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Notícia nº 1.

Karzai registra
recandidatura
às
presidenciais
de Agosto no
Afeganistão
04.05.2009

O chefe de Estado afegão, Hamid Karzai, registrou oficialmente a


recandidatura a novo mandato para as eleições presidenciais, tendo
anunciado igualmente os nomes dos dois vice-presidentes que o
acompanham na corrida às urnas: o atual número dois Karim Khalili e o
antigo vice-presidente Mohamed Qasim Fahim, este último até duas
semanas uma das figuras de topo do principal partido da oposição.

Fahim dera conta da “mudança de trincheira” há duas semanas, com um


anúncio de afastamento da Frente Nacional (de que foi fundador há dois
anos) e expresso apoio a Karzai – reduzindo aí significativamente as
expectativas da oposição em afastar o chefe de Estado do poder no sufrágio
de 20 de Agosto próximo.

Antigo aliado do Presidente afegão, Fahim foi ministro da Defesa do


Afeganistão durante muitos anos após Karzai ter conquistado a liderança do
país ao abrigo de um acordo internacional – depois de o exército norte-
americano, com o apoio das forças militares lideradas por Fahim, ter
derrubado o regime dos Taleban em 2001. Mas acabou por ser afastado da
equipa presidencial nas eleições de 2004, ganhas por Karzai.

O Presidente é membro do maior grupo étnico afegão, os pashtuns,


enquanto Fahim e Khalili pertencem às minorias étnicas tajik e hazara,
respectivamente, os segundo e terceiro maiores grupos no Afeganistão. Os
três estiveram juntos esta manhã nos gabinetes da Comissão eleitoral para
registrar a candidatura.

A oposição afegã tem vindo a revelar dificuldades em apresentar um


candidato para as presidenciais de Agosto – e dispõem agora de apenas
mais uma semana para se registrarem. Um dos mais populares
governadores do país Gul Agha Sherzai afastou-se da corrida no sábado.

Fonte: http://www.publico.clix.pt
Comentário:

Em dezembro de 2001, prontamente mediada pelos Estados


Unidos, houve a queda do regime Talibã no Afeganistão. Assume
então a presidência, com apoio efetivo do governo norte-americano,
Hamid Karzai. Desde então o líder afegão vem assumindo o papel de
“Messias da Globalização” do país.
Emissoras de televisão entram no ar, voto feminino, permissão
da participação de mulheres na política; ideias e direitos que eram
anteriormente inconcebíveis no pensamento da população que sofria
com a repressão radical islâmica. Uma suposta fachada de paz parece
demonstrar que o país vem fazendo bem o seu dever de casa interna
e externamente.
Porém, após as últimas declarações feitas pelo presidente
norte-americano Barack Obama, a situação parece ter tomado novos
rumos; permanece o risco de insurreição dessa teocracia, além das
ameaças da Al Qaeda e supostas armas de destruição em massa. O
regime Talibã volta forte no país vizinho Paquistão, frisando o contra-
ataque dos EUA por ameaça. Enquanto isso o maior desejo da
população é o fim dos ataques.
Estas novas ameaças iminentes influirão, sem sobra de
dúvidas, nas próximas eleições do país, que ocorrerão no mês de
Agosto. Por enquanto, segundo a reportagem, o posto da presidência
não dispõe de concorrentes; somente Hamid Karzai, que tem apoio
de dois vice-presidentes e proteção de acordos internacionais,
demonstra interesse na eleição, apesar de não ter se mostrado muito
eficiente para lidar com certos problemas internos.
Acredito que os alvos norte-americanos estejam, como de
costume, precipitados. A força do talibã tem se mostrado, porém
mais ativas no Paquistão, tanto que há fugas em massa de civis para
outros países. Pode-se dizer que a reeleição de Karzai manterá a
passividade e a influencia internacional no Afeganistão.
Notícia nº 2.

Coréia do Norte
reitera suas ameaças
de guerra contra
Coréia do Sul
04.05.2009

A Coréia do Norte ameaçou hoje de novo


com uma guerra em caso de a Coréia do Sul
participar plenamente na Iniciativa de
Segurança contra a Proliferação (PSI, na
sigla em inglês) de armas de destruição em
massa (ADM), segundo o jornal norte-
coreano "Rodong Sinmun".

"Falar de uma plena participação na PSI é


uma declaração pública de confronto militar
contra nós e uma provocação de guerra para
invadir o Norte", diz o jornal do Partido dos
Trabalhadores do regime comunista, citado
pela agência "Yonhap".

Esta ameaça norte-coreana faz parte de uma série de mensagens lançadas


por Pyongyang desde que o Governo de Seul anunciou seu plano de ampliar
a presença na PSI, em resposta ao lançamento norte-coreano de um
foguete de longo alcance efetuado há um mês.

Enquanto o Governo de Seul delibera para tornar oficial esta colocação o


presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, reafirmou há duas semanas o
compromisso sul-coreano em sua participação plena na PSI.

A Coréia do Sul participa desde 2005 parcialmente na PSI, só como país


observador, para não provocar o regime comunista da Coréia do Norte.

Fonte: http://g1.globo.com/
Comentário:

Mais de cinquenta anos se passaram, e os resquícios da Guerra


(não tão) Fria ainda estão bem vivos na realidade dos norte e sul
coreanos. Mas desta vez está valendo o uso da expressão “ameaça
vermelha”, sem exageros ou generalizações.
Mantiveram-se separadas por uma linha imaginária (paralelo
38) Coréias do Sul e do Norte, unicamente por apoiarem ideologias
políticas diferentes: Norte comunista, apoiado por China e URSS, e
Sul capitalista, apoiado pelos Estados Unidos. Durante três anos uma
“quase terceira guerra mundial” matou cerca de três milhões e meio
de pessoas, que atacavam e contra atacavam umas às outras sem
saber o porquê.
Houve produção e disparo efetivo de mísseis de longo alcance,
além de ameaça de testes com armas nucleares pela Coréia do Norte
nos últimos meses. O Conselho de Segurança da ONU já se
prontificou tentando arduamente discutir o ingresso deste primeiro na
iniciativa contra armas de destruição em massa (PSI em inglês).
O convite fora rechaçado. Agora quem se mostra simpática ao
ingresso no PSI é a Coréia do Sul, que foi tratada com uma ameaça
pela Coréia do Norte. Uma possível nova guerra coreana está sendo
fomentada, provando novamente que os interesses políticos,
infelizmente, se sobrepõem aos da população.
Colégio Maria Imaculada

Reportagens

Nome: Bárbara Gonçalves Hesseln


Turma: 3ºA
Professor: Jeferson

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