNIFEI

Nascimento

Danielly Vieira de Lucena

Desenvolvimento de Fluidos de Perfuração com alto grau de Inibição Ambientalmente Corretos

Universidade Federal de Campina Grande

Dario Prada Parra

Desenvolvimento de um Sensor de Fibra Óptica para Determinar Mudanças de Fase do Dióxido de Carbono (CO 2 )

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

 

Técnicas Avançadas para Análise de Escoamento Bifásico Gás-Líquido em Golfadas

Universidade

César Yutaka Ofuchi

Federal Tecnológica

do Paraná

 

Instrumentação baseada em Redes de Bragg em Fibra Ótica para a Monitoração da Vazão de Fluídos Através do Uso da Termometria

Universidade

Rodolfo Luiz Patyk

Tecnológica Federal

do Paraná

ALUNO

TÍTULO DA DISSERTAÇÃO

INSTITUIÇÃO

DE ENSINO

Leandro Couto

Estudo de Viabilidade Econômica das Formas de Aproveitamento do Gás Natural

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Rosa

Marcos José

O Direito Internacional dos Investimentos: O Caso do Mercado Brasileiro de Biocombustíveis

Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Martins Mendes

Alicia Violeta

Princípio Constitucional da Redução das Desigualdades Regionais e os Campos Maduromarginais de Petróleo:

Aspectos Regulatórios e Fiscais

Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Botelho Sgadari

Passeggi

 

Otimização Seqüencial Aproximada Aplicada a Métodos de Recuperação Suplementar em Reservatórios de Petróleo

Universidade

Marcela Gomes

Seixas

Federal de

Pernambuco

Thales Avellar

Aditivos Antioxidantes Derivados de Glicerina para Mistura em Biodiesel

Universidade Federal do Rio de Janeiro

Soares

Cleber Asmar

Modelagem e Simulação Dinâmica de Gás Lift

Universidade Federal de Santa Catarina

12 12

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

A distribuição das bolsas concedidas pelo país pode ser melhor visualizado pelo mapa abaixo: Bolsas
A distribuição das bolsas concedidas pelo país pode ser melhor visualizado pelo mapa abaixo:
Bolsas na UFRN
5
Bolsa na UFPE
1
2
Bolsa na UFCG
Bolsa na UNIFACS
1
Bolsa na UNIFEI
1
Bolsa na UERJ
2
2
Bolsa na PUC-Rio
8
Bolsas na UFRJ
Bolsa na USP
2

Bolsas na UFTPRUERJ 2 2 Bolsa na PUC-Rio 8 Bolsas na UFRJ Bolsa na USP 2 4 5

4

na PUC-Rio 8 Bolsas na UFRJ Bolsa na USP 2 Bolsas na UFTPR 4 5 Bolsas

5 Bolsas na UFSC

Felipe Dias
Felipe Dias
Francisco Ebeling
Francisco Ebeling

14 14

Assessoria de Economia e Política Energética

Ao longo de 2011, a Assessoria de Economia e Política Energética dedicou-se a dar continuidade às rotinas de análise econômica do Instituto, seguindo com os projetos

mais relevantes iniciados nos anos anteriores. Entre os projetos em andamento, destacam- se a consolidação do Sistema de Dados e de Informações da Indústria, com estatísticas

e informações econômicas que estão disponíveis via web; a publicação do informativo

mensal Monitor IBP e à parceria com a AB3E, capítulo brasileiro da International Association for Energy Economics (IAEE).

Em abril de 2011 entrou no ar o portal de estatísticas e informações da indústria de petróleo

e gás do IBP. No restante do ano, a Assessoria trabalhou continuamente para realizar as

necessárias melhorias. O site, que atualmente conta com cerca de 1.000 visitas mensais, pode ser acessado através do endereço www.ibp.org.br/estatisticas.

Com relação ao Monitor IBP, um informativo sobre os mercados internacional e nacional de petróleo, 2011 foi seu terceiro ano de publicação, trazendo sempre dados recentes e uma breve análise das principais variáveis da indústria. As análises dos especialistas Eraldo Porto e Luiz Guerra, assim como as contribuições do Instituto de Energia da PUC - IEPUC, contribuem decisivamente para que a publicação se consolide como uma importante referência de consulta do setor, já com cerca de 2 mil acessos mensais. No segundo semestre foi editado também um número especial do Monitor IBP em inglês, o“Rio Oil & Gas Monitor”, para divulgação no estande do IBP no 20º World Petroleum Congress, em Doha, no Qatar.

No campo das atividades acadêmicas e científicas, este foi um ano de consolidação das

atividades de apoio à Associação Brasileira de Estudos em Energia (AB3E), capítulo brasileiro da IAEE, criada em 2006 com o apoio institucional do IBP, do Instituto de Economia da UFRJ

e do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Unicamp.

Teve grande êxito o terceiro ELAEE (Encuentro Latino Americano de Economia de la Energía), que ocorreu em abril de 2011, nas instalações da PUC de Buenos Aires, com o apoio do IBP. Do evento participaram mais de 200 acadêmicos, profissionais, políticos e estudantes, discutindo, numa perspectiva econômica, os rumos da energia na América Latina.

A Assessoria também consolidou o acordo de cooperação com o Grupo de Economia

da Energia do Instituto de Economia (IE) da UFRJ, firmado com o intuito de trabalhar conjuntamente em diferentes linhas de pesquisa no campo da Economia da Energia. Com esse apoio, a Assessoria teve a oportunidade de desenvolver alguns trabalhos e de trazer

importantes discussões para o IBP nas áreas de política energética, projeções das atividades em E&P no Brasil, modelagem da demanda futura de combustíveis no País, além da análise econômica dos possíveis contratos dentro do novo marco regulatório. Neste último, o mais importante trabalho realizado no âmbito deste convênio em 2011, foram os modelos econômicos desenvolvidos para o regime de Partilha, a ser adotado na área do Pré-Sal;

e para o atual regime de Concessão, para os futuros contratos fora da área do Pré-Sal. O

trabalho de modelagem permite simular e estudar os impactos de uma série de variáveis que afetam a economicidade ou mesmo a viabilidade dos projetos, como o preço do petróleo, os parâmetros regulatórios definidos no contrato ou mesmo as diversas questões tributárias que envolvem a exploração e a produção de petróleo e gás.

Finalmente, foi iniciada em 2011 uma nova parceria, aos moldes da experiência bem sucedida com o IE-UFRJ, desta vez com o Departamento de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Neste caso, a parceria tem por objetivo desenvolver estudos e análises associados às atividades onshore (campos terrestres). Os primeiros trabalhos são orientados para a regulação destas atividades, para o desenvolvimento de indicadores sócio-econômicos e questões técnicas que envolvem águas produzidas.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Centro de Informação e Documentação Helio Beltrão - CID

Em maio de 2011, o CID passou por obras de reestruturação do espaço físico, com o objetivo de redistribuir, otimizar e ampliar a área destinada ao acervo, aos usuários e funcionários.

O novo layout contempla um espaço para o acervo, com uma estação de trabalho para os

funcionários, 12 instalações para estudo individual e 2 salas, com 8 lugares para estudo em grupo, em um ambiente moderno, confortável e acolhedor, privilegiando a integração entre

o usuário, acervo, estudo, pesquisa e lazer.

Ao longo do ano, várias atividades se destacaram como a reorganização e o inventário de todo o material bibliográfico que compõe o acervo, envolvendo livros, periódicos, DVDs, mapas e acervo fotográfico; o processamento técnico do material bibliográfico, com

a atualização da base de dados destinada à consulta de usuários e das informações que compõem o link do CID no portal do IBP.

Foi solicitado ao IBICT - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, o ISSN

– International Standard Serial Number – para os anais dos Congressos do IBP: Rio Oil & Gas

Expo and Conference, Rio Pipeline Conference & Exposition e Congresso Brasileiro de CO2. O ISSN

identifica internacionalmente uma publicação, sendo um parâmetro para o controle da qualidade de publicações seriadas científicas e um critério de indexação em bases de dados nacionais e internacionais.

Para preservar o material bibliográfico especial do acervo, como fitas de VHS, DVD e

arquivos digitais, são desenvolvidas ações, como a realização de back-up de todo material digital incorporado ao acervo em um servidor externo, bem como a conversão de fitas VHS

e Betacam para o suporte digital. São procedimentos adotados para garantir a memória institucional, o acesso e a preservação da informação.

Destaca-se o intercâmbio de experiências e de publicações com instituições nacionais e internacionais, com a inclusão de artigos para indexação em bases de dados, doações e permutas de livros e periódicos.

O Instituto tem 25 livros publicados e 2 revistas: Lubes em Foco e Asfalto em Revista .

Somente em 2011, foram editados 6 livros, a saber: Proteção Catódica; Instrumentação Industrial; Guia de Inspeção de Válvulas de Segurança e Alívio nº10; Contratos de petróleo:

concessão e partilha: propostas e leis para o pré-sal; Perfuração Direcional e Manual do operador de produção de petróleo e gás.

A busca permanente da excelência no atendimento, a atualização do acervo, a formação

dos usuários e o aumento da visibilidade da produção técnica-científica representam

uma meta para 2012.

Demanda de atividades por ano

Da dir. para a esq. Fernanda Santiago, Cleber Araripe e Rosana Lima
Da dir. para a esq.
Fernanda Santiago,
Cleber Araripe e Rosana Lima
2.110 2.511 5.367 4.674 472 624
2.110
2.511
5.367
4.674
472
624

Processamento

Usuários

Empréstimos

Pesquisas

Técnico

e Buscas

Usuários Empréstimos Pesquisas Técnico e Buscas 2011 2010 Relatório de Atividades 2011 15

2011

2010

Da dir. para a esq. Gisele Pereira, Mayara Fonseca, Thamires Vasconcellos, Ernani Filgueiras e Carla
Da dir. para a esq.
Gisele Pereira, Mayara Fonseca,
Thamires Vasconcellos,
Ernani Filgueiras e Carla Imbroisi
COMISSÕES 42 Asfalto 43 Combustíveis 44 GLP 45 Laboratório 46 Logística de Abastecimento de Combustíveis
COMISSÕES
42 Asfalto
43 Combustíveis
44 GLP
45 Laboratório
46 Logística
de Abastecimento
de Combustíveis
47 Lubrificantes
e Lubrificação
48 Petroquímica
49 Transporte
Dutoviário

16 16

Gerência de Abastecimento e Petroquímica

Ao longo do ano a Gerência de Abastecimento e Petroquímica dedicou-se ao debate

e análise das principais atividades ligadas ao segmento downstream, nas áreas: Asfalto,

Biodiesel, Combustíveis, Laboratório, Logística, Lubrificantes, Petroquímica, Dutos e GLP.

Cabe aqui destacar a elaboração do estudo:“Planejamento Integrado de Cadeias Logísticas para Distribuição de Combustíveis”, desenvolvido com o apoio da Comissão de Logística

de Abastecimento de Combustíveis, em parceria com o ILOS - Instituto de Logística e

Supply Chain, que resultou na identificação dos investimentos necessários para que a infraestrutura de transporte de combustíveis do país possa atender ao crescimento da demanda desse mercado nos próximos 10 anos. Em face da relevância do assunto, a

Gerência vem articulando visitas a determinados órgãos do Governo: Casa Civil, Ministério

de Minas e Energia, Ministério dos Transportes, Ministério do Planejamento, entre outros,

visando à divulgação do estudo que aponta os projetos prioritários que constam no PAC

– Programa de Aceleração do Crescimento e no PNLT – Plano Nacional de Logística e Transportes.

Vale também citar que, em suas atividades externas, a Gerência manteve o apoio aos trabalhos da AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, onde faz parte do

Conselho Diretor da Associação; e ainda participou ativamente dos Comitês de Refino e

de Dutos e Terminais da ARPEL - Associação Regional de Empresas do Setor de Petróleo,

Gás e Biocombustíveis na América Latina e Caribe.

Neste sentido, a Gerência apoiou a criação do Programa de Acreditação ARPEL para Gerenciamento de Integridade de Dutos, cuja finalidade é garantir a adequada formação dos proffisionais envolvidos nas operações dos sistemas de dutos, bem como a correta aplicação das melhores práticas preconizadas no Manual ARPEL para Gestão de Integridade de Dutos, que visa à melhoria contínua do desempenho operacional desses ativos. O treinamento será ministrado no Centro de Tecnologia em Dutos (CTDUT), com o qual foi assinado um acordo de cooperação técnica.

O relato detalhado das atividades desenvolvidas pelas diferentes Comissões desta

gerência em 2011 encontra-se nas páginas a seguir.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Gerência de Exploração & Produção

O setor de exploração e produção de petróleo no País foi fortemente prejudicado no

decorrer do ano de 2011 por razões conjunturais e de ordem política, agravando a estagnação notada desde 2008 com a ausência dos leilões de blocos exploratórios por

parte da ANP, e nenhum avanço nas discussões sobre o modelo regulatório proposto para

as áreas do Pré-Sal – Lei 12.351/10, face à polêmica sobre a distribuição dos royalties. Em

que pese à autorização concedida pelo CNPE em 28 de abril de 2011 para a realização da 11ª. Rodada, e de comunicados oficiais da ANP prevendo a realização da Rodada em 2011, para a qual, inclusive, realizou uma Audiência Pública, nada se concretizou, resultando numa forte desaceleração das atividades, com desmobilizações de equipes técnicas e a ameaça de retirada de algumas empresas importantes do setor. A disputa entre os estados produtores e não produtores de petróleo no Congresso para os fins da distribuição da receita dos royalties parece ser o motivo impeditivo para a continuidade das rodadas, em franco prejuízo ao setor e ao País. O IBP vem acompanhando essas discussões no Congresso,

atuando sempre em defesa da estabilidade jurídica que rege os contratos firmados.

Através desta Gerência e de todos os meios possíveis, o IBP continua também empenhado

na retomada da 8ª Rodada de Licitações e na outorga dos blocos já licitados. A interrupção

dessa rodada representou uma grande queda de paradigma em relação às tradições do País

no tocante ao respeito, às normas constitucionais e ao prestígio internacional adquirido ao

longo dos anos nos processos de licitação de blocos exploratórios.

Enquanto a ANP e o MME parecem admitir que a 8ª Rodada é um assunto encerrado,

as empresas que participaram desse certame e que legitimamente arremataram áreas

exploratórias continuam interessadas numa solução para esse assunto, como é o caso das que arremataram blocos na Bacia de Tucano Sul e que buscaram suporte político junto à Câmara dos Deputados, com apoio do IBP, ABPIP e APPOM.

Em que pese ter sido um ano desfavorável para o setor de E&P, pelos motivos expostos, a Gerência de Exploração & Produção, apoiada em seu corpo técnico e de colaboradores altamente capacitados, atuando em suas comissões e subcomissões, realizou importantes trabalhos no decorrer do exercício de 2011.

Foram discutidos assuntos de alta relevância para o setor, apoiados em pareceres jurídicos contratados, realizados estudos, debates, seminários, eventos e participação em diversas audiências públicas.

Dentre os vários trabalhos realizados destacam-se como mais relevantes os seguintes:

Comentários e sugestões sobre a minuta de contrato de concessão para a 11ª. Rodada de Licitações;

ApresentaçãoàANPdepropostasdemodelosderelatóriosparafinsdeacompanhamento contábil e financeiro de futuros contratos de partilha da produção;

Participação na etapa seguinte à finalização dos estudos realizados pela BOOZ & CO sobre a cadeia de fornecedores para o setor de E&P no Núcleo de Política Industrial criado na ONIP para os assuntos de Conteúdo Local, onde o IBP integra os trabalhos de duas importantes ações voltadas para o desenvolvimento da politica de Conteúdo Local (Política no. 5 – Simplificação da regulamentação do Conteúdo Local e Política no. 8 – Isonomia Tributária).

Jonas Fonseca
Jonas Fonseca
COMISSÕES 97 Técnica de Exploração e Produção de Petróleo 98 Setorial de Regulamentação de Exploração
COMISSÕES
97 Técnica de
Exploração e
Produção de
Petróleo
98 Setorial de
Regulamentação
de Exploração
e Produção de
Petróleo

18 18

As Subcomissões ligadas à Comissão Setorial de Regulamentação de E&P empreenderam também, importantes ações voltadas para o acompanhamento dos assuntos de interesse do setor em processos no STF (ADI’s Lei Noel, PSOL e SNUC), a retomada das discussões sobre a recuperação do PIS/COFINS junto à RFB e aprimoramento do REPETRO. Registrem- se também, ações que foram tomadas e seguem em curso no sentido de protelar ou tornar sem efeito Decreto e Resolução da Secretaria de Fazenda do Estado do Rio de Janeiro – SEFAZ que faz exigências de informações consideradas exacerbadas pelas empresas concessionárias, relacionadas à fiscalização das participações governamentais.

Esta Gerência tem ainda a destacar que pela ênfase que tem sido dada aos assuntos de Conteúdo Local e pela necessidade de seu acompanhamento em níveis regulatórios e operacionais, foi criada a Subcomissão de Conteúdo Local, com a cessão parcial de profissional da associada Exxon Mobil do Brasil para coordenar os trabalhos de CL no IBP. Ao mesmo tempo e para aprofundamento dessas questões, foi contratada a empresa BAIN CONSULTANTS que fará estudos sobre políticas públicas que possam subsidiar o MDIC nas questões de política industrial.

Cabe registrar que no exercício de 2011 o gerente de E&P esteve presente nos eventos realizados pelo PROMINP – 8º. Encontro, realizado em São Luiz do Maranhão, bem como no World Petroleum Congress - WPC, realizado em dezembro, no Catar. Nesse evento foram homenageados o Diretor William Zattar e o Secretário Executivo do IBP – Álvaro Teixeira e, como grande destaque, houve a eleição de Renato T. Bertani para presidir o WPC.

Acrescente-se ao corpo técnico da Gerência de E&P representantes de empresas petrolíferas associadas, perfazendo mais de uma centena de profissionais atuando voluntariamente, abrigados em duas comissões:

Comissão Técnica de Exploração e Produção;

Comissão Setorial de Regulação de Exploração e Produção.

As atividades desenvolvidas nas referidas comissões e subcomissões encontram-se relatadas no capítulo das Comissões do IBP.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Gerência de Gás Natural

Gerência de Gás Natural A partir da publicação da Lei 11.909/09, conhecida como Lei do Gás,
Gerência de Gás Natural A partir da publicação da Lei 11.909/09, conhecida como Lei do Gás,
Gerência de Gás Natural A partir da publicação da Lei 11.909/09, conhecida como Lei do Gás,
Gerência de Gás Natural A partir da publicação da Lei 11.909/09, conhecida como Lei do Gás,

A partir da publicação da Lei 11.909/09, conhecida como Lei do Gás, e da publicação

do Decreto 7.382/10, que a regulamentou, o desafio do MME, da ANP e das Agencias Reguladoras Estaduais tem sido detalhar os diversos aspectos da cadeia de valor do segmento, que passaram a ter novo ordenamento jurídico.

Vários temas foram abordados pelos órgãos responsáveis para a regulamentação do segmento. A questão do Autoprodutor, Autoimportador, Consumidor Livre e os procedimentos para provocação de terceiros para a ampliação da capacidade de transporte foram alguns dos importantes temas objeto de consulta pública, sendo alvo de um intenso programa de trabalho, tanto na Comissão de Comercializadores, quanto no Conselho de Gás.

O Comitê do GNV, por outro lado, focou seus trabalhos na discussão e proposição de

ações voltadas para ampliar a segurança na utilização de gás natural em veículos. Os testes para implantação do kit diesel-gas, as campanhas de incentivo e os cenários para o setor também foram objeto de debate nos dos encontros do grupo.

Em 2012 se espera um ano com muitas atividades. Além da continuidade na regulamentação da Lei do Gás, será realizado em Maio de 2012 o tradicional Seminário sobre Gás Natural, que discutirá entre outros temas, o planejamento da expansão da malha de transporte.

Na área de treinamento, além do Curso sobre Gás Natural, que em sua 27ª edição

já capacitou mais de 2 mil profissionais, será realizado curso sobre GNL- Gás Natural

Liquefeito, em parceria com o GTI – Gas Technology Institute.

Jorge Delmonte
Jorge Delmonte
COMISSÕES 107 Comercializadores 108 Conselho de Gás Natural Técnica de Gás 109 Comitê do GNV
COMISSÕES
107 Comercializadores
108 Conselho de
Gás Natural
Técnica de Gás
109 Comitê do GNV

Gerência de Suporte e Serviços

Evandro Pires
Evandro Pires

20 20

A gerência, a fim de aprimorar ainda mais a prestação dos serviços executados pelo IBP, implementou atividades em diversos segmentos internos e externos.

Na área de Recursos Humanos, os principais destaques foram:

Implantação do programa de check-up médico para os gerentes e demais colaboradores do Instituto.

Implementação do programa de avaliação de desempenho a partir do mês de abril.

Descrição dos cargos e pesquisa salarial.

Implementação de benefícios adicionais aos colaboradores, como: Plano Odontológico do Bradesco; Benefício Farmácia; Programa de Empréstimo Consignado pela Petros; e Configuração do Sistema de Pagamento para envio de contra-cheques por email.

Investimentos em cursos de capacitação e treinamento de pessoal.

Na área de TI, foram realizados investimentos para atualização do hardware dos servidores, sistemas de segurança e modernização dos equipamentos, com a aquisição de novos computadores para os funcionários.

Os sistemas também foram modernizados, com destaque para o desenvolvimento da nova loja do IBP, para comercialização de seus produtos na internet, além da adequação no sistema de formulários e contratos de feira, e por último, a integração dos pagamentos de terceiros com a contabilidade.

A Gerência atuou também no apoio aos escritórios regionais do IBP (Macaé, São Paulo,

Salvador, Vitória e Natal), onde foram realizados diversos cursos, palestras e eventos.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Gerência de Tecnologia

Gerência de Tecnologia As atividades no tocante ao fomento do desenvolvimento tecnológico do país, e a
Gerência de Tecnologia As atividades no tocante ao fomento do desenvolvimento tecnológico do país, e a
Gerência de Tecnologia As atividades no tocante ao fomento do desenvolvimento tecnológico do país, e a
Gerência de Tecnologia As atividades no tocante ao fomento do desenvolvimento tecnológico do país, e a

As atividades no tocante ao fomento do desenvolvimento tecnológico do país, e a competitividade da indústria brasileira foram o foco desta gerência em 2011, em suas vertentes relacionadas aos recursos financeiros para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação – P,D&I e o desenvolvimento de projetos de fabricação de bens no país, com vistas a ampliar o conteúdo local nos empreendimentos de E&P.

Ao longo desse ano, as empresas concessionárias, que realizam investimentos obrigatórios em P&D por condição dos seus contratos de concessão, bem como aquelas que estão com previsão de investimentos a curto ou médio prazo, reuniram-se em diversas ocasiões para discutir as interpretações ao Regulamento 05/2005 da ANP e as condições para aprovação de seus investimentos, que no ano de 2010 foi de R$ 744 milhões. A Consulta Pública 10/2011 da ANP, realizada em abril, foi também motivo de muitos debates e de manifestações do IBP durante a sua realização e, posteriormente, em encontros com a Diretoria da ANP, com vistas a contribuir para a melhoria do marco regulatório

e do cumprimento dos investimentos, sempre em busca de melhores resultados para

a inovação de produtos e serviços para a indústria do petróleo. Parte das sugestões

foi considerada pela ANP como passível de ser aplicada e outra ainda encontra-se em debates, na expectativa de que haja uma revisão do Regulamento no ano de 2012.

Outro ponto relevante na questão dos recursos para P&D foram as modificações decorrentes do novo marco regulatório para as áreas do pré-sal, submetidas ao regime de

partilha da produção, o que provocou drástica redução nos recursos para investimentos em P&D destinados ao Fundo Setorial do Petróleo – CTPETRO, administrado pelo MCT/Finep.

O IBP realizou para o Prominp, estudo intitulado “Avaliação dos Impactos da Lei Nº 12.351

de 22/12/2010 nos Recursos Destinados ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria do Petróleo”, encaminhado posteriormente a diversas autoridades governamentais, o qual apontou as perdas previstas e apresentou sugestões legais para a manutenção dos recursos, sendo que uma delas foi adotada por meio do Decreto 7657 de 23/12/2011, prorrogando até 31 de dezembro de 2015 a destinação de parte dos recursos dos royalties do petróleo para o CTPETRO.

Com objetivo de estimular projetos de fabricação de bens no país e motivado pelo interesse e comprometimento das empresas com a ampliação do conteúdo local nos empreendimentos de E&P, o IBP criou do “GT Inovação para o Conteúdo Local”, formado por representantes das áreas de P, D&I das concessionárias. Seu objetivo é propor projetos cooperativos de desenvolvimento de fabricação local de itens importados, a partir da incorporação de novas tecnologias aos processos fabris e/ou o desenvolvimento dos projetos de engenharia adequados às necessidades locais e as especificações pretendidas. Três foram os projetos previamente selecionados pelo GT e que serão detalhados a partir do próximo ano.

Raimar van den Bylaardt e Melissa Fernandez
Raimar van den Bylaardt
e Melissa Fernandez
COMISSÕES 110 Instrumentação e Automação 111 Tecnologia da Informação
COMISSÕES
110 Instrumentação
e Automação
111 Tecnologia da
Informação

Na área de eventos, a Comissão Técnica de Instrumentação e Automação Industrial realizou o VI Congresso Rio Automação, cujo tema foi: “Desafios da Instrumentação e Automação no Pré-Sal e na cadeia de petróleo e gás”. Com a presença de renomados profissionais do setor, foram discutidos no evento assuntos polêmicos e atuais que dizem respeito à área de instrumentação e automação para a exploração dos campos de pré- sal, como por exemplo, os Desafios na Medição de Vazão de Petróleo e Gás Natural e as Novas Formas de Contratação da Automação em Grandes Empreendimentos, entre outros temas de grande relevância.

Destaca-se também, a realização do 1° Congresso Brasileiro de CO2 na Indústria do Petróleo, Gás e Biocombustíveis, que ocorreu no Rio de Janeiro. O evento teve como objetivo identificar a pesquisa e os desenvolvimentos tecnológicos sobre CO2, na indústria do petróleo, abordando temas como captura, transporte, armazenamento geológico, conversão, monitoramento do gás e os efeitos de gases contaminantes. Estiveram presentes cerca de 350 congressistas nacionais e internacionais, além de palestrantes internacionais de renome na área, como Michelle Aresta, da Univeristàdi Bari da Itália, Jonathan Royer-Adnot, da Geogreen, e Haroun Mahgerefteh, da University College London da Inglaterra. Destaca-se, também, a participação de profissionais do IBP, ANP, MCT, Petrobras, DNV e Statoil, bem como da academia representados pela UFRJ, PUC- Rio, PUC-RS, e outras universidades que contribuíram para a organização do evento e para as discussões técnicas ocorridas ao longo deste.

Outra atuação de relevância desta gerência refere-se a sua participação na sub comissão de CT&I da OAB-RJ, que tem como objetivo estudar a proposta do Código Nacional de CT&I, apresentada para discussão por meio do Projeto de Lei (PL) 2177/11. A gerência tem como função representar os interesses do setor de petróleo e gás na implantação deste código.

22 22

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Gerência de Responsabilidade Social

A função de representar o IBP em atividades externas, e acompanhar a aplicação dos

investimentos sociais do Instituto, tem demandado da Coordenação de Responsabilidade Social um novo papel de articulação com empresas do setor que vai além da tradicional forma de atuação focada no simples intercâmbio de experiência e conhecimentos entre os profissionais que integram as Comissões, Subcomissões e Grupos de Trabalho sob sua responsabilidade.

Exemplo dessa nova experiência vivida pela Coordenação em 2011 está o trabalho com a Ação Comunitária do Brasil – ACB. A proximidade com a ACB/RJ, por conta do convênio assinado para repasse de recursos no montante de R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) ao longo do ano de 2011, fez com que o IBP incentivasse a ACB/RJ a contribuir com o trabalho de pacificação de áreas deflagradas no Rio de Janeiro, através das chamadas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), levando-os a desenvolver um programa de capacitação de mão-de-obra para construção civil, cujas aulas estão sendo ministradas atualmente para moradores da comunidade de São Carlos, localizado no Bairro do Estácio, no Rio de Janeiro.

Ainda nesse envolvimento com a ACB/RJ, e em parceria com Instituto Pereira Passos

e a Chevron Brasil Petróleo, foi realizado na sede do IBP, em agosto, um evento sobre

“Programa UPP Social - Como formar Parcerias de Sucesso”. Na ocasião o Presidente do IPP, Sr. Ricardo Henriques apresentou o planejamento do Programa UPP Social que tem

a missão de “Mobilizar e promover a coordenação de políticas e serviços municipais e de

ações dos governos estadual e federal, comunidades, sociedade civil e setor privado nos territórios da cidade do Rio de Janeiro beneficiados pela implantação das UPPs”.

Outros dois projetos da área social que demandaram esforço do Coordenador de Responsabilidade Social foram: a compra e doação de diversos materiais e equipamentos (freezer, TV de LCD, Computador etc.) para Escola Estadual João XXIII, localizada no Município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e no final do ano, a convocação das empresas para Campanha do Natal sem Fome dos Sonhos, promovida pela ONG Ação da Cidadania, tendo o IBP arrecadado cerca de 30 caixas com livros e brinquedos.

Na área técnica os maiores desafios foram o trabalho de construção da estrutura da nova Comissão de Sustentabilidade, e a finalização do documento base de organização de um Projeto multicliente de pesquisa sobre a biodiversidade na Bacia de Santos. Além disso, o Coordenador de Responsabilidade Social organizou uma palestra aberta sobre “Desafios

e Oportunidades na Construção do Relatório de Sustentabilidade usando a Metodologia do GRI – O Caso da BP” e participou dos seguintes eventos internacionais:

Conferência Regional da ARPEL 2011: Desenvolvimento Energético Sustentável;

20º Congresso Mundial de Petróleo: Solução Energética para Todos – Promovendo Cooperação, Inovação e Investimentos.

Carlos Victal
Carlos Victal
COMISSÕES 112 Resposabilidade Social Corporativa 113 SMS Downstream
COMISSÕES
112 Resposabilidade
Social Corporativa
113 SMS Downstream
Carlos Henrique Abreu Mendes
Carlos Henrique Abreu Mendes

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Gerência de Meio Ambiente

Em função de sua característica transversal, o tema meio ambiente é hoje abordado de forma sistêmica em quase todas as atividades da indústria de petróleo e gás. Nesse sentido, a Gerência de Meio Ambiente tem tido um papel fundamental na estrutura organizacional do IBP, dando suporte a diversas demandas internas, oriundas das demais gerências técnicas. Além da disseminação de informações e esclarecimentos técnicos sobre o assunto, esta Gerência tem promovido a articulação do Instituto com órgãos de meio ambiente, principalmente, na participação de profissionais desses órgãos em cursos e eventos promovidos pelo IBP. Por outro lado, sua atuação como representante do IBP em fóruns externos vem a cada ano tornando-se mais intensa, como será relatado nas atividades do ano, a seguir.

Em articulação com a Gerência de E&P atendeu a todas as demandas técnicas da Subcomissão de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (HSE), cuja Coordenação em 2011 ficou a cargo de Anderson Cantarino e Maria Eduarda, representantes da BP e Queiroz Galvão Exploração e Produção, respectivamente.

Os trabalhos desenvolvidos em conjunto com os profissionais das empresas que fazem parte da Subcomissão de HSE englobaram reuniões ordinárias e extraordinárias internas, articulações com IBAMA/CGPEG e ANP, discussões em grupos de trabalhos e a organização de seminários, palestras e apresentações técnicas. Todo esse esforço envolveu temas como: novas diretrizes para licenciamento da atividade de perfuração, gestão de resíduos, fluidos de perfuração, análise de risco ambiental, educação ambiental, sistema de gestão de segurança operacional, comunicação de incidentes, compartilhamento de equipamentos, monitoramento offshore para costa brasileira, entre outros.

Nesse conjunto de atividades técnicas dois assuntos de relevância, um demandado pelo MMA – Ministério de Meio Ambiente, e outro pela CNI – Confederação Nacional da Indústria, foram intensamente discutidos no IBP, resultando em relatórios específicos:

Propostas de Análise de Riscos e de Resposta a Emergências por Vazamento de Óleo no Mar devido às Atividades de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural”, elaborado

pela Subcomissão de Saúde, Segurança e Meio Ambiente. Reúne considerações, a partir das lições aprendidas com incidentes recentes, e alinha-se com as recomendações da “International Association of Oil and Gas Producers” (OGP). Propõe projetos prioritários para o setor de E&P e recomenda ações para órgãos do Governo, no intuito de promover

o aperfeiçoamento dos diplomas legais nacionais, para tornar ainda mais eficientes a preparação e resposta a emergência no Brasil.

“A Sustentabilidade e o Setor de Petróleo, Gás e Biocombustíveis”, uma contribuição

à Conferência a ser realizada em 2012, pela Organização das Nações Unidas – ONU,

conhecida como Rio + 20. O objetivo da Conferência é assegurar um comprometimento político renovado com o desenvolvimento sustentável, avaliar o progresso feito até

o momento e as lacunas que ainda existem na implementação dos resultados dos

principais encontros globais sobre desenvolvimento sustentável, além de abordar os novos desafios emergentes. Sob a liderança e coordenação da CNI, os segmentos

produtivos estão produzindo vários fascículos setoriais abordando sua contribuição para

a sustentabilidade. O IBP iniciou a elaboração de um desses fascículos, demonstrando,

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

de forma sucinta, os avanços alcançados na agenda socioambiental, desde 1992, bem como os potenciais
de forma sucinta, os avanços alcançados na agenda socioambiental, desde 1992, bem como os potenciais
de forma sucinta, os avanços alcançados na agenda socioambiental, desde 1992, bem como os potenciais
de forma sucinta, os avanços alcançados na agenda socioambiental, desde 1992, bem como os potenciais

de forma sucinta, os avanços alcançados na agenda socioambiental, desde 1992, bem como os potenciais e as oportunidades que emergem com o amadurecimento da temática da sustentabilidade nos negócios do setor.

Foi dada continuidade ao Projeto MA – 02 do PROMINP – Programa de Mobilização da Indústria do Petróleo, com o curso de capacitação para cerca de 30 (trinta) servidores da CGPEG - Coordenação Geral de Petróleo e Gás Escritório, do IBAMA, no Rio de Janeiro, cujo objetivo foi o de proporcionar uma visão geral multidisciplinar e integrada da indústria de Petróleo e Gás, com especial atenção à atividade de E&P - Exploração e Produção.

O Projeto MA – 07 do PROMINP foi concluído, mediante a publicação da Portaria MMA

no 422/11, que “Dispõe sobre procedimentos para o licenciamento ambiental federal de atividades e empreendimentos de exploração e produção de petróleo e gás natural no ambiente marinho e em zona de transição terra-mar”. Sua publicação irá demandar um grande esforço de revisão das resoluções e instruções normativas que estejam relacionadas ao atual sistema de licenciamento ambiental do setor de petróleo e gás.

O Projeto MA – 08 do PROMINP permaneceu em exame no Governo Federal. Deverá

ser publicado em 2012. Por intermédio deste projeto será institucionalizado no Brasil a Avaliação Ambiental de Área Sedimentar – AAAS. Este é um novo modelo que inclui a avaliação ambiental no planejamento da outorga dos blocos exploratórios de petróleo

e gás natural visando o aperfeiçoamento e a maior previsibilidade do licenciamento

ambiental e possibilitando maior segurança jurídica aos empreendedores. Irá disciplinar a relação da AAAS com o processo de outorga de blocos exploratórios de petróleo e gás natural, localizados nas bacias sedimentares marítimas e terrestres, e com o processo de licenciamento ambiental dos respectivos empreendimentos e atividades.

Outra iniciativa relevante da Gerência diz respeito à viabilização da colaboração do IBP na qualificação de técnicos do IBAMA, convidando profissionais a participar de eventos internacionais, a saber:

Dois técnicos da CGPEG/IBAMA na International Oil Spill Conference, de 22 a 27/05/2011, em Portland/Oregon, Estados Unidos;

Dois técnicos da CGPEG/IBAMA na 31st Annual Meeting of the International Association for Impact Assessment, de 29/05 a 4/06/2011, no Puebla Convention Center, México.

A Gerência participa, ainda, do Comitê de Meio Ambiente da Câmara de Comércio

Americana - Amcham Rio, tendo tido oportunidade de acompanhar a entrega do Prêmio Brasil Ambiental, organizado pelo Comitê. O prêmio tem como objetivo estimular ações e reconhecer o mérito de projetos de preservação do meio ambiente e práticas ambientalmente responsáveis praticados por empresas com atuação no Brasil.

No próximo ano a Gerência de Meio Ambiente continuará participando do CONAMA e representando o IBP no PROMINP e no Comitê de Meio Ambiente da Câmara Americana de Comércio do Rio de Janeiro. Internamente dará continuidade à sua participação na Rio Oil&Gas 2012 e ao trabalho conjunto com a Subcomissão de HSE, priorizando assuntos relacionados: à análise de riscos ambientais e resposta a emergência; fluidos de perfuração, de completação e cimentação; banco de dados ambientais e desenvolvimento de capacitação.

Da esquerda para direita: Dione Oliveira, Rosa Duarte, Lays Torquilho, Tatiana Campos, Robson Miranda, Ana
Da esquerda para direita: Dione Oliveira,
Rosa Duarte, Lays Torquilho, Tatiana
Campos, Robson Miranda, Ana Guedes,
Adriene Kfuri, Aline Nicácio e Lidia Bairros

Gerência de Eventos

Responsável pela organização de seminários, congressos, exposições e fóruns de debates, sempre abordando os temas mais relevantes do setor de petróleo e gás, a gerência realizou 10 eventos ao longo de 2011, sendo seis com exposição, e do total, cinco em parceria com outras entidades.

A gerência também coordenou a participação do Instituto em cinco eventos internacionais,

através da organização de pavilhões brasileiros e estandes institucionais nestas exposições.

No total, foram mais de 9 mil visitantes e 9.100 congressistas. A seguir, um breve relato dos

eventos realizados no ano.

Eventos

Participantes

14

13

12

11

10

9

8

7

6

2008 2009 2010 2011
2008
2009
2010
2011

10.000

9.000

8.000

7.000

6.000

5.000

4.000

3.000

2.000

2008 2009 2010 2011
2008
2009
2010
2011

IGU´s Executive Meeting

Como associado de uma das entidades internacionais mais representativas da área de gás – International Gas Union (IGU) – o Instituto organizou, em abril, a Reunião do Comitê Executivo da entidade, reunindo no Rio, 90 participantes dos países membro do IGU.

1º Congresso Brasileiro de CO 2 na Indústria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

O evento, em sua primeira edição, teve o objetivo de mapear a pesquisa e os

desenvolvimentos tecnológicos sobre CO 2 , principalmente na indústria do petróleo.

O Congresso reuniu 343 participantes de 10 países. Na apresentação de 85 trabalhos

técnicos, foram abordados temas como captura, transporte, armazenamento geológico, conversão, monitoramento do gás e os efeitos de gases contaminantes.

11ªCOTEQ–ConferênciasobreTecnologiadeEquipamentos

Em conjunto com a gerência de certificação, o IBP participou dos preparativos da 11ª Coteq

- Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos, realizada em maio, em Porto de Galinhas

- Pernambuco. Na área de certificação, foram abordadas as experiências e perspectivas de

aplicação da técnica RBI – Risk Based Inspection e o estado da arte da INI - inspeção não intrusiva. O evento é uma parceria do IBP com a Abendi – Associação Brasileira de Ensaios Não-Destrutivos e Inspeção e a Abraco – Associação Brasileira de Corrosão.

VI Congresso Rio Automação

A

sexta edição do Congresso, destinado aos profissionais da área de instrumentação

e

automação, teve como tema principal os “Desafios da Instrumentação e Automação

26 26

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

no Pré-Sal e na cadeia do Petróleo e Gás”. Foram realizadas palestras, sessões técnicas e painéis, abordando o desenvolvimento de tecnologias que viabilizem a produção nos campos petrolíferos em face ao cenário da descoberta do pré-sal.

O evento teve a presença de 214 congressistas, além da apresentação de 38 trabalhos

técnicos. Os patrocinadores do evento tiveram, como contrapartida, a oportunidade de expor, em uma pequena mostra, seus equipamentos e tecnologias para os participantes.

Brasil Offshore – Feira e Conferência Internacional da Indústria Offshore de Petróleo e Gás

Esta edição já foi realizada como fruto do consórcio firmado entre a Reed Exhibitions, o IBP e a SPE Inc., na qual contou com a presença de 259 congressistas, provenientes de 17 de países.

O conteúdo da Conferência, elaborado pelo IBP e a SPE Inc., contemplou os principais

aspectos relacionados aos desafios do pré-sal, desenvolvimento em águas profundas, projeto e gerenciamento de campos, FPSO & Semi-Submersiveis, gerenciamento da

produção e de reservatórios, o impacto da revisão das normas de segurança operacional

e construção de poços.

Rio Pipeline Conference & Exposition

Importante encontro da comunidade internacional de dutos, a oitava edição da Rio

Pipeline terminou com números expressivos: 150 empresas expositoras, 10% a mais que

a

última edição, 1.300 congressistas, de 27 países, e cerca de 2.000 visitantes.

O

escoamento da produção do pré-sal e as tendências e desafios tecnológicos na área de

dutos foram os temas centrais da conferência deste ano, que também entregou o Calgary Awards, premiação para a melhor contribuição técnica do evento aos autores Cesar Buque, Xavier Deleye e Niels Portzgen, da Applus RTD Group, pelo estudo “3D Ultrasound Tomography: Eliminating TOFD and Phased Arrays”.

Pernambuco Petroleum Business

Realizado pela segunda vez, o evento comemorou um crescimento de mais de 40% no número de participantes e empresas. Além do Congresso, o evento teve uma exposição com 60 empresas e uma Rodada de Negócios, realizada pela Onip e o Sebrae, com o objetivo de aproximar empresas de bens e serviços do setor de óleo, gás, naval e logística offshore que estão aportando recursos no estado de Pernambuco.

Vitória Oil & Gas

Desde a última edição do evento, em 2007, aVitória Oil & Gas amadureceu sua programação para atender a crescente demanda da indústria de óleo e gás no Espírito Santo. Com foco na capacitação profissional, o evento encerrou a edição com saldo positivo. A Rodada de Negócios, organizada pela Onip e o Sebrae, gerou um volume de negócios da ordem de R$323 milhões. O evento organizou uma exposição com a participação de 50 empresas em uma área de 1100m², além da presença de 120 congressistas e 3.500 visitantes. Pela primeira vez, organizou o espaço Profissional do Futuro, com participação diária de cerca de 150 estudantes.

XVI CILA – Congresso Ibero-Latinoamericano do Asfalto

Comemorando 30 anos de sua primeira edição, o Congresso Ibero-latinoamericano de Asfalto abordou temas de caráter técnico e científico na área, além da troca de experiências sobre as novas tecnologias e equipamentos utilizados na indústria. A programação técnica trouxe a apresentação de 212 trabalhos e a presença de 562 congressistas de 24 países.

Brasil Onshore

Com o objetivo de discutir novas tecnologias para campos maduros onshore, a terceira edição do evento, realizado em parceria com a SPE-Seção Brasil, trouxe uma exposição de produtos e equipamentos com uma área de 650 m² e 50 empresas expositoras. Com cerca de 360 visitantes e 365 congressistas, a Brazil Onshore promoveu um ambiente para o

debate sobre o cenário das atividades de petróleo em terra (onshore) e futuros investimentos

na região que mais cresce nessa atividade, Rio Grande do Norte. Com custos mais baixos e

menores dificuldades logísticas e tecnológicas, os campos onshore funcionam como um grande laboratório para as tecnologias que serão aplicadas no mar (offshore).

Participação em eventos internacionais

Conferência Regional Arpel – Punta Del Este, Uruguai

O IBP mantém parceria institucional com a Arpel – Associação Regional de Empresas

do Setor de Petróleo, Gás, Biocombustíveis na América Latina e Caribe, onde participa ativamente de seus grupos de trabalhos técnicos na área de dutos e responsabilidade social, entre outros. Neste ano, o Instituto também esteve presente na exposição com um estande institucional.

OTC 2011 – Offshore Techonology Conference - Houston, Texas

Pela 12ª edição consecutiva, o IBP e a ONIP, realizaram a coordenação do Pavilhão Brasil

na OTC – Offshore Techonology Conference, maior feira de petróleo no mundo. O evento

acontece anualmente na primeira semana de maio, em Houston, Texas e reuniu, no Pavilhão Brasileiro, 46 pequenas e médias empresas fornecedoras de bens e serviços para a indústria de petróleo, além da participação da Petrobras. O Pavilhão contou com o patrocínio da Apex – Agência de Promoção à Exportação.

Offshore Europe – Aberdeen, Escócia

O IBP coordenou o pavilhão brasileiro em um dos mais tradicionais eventos offshore,

realizada em setembro, em Aberdeen, Escócia. O Instituto participou pela segunda vez

do evento e, nesta edição, contou com a presença de 30 empresas brasileiras no Pavilhão.

Argentina Oil & Gas – Buenos Aires, Argentina

Em outubro, o IBP em conjunto com a ONIP, organizou um Pavilhão Brasileiro na Argentina Oil & Gas – AOG, uma das mais importantes feiras de petróleo e gás na América Latina. Contando novamente com o apoio da APEX, o pavilhão teve a presença de 9 empresas expositoras.

20th WPC – World Petroleum Congress – Doha, Qatar

Como representante do Comitê Nacional Brasileiro do WPC (World Petroleum Council), o IBP mais uma vez organizou a participação institucional na 20ª edição do evento, em Doha, no Qatar. A participação brasileira no evento foi expressiva, e não somente no número de congressistas. Pela primeira vez na história do WPC, um brasileiro foi eleito para a presidência da entidade. Renato Tadeu Bertani, geólogo com grande experiência internacional e passagens pela Petrobras e Braspetro, já coordenava a programação técnica do WPC desde 2005. Ele presidirá a entidade até a próxima edição do evento, programada para 2014, na Rússia.

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Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Gerência de Cursos

Gerência de Cursos A Gerência de Cursos do IBP-Pós fechou o ano de 2011 com destaque
Gerência de Cursos A Gerência de Cursos do IBP-Pós fechou o ano de 2011 com destaque
Gerência de Cursos A Gerência de Cursos do IBP-Pós fechou o ano de 2011 com destaque
Gerência de Cursos A Gerência de Cursos do IBP-Pós fechou o ano de 2011 com destaque

A Gerência de Cursos do IBP-Pós fechou o ano de 2011 com destaque nas turmas de pós-graduação, cuja demanda crescente mostra o interesse em especialização no setor de petróleo e gás, além dos cursos in company - personalizados para empresas - e as tradicionais turmas de cursos de curta duração.

Os números de turmas formatadas para as companhias retrata o real compromisso das empresas pela atualização de conhecimento. Foram 12 turmas para os mais diversos segmentos. Os cursos de atualização, abertos ao público, também tiveram bom desempenho, foram realizadas 63 turmas, com total de 1.480 alunos.

Na pós-graduação lato sensu, destaque para os temas de Gestão de Exploração & Produção, Engenharia de Poços e Engenharia de Instrumentação, este último com alunos participantes de diversos estados do Brasil. Em 2011, 13 turmas estavam em andamento, totalizando 284 alunos.

Outro destaque no ano foi a realização da primeira turma de um curso a distância (online), com o tema Comércio Internacional de Petróleo e Derivados, com a participação de 20 alunos.

Na pós-graduação, porém, o ano representou uma mudança de rumo nas atividades do IBP-Pós em virtude da decisão do Ministério da Educação (MEC), em agosto, pelo descredenciamento de todas as instituições especialmente credenciadas para ministrar cursos lato sensu.

No período de 2009-2011, o IBP-Pós teve a chance de implementar com sucesso, 14 turmas lato sensu, com a participação de mais de 350 alunos, oriundos de diversos estados do Brasil.

Para o ano de 2012, a gerência pretende realizar novas turmas de pós em parceria com universidades, além da perspectiva de criação de uma nova instituição de ensino com foco na graduação tradicional.

Da esquerda para direita: Raquel Barros, Marcus Baldanza, Ana Paula Cordeiro, Fabiana Pereira, Renata Ribeiro,
Da esquerda para direita:
Raquel Barros, Marcus Baldanza,
Ana Paula Cordeiro, Fabiana Pereira,
Renata Ribeiro, Fernanda Moreira, Márcia
Diniz, Rafael César, Gleice Souza

GERÊNCIA DE CURSOS

Cursos Abertos

59

Cursos Fechados

15

Cursos Pós-graduação

7

Total

81

Carga Horária

4.958

Total de Alunos

1.676

Alunos de atualização + pós-graduação

Cursos de atualização + pós-graduação

4.000

3.500

3.000

2.500

2.000

1.500

1.000

500

00

2007 2008 2009 2010 2011
2007
2008
2009
2010
2011

140

120

100

80

60

40

20

2007 2008 2009 2010 2011
2007
2008
2009
2010
2011

Gerência de Certificação – GCER

Edgar Rubem
Edgar Rubem
Luis Antonio Moschini
Luis Antonio Moschini

30 30

A Gerência de Certificação, acreditada pelo INMETRO para certificação de Serviços

Próprios de Inspeção de Equipamentos – SPIE, concluiu o exercício de 2011 com 64 auditorias realizadas e 51 SPIE Certificados. O crescimento, em relação a 2010, foi de 14,28% no número de auditorias e de 10.86%, quanto ao número de certificados. No que se refere à quantidade de empresas certificadas, o percentual só não foi maior, devido à incorporação de dois SPIE em um e ao cancelamento de um certificado pelo encerramento das atividades de uma empresa.

O aumento do número de auditorias se deve aos seguintes fatores:

7 novas empresas entraram no Sistema de Certificação;

Aumento do número de auditorias de acompanhamento.

Nas sete novas empresas que aderiram à Certificação de SPIE estão:

2 unidades operacionais da PETROBRAS (INNOVA – RS e RPCC – RN);

2 unidades da BRASKEM (PE 7-SP e PE 1-BA);

1 unidade da TRANSPETRO (Regional SP-Planalto);

1 unidade da CHEVRON;

As unidades operacionais da RHODIA em Paulínia – SP.

Mais uma vez o OCP/IBP passou com louvor por mais uma Auditoria de Acreditação do Inmetro, sem receber nenhuma Não-Conformidade.

Foram realizadas 4 reuniões da Comissão de Certificação – ComCer e 1 reunião da Comissão de Imparcialidade – COMIMP, conforme previsto, para atender exigências da regulamentação referente a OCP – Organismos de Certificação de Produtos. Esta comissão reuniu-se pela primeira vez em Novembro de 2010.

Também foram realizadas duas reuniões de auditores de SPIE do IBP, visando reciclar conhecimentos e aprimorar as técnicas de auditoria utilizadas.

O Gerente e o Especialista de Certificação da GCER participaram, como Coordenador

Técnico e Docentes de mais dois Cursos de Formação de Auditores Internos de SPIE, atendendo à demanda das empresas certificadas, ou em processo de certificação por esse

tipo de mão de obra especializada. Os dois cursos foram ministrados sob a coordenação

da Gerência de Cursos do IBP. Para 2012 está prevista a realização de mais dois cursos.

A previsão para o exercício de 2012 é de ingresso de mais três empresas no Sistema

de Certificação de SPIE, sendo que duas unidades da TRANSPETRO (Regional SP-Litoral

e Regional Nordeste) já agendaram suas Auditorias Iniciais de Certificação. Se esta estimativa se confirmar, representará um crescimento de cerca de 6% no número de empresas certificadas.

Ao lado, seguem dois gráficos mostrando a evolução do número de auditorias realizadas e

de empresas certificadas ao longo dos dez anos de atividade da Gerência de Certificação

como Organismo de Certificação de SPIE Acreditado pelo INMETRO.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Ambas as figuras mostram, claramente, uma tendência de crescimento.

Número de Auditorias realizadas por ano 70 60 50 40 30 20 10 0 2003
Número de Auditorias realizadas por ano
70
60
50
40
30
20
10
0
2003 2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
COMISSÕES 118 Inspeção de Equipamentos 119 GRINSP/RJ GRINSP/sp
COMISSÕES
118 Inspeção de
Equipamentos
119 GRINSP/RJ
GRINSP/sp
Número de SPIEs certificados ao longo dos anos 70 60 50 40 30 20 10
Número de SPIEs certificados ao longo dos anos
70
60
50
40
30
20
10
0
2004 2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011

Com relação à distribuição de empresas certificadas por segmento, continuamos a observar um crescimento mais acentuado de certificações no segmento petroquímico, particularmente nas unidades de segunda geração, na área de exploração e produção e no segmento de escoamento de petróleo e derivados.

Distribuição de SPIE por Segmento Industrial 16 14 12 10 8 6 4 2009 2
Distribuição de SPIE por Segmento Industrial
16
14
12
10
8
6
4
2009
2
2010
2011
0
Refino
E&P
Petroq
Quim
Fert
Escoam.
Da dir. para a esq. João Batista Franco, Ezoneth Gomes e Ricardo Cognac
Da dir. para a esq.
João Batista Franco,
Ezoneth Gomes e Ricardo Cognac

32 32

Gerência de Normalização

Resumo Geral

O Organismo de Normalização Setorial sobre Petróleo, Produtos Derivados e Biocombustíveis (ABNT/ONS-34) foi acreditado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas em abril de 1998 e é responsável pela elaboração e disseminação das Normas Brasileiras (ABNT NBR) para Petróleo, Produtos Derivados e Biocombustíveis e visa atender as necessidades do setor, às resoluções da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e de outros órgãos governamentais como CONAMA, etc.

Para atingir seu objetivo o ONS-34 possui 9 (oito) Comissões de Estudo quais sejam:

Asfalto;

Combustíveis e Produtos Especiais (CPE);

Lubrificantes (LUB);

Distribuição e Armazenamento de Combustíveis (CEDAC);

Sistema de Transporte de Petróleo e Derivados (DUTOS);

Etanol Combustível;

Biodiesel;

Combustíveis Marítimos.

Aplicações e Métodos Estatísticos.

O ABNT/ONS-34 também é o único representante brasileiro junto ao Comitê Técnico de

Petróleo, Produtos Derivados e Biocombustíveis da Organização Mundial de Normalização

(ISO/TC28) e tem participado ativamente dos seus trabalhos. Por conta dessa participação

o ONS-34 está sofrendo uma reestruturação geral em seu organograma. Já foram

anexadas a esse organograma as Comissões de Estudo de Etanol Combustível, Biodiesel e de Combustíveis Marítimos e criado o Grupo Consultivo (ABNT/ONS-34/GC). As principais vantagens por essa participação são:

Capacitação prévia em relação aos concorrentes;

Defesa de interesses nacionais no desenvolvimento das normas técnicas na área de Petróleo e derivados e Biocombustíveis;

Influência nas decisões da Reunião Plenária;

Absorção de conhecimentos na área de Petróleo e Derivados e Biocombustíveis;

Aquisição de experiências internacionais no tema;

Antecipação de novas tendências de petróleo e derivados e biocombustíveis;

Fazer com que o Comércio Internacional seja livre de barreiras técnicas.

As principais obrigações dessa participação são:

Participar das reuniões internacionais relativas aos Subcomitês 4 e 7 (ISO/TC28/SC4 e SC7);

Fornacer documentos à ABNT sempre que solicitado;

Obter junto as Comissões de Estudo o voto brasileiro relativo aos documentos enviados pelo TC28 para votação internacional;

Apresentar a instrução de voto brasileiro sobre os documentos em votação no seu devido prazo.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Atividades Desenvolvidas pelo ABNT/ONS-34 junto ao

ISO/TC28

As principais atividades desenvolvidas pelo ONS-34 no âmbito do ISO/TC28 foram:

Participação brasileira na 35ª Reunião do ISO/TC28/SC4/WG6 – “Classification and Specification of Marine Fuels” nos dias 12 e 13 de Maio de 2011, em Madrid, Espanha – Delegado Brasileiro presente Cláudio Silvio Viana Martins da PETROBRAS;

Participação brasileira na 36ª Reunião do ISO/TC28/Sc4/WG6 – “Classification and Specification of Marine Fuels” em Cingapura – Delegado Brasileiro presente Cláudio Silvio Viana Martins;

Participação brasileira na 1ª Reunião do ISO/TC28/SC7/WG5 –“Biodiesel”em New Orleans, USA no dia 08/12/2011 – Delegado Brasileiro presente : Fátima Dutra (PETROBRAS) e Fábio Vinhado (ANP);

Participação brasileira na reunião do ISO/TC28/AG no período de 01 a 08/12/2011 em Nova Orleans, USA – Delegados presentes : Cláudio Guerreiro (ABNT), Fátima Dutra (PETROBRAS), Fábio Vinhado (ANP) e Maura Gomes (PETROBRAS);

Elaborado e emitido 16 votos brasileiros para os documentos circulados pelo ISO/TC28 para votação internacional;

Enviado para conhecimento e providências cerca de 50 documentos recebidos do

ISO/TC28.

Bancos de dados da Gerência de Normalização do IBP

Para gerenciar de forma mais rápida e eficaz os trabalhos desenvolvidos pelo ABNT/ ONS-34 a Gerência de Normalização do IBP está implementando dois Bancos de Dados para as funções “Normalização Técnica Internacional”e “Normalização Técnica Nacional”. Esses bancos de dados serão implantados brevemente via internet, proporcionando a todos os membros das Comissões de Estudo a oportunidade de acesso, inclusive para inserção de dados.

Criação do Grupo Consultivo do ABNT/ONS-34

pelo

Superintendente

os

A

Gerência

de

Normalização

do

ONS-34,

do

IBP

criou

o “Grupo

do

Consultivo” formado

ONS-34

e

por

todos

Secretário

Técnico

COMISSÕES 122 Estudo de Lubrificantes 123 Estudo de Sistemas de Transporte de Petróleo e Derivados
COMISSÕES
122
Estudo de
Lubrificantes
123
Estudo de Sistemas
de Transporte
de Petróleo e
Derivados
Estudo de
Distribuição e
Armazenamento
de Combustíveis
– CEDAC
126
Estudo de Etanol
Combustível
128
Estudo de Biodiesel
129
Estudo de
Combustíveis
Marítimos
130
Mixta ABNT – CB
-09 X ONS-34

Coordenadores de Comissões de Estudo. Esse GC terá como objetivo, entre outros, de:

Desenhar e definir a nova estrutura do ABNT/ONS-34 contemplando principalmente o espelho necessário do ISO/TC28;

Discutir e definir ações para melhorar substancialmente a execução de todas as atividades inerentes ao ONS-34;

Discutir e definir novos trabalhos a serem desenvolvidos no âmbito do ONS-34;

Propor ao Secretário Executivo do IBP os membros do Conselho de Normalização do IBP.

Realizada 7 (sete) Reuniões do Grupo Consultivo do ABNT/ONS-34 durante o ano de 2011.

Outras atividades desenvolvidas pela Gerência de Normalização do IBP

Conselho Técnico da ABNT: Participação do Superintendente do ONS-34 Ernani

Filgueiras e do Gerente de Normalização do IBP nas 4 (quatro) reuniões do Conselho Técnico da ABNT (duas em São Paulo e duas no Rio de Janeiro) e participação da Analista de Normalização Ezoneth Gomes de Souza nas 4 (quatro) reuniões de Chefes

de Secretaria dos Comitês Ténicos e ONS´s da ABNT (duas em São Paulo e duas no

Rio de Janeiro).

1º Treinamento de Normalização: A Gerência de Normalização do IBP realizou em 24 de Agosto, no Hotel Windsor Guanabara, o 1º Treinamento de Normalização, com objetivo de dissiminar as diretrizes da Normalização Nacional e Internacional aos coordenadores e colaboradores das comissões de estudos.

Publicação de Normas Técnicas Brasileiras: As atividades de normalização do ABNT/ ONS-34 no ano de 2011 foram voltadas para atender às necessidades do mercado de Petróleo, Produtos Derivados e Biocombustíveis e subsidiou o desenvolvimento tecnológico nacional com a elaboração de 21 (vinte e uma) normas técnicas brasileiras (ver figura 1).

Acervo atual de Normas Técnicas Brasileiras: O IBP, através do ONS-34, conta com um acervo de 355 (trezentos e cinquenta e cinco) normas publicadas (ver figura 2) visando atender as necessidades do Setor e, em especial, às Resoluções da Agência Nacional de Petróleo e de outros órgãos governamentais como INMETRO e CONAMA.

Figura1 - Normas publicadas por CE

como INMETRO e CONAMA. Figura1 - Normas publicadas por CE 2 3 6 5 1 4

como INMETRO e CONAMA. Figura1 - Normas publicadas por CE 2 3 6 5 1 4

como INMETRO e CONAMA. Figura1 - Normas publicadas por CE 2 3 6 5 1 4

como INMETRO e CONAMA. Figura1 - Normas publicadas por CE 2 3 6 5 1 4

como INMETRO e CONAMA. Figura1 - Normas publicadas por CE 2 3 6 5 1 4

como INMETRO e CONAMA. Figura1 - Normas publicadas por CE 2 3 6 5 1 4

como INMETRO e CONAMA. Figura1 - Normas publicadas por CE 2 3 6 5 1 4

2

3

6

5

1

4

Asfalto 9%

Biodiesel 14%

CPE 29%

DAC 24%

Dutos 5%

Lubrificantes 19%

Figura 2 - Publicadas X Acumuladas

Publicadas Acumulado 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Publicadas
Acumulado
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2010
2011
3
3
18
21
10
31
30
61
28
89
15
104
23
127
26
153
24
177
31
208
29
237
42
279
37
316
18
334
21
355

34 34

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Realizações

ONS-34 em números

INDICADORES DE ATIVIDADE DO ONS 34

 
 

NORMAS

         

COMISSÃO

PUBLICADAS

EM FASE

CONSULTA

EM FASE DE PUBLICAÇÃO

NORMAS

NORMAS

EM OBSOLÊNCIA

DE ESTUDO

NOVAS

REVISADAS

NACIONAL

CONFIRMADAS

CANCELADAS

Asfalto

1

1

-

-

-

-

-

CPE

-

6

-

2

-

-

-

LUB

2

2

1

-

-

-

-

CEDAC

-

5

-

-

1

-

-

Dutos

-

1

1

-

-

-

-

Etanol

-

-

-

3

-

-

-

Biodiesel

2

1

2

1

     

Total

5

16

4

6

1

-

-

Outras Atividades

Participação da Gerência de Normalização na Elaboração da Norma ISO 20121 sobre Sustentabilidade na Gestão de Eventos

O Brasil e o Reino Unidos representados, respectivamente, pela Associação Brasileira

de Normas Técnicas (ABNT) e o British Standards Institute (BSI), estão dividindo a liderança, tanto na Coordenação quanto na Secretaria, de um Comitê Técnico da ISO encarregado de elaborar uma norma internacional sobre “Sustentabilidade na Gestão de Eventos”, o ISO/PC 250 – Sustainability in Event Management. A publicação dessa

norma está prevista para janeiro de 2012, ano que Londres sediará os Jogos Olímpicos.

O

Comitê Olímpico Internacional é uma das organizações apoiadoras da futura norma,

identificada como ISO 20121. A iniciativa atende a uma demanda global, mas no

caso do Brasil, especialmente, é reforçada pela escolha do país como sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Na ABNT foi instalada em dezembro de 2009 a Comissão de Estudo Especial de Sustentabilidade na Gestão de Eventos (ABNT/CEE-142) que é o espelho do Comitê da ISO. O IBP está representado nessa CEE pelo gerente de normalização João Batista que vem acompanhando e apoiando os trabalhos dessa CEE.

Tendo em vista que a realização de eventos é o carro chefe do IBP torna-se necessária muita atenção e participação nessa CEE de modo que não sejamos surpreendidos por requisitos de certificação com base nessa futura Norma.

Escritórios

Regionais

Os escritórios tem, entre seus objetivos, identificar as necessidades e demandas da indústria local buscando realizá-las em suas regiões de atuação. Além disso, estas representações apoiam os associados do Instituto e dão suporte às atividades tra- dicionais do IBP, tais como feiras, congressos, seminários, cursos e reuniões.

Atualmente, o IBP mantém seis escritórios regionais: Macaé, Natal, Recife, Salvador, São Paulo e Vitória.

A seguir, algumas atividades de destaque realizadas pelos escritórios regionais em

2011:

Recife Coordenação: Antonio Sotero

O escritório ajudou a coordenar três cursos de curta duração, com participação

de 120 alunos, a saber:

Regulamentação de Segurança para Caldeiras e Vaso de Pressão – NR 13

Inspeção e Aplicação de Revestimentos Refratários

Planejamento, Orçamentação, Contratação e Gerência de Empreendimentos de Manutenção e Montagem.

O representante do Instituto na região também deu início às negociações para

viabilizar – em 2012 - uma turma de pós-graduação em Instrumentação Indus- trial, em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau.

Durante o ano, também foram realizados dois eventos de destaque, Pernambuco Petroleum Business e a 11ª Conferência sobre Tecnologia de Equipamentos (Co- teq), que contaram com o suporte da coordenação de Recife.

São Paulo Coordenação: Leonardo Caio

O escritório paulista deu grande suporte a realização de cursos na cidade, em

2011, com destaque para as duas turmas de Extensão sobre Gestão em Empreen- dimentos na Indústria de Petróleo e Gás. No total, foram realizados nove cursos

com a participação de 160 alunos.

36 36

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Atividades

Institucionais

Atividades Institucionais Prominp – Programa de Mobilização da Industria Nacional de Petróleo e Gás Natural
Atividades Institucionais Prominp – Programa de Mobilização da Industria Nacional de Petróleo e Gás Natural
Atividades Institucionais Prominp – Programa de Mobilização da Industria Nacional de Petróleo e Gás Natural
Atividades Institucionais Prominp – Programa de Mobilização da Industria Nacional de Petróleo e Gás Natural
Atividades Institucionais Prominp – Programa de Mobilização da Industria Nacional de Petróleo e Gás Natural

Prominp – Programa de Mobilização da Industria Nacional de Petróleo e Gás Natural

Implantado no país em 2003, por meio de uma política do Governo Federal para ampliação do conteúdo local no setor de petróleo e gás natural, o Prominp vem desenvolvendo projetos com o objetivo de ampliar a participação da indústria nacional no fornecimento de bens e serviços, em bases competitivas e sustentáveis, a fim de traduzir os investimentos do setor em geração de emprego e renda para o país.

Com suas ações desenvolvidas por grupos de trabalho estruturados na forma de comitês setoriais e temáticos, vem discutindo assuntos relacionados ao abastecimento, exploração e produção, transporte dutoviário e naval, gás e energia, tecnologia, meio ambiente e assuntos gerais da indústria do petróleo. Incluindo a questão de treinamento de profissionais, para fazer frente às demandas decorrentes dos novos empreendimentos que vem sendo alavancados, especialmente, por conta da produção em águas profundas da Bacia de Campos e na área do pré-sal.

Em relação à escassez de pessoal qualificado para o setor de petróleo e gás natural, foi estruturado, em 2006, o Plano Nacional de Qualificação Profissional do Prominp, que prevê capacitar, por meio de cursos gratuitos, milhares de profissionais nos estados do país com empreendimentos previstos. Os cursos são de nível básico, médio, técnico e superior, em 175 categorias profissionais ligadas às atividades do setor de petróleo e gás.

Até o final de 2011, o Prominp qualificou 80 mil pessoas, em 15 estados do país, com investimentos de R$ 228 milhões. Além desses profissionais, foi identificada a necessidade de qualificação de mais 212 mil pessoas até 2015, em 185 categorias profissionais, em 17 estados do país, com previsão de investimentos adicionais da ordem de R$ 550 milhões. Para atender a essa demanda, o Prominp realiza periodicamente ciclos de seleção pública. Os candidatos aprovados recebem o curso gratuito e se estiverem desempregados, uma bolsa-auxílio mensal. Em 2012, o Prominp planeja realizar os 6° e 7° ciclos de seleção.

No que diz respeito ao Conteúdo Local, o principal indicador sobre seus resultados pode ser tomado como a evolução da participação da indústria nacional nos projetos do setor, ou seja, a evolução do conteúdo local dos referidos projetos. A participação da indústria nacional nos investimentos do setor aumentou de 57% em 2003 para 75% em 2011, o que representa um expressivo valor adicional de 32,9 bilhões de dólares de bens e serviços contratados no mercado nacional, e a geração de 1,2 milhões de postos de trabalho neste período.

No tocante ao Comitê Temático de Meio Ambiente – CTMA, em 2011, destacam-se os projetos MA 07 (Padronização, Harmonização e Aperfeiçoamento do Licenciamento Ambiental de Empreendimentos do Setor de Petróleo e Gás Natural - coordenação do MMA) e 08 (Desenvolvimento das Bases Ambientais para o Planejamento da Outorga dos Blocos Exploratórios – coordenação do MME). O projeto MA – 08 foi concluído na forma de minuta de diploma legal, que se encontra em exame na Casa Civil da Presidência da Republica. Esse projeto propõe um modelo que inclui a avaliação ambiental no planejamento da outorga dos blocos exploratórios de petróleo e gás natural, com vistas

ao aperfeiçoamento e a maior previsibilidade do licenciamento ambiental e possibilitando maior segurança jurídica aos empreendedores. É um importante aperfeiçoamento do planejamento da outorga de blocos.

A

PORTARIA MMA no- 422, de 26 de outubro de 2011, é o resultado do projeto MA -07,

e

dispõe sobre procedimentos para o licenciamento ambiental federal de atividades e

empreendimentos de exploração e produção de petróleo e gás natural no ambiente marinho e em zona de transição terra-mar. Esse dispositivo legal unifica e moderniza o marco regulatório para o licenciamento ambiental federal, hoje disperso em diversas normas, introduzindo dispositivos capazes de aumentar a agilidade, a eficiência e a transparência do processo de licenciamento ambiental dessas atividades.

Em um cenário de significativo crescimento da indústria do petróleo e gás no Brasil, as perspectivas do pré-sal e a visibilidade de um cenário contínuo de investimentos na próxima década, o Programa realizou, no final de 2011, o 8° Encontro Nacional, em São Luis (MA), no período de 23 a 25 de novembro. O evento contou com a participação de 400 representantes de entidades e atores envolvidos no Prominp, que na ocasião, discutiram os desafios e oportunidades do setor de petróleo e gás para a próxima década.

Cabem destacar os cinco painéis estruturados em sessão plenária, onde foi possível a contribuição dos participantes nas discussões sobre todos os temas apresentados no evento, a saber: Cenários e Desafios para a Indústria Nacional na Próxima Década; Questões Estruturais e Sistêmicas, Questões Internas à Indústria, Relação Cliente – Fornecedor, Qualificação Profissional e Empregabilidade.

Os painéis abordaram diversos assuntos, dentre os quais mencionamos:

discussão sobre as perspectivas de demandas de bens e serviços da indústria de petróleo

e gás em um horizonte até 2020 e os principais desafios para seu atendimento local;

discussão dos fatores externos à indústria que impactam na capacidade produtiva e competitividade, como por exemplo, a tributação; a necessidade de ampliação das ações de desenvolvimento tecnológico e inovação industrial; utilização de modalidades de contratação que estimulem investimentos de adequação do parque supridor e proporcionem ganhos de escala, entre outros assuntos.

Além dos painéis, os participantes tiveram a oportunidade de acompanhar cinco palestras que abordaram assuntos relacionados às oportunidades e desafios da indústria na próxima década; ao impacto do custo Brasil na competitividade dos fornecedores; às políticas de conteúdo local; aos programas de financiamento da cadeia produtiva – com destaque para o Programa Progredir – e ao desenvolvimento de micro e pequenas empresas de base tecnológica, entre outros.

Como resultado deste Encontro, as seguintes deliberações foram realizadas:

integração do Prominp com o Plano Brasil Maior, promover aproximação academia- indústria, estruturação do plano análogo ao PNQP para fomentar o desenvolvimento

tecnológico e a inovação industrial; a isonomia entre produtos nacionais e importados;

a atração de empresas estrangeiras para produzir itens não fabricados no Brasil

(especialmente na indústria naval); modelos de contratação que permitam parcerias entre empresas nacionais e estrangeiras, com ênfase em engenharia básica e inovação;

o investimento na educação básica e no reforço escolar de nível básico, e a inclusão de treinamento.

Diante dos resultados apresentados, a partir desse encontro, o Prominp deverá sofrer uma mudança de rumo significativa. Mudança essa que vem associada a um conjunto de ações de governo que devem conduzir para o crescimento da participação da indústria nacional nos empreendimentos de petróleo e gás no Brasil.

38 38

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

CE-EPC - Centro de Excelência em EPC EM 2011, o CE-EPC deu continuidade às ações
CE-EPC - Centro de Excelência em EPC EM 2011, o CE-EPC deu continuidade às ações
CE-EPC - Centro de Excelência em EPC EM 2011, o CE-EPC deu continuidade às ações
CE-EPC - Centro de Excelência em EPC EM 2011, o CE-EPC deu continuidade às ações
CE-EPC - Centro de Excelência em EPC EM 2011, o CE-EPC deu continuidade às ações

CE-EPC - Centro de Excelência em EPC

EM 2011, o CE-EPC deu continuidade às ações voltadas para tornar a indústria brasileira associada à cadeia produtiva de EPC do segmento de óleo, gás e energia, competitiva e sustentável em termos mundiais. Nesse sentido, destacam-se as seguintes realizações:

Desenvolvimento da carteira de projetos. Os resultados foram significativos em apontar algumas das principais causas da perda de produtividade e competitividade das empresas, em especial no que diz respeito aos grandes empreendimentos. Para o ano de 2012, haverá uma nova reformulação da carteira, ampliando o seu escopo, e direcionando as ações na busca de resultados concretos. Os projetos serão trabalhados por meio da análise de casos práticos, aproveitando a experiência, participação e comprometimento dos associados e parceiros institucionais.

Fortalecimento de parcerias estratégicas com o CII (Construction Industry Institute - Austin Texas), o COAA (Construction Owners Association of Alberta) e a Pangea (Houston Supply Chain Council). A parceria com o CII permite, além da geração dos treinamentos voltados ao setor de construção e montagem, o estabelecimento de um programa de descontos aos associados na compra de material didático-técnico desta Instituição.

Em relação ao mercado local, o Centro de Excelência mantém também parcerias com renomadas Instituições de Ensino como a UFRJ, UFF, PUC, USP, FURG, etc. por meio de termos de cooperação para a disseminação de boas práticas e projetos de inovação. Essas parcerias se estendem a instituições com presença local como o IPA (Independent Project Analysis), ABEMI (Associação Brasileira de Engenharia Industrial), IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), entre outros. Com o IPA criou-se um programa de treinamentos voltados a Gestão de Grandes Empreendimentos, assim como assessorias específicas no desenvolvimento dos projetos internos do CE-EPC.

Ainda no tocante aos treinamentos, o programa“EPC em Prática”tem disponibilizado mais de dez seminários no formato de webminar, com temas que vão desde melhores práticas no alçamento de cargas até sistemas de coberturas para grandes empreendimentos industriais, usando a tecnologia da internet como ferramenta base, de forma a aumentar a praticidade e o efeito multiplicador dessa ferramenta.

Finalmente, cabe destacar a realização do evento “Integração Contratantes-Contratadas:

Um Modelo de Resultados”, resultado da parceria CE-EPC / CII com o IBP, realizado no dia 12 dezembro, na sede do Instituto. Na ocasião, estiveram presentes Mr. Wayne Crew Diretor do CII - Construction Industry Institute de Austin, Texas e o Mr. William Beck Vice- Presidente da Worley Parsons, onde ambos apresentaram cases de excelentes resultados alcançados de trabalhos realizados de forma integrada contratante-contratada.

World Petroleum Council – WPC Ao longo do ano de 2011, o IBP na qualidade

World Petroleum Council – WPC

Ao longo do ano de 2011, o IBP na qualidade de representante do CNB - Comitê Nacional Brasileiro do WPC - World Petroleum Council, se empenhou, com êxito, na campanha que resultou na eleição do geólogo Renato Tadeu Bertani, para a posição de Presidente do World Petroleum Council – WPC (Conselho Mundial de Petróleo) para o triênio 2011-2014.

É a primeira vez que um representante do hemisfério sul ocupa essa importante posição

no WPC, a maior entidade mundial do setor de petróleo, responsável pelo principal congresso da área, o World Petroleum Congress, que acontece de forma itinerante a cada três anos.

PhD em geologia, Bertani ingressou na Petrobras em 1976, ocupando várias posições técnicas e gerenciais no Brasil e no exterior, entre elas: Gerente de Exploração e Gerente Geral da Bacia Potiguar; Gerente de Novos Negócios e Diretor de Exploração e Produção

da subsidiária Petrobras Internacional S.A. – Braspetro; Gerente Geral da Petrobras UK Ltd.;

e Presidente da Petrobras America Inc. Foi também Diretor do IBP e atualmente é Diretor Executivo da Barra Energia Petróleo e Gás.

Desempenhando um papel de excelência junto ao CNB/IBP, Bertani foi responsável pela coordenação dos congressos realizados em Madri (2008) e no Catar (2011), quando fomentou o debate sobre as principais questões globais dessa indústria.

Agora, como presidente da entidade, Bertani estará à frente da organização da próxima edição do Congresso, que acontecerá na Rússia, em 2014 – o 21st WPC, onde espera- se divulgar a magnitude das atividades desenvolvidas por nosso país no segmento de petróleo, gás e áreas afins.

Cabe aqui ainda mencionar que o IBP/CNB marcou presença no 20th WPC - World Petroleum Congress, realizado no período de 4 a 8 de dezembro, em Doha, no Catar.

Importante destacar que o Brasil teve um bom número de trabalhos aprovados e apresentados no citado Congresso, além de uma apreciável participação de profissionais no papel de chair e vice-chair das diferentes sessões do evento.

de chair e vice-chair das diferentes sessões do evento. CTDUT – Centro de Tecnologia em Dutos

CTDUT – Centro de Tecnologia em Dutos

Criado a partir do desejo da comunidade dutoviária – reunida em torno da Comissão de Transporte Dutoviário do IBP – com a intenção de desenvolver tecnologias e realizar

testes em escala real de equipamentos e instrumentos utilizados na construção de dutos,

o CTDUT teve as suas primeiras instalações inauguradas em 2006, como resultado de

uma parceria inicial da Petrobras, Transpetro e PUC-Rio, de recursos financeiros do Fundo Setorial do Petróleo – CTPETRO (MCT/FINEP) e do permanente apoio institucional do IBP. Dessa oportunidade, o IBP assumiu a Presidência do seu Conselho Executivo e tem contribuído para a divulgação dos serviços tecnológicos e treinamentos prestados pelo CTDUT através de diversas ações, dentre as quais a doação de espaços para stand nas exposições da Rio Pipeline e Rio Oil&Gás. Hoje, conta com 45 associados, e tem realizado

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Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

treinamentos e testes para empresas de diferentes portes e nacionalidades, atingindo o mercado internacional com
treinamentos e testes para empresas de diferentes portes e nacionalidades, atingindo o mercado internacional com
treinamentos e testes para empresas de diferentes portes e nacionalidades, atingindo o mercado internacional com
treinamentos e testes para empresas de diferentes portes e nacionalidades, atingindo o mercado internacional com

treinamentos e testes para empresas de diferentes portes e nacionalidades, atingindo

o mercado internacional com o apoio de instituições como o Pipeline Research Council

International – PRCI, Gas Technology Institute – GTI, Regional Association of Oil, Gas and Biofuels Sector Companies in Latin America and the Caribbean – ARPEL e presença com stand em eventos tais como o International Pipeline Conference, em Calgary - Canada, e o Pipeline Pigging & Integrity Management Conference, em Houston – USA.

O ano de 2011 ficou marcado pelos esforços para viabilizar recursos que transformarão o

CTDUT nos próximos anos, garantindo, principalmente, a sua sustentabilidade econômica. Dentre os resultados de 2011, destacam-se a viabilização de recursos para a construção do loop de óleo de 12 polegadas, o projeto de expansão do loop de 14 polegadas, com instalação de um loop de 16 polegadas, e a realização da obra da Unidade Piloto de Proteção Catódica, que servirá de base para o treinamento e certificação de profissionais do setor. Todos com recursos da Cláusula de Investimentos em P&D, aportados pela Petrobras, importante iniciativa da ANP ao inserir esta modalidade de apoio à P,D&I em seus contratos de concessão.

O CTDUT certamente vem cumprindo com o seu papel de criar melhores condições para

o desenvolvimento e certificação de produtos no país, onde se insere as questões de conteúdo local.

no país, onde se insere as questões de conteúdo local. International Gas Union – IGU Com

International Gas Union – IGU

Com o objetivo de ampliar a participação da indústria brasileira de gás num dos mais

representativos fóruns do setor do mundo - IGU – International Gas Union- o IBP associou-

se à entidade em 2004.

Como resultado, além de estar presente no Coordination Committee desde 2006, com mandato renovado até 2012, o Brasil também coordena o Working Committee sobre Exploração & Produção e tem representantes em quase todos os grupos de estudo da entidade. Além disso, espera-se uma participação expressiva de uma delegação brasileira na 25ª edição do WGC – World Gas Conference, que será realizado em junho de 2012, em Kuala Lumpur.

Em 2011, o IBP também coordenou uma extensa campanha com o objetivo de sediar a edição 2018 do WGC no Brasil, porém, por indisponibilidade da representante brasileira para ocupar a presidência do IGU, a campanha não foi apresentada oficialmente à entidade.

42

Coordenador Jaime Naveiro PETROBRAS
Coordenador
Jaime Naveiro
PETROBRAS

Comitê Jovem

Ao longo do ano de 2011 o Comitê Jovem procurou manter um ritmo intenso de atividades, estabelecendo uma agenda diferenciada que pudesse atrair a atenção dos jovens profissionais do setor.

Visando a disseminação de conhecimentos sobre a indústria de petróleo e áreas afins, organizou um programa de palestras mensais variado, que incluiu os seguintes assuntos:

“Panoramas e Tendências dos Biocombustíveis no Brasil e no Mundo”, ministrado por Rachel Henriques (COPPE/UFRJ e EPE);

“Instrumentação Industrial e Controle de Processos - Histórico e Tendências”, proferido por Claudio Makarovsky (Dresser Industries);

“Conteúdo Local e Carreira”, apresentado por Claudio Coutinho (BG Brasil)

“Modelo de Partilha”, conduzido por Luiz Cezar Pazos Quintans (Tozzini Freire Advogados);

“Perfuração de Poços”, abordado por Bruno Pereira (Shell Brasil Petróleo).

O ciclo de apresentações contou ainda com a participação de Rongo Amaral, da

Universidade Petrobras, que comentou sobre o Programa Jovem Aprendiz da referida

instituição.

Promoveu o 3º Encontro Brasileiro de Jovens Lideranças da Indústria do Petróleo, realizado no dia 17 de novembro, na sede do Instituto, no Rio de Janeiro. Na ocasião foram abordados diferentes temas de interesse do setor, como: riscos não técnicos e sustentabilidade em empreendimentos na área de E&P, por Alexandre Campos (SHELL BRASIL), e desenvolvimento tecnológico e inovação, por Carlos Camerini (ONIP). Destaque para o debate sobre os desafios e motivações para o desenvolvimento de um profissional nessa indústria, que contou com a presença de Anália Francisca Ferreira (ANP), Daniel Moczydlower (CHEMTECH) e Raquel Couri (BG BRASIL).

Colaborou para a definição da programação do Programa Profissional do Futuro, que

aconteceu durante o evento Vitória Oil & Gas, realizado no período de 24 a 26 de outubro,

no Espírito Santo. A empregabilidade na indústria de petróleo, a demanda de profissionais

para a cadeia produtiva de petróleo e gás, e os principais projetos de petróleo e gás no Espírito Santo, foram o alvo do debate entre estudantes e experts do setor.

Como de costume, deu suporte aos trabalhos do Comitê Nacional Brasileiro do WPC – World Petroleum Council, através da seleção de dois estudantes brasileiros que receberam bolsas para participar do 20th WPC – 20th World Petroleum Congress, que aconteceu no Catar, no final do ano de 2011. Paralelamente, o Comitê também apoiou as atividades do Youth Committee do WPC, gravando depoimentos que foram usados na elaboração de um vídeo para divulgação da visão dos jovens profissionais de diferentes nacionalidades quanto à indústria do petróleo. Vale aqui comentar que, na seção Youth da publicação oficial do citado Congresso, foi divulgada matéria sobre as atuações dos comitês jovens nacionais ao redor

do mundo, com destaque para o brasileiro, considerado um dos mais ativos.

No ano de 2012, o Comitê se dedicará aos preparativos do Programa: Profissionais do Futuro, que faz parte da programação da Rio Oil & Gas Conference, e ampliará o canal de comunicação com a comunidade do setor através das redes sociais, entre outras ações.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Comissões do IBP

 

GERÊNCIA DE ABASTECIMENTO E PETROQUÍMICA

42

Comissão de Asfalto

43

Comissão de Combustíveis

44

Comissão de GLP

45

Comissão de Laboratório

46

Comissão de Logística de Abastecimento de Combustíveis

47

Comissão de Lubrificantes e Lubrificação

48

Comissão de Petroquímica

49

Comissão de Transporte Dutoviário

 

GERÊNCIA DE EXPLORAÇÃO & PRODUÇÃO

51

Comissão Técnica de Exploração e Produção de Petróleo

52

Comissão Setorial de Regulamentação de Exploração e Produção de Petróleo

52

Subcomissão de Assuntos Jurídicos

52

Subcomissão de Assuntos Tributários

53

Subcomissão de Operações

54

Subcomissão de Recursos Humanos

54

Subcomissão de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (HSE)

56

Subcomissão de Assuntos Externos

 

GERÊNCIA DE GáS NATURAL

57

Comissão de Comercializadores

58

Conselho de Gás Natural

59

Comissão Técnica de Gás

60

Comitê do GNV

 

GERÊNCIA DE TECNOLOGIA

62

Comissão de Instrumentação e Automação

63

Comissão de Tecnologia da Informação

 

COORDENAÇÃO DE RESPONSABILIDADE SOCIAL

64

Comissão de Responsabilidade Social Corporativa

66

Comissão de Saúde, Meio Ambiente e Segurança (SMS) do Segmento Downstream

 

GERÊNCIA DE CERTIFICAÇÃO

68

Comissão de Inspeção de Equipamentos

 

GERÊNCIA DE NORMALIzAÇÃO

70

Comissão de Estudo de Asfalto

70

Comissão de Estudo de Combustíveis e Produtos Especiais

70

Comissão de Estudo de Lubrificantes

71

Comissão de Estudo de Distribuição e Armazenamento de Combustíveis

71

Comissão de Estudo de Etanol Combustível

71

Comissão de Estudo de Biodiesel

71

Comissão de Estudo de Classificações e Especificações de Combustíveis Marítimos

73

COMITÊ JOVEM

COMISSÕES

Gerência de Abastecimento Comissão de Asfalto

44

Coordenador Celso Reinaldo Ramos SMOP/Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro
Coordenador
Celso Reinaldo Ramos
SMOP/Prefeitura da
Cidade do Rio de Janeiro

Anualmente, a Comissão de Asfalto cumpre um intenso programa de atividades, com o suporte de grupos técnicos que discutem temas de caráter específico.

Como resultado desse trabalho, foram encaminhadas para ABNT- Associação Brasileira de Normas Técnicas em 2011, duas normas para publicação na área de misturas asfálticas. Outros dois projetos estão em estudo e cinco em revisão, pelos grupos de Emulsões e Misturas Asfálticas.

Paralelamente, foi concluída a revisão/atualização do Manual Básico sobre Materiais Asfálticos, no qual foram incorporadas novas técnicas utilizadas na pavimentação, referenciados materiais mais modernos e relacionados aspectos de SMS - saúde, segurança e meio ambiente, visando à execução eficiente e sustentável das obras.

Como de costume, a Comissão deu apoio técnico à ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, no que diz respeito à elaboração das tabelas de especificações de produtos. O segmento aguarda com ansiedade, a publicação da especificação de emulsões asfálticas, que será disponibilizada pela Agência para Consulta Pública, no primeiro semestre de 2012.

Cabe ainda mencionar, o trabalho desenvolvido pelo grupo sobre SMS que vem se dedicando à implantação das boas práticas de saúde, segurança e meio ambiente no segmento e à conscientização dos diversos agentes. O grupo enviou para análise da ABNT, proposta de texto contendo recomendações de SMS, para inclusão nas normas brasileiras relacionadas à área de asfalto.

Para apoiar e propiciar a participação de seus membros na 17ª Reunião Anual de Pavimentação Urbana, promovida pela ABPv – Associação Brasileira de Pavimentação, a Comissão realizou a reunião de outubro em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Já no que tange ao ciclo de palestras, foram abordados os seguintes assuntos: Programa Asfalto Liso, por Celso Ramos da Prefeitura do Rio de Janeiro; Programa Qualifor, por Fátima Canuto e Sérgio José Barbosa Elias da Prefeitura de Fortaleza; Tecnologia High Modified Asphalt e a Nova Geração de Polímeros, por Hernando Macedo Faria da Kraton e, Atualidades em Ligantes e Misturas Asfálticas na Argentina, por Jorge Agnusdei, da Comissão Permanente de Asfalto da Argentina.

Ao longo do ano, a Comissão também colaborou com a elaboração das edições bimensais da “Asfalto em Revista”, por meio de artigos técnicos e notícias do setor.

Encerrou suas atividades, com a realização da 16ª edição do CILA – Congresso Ibero- Latinoamericano de Asfalto, no Rio de Janeiro, que atraiu cerca 600 participantes, de 25 países. Apesar dos desafios de organizar um evento dessa magnitude, a Comissão pode contar com o empenho do engenheiro Celso Ramos, então coordenador, e o suporte de 29 patrocinadores, dentre empresas do setor, associações e órgãos do governo.

Com grande repercussão internacional, o evento cumpriu seus objetivos de promover uma maior integração universidade-indústria e de proporcionar o intercâmbio técnico e a disseminação das melhores práticas na área de pavimentação.

Na ocasião, dois notáveis profissionais da área, Hélio Farah e Jorge Agnusdei, foram homenageados pela visão pioneira na criação deste Congresso, cuja primeira edição também aconteceu no Brasil, há 30 anos.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Vale destacar, que o Comitê Técnico liderado pelas engenheiras Laura Motta e Leni Leite, organizou uma extensa e atrativa programação técnica, que contou com a apresentação de 9 palestras, 1 painel e 212 papers. O alto nível dessas sessões atendeu às expectativas da comunidade acadêmica e da indústria, e manteve o patamar de excelência das edições anteriores do evento.

Comissão de Combustíveis

Em 2011, a Comissão de Combustíveis procurou ampliar a troca de informações e experiências entre os profissionais do setor, abordando diferentes assuntos de interesse da comunidade.

Iniciou os preparativos da 8ª edição do Fórum de Debates sobre Qualidade e Uso de Combustíveis, que terá como objetivo avaliar a entrada dos novos tipos de combustíveis no mercado brasileiro e suas implicações. O evento acontecerá no dia 17 de abril de 2012, na FIRJAN, no Rio de Janeiro.

Para acompanhar as tendências do setor, convidou Felipe de Araujo Lima, da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, para ministrar palestra sobre “Aditivação Total da Gasolina no Brasil”. Na ocasião foram apontadas as ações necessárias para a implantação de tal produto no mercado até 2014, entre elas: elaboração de norma ABNT de teste de desempenho dos aditivos na gasolina brasileira; desenvolvimento de metodologia para identificação de aditivos na gasolina; definição da concentração mínima de aditivo requerida; logística da aditivação; e investimento em infraestrutura laboratorial e capacitação técnica para desenvolvimento de teste de desempenho dos aditivos na gasolina brasileira.

Apoiando todas as iniciativas que venham a mitigar a emissão de gases de efeito estufa, organizou palestra sobre o uso do etanol em transporte público, com a participação de João Paulo Dionelo, da Scania, o qual destacou que o uso desse tipo de transporte tem funcionamento e operação idênticos ao diesel, não requer modificações na garagem, oficina, ferramentas e almoxarifado, nem ao menos exige um tipo complexo de distribuição e armazenamento.

O programa de trabalhos da Comissão incluiu ainda a visita ao Laboratório de Análises e de

Apoio à Planta Piloto de Biodiesel da COPPEComb - Centro de Pesquisas e Caracterização

de Petróleo e Combustíveis do Programa de Engenharia Química da COPPE/UFRJ.

Vale aqui comentar que Ernani Filgueiras de Carvalho, gerente da área de abastecimento

e petroquímica do IBP, atuou como moderador do painel: The Future of the Middle

Distillate Pool in Brazil and Implications for Implementing PROCONVE P-7 Standards, durante

a Hart Energy’s 11th Annual Conference on Brazil as a Predominant Global Energy Player of

the Future, que aconteceu no dia 25 de outubro, no Hotel Intercontinental, no Rio de Janeiro. Para participar desse debate foram convidados: Rubens Freitas, da ANP; José Raimundo Brandão Pereira, da Petrobras; Alisio Vaz, do Sindicom; Jose Antonio Rocha, da Fecombustíveis; e Carlos Eduardo Santos, da, Petrobras.

Coordenador Antonio Alexandre Ferreira Correia PETROBRAS DISTRIBUIDORA Vice-coordenador Airton Britto LUBRIZOL
Coordenador
Antonio Alexandre
Ferreira Correia
PETROBRAS
DISTRIBUIDORA
Vice-coordenador
Airton Britto
LUBRIZOL

COMISSÕES

Comissão de GLP

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Coordenador Thomaz Lucchini Liquigás
Coordenador
Thomaz Lucchini
Liquigás

Em 2011, a Comissão de GLP organizou um ciclo de apresentações e debates focando aspectos de segurança, qualidade e disponibilidade do produto.

Face ao cenário promissor de oferta de gás no país, com excelentes perspectivas de incremento do percentual do GLP na matriz energética brasileira, a Comissão de GLP priorizou dois importantes assuntos: a eliminação das restrições ao uso do energético e o potencial de crescimento do mercado, com as já existentes e as novas oportunidades de utilização nos segmentos industrial, comercial, residencial e agropecuário.

A Comissão também deu continuidade às atividades do grupo de trabalho sobre qualidade, cujo planejamento prevê uma análise aprofundada dos problemas relatados pelos usuários finais do GLP às distribuidoras. Com base neste diagnóstico, pretende-se verificar se tais ocorrências estão relacionadas à produção ou aos aspectos operacionais. Neste sentido, serão vislumbradas as necessidades de ajustes, seja na especificação do produto, proposta a ser discutida com a ANP, ou mesmo na realização de investimentos para adequações nas instalações que operam com o GLP, questão a ser debatida entre o produtor e as distribuidoras.

No que tange à área de treinamento, concluiu uma turma do curso GLP, no Rio de Janeiro, para 32 participantes. A Comissão estuda a viabilidade de oferecer este curso e também o curso de SMS na Indústria de GLP, no próximo ano, em São Paulo, visando atender à demanda desta região.

Para 2012, a Comissão pretende organizar um workshop sobre edificações eficientes, mostrando as vantagens da utilização do GLP no ramo da construção civil.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Comissão de Laboratório

Comissão de Laboratório Ao longo do ano de 2011 a Comissão de Laboratório procurou refletir, discutir
Comissão de Laboratório Ao longo do ano de 2011 a Comissão de Laboratório procurou refletir, discutir
Comissão de Laboratório Ao longo do ano de 2011 a Comissão de Laboratório procurou refletir, discutir

Ao longo do ano de 2011 a Comissão de Laboratório procurou refletir, discutir e

implementar ações que puderam contribuir para a melhoria contínua dos laboratórios

de análise de petróleo, gás natural e seus derivados.

Dedicou-se aos preparativos da 4ª edição do Seminário de Laboratório, que acontecerá nos dias 16 e 17 de maio de 2012, na FIRJAN, no Rio de Janeiro. Na ocasião a comunidade terá oportunidade de debater sobre diferentes temas de interesse do setor, como:

integração indústria e universidade; projeto e montagem de laboratórios; incerteza de medição; indicadores; programas interlaboratoriais; controle de emissões atmosféricas; analisadores de processo e regulamentação do setor de combustíveis.

Promoveu um workshop sobre validação de analisadores em linha, com a participação de:

Aerenton Ferreira Bueno (PETROBRAS/REVAP); Jossenice Vieira dos Santos (BRASKEM); e Léo Santos (RHODIA). Durante o evento foi reforçado o fato de que a confiabilidade de um resultado analítico é fundamental para suportar as tomadas de decisões em uma empresa.

Convidou Julio Hernandez, da Premier, para explicitar os benefícios que o benchmarking pode vir a trazer para laboratórios analíticos. O palestrante se baseia no conceito de Christopher E. Bogan, para definir esse termo: “método sistemático de procurar os melhores processos, as idéias inovadoras e os procedimentos de operação mais eficazes que conduzam a um desempenho superior”.

O ciclo de palestras contou ainda com a participação de Silvia Lion Vianna, que

apresentou os procedimentos adotados pela White Martins para a fabricação de materiais

de referência de umidade, com vistas a minimizar a formação de hidratos nas linhas de

transmissão de petróleo, evitando, assim, o entupimento das mesmas.

Com o apoio do consultor Newton Richa, foi incluído como item permanente na agenda das reuniões da Comissão, o debate sobre questões de SMS nas atividades de laboratório químico e as políticas das empresas de petróleo relacionadas à sustentabilidade.

Dando continuidade ao seu programa de visitas técnicas, a Comissão conheceu as instalações da BRASKEM; da CETREL; da UNIFACS – Universidade Salvador; do CEPED – Centro de Pesquisa e Desenvolvimento e do Senai/Cetind, em Salvador, na Bahia.

Procurando diversificar o escopo de cursos do IBP na área de laboratório, a Comissão indicou novos assuntos a serem tratados, a saber: amostragem, validação de métodos, cromatografia com fase gasosa, avaliação de incerteza em Química Analítica, six sigma, entre outros.

Ainda no tocante a treinamento, o “antigo” curso sobre gerenciamento de laboratórios será reformulado e dividido em dois módulos: básico, para iniciantes e avançado.

Para o ano de 2012 está prevista a visita técnica a: Refinaria Clara Camarão, CTGÁS – Centro de Tecnologias do Gás & Energias Renováveis, e UFRN – Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A pauta de trabalhos incluirá também o debate sobre a ementa

de cursos para técnicos químicos, em função da crescente demanda de mão de obra

para a área de laboratório. Está programada ainda palestra sobre a indústria de plástico reciclável, a ser ministrada por um representante da Braskem.

Com essas atividades, a Comissão de Laboratório, através de membros representantes dessa área tão dinâmica, tem procurado cada vez mais se manter atualizada e ser reconhecida como nicho de competência técnico-científica.

Coordenador Elcio Cruz de Oliveira PETROBRAS TRANSPORTE S.A Vice-coordenador Luiz Antonio d’Avila Escola de
Coordenador
Elcio Cruz de Oliveira
PETROBRAS
TRANSPORTE S.A
Vice-coordenador
Luiz Antonio d’Avila
Escola de Química/UFRJ

COMISSÕES

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Coordenador Carlos Felipe G. Lodi PETROBRAS/ ABASTECIMENTO
Coordenador
Carlos Felipe G. Lodi
PETROBRAS/
ABASTECIMENTO

Comissão de Logística de Abastecimento de Combustíveis

Procurando contribuir de forma efetiva para o crescimento da cadeia produtiva de combustíveis do país, a Comissão de Logística de Abastecimento de Combustíveis tem realizado uma extensa pauta de trabalhos, com atividades técnicas relevantes.

Para aprofundar o conhecimento e promover melhorias no sistema logístico de transporte

e

distribuição de combustíveis, a Comissão, em parceria com o ILOS - Instituto de Logística

e

Supply Chain dedicou-se à elaboração do Projeto “Planejamento Integrado de Cadeias

Logísticas para Distribuição de Combustíveis”, que teve por finalidade identificar os investimentos necessários para que a infraestrutura de transporte de combustíveis do país possa atender ao crescimento da demanda desse mercado nos próximos 10 anos.

O Governo Federal, os produtos e as distribuidoras de combustíveis, as empresas prestadoras

de serviços logísticos e toda a comunidade interessada terão acesso aos resultados desse estudo, o que poderá gerar um potencial de ganhos significativos para o país.

Paralelamente, a Comissão organizou o debate sobre a adequação de abastecimento de combustíveis para o atendimento às novas exigências ambientais, que contou com as presenças de Fabio Marcondes, do Sindicom - Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes; Rubens Freitas, da ANP - Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis; e Rubens Azevedo, da Petrobras.

O programa de trabalhos incluiu também a apresentação da palestra sobre o transporte

rodoviário de combustíveis no Brasil, por Francesco Cupello, do SINDICARGA - Sindicato

das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro. Na ocasião, foram ressaltadas as dificuldades no atendimento às inúmeras exigências legais e

a necessidade de mão de obra qualificada para o setor. Também se chamou atenção para

a falta de atratividade desse tipo de negócio, considerando a pequena margem de lucro e

as implicações civis a que estão sujeitos os empresários envolvidos nesse ramo.

Vale ainda comentar que ao longo do ano foi reformulado o quadro de membros da Comissão, convidando-se representantes de órgãos do governo, como a ANTAQ - Agência

Nacional de Transportes Aquaviários e a ANTT - Agência Nacional de Transportes Terrestres,

e também de outras importantes associações do setor, como a ANTF - Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Comissão de Lubrificantes de Lubrificação Diante da evolução tecnológica das máquinas e motores, aliada às
Comissão de Lubrificantes de Lubrificação Diante da evolução tecnológica das máquinas e motores, aliada às
Comissão de Lubrificantes de Lubrificação Diante da evolução tecnológica das máquinas e motores, aliada às

Comissão de Lubrificantes de Lubrificação

Diante da evolução tecnológica das máquinas e motores, aliada às demandas ambientais, que exigem óleos automotivos cada vez mais sofisticados, a Comissão de Lubrificantes e Lubrificação intensificou em 2011, os debates sobre a qualidade dos óleos básicos de 1º refino e óleos básicos rerrefinados, reunindo as principais entidades representativas do setor.

Como resultado desse trabalho, será apresentada uma nova proposta para especificação desses produtos, principalmente, no que se refere aos óleos básicos rerrefinados, para ampliar sua utilização pela indústria de lubrificantes. O documento será encaminhado para análise da ANP – Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, provavelmente, no 1º semestre de 2012.

Outro assunto que retornou à pauta das reuniões mensais foi a questão dos níveis mínimos de desempenho dos óleos lubrificantes, visando uma futura revisão da Resolução nº 10 da ANP, que trata o tema. Para balizar as discussões, a Comissão convidou Deise Schiavon, representando o Sindipeças, para uma apresentação sobre a “Frota Circulante Brasileira”.

Criou ainda um grupo de trabalho sobre graxas, formado por especialistas desse segmento, com intuito de definir uma listagem de ensaios físico-químicos e seus limites máximos e mínimos para as graxas de Cálcio, Lítio e Complexo de Lítio. Tais parâmetros serão recomendados futuramente à ANP, com a finalidade de colaborar para uma melhor adequação das especificações exigidas para registro dos produtos.

Já na área de eventos, a Comissão apoiou a realização do 1º Encontro com Mercado, organizado pela Agência Virtual, em comemoração ao 4º aniversário da revista Lubes em Foco, e a 4ª edição do Simpósio sobre Lubrificantes e Aditivos, promovido pela AEA – Associação de Engenharia Automotiva, no mês de outubro, em São Paulo.

Paralelamente, deu suporte à elaboração das edições da Lubes em Foco, com a submissão de artigos técnicos e notícias atualizadas sobre a indústria de lubrificantes.

Quanto à parte de treinamento, promoveu uma turma do curso sobre Lubrificantes e Lubrificação, em agosto, na Bahia, para um público de 31 profissionais da área.

Coordenador Pedro Nelson Belmiro Técnico Colaborador
Coordenador
Pedro Nelson Belmiro
Técnico Colaborador

COMISSÕES

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Comissão de Transporte Dutoviário

Coordenador Marcelo R. Rennó Gomes Petrobras Transporte
Coordenador
Marcelo R. Rennó Gomes
Petrobras Transporte

Ao longo de 2011, a Comissão de Transporte Dutoviário organizou em suas reuniões ordinárias, um interessante ciclo de palestras sobre as novidades no segmento de dutos.

Nesse sentido, convidou o diretor da Space Airships, Flávio Kauffmann e Douglas Coimbra da Petrobras Engenharia, que mostraram as experiências do grupo na

montagem de sistemas de monitoramento aéreo por intermédio de dirigíveis; a diretora do departamento de gás natural do MME - Ministério de Minas e Energia, Symone C. de Santana Araújo, para esclarecer os novos conceitos introduzidos na Lei do Gás, como

a adoção do regime de concessão para novos gasodutos; e o diretor de operações da

Logum, Wong Loon, para apresentar o sistema logístico para transporte de etanol, em execução pela empresa.

Para aprofundar seu conhecimento quanto às tecnologias em desenvolvimento para

o escoamento da produção do Pré-Sal, a Comissão promoveu um painel sobre dutos

submarinos com a presença de Cezar Paulo – Gerente de Engenharia Submarina – Petrobras/E&P/Engenharia de Produção e Márcio Martins Mourelle da Gerência de Tecnologia em Dutos – Petrobras/Cenpes.

Sempre atenta à crescente necessidade de capacitação de novos profissionais, a Comissão manteve o apoio à formação de três alunos no curso de Engenharia de Dutos da PUC-Rio

– Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Paralelamente, a Comissão dedicou-se aos preparativos da 8ª edição da Rio Pipeline Conference and Exposition, que reuniu, no Rio de Janeiro, 1300 participantes, provenientes de 27 países, e 150 expositores.

Com o suporte de um Comitê Técnico formado por 32 profissionais, a Comissão superou

o desafio de desenvolver uma programação atrativa e diversificada, que trouxe ganhos

significativos para a indústria de pipeline, não somente para o aprimoramento da técnica,

mas também para a disseminação do conhecimento sobre as melhores práticas de gestão na atividade.

Os dois painéis principais contaram com a participação de importantes executivos, que mostraram suas visões sobre assuntos estratégicos, como: o escoamento dutoviário do pré-sal e as tendências tecnológicas na área de dutos. Este último, organizado em parceria com o PRCI – Pipeline Research Council International.

Outro ponto culminante foi a presença do presidente da EPE – Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, proferindo a palestra de abertura sobre “Matriz Energética Brasileira: Cenário Atual e Perspectivas”.

Vale comentar ainda, o sucesso dos seis fóruns de debates sobre temas de caráter mais específico, a saber: gestão de segurança operacional e avaliação de terminais marítimos; métodos não convencionais para PIGs instrumentados; transporte de biocombustíveis; prevenção de ação de terceiros; Rio+20 e o desafio da nova economia e reparo em dutos submarinos.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Além dessas sessões, o evento sediou a apresentação de 324 trabalhos técnicos, distribuídos em 16
Além dessas sessões, o evento sediou a apresentação de 324 trabalhos técnicos, distribuídos em 16
Além dessas sessões, o evento sediou a apresentação de 324 trabalhos técnicos, distribuídos em 16

Além dessas sessões, o evento sediou a apresentação de 324 trabalhos técnicos, distribuídos em 16 áreas temáticas. Destaque para o trabalho 3D Ultrasound Tomography:

Eliminating TOFD and Phased Arrays?, da autoria de Cesar Buque, Xavier Deleye e Niels Portzgen do Applus RTD Group, o qual foi agraciado com o Prêmio Calgary Award e será incluído na programação da IPC- International Pipeline Conference, em setembro de 2012, no Canadá.

Ainda no que se refere a Rio Pipeline, registra-se a realização de sete minicursos, sendo quatro em parceria com o IPTI - International Petroleum Technology Institute vinculado à ASME – American Society of Mechanical Engineers/, que atraíram 172 técnicos da área.

Finalmente, é oportuno mencionar que a conferência recebeu o apoio de várias entidades do setor, nacionais e estrangeiras, e o suporte de 14 patrocinadores, fato que contribuiu de forma relevante para o êxito desta edição. Algumas dessas associações, a exemplo da ASME, ARPEL – Associação Regional de Empresas do Setor de Petróleo, Gás, Biocombustíveis na América Latina e Caribe, PRCI e OCIMF – Oil Companies International Marine Forum, organizaram reuniões de trabalho na ocasião, propiciando a participação de seus membros no evento.

Para 2012, a Comissão pretende estreitar a parceria com a PSD -Pipeline System Division da ASME e a CEPA – Canadian Energy Pipeline Association, visando estabelecer acordo para promoção recíproca da Rio Pipeline e IPC.

COMISSÕES

Gerência de Exploração & Produção

Comissão Técnica de Exploração e Produção de Petróleo

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Coordenador Jose Marques Neto Técnico Colaborador
Coordenador
Jose Marques Neto
Técnico Colaborador

No ano de 2011, as atividades desta comissão se concentraram nas discussões de temas relevantes para o Setor de Exploração e Produção de Petróleo no Brasil, na assimilação de experiências bem sucedidas e no aprendizado contínuo necessário para o melhor desempenho das operações nas atividades de E&P.

Os mais destacados assuntos foram:

“Alternativas para a Exploração Petrolífera no Brasil” - Roberto Souza.

O tema envolveu áreas sedimentares em que atualmente não existem esforços exploratórios significativos e que na opinião do palestrante apresentam “desafios exploratórios”, que podem ser compensados com altos prêmios. O palestrante é notoriamente otimista com a possibilidade de acumulações de hidrocarbonetos significativos em bacias paleozoicas (Acre, Paraná, Parecis, etc.);

“Os Dez Mandamentos para Projeto, Construção e a Operação de Dutos” – Luiz Paulo Gomes, - Diretor da IEC (Instalações e Engenharia de Corrosão). O enfoque do tema foi o transporte de óleo e gás em dutos terrestres, enfatizando as medidas e precauções para mantê-los livres de corrosão interna e externa. O gasoduto da Petrobras – Coari/ Manaus, cortando a selva amazônica na Bacia de Solimões, foi um dos exemplos apresentados;

As “Perspectivas de Produção de gás Natural no Setor de E&P” – Hugo Repsold – Petrobras. O ponto alto da palestra foi a apresentação das alternativas de produção, transporte e escoamento para o aproveitamento das imensas reservas de gás do Pré- Sal na Bacia de Santos em águas ultra profundas e distantes da costa;

As polêmicas discussões em torno da distribuição de royalties e Participação Especial resultantes da produção de petróleo em discussão no Congresso foi objeto de apresentação especial de Jonas Fonseca e Getúlio Leite. Os palestrantes abordaram os mais importantes projetos sobre o assunto em discussão, demonstrando o conflito de interesses entre os estados (produtores e não produtores de petróleo). Espera-se a retomada de sua discussão para o início da próxima legislatura.

Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

Comissão Setorial de Regulamentação de Exploração e Produção de Petróleo

Em suas reuniões regulares esta Comissão ocupou-se com os assuntos do confuso cenário das discussões sobre o novo marco regulatório no Setor de Exploração e Produção, que tiveram como resultado a aprovação no Congresso Nacional da Lei no. 12.351, em dezembro de 2010, que instituiu o “Contrato de Partilha de Produção” (Lei 12.351/2010).

No bojo da nova lei figurava a controvertida “Emenda Ibsen”, que propunha uma nova forma de distribuição dos royalties sobre a produção de petróleo, estabelecida nas leis 7.990 e 9.478. A referida emenda foi objeto de veto presidencial, estando pendente de rediscussão no Congresso. A polêmica central dessa discussão e que permeou os debates no Congresso durante o exercício de 2011 diz respeito a uma nova forma de distribuição dos royalties em que é prevista a participação de todos os estados da federação na receita proveniente dos royalties, cuja legislação atual diferencia a distribuição desses recursos segundo a origem da produção.

Diversos projetos de lei a esse respeito foram discutidos no Senado, alguns deles envolvendo questões de inconstitucionalidade, ao incluir a distribuição da receita da Participação Especial prevista unicamente nos contratos de concessão já assinados.

Em defesa desses princípios e da estabilidade jurídica o IBP se fez representar em audiência no Senado com o Senador Dornelles, do Rio de Janeiro.

Ao final do exercício e após inúmeras reuniões foi aprovado o Projeto de Lei do Senador Vital do Rego (PLS 448/2011) mantendo, com algumas alterações, a forma de distribuição de royalties entre todos os estados federados. Este projeto foi encaminhado à Câmara para aprovação, devendo ser retomada a sua discussão no próximo ano. Como o impasse entre estados produtores (principalmente Rio de Janeiro e Espirito Santo) tem como objeto aspectos de natureza legal e de alta significância em valores financeiros, prevê-se que a solução da questão possa ser dada no STF.

Com a adesão de dois novos entrantes como associados do IBP - SONANGOL e ECOPETROL esta Comissão encerrou o ano contando com 23 empresas-membro, representados individualmente por um titular e um suplente; sete subcomissões, também constituídas por representantes dessas empresas suportaram a atuação da Comissão.

Tendo em conta a importância que o assunto “Conteúdo Local” vem alcançando no decorrer dos últimos anos foi criada a “Subcomissão de Conteúdo Local”.

Subcomissão de Assuntos Jurídicos

Proposta de minuta do Contrato de Partilha de Produção para o Pré-Sal, preparada por esta Subcomissão, foi apresentada e discutida com o MME em 2010 e submetida à ANP no início deste ano.

A ANP sugeriu que fosse também apresentado um plano de gastos e simulações para alternativas econômicas para a partilha do “profit oil”. Tais assuntos foram discutidos com a ANP e apresentadas minutas propostas por representantes do Subcomitê Tributário.

Relatório de Atividades 2011

Coordenador Ivan Simões BP
Coordenador
Ivan Simões
BP
Coordenador Raphael Rezende Chevron
Coordenador
Raphael Rezende
Chevron

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COMISSÕES

Consultas e audiências públicas da ANP foram atendidas por representantes desta Subcomissão. Dentre as consultas públicas realizadas destacamos algumas de maior importância como foi a proposta de resolução que regulamenta o exercício da atividade de aquisição de dados de exploração e produção de petróleo e gás natural; destaque também, para consultas de outras proposição de resoluções mais de ordem operacional

como as que trataram de assuntos de devoluções de área, codificação de poços, avaliação de descobertas, livre acesso a dutos e outras mais. Considera-se como uma das mais importantes a consulta sobre a minuta do Contrato de Concessão para a 11ª. Rodada, prevista para setembro do ano findo, foi objeto de workshop, ao fim do qual resultaram importantes contribuições do IBP. A esperada Rodada, porém, não aconteceu, frustrando

as expectativas do setor, sendo adiada para o primeiro semestre de 2012.

Subcomissão de Assuntos Tributários

O ano findo foi de intensa atividade para os Grupos de Trabalho formados para discussão e

encaminhamento às autoridades tributárias de importantes temas, destacando-se entre eles:

Fiscalização da Secretaria de Fazenda (SEFAZ – RJ)

Após regulamentar a Lei no. 5139/2007, por meio do Decreto 42.475/2010, o Secretário de Fazenda Estadual editou a Resolução SEFAZ nº 382/11 que instrumentalizou o referido Decreto, possibilitando que a autoridade tributária requisite diretamente dos titulares de concessões informações diversas sobre as atividades para os fins de fiscalização das participações governamentais.

Ações imediatas junto à mencionada Secretaria produziram a suspensão temporária dos efeitos dessa Resolução.

Foi contratado parecer de competente jurista para neutralizar as ações de fiscalização da SEFAZ neste assunto, por considerá-lo preponderante da responsabilidade da ANP. Até o final do ano o assunto não teve uma solução.

Na Esfera da ANP

Na discussão da minuta do Contrato de Concessão para a 11ª. Rodada, foi introduzido

o conceito de “Aquisição Originária” para neutralizar o risco de incidência de ICMS na produção de petróleo.

Igual proposta foi introduzida na “Minuta do Contrato de Partilha de Produção” preparada pelo IBP e apresentada ao MME e à ANP. Tratou-se também de uma demanda originada através Ofício circular da ANP, encaminhado às concessionárias, exigindo informações de reprocessamento de dados sísmicos contratados em bases exclusivas. O IBP manteve contatos com a ANP que esclareceu tratar-se de obrigação não extensiva aos blocos devolvidos, entretanto, entendeu-se como necessária uma discussão sobre uma parametrização dos dados a serem fornecidos, visando otimizar o processo de entrega de informações, bem como a armazenagem no BDEP de dados considerados úteis.

Na Esfera da Receita Federal (RFB)

Em concorrida audiência concedida pelo Secretário da RFB foi apresentada uma Agenda dos assuntos prioritários, destacando-se:

Propostas para adequação da “Lei do Consórcio” para explicitar o papel da “empresa líder” (Operadora) nos consórcios de Exploração e Produção. A nova legislação, recém- promulgada, define a “empresa líder” (Operadora) responsável pelo pagamento dos tributos federais, mas ainda carece de ajustes;

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Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis

réditos de PIS/COFINS nas Atividades de Exploração. – Apresentada consulta à RFB, embasada em parecer jurídico contratado a advogado externo e discutido com o Secretário Adjunto da RFB. Esse assunto está sendo acompanhado pelo escritório do parecerista em Brasília;

Prazo de Duração dos Benefícios de Habilitação ao REPETRO. – A 7ª. Região Fiscal decidiu fixar a duração dos benefícios do REPETRO a contratos de E&P em andamento até 2020, contrariando frontalmente a legislação em vigor; a ABESPETRO, também interessada no assunto e atendendo solicitação do IBP, apresentou consulta junto à RFB, contestando a iniciativa da 7ª. Região.

A informatização dos sistemas de controle, fiscalização e gestão tributária da Receita Federal vem requerendo sistemas avançados, como o programa, em vias de implementação, denominado “Escrituração Fiscal Digital para PIS/COFINS”, integrado ao SPED. Este programa possui significativo grau de complexidade e ineditismo de modo que os contribuintes da área de E&P a que se destina, vem enfrentando dificuldades em sua adoção. Assim sendo, o IBP enviou correspondências à RFB solicitando adiamento de prazos de entrega e outros pormenores. Como o pleito do IBP se somou aos de outros segmentos de contribuintes, a RFB aquiesceu em reformular o assunto e adiar a implantação do sistema.

Na Esfera da ANTAQ

Foi dada continuidade ao acompanhamento de pleito administrativo em face de entendimento desse órgão sobre a Lei no 9.432/97 que restringe o afretamento marítimo somente a EBNs. O IBP continua com o entendimento de que a contratação pode ser feita por outras sociedades, especialmente em se tratando de contratação de empresas de navegação de apoio marítimo.

No Congresso Nacional

Projeto de Lei em tramitação no congresso que muda o mecanismo de cobrança de ISS para as operações de E&P offshore foi objeto de emenda proposta pelo IBP.

No Supremo Tribunal Federal

Buscando acelerar o julgamento no STF da declaração de inconstitucionalidade da chamada“Lei Noel”(ICMS na produção do petróleo) – O IBP contratou parecer do tributarista e ex-ministro Carlos Veloso. Mencionado parecer foi encaminhado ao relator do processo Ministro Celso de Mello, entretanto, o processo não evoluiu até o final do ano.

No Núcleo de Política Industrial (ONIP)

Para apoiar as recomendações do Núcleo de Política Industrial no que se refere às ações voltadas para a busca de isonomia tributária entre aquisições, via REPETRO, de equipamentos importados e os fabricados no Brasil, o IBP contratou parecer jurídico que preparou uma completa análise sobre a incidência de ICMS na cadeia produtiva de bens para a área de E&P. Resultou proposta de alteração no convênio CONFAZ 130/2007 a ser submetido ao governo via MDIC.

COMISSÕES

Subcomissão de Conteúdo Local

Os assuntos relacionados ao Conteúdo Local sejam estes de caráter regulatório ou de

mercado, ganharam muito relevo no ano findo com a divulgação pela mídia de pesadas multas aplicadas pela ANP a algumas operadoras pelo não cumprimento de exigências contratuais de conteúdo local da 5ª. Rodada de Licitações.

Para dar maior visibilidade ao assunto e dispor de um acompanhamento mais efetivo sobre as questões do Conteúdo Local, o Grupo de Trabalho, que executava essas funções, transformou-se nesta Subcomissão, incorporando-se a ela um profissional cedido parcialmente pela Exxon Mobil.

Após a realização de um “whorkshop” a Subcomissão apresentou para a ANP, em audiência concedida por Diretor recém-empossado, uma lista dos mais importantes

assuntos relacionados às exigências de conteúdo local, acompanhada de proposições

de simplificação e outras de incentivos ao invés de um sistema unicamente punitivo. O

Diretor ficou de analisar junto ao MME todas essas questões, porém nenhuma medida prática ocorreu em decorrência desse contato.

Sobre o mesmo assunto e visando contribuir com o “Núcleo de Política Industrial da

ONIP,” o IBP contratou um parecer jurídico que não atendeu eficientemente os objetivos

de uma proposta de simplificação da regulamentação do Conteúdo Local e, portanto,

não prosperou.

Considerando que o assunto de Conteúdo Local se relaciona a um contexto macroeconômico de política industrial foi contratada uma conceituada empresa de consultoria para realizar amplo estudo correlacionando essas variáveis, para produzir efeitos nas exigências regulatórias vigentes.

O referido estudo foi contratado praticamente no final do exercício de 2011, com

expectativa de conclusão no primeiro trimestre do próximo ano.

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Coordenador Frank Williams IBV
Coordenador
Frank Williams
IBV

Subcomissão de Assuntos Operacionais

Esta Subcomissão é formada por engenheiros e outros profissionais de larga experiência envolvidos com as atividades de perfuração em áreas marítimas.