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paulo OUTUBRO DE 2014 - 46o. volume- 24.000 já distribuídos -500 exemplares gratuitos mensalmente
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OUTUBRO DE 2014 - 46o. volume- 24.000 já distribuídos -500 exemplares gratuitos mensalmente

12 DE OUTUBRO DIA DE NOSSA SENHORA APARECIDA

# 15 DE OUTUBRO, DIA DOS PROFESSORES, HERÓIS BRASILEIROS

Foto: Praça da Matriz, Igreja Nossa Senhora de Lourdes, Coaraci - Bahia.

DIA DOS PROFESSORES, HERÓIS BRASILEIROS Foto: Praça da Matriz, Igreja Nossa Senhora de Lourdes, Coaraci -

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O PERFIL ECONÔMICO E SOCIAL DE COARACI E A CULTURA EMPREENDEDORA Texto adaptado por PauloSNSantana Fonte: AMM & IBGE, Exame.com.br. Observação e Entrevistas

É visível a desigualdade econômica e social dos municípios brasileiros. As cidades que oferecem estudo e saúde de

qualidade e elevado nível de formalidade no emprego ainda são absoluta minoria e somam apenas 226 cidades (ou 4%), de um total de 5.564 municípios. Já as cidades carentes, ou subdesenvolvidas, são em número 11 vezes maior: 2.503 municípios sem água tratada e atendimento médico básico. Neles vivem 40 milhões de brasileiros. Ainda que o país esteja melhorando no seu conjunto, 45% das cidades do país continuam em situação de penúria total ou parcial. Pouco mais da metade delas (51%) apresenta grau de desenvolvimento moderado. Os tipos principais de cidades listadas a seguir servem para classificar 99% dos municípios do Brasil. ’’Cidade pequena’’, sem grandes empresas e com poucos pequenos negócios. A maioria das cidades brasileiras se enquadram nessa situação. Só para se ter uma ideia, 70% dos municípios brasileiros têm menos de 20.000 habitantes. Na Bahia, esse número sobe para 80%. Em Coaraci por exemplo a economia está estagnada ou decrescente, assim como o tamanho da população. Os jovens estão se mudando para outras regiões em busca de oportunidades. O município sobrevive basicamente de repasses de verbas federais, estaduais e com a renda dos aposentados. A prefeitura é o grande empregador local. O setor privado urbano e rural trabalha muito aquém de seu potencial, não se caracterizando como uma fonte efetiva de renda. O comércio local está em crise, com poucas e modestas lojas, padarias, restaurantes e similares. Na área rural as fazendas produzem abaixo da expectativa. Trazer uma grande empresa é algo que vai além das possibilidades do prefeito. É preciso que o município já esteja economicamente preparado para isso e ou no lugar certo. Embora, investir nas pequenas empresas urbanas e rurais seja

o único caminho. Existem cidades pequenas, sem grandes empresas, mas com muitos pequenos negócios. Algumas

possuem atividade rural forte, que por sua vez estimula o comércio e os serviços urbanos. Outras, contam com um ou dois polos industriais fortes, com muitas empresas de um mesmo setor. Há ainda, as que são centros comerciais e de serviços regionais, ou seja, vendem para a população local e dos municípios do entorno. Em todos os casos, a pequena empresa já

é a base da economia. Apoiá-la é até uma obrigação. Mais do que isso, é a via mais rápida para acelerar o

desenvolvimento. Existem cidades pequenas, com uma ou duas grandes empresas e com poucos ou muitos pequenos negócios. Existe um número razoável de municípios com esse perfil. A característica principal é que possuem uma grande empresa. Se a empresa vai bem, a cidade também. Muitos impostos, muitos empregos e bons salários. Se a empresa vai mal, tudo vai mal. Se a empresa fecha, o impacto sobre o município é imenso. O jeito de diminuir essa dependência é a desconcentração. E o único setor sobre o qual o prefeito pode agir efetivamente é o dos pequenos negócios. As Cidades médias ou grandes representam menos de 3% das cidades do Brasil. Aí, cada caso é um caso. Mas mesmo nelas os pequenos negócios são fundamentais, ainda mais que é onde o desemprego toma formas mais dramáticas, descambando para a violência, o tráfico de drogas e a miséria absoluta. E mesmo nelas os pequenos negócios têm gerado a maioria dos novos empregos. Como se vê, seja qual for a cidade, a melhor solução para o desenvolvimento econômico e social dela passará pelos pequenos negócios. Os municípios são os responsáveis pelo desenvolvimento local. Nesse sentido, apontados por muitos como a esfera pública mais importante para a promoção do desenvolvimento em uma nação. País forte tem municípios fortes. Dessa forma, os municípios podem assumir a responsabilidade pelo seu próprio desenvolvimento, aproveitando suas vocações econômicas, seus recursos e potencialidades. Além disso, o município pode melhorar o ambiente empreendedor apoiando os pequenos negócios, como forma de estimular o desenvolvimento local e reduzir sua dependência de recursos do Estado e da União. O empreendedor não está no Estado ou no País. Ele está no município. Daí a necessidade dos prefeitos, vereadores e a comunidade local implantar medidas que contribuam para facilitar o desenvolvimento da pequena empresa, que hoje representa mais de 98% das empresas do país e é responsável por 60% dos postos de trabalho. A capacidade dos municípios para melhorar a qualidade de vida, criar novas oportunidades econômicas e lutar contra a pobreza, depende dessas serem capazes de compreender os processos de desenvolvimento econômico e agirem estrategicamente no mercado que muda constantemente e que é cada vez mais competitivo. O novo modelo de desenvolvimento deve basear-se na competitividade que é a capacidade de setores estratégicos da economia municipal de obter resultados superiores a seus concorrentes no processo de competição. Na sustentabilidade que é o compromisso com a convivência equilibrada com a natureza, na adoção de práticas produtivas ecologicamente responsáveis e da gestão ambiental. O equilíbrio espacial representa a distribuição mais equilibrada das atividades econômicas nas diversas microrregiões do município, compatibilizado com suas vocações. Na acuidade social que é o progresso econômico associado à melhoria da distribuição de renda, redução da pobreza e diminuição da parcela

da população excluída dos frutos do desenvolvimento. Finalmente, a solidariedade representando o esforço coletivo da sociedade, criando condições para que as populações menos favorecidas encontrem meios de subsistência, enquanto se habilitam à inserção no segmento mais moderno da economia e a compartilhar os benefícios do progresso.Quem deve promover o desenvolvimento municipal é a Prefeitura, esta possui um papel fundamental a cumprir para promover os valores da cultura empreendedora e da competitividade, bases fundamentais para o desenvolvimento econômico e social. O governo municipal tem um papel de destaque a realizar para gerar emprego, renda, dinamizar o comércio, o

turismo, apoiar o associativismo e estimular a sustentabilidade dos programas sociais e de apoio solidário. As empresas privadas requerem um ambiente favorável aos negócios para gerar prosperidade. O governo municipal tem o papel fundamental de criar um ambiente favorável para o desenvolvimento e o sucesso dos negócios. Pela sua natureza, o desenvolvimento econômico local é decorrente de uma parceria entre o setor de negócios, os interesses da comunidade

e o governo municipal. Em geral, as estratégias de desenvolvimento econômico são planejadas pelo governo local em

conjunto com os parceiros dos setores públicos e privados. A implementação é conduzida pelos setores públicos, privados

e não governamentais de acordo com as habilidades e capacidades de cada um. A gestão municipal que não implementar ações nesse sentido continuará administrando perdas e danos, a comunidade estará fadada ao sub-desenvolvimento econômico social, crises de dependência e bolsões de pobreza.

social, crises de dependência e bolsões de pobreza. CAPA, PROJETO GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO, EDITORAÇÃO,

CAPA, PROJETO GRÁFICO, DIAGRAMAÇÃO, EDITORAÇÃO, ARTEFINALIZAÇÃO, PauloSNSantana / IMPRESSÃO GRÁFICA-Gráfica Mais. TRABALHE CONOSCO- Fones: (73) 8121-8056/3241-2405. CARTAS À REDAÇÃO E PARA ANUNCIAR- informativocultural162@gmail.com. COLABORADORES DESTE VOLUME: Solon Planeta, José Sales, Dra. Suzy Cavalcante, Toinho Barbosa, Miguel Magalhães, Lourival Junior, Carlos Fernandes, Décio Santana Pedro Victo e Rejane Magalhães

DIRETOR & REDATOR PauloSNSantana

Lourival Junior, Carlos Fernandes, Décio Santana Pedro Victo e Rejane Magalhães DIRETOR & REDATOR PauloSNSantana

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3 A DELEGADA Até 1976 vereadores não ganhavam salários. Só o administrador da Câmara dos Vereadores

A DELEGADA

Até 1976 vereadores não ganhavam salários. Só o administrador da Câmara dos Vereadores era remunerado Uma vez, me acusaram de abrir uma janela para o quintal do vizinho. Fui intimado a prestar depoimento sobre o fato, quando cheguei a delegacia e sentei-me frente a Delegada de Policia, ela começou relacionar um rosário de acusações contra mim, cerceando o meu direito de defesa. Pedi a palavra e perguntei a Doutora se a lei permitia o direito de me defender? Ela ficou surpresa. Então conclui:

-A senhora não está deixando que eu me defenda! Então ela caiu na real, desculpou-se, permitindo que eu me defendesse. Depois de minha explanação, fui liberado, e mais tarde inocentado. Solon Planeta.

ENSOPADO DE GALINHA

Após jogarmos um baba, nos anos 90, saimos, (Paulo do CSU, Getúlio, Antônio Nélson, entre outros companheiros), para beber umas

cervejas, então Careca, nos convidou para visitar seu filho recém-nascido, e beber sua temperada.

A casa dele era pequena e havia um

cheiro gostoso de ensopado de galinha que tomava todo o ambiente.

TABELINHA MAL SUCEDIDA:

O GUARDINHA E EDMON CESAR

O guardinha prendia demasiadamente

AS LEMBRANÇAS DE BAL

-Ali no CSU, eu engatinhei. Nos campeonatos infantis realizados nas tardes dos dias da semana, eu esturrava, mais terminava marcando os jogos para o Professor Paulo. Foi lá que prendi a gostar de ser árbitro de futebol. Hoje eu marco jogos em Salvador, um baba, lá no arenoso do Bairro de São Marcos, já marquei um baba de final de ano (2013), no qual estavam jogando Talisca, o irmão, e alguns jogadores do Bahia. O meu irmão é sócio lá. Eu fui chegando devagarinho, todo domingo tinha jogo. Eles pagavam uma cota pro árbitro -Hoje tôu batendo um papo com o amigo Paulo, que há mais de três anos não via. Como dizia, engatinhei no CSU,

a bola, trocava de pé e chutava com o

pé esquerdo, as vezes ele chutava a bola lá na casa do chapéu, ele sempre

dava um toque a mais. Uma vez saiu uma jogada para ele, que só tinha pela frente um marcador e ao seu lado o companheiro de equipe Edmon Cesar, lado a lado com ele, falando pra ter calminha. Calminha guardinha, calminha guardinha, com todo cuidado para ele não se afobar e errar na hora do passe, mas quando chegaram perto

e na hora dele passar a bola para Cesar esportivamente e culturalmente, porque

Paulo ensinou a todos nós a cultura do esporte. Agente jogava lá no CSU sem

respeitar regras, era a lei do mais forte. Mas ele foi educando a todos, entre eles, Cafuringa, Gildenei André, Dede de Antônio Lixinha, Barriguinha, e aí criou uma sociedade, disciplinada e ordeira, educou milhares de crianças da periferia, que residiam nos bairro mas afastados do centro da cidade. Os moradores daqueles bairros eram praticamente desconhecidos, mas Paulo tratava todos com a mesma distinção. Foi uma guerra, pra ele! Muito difícil pois naquele tempo quem queria mandar em Coaraci eram os poderosos. O poder do ouro negro da região, conhecido por CACAU. Existia diferenças e preconceitos,mais pra uns e menos pra outros. Paulo marcou território, chegou no CSU e acabou com as diferenças sociais, quando já tinha se passado dois ou três diretores que não conseguiram ficar por causa da pressão.

Ele sempre dizia a todos os ricos e classe

-Calminha Guardinha,seu flho da desgraça! Burro, fominha etc Robertinho do Bradesco.

chutar a gol, ele deu um chutão direto pra casa do chapéu, deixando Edmon Cesar, irado e descontrolado, reclamando assim:

CALÇA FROUXA

Calça Frouxa foi um grande folião dos antigos carnavais de Coaraci. Era um amigão inseparável. Ele morou em Olivença, depois veio com a família para Coaraci. Nos carnavais ele saia fantasiado, calçava sapatos enormes tocava uma corneta, entrava nas casas pedia bebidas e saia distribuindo alegria com os carnavalescos do seu bloco. Em uma micareta ele saiu fantasiado

de

vedete, com enchimentos nos seios

e

nos quartos, imitou o rebolado e

sapateado das dançarinas da época. Calça Frouxa participou das melhores micaretas da cidade, saiu no bloco das muquiranas, vestido como uma mulher dama, nos quartos colocou um rabo e uma bunda no formato de uma melancia, o rebolado era muito engraçado. Calça Frouxa foi um cidadão de bem com a vida, muito engraçado e possuidor de muito prestigio em Coaraci.

Valmir Negrão.

O VALENTÃO DE COARACI

média que por lá passavam que o Projeto, Centro Social Urbano, foi elaborado para pessoas da periferia, gente pobre. Algumas pessoas de maior poder aquisitivo não aceitavam e tentaram tomar conta da área de esportes, ele chegou de Salvador, formado em Educação Física e foi organizando, criou até carteiras de atletas. Paulo é meu amigo. Aprendi a respeitá-lo. Eu acho que Coaraci deve

muito a ele, que trabalhou por onze anos

na Seleção de Futebol de Coaraci como

preparador Físico, realizou centenas de campeonatos para todas as categorias,

inclusive a feminina, criou os jogos estudantis de Coaraci, o campeonato de bairros, campeonato municipal de Futsal. Foi professor de ginástica aeróbica, natação entre outras atividades. Paulo aposentou-se. Hoje é sentida a sua ausência nas escolas e no CSU. Na quinta feira passada, fui lá e achei sem lei nem ordem.Paulo adotou Coaraci como sua Terra. Eu aprendi muita coisa com ele:

-Como ser mais humano, disciplinado,

organizado. Ele educou e orientou alunos

e pessoas simples da comunidade, é um

grande amigo que eu tenho em Coaraci.

Coaraci em peso conhece ’’Paulo do CSU’’

Ele continua educando os coaracienses,

agora através do seu Caderno Cultural de

Coaraci. E pra finalizar digo: - Educar não

é pra todo mundo. Tem que ter um dom,

e esse dom ele tem. *Aderbal Alcântara, BAL, abril de 2014.

Hélio Coelho, o irmão Zé Coelho, da

Resolvemos beber algumas cervejas, Professora Clélia, todos filhos de um

em um boteco na frente da casa. O Delegado Municipal, era

aroma gostoso abriu o meu apetite q u a n d o e s t a v a f a r r e a n d o , (Roberto do Bradesco), senti vontade transformava-se, tornava-se instável

emocionalmente, violento e agressivo, temido por todos. Hélio desafiava qualquer um que o

de provar do manjar e gritei pra ele:

valente e

- Careca! Não precisa trazer muito

não, só um pequeno tira-gosto!Careca irritasse, chamava para brigar mesmo, ouviu e embora não tivesse oferecido e na mão grande, ele nunca usou nenhum tira-gosto a rapaziada,por armas, mas era como se usasse pois o

educação fez a gentileza e trouxe um medo e respeito que tinham por ele, o saboroso prato, e em um minuto tornou temido e muitas vezes odiado.

comemos tudo! Resultado:

Quando ele chegava a Rua 1º. de Janeiro (Brega), bebendo umas e

Se Careca não abre os olhos, outras, todos evitavam contendas e

comeríamos toda a galinhada do seu almoço

discussões, para não levar sopapos Ex-Vereador Gilson Moreira.

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4 A VELA E A CUIA Quando um ladrão ou assassino estava fugindo da policia ou

A VELA E A CUIA

Quando um ladrão ou assassino estava fugindo da policia ou de caçadores de recompensa, tentando escapar, mergulhava no rio e sumia na escuridão das águas, um ou outro conseguia escapar, mas o que batia com a cabeça nas pedras e morria, e o corpo ficava oculto nas profundezas das águas, como achar? A policia dizia como é que faz, como é que não faz? Aí

chegava um estranho dizendo: - Eu faço! E pedia uma cuia e uma vela! Acendia a vela e colava dentro da cuia. A cuia e vela navegavam naquele mundão, rodavam, rodavam, sob os olhares dos curiosos, até que paravam sobre algum ponto do rio, então alguém mergulhava no local e lá estava o corpo do

bandido. Risos

Naquele tempo era assim! Valmir Negrão.

GOVERNADORES

PAGANDO MICO!

Durante um discurso de uma figura de Coaraci em homenagem a inauguração de uma passarela sobre o Rio Almada, em Itacaré do Almada, o dito cujo proferiu a seguinte pérola:’’Povo de Itacaré do Almada, o

desenvolvimento e o progresso chegou de verdade, porque aqui foi construída a primeira ponte dos pederastas

da cidade’’.

A SELEÇÃO QUE ABALOU O MUNDO!

Nos fomos jogar em Itamotinga, que formou uma Seleção que abalou o mundo todo, naquele tempo Nilão tinha dinheiro pra jogar no mato e convidou os melhores jogadores da região. Ele virou-se pra Alberto Aziz e falou

que ouviu falar que o famoso de Coaraci era Valmir Negrão,

e ainda disse que se ele fizesse um gol, vestiria uma saia. Alberto Aziz me contou a história e perguntou:

- Você vai viajar pra São Paulo, como vai jogar? -Eu respondi:-Vou rapaz, vou de avião e volto de avião

e vou tá aqui. Vou sentado e volto sentado. Só vou fazer umas compras. Como prometido, cheguei no dia do jogo, fui pro campo, joguei, e fiz quatro gols. Vencemos de quatro a um. Eu tenho a foto até hoje. Até hoje espero Nilão usar a saia.

Carlos Maia.

Valmir Negrão.

MÉDICOS DE COARACI

O doutor Mitermayer Galvão Reis, é cara limpa, sem vergonha, contador de piadas, fala com todo mundo, quando pela posição que possui, pela competência profissional, pelo trabalho científico que desenvolve no Estado da Bahia, no Brasil e no Exterior, deveria andar era de smoking, chapéu de coco e monóculo, compenetrado do seu saber, como representante importante da cidade de Coaraci. Mas ele não está nem aí e morre de rir quando o chamam pelo seu ignóbil apelido. É isto ai. Ele é o máximo. Máximos de medicina, também saídos de Coaraci são o outro Mitermayer (o Santiago) pontificando na

O Governador Juracy Magalhães trouxe o asfalto “a frio” reumatologia, o Antônio Carlos, na pneumologia, o Wilde

para a estrada que liga Itajuípe à Coaraci, um pedido do

Robert como cardiologista. Wildes é filho de Graciumildes,

Fazendeiro Antônio Barbosa Teixeira que era muito amigo de minha colega do SESP e de Zezito, e neto da querida

Juracy.

Paulo Souto concluiu o asfaltamento das estradas Coaraci desvelo. Deixei de ser cliente de Wildes porque ele não

Almadina e Coaraci Itapitanga, que o governador Nilo Coelho atendia pelo meu plano. Já passei por uma porção de começou mais não terminou. Roberto Santos construiu o outros cardiologistas e a todos me refiro como ex-cliente

Centro Social Urbano Nossa Senhora de Lourdes e Cesar de Wildes. Todos, sem exceção, o colocam lá nas alturas da

cardiologia do Estado da Bahia. Ele é bom mesmo. Não é alegre como Mitermayer Galvão (ninguém o é). É sério, sem ser esnobe. Gosto muito dele, da sua mãe e do seu pai. Eu adorava sua avó e ela a mim. Brincávamos

Meu pai era alfaiate em Salvador, aposentou-

se, morou alguns anos em Coaraci, onde faleceu e está

enterrado. Silveira, pai de Walter Silveira, hoje meu colega (Médico), era alfaiate. “Zeca Alfaiate”, era o pai da Dra. Sônia (a médica). Só Antônio Paulo, o outro alfaiate de Coaraci não quis arranjar um filho médico. Que pena Antônio Paulo ia fechar o cerco. Os três alfaiates se davam muito bem, e os seus três filhos médicos, mais ainda. Dra. Maria é outra médica coaraciense, ela era militante política em Itajuípe, é casada com um dentista. Os Drs. Émerson (

o Eminho) e Augusto, filho de Zizi e Batistinha, exercem a

medicina em Itabuna. O filho de Zélia, a professora Zélia, mulher de Edvaldo Albergaria Nunes, Dr. Vitor, Leomar (meu afilhado da turma do Ginásio, da qual eu fui paraninfo) e Nadja, filha de Santiago, também são médicos. Nadja fez Clinica Médica, especialidade rara e necessária hoje em dia. É um orgulho para mim ter essa meninada como colegas e todos competentíssimos e sem frescuras. Pois é. Com tantos médicos da terra incluindo Catulo e Valquíria, de Joaquim Moreira, Coaraci hoje sofre com a saúde pública. Dr. Eldebrando Morais pires.

muito(

Borges reformou o em 1990.

vizinha e cliente, Nenzinha por quem ele tinha um enorme

(Glenildo Chalupp).

CASA DE PAPELÃO

A primeira casa que existiu na baixa onde hoje fica o bairro

Maria Gabriela, foi de papelão. Na frente havia uma cisterna, depois disso veio a terraplenagem, muitas casas foram sendo construídas e a casa de papelão foi reconstruída de taipa, e coberta de palhas. Muitos visitantes vinham ver a primeira das casas, pra beber da água da cisterna, que era alvinha! A primeira Escola do Bairro Maria Gabriela foi a Creche Joselita Torquato.(Porteiro da Escola Waldomiro Rebello).

A primeira Escola do Bairro Maria Gabriela foi a Creche Joselita Torquato. (Porteiro da Escola Waldomiro

).

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5 DELENGODENGO! Lá no SESP Dona Raimundo era a funcionária de destaque. A mais antiga, mais

DELENGODENGO! Lá no SESP Dona Raimundo era a funcionária de destaque. A mais antiga, mais querida, a mais eficiente e competente no seu setor, dando muitas dicas, fora dele aos colegas. Além de todas essas virtudes tinha o dom da graça e da simpatia. Recorde de aceitação e intimidade com os clientes. Fazia tudo para eles e eles para ela. As dúvidas e as resistências de alguns deles ela resolvia com a sua amizade e sua persuasão eficiente. Era muito querida mesmo, chamada pelos colegas de Dona Ray; assim unha e carne com a visitadora Dona Lourdes mais amizade do que com a própria comadre dela, que não tinha ciúmes. Dona Raimunda era infernal ali dentro de sua sala de curativos; fazia partos, dava pontos, cauterizava com bisturi elétrico improvisado com um prego flambado da lâmpada a álcool, aplicava nitrato de prata nos condilomas (coisa que não gostava de fazer), fazia tudo com calma e serenidade. Baixa, gorda, amulatada e quando ria mais forte, girava o corpo abaixando o pescoço e um dos ombros. Minha Irmã, confidente. Fazia misérias naquela sua sala. Edgar, nosso chefe, mandou uma cliente ao exame ginecológico lá na sala de Dona Ray. Tratava-se de uma jovem adolescente, prostituta. Parece mentira: Em Coaraci elas não eram descriminadas em parte alguma. Dona Ray, mandou-a tirar “as calçolas”, como gostava de chamar:

“Pendure ali”.Abaixou a metade da mesa ginecológica para o exame, apontou para a escadinha e disse à menina:

-Sobe aí deita na mesa com a cabeça para o lado de cá. A menina olhou para ela, encarou a escadinha e apontou para aquela meia cama com aqueles dois troços (os estribos) dos lados e perguntou com voz de dúvidas:

-Eu, subir aí nesse delengodengo? -O que menina? Perguntou Dona Ray estupefata! -É! Nesse delengodengo! Retrucou a menina. Dona Raimunda não se conteve e abriu a risada franca, total, girando o corpo, e abaixando o pescoço e o ombro. -Delengodengo?! E disse:

-Quem já ouviu falar desse nome? Aí a moça resolveu subir na mesa ginecológica para o Dr. Edgar vir examinar. Na hora do cafezinho, adivinhe qual foi o assunto único do dia? Por muitos dias e cafezinhos ninguém descobriu o significado do intrigante termo delengodengo. Uma verdadeira quadratura do círculo. E foi aventada uma possibilidade diante de outras de a palavra ter sido inventada naquele instante pela paciente como se fosse uma onomatopeia, um neologismo. Passou-se uma porção de tempo. Na sala de curativos a impagável Auxiliar Hospitalar Dona Raimunda da Silva Santos, manobrando a subida e a descida da metade da mesa onde havia um apoio chamado perneira ou um estribo para os tornozelos, a fim de mandar a posição que dava o nome à mesa (ginecológica: exame ginecológico), Dona Ray orientava:

-Entra! Tira o calçolão, pendura ali; Sobe nesta escadinha e deita aí no “delengodengo” com a cabeça pra cá.

Dr. Eldebrando Moraes

OS FAZENDEIROS

Nada passava despercebido aos olhos dos exigentes fazendeiros da região do cacau. Aproveitavam as

primeiras horas do dia pra sentir as condições da horta, andavam mais um pouco e observavam o que já devia ser colhido do pomar e do roçado. Subiam nas barcaças, para verificar condições de cada cocho, conferiam cada cancela, a cerca, a pocilga, o galinheiro, o armazém, apalpavam cada um de seus animais, e colocavam aquela gota de creolina, se fosse necessário, ou providenciavam

a troca da ferraduras desgastadas, que poderiam

prejudicar o desempenho dos animais em sua rotina de

trabalhodiária.

Enock Dias Cerqueira.

LIVRO “COARACI ÚLTIMO SOPRO” DE ENOCK D. CERQUEIRA

O Livro de Enock Dias Cerqueira concede a Coaraci, seu CPF, sua Identidade, para ser reconhecida em todos

os rincões deste País, por onde for divulgado, distribuído

e lido. O Livro é um resgate da Cultura Coaraciense. Um trabalho minucioso de pesquisas, com a colaboração dos pioneiros e contadores de história. É um merecido tributo aos pecuaristas, cacauicultores, farmacêuticos, médicos, comerciantes, professores, barraqueiros, candomblezeiros, prostitutas, barbeiros, pedreiros,

pintores, parteiras, que aqui chegaram e desenvolveram

às suas atividades, cheios de ideais, oferecendo a sua

colaboração, dominados pelo desejo de crescer junto com a nova terra. A comunidade foi desenvolvendo-se, ruas e praças foram surgindo, e os coaracienses marcharam juntos, de mãos dadas, almejando transformar a Terra do Sol numa Coaraci desenvolvida, progressiva. Obrigado Enock Dias Cerqueira por essa iniciativa brilhante, fantástica, que resgatou aos filhos de Coaraci a suahistória.

PauloSNSantana

MANOEL CAFUNDÓ JOSÉ TEIXEIRA

Transformou-se num grande Coaraciense, chegou a

Terra do Sol por volta de 1915. Cafundó nasceu na cidade

de Itabaiana, no vizinho estado de Sergipe e era casado

com a Sra. Cecilia Santos, nascida em Aracajú, com quem teve dez filhos: José, Jandira, João, Vanda, Hugo, Efigênia,Jaci,Eugênia,MariaeHermenegilda. Ele possuiu uma fazenda de cacau, conhecida como “Fazenda Segurança”, e outra de pecuária, a “Fazenda Encruzilhada”. Sua casa, foi adquirida nas mãos de Elias leal, situa-se até hoje ao lado da Prefeitura Municipal de Coaraci, num local privilegiado e histórico. Como em Coaraci residiam outras pessoas com o nome de Manoel, a população logo lhe acrescentou um apelido, Cafundó, que serviu para distingui-lodosdemais.

um apelido, Cafundó, que serviu para distingui-lodosdemais. Cafundófaleceunodia25deJulhode1959. Enock Dias Cerqueira

Cafundófaleceunodia25deJulhode1959.

Enock Dias Cerqueira CAFUNDÓ DE ITAPITANGA LUGAR PACATO DE NATUREZA EXUBERANTE.

Fonte Noticias Sideral

Cafundó é um pequeno povoado, um distrito de Itapitanga no sul da Bahia. Produtor de agropecuária, lindas serras e represas, o local é procurado por muitos visitantes pela sua tranquilidade e natureza exuberante. O povoado também é famoso por promover uma das melhores festas de São Pedro da região. No mês de janeiro, o evento que movimenta o distrito é o “Encontro dos Barros”, família tradicional que se reuni todos os anos para rever parentes e amigos próximos.

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O POVOADO DO SÃO ROQUE Texto de PauloSNSantana Fonte Solon Planeta O Distrito do São Roque é mais velho que Coaraci, vez que o povoado surgiu através de alguém que aproveitou a chegada do Coronel Basílio de Oliveira para desbravar as terras da Serra do Corcovado. O Distrito de São Roque surgiu nos anos 1940. Naquela época era uma única rua, quase que todas as casas eram cobertas de palhas, a rua iniciava-se da cerca da propriedade de Benedito Santiago Santos, hoje dos herdeiros de Jairo Góes e findava na bifurcação das estradas com destino à Pedra Lascada e a outra no sentido do Brejo do Almada e era conhecida como Ruinha do Garganta. A estrada da Pedra Lascada ficou por muitos anos comentada pelo fato de ter sido naquelas paragens que mataram o bandoleiro mais respeitado da época, conhecido como Zé Nique, membro de uma família tradicional de Itabuna. Tentaram matar Zé Nique com o olho do machado, lado oposto ao da lâmina de corte

da ferramenta, pois se acreditava que ele tivesse o corpo fechado, fetiche que impedia o bandido de morrer por armas, e só uma poderia matá-lo, a próprio arma. Segundo a lenda, Zé Nique pediu a seus executores que lhe golpeasse com o seu próprio punhal, pois era o único ferro que poderia matá-lo.

A outra estrada que rumava pela direita, começava na

propriedade dos irmãos Dórea, passando pela fazenda de Ramiro Viana, depois pela de José Paulino, hoje Nilton Araújo, Raimundo

Ribeiro Brandão, onde foi enterrado Zé Nique, dando acesso ao Ribeirão do Luxo e Vila de Palestina, hoje Ibicaraí. Segundo os mais velhos moradores, naquela época, pequenos

produtores como senhor Tiano, Joaquim Eurico, José Bonina e outros, viajavam juntos, com seus dois ou três burros carregados com cacau, para vender em Itabuna, passavam por Barro Preto, pelo entroncamento de Itapé, na época Estreito D'Água, depois Itaúna, e finalmente Itacaré, numa jornada de oito a dez dias.

Os primeiros comerciantes do povoado foram, Oscar Romualdo,

Antônio Borba, Manoel Dórea, e mais recente Vitalino José dos Santos, Francolino José da Silva, Etelvino Souza de Andrade e atualmente os mais destacados são, Gildásio na rua Ananias Dórea (que juntamente com Etelvino foram vereadores) e Saturnino na rua do Asfalto e Jorge Luís de França do Bar São Jorge. Em 1966, o então prefeito eleito exonerou a professora Alaíde do Distrito de São Roque, porque era eleitora de Joaquim Torquato. O próprio Torquato, junto a Waldo Matos, Solon Planeta, Demostinho, Levino Nassif entre outros pagaram um salário à professora e a mantiveram ensinando até 1971, quando Joaquim retornou à prefeitura, a professora foi recontratada e inserida no quadro de professores municipais. São Roque é uma pequena cidade onde se encontra de tudo que uma pequena cidade tem. Tem uma igreja, cuja imagem de São Roque foi doada pela abnegada senhora Dona Antonieta Araújo. Tem uma pracinha muito aprazível, um colégio de primeira linha, é bem abastecida de água e energia, tem telefone fixo e celular e transporte a toda hora e todas as ruas são calçadas. Para ir ao Garganta um povoado da região, a estrada começa na Praça Elias Leal, passando pelas fazendas de Sr. João Dias, de Josafá Lopes, pela fazenda Taboleiro, de Mariano Atanásio e herdeiros de Batistinha, pela fazenda de Anísio Evaristo, de Antônio Gomes e finalmente São Roque. Em 1950, Solon Planeta comprou na mão de um caçador de capivara, conhecido como Otávio, que era morador do Garganta, uma espingarda muito cobiçada, de fabricação alemã (Laport Troxados), cujo valor era importante. Durante a construção da estrada Coaraci-Almadina, o intrépido João Peruna querendo inaugurá-la antes da hora, pegou seu caminhão velho e enveredou pelo rasgão de terra batida, onde só havia lama e buracos. Com espírito aventureiro, partiu para realizar a proeza que segundo o noticiário levou vinte dias de sofrimento. Na passagem por São Roque, deu uma parada para descansar alguns dias, mandou lavar o caminhão,pela lama colada na chaparia não se sabia se era de ferro ou de barro. A criançada fez uma festa, elas nunca tinham visto um carro naquele estado, o

movimento trouxe dificuldades para João Peruna que queria mexer no motor e revisar a suspensão do caminhão mas tudo foi resolvido, e o aventureiro prosseguiu viagem para realizar o seu intento, o que foi difícil, mais alcançado.

realizar o seu intento, o que foi difícil, mais alcançado. FOI A PUTA QUE PARIU Postado

FOI A PUTA QUE PARIU Postado por Eurico de Andrade

Tabuí tava numa época de pasmaceira. Dinheiro ninguém tinha, inflação alta, salários minguados Tudo parado. Até o comércio. Mesmo assim, havia

uns teimosos. E foi nessa quadra, que apareceu por lá

o Xenoberto, vendedor de fumo de rolo. Visitou os

três ou quatro armazéns da cidade e resolveu caçar um local pra tomar um banho e dormir, pois que já era

final de tarde. A pensão – não tinha escolha – era a Só Sossego. De manhãzinha, o Xenoberto aparece para

o café da manhã e quase mata de susto o sô Zezé

Vitrola, o dono da pensão. Este percebeu que seu hóspede estava com o corpo coberto de hematomas,

tinha um olho inchado e roxo, e resolveu perguntar a causa de tudo aquilo. - Ó, sô Vitrola, o negócio é que

E muito! - Mas o que ouve, seu

Xenoberto? Apanhou por quê? - Aí é que tá, meu

- Assim num

vai pudecê, sô Xenoberto. Me ixplique as

- Negócio é que resolvi dar um

pulinho no cabaré, seu Vitrola

proprietária, ficou muito sem graça, pois que não tinha nem uma mulher disponível pra mim. Mas me apresentou a Salomé, já nos últimos dias de gravidez, para ir pro quarto comigo pra gente bater um papo e trocar umas ideias sobre a vida. Aí comecei a indagar da moça sobre o passado, se foi casada, como entrou

acontecência!

Zulmira, a

eu apanhei

amigo

Apanhei sem saber o porquê

A dona

nessa vida, em que trabalhava e por aí afora. E não há de ver o senhor, sô Vitrola, que a Salomé, bem na minha frente, começou a ter as contrações do parto?

E o senhor deve saber que puta é um bicho muito

escandaloso. Gritava e gritava, ao ponto de me deixar meio surdo. Confesso, sô Vitrola, que fiquei foi muito sem graça. A turma, ao começar a ouvir os gritos, vinha correndo, querendo saber o motivo. E eu fui ficando, para o caso de uma necessidade da mulher

ou da criança, até que aparecesse um socorro. Chegou num certo ponto, era gente na porta, pendurada na janela, dentro do quarto, todo mundo querendo ver a criança nascer. E todo mundo em

silêncio respeitoso. As colegas da Salomé que tinham mais experiência, assim que iam liberando seus fregueses, começaram a chegar pra prestar socorro.

E eu, que estava ali de gaiato, imaginei “vou ficar

agora até o final pra ver o que acontece”

E fui

ficando ali no meu cantinho. Queria saber o resultado daquela encrenca toda. Depois que nasceu a criança,

findado todo o escândalo, Salomé ficou aliviada e eu também, vendo o sofrimento acabar. Aí, fui saindo de fininho, já que não precisavam de mim ali. Ao chegar ao corredor, vinha um soldado, com o cassetete na mão. E ele me perguntou:

- O que aconteceu aí, rapaz?

E eu respondi, na maior presteza:

- Foi a puta que pariu!

Aí ele me pegou de cassetete e me deixou nesta

situação!

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7 Perolas de Itamotinga Fonte Net e Saul Brito. Texto adaptado por PauloSNSantana Outro dia vi

Perolas de Itamotinga Fonte Net e Saul Brito. Texto adaptado por PauloSNSantana

Outro dia vi na internet que existem em Itamotinga algumas figuras carimbadas, que chamam atenção pela peculiaridade, é o caso do “Bonitão de Itamotinga”, ele é um anão, bastante popular entre os Itamotinguenses. Outro caso interessante é a relação estreita de João Vitor com o seu Jegue. João faz tudo pra agradar ao animal que não é bobo. Quando João tenta montar o Jegue muda de humor, e sem complacência arremessa o seu ’’jegueleiro’’ ao chão, causando espanto e muitas risadas na gente local. Mas ainda existe por lá ’’LOURO’’ a voz de ouro de itamotinga um cover de Agnaldo Timóteo, ele canta como “ninguém cantaria” a canção “Mamãe”. É um espetáculo comovente e o ouvinte mais paciente, jamais esperou até o final da sua apresentação. Itamotinga esta situada a dezoito quilômetros de Coaraci,

a estrada ainda é cascalhada, o que de certa forma a mantém agradável, aprazível e com uma vida comunitária harmoniosa

e solidária. Os Itamotinguenses são pessoas acolhedoras, que

sabem como ninguém receber os visitantes.Alguns Itamotinguenses residem na capital Paulista, alguns em Salvador, Coaraci e na Região cacaueira. O nome Itamotinga é

indígena e significa “pedra branca” ou “pedra brilhante”.

Itamotinga surgiu por volta de 1889, com chegada do cacau na região. Trabalhadores que vinham em busca de emprego nas fazendas, construíam seus casebres a beira de um ribeirão que mais tarde receberia o nome de Ribeirão do Terto. Itamotinga tem cento e vinte e cinco anos de existência. As primeiras casas foram de taipa cobertas de palha, pois havia dificuldades na aquisição de material de construção pelo fato das estradas serem intransitáveis. As mercadorias chegavam em lombos de animais. O povoado recebeu o nome de “Ribeirão do Terto”, porque na fazenda do Sr. Odilon, à beira do ribeirão, morava um homem conhecido por Terto que costumava dar informações as pessoas que chegavam a procura de abrigo e trabalho. O povoado passou a se chamar de Itamotinga. A produção do cacau aumentava a cada dia, e isso deixou os agricultores envaidecidos. Algumas fazendas produziam até sete mil arrobas de cacau por ano. Os nativos e empregados das fazendas, pessoas simples da região tinham o costume de chamar seus patrões, ’’os fazendeiros’’ de “doutor”, ou ’’coronel’’. Os fazendeiros vestiam-se com muita elegância: ternos de linho fino, engomados pelas mulheres dos trabalhadores que também cuidavam dos afazeres

Os filhos dos fazendeiros logo cedo

iam estudar em Ilhéus ou Salvador, o objetivo era a formar-se

domésticos das patroas.

em medicina ou em direito. Enquanto os filhos trabalhadores não estudavam, por falta de recursos. Sr. Levi e dona Filomena fundaram a primeira escola do povoado. A professora era Alice a filha do casal. Os pais desejavam ver seus filhos estudando e não mais trabalhando nas fazendas, queriam que tivessem um futuro melhor. Assim, muitos Itamotinguenses se formaram em teologia, direito, pedagogia, engenharia, enfermagem, letras, matemática etc.

Em 1972, foi construida a Escola João Mendes da Costa os professores eram de Itamotinga, aqueles que conseguiram concluir as séries iniciais. Alguns alunos continuavam os estudos em Coaraci, os mais carentes, paravam de estudar. Em I988, foi criado o anexo do Centro Educacional de Coaraci - CEC, para o ensino Fundamental de 5ª a 8ª séries, e até hoje os professores de Coaraci, dão aulas todos os dias nos três turnos no distrito. Em 13 de março de 2000, deixa de existir o anexo do CEC e começa a funcionar o Centro Educacional Jaime Pereira da Silva, cujo nome é uma homenagem a um vereador do distrito muito estimado pela comunidade. Em 06 de julho de 1999, o povoado de Itamotinga passou a categoria de distrito, através da Lei Municipal nº. 763. Com relação a religiosidade, Itamotinga Igreja Católica, Igreja Batista, Assembléia de Deus Madureira, Congregação da Assembléia de Deus Missão, e a Congregação Cristã no Brasil. Os festas do distrito de Itamotinga são animadas, as ruas ficavam apinhadas de crianças, jovens e adultos. Com relação à pratica dos esportes, Itamotinga é destaque na região, já revelou grandes atletas, que atuaram em equipes profissionais na Bahia e em outros estados. Possui uma forte equipe feminina de futsal, bons jogadores mirins de futsal, tem aulas de educação física uma quadra esportiva polivalente, dois de seus filhos, o Jocimar e Miraldina trabalham na Secretaria de Educação Municipal. No interbairros de futebol, a equipe de Itamotinga demonstra boa estrutura técnica e tática. Tenho alguns amigos de Itamotinga, entre eles o ex- verador Nivaldino,todos são hospitaleiros, gente que sabe acolher os visitantes. Todos os finais de ano, aqueles que foram morar em outros Estados, voltam pra casa, para rever familiares e amigos, uma grande festa de confraternização.

foram morar em outros Estados, voltam pra casa, para rever familiares e amigos, uma grande festa
foram morar em outros Estados, voltam pra casa, para rever familiares e amigos, uma grande festa
foram morar em outros Estados, voltam pra casa, para rever familiares e amigos, uma grande festa

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MÚSICA E VÍDEO

PauloSNSantana

Boa Música e Bons Filmes

8 MÚSICA E VÍDEO PauloSNSantana Boa Música e Bons Filmes Você que gosta de boa música.
8 MÚSICA E VÍDEO PauloSNSantana Boa Música e Bons Filmes Você que gosta de boa música.

Você que gosta de boa música. Ouça Burt Bacharach, esse artista e sua orquestra são fabulosos. O som de Burt Bacharach é suave e inspirador. Experimente! Por enquanto vai a sugestão:

Ouça o CD ou DVD “Whem Ronam Met Burt” do Artista Ronan Keating. Outro músico fabuloso é Richard Clayderman seu som é uma viagem ao paraíso! Você não vai se contentar em ouvir apenas um CD ou DVD, tenho certeza que logo estará adquirindo a sua coleção. A minha sugestão é que você adquira o CD ou DVD ’’Richard Clayderman Plays 100 Songs for a Perfect Spring Wedding’’: São cinco horas de piano romântico e suave. Confira!

FILMES, SUGESTÃO!

Assista aos filmes indicados, você pode locar, comprar um DVD ou baixar no site:

’’http://www.filmesparadownloads.com/’’.

O Príncipe Gênero: Ação, Suspense Ano de Lançamento: 2014

Sinopse: Em O Príncipe Dublado : Um assassino aposentado deve voltar à ativa e confrontar um antigo inimigo quando a sua filha é sequestrada. Eu recomendo!

Um Jogo de Mestres

FICHA TÉCNICA

Gênero: Ação, Thriller Ano de Lançamento: 2013

Sinopse: Em Um Jogo de Mestres: Mannock (Frank Harper, Jogos, trapaças e dois canos fumegantes) e Ray Collishaw (Craig Fairbrass, Efeito dominó) são primos que estão no topo da máfia. Mas essa supremacia é ameaçada, quando eles perdem um carregamento de cocaína da máfia russa. Agora, eles planejam um audacioso roubo de um valioso diamante para resolver seus problemas, e finalmente ter uma saída triunfal desse submundo. Eu recomendo!

ter uma saída triunfal desse submundo. Eu recomendo! ’’sábio é o homem que banca o idiota
ter uma saída triunfal desse submundo. Eu recomendo! ’’sábio é o homem que banca o idiota
ter uma saída triunfal desse submundo. Eu recomendo! ’’sábio é o homem que banca o idiota

’’sábio é o homem que banca o idiota na frente do idiota que banca o sábio!!!’’ O IDIOTA E A MOEDA

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas

se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele

a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra

menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

- Eu sei, respondeu o tolo. “Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”. Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é. A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história? A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda. Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos. O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente. Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é,

e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam… é problema deles. Arnaldo Jabor.

o que os outros pensam… é problema deles. Arnaldo Jabor. Se liga nessa! Onze pessoas estavam

Se liga nessa!

Onze pessoas estavam penduradas na corda de um helicóptero, dez homens e uma mulher. A corda não era suficiente para segurar todos. Decidiram que um deles teria que soltar, eles não conseguiram decidir quem. Então a mulher disse:

Eu solto a corda! Pois nós mulheres somos acostumadas a largar tudo por nossos FILHOS e MARIDOS, sempre recebendo nada em troca, vocês HOMENS merecem viver, pois são mais SÁBIOS e mais FORTES. Quando ela terminou, todos a

"NUNCA SUBESTIME A

aplaudiram e caíram Kkkkkk INTELIGÊNCIA DE UMA MULHER"

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9 PILOTO UM CÃO VIRALATA CRÔNICA De Hilton Valadares Sua história começa pelo nome Sonhava com

PILOTO UM CÃO VIRALATA CRÔNICA

De Hilton Valadares

Sua história começa pelo nome Sonhava com vôos altos Abraçando a vida cheio de força e coragem Vira lata determinado, inteligente, dócil e de olhar carismático. Farejando aqui acolá Pilotando a sobrevivência Entre um açougue e outro Interrogando as pessoas Superando as adversidades. Discriminado, rejeitado, desprezado Indiferente as indiferenças Ruminando serenamente contra uma hérnia escrotal Vivendo um submundo de irracionalidade, Subjugado a viver uma vida de cão Abandonado ao abandono de incapaz Numa clara omissão de socorro Pelos poderes constituídos Teve o direito a vida negada Amostra ante-ética da declaração universal. Os animais com qualquer cidadão Contribuem com impostos Através dos bens de consumo Gerando milhares de empregos diretos e indiretos Indústrias de rações, cosméticos, roupas. Coleiras e outros acessórios. Salão de beleza, pet shops, creches, hotéis, ecoturismo. Atuam como garotos propaganda e modelos Responsáveis por uma receita de bilhões Tratados de forma perversa. Compadecidos com sua dor Numa atitude de amor ao próximo Foi resgatado com um quadro avançado Pelos amigos fiéis Infelizmente pela falta de infraestrutura Na sala de cirurgia não resistiu. Foram os martírios Calaram-se os latidos Sacrificando os aís. Fica o exemplo e a alerta Sua morte deixa consternação Como legado indignação. Para não cair no esquecimento Piloto agradece aqueles que tentaram salvá-lo E pede que olhem para os amiguinhos Que assim como ele Vivem relegados entregues a própria sorte. Animais são parte de nós. Pertencemos ao mesmo reino? Difícil é saber. Quem é irracional e o racional? Ainda temos muito que aprender Pelas ações e amizades sinceras Onde a falsidade mora longe Inserindo lições de vida Melhor um cachorro irmão camarada Que um camarada irmão cachorro Comparar humanos com os animais É considerada ofensa a natureza Sejamos condescendentes As dificuldades não são maiores que os desafios O ensino dá o conhecimento que liberta Alinhe-se, recicle-se mais.

dá o conhecimento que liberta Alinhe-se, recicle-se mais. JoadsonOliveiraeoProf.MarcusVinicius COARACIENSE É CAMPEÃO

JoadsonOliveiraeoProf.MarcusVinicius

COARACIENSE É CAMPEÃO MUNDIAL DE JIU-JITSU

O atleta Joadson Oliveira, 12 anos, representante da

Academia Gracie Barra de Coaraci, conquistou a medalha de ouro no peso leve Infanto Juvenil A, faixa branca, no campeonato mundial de Jiu Jitsu, realizado em São Paulo, no sábado, dia 16 de agosto. Com o resultado, o atleta se prepara para as próximas competições e insere Coaraci no circuito de referência internacional de Jiu Jipsu. A importância deste título em São Paulo decorre do seu elevado grau de competitividade, pois este campeonato é considerado um dos mais difíceis, por reunir os principais

competidores do Brasil. De acordo com o treinador do atleta campeão, Marcus Vinicius, “o evento reuniu atletas bem preparados, mas na etapa final da disputa, Joadson conseguiu impor o ritmo de jogo e se consagrar campeão”. Para Marcus, a conquista foi um passo muito importante para que Joadson Oliveira possa alcançar outros projetos. “Fico feliz pela vitória de Joadson e continuaremos investindo para que ele venha conquistar mais títulos para

a nossa cidade”.

Joadson Oliveira integra um projeto social que foi criado há dois anos pela Academia Gracie Barra de Coaraci e tem

o treinador Marcus Vinicius Fagundes como seu principal protagonista, que ministra aulas gratuitas, cobrando rendimento escolar e comportamento exemplar dos

participantes. Estes fatores contribuíram para que Jodson de tornasse campeão mundial de Jiu Jipsu.

O Campeonato Mundial de Jiu Jipsu é promovido pela

International Federation Of Sports Brazilian Jiu Jitsu em parceria com a Confederação Brasileira de Jiu Jitsu

Esportivo e foi realizado na capital paulista nos dias 14 a 17 de agosto de 2014. Academia de Jiu Jitsu de Coaraci se torna Fábrica de Campeões. Não é a primeira vez que Coaraci se destaca em competições internacionais de Jiu Jipsu. O campeonato mundial de Jiu Jitsu, ocorrido em São Paulo, no dia 18 do mês de julho de 2013, no Ginásio do Ibirapuera, teve o coaraciense Fábio Meireles obtendo o excelente resultado de Vice-Campeão em sua categoria. Tanto Joadson, quanto Fábio são treinados pelo professor Marcus Vinicius, que é bastante conhecido por suas conquistas de vários títulos importantes em sua carreira e por formar atletas que se destacam em todas as competições que participam.

O próprio Marcus Vinicius deverá ser o representante de

Coaraci, numa competição que acontecerá na Espanha, no início do próximo mês de novembro.

Publicação: Pablo Nascimento DRT-BA

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DADOS ECONÔMICOS SOCIAIS DE COARACI

(Os dados abaixo foram pesquisados no site:

http://cidades.ibge.gov.br).

A população estimada de Coaraci em 2014 é de 20.183 habitantes contra 20.964 habitantes em 2010. Seu território tem aproximadamente 282.663 quilômetros quadrados. A densidade demográfica do território é de 74,17 habitantes por quilômetro quadrado. Em 2011 a população era de 20.442 habitantes, em 2012 de 19.937 pessoas, em 2013 de 20.620 pessoas. Coaraci produz: Abacaxi, Cana-de-açúcar, Feijão, Mandioca, Banana, Borracha, Cacau, Café, Palmito. Produziu através de extração vegetal aproximadamente quatro toneladas de madeira e carvão vegetal, a pecuária coaraciense possuía em 2012, duas cabeças de asininos, 8.761 cabeças de bovinos, vinte e duas cabeças de bufalinos, 984 cabeças de caprinos, 326 cabeças de equinos, 57.673 cabeças de galinhas, galos, frangos,

pintos, 74.430 cabeças de vaca de leite, 898 litros de leite, 375 cabeças de muares, produziu 276 mil dúzias de ovos de Galinha, 1.956 Suínos, 2.200 cabeças de vacas ordenhadas. Em 2013 foram depositados a prazo nas instituições financeiras de Coaraci, 4.083,665 Reais, foram efetuados 67.874 depósitos a vista pelo Governo, 4.740,469 depósitos

a vista e privado. Em três agências financeiras, foram realizadas

operações por recebimento no valor de 9.412,00 Reais. O valor das operações de credito foram de 20.070,744 Reais. Foram depositados

na poupança 22.683,797 Reais.(Fonte Banco Central do Brasil 2013). Recursos repassados a Coaraci, pelo governo federal mediante transferências até junho de 2014: Encargos Especiais, R$8.285.541,83, Assistência Social, R$2.492.066,12, Saúde R$2.473.175,49, Educação R$1.966.595,65.Foram transferidos: FPM - CFart. R$5.917.481,02, FUNDEB-R$1.786.483,78, FUNDEB- R$1.671.648,78,TETO MAC- R$1.139.360,52, PAB Variável - PSF

R$747.100,00.

Recursos Pagos Direto ao Cidadão: Bolsa Família:

R$2.337.370,00.

Bolsa família por ano: Coaraci recebeu de “Transferência de renda direta às famílias em condições de pobreza e extrema pobreza”,

conforme

4.004.304,00 em 2010 - 4.283.641,00 no ano de 2011 - 4.696.750,00 em 2012 - 5.300.390,00em 2013 - 5.652.300,00 e em 2014 - ATÉ JUNHO - 2.337.370,00.

a “Lei no. 18036 de 2004”, os seguintes recursos: Em 2009 -

SELEÇÃO DE COARACI XVII TORNEIO INTERMUNICIPAL
SELEÇÃO DE COARACI
XVII TORNEIO INTERMUNICIPAL

XVII CAMPEONATO INTERMUNICIPAL COMEÇOU. FOI LANÇADO EM SALVADOR Postado por Comunicação FBF

E a bola rolou na maior competição de futebol amador do Brasil. Presidentes de Ligas Desportivas, desportistas autoridades políticas e do esporte, e profissional de imprensa de todos os cantos da Bahia, foram apresentados, à edição 2014 do Campeonato Intermunicipal. No Bahia Othon Palace Hotel, em Salvador, a Federação Baiana de Futebol (FBF) realizou o XVII Congresso da competição. Centenas de pessoas lotaram o auditório do local para acompanhar

e conferir todos os detalhes do certame aguardado com ansiedade por milhões de amantes do futebol espalhados por todo o Interior do Estado. Antes da divulgação da tabela e dos grupos da 1ª fase, uma série de palestras abriu o Congresso. O presidente da Ceaf-Ba, Wilson Paim, e o instrutor FIFA Futuro três, Kleber Moradillo destacaram pontos importantes para a atuação dos árbitros. Em seguida, foi a vez do diretor de registros e transferências da FBF, Ricardo Nonato explanar sobre os avanços obtidos nos últimos anos e os projetos para modernizar ainda mais a regularização de atletas no BID da CBF. Ao final do Congresso, o presidente Ednaldo Rodrigues deu início ao momento mais esperado do dia.

O dirigente apresentou o regulamento, tabela

e divisão dos grupos regionalizados para a 1ª

fase do campeonato. As 80 Seleções ficaram divididas em 20 grupos de quatro. Avançarão para a segunda fase as três melhores colocadas de cada grupo. Da segunda fase em diante, as Seleções iniciarão os confrontos de mata-mata,

com jogos de ida e volta. As melhores colocadas enfrentarão as terceiras colocadas. As 30 Seleções vencedoras dos confrontos avançarão para a segunda fase, que será composta ainda pelas duas Seleções eliminadas que tiverem a melhor campanha, totalizando 32 equipes. Das 32, 16 avançarão para as oitavas de finais e assim sucessivamente até chegar à decisão.

A abertura do Intermunicipal acorreu dentro

da normalidade com o confronto entre as Seleções de Itajuípe e Buerarema, no Estádio Municipal de Itajuípe. Já o encerramento, quando será conhecida a grande campeã será no dia 21 de dezembro.

O troféu de campeão do Intermunicipal 2014

levará o nome do ex-jogador, revelado no Intermunicipal pela Seleção de Santo Antônio de

Jesus e pentacampeão mundial com a Seleção

Brasileira em 2002, Júnior Nagata. Já a taça de vice-campeão levará o nome do árbitro José Leandro da Silva Nazaré, que também deu seus primeiros passos na profissão no Intermunicipal

e que faleceu precocemente há dois meses.

Além do presidente Ednaldo Rodrigues, compuseram a mesa diretora do Congresso o presidente da CEAF-BA, Wilson Paim; a diretora técnica da FBF, Taíse Galvão; o diretor de registros, Ricardo Nonato; o membro do conselho fiscal da entidade; Wildbergue José; o presidente da ABCD, Márcio Martins; o prefeito de Cipó, Romildo Ferreira; o secretário de esportes de Irará, José Américo e o

representante da Secopa, Marco Costa.A Seleção de Coaraci está no grupo 14 e enfrentará as fortes Seleções de Ilhéus, Itabuna

e Uruçuca em duas fases, disputando jogos de Ida e Volta.

CAMPANHA DE COARACI

PRIMEIRA FASE - GRUPO 14

COARACI - ILHÉUS ITABUNA - URUÇUCA

17/08/14 15:00 Itabuna 1 x 1 Coaraci 24/08/14 15:00 Coaraci 3 x 0 Ilhéus 31/08/14 15:00 Coaraci 0 x 1 Uruçuca 07/09/14 15:00 Uruçuca 2 x 1 Coaraci 14/09/14 15:00 Ilhéus 2 x 2 Coaraci 21/09/14 15:00 Coaraci 5 x 1 Itabuna

A seleção de Coaraci classificou-se para a segunda fase do Intermunicipal.

Coaraci 21/09/14 15:00 Coaraci 5 x 1 Itabuna A seleção de Coaraci classificou-se para a segunda

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QUANDO SÓ O DINHEIRO NÃO BASTA

Esta estória me foi contada por algumas pessoas mais velhas, que presenciaram ou ouviram falar sobre os desmandos que os “coronéis”, do cacau

faziam na região, para poder adquirir ou ampliar suas fazendas. Para ser um coronel, ou seja, adquirir a patente, o cacauicultor comprava o título, que era caríssimo, ou quando sua propriedade produzia 5.000 arrobas ou mais, ele já se intitulava como coronel. Rodeado de jagunços, que não mediam esforços para cumprirem a determinação do patrão, eles obedecendo as suas ordens, matavam os burareiros ou o expulsavam de suas terras agindo com extrema violência. Ou então realizavam o “caxixe” que era um método usado através de um advogado ou não, forjando as escrituras dando a aparência que a compra de novas terras teria sido feita de forma legal. Normalmente seu maior interesse era por propriedades vizinhas, que sem pagar um centavo, simulava um negócio aparentemente normal. Agindo assim, ninguém teria como questionar

a suposta aquisição do seu novo patrimônio. Pois estava amparado

legitimamente pela lei. Com a colaboração de um tabelião desonesto para

registrar este tipo perverso de negociata. Muitas pessoas vinham de outros estados, movidos pela esperança de dias

melhores. Pois ouviram falar que no sul da Bahia possuía uma cultura, como diziam de forma figurada, que cacau era igual a ouro. Coitados, não demoravam

a se decepcionarem, pois normalmente eram explorados, e muitos quando

vinham até o coronel, para acertarem o tempo de serviço, recebiam como

pagamento, uma bala, ceifando assim a sua vida, quando não, toda a sua família, era dada como “desaparecida”. Diziam que eles viajaram, voltando para sua cidade de origem. Pois é, assim me foi passado esta estória, que retrata o início dessa lavoura, que beneficiou a poucos. E custou o suor e a morte de muitos. Nos meados dos anos oitenta, eu conheci um homem, que se encaixava perfeitamente no perfil, citado anteriormente. Seu nome era Juvêncio Barros

da Silva. De produtor abastado, um homem rico, veio a perder tudo o que havia

conquistado, devido a sua índole má. O apego às coisas materiais, ou seja, o dinheiro, fez com que com que ele perdesse sua verdadeira essência, vindo a se tornar um homem sem sentimentos, sem amor e sem afeto pela sua família. Sua esposa morrera ainda jovem, por não suportar esse tipo de convivência. Os dois filhos, um havia saído de casa há algum tempo, devido a não suportar os

métodos do pai, de obter dinheiro, poder e respeito. E o que ficou em casa, volta

e meia pedia ao pai uma quantia para poder comprar uma roupa nova, ir à

cidade, fazer uma farra com amigos. Mas falou em dinheiro, a resposta do seu pai era apenas uma já bastante conhecida: “Eu não tenho”! Então revoltado, esse jovem, começou a roubar o cacau do pai, e vendê-lo na cidade vizinha. Ao tomar ciência do fato, o pai em uma discussão com o filho, veio a tirar-lhe a vida. Então ele começou a pensar ”eu estou só”. Ele jamais iria imaginar que iria ter uma grande dor na consciência. Então começou a deixar de mão o seu patrimônio. Não se importava em observar a plantação e o trabalho dos funcionários. Então esse homem perdeu tudo o que tinha conquistado. Pagou um alto preço, pelo momento de loucura que havia cometido. Um dia, eu fui visitá-lo e comecei a fazer amizade com ele. Pois era bastante amigo do meu pai. E ele nesta época morava próximo a minha casa. Então

quase que diariamente eu ia visitá-lo, ou seja, trocar um dedinho de prosa. Qual

foi o meu espanto, após ter permanecido em meu quarto orando, cerca de uma

hora, pela vida desse homem. Então eu decidi ir lá, e convidá-lo para fazer uma visita à Igreja que eu frequento. Ao pisar na soleira da porta, ele com o olhar carregado, olhou para mim, com os olhos cheio de ódio, me disse, antes que eu abrisse a minha boca: “Por que você está aqui? Eu me arrepiei da cabeça aos pés. E ele continuou o que veio fazer aqui? Seu Juvêncio, eu vim aqui para conversarmos normalmente. Ele disse: “Não”! “Eu sei por que você está aqui,

só quero lhe falar, eu não o expulso da minha casa por consideração ao seu pai,

mas eu lhe peço, por favor, vá embora”! “Você veio aqui para falar de Jesus, só que Ele serve para você, mas para mim, não tem mais jeito”. Por favor, queira se retirar. Então boquiaberto, voltei para casa, e me perguntei, como esse homem sabia o que eu iria falar, sem nem abrir a minha boca. Eu pensei, coisa boa não é. Esse homem carrega em seu coração um grande sentimento de culpa, por tudo que ele fez de ruim, e infelizmente, acha que pra ele não existe segunda chance, não existe um recomeço. Todo homem pode mudar, basta entregar a vida passada a Deus e Ele vai fazer de você uma nova pessoa, basta acreditar. Pena que aquele homem não perdoava a si mesmo. Assim fica difícil fazer alguma coisa. Pois para qualquer coisa que você quer, basta acreditar, fazer o bem, e acreditar que a cada dia você pode se tornar uma pessoa melhor. E dizer com convicção: ”Eu sou um vencedor”! Por Francisco Carlos Rocha Almeida

”Eu sou um vencedor”! Por Francisco Carlos Rocha Almeida Padre Laudelino José Neto Vai nos deixar!

Padre Laudelino José Neto Vai nos deixar! Autor: PauloSNSantana

No dia 03 de Agosto, dia do Padre, o

P aroco

Lourdes, Laudelino José Neto anunciou a sua saída da Paróquia de Coaraci ainda este ano. O Padre Lau como é conhecido,

vai deixar boas lembranças para os fieis

de Nossa Senhora de Lourdes. Padre Lau,

como é carinhosamente chamado pelos fieis, demonstrou ser um religioso humanista, coadunado com os princípios

da Igreja Católica e as orientações do Papa Francisco. Humilde e fraterno demonstrou desprendimento, dando maior valor à vida, ao homem e à família coaraciense. Ao contrário de alguns Padres não se deixou melindrar pelo poder econômico, tratando os fieis diferentemente, pelo contrário integrou-se aos jovens aos pobres e aos ricos da congregação. Convidado, contribuiu com o Caderno Cultural de Coaraci, que teve a

honra de publicar suas matérias

da Igreja Nossa Senhora de

pertinentes, independentes e educativas. Não sou um católico praticante, mas aprendi a admirá-lo e respeitá-lo. Ele vai deixar um exemplo, uma lição para os pecadores, aqueles que insistem em acusar, julgar e condenar! Tratou seus fieis como iguais e incluiu

todos nos projetos da Igreja Católica, foi democrático e soube administrar as

equipes da Paróquia.

Seus projetos tiveram sucesso e atraíram os jovens coaracienses à Igreja Nossa Senhora de Lourdes. O Padre Lau promoveu a paz, a fé e a esperança. Por tudo isso desejamos paz

e bem, e que continue arrebanhando

ovelhas para sua Igreja.

a paz, a fé e a esperança. Por tudo isso desejamos paz e bem, e que

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Ohomemera perigosoenão tinhamedo da lei.
Ohomemera
perigosoenão
tinhamedo
da lei.

VIVI (Visdalberto Rodrigues)

Um homem perigoso que não tinha medo da lei!

Texto de PauloSNSantana

Fontes: Solon Planeta e José Sales

Soubemos que ele nasceu em Itamotinga, filho do senhor João Rodrigues e neto de João Vidal. Fazia parte de uma família numerosa composta por quatro irmãos e uma irmã. Tinha irmão padre, médico, corretor. Um deles foi candidato a prefeito na cidade de Jequié. Vivi era valente e frio e perigoso, ele não enjeitava uma missão por mais difícil que fosse. Dizem que ele teve um inimigo mortal, a quem matou e de quem comeu parte do fígado ainda quente, e que ele comentava essa história com seus amigos. Vivi tinha o corpo fechado, pois em uma ocasião tentaram matá- lo na cidade de Itajuípe, deram vários tiros, e ainda passaram um carro por cima dele várias vezes e mesmo assim não conseguiram tirar- lhe a vida. Dizem que ele atropelou acidentalmente a própria mãe, não demonstrando nenhuma dor ou sentimento. Vivi bebia, e uma garrafa de cachaça para ele era fichinha! Uma vez no Centro Social Urbano de Coaraci, nos anos oitenta, numa daquelas tardes ensolaradas e cheia de atividades físicas, com centenas de alunos do CEC e do CSU, e o campo de futebol assim como a quadra lotados, uma bola caiu no telhado da casa dele, alguns meninos subiram no telhado para pegar, mas não sabiam que estava dormindo,

acordando-o. Foi o bastante para irrita-lo, com

o barulho em cima da casa, saiu armado com

um rifle, os meninos correram, mesmo assim ele atirou na direção da área de esportes, para

a sorte de todos a bala ricocheteou em um

poste de iluminação, desviou-se das pessoas. Fui até ele e disse que ali era uma área pertencente ao Governo Estadual, e que haviam crianças naquela hora, que a ação intempestiva dele poderia ter tirado a vida de uma delas, e que as consequencias seriam terríveis para ele e para os pais se por acaso tivesse atingido alguma delas. Me comprometi a repor as telhas quebradas pelos meninos.

Acredite se quiser!

FORDINHO 1929

Dito Preto, um amigo meu, tinha um caminhãozinho Ford 29 para puxar cana na Fazenda. Tinha comprado à prestação, mas o Fordinho estava acabado. Ele trabalhava com o caminhãozinho Fordeco durante a semana e no sábado colocava as varas na velha carroceria e ia pescar. Naquele sábado, ele já tinha tomado 'umas e outras' e ia indo para o Rio Sapucaí. No meio da estrada, apareceu um guarda rodoviário. O policial fez sinal

para ele parar. Dito Preto foi indo com o caminhãozinho pelo acostamento. 'Beeeeeeem' lá na frente parou. O guarda chegou e disse: - Deixa eu ver a

carta

dizer que tenho carta porque eu não tenho. Comprei esse caminhãozinho

carta. -

Então deixa eu ver o documento do caminhão. - Seu guarda, não vou

enganar o senhor. Não vou dizer que tenho documento porque não tenho.

-

Mas todo mundo me conhece por essas bandas, seu guarda. É só perguntar. Todo mundo sabe que o caminhãozinho é meu. Quando tiver tempo, vou comprar a carta e o documento lá com o delegado. - Então

acende os faróis. - Vai desculpar, seu guarda, mas o direito não tem. E o esquerdo tá queimado. - E a buzina? - Não vou dizer pro senhor que tenho, porque não tenho. Comprei o caminhãozinho à prestação e não deu pra

tem? - O

senhor acha que se eu tivesse breque não tinha parado lá atrás, quando o

senhor mandou? - Se eu for multar o senhor, a multa vai ser tão alta que nem vendendo o caminhãozinho o senhor vai poder pagar. Então, vai pescar de uma vez. - Mas não tem bateria, seu guarda. O senhor ajuda a empurrar? E o guarda empurrou. Rolando Boldrim

colocar a buzina. - E o breque? Pelo menos o breque, o senhor

Ainda não comprei não, senhor. - Não tem carta, não tem documento

motorista. - Seu guarda, não vou enganar o senhor. Não vou

de

para puxar cana na fazenda e ainda não deu pra comprar a

de para puxar cana na fazenda e ainda não deu pra comprar a OS JAGUNÇOS NOS

OS JAGUNÇOS NOS TEMPOS DOS CORONEIS.

Do livro CARINHANHA DE ONTEM E DE HOJE De Honorato Ribeiro dos Santos.

Quincas de Mariana, assim conhecido por todos, era um sujeito forte, de cor morena, sangue frio, cabelos lisos, medindo 1.68m de altura, de fala fina e plácida, dando as características de pessoa pacata e não violenta. Mas, que, na realidade, era perigosíssimo e de mau caráter ao extremo. Foi um dos tantos jagunços sanguinários, nos tempos do “Barulho do coronel João Duque”, aqui em Carinhanha, cidade ribeirinha do rio São Francisco, divisa de Minas com Bahia, pelo rio Carinhanha. Esse jagunço cometeu vários crimes. Uma das vítimas dele foi o Sr. Rodrigues que ele assassinou friamente e ficou impune. Depois de ter assassinado Rodrigues ele assassinou a própria esposa. Quando soube desse crime absurdo o coronel João Duque mandou prendê-lo. Mas o Quincas achava que ainda tinha prestígio com o coronel, e se enganou evidentemente pois foi preso e condenado. Antes de assassinar a sua esposa, Quincas já havia assassinado a Pedro de Tila, covardemente, e fugido para a cidade de Manga, em Minas Gerais. Deixou a viúva do morto carregada de filhos, ainda menores de idade. Esse crime ficou impune. Tempos depois, ele se integrou ao grupo de jagunços no barulho de 1919. Tempos em que os filhos de Carinhanha viveram uma história negra e penosa. Aqueles que apoiavam o coronel João Duque eram intocáveis; os contra fugiram com medo e os que ficaram foram assassinados. Era a política de ódio, ambição pelo poder político dos coronéis de patente comprada da “GUARDA NACIONAL”. Houve muitos espancamentos, prisões injustas, tudo era resolvido à bala. Quem não quisesse morrer teria de correr com a única roupa do corpo. Muitos dos filhos dessa terra não voltaram mais.

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Havia outro jagunço por nome de Zé Baiano, que assistiu Quincas assassinar a esposa. Zé Baiano contou para a esposa do coronel João Duque e ela vestiu-se disfarçada de vaqueiro e montou no cavalo e saiu depressa para contar a seu marido, o que havia acontecido. Ao saber do assassinato, o coronel, imediatamente, mandou prender Quincas. Quando o Quincas chegou preso, pensou que o coronel iria lhe dar apoio e o soltaria imediatamente, mas se enganou pois foi preso e enviado para Salvador. Aborrecido com prisão o bandido ameaçou :

-Pode esperar coronel, que volto lhe matar. Mas nunca voltou a Carinhanha. Outro Jagunço violento foi Chico Meira que chegou a Carinhanha, vindo de Itacarambi-Mg aliando-se ao coronel João Duque, o Chico Meira era conhecido pela alcunha de Coaçu. Esse foi um jagunço muito perigoso. Com o apoio do coronel João Duque, ele fez Álvaro Oliveira, homem íntegro da cidade, coletor federal, sair corrido. Foi até a casa do coletor e disse-lhe: Álvaro, você tem 24h para sumir daqui. Se não for embora, será um homem morto. Álvaro, que já o conhecia muito bem, arrumou as malas e foi para Bom Jesus da Lapa. Em outra ocasião um tenente vindo de Salvador foi dar ordem de prisão ao Chico Meira, mas ele reagiu, sacando a arma e atirando para matar, por sorte do tenente a bala pegou na fivela do cinturão. Chico Meira correu e entrou na casa do coronel. O cabo Lalau, da esquina da igreja matriz, abriu fogo contra Chico Meira e ele respondeu tirando casquinha na parede da esquina, onde o cabo estava entrincheirado. Todo mundo tinha medo de Chico Meira, mas Gabriel Cardoso, telegrafista, partiu para Salvador e deu queixa contra o bandido. Então enviaram dois agentes policiais que o prenderam, levando-o algemado para Salvador. Depois de ter cumprido a pena na cadeia da capital baiana, ele voltou a aprontar. Dessa vez assassinou o comandante do vapor Barão de Cotegipe, Felipe de Barros. O crime ficou impune. Tempos depois, dois adolescentes vingaram a morte do comandante Felipe Barroso, matando-o em Pirapora-MG. Outro perigoso jagunço foi Isidório do Fumo. Ele tinha uma tia por nome de Teodora. Pobre mulher, muito trabalhadora, que vivia tirando lenha para o sustento da vida. Um dia, a velha chegou em casa com um feixe de lenha, muito cansada, ouviu os gritos do sobrinho, que invadiu a sua casa dizendo-lhe:- Ó velha Teodora, fuxiquenta da peste. Saia para fora pra apanhar de chicote de cavalo para deixar de ser fuxiquenta, sua arengueira. A velha muito assustada falou:

- Meu filho, eu nunca falei mal de você pra ninguém! Eu ando trabalhando e cuidando dos meus afazeres. Não cuido de vida de ninguém! Ele muito bravo ameaçava:

- Mentirosa safada. Você vai apanhar de chicote até morrer pra respeitar homem de bem. O malvado deu de chicote na velha até a morte. Matou a própria tia e esse crime ficou impune. Esse mesmo bandido lutou ao lado do coronel João Duque e fez muitas vítimas. Depois que veio a paz, ele mudou-se para Manga-MG. Tempos mais tarde Isidoro do Fumo foi punido pela justiça Divina com um câncer na cabeça vindo a falecer. Os jagunços mais perigosos do coronel João Correia Duque foram:

Umbuzada, João Jacaré, Isidório do Fumo, Simplício e Mateuzinho, os dois últimos assassinaram o segundo prefeito de Carinhanha, conhecido por seu Andrade. Os outros jagunços conhecidos na época foram:

Pabula, Barba Dura, Barba Grande, este dizia que tinha o corpo fechado, nem bala e nem faca tiraria a sua vida, mas morreu assassinado nas rixas políticas dos coronéis de Carinhanha e Santa Maria da Vitória.

dos coronéis de Carinhanha e Santa Maria da Vitória. Uma vez o jagunço Umbuzada estava limpando

Uma vez o jagunço Umbuzada estava limpando o seu fuzil, quando sua tia, Joana Pataca, ia passando e ele disse para os colegas: “Vou ver se este fuzil é bom de fogo.” Apontou para a tia, mirou e puxou o gatilho disparando o tiro certeiro contra a própria tia, que caiu morta no chão. Como sabia que nada iria acontecer contra ele, ficou tranquilo. Quem se apiedou da velha fez o funeral lamentando o ocorrido injusto. Assim viveu por muitos anos o povo de Carinhanha. Hoje a cidade é de um povo diferente e, muitos sabem dessa negra história lendo os livros editados por mim e o padre Souza, que viveu muitos anos aqui como padre da Congregação Vicentina. Já faleceu, mas deixou-nos muitos livros de histórias pesquisadas e editadas por ele. Honorato Ribeiro dos Santos, Rua Francisco Muniz nº 46 –Centro – Carinhanha-Ba. Tel. (77) 3485-2694. E-mail hagaribeiro@yahoo.com.br

LÁGRIMAS OCULTAS

De Ely Sena

Quando descobri A fase mais linda, A mais bela de todas as estações, Não consegui conter As minhas coloridas emoções. Mergulhei de corpo e alma Nas águas profundas da ilusão E encontrei numa enseada deserta Onde tudo parecia Ser uma nova fantasia. Quando me despi Diante do arco do seu olhar, Senti o brilho oculto da escuridão. Não tive medo, também não reagi, Pensei apenas numa forma discreta De encontrar a senha que indicava O segredo do seu coração. Quando viajei sob as farras da solidão, Não imaginei que só tinha um ponto de partida E que esta longa estrada Nunca chegaria ao fim Embriaguei-me com tal linda estampa:

Livre, tênue como uma aquarela. No inicio da caminhada, Feri-me com alguns espinhos, Mesmo assim, não desisti, Traguei todo o perfume que exalava Das pétalas macias de tão doce flor E segui viagem. Lágrimas ocultas Brotando do seu meigo olhar, Às vezes pareciam tristes, Mas sempre sinceras, livres, comoventes, Como olhar sutil de uma lua cheia

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14 SEQUEIRO GRANDE Fontes: Terra dos Sem Fim, Livro de Jorge Amado e Wikipédia. “Sequeiro Grande,

SEQUEIRO GRANDE

Fontes: Terra dos Sem Fim, Livro de Jorge Amado e Wikipédia.

“Sequeiro Grande, era um trecho da mata ainda intacto, e passou a ser o alvo da cobiça dos coronéis, que lutaram entre si com todas as armas de que dispõem para conquistá- lo. Advogados eram muito bem-vindos à região. Os coronéis os contratavam para que redigissem documentos falsos (“ caxixe”) que atestava a posse de determinado pedaço de terra até então pertencente a algum pequeno lavrador. Quando impunha alguma resistência à expulsão, o camponês em geral era perseguido e morto por jagunços tocaiados nas estradas solitárias.” No começo do século XX, no sul da Bahia, por ocasião do desbravamento das matas para plantio de cacau nas regiões próximas ao povoado de Tabocas, então município de Ilhéus a região estava sob o domínio político do fazendeiro-coronel Sinhô Badaró que, visando apropriar-se das terras devolutas do Sequeiro Grande, mandou o jagunço Damião assassinar o pequeno fazendeiro Firmo, proprietário de um sítio que ficava de permeio. O atentado fracassou, e foi deflagrada a luta pela posse daquelas terras, igualmente disputadas por outro rico latifundiário, o vizinho e oposicionista coronel Horácio da Silveira, que também promoveu demanda judicial através do advogado Virgílio Cabral, enquanto se sucedem os atos de violência de parte a parte, com tropelias, plantações destruídas, incêndios e mortes. Com a reviravolta política ocorrida no estado, a situação local passou a ser comandada por Horácio, que aliciou os pequenos fazendeiros circunvizinhos para as suas hostes. Sinhô Badaró, foi ferido nos combates, e substituído pela filha, Don'ana Badaró. Paralelamente, desenvolve-se às ocultas um caso de o amor entre Virgílio Cabral e a esposa de Horácio. As cartas reveladoras do adultério caem nas mãos do viúvo, que não vacila em mandar matar Virgílio. Acredite se quiser!

Mistério do Interior

-Viajando pelo interior de Minas, o sujeito sente seu carro falhar e, sem alternativas, para no acostamento. Ele não entende nada de mecânica, mas como não há nada para se

fazer, ele abre o capô, mexe de lá, mexe de cá e não chega a nenhuma conclusão, até que ele ouve uma voz misteriosa:

— Foi o cabo da vela que se soltou!

Ele olha para todos os lados, mas não vê ninguém e a voz insiste:

— Veja o cabo da vela. Deve estar solto!

Novamente ele não vê ninguém, além de um cavalo que estava junto à cerca. Então ele examina o cabo da vela e confirma: alí estava o defeito. Aliviado, ele liga o carro e segue o seu caminho. Logo adiante ele pára em um boteco, na beira da estrada para tomar um café e resolve contar o acontecido. Um dos presentes pergunta:

— De que cor era o cavalo que estava junto à cerca?

— Preto! — responde ele.

- Você deu foi sorte

— emenda outro caipira

— Porque o cavalo branco não entende nada de mecânica!

— Porque o cavalo branco não entende nada de mecânica! CRIAR PARA PRESERVAR 1ª parte. Por

CRIAR PARA PRESERVAR 1ª parte. Por Roberto Alves Póvoas robertopovoas.blogspot.com

Este relato é parte da história vivenciada por mim e por quem já estiver comemorando seus 50 anos ou deixados para trás este aniversário. Nos meus tempos de menino via sempre as pessoas mais velhas, principalmente os homens, sempre as voltas com uma gaiola contendo um pássaros, ou ainda várias gaiolas, cada uma com um pássaro. Sempre que estes, na época criadores, hoje a legislação ambiental denomina-os MANTENEDORES, se encontravam os debates para indicar os melhores pássaros eram cheios de verdadeira paixão, e por vezes esta paixão deixava alguns verdadeiramente zangados, que ficavam ressentidos com os colegas chegando

a ficarem sem se cumprimentarem por muito tempo. Assim,

como não poderia deixar de ser, também me despertou para

a criação ou manutenção destes pássaros em gaiolas.

Os pássaros que despertavam o interesse dos criadores eram em primeiro lugar o CURIÓ (orizoborus angolensis), hoje alguns autores e estudiosos da fauna alada passaram a denominar o curió como (sporophila angolensis), em segundo plano vinham o papa-capim, chorão, sabiá verdadeira, sabiá coca, gurim, etc. Ainda nesta época, era normal pessoas da cidade que haviam migrado para São Paulo, à procura de melhores condições de vida, por lá viam o quanto valia monetariamente um espécime deste pássaro (o curió), como ainda na época não existia legislação que normatizasse a criação, captura e transporte, durante muitos anos, capturava-se os melhores espécimes , também compravam de pessoas que se diziam criadores, mais na verdade, eram pessoas que se especializavam em preparar o curió para venderem aos

compradores para levarem para São Paulo. Cada um desses compradores levavam vários curiós, alguns entre 30, 40 pássaros e lá negociarem e com o dinheiro arrecadado fazerem melhorias em suas vidas.

Por causa deste hábito que foi praticado durante 40 ou 50

décadas, hoje em nossa região, o curió é considerado extinto,

e este hábito também foi utilizado em quase todo o país, levando o curió a beira da extinção total.

A melhor parte desta história, é que criadores

verdadeiramente apaixonados pelo curió, passaram a estudar o curió, começando a entender seu hábitos em ambiente selvagem para tentando adaptar o ambiente doméstico ao pássaro, de modo que com a troca de informações entre os criadores, alguns começaram a reproduzir o curió em ambiente doméstico. Com isso, hoje, passados, talvez, 4 décadas, estes apaixonados e teimosos criadores, investindo seu patrimônio salvaram o curió da extinção, tendo ainda feito seleções genéticas para aperfeiçoar o curió, melhorando seu canto, e facilitando a reprodução em ambiente doméstico.

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O QUE OS JOVENS PENSAM SOBRE A POLÍTICA?

A JUVENTUDE BRASILEIRA É MAIS INFORMADA QUE SEUS PAIS

E TEM PESO DECISIVO NA ELEIÇÃO ALAN RODRIGUES (ALAN@ISTOE.COM.BR)

DECISIVO NA ELEIÇÃO ALAN RODRIGUES (ALAN@ISTOE.COM.BR) Eles acreditam na própria capacidade de mudar o mundo, e
DECISIVO NA ELEIÇÃO ALAN RODRIGUES (ALAN@ISTOE.COM.BR) Eles acreditam na própria capacidade de mudar o mundo, e

Eles acreditam na própria capacidade de mudar o mundo, e botam fé de que o voto possa transformar o País e reconhecem o papel determinante da política no cotidiano brasileiro, fatia expressiva dos jovens acredita que o país estaria melhor se não houvesse partido político. Para os jovens, as agremiações partidárias e os governantes não falam a linguagem deles. Os políticos são analógicos e a juventude digital. Nascidos totalmente integrados à tecnologia digital, sob os ventos favoráveis da estabilidade econômica, da democracia e com menos privações que a geração anterior, esses jovens manifestantes natos cobram mudanças na política Brasileira. A onda de indignação, revolta e envolvimento dos jovens na vida política do Brasil só cresceu. Quando chamados a dialogar, eles têm opiniões muito bem formadas sobre os Políticos a Politica e a Corrupção. Não existe aí uma novidade. Os jovens sempre tiveram opiniões. Muitas opiniões, diga-se. A

diferença agora é que o que eles dizem tem muito mais peso. Eles são ouvidos e exercem influência sobre a família. Hoje, as decisões familiares são totalmente compartilhadas. Inclusive as decisões políticas. A internet ampliou o repertório, as redes de relacionamento e as possibilidades de ascensão social dessa geração. Não apenas isso. A internet e as redes sociais viraram palco dos novos debates políticos

– a maior parte deles travada por jovens. O que rola na rede é disseminado em

casa por meio da juventude conectada. Se surge uma informação nova sobre determinado candidato, o assunto logo vira tema de discussão no seio familiar durante cafés da manhã, almoços e jantares, momentos em que normalmente

todos estão reunidos em torno da mesa. Eles cresceram ouvindo seus pais

dizerem: vote nesse candidato. Ele rouba, mas faz. Hoje, não aceitam essa história. Não há como discutir o processo eleitoral sem falar dos jovens – que estão olhando para frente, não para trás. Por outro lado muitos jovens já afirmaram que

o Brasil estaria melhor se não tivesse nenhum partido político. O problema, é que a

maioria das legendas têm dificuldade em dialogar com os jovens. Os jovens de hoje acreditam na importância do voto para a mudança dos rumos do País. Ao menos em casa, essa juventude já ajuda a transformar a vida de seus pais, contribuindo no orçamento doméstico. Hoje, de cada R$ 100 que um pai da classe alta injeta na economia do lar, o filho jovem coloca R$ 57. Na classe C, também a cada R$ 100, o filho investe R$ 96. O fato de os jovens participarem ativamente no orçamento familiar deu a eles a condição de ser um dos interlocutores da família. Os jovens acreditam na capacidade da juventude de mudar o mundo. Eles já orientam seus pais, a escolher o melhor projeto ou a melhor proposta de governo e não mais se submetem ao voto de cabresto. Esse apoderamento dos jovens é explicado, por diversos fatores. Além de ter mais acesso à informação (93% dos jovens são conectados), a juventude digital é muito mais escolarizada que os pais. Salta aos olhos a evolução educacional dos jovens da classe C. Sete em cada dez jovens estudaram mais que seus pais. Muitos Indecisos eleitoralmente, apesar das mudanças na vida na última década, estão atentos aos programas eleitorais para definir seu voto. Eles dizem: “Precisamos melhorar um pouco mais”. Neste mundo de interatividade, a enorme capacidade da juventude de assimilar as transformações tecnológicas interfere em como esses jovens agem, pensam e levam o seu ritmo de vida. Ao contrário do que muita gente possa pensar, os jovens querem um Estado forte, com a eficiência do setor privado e que ofereça serviço público gratuito de qualidade. Essa juventude quebra a lógica política tradicional, ideológica, principalmente porque os jovens dessa geração utilizam-se de uma régua muito mais rigorosa para medir a qualidade do serviço público do que os pais. Do ponto de vista comportamental, os jovens da geração D (Digitais) são ambiciosos, impulsivos e ousados. Contestadores, eles não querem saber de censura. Impactados pelo sucesso dos programas de distribuição de renda, redução da pobreza e pleno emprego, eles, agora, querem muito mais dos políticos. A segurança aparece em primeiro lugar entre os problemas que mais preocupam os jovens, seguido por políticas públicas para a juventude e a inflação do cotidiano. Os jovens da periferia cobram das autoridades uma maior presença do município no cotidiano das comunidades, principalmente na questão da segurança. “A falta de segurança é o nosso principal problema”, queixam-se. Os jovens reclamam dos péssimos serviços prestados pela saúde publica, e exigem qualidade na educação, e afirmam que ainda existe grande distancia entre eles e os governantes. Para eles alguns políticos pensam com a cabeça voltada para o passado. E eles só querem saber do futuro. Os rebeldes de outrora, hoje conectados e formadores de opinião em casa, não deixam de ter muita razão quando exigem competência, probidade e seriedade na administração dos bens públicos.

não deixam de ter muita razão quando exigem competência, probidade e seriedade na administração dos bens

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CONVERSA EM MESA DE BAR É PURA FILOSOFIA

De Celso Cruz (Brocoió) em 20/01/2012

Fala-se de amenidades Discute-se e se opina

É

uma verdadeira oficina Da cultura e do saber Do direito, do dever Tudo é democracia Berço da cidadania Elitista e popular

Conversa em mesa de bar

É pura filosofia

Põe-se pra fora a angústia Tristeza, felicidade Existe cumplicidade Vive-se cada momento E sempre se fica atento As novidades do dia Fala-se de música, poesia Do malfazejo, o bem estar Conversa em mesa de bar

É pura filosofia

É onde se fala de tudo

Discute-se o que quiser

Sobre política, mulher Futebol, religião Até a globalização Aborda-se com sabedoria

Fala-se de sonho, de utopia Sobre problemas do lar Conversa em mesa de bar

É pura filosofia

Onde tudo é importante Urgente, primordial Até o erro é normal

E o errado pode ser certo Lá nada fica encoberto Desnuda-se a hipocrisia Onde se amanhece o dia

Conjuga-se o verbo amar Conversa em mesa de bar

É pura filosofia

Propício pra se plantar E se colher amizade Sentimentos de verdade Sem vergonha são expostos

Vê-se nos traços dos rostos Rompantes de alegria Flagrantes de nostalgia Tristeza não tem lugar Conversa em mesa de bar

É pura filosofia

É terapêutico, curativo

Para quem se faz presente

É onde o diferente

Mistura-se, logo se iguala

É

onde a timidez não cala

Enfrenta a zombaria Tudo flui em harmonia E tudo fica em seu lugar Conversa em mesa de bar

É pura filosofia.

O GOLPE DO ESTILETE!

Autor PauloSNSantana

No final dos anos setenta, eu trabalhava em uma Multinacional Francesa, da área de Equipamentos Radiológicos, Hospitalar. Fui admitido nesta Empresa no inicio de 1978, como Auxiliar de Escritório, em aproximadamente dez meses já exercia o cargo de Assessor de Gerência. As minhas atribuições eram: Visitar hospitais e clinicas para receber e entregar faturas, controlar o caixa da empresa, visitar bancos para pagar faturas, efetuar saques, fazer depósitos, etc. Até possuía uma procuração para realizar

as operações bancárias. A minha ascensão foi meteórica. Nessa época adquiri o primeiro carro, um Fiat Uno 147,branco com bancos reclináveis, rodas de magnésio e som. Era uma ferramenta importante no desempenho de minhas atribuições. Um dia fui ao Banco Bradesco, Agencia Brotas, às nove e quarenta e cinco horas, ao chegar à porta da Agencia Bancária, estacionei e saltei do carro carregando uma pasta do tipo 007, da empresa. Tudo estava absolutamente tranquilo. Eu como sempre estava bem e não passava por minha cabeça pensamentos negativos. Me sentia bem,

por representar uma grande empresa, conhecer Gerentes de Banco, abrir contas administrar finanças, etc. Eu teria que trocar uns cheques para funcionários da empresa, uns 2.000 reais em moeda atual. Dentro da pasta haviam cheques nominais e documentos pessoais. No banco quase não havia filas, não notei nada suspeito, nem ninguém que estivesse me observando. Troquei os cheques, conferi a importância e coloquei dentro da pasta, saí da agencia em fui para o carro. Segui pra Avenida Vasco da Gama, e quando já estava fazendo o retornando num trevo da avenida, alguém gritou de dentro de um carro ’’o pneu esta furado!’’, imediatamente estacionei o carro alguns metros a frente. Escondi a pasta em baixo do banco. Abri a mala do veiculo, peguei o pneu socorro, a chave de roda e o macaco, e fiz a troca do pneu depois fechei a mala e retornei para o interior do carro. Quando procurei pela pasta, que estava em baixo do banco do motorista, não a encontrei mais. Eu tinha sido roubado. Mas como! Perto do carro não havia viva alma. Eu estava em maus lençóis, como explicar o acontecido na empresa? Meus colegas de trabalho iriam acreditar na minha história? Seria demitido? E os cheques vultosos da Empresa, poderiam ser descontados? Rumei para uma delegacia de policia no bairro do Rio Vermelho. O policial de plantão ouviu a minha história e registrou cada palavra, depois disse que eu havia caiu no ’’golpe do estilete’’. Que uma quadrilha estava atuando naquela área há alguns meses. Engoli a seco e retornei a empresa. Relatei os fatos ao Gerente e o mesmo foi solidário, tranquilizou-me, mas pediu uma cópia da queixa para arquivar, depois conversei com os meus colegas, aqueles que me confiaram seus cheques e ouvi deles conforto e

compreensão, prometi pagar pelo prejuízo, mas nenhum deles aceitou. Três dias depois recebemos um telefonema de um cidadão que identificou-se como proprietário de uma lanchonete no Campo da Pólvora em frente ao Fórum Rui Barbosa, e que haviam esquecido uma pasta 007, com cheques e documentos e número de telefones da empresa no seu interior. Segui para o local e constatei que era ’’a nossa pasta’’

intacta, e com todos cheques e documentos no seu interior. Eles só levaram o dinheiro! Conclusão. Os caras eram gentleman thief. Acredite se quiser!

12 de outubro
12 de outubro

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ALGUNS RELATOS DE SALES E DE PLANETA

setembro de 2014

Texto de PauloSNSantana

Naquele tempo só entrava na mata Coronel bravo, pra passar toda espécie de necessidade e dificuldade, qualquer um não entrava . Era uma aventurava muito difícil. Os pioneiros enriqueceram porque tinham coragem, e eram trabalhadores. Incurcionavam nas matas andavam dois três dias montados em burros bravos, atolando, atravessando rio cheio, em cima de jangada. Tem até uma fazenda em Una, estão vendendo agora,

a Franconia, com trinta e três barcaças e três secadores. Duas mil e tanto

equitares. Dizem que tem mil só de cacau. Tem uma fazenda, na estrada Coaraci, Itajuípe, “A fazenda Ruanda”, que antigamente era pouso de jagunços e coronéis do cacau. La existia um grande comércio, que vendia de tudo, só coisa boa da Alemanha: Armas, maquinas de costura, tecidos, alumínio, fogões, cofres, pólvora, café, munição, instrumentos musicais, até piano etc. Era também um pouso onde os coronéis se reunião para fazer negócios e contratar os serviços de pistoleiros e jagunços. Dizem que os pistoleiros ou coronéis compravam armas lá, e que o vendedor perguntava se queria experimentar, ai mandava um negro ou caboclo subir em uma arvore, para o comprador atirar para testar a qualidade da arma. Acredite se quiser! Era um ponto estratégico para planejar assassinatos e tiroteios, e o proprietário da fazenda acoitava jagunços. Na fazenda se encontrava com frequência; tropeiros, jagunços e coronéis do cacau. Entre eles os Badaró, Basílio e os Nicks. Era um entroncamento de compra e venda de cacau e grandes empresas como a Cacau Fortaleza e Massaranduba mantinha postos avançados. A região era riquíssima e a produção de cacau invejável. Outro fazendeiro rico da época era Naji Marom, em Barro Preto. Uma vez ele comprou pra revender na região trezentas maquinas de costura, que vieram em um navio da Alemanha. Os comerciantes de Itabuna, Itajuípe e da região se abasteciam com ele. Uma vez Solon precisou de zinco e roda de barcaça e só foi encontrar lá. Naquele tempo existia telefone nas fazendas dos ricos. A fazenda também possuía telegrafo. O comercio no interior da propriedade de Marom era avançado e possuía uma avenida com algumas casas comerciais, alfaiataria, lojas de tecidos e até um cinema. Marom exigia que os empregados fizessem a barba e usassem roupas limpas, que estivessem asseados, para receber os clientes, a fazenda parecia uma cidade, tal o movimento de carros e de clientes. Vendia-se de tudo. Era difícil chegar na fazenda, mas quando se

estava lá dentro, a coisa mudava de figura, havia energia a gerador, as ruas eram calçadas, dava gosto de ver. No escritório de Marom em cima da sua mesa de trabalho sempre era visível um rifle papo amarelo carregado. Ele era respeitado, e nenhum cliente ousou lhe passar a perna. Na época da segunda guerra mundial, suspeitaram da relação dele com os alemães, pois era grande importador, e possuía um daqueles rádios de comunicação VHS, com o qual comunicava- se com empresas alemãs, gerando suspeitas do serviço secreto. Foi investigado, e nada foi comprovado. Era um homem solteiro. O irmão dele morava no Líbano e também era rico, um banqueiro, quando soube que iam prendê-lo, enviou uma fortuna em dinheiro para contratar bons advogados. Quando Marom morreu, deixou tudo o que tinha pro seu irmão Zeca Marom. Dizem que Alex Marom irmão de Zeca morreu com doença mental. João o mais antigo tratorista de Coaraci, ainda vivo, trabalhou nas fazendas de Marom por uns vinte e tantos anos e o conheceu bem. Dizem que a fazenda era bem desenvolvida, que produzia muito cacau

e era vista como uma pequena cidade, uma bela propriedade, muito organizada possuindo no seu interior um comercio poderoso, uma avenida de casas comerciais, toda calçada, e que encontrava-se para comprar moveis, material de construção, que havia uma barbearia, um bar e café, e um armazém bem sortido Esses relatos são de homens que vivenciaram à época dos coronéis do cacau. Descrevemos aqui, alguns casos, mas com certeza ainda existem muitas histórias a serem contadas no Caderno Cultural.A região cacaueira

é rica em cultura, e as histórias dos desbravadores poderiam compor mais

um livro, um best seller, dos velhos costumes, das vitória e derrotas, que resultaram no desenvolvimento da região do cacaueira Acredite se quiser!

18 de outubro dia do médico
18 de outubro dia do médico
DIA 9 DE OUTUBRO É O DIA DO
DIA 9 DE OUTUBRO
É O DIA DO

‘’’DEFICIENTE’’ éaquelequenão consegue modificar asuavida aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, semter coinsciência de que é dono do seu destino’’

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O PODER DO POVO Utilize sua liberdade de escolha para contribuir com o desenvolvimento de
O PODER DO POVO
Utilize sua liberdade de escolha para
contribuir
com o desenvolvimento de nosso País!

OS PROBLEMAS QUE AFETAM OS BRASILEIROS NA ATUALIDADE

Texto Adaptado por PauloSNSantana Fonte:walkerlima.blogspot.com & lista10.org/uteis/os-10-maiores-problemas-do-brasil

Embora o Brasil tenha avançado na área social nos últimos anos, ainda vão persistir muitos problemas que afetam a vida dos brasileiros. Abaixo listaremos uma relação dos principais problemas brasileiros na atualidade:

Embora a geração de empregos tenha aumentado nos últimos anos, graças ao crescimento da economia, ainda existem milhões de brasileiros desempregados. A economia tem crescido, mas não o suficiente para gerar os empregos necessários no Brasil. A falta de uma boa formação educacional e qualificação profissional de qualidade também atrapalham a vida dos desempregados. Muitos têm optado pelo emprego informal (sem carteira registrada), fator que

não é positivo, pois estes trabalhadores ficam sem a garantia dos direitos trabalhistas. A violência está crescendo a cada dia, principalmente nas grandes cidades brasileiras. Os crimes estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Nos jornais, rádios e tvs presenciamos cenas de assaltos, crimes e agressões físicas. A falta de um rigor maior no cumprimento das leis, aliada as injustiças sociais podem, em parte, explicar a intensificação destes problemas em nosso país. O problema ambiental tem afetado diretamente a saúde das pessoas em nosso país. Os rios estão sendo poluídos por lixo doméstico e industrial, trazendo doenças e afetando os ecossistemas. O ar, principalmente nas grandes cidades, está recebendo toneladas de gases poluentes, derivados da queima de combustíveis fósseis (derivados do petróleo - gasolina e diesel principalmente). Este tipo de poluição afeta diretamente a saúde das pessoas, provocando doenças respiratórias. Pessoas idosas e crianças são as principais vítimas. Nos dias de hoje, pessoas que possuem uma condição financeira melhor estão procurando os planos de saúde e o sistema privado, pois a saúde pública encontra-se em estado de crise aguda. Hospitais superlotados, falta de medicamentos, greves de funcionários, aparelhos quebrados, filas para atendimento, prédios mal conservados são os principais problemas encontrados em hospitais e postos de saúde da rede pública. A população mais afetada é aquela que depende deste atendimento médico, ou seja, as pessoas mais pobres. Os dados sobre o desempenho dos alunos, principalmente da rede pública de ensino, são alarmantes. A educação pública encontra vários problemas e dificuldades: prédios mal conservados, falta de professores, poucos recursos didáticos, baixos salários, greves, violência dentro das escolas, entre outros. Este quadro é resultado do baixo índice de investimentos públicos neste setor. O resultado é a deficiente formação dos alunos brasileiros. O Brasil é um país de grande contraste social. A distribuição de renda é desigual, sendo que uma pequena parcela da sociedade é muito rica, enquanto grande parte da população vive na pobreza e miséria. Embora a distribuição de renda tenha melhorado nos últimos anos, em função dos programas sociais, ainda vivemos num país muito injusto. O déficit habitacional é grande no Brasil. Existem milhões de famílias que não possuem condições habitacionais adequadas. Nas grandes e médias cidades

é muito comum a presença de favelas e cortiços. Encontramos também pessoas morando nas ruas, embaixo de viadutos

e pontes. Nestes locais, as pessoas possuem uma condição inadequada de vida, passando por muitas dificuldades. O que fazer para resolver esses e outros problemas? Com a palavra os Políticos que ganham altos salários e usufruem das benesses do poder.

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Grande Neto.Você como sempre muito firme e determinado na luta pelo fortalecimento da Agricultura Familiar.
Grande Neto.Você como sempre muito firme
e determinado na luta pelo fortalecimento
da Agricultura Familiar.
Parabéns e siga em frente!

MINEIRO não mente:

Só que é MUITO criativo

Um mineiro, lá de Curvelo, tinha 11 filhos, precisava sair da casa onde morava e alugar outra, mas não conseguia por causa do monte de crianças.

Quando ele dizia que tinha 11 filhos, ninguém queria alugar porque sabiam que a criançada irá destruir a casa e ele não podia dizer que não tinha filhos, não podia mentir, afinal, os mineiros não podem mentir. Ele estava ficando desesperado, o prazo para se mudar estava se esgotando. Daí teve uma ideia:mandou a mulher ir passear no cemitério com 10 dos filhos. Pegou o filho que sobrou e foi ver casas junto com o agente da imobiliária. Gostou de uma e o agente perguntou quantos filhos ele tinha. Ele respondeu que tinha 11.Daí, o agente perguntou:

- Mas onde estão os outros? E ele respondeu, com um ar muito triste:

-

Estão no cemitério, junto com a mamãe deles.

E

foi assim que ele conseguiu alugar uma casa sem

mentir

mentir, basta escolher as palavras certas.

A inteligência faz a diferença. Não é necessário

Mineiro esperto Dois amigos, um paulista e outro mineiro estão sentados conversando, quando um diz para o outro:

- Amigo você sabe guardar segredo? O mineiro

responde: - Claro que sei, pó contar. E o paulista fala:

-

É que eu estou precisando de R$500, 00 emprestado.

E

o mineiro diz:- Não se preocupe, vou fingir que nem

ouvi.

Paulistas querendo contar vantagem pro mineirim : 1º paulista: - Eu tenho muito dinheiro Vou
Paulistas querendo contar
vantagem pro mineirim :
paulista: - Eu tenho muito dinheiro
Vou comprar
o Citibank! 2º. paulista: - Eu sou muito rico
Comprarei a
Fiat Automóveis! 3º. paulista: - Eu sou um magnata
Vou
comprar a Usiminas! E os três ficam esperando o quê o
mineiro vai falar.O minerim da uma pitada nu cigarro de
paia, ingole a saliva
Faz uma "parza"
e diz:
- Num vendo
a saliva Faz uma "parza" e diz: - Num vendo DIA 11 DE OUTUBRO É DIA
a saliva Faz uma "parza" e diz: - Num vendo DIA 11 DE OUTUBRO É DIA
a saliva Faz uma "parza" e diz: - Num vendo DIA 11 DE OUTUBRO É DIA
a saliva Faz uma "parza" e diz: - Num vendo DIA 11 DE OUTUBRO É DIA

DIA 11 DE OUTUBRO É DIA DO TEATRO MUNICIPAL! COARACI NÃO PODE COMEMORAR ESTA DATA SIMPLESMENTE PORQUE NÃO TEM UM!

C A D E R N O C U L T U R A L D E C O A R A C I

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Avenida Itapitanga