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Ano II • Nº 17 • Novembro 2000 • R$ 5,00

www.embalagemmarca.com.br

embalagens
e tecnologia
no combate
às perdas

entrevista: lincoln seragini • documento especial: águas minerais


Carta do editor
Boas oportunidades de negócios
O Bra­sil de­tém 30% das
re­ser­vas de água do
pla­ne­ta e 30% da água
dos em outubro em Águas
de Lindóia (SP). Nele,
Emb ­ a­la­gem­Mar­ca pro­cu­
Já em de­zem­bro, apre­sen­
ta­re­mos a edi­ção Pers­pec­ti­
vas 2001, com pre­vi­sões e
mi­ne­ral. Não usa 90% des­ ra es­ti­mu­lar a apro­xi­ma­ção ten­dên­cias da ca­deia de
ses re­cur­sos, e a parte que en­tre os elos da ca­deia. em­ba­la­gem, e uma pes­qui­
co­mer­cia­li­za é ba­si­ca­men­ Como nem tudo que foi sa que deverá ser ex­tre­ma­
te na forma de com­mo­dity. ob­ser­va­do nos even­tos está men­te útil aos lei­to­res.
Os engarrafadores ganham sen­do apre­sen­ta­do, re­tor­ Acre­di­ta­mos es­tar con­se­
pouco, mas têm grandes nare­mos a eles em breve. guin­do atingir o ob­je­ti­vo de
chances de sair da guerra Da mes­ma forma re­to­ma­re­ ser uma fer­ra­men­ta de tra­
de preços em que se encon­ mos o as­sun­to de capa, ba­lho útil a nos­sos lei­to­res.
tram e lucrar. Para isso, é so­bre se­gu­ran­ça em embal­
fundamental agre­gar valor agens. Nes­ta edi­ção, dado o
ao pro­du­to, me­lho­ran­do gran­de volume de in­for­ma­
embalagens e in­ves­tin­do ções cap­ta­do, res­trin­gimo- PS – Úni­ca re­vis­ta bra­si­lei­
em mar­ca. Assim o país nos a la­cres e ró­tu­los ter­ ra ofi­cial­men­te con­vi­da­da,
também ganhará. moen­co­lhi­dos, eti­que­tas de Emb ­ al
­ ag
­ em­Marc ­ a cobrirá
Esse é o tema do caderno se­gu­ran­ça e “smart la­bels”, o Em­bal­la­ge’2000, maior
especial desta edição com a ten­dên­cia que se firma em sa­lão in­ter­na­cio­nal de
cobertura dos Congressos outros países. Reserva­mos embalagens, que se rea­li­za
Brasileiro e Internacional uma boa parte para meses bie­nal­men­te, em no­vem­
de Águas Minerais, ocorri­ vindouros, bro, em Pa­ris.
novembro 2000
Diretor de Redação
Wilson Palhares
palhares@embalagemmarca.com.br

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ENTREVISTA: MERCADO Reportagem
LINCOLN SERAGINI Retorno da Gerber redacao@embalagemmarca.com.br
Flávio Palhares
Especialista em ao Brasil agita o flavio@embalagemmarca.com.br
design de embalagem mercado de baby Guilherme Kamio
e posicionamento de food e faz guma@embalagemmarca.com.br
Lara Martins
marca no país fala a concorrência lara@embalagemmarca.com.br
do definhamento do se mexer Thays Freitas
poder das marcas thays@embalagemmarca.com.br

Colaboradores

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PANETONES Josué Machado

12
CAPA: SEGURANÇA Variedade de sabores e Luiz Antonio Maciel
Para evitar furtos e apelos faz empresas Diretor de Arte
garantir a inviolabili­ usarem embalagens Carlos Gustavo Curado
dade dos produtos, diferenciadas
Administração
empresas cada vez Marcos Palhares (Diretor de Marketing)
mais se valem de Eunice Fruet (Diretora Financeira)
sistemas de proteção e
Departamento Comercial
embalagens seguras comercial@embalagemmarca.com.br
Antonio Carlos Perreto e Wagner Ferreira

Circulação e Assinaturas
assinaturas@embalagemmarca.com.br
Cesar Torres

Assinatura anual (11 exemplares):


R$ 50,00

Público-Alvo

50
ALMANAQUE Em­ba­la­gem­Mar­ca é di­ri­gi­da a pro­fis­sio­nais que
Fatos curiosos e ocu­pam car­gos téc­ni­cos, de di­re­ção, ge­rên­cia
e su­per­vi­são em em­pre­sas for­ne­ce­do­ras, con­
DOCUMENTO não muito conhecidos

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ver­te­do­ras e usuá­rias de em­ba­la­gens para
ESPECIAL: ÁGUAS do mundo das alimentos, be­bi­das, cos­mé­ti­cos, me­di­ca­men­
tos, ma­te­riais de lim­pe­za e home ser­vi­ce, bem
Cobertura do embalagens e como pres­ta­do­res de ser­vi­ços re­la­cio­na­dos
Congresso das marcas com a ca­deia de em­ba­la­gem.
Internacional de Águas
Minerais promovido
Tiragem desta edição
pela Abinam, com 7 500 exemplares
tendências e novidades
de mercado Filiada ao

EmbalagemMarca
é uma publicação mensal da
Bloco de Comunicação Ltda.
Rua Arcílio Martins, 53 – Chácara Santo
Antonio - CEP 04718-040 - São Paulo, SP
foto de capa: aNdré godoy

Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463


E MAIS
CARTA DO EDITOR ........................ 3
www.embalagemmarca.com.br
ESPAÇO ABERTO ........................... 6 O con­teú­do edi­to­rial de Em­ba­la­gem­Mar­ca é
res­guar­da­do por di­rei­tos au­to­rais. Não é per­
PRÊMIO ......................................... 40 mi­ti­da a re­pro­du­ção de ma­té­rias edi­to­riais
pu­bli­ca­das nes­ta re­vis­ta sem au­to­ri­za­ção da
DISPLAY ........................................ 42
Blo­co de Co­mu­ni­ca­ção Ltda. Opi­niões ex­pres­
EVENTOS ...................................... 49 sas em ma­té­rias as­si­na­das não re­fle­tem
ne­ces­sa­ria­men­te a opi­nião da re­vis­ta.
COMO ENCONTRAR .................... 49
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Espaço aberto
ca­pa­ci­da­de das pes­soas que
fazem do de­sign de em­ba­la­
gem uma pro­fis­são atua­l.
Mar­cos Pé­ri­co, de­sen­vol­vi­
men­to de embalagens da
Eli Lilly do Bra­sil
São Pau­lo, SP

S ou es­tu­dan­te de de­sign e
que­ro dar os pa­ra­béns a vo­cês
pelo óti­mo site.
Pa­blo Cynkler To­ma­zo­ni,
ope­ra­dor de pro­du­ção
da Mul­ti­brás
To­tal­men­te en­ri­que­ce­do­ra a São Pau­lo, SP

P
en­tre­vis­ta com Fá­bio Fon­se­ca.
São te­mas como este que fa­zem a­ra­be­ni­zo-os pela nova
a re­vis­ta “es­to­car” cre­di­bi­li­da­ es­tru­tu­ra do site, por si­nal mais
de. Como lei­tor as­sí­duo me di­nâ­mi­ca.
sen­to bem in­for­ma­do. Mar­cio Luis Pas­qua­li­ni, di­re­
Ro­ber­to In­son, ge­ren­te de tor da Di­gi­tal Comunicação
mar­ke­ting da Pra­ko­lar Ja­ra­guá do Sul, SC
Ró­tu­los Auto-Ade­si­vos
São Pau­lo, SP Pa­ra­béns pela forma cria­ti­va
com que a re­vis­ta é edi­ta­da. A
Belo edi­to­rial “Con­vém não capa da edi­ção de se­tem­bro
con­fun­dir as coi­sas” (nº 16, cau­sou um enor­me im­pac­to e
outubro 2000). Real­men­te é ti­rou-a de­fi­ni­ti­va­men­te da vala
pre­ci­so ser di­dá­ti­co para ex­pli­ co­mum das pu­bli­ca­ções con­
car como fun­cio­na a im­pren­sa e ven­cio­nais. Pre­ci­sa­mos ino­var.
como é pos­sí­vel ocu­par seus Ge­ral­do An­to­nio Cof­ce­wicz,
es­pa­ços edi­to­riais e pu­bli­ci­tá­ ge­ren­te de en­ge­nha­ria de
rios de forma pro­vei­to­sa para a em­ba­la­gem da Per­di­gão
empresa. Con­vém sem­pre lem­ Vi­dei­ra, SC

A
brar que, an­tes de tudo, jor­na­
lis­ta quer no­tí­cia e nun­ca se ca­bo de olhar a edi­ção de
deve “mis­tu­rar as es­ta­ções”. ou­tu­bro 2000 da re­vis­ta, mui­to
Gus­ta­vo Lima, as­ses­sor de boa. Pu­bli­ci­da­de e de­sign me
im­pren­sa da CSN in­te­res­sam muito, mas mi­nha
São Pau­lo, SP praia é o jor­na­lis­mo, por isso
não dá para des­li­gar o “cap­ta­
Pa­lha­res. Pa­ra­béns pela co­ra­ dor de fa­lhas”. No Al­ma­na­que
gem com que você es­cre­veu saiu uma pe­que­na ma­té­ria
“Con­vém não con­fun­dir as coi­ so­bre os pa­li­tos Gina, onde a
sas”. Rei­te­ro que Emb ­ al
­ ag
­ em­ mu­lher que ilus­tra a em­ba­la­
Marc ­ a tem se pau­ta­do por gem foi cha­ma­da de “moça
trans­pa­rên­cia e mui­to be­ne­fí­cio mis­te­rio­sa”. A ques­tão é que
para o lei­tor. Ne­gó­cio é ne­gó­ pou­co tem­po atrás vi uma
cio, e a revista não dá jei­ti­nho. ma­té­ria na TV em que apre­sen­
Ivone Mazzoni Sementeira ta­vam a tal mu­lher, o que sig­ni­
Belo Horizonte, MG fi­ca que há meios de en­con­trá-
la ou sa­ber de quem se tra­ta.
R e­ce­bo Em­ba­la­gem­Mar­ca Pau­la Gue­des,
des­te a pri­mei­ra edi­ção. A cada jor­na­lis­ta, São Pau­lo, SP
mês, fico real­men­te sa­tis­fei­to
por ter aces­so a suas in­for­ma­ Quem sou­ber o nome ou o pa­ra­
ções. Acho-a ex­tre­ma­men­te dei­ro da “moça mis­te­rio­sa”
cria­ti­va e mo­der­na, de­mons­ favor en­trar em con­ta­to com a
tran­do toda a qua­li­da­de e a re­da­ção de Emb
­ al­ ag
­ em­Marc
­ a.
INFORME PUBLICITÁRIO

Um horizonte
sem solventes
Vantagens palpáveis na laminação de flexíveis

P
ode ha­ver dú­vi­das quan­to a ou­tros as­pec­tos,
mas uma coi­sa é cer­ta no fu­tu­ro da la­mi­na­ção
de fil­mes plásticos e de fo­lhas de alu­mí­nio: as
má­qui­nas não mais ope­ra­rão com ade­si­vos à
base de sol­ven­tes. As téc­ni­cas de ade­si­va­ção com produtos
so­lú­veis em água, ál­cool, ace­ta­to de eti­la e ou­tros agen­tes
vêm sen­do subs­ti­tuí­das, de­vi­do a mo­ti­vos am­bien­tais e
eco­nô­mi­cos.
A his­tó­ria des­sa re­vo­lu­ção no mercado de embalagens
fle­xí­veis começou na Ale­ma­nha, há mais de quin­ze anos,
nos la­bo­ra­tó­rios da Lio­fol, empresa do Gru­po Hen­kel. Na
épo­ca, an­te­ven­do a pre­fe­rên­cia dos consumidores por
produtos se­gu­ros e isen­tos de adi­ti­vos A Liofol testa a adesivação de laminados, para que
seus clientes tenham garantia total de qualidade
quí­mi­cos, a empresa co­me­çou a de­sen­
vol­ver, em par­ce­ria com clien­tes e for­ as van­ta­gens do novo sis­te­ma.
ne­ce­do­res, novos ti­pos de ade­si­vos com De fato, a la­mi­na­ção sem sol­ven­tes traz
um ape­lo téc­ni­co di­fe­ren­cial – os Ade­si­ para os con­ver­te­do­res inú­me­ros be­ne­fí­
vos sem Sol­ven­tes, ou Sol­ven­tless. cios de or­dem eco­nô­mi­ca. Para co­me­çar, a
Os re­sul­ta­dos ob­ti­dos desde então com ve­lo­ci­da­de de má­qui­na é maior, já que,
esse tipo de la­mi­na­ção evidenciam o tra­ tra­ba­lhan­do ape­nas com só­li­dos, não há
ba­lho con­jun­to de for­ne­ce­do­res de ma­té­ lí­qüi­dos para se­car. Isso re­sul­ta tam­bém
rias-pri­mas, trans­for­ma­do­res e fa­bri­can­ em eco­no­mia de um equi­pa­men­to com­
tes de equi­pa­men­tos. Nos la­bo­ra­tó­rios da Liofol, a ade­são é ple­men­tar, a es­tu­fa. E há, é cla­ro, a eco­no­mia re­pre­sen­ta­da
tes­ta­da exaus­ti­va­men­te com to­das as com­bi­na­ções de ma­te­ pela ine­xis­tên­cia do pró­prio sol­ven­te. É por ra­zões como es­sas
riais con­ce­bí­veis, de modo que o con­ver­te­dor, ao de­ci­dir-se que, hoje, de cada dez con­ver­te­do­res que pla­ne­jam pro­du­zir
pela com­pra de de­ter­mi­na­do equi­pa­men­to para pro­du­zir um la­mi­na­dos, nove ado­tam o pro­ces­so sem sol­ven­tes.
la­mi­na­do, tem um lau­do an­te­ci­pa­do da­qui­lo que de fato fun­ Mas, sem dú­vi­da, vem sen­do le­va­da em con­ta tam­bém a
cio­na­rá. Em to­dos os paí­ses em que es­tá pre­sen­te, in­clu­si­ve o valorização de ima­gem re­pre­sen­ta­da pela au­sên­cia de sol­
Bra­sil, a Lio­fol tem pro­fis­sio­nais téc­ni­cos dis­po­ní­veis para dar ven­tes nos la­mi­na­dos. É uma ques­tão que deverá cres­cer de
toda a as­sis­tên­cia ne­ces­sá­ria à im­plan­ta­ção do sis­te­ma. É por im­por­tân­cia, es­pe­cial­men­te para em­pre­sas em­pe­nha­das em
isso e por ter saído à frente nas pesquisas que a Liofol mantém ex­por­tar: os paí­ses de­sen­vol­vi­dos vêm im­pon­do cres­cen­tes
disparada liderança nesse mercado. bar­rei­ras a produtos que não aten­dam às es­pe­ci­fi­ca­ções da
nor­ma ISO 14000.
Resposta à demanda
Ou­tro exem­plo dos bons re­sul­ta­dos al­can­ça­dos em Sol­
ven­tless é a dis­tri­bui­ção ho­mo­gê­nea de ade­si­vo apli­ca­do
na for­ma­ção das embalagens fle­xí­veis, que che­ga a ser de 1
a 2 gra­mas por me­tro qua­dra­do. Ela se­ria im­pos­sí­vel se,
pa­ra­le­la­men­te ao de­sen­vol­vi­men­to dos ma­te­riais, os fa­bri­
can­tes de equi­pa­men­tos não se en­ga­jas­sem na nova ten­ Liofol sempre um passo à frente
dên­cia, passando a pro­du­zir cada vez mais e a aper­fei­çoar Lio­fol Ind. e Com. de Ade­si­vos Ltda.
as má­qui­nas para la­mi­na­ção sem sol­ven­tes. A ri­gor, res­ Tel. (11) 3848-2442 • Fax: (11) 3848-2444
pon­diam à de­man­da de seus clien­tes, que logo per­ce­beram www.lio­fol.com.br • e-mail: lio­fol@lio­fol.com.br
ENTREVISTA

“As marcas estão morrendo?” Se­ra­gi­ni, Young & Ru­bi­cam. Nes­sa


em­prei­ta­da co­nhe­ceu quin­ze paí­ses
e o de­sign in­ter­na­cio­nal, o que o
aju­dou a im­plan­tar no Bra­sil um
pa­drão mundial de de­sign, como
gos­ta de fri­sar.
Constatou que a em­ba­la­gem por si
só não é o pro­du­to aca­ba­do, que
“nin­guém com­pra a em­ba­la­gem
va­zia, as pes­soas com­pram mar­
cas”. Os es­tu­dos so­bre bran­ding
levaram-no a es­ta­be­le­cer o con­cei­to
de Ha­bi­tat de Mar­ca, base do tra­ba­
lho de seu gru­po, hoje di­vi­di­do em
três em­pre­sas: a Se­ra­gi­ni Design,
que cui­da de iden­ti­da­de visual,
de­sign de em­ba­la­gem e de­sign grá­
fi­co; a Far­né, Se­ra­gi­ni, que tra­ba­lha
de­sign de pro­du­to, de­sign am­bien­tal
e si­na­li­za­ção; e a Se­ra­gi­ni Pro, de­di­
ca­da à pro­pa­gan­da, pro­mo­ção e
mer­chan­di­sing. Essa tría­de, par­ce­ria
da Se­ra­gi­ni Design com o gru­po
fran­co-ita­lia­no Far­né-Rou­let, per­
mi­te o de­sen­vol­vi­men­to in­te­gra­do
de ges­tão de mar­ca, em­ba­la­gem e
divulgação

pro­mo­ção.

U
Em seu cur­rí­cu­lo tam­bém se destaca
o pio­nei­ris­mo no en­si­no de de­sign
m dos maio­res es­pe­cia­ de em­ba­la­gem no Bra­sil. No
LINCOLN SERAGINI, lis­tas em de­sign de momento, Seragini está en­vol­vi­do
um dos prin­ci­pais em­ba­la­gem no Bra­sil. com o pro­gra­ma Mar­ca Bra­sil Clas­
Esse é o pos­to que Lin­ se Mun­dial, que pro­cu­ra in­cen­ti­var
co­nhe­ce­do­res de coln Se­ra­gi­ni al­can­çou a ex­por­ta­ção e afir­mar o país como
de­sign de em­ba­la­gem em mais de trin­ta anos pro­du­tor de bens de qua­li­da­de. Se­ra­
de pro­fis­são. For­ma­do gi­ni fala nes­ta en­tre­vis­ta so­bre o
e po­si­cio­na­men­to como en­ge­nhei­ro quí­mi­co, fez pós- de­fi­nha­men­to do po­der das mar­cas,
de mar­ca no país, gra­dua­ção em tec­no­lo­gia de po­lí­ para ele si­nal de im­pos­si­bi­li­da­de de
me­ros e es­tu­dou ad­mi­nis­tra­ção de ge­ren­cia­men­to ra­cio­nal por parte
acre­di­ta que só a em­pre­sas. En­trou na pro­fis­são das em­pre­sas, e como fica o de­sig­
pu­bli­ci­da­de e a ino­va­ção através da en­ge­nha­ria de em­ba­la­ ner fren­te aos atuais mo­vi­men­tos do
gem, ten­do pas­sa­do por em­pre­sas va­re­jo e da in­dús­tria.
em em­ba­la­gem podem como Col­ga­te-Pal­mo­li­ve, Nes­tlé,
sal­var o po­der das Di­xie-Toga e John­son & John­son. Como o se­nhor ava­lia o atual es­tá­
Em 1981 re­ce­beu con­vi­te da agên­ gio das mar­cas no va­re­jo? E o fe­nô­
mar­cas, amea­ça­do cia nor­te-ame­ri­ca­na de co­mu­ni­ca­ me­no da redução de mar­cas, que
ção Young & Ru­bi­cam para coor­de­ acon­te­ce prin­ci­pal­men­te nas gran­
pela fal­ta de vi­são
nar sua fi­lial bra­si­lei­ra de de­sign, des em­pre­sas?
das em­pre­sas que pos­te­rior­men­te ado­tou o nome As mar­cas es­tão mor­ren­do. O po­der

8 – embalagemmarca • nov 2000


de for­ça das mar­cas para pro­te­ger o em si pode ser a no­vi­da­de. Há no­tó­ de­vem tam­bém ser en­ge­nho­sos,
ne­gó­cio e ga­ran­tir lu­cra­ti­vi­da­de está rios ca­sos de ino­va­ção da em­ba­la­ in­cen­ti­var as em­pre­sas a bus­car essa
amea­ça­do, essa é a rea­li­da­de. O con­ gem que ge­ra­ram su­ces­so. Um de­les di­fe­ren­cia­ção, fa­zen­do da em­ba­la­
su­mi­dor já não va­lo­ri­za tan­to as mar­ é a cai­xi­nha flip-top que Marl­bo­ro gem o pon­to de dis­tin­ção. Mas é
cas fa­mo­sas e já apren­deu que a usou e que com ela con­quis­tou li­de­ pre­ci­so ter apoio da alta di­re­ção das
qua­li­da­de in­trín­se­ca não faz mui­ta ran­ça mun­dial. Re­cen­te­men­te, no em­pre­sas, que pre­ci­sa ter vi­são, que­
di­fe­ren­ça, sal­vo ra­ras ex­ce­ções. O Bra­sil, te­mos o caso da Cica, que rer a em­ba­la­gem ino­va­do­ra.
mo­ti­vo das gran­des cor­po­ra­ções usou com ex­clu­si­vi­da­de a tam­pa
re­du­zi­rem seu port­fó­lio está den­tro abre-fá­cil da Ro­jek e dis­pa­rou na O se­nhor ci­tou an­te­rior­men­te a
do pa­no­ra­ma de per­da de lu­cra­ti­vi­da­ li­de­ran­ça. po­lí­ti­ca de su­ces­so da Par­ma­lat,
de, da per­da de re­cur­sos para contin­ que uti­li­za o po­der de uma só mar­
uar in­cen­ti­van­do e pro­mo­ven­do uma Essa é a ques­tão: por que em­pre­sas ca. Mas a con­cen­tra­ção de mar­cas
quan­ti­da­de gran­de de mar­cas. guar­da-chu­vas (um­brel­la brands)
não pode li­mi­tar o cam­po de tra­ba­
O se­nhor pode ci­tar exem­plos con­ O desafio das lho para a cria­ção?
cre­tos des­se qua­dro? Não po­de­mos ver o tra­ba­lho do de­sig­
Num ex­tre­mo está a Par­ma­lat, que,
empresas e dos ner ape­nas como ex­pres­são es­té­ti­ca.
com uma úni­ca mar­ca, em dez designers é fazer A maior con­tri­bui­ção do de­sig­ner
anos mul­ti­pli­cou seus ne­gó­cios no hoje é a es­tra­té­gia, o que an­te­ce­de a
Bra­sil de ma­nei­ra fan­tás­ti­ca. No embalagens que apre­sen­ta­ção da em­ba­la­gem. Se a
ou­tro ex­tre­mo está, por exem­plo, a sejam, por si só, quase empresa de­ci­diu pela mar­ca úni­ca, a
Nes­tlé, que tem mais de 8 000 mar­ mis­são do de­sig­ner é ex­pres­sar isso
cas e com cer­te­za não tem re­cur­sos a razão de compra. da me­lhor ma­nei­ra. A Bau­duc­co
para man­ter a pro­mo­ção in­ten­sa de Vejo a embalagem ma­gis­tral­men­te ado­tou uma es­tra­té­
to­das elas. Este ano a Uni­le­ver gia de iden­ti­da­de úni­ca em que “ama­
anunciou e já co­lo­cou em mar­cha a como re­lou” os su­per­mer­ca­dos e cau­sou
redução de 1 600 mar­cas para cer­ a área de gran­de im­pac­to. Uma vez fi­xa­da a
ca de 400. Está de­sa­ti­van­do 1 200 ima­gem, ob­ser­vo que ago­ra a Bau­
mar­cas! O di­nhei­ro que se­ria para oportunidades duc­co já está na se­gun­da fase da
pro­mo­ver 1 600 mar­cas será des­ti­ es­tra­té­gia, au­men­tan­do a di­fe­ren­cia­
para inovação
na­do à pro­mo­ção de 400. Isso ção do pro­du­to. En­tão, não se pode
au­men­ta o po­der de fogo, ainda na ver o tra­ba­lho do de­sig­ner li­mi­ta­do
pre­mis­sa de ten­tar sal­var o pres­tí­ por­que ele vai fazer o mesmo de­se­
gio da mar­ca, de con­ter o avan­ço que têm po­ten­cial, ca­ci­fe, não usam nho. Em pri­mei­ro lu­gar está a es­tra­té­
de novos produtos. embalagens di­fe­ren­cia­das? gia e, de­pois, a me­lhor ma­nei­ra de
Não en­ten­do por que as mar­cas lí­de­ ex­pres­sá-la. Pou­cos de­sig­ners no Bra­
Nes­sa con­jun­tu­ra, quais de­sa­fios a res de mercado não têm embalagens sil têm essa vi­são, tan­to que a Bau­
em­ba­la­gem e o de­sign te­rão de pró­prias, ex­clu­si­vas, até pa­ten­tea­ duc­co foi bus­car o de­se­nho na In­gla­
en­fren­tar para aju­dar na lu­cra­ti­vi­ das. Por que produtos como Omo, ter­ra. Hoje o gran­de tra­ba­lho do
da­de, como fer­ra­men­ta de for­ti­fi­ca­ Coca-Cola, Sadia, produtos da de­sig­ner é fazer pro­je­to grá­fi­co, pou­
ção da mar­ca? Am­Bev, que têm volume, não fa­zem cas vezes ele in­fluen­cia em forma e
O de­sa­fio das em­pre­sas e do de­sig­ uma em­ba­la­gem úni­ca? É uma mio­ es­tru­tu­ra, pois é mui­to di­fí­cil pre­ver,
ner será cada vez mais fazer embal­ pia, uma fal­ta de vi­são. A cul­tu­ra das num ho­ri­zon­te pró­xi­mo, ino­va­ções
agens não só atra­ti­vas, mas di­fe­ren­ em­pre­sas é mui­to vol­ta­da ao pro­du­ ou cria­ções iné­di­tas em tipo e até em
cia­das, que te­nham atri­bu­tos de to e não à em­ba­la­gem. Quem de­ci­de ma­te­riais. Por isso, o cam­po de ação
con­ve­niên­cia. A em­ba­la­gem por si o de­sen­vol­vi­men­to de produtos, o do de­sign, o da forma, do grafismo e
só deve ser qua­se a ra­zão da com­ mar­ke­ting, não in­cor­po­ra a em­ba­la­ das ca­rac­te­rís­ti­cas de con­ve­niên­cia, é
pra, já que o con­teú­do pra­ti­ca­men­te gem como fa­tor de di­fe­ren­cia­ção. onde ainda há bre­chas cria­ti­vas.
não faz mais di­fe­ren­ça. Os produtos Até mesmo a pre­si­dên­cia das em­pre­ Ób­vio que por trás dis­so está a von­ta­
não tra­zem mais ex­pec­ta­ti­va de ino­ sas. Por que não a em­ba­la­gem tam­ de das em­pre­sas e a ques­tão do cus­to,
va­ção. Por isso vejo a em­ba­la­gem bém ser um di­fe­ren­cial e uma ra­zão que é mui­to im­por­tan­te tam­bém. É aí
como uma pró­xi­ma onda, a área de de com­pra? En­tão, os de­sig­ners, que en­tra o tra­ba­lho de mar­ke­ting:
opor­tu­ni­da­des para ino­va­ção. Ela mais que uma cria­ção ar­tís­ti­ca, mesmo quan­do você acres­cen­ta cus­to

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à em­ba­la­gem, mas em con­se­qüên­cia cara das mar­cas pró­prias no Bra­sil car pre­ço. Como pro­fis­sio­nal de
acres­cen­ta fun­ções, o con­su­mi­dor ainda é po­bre e mo­nó­to­na. Pou­cas de­sign de em­ba­la­gem, sei que ela
ten­de a acei­tar. Esse é ao mesmo em­pre­sas per­ce­be­ram que o de­sign tem que in­fluir na de­ci­são de com­
tem­po o pa­ra­do­xo do mar­ke­ting, por­ atra­ti­vo não ele­va os cus­tos, já que pra, na­que­les fa­mo­sos “dois úl­ti­mos
que as mar­cas lí­de­res ainda são as o bom ou o mau de­se­nho cus­tam o se­gun­dos”. Mas se a empresa não
mais ca­ras e as que têm mais pres­tí­ mesmo. Po­rém no atual es­tá­gio as co­lo­cou a mar­ca an­tes na ca­be­ça do
gio. O pro­ble­ma é que isso está se mar­cas ainda são po­bres, e isso consumidor e de­pen­deu de um
en­fra­que­cen­do, so­ma­do ainda ao re­for­ça a ima­gem da qua­li­da­de sus­ im­pul­so, ela não con­tro­la o pro­ces­
fe­nô­me­no das mar­cas pró­prias. pei­ta do pro­du­to, e sa­be­mos que so. Aí sim o pre­ço vai do­mi­nar.
mui­tas vezes isso não se ve­ri­fi­ca, o
Como o se­nhor vê a ques­tão da pro­du­to com mar­ca pró­pria é idên­ Se­ria como não ter fei­to a li­ção-de-
pro­li­fe­ra­ção das mar­cas pró­prias? ti­co ao lí­der de mercado. casa...
Para onde isso pode le­var? Isso. As lí­de­res não mor­rem por­que
Atra­vés das mar­cas pró­prias o con­ se ali­men­tam com pu­bli­ci­da­de,
su­mi­dor pôde cons­ta­tar mesmo que co­lo­cam a mar­ca na men­te do con­
não há tan­ta di­fe­ren­ça de con­teú­do A cara das su­mi­dor. Digo que a boa mar­ca pre­
en­tre produtos si­mi­la­res, que não ci­sa es­tar nos olhos, na men­te, no
vale a pena pa­gar mui­to mais num marcas próprias no co­ra­ção e no bol­so do con­su­mi­dor.
ex­tra só pelo pres­tí­gio da mar­ca. Brasil ainda é pobre
Isso está au­men­tan­do a di­fi­cul­da­de O se­nhor de­sen­vol­veu o con­cei­to de
das em­pre­sas. Em al­guns paí­ses, as e monótona, o que “Ha­bi­tat de Mar­ca”, em que to­das
mar­cas pró­prias são até mais ven­di­ reforça a imagem da as ex­pres­sões fí­si­cas e sen­so­riais de
das que as na­cio­nais. In­de­pen­den­te­ uma mar­ca for­ma­riam um ver­da­
men­te do jul­ga­men­to se é bom ou qualidade suspeita dei­ro ecos­sis­te­ma. Como isso nor­
ruim, em ge­ral o va­re­jo e as gran­des teia seu tra­ba­lho?
do produto.
re­des, onde po­dem, por es­tra­té­gia Foi uma res­pos­ta que en­con­tra­mos
ou por­que é a onda, sa­bem que é Poucas empresas para for­ta­le­cer a mar­ca. Um pro­du­to
uma rea­li­da­de. Isso au­men­ta o hoje pre­ci­sa de qua­li­da­de, cus­to com­
“in­fer­no com­pe­ti­ti­vo” dos fa­bri­can­
perceberam que o
pe­ti­ti­vo, de­sign avan­ça­do de em­ba­la­
tes, é uma pe­dra a mais no sa­pa­to da design atrativo não gem, boa ex­po­si­ção no pon­to-de-
con­cor­rên­cia e no po­der de bar­ga­ ven­da. E co­mu­ni­ca­ção pu­bli­ci­tá­ria,
nha dos su­per­mer­ca­dos, mas é ine­
eleva os custos por­que sem ela o pro­du­to não ad­qui­
vi­tá­vel. O con­su­mi­dor foi, aos pou­ re vida. Por me­lhor que seja uma
cos, gos­tan­do das mar­cas pró­prias, em­ba­la­gem, ela não acres­cen­ta mís­ti­
até por­que os produtos me­lho­ra­ram. Fala-se de­mais que no Bra­sil a ca, ela não en­vol­ve. Apren­di isso
E nas mar­cas pró­prias o úni­co fa­tor em­ba­la­gem é es­sen­cial para o su­ces­ de­pois de trin­ta anos. In­te­gran­do e
de di­fe­ren­cia­ção é – ou de­ve­ria ser so, pois em mé­dia 80% das de­ci­sões har­mo­ni­zan­do to­das es­tas fer­ra­men­
– a em­ba­la­gem, cria­ti­va e ori­gi­nal. de com­pra se dão no pon­to-de-ven­ tas você terá maior pro­ba­bi­li­da­de de
Por­que a for­mu­la­ção é igual, o pre­ da. O se­nhor con­cor­da com essa con­quis­tar o con­su­mi­dor, de acres­
ço é pré-de­ter­mi­na­do, o pon­to-de- má­xi­ma, que atribui im­por­tân­cia cen­tar um valor emo­cio­nal. Veja o
ven­da per­ten­ce à rede, não se faz ex­tre­ma não só à em­ba­la­gem, mas caso dos produtos de mar­ca pró­pria,
pro­pa­gan­da do pro­du­to... O que res­ ao pre­ço, em de­tri­men­to do po­der da que não têm alma. Uma coi­sa é você
ta em opor­tu­ni­da­de para cria­ção? A mar­ca por trás do pro­du­to? com­prar Mai­ze­na, ou­tra é com­prar
em­ba­la­gem! Na In­gla­ter­ra os produ­ É uma fal­sa cren­ça. Para as mar­cas, ami­do de mi­lho... Para con­fe­rir essa
tos com mar­ca pró­pria atin­gi­ram os a de­ci­são de com­pra não pode se mís­ti­ca, a vida do pro­du­to, é pre­ci­so
maio­res nú­me­ros de ven­das, e o dar no pon­to-de-ven­da. Por­que isso da pu­bli­ci­da­de, por­que só a em­ba­la­
de­sign das embalagens de mar­cas sim mos­tra que a mar­ca mor­reu. gem não con­ta uma his­tó­ria, não
pró­prias é o me­lhor do mun­do. Quem de­ci­de no pon­to-de-ven­da emo­cio­na. A Par­ma­lat, quan­do ado­
bus­ca pre­ço. A mar­ca tem de es­tar tou uma úni­ca mar­ca para to­dos os
E no Bra­sil, como es­tão as embala­ na men­te da pes­soa an­tes de ela ir seus produtos, fez um úni­co anún­cio,
gens de produtos com mar­ca pró­ ao su­per­mer­ca­do. Você se per­gun­ta o dos ma­mí­fe­ros. E ele emo­cio­nou,
pria? o tem­po todo “qual a mi­nha mar­ ala­van­cou as ven­das.
Es­tão evo­luin­do aos pou­qui­nhos. A ca?”, e só vai com­prar ou­tra se bus­

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Ou seja, é pre­ci­so in­ves­tir em pu­bli­ bro. É um mo­vi­men­to dos mais essa qua­li­da­de?
ci­da­de per­ma­nen­te e de im­pac­to. va­ria­dos seg­men­tos, com o apoio da Sa­bia que o Bra­sil pro­duz o me­lhor
Exato. Como na na­tu­re­za, as mar­cas Câ­ma­ra de Co­mér­cio Ex­te­rior fran­go do mun­do? Como o avião
mor­rem por ina­ni­ção. Se a empresa (Ca­mex), que está bus­can­do agres­si­ da Em­braer, que é con­si­de­ra­do o
não cui­da, não ali­men­ta sua pró­pria va­men­te in­cen­ti­var as em­pre­sas, me­lhor do mun­do em seu segmen­
mar­ca, se a dei­xa mor­rer ale­gan­do in­clu­si­ve através de fi­nan­cia­men­tos, to... Há uma lis­ta enor­me, de uns
que não tem como in­ves­tir em pu­bli­ a co­me­çar uma onda de se fazer cem produtos iden­ti­fi­ca­dos, que
ci­da­de – por­que têm de com­prar produtos com qua­li­da­de in­sus­pei­ta, se­rão pro­mo­vi­dos onde o Bra­sil
es­pa­ço para ven­der nos “en­xo­vais” in­cluin­do a em­ba­la­gem, o de­se­nho al­can­ça uma clas­se mun­dial, daí o
dos su­per­mer­ca­dos – ela está de­cre­ in­dus­trial. O mar­ke­ting será fei­to nome do pro­gra­ma do qual par­ti­ci­
tan­do sua pró­pria mor­te. Um in­di­ví­ pelo go­ver­no e pe­las em­pre­sas lí­de­ po. Não vejo um pro­du­to úni­co que
duo de­bi­li­ta­do, na na­tu­re­za, tor­na-se res. Ape­nas quin­ze mil em­pre­sas pos­sa nos representar. Como não
uma pre­sa fá­cil. Pode pa­re­cer pro­ ex­por­tam no Bra­sil. O go­ver­no quer te­mos for­ça tec­no­ló­gi­ca, nem ca­pi­
vo­ca­ti­vo, mas a maio­ria dos em­pre­ tal, nos­sa for­ça é a na­tu­re­za e a
sá­rios, quan­do se dá con­ta dis­so, ca­pa­ci­da­de hu­ma­na, cria­ti­va. Em
pas­sa a in­ves­tir. É bur­ri­ce pen­sar A embalagem moda, por exem­plo, o Bra­sil já é o
que o di­nhei­ro in­ves­ti­do vai só para quin­to cen­tro mun­dial. De­pois de
as agên­cias e não para a pró­pria sozinha não dá vida Pa­ris, Mi­lão, Lon­dres e Nova Ior­
mar­ca. Fe­liz­men­te isso está mu­dan­ ao produto, pois não que, vem São Pau­lo, com o Mo­rum­
do, mas pa­re­ce que o pro­ble­ma ago­ bi­Fas­hion. En­tão é no de­sign de
ra é que o em­pre­sá­rio quer in­ves­tir, conta uma história. A moda e produtos – mó­veis, ce­râ­mi­
mas não con­se­gue por­que tem que Parmalat, quando ca, brin­que­dos, jóias – que o Bra­sil
pa­gar su­per­mer­ca­do, dar des­con­to vai se des­ta­car, na minha opinião.
for­ça­do... adotou uma marca
para todos os seus Fren­te a esse pa­no­ra­ma, quais as
O go­ver­no brasileiro vem ba­ten­do pre­mis­sas para se exer­cer o ofí­cio
na te­cla de que é pre­ci­so ex­por­tar. produtos, fez um de de­sig­ner no co­me­ço de novo
Acon­te­ce que os produtos bra­si­lei­ mi­lê­nio?
único anúncio. E ele
ros – e o pró­prio Bra­sil – não têm Pri­mei­ro o de­sign tem que ter
boa ima­gem lá fora. O que fal­ta emocionou, alavan- vi­são in­ter­na­cio­nal. Não é mais
para criar uma ima­gem, uma mar­ pos­sí­vel pen­sar pe­que­no. Nós
cou as vendas
ca, que iden­ti­fi­que o país como te­mos hoje que ter men­te aber­ta,
pro­du­tor de ar­ti­gos de qua­li­da­de? hu­mil­da­de e com­pe­tên­cia, que é

www.embalagemmarca.com.br
É pre­ci­so in­cen­ti­var a qua­li­da­de, ter do­brar esse nú­me­ro em dois anos. fru­to de mui­ta ex­pe­riên­cia. Ao
uma mar­ca de ex­por­ta­ção. Aliás, Sig­ni­fi­ca que vai au­men­tar a de­man­ mesmo tem­po, os de­sig­ners têm
uma das fra­que­zas do Bra­sil é não ter da de pro­je­tos de toda or­dem, como de ser ino­va­do­res, re­vo­lu­cio­ná­
mar­cas de ex­por­ta­ção. Ao mesmo de de­sign. Nos pró­xi­mos dez anos, o rios, e de­vem, com a maior for­ça
tem­po te­mos que tra­ba­lhar a se­rie­da­ Bra­sil pre­ci­sa che­gar a no mí­ni­mo pos­sí­vel de sua alma, não co­piar.
de do país, a co­mer­cial, de hon­rar 100 000 em­pre­sas ex­por­ta­do­ras. É Ao con­trá­rio, lu­tar para im­por
com­pro­mis­sos. Es­tou par­ti­ci­pan­do uma mis­são her­cú­lea, irá de­man­dar idéias ori­gi­nais, de­sign ori­gi­nal.
de um pro­gra­ma cha­ma­do Mar­ca es­for­ço, vai ser len­ta, mas a guer­ra já Por­que a có­pia re­pre­sen­ta a mor­te
Bra­sil Clas­se Mun­dial, do Mi­nis­té­rio está de­cla­ra­da. do de­sign no país, a mor­te pro­fis­
da In­dús­tria e Co­mér­cio, que vai ser sio­nal. E mui­tos em­pre­sá­rios
lan­ça­da ago­ra, no co­me­ço de de­zem­ Que produtos po­de­riam sim­bo­li­zar ainda in­sis­tem em pra­ti­cá-la.
arm
CAPA

beleza e segurança,
Rótulos termoencolhíveis agregam valor ao
produto, atraem o consumidor e ajudam a
combater a violação no ponto-de-venda

a
Wilson Palhares

ga­ran­tia de in­te­gri­da­de final num ini­bi­dor.”


de produtos e de au­ten­ De qual­quer forma, ape­sar des­
ti­ci­da­de das mar­cas ses en­tra­ves, as tec­no­lo­gias de
está cada vez mais na se­gu­ran­ça de em­ba­la­gem cres­cem
or­dem do dia das em­pre­sas. A ques­ no mun­do in­tei­ro. Ao re­for­ça­rem a
tão da se­gu­ran­ça as­su­me cres­cen­te in­vio­la­bi­li­da­de e a au­ten­ti­ci­da­de
fun­ção mer­ca­do­ló­gi­ca, à me­di­da dos produtos, es­ses sis­te­mas agre­
que o con­su­mi­dor quer ter cer­te­za gam valor a eles e fun­cio­nam como
de que o que está com­pran­do é ape­lo adi­cio­nal de ven­das. Por
puro, au­tên­ti­co, ori­gi­nal. É uma ou­tro lado, sob pres­são do va­re­jo,
cer­te­za que só pode ser dada pelo atin­gi­do por ex­pres­si­vo volume de
con­jun­to de ga­ran­tias que uma fur­to de mer­ca­do­rias, ocor­re lá
em­ba­la­gem ofe­re­ce – do ma­te­rial fora uma ex­plo­são na área de “eti­
ao sis­te­ma de fe­cha­men­to, passando que­tas in­te­li­gen­tes”, isto é, as que mag­né­ti­cas e de in­di­ca­do­res de
por se­los, tin­tas rea­ti­vas, la­cres, in­cor­po­ram so­lu­ções ele­tro­mag­né­ mu­dan­ça de tem­pe­ra­tu­ra (ver
ró­tu­los, shrinks e, úl­ti­mo must tec­ ti­cas, de rá­dio-fre­qüên­cia, acus­to­ reportagem a seguir).
no­ló­gi­co, as “eti­que­tas in­te­li­gen­

Lacres e rótulos
tes”, ou smart la­bels.
Tal si­tua­ção co­lo­ca em pau­ta
duas ques­tões. A pri­mei­ra é se,
Den­tre as mo­der­nas téc­ni­cas de em­pre­sas for­ne­cem esse tipo de
para os fa­bri­can­tes, isso sig­ni­fi­ca
ro­tu­la­gem, destacam-se, por ofe­re­ pro­du­to no Bra­sil, a Pro­pack Em­ba­
opor­tu­ni­da­de ou maior pres­são de
cer ao mesmo tem­po os be­ne­fí­cios la­gens, na­cio­nal, e a Slee­ver In­ter­
cus­tos. “Sem dú­vi­da as em­pre­sas
da de­co­ra­ção pre­mium e os da na­tio­nal, de ori­gem fran­ce­sa.
es­tão preo­cu­pa­das com a pro­te­ção
la­cra­ção da em­ba­la­gem, os fil­mes A pri­mei­ra tra­ba­lha com fil­mes
do pro­du­to e com a le­gi­ti­mi­da­de
ter­moen­co­lhíveis, ou slee­ves. Duas de sua pro­du­ção, ba­si­ca­men­te de
das mar­cas, mas isso é equa­cio­na­
do em fun­ção de cus­tos”, lem­bra
An­to­nio Mu­niz Si­mas, di­re­tor da
DIL Design. “Se uma in­dús­tria
in­ves­tir em pro­ces­sos, sis­te­mas de
fe­cha­men­to, ro­tu­la­gem e ou­tros
im­ple­men­tos que pro­pi­ciem maior
ga­ran­tia ao con­su­mi­dor, ga­nha­rá
pon­tos”, ele diz. “Ao mesmo tem­po
isso pode in­via­bi­li­zar o pro­du­to,
ainda mais num mercado como o
brasileiro, onde o baixo po­der
aqui­si­ti­vo da po­pu­la­ção trans­for­
ma cada cen­ta­vo a mais no cus­to Além de rótulos, a Propack fornece o lacre termoencolhível Termocap

12 – embalagemmarca • nov 2000


mas para vender
PVC. A Slee­ver usa fil­mes im­por­ta­ los Rosa aler­ta para o fato de que
dos, sobretudo de po­lies­ti­re­no mono- exis­tem no mercado mui­tos la­cres
orien­ta­do, com o qual ob­tém re­tra­ção ter­moen­co­lhi­dos sem im­pres­são.
trans­ver­sal de até 80% e ver­ti­cal “Na ver­da­de, são pseu­do-la­cres,
próxima a 1%. Se­gun­do Gil­les Fres­ apli­cá­veis com um sim­ples so­pra­dor
nel, di­re­tor de mar­ke­ting da empresa, tér­mi­co ou até com um se­ca­dor de
equi­va­le a di­zer que os re­sul­ta­dos ca­be­lo.”
vi­suais que se pode ob­ter com o fil­ Do am­plo le­que de produtos que
me são de ótima qua­li­da­de. uti­li­zam ter­moen­co­lhi­dos da Slee­ver
In­ter­na­tio­nal com ca­rac­te­rís­ti­cas de
Menos perdas se­gu­ran­ça, além das de de­co­ra­ção,
Em ter­mos de se­gu­ran­ça, a Pro­pack Gil­les Fres­nel destaca a linha Tur­ma
Turma da Mônica: rótulo-lacre
está apos­tan­do for­te­men­te em seu da Mô­ni­ca, da Da­ve­ne, em xam­pus
pro­du­to Ter­mo­cap, um la­cre ter­ e sa­bo­ne­tes lí­qui­dos; o Bio­fe­nac, do Eu­ro­pa 40% dos produtos dos seg­
moen­co­lhí­vel de PVC que pode la­bo­ra­tó­rio Aché, em me­di­ca­men­ men­tos de ali­men­ta­ção e de cos­mé­ti­
fun­cio­nar tam­bém como ró­tu­lo-la­ tos; e o café Trop­pi­cus, do Café ca uti­li­zam ró­tu­los des­se tipo. “Sem
cre. Nes­se caso, uti­li­za-se um pi­co­te Igua­çu. Este é acon­di­cio­na­do em fa­lar em alimentos e be­bi­das, tra­di­
que per­mi­te re­ti­rar ape­nas o la­cre, vi­dro e tem a man­ga de PVC, de 60 cio­nais usuá­rios de slee­ves, o pro­du­
enquanto o res­tan­te da man­ga per­ mi­cra de es­pes­su­ra, com ca­rac­te­rís­ti­ to ga­nha ra­pi­da­men­te es­pa­ço em
ma­ne­ce no fras­co, como ocor­re com cas de ró­tu­lo-la­cre com picote, apli­ man­tei­ga, re­quei­jão e gra­nu­la­dos”,
o an­tiá­ci­do Pep­to-Zil . Car­los Rosa, ca­da nas ins­ta­la­ções da Slee­ver. Um afir­ma Fres­nel. “Tam­bém no Bra­sil
di­re­tor su­pe­rin­ten­den­te da empresa, as­pec­to que va­lo­ri­za os ter­moen­co­ há gran­des pers­pec­ti­vas de cresci-
diz que o crescimento do uso de lhí­veis é que a im­pres­são é fei­ta na mento”, ele diz, anun­cian­do que, até
la­cres de se­gu­ran­ça ocor­re não só parte in­ter­na do fil­me, de modo que o final des­te ano, se­rão lan­ça­dos no
por exi­gên­cia dos consumidores, não há des­gas­te com o atri­to. país vin­te produtos com ró­tu­los da
mas tam­bém do va­re­jo. “Cada vez Apos­tan­do for­te­men­te no mer- Slee­ver. “Pode ser um pou­co mais
mais os es­ta­be­le­ci­men­tos re­jei­tam cado de ter­moen­co­lhí­veis, a empresa caro, mas não há clien­te que não
produtos sem la­cre, es­pe­cial­men­te está cons­truin­do uma fá­bri­ca de te­nha tido êxi­to com nos­so pro­du­to.”
alimentos, os mais vio­la­dos nos 5 000 me­tros de área em Cam­pi­nas Ele cita como exem­plo a linha Bebê
pon­tos-de-ven­da”, ele con­ta. “Os (SP), com pre­vi­são de iní­cio de pro­ Vida, da Da­ve­ne, que te­ria ven­di­do
la­cres são uma forma de re­du­zir du­ção em ju­lho de 2001. Se­gun­do o “200% mais do que a ex­pec­ta­ti­va da
es­sas per­das e, mais im­por­tan­te, de di­re­tor de mar­ke­ting da Slee­ver, na empresa”.
im­pe­dir adul­te­ra­ções.” Porém, Car­

Alternativas de rotulagem termoencolhível da Sleever: lacre no rótulo dotado de picote para remoção

nov 2000 • embalagemmarca – 13


segurança e inteli
Etiquetas com chips eletrônicos tendem a
ser cada vez mais usadas, podendo no
futuro substituir o código de barras

s e há ex­pec­ta­ti­va em re­la­ção
a al­gum pro­du­to, quem a
sa­tis­fi­zer tem chan­ce de
ga­nhar fa­tias de mercado.
Sen­do as­sim, os fa­bri­can­tes dos
mais va­ria­dos ar­ti­gos de va­re­jo têm
ex­ce­len­te opor­tu­ni­da­de de ga­nhar
es­pa­ço em su­per­mer­ca­dos, lo­jas de
rou­pas, faça-você-mesmo, far­má­
cias e li­vra­rias. Se qui­se­rem agra­
de­cer a al­guém por isso, de­vem
fazê-lo aos pra­ti­can­tes de fur­tos em
pon­tos-de-ven­da, que só no ano
pas­sa­do cau­sa­ram com essa ati­vi­
da­de pre­juí­zo su­pe­rior a 1 bilhão de
reais aos su­per­mer­ca­dos bra­si­lei­
ros.

Antifurto e muito mais


Os va­re­jis­tas em ge­ral es­pe­ram an­ti­fur­to, tec­no­lo­gia que, além de
– na ver­da­de, co­me­çam a exi­gir – abran­dar a ação de ga­tu­nos, poderá da­de de ofe­re­cer um di­fe­ren­cial (o
que os produtos que co­mer­cia­li­zam vir a subs­ti­tuir, com van­ta­gens, o pro­du­to já eti­que­ta­do) e até ga­nhos
se­jam for­ne­ci­dos já com eti­que­tas có­di­go de bar­ras, segundo Re­na­to de es­pa­ço nas gôn­do­las. Pro­du­tos
de se­gu­ran­ça. A eti­que­ta­gem na ori­ Tor­res, di­re­tor pre­si­den­te da Tor­res com e­ti­que­tas an­ti­fur­to po­dem ser
gem, ou sour­ce tag­ging, que vem In­dús­tria e Co­mér­cio, que atua nes­ mais bem ex­pos­tos nos pon­tos-de-
cres­cen­do no mun­do in­tei­ro, hoje é sa área e em ou­tras mo­da­li­da­des de ven­da. Com “eti­que­tas in­te­li­gen­
fei­ta pelo va­re­jo, a suas pró­prias ro­tu­la­gem. tes” os be­ne­fí­cios são ainda maio­
ex­pen­sas. Aten­dê-los tal­vez sig­ni­fi­ Para os for­ne­ce­do­res, as­su­mir a res. Esse tipo de ró­tu­lo, seja de
que uma boa opor­tu­ni­da­de de ne­gó­ eti­que­ta­gem sem dú­vi­da re­pre­sen­ta­ pa­pel ou de fil­me, é do­ta­do de um
cio. rá cus­tos adi­cio­nais. Ao mesmo chip (cir­cui­to in­te­gra­do) in­ter­no e
En­tre er­ros ad­mi­nis­tra­ti­vos, per­ tempo, pode sig­ni­fi­car a pos­si­bi­li­ de uma an­te­na, que se co­mu­ni­ca
das iden­ti­fi­ca­das, as­sal­tos e fur­tos
pra­ti­ca­dos por clien­tes (“ex­ter­nos”),
Mercado em crescimento
por fun­cio­ná­rios (“di­re­tos”) e por (número de fabricantes e de varejistas e quantidade de
etiquetas aplicadas na origem; em unidades; no mundo*)
re­pre­sen­tan­tes de for­ne­ce­do­res e
pres­ta­do­res de ser­vi­ços (“in­di­re­
tos”), os su­per­mer­ca­dos bra­si­lei­ros
ti­ve­ram pre­juí­zo de l,52 bilhão de
Fon­te: Sen­sor­ma­tic do Bra­sil, maio 2000

reais em 1999, segundo es­tu­do con­


jun­to da Abras – Associação
Brasileira de Su­per­mer­ca­dos e o
Pro­gra­ma de Ad­mi­nis­tra­ção de
Va­re­jo da Uni­ver­si­da­de de São Pau­
lo (Pro­var/USP). Isso re­pre­sen­ta
mais de 2% do faturamento bru­to e
es­ti­mu­la a ado­ção da eti­que­ta­gem *ape­nas da mar­ca Sen­sor­ma­tic

14 – embalagemmarca • nov 2000


gência, o futuro
por si­nais de rá­dio-fre­qüên­cia com
um lei­tor/gra­va­dor, por­tá­til ou fixo, O gos­to pre­fe­ren­cial dos ga­tu­nos
a dis­tân­cias que po­dem ul­tra­pas­sar As mer­ca­do­rias mais fur­ta­das nos 2%
1 me­tro. É co­nhe­ci­do como RFID, pon­tos-de-ven­da do Bra­sil e, por­tan­to,
de Ra­dio Fre­quency IDen­ti­fi­ca­tion. prin­ci­pais al­vos dos fa­bri­can­tes de eti­ 10%
Além de aler­tar con­tra “dis­tra­ que­tas de se­gu­ran­ça, são as se­guin­
ções” na pas­sa­gem pelos cai­xas, um tes: CD’s, ele­tro­do­més­ti­cos por­tá­teis, 30% 11%

smart la­bel pode ar­ma­ze­nar na brin­que­dos, lin­ge­rie, cos­mé­ti­cos, rou­


me­mó­ria da­dos como data de ven­ci­ pas, cal­ça­dos, ba­ca­lhau, bron­zea­do­res,
men­to, es­to­que, pre­ço e ou­tros, que be­bi­das fi­nas, im­por­ta­dos em ge­ral, 18%
po­dem ser mo­di­fi­ca­dos sem ne­ces­ pi­lhas e car­tu­chos de lâ­mi­nas de bar­
bear. Pa­co­tes de ci­gar­ros só dei­xa­ram 29%
si­da­de de subs­ti­tui­ção. Im­pe­de fal­si­

fonte: abras e provar - outubro 2000


de ser cam­peões de fur­to em su­per­
fi­ca­ções, per­mi­te ras­trear o pro­du­to
mer­ca­dos de­pois que as re­des ado­ta­
e, segundo seus de­fen­so­res, poderá ram a pro­vi­dên­cia de dei­xá-los ex­pos­
subs­ti­tuir cer­ti­fi­ca­dos de se­gu­ran­ça, tos em vi­tri­nes com fe­cha­du­ras. Nes­ Assaltos de mercadoria
ho­lo­gra­mas e se­los de se­gu­ran­ça em Furto interno indireto
ses es­ta­be­le­ci­men­tos e em lo­jas de
Erros administrativos
ge­ral, lem­bra Re­na­to Tor­res. Uma de­par­ta­men­tos, a área mais ata­ca­da é Perda identificada
as­si­na­tu­ra di­gi­tal pro­te­ge to­das as a de per­fu­ma­ria. Quan­to a quem rou­ba, Furto externo
in­for­ma­ções con­tra mo­di­fi­ca­ção. des­ta­cam-se os fun­cio­ná­rios das lo­jas. Furto interno direto

Sistemas em jogo rá­dio-fre­qüên­cia ex­clu­si­va­men­te tem como prin­ci­pal van­ta­gem so­bre


Hoje, o mercado brasileiro de eti­ para an­ti­fur­to, segmento em que é o acus­to­mag­né­ti­co o fato de os ró­tu­
que­tas de se­gu­ran­ça é su­pri­do em lí­der. Já a Plas­trom Sen­sor­ma­tic los pra­ti­ca­men­te não te­rem volume
sua maior parte por duas em­pre­sas de ope­ra com esse sis­te­ma e com eti­ fí­si­co. A eti­que­ta – isto é, o chip –
ori­gem nor­te-ame­ri­ca­na, a Check­ que­tas acus­to­mag­né­ti­cas, tec­no­lo­gia pode ser apli­ca­da au­to­ma­ti­ca­men­te,
point do Bra­sil e a Plas­trom Sen­sor­ da qual é de­ten­to­ra ex­clu­si­va, com a no ver­so do ró­tu­lo auto-ade­si­vo. Ela
ma­tic. Até o fim do ano, deverá mar­ca Ul­tra­max. Am­bas, por se tor­na in­su­pe­rá­vel ao ir além da
en­trar em cena a argentina Mul­ti­la­ enquanto, atuam só na área de se­gu­ fun­ção de se­gu­ran­ça, trans­for­man­
bel, além da bra­si­lei­ra Tor­res. ran­ça, com aque­les com­ple­men­tos do-se em “eti­que­ta in­te­li­gen­te”: é
Se­gun­do o pre­si­den­te da Tor­res, an­ti­fur­to e tam­bém com equi­pa­men­ le­gí­vel in­di­vi­dual­men­te ou em va­ria­
fa­bri­can­tes con­sa­gra­dos de equi­pa­ tos de vi­gi­lân­cia ele­trô­ni­ca. dos exem­pla­res ao mesmo tem­po,
men­tos na área de có­di­go de bar­ras As duas em­pre­sas re­pre­sen­tam den­tro de um car­ri­nho de su­per­mer­
os es­ta­riam adap­tan­do para uso com as pon­tas de lan­ça de dois sis­te­mas ca­do, por exem­plo, sem ne­ces­si­da­de
RFID. Des­sa forma, ele diz, “pre­ con­cor­ren­tes. O acus­to­mag­né­ti­co, de ser ex­pos­ta a uma lei­to­ra óti­ca,
ser­va-se boa parte dos investimen­ que qual­quer pes­soa que já te­nha como as eti­que­tas de có­di­go de bar­
tos em co­le­to­res de da­dos e im­pres­ com­pra­do um CD co­nhe­ce, tem a ras. “Pode ser lida até den­tro de uma
so­ras de eti­que­tas, bas­tan­do adap­tar des­van­ta­gem de ser um pou­co mais cai­xa, ou no bol­so de uma pes­soa”,
mó­du­los op­cio­nais”. A Tor­res for­ne­ vo­lu­mo­so que o de RFID. No entan­ lem­bra Re­na­to Tor­res. “A smart
ce eti­que­tas in­te­li­gen­tes de di­fe­ren­ to, avan­ços da tec­no­lo­gia têm per­ la­bel se con­so­li­da­rá como im­por­tan­
tes ta­ma­nhos e para di­fe­ren­tes fins mi­ti­do mi­nia­tu­ri­zar cada vez mais o te ins­tru­men­to de lo­gís­ti­ca, de ges­
(ba­ga­gem de avião, uso ge­ral e dis­po­si­ti­vo e sua efi­cá­cia de de­tec­ tão de es­to­ques e de con­for­to para o
en­co­men­das), e já as está ex­por­tan­ ção, segundo o fa­bri­can­te, se­ria con­su­mi­dor, além de ser uma arma
do para a Ale­ma­nha, jun­ta­men­te maior. Atual­men­te, no mun­do in­tei­ efi­caz na luta con­tra o fur­to nos pon­
com um equi­pa­men­to para apli­ca­ ro o sis­te­ma que pre­do­mi­na, com tos-de-ven­da e a fal­si­fi­ca­ção.” Por
ção de­sen­vol­vi­do in­ter­na­men­te. 60% de sha­re, é o Ul­tra­max. isso, ele diz, “com cer­te­za” subs­ti­
A Check­point tra­ba­lha com O sis­te­ma de rá­dio fre­qüên­cia tui­rá o có­di­go de bar­ras. (W.P.)

nov 2000 • embalagemmarca – 15


design

o pão de queijo
vai à guerra
Forno de Minas renova visual e embalagens para crescer no varejo

a
Os cartuchos, para os
his­tó­ria se repete. Uma novos produtos, e a
flow-pack, remodelada,
pe­que­na empresa ali­ já trazem o novo logotipo
men­tí­cia é fun­da­da,
com mé­to­dos qua­se
ar­te­sa­nais de pro­du­ção. Gra­ças à
qua­li­da­de do pro­du­to, ao mar­ke­ting
do boca-a-boca e à com­pe­tên­cia
ad­mi­nis­tra­ti­va, o ne­gó­cio cres­ce.
Cres­ce a ponto de atrair a aten­ção de
um gru­po mul­ti­na­cio­nal, que ad­qui­
re o em­preen­di­men­to vis­lum­bran­do
o po­ten­cial da área. A nova empresa
proprietária de­ci­de que é hora de
cres­cer através da di­ver­si­fi­ca­ção da
atua­ção e do lançamento de novos
produtos. En­tra aí a con­tri­bui­ção do
de­sign, para co­mu­ni­car por meio da
ima­gem da mar­ca e das embalagens
a von­ta­de de cres­cer. É o que está
acon­te­cen­do na For­no de Mi­nas, na d’ Design. “Ele­men­tos como o
mar­ca de re­fe­rên­cia quan­do o as­sun­ sím­bo­lo do for­no, a ti­po­lo­gia e o
to é um dos qui­tu­tes mais apre­cia­ es­ti­lo à mar­ca, des­ta­cando os produ­ tra­ço es­ta­vam du­ros e pe­sa­dos”,
dos no Bra­sil, o pão de quei­jo. tos nos pon­tos-de-ven­da, um verda­ lembra Malu.
Depois de conquistar expressi­ deiro de­sa­fio na tran­si­ção do ca­nal
vos es­pa­ços no mercado, prin­ci­pal­ ins­ti­tu­cio­nal para o de va­re­jo. Mais per­so­na­li­da­de
men­te no de food ser­vi­ce, a empresa De­vi­do à tra­di­ção da mar­ca no As mu­dan­ças fo­ram sua­ves, mas
foi ad­qui­ri­da pelo gru­po nor­te-ame­ mercado, a Pills­bury fi­cou te­me­ro­sa per­cep­tí­veis. Uma nova ti­po­lo­gia
ri­ca­no Pills­bury, que tam­bém con­ de fazer qual­quer mu­dan­ça na iden­ foi ado­ta­da, as­sim como uma nova
tro­la chan­ce­las como Fres­ca­ri­ni e ti­da­de visual dos produtos da For­no dis­po­si­ção das pa­la­vras – o “de”
Häa­gen-Dazs. Para dar o “pulo do de Mi­nas. “No entanto a empresa saiu do lado de “Mi­nas” para se
gato”, a empresa aca­ba de re­no­var a acei­tou nos­sa ar­gu­men­ta­ção de que in­cor­po­rar ao cor­po do logo. O tra­
fotos: divulgação

iden­ti­da­de visual e as embalagens a iden­ti­da­de visual tam­bém po­dia ço reto abai­xo dos di­ze­res foi subs­
da mar­ca, tra­ba­lho as­si­na­do pelo ser me­lho­ra­da para com­bi­nar com ti­tuí­do por uma pin­ce­la­da, que con­
es­tú­dio pau­lis­ta­no Ofi­ci­na d’ Design. as no­vas embalagens”, ex­pli­ca Malu fe­re certo ape­lo ar­te­sa­nal ao pro­du­
A idéia é re­ju­ve­nes­cer e dar mais Guer­ra, di­re­to­ra de cria­ção da Ofi­ci­ to, e o sím­bo­lo da mar­ca, o for­no de

16 – embalagemmarca • nov 2000


divulgação
bar­ro, ga­nhou uma som­bra e um
de­se­nho que lhe dão volume e
mo­vi­men­to. “Apesar das mu­dan­ças
su­tis, o novo de­se­nho do lo­go­ti­po
deu mais per­so­na­li­da­de à mar­ca e
mais im­pac­to às no­vas embala­
gens”, opi­na Gra­zie­la Vi­tiel­lo,
ge­ren­te de mar­ke­ting da For­no de
Mi­nas.

churrasco
Es­sas no­vas embalagens, aliás,
tra­zem agora fun­do ama­re­lo, nos
produtos re­gu­la­res, e azul, na linha
light. Para re­for­çar o appetite
appeal, foi prio­ri­za­da a in­ser­ção de
fo­tos dos produtos. “Bus­ca­mos
tam­bém tra­ba­lhar com a trans­pa­
rên­cia nas embalagens fle­xí­veis, de
modo a ates­tar a qua­li­da­de dos
produtos para o con­su­mi­dor”, ar­gu­
men­ta Malu Guer­ra. Os pa­co­tes,
à moda moderna
que a empresa tam­bém uti­li­za para

Q
o food ser­vi­ce, são for­ne­ci­dos pela uan­do um novo pro­du­to traz ur­ba­nos, pen­sa­mos tam­bém em fra­
ITW Can­gu­ru. um con­cei­to ino­va­dor, a ções pe­que­nas, uma ten­dên­cia de
Gran­de no­vi­da­de é que a mar­ca em­ba­la­gem tem a im­por­tan­ mercado.”
tam­bém está uti­li­zan­do car­tu­chos te fun­ção de co­mu­ni­car esse ape­lo de Gauer destaca a forma como os
de pa­pel-car­tão, de­di­ca­dos aos ma­nei­ra efi­cien­te. O de­sa­fio para o produtos são acon­di­cio­na­dos, a
novos produtos, os fo­lha­dos e pães de­sig­ner é ge­rar im­pac­to, di­fe­ren­ partir de ber­ços den­tro das embala­
de ba­ta­ta re­chea­dos. A Ofi­ci­na d’ cian­do o pro­du­to no pon­to-de-ven­da gens fle­xí­veis, uma so­lu­ção da Du
Design tam­bém de­se­nhou as embal­ e des­per­tan­do no con­su­mi­dor a von­ Pont que ga­ran­te a fun­cio­na­li­da­de
agens dessas li­nhas, im­pres­sas em ta­de de ex­pe­ri­men­tar a no­vi­da­de. do sis­te­ma Es­pe­ta Fá­cil. Gi­se­la
off­set pela Box Print Gru­po­graf. Essa foi a ta­re­fa da Haus Design na Schul­zin­ger, só­cia-di­re­to­ra da agên­
Uma arte de fun­do foi ado­ta­da para nova linha de car­nes con­ge­la­das da cia Haus Design, ex­pli­ca que, a
“amar­rar” o pa­drão visual da ca­te­ Sadia, ba­ti­za­da como Grill e pen­sa­da partir des­se de­sen­vol­vi­men­to es­tru­
go­ria de pro­du­to, de­fi­nin­do a cor para tor­nar mais prá­ti­co o pre­pa­ro de tu­ral, foi necessário de­sen­vol­ver o
ama­re­la como ele­men­to de iden­ti­fi­ um dos pra­tos mais apre­cia­dos pelos grafismo da em­ba­la­gem e, ao
ca­ção da mar­ca. A cor sal­mão foi bra­si­lei­ros, o chur­ras­co. mesmo tem­po, criar uma iden­ti­da­de
es­co­lhi­da para di­fe­ren­ciar sa­bo­res. A gran­de no­vi­da­de da linha é o mar­can­te para o sis­te­ma.
Já as ima­gens dos produtos pro­cu­ sis­te­ma Es­pe­ta Fá­cil, no qual a pró­ Optou-se por um lo­go­ti­po vo­lu­
ram ex­plo­rar os re­cheios, para des­ pria em­ba­la­gem fa­ci­li­ta a ta­re­fa de mo­so, que in­cor­po­ra a fi­gu­ra do
per­tar a von­ta­de de con­su­mo, ex­pli­ en­cai­xar as car­nes em es­pe­tos para es­pe­to, de modo a agre­gar à mar­ca o
ca Malu. o pre­pa­ro em chur­ras­quei­ra con­ven­ di­fe­ren­cial do pro­du­to. A ti­po­gra­fia
O cui­da­do da Pills­bury re­fle­te a cio­nal ou elé­tri­ca. Para espetar, não no es­ti­lo ma­nus­cri­to e ou­tros sig­nos
po­lí­ti­ca de pro­mo­ver mu­dan­ças é pre­ci­so de­sem­ba­lar o pro­du­to, que as­so­cia­dos remetem à idéia de chur­
sem ra­di­ca­lis­mo, apos­tan­do na so­li­ já vem tem­pe­ra­do. “Ten­ta­mos eli­ ras­co. Tam­bém se destaca o uso de
dez ad­qui­ri­da pela mar­ca. É o que a mi­nar os in­con­ve­nien­tes da pre­pa­ co­res for­tes, como a ver­me­lha e a
pró­pria empresa cha­ma de “mu­dar raação do chur­ras­co, como o ex­ten­ ama­re­la, atí­pi­cas no segmento de
sem mu­dar”, para pre­ser­var a tra­di­ so pas­seio pelo su­per­mer­ca­do, o con­ge­la­dos, onde se abu­sa do azul e
ção da mar­ca e também, como tem­pe­ro, o ma­nu­seio”, con­ta Hugo de co­res opa­cas que fi­cam pre­ju­di­
de­fi­ne Gra­zie­la Vi­tiel­lo, para re­for­ Fre­de­ri­co Gauer, ge­ren­te de mar­ke­ ca­das no bal­cão fri­go­ri­fi­ca­do. “Que­
çar seus brand equi­ties, a fim de que ting de agri­bu­si­ness da Sadia. “Além ría­mos uma em­ba­la­gem quen­te, que
a mo­der­ni­za­ção faça ape­nas os con­ da preo­cu­pa­ção de aten­der essa bus­ co­mu­ni­cas­se o ca­lor, o en­re­do que
sumidores per­ce­berem as me­lho­rias ca de pra­ti­ci­da­de pelo con­su­mi­dor, acom­pa­nha o chur­ras­co”, de­fi­ne o
nos produtos. prin­ci­pal­men­te nos gran­des cen­tros gerente da Sadia.

18 – embalagemmarca • nov 2000


Encarte veiculado na edição nº 17 (nov./2000) da revista EmbalagemMarca – Rua Arcílio Martins, 53 • CEP 04718-040 • São Paulo, SP
Tel. (11) 5181-6533 • Fax (11) 5182-9463 • e-mail: embalagemmarca@embalagemmarca.com.br • www.embalagemmarca.com.br

Por Wilson Palhares


ÁGUAS MINERAIS
Cobertura do 2º Con­gres­so In­ter­na­cio­nal, do 9º
Con­gres­so Bra­si­lei­ro de Águas Mi­ne­rais e da Expo Abinam
Ano II • Nº 17 • Novembro 2000
documento especial

nosso melhor
congresso
Carlos Alberto Lancia*

O
en­con­tro de Águas seus ob­je­ti­vos co­mer­ciais que cer­ti­fi­ca­ção das fon­tes bra­si­
de Lin­dóia foi mais a pró­pria Fis­pal. lei­ras jun­to àque­la or­ga­ni­za­
uma opor­tu­ni­da­de No pla­no das con­quis­tas ção. Tão logo te­nha­mos em
para de­mons­trar o ins­ti­tu­cio­nais, que fo­ram mui­ mãos suas con­di­ções, da­re­
quan­to a in­dús­tria bra­si­lei­ra tas, re­la­cio­na­mos a se­guir mos no­tí­cias aos as­so­cia­dos.
de águas mi­ne­rais cresceu e aque­las que con­si­de­ra­mos as • A par­ti­ci­pa­ção no con­
ama­du­re­ceu nos úl­ti­mos mais ex­pres­si­vas para o se­tor gres­so de vá­rias au­to­ri­da­des
a-nos. Se os en­con­tros an­te­ em ge­ral e para as em­pre­sas es­ta­duais e fe­de­rais foi uma
rio­res fo­ram mui­to im­por­tan­ em par­ti­cu­lar. ine­quí­vo­ca de­mons­tra­ção de
tes pela sig­ni­fi­ca­ti­va con­tri­ • Aten­den­do a nos­so pe­di­ que o se­tor, na me­di­da em que
bui­ção ao for­ta­le­ci­men­to e do, o di­re­tor-ge­ral do DNPM, se pro­fis­sio­na­li­za, cres­ce em
mo­der­ni­za­ção da nos­sa ati­vi­ dr. João R. Pi­men­tel, ne­go­ con­cei­to jun­to aos or­ga­nis­
da­de, este úl­ti­mo se re­ve­lou o ciou o adia­men­to, por três mos ofi­ciais que re­gu­la­men­
mais pro­du­ti­vo já rea­li­za­do me­ses, do pra­zo final para tam nos­sa ati­vi­da­de.
pela atual ges­tão da ABI­ que os en­gar­ra­fa­do­res se • Fi­nal­men­te, que­re­mos
NAM/SIN­DI­NAM, as­si­na­lan­ en­qua­drem na nova lei do lembrar e mais uma vez aplau­
do con­quis­tas ins­ti­tu­cio­nais e ró­tu­lo. As empresas poderão dir a pa­les­tra do dr. Ed­gard
co­mer­ciais sem pre­ce­den­tes usar os rótulos antigos até Mo­rei­ra da Sil­va, pro­mo­tor de
em nos­sa his­tó­ria. 25/2/2001, mas têm até 25 Jus­ti­ça do Con­su­mi­dor do
Vale des­ta­car, como con­ deste mês para protocolarem Es­ta­do de São Pau­lo, que fez
di­ção es­sen­cial a es­ses re­sul­ o modelo dos rótulos novos. uma con­den­ção for­mal ao
ta­dos, a ma­ci­ça pre­sen­ça de • Como cons­ta­ta­mos pe­las ró­tu­lo da mar­ca de água pu­ri­
en­gar­ra­fa­do­res, for­ne­ce­do­res pa­les­tras dos re­pre­sen­tan­tes fi­ca­da adi­cio­na­da de sais pre­
e vi­si­tan­tes, que ele­va­ram as do Se­brae e da Apex, con­ti­ sen­te atual­men­te no mercado.
ins­cri­ções para além de mil, nuam avan­çan­do as pro­vi­dên­ Se­gun­do ele, as in­for­ma­ções
re­gis­tran­do novo re­cor­de em cias para a for­ma­ção dos con­ não es­cla­re­cem su­fi­cien­te­men­
nos­sos con­gres­sos. sór­cios de ex­por­ta­ção, pas­so te so­bre a ca­te­go­ria do pro­du­
Igual­men­te no­tá­vel foi o ne­ces­sá­rio ao pro­ces­so de to e con­fun­dem o con­su­mi­dor.
de­sem­pe­nho da Expo Abi­nam aber­tu­ra do mercado ex­ter­no Esse elen­co de re­sul­ta­dos,
2000, que con­tou com a par­ti­ para as nos­sas águas. A partir a par das ati­vi­da­des de la­zer
ci­pa­ção de 59 ex­po­si­to­res, de ago­ra, o su­ces­so des­sa e de con­fra­ter­ni­za­ção, nos
nú­me­ro tam­bém re­cor­de e que em­prei­ta­da só de­pen­de do au­to­ri­zam a afir­mar que o
po­de­ria ter sido ainda mais em­pe­nho de cada uma das en­con­tro de Águas de Lin­dóia
novembro 2000

ex­pres­si­vo não fos­se a li­mi­ta­ em­pre­sas in­te­res­sa­das na con­ foi ine­ga­vel­men­te uma so­ma­
ção de es­pa­ço na área de quis­ta de novos mercados. tó­ria de su­ces­sos.
ex­po­si­ções. Mais im­por­tan­te, • Ain­da nes­se sen­ti­do e Por isso, nes­ta opor­tu­ni­
po­rém, foi o volume de ne­gó­ vi­san­do agre­gar valor às nos­ da­de, que­re­mos pa­ra­be­ni­zar
cios fe­cha­dos e en­ca­mi­nha­ sas mar­cas, so­li­ci­ta­mos ao sr. e agra­de­cer a to­dos aque­les
dos, um re­sul­ta­do tão po­si­ti­vo Lo­rem M. Mer­rick, ge­ren­te do que con­tri­buíram para o êxi­to
que le­vou vá­rios ex­po­si­to­res à Pro­gra­ma de Cer­ti­fi­ca­ção da do con­gres­so e a va­lo­ri­za­ção
cons­ta­ta­ção de que nos­sa fei­ NSF In­ter­na­tio­nal, uma pro­ da nos­sa in­dús­tria.
ra é tão ou mais efi­caz para pos­ta de con­sul­to­ria para * Presidente ABINAM/SINDINAM
documento especial

Água mineral, um merca


O segmento de águas minerais cresce mais do que o PIB brasileiro, mas o faturamento não

A
sín­dro­me do ber­ço
es­plên­di­do pre­va­ Oferta mundial de água mineral
le­ce tam­bém no Produção – milhões de litros
segmento de águas Países 1997 1998 1999
mi­ne­rais. Num ce­ná­rio que
pro­je­ta cres­cen­te es­cas­sez de
Estados Unidos n.d. 10 584 n.d.
água po­tá­vel, o Bra­sil é pri­ Itália 7 540 7 800 8 050
vi­le­gia­do: de­tém 12% das Alemanha 7 515 7 480 7 709
re­ser­vas mun­diais de água França 5 540 5 650 6 050
Num planeta em doce da su­per­
fí­cie do pla­ne­
Espanha 2 476 2 782 3 130
que já falta água, ta, con­si­de­ra­da Brasil 2 114 2 497 3 005
Bélgica 1 049 1 039 1 259
o Brasil tem 12% uma das prin­ci­
pais com­mo­di­ Áustria 574 601 598
das reservas. Mas ties do pró­xi­mo Suíça 392 515 490
não aproveita sé­cu­lo. Me­lhor Portugal 631 437 423
ainda, es­tão em n.d. = dado não disponível
ter­ri­tó­rio na­cio­nal cer­ca de
30% dos re­cur­sos mun­diais es­ti­ma­ti­va de 3,7 bilhões de segundo a Abi­nam –
de água mi­ne­ral. Tal abun­ li­tros/ano em 2000, com fa- Associação Brasileira da
dân­cia ocor­re num pla­ne­ta turamento de 350 milhões de In­dús­tria de Águas Mi­ne­rais,
em que nos pró­xi­mos 25 dó­la­res. É um de­sem­pe­nho que não dis­põe de ci­fras pre­
anos, segundo es­tu­do das de cau­sar in­ve­ja a qual­quer ci­sas. A car­ga de im­pos­tos
Na­ções Uni­das, 45% da mercado, e di­fe­ren­tes pro­je­ so­bre o pro­du­to final é alta,
po­pu­la­ção vão fi­car sem ções su­ge­rem que o cresci­ cer­ca de 60%. Fa­vo­re­ci­da
água. Na rea­li­da­de, al­guns mento mé­dio da pro­du­ção e por uma le­gis­la­ção com bre­
paí­ses já so­frem sé­rio “es­tres­ do con­su­mo, em tor­no de chas, a con­cor­rên­cia, em boa
se hí­dri­co”, ex­plo­ran­do seus 20% nos úl­ti­mos cin­co anos, parte, não se dá en­tre produ­
ma­nan­ciais além da ca­pa­ci­ su­pe­rior ao do se­tor de mi­ne­ tos si­mi­la­res, mas en­tre água
da­de de re­po­si­ção. O Bra­sil ra­ção e ao do pró­prio PIB, se mi­ne­ral na­tu­ral e água “pu­ri­
não usa ainda 90% de suas man­te­rá durante bom tem­po. fi­ca­da adi­cio­na­da de sais”.
re­ser­vas. No entanto o país To­da­via, con­fir­man­do o di­ta­ Leia-se: água co­mum, de
não tira ainda o de­vi­do pro­ do de que as apa­rên­cias poço ar­te­sia­no ou até da rede
vei­to das van­ta­gens que tem en­ga­nam, es­ses nú­me­ros não pú­bli­ca.
no ce­ná­rio mun­dial. mos­tram toda a ver­da­de. Ao mesmo tem­po, em
É ver­da­de que o segmen­ anos re­cen­tes am­pliou-se o
to de águas mi­ne­rais mos­tra Produção x Faturamento nú­me­ro de pro­du­to­res e de
novembro 2000

crescimento im­pres­sio­nan­te O mercado brasileiro de mar­cas, sobretudo as co­mer­


há mui­to tem­po. Nos úl­ti­mos águas mi­ne­rais se ex­pan­de,
cin­qüen­ta anos, cresceu 32 sim, mas faz isso mo­der­ni­ O consumo
vezes, do­bran­do a pro­du­ção zan­do-se pou­co e agre­gan­do no Brasil
e o con­su­mo a cada de­cê­nio. baixo valor ao pro­du­to. em litros per capita
De 100 milhões de li­tros/ano En­quan­to a pro­du­ção cres­ce 1997 13,20
no iní­cio da década de 50, o em per­cen­tuais de dois dí­gi­
1998 15,13
volume de pro­du­ção/con­su­ tos, o faturamento avan­ça
mo in­ter­no sal­tou para uma em ve­lo­ci­da­de bem me­nor, 1999 17,60
documento especial

mercado que pode ser rico


o se dá no mesmo ritmo. Essa situação pode mudar, com a agregação de valor ao produto

Con­gres­so Bra­si­lei­ro de
Produção cresce mais que consumo Águas Mi­ne­rais, com pa­les­
crescimento acumulado; 1996 = 1001999 tras de re­pre­sen­tan­tes de
em­pre­sas, ór­gãos go­ver­na­
Produção men­tais e cien­tí­fi­cos do Bra­sil
1997 17,50% e do Ex­te­rior. Par­ti­ci­pa­ram do
1998 38,80% even­to cer­ca de 450 con­gres­
1999 67,04% 1998
sis­tas e apro­xi­ma­da­men­te 3
Consumo* 000 vi­si­tan­tes. Fi­cou cla­ro
1997 17,86% que, ao lado das
1997
opor­tu­ni­da­des, a
Aumento da
1998 35,09%
guer­ra de pre­ços produção e
1999 57,14%
* per capita
tra­rá gran­des ris­ poder aquisitivo
cos se a ofer­ta
cia­li­za­das em gar­ra­fões plás­ com vis­tas à cria­ção de mar­ continuar au­men­ baixo são riscos
ti­cos de 20 li­tros, que res­ cas for­tes. tan­do en-quanto para o setor
pon­dem por cer­ca de 60% Acon­te­ce que, não obs­tan­ a ca­pa­ci­da­de de
das ven­das to­tais. Sus­pei­ta- te o crescimento ex­plo­si­vo da com­pra da po­pu­la­ção per­ma­
se que boa parte do cresci­ pro­du­ção e das ven­das, o con­ ne­ce la­ten­te.
mento nes­se segmento se­ria su­mo per ca­pi­ta no Bra­sil
mo­ti­va­da pela des­con­fian­ça ainda é mui­to baixo em com­ Modernidade
da po­pu­la­ção quan­to à qua­li­ pa­ra­ção com o de paí­ses eu­ro­ Ou­tra amea­ça, a do atra­so, só
da­de da água for­ne­ci­da pela peus e até la­ti­no-ame­ri­ca­nos. vin­ga­rá se os pro­du­to­res qui­
rede pú­bli­ca e até pela sim­ Vale di­zer que as opor­tu­ni­da­ se­rem: eles po­dem dis­por do
ples au­sên­cia de for­ne­ci­men­ des para cres­cer são ex­ce­len­ que há de mais mo­der­no em
to. É re­pe­ti­ti­vo di­zer, mas tes não só para os pro­du­to­res, equi­pa­men­tos, ma­té­rias-pri­
isso sig­ni­fi­ca ven­der mais mas tam­bém para for­ne­ce­do­ mas, embalagens, as­ses­só­rios
para pú­bli­cos de baixo po­der res de equi­pa­men­tos, embala­ e ser­vi­ços, como se ob­ser­vou
aqui­si­ti­vo. Aí, a guer­ra de gens, aces­só­rios e ser­vi­ços. na Ex­poAbinam 2000, mos­
pre­ços ge­ne­ra­li­zou-se, e as Por tudo isso, pa­ra­le­la­ tra si­mul­tâ­nea aos con­gres­
mar­gens, já aper­ta­das, fo­ram men­te à bus­ca de me­lhor sos, da qual par­ti­ci­pa­ram 59
se es­trei­tan­do ainda mais. de­sem­pe­nho e de bons re­sul­ ex­po­si­to­res. Fe­liz­men­te, pelo
Para com­ple­tar esse qua­ ta­dos co­mer­ciais, a diretoria que se viu em Águas de Lin­
dro não mui­to ani­ma­dor, tan­ e os as­so­cia­dos da Abi­nam se dóia, o se­tor pa­re­ce es­tar
to na área dos gar­ra­fões em­pe­nham em am­pliar e de­ci­di­do a mo­der­ni­zar-se e a
quan­to na de produtos co­mer­ aper­fei­çoar o mercado, além agre­gar valor a um pro­du­to
cia­li­za­dos em embalagens de de ten­ta­rem trans­for­mar as si­tua­do en­tre os me­lho­res do
novembro 2000

me­nor volume, nota-se, hoje in­ci­pien­tes ex­por­ta­ções mun­do. Mas, para que dê
guar­da­das as ha­bi­tuais ex­ce­ em fa­tor ex­pres­si­vo na ba­lan­ lu­cro, é ne­ces­sá­rio fazer o
ções, cer­ta le­tar­gia, se não ça co­mer­cial do país. mun­do, in­cluin­do a parte bra­
re­sis­tên­cia, à ado­ção de tec­ Para dis­cu­tir es­ses e ou­tros si­lei­ra, per­ce­ber isso.
no­lo­gias e de sis­te­mas im­por­tan­tes as­pec­tos, durante Nas pró­xi­mas pá­gi­nas,
mo­der­nos de pro­ces­sa­men­to, qua­tro dias de ou­tu­bro úl­ti­mo, Emb ­ al­ ag
­ em­Marc ­ a ofe­re­ce
lo­gís­ti­ca, acon­di­cio­na­men­to a en­ti­da­de pro­mo­veu, em uma sín­te­se do que foi apre­
e ro­tu­la­gem. Pou­cas em­pre­ Águas de Lin­dóia (SP), o 2º sen­ta­do na­que­les even­tos
sas in­ves­tem em mar­ke­ting Con­gres­so In­ter­na­cio­nal e o 9º vi­san­do a esse ob­je­ti­vo.
documento especial

Novidades no setor
Equipamentos, embalagens, complementos e serviços para a modernização

A
Ex­poA­bi­nam 2000 re­pre­sen­tou uma não pu­de­ram par­ti­ci­par do even­to e es­te­jam
boa amos­tra de que, em ter­mos de in­te­res­sa­dos em agre­gar valor a seus produtos,
equi­pa­men­tos, embalagens, aces­só­ re­for­çan­do a ima­gem de suas mar­cas e es­ca­pan­
rios e ser­vi­ços, o segmento de água do à co­mo­di­ti­za­ção que amea­ça o segmento,
mi­ne­ral no Bra­sil se equi­pa­ra aos mais avan­ça­ Emb ­ al­ ag
­ em­Marc­ a apre­sen­ta a se­guir um re­su­
dos. Para os pro­du­to­res e en­gar­ra­fa­do­res que mo do que está dis­po­ní­vel no mercado.

BOPP para até doze filme novo para solução integrada em rotulagem
lavagens de garrafões
Uma das áreas onde têm sur­ cios, a co­me­çar pela lim­pe­za.
Sin­to­ni­za­da com a ne­ces­si­da­de gi­do mais ino­va­ções di­re­cio­ O pro­du­to dis­pen­sa o uso de
dos en­gar­ra­fa­do­res de di­fe­ren­ na­das ao segmento de águas cola e lim­pe­zas da su­per­fí­cie
ciar seus produtos tam­bém na mi­ne­rais é a li­ga­da a ro­tu­la­ do re­ci­pien­te quan­do a co­la­
fai­xa de ga­lões de 10 e 20 li­tros, gem, até por­que a em­ba­la­gem gem é er­ra­da. Pode ser re­mo­
a Mar­te Eti­que­tas e Ró­tu­los e seu visual são a me­lhor vi­do sem dei­xar re­sí­duos,
Auto-Ade­si­vos criou um ró­tu­lo ma­nei­ra de va­lo­ri­zar a ima­ mas é de di­fí­cil re­mo­ção
de po­li­pro­pi­le­no bi-orien­ta­do gem e o pre­ço de um pro­du­to de­pois da cura. Sol­ta fa­cil­
(BOPP) com tra­ta­men­to su­per­ na­tu­ral. Vi­san­do aten­der à men­te na la­va­gem, eli­mi­nan­
fi­cial, para subs­ti­tuir os de cres­cen­te preo­cu­pa­ção das do as fa­ses de ras­pa­gem e
pa­pel. Foi de­sen­vol­vi­do para mi­ne­ra­do­ras com es­ses es­co­va­men­to.
re­sis­tir à ação de produtos quí­ as­pec­tos, a Avery Den­ni­son O fil­me é re­sul­ta­do de um
mi­cos uti­li­za­dos nas la­va­gens. de­sen­vol­veu uma base para pro­je­to mun­dial da Avery
Se­gun­do Eduar­do Ché­de, di­re­ im­pres­são de auto-ade­si­vo Den­ni­son para alimentos e
tor da empresa, o pro­du­to, já des­ti­na­da ex­clu­si­va­men­te a be­bi­das, o H20, que en­vol­ve
tes­ta­do, tem boa ade­si­vi­da­de e água mi­ne­ral. É o Fas­son Fil­ con­ver­te­do­res e for­ne­ce­do­res
su­por­ta até doze la­va­gens. Ele me Bran­co/S 0 511/65g, apli­ de equi­pa­men­tos para apli­ca­
ob­ser­va que a economia re­pre­ cá­vel em re­ci­pien­tes com ção dos ró­tu­los. As pri­mei­ras
sen­ta­da por esse fa­tor é maior ca­pa­ci­da­des de 300ml a 20 em­pre­sas a ade­rir fo­ram a
se se com­pa­rar os dois pro­ces­ li­tros, de alto de­sem­pe­nho em Her­vás Ró­tu­los Auto-Ade­si­
sos de apli­ca­ção: um ró­tu­lo plás­ti­co e ex­ce­len­te im­pri­mi­ vos, que já tem o pro­du­to em
auto-ade­si­vo, apli­ca­do uma úni­ bi­li­da­de, segundo Mai­ra Tri­ tes­te em li­nhas de clien­tes, e
ca vez, e dez ou doze apli­ca­ vel­la­to, res­pon­sá­vel pela linha a Bauch + Cam­pos, que adap­
ções de ró­tu­los de pa­pel, mais de ro­tu­la­gem na empresa. tou suas má­qui­nas para
igual nú­me­ro de lim­pe­zas dos Em gar­ra­fas, ela apon­ta en­tre ga­ran­tir a apli­ca­bi­li­da­de.
gar­ra­fões. Em janeiro pró­xi­mo a as van­ta­gens pro­por­cio­na­das Avery Den­ni­son (19) 3876-7724
Mar­te lan­ça­rá um ró­tu­lo de po­li­ pelo novo ró­tu­lo o fato de não marketingLAM@averyden-
pro­pi­le­no, em ver­sões me­ta­li­za­ sol­tar, mesmo em con­ta­to nison.com
da e não-me­ta­li­za­da, para com umi­da­de, não de­for­mar Bauch + Cam­pos (11) 494-6944
ga­lões de 5 li­tros. nem ras­gar. Já em re­ci­pien­tes email@bauchcampos.com.br
(11) 6958-0144 de gran­de volume, o S 0 511 Her­vás (11) 6941-9266
martetiq@uol.com.br traz ou­tros ti­pos de be­ne­fí­ her­vas@her­vas.com.br

Janela mágica e raspadinha para promoções

A ITW Can­gu­ru Ró­tu­los, de Cri­ciú­ma (SC), apresentou am­pla


novembro 2000

linha de eti­que­tas, den­tro do con­cei­to de man­gas (slee­ves)


fle­xí­veis de po­lie­ti­le­no de bai­xa den­si­da­de (PEBD) e po­li­pro­
pi­le­no bi-orien­ta­do (BOPP), acres­cen­tan­do à re­co­nhe­ci­da
es­ta­bi­li­da­de di­men­sio­nal de seus produtos fór­mu­las cria­ti­
vas para pro­mo­ções. Den­tre elas des­ta­cam-se: “Ja­ne­la Má­gi­
ca”, um ró­tu­lo que mos­tra men­sa­gem após o con­su­mo do
pro­du­to; “Ras­pa­di­nha”, para pro­mo­ção no ver­so do ró­tu­lo;
ink jet, para apli­ca­ção al­fa­nu­mé­ri­ca tam­bém no ver­so, e
im­pres­são in­ter­na, que ga­ran­te total pro­te­ção ao ró­tu­lo con­
tra fri­ção (“des­cas­ca­do”).
(48) 462-9119
fusaro@itwcng.com.br
documento especial

destaque em superfícies irregulares Paletes dedicados


Para fa­ci­li­tar o tra­ba­lho do
Ante o ar­gu­men­to às vezes
dis­tri­bui­dor de água em gar­
apre­sen­ta­do de que o uso de
ra­fões, a Lon­ga In­dus­trial
ró­tu­los ter­moen­co­lhí­veis de
Ltda tem pa­le­tes tipo col­méia,
PVC in­via­bi­li­za os cus­tos de
que per­mi­tem a re­po­si­ção
uma água mi­ne­ral, Car­los Rosa,
dos gar­ra­fões. Quan­do um
di­re­tor su­pe­rin­ten­den­te da Pro­
re­ci­pien­te cheio é ti­ra­do da
pack Em­ba­la­gens, mos­tra um
parte da fren­te, é cria­do o
pro­du­to que uti­li­za esse tipo de
es­pa­ço no fun­do do pa­le­te
de­co­ra­ção, for­ne­ci­da por sua
para um ou­tro va­zio. A
empresa. É a água mi­ne­ral Wat­
empresa tam­bém apresentou
son’s, co­mer­cia­li­za­da em Hong
o seu Mó­du­lo Pa­drão de
Kong, em Tai­wan e no Pa­ra­guai.
Ar­ma­ze­na­gem, que é um con­
É para a fon­te do país vi­zi­nho
te­ne­dor de aço gal­va­ni­za­do a
que a Pro­pack for­ne­ce os ter­
fogo, que pode ser usa­do
moen­co­lhí­veis, apli­ca­dos em
como pa­le­te no trans­por­te de
gar­ra­fas de 600ml, 1,5 li­tro e 2
gar­ra­fões de água. Além de
li­tros. Ele lem­bra que o fil­me de
pro­te­ger o gar­ra­fão, tem a
PVC adap­ta-se per­fei­ta­men­te
van­ta­gem de ser des­mon­tá­
mesmo em su­per­fí­cies ir­re­gu­la­
vel, ra­cio­na­li­zan­do a área de
res, como no caso da Wat­son’s.
es­to­que. Cada rack re­ce­be 48
(11) 7961-1700
gar­ra­fões de 20 li­tros, per­mi­te
vendas@propack.com.br
o em­pi­lha­men­to em até 5
níveis e é com­pa­tí­vel com
Auto-adesivos na linha do engarrafador pa­le­tes de ma­dei­ra, aço e
plás­ti­co.
Aten­ta ao fato de que mui­tas se tipo com em­pre­sas de
(11) 3608 5392
em­pre­sas têm pro­je­tos de produtos de be­le­za, lim­pe­za
info@lon­ga.com.br
mo­der­ni­za­ção que con­tem­plam do­més­ti­ca e far­ma­cêu­ti­cos,
a ado­ção de ró­tu­los auto-ade­ en­tre elas a John­son & John­
si­vos, po­rém não es­tão ca­pi­ta­ son e a K&M. Ago­ra, esse ser­
li­za­das para in­ves­tir numa ro­tu­ vi­ço está sen­do ofe­re­ci­do para
la­do­ra ade­qua­da, a Pro­des­maq águas mi­ne­rais. “Com ró­tu­los
criou uma es­tra­té­gia que pode auto-ade­si­vos, que não des­co­
so­lu­cio­nar o pro­ble­ma. Me­dian­ lam nem de­for­mam, de pre­fe­
te o con­su­mo de de­ter­mi­na­da rên­cia do tipo no-la­bel look,
quan­ti­da­de de ró­tu­los ou nos quais a de­co­ra­ção pa­re­ce
me­dian­te con­su­mo por um im­pres­sa no re­ci­pien­te, mos­
pe­río­do de­ter­mi­na­do, a empre­ tra-se mui­to mais o pro­du­to, a
sa co­lo­ca a ro­tu­la­do­ra na fá­bri­ pu­re­za da água”, ele diz.
ca do clien­te, que ao final do Exem­plo de pro­du­to que uti­li­za
con­tra­to pode ad­qui­ri-la. esse tipo de ró­tu­lo: a água
O di­re­tor da Pro­des­maq, Nel­ mi­ne­ral Ca­na­dian Clear.
son Jo­cio­nis, in­for­ma que já (19) 3876-9300
fo­ram fe­cha­dos con­tra­tos des­ mkt@prodesmaq.com.br

Couché pioneiro Tampas convenientes e ao gosto europeu


Du­ran­te a Ex­poA­bi­nam, a Li­to­ A Al­coa apre­sen­ta duas no­vas ex­ter­no de 30mm de diâ­me­tro e,
gra­fia Ban­dei­ran­tes, de Jun­diaí tam­pas para água mi­ne­ral. Uma in­ter­na­men­te, de 24mm (em
(SP), lan­çou um ró­tu­lo im­pres­ é a Sport Lok, com la­cre que é subs­ti­tui­ção às de 28 mm).
so em pa­pel Lu­mi­max PET L1, uma ex­ten­são da pró­pria tam­ Abre com uma úni­ca tor­ção e
da VCP – Vo­to­ran­tim Ce­lu­lo­se pa, dis­pen­san­do o selo de PVC uti­li­za me­nos ma­te­rial.
novembro 2000

e Pa­pel, anun­cia­do como o pri­ ter­moen­co­lhí­vel. Ri­car­do Vaz, (11) 7295-3727


mei­ro cou­ché na­cio­nal para di­re­tor co­mer­cial da empresa marta.martins@alcoa.com.br
água. Se­gun­do Val­do­mi­ro Luiz diz ser uma tam­pa de con­ve­
Paf­fa­ro, di­re­tor da Ban­dei­ran­ niên­cia, pois a vál­vu­la push-pull
tes, o pro­du­to subs­ti­tui com pode ser aber­ta só com a boca,
van­ta­gens o im­por­ta­do, tem sem uso das mãos. A parte
maior re­sis­tên­cia à umi­da­de e in­ter­na, por onde pas­sa a água,
a ál­ca­lis e aten­de às exi­gên­ é es­te­ri­li­za­da na fa­bri­ca­ção. O
cias do PET, en­tre elas a elas­ti­ ou­tro pro­du­to é a tam­pa VP
ci­da­de. 3025, para água sem gás, que
(11) 4582-5066 aten­de um ar­re­ma­te eu­ro­peu,
li­to­band@ter­ra.com.br isto é, gar­ra­fas com gar­ga­lo
documento especial

Pureza garantida Microorganismos identificados e quantificados

A So­ve­reign Bra­sil, sub­si­diá­ Tam­bém na área de aná­li­se to­das E. coli, o m-Co­li­blue 24


ria da So­ve­reign Scien­ti­fic, mi­cro­bio­ló­gi­ca no segmento tam­bém é ar­ma­ze­na­do em
es­te­ve apre­sen­tan­do o Co­li­ de águas mi­ne­rais, a Mil­li­po­re es­tu­fa por 24 ho­ras para a
lert, car­te­las para aná­li­se de Ind. e Com. apresentou, en­tre iden­ti­fi­ca­ção.
pre­sen­ça ou au­sên­cia e equi­pa­men­tos e mem­bra­nas (11) 548-7011
quan­ti­fi­ca­ção de co­li­for­mes que re­têm mi­croor­ga­nis­mos
to­tais e E. coli na água. O sis­ con­ta­mi­nan­tes, o sis­te­ma
te­ma con­sis­te em adi­cio­nar o denomidado m-Co­li­Blue 24. O
Co­li­lert à amos­tra de água pro­ces­so cha­mou a aten­ção
para, en­tão, se­rem aco­mo­da­ pelo be­ne­fí­cio adi­cio­nal de
dos em car­te­las de PP e lâ­mi­ iden­ti­fi­ca­ção do tipo de
na alu­mi­ni­za­da. A lei­tu­ra dos mi­croor­ga­nis­mo en­con­tra­do
re­sul­ta­dos é fei­ta após 24h no lí­qui­do, além de mar­car a
na in­cu­ba­do­ra, e apre­sen­ta pre­sen­ça ou au­sên­cia e quan­
cu­bos ama­re­los no caso de ti­fi­cá-lo. Com ca­pa­ci­da­de para
co­li­for­mes to­tais e azul fluo­ iden­ti­fi­car pelo me­nos 95% de
res­cen­te para E.coli. O Co­li­
lert não pro­duz ga­ses e, além
de ter fá­cil lei­tu­ra, do­ses uni­
Equipamentos, produtos e imagem da empresa limpos
tá­rias iden­ti­fi­cam a con­ta­mi­ De acor­do com o ge­ren­te de
A Di­ver­sey Le­ver, di­vi­são da
na­ção. As águas da mar­ca de­sen­vol­vi­men­to de ne­gó­cios,
Gessy Le­ver para o mercado
Lin­do­ya e Pla­ne­ta Água são Val­dir Ca­sa­gran­de Ro­dri­gues,
ins­ti­tu­cio­nal, vol­tou as aten­
usuá­rias do Co­li­lert. a hi­gie­ni­za­ção traz como
ções para a hi­gie­ni­za­ção dos
(11) 3675-2499 be­ne­fí­cio o au­men­to da vida
equi­pa­men­tos das in­dús­trias
de água mi­ne­ral. A empresa útil dos equi­pa­men­tos, além
apresentou so­lu­ções de lim­ de ga­ran­tir a pu­re­za do pro­du­
pe­za de mem­bra­nas e fil­tros, to final.
an­tes des­car­ta­dos após o (11) 5681-1300
uso, ape­sar de se­rem ca­ros. sac.dl@uni­le­ver.com

Sem dor-de-cabeça no agrupamento de cônicos


A empresa nor­te-ame­ri­ca­na anos a Del­kor con­quis­tou
Del­kor Systems, Inc., re­pre­ 50% do mercado de produtos
sen­ta­da pela Pa­vax, lan­çou o acon­di­cio­na­dos em re­ci­pien­
Spot-Pak, uma má­qui­na com tes cô­ni­cos, prin­ci­pal­men­te
tec­no­lo­gia de agru­pa­men­to na área de la­ti­cí­nios.
Garrafões com shrink, de produtos que subs­ti­tui a A Tri­ne, tam­bém re­pre­sen­ta­da
cai­xa de em­bar­que. Hoje, pela Pa­vax, apresentou o
artifício para vender qual­quer empresa que te­nha ro­tu­la­dor Tri­ne Quick Chan­ge
A Fasb – Fá­bri­ca de Em­ba­la­ po­tes cô­ni­cos usa embala­ 4500, pro­je­ta­do para en­che­
gens Plás­ti­cas, de São Ber­ gens de em­bar­que, já que do­ras e em­ba­la­do­ras que pro­
nar­do do Cam­po (SP), apre­ não se con­se­gue shrin­kar, ces­sam li­nhas de vá­rios
sentou no Con­gres­so da pois um re­ci­pien­te en­tra no ta­ma­nhos de re­ci­pien­tes. Em
In­dús­tria de Águas Mi­ne­rais ou­tro, de­for­man­do o pa­co­te. 30 mi­nu­tos é pos­sí­vel adap­tá-
sa­cos de fil­me plás­ti­co PEBD A nova tec­no­lo­gia con­sis­te la ao ta­ma­nho da em­ba­la­gem
para em­ba­la­gem de gar­ra­ ba­si­ca­men­te em pôr cola em a ser ro­tu­la­da.
fões de água mi­ne­ral de 10 e um ta­bu­lei­ro de pa­pe­lão e (11) 4789 5511
20 li­tros. Se­gun­do Os­mar de de­pois co­lo­car os po­tes. Nos pa­vax@uol.com.br
Oli­ve­ra Jr., da Fasb, a cul­tu­ra Es­ta­dos Uni­dos, em três
de gar­ra­fões em shrink está
novembro 2000

se de­sen­vol­ven­do no Bra­sil.
Cada uni­da­de cus­ta R$ 0,03
e, de acor­do com Oli­vei­ra Jr.,
quem ado­tou a em­ba­la­gem
está ven­den­do mais. Ele diz
ainda que os fil­mes da
empresa têm com­por­ta­men­to
ideal em má­qui­nas e es­tu­fas
de en­co­lhi­men­to, com mais
efi­ciên­cia no ma­nu­seio.
(11) 4392 4183
fasb@zip.net
documento especial

Pureza total Lacres convenientes

Cria­do­ra de tec­no­lo­gias para A Plas­tamp apresentou


so­lu­cio­nar pro­ble­mas de fil­ la­cres de se­gu­ran­ça que
tra­ção, se­pa­ra­ção e pu­ri­fi­ca­ po­dem ser for­ne­ci­dos na cor
ção, a Cuno La­ti­na Ltda., de­se­ja­da e im­pres­sos de
mos­trou os fil­tros Be­vAs­su­re acor­do com a ne­ces­si­da­de
II para pu­ri­fi­ca­ção de lí­qui­dos. do clien­te. São fa­bri­ca­dos
O sis­te­ma, uti­li­za­do pelos fil­mes tu­bu­la­res de PVC ter­
maio­res fa­bri­can­tes mun­diais, mo-re­trá­til, for­ne­ci­dos em
re­tém os mi­croor­ga­nis­mos bo­bi­nas ou trans­for­ma­dos
exis­ten­tes na be­bi­da através pro­du­to fil­tra­do, tra­zen­do em la­cres ou cáp­su­las de
de mi­cro­fil­tra­gem. A van­ta­ maior vida de pra­te­lei­ra para se­gu­ran­ça.
gem apre­sen­ta­da pelo pro­ be­bi­das como vi­nho e cer­ve­ A CSE Plás­ti­cos – fa­bri­can­te
ces­so em re­la­ção aos tér­mi­ ja. de tam­pas para su­cos, re­fri­
cos está na pre­ser­va­ção das (11) 7998-8539 ge­ran­tes e águas – tam­bém
qua­li­da­des or­ga­no­lép­ti­cas do ibos­chi­ni@cu­no­la­ti­na.com.br mos­trou la­cres e cáp­su­las
ter­mo-re­trá­teis.
Plas­tamp (11) 7394 2020
Paletes vencedores CSE (11) 7973 5458
A PLM Plás­ti­cos apresentou
os pa­le­tes de plás­ti­co Pequenas produções
(PEAD) em dois mó­du­los. As também têm sopradoras
duas cha­pas são mol­da­das e
fun­di­das numa só ope­ra­ção. A Side, re­pre­sen­ta­da no Bra­
Se­gun­do a empresa, dos sil pela Len­zi des­de 1998,
pa­le­tes de plás­ti­co é o que de­sen­vol­veu so­pra­do­ras de
ofe­re­ce o me­nor cus­to, por pré-for­mas de PET para
ser re­ci­clá­vel. O pro­du­to Rinser rotativo pe­que­nas pro­du­ções. São
re­ce­beu o prê­mio ABML má­qui­nas li­nea­res, ade­qua­
(Associação Brasileira de A IMSB – In­dús­tria Me­câ­ni­ca
das para bai­xas e mé­dias
Mo­vi­men­ta­ção e Lo­gís­ti­ca – São Ben­to mos­trou equi­pa­
ve­lo­ci­da­des, isto é, pro­du­
ver re­por­ta­gem na pá­gi­ men­tos para en­va­se de lí­qui­
zem até 4 800 uni­da­des por
na 40). A ex­pec­ta­ti­va é que dos não ga­sei­fi­ca­dos, des­de
hora, e a tro­ca de mol­des
os pa­le­tes de plás­ti­co e de 200ml até 20 li­tros. As má­qui­
tam­bém é rá­pi­da. A so­pra­do­
me­tal ve­nham a subs­ti­tuir nas ope­ram com vá­rios ti­pos
ra tem me­nos com­po­nen­tes
gra­da­ti­va­men­te os de ma­dei­ de va­si­lha­me, in­de­pen­den­te
me­câ­ni­cos, o que re­duz o
ra, de­vi­do à pra­ga do do for­ma­to, ne­ces­si­tan­do
cus­to de manutenção e fa­ci­
“be­sou­ro asiá­ti­co”, um in­se­ so­men­te de re­gu­la­gem de
li­ta a ope­ra­ção, que se tor­na
to de ori­gem chi­ne­sa e que al­tu­ra e tro­ca do kit, o que
mais sim­ples. Na so­pra­do­ra
já ata­ca nos Es­ta­dos Uni­dos. pode ser fei­to em 15 mi­nu­tos.
TMS Se­ries a ca­pa­ci­da­de
O in­se­to cos­tu­ma en­trar nos Para en­chi­men­to de gar­ra­fões,
má­xi­ma da gar­ra­fa é de oito
paí­ses por meio de ma­te­riais a empresa tem des­de es­co­va­
li­tros, e o mo­de­lo TMS 1001
de su­por­te e embalagens de dei­ras até en­che­do­ras, além
pro­duz re­ci­pien­tes de até
ma­dei­ra (pa­le­tes, cai­xas) de la­va­do­ras, en­xa­gua­do­ras e
dois li­tros.
usa­dos para aco­mo­da­ção de tam­pa­do­ras. Ape­nas a ro­tu­la­
(11) 3872 2022
car­gas. Ele amea­ça ár­vo­res gem não é fei­ta. Du­ran­te o
len­zi@plug­net.com.br
de im­por­tân­cia eco­nô­mi­ca Con­gres­so da In­dús­tria de
co­mer­cial e tam­bém ata­ca Águas foi apre­sen­ta­do um rin­
es­pé­cies ur­ba­nas, o que ser ro­ta­ti­vo, que tra­ba­lha com
pode fa­ci­li­tar a dis­per­são da co­le­ta dos fras­cos por pin­ça,
pra­ga no país. Os pa­le­tes sen­do que pode ope­rar com
que che­gam ao Bra­sil dos PVC, PET, PP e vi­dro, com
paí­ses asiá­ti­cos e dos Es­ta­ ca­pa­ci­da­de des­de 2 000 até 20
novembro 2000

dos Uni­dos têm de pas­sar 000 uni­da­des por hora.


pelo pro­ces­so de fu­mi­ga­ção A Mack Lid tam­bém apresen­
com in­se­ti­ci­da ou en­tão ser tou um rin­ser ro­ta­ti­vo, com 20
in­ci­ne­ra­dos. A pro­pos­ta dos ca­be­ço­tes, pos­si­bi­li­da­de de
fa­bri­can­tes de pa­le­tes plás­ti­ en­xá­güe de fras­cos de vol­
cos e de me­tal é subs­ti­tuir ume e di­men­sões va­ria­dos e
os de ma­dei­ra nas in­dús­trias ca­pa­ci­da­de para até 10 000
de água, alimentos e far­ma­ fras­cos por hora.
cêu­ti­ca. IMSB (54) 452 1835
(41) 676 1701 sao­ben­to@imsb.com.br
plm@plm.com.br Mack Lid (11) 6901 3988
mac­klid@sti.com.br
documento especial

para exportar
a marca brasil
Segmento de águas minerais trabalha para formar consórcio exportador

E
x­por­tar tal­vez pos­sa
mesmo vir a ser uma
so­lu­ção para o seg­
mento de águas
mi­ne­rais no Bra­sil. O tema,
con­sen­so en­tre os pro­du­to­res,
foi alvo de duas pa­les­tras
durante o 9º Con­gres­so Bra­si­
lei­ro da In­dús­tria de Águas
Vender lá fora é a Mi­ ne­rais, uma a
car­go de Hé­lio
forma de contornar Mau­ro Fran­ça,
o problema da di­re­tor téc­ni­co
da Apex – Agên­ águas de mesa, ros for di­re­cio­
produção que cia de Pro­mo­ pas­sou a con­tar na­do ape­nas
cresce sem parar ção de Ex­por­ta­ com 21 já no para o con­
ções, sub­si­diá­ria ano pas­sa­do. su­mo in­ter­
do Se­brae, e por José Mil­ton Con­for­me ex­pôs o di­re­tor ge­ral no, “te­re­mos
Dal­la­ri Soa­res, di­re­tor da do DNPM – De­par­ta­men­to um mercado pros­ti­tuí­do, como
De­ci­são Consultores As­so­cia­ Na­cio­nal de Pro­du­ção Mi­ne­ral, já vem ocor­ren­do há uns cin­co
dos, de São Pau­lo, in­di­ca­do João R. Pi­men­tel, em 1999 anos”, aler­tou Dal­la­ri Soa­res.
pela Abi­nam para for­mar esse fo­ram emi­ti­dos 24 de­cre­tos de Ace­nan­do com a al­ter­na­ti­va da
mo­de­lo as­so­cia­ti­vo de ven­das. la­vra e, este ano, até se­tem­bro ex­por­ta­ção, o con­fe­ren­cis­ta
Tra­ta-se de um pro­je­to con­ úl­ti­mo, ou­tros quin­ze. Um sal­ lem­brou que, num mercado
jun­to da en­ti­da­de e do Ser­vi­ço to de 200 fon­tes para 250. glo­bal de 1,6 bilhão de dó­la­res,
de Apoio às Mi­cro e Pe­que­nas em que a Fran­ça so­zi­nha ex­por­
Em­pre­sas (Se­brae) de São Ritmo frenético ta 800 milhões e os Es­ta­dos
Pau­lo, com o ob­je­ti­vo de criar “Não há como sus­tar essa ten­ Uni­dos im­por­tam 250 milhões,
con­di­ções para abrir o merca­ dên­cia, mesmo tem­po­ra­ria­ “o Bra­sil ex­por­ta uma in­sig­ni­
do in­ter­na­cio­nal às águas men­te”, dis­se Pi­men­tel. Ele fi­cân­cia para o Mer­co­sul, e
mi­ne­rais bra­si­lei­ras. pro­me­te, ape­nas, “maior ri­gor” ex­pe­ri­men­tal­men­te”.
Os en­gar­ra­fa­do­res na­cio­ na emis­são de de­cre­tos, sem­ De fato, o Bra­sil tem pre­
nais vêem nas ven­das ex­ter­nas pre an­te­ce­di­dos da con­ces­são sen­ça mo­des­ta no ex­te­rior. No
uma forma de con­tor­nar uma de al­va­rás de pes­qui­sa de fon­ ano pas­sa­do, do volume pro­
novembro 2000

si­tua­ção em que a pro­du­ção, há tes de água mi­ne­ral. Tam­bém du­zi­do pelo país (3 bilhões de
al­guns anos em rit­mo cres­cen­ aí as so­li­ci­ta­ções cres­cem em li­tros), ape­nas 779 000 fo­ram
te, poderá au­men­tar ainda rit­mo fre­né­ti­co: fo­ram con­ce­ ex­por­ta­dos, ren­den­do ao país
mais, enquanto a de­man­da se di­dos 871 al­va­rás de janeiro a 150 000 dó­la­res. Os maio­res
am­plia ape­nas na fai­xa dos ju­lho des­te ano, que deverá se com­pra­do­res fo­ram Pa­ra­guai
pre­ços baixos. O se­tor, até en­cer­rar com apro­xi­ma­da­ (63%), Bo­lí­via e Uru­guai. As
1996 con­cen­tra­do em tre­ze men­te 1 500. im­por­ta­ções em volume fo­ram
gru­pos em­pre­sa­riais que con­ Se o ex­plo­si­vo au­men­to da qua­se o dobro e, em valor, três
tro­la­vam 50% do mercado de pro­du­ção la­ten­te nes­ses nú­me­ vezes maiores: 1,4 mi­lhão de
documento especial

li­tros, pro­ce­den­tes da Fran­ça 50% dos quais a ser fi­nan­cia­ Co­mu­ni­da­de Eu­ro­péia será
(67%), da Itá­lia, de Tri­ni­dad- dos pelo Se­brae. acei­ta no mun­do in­tei­ro”.
To­ba­go e de Por­tu­gal, num Lem­bran­do que os tra­ba­ Fi­nal­men­te, pon­de­rou o
total de 472 000 dó­la­res. lhos se en­con­tram ainda na con­sul­tor, mais do que tra­ba­
Fren­te a esse qua­dro, a fase da sen­si­bi­li­za­ção dos pro­ lhar mar­cas es­pe­cí­fi­cas de
Abi­nam vem es­ti­mu­lan­do a du­to­res de água mi­ne­ral, produtos o con­sór­cio deve
for­ma­ção de um con­sór­cio de­ven­do de­pois partir para as es­for­çar-se para criar uma
ex­por­ta­dor no qual se agru­pa­ de cons­ti­tui­ção e de manuten­ mar­ca e con­so­li­dar uma ima­
rão em­pre­sas do se­tor com ção do con­sór­cio, o pa­les­tran­te gem para a água mi­ne­ral bra­
in­te­res­ses co­muns. Dal­la­ri co­men­tou que “o em­pre­sá­rio si­lei­ra em ge­ral.
Soa­res dis­se exis­ti­rem dois brasileiro é in­di­vi­dua­lis­ta em “A ex­pe­riên­ Depois de três
mo­de­los para tal as­so­cia­ção. sua cul­tu­ra, mas deve con­si­de­ cia”, dis­se, anos trabalhando a
Um é o con­sór­cio de pro­mo­ rar que num con­sór­cio to­dos “de­mons­tra que marca “Brasil” é
ção à ex­por­ta­ção, com foco na de­ci­dem”. Além des­sa apa­ren­ após uns três
pro­mo­ção co­mer­cial dos te di­fi­cul­da­de para a con­so­li­ anos será pos­sí­ possível exportar
produtos. Ou­tro é o de ven­das, da­ção do con­sór­cio ex­por­ta­ vel ter es­pe­ci­fi­ marcas específicas
no qual uma empresa ex­por­ta­ dor, Dal­la­ri Soa­res ci­tou como ci­da­de”, ou seja,
do­ra pres­ta ser­vi­ços co­mer­ pon­to crí­ti­co a le­gis­la­ção bra­ tra­ba­lhar com mar­cas de
ciais às in­dús­trias as­so­cia­das. si­lei­ra so­bre águas mi­ne­rais, produtos. Mau­ro Fran­ça, da
Na opi­nião do di­re­tor da De­ci­ “que vem co­pian­do a eu­ro­ Apex, co­lo­cou a en­ti­da­de à
são Consultores, este úl­ti­mo é péia, uma das mais exi­gen­tes”. dis­po­si­ção do segmento para
o mo­de­lo re­co­men­da­do. O No entanto, isso pode ser um au­xi­liar na par­ti­ci­pa­ção de fei­
cus­to total do pro­je­to é es­ti­ pon­to fa­vo­rá­vel, “pois quan­do ras e de ro­da­das de ne­gó­cios
ma­do em 3 milhões de reais, a água bra­si­lei­ra for acei­ta na no ex­te­rior.
documento especial

o rótulo levado a sério


Procurador de Defesa do Consumidor adverte: “O consumidor deve ser informado”

A
lém dos as­pec­tos ro­tu­la­gem de águas mi­ne­rais.
li­ga­dos a mar­ke­ting, Se­gun­do o pro­cu­ra­dor, A Por­ta­ria 470
preo­cu­pa o segmen­ “um pro­du­to não é im­pró­prio Ter­mi­na dia 24 o pra­zo de en­qua­
dramento na Por­ta­ria nº 470 do
to de águas mi­ne­rais ao con­su­mo ape­nas por es­tar Mi­nis­té­rio de Mi­nas e Ener­gia. O
o cum­pri­men­to de nor­mas adul­te­ra­do, mas tam­bém por do­cu­men­to estabelece, em seu
le­gais. Na pa­les­tra “Re­le­vân­ es­tar em de­sa­cor­do com as artigo 2º, as seguintes origatorie­
dades para rótulos de águas:
cia da in­for­ma­ção na ofer­ta e exi­gên­cias le­gais de em­ba­la­ Art. 2º - O re­que­ri­men­to deverá
na co­mer­cia­li­za­ção das águas gem e ro­tu­la­gem”. Ele ilus­ ser ins­truí­do com o mo­de­lo de
mi­ne­rais e de­fe­sa do con­su­mi­ trou sua pa­les­tra ana­li­san­do ró­tu­lo pre­ten­di­do, do qual de­ve­
rão cons­tar os se­guin­tes ele­men­
dor”, Ed­gard um ró­tu­lo do gar­ra­fão de PET
“O rótulo e a Mo­rei­ra da Sil­ de 5 li­tros da Pure Life, da
tos in­for­ma­ti­vos:
I – nome da fon­te;
publicidade devem va, pro­mo­tor de Nes­tlé, uma “água pu­ri­fi­ca­da II – lo­cal da fon­te, Mu­ni­cí­pio e
adi­cio­na­da de sais”, como o Es­ta­do;
informar com clar­ Jus­ti­ça do Con­ III – clas­si­fi­ca­ção da água;
su­mi­dor do pro­du­to está iden­ti­fi­ca­do em
eza de que tipo de Es­ta­do de São uma das fa­ces do re­ci­pien­te.
IV – com­po­si­ção quí­mi­ca, ex­pres­
sa em mi­li­gra­mas por li­tro, con­
água se trata” Pau­lo, não teve Na face opos­ta, a Pure Life é ten­do, no mí­ni­mo, os oito ele­men­
tos pre­do­mi­nan­tes, sob a forma
meias pa­la­vras apre­sen­ta­da, em in­glês, apenas iô­ni­ca;
para a ma­nei­ra com que se como “drin­king wa­ter”. V – ca­rac­te­rís­tic­as fí­si­co-quí­mi­
trata o as­sun­to. cas na sur­gên­cia;
VI – nome do la­bo­ra­tó­rio, nú­me­ro
Ele lem­brou, por exem­plo, “Indução a erro” e data da aná­li­se da água;
ser “fun­da­men­tal que o con­su­ O procurador ci­tou “su­per­mer­ VII – volume ex­pres­so em li­tros
mi­dor seja in­for­ma­do so­bre o ca­dos que ex­põem na mes­ma ou mi­li­li­tros;
VIII – nú­me­ro e data da con­ces­
que está com­pran­do, como área embalagens de água mi­ne­ são de la­vra, e nú­me­ro do pro­
man­da a Lei de De­fe­sa do ral e de água não-mi­ne­ral, de ces­so se­gui­do do nome “DNPM”;
Con­su­mi­dor”. Por isso, in­sis­ forma a in­du­zir o con­su­mi­dor IX – nome da empresa con­ces­sio­
ná­ria e/ou ar­ren­da­tá­ria, se for o
tiu, o ró­tu­lo e a pu­bli­ci­da­de em erro”. Afi­nal, “nin­guém vai caso, com o nú­me­ro de ins­cri­ção
de­vem in­for­mar cla­ra­men­te, ao su­per­mer­ca­do para com­prar do Ca­das­tro Na­cio­nal de Pes­soa
em por­tu­guês, quan­do se tra­ta água co­mum”, ob­ser­vou. “Sua Ju­rí­di­ca – CNPJ, do Mi­nis­té­rio da
Fa­zen­da;
de um pro­du­to ou de ou­tro. “É ex­pec­ta­ti­va ao com­prar água X – du­ra­ção, em me­ses, do pro­
um di­rei­to do con­su­mi­dor e en­gar­ra­fa­da é ad­qui­rin­do a du­to, des­ta­can­do-se a data de
um de­ver le­gal do for­ne­ce­ qua­li­da­de de água mi­ne­ral, não en­va­sa­men­to por meio de
im­pres­são in­de­lé­vel na em­ba­la­
dor”, dis­se Mo­rei­ra da Sil­va, de água adi­cio­na­da de sais”. gem, no ró­tu­lo ou na tam­pa;
Os rótulos da ci­tan­do as obri­ga­to­rie­da­des Ante tais colocações, o XI – se a água for adi­cio­na­da de
água Pure
Life, da Nestlé,
im­pos­tas pela Por­ta­ria 470 do res­pon­sá­vel pelo de­par­ta­men­ gás car­bô­ni­co, as ex­pres­sões
“ga­sei­fi­ca­da ar­ti­fi­cial­men­te”;
como apare­ Mi­nis­té­rio de Mi­nas e Ener­ to ju­rí­di­co da Abi­nam, ad­vo­
XII – as ex­pres­sões “In­dús­tria
cem nos gar­ gia, que re­gu­la a ques­tão da ga­do Car­los Pe­dro­za de Brasileira”.
rafões
An­dra­de, anunciou Pa­rá­gra­fo úni­co – Os ele­men­tos
novembro 2000

que en­ca­mi­nha­rá de in­for­ma­ção re­fe­ri­dos nos in­ci­


sos I, II e IV a XII des­te ar­ti­go
do­cu­men­ta­ção ao de­ve­rão cons­tar do ró­tu­lo de
Mi­nis­té­rio Pú­bli­co forma le­gí­vel, em des­ta­que,
do Con­su­mi­dor do de­ven­do ocu­par, no mí­ni­mo, um
quar­to da área total do mesmo,
Es­ta­do de São Pau­ sen­do os ele­men­tos in­di­ca­dos
lo, “para que tome nos in­ci­sos I e X im­pres­sos em
me­di­das vi­san­do à ca­rac­te­res des­ta­ca­dos dos
de­mais.
ade­qua­ção dos
ró­tu­los da Pure N.R: Quem registrar o novo rótulo
Life pela Nes­tlé”. até 25/11/00 no DNPM poderá usar
os antigos até 25/2/2001.
bloco
MARTE
RÓTULOS AUTO-ADESIVOS
Apresenta sua coleção de rótulos
adesivos para os próximos verões.

H5O
Fabricados em material
com forte apelo visual.
Indicado para galão de 5 litros

H10O
Fabricados em película
Não se altera com umidade.
Indicado para galão de 10 litros

H20O
Fabricados com tratamento especial
de modo a resistir a várias lavagens.
Indicado para galão de 20 litros
Rigorosamente enquadrados na Portaria 470 do Ministério de Minas e Energia
Testados e aprovados por grandes empresas do setor.
Rotuladeiras disponíveis para venda, locação ou comodato.
Rua Andrade e Silva, 51 • São Paulo, SP • 03735-310
Tel.: (11) 6958-0144 • Fax: Ramal 219 • martetiq@uol.com.br
boom
mercado

baby food
Re­tor­no da Ger­ber ao país agi­ta mercado de alimentos para bebês

a ir­re­freá­vel ten­
dên­cia de a con­
ve­niên­cia tor­
nar-se cada vez
mais a mola pro­pul­so­ra de
ven­das de produtos ali­men­
tí­cios está mo­vi­men­tan­do
os mais diferentes merca­
A Gerber retorna ao
Brasil “tropicalizada”
para enfrentar a Nestlé

dos. Essa dri­ven for­ce,


como dita o mar­ke­ting, está
in­fluin­do até no segmento
das pa­pi­nhas para be­bês
prontas para consumo, ou
baby food – um mercado
com po­ten­cial inex­plo­ra­do
no Bra­sil, país que con­cen­ divulgação

tra 28% dos nas­ci­men­tos na


Amé­ri­ca La­ti­na. gens de me­no­res vo­lu­mes da concorrente po­de­riam
Es­ta­tís­ti­cas são man­ti­das em si­gi­lo, até por­que levar o con­su­mi­dor a achar que seu pro­du­to é mais
ape­nas uma empresa, a gi­gan­te suíça Nes­tlé, do­mi­na­ aces­sí­vel.
va a cena. No entanto a Ger­ber, lí­der em ven­das de As embalagens, aliás, cum­prem pa­pel de­ci­si­vo na
alimentos para bebês nos Es­ta­dos Uni­dos com 65% per­cep­ção do consumidor do que seja um pro­du­to
de sha­re, aca­ba de apor­tar por aqui e tem pla­nos sau­dá­vel – que não leva con­ser­van­tes –, se­gu­ro e de
am­bi­cio­sos. Mais que jo­gar água no chope da mul­ti­ qua­li­da­de, con­fir­ma Ana Pau­la Al­fre­do, ge­ren­te de
na­cio­nal suí­ça, a mar­ca con­tro­la­da pelo la­bo­ra­tó­rio mar­ke­ting da Ger­ber. Essa im­por­tân­cia do ape­lo pro­
No­var­tis bus­ca ex­plo­rar um mercado tí­mi­do, o que te­tor da em­ba­la­gem faz dos po­tes de vi­dro a op­ção
não sig­ni­fi­ca ne­ces­sa­ria­men­te rou­bar es­pa­ço da con­ re­cor­ren­te para as pa­pinhas, em con­jun­to com sis­te­
cor­ren­te, mas am­pliar o ape­lo do pro­du­to. mas de en­chimento a vá­cuo, tam­pas pre­ci­sas e sis­te­
mas de pro­te­ção como bo­tões e se­los de se­gu­ran­ça.
Temor à interpretação “Es­ses la­cres ga­ran­tem a qua­li­da­de, o valor nu­tri­cio­
E o que con­cor­rên­cia não faz! A entrada da Ger­ber – nal e o sabor”, destaca Ana Pau­la.
ou me­lhor, reen­tra­da, já que a empresa teve uma Para ve­ri­fi­car a qua­li­da­de e a pro­ce­dên­cia dos
ex­pe­riên­cia in­fe­liz por aqui na década de 1970 – cau­ produtos, a pro­fis­sio­nal en­fa­ti­za que a mãe deve rea­
sou al­vo­ro­ço na Nes­tlé. A empresa che­gou a re­ti­rar li­zar dois tes­tes. “Pri­mei­ro, pres­sio­nar o bo­tão de
por um pe­que­no pe­río­do seus produtos das gôn­do­las, se­gu­ran­ça e ates­tar se ele está fir­me e abai­xa­do”. Em
a fim de pro­mo­ver uma re­for­mu­la­ção das embala­ segundo, observar se ocorre um ruído, uma espécie
gens. Para a Ger­ber isso é um si­nal cla­ro do te­mor em de “pop” no mo­men­to da aber­tu­ra da tam­pa. “Isso
re­la­ção ao seu prin­ci­pal trun­fo, o de ter po­ti­nhos ade­ evi­den­cia que o pote foi enchido a vá­cuo”. Como é
qua­dos a três fa­ses dis­tin­tas do crescimento do bebê. im­por­ta­do do Mé­xi­co, o mix de alimentos para be­bês
A Nestlé não se manifesta, mas há interpretações da Ger­ber usa po­tes de vi­dro da me­xi­ca­na Com­pa­ñía
segundo as quais estaria temerosa de que as embala­ Vi­drie­ra e tam­pas da nor­te-ame­ri­ca­na Crown.
Além do cui­da­do com a apre­sen­ta­ção de sua linha
nov 2000 • embalagemmarca – 35
Potes de vidro
para três fases
de crescimento
divulgação

Co­lhei­ta Es­pe­cial, a Ger­ber de­di­cou três anos para


“tro­pi­ca­li­zar” suas pa­pas, ofe­re­cen­do sa­bo­res de
acor­do com o pa­la­dar do brasileiro. Para con­quis­tar a
con­fian­ça das mães con­su­mi­do­ras dos produtos da
Nes­tlé há duas dé­ca­das, a empresa está pro­cu­ran­do
res­sal­tar, tan­to para pe­dia­tras quan­to para consumi­
dores fi­nais, que é es­pe­cia­lis­ta em nu­tri­ção in­fan­til e
que pro­duz suas pa­pi­nhas em cen­tros avan­ça­dos nos
Es­ta­dos Uni­dos.
Todo esse cui­da­do faz parte dos pla­nos da empre­
sa de al­can­çar uma fa­tia de 10% a 15% do segmento
até o final des­te ano. Com as mães cada vez mais sem
tem­po, tra­ba­lhan­do, e a es­pe­ran­ça de um au­men­to no
po­der de con­su­mo, a ne­ces­si­da­de de con­ve­niên­cia
ten­de a au­men­tar, o que deve pu­xar para cima as ven­
das das pa­pas. A Ger­ber ten­ta des­pis­tar. “Os po­ti­nhos
dei­xa­rão de ser um pro­du­to de con­ve­niên­cia para
se­rem in­cor­po­ra­dos na ro­ti­na por cau­sa de suas qua­
li­da­des”, diz Ana Pau­la. O cer­to é que es­tá em jogo
um mercado muito apetitoso, numa guer­ra em que o
bebê também já pode ditar sua pre­fe­rên­cia. O res­to é
papo, ou me­lhor, papa ca­sei­ra.

Há es­pa­ço para o plástico?


A he­ge­mo­nia do vi­dro no segmento de pa­pi­nhas para
be­bês é no­tó­ria. Prin­ci­pal­men­te por­que o ma­te­rial,
trans­pa­ren­te e tra­di­cio­nal, pas­sa uma ima­gem de
as­sep­sia. Mas já es­tão em an­da­men­to tes­tes com
po­tes plás­ti­cos para o segmento, em paí­ses como
Es­ta­dos Uni­dos e Ca­na­dá. A pio­nei­ra nes­se cam­po é a
empresa de em­ba­la­gem ja­po­ne­sa Aoki. De­sen­vol­veu
po­tes em po­lie­ti­le­no que po­dem ir ao forno de
mi­croon­das ou se­rem aque­ci­dos em ba­nho-ma­ria.
Ou­tra ten­dên­cia que já se ve­ri­fi­ca em mercados ex­ter­
nos é o uso de ró­tu­los slee­ve, ou termoencolhíveis,
en­vol­ven­do os po­tes, para au­men­tar a per­cep­ção de
se­gu­ran­ça. “Não des­car­ta­mos a pos­si­bi­li­da­de de uti­li­
zar ou­tros ma­te­riais de embalagem, mas para isso são
ne­ces­sá­rios mui­tos tes­tes”, ex­pli­ca a ge­ren­te de mar­
ke­ting da Ger­ber, Ana Pau­la Al­fre­do. Afinal, ela lem­bra,
os produtos da Ger­ber fo­ram lan­ça­dos em la­tas, para
só de­pois de vá­rios es­tu­dos ado­ta­rem o vi­dro.
ceia garantida
diferenciação

Embalagens atra­ti­vas também são arma para vender panetones

m
Guilherme Kamio

ui­ta gen­te só per­ atri­bu­tos, pode es­co­lher o pa­ne­to­ que po­dem vir em duas va­ria­ções
ce­be que o ano ne mais ade­qua­do para pre­sen­tear de em­ba­la­gem bem cu­rio­sas –
está aca­b an­d o ou con­su­mir. Como esse é um uma no for­ma­to de ár­vo­re de
quan­do se de­pa­ pro­du­to com­pra­do por im­pul­so, na­tal, con­fec­cio­na­da em plás­ti­co,
ra com as enor­mes ilhas de pa­ne­ os fa­bri­can­tes sa­bem que é a e ou­tra no de uma bola de­co­ra­ti­
to­nes nos su­per­mer­ca­dos. No que em­ba­la­gem que mui­tas vezes gera va para pi­nhei­ros, com aca­ba­
de­pen­der dos fa­bri­can­tes des­se o di­fe­ren­cial para de­ter­mi­nar a men­to me­ta­li­za­do. As em-bala­
tí­pi­co pro­du­to na­ta­li­no, não ha­ve­ pre­fe­rên­cia do con­su­mi­dor. É gens, for­ne­ci­das à Bau­duc­co pela
rá como não notá-los este ano. As hora de pôr as car­tas na mesa. Dama Wi­ner, tor­nam o pro­du­to
embalagens es­tão mais char­mo­sas Tra­di­cio­nal no segmento, a ideal para pre­sen­te, prin­ci­pal­
do que nun­ca, evi­den­cian­do a Bau­duc­co acre­di­ta em di­fe­ren­cia­ men­te para crian­ças.
apos­ta no crescimento de ven­das ção e im­pac­to com embalagens Ou­tras duas no­vi­da­des na­ta­li­
nes­te fim de ano es­pe­cial, o úl­ti­ inu­si­ta­das. É o que se pode ob­ser­ nas da Bau­duc­co são o Kit Bau­
mo do mi­lê­nio. Em mé­dia, as var nos mi­ni­pa­ne­to­nes duc­co Chan­don, que une um
em­pre­sas es­pe­ram ven­der um de 80 gra­mas, pa­ne­to­ne tra­di­cio­nal a um cham­
volume 10% maior que o do pa­nhe Chan­don, e o Cho­
ano an­te­rior. cot­to­ne Re­chea­do com
Para al­c an­ç ar esse cre­me de cho­co­la­te, que
ob­je­ti­vo, nun­ca se viu vêm acon­d i­c io­n a­d os
tan­t a va­r ie­d a­d e de em cai­xa de pa­pel-car­
sa­bo­res, ta­ma­nhos, tão com re­le­vo, da
pre­ços – e embala­ Bra­sil­grá­fi­ca. Para o
gens, para acom­pa­ segmento pre­mium, a Bau­
nhar a sé­rie de ape­los e duc­co apos­ta nos pa­ne­to­nes
ti­pos do pro­du­to. Quem de 1 qui­lo acondicionados em
ga­nha com isso é o
con­s u­m i­d or, que,
den­tre uma can­ti­le­ na de
A líder
Bauducco
investe em seg-
mentação;
destaque para
os minipane-
tones em
embalagens
diferenciadas
(no alto)

38 – embalagemmarca • nov 2000


qüen­te­men­te um pre­ço me­nor
para o con­su­mi­dor final”, consid­
era Sér­gio Guz­zo, ge­ren­te de pro­
du­to da Ar­cor. Guz­zo destaca que
a flow pack, cujo fil­me é for­ne­ci­
do pela Vi­t o­p el-Kop­p ol na
Argentina, aju­da na con­ser­va­ção
do pro­du­to, uma vez que é to­tal­
men­te her­mé­ti­ca – não per­mi­te a
entrada de ar e luz. Po­rém a Ar­cor
não des­car­ta o car­tu­cho de pa­pel-
car­tão, e tam­bém acondiciona o
pa­ne­to­ne tra­di­cio­nal nesse tipo de
em­ba­la­gem, pra­ti­ca­men­te um
sím­bo­lo do pro­du­to. Além dis­so,
apos­ta no segmento pre­mium, em
Visconti aposta no “tudo azul” para ser identificada no ponto-de-venda que seu pa­ne­to­ne es­pe­cial, re­chea­
do com amên­doas, é co­mer­cia­li­
embalagens de aço de­co­ra­ti­vas. op­ções, para mos­trar ao con­su­ za­do em la­tas de­co­ra­das.
Fa­bri­ca­das pela Ita­quá e pela mi­dor que a mar­ca ofe­re­ce ou­tros A em­ba­la­gem atraen­te tam­
Ri­met, as la­tas tra­zem este ano produtos além de can­dies. En­tre bém é um as­pec­to res­sal­ta­do pela
an­ji­nhos como tema li­to­gra­fa­do. os lan­ça­men­tos da empresa, cha­ Gra­di­na, mar­ca da Van den Bergh
ma a aten­ção a em­ba­la­gem usa­da que pro­duz o Faz Pa­net­to­ne, mis­
Até flow pack no pa­ne­to­ne tra­di­cio­nal e no bolo tu­ra para con­fei­tei­ros e pa­ni­fi­ca­
Con­cor­ren­do com as embala­ na­ta­li­no Pan Dul­ce. Tra­ta-se de do­res pre­pa­ra­rem seus pa­ne­to­nes.
gens ama­re­las da Bau­duc­co, a uma flow pack, tipo de em­ba­la­ Para esse ca­nal es­pe­cí­fi­co, a Gra­
Vis­con­ti tam­bém apos­ta numa gem que ga­nha cada vez mais di­na for­ne­ce jun­to com a mas­sa
cor pre­do­mi­nan­te para iden­ti­fi­ es­pa­ço en­tre os alimentos, com uma em­ba­la­gem plás­ti­ca em que
car seus produtos. “De­se­ja­mos es­tru­tu­ra la­mi­na­da e aca­ba­men­to constam os di­ze­res “Nos­sa Re­cei­
que as pes­soas as­so­ciem o azul à me­ta­li­za­do. ta”. De acor­do com a empresa, a
Vis­con­ti”, ex­pli­ca Edoar­do Pol­ “O pa­ne­to­ne tra­di­cio­nal é o em­ba­la­gem, além de pro­te­ger e
las­tri, pre­si­den­te da empresa, mesmo que vem na cai­xa de con­ser­var os pa­ne­to­nes, “tor­na-se
que diz ser fun­da­men­tal in­ves­tir pa­pel-car­tão, mas essa em­ba­la­ um di­fe­ren­cial atra­ti­vo nos pon­
em mar­ca, já que “a pre­fe­rên­cia gem tem um cus­to me­nor, con­se­ tos-de-ven­da”.
pelo pa­n e­t o­n e ‘de gri­f e’ por
parte do con­su­mi­dor pa­re­ce bas­
tan­te cla­ra no mo­men­to da es­co­ Arcor: destaque
lha”. O mix de produtos na­ta­li­ para o panetone
em flow-pack,
nos da empresa é for­ma­do pelos uma novidade
pa­ne­to­nes tra­di­cio­nal, en­con­tra­
do em três vo­lu­mes, pelo de
cho­co­la­te, o Mon­te­bian­co e o
Gla­cê. O tra­di­cio­nal está sen­do
apre­sen­ta­do em lata de­co­ra­da de
1 qui­lo, for­ne­ci­da pela Me­ta­lúr­
gi­ca Ma­ta­raz­zo. As embalagens
de car­tão são im­pres­sas pela
Grá­fi­ca Ro­mi­ti, e o visual das
embalagens foi de­s en­v ol­v i­d o
pela Ko­mat­su Design.
Já a Ar­cor está am­plian­do sua
par­ti­ci­pa­ção no mercado de
produtos na­ta­li­nos com qua­tro

nov 2000 • embalagemmarca – 39


LOGistica

ganhando tempo
e dinheiro
ECT otimiza operações com sistema premiado pela ABML

Lara Martins

p ela ado­ção de um pro­


je­to de mo­vi­men­ta­ção
de ma­te­riais que eco­no­
mi­za tem­po e di­nhei­ro,
a ECT – Em­pre­sa de
Cor­reios e Te­lé­gra­fos
foi a vencedora do I Prê­mio ABML
de Lo­gís­ti­ca na ca­te­go­ria Em­ba­la­
gem. O prê­mio, pro­mo­vi­do pela BigPak em lugar das “gaiolas”
Associação Brasileira de Mo­vi­men­
ta­ção e Lo­gís­ti­ca, tem a ca­rac­te­rís­ti­ tes ofe­re­ci­dos pela empresa, como
ca de homenagear não os as­so­cia­dos se­dex, ma­lo­tes e até cor­res­pon­dên­
da entidade, mas em­pre­sas usuá­rias cia co­mum, mo­vi­men­ta cer­ca de
das prá­ti­cas de lo­gís­ti­ca, em cin­co 500 to­ne­la­das por dia de en­co­men­
ou­tras ca­te­go­rias além de em­ba­la­ das di­ver­si­fi­ca­das (des­de en­ve­lo­
A tecnologia da
gem (ver o qua­dro). A en­tre­ga dos TriEnda foi pes até pe­ças de au­to­mó­veis) para
tro­féus aos ga­nha­do­res, em ses­são adaptada para o todo o Bra­sil.
Brasil pela PLM An­tes da im­plan­ta­ção do sis­te­
di­ri­gi­da pelo pre­si­den­te da ABML,
Pe­dro Fran­cis­co Mo­rei­ra, foi um gia da nor­te-ame­ri­ca­na TriEn­da. ma Big­Pak, eram uti­li­za­dos para
dos pon­tos al­tos do II Con­gres­so Se­gun­do Mar­ce­lo Mar­ne Gon­çal­ aquela finalidade con­têi­ne­res ara­
In­ter­na­cio­nal de Lo­gí­si­ti­ca, rea­li­za­ ves, ge­ren­te co­mer­cial da empresa, ma­dos, ou “gaio­las”, com peso
do dia 10 de ou­tu­bro úl­ti­mo no fo­ram fei­tas al­gu­mas adap­ta­ções, apro­xi­ma­do de 80 qui­los quan­do
International Trade Center, em São como cin­tas de se­gu­ran­ça em va­zios. Por não se­rem in­vio­lá­veis,
Pau­lo. po­liés­ter com ca­tra­ca de fe­cha­men­ era pre­ci­so aco­mo­dar a mer­ca­do­ria
A ECT le­vou o tro­féu na ca­te­ to, la­cres de se­gu­ran­ça e ajus­tes às em um Big-Bag, isto é, uma gran­
go­ria Em­ba­la­gem gra­ças ao sis­te­ ne­ces­si­da­des es­pe­cí­fi­cas da ECT. de sa­co­la de lona, que era la­cra­da
ma de movimentação de materiais an­tes de ser co­lo­ca­da na “gaio­la”.
Big­Pak, ou Con­tei­ner Des­mon­tá­vel Adeus às “gaiolas” As per­das eram mui­to gran­des,
Leve (CDL), como é cha­ma­do nos Ba­si­ca­men­te, os cor­reios pre­ci­sa­ tan­to no tem­po gas­to na aco­mo­da­
fotos: divulgação

Cor­reios. O pro­je­to, ado­ta­do no vam oti­mi­zar al­guns pon­tos de di­fi­ ção e na tria­gem da car­ga quan­to
iní­cio do ano, foi de­sen­vol­vi­do cul­da­de na mo­vi­men­ta­ção de car­ga nos cus­tos.
pela PLM Plás­ti­cos, de Cam­pi­na en­tre os cen­tros de dis­tri­bui­ção. O O Big­Pak é mais prá­ti­co. É
Gran­de do Sul (PR), com tec­no­lo­ trans­por­te aé­reo dos ser­vi­ços ur­gen­ com­pos­to de três par­tes: um pa­le­te

40 – embalagemmarca • nov 2000


fun­do, de po­lie­ti­le­no de alta den­si­
da­de (PEAD) mol­da­do a vá­cuo Os premiados nas demais categorias
em cha­pa Twin-Sheet; uma man­ga
la­te­ral de pa­pe­lão re­for­ça­do O Prêmio ABML de Logística foi concedido a mais cinco empresas
(13mm de es­pes­su­ra), que su­por­ta usuárias, nas seguintes categorias:
até 2 000 qui­los; e uma tam­pa, nas
Tec­no­lo­gia da In­for­ma­ção pe­di­do, ro­tei­ri­za­ção, ex­pe­di­ção,
mes­mas con­di­ções do pa­le­te. A
Apli­ca­da à Lo­gís­ti­ca – trans­por­te e con­tro­le das in­for­ma­
ver­são bra­si­lei­ra do Big­Pak apre­
VW-Audi ções.
sen­ta qua­tro ta­ma­nhos auto-em­pi­
So­lu­ções sis­tê­mi­cas para ge­ren­ Em­pre­sa for­ne­ce­do­ra: DAN­ZAS
lhá­veis, com base pa­drão mas com LO­GÍS­TI­CA
cia­men­to in­te­gra­do dos ma­te­
man­ga ajus­tá­vel, de modo a per­ riais da plan­ta BUC (Bu­si­ness
mi­tir a com­po­si­ção de car­gas de Unit Cu­ri­ti­ba), in­cluin­do soft­wa­re Pro­je­tos Es­pe­ciais – Proc­ter &
di­fe­ren­tes vo­lu­mes. Com es­sas WMS, hard­wa­re e soft­wa­re de Gam­ble
ca­rac­te­rís­ti­cas, a em­ba­la­gem alca­ ras­trea­men­to. Pro­je­to "Back Haul" de­sen­vol­vi­do
nça um peso total de, no má­xi­mo, Em­pre­sa for­ne­ce­do­ra: GE­DAS jun­to ao Car­re­four, visa en­tre
25 qui­los, o que dis­pen­sa o uso de ou­tros ob­je­ti­vos, ma­xi­mi­zar a uti­li­
em­pi­lha­dei­ras, oti­mi­zan­do o pro­ Me­lho­ria no Ní­vel de Aten­di­ za­ção coor­de­na­da dos veí­cu­los
ces­so de mo­vi­men­ta­ção e em­bar­ men­to ao Clien­te através da em to­das as eta­pas da Ca­deia de
Lo­gís­ti­ca –Fort Dod­ge Abas­te­ci­men­to. Usan­do a me­to­do­
que das car­gas.
Rá­pi­da con­so­li­da­ção de vá­rios lo­gia CPFR (Col­la­bo­ra­ti­ve Plan­
ne­gó­cios (far­ma­cêu­ti­cos, va­ci­ ning, Fo­re­cas­ting and Re­ple­nis­h-
Van­ta­gens do sistema ment System), uma das fer­ra­men­
nas, an­ti­pa­ra­si­tas, ae­ros­sóis, etc)
Se­gun­do o as­ses­sor do di­re­tor de tas do ECR, esta ope­ra­ção tem
ge­rou au­men­to sig­ni­fi­ca­ti­vo de
ope­ra­ções da sede do ECT, Ju­lio itens, le­van­do a empresa a bus­ ob­ti­do re­sul­ta­dos sig­ni­fi­ca­ti­vos:
Ta­ke­ru Imo­to, o Big­Pak re­sul­ta em car a im­plan­ta­ção ime­dia­ta de redução de 25% dos cus­tos de
improtantes ga­nhos de cus­tos e de pro­je­to com su­por­te de ope­ra­dor trans­por­te, ga­nho de 15% em ocu­
tem­po. Depois da implantação do lo­gís­ti­co de modo a ga­ran­tir o pa­ção de veí­cu­lo, redução drás­ti­
sistema, ele conta, o tem­po gas­to abas­te­ci­men­to ao clien­te den­tro ca da fal­ta de produtos nas lo­jas,
durante a ope­ra­ção, que en­vol­ve de um segmento onde os pra­zos redução de es­to­ques no Car­re­four,
tria­gem, em­pi­lha­men­to e re­ti­ra­da ne­ces­si­tam ser res­pei­ta­dos e en­tre ou­tros.
da car­ga, caiu apro­xi­ma­da­men­te se­gui­dos na ín­te­gra. Em­pre­sas for­ne­ce­do­ras:
Em­pre­sa for­ne­ce­do­ra: TA TRANS­POR­TA­DO­RA KA­DI­MA e
10% em re­la­ção ao que era ne­ces­
LO­GÍS­TI­CA CHEP
sá­rio para ope­rar as “gaio­las”. A
empresa não in­for­ma va­lo­res, mas
Ter­cei­ri­za­ção em Lo­gís­ti­ca – Mo­vi­men­ta­ção e Ar­ma­ze­na­
Imo­to destaca ainda a fle­xi­bi­li­da­de gem – Par­ma­lat
Ecua­lity
no ta­ma­nho do equi­pa­men­to. “O Con­si­de­ra­da uma das me­lho­res Im­plan­ta­ção de CD com Es­tru­tu­
CDL fa­ci­li­ta o en­ca­mi­nha­men­to da lo­jas vir­tuais do Bra­sil, o site ras Di­nâ­mi­cas, Dri­ve-In e Em­pi­lha­
en­co­men­da, uma vez que po­de­mos Su­pe­ro­fer­ta co­mer­cia­li­za mais de dei­ras Elé­tri­cas, com­par­ti­lhan­do
acon­di­cio­nar o ma­te­rial em con­têi­ 2000 itens (li­vros, CD’s, fil­mes, produtos de vá­rias ca­te­go­rias (lei­
ne­res com­pa­tí­veis”, ele ob­ser­va. brin­que­dos, ele­trô­ni­cos, etc). te, de­ri­va­dos, em­bu­ti­dos, aves,
“No ara­ma­do, por ter ta­ma­nho úni­ Com pra­zos es­trei­tos de en­tre­ga, etc.) em um mesmo com­ple­xo de
co, en­co­men­das de di­fe­ren­tes des­ti­ este site B2C de­ci­diu-se por ter­ ar­ma­ze­na­gem.
nos eram trans­por­ta­das no mesmo cei­ri­zar in­te­gral­men­te suas ope­ Em­pre­sas for­ne­ce­do­ras: IN­DU­
ra­ções: re­ce­bi­men­to/con­fe­rên­cia, SA, IN­TER­ROLL, AMEI­SE e
con­têi­ner, o que di­fi­cul­ta­va o en­ca­
ar­ma­ze­na­gem, pre­pa­ra­ção do DA­TA­FLEX.
mi­nha­men­to, pois per­día­mos mui­to
tem­po nos cen­tros de dis­tri­bui­ção
com a tria­gem.” Ta­ke­ru Imo­to. Ele con­ta tam­bém a base têm ga­ran­tia de três anos. As
Depois da im­plan­ta­ção do que os pa­le­tes su­pe­ra­ram as expec­ man­gas, por sua vez, já ul­tra­pas­sa­
BigPak, a empresa ob­ser­vou ou­tros tativas de uso. En­quan­to o con­têi­ ram os seis me­ses de ope­ra­ção pre­
be­ne­fí­cios. “As pla­ta­for­mas ga­nha­ ner ara­ma­do dura cer­ca de cin­co vis­tos. Hoje, o sis­te­ma já é usa­do
ram maior pro­du­ti­vi­da­de, au­men­ anos, sen­do ne­ces­sá­ria manutenção em trans­por­tes ter­res­tres e, em São
taram a se­gu­ran­ça, a in­te­gri­da­de e a partir do segundo ou ter­cei­ro ano Pau­lo, está sen­do tes­ta­da uma base
a or­ga­ni­za­ção das car­gas, além da de uso, o CDL apresentou maior de di­men­sões me­no­res do que a
redução de aci­den­tes”, res­sal­ta du­ra­bi­li­da­de, sen­do que a tam­pa e pa­drão.

nov 2000 • embalagemmarca – 41


EVENTOS
Como Encontrar

De­zem­bro
• In­ter­bev 2000 – Fei­ra In­ter­na­
N esta se­ção en­con­tram-se, em or­dem al­fa­bé­ti­ca, os nú­me­ros de te­le­
fo­ne das em­pre­sas ci­ta­das nas re­por­ta­gens da pre­sen­te edi­ção.
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nov 2000 • embalagemmarca – 49


Almanaque
Na velha China ele nasceu
Sa­lu­te! A his­tó­ria da mar­ca Ki­bon, pri­
A ex­pres­são com que os mei­ro sor­ve­te pro­du­zi­do in­dus­
bra­si­lei­ros cos­tu­mam sau­ trial­men­te no Bra­sil, co­me­ça na
Chi­na, onde aliás nas­ceu o sor­ve­
dar as li­ba­ções al­coó­li­cas
te há mais de 3 000 anos. Em con­
tem ori­gem em an­ti­ga e
se­qüên­cia da guer­ra da­que­le país
po­pu­lar cam­pa­nha do ver­ com o Ja­pão, a Ha­zel­wood Ice
mu­te Cin­za­no na Itá­lia, Cream Co. saiu de lá para vir ao
trans­mi­ti­da pelos meios Bra­sil para, em 1941, fun­dar no
ele­trô­ni­cos. Nela, as pes­ Rio de Ja­nei­ro a U. S. Hark­son do
soas, ao ele­va­rem seus Bra­sil, de­pois Cia. Hark­son de
Sor­ve­tes e, fi­nal­men­te, Ki­bon S.A.
cá­li­ces para o brin­de,
A mar­ca te­ria de­ri­va­do do nome
acom­pa­nha­vam o ges­to
do pri­mei­ro pro­du­to lan­ça­do no
com a ex­pres­são “Cin, Cin, país, o Es­ki­bon, em cai­xi­nhas, em
Cin­za­no” (no Bra­sil pro­ con­tra­pon­to com es­qui­mau, ou
nun­cia-se “tchin tchin”). A es­qui­mo, como eram de­no­mi­na­dos
ex­pres­são in­ter­na­cio­na­li­ na épo­ca os sor­ve­tes de cre­me
zou-se, mas ja­mais deve co­ber­tos com cho­co­la­te. Um ano uma ino­va­ção: o Ki­du­pla, sor­ve­te
de­pois, em 1943, era lan­ça­do o com dois sa­bo­res. Ou, como infor­
ser usa­da no Ja­pão.
Chi­ca­bon, em pa­li­tos, que no iní­ mavam na época os anún­cios em
Lá é pa­la­vrão.
cio da década se­guin­te apresentou revistas, “2 sor­ve­tes num só”.

Tigre, mas quase canguru O sucesso de Rinso


Se não fos­se a opi­nião nome Katy. A empresa Pri­mei­ro sa­bão em pó o novo tipo de sa­bão. O
pú­bli­ca, o sím­bo­lo do ali­men­tí­cia nor­te-ame­ri­ lan­ça­do no Bra­sil, em Rin­so tor­nou-se um
pro­du­to Su­cri­lhos (Fros­ ca­na pro­mo­veu, em 1953, o Rin­so, da Gessy su­ces­so de ven­das em
ted Fla­kes nos Es­ta­dos 1952, um con­cur­so para Le­ver, foi res­pon­sá­vel pou­co tem­po. Mas o
Uni­dos), da Kel­logg’s, es­co­lher o per­so­na­gem por uma mu­dan­ça nos maior pas­so na época foi
po­de­ria ter sido ou­tro, de seu novo ce­real de mé­to­dos de mar­ke­ting o lançamento de Omo,
bem di­fe­ren­te do ti­gre flo­cos de mi­lho. Além no país. A Gessy em 1957, pela
Tony. O fe­li­no por pou­ de Tony e Katy, par­ti­ci­ foi obri­ga­da a pró­pria Gessy
co não foi pre­te­ri­do por pa­vam Newt, um gnu en­si­nar a dona- Le­ver. Apesar
uma can­gu­ru fê­mea, de (ru­mi­nan­te afri­ca­no pri­ de-casa a uti­ das di­fi­cul­da­des
mo dos al­ces), e o ele­ lizar o novo pro­ de acei­ta­ção no
fan­te Elmo. Foi uma dis­ du­to por meio iní­cio, a partir
pu­ta acir­ra­da en­tre Katy de de­mons­tra­ de 1965 as ven­
e Tony, que che­ga­ram ções ao vivo, em das su­pe­ra­ram
até a di­vi­dir a fren­te das pal­cos de ci­ne­ as do Rin­so, que
embalagens num pri­mei­ ma, além de foi re­ti­ra­do das
ro mo­men­to. Mas Tony anún­cios pu­bli­ca­dos em pra­te­lei­ras dos su­per­mer­
aca­bou sen­do mesmo o jor­nais e re­vis­tas. As ca­dos de­pois da cer­te­za
pre­fe­ri­do e, em 1953, a equi­pes de ven­das per­ de que a mi­gra­ção para
Kel­logg’s o efe­ti­vou. cor­re­ram mais de 120 Omo, lí­der de mercado
Atualmente o ti­gre é ci­da­des para apre­sen­tar até hoje, era cer­ta.
co­nhe­ci­do em 42 paí­ses.

50 – embalagemmarca • nov 2000