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Exercícios Resolvidos Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Exercícios Resolvidos: Aplicações da Integral


Contato: nibblediego@gmail.com
Escrito por Diego Oliveira - Publicado em 06/03/2016 - Atualizado em 24/11/2017

Exemplo 1: Suponha que uma pedra, situada a uma altura s0 do solo, seja aban-
donada. Considerando que sua velocidade inicial é nula determine suas equações
de movimento

Solução:

Durante a queda a pedra sofre os efeitos da gravidade, portanto, possui aceler-


ação gravitacional.

d
= −g
dt

Integrando ambos os membros:


Z Z
d = −g dt

⇒  = −gt + c1

Quando t = 0 sabemos que  = 0, pois a pedra parte do repouso, o que implica


na constante ser nula:

0 = −g · 0 + c1

⇒ c1 = 0

Assim, a equação de velocidade é:

(t) = −gt (1)


.

Integrando (1) chegamos agora a equação do movimento.

ds
= (t)
dt
⇒ ds = (t)dt

1
Exercícios Resolvidos Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

Z Z
⇒ ds = (t)dt

Z Z
⇒ ds = −gt dt

gt 2
⇒s=− + c2 (2)
2

Quando t = 0 temos s = so o que implica em c2 igual so

so = −g · 0 + c2

⇒ c2 = so

Finalmente substituindo o valor de c2 em (2) a equação do movimento será:

gt 2
s(t) = so −
2

Exemplo 2: Uma maleta cai acidentalmente de um balão que está estacionado


a uma altitude de 4.900m. Quanto tempo leva para a maleta atingir o solo?

Solução

Seguindo a lógica do exercício anterior a equação do movimento da maleta será:

gt 2
s(t) = so −
2

Onde so é a altura inicial da mala, que no caso é 4.900m, assim:

gt 2
s(t) = 4.900 −
2

Sendo g ≈ 9.81 e fazendo s(t) = 0 chegamos a solução:

s(t) = 0

9.81 · t 2
⇒ 0 = 4.900 −
2
⇒ t ≈ 31, 6067s

2
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Ou seja, a mala chega ao solo em aproximadamente 31,61 segundos.

Exemplo 3: Um menino no topo de um penhasco de 90m de altura, atira uma


pedra diretamente para baixo e esta atinge o solo 3.25s depois. Com que velocidade
o menino atirou a pedra?

Solução:

Usando a lógica do primeiro exercício uma das equações de movimento será:

(t) = −gt + c

Note que quando t = 0 temos (t) = o , sendo assim:

(t) = −gt + o

Integrando a função para determinar s(t) teríamos:


Z
s(t) = (t)dt

Z
s(t) = (o − gt)dt

gt 2
s(t) = o t − +c
2

Em t = 0 sabemos que s(t) = 90, assim:

gt 2
s(t) = 90 + o t −
2

Finalmente fazendo s(3.25) e substituindo todos os demais valores chegamos a


solução:

9.81 · (3.25)2
s(3.25) = 90 + o (3.25) −
2

(9.81)(3.25)2
0 = 90 + o (3.25) −
2

3
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g(3.25)2
− 90
o = 2
3.25
⇒ 0 ≈ −11.75

Ou seja, a velocidade inicial é de aproximadamente -11.75 m/s. Onde o sinal de


negativo indica o sentido do movimento.

Exemplo 4: Um homem, que está no solo, atira uma pedra diretamente para
cima. Desprezando a altura do homem, calcule a altura máxima da pedra em ter-
mos da velocidade inicial 0 . Qual é o menor valor de 0 que torna possível a pedra
cair no telhado de uma casa de 44 m de altura?

Solução:

A equação da velocidade será:

(t) = −gt + c

No momento inicial (t = 0) a velocidade da pedra é (t) = 0 e assim c = 0 .

(t) = −gt + 0

No ápice de seu trajeto a velocidade da bola é nula o que significa que nesse
0
momento t = .
g

Integrando v(t) em relação ao tempo chegamos a expressão:

t2
‚ Œ
s(t) = −g · + 0 t + k.
2

Desprezando a altura do homem, no momento inicial (t = 0) temos s(t) = 0 então


k também é zero. Sendo assim:
‚ 2Œ
t
s(t) = −g · + 0 t
2

0
Onde no momento t = (maior ponto da trajetória), teremos:
g

2
0


0 0
   
g
s = −g · + 0
g 2 g

4
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02 02
Sm = − +
2g g

202 02
Sm = −
2g 2g

202 − 02 02


Sm = =
2g 2g

Esse é o resultado da altura máxima atingida pela pedra em função de 0 . Para


determinar o menor valor de 0 para que a pedra atinja um telhado de 44 m basta
fazer Sm = 44.

Sm = 44

02
= 44
2g

0 =
p
44 · 2g

0 ≈ 29, 38

Ou seja, aproximadamente 29,38 m/s.

Exemplo 5: Na célebre corrida entre a lebre e a tartaruga, a velocidade da lebre


é de 30 km/h e a da tartaruga é de 1,5 m/min. A distância a percorrer é de 600 m,
e a lebre corre durante 0,5 min antes de parar para uma soneca. Qual é a duração
máxima da soneca para que a lebre não perca a corrida? Resolva analiticamente e
graficamente.

Solução:

Os dados que o enunciado nos fornece são os seguintes:

25
 = 30 km/h ou 3
m/s(Velocidade da lebre)
t = 1,5 m/min (Velocidade da tartaruga)
 = 600 m (Distância a ser percorrida)
t = 0,5 min (Tempo de soneca)

E a estratégia consistirá nos seguintes passos:

5
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1◦ Calcular o tempo que levaria a lebre se a mesma não dormisse;


2◦ Calcular o tempo que leva a tartaruga para terminar o percusso;
3◦ Com base nas duas respostas acima encontraremos o tempo máximo
de todas as sonecas.

(Passo um.)

Supondo que a velocidade da lebre se mantenha sempre constante então a ve-


locidade média da lebre ( ) é igual a velocidade instantânea. Sendo assim:

d
 =
dt

⇒ d =  · dt
Z Z
⇒ d =  · dt

⇒ (t) =  · t + k (sendo k uma constante)

Como o coelho parte da origem então (0) = 0 o que implica em k = 0. Sendo


assim,

 600
 =  · t ⇒ t = = 25
= 72s

3

Ou seja, supondo que a lebre não tire nenhuma soneca ela terminaria o percusso
em 72 segundos.

(Passo dois.)

Analogamente calcula-se o tempo que seria gasto pela tartaruga.


t=
t

600 m 600 m
t= = m
1, 5 m/ mn 0.025 s

= 2.4 × 104 s

6
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Isto é, a tartaruga levaria 2400s

(Passo três.)

Para que a lebre não perca a corrida, seu tempo de percurso (que chamaremos de
tp ) somado com o tempo da soneca (chamado aqui de ts ) deve ser menor ou igual
ao tempo de percurso da tartaruga (que chamarei apenas de t). Matematicamente:

tp + ts ≤ t

⇒ 72s + ts ≤ 2.4 × 104 s

⇒ ts ≤ 2.4 × 104 s − 72s

⇒ ts ≤ 2.3928 × 104 s

Ou seja, a soneca deve ter uma duração de no máximo 2.3928 × 104 s segundos.
Ou de forma mais trivial 6h 38min e 48s.

Exemplo 6: Um carro de corridas pode ser acelerado de 0 a 100 km/h em 4 s.


Compare a aceleração média com a aceleração da gravidade. Se a aceleração é
constante, que distância o carro percorre até atingir 100 km/h?

Solução:

Esse é um problema que se resume a aplicação direta de fórmulas não sendo


necessário nenhuma estratégia apurada.

Se a aceleração é constante então a aceleração media m é igual a aceleração


instantânea, assim:

d
m = (1)
dt

Resolvendo (1) para  chega-se à:

(t) = m t + k
Como o automóvel partiu do repouso (pois a aceleração vai de 0 a 100 km/h)
então (0) = 0, que implica em k = 0, sendo assim:

(t) = m t

 100km/ h
⇒ m = =
t 4s

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100
Como 100km/ h = m/ s então
3.6
 100 125
m = = = m/ s2
t 3.6 · 4 18

Tomando a aceleração gravitacional g igual a 9.81 m/s2 então:

125
m m/ s2
18
=
g 9.81m/ s2

m 12500
= ≈ 0.7079
g 17658

m ≈ 0.7079 · g

Para determinar a distância percorrida pelo veículo nessa aceleração precisamos


de uma equação que relacione a “distância percorrida" com a “aceleração" que
determinamos e o “tempo" que o enunciado nos dá. Essa equação é a seguinte:

d2 
=
dt 2

Note que a EDO acima embora de 2◦ ordem pode ser resolvida com facilidade
integrado  duas vezes em relação a “t".

d2 
=
dt 2

⇒ d2  = dt 2
Z  Z 
⇒d· d =  · dt dt

⇒ d = (t + k)dt

Ocorre que 0 (0) = 0 (pois 0 = 0) o que implica em k = 0. Sendo assim:

d = t · dt
Integrando novamente
Z Z
d = t · dt

8
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= t2 + k
2
Entretanto, sabe-se que (0) = 0 o que implica em

= t2
2
Substituindo os valores de  e t na equação acima chega-se ao resultado final.

125/ 18
= · 42 = 55.5
2
Portanto, a distância percorrida foi de aproximadamente 55.6 m.

Obs:

Observe que a solução do PVI da EDO de segunda ordem e a equação:



(t) = 0 (t) + 0 t + t2
2
0
com as seguintes condições iniciais (0) = 0 e  (0) = 0 .
d
Também poderia ter sido usado a equação = , já que determinamos
dt
 = t, assim

d
= t · dt
dt
forneceria o mesmo resultado. Entretanto, a EDO de 2◦ ordem é normal-
mente mais útil.

Exemplo 7: Um avião a jato de grande porte precisa atingir a velocidade de 500


km/h para decolar, e tem uma aceleração de 4 m/s2 . Quanto tempo ele leva para
decolar e que distância percorre na pista até a decolagem?

Solução:

Para determinar o tempo necessário para a decolagem precisamos de uma equação


que relacione as variáveis tempo, aceleração e velocidade (que são os dados forneci-
dos). Essa equação é a seguinte.

d
=
dt

Isso é possível, pois sendo a aceleração média constante a mesma se iguala a


aceleração instantânea.

Resolvendo a EDO

9
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d
=
dt
⇒ d =  · dt

⇒ (t) = t + k

Admitindo que o avião tenha partido do repouso, isto é, que (0) = 0 então:

 = t

⇒t=

5 × 103
Como 500 km/h = m/s então substituindo os valores
36

5 × 103
m/ s 5 × 103 m · s2
36
⇒t= = · = 34.72s
4 m/ s2 4 · 36 m·s

⇒ t = 34.72s

Ou seja, o tempo que será levado é aproximadamente 34.7 segundos.

Já para determinarmos a distância podemos usar a equação:

d2 
=
dt 2

Note que a EDO acima embora de 2◦ ordem pode ser resolvida com facilidade
integrado  duas vezes em relação a “t".

d2 
=
dt 2

⇒ d2  = dt 2
Z  Z 
⇒d· d =  · dt dt

⇒ d = (t + k)dt

Ocorre que 0 (0) = 0 (pois ◦ = 0) o que implica em k = 0. Sendo assim:

d = t · dt

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Integrando novamente
Z Z
d = t · dt


= t2 + k
2
Entretanto, sabe-se que (0) = 0 o que implica em

= t2
2
Substituindo os valores de  e t na equação acima chega-se ao resultado final.

4
= · 34.72 = 2408.18
2
Portanto, a distância percorrida foi de aproximadamente 2408.18 m ou aproxi-
madamente 2.41 km.

Exemplo 8: O gráfico da figura representa a marcação do velocímetro de um


automóvel em função do tempo. Trace os gráficos correspondentes da aceleração
e do espaço percorrido pelo automóvel em função do tempo. Qual é a aceleração
média do automóvel entre t = 0 e t = 1 min? E entre t = 2 min e t = 3 min?

Solução:

Expressando o gráfico em questão sob a forma de uma função de várias sen-


tenças teremos:

90t se t ∈ [0, 0.5)




45 se t ∈ [0.5, 2)




 225 − 90t se t ∈ [2, 2.5)


(t) = 0 se t ∈ [2.5, 3)


 150t − 450 se t ∈ [3, 3.5)
75 se t ∈ [3.5, 4.5)



750 − 150t se t ∈ [4.5, 5]

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d
Por definição (t) = (t) então a função de várias sentenças que fornecerá o
dt
gráfico da aceleração será:

90 se t ∈ [0, 0.5)


0 se t ∈ [0.5, 2)




 −90 se t ∈ [2, 2.5)


(t) = 0 se t ∈ [2.5, 3)


 150 se t ∈ [3, 3.5)
 0 se t ∈ [3.5, 4.5)


−150 se t ∈ [4.5, 5]


Z
E como s(t) = (t)dt a função de várias sentenças que fornecerá o gráfico da
aceleração será:

45t 2 se t ∈ [0, 0.5)




45t se t ∈ [0.5, 2)




 225t − 45t 2 se t ∈ [2, 2.5)


s(t) = 0 se t ∈ [2.5, 3)

 75t 2 − 450t se t ∈ [3, 3.5)

75t se t ∈ [3.5, 4.5)




750t − 75t 2 se t ∈ [4.5, 5]

Determinando as acelerações médias.

ƒ − 0
A aceleração média é determinada pela equação m = . Então com base
tƒ − t0
no gráfico do enunciado

no intervalo de 0 a 1 minuto teremos:

45km/ h − 0
m[0,1] =
1mn
12.5m/ s
⇒ m[0,1] =
60s

⇒ m[0,1] = 0.2083m/ s2

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E no intervalo de 2 a 3

0 − 45km/ h
m[2,3] =
60s
−12.5m/ s
m[2,3] =
60s

m[2,3] = −0.2083m/ s2

Onde o sinal de negativo indica uma desaceleração.

Exemplo 9: Uma partícula, inicialmente em repouso na origem, move-se du-


rante 10s em linha reta, com aceleração crescente segundo a lei  = b · t, onde t é o
tempo e b = 0.5m/ s3 . Trace os gráficos da velocidade  e da posição  da partícula
em função do tempo. Qual é a expressão analítica de (t)?

Solução:

Matematicamente a aceleração instantânea é definida como:

d
(t) = (t)
dt
Z
⇒ (t) = (t)dt

Z
⇒ (t) = bt dt

1
Z
⇒ (t) = t dt
2

1
⇒ (t) = t2 + c
4

Como a partícula está inicialmente em repouso então (0) = 0 o que implica em


1
c = 0. Sendo assim a expressão analítica de da velocidade é (t) = t 2 .
4

Exemplo 10: O tempo médio de reação de um motorista (tempo que decorre


entre perceber um perigo súbito e aplicar os freios) é da ordem de 0,7 s. Um carro
com bons freios, numa estrada seca pode ser freado a 6 m/s2 . Calcule a distância
mínima que um carro percorre depois que o motorista avista o perigo, quando ele

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Exercícios Resolvidos Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

trafega a 30 km/h, a 60 km/h e a 90 km/h. Estime a quantos comprimento do carro


corresponde cada uma das distâncias encontradas.

Solução:

A estratégia será a seguinte:

1. Calculamos a distância percorrida durante o tempo de reação;


2. Calculamos a distância percorrida após o tempo de reação.
3. O resultado será a soma das duas distâncias encontradas.

(Passo um.)
Como o carro está com velocidade constante podemos determinar a distância
percorrida, durante o tempo de reação do motorista, pela equação:

d
=
dt
Cuja solução para  é:

 = t + c

Admitindo que o carro tenha partido da origem então  = 0 para t = 0 o que


implica em c também igual a zero. Ou seja:

 = t

 = 30km/h · 0.7s

3 × 102
como 30 km/h = m/s então:
36

3 × 102 m
= · 0.7 · ·s
36 s
105
⇒= m
18

(Passo dois).
Para determinar a distância percorrida após o tempo de reação usaremos a
equação de Torricelli.
Lembre-se que como o carro está sendo freado então  = 0 e a aceleração será
negativa.

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Exercícios Resolvidos Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

 2 = ◦2 + 2d (Equação de Torricelli)

Œ2
3 × 102
‚
€ Š
m
⇒0= s
+ 2 −6 sm2 d
36
Œ2
3 × 102
‚
⇒ (12 sm2 )d = m
s
36

9 × 104 m2 · s2 625
⇒d= = m
12 · 362 m · s2 108

(Passo três).
Finalmente realizamos a soma de  com d e determinamos o valor total do deslo-
camento.

105 625 11295


m+ m= m ≈ 11.62m
18 108 972

Analogamente se calcula para as velocidades de 60 km/h e 90 km/h, obtendo


respectivamente os valores de 34.8 m e 69.6 m.

Exemplo 11: Numa rodovia de mão dupla, um carro encontra-se 15 m atrás


de um caminhão (distância entre pontos médios), ambos trafegando a 80 km/h.
O carro tem uma aceleração máxima de 3 m/s2 . O motorista deseja ultrapassar
o caminhão e voltar para sua mão 15 m adiante do caminhão. No momento em
que começa a ultrapassagem, avista um carro que vem vindo em sentido oposto,
também a 80 km/h. A que distância mínima precisa estar do outro carro para que a
ultrapassagem seja segura?

Solução:

A estratégia será a seguinte:

1◦ Determinamos uma expressão (em função do tempo) para o cálculo da


distância percorrida pelo caminhão;

2◦ Calculamos o tempo levado pelo carro para realizar a ultrapassagem de-


scrita;
3◦ Determinamos a distância percorrida pelo caminhão e pelo carro.
4◦ Determinamos a distância percorrida pelo segundo carro e a somamos
com a distância obtida no passo anterior para obtermos a resposta.

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Exercícios Resolvidos Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

(Passo um).

Estando o caminhão sob velocidade constante então sua velocidade média (m )
é igual a velocidade instantânea, ou seja:

d
=
dt
Cuja solução para  seria:

(t) = t + k

Supondo que o caminhão parta da origem em t = 0 então (0) = 0 o que implica


em k = 0. Sendo assim:
80 80
 
= t (1) Note que 80 km/ h = m/ s
3.6 3.6

(Passo dois).

Levando em conta que a aceleração do carro se mantém constante, então:

d2 
=
dt 2
1
⇒  = k2 + k1 t + t 2
2
Supondo que o carro parta da origem, então: (0) = 0 o que implica em k2 = 0.
Logo

1
 = k1 t + t 2
2
80 80
Como 0 (0) = 80 km/h ou m/s então k1 = . Portanto
3.6 3.6
80km/ h 1
= t+ (3m/ s2 ) · t 2
3.6 2

Como o deslocamento do carro, representado na equação acima por “" é igual


ao deslocamento do ônibus (veja equação (1)) mais 30 metros (15 m antes do cam-
inhão mais 15 m depois) então:

80 80km/ h 1
30m + t= t+ (3m/ s2 ) · t 2
3.6 3.6 2
p
⇒ t = 20

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Exercícios Resolvidos Diego Oliveira - Vitória da Conquista/BA

(Passo três).

Substituindo
p agora t em (1) descobrimos que a distância percorrida pelo camin-
400 5
hão é de m ≈ 99, 38m.
9

E a distância percorrido pelo carro é de 99,38 m + 30 m = 129,3 8m.

(Passo quatro).

O outro carro, por sua vez, também estando a 80 km/h (e com velocidade con-
stante) percorreria também 99,38 m.

Com base nos dados anteriores a distância mínima entre o ônibus e o carro antes
da ultrapassagem é 129,38 m + 99,38 m = 228,76 m.

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