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Jornal distribuído pelo Expresso. Venda interdita.

Nº 650

SEMANÁRIO

6ªf

pelo Expresso. Venda interdita. Nº 650 SEMANÁRIO 6ªf António Figueiredo Diretor 26 SET. 2014 P.2 EXCLUSIVO

António

Figueiredo

Diretor

26
26

SET. 2014

P.2

EXCLUSIVO JC

PLANO

DE AÇÃO VISEU

DÃO

LAFÕES

2020

P.25 S.J.PESQUEIRA

AUTARCA AGREDIDO POR FALSAS PROMESSAS

P.26 VOUZELA

VESPA CONFUNDE BIÓLOGOS E APICULTORES

P.30 CULTURA

OBJETOS ARTÍSTICOS LEVAM VISEU AO MUNDO

P.7

VISEU

ZANGADOS

- VIRIATO DE OURO FICOU NO COFRE - - OS MOTIVOS DA ZANGA QUE INCOMODA O PSD - - A CARTA QUE RUAS ENVIOU À CÂMARA -

QUE INCOMODA O PSD - - A CARTA QUE RUAS ENVIOU À CÂMARA - P.8 ARQUITETURA
QUE INCOMODA O PSD - - A CARTA QUE RUAS ENVIOU À CÂMARA - P.8 ARQUITETURA

P.8

ARQUITETURA

CURSO

DA

CATÓLICA

ENCERRA

SEM

ALUNOS

P.23 C. DAIRE

ROTUNDA

OCUPADA

POR

PROPRIETÁRIOS

P.16 TONDELA

LABESFAL COM CENTRO DE INVESTIGAÇÃO

P.31 FUTSAL

2ª DIVISÃO COM QUATRO EQUIPAS DE VISEU

AO CENTRO P.2 / REGIÃO P.7 / ENTREVISTA P.20 / CULTURA P.29 / DESPORTO P.31
AO CENTRO P.2
/
REGIÃO P.7
/
ENTREVISTA P.20
/
CULTURA P.29
/
DESPORTO P.31
/
OPINIÃO P.36
/
CRÍTICA P.39

PUB

CENTRO P.2 / REGIÃO P.7 / ENTREVISTA P.20 / CULTURA P.29 / DESPORTO P.31 / OPINIÃO
CENTRO P.2 / REGIÃO P.7 / ENTREVISTA P.20 / CULTURA P.29 / DESPORTO P.31 / OPINIÃO

2

PLANO DE AÇÃO VISEU DÃO LAFÕES 2020

Texto Sandra Rodrigues

AO CENTRO

INVESTIR NO IMATERIAL

DOCUMENTO COM MAIS DE 200 DE PÁGINAS DÁ A CONHECER O DIAGNÓSTICO DOS 14 MUNICÍPIOS QUE INTEGRAM A COMUNIDADE INTERMUNICIPAL VISEU DÃO LAFÕES. APONTA AS ÁREAS ESTRATÉGICAS EM QUE SE DEVE APOSTAR E INTERVIR ATÉ 2020

26 SET

Diagnóstico regional

H á ameaças conhecidas, oportunidades identi cadas e um diagnóstico que serve de base para o plano de ação que a Comu-

nidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões preparou para os próximos seis anos. Um plano estratégico que aponta as áreas onde se deve inves- tir e que tem em conta as linhas de orientação do Europa 2020 viradas para o crescimento sustentá- vel, inclusivo e inteligente. Uma bíblia para ensi- nar como se podem aproveitar os fundos comuni- tários e onde os aplicar. Foram apontados vários domínios estratégicos, entre eles a inovação ter- ritorial, a capitação institucional e governança, a coesão social, a empregabilidade e a quali cação, a educação e formação, o ambiente e recursos natu- rais, o sistema urbano e a qualidade de vida. Neste território, as atividades que foram identi - cadas como as de maior retorno potencial, e que sobressaem como verdadeiramente diferenciado-

ras, são: a oresta, ambiente e energias sustentáveis; agroalimentar e produções locais de qualidade, tu- rismo, saúde e bem-estar, património, cultura e in- dústrias criativas, bioindústrias, metalomecânica, fornecedores de componentes e equipamentos in- dustriais especializados; madeira e mobiliário. Segundo os responsáveis pela elaboração do plano encomendado pela CIM - documento com 200 pá- ginas - o Viseu Dão Lafões 2020 contempla setenta

e cinco chas de ação, das quais 28 correspondem

a projetos âncora e 47 a projetos complementares.

“Esta distinção tem como critério-base não tanto a dimensão nanceira das operações, mas antes a sua capacidade para despoletar dinâmicas portadoras de inovação, capazes de contribuir para a transfor- mação signi cativa do território”, explicam. “Poder-se-á considerar que o Plano de Ação de Vi- seu Dão Lafões 2020 abrange demasiadas iniciativas de dimensão, natureza e impactos muito diversi ca-

dos. Este foi um risco que a equipa técnica correu de modo consciente”, sublinham ainda. O Plano, con- tinuam, pretende responder ao desa o “de preparar um instrumento para a ação que permitisse dotar este espaço sub-regional de respostas a uma altera- ção substancial do enquadramento económico, so- cial e cultural, ocorrida nos últimos anos”, em que o imaterial assume uma enorme relevância. “As chas de projetos foram desenhadas de forma a poderem inspirar e dar origem a uma ou mais can- didaturas, de acordo com os estímulos e as fontes de nanciamento que vierem a ser disponibiliza- das.”, esclarecem. Nas próximas páginas, o Jornal do Centro resume o Plano Estratégico Viseu Dão Lafões 2020. Co- meçamos com o diagnóstico da região que serviu de base a todo o trabalho, uma análise de alguns indicadores sobre o território que engloba os 14 municípios da CIM.

A Região Viseu Dão Lafões tem 26 imóveis classi cados como Monumento Nacional. Possui o maior número de bens patrimoniais do Centro classi cados como Património Arqueológico. No total, estão classi cados 34 sítios arqueológicos num global de 98 no Centro e 465 em Portugal

A Avicultura é uma atividade que teve uma implantação mais recente (apesar da primeira

empresa se ter instalado em 1956

e ser pioneira em Portugal), mas

de grande sucesso. Curiosamente,

é uma atividade que apesar

de ter diminuido o número de explorações com aves, veri cou uma subida enorme nos concelhos de Aguiar da Beira, Nelas e Sátão

A análise dos projetos aprovados no âmbito do PRODER demonstra que foram aprovados para a área do turismo (alojamento, animação e restauração) um total de 20 projetos, com um volume de investimento superior a quatro milhões de euros. Estima-se que a média de criação de postos de trabalho seja de dois por projeto, o que perfaz, pelo menos, 40 postos de trabalho

que a média de criação de postos de trabalho seja de dois por projeto, o que

AO CENTRO

ATIVIDADES

DIFERENCIADORAS:

Floresta, ambiente e energias sustentáveis; agroalimentar

e produções locais de

qualidade, turismo, saúde

e bem-estar, património,

cultura e indústrias criativas, bioindústrias, metalomecânica, fornecedores de componentes e equipamentos industriais especializados; madeira e mobiliário

POPULAÇÃO

No que respeita ao desemprego, este praticamen-

te duplicou entre 2001 e 2011 (de 7% para 11,5%).

Destaca-se o desemprego mais elevado das mulhe-

res, acompanhando a tendência nacional. O de- semprego marca em particular os indivíduos com idades compreendidas entre os 35 e os 64 anos,

o que se traduz num desemprego que resulta da

“procura de novo emprego” (79,8%), claramente superior ao registado como “procura de primei- ro emprego” (20,2%). Em terceiro lugar, regista-se uma tendência já conhe- cida da associação do desemprego a baixos níveis de escolaridade, mas esta coexiste agora com uma per- centagem de 22,61% dos desempregados com o ensi- no secundário e 16,24% com o ensino superior.

QUALIFICAÇÃO No que respeita à escolaridade, a sub-região de Dão Lafões carateriza-se por apresentar uma popula- ção residente com baixos níveis de escolaridade. Em qualquer um dos concelhos a taxa de analfa- betismo é superior à nacional, sendo a mais bai- xa, como seria expectável, a do concelho de Viseu. Os baixos níveis de escolaridade veri cam-se tam- bém ao nível da população residente empregada no território da CIM Viseu Dão Lafões: 51,23% detém

o ensino básico (valor superior ao do continente,

FRUTICULTURA Das 13 mil explorações com culturas permanen- tes em Dão Lafões um terço tem árvores de fruta, com um máximo em Viseu, Tondela e Mangual- de. Destes pomares, a maioria são maçã, com re- ferência ainda aos frutos secos em Sátão e Viseu, e aos citrinos em Tondela. Uma palavra em particular para o caso muito re- cente de produção de pequenos frutos, que está a veri car uma grande adesão no território (a par da avicultura é a principal atividade escolhida pa- ra instalação de jovens agricultores).

HABITAÇÃO E REABILITAÇÃO URBANA Há mais casas do que famílias. Em termos de exce- dentes de alojamentos familiares, os concelhos de Castro Daire, Vila Nova de Paiva, Sátão e Aguiar da Beira são os que manifestam um saldo mais positivo face ao número de famílias. Viseu, pelo contrário, é o concelho que apresenta uma oferta mais equilibrada. Nos concelhos da CIM Viseu Dão Lafões existem 11 343 alojamentos familiares vagos (em 2001 eram só 7 357). Aguiar da Beira, Sátão, Penalva do Cas- telo, Mangualde, Nelas, Carregal do Sal e Santa Comba Dão, mais de 13,4% dos alojamentos totais estão vagos (em Mangualde ultrapassa os 20,4%).

3

Na última década, a região Centro estabilizou a sua população nos 2,3 milhões de habitantes, com

que é de 46,81%), mas 23,08% detém o ensino su- perior, valor este bastante próximo (ainda que infe- rior) do apurado para o continente (26,03%). Esta região está dotada de uma rede e cobertura es-

 

MOVIMENTOS

 

os

14 municípios que fazem parte da Comunida-

A

estrutura de uxos evidencia que a centralidade

de

Intermunicipal Viseu Dão Lafões a perderam

de Viseu relativamente aos restantes concelhos é comprovada pelo número de entradas (10 727 in- divíduos) e de saídas (9 316 indivíduos) e pelo nú- mero de residentes que trabalham ou estudam em Viseu (51 762 indivíduos). Mangualde é, a seguir,

residentes a um ritmo moderado (-3,1%), registan- do cerca de 268 mil habitantes em 2011 (11,5% da região Centro). Neste território, o concelho de Viseu demarca-se positivamente, enquanto Aguiar da Beira (menos 12,4%), Penalva do Castelo (-11,8%), Vila Nova de Paiva (-15,7%), São Pedro do Sul (11,7%) e Vou-

colares bastante satisfatórias, onde foram investi- dos cerca de 38 milhões de euros. Também se veri ca, ao nível do ensino superior,

uma oferta signi cativa. No entanto, em alguns ca- sos, veri ca-se uma reprodução da oferta existen-

o

concelho mais atrativo (entram 2811, saem 2512

te

noutros concelhos mais atrativos e prestigiados

e

residem e trabalham/estudam 8345) e Penalva

a

nível nacional (como Porto, Coimbra e Aveiro).

do Castelo, Nelas e Carregal do Sal são mais re- pulsivos que atrativos (saem mais do que entram). Para fora da região, os movimentos direcionam- -se essencialmente para Coimbra e Aveiro. Com Coimbra aparecem as conexões com a Universi- dade. Com Aveiro, o porto de mar tem a primazia nas ligações, mas as redes de inovação com a uni- versidade, as praias e o litoral também são uma re- ferência. Num segundo nível aparece o Porto, Lis- boa e a Guarda, esta última a representar o espaço de fronteira e da logística. Em termos de ensino su- perior, a cidade de Coimbra é o centro mais atrati- vo, seguido de Lisboa, Porto e Aveiro.

EMPRESAS Em 2011, existiam em Dão Lafões cerca de 24 mil empresas, empregando 64 mil pessoas e com um volume de vendas de aproximadamente 5,5 mil milhões de euros (INE). Na base económica de Viseu Dão Lafões coexis- tem empresas de grande dimensão e estratégias empresariais avançadas com muitos pequenos ne- gócios, de base tradicional e familiar, com débeis quali cações e bastante alicerçados na procura in- terna. De acordo com o INE, em 2010, mais de 96% das empresas com sede em Dão Lafões tinham me- nos de 10 trabalhadores (valor em linha com a mé- dia nacional), representando na sua maioria estra- tégias empresariais pouco avançadas. Dados recentes da base de Quadros de Pessoal con rma que as quali cações do pessoal ao ser- viço nas empresas de Dão Lafões são, na sua gene- ralidade, relativamente baixas. Em média, apenas 13% do pessoal possui quali cações de nível supe- rior (sendo este valor in acionado pelos concelhos de Viseu – “efeito capitalidade regional” – e Oli- veira de Frades – “efeito Martifer”).

zela (-11,4%) evidenciam-se pelas elevadas perdas demográ cas.

Do total de alunos inscritos no ensino superior na região Dão Lafões em 2011/12 (6331), a concentra- ção recai nas ciências empresariais (1174) e na saú- de (1059), em detrimento de áreas mais articula- das com a economia regional como Agricultura, Silvicultura e Pescas (124) ou indústrias transfor- madoras (173).

algumas centralidades ganharam população na

ultima década, nomeadamente Viseu, Mangualde, Nelas, Sátão, Castro Daire e Oliveira de Frades. Nos 14 municípios existe uma população visivel- mente envelhecida, registando-se um acréscimo

de 14,6% de população com 65 ou mais anos, de 2001 para 2011.

 

ECONOMIA SOCIAL

 

O

envelhecimento foi acompanhado por um de-

A

região está dotada de uma rede signi cativa de

créscimo de população entre 2001 e 2011 em pra-

ticamente todos os concelhos, com exceção de Vi- seu. Este decréscimo relaciona-se também com o decréscimo da taxa bruta de natalidade de 9,8% para 7,8% entre 2001 e 2011 e pelo aumento da emi- gração que tem ainda como consequência a dimi- nuição do número de alunos matriculados nos en-

instituições que integram o Terceiro Setor. Com o decréscimo da natalidade, o regresso dos mais idosos às suas casas e a redução de apoio do Estado, estas instituições deparam-se com di cul- dades de viabilidade nanceira, o que tem gerado aquilo que os atores locais denominam de “con- corrência social”.

sinos pré-escolar, básico e secundário. Em contrapartida, começam já a veri car-se sinais

AGRICULTURA E FLORESTA

 

de

alguma migração que se traduz no retorno à re-

O

setor agrário tem vindo a perder peso na econo-

gião de pessoas que trabalhavam em concelhos lo- calizados no litoral do país, e que agora regressam, embora numa situação de desemprego e de depen- dência familiar - os denominados “novos pobres”.

mia do País, traduzido na diminuição do número de explorações. As perdas entre 1999 e 2009 foram de praticamente um terço do número de explora- ções (equivalente à perda da Região Centro), cor- respondendo à perda de pouco mais de sete mil ex- plorações, com uma perda máxima nos concelhos de Vila Nova de Paiva e Castro Daire (40% cada) e uma perda mínima de 14% em São Pedro do Sul.

EMPREGO E DESEMPREGO Predomínio do emprego no sector terciário da economia (66,4%) ainda que em alguns concelhos prevaleça o sector secundário. A concentração das pessoas ao serviço nas empresas tem uma expres- são notória na fabricação de produtos farmacêuti- cos de base e de preparações farmacêuticas (5,17), seguindo-se as indústrias da madeira e da cortiça, fabricação de veículos automóveis e componentes para veículos automóveis (1,78), a engenharia civil (1,51) e o alojamento (1,5).

VINHA E VINHO Das 13.000 explorações registadas em 2009 com cul- turas permanentes, 10.465 possuíam vinha e 4.665 destas eram destinadas a vinho. Em conjunto, re- presentam cerca de 14 milhões de litros/ano de um total da região de 35-40 milhões de litros em 2012.

re- presentam cerca de 14 milhões de litros/ano de um total da região de 35-40 milhões

26 SET

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26 SET

AO CENTRO

Há vários projetos que são lançados pelo Plano Viseu Dão Lafões 2020 e direcionadas para empresas, entidades e autarquias, bem como investidores privados.

Alguns são projetos âncora que podem levar a ou- tros complementares. Este documento da CIM dei- xa caminhos abertos para novas ideias e assume ou- tros como prioritários. Por exemplo, a necessidade de se estabelecer um único interlocutor para o vi-

Dos vários projetos apresentados, o Jornal do Centro destaca alguns transversais ao território

nho do Dão com origem nas adegas cooperativas ou a elaboração do Plano Diretor Intermunicipal de Acolhimento Empresarial. Pede-se a requali cação do IP3 e da Linha da Beira Alta, bem como das es- tações que a servem. É também deixado o alerta pa- ra a necessidade de se fazerem programas de forma- ção desenhados à medida e realizados em contexto empresarial, em função das necessidades concretas de diferentes tipos de empresas e que visem a quali- cação dos quadros, especialmente nas áreas de in- vestigação, desenvolvimento e marketing. Na vertente da regeneração e reabilitação é pro- posta a criação de um prémio de Arquitetura Tra- dicional Bioclimática que distinga projetos que promovam a ecoconstrução e a ecorreabilitação.

PRETERITUS – ESPAÇOS COM MEMÓRIA

Este projeto tem como objetivo selecionar um con- junto de bens patrimoniais (culturais e naturais) qu possam ser alvo de uma série de intervenções de modo a torná-los mais atrativos, energetica- mente e cientes e acessíveis para todos. Este projeto inclui a criação de uma equipa de tra- balho para a implementação das seguintes ações:

1. Plano Diretor de Intervenção nos Bens Patrimo-

niais e elaboração do referido plano, que incluirá o estudo e inventariação exaustiva dos bens patri-

moniais existentes; a edição de um catálogo; a cria- ção de centros de interpretação, conforme as ne- cessidades identi cadas; a criação e produção de material promocional e de atividades de marke- ting e promoção; a participação em eventos, etc;

2. P4ALL (Património 4ALL): desenvolvimento

de ações de sensibilização patrimonial através da

criação artística e o contacto direto com o patri- mónio, sensibilizando as populações para a salva- guarda e proteção dos mesmos e para a criação de novos recursos patrimoniais;

3. INTRANSIT (rotas para o território): desenvol-

vimento de diversas rotas para o território Viseu Dão Lafões. A peculiaridade destas rotas será a sua transversalidade e o fomento do turismo de expe- riências. As rotas propostas poderão ser a Rota da Arte Rupestre, a Rota do Volfrâmio, Rotas Gastro- nómicas, e/ou Rotas Generalistas.

São deixados também caminhos para que se fo- mente a apicultura através da criação de Apiários

Escola e de espaços para a instalação dos futuros apicultores (do tipo horta urbana) e criação de “coutos micológicos” de acesso reservado para a apanha de cogumelos.

A elaboração de um Plano de Transportes e Mo-

bilidade que após um diagnóstico de na um pro- grama de ação para a mobilidade regional e a cria- ção de uma rede de parceria entre os diferentes tipos de operadores de transporte com a criação de um sistema de bilhetes comum a todos os ope- radores de transporte é outra das propostas. As- sim como a elaboração do Plano de Emergência e Proteção Civil de Viseu Dão Lafões.

DEVOLVER A IDENTIDADE À REGIÃO

Foi diagnosticada e é amplamente reconhecida a falta de uma identidade bem vincada ao nível da sub-região (Dão por um lado, e Lafões por outro, constituem subidentidades bem marcadas e dife- renciadas), constatando-se igualmente a falta de comunicação sobre Viseu Dão Lafões. Neste sentido, pretende-se desenvolver em Viseu Dão Lafões um processo de estruturação da sua identidade competitiva (identidade local + oferta

territorial + dinâmica operacional), criando uma singularidade territorial que con ra à sub-região elementos de distinção e condições de a rmação

a outras escalas, contribuindo portanto para ge-

rar níveis acrescidos de notoriedade, atratividade

e competitividade.

Propostas:

- Realização de Estudo de Estruturação da Identi-

dade Competitiva de Viseu Dão Lafões e respeti- vo Plano de Ação

- Criação e Operacionalização da Plataforma de Gestão de Marketing do Território;

- Realização de Iniciativas/Showcases de Promo- ção Territorial (2 por ano);

de Gestão de Marketing do Território; - Realização de Iniciativas/Showcases de Promo- ção Territorial (2 por

AO CENTRO

MERCADÃO, VENDÃO, QUALIDÃO, COMIDÃO E FESTIDÃO

- Criação do conceito de “MercaDão”, rede de mer- cados tradicionais, numa lógica semanal onde os produtores locais (incluindo particulares) possam apresentar os seus produtos;

- Promoção da rede de mercados junto dos potenciais clientes através de marketing, por exemplo mapas interativos e/ou aplicação para telemóveis com loca- lização dos mercados, seus produtos e dias;

- Reforço dos mecanismos do tipo PROVE que fo- mentem a compra de cabazes de produtos locais distribuídos em casa do comprador; -Constituição de uma Central de Compra/Venda de Produtos Agroalimentares Locais que permi- ta conciliar a oferta local com a procura local de- signadamente das cantinas das distintas entida- des e ainda da restauração que carecem de maiores quantidades e podem programar antecipadamen- te essas mesmas encomendas.

- De nir uma lista de produtores de produtos DOP, IGP, Produção Biológica, Proteção Integrada ou Produção integrada e de outro tipo de qualidade controlada (agroalimentar, artesanato ou outro ti- po de produto ou serviço) que constituam o “Qua- liDão, cabaz de produtos e serviços de qualidade do território”;

- Reconhecimento de lojas de comércio tradicio- nal que adiram à rede “VenDão, Lojas da minha Terra” inspiradas na tradição das antigas vendas de aldeia onde se podem adquirir os produtos de qualidade de região; - Reconhecimento dos restaurantes que adiram à rede “ComiDão, Restaurantes da minha Terra” que constituam menus do território com incorpo- ração dos produtos locais;

- Criação de pontos de “VenDão” integrados nos restantes estabelecimentos hoteleiros que possam vender em pequena estante os principais produ- tos e que integrem na sua oferta de menus e pe- quenos-almoços;

- Assumir como política o cial das entidades do território e das empresas a utilização de produ- tos do QualiDão e dos estabelecimentos VenDão e ComiDão sempre que se tratem de funções de re- presentação e receção de visitantes;

- Criar o FestiDão – ciclo de eventos que celebrem, ao longo do ano e em todo o seu território, os dis- tintos produtos com DOP, IGP e outro tipo de qua- lidade controlada que fazem parte do cabaz Qua- liDão, em articulação com as entidades públicas e privadas de turismo e da cultura.

- Criar a Feira Nacional da Qualidade Agroalimen- tar como forma de culminar o FestiDão

CULTURA E EMPREENDEDORES CRIATIVOS

Criação da Rede Factory DVL, viveiros de peque- no formato onde artistas e criativos partilham as infraestruturas, equipamentos e serviços, com ou- tros criadores e empresários, com o m de desen- volver e potenciar indústrias culturais e criativas. As Factory, a distribuir pelo território de Viseu Dão Lafões, nascem com a vocação de transfor- mar-se em espaços de trabalho partilhados e cen- tros de formação e conselho empresarial para os novos empreendedores relacionados com o mun- do das artes, a cultura, os conteúdos digitais, o turismo e a comunicação. Será também criada e dinamizada uma plataforma on-line para em- preendedores criativos e investidores, e organizar- -se-ão diversas conferencias, debates, workshops e laboratórios criativos focados na importância de empreender e reinventar-se nas Artes, na Cultura, no Património e no Turismo. Foi dado como exemplo a Custar Factory Quarter, em Birmighan (Londres) que é o lar de uma co- munidade dinâmica de criação e empresas digi- tais. Entre outras instalações estão um teatro, café, empresas e espaços para eventos sociais, galerias de arte, espaço educacional, estúdios de TV e uma série de espaços públicos abertos. Neste momen- to 5.000 pessoas trabalham no Custard Factory Quarter e seus arredores.

TURISMO

Sendo o Turismo um setor de oportunidade, o Plano aponta para a necessidade de credibilizar a oferta. De acordo com o diagnóstico efetuado, a região de Viseu Dão Lafões não possui hoje qual- quer selo de garantia, não tem áreas protegidas no seu interior e também não tem qualquer localida- de ou monumento classi cado com os selos de di- mensão internacional. Um trabalho de certi cação internacional, bem como o reconhecimento em sede de concursos que premeiam destinos é o caminho As ações a desenvolver para a materialização des- te projeto são:

- Avaliação das diversas opções para a certi cação da região no âmbito de um processo conjunto den- tro da região Centro ou de modo autónomo;

- Realização das intervenções de modo programa- do, sempre em articulação entre setor público e privado; - Conclusão do processo com candidatura para certi cação;

- Encerramento do processo de certi cação com realização de Plano de Comunicação especí co para a certi cação do destino;

-

Criação de percursos pedestres interpretativos2

e

de rotas turísticas centradas em especi cidades

históricas, patrimoniais ou paisagísticas como a

Rota do Pintor Grão Vasco, a Rota do Camilo Cas- telo Branco ou a Rota de Vinhos do Dão

- Criação do Museu do Vinho do Dão, em Santar (Nelas);

- criação do “Centro de Interpretação do Saber, do Fazer e do Sabor de Dão Lafões” - cujo promotor

é a Comunidade Intermunicipal Viseu Dão Lafões-

com o principal objetivo de promover os “produ- tos regionais, em particular os agro-alimentares (nomeadamente, os produtos com nome protegi- do ou certi cado e os produtos de agricultura bio- lógica) e o artesanato”.

os produtos com nome protegi- do ou certi cado e os produtos de agricultura bio- lógica)

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26 SET

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PAULO GONZO
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11 OUT 20H VISEU

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REGIÃO

7

 
 
 

DIVERGÊNCIAS CADA VEZ

 

MAIS FUNDAS As desavenças entre Fernando Ruas

e

Almeida Henriques começaram

ainda durante o processo que levou

à

escolha do candidato social-demo-

crata à Câmara Municipal de Viseu.

Fernando Ruas que nunca escondeu

a

vontade em regressar após cumprir

o

“castigo” de quatro anos imposto

pela lei de limitação de mandatos queria na presidência alguém que lhe garantisse o regresso. “Américo Nunes, o seu el vice-presidente du-

 
  rante 24 anos, dava-lhe essa garantia”, referem dirigentes da distrital do PSD que acompanharam o

rante 24 anos, dava-lhe essa garantia”, referem dirigentes da distrital do PSD que acompanharam o processo da escolha do candidato à Câmara de Viseu. As permanentes afirmações

 

RUAS JUSTIFICA FALTA NO DIA DO MUNICÍPIO

 
 

Texto Sandra Rodrigues

 
 

“EM VEZ DO VIRIATO DE OURO, MAIS

 

de

Ruas de que “serei candidato à

Câmara quando quiser e não preciso

 

VALIA UMA MOÇÃO DE CENSURA”

de

conspirar nem pedir autorização

a

ninguém”, sempre causaram muito

incómodo na equipa de Almeida

 

Henriques. O mal-estar entre ambos,

 

RUAS JUSTIFICA FALTA NO DIA DO MUNICÍPIO POR NUNCA TER SIDO CONVIDADO PARA OUTRAS CERIMÓNIAS. CARTA EVOCA ESTA E OUTRAS RAZÕES PARA O EX-AUTARCA TER OPTADO POR NÃO RECEBER O VIRIATO DE OURO. RELACIONAMENTO ENTRE OS DOIS SOCIAIS-DEMOCRATAS PASSOU DE UMA GOTA-DE-ÁGUA PARA UM DILÚVIO

 

visível na campanha eleitoral, foi-se

acentuando após as eleições. O novo

executivo só entrou na Câmara a 22

de

outubro de 2013, quase um mês

 

depois de ter sido eleito.

 

F ernando Ruas não foi receber o Viriato de Ouro. O galardão máximo do município cou no

Assim como não percebi porque não me convidaram para a inauguração da Feira de S.Mateus nem para o jantar

pessoas me tratarem com a dignidade que mereço e numa cerimónia au- tónoma”, de outra forma, sustentou, “não há condições nenhumas para receber o galardão”.

SUBSÍDIO DE REINTEGRAÇÃO A GRANDE ZANGA

 

O

não pagamento, por parte da

cofre e só dali sairá daqui a um ano. Pelo menos esta é a garantia deixada pelo atual presidente da Câmara, Almeida Henriques, que no final da cerimónia que decorreu a 21 de setembro no Teatro Viriato disse que

que houve com o primeiro-ministro”. As únicas duas cerimónias em que Fernando Ruas participou foi no 10 de junho e na inauguração da Estátua de D. Afonso Henriques. “Isto não é ter consideração por alguém a quem se quer entregar um galardão. Não tem sentido o Viriato de Ouro, mas valia uma moção de censura”, sustentou.

Câmara Municipal, do subsídio

de reintegração a Fernando Ruas

 

e

a Américo Nunes cavou fundo

“QUEM FALTA É QUE TEM DE JUSTIFICAR” No dia do município, a ausência de Fernando Ruas passou quase ao lado dos discursos oficiais, com o presidente da Assembleia Municipal, Mota Faria, a salientar que o ano de 2013 terminou um ciclo liderado por um “grande autarca” e que o agora eurodeputado faz parte da “história de sucesso do poder local e do conce- lho de Viseu”. Já Almeida Henriques, o atual pre- sidente da câmara, sublinhou que as distinções signi cavam o reconheci- mento de todos os viseenses por aque- les, entre eles Fernando Ruas, que se destacaram pelo seu trabalho. “Foi esta homenagem justa no momento certo que aqui quisemos fazer”, disse.

nas divergências entre o antigo e

o

atual presidente do município.

O

facto do assunto ter “saltado”

as homenagens só são feitas no dia do município. Fernando Ruas justi cou

para a comunicação social também não agradou ao antigo autarca que

a

falta com o facto de nunca ter sido

acusou os assessores do presidente

convidado para nada, pelo que também não fazia sentido ir a esta ce- rimónia. Para o ex-autarca, em vez do Viriato, mais valia ter sido galardoado com uma “moção de censura”. Numa carta enviada a Almeida Hen- riques, entre outras razões, Fernando Ruas escreve que não sendo convidado para outras cerimónias, tendo sido

de

estrategicamente terem espalhado

O

relacionamento entre os dois sociais-

a

notícia. As divergências foram-se

-democratas foi-se azedando no tempo. Fernando Ruas queixa-se não só de não ser convidado para inaugurações e ou- tras cerimónias o ciais, como também

acentuando ao longos dos 11 meses

de

mandato do atual executivo. Al-

meida Henriques foi abandonando alguns projetos emblemáticos da

por ser tratado de forma “pouco correta

gestão de Ruas, como a demolição do Bairro da Cadeia, acabou com

digna”. “Até cartas registadas me enviaram, nem um telefonema podia

e

os

Jogos Desportivos, criados por

 

ser feito

”,

desabafou.

Américo Nunes, alterou o projeto

cortado do protocolo e não estar a ser tratado de forma que considera correta,

são razões su cientes para justi car a falta. “Até podia ter alegado que não ia estar presente porque tinha o conselho nacional, mas prefiro invocar outras razões. Aliás, o facto de nunca ter sido convidado para nada já é suficiente para não ter que invocar outras razões”.

“Não sei de onde veio este tipo de comportamento”, disse, lembrando que até foi mandatário de honra da campanha de Almeida Henriques

sempre esteve presente. “Ao início

e

para a Quinta da Cruz , entre outros. Decisões que embora legítimas são consideradas pelos próximos de Ruas como “uma afronta ao antigo autarca”. A vontade de Fernando Ruas de regressar à Segurança Social

ainda pensei que fosse esquecimento

Já à margem dos discursos o ciais, o autarca admitiu que novas distinções ou cerimónias de homenagem “só daqui a um ano” no dia do Município. Até lá, o Viriato de Ouro cará fecha- do nos cofres da autarquia. “A homenagem foi uma proposta do presidente da Câmara, mas é uma homenagem de todos os viseenses e portanto é assim que ela deve ser interpretada. Os que não estiveram terão que se explicar porque não estiveram, eu não tenho que explicar em nome deles. A explicação foi dada, por escrito, mas não sou eu quem a vai tornar pública. Quem falta é que tem de justi car a sua falta”.

o

facto de não ser convidado, mas

de

Viseu, só travada pela direção

depois de dez vezes já é uma decisão

nacional do partido com o convite

A

carta, disse o eurodeputado, foi

deliberada”. Mais do que uma gota de água no relacionamento, Fernando Ruas diz que o que se passou no último ano foi um autêntico dilúvio.

para ser candidato ao Parlamento Europeu, também não agradou a Almeida Henriques. Os apoiantes

de Ruas consideram que o antigo autarca devia “ser mais estimado pelo atual executivo municipal”. Almeida Henriques garante que

antigos presidentes da câmara,

os

enviada algum tempo antes de ter recebido o convite para a cerimónia.

“NÃO ME QUEREM NAS CERIMÓNIAS” “Cheguei à conclusão que não me querem nas cerimónias e por isso não vou a nenhuma, quer dê jeito ou não”, disse. E exempli cou: “Deixei pronta a Quinta da Cruz, a Casa da Ribeira e a Incubadora na Rua Formosa, mas não sei como elas estão. Não fui convidado.

O

ex-autarca gostava ainda que a ce-

rimónia de entrega do galardão fosse numa outra ocasião, recordando que das duas vezes que o entregou assim

o

fez e combinou as datas com quem

da

Assembleia Municipal e juntas

ia receber. Quanto a este Viriato de Ouro, o ex-autarca diz que ponderará recebê-lo se “estiverem interessados em mudar o relacionamento, se as

o

de

freguesia, passaram a estar na

lista do protocolo da Câmara e são sempre convidados para todas as ce- rimónias o ciais do municipio. – AF

lista do protocolo da Câmara e são sempre convidados para todas as ce- rimónias o ciais

26 SET

8

26 SET

OPINIÃO PEDRO SANTOS GUERREIRO Jornalista DO PÂNTANO AO VULCÃO O nal dos anos 90 foi
OPINIÃO
PEDRO SANTOS GUERREIRO
Jornalista
DO PÂNTANO AO VULCÃO
O nal dos anos 90 foi há muito
tempo. Ainda tínhamos escudos
no bolso. Mas será tempo sufi-
ciente para que quem ganhasse
então uns 750 contos por mês se
tenha esquecido se lhe pagaram
ou não mais mil contos por mês
durante três anos? A memória
seletiva é uma possibilidade
clínica, mas é também neste caso
muito inverosímil. Refiro-me,
é
claro, a Pedro Passos Coelho.
E
às suspeitas sobre se recebeu
ou não cinco mil euros por mês
naquela época.
A falta de resposta do primeiro-
-ministro adensou as suspeitas.
Dizer que “não tem presente” se
lhe pagaram ou não os tais mil
contos (cinco mil euros) por mês,
alegadamente de uma empresa
ligada à Tecnoforma, é muito
difícil de engolir. O facto de ter
recorrido à Procuradoria-Geral
da República pode dar em nada,
uma vez que os factos já prescre-
veram. E portanto, ou o caso ca
por aqui ou há novas revelações
que culpabilizam ou inocentam o
primeiro-ministro. Se culparem,
então Pedro Passos Coelho rece-
beu 60 mil euros do Parlamento
de um subsídio que não devia ter
recebido por não ter estado em
exclusividade; e, sobretudo, nesse
caso houve evasão fiscal. E isso
é intolerável para um primeiro-
-ministro: tem de conduzir à sua
demissão.
Eis, pois, que de repente nos
vemos perante a iminência de
uma crise política, que no limite
pode levar ao afastamento dos
dois líderes dos maiores partidos
portugueses: Passos Coelho do
PSD, no caso extremo de ser
apurada a sua culpa neste caso;
e António José Seguro do PS, no
caso de perder as eleições primá-
rias socialistas.
Portugal deve ser dos países com
maior instabilidade política des-
de o virar do século. É raro um
primeiro-ministro chegar ao m
da legislatura: Guterres fugiu do
pântano, Barroso pirou-se para
Bruxelas, Santana nem aqueceu o
lugar, Sócrates saiu com a troika.
E Passos, aguenta o vulcão?

REGIÃO

saiu com a troika. E Passos, aguenta o vulcão? REGIÃO MESMO COM BOLSA ALUNOS NÃO SE

MESMO COM BOLSA ALUNOS NÃO SE INSCREVERAMsaiu com a troika. E Passos, aguenta o vulcão? REGIÃO Texto Sandra Rodrigues ARQUITETURA NA CATÓLICA

Texto Sandra Rodrigues

ARQUITETURA NA CATÓLICA

CHEGOU AO FIM

CHEGOU AO FIM O CURSO DE ARQUITETURA DO POLO DE VISEU DA UNIVERSIDADE CATÓLICA. MESMO COM BOLSAS DE ESTUDO, NÃO HOUVE OS 12 ALUNOS NECESSÁRIOS PARA MANTER ESTA OFERTA FORMATIVA. OS ALUNOS QUE FREQUENTAM OS 2.º E 3.º ANOS MANTÉM A SUA FORMAÇÃO

O curso de arquitetura da Uni- versidade Católica de Viseu acabou. Não houve alunos

su

cientes para arrancar com o primei-

ro

ano, mesmo depois de terem sido

anunciadas bolsas de estudo. De acordo com a direção da Universidade Católi-

ca, apenas se inscreveram sete alunos, quando o mínimo estipulado era de 12. “Infelizmente, não houve mais alunos,

o que me deixa um pouco estupefacto”,

admitiu Aires do Couto, presidente do

pólo de Viseu da Católica. “Neste momento estamos numa fase

de descontinuação do curso”, esclare-

ceu, mantendo-se em funcionamento

os dois últimos anos para os 26 alunos

que o frequentam. “É o terceiro ano que não há candidatos para o primei-

ro ano e é uma pena que acabe porque

estamos a falar de uma oferta bem estruturada e de referência”. Aires de Couto ainda estava con ante

que a bolsa de estudo viabilizasse o curso, mas “mesmo não tendo custos,

os alunos não foram su cientes”.

Com o apoio da Câmara Municipal de Viseu e de várias empresas da região, o curso de Mestrado Integrado em Arquitetura oferecia a 12 alunos que se matriculassem no 1º ano uma bolsa que cobria na íntegra os custos da formação, tornando a oferta for- mativa a custo zero. Para o presidente do pólo de Viseu da Católica, a falta de alunos justi ca-se coma conjuntura atual de crise que afeta a construção civil. “Estão assim a Arquitetura e os cursos de Engenharia Civil. São ofertas formativas que são vistas como não tendo saídas no futuro”, justi cou, lembrando que, por exemplo, em Coimbra, nestes cursos, metade das vagas também ficaram por preencher. O responsável acredita que a curto prazo não se sentirão as consequências desta tendência, mas que no futuro a situação poderá com- plicar-se aliada também ao facto de muitos arquitetos estarem a ir para o estrangeiro. “Poderemos car com um de cit destes pro ssionais”, alertou.

ESTALEIRO-ESCOLA

MANTÉM-SE

A coordenadora do Curso de Ar-

quitetura em Viseu, Ana Pinho, lamentou também o encerramento do

curso, recordando igualmente a fraca adesão dos alunos às engenharias. Ressalvou, no entanto, que os pro- jetos que a Católica tinha assumido, nomeadamente o estaleiro-escola, serão para continuar se os parceiros continuarem interessados. “Estamos a trabalhar em conjunto para encontrar

as melhores soluções”, salientou.

Para o Núcleo de Arquitetos da Região

de Viseu (NARV), o encerramento do

curso era quase um “ m anunciado”. “É com tristeza que olhamos para o fim de um curso que sempre defen- demos”, frisou Álvaro Pereira. Para o presidente do NARV, a tendência na área é a de “voltar a haver apenas três grandes pólos de referência que são em Lisboa, Porto e Coimbra”.

SERNANCELHE: RECEÇÃO AO PRIMEIRO-MINISTROde referência que são em Lisboa, Porto e Coimbra”. A autarquia de Sernancelhe lamenta, através de

A autarquia de Sernancelhe lamenta, através de um

direito de resposta, a imagem “desvirtuada” que a notícia publicada na última edição do Jornal do Centro

mostrou relativamente à visita do primeiro-ministro ao concelho. Com o título “Deslocações de Passos Coelho

a Viseu entre campanha e agenda governamental”, a

Câmara de Sernancelhe entende que o conteúdo da no-

tícia, no que refere ao município, é “incipiente e pouco rigorosa, relativizando deliberadamente os momentos mais importantes deste acontecimento”. O Jornal do Centro regista e divulga a posição do município de Sernancelhe mas rea rma que a visita do chefe do Governo ao distrito foi relatada com objetividade e rigor.

de Sernancelhe mas rea rma que a visita do chefe do Governo ao distrito foi relatada

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10

26 SET

OPINIÃO AMÉRICO NUNES Classe Média Quem acompanhar a televisão portuguesa, refiro-me apenas aos canais
OPINIÃO
AMÉRICO NUNES
Classe Média
Quem acompanhar a televisão
portuguesa, refiro-me apenas
aos canais generalistas, ca com
a ideia de um País em que se
vive muito bem e de Cidadãos
despreocupados.
Ele são encontros de gastrono-
mia; de enologia; de festa do
marisco e da cerveja; música a
rodos, de preferência “pimba”;
utilizando neologismos pré-fa-
bricados, tais como “wine party”;
automóveis antigos, muito clássi-
cos e bonitos. Juntam-se, ainda,
as promoções de epígrafes repe-
titivas que exaltam os produtos
endógenos desta vila e daquela
cidade: “vila tal capital de…”. Se
uma é “capital portuguesa disto”
a que está ao lado promove o
mesmo produto acrescentando-
-lhe “capital universal disto”.
Parece que o País vive sem
problemas.
Parece que os Cidadãos têm bem
assegurado o futuro.
Parece que a crise não nos toca.
Gente amiga que, recentemente,
nos visitou, chamou a minha
atenção para esta qualidade de
vida virtual. A televisão “vende”
bem uma imagem do País di-
nâmico, sobretudo pelas festas
de verão; tal como “vende um
sabonete”…
Essas pessoas caram admiradas
com o excelente nível de vida
proclamado pela televisão e pelos
inúmeros encartes, pagos pelos
contribuintes, nos jornais.
Com as primeiras chuvas outo-
nais será altura de ponderarmos
o que vai ser o nosso futuro
próximo, já em 2015. Mais ex-
portações, menos importações,
mormente, de produtos do sector
primário da economia, maior
produtividade, escola mais exi-
gente, justiça mais célere, mais
investimento.
Mais responsabilidade e mais
dedicação a produzir bem e com
perfeição, única estratégia para
vencermos os produtos importa-
dos oriundos de paises de mão-
-de-obra barata e explorada .
Os calores de verão não serão
muito propícios à refelexão, pelo
que ficamos com a esperança de
um ocaso anual que possibilite a
estruturação de uma ano de con-
solidação do arranque da nossa
economia e, mormente, de criação
de riqueza, bem distribuída, ge-
radora de trabalho e de emprego.
Antes que seja tarde.

REGIÃO

VISEU Texto António Figueredo
VISEU
Texto António Figueredo

PLANO PARA O CENTRO

HISTÓRICO COM APOIO

DE TODA A CÂMARA

MAIORIA E OPOSIÇÃO APROVARAM PLANO DE REVITALIZAÇÃO PARA O CENTRO HISTÓRICO DE VISEU(CHV). UM APOIO UNANIME QUE NÃO EVITOU REPAROS E CRÍTICAS

UM APOIO UNANIME QUE NÃO EVITOU REPAROS E CRÍTICAS F oi aprovado por unanimidade, na Câmara

F oi aprovado por unanimidade, na Câmara Municipal, o Plano de Ação para a Revitalização do

Centro Histórico de Viseu (CHV). A

proposta da maioria, divulgada na última edição do Jornal do Centro recolhe as sugestões da sociedade civil e traça seis objetivos para con- cretizar em 10 anos: “Reabilitação do Edificado; Melhoria das Condições de Mobilidade e do Estacionamento; Valorização dos Espaços e Infraes- truturas Públicas; Fixação de Ser- viços e Criação de Âncoras Funcio- nais; Salvaguarda, Conhecimento,

e Serviço Educativo; Promoção do

Centro Histórico”. Para o presidente Almeida Henriques, o plano “é

um instrumento moderno, ágil e objetivo, onde a generalidade dos

viseenses se vão rever”. O que é hoje

o centro histórico e o que pode ser

no futuro “depende mais de nós, dos viseenses, comerciantes, empresas, do que de qualquer estudo feito num gabinete ou numa universidade”, realçou durante a apresentação pública do documento.

ELOGIOS E REPAROS DA OPOSIÇÃO Embora o plano tenha merecido elogios, os vereadores da oposição não deixaram de fazer reparos. Para os socialistas, as medidas enunciadas devem ser acompanhadas por “um cronograma de execução” para que seja um “verdadeiro Plano de Ação”.

Alertaram para a “necessidade de

uma análise séria sobre as vantagens

e as desvantagens” da classi cação do

CHV como Património da Humani- dade com que concordam. Lamentam não ser “apresentada uma política explícita para a regeneração da habi- tabilidade. Insistindo-se unicamente na recuperação de fachadas”. Conside- ram que o plano devia conter “formas concretas de valorização e potenciação do património popular-tradicional”. Apontam como exemplo a latoaria e as típicas tabernas, existentes no CHV, “como potencial enriquecedor da atratividade turística”.

MAIS APOIO PARA O COMÉRCIO Para o vereador do CDS, o plano ca “aquém no apoio aos comerciantes”. “Queremos que a autarquia seja um parceiro para que Viseu se mante- nha uma cidade de comércio”, refe- re Hélder Amaral. A maior crítica vai para o facto da autarquia “se querer substituir ao mercado” ao

lançar o concurso para a instalação

e exploração de um Hostel no Cen-

tro Histórico. O vereador centrista

lamenta que a maioria social-demo- crata “nada tenha aprendido com os

maus exemplos das PPP – Parcerias Público Privadas existentes no país, estando a deixar encargos para as gerações futuras”. “Esperamos que

o concurso não seja um fato feito à medida de alguém”, rematou.

não seja um fato feito à medida de alguém”, rematou. VISEU PS COM CONSELHO CONSULTIVO Um

VISEU

PS COM CONSELHO CONSULTIVO

Um Conselho Consultivo, para ouvir os simpatizantes e recolher contributos de não militantes, foi a novidade anun- ciada, após o congresso distrital, pelo novo presidente da Federação Distrital do PS Viseu. António Borges convidou para liderar o Conselho Consultivo o antigo presidente socialista da Câmara de Vila Nova de Paiva, Diogo Pires. Justi cou a escolha com a necessidade de “ trazer para o partido os melhores quadros, quem têm provas dadas na política e reconhecimento técnico no trabalho que desenvolvem”.

DISCURSO POLÉMICO

No discurso com que abriu o congres- so distrital António Borges deixou claro que “só terá assento nos órgãos

federativos quem tiver representativi- dade nas bases e nos militantes do PS”

e que com ele não haverá “arranjinhos

que procurem substituir a legitimida-

de dos órgãos eleitos”. “Ninguém acre- dita nos novos amanhãs com as velhas

e gastas soluções e protagonistas do

ontem”, rematou. As palavras do novo líder distrital socialista já foram criticadas por José Junqueiro. O deputado escreveu no seu blog, Gota de Água, que António Borges, não fez um discurso uni cador e que “ninguém se promove apoucando o trabalho dos outros, sobretudo quando dele resultou prestígio e orgulho para todo o PS”.

 

Inscritos

Net

Papel

Total

 

Armamar

9

6

15

 

C.

do Sal

98

12

110

Castro Daire

60

130

190

 

Cinfães

106

48

154

 

Lamego

187

343

530

Mangualde

130

715

845

M. da Beira

39

55

94

 

Mortágua

69

32

101

 

Nelas

46

36

82

Ol. de Frades

42

54

96

P.

do Castelo

30

25

55

 

Penedono

17

2

19

 

Resende

38

530

568

S.

Comba Dão

77

22

99

 

S. J. da Pesqueira

52

15

67

 

S.

P. Sul

109

238

238

 

Sátão

71

212

283

Sernancelhe

17

50

67

 

Tabuaço

37

20

57

 

Tarouca

18

32

50

 

Tondela

83

42

125

V.

N. de Paiva

46

11

57

 

Viseu

671

897

1568

 

Vouzela

38

80

118

 

5588

As eleições para as Primárias do PS são este m de semana. Com a atualização, o número final de inscritos (online e papel) é de 5.588 (antes era de 4995). Mangualde, Resende, S. Pedro do Sul e Viseu foram os concelhos com maiores variações nas inscrições em papel.

4995). Mangualde, Resende, S. Pedro do Sul e Viseu foram os concelhos com maiores variações nas

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12

12 VISEU REGIÃO AVENIDA VAI SER HOTEL DE CHARME UM DOS MAIS ANTIGOS HOTEIS DE VISEU

VISEU

REGIÃO

AVENIDA VAI SER HOTEL DE CHARME

UM DOS MAIS ANTIGOS HOTEIS DE VISEU FOI ADQUIRIDO POR UM EMPRESÁRIO DA REGIÃO E PODE, EM BREVE, PASSAR A HOTEL DE CHARME, PROCURANDO UM NOVO NÍVEL DE CLIENTES

26 SET

DE CHARME, PROCURANDO UM NOVO NÍVEL DE CLIENTES 26 SET Proprietário quer transformar o Hotel em

Proprietário quer transformar o Hotel em unidade de charme

Proprietário quer transformar o Hotel em unidade de charme Humberto Delgado em Viseu em 1958 junto

Humberto Delgado em Viseu em 1958 junto ao Hotel Avenida

C orria o ano de 1958 quando veio

a Viseu o “General Sem Medo”.

Humberto Delgado disputava a

presidência da República com Améri-

co Tomás mas não era apoiado pelo

regime. Ainda assim, candidatou-se

e percorreu o país em campanha para

as eleições presidenciais. Foi de uma das varandas centrais do Hotel Avenida, um dos mais antigos estabelecimentos hoteleiros da cidade, que o General se dirigiu

à população numerosa a 23 de maio

de 1958. A data viria a ser comemo- rada 50 anos depois no local, com

a apresentação de um livro sobre

Humberto Delgado. Esta é uma das mais fortes marcas do Hotel Avenida. Situado no cen- tro de Viseu, perdem-se as origens da unidade hoteleira mais emble- mática da cidade. Em 1962 passa a propriedade da Sociedade Abrantes

da Mota Veiga. Há cerca de 10 anos,

a família Mota Veiga vendeu parte

da sociedade que detinha a uma fa- mília com raízes em Viseu mas que

vivia na Suíça e daquele país passou

a gerir o Hotel Avenida.

SERVIÇO CLÁSSICO Outras unidades hoteleiras da cida- de foram surgindo e tornaram-se a escolha preferida para o alojamento de guras nacionais e de um turis- mo específico da região. O Hotel Avenida não perdeu clientes nem uma clientela habitual, acostumada

a um serviço hoteleiro clássico e

bem situado na urbe viseense. Com a gestão do Hotel a partir de outro país, os resultados negativos sucederam-se, embora as portas tivessem continuado abertas. O empresário Jorge Loureiro, antigo proprietário do hotel das Termas

Jorge Loureiro, antigo proprietário do hotel das Termas Jorge Loureiro, o novo proprietário do Hotel Avenida

Jorge Loureiro, o novo proprietário do Hotel Avenida

do Carvalhal, em Castro Daire,

comprou ainda este ano a parte das duas famílias que ainda detinham

a sociedade do Hotel Avenida e,

com passos curtos, está decidido a fazer com que a unidade “interaja mais com a cidade, o que não vinha acontecendo até agora”. “Temos todas as condições e carac- terísticas para fazer um hotel único em Viseu”, diz Jorge Loureiro, o novo proprietário do Hotel Avenida, que deseja no futuro um hotel “com alma, com inspiração em vários hotéis de Lisboa, que pode ser consi- derado ‘vintage’ ou de charme”.

RENEGOCIAR RENDA PARA HOTEL DE CHARME

A grande aposta de Jorge Loureiro

vai ser, em breve, a candidatura do Hotel Avenida a um projeto do QREN, englobado no centro

histórico da cidade. Para já, a atividade do Avenida tem crescido. Até ao mês de Setembro, o Hotel foi frequentado por quase mil pessoas, das quais 53 por cento de portugue- ses e o restante de estrangeiros. A unidade hoteleira está inscrita atualmente nos mais diversos sítios da internet de hotelaria e não deixa diariamente de ter visitantes. Só que, para já, Jorge Loureiro tem que resolver um problema que recentemente surgiu. Trata-se da actualização da renda do hotel. O edifício pertence a um proprietário da cidade que pretende uma actua- lização de cinco vezes mais a actual renda. A renegociação da renda poderá ser uma solução para Jorge Loureiro, que pretende fazer um in- vestimento de cerca de um milhão de euros para transformar o Hotel Avenida numa unidade de charme.

pretende fazer um in- vestimento de cerca de um milhão de euros para transformar o Hotel

REGIÃO

REGIÃO Rui Coutinho e António Pinto com alguns troncos inoculados com cogumelos shiitake VISEU ESCOLA SUPERIOR

Rui Coutinho e António Pinto com alguns troncos inoculados com cogumelos shiitake

Pinto com alguns troncos inoculados com cogumelos shiitake VISEU ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA AJUDA NA PRODUÇÃO DE

VISEU

ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA

AJUDA NA PRODUÇÃO

DE COGUMELOS

A

ESCOLA SUPERIOR AGRÁRIA TERMINOU A INVESTIGAÇÃO

E

ESTÁ PRONTA A FORNECER COGUMELOS SHIITAKE E

PLEUROTUS PARA CULTURA NA REGIÃO

D ois professores e investigado- res da Escola Superior Agrá- ria de Viseu (ESAV) realizam

há cerca de três anos investigações

e experiências para a produção de

cogumelos em estufa. Rui Coutinho (engenheiro Agro-alimentar) e An- tónio Pinto (engenheiro Agrónomo)

investigaram toda a leira e procedi- mentos tecnológicos que visam obter

o equivalente a sementes a partir

de cogumelos frescos para serem explorados por agricultores que se dediquem a esta cultura.

As espécies utilizadas foram a Lenti- nula Edodes (Shiitake) e a Pleurotus Ostreatus (conhecido apenas como Pleurotus ou cogumelo ostra).

A partir de processos morosos e exa-

tos, os dois professores conseguiram criar um micélio (organismo de base dos fungos das variedades referidas) que é inoculado em cereais (grão) serrim ou cavilhas de madeira (o mais apropriado) para a cultura dos cogumelos em troncos de árvore secos de espécies variadas.

A espécie shiitake foi a escolhida para

as primeiras inoculações em troncos de árvore colocados numa estufa

improvisada e na qual se criaram condições de humidade e tempera-

tura favoráveis à eclosão/fruti cação de cogumelos. A experiência resultou

e durante estes dias estão a surgir cogumelos que serão servidos aos participantes do próximo Encontro Micológico da ESAV.

A principal ideia dos investigadores

foi a de dotar a Escola de um centro de apoio à comunidade e para apoiar a agricultura local (aos agricultores que queiram começar a produzir cogumelos em troncos).

IDEIAS PRECISAM-SE Uma experiência surgiu já na dele- gação da Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão De ciente Mental de Viseu, onde foi criada uma

pequena estufa experimental que este ano já provou ser possível a cultura de cogumelos shiitake. Até agora, as cavilhas ou outra forma de cultura de cogumelos, tinha que ser adquirida a empresas privadas ou encomendada através de sítios da in- ternet. O preço da encomenda através destes meios é bastante alto ainda. Só que a ESAV não pode entrar neste mercado privado, estando prevista a criação do referido centro de apoio que poderá estar ligado a associações

de produtores que possam vir a surgir.

Para Rui Coutinho e António Pinto, o mais importante é que a investigação

se iniciou em Viseu. “Temos capaci-

dade de produção, dominamos as téc- nicas e, no futuro, poderemos renta- bilizar a produção destes cogumelos. Sabemos também que o domínio que temos permite a aplicação em micro, média ou macro escala deste tipo de cultura”, diz António Pinto. Ideiasprecisam-se.Ainvestigaçãoestáfeita eprontaparaaplicaçãoparaacomunidade.

eprontaparaaplicaçãoparaacomunidade. VISEU ESTUDO REVELA SATISFAÇÃO COM ATIVIDADE TERMAL A

VISEU

ESTUDO REVELA SATISFAÇÃO COM ATIVIDADE TERMAL

A maioria dos utentes do Centro

Termal de S. Pedro do Sul está satisfeita com a oferta de serviços termais de saúde e bem estar na- quela que é considerada a maior estrutura termal da península Ibérica. A conclusão essencial é feita por Filipe Marques Lourenço numa tese de mestrado de Estudo de Mercado (Marketing Resear- ch) que elaborou em 2012 para a licenciatura de Turismo, Saúde e Bem Estar na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Viseu.

O jovem estudante foi orien-

tado por Joaquim Antunes (responsável pela área de estu- dos) e co-orientado por Vítor Martinho. A escolha do Centro

Termal de S. Pedro do Sul de- ve-se ao facto de ser o maior do país, com cerca de um quarto da frequência de termalistas portugueses, e um dos maiores da península Ibérica. Filipe Lourenço começa por con- cluir que o termalismo assume grande importância no combate

a assimetrias regionais, ajudando

a criar valor em domínios como o

alojamento, animação, hotelaria, transportes, turismo histórico ou turismo no espaço rural.

BEM ESTAR EM CRESCIMENTO

A modernização dos balneários,

com equipamentos so sticados,

e a oferta de serviços de qualida- de são também caraterísticas do centro termal sampedrense. Foram entrevistados 72 uti- lizadores das termas, 54 por cento mulheres e 45 por cento de homens. Destes números, 34 por cento tinham entre 65 e 74 anos,

o que revela que a população que

frequenta as termas é relativa- mente envelhecida.

O estudo revela que a animação

é um dos pontos que merece

atenção, devendo ser ma is frequente durante o período termal. O grau de satisfação é grande com os serviços pres- tados, quer em saúde, quer em bem estar. Este último domínio começa a caracterizar a maioria dos centros termais já que, há algumas décadas, as termas eram apenas procuradas para tratamentos de saúde.

OPINIÃO JOÃO INÊS VAZ Arqueólogo e Historiador DESRESPONBILIZAÇÃO VERSUS RESPONSABILIZAÇÃO O que se passa
OPINIÃO
JOÃO INÊS VAZ
Arqueólogo e Historiador
DESRESPONBILIZAÇÃO
VERSUS
RESPONSABILIZAÇÃO
O que se passa hoje em Portugal é a
desresponsabilização total e absoluta
de quem tem o poder de nos governar.
Fala-se do caso BES, cuja solução foi
anunciada com pompa e circunstân-
cia como milagrosa, mas que caminha
para o desastre total com dimensões
que ainda não se imaginam, com uma
segunda administração no espaço de
mês e meio no “banco bom”, porque
do “mau” ninguém ouve falar. O Ban-
co de Portugal mostrou incompetên-
cia ao não verificar que as contas do
BES estavam falsi cadas e camu adas
ou, mais grave, deu conta e chutou
para o lado? Autorizou, pouco tempo
antes da falência, um aumento de ca-
pital, avalizado também pelo governo
mas, sobretudo, pelo Presidente da
República. E quantas pessoas foram
atrás das suas palavras para investir
o seu dinheiro e, passado pouco
tempo, verem tudo perdido
Agora,
assistimos ao governo a alijar a água
do capote e querer que o Banco de
Portugal assuma o ónus, este dizer
que exerceu a sua função e o inquilino
de Belém a esclarecer que não disse
aquilo que disse.
Outro caso de desresponsabilização
total é o que se passa na Justiça. A nal
a ministra foi ou não foi alertada para
os problemas da plataforma Citius, que
não estava adaptada à reforma judicial?
A ministra, teimosamente, avançou
com a reforma e o resultado está à vista,
com a paralisação quase total desde há
quase um mês. Toda a gente sabe como
a justiça já funcionava mal, agora, não
funciona nem se sabe quando poderá
voltar a estar operacional: quem assu-
me responsabilidade?
O
contrário destas situações aparece
na
nossa região. O “Jornal do Centro”
noticiava que a Câmara de Vila Nova
de Paiva anulou a construção do novo
centro escolar, apesar do projecto
feito e do nanciamento assegurado,
porque iria ser uma obra faraónica,
que caria deserta porque a população
escolar do concelho não chegaria para
o ocupar. Ao invés, prefere apostar
forte na recuperação de espaços esco-
lares actuais da vila. Este caso deveria
ser publicitado a nível nacional como
exemplo de uma câmara que exerce o
poder de forma responsável e ao servi-
ço do povo. Tiro o meu chapéu ao Dr.
José Morgado e oxalá o seu exemplo
prolifere e o poder autárquico saiba
assumir a sua responsabilidade, já que
dos Palácios de Belém e S. Bento nada
de bom se pode esperar.
saiba assumir a sua responsabilidade, já que dos Palácios de Belém e S. Bento nada de

13

26 SET

14

SÃO PEDRO DO SUL14 Texto Sónia Pereira REGIÃO PARQUE URBANO VAI SER ALARGADO E TER ZONA DE BARES EXECUTIVO

Texto Sónia Pereira

REGIÃO

PARQUE URBANO VAI SER

ALARGADO E TER ZONA DE BARES

EXECUTIVO ACUSADO DE QUERER LOUROS INDEVIDOS

ZONA DE BARES EXECUTIVO ACUSADO DE QUERER LOUROS INDEVIDOS “Orgulhamo-nos do investimento que zemos nos dois

“Orgulhamo-nos do investimento que zemos nos dois equipamentos escolares”

26 SET

A CÂMARA MUNICIPAL VAI COMPRAR SETE HECTARES DE TERRENO JUNTO AO LENTEIRO DO RIO PARA AUMENTAR OS ESPAÇOS VERDES, CRIAR UMA ZONA DESTINADA A BARES, INSTALAR A NOVA ESTAÇÃO DE CAMIONAGEM E UM ESTACIONAMENTO QUE QUINZENALMENTE DARÁ LUGAR À FEIRA

E UM ESTACIONAMENTO QUE QUINZENALMENTE DARÁ LUGAR À FEIRA O Município de S. Pedro do Sul

O Município de S. Pedro do Sul prepa-

ra-se para avançar com negociações

com os proprietários dos terrenos

contíguos ao Lenteiro do Rio. Com acordo ou

recorrendo à expropriação, a Câmara Munici-

pal está decidida a adquirir cerca de sete hecta- res. Com o negócio, o executivo liderado pelo socialista Vítor Figueiredo pretende matar vários coelhos de uma só cajadada. Para além de alargar o espaço verde do local situado à en- trada da cidade, vão ser criadas condições para que nasça uma zona de bares. “Vai de encontro

às pretensões dos nossos jovens. Longe das ha-

bitações poder criar uma zona de bares onde possam estar perto do jardim e do rio e fazer barulho à vontade sem prejudicar quem quer descansar”, justi ca o presidente da autarquia, Vítor Figueiredo. O projeto prevê ainda a criação de lugares de estacionamento, que vão dar lugar às feiras, de quinze em quinze dias. “Temos que retirar a feira do sítio onde está, há queixas de toda a gente, por causa da lama no

inverno e do pó no verão. Não tem condições onde está. Temos que trazer a feira para mais perto do centro da cidade, para beneficiar clientes e comércio local”, sustenta. A aqui- sição do terreno vai permitir solucionar um outro problema do concelho. “Pretendemos construir uma central de camionagem, porque aquilo que antes anunciaram era um coberto para três camionetas, com um contentor que fazia de secretaria”, a rmou.

OPOSIÇÃO ELOGIA PROJETO

O anúncio do alargamento do Lenteiro do Rio

foi bem acolhido pela oposição social-demo- crata. Adriano Azevedo considerou que este é

o espaço que S. Pedro do Sul precisa. “É alargar

horizontes relativamente ao rio Vouga. É uma boa decisão. Corresponde a uma necessidade do concelho”, referiu na última reunião públi- ca do executivo camarário, onde a aquisição dos terrenos foi aprovada por unanimidade.

PROVIDÊNCIA CAUTELAR “PARA INGLÊS VER”?a aquisição dos terrenos foi aprovada por unanimidade. A decisão de retirar a providência cautelar in-

A decisão de retirar a providência cautelar in-

terposta para impedir o fecho de escolas não deixa margens para dúvidas à oposição PSD. Adriano Azevedo considera que a Câmara só recorreu à justiça “para inglês ver”. “Para espanto meu, a autarquia resolveu retirar essa providência cautelar unilateralmente, sem ouvir os pais. Acho que a decisão não foi mais do que um número para a comunicação social, eventualmente um número populista”,

considerou na última reunião pública.

O presidente da Câmara, Vítor Figueiredo,

justificou que a decisão pretendeu proteger os interesses dos alunos, já que o desfecho só seria conhecido a meio do ano letivo. “Poderia obrigar por alguns meses as crianças

a voltarem às escolas de origem, com todos

os custos associados, dado que teriam que ter novos professores, colegas e auxiliares”, sustentou. – SP

A oposição na Câmara de S. Pedro do Sul acusa a

maioria socialista de tentar apoderar-se de louros que não lhe pertencem. “Orgulhamo-nos do investimento que zemos nos dois equipamentos escolares (Centro

Escolar e Pólo Pedagógico de Carvalhais). Fomos nós e não foram vocês, como querem passar a ideia”, referiu

o vereador da maioria PSD do anterior executivo e

atual vereador da oposição, Rogério Duarte, na última reunião pública. O social-democrata apelou a que não

se instrumentalize a educação para logo depois mandar

outra bicada no presidente. “Foi para o Centro Escolar

às 8h30 mostrar-se aos pais, mostrar aquela obra, uma

grande obra feita pelo Sr. Vítor Figueiredo, que até tem

lá placa inaugurativa”, referiu. Rogério Duarte avisou

ainda que “a estratégia do executivo” começa a dar sinais de desgaste. “Esta coisa de tentar ludibriar, tentar

enganar as pessoas, elas vão dando conta, são pessoas

inteligentes, por isso é que votaram em si e já estão a dar conta que o sr. defraudou as expetativas”. Na resposta, o presidente da Câmara foi curto. “Não comento politiquices. Estou aqui para trabalhar para

o futuro e não em suposições ou diz que disse”, atirou

Vítor Figueiredo, que notou que anda a ser “guardado” pela oposição. “Está a usar de má fé”, rematou. Na mesma linha do autarca, o vice-presidente, Pedro Mouro, não deixou baratas as críticas de Rogério Duarte. “Já tinha denotado há muito tempo que o sr. ainda não conseguiu enraizar a derrota de há um ano. Anda muito

apertado desde as eleições e precisa de se aliviar. Já teve

o seu momento terapêutico”, ironizou, referindo-se à

longa intervenção do vereador do PSD, que pretendeu pôr “os pontos nos i” relativamente a assuntos que foram abordados na última Assembleia Municipal e onde não lhe foi dada oportunidade para ripostar.

OPOSIÇÃO QUER CENTRO ESCOLAR INAUGURADO OUTRA VEZ

A oposição não vê qualquer inconveniente, antes de

mais porque considera que este executivo até já tem

experiência nesta matéria. Para além disso, Adriano Azevedo sustenta que o Centro Escolar merece uma cerimónia digna de ser chamada de inauguração, já que

o que aconteceu não passou de “uma abertura ou visita

guiada”. O momento, entende, merecia presenças de peso. “Uma vez que o centro social de Vila Maior tam-

bém foi inaugurado duas ou três vezes e que os produtos

de dermocosmética foram lançados pela segunda vez,

achava conveniente que o centro escolar tivesse uma

segunda inauguração em que fizéssemos toda a força para o Ministro estar presente”. Da intervenção, o presidente concordou apenas com

os lamentos, no que se refere à ausência do ministro. “Lamento que não pudesse estar no mesmo dia em que

esteve no distrito e terá andado em ações de campanha

na Feira Franca de Viseu”, apontou.

Quanto aos produtos de dermocosmética a discussão

é antiga e Vítor Figueiredo mantém que o que havia

há um ano eram protótipos. Só agora é que o produto existe de modo a poder ser comercializado. Sobre inaugurações repetidas sublinhou que desconhece que

o Centro Social tenha sido disso exemplo. “Uma vez foi

benzido e na outra foi inaugurado pelo Presidente da República que há muitos anos não vinha a S. Pedro do Sul”, recordou. – SP

outra foi inaugurado pelo Presidente da República que há muitos anos não vinha a S. Pedro

REGIÃO

15

REGIÃO 15 CARREGAL DO SAL Texto Clemente António Pereira CENTRO EDUCATIVO NUN’ÁLVARES JÁ TEM NOVA COZINHA
REGIÃO 15 CARREGAL DO SAL Texto Clemente António Pereira CENTRO EDUCATIVO NUN’ÁLVARES JÁ TEM NOVA COZINHA

CARREGAL DO SAL

Texto Clemente António Pereira

CENTRO EDUCATIVO NUN’ÁLVARES

JÁ TEM NOVA COZINHA A FUNCIONAR

O ARRANQUE DO NOVO ANO LECTIVO OBRIGOU O CENTRO EDUCATIVO NUN’ÁLVARES A CONSTRUIR UMA NOVA COZINHA DE MAIOR DIMENSÃO E COM CAPACIDADE PARA CONFECIONAR UM MAIOR NÚMERO DE REFEIÇÕES, DE ACORDO COM AS NOVAS REGRAS DE SEGURANÇA ALIMENTAR PARA UNIDADES DE RESTAURAÇÃO

C om o arranque do novo

ano letivo, no passado dia

15 de Setembro, o Centro

Educativo Nun’Álvares de Carregal do Sal abriu com uma nova valência em funcionamento – a cozinha. “Uma necessidade prioritária e de

grande importância para este esta- belecimento de ensino, destinada

a melhorar a sua capacidade de

resposta, quantitativa e qualitati- va no fornecimento de refeições

escolares”, admitiu a autarquia de Carregal do Sal.

A nova cozinha do recém-requali-

cado refeitório do antigo Colégio Nun’Álvares tem capacidade para servir 360 refeições diárias aos alunos que frequentam o estabele- cimento de ensino e recorrem a esta valência agora modernizada. A Câmara Municipal de Carregal

do Sal assumiu todo o processo re- lacionado com as obras de constru- ção da nova cozinha e remodelação do refeitório escolar. A autarquia de Carregal do Sal de- sencadeou todos os procedimentos possíveis para que, no arranque de mais um ano letivo, os alunos do Centro Educativo tivessem ao dispor um espaço digno “onde são confecionadas as cerca de 360 refeições a servir diariamente às crianças que frequentam aquele estabelecimento de ensino”, subli- nhou uma fonte municipal. Os trabalhos de remodelação do espaço foram realizados por admi- nistração direta mas houve neces- sidade de adquir os equipamentos - forno, bancas, armários metálicos, arcas, despensa, fogões, utensílios de cozinha - num investimento que

rondou os 60 mil euros. Durante a estreia do novo espaço, com a chegada de pais e crianças, a azáfama era já uma constante no refeitório/cozinha, devidamente equipados. Com tudo no seu devido lugar e já em pleno funcionamento para servir a 1.ª refeição deste ano confecionada na cozinha do próprio estabelecimento, foi possível apre- ciar os primeiros alimentos ali cozi- nhados. A ementa era apetecível e à mesa todos puderam saborear uma deliciosa sopa juliana; hambúrguer de vaca e porco estufado em molho de tomate, esparguete e salada de alface com cenoura ralada – sob a responsabilidade d0a EUREST (So- ciedade Europeia de Restaurantes, Lda), vencedora do concurso de fornecimento de refeições para o ano letivo 2014/2015.

Centro de Estética e de Reabilitação Dento-facial ORTODONTIA Lingual e invisível Com o avanço da

Centro de Estética e de Reabilitação Dento-facial

Centro de Estética e de Reabilitação Dento-facial ORTODONTIA Lingual e invisível Com o avanço da tecnologia,
Centro de Estética e de Reabilitação Dento-facial ORTODONTIA Lingual e invisível Com o avanço da tecnologia,
ORTODONTIA
ORTODONTIA

Lingual e invisível

Com o avanço da tecnologia, hoje em dia é possível fazer-se um tratamento ortodôntico sem que ninguém se aperceba, surgindo assim a ortodontia lingual ou a ortodontia pelo Invisalign.

Na primeira técnica, os brackts são colados por lingual ou palatino dos dentes, de maneira individual para cada paciente.

dos dentes, de maneira individual para cada paciente. A segunda técnica, consiste numa série de alinhadores

A segunda técnica, consiste numa série de

alinhadores transparentes removíveis, que

se vão trocando cada duas semanas.

removíveis, que se vão trocando cada duas semanas. Estes alinhadores são construídos individualmente com

Estes alinhadores são construídos individualmente com grande precisão para realizar os movimentos que o Ortodontista programou.

Assim,

e

de

forma

quase

invisível,

conseguimos

alcançar

os

nossos

objectivos.

 
Alba M. Gonçalves Médica Dentista Ortodontia e Odontopediatria Centro Visages
Alba M. Gonçalves
Médica Dentista
Ortodontia e
Odontopediatria
Centro Visages

R. dos Casimiros, nº 2 | 3510 - 061 Viseu Tel.+351 232 422 656 | www.visages.com.pt

e Odontopediatria Centro Visages R. dos Casimiros, nº 2 | 3510 - 061 Viseu Tel.+351 232
Centro Visages R. dos Casimiros, nº 2 | 3510 - 061 Viseu Tel.+351 232 422 656

26 SET

16

REGIÃO

16 REGIÃO TONDELA LABESFAL GENÉRICOS AVANÇA COM CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E APOSTA NO CAMPO DA NUTRIÇÃO

TONDELA16 REGIÃO LABESFAL GENÉRICOS AVANÇA COM CENTRO DE INVESTIGAÇÃO E APOSTA NO CAMPO DA NUTRIÇÃO EMPRESA

LABESFAL GENÉRICOS AVANÇA COM CENTRO DE

INVESTIGAÇÃO E APOSTA NO CAMPO DA NUTRIÇÃO

EMPRESA DA FAMÍLIA ALMIRO ESTUDA LOCALIZAÇÃO PARA NOVA UNIDADE DE INOVAÇÃO

26 SET

A Labesfal Genéricos está a preparar-se para criar um centro de inovação e investi-

gação em Portugal. Neste momento estão a ser feitos estudos no sentido começar a dar forma a este objetivo para 2015. A localização também está a ser pensada. O futuro centro de investigação pode levar ainda, numa segunda fase, à criação de uma unidade complementar de produção de genéricos.

A empresa, segundo os seus respon-

sáveis, está a apostar em alargar o

seu portefólio através da compra e investigação de novas moléculas, em aumentar os seus recursos humanos e infraestruturas de qualidade e em promover a sua internacionalização.

O médio-oriente tem sido um dos

destinos da Labesfal Genéricos, que

já está presente no Iraque. Os re-

centes con itos estão, no entanto, a

adiar a sua entrada em outros países, como por exemplo a Líbia.

A empresa conta atualmente com

cerca de 300 referências de medica- mentos, mas os responsáveis pelo negócio querem estar em toda a cadeia do medicamento e posicio- nar-se de novo no top dos genéricos.

AGIR PARA NUTRIR Depois de, em 2005, a Labesfal Genéricos ter integrado a Fresenius Kabi, juntamente com o Grupo Labesfal, a empresa apresenta-se agora no mercado com um novo posicionamento, fruto da sua aquisição conjunta por parte da

família Almiro Coimbra e da empresa Virtuoso. A empresa reor- ganizou-se e no seu horizonte está

a consolidação no top de empresas

genéricas no mercado nacional e

internacional. A aquisição que deu

a empresa de novo à família Almiro

decorreu em 2013, altura em que foram feitos diversos investimentos. Agora, para 2014, a empresa perspe- tiva a continuidade do projeto com incidência na área da internaciona-

lização e com o lançamento de 20 novos produtos. Já este mês arrancou o projeto “Agir para Nutrir”, outra das áreas que a empresa está a desenvolver. Esta é uma ação que tem como objetivo identi car precocemente a população portuguesa em risco de

desnutrição. A iniciativa, que teve início em Lisboa, será mais tarde alargada às cerca de 120 farmácias aderentes de norte a sul do país. “É fundamental dotar os pro ssio- nais de saúde de conhecimentos sobre a identificação do risco nutricional, especialmente a nível comunitário. Neste plano, a La- besfal Genéricos considera que a farmácia é um local estratégico para identificar, encaminhar o utente ou realizar um primeiro aconselhamento nutricional. O Agir para Nutrir vai identificar e tratar as pessoas atempadamente, procurando evitar entradas no hospital em estados de desnutrição, muitas vezes severos”, refere uma nota da Labesfal Genéricos.

PENEDONOvezes severos”, refere uma nota da Labesfal Genéricos. TÉCNICO “AÉREO”ATRASA PAGAMENTOS “Um técnico que

TÉCNICO

“AÉREO”ATRASA

PAGAMENTOS

“Um técnico que fez tudo de modo errado, aéreo e comprometedor” é a explicação dada por Carlos Esteves, presidente da Câmara Municipal

de Penedono, para justi car o atra-

mentos”, como con rmou o autarca.

ter que explicar que a culpa foi de

Segundo Carlos Esteves “o trabalho

so

nos pagamentos aos agricultores.

As queixas começaram a fazer-se

está definitivamente acabado” e

Este apoio à agricultura faz parte de um programa municipal “Pene- dono Rural” que tem como objetivo contrariar o abandono de terras

ouvir e Carlos Esteves acabou por

um técnico que rececionava, com- pilava e organizava os processos

que, durante o mês de outubro, a autarquia espera poder “honrar os compromissos para com todos os produtores que se candidataram”.

com potencial agrícola, incentivan-

de

elaboração para serem depois

Entretanto estão já abertas novas

do os munícipes a verem-nas como

entregues à Câmara Municipal.

candidaturas para o programa

uma forma de melhorarem a sua

O

autarca fez saber ainda que

“Penedono Rural” e devem ser

qualidade de vida.

as

primeiras deliberações para

efetuadas entre 1 de outubro e 31

O

programa avançou em 2013 mas,

pagamentos já datam de dezembro

de dezembro – cando a promessa

desde que os primeiros produtores apresentaram a sua candidatura, “não se veri caram quaisquer paga-

do ano passado mas, entretanto, “já ocorreram revogações e novas deliberações”.

de que “os pagamentos serão todos concluídos durante o primeiro semestre de 2015”. – MC

deliberações”. de que “os pagamentos serão todos concluídos durante o primeiro semestre de 2015”. – MC

REGIÃO

17

LAMEGOREGIÃO 17 Texto Micaela Costa PS QUER REDUZIR IMPOSTOS MUNICIPAIS LAMEGO FESTEJA DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO

Texto Micaela Costa

PS QUER REDUZIR IMPOSTOS MUNICIPAIS

LAMEGO FESTEJA DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO

IMPOSTOS MUNICIPAIS LAMEGO FESTEJA DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO BAIXAR O IMI, PARA PRÉDIOS URBANOS NÃO AVALIADOS,

BAIXAR O IMI, PARA PRÉDIOS URBANOS NÃO AVALIADOS, DE 0,8 PARA 0,6 POR CENTO OU REDUZIR O IRS DE CINCO PARA TRÊS POR CENTO SÃO ALGUMAS DAS PROPOSTAS DOS VEREADORES DO PARTIDO SOCIALISTA. PRESIDENTE DA CÂMARA DIZ QUE ESTE É UM “NÃO ASSUNTO” E QUE REVELA “TOTAL DESCONHECIMENTO DA REALIDADE”

E QUE REVELA “TOTAL DESCONHECIMENTO DA REALIDADE” PS lançou proposta de redução de impostos na última

PS lançou proposta de redução de impostos na última reunião de câmara

O s vereadores da Partido Socia- lista (PS) da Câmara Municipal de Lamego pedem uma redu-

ção das tarifas e impostos municipais.

A intenção surgiu depois do executi-

vo, liderado por Francisco Lopes, ter apresentado, na última reunião de Câmara, a proposta de manter os va- lores do ano passado, ou seja, o valor máximo, no que diz respeito a taxas de IMI, IRS e derrama, a cobrar no próximo ano. Segundo os representantes do PS, justi ca-se “uma redução das tarifas

e impostos municipais” uma vez

que “a atual conjuntura económica

e social do país não mudou rela-

tivamente ao ano anterior” e, por

isso, as famílias “continuam a passar

di culdades nanceiras”.

A proposta do atual executivo, e no

que respeita ao IMI, propõe, para

os prédios urbanos não avaliados,

a taxa máxima de 0,8 por cento e,

para os prédios avaliados, a taxa de 0,4 por cento. Relativamente ao IRS, propõe a taxa de 5 por cento e 1,5 centro para a derrama.

Já a oposição propõe, relativamente

ao IMI, para prédios urbanos não avaliados, a taxa máxima de 0,6 por centro e, para prédios avaliados, a taxa máxima de 0,3 por centro. Para o IRS, defendem o estabelecimento da taxa

de 3por centro (devolução aos muní- cipes de 2 por centro). No que respeita à derrama sugerem a isenção durante um determinado período temporal,

ou mesmo a isenção completa.

Segundo Francisco Lopes, este é um

“não assunto” e esta proposta “revela

o desconhecimento da realidade,

das contas que há para pagar e dos projetos que estão em andamento”. Para o autarca, “a preocupação é com aqueles que não têm dinheiro.

Dar de comer a quem não tem ou fazer obras em habitações da população mais desfavorecida. A preocupação não é com aqueles que têm três ou mais imóveis”.

não é com aqueles que têm três ou mais imóveis”. A cidade de Lamego vai associar-

A cidade de Lamego vai associar-

-se aos festejos do Dia Mundial do Coração durante a manhã de domingo (dia 28).

O objetivo é alertar a população

para a importância de adotarem um estilo de vida ativo e, desta forma, terem “um melhor co- ração”. A partir das 11h00, os lamecenses podem participar numa caminhada que se inicia na Av. Dr. Alfredo de Sousa.

Para além desta iniciativa decor- rem ainda outras atividades físicas

e desportivas: uma aula de grupo

dinamizada pela escola de dança Artdance e a formação de um grande coração humano que ca- rá registado para a posterioridade.

As iniciativas, dinamizadas pela Câmara Municipal de Lamego

e pela Fundação Portuguesa de

Cardiologia, decorrem entre as 10h00 e as 12h00. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas nas Piscinas Mu- nicipais Cobertas ou no Pavilhão Álvaro Magalhães.

ARMAMARMu- nicipais Cobertas ou no Pavilhão Álvaro Magalhães. ASSOCIAÇÃO REFORÇA APOIO EM ESCOLAS A Associação

ASSOCIAÇÃO REFORÇA APOIO EM ESCOLAS

A Associação Portuguesa para as

Perturbações do Desenvolvimento e Autismo do Douro (APPDA-Douro)

vai reforçar o apoio a crianças com necessidades educativas especiais nas escolas do concelho. Trata-se de uma Associação que se constituiu sem ns lucrativos (Instituição Par- ticular de Solidariedade Social) em Dezembro de 2013.

A associação necessita, por isso, de

apoios que permitam aos técnicos o

acesso aos domicílios ou escolas (gasto

de combustível em viatura própria) e a

aquisição para as sessões terapêuticas dos associados (crianças e jovens com idades entre os três e os 30 anos).

A intervenção da APPDA-Douro

visa as perturbações do espetro do autismo e as morbilidades que pos- sam estar associadas, tais como a hi- peratividade com dé ce de atenção, perturbação de oposição e desafio, ou outras. Compreende também especialização em dificuldades de aprendizagem como disgrafia, disortografia, discalculia, dislexia, entre outras.

A associação disponibiliza neste mo-

mento terapia da fala, terapia ocupa- cional, psicologia clínica, apoio a pais

e serviço social gratuito na sua sede, no Jardim de Infância de Armamar, ou através da deslocação dos técnicos aos ambientes da vida quotidiana.

A APPDA-Douro está também a

desenvolver projectos na área da psico-

motricidade, treino de competências

sociais e outras áreas relacionadas com

as perturbações do desenvolvimento,

com parcerias previstas com outras associações similares da região norte.

as perturbações do desenvolvimento, com parcerias previstas com outras associações similares da região norte. 26 SET

26 SET

18

REGIÃO

SERNANCELHE18 REGIÃO JACOU HOMENAGEOU EX-AUTARCA JOSÉ MÁRIO CARDOSO José Mário Cardoso e na altura o autarca

JACOU HOMENAGEOU EX-AUTARCA JOSÉ MÁRIO CARDOSO

José Mário Cardoso e na altura o autarca francês Jean Castet, falecido há um ano, foram os dois mentores da geminação

O antigo presidente da Câmara de

Sernancelhe, José Mário Cardoso, recebeu a Medalha da Cidade de Jacou, município francês com o qual Sernancelhe está geminado. O homenageado, durante a cerimónia, lembrou o percurso de 15 anos em que os povos de Jacou e Sernancelhe caminham lado a lado e de “tantos momentos bonitos e produtivos

que foram conseguidos”. Agra- deceu a Jacou e também a Carlos Silva Santiago, atual presidente, que acompanhou o evoluir da gemina- ção durante muitos anos nas suas funções de vereador da Cultura. José Mário Cardoso e na altura o autarca francês Jean Castet, falecido há um ano, foram os dois mentores da geminação que tem criado um intercâmbio social, cultural, des- portivo, educacional e até económi-

co para as duas comunidades.

A homenagem ao ex-autarca coin-

cidiu também com a presença de artistas de Sernancelhe na expo- sição intitulada “A Alameda dos Artistas”, no Parque Bocaud, e com a comemoração dos 129 anos do nascimento do escritor Aquilino Ribeiro que foi assinalada com uma conferência, em francês, protagoni- zada por professor Paulo Neto.

em francês, protagoni- zada por professor Paulo Neto. NELAS Texto Micaela Costa LUSO FINSA VAI ALARGAR
NELAS Texto Micaela Costa
NELAS
Texto Micaela Costa

LUSO FINSA VAI ALARGAR

INSTALAÇÕES

INVESTIMENTO DE 1,5 MILHÕES DE EUROS PARA REMODELAR LINHA DE AGLOMERADOS

A empresa Luso Finsa – Indús- tria e Comércio de Madeiras, vai remodelar as instalações,

em Nelas.

O objetivo é alargar o espaço proce-

dendo a obras na linha de Aglome- rados. As intervenções consistem na ampliação e remodelação da linha de aglomerados, nomeadamente através de trabalhos de demolição, movimento de terras, estruturas, drenagens e pavimentações, num investimento total de cerca de 1,5 milhões de euros.

A construtora Lucios – que em 2013

teve um volume de faturação de 54 milhões de euros e cuja reabilitação urbana representa, atualmente 50 por cento da faturação da empresa - foi a

escolhida pela Luso Finsa.

Os trabalhos de remodelação da Li- nha de Aglomerados iniciaram-se no passado mês de agosto e a conclusão

das obras está prevista para janeiro do próximo ano. Recorde-se que, em março deste ano,

a Luso Finsa também já tinha anun-

ciado a criação de 35 novos postos de trabalho através da geração de uma nova linha de produção, num inves- timento que rondou os 35 milhões de euros.

A Luso Finsa foi criada em 1931, em

Espanha, e hoje é já uma referência

a nível mundial no setor dos deri-

vados de madeira. Com um total de 22 fábricas, a empresa fixou-se no concelho de Nelas em 1989, em- pregando atualmente cerca de 170

trabalhadores.

ATLETAS DO CENTRO DE KARATÉ DE NELAS INTEGRAM SELEÇÃO PORTUGUESA DA KPS

DE KARATÉ DE NELAS INTEGRAM SELEÇÃO PORTUGUESA DA KPS Decorre este fim de semana (de 26

Decorre este fim de semana (de 26 a 28) o XVI Campeonato do Mundo de Karaté da FSKA (Fu- nakoshi Shotokan Karate-Do Association).

O Centro de Karaté de Ne-

las-Planycorpo, vai marcar

presença com três atletas acom- panhados do Mestre César Olival, Sensei Sandra Olival e Sensei Pedro Veloso.

A organização da prova está

a cargo da KPS (Karate-Do Portugal Shotokan), à qual se irá juntar uma comitiva de 46

atletas e treinadores do distrito da Guarda e Viseu, da União

de Karaté Shotokan das Beiras

oriundos de Mangualde, Penal-

va do Castelo e Nelas, liderados

pelo Mestre César Olival. Esta prova internacional, con- tará com cerca de 20 delega- ções, oriundas de 13 países, num total de 800 atletas, entre os quais os representa ntes das Beiras, irão defender as cores de Portugal nos diversos escalões e nas diversas provas, desde Kata e Kumité individual e por equipas.

PENALVA DO CASTELOprovas, desde Kata e Kumité individual e por equipas. BIBLIOTECA MUNICIPAL ASSINALA JORNADAS EUROPEIAS DO

BIBLIOTECA MUNICIPAL ASSINALA JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO

Em antecipação às comemorações locais das Jornadas Europeias do Património 2014, este ano subordi-

-se a apresentação de dois livros relacionados com o património da freguesia de Real, que contou com

“Uma viagem galática pela freguesia de Real” e na realização de uma oficina de expressão plástica. Ainda

exposição “Freguesia de Real: entre o Vale e a Serra”. A Câmara Municipal esteve representada pelo autarca

nadas ao tema “Património, sempre

a presença dos respetivos autores,

da parte da manhã, foi promovido

Francisco Carvalho, que sublinhou

uma descoberta”, o município de Pe-

a dinamização de um workshop de

pela referida autora, desta vez para

a

importância das iniciativas que

nalva do Castelo, através da sua Bi-

escrita criativa e a inauguração da

o

público adulto, um workshop de

promovam o estudo, o conhecimen-

blioteca Municipal e em articulação com a Junta de Freguesia de Real,

exposição “Freguesia de Real: entre o Vale e a Serra”.

escrita criativa. Foi apresentado depois o livro

to e a divulgação dos lugares e do património de Penalva do Castelo.

promoveu no dia 20 um conjunto

A

primeira iniciativa do dia, integra-

“Freguesia de Real: História e Pa-

A

exposição “Freguesia de Real: entre

de iniciativas para os diferentes

da

no projeto “Sábados na Biblioteca”

trimónio”, uma monografia coor-

o

Vale e a Serra” vai estar patente,

públicos concelho.

e

dinamizada pela escritora Daniela

denada por Pedro Pina Nóbrega,

na sala polivalente de exposições da

Destas ações, que se prolongaram

Costa, consistiu na apresentação, jun-

presidente da Junta de Freguesia de

Biblioteca Municipal, até ao próximo

ao longo de todo o dia, destacou-

to

do público infantojuvenil, do livro

Real, seguindo-se a inauguração de

dia 20 de outubro.

26 SET

to do público infantojuvenil, do livro Real, seguindo-se a inauguração de dia 20 de outubro. 26

REGIÃO

19

REGIÃO 19 MANGUALDE ESCOLA DE NATAÇÃO REABRE EM OUTUBRO A ESCOLA MUNICIPAL DE NATAÇÃO DE MANGUALDE

MANGUALDE

ESCOLA DE NATAÇÃO REABRE EM OUTUBRO

A ESCOLA MUNICIPAL DE NATAÇÃO DE MANGUALDE REABRE JÁ NO DIA 1 DE OUTUBRO COM ATIVIDADES PARA BEBÉS, CRIANÇAS E JOVENS

A Escola Municipal de Natação

de Mangualde vai reabrir à co-

munidade escolar no próximo

dia 1 de outubro para a nova tempora- da 2014/2015. As aulas vão decorrer no complexo das piscinas municipais até julho de 2015, apenas com a interrup-

ção do período de férias de Natal, entre 24 e 31 de dezembro deste ano.

A oferta de aulas de natação vai ser

diversificada e contempla várias faixas etárias. Começa com a classe

e contempla várias faixas etárias. Começa com a classe TAROUCA SABORES DO VAROSA À PROVA Até

TAROUCA

SABORES DO VAROSA À PROVA

Até domingo (dia 28) a gastronomia típica do Varosa vai estar à prova em Tarouca. Esta é a primeira edição da iniciativa, “Sabores do Varosa”, que está integra- da nas festividades de S.Miguel (que terminam na segunda-feira, dia 29). Os Sabores do Varosa, decorrerem no Centro Cívico da cidade de Ta- rouca e tem como objetivo promover

a gastronomia típica, as coletivida-

des locais e divulgar o que de melhor

se cozinha no concelho de Tarouca. Ao longo de vários dias (a iniciativa começou no passado domingo) os visitantes têm a possibilidade de provar um prato diferente a cada dia

e saborear iguarias como a truta do

varosa e espumante, rojões, feijocas, chanfana, cabidela, cozido à por- tuguesa, grelhado misto e picanha, bazulaque ou marrã. Para hoje, sexta-feira, a iniciativa Sabores do Varosa vai dar a provar

sexta-feira, a iniciativa Sabores do Varosa vai dar a provar de bebés, dos três aos cinco

de bebés, dos três aos cinco anos, continua com as crianças, até aos 14 anos, nas categorias de adaptação ao meio aquático e com os vários níveis de aprendizagem e aperfei- çoamento de natação. Estão também programadas aulas de aprendizagem e aperfeiçoamento para classes de adultos que queiram aderir aos programas disponibilizados nas piscinas da Câmara Municipal. Para além das aulas de natação é

ainda possível frequentar aulas de hidroginástica, hidroginástica sénior, reabilitação e pilates. Durante toda a temporada vão ainda realizar-se os tradicionais fes- tivais levados a cabo todos os anos:

Festival de Natal (14 de dezembro de 2014), Festival dos Peixinhos (29 de março de 2015) e Festival de Verão (28 de junho de 2015). As inscrições para as aulas de na- tação já estão abertas e podem ser

Estão também programadas aulas de aprendizagem e aperfeiçoamento para classes de adultos que queiram aderir

feitas por todos os interessados na secretaria das Piscinas Municipais das 8h30 às 20h00, ou através do telefone 232 619 820 e do email desporto@cmmangualde.pt. A Câmara Municipal de Mangual- de continua a aposta na natação, um dos desportos que movimenta mais adeptos no concelho, para além das atividades desportivas e recreativas ao nível dos vários clubes do concelho.

Para além da gastronomia Tarouca oferece ao longo dos próximos dias muita música e animação com as festas em honra de S.Miguel

o cozido à portuguesa, amanhã

grelhado misto e picanha e a encer- rar a primeira edição, no domingo, bazulaque e marra são os pratos que

fazem parte do cardápio. Para além da gastronomia Tarouca oferece ao longo dos próximos dias muita música e animação com as festas em honra de S.Miguel. Hoje e amanhã (dias 26 e 27), a partir das 22h00, a animação está a cargo dos Grupos “As Band” e “Uskadkasa”. Nas vésperas do S.Miguel, sábado, depois da atuação do Grupo “Ar- kadia”, pelas 22h00, sobe ao palco

a artista Micaela. Pelas 24h00 terá

lugar a partida de fogo de artifício.

Na segunda-feira, dia 29, feriado

municipal, decorre a Feira Anual de S.Miguel, ao longo do dia, com muita música e animação. As festi- vidades encerram com a atuação,do Grupo “Varosa”, pelas 22h00.

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26 SET

20

26 SET

ENTREVISTA

20 26 SET ENTREVISTA SANTA COMBA DÃO Texto António Figueiredo NÃO PODEMOS COMPRAR UM PREGO H
20 26 SET ENTREVISTA SANTA COMBA DÃO Texto António Figueiredo NÃO PODEMOS COMPRAR UM PREGO H

SANTA COMBA DÃO

Texto António Figueiredo

NÃO PODEMOS

COMPRAR UM PREGO

DÃO Texto António Figueiredo NÃO PODEMOS COMPRAR UM PREGO H á quase um ano em funções

H á quase um ano em funções e continua sem di- nheiro para assumir qualquer tipo de compro- misso. Aguarda luz verde do Tribunal de Con-

tas para deitar mão aos programas que o Governo criou para socorrer as autarquias endividadas. Até lá vai ge- rindo as verbas que não tem. Para este mandato, Leonel Gouveia assume como prioridade o reequilíbrio nan- ceiro do município de Santa Comba Dão

Um ano depois de tomar posse está cansado? Desde que tomámos posse não ti- vemos tempos fáceis. Houve mui- tas decisões di ceis que tivemos que tomar mas estamos determinados e com coragem em levar a tarefa por diante e atingir os objetivos traçados antes das eleições.

A situação que encontrou era muito diferente da que estava à espera? Quanto ao valor da dívida, a rondar os 30 milhões de euros, era o esti- mado. Encontrámos alguns cons- trangimentos jurídicos com que não contávamos relacionados com a Dãogest – empresa que resulta de uma PPP (Parceria Público Privada) para a construção dos dois centros escolares e parques de estaciona- mento. Sobre a Combanima – Em- presa Municipal tinha sido declara- da a sua extinção mas não avançou o processo de liquidição que tive- mos nós que iniciar. Mas o proble- ma maior que ainda hoje nos con- diciona todos os dias é o facto de a autarquia não ter fundos disponí- veis que lhe permitam assumir qual- quer tipo de despesa. Uma situação que resulta da elevada dívida de curto prazo existente. Todas as re- ceitas estão comprometidas com o pagamento dessa dívida. Temos cer-

ca de seis milhões de euros negati- vos de verbas disponíveis. Este con- trangimento teria sido ultrapassado se tivesse sido feito um plano de pa- gamento da dívida a curto prazo quando saiu a Lei dos Compromis- sos. Em cada ano só se contabiliza- ria a prestação a pagar. Como não foi feito nenhum plano de pagamen- to toda a dívida tem que ser perma- nentemente contabilizada. Hoje não se pode fazer qualquer despesa sem ter a verba necessária disponível.

Nunca tem dinheiro para comprar um prego! Esse é o problema. Temos andado

a gerir o que não temos. Para que a

atividade do município não cassse bloqueada aprovámos em reunião de Câmara um Plano Estratégico para

a Solução de Despesas Imprescindí-

veis e Inadiáveis para pagar os trans- portes e refeições escolares, despesas

ligadas à proteção cívil, só o essen- cial, embora contrariando a lei por- que não temos fundos disponíveis. Todos os dias somos confrontados com situações que não esperávamos.

A última é de estarmos na iminência

de devolver mais de um milhão de euros de fundos comunitários devi- do a irregularidades, algumas delas graves.

Quais são as irregularidades? Obras em que os autos de medição, e

o que foi pago, não correspondem ao

que foi feito. Isto resulta de uma au- ditoria feita pela CCDRC – Comis- são de Coordenação e Desenvolvi- mento Regional do Centro, que faz

a gestão dos fundos comunitários

através do Programa Mais Centro, que detetou muitas irregularidades. Algumas destas questões foram já

alvo de processos judiciais que estão

a ser tratados nos tribunais.

Mas a autarquia não tem esse dinhei- ro para devolver Estamos a justi car algumas das obras para que a verba a devolver não seja na totalidade. Agora algum vai ter que ser devolvido mas ain- da não sabemos quanto. É mais um problema.

A autarquia está insolvente?

Já foram feitos cortes muito signi -

cativos nas despesas. Reduzimos o consumo de combustí- veis onde estamos a atingir uma redu-

ção ao nível dos 50%. Os vereadores e

o próprio presidente quando é dentro

do concelho deslocam-se muitas ve- zes nas suas viaturas. Ficámos apenas com um automóvel para a presidên- cia que é mais utilizado em desloca- ções para fora do concelho. Também

cortámos nos telemóveis e na despesa com iluminação pública. Desligámos a luz a partir das três da madrugada. Também tem havido uma redução da dívida embora pareça contraditório perante o facto de não se conseguir face às despesas mensais.

Como é que está a ser feita essa redu- ção da dívida? Por a autarquia no passado ter ultra- passado o limite de endividamento

,há 10% das transferências do estado, cerca de 30 mil euros mensais, que são retidos pelo Governo que as ca- naliza diretamente para o pagamen- to das dívidas do município. Por ou- tro lado, a lei também obriga que nos municípios em rotura nanceira as receitas extraordinárias, como o IMI – Imposto Municipal sobre Imóveis, sejam canalizadas para o pagamento de dívidas. Desta maneira já se redu- ziu a dívida em quase 800 mil euros.

Como é que se chega a uma situação destas? Com muita irresponsabilidade. A construção de dois centros escolares através de uma parceria público pri- vada sem recurso a fundos comuni- tarios é um descalabro. Foi um cami- nho que não foi utilizado por mais nenhuma autarquia. E depois esses centros escolares custaram mais do

Foi um cami- nho que não foi utilizado por mais nenhuma autarquia. E depois esses centros

ENTREVISTA

ENTREVISTA Temos cerca de seis milhões de euros negativos Andamos a gerir o que não temos

Temos cerca de seis milhões de euros negativos

Andamos a gerir o que não temos

Temos que devolver mais de um milhão de euros de fundos comunitários

LEONEL GOUVEIA PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE SANTA COMBA DÃO

dobro do que estava previsto. O mu-

nicípio cou obrigado a uma renda mensal de 45 mil euros durante trin-

ta anos.

A parceria público privada da empre- sa Dãogest só dá problemas?

Entre outros problemas o conselho de administração da empresa em que a maioria, 51%, é de privados, não reunia há mais de um ano. Os edifícios dos centros escolares são da entidade bancária que fez o emprés- timo e ninguém fez a manutenção dos equipamentos porque isso não foi salvaguardado nos contratos. A autarquia paga uma renda pela uti- lização dos edifícios. Alguém teria que fazer a manutenção que nor- malmente é da responsabilidade do dono do edifício. Estamos a negociar essa situação. No Centro Escolar Sul

o sistema de climatização avariou e

a reparação está estimada em mais

de 25 mil euros. Na empresa Dãogest 51% do capital social é de empresas privadas e 49% era da empresa mu- nicipal Combanima que encerrou e está em liquidação. Os privados já disseram que não querem car com esses 49% e o município, para já, por uma questão de salvaguarda, para não aumentar a dívida, em mais cin- co milhões de euros, também já dis- se que não.

Esses 49% vão car para quem? Podem ser vendidos em leilão, por exemplo, ou então para salvaguar- dar o interesse municipal, uma vez que é essa empresa a proprietária dos centros escolares, cam para o município.

A situação de dívida do município

vem da PPP? Em 2009 foi feito um empréstimo

de 6,5 milhões de euros, dentro de um plano de saneamento nancei- ro, para pagar dívidas de curto pra- zo que era de 5,6 milhões de euros. Passado um ano a dívida de curto prazo ainda era maior porque não se cumpriu o plano. O número de fun- cionários da câmara e das empresas municipais quase duplicou. Foi um deslumbramento ao longo dos últi- mos anos que levou a esta situação.

A oposição o que diz é que o presiden- te da Câmara de Santa Comba Dão

só se queixa, resolve pouco, só sabe fechar as luzes, pensa fechar as pisci- nas, encerrou a escola pro ssional e que devia era resolver os problemas porque até já tem menos despesa com

o pessoal que tem despedido

As pessoas ou não têm vergonha e deviam ser mais recatados no que a rmam. Ao dizerem isso parece não terem consciência dos proble- mas graves que deixaram ao munici- pio. Não perceberam o mal que ze- ram ao concelho. Colocaram Santa Comba Dão durante muitos anos na impossibilidade de competir com os concelhos vizinhos na criação de emprego, na melhoria das condições de vida dos nossos munícipes.

Um dos recursos que tinha para ali- viar as nanças da autarquia era o PAEL – Programa de Apoio à Econo- mia Local. Porque não avançou com esse programa de apoio às autarquias endividadas criado pelo Governo? Quando tomámos posse o contrato do PAEL assinado pelo município de Santa Comba Dão ainda não ti- nha tido despacho, não tinha ainda sido aprovado pelo Governo. Reto- mámos o processo foi enviado para o Tribunal de Contas onde está desde janeiro (ver pág. 22). Têm sido pedi-

dos vários esclarecimentos e o valor do empréstimo através do PAEL já sofreu duas correções. Nesta altura

o valor ronda os três milhões de eu-

ros que serão para pagar dívidas de curto prazo. Estamos a aguardar a aprovação. Se o PAEL já tivesse sido aprovado a situação de tesouraria do município seria diferente.

Outro recurso nanceiro a que pode deitar mão é o recente programa criado pelo governo o FAM – Fundo de Apoio Municipal, também desti- nado a autarquias endividadas. Vai recorrer a esse fundo? Nesta altura ainda não sabemos se a autarquia está ou não obrigada a re- correr ao FAM. Se o nível de indivi- damento for o de 31 de dezembro de 2013, somos obrigados. Se as contas forem as do nal do segundo trimes- tre de 2014 não somos obrigados, por uma pequena diferença de 160 mil euros, cando a decisão por conta da Câmara. Cá está o sinal claro de que a situação nanceira do municí- pio está a melhorar.

Mas a situação nanceira do município vai permitir não recorrerem ao FAM? Como a situação nanceira é dema- siado grave, estamos a fazer essa ava- liação, mas a minha convicção pes- soal é de que embora seja mais um ato doloroso vamos ter que recorrer ao FAM.

Por isso é que já colocou os impostos municipais nas taxas máximas?

É uma obrigatoriedade para os muni-

cípios que recorrem ao PAEL e ao FAM.

O recurso a estes programas de apoio nanceiro também obriga a dispen- sar trabalhadores do município Já foi feito. Uma das decisões que to-

mámos foi não renovar os contratos dos funcionários da antiga empresa municipal Combanima que tinham sido transferidos para a Câmara Mu- nicipal. Não podendo haver concurso também não podiam ser integrados no quadro do pessoal do município. Neste momento a Câmara Municipal de Santa Comba Dão tem um núme- ro reduzido de funcionários que ron- da os 140 trabalhadores. Até temos carência em alguns setores.

Não vai haver mais redução de pessoal? Haverá as que resultarem de situa- ções de aposentação.

Sem dinheiro, sem fundos de tesou- raria, o que vai fazer nos próximos anos? Este vai ser um mandato para reequi- librar as contas do município. Nestes quatro anos vai ser muito di cil re- lançar o crescimento económico do concelho de forma sutentável. Mas continuamos a olhar para o futuro com esperança e com projetos.

Sem dinheiro Santa Comba Dão vai passar ao lado do próximo quadro comunitário de apoio? Estamos a trabalhar para que isso ano aconteça. Assim que tivermos as dívidas incluídas num plano de pagamento através do PAEL ou do FAM camos com verbas disponí- veis para se candidatar a obras do próximo quadro comunitário.

Quais são as prioridades? Temos de nidos três vetores essen- ciais: melhorar a qualidade de vida dos Santacombadenses; atrair inves- timento para criar postos de traba- lho; potenciar o desenvolvimento turístico.

Santacombadenses; atrair inves- timento para criar postos de traba- lho; potenciar o desenvolvimento turístico. 21 26

21

26 SET

22

26 SET

REGIÃO

22 26 SET REGIÃO SANTA COMBA DÃO Texto Clemente António Pereira TRIBUNAL DE CONTAS FAZ REAVALIAÇÃO

SANTA COMBA DÃO22 26 SET REGIÃO Texto Clemente António Pereira TRIBUNAL DE CONTAS FAZ REAVALIAÇÃO DO PAEL A

Texto Clemente António Pereira

TRIBUNAL DE CONTAS FAZ

REAVALIAÇÃO DO PAEL

A DEVOLUÇÃO DE FACTURAS DE DESPESAS JÁ CONTEMPLADAS PARA PAGAR A FORNECEDORES AO ABRIGO DO PSF – PLANO DE SANEAMENTO FINANCEIRO DA AUTARQUIA DE SANTA COMBA DÃO, SOB A PRESIDÊNCIA DO PSD É A NOVIDADE. EM CAUSA ESTÃO 250 MIL EUROS, O QUE IMPLICA UMA REDUÇÃO DO PAEL DE 3,6 PARA 3,3 MILHÕES DE EUROS

O Tribunal de Contas (TC)

devolveu uma dezena de

faturas, no valor de 250 mil

euros, que constavam do Programa de Reequilíbrio Financeiro proposto pelo anterior executivo social-de- mocrata ao abrigo de um Plano de Saneamento Financeiro destinado a reduzir o endividamento excessivo da Câmara Municipal de Santa Comba Dão. Um documento que foi aprovado e publicado em Diário da República e que a oposição socialista, com os vereadores que estão hoje no executivo à cabeça, inviabilizou ao

“chumbar” o empréstimo bancário que lhe estava associado. Agora, o anterior presidente da Câmara, em declarações publicadas no semanário Defesa da Beira, afirma que este empréstimo bancário “era elemento fundamental para que o equilíbrio financeiro do Município fosse ga- rantido já que, sob o ponto de vista económico, o saldo entre Receitas e Despesas já era positivo desde 2012”. Declarações que o atual presidente do executivo PS rejeita, considerando-as “uma vergonha da parte de quem quer passar uma esponja sobre a

irresponsabilidade de atos de gestão inaceitáveis e com repercussões gra- ves na vida dos santacombadenses”. Leonel Gouveia esclarece que nunca inviabilizou o PAEL durante

a vigência do executivo PSD, mas

assume que o PS “chumbou”, sem hesitar, “o empréstimo bancário que os sociais-democratas preten- diam contrair na altura”, porque basicamente, “o que eles queriam fazer era pedir um empréstimo de quase 6,5 milhões de euros para pa- gar um outro empréstimo na ordem dos 5,5 de euros que tinham con-

traído anteriormente para fazer face

às dívidas de curto-prazo”. “Ora, o

que que acontecia é que assim era prolongado o prazo de pagamento à banca por mais seis anos, restando ainda uma folga de quase um milhão de euros, mas sem qualquer

vantagem ou benefício prático, para

o município em termos de futuro”.

Certo é que o Tribunal de Contas enviou recentemente para a au- tarquia de Santa Comba Dão um documento (designado por “minu- ta” do contrato) relativo ao PAEL acompanhado pela devolução de uma dezena de faturas no valor de 250 mil euros “que deveriam ter sido pagas pelo anterior Executivo PSD, que nunca as liquidou”. Com esta devolução, o PAEL que era ini- cialmente de 3,6 milhões de euros foi reduzido para os 3,3 depois de ter sido reavaliado pelo Tribunal de Contas. Ora, o TC nas recomendações que acompanhavam a referida minuta exigiu ao município de Santa Com- ba Dão que fosse assinada uma declaração de compromisso como garantia destinada ao “Ajustamento Financeiro” a realizar no prazo de 20 anos, com uma taxa de juro variável entre os 3 e os 3,5% e que deve ser assumida por todas as entidades e órgãos municipais no que respeita às

taxas municipais, agora aumentadas para o seu índice máximo. Falamos do IMI e da Derrama Municipal. Esta declaração de compromisso foi aprovada por unanimidade, na última reunião de câmara.

O autarca de Santa Comba Dão acha

que “tudo isto seria evitável se o Go- verno tivesse um órgão de supervisão que fiscalizasse com rigor o cum- primento do Plano de Saneamento Financeiro durante a sua execução e que teve como resultado desastroso

o incumprimento das dívidas elenca-

das pelo anterior executivo PSD e que agora vamos ter de ser nós a pagar”.

PSD ACUSA AUTARCA SOCIALISTA DE VITIMIZAÇÃO E INCAPACIDADEexecutivo PSD e que agora vamos ter de ser nós a pagar”. O PSD de Santa

O

PSD de Santa Comba Dão acusa

o

actual presidente da Câmara,

o

socialista Leonel Gouveia, de

“vitimização, própria de persona-

gens reconhecidamente frágeis, numa estratégia para encapotar a realidade e a incapacidade para lidar com a mesma”. A acusação é feita num comunicado publicado no jornal Defesa da Beira no dia 12 de Setembro, em resposta a

um artigo ali publicado pelo autarca

sr. presidente apenas se queixa do

Empresa de Transportes que assegura

do PS intitulado “Falar Verdade aos

que conhecia. Enquanto vereador

a

deslocação dos alunos dos centros

Santacombadenses”. Leonel Gouveia

nunca lhe foi escondida qualquer

educativos, cuja dívida chegou a ser

fez um diagnóstico e esclarece como

informação. Sabia as regras do jogo

de

um milhão de euros.

encontrou o município, ou seja, “numa

e

entrou nele” (…). O PSD reforça a

O

PSD condena ainda o encerra-

situação de falência devido ao excessivo

ideia de que “o passado serve apenas

mento da Escola Profissional e o

endividamento nanceiro” que diz ter recebido como herança do executivo PSD, presidido por João Lourenço.

para enquadrar e a partir daí devia definir-se o futuro criando uma estratégia de médio e longo prazo”.

O

PSD responsabiliza o PS pela “não

eventual fecho das piscinas devido aos elevados custos de manutenção dos equipamentos.

Em resposta ao autarca do PS, o

“Quanto a isso, continuamos a ter

O

PSD critica também o aumento

PSD critica todas as opções tomadas para solucionar a grave situação

um completo vazio”.

do IMI para o máximo e lembra que “sobre os seus custos para os

pagar: os coe cientes de localização.

nanceira do município, a rmando que “para nós é a altura de dizer basta”. É necessário dar um passo em frente (…). Infelizmente, para Santa Comba Dão o sr. presidente só olha para trás”. Segundo o PSD, Leonel Gouveia “foi eleito democraticamente para

aprovação do PAEL” durante a vigên- cia do executivo social-democrata e acusa os socialistas de “tacticismo, oportunismo político e incapacidade para encontrar soluções ao longo deste ano de mandato, o que tem levado à deterioração da relação do município com os seus fornecedores”.

santacombadenses, é necessário re- cordar que o anterior executivo PSD baixou o IMI em muitas habitações, dado ter promovido e garantido a diminuição de um factor essencial que faz parte do cálculo do valor a

Lamentamos que o sr. presidente não

governar e não para se queixar. O

O

PSD refere-se à TRANSDEV –

o

tenha referido”– CAP

não governar e não para se queixar. O O PSD refere-se à TRANSDEV – o tenha

REGIÃO

CASTRO DAIREREGIÃO Texto Pedro Pontes E TUDO O REBOQUE LEVOU FOI RETIRADA A CARRINHA QUE ESTAVA ESTACIONADA,

Texto Pedro Pontes

E TUDO O REBOQUE LEVOU

FOI RETIRADA A CARRINHA QUE ESTAVA ESTACIONADA, HÁ QUATRO MESES, NO MEIO DE UMA ROTUNDA EM CASTRO DAIRE. O BURACO CONTINUAR POR TAPAR PORQUE AGORA FOI OCUPADO PELOS ALEGADOS PROPRIETÁRIOS QUE PASSAM LÁ O DIA E A NOITE

A carrinha estacionada no meio da faixa de rodagem na rotunda da avenida Maria

Alcina, em Castro Daire, foi retirada esta semana. O automóvel que dava

visibilidade ao litígio entre privados

e autarquia foi removido do local por

ordem do município. Ainda assim, o diferendo entre as partes no direito à propriedade vai continuar na barra

da justiça, até que seja determinado

o verdadeiro dono do buraco que

cou por asfaltar, no interior da via na rotunda da obra “quase pronta”,

na avenida Maria Alcina.

A

viatura que ali se encontrava desde

o

dia 7 de maio, foi retirada, depois

do Tribunal Administrativo de Viseu, endereçar os procedimentos adminis-

trativos locais em território municipal para a responsabilidade da câmara. Esta terça-feira, a autarquia tomou

a decisão de retirar a carrinha para

que as obras da empreitada pudessem terminar. Em causa estão cerca de três metros quadrados de betão para colocar e terminar a obra. Embora o direito a propriedade tenha de vir a ser provado em tribunal. Apesar de a carrinha ter sido remo- vida pelo reboque contratado pela autarquia, o proprietário da viatura

e

cunhado da dona dos terrenos

e

vivendas adjacentes às obras da

avenida a rmar “que dali não sai sem

o problema resolvido”. Manuel Santos

falava em representação da cunhada, que também quer ali ficar “até que

se faça justiça”. De corpo presente, os particulares defensores dos seus in- teresses impuseram-se à descarga do alcatrão para tapar o último buraco da nova avenida. E continuaram de pé e sentados em blocos de cimento colocados no espaço deixado vago

em blocos de cimento colocados no espaço deixado vago pelo “desaparecimento” da carrinha. A forma encontrada

pelo “desaparecimento” da carrinha. A forma encontrada para impedir

a colocação do acatarão quente em

espera no camião ali ao lado. Em causa está a construção de um muro de suporte à nova estrada que

confina com as vivendas de Maria Costa, cunhada de Manuel Santos,

e que esta diz “ter sido prometido

pela autarquia” a sua construção. Da Câmara a posição mantém-se: “os terrenos foram adquiridos e pagos” e

o muro nunca foi falado nem achado

nos moldes em que é reivindicado pelos privados. Esta é a posição do presidente da câmara de Castro Daire, em declarações ao Jornal do Centro. Fernando Carneiro referia no passado mês de junho, que o muro contiguo à nova estrada “encon-

trava-se em conformidade e com a segurança exigida” pelos serviços. Nesta história, a GNR foi presencian- do os acontecimentos, mas nunca atendeu aos pedidos da autarquia para que fosse retirada a carrinha. Uma posição que o JC sabe não ter agradado à autarquia, que por inicia- tiva própria retirou a viatura do local. A marcar presença e por diversas ve- zes chamada para retirar a carrinha, a intervenção da autoridade policial foi de manutenção de ordem pública. Cerca de 12 metros quadrados é o espaço deixado por alcatroar no lugar deixado vago pela retirada da carri- nha. À hora do fecho desta edição, o buraco era ocupado por outro auto- móvel. Depois da famosa Ford Transit, era chegada a vez do Opel Corsa.

RESENDEda famosa Ford Transit, era chegada a vez do Opel Corsa. CÂMARA DISTINGUE MELHORES ALUNOS EM

CÂMARA DISTINGUE MELHORES ALUNOS EM PORTUGUÊS

A Câmara Municipal de Resende realizou a cerimó-

nia de entrega do Prémio Eça de Queirós, destinado aos melhores alunos na disciplina de português que se destacaram no ano letivo 2013/2014. No total foram distinguidos 14 alunos que receberam um certificado evocativo e um prémio monetário no valor de 150 euros. Durante a cerimónia, o presidente da Câmara de Resende, Garcez Trindade, afirmou que “o Muni- cípio continua a atribuir este prémio que distingue os melhores alunos na disciplina de português. É um prémio de homenagem a uma das figuras mais

importantes da literatura portuguesa que calcorreou estas terras e que faz referência ao concelho de Re- sende em algumas das suas obras”. O Prémio Eça de Queirós destina-se a todos os alunos matriculados em estabelecimentos de ensino no con-

celho de Resende e que frequentem o 2.º, o 3.º ciclo ou

o Ensino Secundário e é atribuído ao melhor aluno na disciplina de Língua Portuguesa, de cada ano. Com a atribuição deste prémio pretende-se distin- guir os melhores alunos, como forma de promover

o mérito, incentivando-os a aperfeiçoar a aprendiza- gem da língua materna.

OPINIÃO AUGUSTO ANTUNES Doutorado em Gestão Bancário A LIDERANÇA ESPIRITUAL A literatura que relaciona a
OPINIÃO
AUGUSTO ANTUNES
Doutorado em Gestão
Bancário
A LIDERANÇA ESPIRITUAL
A
literatura que relaciona a espiritualidade
e
o comportamento organizacional nos
locais de trabalho é escassa. A relativa
juventude da presença de ambos os temas
na literatura organizacional ajuda a com-
preender essa escassez, mas há razões para
supor que as duas áreas estão relacionadas.
Tal como enuncia Morris (2009: 255):
- “A quarta dimensão universal da expe-
riência humana é a dimensão espiritual,
aquele aspeto da nossa natureza que luta
pela harmonia ou conexão essencial. As
nossas necessidades espirituais devem ser
integradas no trabalho que fazemos, ou
esse trabalho será como uma caminhada
pelo deserto esgotante e não satisfatória,
parte das nossas di culdades e não parte
do nosso objetivo”.
Assim, o trabalho só pode ser importante
e satisfatório se contribuir para as nossas
necessidades espirituais. Quando se fala
de espiritual, espírito ou espiritualidade,
não se está a abordar algo distintamente
religioso. Todos temos uma dimensão
espiritual nas nossas vidas, independente-
mente da nossa orientação religiosa, e até
independentemente de nos considerarmos
seres religiosos. Para diversos autores, a
espiritualidade nas organizações pode ser
interpretada como o reconhecimento, pela
organização e pelos seus líderes, de que os
empregados têm uma vida interior que
sustenta e é alimentada pela realização de
trabalho com significado num contexto
de comunidade. O objetivo da liderança
espiritual é a criação de visão e valor
de congruência entre a equipa, poderes
estratégicos e níveis individuais, promo-
vendo altos níveis de comprometimento
organizacional e produtividade.
Desta forma, podem presumir-se
alguns laços que reforçam a relevância
da espiritualidade nas lideranças das
organizações, por exemplo:
-É verosímil que líderes detentores de
virtudes, de carácter e de “ forças positi-
vas” fomentem climas de trabalho mais
positivos e espiritualmente mais ricos, e
que gerem a libertação das energias dos
seus colaboradores;
-É plausível que climas de trabalho com
significado permitam às pessoas satis-
fazer as suas necessidades espirituais,
o que as impele a canalizarem as suas
energias e capacidades para o trabalho,
tornando-se este mais uma “vocação” do
que um “mero emprego” (Cameron et al.,
2003; Fry et al., 2005).
Resumindo, um dos grandes desafios
que enfrentam os líderes atualmente é
a necessidade de desenvolverem novos
modelos de negócio que acentuem a
gestão ética, atenta ao bem-estar dos
empregados e a todos os stakeholders,
mas sem o sacrifício da rentabilidade,
crescimento e outros indicadores de
performance nanceira. Salienta-se nos
meios académicos que as organizações
que não zerem as mudanças necessárias
para incorporar a espiritualidade no
local de trabalho, também fracassarão
em fazer a transição para o paradigma
da organização aprendente necessária ao
sucesso no séc. XXI. Há tanto a fazer…
para o paradigma da organização aprendente necessária ao sucesso no séc. XXI. Há tanto a fazer…

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26 SET

CONSULTÓRIO JURÍDICO NELLY BRANCO Advogada CASAMENTO REGIME DE BENS “Casamento é o contrato celebra- do
CONSULTÓRIO JURÍDICO
NELLY BRANCO
Advogada
CASAMENTO
REGIME DE BENS
“Casamento é o contrato celebra-
do entre duas pessoas que preten-
dem constituir família mediante
uma plena comunhão de vida”
conforme dispõe o art. 1577.º do
Código Civil.
Tomada a decisão séria de se
casarem, os noivos são confron-
tados com a possibilidade de
escolherem, ou não, o regime
de bens que querem que vigore,
desconhecendo os limites da Lei.
Assim, pretendemos esclarecer
algumas possíveis dúvidas quanto ao
regime de bens, que consiste essen-
cialmente num conjunto de direitos
e deveres sobre os bens enquanto sol-
teiros, e depois, enquanto casados.
É possível aos nubentes estipula-
rem, em convenção antenupcial,
o regime de bens do casamento
escolhendo um dos que se encon-
tram tipi cados no Código Civil
ou convencionarem um livre-
mente dentro dos limites da Lei.
A Lei prevê três tipos de regimes:
Comunhão de Adquiridos, Co-
munhão Geral e Separação.
Caso os nubentes não celebrem
convenção antenupcial o regime de
bens que vigora é o de comunhão
de adquiridos, ou seja, farão parte
da comunhão o produto do traba-
lho dos cônjuges e os bens adquiri-
dos a título oneroso na pendência
do casamento, permanecendo
como bens próprios de cada um,
os bens adquiridos antes do casa-
mento e os que receberem a título
gratuito, doação ou testamento na
pendência do casamento.
Poderão os nubentes, em con-
venção antenupcial, estipular o
regime de comunhão geral, ou
seja, todos os bens adquiridos an-
tes ou depois do casamento, quer
a título gratuito, quer a título
oneroso, pertencem a ambos.
Os noivos podem optar por, em
convenção antenupcial, estipular
o regime de separação de bens que
consiste em não haver qualquer
comunhão, ou seja, todos os bens
adquiridos antes ou depois do
casamento, quer a título gratuito,
quer a título oneroso, pertencem
exclusivamente a um ou a outro.
A decisão do casamento é impor-
tante, mas atenção, não é menos
importante a decisão sobre o
regime de bens a vigorar, sem que
tal ponha necessariamente em
causa o romantismo do momen-
to, lembre-se que é uma decisão
que se pretende para a vida.

REGIÃO

MOIMENTA DA BEIRAque é uma decisão que se pretende para a vida. REGIÃO Texto Pedro Pontes PRODUTO E

Texto Pedro Pontes

PRODUTO E CULTURA, DETERMINANTES

PARA INTERNACIONALIZAR A REGIÃO

MAIS RENDIMENTO PARA OS PRODUTORES DA MAÇÃ E PROCURAR NOVOS MERCADOS INTERNACIONAIS SÃO CAMINHOS APONTADOS PELO PRESIDENTE DA CÂMARA DE MOIMENTA DA DA BEIRA. O AUTARCA QUER TAMBÉM UNIR ESFORÇOS COM OS CONCELHOS VIZINHOS

“Não podemos aceitar que uma parte da leira tenha margens esmagadas na venda do produto”

da leira tenha margens esmagadas na venda do produto” O presidente da câmara de Moimenta da

O presidente da câmara de Moimenta da Beira

quer que o Governo encontre mecanismos de

regulação das margens de lucro na fileira da

maçã. O apelo foi deixado pelo autarca de Moimenta da Beira na cerimónia de abertura da Expodemo-feira da maçã, que decorreu no passado fim semana e que foi presidida pelo secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agroalimentar, Nuno Vieira e Brito. O autarca moimentense reiterou a importância “de se realizarem esforços” por parte do poder central com vista à diminuição das assimetrias “na distribuição dos lucros da leira agrícola”. Referindo-se concretamente à maçã e ao setor agrícola em geral, o autarca de Moimenta diz que “não podemos aceitar que uma parte da leira tenha margens esmaga- das na venda do produto”, referindo-se concretamente aos produtores da maçã. Numa visão de longo prazo o autarca moimentense espera ver a cultura e produto da região alavancados além-fronteiras. Numa perspetiva regional e não

apenas de Moimenta da Beira, José Eduardo convidou os concelhos vizinhos de Armamar e Sernancelhe, a juntarem esforços no produto que lhes é comum. José Eduardo Ferreira quer internacionalizar o po- tencial produtivo de “uma região que já devia estar regionalizada”. Como não está o autarca de Moimenta espera ver um compromisso regional com apoio do Go- verno nacional, como forma de sustentar a região. “O trabalho das autarquias tem hoje outras prioridades”, como sejam a criação de valor nas regiões, na procura constante de capitalizar as empresas e as famílias, tendo por base a cultura e o produto como fatores determinantes. Como exemplo de internacionalização da Expodemo, “o primeiro passo foi já dado com a presença de São Tomé e Príncipe no recinto da feira. Outros se seguirão nas próximas edições”. Juntar as mãos numa parceria constante entre os municípios, são trabalho de casa na promoção e no desenvolvimento económico de todos os concelhos.

SÁTÃOe no desenvolvimento económico de todos os concelhos. JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO ARRANCAM NA CAPELA NOSSA

JORNADAS EUROPEIAS DO PATRIMÓNIO ARRANCAM NA CAPELA NOSSA SENHORA DA ESPERANÇA

Decorre a partir de hoje (dia 26) até domingo, mais uma edição das Jornadas Europeias do Património. As Jornadas arrancam em Sátão, com a apresentação da obra “A capela de Nossa Senhora da Espe- rança. A obra de arte total num de-

poimento de fé”, uma iniciativa do departamento dos Bens Culturais da Diocese de Viseu. E é exatamente com uma visita guiada à capela de Nossa Senhora da Esperança (S. Miguel de Vila Boa) que as Jornadas terão início, às 20h30. Pelas 21h45, terá lugar

um concerto de órgão, no órgão de tubos recentemente restaurado. No sábado, haverá uma viagem de “Descobertas de Fé e Cultura”, com partida de Viseu, em frente ao Seminário Maior. Os participantes vão poder visitar a Igreja de S. Miguel, em Rio de Moinhos (9h30)

e a capela de S. Saturnino e uma

Alminha, em Pedrosas (Sátão), às

11h00. Após o almoço, será visitada

a Igreja de S. Tiago, em Santiago de Cassurrães, seguindo-se a visita à Capela de Nossa Senhora de Cer- vães e a Capela de Santa Eufémia,

em Fundões. No nal, os visitantes terão oportu- nidade de merendar, regressando a Viseu pelas 18h00 horas. No dia 28, haverá uma visita guiada

à Igreja da Misericórdia de Penalva

do Castelo e ao seu Núcleo Mu- seológico, às 17h00, e termina com mais um concerto de órgão. As Jornadas contam com a colabo- ração das Paróquias de Rio de Moi-

nhos, Sátão, Santiago de Cassurrães

e da Santa Casa da Misericórdia de

Penalva do Castelo, além do apoio da Câmara Municipal de Sátão.

de Cassurrães e da Santa Casa da Misericórdia de Penalva do Castelo, além do apoio da

REGIÃO

25

REGIÃO 25 SÃO JOÃO DA PESQUEIRA PRESIDENTE DA JUNTA LEVA TAREIA POR INCUMPRIMENTO DE PROMESSA ELEITORAL

SÃO JOÃO DA PESQUEIRA

PRESIDENTE DA JUNTA LEVA TAREIA POR INCUMPRIMENTO DE PROMESSA ELEITORAL

Teó lo Anjos foi surpreendido pelo agressor quando circulava na sua viatura e parou a pensar que o munícipe precisava de informações

e parou a pensar que o munícipe precisava de informações O presidente da Junta de Fregue-

O presidente da Junta de Fregue-

sia de Vale de Figueira, S. João da Pesqueira, foi agredido por

um habitante da aldeia. A queixa

já foi apresentada na GNR local

e o caso está a ser investigado. Teófilo Anjos foi surpreendido pelo agressor quando circulava na sua viatura e parou a pensar que o munícipe precisava de informações. Foi então que com um pedaço de madeira (barrote),

o cidadão bateu no para-brisas do carro e depois atingiu o

autarca no tronco e numa perna.

O presidente da Junta conseguiu

fugir e pedir ajuda numa adega perto do local da agressão.

O incumprimento de promessas

eleitorais está na génese da de- savença, já que a várias pessoas

o agressor terá dito que estava “farto” de aguardar que lhe

arranjassem a entrada para a sua habitação e as fissuras que provocaram com explosões de dinamite para o alargamento da estrada para Vale de Figuei- ra. Promessas que, afiançou o agressor, tinham sido feitas pelo anterior executivo camarário.

A ira do munícipe acabou por

se virar para o presidente da Junta de Freguesia como um aviso de que “não está para mais brincadeiras” e que quer ver as promessas cumpridas. Devido aos ferimentos Teófilo dos Anjos teve de receber trata- mento hospitalar.

Teófilo dos Anjos teve de receber trata- mento hospitalar. MORTÁGUA Texto Clemente António Pereira EM TEMPO

MORTÁGUA

Texto Clemente António Pereira

EM TEMPO DE CRISE AS REFEIÇÕES

ESCOLARES SÃO GRATUITAS

ESTÁ EM MARCHA O PLANO DE APOIO AO NOVO ANO LECTIVO. MUNICÍPIO DECIDIU OFERECER AS REFEIÇÕES ESCOLARES E VAI COMPARTICIPAR NA AQUISIÇÃO DOS MANUAIS ESCOLARES

A Câmara Municipal de Mor- tágua vai fornecer gratuita- mente as refeições escolares

a todas as crianças do 1º. Ciclo do

Ensino Básico (CEB) e do Pré-Esco-

lar matriculadas no novo ano letivo 2014/2015. A medida vai beneficiar

um universo de 387 crianças. Um número mais abrangente em relação ao ano anterior.

A medida tem um evidente alcance

social, apoiando as famílias com

filhos em idade escolar, porém o presidente da Câmara, José Júlio Norte, salienta que “esse não é o fundamento principal da medida”. “O desiderato desta medida, desde

o início da sua implementação, foi sempre promover condições de

acesso e sucesso educativo a todas

as crianças, garantindo as mesmas

oportunidades”. Para o autarca de Mortágua, “tra- ta-se de uma medida que traduz sobretudo uma política municipal de incentivo e apoio à Educação, encarada como área determinante no processo de desenvolvimento local”. Por essa razão, “é que esta

medida abrange todas as crianças,

o

Município deve estar presente,

independentemente da situação

apoiando os seus munícipes”, refere

económica de cada agregado”,

o

presidente da Câmara.

explica José Júlio Norte.

O

prazo para a apresentação do re-

Segundo o presidente da Câmara de Mortágua, “o Município goza

querimento acompanhado de cópia das faturas dos manuais escolares

de uma situação nanceira sólida e

decorre até 17 de outubro, inclusive.

estável” que lhe permite continuar

O