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Práticas e Modelos de Avaliação em Bibliotecas Escolares

O Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares


No Contexto das Escolas /Agrupamentos

Integração do Processo de Auto-Avaliação no Contexto da


Escola Secundária de Alcácer do Sal

A Escola Secundária de Alcácer do Sal (a que me referirei como ESAS) é uma


escola em fase de requalificação dos espaços físicos e que, em termos organizacionais,
iniciou um novo ciclo com a Direcção que tomou posse em Junho de 2009.
A análise feita, no âmbito desta tarefa, reporta ao triénio 2006-2009, tomando
como referência o Projecto Educativo que se encontra em fase de revisão. Para além
disso, o plano de acção que vai ser delineado nesta tarefa tem em linha de conta o ciclo
de renovação que se iniciou, ainda que se encontre numa fase incipiente por uma série
de factores a que não será alheia a Avaliação Externa da ESAS (2008-2009).

O Projecto Educativo da ESAS aponta, nas suas Finalidades, para a construção


de um clima de escola estimulante e harmonizador; para a promoção das relações
interpessoais; para a motivação e sucesso escolar; para a articulação dos conteúdos
curriculares com as necessidades do dia-a-dia (…).
Para a consecução deste Projecto, foram apontadas quatro Áreas de Intervenção
e respectivos objectivos, apresentando aqui aqueles que terão uma relação mais estreita
com a missão da BE:
- Ensino/Aprendizagem - valorização transversal da Língua Portuguesa;
sensibilização para a frequência de salas de estudo; diversidade de modalidades de
apoio pedagógico; criação de projectos com o objectivo de desenvolver hábitos de
trabalho e métodos de estudo; incentivo à frequência da BE e fomento de hábitos de
leitura.
- Prática Pedagógica - utilização de práticas pedagógicas inovadoras;
dinamização/rentabilização dos materiais existentes no Centro de Recursos.
- Ordem Organizacional da Escola/Cultura de Escola – promoção de acções de
formação que proporcionem um maior contacto entre os docentes da escola;
institucionalização de espaços e tempos de trabalho cooperativo entre os docentes para

Sílvia Anunciação 1
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troca de experiências e produção de materiais; melhoria das condições de


funcionamento da escola no período nocturno; dinamização dos Centros Novas
Oportunidades; exposições, debates e outros trabalhos temáticos, relacionados com o
tema (segurança, saúde e higiene na escola); promoção de palestras com elementos
ligados ao campo da saúde; dinamização e rentabilização de espaços existentes (…)
vocacionados para a utilização das TIC; promoção da formação do pessoal docente e
não docente em áreas relevantes para o desenvolvimento de actividades escolares
relacionadas com os vários aspectos das TIC.
- Participação dos Pais e Encarregados de Educação – promoção de actividades
que envolvam as famílias; divulgação de actividades e projectos da escola.

Apesar de muito ter sido feito nestes anos na escola, as dificuldades de


comunicação e articulação, assim como uma gestão, por parte do Conselho Executivo,
muito centralizadora, inibiram a colaboração de todos os parceiros do processo
educativo, tendo a BE contado, na maioria das vezes, apenas com o Departamento de
Línguas na realização de actividades e estabelecimento de parcerias. No entanto, em
termos de espaço físico, nestes anos a BE sempre foi rentabilizada na leccionação de
aulas, realização de palestras e encontros, na habitual consulta de documentos e
realização de trabalhos, para além de ser um espaço privilegiado na consulta de revista e
periódicos. Interessante, ainda que não haja evidências registadas, a BE foi, nestes dois
últimos anos, um espaço de fuga para muitos professores…

“The school that Knows and understands itself is well on its way to solving any
problems it has… self-evaluation is the key to improvement” (Ofsted, in Incorporating
library in school self-evaluation, Sarah McNicol, página 4)

A avaliação Externa levada a cabo pela IGE em 2008-2009 apontou algumas


evidências: valorização do conhecimento e ensino-aprendizagem circunscrito à relação
pedagógica do docente com o aluno, participação reduzida dos alunos em iniciativas,
tensão existente entre docentes e órgão de gestão dificultou a implementação de novas
práticas, fraca participação de pais e encarregados de educação, desconhecimento por

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parte da escola dos pontos fortes e fracos, inexistência de equipa para implementação de
processo de auto-avaliação e inexistência de planos de melhoria.

No que concerne à BE foi feito um esforço por parte da então Coordenadora, que
se reformou em Novembro deste ano, para criar mecanismos de auto-avaliação a fim de
melhorar o seu funcionamento. A título de exemplo, existe uma caixa azul para
sugestões e críticas, à semelhança do que refere S. Elspeth Sott (2002).
Actualmente, continua a existir alguma resistência ao trabalho partilhado. Os
docentes que constituem a equipa da BE são nomeados pela Direcção, mas consideram,
em geral, que este tipo de trabalho serve para ocupar as horas de trabalho na escola, a
excepção continua a ser da parte dos docentes do Departamento de Línguas que tem
apetência para este tipo de trabalho, até porque já existe tradição na colaboração. Apesar
de tudo, este ano, o facto de existir um elemento, que já pertencia à anterior equipa e é
“perito” nas TIC facilita o desenvolvimento do trabalho. Para além disso, também este
ano a equipa, apesar da resistência referida atrás, tem, devido à formação de base,
alguma apetência por este tipo de trabalho o que irá facilitar o processo de
implementação do modelo de auto-avaliação.
Assim, existe nesta escola, aquilo a que poderia chamar uma herança pesada no
que concerne ao trabalho partilhado, a que se somam factores como o espaço contíguo,
o equipamento algo obsoleto, a falta de verbas e, importante, a visão da avaliação como
algo penalizador.

Como foi referenciado no início da apresentação, a ESAS está em processo de


requalificação, quer ao nível do espaço físico quer da gestão, pelo que o plano de acção
a delinear é facilitado por estratégias que, lentamente já estão e ser implementadas.

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Plano de Acção para o Sucesso da Implementação do


Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar

Objectivos/ Estratégias
- Estabelecimento de relação de confiança entre o coordenador da BE e a
Direcção.
- Apresentação do Modelo de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar à
comunidade educativa (preferencialmente ao Conselho Pedagógico, numa primeira
fase).
- Colaboração com a equipa de auto-avaliação da escola: articular a avaliação
interna da escola com a da BE.
- Colaboração com a equipa de revisão de PE da escola: reforçar participação da
BE nas áreas de intervenção do PE da escola.
- Articulação com a Coordenação de Projectos da escola (actividades, salas de
estudo)
- Continuidade nos encontros com Coordenadores de Departamento e grupos
disciplinares, com vista à sua integração nas planificações.
- Promoção de encontros com Coordenadora de Cursos Diurnos para articulação
da BE com os Planos Curriculares de Turma na promoção das aprendizagens.
- Promoção de encontros com Directores de Cursos Profissionais para
articulação e colaboração em actividades.
- Colaboração com a Coordenadora dos CNO para, entre outros, implementação
do projecto Novas Oportunidades a Ler.
- Estabelecimento de contactos com os Pais e Encarregados de Educação de
forma a aproximá-los da BE.
- Estreitamento das relações de partilha entre os elementos da equipa da BE para
a consecução de metas curtas, mas conjuntamente delineadas.
- Implementação do Projecto Todos a Ler de forma a promover a leitura no
contexto escolar.

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Intervenientes: comunidade educativa


Duração: 4 anos
Evidências/avaliação: questionários, inquéritos, actas/registo de reuniões,
observação directa, trabalhos realizados.

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