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6 - ELEMENTOS DE UNIÃO

108

  • - Podemos definir as uniões em dois tipos, as desmontáveis e as não desmontáveis.

  • - As uniões desmontáveis são aquelas em que quando é feita a desmontagem, as partes

unidas e os elementos de união não sofrem nenhum dano, e essas partes assim como os

elementos de fixação podem ser reaproveitados para nova montagem.

  • - Em algumas uniões desmontáveis, os elementos de fixação são substituídos por novos,

por segurança ou pelos mesmos durante a montagem anterior, terem ultrapassado seus

limites elásticos.

  • - Pode-se ter união de entre componentes estáticos, assim como entre componentes

móveis. Importante frisar que numa união entre componentes móveis, a potência é

transmitida de uma parte para outra através dos elementos de união.

Exemplos de elementos para uniões desmontáveis:

Parafusos/ porcas/ arruelas

Grampos

Pinos

Chavetas

Estrias

Elementos para uniões não desmontáveis:

Soldagem

Rebite

Prensagens elevadas

Ex.: - Uma roda de um rodeiro ferroviário é aquecida para montar no eixo (resfriado com nitrogênio líquido). Nessa montagem não se reutiliza nem o eixo nem a roda, pois as superfícies de contato danificam-se com a desmontagem.

6.1 - PARAFUSOS

109

  • - Com certeza esse é o elemento de união mais utilizado no planeta, e temos diversos tipos de parafusos, materiais e filetes de roscas.

  • - Basicamente o parafuso é utilizado para união de componentes, mas também é

utilizado para movimentação de cargas.

  • - Um elevador elétrico - muito utilizado em oficinas de acessórios – é um exemplo da utilização do parafuso para movimentação de cargas.

  • - O conceito fundamental de parafuso é a transformação do movimento de rotação em movimento linear.

6.1.1 - Dados de um parafuso

6.1 - PARAFUSOS 109 - Com certeza esse é o elemento de união mais utilizado no

Figura 6.1

Perfil da rosca

Tolerância da rosca

Passo

Tipo do material

Tipo do acabamento superficial

A) Tipos de perfil de rosca:

  • - Alguns tipos de perfis estão indicados na figura 6.2.

  • - As dimensões de alguns perfis de rosca estão indicadas na figura 6.3.

110

110 Figura 6.2 – tipos de perfis Retirada do livro: Elementos de máquinas - O.Fratschner Figura

Figura 6.2 – tipos de perfis Retirada do livro: Elementos de máquinas - O.Fratschner

110 Figura 6.2 – tipos de perfis Retirada do livro: Elementos de máquinas - O.Fratschner Figura

Figura 6.3 – dimensões de roscas Retirada do livro: Elementos de máquinas - O.Fratschner

B) Tolerâncias:

As duas figuras abaixo mostram tolerâncias utilizadas para fabricação de roscas UNC (Unifed Threads Coarse).

-

-

Para cada tipo de parafuso conforme as normas usuais utilizadas (DIN, ISSO,

ABNT,

)

tem-se classes de tolerâncias. Geralmente uma dessas classes torna-se de uso

mais comercial.

-

No caso da rosca UNC, a classe 2 é a mais utilizada (comercial).

111

111 Figura 6.4 Retirada do livro: Design of Machine Elements - M.F. Spotts Figura 6.5 Retirada

Figura 6.4 Retirada do livro: Design of Machine Elements - M.F. Spotts

111 Figura 6.4 Retirada do livro: Design of Machine Elements - M.F. Spotts Figura 6.5 Retirada

Figura 6.5 Retirada do livro: Design of Machine Elements - M.F. Spotts

C) Passos de rosca:

  • - Para cada rotação de 360º, o parafuso tem um deslocamento retilíneo = passo.

  • - Para se determinar o passo de um parafuso, mede-se à distância entre duas cristas adjacentes.

  • - Outra forma de se medir o passo é utilizando pentes de rosca.

112

112 Figura 6.6 Figura 6.7 Retirada do catálogo: B29/2000 - Starrett

Figura 6.6

112 Figura 6.6 Figura 6.7 Retirada do catálogo: B29/2000 - Starrett

Figura 6.7 Retirada do catálogo: B29/2000 - Starrett

  • D) Tipos de materiais:

113

  • - São manufaturados parafusos nos mais diversos materiais tais como: aço carbono; aço inox; nylon; alumínio; bronze e etc.

  • - Os materiais utilizados – amplamente normalizados – definem a resistência do material. Existem vários graus de resistência para as diversas utilizações.

Exemplo:

1) Graus ABNT para parafusos em aço:

4.6

4.8 5.6 5.8 8.8 10.9
4.8
5.6
5.8
8.8
10.9

Resistência aumenta

1) Graus SAE 1 2 4 5 8
1)
Graus SAE
1
2
4
5
8

Resistência aumenta

  • E) Acabamentos superficiais:

Para cada aplicação, no caso de parafusos manufaturados em aço, têm-se diversos tipos de tratamentos superficiais, tais como:

Oxidado preto

Bi-cromatizado

Galvanizado

Fosfatizado

Niquelado

Cadmiado

  • F) Bitola do parafuso:

    • - São os diversos tamanhos normalizados para um certo tipo de rosca.

Ex.: M20 – como aparece na figura, temos:

M – rosca métrica

20 é o diâmetro externo do parafuso.

  • - Uma forma mais completa é determinar o diâmetro da rosca x passo x comprimento.

Exemplo parafuso da figura 6.8: Descrição: Parafuso cabeça sextavada - M16 x 2 x 60 comprimento – fosfatizado – conforme DIN 912.

D) Tipos de materiais: 113 - São manufaturados parafusos nos mais dive rsos materiais tais como:

Figura 6.8

114

- Quando nada é citado, a rosca é direita, portanto, para rosca esquerda deve ser citada na descrição. M16 x 2 x 60 comprimento – rosca esquerda.

- Abaixo se tem exemplo de especificação de venda de 2 modelos de parafusos

Parafuso Sextavado 8.8 Rosca Parcial

Código do Produto: MA 162

Parafuso Sextavado 8.8 Rosca Parcial Código do Produto: MA 162 Dimensões: DIN 931 Rosca ISO 965

Dimensões: DIN 931 Rosca ISO 965 - 6g Classe de Resistência: 8.8 Material: Aço Médio Carbono Tratamento: Temperado e Revenido

Linha Dry Wall Cabeça Flangeada - Ponta Broca

Código do Produto: 217

Linha Dry Wall Cabeça Flangeada - Ponta Broca Código do Produto: 217 Fosfatizado Parafuso para fixação

Fosfatizado

Parafuso para fixação do montante em perfil metálico. Rosca Auto Atarraxante Rosca Inteira - Fenda Phillips Nº 2 Material: Aço Baixo Carbono

Tratamento: Cementado e Temperado

Figura 6.9 Retirada do catálogo: Fabricante Ciser - www.ciser.com.br

115

- Na tabela abaixo descrição de algumas roscas utilizadas.

115 - Na tabela abaixo descrição de algumas roscas utilizadas. Tabela 6.1 – discriminação de roscas

Tabela 6.1 – discriminação de roscas Retirada do livro: Elementos de máquinas - O.Fratschner

116

- As figuras de 6.10 a 6.18 mostram diversos tipos de parafusos, porcas e arruelas – retirado de manual: Fabricante EMAQ Unidade Industrial.

116 - As figuras de 6.10 a 6.18 mostram diversos tipos de parafusos, porcas e arruelas

Figura 6.10

117

117 Figura 6.11

Figura 6.11

118

118 Figura 6.12

Figura 6.12

119

119 Figura 6.13

Figura 6.13

120

120 Figura 6.14

Figura 6.14

121

121 Figura 6.15

Figura 6.15

122

122 Figura 6.16

Figura 6.16

123

123 Figura 6.17

Figura 6.17

124

124 Figura 6.18

Figura 6.18

125

6.1.2 – Dimensionamento para união com parafuso

  • - Considerando uma união de 3 partes ( 2 flanges e uma junta de vedação).

125 6.1.2 – Dimensionamento para união com parafuso - Considerando uma união de 3 partes (

Figura 6.19

  • - Quando se faz o aperto, à parte do parafuso situada entre a cabeça e a porca sofre um estiramento.

  • - E as partes que estão sendo “apertadas” pelo parafuso e a porca são comprimidas.

  • - Analisando o conjunto parafuso/ porca e as partes isoladamente teremos:

125 6.1.2 – Dimensionamento para união com parafuso - Considerando uma união de 3 partes (
125 6.1.2 – Dimensionamento para união com parafuso - Considerando uma união de 3 partes (
125 6.1.2 – Dimensionamento para união com parafuso - Considerando uma união de 3 partes (

(a) Parafuso/ porca

125 6.1.2 – Dimensionamento para união com parafuso - Considerando uma união de 3 partes (

(b) Partes

Figura 6.20

  • - Considera-se que os 2 ou 3 primeiros filetes da porca não trabalhem efetivamente,

dessa forma o comprimento do parafuso tracionado passaria a ser l B + 2 a 3 x passo.

126

  • - Mas utilizaremos o comprimento = l B , comumente utilizado por muitos autores.

  • - Veja bem! montando o gráfico força x deformação, teremos:

126 - Mas utilizaremos o comprimento = l , comumente utilizado por muitos autores. - Veja

A) Analisando o parafuso:

Figura 6.21

126 - Mas utilizaremos o comprimento = l , comumente utilizado por muitos autores. - Veja

Figura 6.22

127

  • - Para cálculo da constante de mola do parafuso podemos utilizar o diâmetro maior da rosca, indicado com diâmetro d (vide figura). A área relativa a esse diâmetro d

denominaremos de

A B
A
B

.

  • - Para analisar a tensão no parafuso utilizaremos a área efetiva, ou seja, a área resistente

do parafuso. Denominaremos esse diâmetro como d e , devido à hélice do parafuso, esse diâmetro tem um valor entre o maior e o menor diâmetro do parafuso. A área relativa a

esse diâmetro efetivo, denominaremos de

A

Be

. Utilizaremos sempre o diâmetro d (área

A ), somente quando checarmos a resistência do parafuso é que utilizaremos d e (área efetiva A ).

B

Be

  • - Não teceremos maiores comentários a respeito de como são determinados esses

valores dos diâmetros efetivos, mas os mesmos para as roscas métricas, UNC e UNF,

apresentam valores aprox. entre 2 a 10% maiores que os diâmetros menores das roscas.

  • - A seguir tem-se uma tabela com áreas efetivas para parafusos com roscas métricas.

127 - Para cálculo da constante de mola do pa rafuso podemos utilizar o diâmetro maior

Tabela 6.2 – roscas métricas – áreas efetivas

σ =

F

i

A

B

σ = F i A B Figura 6.23 ε E = F i A B ε
Figura 6.23
Figura 6.23

εE =

F

i

A

B

ε =

l

B

l

B

F

i

l

B

l

B

A

B

E =

B

Ora! Dentro da área elástica, temos:

F = K .l

i

B

B

;

- Onde

K

B

é a constante de mola do parafuso, então:

K

B

=

F

i

A E

B

B

=

l

B

l

B

K =

B

A E

B

B

l

B

B) Analisando as partes unidas:

128

(6.1)

(6.2)

(6.3)

σ = F i A B Figura 6.23 ε E = F i A B ε

K p

A E

1

1

 
  • 1 =

l

1

;

 

A E

 

K p

  • 2 ;

=

l

2

2

2

 

A E

3

3

K p

  • 3 =

l

3

Figura 6.24

  • - onde:

A 1 : área efetiva da parte 1

E 1 : módulo de elasticidade da parte 1

K p1 : coeficiente de mola da parte 1

129

  • - As Dimensões e o materiais nos dão os valores de: E1; E2; E3 e l1; l2; l3, mas e os

valores de A1; A2 e A3 ?

- onde: A : área efetiva da parte 1 E : módulo de elasticidade da parte

Figura 6.25

  • - A figura triangular hachurada representa a região de atuação no aperto (modelo conforme F.

Rütscher, Die Maschinenelemente, tomo I, pág 234).

  • - A área equivalente

a essa área hachurada está representado pelo cilindro, que

arbitraremos um valor DE.

- onde: A : área efetiva da parte 1 E : módulo de elasticidade da parte

Sendo que:

Figura 6.26

 

l

DE = S +

;
2

 

⎛ ⎜

⎜ ⎝

⎜ ⎛ S

 

2

l ⎟ ⎞ − D

2

     

Área

=

π

4

+

2

(6.4)

Onde:

D – furo passante

130

  • - Com isso (determinação das áreas) temos como obter a constante de mola para o

conjunto das partes comprimidas (molas em série).

1

1

1

1

=

+

+

K

p

K

p

1

K

p

2

K

p

3

(6.5)

  • - Geralmente o aperto inicial do parafuso tem como limite uma tensão inicial no

parafuso = 75% da σ , dessa forma teremos:

e

F 0,75σ

i

A

e Be

(6.6)

  • - Imagine agora que a junta comprimida (montada com aperto inicial) sofra uma força F

como indicado na figura 6.27, e a parte superior passe para a posição tracejada, dessa

forma teremos um aumento de tração no parafuso e uma redução de compressão nas

partes.

Onde: D – furo passante 130 - Com isso (determinação das áreas) temos como obter a

Figura 6.27

  • - Veja bem o que está representado no gráfico da figura 6.28

a deformação do

parafuso aumenta de γ e a deformação total das partes são reduzidas do mesmo valor γ.

131

131 Seja: • • Figura 6.28 ∆ l B - Deformação inicial do parafuso ∆ l

Seja:

Figura 6.28

l

B

- Deformação inicial do parafuso

l

P

- Deformação inicial das partes

- Com a aplicação da força de trabalho F, o parafuso inicialmente carregado com a força

inicial F i , tem um acréscimo de carga devido à força de trabalho com intensidade F BT , e

as partes têm uma redução na carga de compressão de intensidade F PT .

Bem! vendo a figura tem-se:

 

Fi

tg

α

=

1

l

B

 

Fi

tg

α

2

=

l

P

= K

B

= K

P

(6.7)

(6.8)

A parte absorvida da força de trabalho F pelo parafuso:

F = K

BT

B

γ

E a redução da compressão das partes:

F = K

PT

P

γ

Tem-se então de (6.9) e (6.10):

F

BT

F

PT

= = γ K K B P F F F − BT BT =
=
= γ
K
K
B
P
F
F F
BT
BT
=

K

B

K

P

F =

BT

K

B

(

K

P

+

K

B

) F

(6.9)

(6.10)

(6.11)

F = PT
F =
PT

K

P

(

K

P

+

K

B

) F

Logo a força atuante no parafuso (tração) é:

F

B

=

K

B

(

K

P

+

K

B

)

F F

+

i

132

(6.12)

(6.13)

E a força atuante na compressão das partes tem o seguinte valor:

F =

P

F i
F
i

K

P

(

K

P

+

K

B

) F

(6.14)

  • - Observando a figura 6.28, verificamos que se a força de trabalho ultrapassar o valor de

F A , a junta será “aberta”, ou seja, a carga de compressão entre as partes se tornará nula.

  • - Para evitar essa “abertura de junta”, deve-se aplicar uma força inicial, de tal forma que

F < F A .

  • - É comum fazer com que a força inicial seja maior que a força de trabalho máxima.

Complementando o citado na equação (6.6), tem-se:

F F

i

0,75σ

A

e Be

(6.15)

  • - Para a relação entre o torque de aperto e a força inicial no parafuso para roscas

métricas e americanas (UNC/UNF), podemos utilizar para cálculos aproximados a

expressão abaixo - desenvolveremos essa fórmula detalhadamente na seção de

acionamento por parafuso.

T = 0, 2.d .F

i

T = 0,15.d .F

i

(a seco)

(6.16)

(roscas lubrificadas)

(6.17)

  • - Para finalizar, quando a carga de trabalho é alternada (cíclica), naturalmente teremos

carga cíclica no parafuso e na parte comprimida conforme mostrado na figura 6.29,

onde a carga de trabalho varia de F1 a F2. Nesse carregamento deve-se calcular o

parafuso utilizando-se o método de cargas variáveis.

F = PT K P ( K P + K B ) Logo a força atuante

Figura 6.29

Aplicação 1:

133

  • - Um cabeçote de um cilindro hidráulico tem as dimensões indicadas na figura.

  • - A pressão no interior do cilindro atinge 20kg/cm² (bar).

  • - Os parafusos utilizados apresentam uma

σ =

e

2

90 Kgf / mm .

  • - O cabeçote

é manufaturado em ferro fundido

características:

cinzento com as seguintes

Classe: 25;

Tensão de ruptura a tração

σ =

rt

14 Kgf / mm

2

;

Tensão de ruptura a compressão

σ =

rc

70 Kgf / mm

2

;

2

E = 10.000Kgf/mm .

  • - A distância entre parafusos 100 mm.

Com esses dados, determine a bitola e a quantidade de parafusos.

Aplicação 1 : 133 - Um cabeçote de um cilindro hidráulico tem as dimensões indicadas na

A)

Força na tampa:

 

F =

π

. d

2

pressão

=

4

B)

Aperto inicial:

 

π

.490

2

F

  • 4 Total

Figura 6.30

= 37715

Kgf

  • - Conforme recomendado em (6.15) utilizar Fi > F

  • - Arbitrando Fi = 4F;

itotal = 4

F

F

= 4 x 37.715 = 150.860

Kgf

C) N o de parafusos:

N

π

.560

100

= 17,5

;

134

  • - O número de parafusos utilizados em flanges: geralmente múltiplos de 4, utilizaremos

então 20 parafusos.

  • D) Força inicial por parafuso:

F =

i

F Total
F
Total

20

= 7.543 Kgf

  • E) Pré-dimensionamento do parafuso (rosca métrica):

-

Consideremos

σ

parafuso

=

0,6

σ <

e

0,75

σ σ

e

parafuso

=

54 Kgf / mm

2

π

. d

2

e

4

σ

.

parafuso

=

7.543

Kgf

A

Be

=

139,7

2

mm

d

e

=

13,3

-

Observando a tabela 6.2, vemos

que o parafuso

apresenta uma área superior ao calculado.

-

Parafuso pré-dimensionado: M16

M16 x

2mm de passo,

é

o

que

  • F) Determinação da constante de mola do parafuso

-

de (6.3)

K

B

=

A E

B

B

π

16

2

/ 4 21000

x

=

l

B

70

K

B

:

K

B = 60.320

/

Kgf mm

  • G) Determinação da constante de mola das partes

-

de (6.4);

Área

=

l

2

π

S

+

⎟ − D

4

2

2

K

P

:

-

O furo D (passante) – será utilizado D = 18.

-

Os valores para abertura de chave são padronizados, para parafuso M16 S=24

Área A

=

P

=

70

π

4

2

24

+

2

18

2

=

2480

2

mm

-

Substituindo a área em

K p

=

A E

2480 10000

x

=

l

70

= 354286

/

Kgf mm

K

p = 354286

/

Kgf mm

  • H) Força atuante no parafuso:

-

de (6.13);

F =

B

K

B

60320

37715

x

(

K + K

P

B

)

(354286

+

60320)

20

F F

+

i

=

+

7543

=

274

+

7543

F =

B

7817

Kgf

força máxima no parafuso

  • I) Verificação do parafuso:

σ

B =

F

B

7817

=

A

Be

169,7

= 46 < 67,5 = 0,75

x

90

OK

  • I) Torque de aperto:

  • - Considerando parafuso sem lubrificação.

T

= 0, 2.

d F

.

i

= 0, 2

x

16

x

7543 = 24137

Kgf mm

.

utilizar T = 24 Kgf.m

J) Resumo:

  • - Utilizar 20 parafusos M16x2

  • - Torque de aperto = 24 Kgf.m

Aplicação 2:

135

  • - Um suporte conforme indicado na figura 6.31 é utilizado para suportar uma carga que varia de 0 a 4000 Kgf.

  • - Os 4 parafusos utilizados são M12x1,75 (rosca normal).

-

σ =

e

2

35 Kgf / mm .

2

  • - tensão de fadiga já corrigida

σ =

n

16 Kgf / mm

  • - Considere o fator de concentração K= 3 para o parafuso.

  • - Área efetiva do parafuso AB = 92,7 mm² (tabela 6.2)

Com esses dados determine:

1) Qual o Fator de segurança F.S. para

F i
F
i

= 0

2) Qual a menor

F que impede a perda de compressão da base do suporte.

i

3) Qual o F.S. para F i = 4000

Kgf

.

4) Com F i = 4000

Kgf

, determine a mínima força de compressão.

- Considerando parafuso sem lubrificação. T = 0, 2. d F . i = 0, 2

Figura 6.31

Item 1:

A) Determinação da constante de mola da parte

K

P

:

  • - Utilizaremos o furo passante = 15.

  • - Para parafuso M12, utilizaremos S = 19

Área A

=

P

=

⎛ ⎛ ⎜ ⎜ ⎜ ⎝ ⎝

π

12

4

2

19

+

2

15

2

=

314

2

mm

136

  • - Substituindo a área em

 

=

A E

 

=

314 21000

x

=

550000

/

K p

l

Kgf mm
12

  • B) Determinação da constante de mola do parafuso

K

B

:

 

A E

B

B

π

12

2

/ 4 21000

x

 

-

de (6.3)

 

K

=

 

=

 

B

  • l B

12

 

K

B = 198000

/

Kgf mm

 

C)

FS para

F =

i

 

0

:

  • - Força por parafuso:

F

máx

=

4000 / 4

=

1000

Kgf

-

F

min

=

0

F

m

=

500

Kgf

F

v

=

500

Kgf

  • - Tensões no parafuso:

σ = σ =

m

v

500

/ 92,7

=

5, 4 Kgf / mm

2

  • D) Verificação do FS:

1

σ

m

+ k

σ

v

FS

1

=

=

σ

e

5, 4

+

3

σ

n

5, 4

 

FS

35

 

16

FS

=

0,86

<

1

Resposta: ë uma situação insegura se não houver aperto inicial, pois apresentará FS<1.

Item 2:

-

No limite

F

P

= 0

;

-

De (6.14)

F

P

=

F

i

K

P

(

K

P

+

K

B

) F

A força F máxima tem o valor de F = 1000 Kgf , então:

0

=

F

i

550000

(

550000

+

198000

)

1000

F i
F
i

=

735

/

Kgf parafuso

F

i

sup

orte

=

2940

Kgf

Resposta:

Força

inicial

F

i

sup

orte

=

2940

Kgf

no

suporte

para

impedir

perda

de

compressão

Item 3:

-

Força inicial de 4000 Kgf F

i

= 1000

/

Kgf parafuso

-

Força de trabalho em cada parafuso:

F

T

max

=

1000

Kgf

F

T

min

=

0

-

de (6.13):

F

B

max

=

K

B

198000

(

K

P

+

K

B

)

(550000

+

198000)

F

+

F

i

=

max

x

1000

+

1000

=

1265

Kgf

F

B

min

=

K

B

198000

(

K

P

+

K

B

)

(550000

+

198000)

F

min

+

F

i

=

x

0

+

1000

=

1000

Kgf

-

daí tira-se a força média e a componente variável da força:

F

Bm

=

1132,5

Kgf

σ

m

=

1132,5 / 92,7

=

12, 2

/

Kgf mm

2

F

Bv

=

132,5

Kgf

σ

m

=

132,5 / 92,7

=

1, 4

/

Kgf mm

2

  • - Dessa forma tem-se:

  • 1 σ

σ

m

+ k

v

 

=

σ

e

=

12, 2

+

 

FS

  • 35 16

FS

=

1,6

137

Resposta: O fator de segurança para força inicial de 4000 Kgf é FS = 1,6.

Item 4:

  • - Força mínima de compressão:

  • - de (6.14):

F

P

min

=

F

i

K

P

550000

(

K

P

+

K

B

)

(550000

+

198000)

F

=

1000

max

x

1000

=

265

/

Kgf parafuso

=

Resposta: Força mínima de compressão no suporte = 1060 Kgf.

Aplicação 3:

  • - Sabendo-se que:

  • - Parafuso para a biela indicada na figura 6.32: 3/8” – 24 UNF,

  • - A força inicial de aperto = 1600kgf

.- Dados do material do parafuso:

138

2 σ = 63 Kgf mm / e 2 σ = 40 Kgf mm / n
2
σ
= 63
Kgf mm
/
e
2
σ
= 40
Kgf mm
/
n
- onde σ é a tensão de fadiga corrigida.
n
2
-
Considere a área das partes
A
=
320 mm
P
-
Fator de concentração de tensões na rosca k = 3
-
A carga de trabalho varia de 0 a 1150 Kgf.
1) Com os dados especificados determine o F.S. utilizado
Figura 6.32
Resposta:
1) F.S = 1,65
Aplicação 4º:
-
Sabendo-se que:
-
O olhal indicado pela figura 6.33 é fixado por apenas 1 parafuso.
-
A força F varia de 4000 a 8000 Kgf.
-
Parafuso: 1” – 12 UNF.
.- Dados do material do parafuso:
2
σ
= 63
Kgf mm
/
e
2
σ
= 40
Kgf mm
/
n
2
-
Considere a área das partes
A
=
780 mm
P
-
Fator de concentração de tensões na rosca k = 3
2
2
-
A área efetiva do parafuso 1” – 12 UNF
A
=
0,6624in
=
428mm
Be
2
OBS.: Considere para cálculo da constante elástica que
A
=
507 mm
.
B

139

1) Com os dados acima qual deve ser à força de aperto inicial para que o F. S. = 2?

2) E para que F.S. = 3 qual deve ser essa força?

139 1) Com os dados acima qual deve ser à força de aperto inicial para que

Respostas:

1) 7440 Kgf

2) 2920 Kgf

Figura 6.33