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O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO I
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Trovadores tempos aonde as fulgurosas chamas de esperança se


perdem em meio ao corrompido mundo de trevas. Deteriorados, os
homens esperam pela paz que ecoa em um vale de sombras eterno
que nunca se cessa. Profanado, o tempo já não corre mais em
segundos ou minutos, e sim em lágrimas.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Confundidos pelas quatro maldições, os sentidos tornam o mundo


um local aonde a subjetividade impera.
Definhando escondido, busco um meio de lutar. Destruído por
dentro conto apenas com a minha memória, que latejante, inunda
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meu ser com uma avalanche de fatos que temo ter de mostrar, mas
em maior temor, sinto que não devem morrer comigo.
Conscientemente, me vejo indigno de escrever tais histórias, mas
não vejo como não fazer isso, já que me sentiria completamente
inútil se não as fizesse.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Minha real vontade talvez seja de poder mudar o passado, mas isso
é completamente impossível, pois para que tal façanha se concretize,
eu precisaria enviar meu livro ao passado e fazer com que um quarto
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de todos os homens da terra lessem tais linhas. Meu grande objetivo,


já que não posso alcançar este, seria mostrar aos homens do
futuro...Isso se houver futuro.
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Suspiro agora, com lágrimas nos olhos, pensando em todos aqueles


que se sacrificaram para que eu estivesse aqui, neste úmido abrigo,
escrevendo as minhas dolorosas lembranças, nestas emboloradas
folhas de papel. O odor salobro que invade meu ser, causando-me
náuseas, dificultam ainda mais meu último esforço de vida. Seca,
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minha garganta clama pela pouca água que me resta. Apenas um


curto gole, nada mais.
Não vejo a luz do sol a semanas. Em igual período não converso
com ninguém. Não sei se já ultrapassei a limiar da sanidade mental,
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mas, caso já tenha chegado a esse ponto, não sei ao certo se foi pela
fome, sede, tédio ou solidão. Talvez sejam todos, ou nenhum.
Meus olhos pesam de sono, devo repousar, talvez amanhã eu deva
narrar o que de fato me ocorreu.
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CAPÍTULO II
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Não quero perder meu precioso tempo com a descrição do


meu despertar. Creio na maior importância dos acontecimentos que
me flagelaram nestes fatídicos 2 anos.
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Foi num vasto salão coberto de candelabros e velas que tudo se


iniciou. Aonde a tremeluzente chama das velas não conseguiam
iluminar, existia uma profunda treva.
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Um caminho era formado pelas velas em direção a um altar. Sob o


altar, aparentemente de mármore e granito, uma bela cruz de
madeira trabalhada estava repousada.
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Eis que uma chama azulada começa a se instalar na base desta cruz.
Desesperado tento apagá-la, em vão. Em segundos o fogo se alastra
por toda a cruz e ela se torna cinzas.
A minha frente abre-se uma fissura na parede, atrás do altar,
liberando uma forte luz vermelho sangue. Junto com a luz, um vento
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denso e quente apaga todas as velas, junto a um odor forte e ácido.


As cinzas da cruz voam junto ao vento, e, sob o altar, resta-se
apenas um objeto áureo-prateado. Aproximo-me deste objeto,
tentando tocá-lo, identificando apenas o desenho de algo que me
parecia um losango dourado em uma espécie de moeda. Dentro do
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losango, uma letra, que não identifiquei com certeza. Antes de


conseguir tocar o objeto, uma segunda ventania, muito mais forte
que a primeira, me arremessa para longe.
Vejo, então, um homem, cuja face não fui capaz de identificar e que
trajava um terno todo branco, camisa desta mesma cor, e pés
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descalços. Então, pega o objeto com a mão direita, cerrando o


punho. Começa então a andar em minha direção com passos lentos e
constantes.
Inesperadamente uma luz muito forte sai do alto, junto a uma brisa
suave e reconfortante. Vejo o homem, em alguns passos para trás,
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cambaleando. A luz se torna cada vez mais forte, até um ponto que
se tornou impossível manter-me de olhos abertos. Quando
finalmente consegui abrir os olhos, não mais vejo o homem, e sim
uma cruz idêntica a aquela que havia queimado, porém reduzida em
tamanho, repousando no chão. Quando toco na cruz todas as velas
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se acendem.
Ouço meu nome ser chamado por uma voz conhecida. Novamente, e
novamente, cada vez mais forte.
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CAPÍTULO III
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Abro os olhos e vejo a face do meu amigo Alberto. Estava em minha


cama e havia sido acordado de um profundo sono, aonde em sonho,
eu havia visto coisas que não soube ao certo compreender, mas com
certeza eu não esqueceria tais imagens tão facilmente.
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Antes de prosseguir com a minha narração, creio que lhe devo


algumas considerações sobre o narrador que vos fala.
Meu nome é Lúcio Denis Concas, ex-jornalista, ex-jovem, ex-
sonhador. Tenho 23 anos, mas quando tais fatos começaram a
ocorrer possuía apenas 21. Trabalhava para uma pequena rede de
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televisão recém formada, a CJTV, como repórter de campo. Era uma


nova televisão de novos conceitos e grande ambição, querendo,
como objetivo principal, mostrar o mundo como ele é, sem ser
parecer tendencioso. Morava em Roma, como correspondente, em
um pequeno apartamento com outros 2 brasileiros, Iddo Ferrata e
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Alberto Dario Grads.

Iddo Ferrata era político, seguidor genético de uma antiga prole de


homens que trabalhavam como governantes, em Portugal, país de
seu pai, já falecido em um acidente de carro, e seu avô. Tal avô,
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poderoso, influente, inteligente talvez, mas com certeza sábio, tinha


em Iddo a imagem de um sucessor, dando a ele altos cargos de
assessoria e confiança. Talvez você deve estar se perguntando o que
faz um jovem tão promissor com um jornalista em um apartamento
alugado. Pois bem. Seu avô, cheio de manias, não aceita que seu
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neto, Iddo, siga carreira sem um diploma e sem sofrer como um


estudante comum por esse mesmo diploma. Escolheu psicologia,
porque, segundo o que ele dizia, saber como as pessoas pensam é
mais importante do que saber como governá-las.
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Alberto era sonhador, mais do que eu e do que qualquer outro jovem


que eu já conheci. Queria viajar, mudar o mundo, conhecer, sentir,
experimentar, sofrer, cair, levantar, se restabelecer e seguir em
frente. Estudava filosofia, mas era muito curioso quando se dizia nas
ciências teológicas e astronômicas. Queria entender o mundo, Deus
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e os astros. Mas como ele dizia, é preferível começar entendendo


ande estamos, e, depois, para onde vamos e donde viemos.
Eu, também sonhador, queria ver o mundo, descobri-lo, descrevê-lo,
mostrar o mundo aos outros e ajudar a contar a história do presente
para as gerações futuras. Mas tudo vai se perdendo com o tempo,
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que passa rápido, como uma flecha, que cruza o vento para acertar o
alvo, alvo esse cujo nome é morte.

Fui para Roma em uma proposta de emprego irrecusável. Tal


proposta havia partido de um professor, grande amigo meu, Carlos
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Gollertal, que, impressionado com as minhas capacidades e


potencial (que ainda não entendo o motivo, já que existiam muitos
como eu) me indicou para um emprego nessa empresa de
telejornalismo.
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Encontrei nela a grande possibilidade de minha vida, me mudei,


sofri, mas regozijei-me com a grande oportunidade de entrar no
mundo jornalístico com alguma importância.
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Depois de 6 meses morando em Roma, finalmente chega dia que


estava descrevendo, quando meu amigo me acordou de um
revelador e confuso sonho.

CAPÍTULO IV
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Acordei, ainda com sono. Antes de reclamar com meu amigo, sobre
ter-me acordado de um profundo e reflexivo sonho, com a mão
direita me faz um gesto de silêncio e com a outra me aponta o
aparelho de televisão em cima do criado-mudo no canto do quarto.
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Estava ligado em uma emissora local, do qual não me recordo o


nome. Em um jornal, um acontecimento rugia a poucos quilômetros
de meu humilde apartamento.
Com informações imprecisas e controversas, através de fontes mal
informadas e especulativas, a informação de uma unificação
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territorial da Europa chegava aos meus ouvidos com um som que


ecoava em diferentes sentidos, se chocando com o pensamento da
“grande chance” de minha vida.
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Não se fez 30 segundos para o celular de Iddo tocar. Era o avô dele,
mas não soube o que foi dito na conversa. Era, agora, a hora de meu
celular gritar a minha procura.
Era Manolo Grattianto, meu chefe, diretor da emissora em Roma.
Estava ordenando minha presença imediata no furgão da empresa,
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nas proximidades do Senato della Repubblica, local em que ocorria


o tão inesperado fato.
Não tardei a pegar meus objetos pessoais e me dirigir até a porta,
porém, antes de girar a maçaneta, mãos suaves e quentes tocam meu
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obro, fazendo-me, instintivamente tornar minha cabeça para traz.


Era Iddo, sorridente, impedindo minha saída para me falar algo.

-Me desculpe Iddo, mas estou atrasado agora, não tenho tempo para
qualquer coisa que venha me falar
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-Tenho certeza que você estaria interessado no que eu vou te falar...

-Por favor, seja breve, quero chegar o mais rápido o possível lá.
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-Certo, vamos, eu te dou carona, estou indo para lá também. No


caminho eu te falo.
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A curiosidade, de fato me deixou ansioso, agravando meu estado de


euforia. Pensei no que poderia ser, mas não encontrar nenhuma
resposta coerente. Decidi aguardar e esperá-lo me dizer.
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Entrei no carro no banco de passageiros, mudo. Iddo sentou-se no


banco do motorista e saiu da garagem com o seu imponente
Mercedes conversível.
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-Consegui uma exclusiva pra você com meu vô pra agora, o que
você acha?

- Err...como?
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- Meu vô, Luis Manuel Ferrata, secretário geral de Portugal na UE...

- Você só pode ta de brincadeira comigo, porque se tiver...

- Não, é verdade isso...se quiser eu ligo pra ele.


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- Nossa Iddo, valeu mesmo...Deus! Nem sei como te agradecer!

- Que tal com a velha palavra: obrigado


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- Hehehe, muito bem então, farei melhor, MUITO OBRIGADO!

- Não tem de quê...além disso era o meu trabalho. Tinha que arranjá
uma entrevista. Ele foi escolhido pra fala com a imprensa. Sabe
como é, né? Ele tem uma boa lábia, sabe lidar com o público, omitir
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informações indesejadas, além dele não ser uma figura central de


Estado, sendo representante exclusivamente da EU, demonstrando
imparcialidade.
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- Espera ai, deixa eu vê se entendi. Eu serei o primeiro homem a


divulgar pro mundo o que ta acontecendo lá dentro?

- Sim, alguma dúvida?


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Naquele momento entrei em um grande estado de euforia, fiquei


atônito, empolgado. Raros beijos superaram a felicidade deste
momento. Era a minha chance de me tornar realmente um homem
de sucesso no ramo. Tinha como um dos momentos mais
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importantes da minha vida, mas tolo era eu, que não sabia nem
metade do que eu passaria desde ali.
Respirei fundo quando o carro parou a 8 quadras dali. Sabíamos que
a pé chegaríamos mais rapidamente, devido ao trânsito.
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Saímos em passos acelerados em direção a praça que repousava a


frente do Parlamento.

Cansados papeis esvoaçavam na praça, que tumultuada, abrigava


muitas mentes e faces preocupadas, cansadas, em dúvida,
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extenuadas. Mas eram apenas homens, que como eu, tinham a


curiosidade, ou melhor, ambição de descobrir o mistério antes de
todos.
Furgões se entreolhavam nas ruas, buscando informações mais
precisas, corretas, especulativas, possíveis, mas nenhuma correta. A
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face dos repórteres era, ao mesmo tempo sorridente, cansada,


curiosa, preocupada e principalmente empolgada.
Iddo olhou para mim com olhar de preocupação. Preocupado com o
que estava acontecendo, mas preocupado, principalmente, por não
estar por dentro de tudo.
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Segui, junto a Iddo, para o furgão da TVJ e logo encontrei o editor


chefe, Manolo Cambianno, digitando em um laptop, nervoso,
suando. Era um típico senhor italiano, calabrês, pouco cabelo, e
falando com bastante gesticulação, entoava uma voz áspera e
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enérgica. Tornando-se para mim ele reclama de meu atraso e pede


para que em fale com outra repórter, Marie Proudhon.
Vejo que ela está no lado de fora, conversando com o câmera, pronta
para entrar ao vivo. Espero. Agora, desocupada, Marie vem em
minha direção. Seu perfume chegou a me enfeitiçar naquele
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momento. Era impossível não se apaixonar por uma mulher como


aquela.
Olhos verdes como esmeralda, profundos e enigmáticos, adornados
por cílios volumosos, uma face rosada, um sorriso confortador e
uma voz encantadora. Era uma mulher independente e, acima de
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tudo, sonhadora. Nunca gostei de uma mulher como gostei dela,


mas naquele tempo não havia coragem em minha, ainda vazia,
carcaça. Ela sorri e começa a falar.
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-Bem, você tem que tentar ir até uma das portas, esperando que saia
ou entre alguém delas. Tente retirar qualquer palavra da boca de
quem passar...
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- Não, ele vai pra uma exclusiva lá dentro em alguns minutos.


Vamos Lucio, já estamos atrasados- interrompe Iddo

Pasma, Marie faz um olhar dubitativo para mim, como se esperasse


uma resposta. Não a dei, pedi que o câmera, Vito, me acompanhasse
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e caminhei com firmes passos em direção a minha tão importante


entrevista, guiado por Iddo.
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CAPÍTULO V
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Nas portas de fundo do parlamento percebi que estava entrando para


um fato inesquecível em minha vida.
Estava agitado, até certo ponto, sabia que era um momento
importante. Respirei fundo e foquei apenas em um único objetivo:
fazer daquela entrevista a melhor. Minha pauta era saber o que
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estava acontecendo lá dentro e, fora isso, alguns tópicos, recém


entregados por iddo a mim. Tópicos que falavam sobre a vida
política de Luis Ferrata. Para mim, obsoletos. Tinha que confiar em
meus instintos, meu improviso, e, talvez, na minha sorte.
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Não é uma tarefa fácil ter de deixar-se á deriva , guiado pelos


instintos, pelo felling jornalístico. Não tinha escolha. Era tudo ou
nada.
O sempre frio Vito se derretia em uma transpiração nervosa e aflita.
Se até Vito Sadosomo Mens, cinegrafista que já filmou tiroteios na
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guerra do Iraque ficava assim, era porque realmente existia uma


tarefa difícil de se encarar.
Sorridente, Iddo me encara, enquanto seguimos por um corredor
estreito e mal iluminado
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-Não precisa ficar nervoso, meu vô não morde! ; dizia, tentando me


acalmar ,em vão.

Em uma sala um pouco mais ampla e mais iluminada, um balcão


escondia por detrás uma sorridente secretária quadragenária, cabelos
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presos, olheiras, dentes sujos de batom e muita disposição. Os


seguranças que nos acompanhavam voltaram para a porta dos
fundos. Um confortável sofá aveludado vermelho nos é apresentado.
Iddo nem chega a sentar, vai direto para uma porta á direita, se
dirigindo aos corredores internos do prédio.
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- É aqui que agente se separa. Agente se vê. Boa sorte!

-Igualmente, digo, cumprimentado-o


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Sento no sofá e pego uma revista qualquer, com o intento de


disfarçar o tédio e a ansiosidade. Vito fez o mesmo.
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Os dizeres da secretária se “em uma hora ele vai atendê-los”


ecoavam em minha mente, enquanto eu olhava, em meu relógio de
pulso, a segunda hora de espera se passar.
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A secretária levanta-se e se voltando para o balcão diz em uma voz


cansada e carismática que precisa se retirar por um momento, para
aguardamos que o avô de Iddo já chegaria.
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-Espere senhorita! Posso ir ao banheiro? ; digo com ímpeto antes


que ela se retirasse

-Sim, claro, no corredor, abrindo esta porta, na última porta á


esquerda.
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-Muito obrigado! ; digo fazendo uma suave reverência com a


cabeça.
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Entro na porta que me leva ao corredor, e começo a seguir por um


estreito local que guardava portas de todas as inscrições. As paredes,
de madeira nobre, adornavam o ambiente com um tom clássico e
aconchegante, sem, porém, anular o efeito claustrofóbico que ela
causava em mim.
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Na verdade não estava realmente com vontade de ir ao banheiro. A


real vontade era de anular o tédio, que me matava naquele
inoportuno momento. Uma volta me faria espairecer.
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Antes de, de fato, entrar na já avistada porta do banheiro, eu ouço


barulhos exaltados de uma discussão. A porta entreaberta de onde
vinha tão acalorada discussão instigava meu humano instinto da
curiosidade. Aproximo-me, paro, respiro, e continuo em direção a
porta. No exato momento que chego a frente da porta ela
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bruscamente se abre arremessando-me para traz em um movimento


brusco. Um homem abriu a porta, sua face não vi, um negro capuz a
cobria. Ele corre em direção ao fim do corredor, mas, no ato deixa
um pequeno e brilhante objeto cair. Com o tilintar do objeto ele
para, mais continua seu caminho, rumo a fuga.
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Chocado, não sabia o que fazer. A curiosidade ainda me tomava, e


com o ímpeto daquele que busca a verdade, levantei-me, peguei o
objeto e coloquei-o em meu bolso, entrei na sala e me choquei. Eis
que morto estava um homem, o sangue espalhado no local enojava-
me. Exalando um cheiro amargo de morte. A faca que o assassino
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usara ainda estava no corpo da vítima. Permaneci lá, chocado. Não


sabia que atitudes tomar, o que deveria fazer. Aproximei-me do
corpo, ele ainda estava vivo...gemendo, em palavras mudas que
quase não saiam. Aproximei-me com o intuito de descobrir o motivo
de tanto esforço ao leito de morte.
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-Eles me mataram! É ele! Não permita que isso continue. Promete-


me! Promete-me filho, cujo nome não sei. Eis meu último suspiro, e
nele meu último nobre intento, o segredo é o mal, o poder será
deles, não permita...não permita...nã... ; morre o pobre homem cujo
nome não sabia.
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Nunca presenciei mementos como este, meu estômago se revirava,


minha mente pulsava, meus olhos, estáticos, lacrimejavam. O
desespero me tomou, gritei, berrei, sai da sala clamando por ajuda,
não sabia o que fazer... Corri para a sala de espera, Vito assustou-se.
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A secretária, sob efeito do choque, perde a consciência e desmaia.


Não tarda para que seguranças cheguem ao local, dois deles me
levando corredor adentro para uma sala e lá, tentando me acalmar,
sento em uma poltrona, enquanto me servem café.
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Nunca antes senti o que havia sentido naquele momento. Pobre de


minha alma , não sabia que momentos como este seriam, agora, tão
comuns como a vida. Irônico talvez, mais com certeza trágico.
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Agora, mais calmo, coloco a mão em meu bolso, e ao sentir um


toque frio, acabo me recordando do objeto, não estudado, que o
assassino deixara cair.
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CAPÍTULO VI
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Era uma cruz. Um crucifixo religioso, áureo adornado com


preciosos detalhes em prata. Era um objeto precioso. Mas ao certo
não sei dizer que função ele teria a mais do que um ornamento...
Tal ornamento é belo, sem dúvida. Mas o que me chamou a atenção
nele foi o mistério que ele carregava consigo. Oculto sobre ele
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estava a visão e a identidade do assassino daquele homem do


parlamento. Enquanto analisava, eu tremia...
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Na sala entra um homem, já com marcas de idade em sua cansada


face. Era da polícia. Com certeza queria saber o que havia se
passado...depoimentos.
Não descrevi nada além do óbvio, reproduzi o que ele havia falado
e, finalmente, mostrei o crucifixo.
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O olhar de espanto do policial me intrigou. Dubitativo, perguntei o


que se passava na mente daquele homem. “Esse não é um crucifixo
comum. É entregue apenas para altos membros do clero no
Vaticano. Dizem que apenas cardeais possuem uma desta, mas
dizem que certos arcebispos já receberam um desses.”
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Fiquei curioso sobre o assunto. No calor do depoimento, com várias


questões pulsando dentro de mim, soltei algumas perguntas para o
policial. Motivos não só de curiosidade, mas, obviamente
jornalísticos. Queria saber, primeiramente, a profissão, ou o que
representava aquele homem que havia sido assassinado. Era, pois,
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um arqueólogo. Isso fez em minha mente (e apenas nela) surgirem


várias perguntas. Porque um arqueólogo estaria no parlamento
italiano em um dia de isolamento total, aonde todos os civis,
teoricamente, deverias estar fora do prédio, salvo sob condição de
imprensa? Porque matar um arqueólogo? Mas as duvidas ficaram
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pra traz quando a notícia de que eu deveria sair do local chegou até
a mim.

A exclusiva, obviamente, foi cancelada. Mas pouco me importava.


Eu era a testemunha viva de um assassinato dentro do parlamento,
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onde apenas policiais e homens de altos cargos políticos, alem do


staff permaneciam no local. Era uma boa oportunidade para aparecer
na mídia e ganhar destaque (que ironia). Sai cercado por “rivais” de
profissão. Todos queriam saber o porque das manchas de sangue na
minha camisa e porque a polícia chegou no local. Não disse nada.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Esperei até chegar a minha emissora e marcar uma entrevista. Dessa


vez eu seria o entrevistado. Quem ficou responsável por me
entrevistar foi Marie. Isso me deixou nervoso. Minha amada me
entrevistando... Tinha medo de parecer idiota na frente dela, tolice a
minha, concordo. Mais naqueles tempos eu era tolo. Pelo menos em
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relação a tais situações.


Começa a entrevista. Narro o ocorrido e, ao vivo, tudo passa na TV.
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CAPÍTULO VII
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Estava exausto, faminto, cansado e meu celular não parava de tocar.


Desliguei-o. Com o celular emprestado de Vito, ligo pra casa e
começo a falar com Iddo.
Ele estava desesperado, queria falar comigo.
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-Não vai pra casa! A polícia vai te prender!

Permaneci mudo, chocado, e continuei a ouvir.


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- Pegaram a fita do circuito interno e, sei lá, ela deve ter sido
editada, mais perece que você entro na sala e saiu dela gritando por
socorro. Vão te prender! Vamos na casa do amigo do meu avô.
Alberto vai te pegar de carro, passei o endereço pra ele. Espera ele
no cruzamento da Torino com a Nazionale ; Desliga.
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Não sabia o que fazer. Usaram-me, me acusaram, estava foragido.


Iam me prender. Estava sem saída.
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A única coisa que poderia fazer, por hora, era esperar no tal
cruzamento. Alberto chegou rapidamente, com o carro dele.
Adverti-lhe que ele estava me ajudando e conseqüentemente poderia
ser preso por tal ato, já que estava foragido. Ele não me deu ouvidos
e prosseguiu.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Era magnífica aquela bela mansão em que o carro adentrava. Era


longe do centro de Roma, em uma vila mais afastada.
Um portão de ferro rangeu junto aos meus distantes e preocupados
pensamentos daquele dia.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Sai do carro, acompanhado por Alberto. Iddo me esperava na porta.


Entramos. No salão principal, logo na entrada, estava lá Luis Ferrata
e um outro senhor que saudou-me, dizendo ser velho amigo de Luis
e que ia me ajudar. Seu nome, se não me falha a memória, é Roberto
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Costellioni, grande magnata, herdeiro de grande fortuna, gerada por


grandes investimentos industriais no norte da Itália, que, além de
parcelas consideráveis de ações da FIAT, por exemplo, também era
um grande investidor imobiliário.
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Toda essa riqueza se traduzia no capricho de cada milímetro daquele


monumental e aconchegante salão, coberto por um chão de madeira
lustrosa e rara, adornado por tapetes vistosos, felpudos, que jaziam
debaixo de uma lareira maravilhosa, aonde, acima dela repousava
um imponente quadro de um senhor de alta classe, que era
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completado pelos belos quadros que repousavam no papel de parede


vermelho aveludado.
Lá permanecemos sentados, em um aconchegante sofá, e, antes
mesmo de chegar o chá, a conversa já se acalorava:
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- Armaram para ele, isso é fato! ; começa Luis

- Mas porque ele? ; retruca Roberto

- Podia ser qualquer um isso é a verdade


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- Mas porque armar para alguém? O que eles querem? E quem são
eles? ; indaga Iddo

- Pois bem, eis uma questão que creio poder solucionar ; diz Luis
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A empregada chega com o chá. Foi boa essa pausa, já que eu me


sentia completamente excluído da conversa, juntamente com
Alberto, além de precisar de um tempo para assimilar exatamente o
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que estava acontecendo. Mas, tal pausa só aumentou a ansiedade


para descobrir a resposta para tão misteriosas questões.

-Bem...O falecido era Mohamad Said Al Khizaai, arqueólogo,


renomado e em controversa pesquisa. A pesquisa em busca do
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túmulo de Jesus Cristo. Já houveram sim outras pesquisas parecidas,


mas, em nenhuma delas houve uma confirmação que Jesus estava
realmente lá. Mohamad dizia saber, através de seus estudos.
Mohamad, ou melhor, Saaki, apelido dele, me confiou anotações
particulares com pistas que podem nos levar a este túmulo. Mas tal
O Apocalipse – O Princípio do Fim

pesquisa atraiu os olhos preocupados da Igreja que mandou sua


tropa de assassinos atrás do meu amigo. Porque, tal informação, se
confirmada ia acabar com toda aquela corja de cardeais, seus
poderes, riquezas e regalias. Devemos mostrar ao mundo a verdade,
não é Lúcio? ; diz Luis
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Err...sim

Respondi dubitativo. Na verdade eu estava chocado com o que eu


acabava de ouvir, ou melhor, estava chocado com todas as sucessões
O Apocalipse – O Princípio do Fim

de fatos que me aconteceram nesse dia. Se aquilo fosse um


pesadelo, um sonho ruim, um pensamento distante, ou este livro
fosse ficção... Mas tudo aquilo era real e minha vida estava
mudando de vez!
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Oportunidade da vida, testemunha de assassinato, foragido da


justiça, participante da investigação arqueológica da história. Tudo
isso em um só dia...
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPÍTULO VIII

Repousei lá mesmo, em um quarto de hóspedes. Acordei cedo,


despertado por Iddo. Devíamos partir. Não entendia para aonde, mas
O Apocalipse – O Princípio do Fim

iríamos fazer uma viagem “longa e rápida”, segundo os dizeres de


Luis.

Desci junto aos outros uma escada em espiral que permanecia


guardada por uma porta no salão principal. Cheguei, por fim a um
O Apocalipse – O Princípio do Fim

galpão e no centro do galpão um jato particular luxuoso e belo.


Meus dentes se serraram. Possuo um pavor idiota por voar, não sei
porque, não só muito fã de tirar meus pés do chão.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Entramos e nos acomodamos no avião. Vi pela janela do avião um


homem que não conhecia entrar. Era John Lamar, piloto particular
de Roberto.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

O avião acelerava e meu estômago se revirava aos poucos. Quando


finalmente saímos do chão e começamos a voar eu precisei respirar
fundo e tomar um remédio contra enjôo. Dormi.
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CAPÍTULO IV
O Apocalipse – O Princípio do Fim

O corredor era longo e frio. De pedra. Ao fundo uma luz, que


adornava a silhueta de um homem alto. Acelero meus passos e fico
frente a frente com o homem, de face coberta por uma máscara. Ele
era um padre, ou aparentava, pelas vestes e pelo colarinho de sua
roupa.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Segurando-me contra a parede ele me golpeia com um grande


crucifixo de ouro. Depois se põem a falar com uma voz distorcida,
como se duas pessoas de tons de voz diferentes estivessem falando
juntas.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Não faça verídica a inverdade da mentira. Não construa a escadaria


da morte do amanhã. A dois mil anos a dor foi profetizada e você a
fará se iniciar. Sacrifique seu próprio sangue para impedir o erro ou
o erro lhe fará o sangue ser podre.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Uma imensa luz me ofusca e eu me vejo, em um deserto, sozinho.

Esta é a descrição de outro sonho que tive, e, neste estranho


universo onírico em que me vi contido, só extrai um pensamento de
O Apocalipse – O Princípio do Fim

cautela e medo. “O que será que estes sonhos significam?”, me


perguntava desde então. Mas não sabia como agir diante destes
estranhos sonhos. A partir daí cometi um erro, ignorei-os, pensando
que eles eram apenas loucuras e insanidades que a mente nos prega
quando somos tomados pelo infinito universo do nosso
O Apocalipse – O Princípio do Fim

subconsciente.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPÍTULO X
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Acordei com Alberto me chamado (novamente). Estávamos ainda


voando, o que me deixou desconfortável. Alberto me disse que
estávamos indo para Jerusalém. De lá iríamos a um lugar aos
arredores da cidade, que, segundo as anotações de Saaki, estava o
corpo de Jesus Cristo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Não estou muito confiante que encontraremos o corpo de Cristo.


Na verdade estou desconfortável por sentir pela primeira vez a
dúvida se a religião que sigo é uma mentira. Mas ainda estou,
mesmo assim confiante que isso é falso. Mas você deve estar feliz,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

porque, aliás, vai ganhar rios de dinheiro e fama por divulgar ao


mundo “a verdade escondida” por dois mil e tantos anos. ; diz ele

- Muito engraçado senhor Alberto ; digo em tom irônico


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Porque? É verdade.

- Não, não estou nada confortável, porque...bem, não sei porque, na


verdade não sei nem o que eu estou fazendo direito!
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Lógico que sabe! Você vai ajudar a encontrar o corpo de Cristo! ;


diz Iddo se sentando em uma poltrona ao meu lado

- Bem, não é isso que eu quis dizer. Eu não sei...Aconteceu tudo tão
rápido, o fato é que eu não sei se estou preparado pra tudo isso.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- A vida é assim Lúcio, nos coloca obstáculos que nem sempre


acreditamos poder atravessar, mas, na verdade, tais obstáculos nos
são colocados justamente para que nós atravessarmos com as
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dificuldades impostas por eles... São os desafios que nos fazem mais
fortes. ; diz Alberto.

- Bem...Concordo, mas, também sinto que minha vida nunca mais


vai voltar ao normal. Fiz tantos planos e, de repente, do nada,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

acontece uma sucessão de fatos que transforma todos os planos em


passado e me deixa perdido no presente, sem poder planejar ao certo
o futuro... Você me entendeu?

- Nossa! Muito filosófico pra mim...hehehe ; diz Iddo


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Sim entendi, mas calma vamos nos ajustar a tudo isso, você vai
ver, tudo vai voltar a normalidade.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Alberto, você diz isso porque está aqui por opção, se lembra? Você
quis vir junto comigo. Já eu, não tive escolha alguma de nada.

- Na verdade teve; diz Iddo.


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Tive?

- Quando você aceitou a entrevista e, depois, decidiu entrar naquela


porta, você fez decisões que o trouxeram a isso.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Exatamente... Justamente por isso que eu te digo pra ter calma,


você está nessa porque deve ser assim. ; afirma Alberto.

- Pense na fama e na fortuna que você vai fazer com tudo isso. ; diz
Iddo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Não ligo pra fama nem pro dinheiro, nunca liguei, você sabe. Na
verdade eu quero que a fama se dane!
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Ah...Eu gosto, faça como eu, não é objetivo... É conseqüência, se é


conseqüência é bom e deve ser usufruído... ; diz Iddo.

- Você pensa assim, eu não.


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Bem, você que sabe...

Conversamos mais um pouco até o momento que o piloto avisa


sobre o pouso. Fiquei nervoso, graças ao meu medo idiota.
Pousamos tranqüilamente. No saguão do aeroporto vi uma televisão.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Ela estava anunciando a unificação da União Européia e o início das


eleições para Primeiro-Ministro. “Seja quem for vai ter sorte...”,
pensei.

CAPÍTULO XI
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Nos dirigimos ao hotel, que era, com certeza, muito luxuoso. Lógico
que, como eu estava na mira da Interpol não fiz o check-in. Dividi o
quarto com Alberto aquela noite.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Todos se reuniram na grande sala de jantar. Devíamos resolver


quando, como, com quem e para onde iríamos. Luis tira um papel
muito antigo, que permanecia dentro de um plástico de proteção.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Precisamos alguém que saiba ler em aramaico...alguém de


confiança; afirma Luiz

- Eu sei ler alguma coisa, apenas básicas, não muito complexas...;


diz Alberto levantando timidamente sua mão.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Consegue ler isto?


O Apocalipse – O Princípio do Fim

Alberto examina o papel, permanece olhando fixamente para ele por


alguns instantes, e, após muito fitar as linhas com seus profundos e
expressivos olhos castanhos, ele esboça uma reação.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- É bem difícil. Aquilo que consegui ler diz que a localização do


cordeiro jaz sob o monte... já o nome do monte não sei dizer.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Existem uns 2000 montes nesta região, precisamos de


especificidade, mas parabéns Alberto não esperava que você
soubesse falar aramaico.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Ele sabia, além de aramaico, falar e entender inglês, espanhol,


português, italiano e alemão fluentemente, além de certas noções em
grego, latim e hebraico e mandarim. Alberto era um gênio ao meu
ver. Autodidata, sempre estava lendo algum livro, livros
relacionados aos mais diversos temas, desde história da arte até
O Apocalipse – O Princípio do Fim

filosofia pré-socrática. Poucas pessoas do mundo eram tão talentos


nas ciências humanas como ele. Talvez seja por isso que ele
escolheu cursar filosofia, “a mãe de todas as matérias, aquela cujo
pensamento central é o próprio pensamento”. Tais palavras agora
O Apocalipse – O Princípio do Fim

colocadas entre aspas se referem a palavras ditas pelo próprio


Alberto que adotei para mim mesmo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Sinto falta dele. Ele era, realmente, um dos melhores amigos que
uma pessoa poderia ter. Quero que me perdoem se estiverem
reparando nas tremidas letras deste meu livro, deste meu testamento.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Mas não devo deter-me a emoções pessoais, busco neste momento


ser o mais imparcial o possível, por isso, deter-se a emoções
pessoais é tolice a alguém que deseja apenas demonstrar fatos.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Quem quer que seja que esteja lendo, peço que compreenda. Não
julgue minha parcialidade e meus erros, caso eu os cometa. Minha
condição me leva a isso.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPÍTULO XII

Luiz saiu em busca de um tradutor, junto a Iddo. Roberto permanece


em seu quarto e, eu e Alberto nos dirigimos para o nosso.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Liguei a TV no noticiário. As notícias do mundo corriam


normalmente: guerras, assassinatos, acidentes, disputas
diplomáticas, avanço econômico e esportes. O mundo se resumia
diariamente em periódicos fatos quase sempre iguais. A sociedade
estava patológicamente banalizando o dia a dia. Notícias novas,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

porém apareceram no noticiário daquele dia. Joseph Ratzinger, o


Papa Bento XVI adoecera e precisara ser internado ás pressas. Não
fora divulgada a sua doença.
A outra novidade noticiada foi o anúncio oficial dos candidatos para
a presidência da recém unificada União Européia. Eram 38 ao todo,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

mas 5 eram favoritos: Jean Bousmong Jessein, influente político


francês, também muito influente na Espanha; Lord Charles
McFields, escocês, parlamentar inglês de grande sucesso; Willerm
Khaal Jahnzak, alemão, político e empresário, popular nos países
nórdicos e do leste europeu; David Zorilla Castillo, Espanhol,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

ativista a favor do meio-ambiente, além de exímio manipulador das


ciências políticas e o Cardeal Pietrus Natasivile Noselediv, italiano,
populista, protegia os menos favorecidos e se utilizava do título de
Cardeal para seus trabalhos missionários, com doação de alimentos
nos países do leste europeu e outros atos beneficentes.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Iddo entra no nosso quarto e avisa que o tradutor chegou. Agora,


finalmente saberíamos para onde ir. Voltamos para a mesma luxuosa
mesa do quarto de Roberto. Said, um típico homem árabe, de
O Apocalipse – O Princípio do Fim

turbante, entra na sala com Luis e Roberto. Ele sorri para todos os
presentes e recebe o pergaminho.

“O corpo do cordeiro jaz no monte aonde o cordeiro fora imolado”


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- Hahaha! Essa é fácil. Calvário, aonde Jesus fora crucificado. Muito


óbvio. Monte Gólgota! Vamos lá!; diz Luis empolgado.
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Pegamos tudo que se fazia necessário. Traduza-se em câmera


filmadora, uma pá e uma picareta, caso precisemos escavar algo. Eu
começo a filmar desde o momento que entramos no carro.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Para nosso infortúnio a cidade estava cheia. Peregrinações para


alguma data festiva faziam a cidade quase insuportável. Demos a
volta por toda a redondeza. Na verdade não sabíamos ao certo aonde
procurar. “Seria na igreja do Santo Sepulcro?” Perguntou-se Iddo.
Fomos para lá. Nada. Vasculhamos com cautela para não
O Apocalipse – O Princípio do Fim

chamarmos a atenção dos vários fiéis que se esbarravam para rezar


ao pé do altar. Não suportamos o calor por muito tempo, e, após
muito procurar, não encontramos absolutamente nada. Estávamos
perdidos, não sabíamos o que fazer, aonde procur
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPÍTULO XIII
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Fazia cinco horas que estávamos no meio daquele inferno abafado


abarrotado de pessoas. Decidimos parar em um bar um pouco mais a
sul da cidade e descansar com algum refresco, ou pelo menos um ar
fresco.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Não tardou para que Luis questionasse Said. Ele disse que tem
100% de certeza do que estava escrito.

- Espera! Já sei nosso erro! ; diz Alberto se levantando bruscamente


da cadeira
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Todos se levantaram ao mesmo tempo fitando Alberto nos olhos


sedentos para descobrir o que ele tinha a nos dizer.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- A tradução esta errada...não é “fora imolado” e sim “era imolado”.


O verbo ser, como na maioria das línguas antigas, possui poucas
flexões, o que dificulta as traduções verbais. Neste caso se trata do
monte onde eram feitos os sacrifícios a Deus. A frase trata-se de
uma pegadinha...Se trata do monte de Giolam.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Então é pra lá que vamos! ; fala Luiz entusiasmado.

Entramos no carro com um fio de esperança renascendo dentro de


nós. Queríamos como nunca encontrar esse lugar. Era uma
O Apocalipse – O Princípio do Fim

descoberta única, queria fazer alguma coisa que nenhum homem


havia feito anteriormente. Gostaria de fazer uma coisa notável e de
me tornar não mais uma pessoa comum em meio a multidão e sim
alguém de real importância.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Cinco minutos de carro depois da saída de Jerusalém. Esse foi o


tempo percorrido até avistarmos uma caverna por detrás de algumas
pedras do monte Giolam. Junto a caverna, nos veio euforia. O chão
de pedra levantava poeira junto aos nossos acelerados passos em sua
direção. A caverna não era grande, a luz não chegava a minguar
O Apocalipse – O Princípio do Fim

sobre as rochas daquele local. Rocha sobre rocha analisamos o


lugar. Não encontramos nada. Luiz blasfemou algumas palavras,
sentou na pedra exclamando:

- Alarme falso! Temos mais cavernas a explorar


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Espere, vejo algo aqui; proclama Iddo, passando a mão sobre a


rochosa parede da caverna.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Enquanto Iddo passava seus dedos alongados e joviais sobre a


parede um sinal de um peixe, ou algo semelhante era revelado.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Aquele sinal reanimou a todos, sem, porém, sabermos seu


significado, com exceção de Alberto, que caminha junto ao símbolo
e, em ar triunfante começa a falar:
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Ichthys, símbolo cristão do início do século, significa peixe em


grego, considerado pelos cristãos primitivos como um acróstico de
Iesus Christos Theou Uios Soter, que significa Jesus Cristo, Filho
O Apocalipse – O Princípio do Fim

de Deus, Salvador, ou seja, esse símbolo representra Cristo, se


representa Cristo é ai que ele deve estar. Vamos, dê-me a picareta!

O primeiro golpe é dado com força por Alberto. Luis sorria


fascinado enquanto Roberto ordena Said a ajudar. Alguns golpes
O Apocalipse – O Princípio do Fim

foram necessários para que a parede de pedra por detraz de tal


símbolo fosse fendida.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

A euforia tomou o meu ser por completo. Registrava tudo em uma


câmera, mas naquele momento a adrenalina da descoberta me fazia
tremer. Naquele momento soube que tudo era real.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Depois de certo tempo breve, abrimos uma passagem para o


corredor oculto. Said acende uma tocha que repousava em um
pedestal na parede deste corredor e, logo após isso, toma a frente do
grupo que andava em fila. Eu aperto meus passos e entro logo atrás
dele. O mistério escondido por detrás daquelas tácitas pedras do
O Apocalipse – O Princípio do Fim

corredor era exautado pela penumbra formada na transição entre a


tremeluzente chama da tocha com a profunda treva do
desconhecido. Chegamos a um salão um pouco mais largo que o
corredor. Uma pedra com inscrições em aramaico bloqueava o
caminho. Said taduz:
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“ Quem passarem busca do túmulo permanescerá na eterna chama


da dor ”
O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Ajudem-me a empurrar isto! ; exclama Roberto enquanto tenta


remover a pedra do caminho

Eu ajudo. Removemos a pedra, mas Said recusa-se a entrar.


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Não tenha medo homem! Isso serve pra intimidá ladrões de


túmulo! ; diz Roberto, exaltado.

Said reluta, mas concorda em prosseguir, afinal estava sendo bem


pago para isso. Ando em direção dele com intuito de segui-lo em
O Apocalipse – O Princípio do Fim

segundo lugar da fila no estreito corredor de pedra, mas sou


segurado por Roberto.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Deixe-me entrar no seu lugar meu rapaz! Eu fico em segundo da


fila esta vez. Afinal esse é o dia mais excitante da minha vida.
Nunca me diverti tanto!
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Deixei que ele me passasse e fui logo atraz dele. Seguimos mais
alguns passos em um novo corredor. Um estrondoso barulho
interrompe meus passos.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPÍTULO XIV
O Apocalipse – O Princípio do Fim

O chão a dois centímetros de meus pés se abre, desocultando um


alçapão repleto de lanças e espetos. Roberto, a minha frente, junto a
Said caem neste abismo de morte, sendo empalados. Roberto tem
seu corpo transpassado em dois pontos distintos, em seu tórax e
O Apocalipse – O Princípio do Fim

abdômem, fazendo uma grande quantidade de sangue jorrar corpo a


fora na violenta perfuração. Já Said teve um fim mais triste que este,
por mais impossível que lhe possa parecer, caro leitor. Sua cabeça
fora transpassada pela lança e, graças a volenta perfuração, seu
crânio separou-se do tronco, decapitando-o.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Uma pedra logo atraz de nós cai, bloqueando o caminho de volta,


enquanto a tocha, que jazia ao chão dos 4 metros que me separavam
do fundo daquele alçapão maldito. Aos poucos sua luz mingua, até
que, em determinado momento, resta-se apenas treva.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XVI
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Uma luz me faz mais calmo. Era a lanterna de Iddo, recém retirada
da mochila. Não tardou para que Alberto fizesse o mesmo.

- Droga estamos presos!; diz Alberto


O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Que nosso infortúnio não chegue ao de meu velho amigo...

- Temos que sair de algum jeito, nem que seja o de saltar sobre esta
vala de 1,5m de distâcia, algo que, inegavelmente não exige um
O Apocalipse – O Princípio do Fim

esforço tão grande. ; diz Iddo, em busca de alternativas para a


adversa situação em que passávamos.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Esforço pequeno pra você que é jovem! Meus 74 anos já levaram


consigo a agilidade e resistência nos ossos de meu já deteriorado
físico... não há como negar isso...

- Não há outro geito vôvô


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Certo Iddo, mas vá você primeiro.

Iddo salta seguido de Alberto, logo após a minha vez. Luiz exita um
pouco, respira fundo, olha para o misterioso fundo negro da vala
O Apocalipse – O Princípio do Fim

aberta a sua frente e pula. Sem impulso ele escorrega e se torna


vítima do mesmo fim de seu amigo. Isso se não fosse o meu
instintivo ato de agarrar sua mão salvando-o do derradeiro destino
de dor. Salvei, pela primeira vez a vida de um homem. Salvei a vida
de Luis Ferrata.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

O corredor continua até uma escada que nos faz descer. No fim da
escada uma passagem de pedra, que, adentrada, nos faz perceber que
estamos no túmulo. No túmulo real de Jesus Cristo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XVII

A lápide de pedra estava lacrada. Haviam inscrições que não


conseguíamos traduzir. Viámos enfeites dourados, adornos rupestres
O Apocalipse – O Princípio do Fim

e grandes piras de bronze. “ Para um homem umilde, possuia um


túmulo luxuoso” foi o que isse, antes de ser contestado por Alberto
que explicara a possibilidade eminente do corpo ter sido removido
do túmulo original.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Vamos ver este corpo de vez! ; fala Luiz, empolgando-se

Empurramos a pesada tampa de pedra com cautela. Ela cai no


empoeirado solo do local. Iluminámos o túmulo, mas junto a luz,
decepção.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Um luxuoso escudo templário repousava empoeirado no túmulo


vazio. Um leve soco na parede e palavras xulas. Tais foram as
reações de Luiz no momento, diante desta tamanha decepção.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Pelo menos levamos isto... ; diz Iddo, pegando o escudo de metal


com uma bem desenhada cruz escarlate sobre um fundo alvo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

É evidente que ele buscava melhorar a situação que se via


desesperadoramente sem perspectivas. Estavamos presos e nem
sequer conseguimos o que viémos buscar...
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Mas um brilho atraiu meu olhar ao túmulo supostamente vazio. Pedi


para alberto iluminar.
Estava certo! O brilho não era fruto da ilusão causada pela
aterradora decepção que sentimos ao ver o escudo, e sim a reflexão
da luz provinda de uma caixa prateada, com um belo rubi
O Apocalipse – O Princípio do Fim

encrustrado, cujo adorno eram bem trabalhadas linhas douradas que


percorriam toda retangular área daquela reanimadora caixa.

Era um belo artefato, sem dúvida, mas estava trancado, o que nos
irritou profundamente. Mas a irritação se cessou quando o poder de
O Apocalipse – O Princípio do Fim

observação de Iddo felizmente não falhou desta vez. Uma pequena


chave dourada, suja mas em bom estado, repousava aos pés do
túmulo, timidamente escondida no espaço que se faz entre o ele a
parede.
Abrimos a caixa. Dentro dela, um pergaminho.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPÍTULO XVIII
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Luis, que segurava a caixa, pegou o pergaminho. Estava em latim,


lingua que ele não entendia. Mas afortunados fomos nós, que, por
extrema sorte, recebemos uma grande contribuição das habilidades
de Alberto naquele momento, já que o Latim era uma língua de seu
O Apocalipse – O Princípio do Fim

domínio, sabendo facilmente traduzir seus fragmentos, já que a


língua foi muito estudada pelo meu amigo, por curiosidade e
fascínio.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Redigirei, portanto, o que vimos no pergaminho: Acima algumas


frases, uma cruz e alguns símbolos e logo depois mais alguns
escritos. O verso mostrava um mapa de algo que se assemelhava a
um tortuoso labirinto.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

===========================================
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“Sob a Cúpula das flor jaz a flor. Para abrir seu túmulo, não temas,
pois a chave para o Corpo está junto ao Corpo”.

“ Que o senhor seja meu guia, antes e depois da minha última


cavalgada. Serei teu guardião servindo a luz, sempre lutando, vivo e
O Apocalipse – O Princípio do Fim

orgulhoso, lacrando os segredos a serem lacrados e proclamando as


palavras a serem ouvidas. Se queres sair busca aquele que é
principio e fim, busca e sairás vivo para tua jornada.”
===========================================
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Grande Enigma este, mas acredito poder solucionar uma parte. Sob
a flor jaz a flor. Bem, se pelo que sei, está referindo-se a Basílica de
Santa Maria del Fiore, Arquediocese de Florença mais conhecida
como Duomo d’Firenzi. Apesar de tal nome ser atribuido a ela bem
depois dos templários já desaparecerem em teoria da terra. Na
O Apocalipse – O Princípio do Fim

verdade digo isso porque uma vez, na faculdade, li um documento


que eu não lembro o autor, que diz que De Molay chamava
constantemente a Igreja de Santa Reparata, igreja que ele começou a
construir no local, como a Igreja da Flor, ou Igreja del Fiore. A
mudança do nome se fez posteriormente, e apesar de não pensarem
O Apocalipse – O Princípio do Fim

haver relações, há teorias que o nome possui sim ligações com este
fato. Além disso del Fiore ser facilmente ligado ao lírio, símbolo de
florença, existe grande possibilidade de a ligação da palavra flor se
dar a Cristo, por vários fatores que eu não acredito serem úteis que
O Apocalipse – O Princípio do Fim

eu diga agora. Mas, se estou certo, devemos ir para lá. Quanto a


segunda parte do enigma, já não sei solucionar. ; diz Alberto

- Se eu pudesse eu casaria com seu cérebro. Como você consegue


saber uma coisa dessa? Só você mesmo Alberto. ; diz Iddo
O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Bem, vamos a Florença; fala Luiz

- Antes vamos ter de sair deste lugar, vô


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Princípio e fim...bem, vasculhemos as paredes que possam ser


escavadas. ; diz Alberto

Foi o que fizemos, vasculhamos minuciosamente e após algum


trabalho encontramos um estranho símbolo na parede:
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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-Claro! Alfa ômega, princípio e fim, se há algum lugar que possa


esconder uma saídas, dou-lhes a certeza de que é este! ; diz Alberto,
confiante e sorridente.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

A picareta estava com Albreto que deu o primeiro golpe. A parede


fendeu-se em pouco tempo, deixando transpassar um áureo raio de
luz solar. O doçe gosto da liberdade começava a ser saboreado em
minha mente, finalmente, após um período de confinamento e prisão
O Apocalipse – O Princípio do Fim

que realmente me incomodou, até que finalmente os golpes abriam


as últimas pedras necessárias para se formar uma passagem.
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CAPÍTULO XIX

Era uma pequena caverna, estava bem iluminada pelo sol que ainda
ardia no céu de Jerusalém. Saímos.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

A bateria da câmera já começava a apitar, alertando seu fim.


Desliguei-a. Nossos pés se arrastaram por vários passos. Estavamos
no meio de uma imensidão de montes, separados por uma amarelo-
acizentada areia que se levantava em rasteiras nuvens entre nossos
passos.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Os passos já se tornavam quilômetros naquela altura. Não chegava a


meia dezena deles, mas estavam a castigar a frágil saúde de um
idoso senhor de sete décadas de existência. Paramos e avistamos
uma estrada logo após um outro monte. Menos de 1 km nos
O Apocalipse – O Princípio do Fim

separava do caminho para a civilização. Aguentamos e chegamos no


inspirador caminho que me deu mais forças nos passos. Andando
em direção oeste não tardou mais de 5 min para que Luis perdesse a
consciência. Iddo poem-se a carregá-lo no ombro.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Uma picape suge, então, ao horizonte, que, junto a sua avermelhada


desbotada lataria ela trouxe consigo experança.
Ela parou. Um homem árabe, nos ajudou. Na frente sentou-se Luis,
se recuperando no banco de passageiros. Atrás, nós 3; Iddo, Alberto
O Apocalipse – O Princípio do Fim

e Eu, que nos deleitávamos sorvendo vagarosamente cada gole de


água fresca que nos foi oferecida.
O homem falava mal mas poucas compreensíveis palavras em
inglês, que somado com o nosso emprovisado árabe, resultava em
O Apocalipse – O Princípio do Fim

uma linha de comunicação precária, mas viável para aquela situação


de emergência. Sendo assim, voltamos a Jerusalém.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XX
O Apocalipse – O Princípio do Fim

O carro em que estávamos adentra na zona controlada pelos árabes.


Me sentia perdido.
Paramos abruptamente o carro. Olhei a minha volta para descobrir o
motivo, e, quando vi os fuzis AK-47 daqueles homens que
bloqueavam a estrada, me assustei . Com medo, porém consciente,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

retiro o DVD da câmera e escondo-o junto a minha roupa de baixo.


Era uma medida desesperada, mas proteger as imagens de tudo que
vimos era essencial.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Nos é ordenado descer do carro. Nossas mochilas são revistadas e


por grande azar, encontram a caixa. Houve grande regozijo entre
aqueles homens quando viram a preciosidade do objeto.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Luis, entretanto se desespera, e, movido apenas pelos impulsos


instintivos, tenta recuperar a caixa com as próprias mãos. Tal
heróica e tola ação resultou em um violento golpe com o fuzil na
face de Luis, que tem seu nariz quebrado, com grande quantidade de
O Apocalipse – O Princípio do Fim

sangue escorrendo de sua face. Iddo, mesmo sabendo que seu fim
poderia ser o mesmo, vai acudir seu avô.

-Morrer não adianta, deixe que a levem


O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Mas sem a cai...

Com um gesto Iddo pediu para que seu avô se calasse. Era crucial
não discutirmos naquele momento. Iddo entendia isto e colaborou
junto a todos nós quando fomos revistados.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Temi muito que encontrassem o oculto dvd, mas tão temos foi em
vão, já que, mesmo se eles o encontrassem, aqueles homens o
descartaria, pois aquilo era inútil a eles. Em vão também foram os
inúteis esforços para tentar impedir que nos fosse levado tudo.
Nossa vida, porém, bem maior que zelamos, permanesceu intacta.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Subimos na caminhonete abatidos e impotentes, mas, pelomenos,


vivos.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXI
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Chegamos finalmente em uma zona “segura” de Jerusalém.


Agradecemos com o que podíamos ao homem. Alberto deu-lhe a
corrente de ouro que carregava e, por falta de necessidade dos
bandidos não fora levada. O presente, porém, fora negado.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Que Deus abençoe este homem e lhe minimize o sofrimento caso


esteja vivo. Se perdeu sua vida nas intempéries da Tribulação, que
seus pecados lhe sejam mais leves e que ele encontre o regozijo
eterno do paraíso após o julgamento final.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Chegamos ao hotel, finalmente. Foi de tão grande prazer o deitar


naquela confortável cama do meu quarto, que quase esqueci do dvd
ocultado comigo. Contudo retirei-o do esconderijo e coloquei-o
sobre a cômoda. Sentei na cama. Estavam todos lá, até que Alberto
foi ao banheiro satisfazer suas necessidades. Restamos eu, Iddo e
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Luis que usava repetidamente um dicionário de xingamentos para


estravazar a raiva enquanto cuidava do ferimento. Iddo olhava para
um ponto qualquer do quarto, pensativo, enquanto falava.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Sabemos que temos de ir a Florença e encontrar a chave do corpo


de Cristo junto ao corpo de Cristo. Um enigma maldito, me
perdoem esse trocadilho, mas que pode ser solucionado no caminho
de Flo...
O Apocalipse – O Princípio do Fim

-E o mapa criatura! Esqueçeu dele Iddo? Ou vai dizer que meu


maravilhoso neto já o decorou!?

- Se este é o problema o mapa está aqui; diz Alberto carregando um


pergaminho na mão enquanto sai do banheiro.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Foi uma visão mais reanimadora que havia tido até o momento.

-Mas, que, como? ; diz Luis confuso


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Quando você desmaiou achei mais seguro carregar o pergaminho


comigo, deixando apenas a caixa na sua mochila, porque você podia
acordar e reenvidicar o pergaminho, reclamando. Então eu ocultei o
pergaminho preso a minha meia, escondendo aquilo que continuava
esposto sob a calça.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Alberto você é um gênio! Heheheh ; digo animado


O Apocalipse – O Princípio do Fim

O mapa estava intacto. Como foi bom desenrrolar aquele velho


papel e depois olhar para ele. Mas a melhor sensação foi aquela da
água gelada e refrescante escorrendo sobre a minha cabeça, lavando
toda aquela areia e aquele ranso, em um revigorante banho que me
fez renacido como fênix, porém, ao invés de fogo, água.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Descansei como a muito não descansava. Dormi como a muito não


dormia.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXII
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Quando acordei finalmente assimilei tudo que havia acontecido no


meu dia anterior. Nunca acreditei que fosse possível, mas acredito
que este superou o outro em questão de aventura e importância.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Entrei em um túmulo inexplorado; escapei de morrer por pouco, já


que Roberto tomou meu lugar e, em grande brutalidade, morreu;
salvei a vida de um homem (Luis), sem contar da saga até chegar ao
hotel.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Cheguei a ficar muito feliz e eufórico ao ver as imagens do vídeo


que fiz, além de sua importância jornalistica. Mas tudo foi-se
embora, quando eu lembrei de que a mim, nada disso valeria,
profissionalmente, pois estava forajido e não sabia ainda como
provar minha inoscência.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXIII
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Fomos ao aeroporto, Florença era nosso destino, novamente com o


jato particular de Luis. Não sabiamos ainda o significado de todo
O Apocalipse – O Princípio do Fim

aquele enigma, mas teríamos algum tempo até chegarmos ao nosso


destino.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Levantamos vôo e, novamente, estava nervoso. Mas desta vez


menos, já que outras preocupações tomavam meus pensamentos
aquele dia.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“Sob a cúpula da Flor jaz a Flor. Para abrir seu túmulo, não temas,
pois a chave para o Corpo está junto ao Corpo”.

Chegamos a Florença sem possuir uma teoria suficientemente viável


para a situação. Fomos direto para o Duomo. Eu sempre permanesci
O Apocalipse – O Princípio do Fim

cauteloso em relação a tudo, já que era procurado pela polícia e


minha face havia aparecido para milhões de pessoas em todo o
mundo graças ao assassinato mais misterioso do ano.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Chegando lá, naturalmente, vários turistas e muitos visitantes, pois,


afinal, era um importante ponto turistico de Florença, uma das mais
visitadas cidades turísticas do mundo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Analizamos o local o mais minuciosamente que pudemos,


discretamente é claro. Voltamos a nos sentir como tinhamos nos
sentido em Jerusalém quando não encontrávamos nada no monte
Gólgota. Alberto, pensativo permanescia olhando para todas as
O Apocalipse – O Princípio do Fim

direções. Mas, abruptamente ele olha em minha direção, com os


olho arregalados e com um largo sorriso na face.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- O Corpo junto ao Corpo! Claro, como não pensei nisto antes!


Sacrário, aonde está a hóstia, ou seja, o Corpo de Cristo! Basta ir ao
sacrário e ver nele!
O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Errr...ai está o problema...como vamos mexer no sacrário, que no


próprio nome diz, sagrado, se estamos no meio de dezenas e mais
dezenas de fiéis e turistas, além de guadas e policiais. Impossível! ;
digo, desanimando-o
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- O que está acontecendo ai? ; diz Luiz chegando mais perto junto a
Iddo.

- Está no sacrário! Mais há um problema...como vamos olhar nele se


ele está trancado e o local é vigiado por guardas. Sem contar a
O Apocalipse – O Princípio do Fim

presença dos fiéis e turistas. Como disse o Lúcio: Impossível! ; diz


Alberto
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Nada é Impossível. Meu dinheiro e influência me provaram


isso...voltaremos aqui noite quando o horário de visitas se acabar.
Vocês verão como... ; diz Luiz com um ar elouqüente e empolgado
O Apocalipse – O Princípio do Fim
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXIV

Fomos para um hotel. Permanescemos lá, esperando. Liguei a TV e


uma notícia me chocou. A Morte de Bento XVI, que faleceu depois
O Apocalipse – O Princípio do Fim

de uma doença que não foi divlgada. Ele já estava enternado a um


tempo, mas a morte foi recebida com grande tristeza pelos milhares
de fiéis que estavam na praça de São Pedro. Lá, um cardeal, muito
próximo a Bento se pronunciou, com uma folha de papel na mão
narrando o que ele disse ser as últimas palavras do Papa.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“ Meus caros irmãos de fé, temo dizer-lhes que não estarei mais ao
lado de vocês. Mas peço que permanescam juntos e sempre unidos
nestes dificeis tempos que vocês irão passar. Não será facil quanto
O Apocalipse – O Princípio do Fim

lhe perseguirem, mais não neguem a Cristo, e saibam que se


morrerem nele, junto a ele irão ficar.”

Não entend o que aquilo estaria dizendo. Tempos dificeis. O que o


Papa estaria querendo sizer com isso? Era uma incognita que muitos
O Apocalipse – O Princípio do Fim

receberam com dúvida. Mais, mesmo sem saber, o povo aplaudiu


num gesto de fervor e saudades do Papa, que não muito tempo
permanesceu entre os fiéis. Uma reportagem, após a cena que lhes
narrei, mostrou a vida de Joseph Ratzinger, desde do início de sua
vida religiosa. Foi um Papa polêmico e carismático. Os Católicos
O Apocalipse – O Princípio do Fim

que realmente seguiam a religião o amavam, já os outros o odiavam.


Era uma relação que se estabelecia talvez pela grande luta de Bento
para fortalecer a Igreja e suas doutrinas, e, como ele já havia dito: “
Prefiro uma Igreja menor e mais unida”.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Entristeci-me com a notícia, já que simpatizava com o Papa.


Estranho, já que não seguia a religião. Mas a minha empatia com ele
era uma empatia dada pelo fato de que eu entendia as posições dele,
e ao mesmo tempo acreditava que ele estava certo com elas. Não
espunha isso aos outros, principalmente colegas de profissão, que
O Apocalipse – O Princípio do Fim

acreditavam que ele fosse conservador demais para o mundo de


hoje. Mais eu acreditava naquele momento que um Papa com menos
“pulso firme” que este não conseguiria conduzir a Igreja de hoje.
Por isso que temo pelo próximo Papa, a ser eleito eleito pelo
Conclave.
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CAPÍTULO XXV
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Eram 2h da manhã quando a gente decidiu sair. Ainda não sabíamos


o plano de Luis. Entramos no carro que ele conseguiu e fomos para
a Catedral. A rua estava vazia, poucas raras pessoas circulavam de
carro por lá. Paramos o carro e andamos até uma porta lateral da
O Apocalipse – O Princípio do Fim

catedral. Lá, Luis bateu na porta que estava fechada. Ela desliza o
suficiente para abrir uma fresta pelo qual podíamos passar.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Eram três frades que esperavam do outro lado. Na verdade, pelo que
me foi dito posteriormente não eram frades, e sim homens
infiltrados a pedido de Luis.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Entramos naquele largo corredor, que percorria uma boa estenção


até chegarmos a um grande salão de uma imensa e magestosa
cúpula. O belo altar, detalhado, bem trabalhado e adornado por
aquele maravilhosa domo que me deixou estonteado pela beleza.
Nunca havia entrado naquela igreja antes, e logo que entrei, me
O Apocalipse – O Princípio do Fim

apaixonei. Era uma bela igreja, que me deixou fascinado, casando-


me tal fascínio pelos ornamentos e pela garnde cúpula. Eu já havia
visto várias catedrais e igrejas, e posso dar-lhe a certeza que esta é
uma das mais belas que já entrei.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

A primeira coisa que fizemos foi irmos até uma das duas sacristias
da catedral. Uma bela porta dourada de 50cm de comprimento e
ornamentada por belos desenhos em seu fronte é rodeada por todos.
Um dos “frades” abre-o com uma bela chave dourada. Lá dentro um
cálice de Ouro, e, dentro do cálice, várias hóstias. Retiramos
O Apocalipse – O Princípio do Fim

respeitosamente as hótias para vermos o que havia dentro do cálice.


Nada além daquilo. No sacrário uma parede vermelho aveludada.
Além disso, o vazio.
Passamos, então para a segunda sacristia, mas, infelizmente vimos o
mesmo vazio.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Já haviamos descoberto o enigma do “chave para o Corpo junto ao


Corpo”. Alberto estava sentado em um canto com um notebook que
havia retirado de sua mochila. Desde que chegou a Florença ele não
havia feito outra coisa. Ele passou todo o dia pesquisando,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

escrevendo, com fotos, documentos imagens, enciclopédias de


várias fontes da internet. Por fim, analizava tudo aquilo, para buscar
mais uma brilhante conclusão que ele costumava dar. Ele tinha um
faro incrível para isso. Não imagino como seriam as coisas sem a
presença dele conosco. Talves estariamos ainda em Jerusalem,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

procurando sem rumo.

Ele levantou, começou a olhar e fitou um local com os seus


espressivos olhos pensativos, casados e cheios de dúvida. Por fim
sorriu. Naquele momento eu já sabia, ele havia descoberto algo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPÍTULO XXVI
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Logo que vi ele sorrindo me aproximei, esperando que ele dissesse


algo. Foi exatamente o que ocorreu.

- Retirem o veludo, ele deve ter sido colocado em alguma das


reformas. Retire-o, vamos!
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Façam o que ele diz ; ordena Luis aos “frades”

Foi o que fizeram. Retiraram e, para felicidade de todos algo foi


desocultado com esta ação. A parede por detraz do veludo vermelho
O Apocalipse – O Princípio do Fim

sangue guardava o mesmo símbolo de alfa e ômega que certa vez


haviamos visto no túmulo de Cristo em Jerusalém. Mas o símbolo
não estava igual. Ele estava afundado na parede e possuia uma
espécie de maçaneta de pedra em seu centro. O óbvio era tentar
puxá-lo, e foi exatamente isso que aconteceu. Ele segurou na
O Apocalipse – O Princípio do Fim

pequena maçaneta de pedra com o indicador e o polegar. Puxou-a


até ouvir-se um estalo. Depois de tal ação, eufórico junto a todos
nós, ele rodou em sentido horário o suficiênte para ouvir-se um esta-
lo ainda maior que ecoou por toda a cúpla.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Porém nada se abriu. Fomos então para a outra sacristia, aonde se


foi feita a mesma coisa.

De repente outro estalo, ainda mais forte, e finalmente, após


vasculharmos levemente a catedral, Iddo avista uma passagem
O Apocalipse – O Princípio do Fim

aberta. Uma das paredes próximas a porta da catedral, á esquerda, se


abriu, mostrando uma abertura pequena de apenas um metro de
altrura. Todos corremos para a abertura, no qual se fazia presente
uma escada de pedra que se direcionava para um buraco escuro
rumo ao desconhecido.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Pegamos lanternas, com exeção de minha pessoa, que apenas ligou a


da câmera que filmava tudo. Luis quis tomar a frente na escada, mas
seu neto o segurou. Alberto que desceu primeiro. Depois, um a um,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

com exeção dos frades, desceram e acabamos por chegar a um


abafado salão, de ar denso e carregado, claustrofóbico.

CAPÍTULO XXVII
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Tal salão terminava em um estreito corredor que após uma dezena


de passos se converte em uma sala cônica com uma rupestre escada
em espiral para o subsolo no centro.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Descemos esta nova escada e chegamos a um corredor que se


bifurcava em várias direções. Estavamos em um labirinto, e, sem
titubiar, Luis retira do bolso o pergaminho e dá para que Iddo nos
guie.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Seguindo as instrunções de Iddo, ouvíamos a Alberto e as suas


teorias sobre o porque deste local abrigar o Corpo.

“ Jaques de Molay, o último grão mestre Templário já sabia da


eminência de uma perseguição de sua ordem, e apenas dois anos
O Apocalipse – O Princípio do Fim

depois de sua ordenação para o cargo, em 1294, usou de sua


influência para articular a construção de uma igreja de Santa
Reparata, cuja pedra fundamental foi argamassada neste mesmo ano
com a ajuda de seu amigo, Arnolfo de Cambino. É aqui, na planta
original desta primeira igreja, que se encontra a passagem. Mas foi
O Apocalipse – O Princípio do Fim

apenas em setembro de 1296 que as obras se iniciaram.Mas junto a


obra, em segredo, se faziam estes corredores secretos, e
possívelmente o túmulo de Cristo. Eles precisavam removê-lo de
seu lugar original antes que fosse descoberto. Por isso, em uma
expedição secreta eles o levaram para cá, e colocaram no túmulo
O Apocalipse – O Princípio do Fim

original um enigma para que, se por um acaso o segredo se


perdesse, haviriam formas de recuperá-lo nas gerações futuras.
Arnolfo, que liderava a contrução falece em 1310, assasinado, e
finalmente as previsões de Jaques se concretizaram e sua ordem fora
queimada pela Inquisição, junto a ele. Desde então a construção foi
O Apocalipse – O Princípio do Fim

paralizada. A própria Inquisição ordenou a demilição da igreja, mas


a descoberta do túmulo de São Zenóbio no local impulcionou para
que a igreja continuasse a ser construida, com Giotto, um membro
secreto da maçonaria que se iniciou suas operações como sucessor
de ex-templários que escaparam da morte. Desde então a construção
O Apocalipse – O Princípio do Fim

foi passada em segredo para vários membros desta ordem até que
finalmente no século XVI, quando foram construidas as chaves para
encontrar a porta, ou seja, as duas sacristias, o túmulo foi concluido.
Desde então a igreja foi finalmente finalizada e o segredo se fez
oculto por vários anos. Acredito que a maçonaria ainda saiba destas
O Apocalipse – O Princípio do Fim

informações e este é o segredo dela, e que foi isso que ocorreu.


Segundo o que pesquisei, mesmo que esteja tudo muito confuso, é o
mais perto da realidade que eu acredito poder chegar.”

-Você está errado!; diz Luis, aparentemente nervoso


O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Como assim? ; responde Alberto

-Nada, esqueçe, na verdade eu não sei como você chegou a estas


conclusões, mais devem estar erradas, não sei, porque não faz
O Apocalipse – O Princípio do Fim

sentido, não é coerente ser isto, porque a maçonaria estaria


envolvida com isto? Não faz sentido, hehe, deixemos isso para lá... ;
diz Luis, agora mais calmo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Na verdade fazia bastante sentido, mesmo que os dados estivessem


confusos e cheios de lacunas. Todos sabem que os maçons
encondem algum segredo e todos sabem que eles tem ligação com
os Templários e com Jaques de Molay, principalmente. Não entendia
porque Luis falava aquelas coisas, mas deixei tudo para traz quando
O Apocalipse – O Princípio do Fim

chegamos a um caminho mais reto. Começei a acreditar que


estavamos chegando a algum lugar, mas o beco no final daquele
caminho, não me parecia lugar algum. O sentimento real de todos
era decepção. Já começavamos a questionar Iddo que nos dera a
certeza que havia seguido o caminho corretamente. Alberto sugeriu
O Apocalipse – O Princípio do Fim

usarmos uma picareta, mas não possuíamos nenhuma. Mas não era
preciso.

A discussão se acalorava enquanto eu analizava e filmava a parede


do labirinto. Tateei as pedras em busca de algum símbolo, mas não
O Apocalipse – O Princípio do Fim

foi isto que eu encontrei. Era uma pedra solta. Tive que apoiar a
minha câmera no chão e ter as mãos livres para poder retirá-la. Os
outros nem perceberam eu removê-la, destraidos com discuções em
busca de alternativas. Quando eu removi a primeira pedra, se fez
possível remover outras e , assim, sucessivamente. Chamei-lhes a
O Apocalipse – O Princípio do Fim

atenção e eles começaram a se entusiasmar ao ver a fissura já aberta


na parede. Correndo e eufóricos Iddo e Aberto começaram a me
ajudar, enquanto Luis observava radiante.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

A parede já havia sido quase toda removida quando vimos um salão


aparecer por detraz dela. Belo, cheio de estatetas esculpidas,
parecido com um altar de uma igreja das mais belas. Crucifixos
dourados, anjos, afrescos, mosaicos e uma escadaria em ouro que
O Apocalipse – O Princípio do Fim

chega a um altar com um túmulo de mármore. Um salão gigantesco


de quase 500m² , aproximadamente. Era de beleza sem igual.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPÍTULO XXVIII
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Era o Túmulo de Jesus Cristo. Estavamos lá, mas a confirmação de


que Ele estava naquele lugar era necessária. Passamos pela passarela
com magníficas estatuas de cavaleiros templários e mestres maçons,
identificados por estarem segurando compassos e por não usarem
armaduras como os cavaleiros. O último, antes da escadaria eu
O Apocalipse – O Princípio do Fim

reconheci. Era Jaques de Molay, o último grão mestre. Os cavaleiros


templários aparentavam faces tristes e sombrias, com exceção
de Jaques que, juntamente com os maçons, sorriam, com truinfo.
Estranhei o fato, por se passar de um Túmulo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Subimos juntos a escadaria. Eu não deixava de gravar cada detalhe.


Chegamos ao túmulo. Sobre ele esculpia-se uma grande cruz em
ouro. Na cruz, em latim, estava escrito:

“ Luz da Luz jaz ao fim e ao pó irá”


O Apocalipse – O Princípio do Fim

Iddo e Alberto empurraram a tampa que deslisou. Era a felicidade


que se dissipava pelo ambiênte sob a imagem das ossadas. Não
podíamos provar que era autêntico, mas um templo daquelas
O Apocalipse – O Princípio do Fim

dimensões sob a catedral de Santa Maria del Fiore não poderia ser
em vão.

Ficamos lá por mais de uma hora, prestigiando, filmando, olhando


um para o outro, comemorando finalmente encontrar a ossada.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Alberto colocava suas teorias em prática, mas eu percebia nos olhos


dele que ele não queria acreditar no que via. Ele temia a verdade que
estava sendo revelada. Mas não transparecia isso, apenas em seus
olhos cansados que para mim se faziam janelas abertas para traduzir
sua decepção em relação a tudo aquilo que em toda a sua vida
O Apocalipse – O Princípio do Fim

acreditava. Aquilo acabaria com todo o seu conceito de que Jesus


Cristo havia ressucitado e ascendido aos céus junto a Deus Pai. A
minha tristeza aliava-se a felicidade também, mas em menor grau.
Eu não era tão seguidor da religião como Alberto, portanto não sabia
ao certo o que ele estava sentindo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Por fim, decidimos sair de lá e voltar para o hotel, se preparando


para contar ao mundo tudo o que havíamos descoberto.
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CAPÍTULO XXIX
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Decidimos, depois disso, sair e voltar para fora, afinal, eram 5h da


manhã e em breve os verdadeiros guardas, frades, parocos, padres e
afins iriam circular pela igreja, antes de abri-la para visitação.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Voltamos mais rapidamente por um caminho que se fazia pela


direita , ataz do túmulo, e terminava em uma beco que, e após
acionarmos uma alavanca que jazia na parede a esquerda, a parede
deste beco se abre e o início do labirinto, próximo a escada em
espiral é encontrado. Voltamos todo o caminho e, finalmente,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

subimos para a superfície. Os frades já esperavam preocupados,


avisando que nós tinhamos apenas poucos minutos para saírmos de
lá. Mas não podíamos assim, do nada, sair, deixando a passagem
aberta. Então corremos para os sacrários para fecharmos a
O Apocalipse – O Princípio do Fim

passagem. Quando conseguimos fechar ouvimos um barulho. Eram


passos de alguém além de nós.

Discratamente olhamos e vimos um padre. Ele estava andando em


direção ao altar. Luis saiu em direção a ele.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

O padre olha e, assustado esclama em um tom de voz alto.

- Ladrões, a esta hora! O que fazem aqui? Profanando o templo de


Deus? Vocês não poderiam estar aqui e irão ser presos por iss...
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Calado! ; diz Luis retirando uma arma

- Sssim eu vou ficar queto...


O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Ótimo! Lúcio, apague isso que você filmou, pode complicar pro
nosso lado. Desligue a câmera também, já filmamos o necessário.

-Sim, claro Luis.


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- Espera, eu reconheço este jovem! É o assasino que matou o


arqueólogo em Ro...
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Um surdo tiro da arma com silenciador de Luis cala o padre. Outros


quatro disparos são efetuados contra aquele homem já morto no
chão.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Estava assustado com aquela cena absolutamente inesperada, mas


não havia tempo para sustos, devíamos sair.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPITULO XXX
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Voltamos ao hotel e precisávamos de uma maneira de divulgar ao


mundo toda aquela informação que estava comigo. Fizemos uma
cópia e pensamos em mandar para várias emissoras. Mas meu
coração falou mais alto naquele momento. Pensei em Marie, meu
grande amor, e convenci a todos que entregar para ela era a melhor
O Apocalipse – O Princípio do Fim

decisão. Mas eu queria, na verdade, uma desculpa para me encontrar


com ela e falar tudo o que sentia.

Já tinha o número de seu telefone na minha cabeça e liguei para ela


do telefone do hotel. Meu coração ia se acelerando juntamente aos
O Apocalipse – O Princípio do Fim

toques do telefone, clamando para ouvir sua doçe voz e seu


maravilhoso sotaque françês.

- Oui?
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Marie?

- Lúcio!? Como? Onde você está?


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- É muito complicado de explicar por telefone Marie... mas eu


preciso de sua ajuda

- Diga, estou a desposição


O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Tenho que conversar pessoalmente , só assim posso te dizer o que


é...

-Aonde vamos então?


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Você está em Roma?

- Sim, sim
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Na Sorveteria que costumávamos conversar depois do expediente,


me encontra amanhã as 18h

- Claro, mas, me explique, o que você fez? Porque matou aquele


homem?
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Não matei, conspiraram para mim, preciso desligar, eu te amo.

Meu coração palpitava como nunca. Eu não acreditava. Eu disse “eu


te amo” com todas as letras. Foi tão instintivo, rápido, irracional.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Fui completamente controlado pelo meu Id. A razão de meu Ego se


fazia ausente, tinha certeza. Demorou para que eu conseguisse falar
com os outros que estavam no quarto comigo. Respirei fundo e
consegui retomar a calma.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Vocês tem que me levar para Roma. É lá que eu devo me


encontrar.

- Sim, providenciarei isto em breve. ; diz Luis


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Precisamos de um plano, se você for reconhecido será um


problema e tanto. ; diz Iddo

- Precisamos fazer com que ela vá para um outro local. ; sugere


Alberto
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Um albergue. Creio que eu conheço um perto da sorveteria, que é


possivel que ela se direcione a pé. ; diz Iddo
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Bem, bom plano, assim não poderão te espionar, e


consequentemente, te prender. Precisamos dormir, porque devemos
chegar a Roma o quanto antes. ; diz Luis
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Fizemos isto. Cada um foi para seu quato. Eu dividiria o quarto com
Alberto e Iddo com seu avô. Alberto não dormiu. Ele continuou a
mexer em seu notebook que havia trazido desde Roma. Ele estava
querendo juntar as lacunas que faltavam em sua teoria. Já eu, dormi
como uma pedra.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXXI

A luz era imensa, quase ofuscante. Estava rodeado de pessoas que


felizes clamavam para um homem no altar da Basílica de São Pedro.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Uma bela cruz de madeira bem trabalhada estava em cima de uma


mesa neste altar. Na frente da mesa, de costas, um Cardeal com sua
face virada para a cruz, de costas para mim, desembainha uma
adaga. Quando ele faz isso, o povo permanesce em silêncio e postra-
se de joelhos.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Com tal adaga em punho, o Cardeal atinge a cruz com um golpe em


seu centro e, no mesmo momento, ela se põe em chamas. Em pouco
tempo as chamas transformam a cruz em cinzas e o povo se levanta
e em um unico coro clama:
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“ A Verdade, A Verdade, A Verdade, Viva, Vida, Vive, A Verdade”


O Apocalipse – O Princípio do Fim

O coro se cessa e um terremoto se inicia. A Basílica começa a


desmoronar e poucas pessoas em meio ao povo se desesperam. O
resto permanesce estático, como se nada estivesse acontecendo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Eu busco sair de lá, mas a Basílica começa a pegar fogo de chamas


tão altas que se faziam impossíveis de atravessar. A negra fumaça
que ela liberava deixava tudo confuso e imperceptível até que eu
caio no chão. Quando eu levanto não há mais fogo, nem fumaça,
nem terremoto, apenas ruinas. De repente eu vejo ao longe um
O Apocalipse – O Princípio do Fim

grande monumento erguido, em meio a um deserto em que eu


estava. Na frete de tal monumento uma escadaria com um trono.
Subindo a escadaria o mesmo Cardeal que chega até o trono e se
senta. Não o reconheço por estar muito longe de lá. Era noite.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Vejo desde então milhares e milhares de pessoas vestidas de


vermelho andarem juntas para lá. Depois do deserto se tornar cheio,
até o horizonte, todos param e se postram de joelhos em adoração ao
Cardeal que se levanta e grita:
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“Lúcio, você não pode me derrotar!”

O povo se levanta e se volta para mim, com olhos de raiva,


marchando, violentamente em minha direção.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Sinto em meu pescoço um enorme peso que me leva de bruços com


as mãos apoiadas no chão.
Tal peso provinha de um crucifixo, que brilhava com uma luz tão
forte, que quase não conseguia olhar para ele. Reuni minhas forças e
consegui levantar. A luz se tornava enormemente forte e dissipava-
O Apocalipse – O Princípio do Fim

se por todo o deserto. Foi impossível manter meus olhos abertos.


Quando a luz se cessou, eu não vi mais ninguém, além de mim
mesmo, além de Luis, que sorria olhando para mim, a poucos
metros de distância.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Ele começa a andar em minha direção. Quando chegam ao meu lado


retira do bolso uma caixa de madeira para mostrar o seu conteúdo
para mim.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXXII
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Eu acordo com a voz de Alberto me chamando. Era a segunda vez


que ele me acordava de um sonho destes. Era um sonho que,
novamente eu não entendi o significado. Eu estava cada vez com
mais temor por estes sonhos estranhos e enigmáticos que me
O Apocalipse – O Princípio do Fim

assolavam nestes últimos dias. Mas o que me acalmou foi o fato de


que os sonhos, com certeza, haviam se gerado de todos estes
acontecimentos que me aconteciam ultimamente.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Levanto e me preparo para a viagem. Luis chega com uma


identidade falsa e me dá para que, caso eu precise, eu não seja pego
pelas autoridades. Coloquei uma barba falsa, para não me
reconheçerem. Toda cautela era pouco, para aquele momento.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Fomos todos para a estação de trem de Florença, e pegamos o trêm


para Roma. A viagem perdurou por algumas horas, e finalmente
chegamos ao destino. De táxi, vamos até a casa de Roberto. Apesar
do fato dele já ter falecido, a sua morte ainda não fora anunciada,
nunguém sabia de nada. Apenas nós.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Pedimos permissão para que nos deixassem entrar. O porteiro


avisara que Roberto não estava, mas, ao recnhecer Luis, permitiu-
nos a entrada mesmo assim.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Ficamos no salão principal e fomos recebidos por Gianluigui, criado


de Roberto, que perguntava sobre seu patrão.

- Ele infelizmente está morto. ; fala solenemente Luis


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Não é possível, vocês estão mentindo!

- Temos como provar! ; digo, com o dvd na mão


O Apocalipse – O Princípio do Fim

Assistimos o dvd, e vimos Gianluigui bambeiar as pernas ao ver seu


patrão morrer brutalmente diante da câmera. Acudimos ele, e
explicamos o que ocorrera. Ele concordou em não divulgar a mídia
e disse que seria, com certeza, de desejo de seu patrão, que nós
permanescecemos na casa dele enquanto a poeira não abaixasse.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Passamos, então, o dia lá, mostrando todo o vídeo para ele, e para os
outros criados, mostrando o que havia acontecido e pdindo
colaboração.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Eram 17h 30min quando sai da casa junto com Iddo. Luis
permanesceram na casa. Alberto me leva ao albergue, enquanto
Alberto se assegurava que a mensagem de que eu estava no hotel
seria enviada.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Foi o que ocorreu. Eu estava no quarto sozinho, esperando. Alberto


no carro, no térreo, esperando uma possível fuga. Foi quando o
telefone do quarto toca, anunciando a chegada de Marie.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXXIII

A porta abre e a beleza da minha amada me enfeitiça. Ela estava


mais radiante do que nunca, e a saudades, e o ímpeto de abraça-la de
O Apocalipse – O Princípio do Fim

beijá-la de falar tudo o que sinto novamente para ela era cada vez
maior. Me contive. Sorri e pedi que ela se sentasse na cama para que
eu converse com ela.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Marie, preciso que veja este filme, nele tudo que fiz está
documentado. Eu descobri uma coisa única sem igual. Eu descobri e
provei que Jesus Cristo está enterrado em catacumbas subterrâneas
em Florença, sob a Catedral de Santa Maria del Fiore. Está tudo
aqui!
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Ela parecia chocada. Provavelmente ele achava que eu estava louco,


mas quando eu coloquei o conteudo do filme para passar na TV do
quarto ela não disfarçõu sua felicidade de ter em mãos um material
desse.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Eu não sei como agradecer a você por isso, Lúcio...na verdade sei.

Ela se aproxima de mim e olha profundamente nos meus olhos, que


mergulhar na imensidão verde de suas íris e se perdem na beleza da
O Apocalipse – O Princípio do Fim

face que ela tinha. Ela chega mais próxima e seus lábios se unem
aos meus em um inesperado beijo que durou vários segundos.

-Desculpe Lúcio, mas a recompensa era grande demais para eu


negar. Não podia deixar uma oportunidade dessa passar.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

O mundo desabou diante de mim naquele momento. Eu passei do


momento mais feliz para o mais doloroso em qustão de segundos.
Estava em choque, com raiva, com medo, apaixonado, odiando e
O Apocalipse – O Princípio do Fim

amando em um furor sem igual, inexplicável, indescritível. Queria


ao mesmo tempo beijá-la e matá-la.

Um estrondoso barulho e a porta se abre com vários policiais da


tropa de elite italiana entram no quarto para me prender.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Tomei, então a decisão mais insana da minha vida. Sem pensar,


tomado por tuda aquela explosão de sentimentos que havia passado,
eu me viro e salto da janela do 6º andar, em fuga.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
O Apocalipse – O Princípio do Fim
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPÍTULO XXXIV
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Foi enorme o barulho feito pelo meu corpo ao se chocar com o carro
que permanecia do térreo. Eu estava com a face na voltada para o
solo e mesmo assim não senti nenhuma dor. Na verdade, não havia
sentido nada na queda. Era impossível! Eu havia despencado de cara
do 6º andar e estava ileso! Era um milagre, não há outra palavra
O Apocalipse – O Princípio do Fim

para isso. Eu me levantei cambaleante, sem entender como eu estava


vivo. Aquilo era muito confuso para a minha cabeça. Eu estava vivo,
sem saber como, e a polícia, que estava por perto, também não
acreditou no que viu, e, por isso permanesceu estática. Só retomei a
O Apocalipse – O Princípio do Fim

consciência plena quando Alberto parou o carro ao meu lado e fez


com que eu entrasse.

Logo que entrei ele arrancou em velocidade e começou a fugir. As


viaturas se prontificaram a seguir-nos. Iniciou-se uma perseguição.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Viramos em vários pontos da rua, seguidos pela polícia, pssando a


pouco de batermos de frente com carros, ao entrarmos na contra
mão. Até que, tentando despistar a polícia Alberto faz um cavalo de
pau em uma rua e entra em um beco de ré. A maioria des viatuiras
perdeu o caminho, mas, apenas uma conseguiu entrar no beco junto
O Apocalipse – O Princípio do Fim

a nós. O beco era fechado e ficamos encurralados.


Até que, em uma enorme presença de espírito, Alberto engata a
marcha e acelera em direção ao carro do policial que é empurrado
para fora do beco, aonde viramos e continuamos a fuga, seguidos
por cada vez mais viaturas. Foi quando passamos por um
O Apocalipse – O Princípio do Fim

movimentado cruzamento, que quase batemos em um caminhão,


passando a apenas milímetros disso. Quando passamos, ouvimos o
barulho do acidente que envolvia as viaturas e o caminhão.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

O acidente despistou a polícia, e fez com que fosse possível dirigir


até a casa de Roberto.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXXV
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Minha adrenalina ainda estava a mil, quando chegamos. Estava


euforico, agitado, extenuado, não sabia o que fazer, não acreditava
no que tinha feito e no que tinha ocorrido. Estava nervoso com a
traição e ao mesmo tempo feliz com o beijo. Locamente confuso
O Apocalipse – O Princípio do Fim

com tudo o que estava ocorrido, travei, e não consegui raciocinar


direito por vários segundos, por mais que meu amigo tentasse, eu
não lhe respondia os chamados para que eu saisse do banco de
passageiros do carro, enquanto permanescia catatônico.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Finalmente voltei a normalidade e sai do carro. Junto a Alberto,


passei pela entreaberta porta principal da casa de Roberto. Estranhei.
Não havia ninguem no salão principal, nem nos aposentos proximos
a ele. Chamei o nome de Gianluigui, o criado, e nada me foi
respodido. Eu e Alerto nos etreolhamos, e decidimos ir ao quarto de
O Apocalipse – O Princípio do Fim

hópedes que nos foi cedido. Entramos em um corredor a direita e


começamos a ouvir algumas vozes. A princípio acreditava ser um
diálogo entre Luis e Iddo, mais aquela voz que falava junto a Luis
não era a do meu amigo. Era uma voz mais grave, ríspida, rouca.
Me aproximei da porta, que logo percebi que terminava na
O Apocalipse – O Princípio do Fim

biblioteca. Com o intento de abrir, mas Alberto me segura, e, em


gestos, pede que eu ouça o que está sendo dito.

- Que bom, assim o que planejamos vai dar certo. ; ouve-se com o
timbre da misteriosa voz.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- E se eles não forem presos?

- Eles irão...
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Bem, então, finalmente, estaremos com a Igreja fora do nosso


cami...

- O que foi?
O Apocalipse – O Princípio do Fim

A porta se abre, e Luis vê-nos a espreita por detraz dela, em


flagrante. Ele sabia que havíamos ouvido algo, e falou para que
entrassemos.
Dentro da biblioteca um homem de grande porte, já idoso, com
aparentemente 60 anos, trajava vestes nobres e segurava um copo de
O Apocalipse – O Princípio do Fim

wisky. Ele sorri, apoia o copo de wisky na mesa ao lado, e retira do


palitó um revólver prateado e aponta para Alberto que fez uma leve
mensão de fugir. Luis se aproxima e sorri, começando a falar.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Bem, então você finalmente descobriu Lúcio, que pena que é tarde
demais, agora você vai ser preso, culpado pela morte do arqueólogo
que eu matei, tentando por a culpa na Igreja. Forjaremos que você é
de um grupo fundamentalista cristão, e que, tentava,
desesperadamente, esconder a verdade sobre Cristo. O Túmulo falso
O Apocalipse – O Princípio do Fim

e sua descoberta serão divulgados ao mundo e a Igreja, enfraquecida


vai perder cada vez mais fiéis. Então, finalmente a Maçonaria
conseguirá dominar por completo o poder neste mundo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Eu paralisei depois de ouvir aquilo. Tudo foi forjado para derrubar a


Igreja, o Corpo era falso e eu fui um dos maiores responsáveis por
essa mentira. Depois disso lembrei-me de meu sonho, meu primeiro
sonho que lhes narrei no livro. Finalmente entendi seu significado.
Esatava lá o tempo todo e não vi. Finalmente soube qual era o
O Apocalipse – O Princípio do Fim

onjeto que estava sob as cinzas da cruz. Finalmente soube qual era o
símbolo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Primeiro eu precisava de uma isca. Um alguém qualquer. Meu


neto, sem querer, escolheu você. Induzi você ao tédio, e sabia que
hora ou outra você iria entrar para dar uma volta até o banheiro. Foi
ai que eu matei o homem, que nem arqueólogo era. Ele era um zé
ninguém com identidade falsa e pesquisas forjadas. Quando vi que
O Apocalipse – O Princípio do Fim

você ia entrar eu abri a porta e te joguei no chão. Deixei


propositalmente o crucifixo de cardeal cair e sai para trocar de
roupa. Finalmente tudo aconteceu como eu planejava. Troquei as
fitas de vídeo com um guarda, também maçom e divulgamos ela
para a polícia. Induzi meu neto a avisar você sobre isso e fiz com
O Apocalipse – O Princípio do Fim

que você fosse conosco até Jerusalém. Você até salvou minha vida
hahahaha! Depois nem precisei fazer nada, vocês fizeram tudo para
mim, e em poucos minutos o mundo vai ver o Corpo de Cristo, que
não ressucitou, não é Deus e a Igreja não será mais nada!
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Finalmente elegeremos um líder marionete para a União Européia e


dominaremos todos e tudo. Agora é só uma questão de tempo.

- Eles sabem demais Luis... ; diz o outro homem


O Apocalipse – O Princípio do Fim

- É claro, dê um fim a eles. Vamos dizer que eles invadiram a nossa


casa e nos protegemos. A polícia, que tem seus líderes maçons, irá
acreditar. Hahaha!
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Então, com a arma apontada para a face de Alberto, ouço, de olhos


fechados, o som de um disparo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXVI
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Abro os olhos e vejo o homem com a arma no chão. Iddo apareçe,


com uma arma, entrando por outra porta da biblioteca. Ele matou o
homem, ates que ele nos matasse. Luis continua sorrindo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Hahaha, podem retardar a sua morte, mas não não vão impedí-la,
está consumado!

Iddo aponta a arma para o avô e, tremendo tenta atirar, mas ele não
consegue. Eu sentia que ele estava titubiando, tentando, mas não
O Apocalipse – O Princípio do Fim

conseguia. Gianluigui entra na Biblioteca e se choca., Iddo aponta a


arma para ele e pede que ele se cale. Precisávamos fugir, mas, antes
disso, Iddo abriu o cofre a pegou uma grande quantia em dinheiro,
colocando em uma sacola. Precisaríamos deste dinheiro. Saimos
correndo pra fora da casa e entramos todos na mercedes de Iddo, o
O Apocalipse – O Princípio do Fim

mesmo carro em que tinhamos efetuado a fuga.


Saímos em desparada, em fuga, sem destino, mas precisávamos de
todo geito, fugir.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Iamos pela estrada, em direção a norte. Para um local qualquer,


quando Iddo exclama ter uma idéia.

- A fazenda da mãe de um amigo meu! Sim, ela vai nos acolher.


Desde que seu filho morreu em acidente junto ao marido ela está
O Apocalipse – O Princípio do Fim

sozinha lá, tenho certeza que ela não nos vai negar compania. Ela
fica a uns 400km daqui. Bem a norte. Mas é para lá que vamos.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXXVII
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Entramos na fazenda, que estava com o portão aberto, e logo vimos


uma senhora de cabelos muito brancos alimentando as galinhas. Ela
avista o carro e começa a gritar para que saíssemos.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Paramos o carro e saímos juntos. Quando a senhora reconheceu a


face de Iddo ela poem-se ao chão de joelhos, chorando. Iddo corre e
abraça a senhora confortando-a. Ela levanta ainda com lágrimas nos
olhos e pede para que entremos em casa.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Na cozinha, muito simples, rústica, típica de uma fazenda, nos


sentamos e nos foi servido um bolo milho, muito bom por sinal.

- Essa é minha avó. ; diz Iddo


O Apocalipse – O Princípio do Fim

Me choquei, não esperava isso. Iddo sempre havia me dito que a avó
morreu no parto do pai dele, e acabara de falar que a senhora era
mãe de um amigo dele.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- O nascimento do meu pai foi um acidente. Um caso. Depois que


meu pai nasceu a minha avó desapareceu. A todos foi dito que ela
havia abandonado meu pai junto ao meu avô. Eu não acreditei na
história e fui atraz da verdade.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Iddinho, pode dexá que pra cá eu conto o resto.

- Sim vó...
O Apocalipse – O Princípio do Fim

-Bem, era um acordo. Aquele crápula do seu avô me disse que se o


caso fosse a midia o escândalo de que um dos políticos mais
influentes de um dos mais conservador partidos de Portugal, as
chançes de se elege como Parlamentar num aconteceria mais,
entende? Intão ele disse preu sumi e me deu dinhero e falo que se eu
O Apocalipse – O Princípio do Fim

voltasse ele não se resposabilizaria por nada de mal que acontecesse


a mim. Ele me ameaço de morte. Foi muito dolorozo dexá o
Joãozinho pra traz. Quando você me disse que seu pai morreu eu
quase morri junto. Eu nunca vi ele maior do que um ano de idade.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Mais você me acho e meu coração volto a bate. Ninguém mais sabe
dessa fazenda além de mim e do Iddinho.

- Eu não acreditei nessa história que minha vó contou, no começo,


mas depois começei a entnder. Quando fui falar sobre isso com meu
O Apocalipse – O Princípio do Fim

avô ele queria figir de assunto, nunca comentar sobre minha avó.
Mas agora vi a verdadeira face daquele que me criou como filho
desde o início da minha adolescencia, e sei que ele seria capaz de
tais coisas.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Mas, me dizam, porque estão aqui?

Explicamos a história, mais ou menos, a ela. Estava com tremendas


saudades dos meus pais no Brasil, e nunca mais eu iria vê-los desde
então. Estou chorando enquanto escrevo isso, porque a falta de um
O Apocalipse – O Princípio do Fim

abraço materno e paterno tornam a pessoa fria de fechada e, sem um


conforto para dor, nos tornamos criaturas sem perspectiva de futuro.

Finalmente recebemos o acolhimento de Julieta, ou, como


começamos a chamá-la, graças a Iddo: Vó Ju.
O Apocalipse – O Princípio do Fim
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CAPÍTULO XXXVIII
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Passamos uma semana e começamos a esquecer levemente o que


nos aconteceu. Não quis ver televisão neste meio tempo. Sabia que
naquela altura meu vídeo já foi a mídia e a mentira já havia se
espalhado no mundo. Não parou de chover desde o dia em que
O Apocalipse – O Princípio do Fim

chegamos lá. Uma tempestade sem igual.. Finalmente criei coragem


e liguei a Tv em um canal de notícias.

Quase cai da poltrona quando vi quem estava na TV. Marie, a


traidora, sendo entrevistada e falando sobre o vídeo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“ Eu recebi o vídeo de meu desesperado colega, que pediu para que


eu o destruisse. Depois, que soube que ele havia matado aquele
inoscente arqueólogo para descobrir sozinho o túmulo de Jesus eu
decidi mostrar ao mundo o conteúdo. Não esperava que ele fosse
O Apocalipse – O Princípio do Fim

mentir para o avô de seu amigo e cúmplice Iddo, e fizesse ele


patrocinar esta busca. Na verdade estou chocada com as ações que
esse terrorista do Lúcio é capaz de fazer...”
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Fiquei possesso quando ela me chamou de terrorista. Terrorista? Eu?


Não sabia como minha imagem foi deturpada a tal ponto.

“ – Porque será que ele matou um homem para descobrir e filmar


esse túmulo e depois quis destruir tudo?
O Apocalipse – O Princípio do Fim

- Acredito que ele foi perseguido por alguma seita religiosa cristã,
ou a própria Igreja, não sei.”

A transmissão é interrompida para um link ao vivo em Roma


O Apocalipse – O Princípio do Fim

“A fumaça está saindo da chaminé da capela sistina pela sexta vez!


A tempestade torna tudo dificil, parece ser negra a fumaça. Sim é
negra, não foi desta ve...espere! Está um pouco mais claro de se ver
agora! Acredito que seja branca, não sei, o povo aplaude, dizendo
que sim, mas, esperemos a confirmação dos sinos! Mesmo assim, eu
O Apocalipse – O Princípio do Fim

acredito que Habemus Papam! Um novo papa é eleito! Precisamos


esperar a confirmação dos sinos ainda, mas é clara a imagem da
fumaça branca agora.”
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Gelei no momento da notícia. Um novo papa era eleito. Fiquei em


grande expectativa. Vó Ju, que estava vendo conosco ficou curiosa
com o homem que lideraria a religião dela, que já havia sido abalada
pelos vídeos do corpo de Cristo.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“ Os sinos começam a tocar e os fiéis que esperam pacientes na


praça começam a festejar. Quam será que vai liderar a Igreja em um
tempo tão conturbado como este? Será que ele vai segurar as
imagens e o Corpo já comprovado pela ciência que é de Jesus
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Cristo. Vamos esperar que...espere! A Janela esta se movimentando,


alguém está saindo. É um dos careais. Ele vai anunciar ao povo!”

“Annuntio vobis gaudio magno; habemus Papam:


Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Dominum Pietrus Sanctæ Romanæ Ecclesiæ Cardinalem Noselediv


qui sibi nomen imposuit Pietrus Secundo.”
O Apocalipse – O Princípio do Fim

‘ Anuncio-vos com grande alegria: Já temos um novo Papa. O


emenetíssimo e reverendíssimo senhor Dom Pietrus, Cardeal da
Igreja Romana, Noselediv que adotou o nome de Pedro II. ’
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Fiquei paralizado. Era o mesmo homem que estava prestes a ganhar


o título de presidente da União Européia. O povo aplaudia,
ensandecido com a notícia, enquanto Pedro II aparecia para
discursar.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Quando olhei a face dele tremi. Tive uma má impressão, senti


vertigem, não gostei dele, tive uma empatia péssima com o homem.
Seus olhos negros, profundamente negros, me assustavam.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“ É com grande alegria que venho dizer que sou líder da Igreja
Católica Apostólica Romana. Mas temo dizer que não estou muinto
cofiante. Não pelo fato deu estar quase como ganho o fato de ser
presidente da UE. Mas pelo Corpo de Cristo, encontrado e
comprovado. Começo a temer que ele seja verdadeiro...”
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“Ele disse mesmo isso?” pensei. Era impossível. Um Papa admitir


que Jesus não ressucitou? Precisava ver no que isso ia dar.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“ Quero, meus irmãos que acreditem que nós estaremos juntos


nisso! Jesus pode não ter ressucitado, mais isso não significa que os
milagres feitos por ele sejam em vão! Irmãos fiquemos juntos nesse
novo tempo da Igreja, que tenho a certeza que venceremos isso. A
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Santidade da Igreja não está só em Jesus Cristo e sim em cada um


dos fiéis!”.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Um tempo de discussão sobre o assunto do novo Papa é discutido,


mas, rapidamente, um novo tema é exposto, com a apuração dos
votos do primeiro turno das eleições presidênciais da UE.
A disputa era desigual. Segundo as pesquisas, Pietrus Noselediv,
recém eleito Papa era líder com 72% das intenções de voto, com
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Zorillo em segundo com 12%. Não haviam chançes de uma vitória


de outro candidadato, era só uma questão de tempo para que isso se
concretizasse. “ Se isso acontecer, os poderes deste homem será
quase ilimitado” ;pensava.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

CAPÍTULO XXXIX
O Apocalipse – O Princípio do Fim

A madrugada seguinte a este dia foi a mais calma de todas. Não digo
isso na questão psicológica, já que os pensamentos sobre os fatos
que aconteceram não me permitia tal tranquilidade. Digo isso pelo
fato da chuva finalmente parar, depois de uma semana de
O Apocalipse – O Princípio do Fim

tempestades assombrosas. Não eram só tempestades que se


sucederam naquela semana.
Uma Tsunami atingiu o Japão matando 77 pessoas, um terremoto
matou centenas na Índia, um vulcão voltou a ativa e um furacão
desabrigou várias famílias e matou outras tantas na América Central,
O Apocalipse – O Princípio do Fim

tudo isso sucessivamente, até que, hoje, tudo parou. O clima


melhorou, os terremotos pararam, e a tranquilidade voltava a pairar
no ar. Sendo assim, outra semana se passa, voando.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Tal tranquilidade só é quebrada quando um fato muda a rotina calma


da fazenda. A votação presidencial se encerra e, finalmente
saberemos se Pietrus Nantasevile Noselediv será o homem mais
poderoso da face da terra.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Eis que é dado o resultado: 74% dos votos a favor de Pietrus.


Tradução: sim, ele é o homem mais poderoso do mundo. Não nego
que fiquei feliz, já que a Igreja poderia barrar, com a liderança dele,
esta desmoralização graças ao falso vídeo. “Mais o que se espera de
um Papa que desafirma a própria crença?”, pensava.
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Não sabia, apenas sabia que tudo acontecia lonje de mim, da Vó Ju,
de Iddo e de Alberto, de todos nós, que, isolados daquele mundo
exterior, comungávamos de uma vida saudável e traquila.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Não quis ver a posse dele. Esatava cansado de tudo isso. Preferi
consertar os estragos da tempestade. E foi o que fiz. Consertei o que
tinha de consertar, comi e dormi.
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CAPÍTULO XL
O Apocalipse – O Princípio do Fim

O dia seguinte era belo, ensolarado, céu aberto, galo cantante. Mas a
tristeza dos olhos de meus amigos quando sai do quarto demontrava
que tudo não estava tão belo assim. Era Vó Ju, que pela última vez
dormia.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Iddo de repente desaba. A mãe que ele nunca teve morre quando ele
finalmente começa a tê-la.
Ela não aparentava ter nada, tosse, cansaço, era uma idosa, só.
Pensei que houvesse chegado sua hora. Como todos pensariam. Mas
O Apocalipse – O Princípio do Fim

foi horas depois de enterrarmos ela em um túmulo improvisado que


eu soube que não era tão natural assim.

O clima estava pesado, precisava me destrair. Então, sem mais,


liguei a TV e fiquei chocado com a manchete que vi.
O Apocalipse – O Princípio do Fim

“ Milhões de pessoas morrem durante o sono na madrugada de


hoje”
O Apocalipse – O Princípio do Fim

O que estava acontecendo? Será o mesmo mau que atingiu a Vó Ju?


; pensava.

Segundo o notíciário a ciência não tinha explicação para isso, pois,


segundo pesquisas superficiais, não haviam doenças, vírus, ou
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qualquer outra coisa que conectassem as vítimas. E o mais


assustador: milhões e milhões de crianças. Sim. Tidas as crianças do
mundo, com menos de 11 anos, salva algumas exeções, segundo o
telejornal, sofreram do mesmo mau. Não haviam mais crianças no
mundo. Todas morreram, tanto na China, quanto no Brasil, na Judéia
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e na Palestina. Todas.
Elas não foram as únicas. Todos os idosos, salvo raras exeções
tambpem morreram. Não havia explicação para nada. Mas não eram
só idosos e crianças. Muitos adultos sofreram do mau.
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Estava tudo cada vez mais confuso e sem explicação lógica para tais
fatos.

O caos reinava nas cidades, os hospitais lotados buscando respostas


e pais ensandecidas com seus filhos mortos nos colos.
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O mundo não sabia mais o que fazer. Pela primeira vez algo atingiu
a todos por igual, sem importar a região, cor ou sexo. Todos foram
afetados.
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CAPÍTULO XLI
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Termina aqui, caros irmãos, a primeira parte de minha história. O


mundo, nos dias posteriores ao último momento que narrei, vai
começar a ser governando, não mais pela ordem, e sim pelo caos.
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É traçada, por fim, a última linha que uniria o apogeu da


humanidade com o começo de seu triste e derradeiro ocaso. Eis que
se inicia a Tribulação.
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APÊNDICES
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1. LOCAIS

Roma
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- Sennato della
Republica
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- Piazza Esedra ( Piazza della Repubblica)


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- Mansão de Roberto
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Jerusalém

-Basílica do Santo Sepulcro


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- Monte Giolam
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Florença
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- Basílica de Santa Maria del Fiore


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*várias plantas: concepção original (d’Molay) ; modificada ( Arnolfo d


Cambino) e ampliada ( Talenti )
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- Túmulo
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2.
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Nomes
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Uma rápida observação que eu gostaria de fazer é que quase todos


os nomes presentes no livro são anagramas de acordo com o que o
personagem é ou representa.
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Não irei fazê-los, mesmo porque eles revelam informações sobre o


personagem que podem ser cruciais para os próximos livros.

Darei apenas uma:


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Lúcio Denis Concaz


=
Consciência de Luz
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3. Inspiração
O Apocalipse – O Princípio do Fim

Todo o livro foi baseado em uma tradução atual do livro do


Apocalipse da Bíblia, juntamente a outros livros e profecias bíblicas
e profecias anexas, como a de São Malaquias.
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4. Bibliografia
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Internet, basicamente. Destaque para:

- Wikipédia
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- Google Maps

- Google Search
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5. Considerações finais
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Um espaço para quem eu quero homenagear: meus primeiros


leitores e amigos.
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São vários os nomes a serem citados, portanto não deixarei nenhum


aqui exposto, por medo de esquecer algum. Mas quem pode ter seu
nome aqui enquadrado sabe.
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