Você está na página 1de 131

ÁREA TECNOLÓGICA:

Metalmecânica

Identificação do MDI:

Tecnologia da Soldagem

VISÃO

“Consolidar-se como o líder estadual em educação profissional e tecnológica e ser

reconhecido como indutor da inovação e da transferência de tecnologias para a indústria

brasileira, atuando com padrão internacional de excelência”.

MISSÃO

Promover a educação profissional e tecnológica, a inovação e a transferência de tecnologias industriais, contribuindo para elevar a competitividade da indústria brasileira.

VALORES

  • Transparência

  • Iniciativa

  • Satisfação ao Cliente

  • Ética

  • Alta Performance

  • Valorização das Pessoas

POLÍTICA DA QUALIDADE

  • Satisfazer as necessidades dos clientes com produtos competitivos reconhecidos pelo mercado.

  • Intensificar ações de aperfeiçoamento e valorização de competências dos empregados.

  • Assegurar o aprimoramento contínuo dos processos e serviços com padrões de qualidade, para o alcance de resultados.

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS NO ESTADO DE MATO GROSSO FIEMT Jandir José Milan

Presidente

CONSELHO REGIONAL

Jandir José Milan

Presidente

SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM INDUSTRIAL

Lélia Rocha Abadio Brun

Diretor Regional do Departamento Regional de Mato Grosso

Rubens de Oliveira Gerente de Educação e Tecnologia GETEC

Silvânia Maria de Holanda

Coordenadora da Unidade de Desenvolvimento em Educação Inicial e Continuada -

UEDE

Eveline Pasqualin Souza

Coordenadora da Unidade de Desenvolvimento em Educação Técnica e Tecnológica -

UNETEC

© 2013 – SENAI/MT – Departamento Regional. É proibida a reprodução total ou parcial deste material( 65 ) 3611-1557 www.senaimt.com.br 4 " id="pdf-obj-3-2" src="pdf-obj-3-2.jpg">

© 2013 SENAI/MT Departamento Regional.

É proibida a reprodução total ou parcial deste material por qualquer meio ou sistema sem o prévio consentimento do editor.

EQUIPE TÉCNICA DE ORGANIZAÇÃO

Equipe de Educação SENAI DR

S477s

SENAI/MT Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Material Didático da Área de Metalmecânica Curso: Soldagem no Processo MIG MAG. Departamento Regional. Cuiabá - MT, 201.

  • 1. Soldagem. 2. Terminologia e Simbologia da Soldagem. 3. Posições de Soldagem. 4. Noções de Eletricidade Aplicada a Soldagem. 5. Fontes de Energia para Soldagem. 6. Fontes Convencionais. 7. Equipamentos e Ferramentas para Soldagem.

CDU 621.7

SENAI - MT

Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Av. Historiador Rubens de Mendonça, 4.301 Bairro Bosque da Saúde - CEP 78055-500 Cuiabá/MT Tel.: (65) 3611-1500 - Fax: (65) 3611-1557

APRESENTAÇÃO

 

Caro(a) Estudante,

É com prazer que apresentamos este material didático que foi desenvolvido para facilitar seu aprendizado nos cursos de Educação Profissional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SENAI de Mato Grosso.

Este

material

tem

o

objetivo

de

atender

as

demandas

industriais

e

satisfazer

as

necessidades de pessoas que buscam atualização e conhecimentos através de cursos profissionalizantes.

Os conteúdos formativos deste material foram concebidos para atender as Áreas Tecnológicas de atuação do SENAI, alinhados aos Perfis Profissionais Nacionais elaborados por Comitês Técnicos Setoriais do SENAI Departamento Nacional e com a Classificação Brasileira de Ocupações CBO.

Esperamos que este material didático desperte sua criatividade, estimule seu gosto pela pesquisa, aumente suas habilidades e fortaleça suas atitudes. Requisitos fundamentais para alcançar os resultados pretendidos em um determinado contexto profissional.

INFORMAÇÕES GERAIS

  • - Objetivo do Material Didático:

INFORMAÇÕES GERAIS - Objetivo do Material Didático: Visa proporcionar o desenvolvimento de capacidades sociais, organizativas e

Visa proporcionar o desenvolvimento de capacidades sociais, organizativas e metodológicas, de acordo com a atuação do profissional no mundo do trabalho.

  • - Área Tecnológica:

Metalmecânica

  • - Eixo Tecnológico:

Controle e processos industriais

6

ÍCONES DE ESTUDOS

ÍCONES DE ESTUDOS Durante a leitura deste material você encontrará alguns ícones para chamar sua atenção

Durante a leitura deste material você encontrará alguns ícones para chamar sua atenção sobre um assunto destacado. Para contribuir com a eficácia destas reflexões, recomendamos ao aluno que realize seus estudos e registre suas conclusões, possibilitando sua auto-avaliação e reforço do aprendizado. Veja o significado dos ícones:

  • Prazo de entrega de tarefas ou exercícios propostos pelo professor

Proposição de trabalhos de pesquisa ou leitura de outros referenciais sobre o
tema.

  • Traz dicas importantes sobre um assunto

  • Indicação de site para pesquisa e maior aprofundamento sobre o tema

    • importante de ser trabalhado pelo estudante.

Questionário

proposto

pelo

professor

sobre

um

assunto

ou

tema

ÍCONES DE ESTUDOS Durante a leitura deste material você encontrará alguns ícones para chamar sua atenção

Resumo dos pontos importantes abordados no desenvolvimento de um tema.

Tarefas práticas propostas pelo professor a serem realizadas pelo
visando consolidar o aprendizado de um determinado assunto.

estudante

7

Sumário

Sumário CAPITULO I ........................................................................................................................10 TECNOLOGIA DA SOLDAGEM .............................................................................. 10 classificação dos processos de soldagem ....................................................................11 CAPITULO

CAPITULO I ........................................................................................................................10

TECNOLOGIA DA SOLDAGEM

..............................................................................

10

classificação dos processos de soldagem ....................................................................11

CAPITULO II

..............................................................

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

TERMINOLOGIA E SIMBOLOGIA DA SOLDAGEM

12

..................................................... classificação .................................................................................................................12 tipos de junta e exemplos de chanfros .........................................................................14 símbolos de soldagem ..................................................................................................14 posicionamento dos símbolos ......................................................................................15 símbolos básicos de solda ...........................................................................................15 símbolos suplementares de solda ................................................................................16 representação dos símbolos ........................................................................................17 dimensionamento das soldas .......................................................................................17 soldas em chanfro combinada com solda em ângulo ...................................................20

CAPITULO III

............................................................

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

POSIÇÕES DE SOLDAGEM

..................................................................................

21

posição plana ...............................................................................................................21 posição horizontal.........................................................................................................22

posição

vertical

(descendente) .....................................................................................22

posição

vertical

(ascendente) .......................................................................................22

posição sobre cabeça ...................................................................................................22 movimentos laterais do eletrodo ...................................................................................23 na posição horizontal (plano vertical) ...........................................................................23 tipos de junta ................................................................................................................25

CAPITULO IV

.............................................................

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

NOÇÕES DE ELETRICIDADE APLICADA A SOLDAGEM

27

............................................. corrente elétrica ............................................................................................................27 tipos de corrente elétrica ..............................................................................................28 intensidade da corrente elétrica ...................................................................................28 tensão elétrica ..............................................................................................................29 resistência elétrica ........................................................................................................29 materiais condutores ....................................................................................................30

materiais

isolantes ........................................................................................................30

arco elétrico ..................................................................................................................31 obtenção da corrente elétrica na soldagem ..................................................................31 efeito de tensão elétrica ...............................................................................................32 polaridades ...................................................................................................................32 sopro magnético ...........................................................................................................33

CAPITULO V

..............................................................

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

FONTES DE ENERGIA PARA SOLDAGEM

...............................................................

33

requisitos básicos das fontes .......................................................................................34

fontes convencionais ....................................................................................................34

8

CAPITULO VI ............................................................. ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO. EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS PARA SOLDAGEM 38 ............................................. Correntes máximas

CAPITULO VI

.............................................................

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS PARA SOLDAGEM

38

............................................. Correntes máximas admissíveis em ampéres ..............................................................39

CAPITULO VII

............................................................

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

METAIS DE BASE E CONSUMÍVEIS

42

CAPITULO VIII

SOLDABILIDADE DOS AÇOS-CARBONO COMUNS SEGUNDO A NORMA DIN 17100

44

CAPITULO IX

INTERPRETAÇÃO DE DESENHO

45

CAPITULO X

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

SEGURANÇA E HIGIENE NO PROCESSO DE SOLDAGEM

50

CAPITULO XI

.............................................................

ERRO! INDICADOR NÃO DEFINIDO.

QUALIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM E DE SOLDADORES

58

.................. Especificações de procedimento de soldagem (eps) ...................................................58 Procedimento de soldagem ..........................................................................................58 Principais códigos e especificações .............................................................................59 Registro de qualificação de soldadores ........................................................................59 Registro de qualificação de procedimentos e soldadores ............................................60

REFERÊNCIAS .................................................................................................................128

9

CAPITULO I

CAPITULO I Neste capítulo estudaremos o conceito, as normas, simbologias, fontes de energia para soldagem, equipamentosforças em escala atômica semelhantes às existentes no interior do material e é a forma mais importante de união permanente de peças usadas industrialmente. Existem basicamente dois g randes grupos de processos de soldagem. O primeiro se baseia no uso de calor, aquecimento e fusão parcial das partes a serem unidas, e é denominado processo de soldagem por fusão. O segundo se baseia na deformação localizada das partes a serem unidas, que pode ser auxiliada pelo aquecimento dessas até uma temperatura inferior à temperatura de fusão, conhecido como processo de soldagem por pressão ou processo de soldagem no estado sólido. Vantagens Desvantagens 1. Juntas de integridade e eficiência 1. Não pode ser desmontada elevadas 2. Pode afetar microestrutura e 2. Grande variedade de processos propriedades das partes 3. Aplicável a diversos materiais 3. distorções Pode causar e tensões residuais 4. Operação manual ou automática 4. considerável Requer habilidade do 5. Pode ser altamente portátil 6. podem Juntas ser isentas de operador 5. operações Pode exigir auxiliares de vazamentos elevado custo e duração (ex.: tratamentos térmicos) 10 " id="pdf-obj-9-5" src="pdf-obj-9-5.jpg">

Neste capítulo estudaremos o conceito, as normas, simbologias, fontes de energia para soldagem, equipamentos e ferramentas para soldagem, metais de base e consumíveis, abertura do arco elétrico, preparação de junta, segurança e higiene no processo de soldagem. Buscando oferecer fundamentos básicos para realizar serviços de instalações elétricas, conforme normas padrões.

TECNOLOGIA DA SOLDAGEM

A soldagem ou solda é um processo que visa a união localizada de materiais, similares ou não, de forma permanente, baseada na ação de forças em escala atômica semelhantes às existentes no interior do material e é a forma mais importante de união permanente de peças usadas industrialmente.

Existem basicamente dois grandes grupos de processos de soldagem. O primeiro se baseia no uso de calor, aquecimento e fusão parcial das partes a serem unidas, e é denominado processo de soldagem por fusão.

O segundo se baseia na deformação localizada das partes a serem unidas, que pode ser auxiliada pelo aquecimento dessas até uma temperatura inferior à temperatura de fusão, conhecido como processo de soldagem por pressão ou processo de soldagem no estado sólido.

Vantagens

Desvantagens

  • 1. Juntas

de

integridade

e

eficiência

  • 1. Não pode ser desmontada

elevadas

  • 2. Pode afetar

microestrutura

e

  • 2. Grande variedade de processos

 

propriedades das partes

  • 3. Aplicável a diversos materiais

  • 3. distorções

Pode

causar

e

tensões

 

residuais

  • 4. Operação manual ou automática

 
 
  • 4. considerável

Requer

habilidade

do

  • 5. Pode ser altamente portátil

  • 6. podem

Juntas

ser

isentas

de

operador

  • 5. operações

Pode

exigir

auxiliares

de

vazamentos

 

elevado

custo

e

duração

(ex.:

 

tratamentos térmicos)

10

7. Custo, em geral, razoável 6. Estrutura resultante é monolítica e pode ser sensível a falhag em por pressão. Disponível em : www.ufmg.br/soldagem. Soldagem por fusão - Energia é aplicada para provocar uma tensão no material de base, capaz de produzir a solubilização na fase sólida, caracterizando a soldagem por pressão. Há casos onde não é nítida a diferença da soldagem por fusão e por pressão. Abaixo os principais processos de soldagem, considerando os dois grandes grupos: 11 " id="pdf-obj-10-2" src="pdf-obj-10-2.jpg">
  • 7. Custo, em geral, razoável

6.

Estrutura resultante é monolítica e pode ser sensível a falha total

  • 8. Junta não apresenta problemas de perda de aperto.

 

Tabela 1 Vantagens e desvantagens da soldagem

CLASSIFICAÇÃO DOS PROCESSOS DE SOLDAGEM

Os diferentes processos de soldagem podem ser agrupados em dois grandes gurpos:

Soldagem por pressão

Soldagem por fusão

Soldagem por pressão Energia é aplicada para produzir calor capaz de fundir o material de base. Diz-se neste caso que a solubilização ocorre na fase líquida que caracteriza o processo de soldagem por fusão.

Assim, na fusão, a soldagem é obtida pela solubilização na fase líquida das partes a unir, e subsequentemente, da solubilização da junção.

7. Custo, em geral, razoável 6. Estrutura resultante é monolítica e pode ser sensível a falhag em por pressão. Disponível em : www.ufmg.br/soldagem. Soldagem por fusão - Energia é aplicada para provocar uma tensão no material de base, capaz de produzir a solubilização na fase sólida, caracterizando a soldagem por pressão. Há casos onde não é nítida a diferença da soldagem por fusão e por pressão. Abaixo os principais processos de soldagem, considerando os dois grandes grupos: 11 " id="pdf-obj-10-43" src="pdf-obj-10-43.jpg">

Figura 1 Soldagem por pressão. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem.

Soldagem por fusão - Energia é aplicada para provocar uma tensão no material de base, capaz de produzir a solubilização na fase sólida, caracterizando a soldagem por pressão. Há casos onde não é nítida a diferença da soldagem por fusão e por pressão. Abaixo os principais processos de soldagem, considerando os dois grandes grupos:

11

Figura 2 – Principais processos de solda <a href=g em. Disponível em: www.cimm.com.br/soldagem. TERMINOLOGIA E SIMBOLOGIA DA SOLDAGEM Terminologia é o campo do conhecimento que estuda a linguagem específica de um campo de conhecimento. No caso da soldagem, apresenta aplicações muito variadas que abrangem deste a construção de itens simples, de baixa sofisticação, até estruturas e componentes sofisticados. CLASSIFICAÇÃO  Metal Base (base metal): Material da peça que passa pelo processo de soldagem. Quando possível procura- se escolher, para uma dada aplicação, o metal base mais “fácil de soldar” (de melh or soldabilidade ) que seja adequado para a aplicação. Em alguns casos, por exemplo, na recuperação de uma dada peça por soldagem, esta escolha é impossível. De qualquer forma, o modo como uma solda será produzida (isto é, o procedimento de soldagem usado) deve levar em consideração as características do metal base, particularmente os seus aspectos metalúrgicos. 12 " id="pdf-obj-11-2" src="pdf-obj-11-2.jpg">
Figura 2 – Principais processos de solda <a href=g em. Disponível em: www.cimm.com.br/soldagem. TERMINOLOGIA E SIMBOLOGIA DA SOLDAGEM Terminologia é o campo do conhecimento que estuda a linguagem específica de um campo de conhecimento. No caso da soldagem, apresenta aplicações muito variadas que abrangem deste a construção de itens simples, de baixa sofisticação, até estruturas e componentes sofisticados. CLASSIFICAÇÃO  Metal Base (base metal): Material da peça que passa pelo processo de soldagem. Quando possível procura- se escolher, para uma dada aplicação, o metal base mais “fácil de soldar” (de melh or soldabilidade ) que seja adequado para a aplicação. Em alguns casos, por exemplo, na recuperação de uma dada peça por soldagem, esta escolha é impossível. De qualquer forma, o modo como uma solda será produzida (isto é, o procedimento de soldagem usado) deve levar em consideração as características do metal base, particularmente os seus aspectos metalúrgicos. 12 " id="pdf-obj-11-4" src="pdf-obj-11-4.jpg">

Figura 2Principais processos de soldagem. Disponível em: www.cimm.com.br/soldagem.

TERMINOLOGIA E SIMBOLOGIA DA SOLDAGEM

Terminologia é o campo do conhecimento que estuda a linguagem específica de um campo de conhecimento. No caso da soldagem, apresenta aplicações muito variadas que abrangem deste a construção de itens simples, de baixa sofisticação, até estruturas e componentes sofisticados.

CLASSIFICAÇÃO

Metal Base (base metal): Material da peça que passa pelo processo de soldagem.

Quando possível procura-se escolher, para uma dada aplicação, o metal base mais “fácil de soldar” (de melhor soldabilidade) que seja adequado para a aplicação.

Em alguns casos, por exemplo, na recuperação de uma dada peça por soldagem, esta escolha é impossível. De qualquer forma, o modo como uma solda será produzida (isto é, o procedimento de soldagem usado) deve levar em consideração as características do metal base, particularmente os seus aspectos metalúrgicos.

12

 Metal de Adição (filler metal): Material adicionado, no estado líquido durante a soldagem por fusãowww.ufmg.br/soldagem. Poça de Fusão - (weld pool): Região em fusão, a cada instante, durante uma soldagem por fusão. Em alguns processos de soldagem que não usam a fusão, pode-se considerar a existência de uma região de processamento de características similares à poça de fusão. Penetração - (penetration): Distância da superfície original do metal base ao ponto em quetermina a fusão, medida perpendicularmente à mesma. Junta - (joint): Região entre duas ou mais peças que serão unidas. Os tipos usuais de junta são:  De topo (butt).  De ângulo (tee).  De canto (corner).  Sobreposta (lap).  De aresta (edge). Figura 4 – Exemplo de tipo de j unta Disponível em : www.ufmg.br/soldagem. Soldas em juntas de topo e ângulo podem ser de penetração total (penetração em toda a espessura de um dos componentes da junta) ou parcial . Soldas de penetração total apresentam um melhor comportamento mecânico, contudo, tendem a ser de execução mais difícil. Assim, quando o melhor desempenho destas não for necessário, o usual é se trabalhar com soldas de penetração parcial. 13 " id="pdf-obj-12-2" src="pdf-obj-12-2.jpg">

Metal de Adição (filler metal): Material adicionado, no estado líquido durante a soldagem por fusão (ou a brasagem). O metal de adição deve ser selecionado de acordo com o metal base, as características e a aplicação da junta (ver definição abaixo) a ser soldada.

 Metal de Adição (filler metal): Material adicionado, no estado líquido durante a soldagem por fusãowww.ufmg.br/soldagem. Poça de Fusão - (weld pool): Região em fusão, a cada instante, durante uma soldagem por fusão. Em alguns processos de soldagem que não usam a fusão, pode-se considerar a existência de uma região de processamento de características similares à poça de fusão. Penetração - (penetration): Distância da superfície original do metal base ao ponto em quetermina a fusão, medida perpendicularmente à mesma. Junta - (joint): Região entre duas ou mais peças que serão unidas. Os tipos usuais de junta são:  De topo (butt).  De ângulo (tee).  De canto (corner).  Sobreposta (lap).  De aresta (edge). Figura 4 – Exemplo de tipo de j unta Disponível em : www.ufmg.br/soldagem. Soldas em juntas de topo e ângulo podem ser de penetração total (penetração em toda a espessura de um dos componentes da junta) ou parcial . Soldas de penetração total apresentam um melhor comportamento mecânico, contudo, tendem a ser de execução mais difícil. Assim, quando o melhor desempenho destas não for necessário, o usual é se trabalhar com soldas de penetração parcial. 13 " id="pdf-obj-12-8" src="pdf-obj-12-8.jpg">

Figura 3 Exemplo de soldagem. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem.

Poça de Fusão - (weld pool): Região em fusão, a cada instante, durante uma soldagem por fusão. Em alguns processos de soldagem que não usam a fusão, pode-se considerar a existência de uma região de processamento de características similares à poça de fusão.

Penetração - (penetration): Distância da superfície original do metal base ao ponto em quetermina a fusão, medida perpendicularmente à mesma.

Junta - (joint): Região entre duas ou mais peças que serão unidas.

Os tipos usuais de junta são:

De topo (butt).

De ângulo (tee).

De canto (corner).

Sobreposta (lap).

De aresta (edge).

 Metal de Adição (filler metal): Material adicionado, no estado líquido durante a soldagem por fusãowww.ufmg.br/soldagem. Poça de Fusão - (weld pool): Região em fusão, a cada instante, durante uma soldagem por fusão. Em alguns processos de soldagem que não usam a fusão, pode-se considerar a existência de uma região de processamento de características similares à poça de fusão. Penetração - (penetration): Distância da superfície original do metal base ao ponto em quetermina a fusão, medida perpendicularmente à mesma. Junta - (joint): Região entre duas ou mais peças que serão unidas. Os tipos usuais de junta são:  De topo (butt).  De ângulo (tee).  De canto (corner).  Sobreposta (lap).  De aresta (edge). Figura 4 – Exemplo de tipo de j unta Disponível em : www.ufmg.br/soldagem. Soldas em juntas de topo e ângulo podem ser de penetração total (penetração em toda a espessura de um dos componentes da junta) ou parcial . Soldas de penetração total apresentam um melhor comportamento mecânico, contudo, tendem a ser de execução mais difícil. Assim, quando o melhor desempenho destas não for necessário, o usual é se trabalhar com soldas de penetração parcial. 13 " id="pdf-obj-12-58" src="pdf-obj-12-58.jpg">

Figura 4 Exemplo de tipo de junta Disponível em: www.ufmg.br/soldagem.

Soldas em juntas de topo e ângulo podem ser de penetração total (penetração em toda a espessura de um dos componentes da junta) ou parcial. Soldas de penetração total apresentam um melhor comportamento mecânico, contudo, tendem a ser de execução mais difícil. Assim, quando o melhor desempenho destas não for necessário, o usual é se trabalhar com soldas de penetração parcial.

13

Figura 5 – Exemplo de solda. Disponível em: <a href=www.ufmg.br/soldagem. Chanfro ( groove ): Corte efetuado na junta para possibilitar/facilitar a obtenção de uma solda com a penetração desejada. É usado quando a espessura dos componentes da junta impede a obtenção da penetração desejada sem o chanfro. O uso de um chanfro diferente do tipo I (ver figura 6 abaixo) implica na necessidade de se usar metal de adição. A escolha do tipo de chanfro e suas dimensões dependem de muitos fatores como a material base, sua espessura, o tipo de junta, o processo de soldagem, a possibilidade de se acessar os dois lados da junta, a posição de soldagem e as características desejadas para a junta. SÍMBOLOS DE SOLDAGEM Figura 6 – Uso de chanfro diferente. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem. Os símbolos de soldagem constituem um importante meio técnico em engenharia para transmitir informações. Os símbolos fornecem todas as informações necessárias à soldagem, tais como: geometria e dimensões do chanfro, comprimento da solda, se a solda deve ser executada no campo, etc. Este item se baseia nas normas AWS A2.1, AWS A2.4 e NBR 5874, que tratam especificamente deste assunto. 14 " id="pdf-obj-13-2" src="pdf-obj-13-2.jpg">
Figura 5 – Exemplo de solda. Disponível em: <a href=www.ufmg.br/soldagem. Chanfro ( groove ): Corte efetuado na junta para possibilitar/facilitar a obtenção de uma solda com a penetração desejada. É usado quando a espessura dos componentes da junta impede a obtenção da penetração desejada sem o chanfro. O uso de um chanfro diferente do tipo I (ver figura 6 abaixo) implica na necessidade de se usar metal de adição. A escolha do tipo de chanfro e suas dimensões dependem de muitos fatores como a material base, sua espessura, o tipo de junta, o processo de soldagem, a possibilidade de se acessar os dois lados da junta, a posição de soldagem e as características desejadas para a junta. SÍMBOLOS DE SOLDAGEM Figura 6 – Uso de chanfro diferente. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem. Os símbolos de soldagem constituem um importante meio técnico em engenharia para transmitir informações. Os símbolos fornecem todas as informações necessárias à soldagem, tais como: geometria e dimensões do chanfro, comprimento da solda, se a solda deve ser executada no campo, etc. Este item se baseia nas normas AWS A2.1, AWS A2.4 e NBR 5874, que tratam especificamente deste assunto. 14 " id="pdf-obj-13-4" src="pdf-obj-13-4.jpg">

Figura 5 Exemplo de solda. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem.

Chanfro (groove): Corte efetuado na junta para possibilitar/facilitar a obtenção de uma solda com a penetração desejada. É usado quando a espessura dos componentes da junta impede a obtenção da penetração desejada sem o chanfro. O uso de um chanfro diferente do tipo I (ver figura 6 abaixo) implica na necessidade de se usar metal de adição.

A escolha do tipo de chanfro e suas dimensões dependem de muitos fatores como a material base, sua espessura, o tipo de junta, o processo de soldagem, a possibilidade de se acessar os dois lados da junta, a posição de soldagem e as características desejadas para a junta.

Figura 5 – Exemplo de solda. Disponível em: <a href=www.ufmg.br/soldagem. Chanfro ( groove ): Corte efetuado na junta para possibilitar/facilitar a obtenção de uma solda com a penetração desejada. É usado quando a espessura dos componentes da junta impede a obtenção da penetração desejada sem o chanfro. O uso de um chanfro diferente do tipo I (ver figura 6 abaixo) implica na necessidade de se usar metal de adição. A escolha do tipo de chanfro e suas dimensões dependem de muitos fatores como a material base, sua espessura, o tipo de junta, o processo de soldagem, a possibilidade de se acessar os dois lados da junta, a posição de soldagem e as características desejadas para a junta. SÍMBOLOS DE SOLDAGEM Figura 6 – Uso de chanfro diferente. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem. Os símbolos de soldagem constituem um importante meio técnico em engenharia para transmitir informações. Os símbolos fornecem todas as informações necessárias à soldagem, tais como: geometria e dimensões do chanfro, comprimento da solda, se a solda deve ser executada no campo, etc. Este item se baseia nas normas AWS A2.1, AWS A2.4 e NBR 5874, que tratam especificamente deste assunto. 14 " id="pdf-obj-13-18" src="pdf-obj-13-18.jpg">

SÍMBOLOS DE SOLDAGEM

Figura 6Uso de chanfro diferente. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem.

Os símbolos de soldagem constituem um importante meio técnico em engenharia para transmitir informações. Os símbolos fornecem todas as informações necessárias à soldagem, tais como:

geometria e dimensões do chanfro, comprimento da solda, se a solda deve ser executada no campo, etc.

Este item se baseia nas normas AWS A2.1, AWS A2.4 e NBR 5874, que tratam especificamente deste assunto.

14

Figura 8 – A figura mostra os locais padronizados para os vários elementos de um símbolog em. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem. POSICIONAMENTO DOS SÍMBOLOS Os símbolos de soldagem são posicionados acima ou abaixo da linha de referência, dependendo da localização da seta em relação à junta, a saber: Símbolo abaixo da linha de referência corresponde a uma solda realizada no mesmo lado que a seta aponta.  Símbolo acima da linha de referência corresponde a uma solda realizada do lado oposto ao que a seta aponta.  Figura 9 – Posicionamento do símbolo de soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE. SÍMBOLOS BÁSICOS DE SOLDA A simbologia básica referente à soldagem divide as soldas em: solda em chanfro, solda em ângulo, solda de fechamento ou de aresta, solda de suporte e outros tipos de soldas. Em geral, os símbolos são semelhantes à configuração da solda a ser realizada. Os símbolos de solda em ângulo, soldas em chanfros em meio V, em K, e, J, em duplo J e com uma face convexa e soldas de fechamento ou de arestas entre uma peça curva ou flangeada e uma peça plana são, sempre indicados com uma perna perpendicular à esquerda do símbolo . 15 " id="pdf-obj-14-2" src="pdf-obj-14-2.jpg">
Figura 8 – A figura mostra os locais padronizados para os vários elementos de um símbolog em. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem. POSICIONAMENTO DOS SÍMBOLOS Os símbolos de soldagem são posicionados acima ou abaixo da linha de referência, dependendo da localização da seta em relação à junta, a saber: Símbolo abaixo da linha de referência corresponde a uma solda realizada no mesmo lado que a seta aponta.  Símbolo acima da linha de referência corresponde a uma solda realizada do lado oposto ao que a seta aponta.  Figura 9 – Posicionamento do símbolo de soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE. SÍMBOLOS BÁSICOS DE SOLDA A simbologia básica referente à soldagem divide as soldas em: solda em chanfro, solda em ângulo, solda de fechamento ou de aresta, solda de suporte e outros tipos de soldas. Em geral, os símbolos são semelhantes à configuração da solda a ser realizada. Os símbolos de solda em ângulo, soldas em chanfros em meio V, em K, e, J, em duplo J e com uma face convexa e soldas de fechamento ou de arestas entre uma peça curva ou flangeada e uma peça plana são, sempre indicados com uma perna perpendicular à esquerda do símbolo . 15 " id="pdf-obj-14-4" src="pdf-obj-14-4.jpg">

Figura 8A figura mostra os locais padronizados para os vários elementos de um símbolo de soldagem. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem.

POSICIONAMENTO DOS SÍMBOLOS

Os símbolos de soldagem são posicionados acima ou abaixo da linha de referência, dependendo da localização da seta em relação à junta, a saber:

Símbolo abaixo da linha de referência corresponde a uma solda realizada no mesmo lado que a seta aponta. Símbolo acima da linha de referência corresponde a uma solda realizada do lado oposto ao que a seta aponta.

Figura 8 – A figura mostra os locais padronizados para os vários elementos de um símbolog em. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem. POSICIONAMENTO DOS SÍMBOLOS Os símbolos de soldagem são posicionados acima ou abaixo da linha de referência, dependendo da localização da seta em relação à junta, a saber: Símbolo abaixo da linha de referência corresponde a uma solda realizada no mesmo lado que a seta aponta.  Símbolo acima da linha de referência corresponde a uma solda realizada do lado oposto ao que a seta aponta.  Figura 9 – Posicionamento do símbolo de soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE. SÍMBOLOS BÁSICOS DE SOLDA A simbologia básica referente à soldagem divide as soldas em: solda em chanfro, solda em ângulo, solda de fechamento ou de aresta, solda de suporte e outros tipos de soldas. Em geral, os símbolos são semelhantes à configuração da solda a ser realizada. Os símbolos de solda em ângulo, soldas em chanfros em meio V, em K, e, J, em duplo J e com uma face convexa e soldas de fechamento ou de arestas entre uma peça curva ou flangeada e uma peça plana são, sempre indicados com uma perna perpendicular à esquerda do símbolo . 15 " id="pdf-obj-14-23" src="pdf-obj-14-23.jpg">

Figura 9 Posicionamento do símbolo de soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

SÍMBOLOS BÁSICOS DE SOLDA

A simbologia básica referente à soldagem divide as soldas em: solda em chanfro, solda em ângulo, solda de fechamento ou de aresta, solda de suporte e outros tipos de soldas. Em geral, os símbolos são semelhantes à configuração da solda a ser realizada.

Os símbolos de solda em ângulo, soldas em chanfros em meio V, em K, e, J, em duplo J e com uma face convexa e soldas de fechamento ou de arestas entre uma peça curva ou flangeada e uma peça plana são, sempre indicados com uma perna perpendicular à esquerda do símbolo.

15

A figura abaixo apresenta os desenhos dos símbolos básicos de soldagem, os quais, na pratica, podem

A figura abaixo apresenta os desenhos dos símbolos básicos de soldagem, os quais, na pratica, podem ser executados por meio de um esquadro e alguns gabaritos correspondentes.

A figura abaixo apresenta os desenhos dos símbolos básicos de soldagem, os quais, na pratica, podem

Figura 10 Símbolos de solda. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

SÍMBOLOS SUPLEMENTARES DE SOLDA

Os símbolos suplementares são aqueles que detalham ou explicam alguma característica do cordão de solda. Em geral, são representados na linha de referência junto à linha de chamada. A figura abaixo apresenta os símbolos suplementares de solda.

A figura abaixo apresenta os desenhos dos símbolos básicos de soldagem, os quais, na pratica, podem

Figura 11 Símbolos suplementares. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

16

REPRESENTAÇÃO DOS SÍMBOLOS

REPRESENTAÇÃO DOS SÍMBOLOS A linha de referência deve estar na horizontal e a linha de chamada

A linha de referência deve estar na horizontal e a linha de chamada deve fazer um ângulo de 60º com esta, segundo a figura 3.6

REPRESENTAÇÃO DOS SÍMBOLOS A linha de referência deve estar na horizontal e a linha de chamada

Figura 12 Representação das linhas. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Quando a linha é “quebrada”, significa que a mesma aponta para um membro específico da junta

que deve ser chanfrado. Veja os exemplos abaixo.

REPRESENTAÇÃO DOS SÍMBOLOS A linha de referência deve estar na horizontal e a linha de chamada

Figura 13 Exemplos de aplicações de seta .. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

DIMENSIONAMENTO DAS SOLDAS

A seguir veremos alguns exemplos práticos do dimensionamento de juntas soldadas:

JUNTAS DE ÂNGULO SOLDAS EM ÂNGULO

  • a) A penetração da raiz da solda em ângulo virá indicada entre parênteses.

  • b) As pernas da solda estão indicadas ao lado do símbolo de solda em ângulo.

17

Figura 14 – Exemplos de dimensionamento de solda em ângulo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos
Figura 14 – Exemplos de dimensionamento de solda em ângulo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos

Figura 14Exemplos de dimensionamento de solda em ângulo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

  • c) No caso de pernas desiguais, os valores serão indicados conforme a figura a seguir.

Figura 14 – Exemplos de dimensionamento de solda em ângulo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos

Figura 15Exemplos de dimensionamento de solda em pernas desiguais. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

  • d) A abertura da raiz em todo tipo de solda deve ser representada dentro do símbolo de solda, de acordo com a figura abaixo.

Figura 14 – Exemplos de dimensionamento de solda em ângulo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos

Figura 16Exemplos de dimensionamento de abertura da raiz. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

  • e) Dimensões de solda descontínua são indicadas à direita do símbolo. Indica-se primeiro o comprimento da solda, e a seguir o espaçamento entre os centros destas.

Figura 14 – Exemplos de dimensionamento de solda em ângulo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos

SOLDAS EM CHANFROS

Figura 17Dimensionamento de solda descontínua. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

18

Figura 18: Exemplos de dimensionamento de solda de chanfro. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI
Figura 18: Exemplos de dimensionamento de solda de chanfro. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI

Figura 18: Exemplos de dimensionamento de solda de chanfro. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

FIQUE POR DENTRO

Observar que a profundidade de preparação do bisel vem

indicada à esquerda da penetração da junta, e sem parênteses. Nas soldas em chanfro a penetração da junta e a dimensão da solda são idênticas.

JUNTAS DE TOPO

Figura 18: Exemplos de dimensionamento de solda de chanfro. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI

Figura 19Exemplo de dimensionamento junta de topo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

19

 FIQUE POR DENTRO A dimensão da solda é indicada entre parênteses à esquerda do símbolo

FIQUE POR DENTRO

A dimensão da solda é indicada entre parênteses à esquerda do símbolo de solda. A profundidade de preparação do bisel é indicada à esquerda da dimensão da solda, fora dos parênteses. Para juntas com chanfros simples ou chanfros duplos, quando não houver indicação quanto à dimensão da solda e à profundidade de preparação do bisel, significa que a solda deverá ser executada com penetração total.

SOLDA EM ÂNGULO DESCONTÍNUA

 FIQUE POR DENTRO A dimensão da solda é indicada entre parênteses à esquerda do símbolo

Figura 20Exemplo de dimensionamento para símbolos de solda descontínua. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

SOLDAS EM CHANFRO COMBINADA COM SOLDA EM ÂNGULO

20

Figura 21 – Exemplo de dimensionamento de solda em chanfro combinadas com solda em ângulo. Disponível
Figura 21 – Exemplo de dimensionamento de solda em chanfro combinadas com solda em ângulo. Disponível

Figura 21Exemplo de dimensionamento de solda em chanfro combinadas com solda em ângulo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

POSIÇÕES DE SOLDAGEM

É a disposição que as partes das peças a serem soldadas ficam em relação a um plano de referência. Nem sempre a peça que vai ser soldada pode ser colocada na posição mais cômoda, devido a sua forma, tamanho, etc.É claro que uma solda executada na posição sobre cabeça exige maior habilidade do soldador que uma solda executada na posição plana. A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), estabeleceu normas e critérios de qualificação de soldadores, baseando-se, em partes, nessas dificuldades.

Daí a necessidade do soldador conhecer as posições de soldagem. Existem quatro posições básicas, a saber: plana, horizontal (plano vertical), vertical (descendente ou ascendente) e sobre cabeça.

POSIÇÃO PLANA

É aquela em que o metal base se encontra na posição plana e a deposição também é feita na posição plana (figura abaixo). É a que apresenta menores dificuldades de operação, podendo ser executada com todos os tipos de eletrodos.

Figura 21 – Exemplo de dimensionamento de solda em chanfro combinadas com solda em ângulo. Disponível

Figura 22Exemplo de posição plana. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

21

POSIÇÃO HORIZONTAL

POSIÇÃO HORIZONTAL É aquela em que o metal base se encontra no plano vertical e o

É aquela em que o metal base se encontra no plano vertical e o depósito é feito no plano horizontal. Não apresenta maiores dificuldades na sua execução podendo ser realizada com quase todos os tipos de eletrodo.

POSIÇÃO HORIZONTAL É aquela em que o metal base se encontra no plano vertical e o

Figura 23Exemplo de posição horizontal. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

POSIÇÃO VERTICAL (DESCENDENTE)

É aquela em que o metal base se encontra no plano vertical e o depósito também é feito na vertical de cima para baixo.

POSIÇÃO HORIZONTAL É aquela em que o metal base se encontra no plano vertical e o

Figura 24Exemplo de posição vertical descendente. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

É aplicada onde se pretende pouca penetração e um bom aspecto, sendo muito empregada na soldagem de chapas de pequena espessura.

POSIÇÃO VERTICAL (ASCENDENTE)

É aquela em que o metal base se encontra no plano vertical e o depósito também é feito na vertical, de baixo para cima.

POSIÇÃO HORIZONTAL É aquela em que o metal base se encontra no plano vertical e o

Figura 25Exemplo de posição vertical ascendente. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Essa posição é adotada com vantagem em trabalhos de grande responsabilidade, por raramente apresentar defeitos (porosidade, inclusões de escória, etc.) e, também pela grande penetração que se consegue.

POSIÇÃO SOBRE CABEÇA

Consiste em soldar peças colocadas horizontalmente acima da cabeça

22

Figura 26 – Exemplo de posição sobre cabeça. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.
Figura 26 – Exemplo de posição sobre cabeça. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Figura 26Exemplo de posição sobre cabeça. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

É a mais difícil de todas as posições de soldagem, por isso, sempre que possível, deve ser evitada. Para qualquer posição, as peças poderão variar de inclinação até 15º aproximadamente, em todos os sentidos, que ainda serão consideradas na posição.

MOVIMENTOS LATERAIS DO ELETRODO

Na soldagem a arco elétrico, toda posição de solda tem um movimento lateral de melhor aceitação. A seguir, vamos mostrar alguns dos movimentos laterais mais aconselhados. Nessa posição podemos recorrer a vários tipos de movimentos laterais, os mais comuns são vistos nas figuras abaixo.

Figura 26 – Exemplo de posição sobre cabeça. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Figura 27Movimento do eletrodo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Aplicando movimentos laterais deve-se parar ou diminuir a velocidade de avanço quando chegar à extremidade do cordão, o que é convencionado pelos pontos nas figuras.

FIQUE POR DENTRO

Não é aconselhável fazer movimentos laterais maiores

que três (3) vezes o diâmetro do eletrodo, principalmente quando se trabalha com eletrodo básico. O movimento mostrado na figura a seguir pode ser usado em alguns casos, porém, não é aconselhável por aquecer demasiadamente a zona da solda, podendo inclusive, ocasionar poros e inclusões de escória na passagem do cordão.

NA POSIÇÃO HORIZONTAL (PLANO VERTICAL)

Esta posição tem seus movimentos laterais definidos.

23

Figura 28 – Eletrodo em movimento definido. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE. NA
Figura 28 – Eletrodo em movimento definido. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE. NA

Figura 28Eletrodo em movimento definido. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

NA POSIÇÃO VERTICAL (DESCENDENTE)

Nesta posição temos poucos recursos e o movimento aplicado é visto na figura ao lado. Esta posição é especificamente usada em soldagens de chapas finas e em alguns casos especiais, onde o acabamento é o mais importante.

Figura 28 – Eletrodo em movimento definido. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE. NA

Figura 29Movimento do eletrodo na posição vertical descendente. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

NA POSIÇÃO VERTICAL (ASCENDENTE)

Os movimentos laterais mais usados são:

Movimento usado principalmente para primeiros cordões em soldas de canto e, também para unir peça de raiz irregular ou união de raiz.

 Movimento usado principalmente para primeiros cordões em soldas de canto e, também para unir peça

Figura 30Movimento do eletrodo posição vertical ascendente. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Movimento usado para cordões intermediários e primeiros cordões.

Figura 28 – Eletrodo em movimento definido. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE. NA

Figura 31Movimento usado para primeiro cordão. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

24

Movimentos muito usados para cobertura ou acabamento final.

 Movimentos muito usados para cobertura ou acabamento final. Figura 32 – Movimento usado para cobertura.

Figura 32Movimento usado para cobertura. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

 Movimentos muito usados para cobertura ou acabamento final. Figura 32 – Movimento usado para cobertura.

NA POSIÇÃO SOBRE CABEÇA

Essa posição é uma das mais evitadas pela dificuldade que oferece. Os movimentos usados são vistos nas figuras abaixo.

 Movimentos muito usados para cobertura ou acabamento final. Figura 32 – Movimento usado para cobertura.

Figura 33Movimento na posição sobre cabeça. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Ao soldar nessa posição, devemos nos precaver dos respingos. Para diminuir estes respingos devemos manter o arco elétrico estável e, sempre que possível curto.

JUNTAS

Junta é a região onde duas ou mais peças serão unidas por um processo de soldagem.

TIPOS DE JUNTA

As juntas podem ser:

De topo.

Sobreposta.

Em “T” (ou em ângulo).

De quina.

JUNTA DE TOPO

É o tipo em que os dois componentes estão no mesmo plano.

25

JUNTA SOBRE POSTA Figura 34 - Posição de junta de topo. Disponível em: Banco de Recursos
JUNTA SOBRE POSTA Figura 34 - Posição de junta de topo. Disponível em: Banco de Recursos

JUNTA SOBRE POSTA

Figura 34 - Posição de junta de topo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Tipo em que um dos componentes se sobrepõe ao outro ou aos outros.

JUNTA SOBRE POSTA Figura 34 - Posição de junta de topo. Disponível em: Banco de Recursos

Figura 35Posição de junta sobre posta. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

JUNTA EM “T” (OU EM ÂNGULO)

É o tipo em que os dois componentes estão próximos e em ângulo, tendo a secção transversal o

formato de um “T”.

JUNTA SOBRE POSTA Figura 34 - Posição de junta de topo. Disponível em: Banco de Recursos

Figura 36Posição de junta em T. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

JUNTA DE QUINA

Tipo em que os dois componentes estão próximos e em ângulo.

JUNTA SOBRE POSTA Figura 34 - Posição de junta de topo. Disponível em: Banco de Recursos

Figura 37Posição de junta de quina. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Qualquer dos tipos de juntas vistas anteriormente pode ser sem chanfro ou chanfrada.

JUNTA SEM CHANFRO

É aquela em que as bordas das peças a serem soldadas não necessitam de chanfros.

26

Figura 38 – Posição de junta sem chanfro. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.
Figura 38 – Posição de junta sem chanfro. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Figura 38Posição de junta sem chanfro. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Geralmente essas juntas são usadas em materiais de até 6 mm. Quando a soldagem requer penetração total, deve-se deixar entre uma chapa e a outra uma abertura igual ao diâmetro do núcleo do eletrodo. Verifique na figura abaixo.

JUNTACHANFRADA

Figura 38 – Posição de junta sem chanfro. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Figura 39Soldagem com penetração. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

É aquela em que as bordas das peças a serem soldadas necessitam de chanfro. Na maioria dos casos, quando a espessura dos materiais tem mais de 6 mm.

Figura 38 – Posição de junta sem chanfro. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

PREPARAÇÃO DA JUNTA

Figura 40Posição de junta chanfrada. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Antes de se iniciar uma solda é necessário preparar a junta. Para isso, devemos:

Em primeiro lugar, limpar a parte da peça que vai ser soldada, eliminando gordura, tinta, óleo ou qualquer tipo de impureza que possa prejudicar a solda; Em segundo lugar, verificar o tipo da junta conveniente e, se for junta chanfrada, escolher o tipo e dimensão do chanfro que atende à economia, viabilidade, empenamento, etc. Chanfro pode ser preparado por máquinas operatrizes (plaina, frezadora, torno, etc.) ou através de corte oxi-acetilênico.

NOÇÕES DE ELETRICIDADE APLICADA A SOLDAGEM

CORRENTE ELÉTRICA

Chamamos de corrente elétrica ao movimento ordenado de cargas elétricas através de um corpo.

27

TIPOS DE CORRENTE ELÉTRICA

CORRENTE CONTÍNUA ( = )

TIPOS DE CORRENTE ELÉTRICA CORRENTE CONTÍNUA ( = ) É aquela que circula sempre no mesmo

É aquela que circula sempre no mesmo sentido. A fonte fornecedora de corrente (figura abaixo) mantém constante sua polaridade, ou seja:

O borne negativo sempre será negativo;

O borne positivo sempre será positivo.

TIPOS DE CORRENTE ELÉTRICA CORRENTE CONTÍNUA ( = ) É aquela que circula sempre no mesmo

CORRENTE ALTERNADA ( » )

Figura 41Fonte fornecedora de corrente. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

É aquela que passa através de um corpo sofrendo inversão de sentido em intervalos regulares de tempo, caminhando primeiro num sentido e depois no outro. Cada borne, ora será negativo, ora será positivo. Vemos nas figuras abaixo, o sentido da corrente em um transformador.

TIPOS DE CORRENTE ELÉTRICA CORRENTE CONTÍNUA ( = ) É aquela que circula sempre no mesmo

Figura 42Sentido de corrente de um transformador. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

INTENSIDADE DA CORRENTE ELÉTRICA

A corrente elétrica, seja ela alternada ou contínua pode ter sua intensidade medida. Para medir a intensidade da corrente usa-se a unidade de medida chamada ampère, que é representada pela

28

letra A. Portanto, é correto dizer que num determinado instante a intensidade da corrente circulante pelo

letra A. Portanto, é correto dizer que num determinado instante a intensidade da corrente circulante pelo eletrodo é de 200 A.

TENSÃO ELÉTRICA

Já foi visto que corrente elétrico é um movimento ordenado de cargas elétricas através de um corpo. Estas cargas, porém, não se movem sem que haja uma força atuando sobre elas, fazendo- as circular.

A essa força atuante dá-se o nome de tensão elétrica. Portanto, tensão elétrica é a força que movimenta as cargas elétricas através de um corpo e que tem como unidade de medida o volt., que é representado pela letra V.

letra A. Portanto, é correto dizer que num determinado instante a intensidade da corrente circulante pelo

RESISTÊNCIA ELÉTRICA

Figura 43Exemplo de tensão elétrica. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

É a dificuldade que um corpo oferece à passagem da corrente elétrica e sua unidade de medida é o ohm, que é representado pela letra grega W.

A corrente elétrica ao atravessar um corpo encontra dificuldade e gera calor.Este calor pode ser desejável, como no caso do chuveiro elétrico, ou indesejável como no caso de um mau contato numa conexão elétrica. Na soldagem elétrica devemos evitar o aquecimento indesejável em:

Mau contato entre o grampo terra e massa.

 Mau contato entre o grampo terra e massa. Figura 44 – Exemplo de mau contato

Figura 44Exemplo de mau contato entre o grampo e a massa. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Mau contato entre o cabo elétrico e o porta-eletrodo.

29

Figura 45 – Exemplo de mau contato entre o cabo elétrico e o porta eletrodo. Disponível
Figura 45 – Exemplo de mau contato entre o cabo elétrico e o porta eletrodo. Disponível

Figura 45Exemplo de mau contato entre o cabo elétrico e o porta eletrodo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Mau contato entre os terminais do cabo elétrico e os bornes da máquina.

 Mau contato entre os terminais do cabo elétrico e os bornes da máquina. Figura 46

Figura 46Exemplo de mau contato entre terminais e bornes. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Seccionamento parcial dos cabos elétricos.

 Mau contato entre os terminais do cabo elétrico e os bornes da máquina. Figura 46

Figura 47Seccionamento parcial dos cabos. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Grampo terra danificado

Figura 45 – Exemplo de mau contato entre o cabo elétrico e o porta eletrodo. Disponível

Figura 48Exemplo de grampo terra danificado. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Ao fazer uma conexão elétrica deve-se tomar o cuidado de fazê-la corretamente para que não ocorra mau contato e a conseqüente perda de energia elétrica em geração de aquecimento indesejável.

MATERIAIS CONDUTORES

São corpos que permitem a passagem da corrente elétrica com relativa facilidade.

MATERIAIS ISOLANTES

São corpos que, dentro de uma determinada faixa de tensão, não permitem a passagem da corrente elétrica (figura abaixo). Os mais usados são a borracha, a mica, a porcelana e a baquelita.

30

ARCO ELÉTRICO

ARCO ELÉTRICO Figura 49 – Exemplo de materiais isolantes. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI
ARCO ELÉTRICO Figura 49 – Exemplo de materiais isolantes. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI

Figura 49Exemplo de materiais isolantes. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

É a passagem da corrente elétrica de um pólo (peça) para o outro (eletrodo), desde que seja mantido entre eles um afastamento conveniente. Esse afastamento é chamado de comprimento do arco.

ARCO ELÉTRICO Figura 49 – Exemplo de materiais isolantes. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI

Figura 50Exemplo de arco elétrico. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

O comprimento do arco deve ter aproximadamente o diâmetro do núcleo do eletrodo. O arco elétrico produz calor intenso que funde a ponta do eletrodo e parte da peça tocada por este, formando a solda.

Além do seu papel de fonte de calor, o arco elétrico ainda conduz as gotas de metal, depositando- as de encontro à peça, o que permite executar soldas sobre cabeça.

OBTENÇÃO DA CORRENTE ELÉTRICA NA SOLDAGEM

Nas soldagens, a corrente elétrica pode ser obtida por meio de:

 Máquina de solda geradora. Figura 51– Exemplo de máquina de solda gerador. Disponível em: Banco
Máquina de solda geradora.
Figura 51– Exemplo de máquina de solda gerador.
Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.
Máquina de solda transformadora.

31

Figura 52 – Exemplo de máquina de solda transformadora. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI

Figura 52Exemplo de máquina de solda transformadora. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Máquina de solda retificadora.

Figura 52 – Exemplo de máquina de solda transformadora. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI

Figura 53Exemplo de máquina de solda retificadora. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

EFEITO DE TENSÃO ELÉTRICA

Figura 52 – Exemplo de máquina de solda transformadora. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI

A tensão faz com que a corrente elétrica prossiga circulando, mesmo depois que o eletrodo é afastado da peça, fazendo com que o arco elétrico se mantenha. O arco produz alta temperatura fundindo o material do eletrodo e da peça formando a solda.

Figura 52 – Exemplo de máquina de solda transformadora. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI

Figura 54Exemplo de efeito de tensão. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

SENTIDO DE CIRCULÇÃO DA CORRENTE ELÉTRICA

A corrente sempre circula do pólo negativo (-) para o pólo positivo (+).

POLARIDADES

No processo de soldagem, quando a máquina de solda está operando, a corrente elétrica sai pelo borne A; desloca-se pelo cabo até a peça que está sendo soldada, provoca a fusão do material da peça com o material do eletrodo através do arco elétrico; passa pelo eletrodo e retorna ao borne B através do cabo; entra novamente na máquina e, pelo circuito interno, torna a sair pelo borne A.

32

SOPRO MAGNÉTICO Figura 55 – Exemplo de processo de soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos
SOPRO MAGNÉTICO Figura 55 – Exemplo de processo de soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos

SOPRO MAGNÉTICO

Figura 55Exemplo de processo de soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE.

Nas soldagens, quando trabalhamos com altas amperagens em corrente contínua, ocorre o efeito chamado de sopro magnético. Este efeito provoca o desvio das gotas de metal fundido para um dos lados da peça que está sendo soldada. O desvio é feito para o lado onde for maior a força do campo magnético, força esta, provocada pela falta de uniformidade da distribuição desse campo. Este problema pode ser resolvido de várias formas. A seguir apresentamos algumas delas:

Mudando o ângulo do eletrodo;

Deslocando a fixação terra;

Colocando um material de maior condutibilidade elétrica como terra (cobre).

SOPRO MAGNÉTICO Figura 55 – Exemplo de processo de soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos

SITE:

www.esab.com.br/solda-eletrica

FONTES DE ENERGIA PARA SOLDAGEM

Desde as últimas décadas do século passado, tem ocorrido um vigoroso desenvolvimento (ou mesmo uma revolução) no projeto e construção de fontes para soldagem associados com a introdução de sistemas eletrônicos para o controle nestes equipamentos.

Atualmente, podem-se separar as fontes em duas classes básicas:

As máquinas convencionais, cuja tecnologia básica vem das décadas de 1950 e 60 (ou

antes). As máquinas "eletrônicas", ou modernas, de desenvolvimento mais recente (décadas de 1970, 80, 90 e 2000).

No Brasil, ainda a grande maioria das fontes fabricadas são convencionais que são as que abordaremos neste capítulo.

33

REQUISITOS BÁSICOS DAS FONTES

REQUISITOS BÁSICOS DAS FONTES Existem três requisitos básicos que uma fonte de energia para soldagem a

Existem três requisitos básicos que uma fonte de energia para soldagem a arco deve atender:

produzir saídas de corrente e tensão nos valores desejados e com características

adequadas para o processo de soldagem; permitir o ajuste destes valores de corrente e/ou tensão para aplicações específicas;

variar a corrente e tensão durante a operação de acordo com os requerimentos do processo

de soldagem e aplicação.

Adicionalmente, o projeto da fonte precisa atender outros requisitos tais como:

estar em conformidade com exigências de normas e códigos relacionados com a segurança e funcionalidade. apresentar resistência e durabilidade em ambientes fabris, com instalação e operação simples e segura. possuir controles/interface do usuário de fácil compreensão e uso; quando necessário, ter interface ou saída para sistemas de automação.

REQUISITOS BÁSICOS DAS FONTES Existem três requisitos básicos que uma fonte de energia para soldagem a

Figura 56Produção relativa de diferentes tipos de fontes. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem

FONTES CONVENCIONAIS

Para produzir os tipos de correntes necessários à soldagem são utilizados três equipamentos, conforme descrito no esquema a seguir:

REQUISITOS BÁSICOS DAS FONTES Existem três requisitos básicos que uma fonte de energia para soldagem a

TRANSFORMADOR

Veja na figura a seguir os componentes dessa fonte de corrente.

34

REGULAGEM Figura 57 – Diagrama de recursos de um transformador. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos
REGULAGEM Figura 57 – Diagrama de recursos de um transformador. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos

REGULAGEM

Figura 57Diagrama de recursos de um transformador. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI RJ.

A regulagem da corrente de soldagem pode ser realizada tanto pelo interruptor gradual quanto por meio do núcleo de dispersão.

Interruptor Gradual é por meio desse interruptor que se altera o numero de espiras no primário. Dessa forma, a relação entre o primário e o secundário acaba se modificando também.

REGULAGEM Figura 57 – Diagrama de recursos de um transformador. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos

Figura 58Diagrama de regulagem com interruptor gradual. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI RJ.

Núcleo de Dispersão mediante o movimento desse núcleo, seja para dentro ou para fora, altera- se o fluxo magnético no secundário para mais ou para menos. Veja a figura abaixo.

REGULAGEM Figura 57 – Diagrama de recursos de um transformador. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos

Figura 59Diagrama de regulagem com núcleo de dispersão. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI RJ.

35

Ligação – observem na figura abaixo as indicações para efetuar a ligação correta do transformador de

Ligação observem na figura abaixo as indicações para efetuar a ligação correta do transformador de solda, sem partes rotativas, tanto pelo eletricista quanto pelo soldador.

Ligação – observem na figura abaixo as indicações para efetuar a ligação correta do transformador de

RETIFICADOR

Figura 60Indicação para efetuar a ligação correta do transformador de solda. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI RJ.

PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO

Na figura abaixo se pode observar que o elemento retificador possibilita a passagem da corrente elétrica somente em uma direção e pode ser compreendido como uma válvula elétrica de retenção.

Ligação – observem na figura abaixo as indicações para efetuar a ligação correta do transformador de

Figura 61Exemplo de funcionamento de um retificador. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI RJ.

Ligação - o retificador de solda apresenta, quase sempre, com ventilação interna e fendas para ventilação na carcaça. Agora, observem na figura abaixo, as indicações para efetuar a ligação corretada do equipamento, tanto pela eletricidade quanto pelo soldador.

Ligação – observem na figura abaixo as indicações para efetuar a ligação correta do transformador de

Figura 62Ligação do retificador de solda. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI RJ.

36

A passagem do ar não pode ser obstruída. O fluxo da refrigeração deve ser observado. A

A passagem do ar não pode ser obstruída. O fluxo da refrigeração
deve ser observado. A entrada e a saída do ar devem ser sinalizadas. Caso o fluxo de ar esteja invertido, chame o eletricista.

GERADOR

O gerador de soldagem (ou motor-gerador) é um dos tipos mais antigos de fonte de energia para soldagem a arco e é, ainda hoje, uma das fontes mais versáteis. Podem ser projetados para gerar qualquer tipo de curva característica e, embora geralmente produzam corrente contínuas, existem equipamentos de corrente alternada, a qual pode ter uma freqüência diferente de 50 ou 60Hz (valores usuais em redes de alimentação).

O motor pode ser elétrico ou de combustão interna, tendo, como combustível, gasolina, óleo diesel, gás natural.

A passagem do ar não pode ser obstruída. O fluxo da refrigeração deve ser observado. A

Figura 63Diagrama esquemático de um motor-gerador. Disponível em: www.ufmg.br/soldagem.

FIQUE POR DENTRO

O transformador de solda produz corrente alternada e seu símbolo é:

A passagem do ar não pode ser obstruída. O fluxo da refrigeração deve ser observado. A

O retificador de solda produz corrente contínua e o símbolo do equipamento é:

A passagem do ar não pode ser obstruída. O fluxo da refrigeração deve ser observado. A

O gerador produz corrente contínua e seu símbolo é :

A passagem do ar não pode ser obstruída. O fluxo da refrigeração deve ser observado. A

37

EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS PARA SOLDAGEM Além da fonte de energia que chamamos de máquina de soldar,

EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS PARA SOLDAGEM

Além da fonte de energia que chamamos de máquina de soldar, outros acessórios e ferramentas são utilizados para executar as operações de soldagem. Uns servem para transportar a corrente da fonte até o local de soldagem, outros para preparação da solda e outros ainda, para a limpeza durante a execução da solda.

São acessórios necessários nas operações de soldagem:

cabo de solda;

porta-eletrodo; grampo terra (ligação à massa).

CABO DE SOLDA

É constituído por um núcleo, formado de grande quantidade de fios de cobre, recoberto com material isolante. Serve para fazer a ligação do porta-eletrodo e do grampo terra à fonte de energia.

EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS PARA SOLDAGEM Além da fonte de energia que chamamos de máquina de soldar,

Figura 64Cabo de solda. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI SP. Consultado em: 17/10/2011

EQUIPAMENTOS E FERRAMENTAS PARA SOLDAGEM Além da fonte de energia que chamamos de máquina de soldar,

A grande quantidade de fios de cobre permite ao cabo maior flexibilidade nos movimentos executados nas operações de soldagem. O diâmetro do cabo depende da intensidade da corrente a ser utilizada e da distância entre a máquina e o posto de soldagem.

Conhecendo-se a distância entre a máquina e o posto de trabalho e a intensidade da corrente a usar, recorre-se à tabela abaixo para encontrar a bitola conveniente do cabo, evitando, com isso, perda de corrente, aquecimento ou super-dimensionamento do cabo.

38

CORRENTES MÁXIMAS ADMISSÍVEIS EM AMPÉRES Tabela 2 – Distancias da máquina ao eletrodo. Encontrada a bitola

CORRENTES MÁXIMAS ADMISSÍVEIS EM AMPÉRES

CORRENTES MÁXIMAS ADMISSÍVEIS EM AMPÉRES Tabela 2 – Distancias da máquina ao eletrodo. Encontrada a bitola

Tabela 2 Distancias da máquina ao eletrodo.

Encontrada a bitola do cabo obteremos outras características através da seguinte tabela:

CORRENTES MÁXIMAS ADMISSÍVEIS EM AMPÉRES Tabela 2 – Distancias da máquina ao eletrodo. Encontrada a bitola

Tabela 3Bitolas do cabo.

Na coluna Formação você encontrará o número de fios do cabo e o diâmetro em milímetros de cada fio.

Exemplo de leitura:

666 = número de fios do cabo

PORTA ELETRODO

0,254 = diâmetro em mm de cada fio.

É um acessório que serve para prender o eletrodo através de suas garras de contato. É construído de cobre com suas partes externas totalmente isoladas. Seu tamanho e isolação variam de acordo com a intensidade da corrente a ser utilizada.

39

Figura 65 – Exemplo de porta eletrodo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE O
Figura 65 – Exemplo de porta eletrodo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE O

Figura 65Exemplo de porta eletrodo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE

O porta-eletrodo é conhecido também como “alicate porta-eletrodo” ou “pinça porta-eletrodo”.

GRAMPO TERRA

É um acessório de conexão do cabo terra à peça, construído de cobre ou alumínio.

Figura 65 – Exemplo de porta eletrodo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE O

MARTELO PICADOR

Figura 66Exemplo de grampo terra. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE

Ferramenta usada para remover a escória e os respingos da solda.

Figura 65 – Exemplo de porta eletrodo. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE O

Figura 67Exemplo de martelo picador. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE

Martelo picador = picadeira ou martelo bate-escória. Em grandes empresas, para remover escória usam-se dispositivos pneumáticos.

GABARITO

40

É uma ferramenta construída de chapa de aço, de forma geométrica variável de acordo com o

É uma ferramenta construída de chapa de aço, de forma geométrica variável de acordo com o tipo de trabalho a ser executado. São utilizadas em substituição a instrumentos de precisão, para padronizar dimensões de cordões, filetes, verificação de esquadro, ângulos de chanfros, etc.

Na figura abaixo mostramos os principais tipos de gabaritos utilizados nas operações de soldagem e suas aplicações.

É uma ferramenta construída de chapa de aço, de forma geométrica variável de acordo com o

ESCOVA DE AÇO

Figura 68Principais tipos de gabarito. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE

Ferramenta usada para remover o óxido de ferro (ferrugem) das chapas a serem soldadas e também para fazer uma melhor limpeza nos cordões de solda.

É uma ferramenta construída de chapa de aço, de forma geométrica variável de acordo com o

TENAZ

Figura 69Exemplo de escova de aço. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE

Ferramenta semelhante a um alicate, porém com cabos mais longos. Serve para segurar peças quentes

É uma ferramenta construída de chapa de aço, de forma geométrica variável de acordo com o

Figura 70Exemplo de martelo picador. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI PE

41

METAIS DE BASE E CONSUMÍVEIS

PROCESSO DE FUNDIÇÃO DO AÇO

METAIS DE BASE E CONSUMÍVEIS PROCESSO DE FUNDIÇÃO DO AÇO Figura 71 – Exemplo de martelo
METAIS DE BASE E CONSUMÍVEIS PROCESSO DE FUNDIÇÃO DO AÇO Figura 71 – Exemplo de martelo

Figura 71Exemplo de martelo picador. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG

Para processamento posterior através de laminação ou forjamento

TIPOS DE AÇO FUNDIDO

Não acalmado

METAIS DE BASE E CONSUMÍVEIS PROCESSO DE FUNDIÇÃO DO AÇO Figura 71 – Exemplo de martelo

Acalmado

Figura 72Exemplo de aço não aclamado. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG

METAIS DE BASE E CONSUMÍVEIS PROCESSO DE FUNDIÇÃO DO AÇO Figura 71 – Exemplo de martelo

Figura 73Exemplo de aço aclamado. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG

Características: Com silício e manganês. Especialmente Acalmado

METAIS DE BASE E CONSUMÍVEIS PROCESSO DE FUNDIÇÃO DO AÇO Figura 71 – Exemplo de martelo

Figura 74Exemplo de aço especialmente aclamado. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG

42

Características: Com silício e manganês e alumínio

Características: Com silício e manganês e alumínio ELEMENTOS INDESEJÁVEIS PRESENTES NO AÇO Tabela 4 – Elementos

ELEMENTOS INDESEJÁVEIS PRESENTES NO AÇO

Características: Com silício e manganês e alumínio ELEMENTOS INDESEJÁVEIS PRESENTES NO AÇO Tabela 4 – Elementos

Tabela 4Elementos indesejáveis encontrados no aço.

ELEMENTOS DESEJÁVEIS PRESENTES NO AÇO

Características: Com silício e manganês e alumínio ELEMENTOS INDESEJÁVEIS PRESENTES NO AÇO Tabela 4 – Elementos

Tabela 5Elementos desejáveis encontrados no aço.

Possíveis perigos devidos ao carbono, fósforo, enxofre, nitrogênio e oxigênio na junta soldada.

Características: Com silício e manganês e alumínio ELEMENTOS INDESEJÁVEIS PRESENTES NO AÇO Tabela 4 – Elementos

ELEMENTOS DE LIGA NO AÇO

43

Tabela 6 – Elementos de liga no aço. SOLDABILIDADE DOS AÇOS-CARBONO COMUNS SEGUNDO A NORMA DIN
Tabela 6 – Elementos de liga no aço. SOLDABILIDADE DOS AÇOS-CARBONO COMUNS SEGUNDO A NORMA DIN

Tabela 6Elementos de liga no aço.

SOLDABILIDADE DOS AÇOS-CARBONO COMUNS SEGUNDO A NORMA DIN 17100

Tabela 6 – Elementos de liga no aço. SOLDABILIDADE DOS AÇOS-CARBONO COMUNS SEGUNDO A NORMA DIN

Tabela 7Soldabilidade dos aços-carbono.

44

Aços-carbono comuns e de baixa liga, segundo a norma DIN 17100, apresentam boa soldabilidade para teores

Aços-carbono comuns e de baixa liga, segundo a norma DIN 17100, apresentam boa soldabilidade para teores de carbono até 0,22%.

Boa soldabilidade: St 37, St 44, St 52.

Soldabilidade limitada: St 50, St 60, St 70.

Soldabilidade restrita: St 33.

Os aços que apresentam soldabilidade limitada podem apenas ser soldados mediante autorização do responsável técnico pela obra. Chapas finas apresentam sempre boa soldabilidade.

INTERPRETAÇÃO DE DESENHO

Aços-carbono comuns e de baixa liga, segundo a norma DIN 17100, apresentam boa soldabilidade para teores

Figura 75Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG

45

Figura 76 – Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG 46
Figura 76 – Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG 46

Figura 76Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG

46

Figura 77 – Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG 47
Figura 77 – Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG 47

Figura 77Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG

47

Figura 78 – Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG Consultado
Figura 78 – Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG Consultado

Figura 78Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG Consultado em: 17/10/2011

48

Figura 79 – Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG 49
Figura 79 – Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG 49

Figura 79Desenhos e seus significados. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI MG

49

SEGURANÇA E HIGIENE NO PROCESSO DE SOLDAGEM Nas operações de soldagem, o soldador deve estar atentoBanco d e Dados SENAI DN/SENAI PE.  Usar biombos para proteger as pessoas que o rodeiam. Fi g ura 81: Exemplo de máscara de solda. Disponível em: Banco d e Dados SENAI DN/SENAI PE.  Evitar danos materiais não soldando em locais onde haja materiais de fácil combustão como óleo, gasolina, thiner, querosene, etc. e materiais explosivos como pólvora, dinamite, etc. 50 " id="pdf-obj-49-2" src="pdf-obj-49-2.jpg">

SEGURANÇA E HIGIENE NO PROCESSO DE SOLDAGEM

Nas operações de soldagem, o soldador deve estar atento às normas de segurança, devendo:

Usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI) para evitar danos físicos ou prejuízos à saúde.

 Usar o Equipamento de Proteção Individual (EPI) para evitar danos físicos ou prejuízos à saúde.Banco d e Dados SENAI DN/SENAI PE.  Usar biombos para proteger as pessoas que o rodeiam. " id="pdf-obj-49-15" src="pdf-obj-49-15.jpg">

Figura 80: Exemplo de EPI Disponível em: Banco de Dados SENAI DN/SENAI PE.

Usar biombos para proteger as pessoas que o rodeiam.

SEGURANÇA E HIGIENE NO PROCESSO DE SOLDAGEM Nas operações de soldagem, o soldador deve estar atentoBanco d e Dados SENAI DN/SENAI PE.  Usar biombos para proteger as pessoas que o rodeiam. Fi g ura 81: Exemplo de máscara de solda. Disponível em: Banco d e Dados SENAI DN/SENAI PE.  Evitar danos materiais não soldando em locais onde haja materiais de fácil combustão como óleo, gasolina, thiner, querosene, etc. e materiais explosivos como pólvora, dinamite, etc. 50 " id="pdf-obj-49-28" src="pdf-obj-49-28.jpg">

Figura 81: Exemplo de máscara de solda. Disponível em: Banco de Dados SENAI DN/SENAI PE.

Evitar danos materiais não soldando em locais onde haja materiais de fácil combustão como óleo, gasolina, thiner, querosene, etc. e materiais explosivos como pólvora, dinamite, etc.

50

Figura 38: Não soldar em locais de risco Disponível em: <a href=Banco d e Dados SENAI DN/SENAI PE. Consultado em: 25/11/2011 POSTO DE TRABALHO DE SOLDA É o local onde o soldador trabalha. Pode ser em cabines de solda, ou em outros locais onde seja necessário executar uma solda. CABINE Deve ser pintada em cor escura e fosca para evitar reflexão de luz. Deve ter ventilação suficiente para que os gases (fumos) liberados pelo eletrodo durante a soldagem não sejam aspirados pelo soldador; apesar desses gases normalmente não serem tóxicos, podem afetar as vias respiratórias. Observações:  Em locais fechados é necessário colocar exaustores;  Não se deve soldar peças pintadas ou encharcadas de óleo ou graxa. SOLDA DE CAMPO Nesta situação, além das precauções normais, o soldador precisa estar atento aos danos provocados pela ação da corrente elétrica, evitando trabalhar em locais úmidos, debaixo de chuva, descalço ou com calçados em más condições. SOLDA DE MANUTENÇÃO 51 " id="pdf-obj-50-2" src="pdf-obj-50-2.jpg">
Figura 38: Não soldar em locais de risco Disponível em: <a href=Banco d e Dados SENAI DN/SENAI PE. Consultado em: 25/11/2011 POSTO DE TRABALHO DE SOLDA É o local onde o soldador trabalha. Pode ser em cabines de solda, ou em outros locais onde seja necessário executar uma solda. CABINE Deve ser pintada em cor escura e fosca para evitar reflexão de luz. Deve ter ventilação suficiente para que os gases (fumos) liberados pelo eletrodo durante a soldagem não sejam aspirados pelo soldador; apesar desses gases normalmente não serem tóxicos, podem afetar as vias respiratórias. Observações:  Em locais fechados é necessário colocar exaustores;  Não se deve soldar peças pintadas ou encharcadas de óleo ou graxa. SOLDA DE CAMPO Nesta situação, além das precauções normais, o soldador precisa estar atento aos danos provocados pela ação da corrente elétrica, evitando trabalhar em locais úmidos, debaixo de chuva, descalço ou com calçados em más condições. SOLDA DE MANUTENÇÃO 51 " id="pdf-obj-50-4" src="pdf-obj-50-4.jpg">

Figura 38: Não soldar em locais de risco Disponível em: Banco de Dados SENAI DN/SENAI PE. Consultado em: 25/11/2011

POSTO DE TRABALHO DE SOLDA

É o local onde o soldador trabalha. Pode ser em cabines de solda, ou em outros locais onde seja necessário executar uma solda.

CABINE

Deve ser pintada em cor escura e fosca para evitar reflexão de luz. Deve ter ventilação suficiente para que os gases (fumos) liberados pelo eletrodo durante a soldagem não sejam aspirados pelo soldador; apesar desses gases normalmente não serem tóxicos, podem afetar as vias respiratórias.

Observações:

Em locais fechados é necessário colocar exaustores;

Não se deve soldar peças pintadas ou encharcadas de óleo ou graxa.

SOLDA DE CAMPO

Nesta situação, além das precauções normais, o soldador precisa estar atento aos danos provocados pela ação da corrente elétrica, evitando trabalhar em locais úmidos, debaixo de chuva, descalço ou com calçados em más condições.

SOLDA DE MANUTENÇÃO

51

Devem-se tomar cuidados especiais com soldagens próximas a materiais inflamáveis ou explosivos. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO MÁSCARAS

Devem-se tomar cuidados especiais com soldagens próximas a materiais inflamáveis ou explosivos.

EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO

MÁSCARAS

Os arcos elétricos de soldagem ou corte emitem raios ultravioletas e infravermelhos. Exposições de longa duração podem provocar queimaduras graves e dolorosas da pele e danos permanentes para os olhos.

TIPOS

Há máscaras de soldar de diferentes desenhos e materiais com adaptação protetora para os olhos usada quando se limpa a escória (A). As máscaras de sustentação manual (B) têm aplicação em trabalhos de armação e ponteação por soldagem. Seu uso não é conveniente em trabalhos em alturas ou onde o operador necessite segurar peças ou ferramentas. Também existem as máscaras de solda com filtro de escurecimento automático de tonalidade variável (C).

Devem-se tomar cuidados especiais com soldagens próximas a materiais inflamáveis ou explosivos. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO MÁSCARAS

CONDIÇÕES DE USO

Figura 80Exemplos de máscaras para soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI SC

As máscaras devem ser usadas em posição correta e com jogo completo de vidros.

Devem-se tomar cuidados especiais com soldagens próximas a materiais inflamáveis ou explosivos. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO MÁSCARAS

Figura 81Conjunto de vidros. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI SC

52

O vidro neutralizador deve ser selecionado de acordo com a amperagem utilizada. Deve manter uma boa

O vidro neutralizador deve ser selecionado de acordo com a amperagem utilizada. Deve manter uma boa visibilidade trocando o vidro protetor, quando este apresente excesso de projeções. Evite as infiltrações de luz na máscara. Esta não deve ser exposta ao calor nem a golpes.

Devem ser leves e sua braçadeira ajustada para segurá-la bem na cabeça. Requerem um mecanismo que permita acioná-las comodamente. A substituição dos vidros deve ser feita mediante um mecanismo de fácil manejo.

A tabela abaixo orienta quanto à opacidade recomendada para a proteção em função do processo e da faixa de corrente usada. Como regra geral, iniciar com uma opacidade alta demais para que se veja a zona do arco; reduzir então a opacidade que se tenha uma visão adequada da área de soldagem, sem problema para os olhos.

O vidro neutralizador deve ser selecionado de acordo com a amperagem utilizada. Deve manter uma boa

ÓCULOS DE SEGURANÇA

Tabela 8Filtros recomendados pela norma de segurança ANSIz 49,1

53

Os óculos de segurança são elementos utilizados para proteger os olhos do operador, quando este realiza

Os óculos de segurança são elementos utilizados para proteger os olhos do operador, quando este realiza trabalhos de limpeza, esmerilhado, torneado, retificado, soldagem, ou outra operação onde se requer a proteção da vista.

Existem vários tipos de óculos.

Os óculos de segurança são elementos utilizados para proteger os olhos do operador, quando este realiza

Figura 82Exemplo de óculos de segurança. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI SC

Geralmente a armação está constituída de plástico ou metal, permitindo a substituição do vidro ou plástico transparente quando este se estraga. Os óculos de proteção devem ser de fácil colocação, resistentes e adaptáveis à configuração do rosto.

Existem também elementos de proteção em forma de máscara, que além dos olhos também protege o rosto; esta mascara deve ajustar-se à cabeça com firmeza para evitar sua queda.

Os óculos de segurança são elementos utilizados para proteger os olhos do operador, quando este realiza

Figura 83Outro elemento de proteção. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI SC

CONDIÇÕES DE USO

Limpar os óculos antes de usá-lo para obter melhor visibilidade;

Trocar seu elástico quando perder a elasticidade.

CUIDADOS

Guardar os óculos em seu estojo após o uso; assim os proteger em caso de quedas ou

golpes; Deve-se evitar por os óculos em contato direto com peças quentes.

OBSERVAÇÕES

54

 Em soldagem oxiacetilênicas utilizam-se óculos de tonalidade verde cuja graduação encontra-se numerada, sendo a mais

Em soldagem oxiacetilênicas utilizam-se óculos de tonalidade verde cuja graduação encontra-se numerada, sendo a mais utilizada a de nº 6; Em tratamento térmico devem-se usar óculos com a tonalidade azul. VESTIMENTA DE COURO

É constituída por elementos confeccionados em couro, que são usados pelo soldador para proteger-se do calor e das irradiações produzidas pelo arco elétrico. É composta por: luvas, avental, casaca, mangas e polainas.

LUVAS

São de couro ou asbestos e sua forma vária conforme exemplos abaixo. As luvas de asbesto justificam seu uso somente em trabalhos de grande temperatura.

Deve evitar-se segurar peças muito quentes com as luvas, devido ao calor porque elas se deformam e perdem sua flexibilidade

 Em soldagem oxiacetilênicas utilizam-se óculos de tonalidade verde cuja graduação encontra-se numerada, sendo a mais

AVENTAL

Figura 84Exemplos de luvas de proteção. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI SC

É de forma comum ou com protetor para pernas. É usado para proteger a parte anterior do corpo e as pernas até os joelhos.

CASACA

 Em soldagem oxiacetilênicas utilizam-se óculos de tonalidade verde cuja graduação encontra-se numerada, sendo a mais

Figura 85Exemplos de aventais de proteção. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI SC

55

Utiliza-se para proteger especialmente os braços e parte do peito. Seu uso é freqüente quando se

Utiliza-se para proteger especialmente os braços e parte do peito. Seu uso é freqüente quando se realizam soldagens em posição vertical, horizontal e sobre cabeça.

Utiliza-se para proteger especialmente os braços e parte do peito. Seu uso é freqüente quando se

Figura 86Exemplo de casaca. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI SC

MANGAS

Esta vestimenta tem a finalidade de proteger somente os braços do soldador. Tem maior uso em soldagens que se realizam em bancadas de trabalho e em posição horizontal. Existe outro tipo de manga em forma de jaleco que cobre também parte do peito.

Utiliza-se para proteger especialmente os braços e parte do peito. Seu uso é freqüente quando se

POLAINAS

Figura 87Exemplo de mangas Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI SC.

Este elemento é utilizado para proteger parte das pernas e os pés do soldador. As polainas podem ser substituídas por botas altas e lisas com biqueiras de aço.

Utiliza-se para proteger especialmente os braços e parte do peito. Seu uso é freqüente quando se

CARACTERÍSTICAS

Figura 88Exemplo de polainas Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI SC.

São confeccionados com couros cromados, flexíveis, leves e curtidos com sais de chumbo para impedir as radiações do arco elétrico.

CONSERVAÇÃO

56

É importante manter estes elementos em boas condições de uso, sem furos e rasgos, e sua

É importante manter estes elementos em boas condições de uso, sem furos e rasgos,

e

sua

abotoadura em perfeito estado. Deve-se conservá-los limpos e secos, para assegurar um bom

isolamento elétrico.

PERIGOS ESPECÍFICOS DA OPERAÇÃO DE SOLDAGEM

São considerados perigosos os raios, a luminosidade, as altas temperaturas e os respingos lançados durante a soldagem.

É importante manter estes elementos em boas condições de uso, sem furos e rasgos, e sua

Figura 89Luminosidade e respingos são considerados perigosos Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI SC.

Dos raios emitidos os mais nocivos são o ultravioleta e o infravermelho.

RAIO ULTRAVIOLETA

Provoca:

Queimaduras graves, com destruição das células e com isso a destruição prematura da

pele; Ataque severo ao globo ocular podendo resultar em conjuntivite catarral,

Úlcera da córnea, etc.

RAIO INFRAVERMELHO

É responsável por danos como:

Queimaduras de 1º e 2º graus;

Catarata (doença dos olhos que escurece a visão);

Freqüente dor de cabeça; vista cansada.

RESPINGOS

São pequenas gotas de metal fundido que saltam no ato da soldagem, em todas as direções. Podem estar entre 100º e 1700ºC e seu diâmetro para chegar até 6 mm. São responsáveis por queimaduras no soldador e também por incêndios, se caírem sobre material combustível.

57

Observação:

Observação: Os riscos acima citados deixam de existir se o soldador se proteger com o EPI

Os riscos acima citados deixam de existir se o soldador se proteger com o EPI e trabalhar em local que ofereça condições seguras.

Observação: Os riscos acima citados deixam de existir se o soldador se proteger com o EPI

Pesquise outros EPI que não foram citados.

QUALIFICAÇÃO

DE

SOLDADORES

PROCEDIMENTO

DE

SOLDAGEM

E

DE

ESPECIFICAÇÕES DE PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM (EPS)

É um documento no qual os valores permitidos estão registrados e devem ser adotados pelo soldador ou operador de soldagem, durante a fabricação da junta soldada. Este processo visa demonstrar que soldas adequadas possam ser obtidas através do procedimento proposto, de acordo com os requisitos da norma ou estabelecidos em contratos.

Variáveis importante de um procedimento de soldagem e que devemconstarr em um EPS são:

A composição, classe e espessura dos metais base;

Processo de soldagem;

Tipos de consumíveis e suas caraterísticas

Característica da junta;

Posição de soldagem;

Temperatura de pré-aquecimento e entre passes, corrente, tensão e velocidade de

solodagem; Número aproximado de passes e técnica operatória.

PROCEDIMENTO DE SOLDAGEM

58

Para que possa ser utilizada na produção uma EPS deve ser previamente testada e qualificada. Para

Para que possa ser utilizada na produção uma EPS deve ser previamente testada e qualificada. Para isto, amostras devem ser preparadas e soldadas. Algumas normas apresentam procedimento de soldagem pré-qualificados cuja utilização dispensa a necessidade de sua qualificação. Como testes que pode ser requeridos pode-se citar:

Ensaio de tração;

Ensaio de impacto;

Ensaio de dureza;

Macrografia;

Ensaios não destrutivos

Teste de corrosão.

PRINCIPAIS CÓDIGOS E ESPECIFICAÇÕES

ASME Boiler and Pressure Vessel Code

API STD 1104 Standard American Petroleum Intitute

AWS D1.1 Structural Welding Code

Os resultados dos testes devem ser colocados em Registros de Qualificação de Procedimento (RQP), associado a uma EPS, servindo como um atestado de sua adequação aos critérios estabelecidos. Os originais do EPS e RQP devem permanecer guardados e cópias devem ser encaminhadas para execução. Durante a fabricação, os valores indicados na EPS deverão ser seguidos.

REGISTRO DE QUALIFICAÇÃO DE SOLDADORES

Para diversas aplicações, o soldador deve demonstrar que possui habilidades necessárias para executar diferentes serviços. Para isso, ele deverá soldar corpos de prova específicos, sob condições preestabelecidas e baseada em uma EPS qualificada, que serão examinados para se determinar sua integridade e confirmar a habilidade de quem o soldou.

Como é impossivel avaliar o soldador em todas as situações possíveis de serem encontradas a produção, o exame de qualificação gerlamente engloba uma determinada condição de soldagem e não uma situaça específica.

Segundo o código ASME, as variáveis que determinam a qualificaççao de um soldador são:

Processos de soldagem;

59

Posição de soldagem;

Classe do metal de base;

Classe do consumível;

Espessurada junta;

Situação da raiz (presença de cobre junta).

 Posição de soldagem;  Classe do metal de base;  Classe do consumível;  Espessurada

A qualificação de um soldador ou de um operador para uma determinada condição de soldagem não garante a este qualificaçãoo para qualquer situação e novas especificações podem ser necessárias numa nova situação. A qualificação tem uma duração definida, podendo, em alguns casos, ser renovada, desde que o soldador se mantenha trabalhando regularmente com o processo para qual foi qualificado e não gere motivos para se duvidar da sua habilidade.

REGISTRO DE QUALIFICAÇÃO DE PROCEDIMENTOS E SOLDADORES

As qualificações de procedimentos e soldadores fazem parte do sistema de garantia de qualidade em soldagem. Dessa forma, três etapas podem ser consideradas. São elas:

Controle antes da soldagem que abrange, por exemplo, a análise do projeto, credenciamento de fornecedores ou controle da recepção de material (metal de base e consumíveis), qualificação de procedimento e de soldadores, calibração e manutenção de equipamentos de soldagem e auxiliares.

Controle durante a soldagem que inclui o controle dos materiais utilizados, da prepraração, montagem e ponteamento das juntas e daexecução da soldagem.

Controle após a soldagem pode ser realizado através de inspeções não destrutivas e deensaios destrutivos de componentes selecionados por amostragem ou de corpos de prova soldados juntamente com a peça.

CLASSIFICAÇÃO, QUALIFICAÇÃO E CERTIFICAÇÃO

Classificação tem por objetivo enquadrar o produto em uma determinada divisão por grupos previstos em normas técnicas, com base, normalmente, em sua composição química e propriedades mecânicas. As vezes um mesmo produto pode ser enquadro em mais de uma classificação.

60

 Qualificação – de consumíveis ou de pessoal normamente envolve a realização de testes para averiguar

Qualificação de consumíveis ou de pessoal normamente envolve a realização de testes para averiguar que um produto ou profissional possui determinadas qualidades ou atributos. No caso de consumíveis, é comum o usuário fazer testes específicos para verificar a adequação de um produto ou uma determinada condição de fabricação.

Certificação é a emissão de um documento por uma entidade competente e reconhecida, atestando uma determinada qualificação. Deve-se observar que tanto a qualificação como a certificação de pessoal ede produtos envolvem despezas, muitas vezes elevadas, e sua necessidade deve ser bem avaliada, a fim de não encarecer desnecessariamente a fabricação por soldagem.

 Qualificação – de consumíveis ou de pessoal normamente envolve a realização de testes para averiguar

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) possui algumas normas na área de soldagem. Faça uma pesquisa sobre essas normas para complementar seu estudo.

61

CAPÍTULO II

ELETRODO REVESTIDO MIG

CUIDADOS COM O CIRCUITO DE SOLDAGEM

CAPÍTULO II ELETRODO REVESTIDO MIG CUIDADOS COM O CIRCUITO DE SOLDAGEM Em um circuito de soldagem,

Em um circuito de soldagem, a fonte de corrente, os condutores do circuito de soldagem e a peça devem formar uma unidade, de maneira que fiquem bem à vista do soldador. As ligações dos cabos do circuito de soldagem devem ser corretamente efetuadas. Pontes rolantes, carrinhos de transportes, objetos e ferramentas não devem fazer parte do circuito.

A ligação do cabo-obra deve ser feita somente junto à peça que será soldada, em condutores contínuos e com bom contato elétrico. Isto porque a passagem de corrente elétrica sobre pontos como roldanas, engrenagens, cabos de aço, corrente, mancais e trilhos de ponte rolante ou guindastes, por exemplo, forma pontos de contato elétrico, produzindo: aquecimento, carbonização e perda de energia.

CAPÍTULO II ELETRODO REVESTIDO MIG CUIDADOS COM O CIRCUITO DE SOLDAGEM Em um circuito de soldagem,

Figura 90Exemplificação do equipamento de solda. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

62

Os pontos que conduzem à perda de energia e que podem avariar peças de guindaste (ponte

Os pontos que conduzem à perda de energia e que podem avariar peças de guindaste (ponte rolante) e estruturas são chamados de pontos críticos.

RISCOS ELÉTRICOS

A intensidade tanto da corrente elétrica que atravessa o corpo humano como da duração da descarga determina o tipo de acidente que ela acarreta, e que pode ser:

Choque elétrico.

Morte por fibrilação.

Parada cardíaca.

Queimaduras e ferimentos.

ALTA PERICULOSIDADE ELÉTRICA

Nos processos de soldagem, podem ocorrer perigos bastante sérios, dentre os quais se encontram aqueles relacionados à eletricidade, como veremos a seguir.

PERIGOS ELÉRTICOS EM RELAÇÃO AO CIRCUITO DE SOLDAGEM

O circuito de soldagem apresenta locais de alta periculosidade, que você pode conferir analisando o que mostra cada número da figura e o que explica a legenda.

Os pontos que conduzem à perda de energia e que podem avariar peças de guindaste (ponte

Figura 91Locais de alta periculosidade em um circuito de soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

No circuito de soldagem, determinadas partes que são submetidas à tensão e que, por razões técnicas, não podem ser isoladas acabam se constituindo em situações de perigo. Dessa forma, o soldador deve ficar bem atento, a fim de evitar a incorporação aos circuitos elétricos e conseqüentemente, sérios acidentes.

63

Para se proteger de tais perigos, o soldador deve usar o equipamento de proteção individual. PERIGOS

Para se proteger de tais perigos, o soldador deve usar o equipamento de proteção individual.

PERIGOS ELÉTRICOS EM RELAÇÃO AOS AMBIENTES

Nas soldagens a arco elétrico, existe um alto risco de acidentes elétricos nos ambientes com as seguintes características:

Confinados, com paredes que podem conduzir a corrente elétrica Soldagem MIG-MAG

Saúde e segurança no trabalho Confinado entre, junto ou sobre equipamentos, objetos ou partes elétricas.

Muito úmidos ou quentes.

A figura abaixo mostra um trabalho de solda realizado em um ambiente confinado entre, junto ou sobre partes que podem conduzir a corrente elétrica.

Para se proteger de tais perigos, o soldador deve usar o equipamento de proteção individual. PERIGOS

Figura 92Exemplo de ambiente de risco para soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Em um trabalho de soldagem realizado em ambiente com elevado risco de acidente de natureza elétrica, o soldador deve proteger o piso com material isolante e usar equipamento de proteção individual que não permita a passagem da corrente.

PROTEÇÃO CONTRA RISCOS EM FONTES DE CORRENTE

Analise as informações deste quadro, com especial atenção para os valores estabelecidos em relação ao baixo e ao alto risco de acidentes elétricos.

64

Observações: Tabela – Exemplo de baixo e alto risco de acidentes . Alterações e reparos na
Observações: Tabela – Exemplo de baixo e alto risco de acidentes . Alterações e reparos na

Observações:

Tabela Exemplo de baixo e alto risco de acidentes.

Alterações e reparos na rede elétrica só podem ser efetuados pelo eletricista. Manutenção e reparos simples relativos à corrente de soldagem são efetuados apenas por soldadores autorizados. Condutores elétricos precisam ser totalmente isolados.

SOLDAGEM AO ARCO ELETRICO

O arco elétrico de soldagem consiste de uma descarga elétrica sustentada através de um gás ionizado em alta temperatura (Plasma), que produz energia térmica suficiente para ser usado na união de peças por fusão. É a fonte de calor mais usada devido a fácil obtenção, baixo custo, tamanho reduzido, fácil controle, alta temperatura e alta potência.

Em todos os processos de soldagem ao arco elétrico, devem ser protegidos o eletrodo, a zona afetada pelo calor e a poça de fusão do ar que circunda o local da soldagem. O gás de proteção é adicionado pela tocha de soldagem, protegendo o eletrodo e a poça de fusão.

65

Os processos ao arco elétrico geram radiação ultravioleta. Isto pode ser perigoso se o usuário do

Os processos ao arco elétrico geram radiação ultravioleta. Isto pode ser perigoso se o usuário do equipamento não possui treinamento adequado sobre o processo, seus riscos e a necessidade dos EPIs específicos.

Os processos ao arco elétrico geram radiação ultravioleta. Isto pode ser perigoso se o usuário do

PERIGOS DO ARCO ELÉTRICO

Figura 93Exemplo de arco elétrico. Disponível em: www.fundacentro.gov.br/tecnologia-em-soldagem.

O arco elétrico oferece perigos que são ocasionados, principalmente, pelas radiações que emite durante a soldagem e pelas substâncias poluentes que libera.

Vamos analisar cada uma dessas situações.

PERIGOS DE RADIAÇÃO

O arco elétrico emite radiações visíveis e invisíveis, como as radiações infravermelhas e ultravioletas, que são perigosas para o homem. Todas elas podem causar queimaduras na pele e danos para os olhos, com prejuízos para a visão, como você pode observar neste esquema.

66

Figura 94 – Perigos de radiação. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ
Figura 94 – Perigos de radiação. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ

Figura 94Perigos de radiação. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ

PROTEÇÃO DOS OLHOS CONTRA AS RADIAÇÕES

Os olhos devem ser cuidadosamente protegidos contra os efeitos danosos do arco elétrico com o uso de filtros de proteção, conforme estabelecido pela norma DIN 4647. Os filtros de proteção utilizados na soldagem a arco elétrico têm os níveis de caracterização de segurança determinados pela seguinte escala:

Figura 94 – Perigos de radiação. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ

Os filtros de proteção para soldagem a arco elétrico são referidos por um conjunto de letras e números, cada qual indicando uma propriedade diferente. Veja, por exemplo, o que indica cada um dos elementos que compõem a referência do filtro 10 A 1 DIN.

67

Existe uma regra básica para a escolha do filtro de proteção. De acordo com esta regra,
Existe uma regra básica para a escolha do filtro de proteção. De acordo com esta regra,

Existe uma regra básica para a escolha do filtro de proteção. De acordo com esta regra, você deve começar a soldagem usando um filtro que seja muito escuro para ver a zona de solda. Em seguida, deve experimentar filtros mais claros até que consiga ver suficientemente a zona de solda, mas que não seja abaixo do mínimo.

SUBSTÂNCIAS POLUENTES

As elevadas temperaturas na região do arco elétrico ocasionam a queima e a volatilização de certa quantidade de consumível, fluxo e camadas protetoras do metal de base, que podem conter substâncias poluentes, como mostra o esquema a seguir.

Existe uma regra básica para a escolha do filtro de proteção. De acordo com esta regra,

Figura 95Volatilização de consumível. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Devido a essas substâncias poluentes liberadas na soldagem, é necessário garantir proteção adequada, promovendo-se a renovação do ar. Esta renovação pode se da de diferentes maneiras, de acordo com o ambiente em que a soldagem se realiza. Observe o quadro abaixo.

Existe uma regra básica para a escolha do filtro de proteção. De acordo com esta regra,

68

AMBIENTES DE RISCO PARA SOLDAGEM Trabalhos de soldagem realizados em ambientes fechados ou confinados oferecem maiores

AMBIENTES DE RISCO PARA SOLDAGEM

Trabalhos de soldagem realizados em ambientes fechados ou confinados oferecem maiores possibilidades de risco, necessitando, portanto, de cuidados especiais. Vejamos cada caso.

SOLDAGEM EM AMBIENTES FECHADOS

Observando os ambientes da figura com atenção, você vai perceber que eles apresentam vários riscos para um trabalho de soldagem devido às chamas, faíscas ou radiação térmica que ocorrem nesse processo.

AMBIENTES DE RISCO PARA SOLDAGEM Trabalhos de soldagem realizados em ambientes fechados ou confinados oferecem maiores

Figura 96 Exemplo de riscos de um trabalho de soldagem. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Devido aos possíveis riscos destacados na figura, a realização da soldagem em ambientes fechados necessita de uma série de cuidados especiais, como mostra a figura seguinte.

69

Figura 97 – Cuidados que devem ser tomados em um trabalho de soldagem . Disponível em:
Figura 97 – Cuidados que devem ser tomados em um trabalho de soldagem . Disponível em:

Figura 97 Cuidados que devem ser tomados em um trabalho de soldagem . Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Agora, compare esta figura com a anterior, procurando identificar os cuidados adotados nestes ambientes. Perceba, por exemplo, o que foi feito com o tapete, as pontas, as aberturas nas paredes, o óleo do chão, etc. Concluímos, assim, que algumas medidas de prevenção devem ser adotadas antes e durante os trabalhos de soldagem.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO ANTES DE INICIAR A SOLDAGEM

Observar o local de trabalho, de modo a evitar ruptura na parede ou piso; abertura e frestas;

gases; materiais inflamáveis. Afastar ou cobrir materiais inflamáveis presentes no local de soldagem e próximos a ele.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO DURANTE A SOLDAGEM

Prover o local de trabalho com meios de combate a incêndios, como extintores de incêndio ou areia, por exemplo.

70

SOLDAGEM E CORTE DE RECIPIENTES EM AMBIENTES CONFINADOS Observe a realização de uma atividade desse tipo

SOLDAGEM E CORTE DE RECIPIENTES EM AMBIENTES CONFINADOS

Observe a realização de uma atividade desse tipo na figura abaixo.

SOLDAGEM E CORTE DE RECIPIENTES EM AMBIENTES CONFINADOS Observe a realização de uma atividade desse tipo

Figura 98 Soldagem e corte em ambientes confinados . Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Os riscos possíveis de ocorrer na soldagem e no corte de recipientes em ambientes confinados são intoxicação, incêndio e explosão devido aos gases, fumaças, vapores, misturas explosivas, raios e corrente elétrica. Por isso, é necessário adotar uma série de medidas, em diferentes momentos da realização da soldagem.

ANTES DO TRABALHO

Instalar a exaustão. Preparar o piso isolante. Posicionar a fonte de corrente elétrica fora do

local de trabalho. Iluminação e máquinas elétricas devem ter, no máximo, 42V.

DURANTE O TRABALHO

Renovar o ar, procurando trabalhar sob permanente atenção. Afastar o maçarico e a mangueira. Acender o maçarico.

DURANTE A PAUSA DE TRABALHO

Acender e apagar os maçaricos de solda e de corte somente fora do local de trabalho.

APÓS O TRABALHO

Afastar os equipamentos de solda

71

GASES TÉCNICOS NOS PROCESSOS DE SOLDAGEM Vários tipos de gases são utilizados na técnica de soldagem.

GASES TÉCNICOS NOS PROCESSOS DE SOLDAGEM

Vários tipos de gases são utilizados na técnica de soldagem. Esses gases são armazenados em diferentes estados, em cilindros de alta pressão, cuja construção obedece a exigências impostas por normas específicas. Esses cilindros exigem cuidados especiais de manipulação, de modo a evitar danos, dentre os quais se destacam os incêndios.

É sobre isso que falaremos neste item.

GASES TÉCNICOS

Você pode ver, no quadro que se segue, vários tipos de gases que são empregados nos processos de soldagem e corte. Analise-o cuidadosamente, em especial as linhas referentes a consumo, emprego e riscos desses gases.

GASES TÉCNICOS NOS PROCESSOS DE SOLDAGEM Vários tipos de gases são utilizados na técnica de soldagem.

Tabela 4Gases técnicos que são empregados no processo de soldagem.

DANOS EM CILINDROS DE OXIGÊNIO E DE ACETILENO

72

Analisando este quadro você vai conhecer as causas dos danos, inclusive dos incêndios que ocorrem em

Analisando este quadro você vai conhecer as causas dos danos, inclusive dos incêndios que ocorrem em cilindros de oxigênio e acetileno, bem como o efeito que acarretam e os procedimentos a serem adotados nessas situações.

Analisando este quadro você vai conhecer as causas dos danos, inclusive dos incêndios que ocorrem em

MANIPULAÇÃO DOS CILINDROS PARA SOLDAGEM E CORTE A GÁS

Nos diversos itens que seguem, as figuras mostram o modo correto de manipular os cilindros empregados na soldagem e no corte a gás, e que deve ser observado por todo soldador.

Analise cada item, procurando perceber os cuidados destacados.

Transporte por carrinho

Analisando este quadro você vai conhecer as causas dos danos, inclusive dos incêndios que ocorrem em

Figura 99 Maneira correta de transportar cilindro de gás. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

FIXAÇÃO DOS CILINDROS E INSTALAÇÃO DOS REGULADORES

73

Figura 100 Instalação de reguladores . Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Figura 100 Instalação de reguladores . Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

GUARDA DAS MANGUEIRAS

Figura 100 Instalação de reguladores . Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Figura 101Exemplo de guardadas mangueiras . Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Figura 100 Instalação de reguladores . Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

ABERTURA DO CILINDRO COM MANÔMETRO DESPRESSURIZADO

Figura 100 Instalação de reguladores . Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Figura 102Abertura correta do cilindro. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

UNIÃO DE MANGUEIRAS

Figura 100 Instalação de reguladores . Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Figura 103União das mangueiras. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Regulagem da pressão de trabalho

Figura 100 Instalação de reguladores . Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

Figura 104Regulagem da pressão de trabalho. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

74

VERIFICAÇÃO DE VAZAMENTOS

VERIFICAÇÃO DE VAZAMENTOS Figura 105 – Exemplo de verificação de vazamentos. Disponível em: Banco de Recursos

Figura 105Exemplo de verificação de vazamentos. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

VERIFICAÇÃO DE VAZAMENTOS Figura 105 – Exemplo de verificação de vazamentos. Disponível em: Banco de Recursos

PROTEÇÃO TÉRMICA PARA CILINDROS

VERIFICAÇÃO DE VAZAMENTOS Figura 105 – Exemplo de verificação de vazamentos. Disponível em: Banco de Recursos

Figura 106Exemplo de proteção térmica para os cilindros. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

FORMA DE COMBATE A INCÊNDIO NO REGULADOR

VERIFICAÇÃO DE VAZAMENTOS Figura 105 – Exemplo de verificação de vazamentos. Disponível em: Banco de Recursos

Figura 107Forma correta do combate a incêndio. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

PROTEÇÃO DA MANGUEIRA EM VIA DE ACESSO

VERIFICAÇÃO DE VAZAMENTOS Figura 105 – Exemplo de verificação de vazamentos. Disponível em: Banco de Recursos

Figura 108Exemplo de proteção de mangueira em via de acesso. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

75

Pesquise outros métodos de proteção de solda e monte um portfólio de estudo. ORGANIZAÇÃO DO POSTO
Pesquise outros métodos de proteção de solda e monte um portfólio de estudo. ORGANIZAÇÃO DO POSTO

Pesquise outros métodos de proteção de solda e monte um portfólio de estudo.

ORGANIZAÇÃO DO POSTO DE SOLDAGEM

O posto de soldagem deve estar organizado de modo que as ferramentas fiquem dispostas em locais seguros, para receber a peça a ser soldada. Observem na figura que se segue como as ferramentas e os equipamentos foram organizados no posto de soldagem.

Pesquise outros métodos de proteção de solda e monte um portfólio de estudo. ORGANIZAÇÃO DO POSTO

Figura 109Exemplo de como deve ser a organização dos equipamentos. Disponível em: Banco de Recursos Didáticos SENAI DN/SENAI - RJ.

O fixador regulável é empregado para fixação da peça a ser soldada. O exaustor tem a função de retirar gases, fumaças e vapores. As paredes para proteção contra o arco elétrico devem ser pintadas com tinta que não o rejeite.

PRIMEIROS-SOCORROS

Os primeiros-socorros são geralmente prestados ao soldador no próprio local de seu trabalho.

Mas é importante que você saiba que esse atendimento imediato não substitui os cuidados médicos. Assim, logo após os primeiros-socorros, e tão logo seja possível, devem ser tomadas providências para que o trabalhador seja assistido por um médico.

76

Vejamos, então, alguns casos em que é possível adotar medidas imediatas no próprio local do acidente,

Vejamos, então, alguns casos em que é possível adotar medidas imediatas no próprio local do acidente, e que medidas são essas.

FERIMENTOS

Desinfetar e cobrir a ferida. No caso de sangramento forte, pressionar a atadura contra o ferimento. Não remover os feridos.

OLHOS

No caso de cegueira momentânea, utilizar o colírio adequado. Nas lesões, devem-se cobrir ambos os olhos. Em situações de ataque por ácido, lavar com muita água e não utilizar água boricada.

QUEIMADURAS

Lavar a parte afetada com água fria até que a dor passe. Utilizar material esterilizado para atar a ferida. Não utilizar cremes contra queimaduras.

INTOXICAÇÃO COM GASES OU FUMAÇA

Transferir o acidentado para local arejado. No caso de intoxicação por gases nítricos, carregar o acidentado até o médico, não permitindo que ele caminhe por conta própria.

ACIDENTES CAUSADOS PELA CORRENTE ELÉTRICA

Desligar com cuidado a fonte de corrente, quando não for possível retirar o acidentado do local da ocorrência.

PARADA CARDÍACA E RESPIRATÓRIA

Tomar medidas para a reativação do sistema respiratório e cardíaco até a chegada do médico.

Vejamos, então, alguns casos em que é possível adotar medidas imediatas no próprio local do acidente,

Ao encaminhar o trabalhador para o atendimento médico, depois de prestar os primeiros-socorros, lembre-se de preencher os formulários de acidente de trabalho.

77

FERRAMENTAS DE SOLDAGEM

O FERRO DE SOLDAR

FERRAMENTAS DE SOLDAGEM O FERRO DE SOLDAR O ferro de soldar de bico fino, com a

O ferro de soldar de bico fino, com a sua potência, permite pequenos trabalhos delicados, como em eletrônica por exemplo. Temos para trabalhos mais grosseiros, bicos cônicos ou em forma de martelo. Estes acumulam, ao fim de algum tempo, bastante calor para fundir a solda.

FERRAMENTAS DE SOLDAGEM O FERRO DE SOLDAR O ferro de soldar de bico fino, com a

Figura 110Exemplo de ferro de soldar. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

O FERRO DE SOLDAR A GÁS

Para reparações rápidas, poderá utilizar um ferro de soldar autônomo a gás, que não necessita de qualquer alimentação elétrica. Estes ferros recarregam-se com garrafas de gás.

FERRAMENTAS DE SOLDAGEM O FERRO DE SOLDAR O ferro de soldar de bico fino, com a

Figura 111Exemplo ferro de soldar a gás. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

A LAMPARINA DE SOLDAR

As lamparinas de soldar são geralmente alimentadas por garrafas de gás amovíveis, (a furar ou aparafusar) de gás líquido (butano ou propano, utilizável até 15° C). Estas podem estar equipadas com bicos de diversas formas: existe um modelo especialmente destinado a facilitar a soldagem de tubos.

FERRAMENTAS DE SOLDAGEM O FERRO DE SOLDAR O ferro de soldar de bico fino, com a

Figura 112Exemplo de lamparina de soldar. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

78

O MAÇARICO

O MAÇARICO Este é mais potente que a lamparina de soldar e dispõe de uma autonomia

Este é mais potente que a lamparina de soldar e dispõe de uma autonomia superior. É ligado a grandes garrafas de butano ou propano (geralmente munidas com um distensor). O importante débito de gás permite-lhe alcançar temperaturas mais elevadas que a lamparina de soldar

(1500°C).

O MAÇARICO Este é mais potente que a lamparina de soldar e dispõe de uma autonomia

Figura 113Exemplo de maçarico de soldar. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

OS MAÇARICOS BI-GÁS

Estas ferramentas consomem uma mistura composta por um gás (butano, propano, acetileno) e oxigênio. Este combustível permite alcançar temperaturas de 2800° C. Estes maçaricos são as ferramentas mais eficazes para a soldagem forte do latão. Permitem igualmente a soldadura.

O MAÇARICO Este é mais potente que a lamparina de soldar e dispõe de uma autonomia

Figura 114 Exemplo maçarico bi-gás. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

A PREPARAÇÃO PARA A SOLDAGEM

A CAPILARIDADE

A soldagem utiliza o princípio de capilaridade, que é a propriedade, de um líquido se difundir entre dois corpos sólidos unidos ou somente separados por um espaço ínfimo. Este fenômeno é também ilustrado pela absorção do café por um pedaço de açúcar no qual podemos ver subir o líquido.

O MAÇARICO Este é mais potente que a lamparina de soldar e dispõe de uma autonomia

Figura 115Exemplo de capilaridade. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

79

A SOLDAGEM BRANDA

A SOLDAGEM BRANDA A soldagem branda oferece uma ligação de fraca resistência mecânica, (para ligações elétricas,

A soldagem branda oferece uma ligação de fraca resistência mecânica, (para ligações elétricas, armaduras de abatjours, etc.) e estanquecidade (condutas de água fria, coberturas de zinco, algerozes, placas finas). O metal de soldagem utilizado é o estanho.

A SOLDAGEM BRANDA A soldagem branda oferece uma ligação de fraca resistência mecânica, (para ligações elétricas,

Figura 116Exemplo de soldagem branda. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

A SOLDAGEM FORTE

A soldadura forte permite a realização de ligações mais complexas (quadros de bicicletas, portões) ou susceptíveis de se dilatar (gás, aquecimento central). Utiliza-se para estas, ligas à base de prata, cobre ou alumínio. Uma liga rica em prata é mais maleável.

A SOLDAGEM BRANDA A soldagem branda oferece uma ligação de fraca resistência mecânica, (para ligações elétricas,

Figura 117Exemplo soldagem forte. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

A LIMPEZA

Antes de ligar duas peças, certifique-se que estas são bem chanfradas (com uma lima redonda poderá em seguida limpá-las ou poli-las com lixa fina (com uma largura de 2 cm). As finas estrias assim obtidas permitirão uma melhor aderência do metal de soldagem.

A SOLDAGEM BRANDA A soldagem branda oferece uma ligação de fraca resistência mecânica, (para ligações elétricas,

Figura 118Exemplo de limpeza. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

A PASTA

Não coloque mais os dedos sobre as peças, o que diminuiria a aderência do metal de soldagem. Aplique, com uma trincha, a pasta de soldar sobre as partes a unir, o que impede a sua oxidação na altura do aquecimento (sobre metal oxidado, não há aderência).

80

Figura 119 – Exemplo de preparação da pasta. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. PROCESSO DE SOLDAGEM A MONTAGEM

Figura 119Exemplo de preparação da pasta. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

PROCESSO DE SOLDAGEM

A MONTAGEM

Figura 119 – Exemplo de preparação da pasta. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. PROCESSO DE SOLDAGEM A MONTAGEM

A capilaridade não é possível sem que as peças se encontrem parcialmente sobrepostas (ligações de elementos sobrepostos, em T ou em ângulo), ou se encaixem (ligações de tubos). Deixe um espaço de 0,05 a 0,15 mm entre as peças para facilitar o escorrimento da solda no interior da junção.

Figura 119 – Exemplo de preparação da pasta. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. PROCESSO DE SOLDAGEM A MONTAGEM

Figura 120Exemplo de processo de montagem. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. Consultado em: 17/10/2011

O AQUECIMENTO

É necessário agora usar a ferramenta ferro elétrico lento ou rápido, lamparina de soldar ou maçarico à temperatura conveniente: esta se situa no caso de soldagem branda, entre 90 e 450° C. Aproxime a vareta de estanho da fonte de calor para verificar se a temperatura é suficiente.

Figura 119 – Exemplo de preparação da pasta. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. PROCESSO DE SOLDAGEM A MONTAGEM

Figura 121Exemplo do processo de aquecimento. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

PÁRA-CHAMAS

Se tiver, por exemplo, de soldar condutas situadas ao longo de uma parede, é aconselhável proteger esta última cobrindo-a com a ajuda de um material não inflamável pára-chamas de amianto é geralmente de forte eficácia.

81

LIGAÇÃO

LIGAÇÃO Figura 122 – Exemplo do processo pára-chamas. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. Uma vez suficientemente aquecidos os

Figura 122Exemplo do processo pára-chamas. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

LIGAÇÃO Figura 122 – Exemplo do processo pára-chamas. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. Uma vez suficientemente aquecidos os

Uma vez suficientemente aquecidos os metais, afaste o ferro ou a lamparina, e aplique a vareta de estanho na junção das duas peças ao fundir, o metal espalha no interior da junção. Empurre a solda até se formar um anel à volta da junção. Depois afaste a vareta.

LIGAÇÃO Figura 122 – Exemplo do processo pára-chamas. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. Uma vez suficientemente aquecidos os

Figura 123Exemplo de ligação. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. Consultado em: 17/10/2011

FIQUE POR DENTRO

Elimine o excesso da soldagem com a ajuda de um pano velho. Não toque em caso algum na soldagem antes do seu completo arrefecimento. A junção realizada fica sujeita à oxidação um pouco de tinta pode prevenir este inconveniente.

Segundo o princípio da capilaridade, a soldadura pode espalhar-se tão bem para cima como para baixo. Mas pode verificar que o seu trabalho está perfeito ao obrigar a solda a subir, o que permite também o excesso escoar-se de forma visível evitando assim os excedentes.

COM COBRE OU PRATA

Para executar uma soldagem forte com uma solda à base de cobre ou prata, proceda da mesma

maneira que na soldagem branda, capilaridade.

pois

o

metal em fusão

se espalha entre as peças por

Desengordure previamente as partes a unir e lixe-as com lixa fina, depois as cubra com pasta antioxidante.

82

Figura 124 – Exemplo de soldagem a base de prata ou cobre. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. A

Figura 124Exemplo de soldagem a base de prata ou cobre. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

A LAMPARINA DE SOLDAR

Figura 124 – Exemplo de soldagem a base de prata ou cobre. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. A

A chama da lamparina de soldar é produzida pela combustão de uma mistura de gás butano ou propano com o oxigênio do ar. Esta chama é menos potente que a do maçarico oxiacetilenico, mas a temperatura que ela fornece pode alcançar 700 °C.

Figura 124 – Exemplo de soldagem a base de prata ou cobre. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. A

Figura 125Exemplo de lamparina de solda. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

A REGULAÇÃO

A regulação de uma lamparina de soldar é muito simples. A força da chama varia em função do débito de gás. Depois a regulação da chegada de oxigênio permite obter uma chama azul e potente. Uma regra a reter uma chama sibilante e vermelha indica falta de oxigênio.

Figura 124 – Exemplo de soldagem a base de prata ou cobre. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. A

Figura 126Exemplo de regulação. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

O AQUECIMENTO

Aqueça agora o cobre, até que se torne vermelho escuro, o ferro e o aço até vermelho claro. Ao contrário da soldagem branda a estanho, os elementos a unir deverão aqui permanecer sob a chama.

83

Figura 127 – Exemplo do processo de aquecimento. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. A APLICAÇÃO DA SOLDA Aproxime

Figura 127Exemplo do processo de aquecimento. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

A APLICAÇÃO DA SOLDA

Figura 127 – Exemplo do processo de aquecimento. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. A APLICAÇÃO DA SOLDA Aproxime

Aproxime a vareta de solda, ligeiramente inclinada, sem a expor à chama. Em regra geral, a quantidade a aplicar é igual a uma vez e meia o diâmetro do tubo. Assim que a liga se expandir, pare de aquecer e deixe arrefecer. Elimine os excedentes.

Figura 127 – Exemplo do processo de aquecimento. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. A APLICAÇÃO DA SOLDA Aproxime

Figura 128Exemplo de aplicação de solda. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

PREPARO DE EQUIPAMENTO DE SOLDA AO ARCO ELETRICO

A soldadura a arco aplica-se principalmente ao ferro fundido e ao aço. Estes devem, portanto, estar isentos de rebarbas e limpos. Os bordos a unir podem, no entanto, ser escovados energicamente (escova metálica) ou limpos com a rebarbadora (com os acessórios especialmente previstos).

Figura 127 – Exemplo do processo de aquecimento. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. A APLICAÇÃO DA SOLDA Aproxime

Figura 129Exemplo de soldagem a arco. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

AS ARESTAS CHANFRADAS

Para soldar peças com espessuras que não excedam 4 mm, não é necessário chanfrar os bordos que se unem. A distância entre eles deve ser igual à metade da sua espessura. As peças mais espessas devem ser chanfradas com a rebarbadora, o que melhora a penetração da soldadura.

84

AS JUNÇÕES

AS JUNÇÕES Até uma espessura de 10-12 mm, as peças podem ser chanfradas em V a

Até uma espessura de 10-12 mm, as peças podem ser chanfradas em V a 60°, é o mesmo que dizer cada canto chanfrado a 30° (ângulo total 60°). Para as peças mais espessas, chanfre-as em X (em V em cima e em baixo), ou, se não as poder virar, chanfre um só canto a 45°.

A SOLDADURA EM ÂNGULO

A soldadura em ângulo não necessita de qualquer preparação específica. As peças de metal devem estar corretamente alinhadas, uma folga muito ligeira pode, contudo ser admitida uma parte do comprimento total.

AS JUNÇÕES Até uma espessura de 10-12 mm, as peças podem ser chanfradas em V a

Figura 130Exemplo do processo de soldadura em ângulo. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento. Consultado em: 17/10/2011

A REGULAÇÃO DA INTENSIDADE

Coloque as peças a soldar sobre uma superfície lisa e ligue-as à pinça de massa. Regule, no posto, a intensidade adequada de soldadura e escolha um elétrodo de diâmetro adaptado. O quadro abaixo indica os valores recomendados.

AS JUNÇÕES Até uma espessura de 10-12 mm, as peças podem ser chanfradas em V a

O FUNCIONAMENTO DO ARCO

Segure com uma mão a pinça porta elétrodos e com a outra a máscara. De preferência inflame o arco sobre uma peça à parte, na qual friccionará várias vezes o elétrodo. As faíscas produzir-se-ão. Afaste o elétrodo até 4-5 mm para que o arco se forme. Em seguida, irá senti-lo crepitar.

85

Aproxime o elétrodo a 2-3 mm da peça a soldar, onde a crepitação passa a ser

Aproxime o elétrodo a 2-3 mm da peça a soldar, onde a crepitação passa a ser regular. Ele interrompe-se de maneira irregular se levantar demais o elétrodo, e cessa de vez se o aproximar demasiado da superfície. O ideal será, portanto, nunca interromper a corrente.

Aproxime o elétrodo a 2-3 mm da peça a soldar, onde a crepitação passa a ser

Figura 131Exemplo de funcionamento do arco. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

PINGAGEM

Antes de proceder à soldadura propriamente dita, deverá unir as duas peças por pingagem (pontos de soldadura), para que não se afastem mais, posteriormente. Comece por depositar no centro, depois nas extremidades das junções, pontos suficientemente pequenos para que se fundam em seguida com o cordão.

Aproxime o elétrodo a 2-3 mm da peça a soldar, onde a crepitação passa a ser

Figura 132Exemplo do processo de pingagem. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

A SOLDADURA

Assim que o arco esteja presente, é necessário fundir localmente as superfícies a soldar, produzindo uma importante libertação gasosa. Estes gases repelem o metal em fusão, formando pequenas ondas na sua superfície.

A cratera feita pelo calor é preenchida pelo metal do elétrodo em fusão misturado com o metal da peça igualmente fundida; isto é o cordão de soldadura. Os vapores libertados pela fusão do revestimento do elétrodo protegem o metal contra a oxidação e dão à soldadura o seu aspeto final.

Aproxime o elétrodo a 2-3 mm da peça a soldar, onde a crepitação passa a ser

Figura 133Exemplo de soldadura. Disponível em: www.seguracaetrabalho.com.br/soldas-treinamento.

86

CAPITULO III

SOLDAGEM MIG MAG

CAPITULO III SOLDAGEM MIG MAG É um processo no qual um eletrodo contínuo é alimentado constantemente

É um processo no qual um eletrodo contínuo é alimentado constantemente em velocidade controlada, ativando um arco elétrico com metal base, sob uma proteção gasosa.

CAPITULO III SOLDAGEM MIG MAG É um processo no qual um eletrodo contínuo é alimentado constantemente

PROCESSO DE SOLDAGEM

Figura 134: Esquema de soldagem MIG MAG Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

A soldagem por arco elétrico com eletrodo contínuo, sob proteção gasosa, é conhecida pelas denominações MIG (Metal Inerte Gás) quando o gás utilizado for um gás inerte (argônio, hélio) ou MAG (Metal Ativo Gás) quando o gás utilizado for CO2, ou uma mistura de gás inerte com gás ativo.

Estes gases, segundo sua natureza e composição, tem uma influência preponderante nas características do arco, no tipo de transferência do metal para a peça, na velocidade de soldagem, na penetração e na forma externa da solda.

Por outro lado, o gás também tem influência nas perdas de elementos químicos, na temperatura da poça de fusão, na sensibilidade à porosidade, bem como na facilidade de execução da soldagem nas diversas posições.

87

GASES DE PROTEÇÃO

GASES DE PROTEÇÃO Em soldagem MIG-MAG, uma das principais funções da proteção gasosa é envolver a

Em soldagem MIG-MAG, uma das principais funções da proteção gasosa é envolver a zona da solda, evitando o contato com o ar atmosférico, que contém gases nocivos à solda, bem como umidade, ocasionando problemas graves para a solda, como poros e trincas.

Entre os elementos contidos no ar atmosférico, o oxigênio, o nitrogênio e o hidrogênio são os causadores de diversos problemas na área de soldagem, tais como:

Oxigênio = Poros (internos e externos).

Nitrogênio = Rachaduras no cordão de solda e ao redor do mesmo.

Hidrogênio = Rachaduras internas.

É um gás raro que constitui menos de 1% da atmosfera terrestre. É extremamente inerte e estável e não forma compostos químicos com outros elementos, formando, com isto, uma barreira ideal contra a contaminação atmosférica em alguns processos de soldagem especiais, evitando a oxidação.

Sua aplicação evita o uso de fundente, na soldagem de metais não ferrosos, facilitando o processo.

Na soldagem de metais não ferrosos, pode combinar-se com outro gás inerte (Hélio).

Na soldagem de metais ferrosos, pode combinar-se com bióxido de carbono (CO2).

Produz um arco estável, reduzindo respingos.

Indispensável para certos metais como: alumínio, cobre e suas ligas, também usado para aços inoxidáveis.

DIÓXIDO DE CARBONO (CO2)

É formada por moléculas, cada uma contendo um átomo de carbono e dois átomos de oxigênio. É um gás que se obtém na maioria das plataformas de gases de petróleo. Também se produz na queima de gás natural, petróleo ou carvão mineral, em fomos de cálcio, na fabricação de amoníaco ou pela fermentação do açúcar para obtenção do álcool.

O CC2 é um gás que mostrou grande eficiência, como meio gasoso para a proteção de soldagens com arame sem revestimento, visto que à temperatura normal, é essencialmente inerte. Obtém-se com ele, soldagens com penetração firme e profunda, facilitando a diminuição de defeitos nas juntas soldadas.

88

O CO2 pode combinar-se com o argônio, para melhorar a qualidade das soldagens ferrosas (aço carbono).

O CO2 pode combinar-se com o argônio, para melhorar a qualidade das soldagens ferrosas (aço carbono). O CO2 foi implantado nos processos de soldagens sob proteção gasosa, ao observar-se através de pesquisas em laboratórios, que o mesmo se fazia presente em grande quantidade, nos gases gerados pelo revestimento dos eletrodos revestidos.

MISTURA DE GASES

Na soldagem de aço carbono, quando se necessita de uma boa aparência visual do cordão, deixando em plano secundário o fator penetração, usa-se uma mistura de gases, podendo ser:

80% Argônio + 20% CO2

75% Argônio + 25% CO2

CARACTERÍSTICAS

Maior estabilidade do arco.

Melhor aparência do cordão.

Menor incidência de salpicos.

Menor penetração em relação ao CO2.

Aplicado na soldagem de alguns aços inoxidáveis.

VANTAGENS DO PROCESSO

A solda pode ser feita em todas as posições.

Mínimo salpico.

Produz uma ótima aparência final, facilitando a pintura ou eletro-deposição sem preparação

adicional. Ausência de gases nocivos.

Alto coeficiente de deposição.

O fator de trabalho do operador é o dobro comparado com eletrodo revestido.

Podem ser efetuados posses simples ou múltiplos a prova de raios-X ou ultra- som.

O mesmo equipamento pode soldar vários metais, bastando selecionar o PAR metal/gás de

proteção. Reduz a distorção em solda de espessuras reduzidas.

89

Arco visível para o operador.

Processo com menor custo final.

 Arco visível para o operador.  Processo com menor custo final. SITE: www.esab.com.br/mig-mag TRANSPARÊNCIA DO
 Arco visível para o operador.  Processo com menor custo final. SITE: www.esab.com.br/mig-mag TRANSPARÊNCIA DO

SITE:

www.esab.com.br/mig-mag

TRANSPARÊNCIA DO METAL DE ADIÇÃO

No processo MIG/MAG temos transferência por spray, glóbulos e curto-circuito.

SPRAY: Conhecido como “SPRAY-ARC” e conseguimos com tensões superiores a 22V e correntes de soldagem maiores de 170A, é obtido um arco normalmente estável entre o fio elétrico (arame eletrodo) e o metal base. O fio se funde gotejando e se desloca através do arco em forma de Spray.

Devido à potência elevada neste regime, a velocidade de depósito é considerável e a penetração forte, sendo, entretanto difícil trabalhar em todas as posições.

Curto-circuito: Para tensões inferiores a 22V e corrente de soldagem menores de 170A, a fusão e transferência do metal são efetuadas por curto circuito entre o fio e o metal base. Devido à baixa potência deste regime, o aquecimento da peça a soldar é muito limitado. Este regime é, pois indicado quando se trata de soldar chapas de pouca espessura, passe de raiz e uma posição vertical.

Globular: A transferência por glóbulos se dá quando utilizamos argônio puro como gás de proteção. A transferência se dá quando a ponta do fio se transforma numa gotícula até 2 vezes o diâmetro do mesmo e ocorre a transferência (separação) por capilaridade.

Dependendo do número de ponto de aplicação, utilizamos cilindros para alimentação das máquinas MIG/MAG. Usando estes pontos são em grande número, substituímos os cilindros por tubulações, vindas de grandes reservatórios.

90

Acoplada ao cilindro, temos a válvula de regulagem ou controle de fluxo, como pode ser observado

Acoplada ao cilindro, temos a válvula de regulagem ou controle de fluxo, como pode ser observado na figura abaixo.

Acoplada ao cilindro, temos a válvula de regulagem ou controle de fluxo, como pode ser observado

ARAME

Figura 135: Conjunto de solda semi-automática. Disponível em: Bancos de dados SENAI DN/ SENAI SC.

Como foi visto nos gases, deve haver certa quantidade de elementos desoxidantes e estes devem manter-se dentro dos limites admitidos pelas normas. No Brasil a mais divulgada é a da AWS (American Welding Society) que regulamenta os arames sólidos no capítulo A.5.18.79.

O arame sólido mais comum é o AWS-70S-6 que tem na sua composição:

Acoplada ao cilindro, temos a válvula de regulagem ou controle de fluxo, como pode ser observado

Tabela 1: Composição do arame sólido.

Modo de Usar: direcione o jato do produto para a parte a ser protegida a uma distância de aproximadamente 20 cm. Lubrificante, Desmoldante, Anti-respingo.

91

ANTI-RESPINGO PASTA

ANTI-RESPINGO PASTA Utilizado para proteção do bocal de tochas MIG e áreas de soldagem contra respingos,

Utilizado para proteção do bocal de tochas MIG e áreas de soldagem contra respingos, para evitar suas aderências.

CARACTERÍSTICAS

• Não é tóxico. • Não é inflamável. • É neutro. • É inoculo. • É dielétrico. • Não contém silicone.

Observação: Aplicar com pincel ou espátula.

ARAME PARA SOLDA MIG/MAG AÇO CARBONO

O arame para solda para o processo MIG/MAG tem as características físicas e químicas rigorosamente dentro das especificações da norma AWS 5.18-79 ER 70S-6 e DIN 8559. Por suas excelentes propriedades mecânicas, permite um ótimo funcionamento na alimentação automática no processo de soldagem. A qualidade e alta produtividade deste tipo de solda a tornam indicada para rígidos processos de fabricação em qualquer solda em aço de baixo carbono.

ANTI-RESPINGO PASTA Utilizado para proteção do bocal de tochas MIG e áreas de soldagem contra respingos,

Figura 136: Exemplo de arame de solda em aço-carbono. Disponível em: Bancos de dados SENAI DN/ SENAI SC.

A tabela abaixo mostra o exemplo de especificações em catálogos.

92

  O limite máximo de Cu inclui o residual existente no aço mais o revestimento;
  O limite máximo de Cu inclui o residual existente no aço mais o revestimento;
O limite máximo de Cu inclui o residual existente no aço mais o revestimento;
Unidade de venda: kg.

ARAME PARA SOLDA MIG/MAG AÇO INOXIDAVEL

Arame com baixo teor de carbono, indicado para soldagem de aços inoxidáveis do tipo AISI 304L, 308L e fundidos CF-3. O depósito de solda resiste à corrosão intergranular e pode ser submetido a temperaturas de trabalho de -196ºC a 350ºC.

Exemplo de Especificação em Catálogo

  O limite máximo de Cu inclui o residual existente no aço mais o revestimento;

ARAME PARA SOLDA MIG/MAG ALUMÍNIO

OX-5 - Usado para soldagem de ligas da série Al-Zn-Mg; Al-Cu-Mg; Al-Mg-Si e peças fundidas em liga Al-Si com teor de silício até 7%. Utilizada também para brasagem de alumínio puro e de alumínio de baixa liga.

OX-12 - Usada para soldagem de peças fundidas de ligas Al-Si com teor de silício superior a 7%. Não serve para acabamento por anodização. Também utilizada para brasagem de alumínio puro e ligas de alumínio de baixo teor tais como: Al-Mn; Al-Mg- Si 0,5; Al-Mg-Si l; Al-Mg-Mn; Al-Mg 1; Al- Mg 2; como também brasagem de peças fundidas de ligas de alumínio.

Peso por Embalagem

.........................................................

.................................................................

6,2kg

Carretel Plástico

Acompanha

Unidade de Venda

..............................................................

kg

93

Exemplo de Especificação em Catálogo.

Exemplo de Especificação em Catálogo. ARAME TUBULAR O arame tubular é obtido pelo enchimento de uma
Exemplo de Especificação em Catálogo. ARAME TUBULAR O arame tubular é obtido pelo enchimento de uma

ARAME TUBULAR

O arame tubular é obtido pelo enchimento de uma fita metálica preformada em "U" com um fluxo e/ou pó metálico, seguido de trefilagem criando um arame tubular com o material adicionado em seu núcleo. Em termos mais simples, este processo corresponde a uma vareta de soldagem revestida interiormente, com o material de fluxo concentrado no "coração" do arco.

Os arames tubulares são produzidos para aplicações diversas, soldagens de alta produtividade, estruturas críticas e vasos de pressão, onde são requeridas boas propriedades mecânicas e resistência ao impacto. Existe também uma gama de arames destinados a revestimentos duros.

Exemplo de Especificação em Catálogo. ARAME TUBULAR O arame tubular é obtido pelo enchimento de uma

Figura 137: Exemplo de arame para revestimentos duro. Disponível em: Bancos de dados SENAI DN/ SENAI SC. .

Utilizado para soldagem automática e semiautomática, com proteção gasosa utilizando CO2 ou mistura de Ag + CO2. Desenvolvido para soldagem de aço carbono, proporcionando excelentes propriedades mecânicas. Pode ser utilizado para soldagem de passes simples ou múltiplos em juntas de topo, filetes e sobrepostos.

94

As aplicações típicas incluem a soldagem de aço na construção de plataformas offshore, navios, pontes, vasos

As aplicações típicas incluem a soldagem de aço na construção de plataformas offshore, navios, pontes, vasos de pressão, estruturas metálicas e caldeiras em geral. Proporciona alta taxa de deposição, soldas com qualidade aos raios-X e ótimo conforto operacional.

CARACTERISTICAS

• Alta taxa de deposição. • Melhores propriedades mecânicas. • Maior penetração. • Baixa incidência de defeitos, resultando em baixo custo total de fabricação. • Soldagem em posição.

Os arames tubulares, devido as suas taxas superiores de deposição, permitem ao usuário obter economias reais nos tempos de soldagem e, consequentemente, redução nos custos de mão de obra. O aumento da penetração é outra grande característica do processo, frequentemente conduzindo a economias adicionais. Demais benefícios estão salientados abaixo:

1)

Arames tubulares com fluxo interno;

Possibilidade de soldagem em todas as posições; Boa remoção de escória;

Baixos níveis de hidrogênio;

Ideal para uso com CO2 e/ou misturas de Argônio;

Capacidade de utilização sobre camadas grossas de ferrugem e carepa;

Nível consistente de propriedades mecânicas.

2)

Arames tubulares com pó metálico

Alto rendimento (até 95%); Dispensa remoção de escória entre passes;

Boa aparência da solda:

Grande tolerância a variações na intensidade da corrente de soldagem;

Aplicável na maioria das soldagens na posição plana em uma mesma regulagem de intensidade da corrente.

3)

Arames tubulares autoprotegidos ou sem gás

95

 Não requer gás de proteção;  Boa acessibilidade à soldagem no campo. APLICAÇÕES Há consumíveis
 

Não requer gás de proteção;

 

Boa acessibilidade à soldagem no campo.

APLICAÇÕES

 

consumíveis

utilizáveis

em

numerosas

aplicações.

Algumas

aplicações

típicas

estão

relacionadas abaixo:

Arames tubulares com fluxo interno

Fabricação em geral com aços de baixa resistência;

Fabricação em geral com aços de média resistência sob condições de alta restrição;

Soldagem em todas as posições:

Alta taxa de deposição em soldas de topo na posição plana ou junta de ângulo nas posições

plana ou horizontal; Soldagem em posição de estruturas para trabalhos em baixas temperaturas até -60ºC.

Arames tubulares com pó metálico

Fabricação em geral com aços de baixa e media resistência:

Soldagem de aços de alta resistência, bem como aços temperados e revenidos; Fabricação de estruturas metálicas e plataformas marítimas (Offshore) para serviços em baixas temperaturas até -50ºC; Fabricação com aço de baixa e média resistência patinável (resistentes a corrosão atmosférica).

Arames tubulares autoprotegidos ou sem gás.

Revestimentos duros de componentes desgastados;

Camadas de amanteigamento.

METAIS DE BASE E CONSUMÍVEIS

96

O carbono é um dos elementos de liga mais significativos. Ele é capaz de propiciar vários

O carbono é um dos elementos de liga mais significativos. Ele é capaz de propiciar vários efeitos no processo de soldagem, tais como dureza, sensibilidade às trincas sob cordão e outros igualmente importantes.

Os aços-carbonos comuns e de baixa liga apresentam boa soldabilidade para teores de carbono até 0,22%. É importante destacar que o valor da dureza de um aço vai depender de dois aspectos fundamentais:

Do teor de carbono

Das velocidades de aquecimento e resfriamento durante a soldagem.

No gráfico a seguir, é possível observar a relação entre o teor do carbono e a dureza máxima dos aços, expressa em porcentagem.

O carbono é um dos elementos de liga mais significativos. Ele é capaz de propiciar vários

CARBONO EQUIVALENTE

Tabela 2 - Teor de carbono em %.

Embora o carbono, no aço, seja o elemento de liga mais significativo, com relação à soldabilidade, os efeitos de outros elementos de liga podem ser estimados mediante o valor de carbono equivalente (CE), onde o efeito da quantidade total de elementos de liga pode ser expresso.

O carbono é um dos elementos de liga mais significativos. Ele é capaz de propiciar vários

SOLDABILIDADE DOS AÇOS INOXIDÁVEIS

Os aços inoxidáveis são aços de alta liga que contém cromo (Cr) como principal elemento de liga (mínimo de 11%) e usualmente níquel (Ni).

O aço que contém 11% ou mais de cromo é resistente à corrosão. Isso ocorre porque o cromo reage com o oxigênio, formando uma película fina e transparente de óxido de cromo. Essa película fina protege a superfície do aço contra a corrosão.

97

CLASSIFICAÇÃO BÁSICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS AÇOS AUSTENÍTICOS Tabela 3 - Classificação dos aços . Possuem boa

CLASSIFICAÇÃO BÁSICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS

CLASSIFICAÇÃO BÁSICA DOS AÇOS INOXIDÁVEIS AÇOS AUSTENÍTICOS Tabela 3 - Classificação dos aços . Possuem boa

AÇOS AUSTENÍTICOS

Tabela 3 - Classificação dos aços.

Possuem boa soldabilidade, porque não sofrem mudanças em sua estrutura durante o aquecimento e resfriamento.

Contudo, deve-se observar a possibilidade de:

O carbono dissolvido no material precipitar-se na forma de carbonetos de cromo a

temperaturas entre 500o e 900oC, baixando a resistência do aço à corrosão; Formação de trincas a quente, pela utilização de metal de adição inadequado;

Formação de trincas de contração, pela utilização de alta energia de soldagem.

AÇOS FERRÍTICOS

Sua soldabilidade é inferior à dos aços austeníticos. Deve-se observar a possibilidade de:

Formação de trincas de contração, por alto grau de restrição da junta;

Formação de carbonetos de cromo, quando houver alto teor de cromo e de carbono na liga;

Crescimento irreversível dos grãos na zona afetada pelo calor, tornando a junta frágil.

AÇOS MARTENSÍTICOS

Possuem soldabilidade nitidamente restrita, porque são aços temperáveis ao ar. Como resultado, uma zona dura e frágil é formada pela soldagem.

Assim, a soldagem de um aço martensítico deve ser efetuada com temperaturas de preaquecimento entre 200º e 300ºC, e sem permitir que o material se resfrie durante a soldagem, seguida de pós-aquecimento de 650o a 750oC e resfriamento lento.

98

ENDURECIMENTO NA SOLDAGEM

O valor de dureza é influenciado:

ENDURECIMENTO NA SOLDAGEM O valor de dureza é influenciado: SOLDA EM JUNTA SOBREPOSTA Figura 138 -
ENDURECIMENTO NA SOLDAGEM O valor de dureza é influenciado: SOLDA EM JUNTA SOBREPOSTA Figura 138 -

SOLDA EM JUNTA SOBREPOSTA

Figura 138 - Exemplo de solda em junta de topo Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI MG

ENDURECIMENTO NA SOLDAGEM O valor de dureza é influenciado: SOLDA EM JUNTA SOBREPOSTA Figura 138 -

Figura 139Exemplo de solda em junta sobreposta. Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

99

PONTOS DE ABERTURA DE ARCO OU PONTOS DE SOLDA Figura 140 – Altas taxas de transmissão

PONTOS DE ABERTURA DE ARCO OU PONTOS DE SOLDA

PONTOS DE ABERTURA DE ARCO OU PONTOS DE SOLDA Figura 140 – Altas taxas de transmissão

Figura 140Altas taxas de transmissão de calor nas direções das setas. Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI MG

Nos locais de abertura de arco ou pontos ocorre uma taxa de transmissão de calor muito elevada. Por isso, messes locais há um endurecimento. Aço-carbono comum e de baixa liga, segundo a norma DIN 17100, apresentam boa soldabilidade para teores de carbono até 0,22%.

Boa soldabilidade: St 37, St 44, St 52.

Soldabilidade limitada: St 50, St 60, St 70.

Soldabilidade restrita: St 33.

Os aços que apresentam soldabilidade limitada podem apenas ser soldados mediante autorização do responsável técnico pela obra. Chapas finas apresentam sempre boa soldabilidade.

CLASSIFICAÇÃO DOS AÇOS SEGUNDO A ABNT

A denominação do aço é feita basicamente por meio de quatro ou cinco dígitos. Os dois primeiros indicam a classe a que o aço pertence, e os demais indicam o teor médio aproximado de carbono. Se o teor aproximado de carbono é inferior a 1%, o aço é representado por quatro dígitos. Se o teor médio aproximado de carbono e igual ou superior a 1%, o aço é representado por cinco dígitos. Quando especificada a adição de boro ou chumbo, acrescenta-se, após os dois primeiros dígitos, as letras B e L, respectivamente.

EXEMPLO: AÇO ABNT 4140

10

0

Figura 141 – Exemplo de aço segundo a ABNT Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI
Figura 141 – Exemplo de aço segundo a ABNT Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI

Figura 141Exemplo de aço segundo a ABNT Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI MG

GRUPOS DE AÇO DE METAL DE BASE, SEGUNDO A ISO9606

Grupo 01

Aços de baixo carbono sem liga (aços-carbono-manganês) e/ou aços de baixa liga, em geral não necessitando de preaquecimento e/ou insumo controlado de calor.

Grupo 02

Aços-cromo-molibdênio (CrMo) e/ou aços-cromo-molibdênio-vanádio (CrMoV), resistentes à fluência, em geral necessitando de preaquecimento e/ou insumo controlado de calor, ou tratamento térmico após a soldagem.

Grupo 03

Aços estruturais de granulação fina, normalizados, aços temperados e revestidos, bem como tratados termomecanicamente, com um limite superior de escoamento, R, acima de 355 MPa, bem como aços-níquel soldados de modo semelhante, com um teor de níquel de 2 a 4% (m/m) e, em geral, necessitando de preaquecimento e/ou insumo controlado de calor.

Grupo 04

Aços inoxidáveis martensíticos ou ferríticos, com um teor de cromo de 13 a 20% (m/m) e, em geral, necessitando de preaquecimento e/ou insumo controlado de calor.

Grupo 05

Aços onoxídaveis ferríticos-austeníticos e aços cromo-níquel (CrNi) inoxidáveis austeníticos, soldados com ou sem controle especial de insumo de calor.

EQUIPAMENTOS PARA SOLDAGEM DO PROCESSO MIG MAG

10

1

A soldagem MIG/MAG é um processo em que a união de peças metálicas é produzida pelo

A soldagem MIG/MAG é um processo em que a união de peças metálicas é produzida pelo aquecimento destas, com um arco elétrico estabelecido entre um eletrodo consumível sem revestimento e a peça de trabalho. A proteção do arco e da região de solda contra a contaminação da atmosfera é feita por um gás ou uma mistura de gases.

O processo de soldagem MIG/MAG é considerado um processo semi-automático, em que a alimentação do arame-eletrodo é feita mecanicamente através de um alimentador motorizado, ficando para o soldador a responsabilidade pela iniciação e interrupção do arco, além da condução da tocha durante a execução da soldagem.

A alimentação do arco é garantida pela contínua alimentação do arame-eletrodo, enquanto que o comprimento do arco é, em princípio, mantido aproximadamente constante pelo próprio sistema, dentro de certos limites, independente dos movimentos do soldador. O calor gerado pelo arco é usado para fundir as peças a serem unidas e o arame eletrodo que é transferido para a junta como metal de adição.

FIQUE POR DENTRO

O processo de soldagem MIG/MAG pode ser utilizado em materiais em uma ampla faixa de espessuras. No Brasil, o diâmetro dos arames-eletrodo utilizados variam entre 0,8 e 3,2 mm. No Japão, encontramos arames de menores diâmetros (0,5 mm) que irão facilitar os trabalhos em posições de soldagem diferentes da posição plana.

A transferência contínua de metal pela coluna de arco faz com que a eficiência do calor adicionado seja superior, neste caso, do que a soldagem pelo processo TIG. A transferência é tão eficiente neste processo que até elementos muito ativos como o Titânio conseguem ser recuperados no metal de solda com relativa eficiência, desde que presentes no arame em forma de elementos de liga.

FONTES DE ENERGIA

O processo utiliza corrente do tipo contínua que pode ser fornecida por um conjunto transformador- retificador ou por um conversor. A forma da característica estática da fonte pode ser do tipo corrente constante ou tensão constante, conforme o sistema de controle do equipamento.

Quando se utiliza uma fonte do tipo tensão constante, a velocidade de alimentação do arame- eletrodo se mantém constante durante a soldagem. Este sistema é mais simples e mais barato.

10

2

Com a fonte de energia do tipo corrente constante o comprimento do arco é controlado pelo
Com a fonte de energia do tipo corrente constante o comprimento do arco é controlado pelo

Com a fonte de energia do tipo corrente constante o comprimento do arco é controlado pelo ajuste automático da velocidade de alimentação do arame. Este tipo de sistema é particularmente recomendado para arames de diâmetro superior a 1,2 mm. Para certas aplicações particulares, pode-se sobrepor à corrente principal uma certa corrente pulsada, proveniente de um segundo gerador ligado ao primeiro.

ALIMENTADOR DE ARAME

O alimentador de arame normalmente utilizado é acionado por um motor de corrente contínua e fornece arame a uma velocidade constante ajustável numa ampla faixa. Não existe qualquer ligação entre o alimentador e a fonte de energia, entretanto, ajustando-se a velocidade de alimentação do arame, ajusta-se a corrente de soldagem fornecida pela máquina, devido às características da fonte e do processo.

O arame é passado entre um conjunto de roletes chamados de “roletes de alimentação” que podem

estar próximos ou longe da tocha de soldagem e, dependendo da distância entre o carretel de arame e a tocha de soldagem, um ou outro tipo de alimentador apresenta melhores resultados.

Acionamento por Dois Rolos

Com a fonte de energia do tipo corrente constante o comprimento do arco é controlado pelo

Figura 142 Modelo de acionamento por dois rolos. Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

ACIONAMENTO PO QUATRO ROLOS

Rolos de alimentação com ranhura prismática para arames-eletrodo de aço; Rolos de alimentação com ranhuras semicirculares para arames-eletrodo de alumínio.

10

3

Figura 143 – Modelo de acionamento por quatro rolos. Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI
Figura 143 – Modelo de acionamento por quatro rolos. Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI

Figura 143 Modelo de acionamento por quatro rolos. Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

Figura 143 – Modelo de acionamento por quatro rolos. Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI

Os rolos alimentadores devem ser escolhidos de acordo com os diâmetros dos arames-eletrodo, a fim de prevenir dificuldades durante o processo de alimentação.

ROLOS DE ALIMENTAÇÃO DE ARAME-ELETRODO.

Figura 143 – Modelo de acionamento por quatro rolos. Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI

Figura 144Modelo de alimentação de arame-eletrodo Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC Consultado em: 25/11/2011

Figura 143 – Modelo de acionamento por quatro rolos. Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI

Além dos dois tipos citados, existe também o acionamento por rolos oblíquos. Faça uma pesquisa sobre o assunto e monte um portfólio de estudo.

PERFIL DO ROLO ALIMENTADOR DO ARAME-ELETRODO

Figura 143 – Modelo de acionamento por quatro rolos. Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI

Figura 145Modelo de perfil do rolo alimentador de arame-eletrodo Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

A seguir, veja na tabela as causas e as consequênci as da utilização desse i nstr umento.

10

4

PRESSÃO DO ROLO SOBRE O ARAME CONDUZIDO NA CANALETA Figura 146 – Modelo de pressão do
PRESSÃO DO ROLO SOBRE O ARAME CONDUZIDO NA CANALETA Figura 146 – Modelo de pressão do

PRESSÃO DO ROLO SOBRE O ARAME CONDUZIDO NA CANALETA

PRESSÃO DO ROLO SOBRE O ARAME CONDUZIDO NA CANALETA Figura 146 – Modelo de pressão do

Figura 146 Modelo de pressão do rolo sobre o arame Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

Observe as causas e consequência na tabela abaixo.

PRESSÃO DO ROLO SOBRE O ARAME CONDUZIDO NA CANALETA Figura 146 – Modelo de pressão do

SISTEMA DE CONTROLE

O sistema de controle permite a verificação e o ajuste de alguns parâmetros de soldagem, como por exemplo: velocidade de alimentação do arame, corrente e tensão de soldagem, etc. Estes vários controles estão normalmente em um único painel.

Também neste processo, o sistema de controle é a parte que consideramos o “coração” do

equipamento de soldagem. Deve ser sempre manipulado com cuidado, especialmente, quando transportado, devido ao grande número de componentes eletro-eletrônicos que se encontram em seu interior.

10

5

CABOS ELÉTRICOS E GARRAS DE FIXAÇÃO

CABOS ELÉTRICOS E GARRAS DE FIXAÇÃO O processo necessitará, como no caso da soldagem com eletrodos

O processo necessitará, como no caso da soldagem com eletrodos revestidos, de cabos para transporte de eletricidade. As garras de fixação servem para prender o cabo de retorno da eletricidade. Deve ser verificado se prendem a peça com boa fixação, e se a fixação do cabo de soldagem está sendo feito de maneira adequada.

CABOS ELÉTRICOS E GARRAS DE FIXAÇÃO O processo necessitará, como no caso da soldagem com eletrodos

Figura 147 Exemplo de multicabo Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

Veja na tabela a seguir as causas e consequências dos cabos elétricos e garras de fixação.

CABOS ELÉTRICOS E GARRAS DE FIXAÇÃO O processo necessitará, como no caso da soldagem com eletrodos

TOCHA, BICOS DE CONTATO E BOCAIS

A tocha de soldagem consiste basicamente de um bico de contato, que faz a energização do arame-eletrodo, de um bocal que orienta o fluxo de gás protetor e de um gatilho de acionamento do sistema.

O bico de contato é um pequeno tubo à base de cobre, cujo diâmetro interno é ligeiramente superior ao diâmetro do arame-eletrodo, e serve de contato elétrico deslizante.

O bocal é feito de Cobre ou material cerâmico e deve ter um diâmetro compatível com a corrente de soldagem e o fluxo de gás a ser utilizado numa dada aplicação.

10

6

O gatilho de acionamento movimenta um contador que está ligado ao primário do transformador da máquina

O gatilho de acionamento movimenta um contador que está ligado ao primário do transformador da máquina de solda, energizando o circuito de soldagem, além de acionar o alimentador de arame e uma válvula solenoide, que comanda o fluxo de gás protetor para a tocha.

As tochas para soldagem MIG/MAG podem ser refrigeradas a água ou pelo próprio gás de

proteção, dependendo de sua capacidade, dos valores de corrente utilizados e do fator de trabalho. Quanto ao formato, as tochas podem ser retas ou curvas, sendo as mais utilizadas as do tipo

“pescoço de cisne” que são as que oferecem maior manejabilidade. Na figura a seguir, pode ser observado o esquema de uma tocha de soldagem MIG/MAG.

O gatilho de acionamento movimenta um contador que está ligado ao primário do transformador da máquina

Bico de Contato Mig- Mag

Figura 148 Tocha para soldagem MIG/MAG Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

O gatilho de acionamento movimenta um contador que está ligado ao primário do transformador da máquina

Figura 149 Modelo de bico de contato para soldagem MIG/MAG Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

Observe na tabela as causa e as consequências da utilização do bico de contato.

O gatilho de acionamento movimenta um contador que está ligado ao primário do transformador da máquina

10

7

FONTES DE GÁS

FONTES DE GÁS Os diversos gases de proteção estão normalmente contidos em garrafas de aço de

Os diversos gases de proteção estão normalmente contidos em garrafas de aço de alta resistência. A garrafa é colocada na instalação na proximidade do posto de trabalho, e é equipada de um conjunto redutor-manômetro, que baixa a pressão do gás a um valor conveniente para a alimentação da tocha de soldagem, e que permite a regulagem da vazão expressa em litros por minuto.

No caso de várias instalações funcionarem na mesma oficina, a fonte de gás pode ser substituída de um cilindro único, por uma central de vários cilindros conectados entre si num sistema único. Esta central deve ter um conjunto redutor único, e o gás é distribuído por canalização à pressão desejada; a vazão é regulada por cada operador por meio de um manômetro local e individual. No caso de consumos muito elevados pode-se adquirir o gás em sua forma líquida, ficando este também em uma instalação centralizada.

FONTES DE GÁS Os diversos gases de proteção estão normalmente contidos em garrafas de aço de

Figura 150 - Modelo de manômetro e fluxômetro Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

10

8

POSTO DE TRABALHO

POSTO DE TRABALHO O posto de soldagem deve estar organizado com suas ferramentas dispostas em locais

O posto de soldagem deve estar organizado com suas ferramentas dispostas em locais seguros de receber a peça para ser soldada.

POSTO DE TRABALHO O posto de soldagem deve estar organizado com suas ferramentas dispostas em locais

Figura 151 Modelo de posto de soldagem Disponível em: Banco de dados SENAI DN/SENAI SC

  • 1 - Fixador regulável: para fixação da peça.

  • 2 - Exaustão: para retirar gases, fumaças e vapores.

  • 3 - Mesa de solda: para apoiar a peça.

  • 4 - Paredes de proteção: para proteção contra o arco elétrico: as paredes podem ser pintadas com tintas que não reflitam o arco elétrico.

  • 5 - Ferramentas: tenaz de ferreiro, escova de aço e picadeira.

  • 6 - Banco

  • 7 - Cabo-obra (local de fixação)

  • 8 - Fixador da tocha.

10

9

9 - Cortina

9 - Cortina FATORES A SEREM CONSIDERADOS PARA UMA BOA SOLDAGEM As causas mais comuns de

FATORES A SEREM CONSIDERADOS PARA UMA BOA SOLDAGEM

As causas mais comuns de defeitos nas soldas ocorrem quando das paradas obrigatórias para a substituição do eletrodo e término do cordão. Para evitar esses defeitos e realizar uma bo