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Programa de Estudos Pós-Graduados em Administração PUC-SP Professor Dr. Luciano Antonio Prates Junqueira

RESENHAS METODOLOGIA DA PESQUISA APLICADA À ADMINISTRAÇÃO Antonio Thomaz Pacheco Lessa Neto

Texto da 6ª. AULA (20/09/11) Capítulo I O MÉTODO

Conteúdo da AULA Teoria e pesquisa, método

Por

Antonio Thomaz Pacheco Lessa Neto

Aluno EFETIVO Mestrado Administração PUC-SP E-mail: tplessa@ig.com.br

Livro: EDUCAR NA ERA PLANETÁRIA O pensamento complexo como método de aprendizagem pelo erro e incerteza humana

Edgar MORIN Emilio Roger CIURANA Raúl Domingo MOTTA Tradução: Sandra Trabucco Valenzuela Revisão técnica da tradução: Edgard de Assis Carvalho

Texto: Capítulo I O MÉTODO (Estratégias para o conhecimento e ação num caminho que se pensa) (p. 15-40)

O referido capítulo inicia-se com uma Introdução (p. 17-18) onde os autores procuram explorar as mais variadas concepções possíveis existentes para a palavra MÉTODO. Podemos listar a seguir as referidas concepções que foram apresentadas nesta introdutória usando as palavras textuais dos próprios autores:

  • “Nada mais distante de nossa concepção do MÉTODO do que aquela visão composta por um conjunto de receitas eficazes para chegar a um resultado previsto.”;

  • “É certo também que alguns dicionários especializados remetem a idéia de MÉTODO à filosofia de Descarte, que, ao longo de toda a sua obra, enfatiza a necessidade de proceder, em qualquer pesquisa ou estudo, a partir de certezas estabelecidas de maneira ordenada e nunca pelo acaso.”

  • “É possível, contudo, outra concepção do MÉTODO: o MÉTODO como caminho, ensaio gerativo e estratégia “para” e “do” pensamento. O MÉTODO como atividade pensante do sujeito vivente, não-abstrato. Um sujeito capaz de aprender, inventar e criar “em” e “durante” o seu caminho.”

O segundo tópico do texto tem como título A relação entre experiência, MÉTODO e ensaio (p. 18-21), onde os autores nos falam que o pensamento complexo acaba incluindo também a experiência do ensaio. Já o ensaio, segundo Baudelaire - informam os autores -, “é a melhor forma de expressão para captar o

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espírito da época

[...],

o ensaio é também um método”. Como bem explicaram os autores “h(H)á uma

relação entre o método como caminho e a experiência de pesquisa do conhecimento [

].”

Tal visão é

... corroborada por Maria Zambrano que até chegou a postular um MÉTODO-caminho. Por tudo isso, nos dizem os autores, que o MÉTODO não precede a experiência e a própria Zambrano afirma ser a

experiência precedente de qualquer MÉTODO, ou ainda, “que a experiência constitui um a priori e o MÉTODO um a posteriori.”

O terceiro tópico vem com a titulação O MÉTODO como viagem e transfiguração (p. 21-23) e nos lembra que o retorno ao início do referido caminho “não poderá ser um círculo completo, pois isso é

impossível [

].

Esse retorno nos ensina a sabedoria que se depreende dos mitos, das tradições e das

...

].

Essa aprendizagem acarreta uma transfiguração”.

... religiões, mas sempre retornamos modificados [

Logo depois encontramos o quarto tópico - A relação entre o MÉTODO e a teoria (p. 23-24) - deste mesmo capítulo, onde os autores nos mostram que “n[N]a perspectiva complexa, a teoria não é nada sem o MÉTODO a teoria quase se confunde com o método, ou melhor, teoria e MÉTODO são os dois componentes indispensáveis do conhecimento complexo.”

Dando continuidade, temos agora o quinto tópico intitulado A errância e o erro (p. 24-28) que, no entendimento textual dos autores, “é muito difícil transmitir uma experiência vivida, e os caminhos da busca da verdade passam pela experiência do erro e da errância que podem ser mortais.”

Continuando, chegamos ao sexto tópico O MÉTODO como estratégia (p. 29-31) criado pelos autores para nos mostrar, bem resumidamente, que “o MÉTODO é a obra de um ser inteligente que ensaia estratégias para responder às incertezas.”

No sétimo e penúltimo tópico, temos como tema central Os princípios gerativos e estratégias do método listados logo abaixo:

  • 1. Princípio sistêmico ou organizacional (p. 33):

  • 2. Princípio hologramático (p. 33-35):

  • 3. Princípio de retroatividade (p. 35):

  • 4. Princípio de recursividade (p.35-36):

  • 5. Princípio de autonomia/dependência (p. 36):

  • 6. Princípio dialógico (p. 36-37):

  • 7. Princípio de reintrodução do sujeito cognoscente em todo conhecimento (p. 37):

Finalizando este Capítulo I, os autores resolvem abordar o tópico denominado O MÉTODO e sua experiência trágica (p. 39-40) onde “a tragédia de qualquer escrita/leitura reside na tensão entre seu inacabamento e a necessidade de se colocar um ponto final.” Não esquecendo que “essa é também a tragédia do conhecimento e da aprendizagem moderna.” Por este motivo, os autores manifestam durante a elaboração e concepção de cada um dos diferentes volumes de sua obra intitulada O MÉTODO a tragédia de reflexão, a tragédia da informação e a tragédia da complexidade.

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