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UNIP – UNIVERSIDADE PAULISTA

Instituto de Ciências Humanas


Curso de Psicologia

A DESINDIVIDUAÇÃO
NAS
TORCIDAS ORGANIZADAS

Alcir José Costa Ra 392578-1


Gilson Corrêa da Silva Ra 802127-9

São José dos Campos


2009
UNIP – UNIVERSIDADE PAULISTA

Instituto de Ciências Humanas


Curso de Psicologia

A DESINDIVIDUAÇÃO
NAS
TORCIDAS ORGANIZADAS

Alcir José Costa Ra 392578-1


Gilson Corrêa da Silva Ra 802127-9

Projeto de Pesquisa orientado pelo


Docente Paulo Roberto Grangeiro
Rodrigues para disciplina de Projeto
de Pesquisa em Psicologia Social

São José dos Campos


2009

SUMÁRIO

Introdução...............................................................................................................Página 4

1
O significado de desindividuação...........................................................................Página 4
Definição de desindividuação ................................................................................Página 4
As Contribuições das pesquisas da desindividuação.......................................... Página 4
As Pesquisas de Le Bon para a teoria da desindividuação.................................. Página 4
As Pesquisas de Festinger.......................................................................................Página 5
As Pesquisas de Zimbardo para a teoria da desindividuação..................................Página 6
As Pesquisas de Diener para a teoria da desindividuação ......................................Página 8
Conclusões da Teoria de Maslow...................................................... ................. Página 9
Conclusões da Teoria de desindividuação.............................................................. Página 11
O conceito de desindividuação integrado .............................................. ................Página 11
O que é uma Torcida Organizada? ........................................................................ Página 14
História das torcidas organizadas no Brasil.......................................................Página 15
Objetivos gerais......................................................................................................Página 18
Objetivos específicos..............................................................................................Página 19
Hipóteses................................................................................................................ Página 19
Justificativas...........................................................................................................Página 19
Metodologia .......................................................................................................... Página 19
Etapas da Pesquisa de Campo................................................................................ Página 20
Conclusão...............................................................................................................Página 20
Cronograma........................................................................................................... Página 26
Referências.............................................................................................................Página 27
Anexos................................................................................................................... Página 29

A DESINDIVIDUAÇÃO NAS TORCIDAS ORGANIZADAS

2
1. INTRODUÇÃO

1. 1 O Significado de desindividuação
A desindividuação é uma explicação da Psicologia Social para um tipo de
comportamento do indivíduo nas multidões: A desindividuação constitui, em traços
gerais, um processo no qual há uma perda da identidade individual e o ganho de
uma identidade social. (David,1985).

1. 2 As Contribuições das pesquisas da desindividuação:

1.2.1 As Pesquisas de Le Bon para a teoria da desindividuação


A desindividuação tem sido pesquisada no mundo da Psicologia Social, conferindo
a origem do seu estudo à Teoria das Multidões de Gustave Le Bon, teoria esta
que posteriormente foi analisada e alterada por diversos outros autores. Le Bon
abordou o fenômeno da desindividuação de um ponto totalmente
psicossociológico, situando-se no comportamento das pessoas em circunstâncias
coletivas. Sempre defendendo que o comportamento do indivíduo uma vez na
multidão é psicologicamente transformado.( Malheiro, 2006).

Le Bon Defendia que as alterações comportamentais das pessoas introduzidas


numa multidão se devem ao fato destas deixarem de ser elas próprias, como
indivíduos para passarem a integrar-se numa espécie de espírito coletivo ou
grupal. Esta última consistia, para Le Bon, numa psique grupal ou alma coletiva,
diferente da psique individual de cada um. Dentro dessa coletividade, as mentes
unificavam-se, passando a ter os mesmos sentimentos, desejos e intenções,
transformando-se, assim, os indivíduos, em seres despersonalizados. A perda do
auto-controle próprio libertaria o sujeito dos conceitos morais adquiridos, fazendo
com que as relações da massa passassem a ser irracionais, emotivas e
irresponsáveis. Por consequência, cada indivíduo seria reduzido a uma forma
inferior de evolução, mais irracional, inconstante e facilmente sugestionável.

3
Defende Le Bom, que os mecanismos psicológicos do anonimato, da
sugestionabilidade e do contágio podem transformar um grupo de pessoas numa
“multidão psicológica”. Quando as pessoas são anônimas, para Le Bon, tornam-se
mais receptivas aos interesses da multidão.

Segundo Malheiro, apesar desta teoria ter influenciado as teorias do


comportamento de McDougall, Brumer e Allport, bem como a forma de pensar de
figuras históricas como Mussolini e Hitler, encontra-se atualmente ultrapassada,
devido à falta de sustentação empírica e ao extremismo que representava ao
postular que o indivíduo, quando imerso numa multidão, se tornaria irracional,
emotivo e irresponsável. (Malheiro, 2006).

1.2.2 As Pesquisas de Festinger para a teoria da desindividuação


Formalmente, foi em 1952 que surgiu a Teoria da Desindividuação, através das
pesquisas de Leon Festinger, Pepitone e Newcomb. Apesar de compor uma nova
abordagem à teoria das multidões de Le Bon, a novidade ressurgiu no
aparecimento de um novo termo com a aceitação de novas características, que os
autores acrescentaram à do anonimato percebido, já citada em teorias anteriores.
Desde o momento em que ressurgiu a teoria da desindividuação, não mais se
deixou de falar neste termo nem de se efetuar estudos sobre a sua
particularidade. Desde a sua criação, a teoria da desindividuação foi sendo alvo de
alguns ajustamentos, mais concretamente, foi sendo complementada cada vez
mais numa introdução progressiva, ao passar dos anos, e com o surgimento de
novos teóricos, de novos termos que a fizeram enriquecer.
Foi Festinger, quem mais se esforçou no estudo da teoria, aludia, tal como Le
Bon, que o anonimato percebido no meio de um grupo constituiria um elemento
facilitador de comportamentos de aspecto anti-social e não-normativo. Por outro
lado, e aqui reside uma das novidades da sua teoria, Festinger mencionava
também que a redução dos constrangimentos internos de um indivíduo, quando
em situação grupal, instituiria como um fator preponderante para a
desindividuação. Isso denota que, ao sentir-se um membro “estranho” no meio do

4
grupo, um indivíduo seria mais capaz de exibir comportamentos normalmente
inibidos. Outra novidade da sua teoria consistia no aumento da perda da
identidade individual em detrimento de uma identidade coletiva, aquando da
inserção de um indivíduo num grupo ou multidão.
Festinger defendia que um indivíduo, ao pertencer a um grupo seletivo, perde a
sua identidade pessoal para adotar uma identidade social. Essa identidade faz
com que o indivíduo tenha um sentimento de pertencer a esse mesmo grupo, o
que por si só será um elemento facilitador de comportamentos menos apropriados.

O experimento de Festinger: (Teoria da Desindividuação, 1952)


Festinger, para testar sua teoria, realizou uma experiência em que a tarefa
consistia na elaboração de um comentário pertencente a literatura erótica. Nessa
experiência, procurou observar o efeito do anonimato no comportamento dos
indivíduos. O grupo experimental era constituído por indivíduos vestidos com
batas laboratoriais cinzentas, e o grupo que controlaria os indivíduos, vestidos à
civil, com as suas próprias roupas. Os resultados mostraram que os indivíduos
vestidos com batas laboratoriais cinzentas se apresentaram mais predispostos
para o uso de linguagem menos apropriada ao comentário da literatura erótica do
que os indivíduos que não usaram a mesma indumentária, enfatizando o efeito do
anonimato nos comportamentos. (Festinger et al., 1952).

1. 2. 3 Pesquisas de Zimbardo para a teoria da desindividuação


Zimbardo ficou muito conhecido na Psicologia Social depois da sua afamada
experiência da prisão de Stanford, cujo artigo, Interpersonal Dynamics in a
Simulated Prison, data de 1973. Desta experiência nasce a contribuição de
Zimbardo para a hipótese em estudo, mesmo que o professor tenha,
posteriormente, elaborado muitas outras experiências sobre o fato da
desindividuação coletiva.
No ensaio, que, consistiu numa simulação de situação de prisão numa ala da
Universidade de Stanford, Zimbardo pretendia estudar o efeito do papel de

5
guardas ou prisioneiros no comportamento emocional, interativo, no estado de
humor, atitudes e estratégias de confronto com a situação (Haney et al., 1973).
No entanto, a experiência, foi interrompida após seis dos catorze dias previstos,
trouxe muito mais resultados que os procurados pelos autores.
A conclusão que Zimbardo propõe para a desindividuação não difere muito da
definição de Festinger. Para Zimbardo, consiste num processo complexo durante
o qual uma série de condições sociais induzem a alterações na percepção do self
e dos outros.
Segundo Hanney, um dos principais enriquecimentos de Zimbardo à teoria da
desindividuação consistiu na proposta de três causas maiores para este estado
psicológico, ao contrário do inicialmente avançado por Festinger. Se este último
propunha como causas da desindividuação o anonimato percebido e a difusão de
responsabilidade, Zimbardo aceitava mais um fator como causador deste estado:
a sobrecarga de dados sensoriais. O anonimato foi definido por Zimbardo como a
impossibilidade de ser criticado por outrem. (Haney et al., 1973).

Segundo relato de Zimbardo pode-se induzir o anonimato desnudando o indivíduo


das suas características individuais, ou seja, de tudo aquilo que faz dele indivíduo,
impossibilitando os outros de o reconhecerem individualmente, ou fazendo ele
mesmo acreditar que não será reconhecido. Segundo Zimbardo, ele induziu o
anonimato aos “seus aprisionados” e “policiais” através da introdução de
uniformes, óculos escuros, chapéus para esconder as diferenças nos cabelos, fez
ainda a substituição de seus nomes por números, entre outras medidas.
Zimbardo afirma que a difusão de responsabilidade sucede quando o indivíduo
não se sente, por algum motivo, culpado pelos seus atos. Este fenômeno pode
acontecer devido ao fato de o indivíduo estar a desenvolver uma função
específica, como ocorreu na experiência de Stanford. Os guardas usavam da
violência não enquanto indivíduos, mas justificando os seus atos com o papel que
desempenhavam e o estatuto que possuíam. Quando há submersão em grupos, o
indivíduo também se pode sentir desresponsabilizado, por pensar ser apenas mais
um entre a multidão, a demonstrar determinado comportamento. Assim, pode

2
também encontrar-se num estado de responsabilização difusa, um indivíduo que
seja subordinado a cumprir ordens de uma autoridade, pois a responsabilidade é
atribuída pelas normas sociais à figura da autoridade que coordena o ato e não à
pessoa que o pratica, que se pode justificar com estas mesmas normas.
Esta transmissão de responsabilidade foi observada na experiência de Stanley
Milgram sobre “obediência à autoridade” quando em 1963, o professor Stanley
Milgram, da Universidade de Yale, recrutou voluntários dizendo que ajudariam a
realizar uma experiência médica, sem saber que na verdade eles seriam o objeto
do estudo. Eles também não sabiam que estavam aplicando choques falsos a
atores. Mesmo depois de ouvirem os "gritos" de dor, a maioria dos voluntários
(66%) se mostrou disposta a aumentar a voltagem dos choques - alguns
chegaram a continuar aplicando os choques mesmo quando não havia mais
resposta do ator”.
O último fator alcançado por Zimbardo como causador da desindividuação é uma
sobrecarga de dados sensoriais. Quando um indivíduo é alvo de uma excessiva
estimulação sensorial tem que concentrar os seus recursos cognitivos na
integração e interpretação de todos os estímulos, restando uma menor
disponibilidade para refletir sobre as suas ações, contribuindo assim para um
estado de desindividuação em que tem consciência reduzida das mesmas.
Para Zimbardo, a conjugação destes três fatores, em maior ou menor grau, leva a
um estado de desindividuação caracterizado por uma auto-consciência reduzida e
uma diminuição do medo de avaliações negativas. (Milgram at al., 1974).

1. 2. 4 Pesquisas de Diener para a teoria da desindividuação


Na década de 70 a teoria da desindividuação tornou-se um foco popular da
investigação científica, estimulada em parte pelas características das desordens
coletivas ocorridas naquele período.
Podemos ver os estudos de Diener como uma continuação dos esforços de
Festinger e Zimbardo em explicar a teoria da desindividuação e os fatores que
possibilitam a ocorrência do fenômeno. Percebe-se aqui o caráter complementar
deste estudo com o dos autores anteriores.

3
Segundo Diener, a redução da auto-consciência e a difusão da responsabilidade
seriam as principais causas da desindividuação, provocando o aumento dos
comportamentos desinibidos e anti-normativos. Para compreender este conceito
recorremos ao exemplo em que alguém bate a porta da sala violentamente no
meio de uma aula de Psicologia Social. Esse ato pode ser considerado um
comportamento anti-normativo, uma vez que vai contra as normas de conduta e
bom funcionamento no contexto da sala de aula. Pode ser também visto como um
comportamento desinibido, pois ninguém espera que um aluno faça isso numa
sala de aula, estando comportamentos como este inibidos em alguém não
desindividuado. (Diener et al., 1980).

1. 2. 5 - Teoria de Maslow - Comportamento motivacional


De acordo com Maslow o comportamento motivacional, que é explicado pelas
necessidades humanas, percebe-se que a motivação é o efeito dos estímulos que
agem com muita energia sobre os indivíduos, levando-os ao ato da ação. Para
que haja ação ou reação é preciso que um estímulo seja implementado, seja
decorrente de coisa externa ou proveniente do próprio organismo. Segundo o
autor esta teoria nos oferece idéia de um ciclo, o Ciclo Motivacional.
Quando o ciclo motivacional não se realiza, sobrevém a frustração do indivíduo
que poderá assumir várias atitudes:
a. Comportamento ilógico ou sem normalidade;
b. Agressividade por não poder dar vazão à insatisfação contida;
c. Nervosismo, insônia, distúrbios circulatórios/digestivos;
d. Falta de interesse pelas tarefas ou objetivos;
e. Passividade, moral baixo, má vontade, pessimismo, resistência às
modificações, insegurança, não colaboração, etc.
Segundo Maslow quando a necessidade não é satisfeita e não sobrevindo as
situações anteriormente mencionadas, não significa que o indivíduo permanecerá
eternamente frustrado. De alguma maneira a necessidade será transferida ou
compensada. Daí percebe-se que a motivação é um estado cíclico e constante na
vida pessoal.

2
A teoria de Maslow é conhecida como uma das mais importantes teorias de
motivação. Para ele, as necessidades dos seres humanos obedecem a uma
hierarquia, ou seja, uma escala de valores a serem transpostos. Isto significa que
no momento em que o indivíduo realiza uma necessidade, surge outra em seu
lugar, exigindo sempre que as pessoas busquem meios para satisfazê-la. Poucas
ou nenhuma pessoa procurará reconhecimento pessoal e status se suas
necessidades básicas estiverem insatisfeitas.
Maslow apresentou uma teoria da motivação, segundo a qual as necessidades
humanas estão organizadas e dispostas em níveis, numa hierarquia de
importância e de influência, numa pirâmide, em cuja base estão as necessidades
mais baixas (necessidades fisiológicas) e no topo, as necessidades mais elevadas
(as necessidades de auto realização)

De acordo com Maslow, as necessidades fisiológicas constituem a sobrevivência


do indivíduo e a preservação da espécie: alimentação, sono, repouso, etc. As
necessidades de segurança constituem a busca de proteção contra a ameaça ou
privação, a fuga e o perigo. As necessidades sociais incluem a necessidade de
associação, de participação, de aceitação por parte dos companheiros, de troca
de amizade, de afeto e amor. A necessidade de estima envolvem a auto
apreciação, a autoconfiança, a necessidade de aprovação social e de respeito, de
status, prestígio e consideração, além de desejo de força e de adequação, de
confiança perante o mundo, independência e autonomia. As necessidades de auto

1
realização são as mais elevadas, de cada pessoa realizar o seu próprio potencial
e de auto desenvolver-se continuamente.

1. 2. 6 Conclusões da teoria de desindividuação


Pode-se induzir a individuação “despindo” o indivíduo das suas características
individuais de várias maneiras como veremos abaixo:
a) O anonimato: foi definido por Zimbardo como a impossibilidade de ser criticado
por outrem.
b) A transferência de responsabilidade: pode encontrar-se na obediência à
autoridade, principalmente através da introdução de uniformes e poder. Milgram S.
(1963), pois a responsabilidade é atribuída pelas normas sociais à figura da
autoridade que ordena o ato e não à pessoa que o pratica, que se pode justificar
com estas mesmas normas. (ou como ocorreu na experiência de Stanford).
c) A sobrecarga de dados sensoriais.
d) A redução dos constrangimentos internos de um indivíduo, quando em situação
grupal, constitui um fator preponderante para a desindividuação. Isso significa que,
ao sentir-se um elemento “estranho” no meio do grupo, um indivíduo é capaz de
exibir comportamentos normalmente inibidos.
e) Um indivíduo, ao pertencer a um grupo/multidão, perde a sua identidade
pessoal para adotar uma identidade social. (Festinger, L. 1952).

1. 2. 7 O Conceito de desindividuação integrado


Após ter abordado todos os contributos específicos para a teoria da
desindividuação a seguir será explicado o estado atual do conceito.

Para facilitar a compreensão será apresentado em seguida o esquema relativo à


desindividuação.

2
3º. Anonimato
1º.
6º.
2º.
7º.
8º.
4º.
5º. Presença
Estimulação
Perda
Auto- de do
individuo
DESINDIVIDUAÇÃO
social
Responsividade
inibidores
consciência
Responsabilidade
Físico
e tamanho do
aumentada
normais
diminuida
difusa à grupo
situação

Fonte - A Desindividuação (Perry, M. http://units.muobio.edu/psybersite/fans/deindividuation.shtml)

Para facilitar a compreensão do esquema, o texto que se segue é necessário à


sua explicação, recorrendo, sempre a exemplos.
(1º) A presença de um indivíduo num grupo e o tamanho do grupo levam a que o
primeiro esteja exposto a (2º) estímulos sociais que fazem com que o seu
comportamento se ajuste ao comportamento desejado pelo grupo. Da mesma
forma, ao sentir-se parte de um grupo, é induzida no indivíduo uma percepção de
(3º) anonimato no sujeito. Esta diminuição da (4º) auto-consciência, juntamente
com o anonimato físico percebido, conduz à (5º) difusão de responsabilidade.

2
Esta, por sua vez, juntamente com a diminuição da auto-consciência, leva ao
fenômeno da (6º) DESINDIVIDUAÇÃO. Como consequências da desindividuação
deparamos com a perda de (7º) inibidores normais e o (8º) aumento da
responsividade a uma situação, o que significa que, num estado de
desindividuação, um indivíduo responderá mais e de forma menos inibida perante
uma situação do que responderia num estado não desindividuado. A (2º)
estimulação social que o indivíduo recebe, ou seja, o aumento do número de
estímulos relacionados com a situação grupal recebidos, leva a uma diminuição da
(4º) auto-consciência.

A diminuição da autoconsciência como resultado final descrito acima, deixam as


pessoas vulneráveis a todo tipo de influência social, pois são freqüentes as
ocasiões hoje em dia nas grandes participações em acontecimentos coletivos, em
especial os grandes eventos realizados em estádios.

Muito provavelmente ocorre este fenômeno dentro das torcidas organizadas,


quando elas estão nos estádios. Dados dos fenômenos de violência que ocorrem
no Brasil, são fundamentalmente observados nos eventos de Futebol o que nos
permite perceber que a violência praticada, enquanto complexo fenômeno social,
precisa ser analisada em toda sua complexidade e, para entendê-la, há que se
pensar no processo psicológico de desindividuação.

Se analisarmos a forma como estas torcidas organizadas funcionam, podemos


perceber que a violência praticada, precisa ser avaliada em toda sua amplitude
como fenômeno social organizado.

2
1. 2. 8 O que è uma Torcida Organizada?
Torcida organizada ou torcida uniformizada é o nome da associação de torcedores
profissionais de um determinado clube esportivo no Brasil. O termo "uniformizada"
é dado quando os membros utilizavam roupa com a própria marca da torcida.

Fig 01 - Torcida Galoucura, organizada do Atlético Mineiro.

No Brasil temos um total de 254 Torcidas Organizadas registradas nos Estados


Brasileiros até 31 de dezembro de 2008:

1. 2. 9 A História das torcidas organizadas no Brasil


O embrião das torcidas organizadas no Brasil foi a Charanga do Flamengo,
fundada por Jaime de Carvalho em 1942, por ocasião da realização de um Fla-Flu

3
disputado no Estádio de Laranjeiras. A característica principal da Charanga era
que se tratava um grupo de músicos que formaram uma banda que tocava durante
as partidas. A primeira torcida organizada nos moldes atuais, a Torcida
Uniformizada do São Paulo (TUSP), foi fundada em 1958, por Manoel Raimundo
Pais de Almeida.

O Grêmio Gaviões da Fiel Torcida é simultaneamente uma torcida organizada


do clube de futebol Sport Club Corinthians Paulista e uma escola de samba,
fundada em 1969, localizada no bairro do Bom Retiro, São Paulo.

Foi a primeira torcida organizada do Brasil a ter uma estrutura administrativa


interna regida por regras estatutárias. Ao contrário de outras escolas originadas a
partir de torcidas organizadas de futebol, como a Mancha Verde, que possui uma
escola e uma torcida com registro, sedes e estatuto diferenciados, na Gaviões os
departamentos de Carnaval e os ligados ao futebol fazem parte de uma mesma
entidade.

A Gaviões da Fiel é atualmente a maior torcida organizada do Mundo, com um


quadro de mais de 60 mil sócios com carteirinha, Tendo como destaque a
execução do maior bandeirão do país, "aposentado" em dezembro de 2005 e
substituida pela maior do mundo em março de 2009.

1. 2. 10 As instigações nos nomes das Torcidas


Como podemos ver, os próprios nomes já podem sugestionar instigações,
disputas e poder. Por exemplo:
Pavilhão 9, Estopim da Fiel, Fiel Macabra, Coringão Chopp, Porks Alvi Verde,
Falange Tricolor, Sangue Rubro, Força Jovem, Guerreiros da Tribo, Fúria
Independente, Torcida dos Gladiadores , Torcida Fúria, Comando Azul, Ira Jovem.

1. 2. 11 A violência nas Torcidas Organizadas

Os Confrontos
As torcidas tiveram um grande crescimento, e muitos de seus membros se
envolveram em brigas de torcedores, o que chegou a levar o Ministério Público a

2
pedir a extinção das entidades em 1997. A agremiação chegou mesmo a ter
suspensas por liminar as suas atividades como torcida.
É Comum torcidas organizadas envolverem-se em atos de banditismo onde
muitos confrontos sao marcados pela internet entre torcidas rivais. É freqüente
também a participação de dependentes químicos envolvidos com o tráfico de
drogas dentro das organizadas. A polícia local envolve-se para evitar os
confrontos. Várias medidas são criadas para que haja o enfraquecimento dos
conflitos. É freqüente também a participação de meliantes envolvidos com o tráfico
de drogas nas periferias das grandes cidades dentro das organizadas.

Segundo Minayo, na década de 1990, a preocupação com o tema ganhou


prioridade e, nas agendas das organizações internacionais do setor, a violência,
pelo número de vítimas e a magnitude de seqüelas que produz, tanto num nível
orgânico quanto no emocional, passou a adquirir um caráter endêmico e passou a
ser relacionada como um problema de saúde pública em vários países. (Minayo,
1994; Souza e Minayo, 1994; Simões, 2002; Souza, 2005).

1. 2. 12 Exemplos nas reportagens:


17 anos após a década citada acima por Minayo, a preocupação agravou-se em
muitas regiões como observaremos neste exemplo:
Torcidas dividem o Rio em áreas de guerra. (Mahomed, S. 2007)
Organizadas demarcam territórios e proíbem acesso de rivais, que são
agredidos e expulsos. Mahomed, S. (2007)
Rio - A rivalidade entre as torcidas organizadas do Rio está transformando a
cidade num campo minado. Obcecados, torcedores fanáticos dos quatro grandes
clubes cariocas — Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense — estão
demarcando seu território, proibindo a presença de rivais e espalhando medo por
toda a cidade. (Reportagem completa, vide anexo 06)

1. 2. 13 Levantamentos sobre mortes


(Fonte - Baldy H. 2008, WWW.terra.com.br/noticias - Agência Brasil - 31 de julho de 2008 • 19h44 • atualizado
às 20h38)

2
Últimos 10 anos: 33 mortes
Um levantamento produzido pela professora da Universidade de Campinas
(Unicamp) Heloísa Baldy, especialista em direito e sociologia do esporte, indica
que, nos últimos anos dez anos, tumultos e confrontos entre torcedores de futebol
resultaram em 33 mortes, sendo que 22 delas ocorreram no Estado de São Paulo.
Ainda de acordo com Heloísa Baldy, existem ainda, aqueles que motivam
pessoas, que têm grande atração pela violência, a se associar aos torcedores
para, num ambiente de massa, se tornar anônimo e cometer transgressões que
podem se transformar em grandes tragédias. No Brasil ainda não há dados sobre
a relação entre detidos e o respectivo vínculo às torcidas organizadas.

Segundo Capez, 1996. p. 49-52. promotor da procuradoria da justiça do estado de


São Paulo, ele chama atenção para o fato de que toda semana algum incidente
deixa claro que determinadas zonas de nossas principais cidades são mais
perigosas para o transeunte pacífico em dias de jogos de futebol do que as
sombrias regiões, outrora clássicos refúgios de criminosos, e que esse tipo de
violência está relacionado principalmente às chamadas torcidas organizadas e
pode ser caracterizado por atos de vandalismo, brigas e distúrbios tanto nos
estádios de futebol quanto no trajeto de deslocamento de ida e volta.

Ainda de acordo com dados do promotor Fernando Capez, da procuradoria da


justiça de São Paulo, constatou a existência de sequestradores, ladrões e
traficantes e todo tipo de criminoso no meio das torcidas organizadas. Verificou-
se, também, que 15% dos integrantes das torcidas organizadas tinham
antecedentes criminais, e, só na Mancha Verde, torcida organizada do Palmeiras,
com 21 mil associados, havia cerca de 3.150 marginais fichados na polícia.

De acordo com Minayo, (1994), existem ainda fatores situacionais que podem
servir como elemento potencializador, como o uso de drogas, álcool, porte de
arma, a participação em subgrupos sociais e facções criminosas entre outros.

1
Diante destes dados, cabe perguntar se esta intenção e seus resultados, não são
frutos do processo psicológico de desindividuação.
Se analisarmos a forma como estas torcidas organizadas funcionam, podemos
perceber que a violência praticada, enquanto complexo fenômeno social, precisa
ser analisada em toda sua complexidade e, para entendê-la, há que se pensar na
desindividuação.

A colaboração deste estudo busca apontar a magnitude do fenômeno da


desindividuação, suas características e tendências e, quem sabe, assim, compor
um quadro diagnóstico voltado para uma ação prática e preventiva. É neste
sentido que se pretende objetivar o direcionamento e as perspectivas deste
trabalho.

2. OBJETIVO GERAL
Observar se uma torcida Organizada permite e promove o processo de
desindividuação em seus membros em uma situação real de jogo.

2. 1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Pretende-se observar e anotar sem identificação dos participantes e das Torcidas
Organizadas. O estudo seguirá a Resolução CNS 196/96 que dispõe sobre
pesquisa envolvendo seres humanos.
O objetivo não é identificar pessoas participantes das Torcidas Organizadas e sim
apenas observar um jogo ao vivo, com as possíveis alterações comportamentais
do indivíduo.
Observar se: 1º - A presença de um indivíduo num grupo e o tamanho do grupo
levam a que o primeiro esteja exposto a estímulos sociais que fazem com que o
seu comportamento se ajuste ao comportamento desejado pelo grupo.
2º - Talvez inferir se: como consequências da desindividuação deparamos com a
perda de inibidores normais e o aumento da responsividade a uma situação, o que
significa que, num estado de desindividuação, um indivíduo responderá mais e de

2
forma menos inibida perante uma situação do que responderia num estado não
desindividuado.
3º - Talvez inferir se a estimulação social que o indivíduo recebe, ou seja, o
aumento do número de estímulos relacionados com a situação grupal recebidos,
leva a uma diminuição da auto-consciência.

3. HIPÓTESES
Em situações de Torcidas Organizadas, pessoas vivem o processo de
desindividuação demonstradas pelos comportamentos de violência e selvageria,
em parte potencializadas com o uso de drogas e álcool.

4. JUSTIFICATIVA
Tendo em vista a insuficiência de dados empíricos para uma maior contribuição da
Psicologia Social quanto ao conhecimento das características dos estímulos que
levam a perda total das responsabilidades os quais em parte são responsáveis por
diversos crimes e desordens coletivas, podem servir como suporte para o trabalho
de profissionais da área comportamental visando:
Diminuir o numero de violências e mortes causadas pelas torcidas organizadas.
Abrandar o numero de quebradeiras de casas comerciais em avenidas e ruas.
Entender qual o caminho inverso para os que estão em fase de recuperação social
e desenvolver prevenção.
Entender porque líderes estimulam “inocentes” e mesmo pessoas “violentas” à
obediência cega.

5. MÉTODOS

5.1 Sujeitos
Será feita uma Pesquisa de Campo durante um jogo em um Estádio de Futebol
em São Paulo apenas observando das arquibancadas suas Torcidas Organizadas.

2
5.2 Instrumentos
Em campo, não será utilizado nenhum objeto para coleta de dados, apenas
observações.
Posteriormente as observações serão transcritas para um “Diário de Campo”
formando um instrumento de coleta de dados, a ser preenchido pelo pesquisador,
contendo as seqüências da hipótese em questão. (vide Anexo 01)

5.3 Aparatos de pesquisa


Serão utilizados folhas, canetas esferográficas, transporte ao estádio, ingressos
ao mesmo, lanches, 1 mesa com 1 cadeira e 1 computador com impressora.

5.4 Procedimentos
Consentimento da UNIP para garantir que os procedimentos da pesquisa
asseguram a confiabilidade, a privacidade e protejam imagem dos participantes. A
autorização será específica para “observação e anotação” necessárias para
realizar Pesquisa de Campo em um Estádio de Futebol em São Paulo.
A pesquisa seguirá a Resolução CNS 196/96 que dispõe sobre pesquisa
envolvendo seres humanos.

5. 5 Etapas da Pesquisa de Campo


a- Será feita observação de maneira neutra, dentro de um Estádio de Futebol em
São Paulo na presença das respectivas Torcidas Organizadas durante uma
partida de futebol.
b- Será utilizado como instrumento de “coleta de dados” apenas as observações
do grupo, das quais serão transferidas para um “Diário de Campo” pelos
pesquisadores em dias posteriores.
c- Uma vez em posse dos dados coletados durante a pesquisa, será feita
avaliação para se comprovar ou não as seqüências da hipótese em questão.

6. CONCLUSÃO

2
Devidos as Condições de segurança foi nos permitido apenas fazermos
observações. Todas as conclusões serão inferidas.

As observações confirmaram apenas parcialmente as hipóteses apresentadas, o


que nos abriu um novo fluxo. Encontramos grupos desindividualizados, mas
também grupos individualizados, ou seja, pessoas que obedeciam cegamente
sem questionar seus princípios morais e pessoas que ao contrário, demonstravam
não só ter pleno controle de suas emoções e sentimentos como também
auxiliavam mulheres e crianças a descerem escadas.
Na parte Desindividualizada dentro da Torcida, pode-se inferir que, é um tipo de
atividade que implica em comportamento agressivo, relacionado por alguma forma
de competição mesmo entre torcidas do próprio time.
Da violência, pode-se constatar o uso de critérios limitados vinculados às questões
sociais e econômicas relacionadas a situações criadas a partir de um contexto de
frustrações.
O sujeito desamparado pela perda do poder busca alguma vinculação, onde sinta-
se acolhido, pertencente e valorizado tornando-se uma presa fácil para o crime
organizado.
Lembrando que, de acordo com dados citados do promotor Fernando Capez, da
procuradoria da justiça de São Paulo, constatou a existência de seqüestradores,
ladrões e traficantes e todo tipo de criminoso no meio das torcidas organizadas.
Verificou-se, também, que 15% dos integrantes das torcidas organizadas tinham
antecedentes criminais, e, só na torcida organizada do Palmeiras a Mancha
Verde, com 21 mil associados, havia cerca de 3.150 marginais fichados na polícia.

Essa situação estrutural é agravada, conjunturalmente, pela organização do crime


em torno do narcotráfico e do uso de drogas nos grandes centros urbanos,
fenômeno que, além de atrair facilmente grandes contingentes de jovens, envolve
autoridades públicas e empresários, penetrando em todas as camadas sociais.
Portanto não se trata apenas de situação econômica que explica tudo, da mesma

2
forma que é inadmissível aceitar que os impulsos agressivos são os únicos
problemas da violência.
O contexto da Desindividuação está longe de ser compreendida em toda a sua
complexa estrutura com as pesquisas de Campo realizadas num Campo de
Futebol, mas podemos inferir pequenos passos para que futuramente possam ser
explorados por outros Pesquisadores Sociais.

Para uma melhor compreensão iremos inferindo por que alguns adquirem e outros
não seus princípios; comparando com a Pirâmide de Maslow.

Fig 02 - Segundo Maslow, estas são as necessidades humanas até sua auto realização.

3
Fig 03Segundo Maslow, passo a passo até a necessidade tornar-se auto realizada.

De acordo com nossas levantamentos em Campo, pelas atitudes demonstradas


dos torcedores, observamos que nem todos atingiram o topo da pirâmide da
maneira esperada por Maslow.

Inferimos que em algum ponto da evolução humana, existem opções falhas, e


para explicar por que alguns adquirem e outros não seus princípios; comparando
com a Pirâmide de Maslow, fizemos uma analogia chamando-a de “Pirâmide com
Opção Social” dentro da categoria de “Necessidades Sociais”, e com os resultados
colhidos na Pesquisa de Campo, deparamos com a seguinte situação.

2
Fig. 05 - A Pirâmide com Opção de Social Bom e Social Mal altera os resultados finais em dois
grupos. O Grupo dos Individualizados e o Grupo dos desindividualizados

Abaixo construímos uma tabela com os dados das pirâmides para facilitar a
compreensão entre as comparações e seus inferidos resultados das observações
em Campo.

A Pirâmide com Opção Social A Pirâmide de Maslow


As Pulsões prematuras As Necessidades Fisiológicas
Processo de individualidade As Necessidades de Segurança

Sociabilidade Disponibilidade Social As necessidades Sociais


Boa Má
A Necessidade de Auto-estima
Bom pertencimento Social Mau pertencimento Social
A Necessidade de Auto-realização
Bem-estar Falso Bem-estar
Individualizado e Consciente de si Desindividualizado

1
Tabela 01

Diante do quadro acima, Inferimos que até a base 2 das necessidades fisiológicas
e de segurança a criança se encontra protegida (por não ter autonomia seletiva).
Quando a busca por Socialização se inicia e as opções se abrem em seu
caminho, as escolhas serão obrigatórias pelo resto da vida e segundo nossa
inferência, esse é o ponto crucial que precisa ser protegido e bem orientado pelos
responsáveis.

A base social aqui oferece duas vias que se separam, a Disponibilidade Social
Boa e a Disponibilidade Social Má, que farão parte dessa criança por alguns anos.
Inferimos que a escolha errada aqui fará do jovem uma presa muito fácil pela
criminalidade, porque ele não tem discernimento formado ainda, sendo imperativo
uma liberdade vigiada, até se tornar auto-discernente.

Aqui deixamos uma hipótese para os próximos pesquisadores.


Será que os membros das camadas sociais desindividualizadas, que representam
a maioria dos torcedores componentes das torcidas organizadas, os responsáveis
pela maioria dos distúrbios e conflitos de violência, dentro e fora dos estádios de
futebol, teriam se exposto à delinqüência se a sociedade tivesse fornecido Opções
Boas para que tornassem auto-discernentes?

Concluimos ainda a necessidade da Auto-realização, por serem as mais elevadas


no humano, permitindo a individualização realizar o seu próprio potencial e
capacidades para auto desenvolver-se continuamente.

2
 CRONOGRAMA

2009 01 a10 11 a 20 21 a 30
março Organização Organização Análise dos dados
Verificação das Verificação das Verificação das
abril
hipóteses hipóteses hipóteses
Levantamento das Levantamento das
Levantamento nos
maio referências referências
meios eletrônicos
bibliográficas bibliográficas
Elaboração final da Elaboração final da Entrega da parte 2
junho
parte 2 da pesquisa parte 2 da pesquisa da pesquisa
Início da continuidade Elaboração final de Elaboração final de
agosto
da pesquisa partes da pesquisa partes da pesquisa
Elaborações finais de Elaborações finais
setembro Entrega da pesquisa
partes da pesquisa da pesquisa
outubro Elaboração da parte 4 Elaboração final da Entrega da parte 4

2
da pesquisa parte 4 da pesquisa da pesquisa
Visita a um Estádio
Formulação dos Entrega da parte 4
novembro de Futebol em São
dados observados da pesquisa
Paulo
Apresentação da
dezembro
pesquisa

 REFERÊNCIAS
Bibliográficas e em meio eletrônico
 Capez, F. Violência no futebol. In: Lerner, J. (Ed.). A violência no esporte. São
Paulo: Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania: Imesp, 1996. p. 49-52.
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regulation in group members. In P. B. Paulus (Ed.), Psychology of group influence (pp.
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Haney, C., Banks, C. & Zimbardo, P. (1973). Interpersonal Dynamics in a simulated
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 Festinger, L., Pepitone, A. and Newcomb T. (1952). Some consequences of


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 Heloiza, B. Levantamentos sobre mortes causadas por torcidas. Agência Brasil,


Campinas, 31 de julho de 2008. Disponível em,
WWW.terra.com.br/noticias.html, Acesso em: 09 mai. 2009.

2
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 Mahomed, S. Torcidas dividem o Rio em áreas de guerra. Jornal O Dia, Rio de


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 Minayo, 1994; Souza e Minayo, 1994; Simões, 2002; Souza, 2005. Violência entre
torcidas nos estádios de futebol: uma questão de Saúde Pública. Disponível em,
www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext.

 Mullen, B., Migdal, M., & Rozell, D. (2003, September). Self-Awareness,


Deindividuation, and Social Identity: Unraveling Theoretical Paradoxes by Filling
Empirical Lacunae. Personality and Social Psychology Bulletin, 29(9), 1071-1081.

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http://units.muobio.edu/psybersite/fans/deindividuation.shtml, Acesso em: 09 mai. 2009

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computer-mediated communication. Communication Research, 21(4), 427-459.

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2009

 Zimbardo, P. G., (1969). The human choice: Individuation, reason, and order versus
deindividuation, impulse, and chaos. Nebraska Symposium on Motivation, 17, 237-307.

1
 Zimbardo, P. G. (1970). The human choice: Individuation, reason, and order versus
deindividuation, impulse, and chaos. In W. J. Arnold and D. Levine (Eds.), 1969 Nebraska
Symposium on Motivation (pp. 237-307). Lincoln, NE: University of Nebraska Press.

 Zimbardo, P. G., (2007). The Lucifer Effect: understanding how good people turn
evil. New York: Random House.

 Zimbardo, P. et al. (1999) Transforming people into perpetrators of Evil. 1999


Holocaust Lectures, Sonsoma State University.

 Zimbardo, Philip.(2004) A situationist perspective on the psychology of Evil:


understanding how good people are transformed into perpetrators. In Miller, (Ed.) The
Social psychology of good and evil: understanding our capacity for kindness and cruelty.
New York: Guilford.

Anexo 01
Este relatório é parte de um projeto realizado no âmbito da disciplina de Psicologia
Social pela Universidade Paulista - UNIP.

Sábado, 14 de novembro de 2009, 21h25

Com recorde, São Paulo bate Vitória e abre vantagem para ser
tetra
Em noite de presença recorde de público no Morumbi na atual temporada, o São Paulo
mais uma vez confirmou o favoritismo e abriu vantagem de três pontos rumo ao tetra
nacional, que seria o sétimo título de sua história. Diante de 53.204 pagantes, o novo
líder do Campeonato Brasileiro bateu o Vitória por 2 a 0 neste sábado e deu mais um
passo importante para manter a hegemonia recente no País, restando três rodadas para o

2
término da competição.

Com o terceiro triunfo seguido em seus domínios e sua maior vantagem na liderança
neste Campeonato Brasileiro, a torcida já demonstrou o otimismo nas arquibancadas e
soltou o grito antecipado de "é campeão". Agora com 62 pontos, três a mais que o rival
Palmeiras, o time tricolor terá os duelos contra Botafogo e Goiás (ambos fora) e Sport
(em local a ser definido) antes de poder colecionar mais uma taça no final do ano.

2
Antes da multidão que levou ao Morumbi neste sábado, o São Paulo tinha como melhor
público em 2009 os 52.809 que registrou contra o Cruzeiro, ainda no primeiro
semestre, pelas quartas de final da Libertadores, quando teve final bem diferente e deu
adeus ao torneio com derrota pelo mesmo placar. Já no Brasileiro, o recorde pertencia
ao clássico sem gols com o Palmeiras, no dia 30 de agosto (22ª rodada), com 41.083. O
duelo deste final de semana, inclusive, pode ser a despedida do time em seu estádio
nesta temporada. Isso porque a equipe perdeu o mando de campo para a partida contra
o Sport, por invasão de campo de um torcedor no jogo com o Internacional.

Com postura bastante agressiva desde os primeiros minutos, o São Paulo chegou até a
mostrar descontrole emocional em discussão ríspida entre André Dias e Hugo, que foi
rapidamente abafada por companheiros de elenco. E com a tática ofensiva, nem sentiu
os desfalques dos suspensos Jean, Dagoberto e Borges, chegando à abertura do placar
aos 24min de bola rolando. Livre dentro da área, Washington demorou para finalizar e
parou em defesa do goleiro Viáfara. Porém, na sobra, Jorge Wagner aproveitou e
estufou as redes.

Na sequência da primeira etapa, os mandante seguiram com maior domínio, mas


sofriam com a perigosa bola parada do Vitória. Já na volta dos vestiários para o
segundo tempo, a equipe dirigida pelo técnico Ricardo Gomes precisou de pouco tempo
para praticamente sacramentar mais três pontos na briga pelo troféu. Aos 3min,
Hernanes fez desarme no campo de ataque, pelo lado esquerdo, e cruzou com precisão
para Hugo se antecipar à zaga baiana e escorar de cabeça para o gol, ampliando a festa
tricolor.

FICHA TÉCNICA

São Paulo 2 x 0 Vitória

Gols
São Paulo: Jorge Wagner, aos 24min do 1º tempo, e Hugo, aos 4min do 2º tempo

Lance bizarro
- Discussão ríspida entre André Dias e Hugo ainda no primeiro tempo. Após falta

3
cobrada para a área paulista, André Dias gritou com Hugo, que respondeu com um
empurrão. Pelo lance, os dois receberam cartão amarelo, o que irritou o técnico Vagner
Mancini, do Vitória, que queria a expulsão da dupla

Ponto Forte do São Paulo


- Postura agressiva desde o início, dominando as ações o tempo inteiro e pressionando
o Vitória no campo de defesa
Ponto Forte do Vitória
- Entrada de Leandro Domingue, que movimentou o ataque baiano Ponto Fraco do
São Paulo
- Atuações de Washington e Richarlyson. Enquanto o primeiro mostrou bastante garra e
participou de lances decisivos, mas falhou em diversas finalizações com chances claras
de gol, o segundo entrou mal no decorrer da partida e ainda irritou o técnico Ricardo
Gomes com seguidas subidas ao ataque

Ponto Fraco do Vitória


- Viáfara, que falhou no segundo gol são-paulino e errou muito quando repôs a bola

4
Personagem do jogo
Hernanes, principal articulador do São Paulo na partida

Esquema Tático do São Paulo


3-5-2
Rogério Ceni; Renato Silva, André Dias e Miranda; Adrián González, Arouca,
Hernanes (Marlos), Jorge Wagner (Richarlyson) e Junior Cesar; Hugo (Oscar) e
Washington; técnico: Ricardo Gomes

Esquema Tático do Vitória


4-4-2
Viáfara; Carlos Alberto (Leandro Domingues), Anderson Martins, Fábio Ferreira e
Leandro; Vanderson, Magal, Jackson (Willian) e Ramon; Leandrão e Gláucio (Neto
Berola); técnico: Vagner Mancini

Árbitro
Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS)

Público
53.204 pagantes

Renda
R$ 1.776.015,00

Local
Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

ANEXO 02

As Torcidas registradas no Estado de São Paulo (34) (vide Anexos)


• Gaviões da Fiel (Sport Club Corinthians Paulista)
• Torcida Jovem Camisa 12 (Sport Club Corinthians Paulista)

5
• Pavilhão 9 (Sport Club Corinthians Paulista)
• Estopim da Fiel (Sport Club Corinthians Paulista)
• Fiel Macabra (Sport Club Corinthians Paulista)
• Coringão Chopp (Sport Club Corinthians Paulista)
• Mancha Alvi-Verde ou Mancha Verde (Sociedade Esportiva Palmeiras)
• Academicos da Savoia (Sociedade Esportiva Palmeiras)
• Porks Alvi Verde (Sociedade Esportiva Palmeiras)
• TUP (Sociedade Esportiva Palmeiras)
• Torcida Tricolor Independente (São Paulo Futebol Clube)
• Dragões da Real (São Paulo Futebol Clube)
• Torcida Império Tricolor(São Paulo Futebol Clube)
• Falange Tricolor (São Paulo Futebol Clube)
• Metal Tricolor (São Paulo Futebol Clube)
• Torcida Jovem do Santos (Santos Futebol Clube)
• Sangue Jovem do Santos (Santos Futebol Clube)
• Força Jovem do Santos (Santos Futebol Clube)
• Guerreiros da Tribo (Guarani Futebol Clube)
• Fúria Indepentente do Guarani (Guarani Futebol Clube)
• Amor Maior (Associação Atlética Ponte Preta)
• Serponte (Associação Atlética Ponte Preta)
• Leões da Fabulosa (Associação Portuguesa de Desportos)
• Mancha Azul (São José Esporte Clube)
• Comando Azul (Associação Desportiva São Caetano)
• Torcida Gladiadores (Associação Desportiva São Caetano)
• Sangue Rubro (Esporte Clube Noroeste)
• Torcida Fúria Andreense (Esporte Clube Santo André)
• Torcida Uniformizada Dragão Andreense (Esporte Clube Santo André)
• Ramalhão Chopp (Esporte Clube Santo André)
• Raça Grena (Sertãozinho Futebol Clube)
• Mancha alvi-negra (Comercial Futebol Clube)
• Gamor Força Jovem (Paulista Futebol Clube)

1
• Torcida Raça Tricolor (Paulista Futebol Clube)

ANEXO 03
As Torcidas registradas no Estado do Rio de Janeiro (56)
• Clube de Regatas do Flamengo
• Charanga Rubro-Negra
• Dragões Rubro-Negros

1
• Falange
• Torcida Fla 12
• Flamante
• Torcida Jovem do Flamengo
• Torcida Urubuzada
• Raça Rubro-Negra
• Fla Manguaça
• Fluminense Football Club
• Young Flu
• Legião Tricolor (Movimento Popular)
• Força Flu
• Fiel Tricolor
• Garra Tricolor
• Flunitor
• Jovem Flu
• Club de Regatas Vasco da Gama
• Força Jovem Vasco
• Ira Jovem Vasco
• Torcida Organizada do Vasco - T.O.V.
• Mancha Negra do Vasco
• Pequenos Vascaínos
• Torcida Vila Vasqueire
• Super Jovem Vasco
• Torcida Gigantes da Colina
• Renovascão
• Botafogo de Futebol e Regatas
• Fúria Jovem do Botafogo
• Torcida Jovem do Botafogo
• Loucos pelo Botafogo
• América Futebol Clube
• Sangue Jovem do América

1
• Torcida Inferno Rubro América
• Torcida Leões da Baixada
• Campo Grande Atlético Clube
• Torcida Super Galo
• Torcida Gala
• Céres Futebol Clube
• Garra Azul Celeste
• Bangu Atlético Clube
• Banfiel
• Super Bangu
• Duque de Caxias Futebol Clube
• Dragões de Caxias
• Olaria Atlético Clube
• Torcida Poder Azul
• Torcida Fiel
• Torcida Jovem do Olaria
• Americano Futebol Clube
• Império Americano
• Campo Grande Atlético Clube
• Torcida Organizada Galo
• Friburguense Atletico Club
• Garra Tricolor

ANEXO 04

As Torcidas registradas no Estado de Minas Gerais (11)


• Torcida Organizada Seita Verde (América Futebol Clube)
• Pavilhão Independente (Cruzeiro Esporte Clube)
• Máfia Azul (Cruzeiro Esporte Clube)

1
• fanati-cruz (Cruzeiro Esporte Clube)
• Galoucura (Clube Atlético Mineiro)
• Galo-metal (Clube Atlético Mineiro)
• Dragões da Fao (Clube Atlético Mineiro)
• Independente (Ipatinga Futebol Clube}
• Avacoelhada (América Futebol Clube)
• Torcida Jovem Americana (América de Teófilo Otoni)
• Tribo Carijó (Tupi Futebol Clube)

Anexo 05

Reportagem
(Fonte, Jornal O Dia - 24/11/2007 22:39:00 - WWW.terra.com.br/o dia online. Repórter, Mahomed Saigg)

Título: Torcidas dividem o Rio em áreas de guerra

1
Organizadas demarcam territórios e proíbem acesso de rivais, que são
agredidos e expulsos

Rio - A rivalidade entre as torcidas organizadas do Rio está transformando a


cidade num campo minado. Obcecados, torcedores fanáticos dos quatro grandes
clubes cariocas — Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense — estão
demarcando seu território, proibindo a presença de rivais e espalhando medo por
toda a cidade. (Reportagem completa no Anexo 06)
Uniformizados ou não, aqueles que são identificados numa área dominada por
‘inimigos’ são perseguidos, agredidos e expulsos do local. Para se tornar uma
vítima, nem é preciso ser integrante de alguma organizada, basta que sejam
torcedores de um time adversário para serem hostilizados.
Levantamento de “TERRA - O DIA - ONLINE” com informações de componentes
das torcidas Jovem do Flamengo, Força Jovem do Vasco, Fúria Jovem do
Botafogo e Young Flu mostra os 15 principais pontos de combate dos membros
destas quatro facções, as mais violentas do Rio. O mapeamento também aponta
por quem eles são controlados, como é o caso das ruas Santa Clara e Rodolfo
Dantas, em Copacabana, redutos da Jovem Fla, e da Rua dos Artistas, na Tijuca,
dominada pela galera da Fúria Jovem.
“Invadir território inimigo hoje é o mesmo que tentar atravessar a Faixa de Gaza
segurando uma bandeira de Israel. É pedir para morrer”, compara um integrante
da Força Jovem do Vasco que, por questões de segurança, preferiu não se
identificar, referindo-se ao território palestino.
A mais recente vítima desta guerra entre torcedores rivais foi o rubro-negro
Germano Soares da Silva, 44, que morreu quinta-feira. Líder da torcida Jovem Fla,
ele foi espancado durante briga com integrantes da Força Jovem, dia 16. O
confronto aconteceu na Praça 15, no Centro, e envolveu mais de 100 pessoas.
Cinqüenta e cinco foram detidas e levadas para a Delegacia de Proteção à
Criança e ao Adolescente (DPCA).

3
Membro da Young Flu há 10 anos, o tricolor X. tem uma explicação para tanta
intolerância: “A rivalidade é muito grande, e todos querem ser soberanos. Quanto
mais violenta, mais respeitada ela é. Por isso quem ‘planta a cara’ em território
dominado por ‘alemães’ tem que ter disposição, porque será caçado”.

“Guerreiros” têm tratamento vip nas facções


Justamente por seu comportamento violento, os brigões das organizadas são
respeitados dentro das facções. Os mais cruéis são chamados de ‘guerreiros’ e
recebem tratamento VIP. Sempre prontos para agredir rivais, têm uma série de
benefícios.
“Os homens de frente são sempre os primeiros em tudo: a ganhar ingressos para
os jogos, a ser chamados para as viagens quando as partidas são disputadas fora
do Rio e, às vezes, até recebem ajuda de custo para firmar na torcida e dar apoio
nas batalhas”, revela um integrante da ‘tropa de elite’ da Fúria Jovem, do
Botafogo.
Mas, segundo este mesmo torcedor alvinegro, que já perdeu a conta de quantas batalhas
participou, e inconformado com a morte de Germano, ele anuncia mudanças na torcida. “Já
estamos nos movimentando para dar o troco neles (torcedores da Força Jovem do Vasco).
Isso não vai ficar assim. A galera da pesada mesmo, que tinha se aposentado, já está se
articulando para voltar. Vamos sacudir a casa deles”, ameaça o torcedor, acrescentando que
haverá punição para os integrantes da Jovem Fla que participaram da briga entre as duas
organizadas.