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Plano de Auto-Avaliação da BE

PLANO DE AVALIAÇÃO DA BE

Domínio objecto de auto-avaliação: Domínio B – Leitura e Literacia

Análise dos Indicadores B.1 e B.3

Para o trabalho desta 5ª sessão, escolhi os indicadores B.1 (Trabalho da BE ao


serviço da promoção da leitura na escola/agrupamento) e B. 3 (Impacto do trabalho da
BE nas atitudes e competências dos alunos, no âmbito da leitura e da literacia). O
primeiro reflecte um Processo; o segundo, um Impacto/ Outcome.
Ao lermos o modelo de auto-avaliação da BE, e numa análise atenta do conteúdo de
cada um destes campos (sobretudo os Factores Críticos de Sucesso), apercebemo-nos
da sua grande exigência e talvez nos sintamos “pequenos” diante de tamanha tarefa…
Contudo, tal como se afirma no texto orientador desta sessão, p. 7, “O modelo é
propositadamente ambicioso na definição destes factores, de modo a ser estimulante e
impedir que as escolas apenas reflictam nele as actividades/acções que comummente já
realizam, incentivando ao desenvolvimento de boas práticas e tendo, nesta medida, uma
forte componente formativa”.
No que diz respeito ao indicador B.1, os Factores Críticos de Sucesso elencados
parecem incidir sobre três grandes preocupações: a qualidade e variedade da colecção,
de acordo com as necessidades dos utilizadores, identificados com públicos de gostos e
interesses distintos; a promoção da leitura, mediante o desenvolvimento de estratégias e
actividades; a identificação de problemas e dificuldades, com o consequente
planeamento de acções de melhoria.
No âmbito da preocupação com a colecção, o documento em análise aponta a
necessidade de a BE disponibilizar uma colecção adequada, variada e regularmente
actualizada, pela aquisição de novidades editoriais, quer no plano literário, quer no
plano da informação. A qualidade, variedade e actualidade da colecção permitirá um
melhor apoio aos utilizadores nas suas escolhas: “A BE apoia os alunos nas suas
escolhas e conhece as novidades literárias e de divulgação que melhor se adequam aos
seus gostos”. Sublinha-se também a necessidade de prestar atenção aos interesses de
novos públicos, devendo a BE adequar “a colecção e as práticas às necessidades desses
públicos (CEF, EFA, CNO, outros) ”. Neste campo, é indispensável que a BE

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desenvolva mecanismos que lhe permitam identificar e ultrapassar problemas e lacunas,


através de “acções e programas que melhorem as situações identificadas”.
As acções apresentadas como factores críticos de sucesso na esfera da promoção da
leitura dominam o indicador B.1. São destacadas actividades como “sessões e clubes de
leitura, fóruns, blogs ou outras actividades que associem formas de leitura, de escrita ou
de comunicação em diferentes ambientes e suportes” e acções festivas como “encontros
com escritores ou outros eventos culturais que aproximem os alunos dos livros ou de
outros materiais/ambientes e incentivem o gosto pela leitura”. O documento apela para a
prática habitual deste tipo de actividades, como forma de envolver os alunos e de criar
neles o prazer de ler. Neste âmbito, é evocado o PNL e a pertinência das suas
orientações e propostas, que a BE deve saber aproveitar.
Como podemos verificar, a promoção da leitura não contempla apenas os livros, mas
incide também claramente sobre a apropriação de outros suportes e ambientes, que a BE
deve apoiar e ajudar a desenvolver: “a BE incentiva a leitura em ambientes digitais
explorando as possibilidades facultadas pela WEB, como o hipertexto, o e-mail, blogs,
wikis, slideshare, youtube…” Nessa medida, sublinha-se a importância da dinamização
de acções formativas que contribuam para trabalhar as competências de leitura.
No âmbito da leitura informativa, é ainda colocado em destaque o valor do trabalho
colaborativo entre a BE e os Departamentos Curriculares, “no desenvolvimento de
actividades de ensino e aprendizagem ou em projectos e acções que incentivem a
leitura”. Como forma de tornar mais eficaz o serviço de apoio à leitura informativa e ao
estudo, salienta-se a atenção devida ao carácter transversal e articulado da
aprendizagem, recordando-se a responsabilidade da BE nesse campo: “A BE organiza e
difunde recursos documentais que, associando-se a diferentes temáticas ou projectos,
suportam a acção educativa e garantem a transversalidade e o desenvolvimento de
competências associadas à leitura”.
Não menos importante é o incentivo ao empréstimo domiciliário, como estratégia de
promoção dos hábitos de leitura fora do ambiente escolar, envolvendo até as famílias e
constituindo-se uma prática para a vida.
Para observar a concretização deste processo que é o Trabalho da BE ao serviço da
promoção da leitura na escola/agrupamento, o modelo de auto-avaliação apresenta uma
série de possíveis instrumentos úteis à recolha de evidências: “estatísticas de requisição,
circulação no agrupamento e uso de recursos relacionados com a leitura; estatísticas de

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utilização informal da BE; estatísticas de utilização da BE para actividades de leitura


programada/articulada com outros docentes; registos de actividades/projectos;
questionário aos docentes (QD2); questionário aos alunos (QA2)”. A equipa da BE
poderá aplicar todos estes instrumentos e ainda acrescentar outros que considere
pertinentes, de acordo com a intensidade e variedade das acções desenvolvidas e com a
variedade de públicos envolvidos. A diversidade destes instrumentos tem a vantagem de
possibilitar o cruzamento das informações recolhidas, tornando-as assim mais
consistentes e fiáveis.
As estatísticas permitem conhecer a utilização e o funcionamento da BE, no que se
refere aos inputs (por exemplo, o número de documentos adquiridos para actualizar a
colecção), aos processos (actividades e serviços, neste caso, na promoção da leitura: por
exemplo, o número de sessões da Hora do Conto) e aos outputs (por exemplo, o número
de visitas organizadas à BE, o número de empréstimos para circulação interna na escola/
agrupamento, e empréstimos domiciliários).
Por sua vez, os questionários são uma forma prática e relativamente rápida de
recolher, comparar e tratar a informação, permitindo inquirir um número significativo
de utilizadores. Não é necessário que a aplicação destes instrumentos ultrapasse os 20% ou
30% do número total de professores e 10% do número de alunos em cada nível de
escolaridade, o que já é suficiente para obter amostras representativas.
Por fim, no âmbito do indicador B.1, na coluna das Evidências, faz-se ainda
referência aos registos de actividades e projectos desenvolvidos pela ou com a BE. Estes
registos podem ser encontrados no Plano de Actividades da BE, integrado no Plano
Anual de Actividades da escola/ agrupamento, eventualmente no Plano de Actividades
de um Clube ou Projecto, nos regulamentos de algumas actividades (por exemplo,
concursos), nos diversos documentos ou textos de divulgação de actividades produzidos
pela BE para o seu Boletim informativo, para a Página Web ou para o Blog da BE, etc.
No que toca as Acções para Melhoria, o modelo de auto-avaliação faculta um
conjunto de exemplos de iniciativas que a BE poderá implementar para melhorar o seu
desempenho relativamente ao indicador em causa, sempre que necessário. Parece
estabelecer-se quase sempre uma relação entre cada Factor Crítico de Sucesso e cada
exemplo de Acção para Melhoria, o que revela a preocupação de oferecer orientação e
ajuda para cada prática em que a BE manifeste limitações e o que indica também o cariz
pragmático deste documento. É de referir que estes exemplos apontam para acções

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concretas, que pretendem dar resposta às várias necessidades e lacunas encontradas no


processo de avaliação da BE, ou mesmo desde já, na actualização dos respectivos Plano
de Acção e Plano de Actividades, conforme a realidade de cada BE.
Da análise efectuada, confirma-se portanto que o indicador B. 1 se identifica com um
processo do qual fazem parte um conjunto de acções planeadas e desenvolvidas pela
BE, em articulação com a escola/ agrupamento, visando diversos públicos e accionando
os mais variados recursos, na promoção da leitura. Numa visão de conjunto, podemos
observar as diferentes etapas deste processo: o planeamento e o desenvolvimento de
diferentes acções que permitam garantir, de forma continuada, um bom serviço na
esfera da promoção da leitura; a recolha de evidências que permitirá demonstrar a
qualidade do serviço prestado; as iniciativas que poderão ser levadas a cabo para
colmatar eventuais falhas, ao longo do processo, principalmente após as conclusões da
auto-avaliação, que serão tidas em conta na eventual reformulação do Plano de Acção
(que deve ser revisto e actualizado anualmente) e na elaboração do Plano de
Actividades. Deste planeamento, influenciado já pelos dados da avaliação, serão
desencadeadas novas acções, por sua vez registadas num novo processo de recolha de
evidências, podendo dar origem a novas acções de melhoria, num “processo cíclico de
planeamento, execução e avaliação”, como refere o texto desta sessão, p. 3. A melhoria
contínua é, aliás, o princípio fundamental que norteia todo o processo de avaliação da
BE. É de realçar a responsabilidade que cabe ao Professor Bibliotecário, na coordenação
e liderança de todo o processo, desde a optimização dos serviços prestados até à recolha
de evidências, sem esquecer a identificação de problemas e o consequente planeamento
de acções de melhoria.
Passando agora ao indicador B.3, identificado como um indicador de impacto/
outcome, a sua ideia-chave é a verificação dos benefícios que a acção da BE trouxe aos
alunos, no desenvolvimento de competências de leitura e literacia. No âmbito deste
indicador, os Factores Críticos de Sucesso distinguem as duas faces da mesma
preocupação: por um lado, o proveito que os alunos retiram da BE e do livro, bem como
das actividades de promoção da leitura desenvolvidas pela BE; por outro lado, os
progressos que manifestam nos seus hábitos e competências de leitura e no domínio da
leitura em diferentes ambientes.
Em relação à primeira questão, o objectivo é perceber até que ponto a BE é utilizada
de modo a contribuir “para a aprendizagem e o sucesso educativo” dos alunos (texto da

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sessão, p. 1): há que saber se eles a utilizam para “ler de forma recreativa, para se
informar ou para realizar trabalhos escolares” e se “participam activamente em
diferentes actividades associadas à promoção da leitura: clubes de leitura, fóruns de
discussão, jornais, blogs, outros”.
Por outro lado, procura-se verificar se a BE tem, de facto, contribuído para melhorar
os hábitos e competências de leitura e literacia dos alunos, levando-os a ler “mais e com
maior profundidade” e conseguindo que eles dominem “equipamentos e ambientes
informacionais variados”.
A fim de obter essa informação sobre o Impacto do trabalho da BE nas atitudes e
competências dos alunos, no âmbito da leitura e da literacia, as evidências cuja análise
se recomenda incidem sobre a “utilização da BE para actividades de leitura”, seja na
escola/ agrupamento, seja em casa, através do empréstimo domiciliário e sobre as
consequências dessa utilização no desenvolvimento de competências de leitura
(estatísticas, grelhas de observação, questionários aos professores e aos alunos); sobre
os trabalhos realizados pelos alunos com o apoio da BE (registos informativos da
quantidade e qualidade dos trabalhos, relatórios de avaliação de actividades, quando
realizadas em articulação com os Departamentos, fotos, etc.); sobre a própria avaliação
dos alunos (análise diacrónica dos resultados). Na recolha de evidências deste indicador,
surge um instrumento que não está presente no indicador B.1, as grelhas de observação,
uma vez que é um meio destinado justamente a medir o impacto das acções
desenvolvidas junto dos utilizadores. Estas grelhas têm a vantagem de reunir
informações pormenorizadas sobre as reais competências dos alunos no âmbito da
leitura e da literacia, as suas atitudes diante de uma tarefa de pesquisa selecção e
tratamento de informação, por exemplo. Oferecem também a possibilidade de se adaptar
a cada nível de escolaridade em observação.
Também a “análise diacrónica das avaliações dos alunos” é um elemento novo,
relativamente ao indicador B.1. Mais uma vez, estamos perante um procedimento que
visa conhecer impactos, neste caso reflectidos no desempenho dos alunos e no seu
sucesso educativo. No que respeita os progressos, esse impacto só pode ser conhecido a
médio e longo prazo (ao longo de um ano lectivo, ou de um ano para o outro. Ao fim de
vários anos lectivos, é possível ter uma informação consistente da evolução – ou não –
dos alunos, em relação às suas competências de leitura e literacia).

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No âmbito das Acções para Melhoria, o indicador B.3 aponta para a urgência de
melhorar a oferta de actividades de promoção da leitura e o apoio no desenvolvimento
de competências nesse domínio, bem como para a necessidade de a BE dialogar e
cooperar quer com os docentes, quer com os alunos, no encontro de ideias e soluções
eficazes, para que estes se sintam mais motivados para um uso activo e profícuo da BE.
Como se conclui desta análise, o modelo de auto-avaliação pretende, não só conhecer
a actividade e a gestão da BE, a intensidade, a qualidade e a intenção do seu trabalho na
escola, mas também o impacto que esse trabalho tem nos resultados dos alunos, o
benefício que acrescenta à sua formação intelectual, académica e pessoal. Esta
valorização dos resultados, aliás, identifica-se com as actuais políticas educativas que
presidem à gestão e avaliação das escolas.
Tem, por isso, toda a pertinência integrar a auto-avaliação da BE no processo de
avaliação interna da escola, em perfeita articulação com o modelo de auto-avaliação
usado internamente, e tomá-la como referência para a avaliação externa, o que será
decisivo para a validação da auto-avaliação da BE. Essa integração será a expressão
última da acção colaborativa que entretanto deve ser consolidada entre a BE e todos os
órgãos da escola e deverá efectuar-se através da inclusão do Plano de Actividades da BE
no Plano Anual de Actividades da escola, em consonância com o Projecto Educativo e o
Projecto Curricular.

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Plano de Auto-Avaliação da BE

Plano de Avaliação

Nota Introdutória
Na elaboração do Plano de Avaliação da BE, é necessário ter em conta uma sucessão
etapas, de acordo com as orientações do Modelo de Auto-Avaliação, sublinhadas ainda
pelo texto desta 5ª sessão: a identificação de um “Problema/Diagnóstico” permite
definir o “objecto da avaliação”, seguindo-se as outras fases do processo: “Tipo de
avaliação de medida a empreender; Métodos e instrumentos a utilizar; Intervenientes;
Calendarização; Planificação da recolha e tratamento de dados; Análise e comunicação
da informação; Limitações, Levantamento de necessidades (recursos humanos,
financeiros, materiais…), etc.” (Texto da 5ª sessão, p. 6).
Na construção do Plano proposto para esta sessão, procurarei ter em conta estas etapas,
embora seguindo de perto as orientações do Modelo de Auto-Avaliação da BE.

1. Análise da realidade da BE face ao Domínio B (indicadores B.1 e B.3):

DOMÍNIO B Pontos fortes actuais Pontos fracos a Pontos em que ainda


Leitura e Literacia desenvolver não se pensou/ sem
informação

B.1 Trabalho da Alguma experiência Falta de actividades de Adequação da


BE ao serviço da da BE no formação de utilizadores colecção e das
promoção da desenvolvimento de (alunos) na área dos práticas da BE a
leitura na escola/ projectos de leitura, ambientes digitais. novos públicos (CEF
agrupamento em articulação com ou outros) e às suas
os docentes de Falta de acções de necessidades.
Língua Portuguesa. sensibilização para
docentes sobre as mais- Criação de redes de
Quantidade e valias da BE, enquanto trabalho a nível
qualidade das acções centro de recursos ao externo, com outras
desenvolvidas nesta serviço da leitura e da instituições/parceiros,
área. literacia. no desenvolvimento
de projectos de
Estabelecimento de Acompanhamento leitura.
uma articulação insuficiente dos alunos
regular entre a BE e na utilização dos Visitas regulares dos
os J. Infância/ equipamentos e recursos elementos da Equipa
escolas do 1º CEB do informáticos à BM e às livrarias
Agrupamento. para conhecimentos
Falta de um conjunto de de novidades
Reforço do fundo propostas de actividades editoriais.
documental da BE, para oferecer

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com os apoios diariamente aos alunos


financeiros do PNL e que vão à BE sem
da Direcção. objectivo definido.

Modernização dos Inexistência de um


equipamentos modelo de pesquisa de
informáticos. informação
uniformizado, proposto
Professora pela BE.
bibliotecária a tempo
inteiro. Insuficiência da
articulação entre a BE e
a maioria dos
Departamentos, as
ACND e outras
estruturas da escola.

Fraca rentabilização das


possibilidades de leitura
facultadas pela WEB
(blog da BE, slideshare,
youtube…).

B.3 Impacto do Motivação para a Carácter pontual das Conhecimento, de


trabalho da BE nas leitura, desencadeada actividades forma consistente e
atitudes e em muitos alunos desenvolvidas, que fiável, dos valores
competências dos pelas actividades de parecem insuficientes respeitantes à
alunos, no âmbito leitura e escrita que para criar hábitos de utilização da BE por
da leitura e da desenvolvidas com a leitura em alguns parte de alunos e
literacia. BE. alunos. professores, em
diversas situações:
Progressos de alguns Dificuldades taxa de utilização
alunos, no domínio manifestadas por alguns dos equipamentos;
das competências de alunos, nas percentagens de
leitura, graças à competências de leitura empréstimos
participação em e literacia, o que requer domiciliários e de
actividades de um acompanhamento
alunos que
leitura/ literacia com sistemático que
a BE. contemple os recursos recorrem ao
da BE. empréstimo;
Adesão regular de percentagens de
muitos alunos aos Indiferença manifestada alunos inscritos em
concursos e por muitos alunos actividades
passatempos (sobretudo os mais promovidas em
dinamizados pela BE velhos) em relação às articulação com a
ou por entidades iniciativas da BE ou BE, etc.
externas, no âmbito outras entidades, no
da leitura, da âmbito da leitura, da
pesquisa e da escrita pesquisa e da escrita.
(sobretudo o 2º
CEB). Má utilização da BE por
alguns alunos, que
Procura da BE por perturbam o ambiente

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grande parte dos de leitura e de estudo.


alunos, para aceder à
informação, em
suportes
diversificados, e para
a realização de
trabalhos.

Apetência para os
livros e as
actividades de leitura
por parte dos alunos
do E. Pré-Escolar e
do 1º CEB.

2. Aspectos implicados na avaliação do domínio seleccionado

2.1 Identificação dos aspectos directamente envolvidos:

2.1.1 Docentes e estruturas:

o Professora Bibliotecária, Equipa da BE e Professores Colaboradores;


o Departamento de Línguas (professores de Língua Portuguesa);
o Professora do Clube de Artes;
o Coordenador TIC;
o Coordenador de Clubes e Projectos;
o Directores de Turma;
o Coordenador do Conselho de Docentes Titulares de Turma;
o Coordenador do Conselho de Docentes de Articulação Curricular;
o Coordenador do Conselho de Docentes do Pré-Escolar;
o Educadoras de Arazede e professor do 1º CEB das Faíscas;
o Conselho Pedagógico;
o Direcção.

2.2 Definição dos documentos a analisar:

2.2.1 Amostras – Planificação da recolha e tratamento de dados:

As amostras incidirão sobre:

20% do número total de docentes;


10% do número total de alunos (2 salas dos J. Infância; 2 turmas de cada
ciclo);
10% do número total de pais/encarregados de educação.

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2.2.2 Evidências:

a) Dados quantitativos referentes ao funcionamento da BE:

 Taxa de utilização dos equipamentos (computadores);


 Taxa de utilização da BE, de leitura em presença;
 Percentagens de alunos que recorrem ao empréstimo domiciliário;
 Percentagens de alunos inscritos em actividades de promoção da leitura
dinamizadas em articulação com a BE;
 Frequência com que são realizadas actividades com recurso à BE (de literacia da
informação, de promoção da leitura, etc.);
 Frequência com que determinados recursos são utilizados (livros propostos para
projectos de leitura; recursos sugeridos para aquisição pelo departamento de L.
Portuguesa).

b) Dados qualitativos:

Consultas a docentes, alunos e outros elementos:

 Questionários específicos a alunos e a docentes (QD 2)


 Grelhas de Observação das actividades realizadas (O3 e O4);
 Comentários (orais ou escritos) sobre actividades articuladas entre a BE a sala de
aula (pesquisas, promoção da leitura, etc.);
 Caixa de sugestões/reclamações;
 Reuniões e encontros para auscultação com alunos, docentes, colaboradores;
 Reuniões e encontros com a direcção e outras estruturas da escola;
 Reuniões e encontros de trabalho e auscultação com a equipa;
 Conversas informais.

Observação e análise de recursos e de actividades:

 Observação de alunos em trabalho na BE;


 Realização de actividades específicas (observação individual ou grupos de
alunos);
 Utilização livre da BE: recursos utilizados, actividades realizadas;

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 Trabalhos realizados pelos alunos, na BE e em sala de aula.

Análise de documentação:

 Documentos que regulam a actividade da escola (PE, PC, PCT, RI, PAA);
 Documentos relativos à actividade da BE: Plano de Acção; Plano de
Actividades; Regulamento da BE; Manual de Procedimentos do Grupo
Concelhio);
 Actas e registos de reuniões na escola (com direcção da escola, departamentos e
outras estruturas);
 Actas e registos de reuniões com elementos exteriores (Biblioteca Municipal);
 Registos de actividades/projectos;
 Planos de trabalho e planificações conjuntas envolvendo a BE e os docentes;
 Boletim da BE e jornal escolar;
 Página Web e Blog da BE;
 Documentos relacionados com estratégias de comunicação, divulgação e
marketing;
 Registos fotográficos ou vídeo de projectos e actividades.

Modelo de Auto-Avaliação, pp. 64-66 (adaptado)

3. Calendarização:

Principais acções a realizar Calendarização


Estudo do Modelo de AA;
Reunião com a Equipa da BE para Outubro – 2009
conhecimento do Modelo;
Calendarização do processo.
Reunião com a Equipa e a Direcção para
reflexão sobre o Modelo; Novembro – 2009
Levantamento de necessidades;
Definição de recursos humanos e
materiais para aplicação do modelo.
Apresentação do Modelo ao CP;
Planificação da recolha e tratamento de Dezembro - 2009
dados;
Definição dos intervenientes no processo

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(alunos/ turmas; docentes e estruturas);


Definição da metodologia e do tipo de
instrumentos a utilizar.

Aplicação de instrumentos: dados Final de cada período lectivo.


quantitativos

Aplicação de instrumentos: dados


qualitativos:
Dezembro 2009 – Maio 2010
 Questionários
Janeiro 2009 – Maio 2010
 Grelhas de Observação
Ao longo do 2º e do 3º Períodos
 Reuniões e conversas informais
com entidades diversas
Ao longo do ano lectivo
 Observação de alunos em
actividade na BE; análise de
trabalhos dos alunos e dos recursos
utilizados
Janeiro/ Fevereiro – 2010
 Análise de documentação

Análise sistematizada de dados Junho - 2009

Elaboração do Relatório de Auto- Junho - 2009


Avaliação

Comunicação dos resultados à Direcção, Julho - 2009


ao CP e ao CG

Identificação do Domínio e Julho - 2009


Subdomínio(s) a avaliar no próximo ano

Bibliografia consultada:

Texto da 5ª sessão – O Modelo de Auto‐Avaliação das Bibliotecas Escolares:


metodologias de operacionalização (Parte I)

Basic Guide to Program Evaluation – http://www.managementhelp.org/

Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar (2009), RBE.

Formanda: Ângela Relvão


Turma 3

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