Turma 2 Formadoras:
Dra. Rosário Caldeira Dra. Regina Campos
Biblioteca do Agrupamento de escolas de Torre de Moncorvo
- Compreender o papel do Professor Bibliotecário e da Biblioteca escolar na escola do século XXI
- Perceber a estrutura e os conceitos implicados na construção do modelo de auto- avaliação das Bibliotecas Escolares
- Entender factores críticos de sucesso inerentes à sua aplicação
-Os coordenadores:
- de Departamento
- de ciclos de ensino
- de projectos
- do Ensino Especial
(cerca de 30 pessoas)
- Os representantes (de alunos, Pais e pessoal não docente)
- Os delegados de grupo
-Apresentação da síntese da 1ª tarefa relativamente ao Professor Bibliotecário e ao papel da Biblioteca escolar na escola do século XXI (tabela matriz)
- Apresentação teórica do modelo com um PowerPoint
- Apresentação e comentário da p.18 do modelo
- Apresentação do trabalho de grupo (de três elementos do mesmo Departamento, Coordenadores de ciclos, Coordenadores de Projectos ou clubes):
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Cada grupo irá realizar três tarefas:
- Programação de uma actividade transdisciplinar (envolvendo as três
disciplinas, ciclos ou projectos de cada membro do grupo) a trabalhar em colaboração
com a Biblioteca escolar para desenvolver as competências de leitura dos alunos
-
Elaboração
actividade
de
instrumentos para recolha de evidências acerca dessa
- Selecção dos recursos necessários
Cada grupo irá escolher um porta-voz para apresentar sucintamente as actividades e os instrumentos idealizados e irá entregar posteriormente no Conselho Pedagógico a planificação das actividades e os materiais elaborados para serem aprovados.
- Entrega aos participantes de documentação de apoio:
- Apresentação teórica do modelo (pontos focados no PowerPoint - ver anexo1)
- Fotocópias das páginas do modelo sobre o domínio B
(sendo esse domínio o escolhido para auto-avaliação este ano)
- Planos de actividades e de acção da Biblioteca
- Espaço de 10 minutos para dúvidas antes de começar o trabalho de grupo
- Trabalho de grupo
- Apresentação individual dos resultados
- Avaliação da acção
- Entrega dos certificados de presença
Cerca de quatro horas
- Uma hora para a introdução teórica
- Duas horas para o trabalho de grupo
- Uma hora para a apresentação (cerca de 10 minutos por grupo)
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- Biblioteca escolar e o seu fundo documental - Computador
- Videoprojector
- Quadro branco
- Pasta com documentação
- Certificados de presença
- O modelo de auto-avaliação
Segunda semana de Janeiro
Biblioteca escolar
- Registo da participação de cada grupo
- Preenchimento de uma ficha de avaliação do Workshop
- Materiais produzidos
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1- Pertinência de um modelo de auto-avaliação para as bibliotecas escolares
“ O projecto de RBE, iniciado em 1996,(…) tem vindo a consolidar-se ao longo dos anos. É reconhecido o investimento que tem suportado esse crescimento investimento a nível central, das autarquias e das próprias escolas e é necessário assegurar que esse investimento continuará a ser feito, sobretudo através da consolidação de um conceito central: (…) a Biblioteca escolar constitui um contributo essencial para o sucesso educativo, sendo um recurso fundamental para o ensino e para a aprendizagem.”
“Para que este papel se efective é importante que determinadas condições se concretizem no ambiente escolar. Vários estudos internacionais têm identificado os factores que se podem considerar decisivos para o sucesso e missão (…) da Biblioteca escolar.”
Os factores mais importantes são:
O
trabalho
colaborativo
bibliotecário
- professores na identificação de recursos e no desenvolvimento de actividades
entre
o
professor
e
os
restantes
conjuntas principalmente no domínio das literacias - A acessibilidade e a qualidade dos serviços prestados - A adequação da colecção e dos recursos tecnológicos
“Esses estudos mostram ainda, de forma inequívoca, que as Bibliotecas escolares podem
contribuir positivamente para o ensino aprendizagem, podendo-se estabelecer uma relação
entre a qualidade do trabalho da e com a Biblioteca Escolar e os resultados escolares dos
alunos.”
É nesse contexto que surge a proposta do modelo de Auto-avaliação das bibliotecas escolares da RBE. É importante que “cada escola conheça o impacto que as actividades
realizadas pela e com a Biblioteca vão tendo no processo de ensino e na aprendizagem, bem como no grau de eficiência dos serviços prestados e de satisfação dos utilizadores da
BE.” (in “Bibliotecas escolares: Modelo de auto-avaliação”, RBE)
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2-
O modelo enquanto instrumento pedagógico e de melhoria de melhoria. Conceitos implicados
O modelo de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares enquadra-se assim na estratégia global de desenvolvimento das bibliotecas escolares portuguesas com o objectivo de facultar um instrumento pedagógico que permita avaliar o trabalho da Biblioteca escolar e o impacto desse trabalho no funcionamento global da escola nas aprendizagens dos alunos.
“A auto-avaliação deve ser encarada como um processo pedagógico e regulador, inerente à gestão e procura de uma melhoria contínua da Biblioteca Escolar.”
A auto-avaliação da BE deve ser incorporada no processo de auto-avaliação e de avaliação externa da própria escola e deve articular-se com os objectivos do projecto educativo da escola. Nesse sentido, este processo deve mobilizar toda a escola, melhorando através da acção colectiva as possibilidades oferecidas pela BE.
A auto-avaliação deverá contribuir para a elaboração do novo plano de acção de desenvolvimento ao permitir identificar:
- os pontos fortes: as práticas que têm sucesso e que deverão continuar
- os pontos fracos que importa melhorar O modelo está baseado em práticas de pesquisa-accão.
Segundo Markless Streffield (2006), as práticas de pesquisa-acção estabelecem a relação entre os processos e o impacto ou valor que originam. Durante esse processo:
- Identifica-se um problema
- Recolhem-se evidências
-Procura-se extrair conhecimentos que orientem futuras acções e que delineiem caminhos. Centra-se a pesquisa no IMPACTO, sendo o impacto do trabalho da Biblioteca as modificações positivas que esta teve nas atitudes, valores e conhecimento dos utilizadores.
É necessário provar o impacto das Bibliotecas / a eficácia dos serviços prestados nas aprendizagens dos alunos de forma a justificar/tornar necessário o investimento de recursos (humanos e financeiros) na Biblioteca por parte da gestão da escola, da RBE, do PNL, etc.
Em síntese:
“A criação de um modelo para avaliação das bibliotecas escolares permite dotar as escolas/bibliotecas de um quadro de referência e de um instrumento que lhes permite a melhoria continua da qualidade, a busca de uma perspectiva de inovação. Pretendendo-se induzir a transformação das bibliotecas escolares em organizações
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capazes de aprender e crescer através de recolha sistemática de evidências, de uma auto-avaliação sistemática”
3- Organização Estrutural e Funcional
O modelo está organizado em quatro domínios e respectivos domínios
A: Apoio ao Desenvolvimento Curricular A1: Articulação curricular da BE com as estruturas pedagógicas e os docentes A2: Desenvolvimento das literacias da informação B: Leitura e Literacias C: Projectos, Parcerias e Actividades Livres de Abertura à Comunidade C1: Apoio as actividades Lectivas, extra-curriculares e de enriquecimento curricular C2: Projectos e Parcerias D: Gestão da Biblioteca Escolar D1: Articulação da BE com a Escola/Agrupamento. Acesso e serviços prestados pela BE D2: Condições humanas e materiais para a prestação dos serviços D3: Gestão da colecção/ da informação Para cada”domínio/subdomínio é apresentado num quadro que inclui um conjunto de indicadores temáticos que se concretizam em diversos factores críticos de sucesso. Os indicadores apontam para as áreas nucleares de intervenção e permitem a aplicação de elementos de medição que irão possibilitar uma apreciação sobre a qualidade da BE. Os factores críticos de sucesso têm um valor formativo e informativo e são guias orientadores para a já referida recolha de evidências.”
ex: No Domínio B (Leitura e literacia):
Existe o indicador seguinte:
Trabalho articulado da BE com Departamentos e docentes… no
leitura Um factor crítico de sucesso será:
âmbito
da
A BE trabalha articuladamente com docentes na implementação de estratégias /planos de trabalho para a promoção da leitura por prazer (ficção e não ficção) Algumas evidências serão:
Projectos e actividades comuns realizadas neste âmbito Materiais de apoio produzidos e editados Finalmente, o modelo refere as acções para melhoria:
Trabalhar articuladamente
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No final do processo de recolha de evidências e análise das mesmas, cada biblioteca irá identificar os seus perfis de desempenho, e finalmente identificar o nível em que se situa em determinado domínio ( de 1 a 4 ).
4- Integração/ aplicação à realidade da escola/ Biblioteca escolar - Oportunidades e constrangimentos
Numa
época
em
que
as
tecnologias
e
as
pressões
tecnológicas acentuam a
necessidade de fazer valer o papel da Biblioteca, a avaliação tem um papel determinante, permitindo validar o que é feito, como é feito, onde se está e até onde se quer ir, mas sobretudo o papel e intervenção, as mais-valias que se acrescentam.
Existem alguns constrangimentos à aplicação do modelo:
- A falta de prática na escola na recolha sistemática de evidências
- A necessária construção e aplicação de instrumentos para essa recolha
(questionários, relatórios, inquéritos, …)
- A sobrecarga de trabalho que isso implica
- A necessidade de haver um trabalho colaborativo
- A falta de espaços (tempo e lugar) para trabalhar em equipa
- A falta de recursos
No entanto, existem muitas oportunidades de melhoria que dão alento para ultrapassar esses constrangimentos, tais como a possibilidade de:
- Desenvolver práticas que integrem a Biblioteca na escola e no processo de ensino/aprendizagem de forma institucional e programática de acordo com os objectivos educacionais e programáticos da escola.
- Desenvolver competências de leitura e um programa de literacia da informação, integradas no desenvolvimento curricular, que dêem
competências para uma aprendizagem contínua ao longo da vida.
- Articular com Departamentos, professores e alunos a planificação de actividades educativas e de aprendizagem.
- Melhorar a qualidade da colecção e do acesso. -…
O modelo de auto-avaliação adopta uma aproximação à realidade, tendo em conta o
contexto externo e interno da BE. Assim cabe ao professor bibliotecário seleccionar o domínio a ser objecto de aplicação dos instrumentos em cada ano. O ciclo completa-se
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ao fim de quatro anos, nesse sentido a Biblioteca tem, para além do seu Plano Anual de Actividades, um Plano de acção para quatro anos. Neste primeiro ano, o domínio seleccionado para ser objecto de auto-avaliação e melhorias é o domínio B: Leitura e Literacia.
Os resultados deverão ser partilhados com o Director e discutidos nos órgãos de gestão pedagógica e pesarão necessariamente no processo de avaliação interna e externa da escola.
Torre de Moncorvo, 10 de Novembro de 2009
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