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Esquemas psicológicos

Os esquemas psicológicos da comunicação analisam os


mecanismos da interacção humana.

especial relevo aos níveis de comunicação

• intrapessoal
• interpessoal
• grupal

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Nível intrapessoal
declaração ou pergunta
através de um
CANAL OU MEIO

Produz-se a
comunicação MENSAGEM
EMISSOR RECEPTOR

X
outra
Y metacomunicação

PROPÓSITOS NECESSIDADES
consequências
Intenções Susceptibilidades
antecipadas para
Relações Anseios
o receptor
etc. etc.
SITUAÇÃO

grupos de referência

Linha do tempo duração do


acontecimento

Nível interpessoal

enunciado de 5 axiomas

(Watzlawick)

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Não se pode não comunicar

Toda a comunicação tem um aspecto de


conteúdo e um aspecto de relação, de tal modo
que o segundo classifica o primeiro e é, portanto,
uma metacomunicação.

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A natureza de uma relação está na contingência da


pontuação das sequências comunicativas entre os
comunicantes.

Pontuação das sequências comunicativas entre o formador


e o formando

1 3 5 7
Professor
implica implica implica

hostiliza hostiliza hostiliza

Aluno
2 4 6

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Os seres humanos comunicam digital e
analogicamente. A linguagem digital tem
uma sintaxe lógica sumamente complexa
e poderosa, mas carente de adequada
semântica, ao passo que a linguagem
analógica possui a semântica, mas não
tem uma sintaxe adequada para a
definição não ambígua da natureza das
relações.

Todas as permutas comunicacionais ou são


simétricas ou complementares, segundo se
baseiam na igualdade ou na diferença.

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Nível grupal

Diversos tipos de redes de comunicação

A A
B
C

D A B C D E
E EmCadeia
BC D E
EmY
Piramidal

A
B E A
A
B E
B E
C D
C D C D
EmEstrela Circular Completa

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As investigações de Leavitt sobre as redes conduziram a
duas conclusões importantes:

– Os indivíduos estão mais satisfeitos quando formam


parte de grupos cuja rede de comunicação, como o
círculo, não atribui a qualquer indivíduo um papel
central, ou seja, quando não há diferenciação de papéis

– Os grupos são mais eficazes quando se constituem em


redes centralizadas, como a estrela, onde a
organização é mais estável e se diferencia um papel
central

As investigações de Moscovici e Flaucheux provarem que:

• é a natureza da tarefa quem determina a escolha dos modelos


da rede de comunicação e de organização de grupo,
• nas tarefas de natureza inventiva (mais complexas), os grupos
que adoptem uma estrutura não centralizada obtêm melhores
resultados e os seus membros sentem maior satisfação

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As investigações de Flament colocaram a situação de isomorfismo entre
a escolha do modelo de organização e a rede de comunicação no cerne da
eficácia comunicativa

– O grupo é mais eficaz quando há isomorfismo entre o modelo de


organização e a rede de comunicação: rede centralizada com
organização centralizada e rede não centralizada com estrutura
homogénea.
Cada indivíduo sabe a quem enviar as informações: ao membro
centralizador ou a todos os membros.
– Se o grupo adoptar uma estrutura homogénea numa rede
centralizada (situação de heteromorfismo), os pedidos de
informação são numerosos, pois os transmissores têm dificuldades
em funcionarem correctamente.

As investigações apresentam conclusões


relevantes a ter em conta pelo formador,
enquanto membro do grupo-turma no
processo de comunicação didáctica

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a)
A figura central (rede centralizada) adquire influência ou
poder sobre os outros membros do grupo, assumindo
facilmente o papel de líder.
– se o líder intervém com estilo "directivo" (intervenções
orientadas para a avaliação e controlo) os membros do
grupo participam pouco.
– se intervém com estilo "não directivo" (intervenções
orientadas para a informação, explicação e
compreensão) os outros membros do grupo
participarão mais e com maior empenhamento.

b)
A distribuição homogénea da informação
conduz a um nivelamento dos membros do
grupo no que respeita a poder e influência,
proporcionando-lhes também maior satisfação.

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c)
A rede completa (modelo todos-os-circuitos),
quando se trata de resolver um problema
complexo, proporciona maior rendimento e
satisfação mais elevada do que qualquer modelo
centralizado.

d)
Nas redes fortemente centralizadas verifica-se
frequentemente um desperdício do potencial
produtivo por não serem utilizadas as ideias
originais dos membros da periferia, em benefício
da figura central.

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