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EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA UNIDADE II PERÍCIA CONTÁBIL UNIDADE I INTRODUÇÃO À PERÍCIA UNIDADE III PERÍCIA

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA UNIDADE II PERÍCIA CONTÁBIL UNIDADE I INTRODUÇÃO À PERÍCIA UNIDADE III PERÍCIA CONTÁBIL

UNIDADE II

PERÍCIA CONTÁBIL

EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA UNIDADE II PERÍCIA CONTÁBIL UNIDADE I INTRODUÇÃO À PERÍCIA UNIDADE III PERÍCIA CONTÁBIL

UNIDADE I

INTRODUÇÃO À PERÍCIA

II PERÍCIA CONTÁBIL UNIDADE I INTRODUÇÃO À PERÍCIA UNIDADE III PERÍCIA CONTÁBIL APLICADA PERÍCIACONTÁBIL
II PERÍCIA CONTÁBIL UNIDADE I INTRODUÇÃO À PERÍCIA UNIDADE III PERÍCIA CONTÁBIL APLICADA PERÍCIACONTÁBIL

UNIDADE III

PERÍCIA CONTÁBIL APLICADA

PERÍCIACONTÁBIL

Professora Esp. Letícia Suzane Moureira de Lara Professor Esp. Robinson Pereira Santos

Tipos de perícia

Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC)

Operacionalização da Perícia Contábil Judicial

Santos Tipos de perícia Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC) Operacionalização da Perícia Contábil Judicial
Reitor Wilson de Matos Silva Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande

Reitor

Wilson de Matos Silva

Viver e trabalhar em uma sociedade global é um grande desafio para todos os cidadãos. A busca por tecnologia, informação, conhecimento de qualida- de, novas habilidades para liderança e solução de problemas com eficiência tornou-se uma questão de sobrevivência no mundo do trabalho. Cada um de nós tem uma grande responsa- bilidade: as escolhas que fizermos por nós e pelos nossos fará grande diferença no futuro. Com essa visão, o Centro Universitário Cesumar – assume o compromisso de democra- tizar o conhecimento por meio de alta tecnologia e contribuir para o futuro dos brasileiros. No cumprimento de sua missão – “promo- ver a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cida- dãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária” –, o Centro Universitário Cesumar busca a integração do ensino-pesquisa-extensão com as demandas

palavra do reitor

institucionais e sociais; a realização de uma prática acadêmica que contribua para o desen- volvimento da consciência social e política e, por fim, a democratização do conhecimento aca- dêmico com a articulação e a integração com

a sociedade. Diante disso, o Centro Universitário Cesumar almeja ser reconhecida como uma instituição univer- sitária de referência regional e nacional pela qualidade

e compromisso do corpo docente; aquisição de com-

petências institucionais para o desenvolvimento de linhas de pesquisa; consolidação da extensão univer-

sitária; qualidade da oferta dos ensinos presencial e

a distância; bem-estar e satisfação da comunidade

interna; qualidade da gestão acadêmica e adminis- trativa; compromisso social de inclusão; processos de cooperação e parceria com o mundo do trabalho, como também pelo compromisso e relacionamento permanente com os egressos, incentivando a edu-

cação continuada.

com os egressos, incentivando a edu- cação continuada. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE MARINGÁ. Núcleo de Educação a Distância:

C397

Metodologia de Ensino / Fabiane Carniel, Gislene Miotto C. Raymundo, Marcia Maria Previato de Souza. Publicação revista e atualizada, Maringá - PR, 2014. 69 p. “Pós-graduação Núcleo Comum - EaD”. 1. Metodologia de ensino. 2. Ensino superior . 3. EaD. I. Título.

CDD - 22 ed. 378 CIP - NBR 12899 - AACR/2

neaD - núcleo de educação a Distância Av. Guedner, 1610, Bloco 4 - Jardim Aclimação - Cep 87050-900 Maringá - Paraná | unicesumar.edu.br | 0800 600 6360

Direção UniceSUMar

reitor Wilson de Matos Silva, Vice-reitor Wilson de Matos Silva Filho, Pró-reitor de administração Wilson de Matos Silva Filho, Pró-reitor de eaD Willian Victor Kendrick de Matos Silva, Presidente da Mantenedora Cláudio Ferdinandi.

neaD - núcleo De eDUcação a DiStância

Direção de operações Chrystiano Mincoff, coordenação de Sistemas Fabrício Ricardo Lazilha, coordenação de Polos Reginaldo Carneiro, coordenação de Pós-Graduação, extensão e Produção de Materiais Renato Dutra, coordenação de Graduação Kátia Coelho, coordenação administrativa/Serviços compartilhados vandro Bolsoni, Gerência de inteligência de Mercado/Digital Bruno Jorge, Gerência de Marketing Harrisson Brait, Supervisão do núcleo de Produção de Materiais Nalva Aparecida da Rosa Moura, Diagramação Aline Morais, André Morais, revisão textual Camila Zaguine, Fotos Shutterstock.

Pró-Reitor de EaD Willian Victor Kendrick de Matos Silva boas-vindas Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à

Pró-Reitor de EaD

Willian Victor Kendrick de Matos Silva

boas-vindas

Prezado(a) Acadêmico(a), bem-vindo(a) à Comunidade do Conhecimento. Essa é a característica principal pela qual a UNICESUMAR tem sido conhecida pelos nossos alunos, professores e pela nossa sociedade. Porém, é importante destacar aqui que não estamos falando mais daquele conhecimento estático, repetitivo, local e elitizado, mas de um conhecimento dinâmico, renovável em minutos, atemporal, global, de- mocratizado, transformado pelas tecnologias digitais e virtuais. De fato, as tecnologias de informação e comunicação têm nos aproximado cada vez mais de pessoas, lugares, informações, da edu- cação por meio da conectividade via internet, do acesso wireless em diferentes lugares e da mobilidade dos celulares. As redes sociais, os sites, blogs e os tablets aceleraram a informa- ção e a produção do conhecimento, que não reconhece mais fuso horário e atravessa oceanos em segundos. A apropriação dessa nova forma de conhecer transformou-se hoje em um dos principais fatores de agregação de valor, de superação das desigualdades, propagação de trabalho qualificado e de bem-estar. Logo, como agente social, convido você a saber cada vez mais, a co- nhecer, entender, selecionar e usar a tecnologia que temos e que está disponível. Da mesma forma que a imprensa de Gutenberg modificou toda uma cultura e forma de conhecer, as tecnologias atuais e suas novas fer- ramentas, equipamentos e aplicações estão mudando a nossa cultura e transformando a todos nós. Priorizar o conhecimento hoje, por meio da Educação a Distância (EAD), significa possibilitar o contato com ambientes cativantes, ricos em informações e interatividade. É um processo desafiador, que ao mesmo tempo abrirá as portas para melhores oportunidades. Como já disse Sócrates, “a vida sem desafios não vale a pena ser vivida”. É isso que a EAD da UNICesumar se propõe a fazer.

sobre pós-graduação

a importância da pós-graduação

O Brasil está passando por grandes transformações, em especial

nas últimas décadas, motivadas pela estabilização e crescimento da economia, tendo como consequência o aumento da sua impor- tância e popularidade no cenário global. Esta importância tem se refletido em crescentes investimentos internacionais e nacionais

nas empresas e na infraestrutura do país, fato que só não é maior devido a uma grande carência de mão de obra especializada. Nesse sentindo, as exigências do mercado de trabalho são cada vez maiores. A graduação, que no passado era um diferenciador da mão de obra, não é mais suficiente para garantir sua emprega- bilidade. É preciso o constante aperfeiçoamento e a continuidade dos estudos para quem quer crescer profissionalmente. A pós-graduação Lato Sensu a distância da UNICESUMAR conta hoje com 21 cursos de especialização e MBA nas áreas de Gestão, Educação e Meio Ambiente. Estes cursos foram planejados pensando em você, aliando conteúdo teórico e aplicação prática, trazendo informações atualizadas e alinhadas com as necessida- des deste novo Brasil. Escolhendo um curso de pós-graduação lato sensu na UNICESUMAR, você terá a oportunidade de conhecer um conjun-

to de disciplinas e conteúdos mais específicos da área escolhida,

fortalecendo seu arcabouço teórico, oportunizando sua aplicação no dia a dia e, desta forma, ajudando sua transformação pessoal

e profissional.

Professor Dr. renato Dutra

Coordenador de Pós-Graduação , Extensão e Produção de Materiais NEAD - UNICESUMAR

Missão “Promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cidadãos que

Missão

“Promover a educação de qualidade nas diferentes áreas do conhecimento, formando profissionais cidadãos que contribuam para o desenvolvimento de uma sociedade justa e solidária”

Professora Especialista

letícia Suzane Moureira de lara

Professor Especialista

robinson Pereira Santos

apresentação do material

Caro acadêmico, é com muito prazer que eu, Professora Letícia, e o Professor Robinson, apresentamos o livro que preparamos espe- cialmente para você que irá cursar a disciplina de Perícia Contábil do curso de pós-graduação em Auditoria e Controladoria. Nosso desejo é que esse material contribua para aumentar seus conhecimentos sobre o assunto, para tanto destacamos nossa proposta para cada unidade. Na unidade I faremos uma introdução à perícia, proporcio- nando a inserção dos conceitos e procedimentos da mesma de acordo com a legislação vigente. Também abordaremos os di- versos tipos de perícias e as nomenclaturas dos seus dispositivos regulares, bem como a relação entre auditoria e perícia. Na unidade II avançamos para a perícia aplicada diretamen- te a área contábil, identificando seus objetivos, sua forma de planejamento, execução e as conclusões dos trabalhos exe- cutados. Para melhor compreensão da legislação que trata do assunto, apresentaremos na íntegra as Normas Brasileiras de Contabilidade e as regulamentações específicas da Perícia Contábil e do Perito-Contador. A unidade III propõe a aplicação da perícia contábil em di- versos assuntos que envolvem o tema contabilidade. É neste momento que abordaremos sobre os atos preparatórios e de execução, os quesitos, diligências, pareceres e laudos, os quais fazem parte do processo no âmbito da perícia de caráter ju- dicial. Serão apresentados alguns modelos de documentos e casos que envolvem a perícia contábil com o intuito de facilitar sua compreensão sobre o assunto e de contribuir com sua vida profissional. Portanto, caro (a) aluno (a), seja bem-vindo (a) a dis- ciplina de Perícia Contábil!

01

INTRODUÇÃO À PERÍCIA

01 INTRODUÇÃO À PERÍCIA 12 A Perícia 15 Tipos de Perícia 20 Auditoria x Perícia

12

A Perícia

15

Tipos de Perícia

20

Auditoria x Perícia

02

02

TÍTULO

PERÍCIA CONTÁBIL

0 2 02 TÍTULO PERÍCIA CONTÁBIL 47 conteúdo 28 51 30 53 33 54 introdução conteúdo

47 conteúdo

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introdução conteúdo à perícia contábil

Normas Brasileiras

De conteúdo Contabilidade (NBC)

Normas Brasileiras de Contabilidade

NBC conteúdo TP01 – Perícia Contábil

03

PERÍCIA CONTÁBIL APLICADA

TP01 – Perícia Contábil 03 PERÍCIA CONTÁBIL APLICADA 00 00 00 Aplicações da Perícia Contábil

00

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Aplicações da Perícia Contábil

Operacionalização da Perícia Contábil Judicial

Honorários Profissionais

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INTRODUÇÃO À PERÍCIA

Professora Esp. Letícia Suzane Moureira de Lara/Professor Esp. Robinson Pereira Santos

Objetivos de Aprendizagem

• Apresentar conceitos relacionados à Perícia, bem como os principais dispositivos reguladores da legislação vigente.

• Desenvolver conhecimentos e práticas que possam ser utilizados no campo da Perícia.

Plano de estudo

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estu-

dará nesta unidade:

• A Perícia

• Tipos de Perícia

• Auditoria x perícia

A expressão perícia advém do latim, peritia, que em seu sentido próprio significa conhecimento adquirido

A expressão perícia advém do latim, peritia, que em seu sentido próprio

significa conhecimento adquirido pela experiência. Segundo D’Áurea et al. (1953), a perícia é o testemunho de uma ou mais pessoas técni-

cas, no sentido de fazer conhecer um fato cuja existência não pode ser acertada ou juridicamente apresentada, se não apoiada em especiais conhecimentos científicos ou técnicos.

A perícia tem grande importância por examinar e trazer clareza, revelando

a verdade de fatos obscuros sobre determinado assunto. Ela está vincu- lada ao conhecimento e experiência de determinados objetos. Aquele que exerce a execução da perícia é chamado de perito, possuindo co- nhecimento e experiência no assunto determinado para poder emitir uma opinião sobre a matéria examinada. A perícia, segundo o ambiente de atuação ao qual ela é solicitada, é classificada em quatro tipos detectáveis, os quais são determinados de acordo com cada tipo, sendo definido seu modo de execução e o ob- jetivo final (laudo ou parecer). Sendo os tipos: Perícia Judicial, Perícia Semijudicial, Perícia Extrajurídica (subdivididas em demonstrativas, dis- criminativas e comparativas). Para Sá (2009), a perícia contábil é a verificação de fatos ligados ao pa- trimônio individualizado visando oferecer opinião, mediante questão proposta. Para tal opinião realizam-se exames, vistorias, indagações, investigações, avaliações, arbitramentos, em suma, todo e qualquer pro- cedimento necessário à opinião sobre o objeto abordado. Por isso, esta disciplina tem a finalidade de trazer conhecimentos da perícia exercida pelos profissionais da contabilidade, apresentando as normativas existentes, adentrando na questão processualística e na forma de apresentação do trabalho realizado.

as normativas existentes, adentrando na questão processualística e na forma de apresentação do trabalho realizado.
as normativas existentes, adentrando na questão processualística e na forma de apresentação do trabalho realizado.

Perícia Contábil

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A PERÍCIA

Perícia Contábil 12 A PERÍCIA c onforme definições encontradas em dicionários, perícia está relacionada à
Perícia Contábil 12 A PERÍCIA c onforme definições encontradas em dicionários, perícia está relacionada à
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Perícia Contábil 12 A PERÍCIA c onforme definições encontradas em dicionários, perícia está relacionada à

c onforme definições encontradas em dicionários, perícia está relacionada à habilidade e destreza, especificamente definida como um exame feito

por pessoa com estas características. A perícia tem grande importância por examinar e trazer clareza, revelando a verdade de fatos obscuros sobre determinado assunto, necessitando, assim, de profissionais habilitados, com ca- pacidade técnica e científica, aliado à consciência ética.

Por isso, quando falamos em “perícia”, não podemos nos limitar a uma determinada área do conhecimento, como é o caso da Ciência Contábil. A perícia está vinculada a conhecimento e experiência de determina- dos objetos. Aquele que exerce a execução da perícia, chamado perito, é aquele que possui conhecimento e experiência no assunto determinado para poder emitir uma opinião sobre a matéria examinada. Assim, temos peritos-engenheiros, peritos-médicos, peritos-psicólogos, peri- tos-criminais, entre outras profissões. E, entre elas, o perito-contador, que é o profissio- nal qualificado e habilitado para lidar com questões obscuras de fatos ligados à Ciência Contábil.

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A CIÊNCIA E A PERÍCIA CRIMINAL

A CIÊNCIA E A PERÍCIA CRIMINAL

O seriado CSI Nova York tem a ciên- cia como principal aliada dos peritos criminais, com ajuda de laboratórios sofisticados, os peritos americanos têm conhecimento em química, física, genética e tecnologia avançada para desvendar os crimes. Segundo o perito brasileiro Jean Pierre Frederic, as análises científicas periciais são extremamente relevantes, pois po- dem evitar que inocentes sejam con- denados injustamente, por isso todo elemento é importante no momento da investigação pericial. Assista a en- trevista completa acessando:

http://youtu.be/fecL64J7DrE

 

Portanto, não há como ensinarmos uma pessoa a ser um perito, pois esse profissional estará habilitado a realizar tal exame, quando possui experiência e conhecimento específico em determinada área do co- nhecimento. O que podemos fazer é participarmos da formação de um profissional que será especializado e experimentado em determinada matéria ou assunto. Tendo esta qualificação, esta pessoa pode, então, ser requisitada a disponibilizar seu conhecimento no exame de fato relacionado à matéria que possui entendimento. Neste caso, ela estará realizando uma perícia. Perito não é profissão, mas sim o exercício de uma função dentro de seus conhecimentos para acurar determinado fato no âmbito de domínio.

Perícia Contábil

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Perícia Contábil 14 Ser um perito depende dos seus conhecimentos e experiência ! Por isso, esta

Ser um perito depende dos seus conhecimentos e experiência!

Por isso, esta disciplina tem a finalidade de trazer conhecimentos da perícia exercida pelos profissionais da contabilidade, apresentan- do as normativas existentes, adentrando na questão processualística e na forma de apresentação do trabalho realizado. De acordo com Hoog (2008), cada perícia, ou seja, cada trabalho executado tem suas particularidades, das quais, na maioria das vezes, requer o co- nhecimento, a vivência e a experiência do perito. Ser um perito depende dos seus conhecimentos e experiência!

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TIPOS

de perícia

a perícia, segundo o ambiente de atuação ao qual ela é solicitada, é classificada em quatro tipos de-

tectáveis e, de acordo com cada tipo, será determinado o modo de execução e o objeti- vo final (laudo ou parecer). São estes os tipos:

Perícia Contábil

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perícia judicial

A perícia judicial é aquela solicitada por requerimento ou necessida-

de dos agentes do Poder Judiciário, as quais obedecem às regras legais específicas. De acordo com Ornelas (2007, p. 15):

os magistrados são doutores em direito, mas não se pode pretender que

sejam polivalentes (técnicos em quaisquer assuntos). Além disso, há casos em que a matéria a ser julgada precisa ser esclarecida e certificada por pro- fissionais que mereçam inteira fé, nos aspectos técnicos, moral e científico.

] [

De acordo com a finalidade apontada no processo judicial, este tipo de perícia se divide de duas formas: prova ou arbitramento. A prova será quando seu objetivo é de revelar a verdade, demonstrada científica ou tecnicamente, e que subsidiará a decisão do juiz. O arbitramento se dá quando a intenção é de quantificar a obrigação segundo critério técnico.

perícia

semijudicial

É aquela realizada dentro do

aparato institucional do Estado, mas externo ao Poder Judiciário. Sua finalidade é de ser prova nos ordenamentos institucio- nais usuários, que podem ser:

policial, parlamentar (comissões de inquérito), administração tributária ou conselhos de contribuintes. É assim classi- ficada, porque estes usuários têm relativo poder jurisdicio- nal, apenas assemelhados ao judicial (ALBERTO, 2012).

ficada, porque estes usuários têm relativo poder jurisdicio- nal, apenas assemelhados ao judicial (ALBERTO, 2012).

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Pós-Graduação | Unicesumar 17 perícia extrajudicial É aquela realizada fora do âmbito do Estado e da

perícia extrajudicial

É aquela realizada fora do âmbito do Estado e da esfera judicial, solicitada por partes do ambiente privado (empresas ou pessoas físicas). Baseando-se

em Alberto (2012), a perícia extrajudicial é subdividida com base nas fina- lidades para as quais foram designadas, sendo:

• Demonstrativa: sua proposta é de apresentar a veracidade ou não do fato.

• Discriminativa: seu intuito é de efetuar levantamento dos justos termos de interesses de cada um dos envolvidos.

• Comprobativa: visa comprovar fraudes, desvios, simulações, entre outros.

perícia arbitral

É aquela realizada no âmbito de instância decisória criada pelas partes en- volvidas e não se enquadram nos tipos descritos anteriormente. Pode ser probante quando sua finalidade é ser prova na decisão, ou pode ser deci- sória quando seu produto é a própria arbitragem da controvérsia.

Perícia Contábil

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legislação aplicada à

perícia e ao perito

a perícia judicial começou a ser mencionada juridicamente no Brasil em 1939, através do Decreto-lei nº 1.608. Em 1946, com o Decreto-

lei nº 9.295, o mesmo que criou o Conselho Federal de Contabilidade com as respectivas
lei nº 9.295, o mesmo que criou o Conselho Federal de
Contabilidade com as respectivas atribuições do conta-
dor, foi oficialmente instituído a Perícia Contábil no Brasil.
Histórico judicial de regulamentação e disciplina da
perícia judicial:
• 1939: Decreto-lei 1.608. Vagas regras sobre a
perícia.
• 1946: Decreto-lei 8.579. Alterações nas normas
periciais.
• 1946: Decreto-lei 9.295. Criação do CFC e regras
para perícia contábil.
• 1973: Lei 5.869. Legislação ampla para as
perícias judiciais.
• 1992: Lei 8.455. Observações à pessoa do perito.
• 1994: Lei 8.852. Honorários periciais.
• 2001: Lei 10.358. Entrega de pareceres e laudos
(prazos).
• 2002: Lei 10.406. Domínio da matéria pelo perito
contábil.

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nomenclatura de

dispositivos reguladores

Para melhor elucidar, seguem as definições das principais nomenclaturas de dispositivos reguladores que são utilizadas.

Princípios: fundamentos da ação da ciência sobre seu objeto e seu objetivo. Dos princípios de-
Princípios:
fundamentos
da
ação da ciência
sobre seu objeto
e seu objetivo. Dos princípios de-
correm as
normas
e os
padrões.
Normas: são os
indicativos com-
Caracterizam-se pela
universalida-
portamentais, envolvendo as técnicas
de e generalidade.
e a ética, obrigatórios na execução
da
ciência. Caracterizam-se pela generali-
dade e especificidade e são obedientes
aos princípios. São mutáveis e adaptá-
veis à realidade do ambiente.
Padrões:
também
são com-
portamentos técnicos e éticos, mas
oriundos do
resultado
das
ações
dos profissionais daquela ciência.
Representam a práxis adotada, ha-
Com relação às disposições normativas
da classe contábil, veremos, posterior-
mente, nos próximos tópicos abordados.
bitualmente ou comumente.

Perícia Contábil

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auditoria x

perícia

Apesar das semelhanças encontradas no exercício da auditoria e da perícia, sendo a

principal delas a revisão de trabalhos já rea- lizados por colegas de outras ramificações,

a diferenciação entre estas duas especializa-

ções está centrada nos seus objetivos e em suas distintas finalidades. O objetivo básico da perícia é o es- clarecimento de determinados fatos ou circunstâncias, seja de forma judicial ou ex- trajudicial, como já comentamos, os quais devem ser comprovados por laudos ou pareceres. Por sua vez, a auditoria busca certificar a veracidade de registros ou procedimentos, expressando seus resultados mediante relató- rios. Já a perícia está relacionada a uma época, questionamento ou necessidade, diferente da auditoria que normalmente acaba sendo constante, atendendo um maior número de interessados e não sendo tão rigorosa em sua metodologia. A auditoria também se preocupa com

a amostragem, enquanto a perícia se volta

a um determinado campo. A auditoria está

relacionada à gestão e a perícia à eventuali- dade e especificidade. Por fim, a perícia tem como finalidade a produção de prova, enquanto a auditoria se preocupa com a revisão de procedimentos

e normas. De acordo com Hoog (2008, p. 115-116)

a diferença é que:

] [
] [

a perícia é a prova elucidativa dos

fatos, já a auditoria é mais revisão, verifi- cação, tende a ser necessidade constante repetindo-se de tempo em tempo, com menos rigores metodológicos, pois utili- za-se da amostragem. A perícia repudia a amostragem como critério e tem caráter de eventualidade e só trabalha com o universo completo, onde a opinião é ex-

pressada com rigores de cem por cento de análise.

Contudo, fica evidente que os trabalhos exe- cutados por tais profissionais são realizados de formas diferentes, visto que os objetivos pretendidos não são os mesmos.

considerações finais

Nesta unidade, a proposta geral foi de apre-

sentar o conceito de perícia enfatizando que

a mesma pode ser realizada sob diferentes

matérias, ou seja, não podemos nos limitar a uma única e exclusiva área do conhecimen- to, pois a perícia pode ser executada sobre diversas áreas e matérias. Desta forma, salientamos que não é pos- sível ensinarmos como ser um perito, já que os conhecimentos e experiências a serem aplicados dependerão da causa que está sendo discutida. Na sequência, comentamos também a respeito da legislação que compete à perícia

e ao perito, bem como os diversos tipos de

perícia, sendo a perícia judicial, semijudicial, extrajudicial e arbitral. Conhecemos cada um desses tipos de perícia e ainda em quais cir- cunstâncias cada uma delas é aplicada. Conceituamos algumas nomenclaturas de dispositivos reguladores que considera- mos serem importantes, sendo os princípios, as normas e os padrões. Abordamos a respeito das diferenças entre a auditoria e a perícia, apesar de saber que existem algumas semelhanças no exercí- cio das duas atividades, destacamos que seus objetivos e finalidades são distintos, portanto

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sua forma de execução também não será a mesma. A perícia é a prova elucidativa dos fatos, já a auditoria é mais revisão, verificação, tendendo a ter necessidade constante repe- tindo-se de tempo em tempo, com menos rigores metodológicos, já que utiliza-se da amostragem. No que concerne a função de perito, vale lembrar que profissionais especialistas e experientes em uma determinada área do conhecimento poderão ser requisitados para realizarem esse tipo de trabalho. Portanto, cabe aqui ressaltar que para poder atuar como perito, independente da área de atuação profissional, é necessário que o mesmo seja especialista no assunto ou matéria que está se propondo a inves- tigar. Contudo, para ser perito-contador é preciso ter algum conhecimento e domínio no direito tributário, bancário, comercial, financeiro, administrativo, trabalhista, cons- titucional, entre outros. Finalizamos esta unidade esperando que você tenha compreendido todos os tópicos que aqui foram discutidos, pois nossa inten- ção foi de tratar os assuntos que entendemos serem necessários para introduzir uma boa discussão sobre a perícia contábil.

“A perícia serve a uma época, a um questionamento, a uma necessidade; a au- ditoria

“A perícia serve a uma época, a um questionamento, a uma necessidade; a au- ditoria tende a ser necessidade constante, atingindo um número muito maior de interessados, sem necessidade de rigores metodológicos tão severos; basta dizer que a auditoria consagra a amostragem e a perícia a repele, como crité- rio habitual”.

Antonio Lopes de Sá

Perícia Contábil

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atividade de autoestudo

ESTUDO DE TEXTO: leia o texto a seguir e responda o que for solicitado

A Perícia Contábil é Profissão?

Paulo Cezar Ferreira de Souza

] [ Há registros, na Índia, do aparecimento do árbitro, eleito pelas partes, que desempenhava o papel de perito e juiz simultaneamente, pois, dele dependia a verificação dos fatos e a

decisão do litígio. Também há vestígios de perícia em registros no Egito e na Grécia, ao ter início a sistematização dos conhecimentos jurídicos. Aí, já se observa a utilização de espe- cialistas de diversas áreas para auxiliarem nos processos decisórios. Entretanto, é no Direito Romano primitivo que se encontra com maior clareza a figura do perito, ainda que associada a árbitro. No Sistema Romano, o magistrado recorria ao espe- cialista, que por seus conhecimentos técnicos, dispunha de melhores condições de opinar sobre a questão e elaborar um laudo que se constituía na própria sentença.

] [

Disponível em: http://goo.gl/wpo5Pt

1 - O texto fala sobre a função de árbitro e perito exercida pela mesma pessoa. Por que você acha que isso ocorria naquela época?

2 - A partir da evolução do Direito Romano, o papel do perito é solicitado pelos magistra- dos. Qual é o motivo desta iniciativa, de acordo com o texto?

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PRofIssão: PERIto CRIMINAL

por Larissa Leite

O perito é quem remonta as peças do que-

bra-cabeça de um crime para tentar buscar como aconteceu e quem é o responsável.

O perito criminal entra em cena toda vez que

acontece um crime. Ele é responsável por coletar vestígios e por produzir a chamada prova ma- terial. Vidros quebrados, escritos à mão, senhas de computador, estilhaços de balas e marcas de sangue, tudo isso pode servir de indício para re- montar os caminhos do acontecido e apontar a materialidade e a autoria do delito.

“No Brasil, o Perito Criminal acumula dois tra- balhos: do Crime Scene Investigator (CSI), que examina o local de crime, e do Forensic Expert, que faz exames em laboratórios nos vestígios recolhidos pelo CSI”, explica Bruno Telles, o pres- idente da Associação Brasileira de Criminalística (ABC).

Os crimes podem ser de diversas naturezas e uti-

lizar suportes variados, desde um assassinato com arma de fogo, até um roubo bancário pela internet. Com o fato da perícia criminal atua em vários campos, como consequência o profissional pode ser de várias áreas do conhecimento, como contadores, biólogos, químicos, engenheiros e médicos.

Os peritos podem trabalhar dentro ou fora dos laboratórios, “os mais novos e os que gostam de ‘ação’ se adequam mais nas perícias externas”, conta Telles. O presidente ainda lembra que “en- quanto dentro dos laboratórios têm-se carga de trabalho mais previsível e são ótimos locais para profissionais que gostam de desenvolver ciência, pois existe uma evolução contínua nas análises, nos equipamentos e, porque não dizer, nos tipos de crimes.”

Ao presenciar crimes brutais, esses profissionais lidam com o pior do ser humano, apesar disso, “o controle de estresse laboral ainda é um tabu para os peritos. Poucos se abrem e procuram ajuda profissional”, afirma o presidente da ABC.

“Funcionário público, aprovado em concurso, esse profissional foi concebido dentro da estru- tura das polícias civis, contudo, logo se detectou incompatibilidade de órgãos policiais e do tra- balho da perícia oficial”, explica Telles.

Desde 1989, os órgãos de perícia estão se des- vinculando das forças policiais, com o intuito de produzirem provas materiais mais confiáveis e modernas. Até o momento, 16 estados contam com perícias autônomas. O primeiro estado a conquistar a autonomia foi o Rio Grande do Sul.

http://goo.gl/uZgvoD. Acesso 09 maio de 2014

Perícia Contábil 24
Perícia Contábil
24
Perícia Contábil 24 O ASSALTO AO BANCO CENTRAL O maior assalto a banco registrado no Brasil

O

ASSALTO AO BANCO CENTRAL

O

maior assalto a banco registrado no Brasil ocorreu em 2005 quan-

do foram roubados do Banco Central de Fortaleza o equivalente a R$ 165 milhões. Para identificar os criminosos, a polícia contou com a participação de peritos papiloscopistas, os quais puderam colaborar com as investigações fornecendo pistas dos possíveis criminosos.

Para saber mais sobre o assunto acesse:

https://www.youtube.com/watch?v=OidsMghhPTw

livroassunto acesse: https://www.youtube.com/watch?v=OidsMghhPTw Perícia Contábil: Uma Abordagemteórica, Ética, Legal,

Perícia Contábil: Uma Abordagemteórica, Ética, Legal, Processual e operacional Antonio de Deus F. Magalhães, Clóvis de Souza, Hamilton L. Fávero e Mário Lonardoni Editora: Atlas Ano: 2008 sinopse: O livro é resultado de pesquisas que investigam recursos legais, teóricos e práticos que podem orientar o leitor que deseja atuar como perito na área contábil. Os autores também apresen- tam nesta obra alguns casos práticos que facilitam a compreensão do profissional que deseja ingressar neste campo.

do profissional que deseja ingressar neste campo. o CAso sHARoN GUtHRIE Web Para obter mais informações

o CAso sHARoN GUtHRIE

Web

Web

Para obter mais informações sobre assuntos relacionados à perícia judicial ou extrajudicial, bem como informações sobre a função de perito, acesse o link:

www.manualdepericias.com.br

Se você tem interesse em atuar como perito, poderá começar preparando seu currículo en- fatizando a área em que possui experiência. Quer mais dicas? Então leia o artigo publica- do por Achiles Yamaguchi na RBC Revista Brasileira de Contabilidade nº 127- janeiro/ fevereiro de 2001 por meio do endereço eletrônico:

http://www.inpecon.

com.br/index.php/

caminhos-da-pericia-judicial/

No ano de 1999, uma mulher de 54 anos que morava em Dakota nos Estados Unidos foi encontrada morta na banheira de sua casa. Exames revelaram que ela havia ingerido uma grande quantidade de um determinado medicamento.

O marido havia dito que ele mesmo foi quem sugeriu o Temazepan, pois sua esposa reclamava de dificuldades

para dormir e essa medicação era utilizada em tratamento com pessoas que tinham esse mesmo problema. Ter indicado o medicamento não poderia incriminar o marido, porém a polícia que averiguava o caso solicitou

que fosse contratado um perito para analisar o computador do marido. Enfim, o perito, especialista nesse tipo de investigação, concluiu que o acusado havia pesquisado na internet sites que informavam como matar alguém de forma eficiente sem deixar vestígios, inclusive com a indicação de uso do medicamento que a vítima havia consumido, após essa descoberta o marido foi condenado pelo crime.

A função do perito computacional foi de avaliar os fatos que já haviam ocorrido após a morte da mulher, nesse

caso específico o perito precisou analisar cuidadosamente a data em que o marido havia realizado os acessos.

Antes ou após crime? Essa resposta era de suma importância para identificar o nível de comprometimento do mesmo com o ocorrido.

Baseado no Caso relatado no artigo Perícia forense Computacional: metodologias, técnicas e ferramentas, publicado na Revista Científica Eletrônica de Ciências sociais Aplicadas da Eduvale, Ano V, Número 07, novembro de 2012, periódico semestral.

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25

relato de caso

relato de

caso

Ministério Público de Minas Gerais nomeia quatro peritos para análise em documentos que justificam reajuste da tarifa de ônibus do transporte coletivo municipal de Belo Horizonte

O Ministério Público de Minas Gerais determinou

que fosse suspenso o aumento na tarifa do trans- porte público coletivo anunciado pela Prefeitura Municipal de Belo Horizonte.

Segundo a BHTrans, após a análise realizada pela empresa Ernest & Young nos contratos de con- cessão, foram constatados aumentos nos gastos operacionais, o que a mesma acabou justificando como sendo motivo do reajuste nas passagens em torno de 7,5%.

Depois de nomear profissionais para realizar a perícia nos documentos analisados pela Ernest

& Young, o Ministério Público de Minas Gerais

recebeu relatório dos peritos apontando diversas irregularidades.

A empresa de consultoria Ernest & Young alegou

que não teve acesso aos documentos contábeis da BHTrans e nem aos consórcios, porém para emitir o relatório técnico final baseou-se apenas em dados de custos e receitas fornecidos pela própria empresa.

Os peritos apontaram que a base de dados uti-

lizada pela empresa de consultoria baseou-se no período de novembro de 2008 a abril de 2013,

o que não pode ser confirmando como sendo a

melhor forma de levantamento para avaliação dos gastos da organização para orçamentos fu-

turos.

Outras inconsistências também foram ressaltadas, como o acompanhamento em relação aos valores

pagos nos pneus adquiridos pela BHTrans e os gastos relativos ao consumo de combustíveis. No caso da compra de pneus, o preço de aqui- sição foi baseado em pesquisa por meio de acesso ao site de um único fornecedor, fato este que o Ministério Público acabou interpretando como sendo extremamente inadmissível.

Depois de receber o laudo apresentado pelos peritos que analisaram o caso, o Ministério Pú- blico de Minas Gerais entrou com uma ação civil pública assinada por seis promotores de justiça solicitando a anulação do ato administrativo, sa- lientando que os relatórios apresentados como resultados dos estudos realizados acabaram evi- denciando diversas inconsistências, as quais juri- dicamente acabam por impedir amparo técnico e administrativo.

Portanto, o Ministério Público solicita que seja mantida a liminar que declarou que a elevação nas tarifas fosse suspensa, inclusive exigindo que seja imputada multa diária de R$ 1 milhão de reais, caso a BHTrans descumpra ao pedido de interrupção nos preços das passagens do trans- porte público.

Texto baseado em notícias divulgadas pelos sites:

http://goo.gl/KbE2J1

http://goo.gl/xAWoJr

http://goo.gl/DkW3m2

2
2

PERÍCIA CONTÁBIL

Professora Especialista Letícia Suzane Moureira de Lara Professor Especialista Robinson Pereira Santos

Objetivos de Aprendizagem

• Compreender os conceitos específicos da Perícia Contábil.

• Conhecer a estrutura das Normas Brasileiras de Contabilidade - NBCs.

• Conhecer a regulamentação da Perícia Contábil e do Perito-Contador de acordo com as NBCs que tratam sobre o referido assunto

Plano de estudo

A seguir, apresentam-se os tópicos que você estudará nesta unidade:

• Introdução à Perícia Contábil

• Normas brasileiras de Contabilidade (NBC)

• Normas Brasileiras de Contabilidade NBC TP01 – Perícia Contábil

Nesta unidade, nossa intenção será de abordar a perícia especificamen- te relacionada ao conhecimento contábil.

Nesta unidade, nossa intenção será de abordar a perícia especificamen- te relacionada ao conhecimento contábil. Sendo assim, nosso objetivo será de estudar as diversas formas em que o contador poderá contri- buir com sua experiência profissional no exercício da função de perito.

Diante do exposto, cabe ressaltar que o foco de estudo será emba- sado na perícia contábil, serão apresentadas as Normas Brasileiras de Contabilidade.

Estudaremos sobre a normatização da prática da perícia contábil e do profissional contábil responsável por executar tal perícia.

Faremos a transcrição das normas de contabilidade por entendermos sua importância no que tange ao assunto. Consideramos que essa trans- crição é pertinente para nos certificarmos de que não ficará nenhum tópico sem ser apresentado e nenhum detalhe sem ser percebido, tendo em vista que a perícia deve, obrigatoriamente, ser direcionada por tais normas para que atinja o seu propósito.

No decorrer da apresentação serão efetuados alguns comentários sobre a normatização contábil dentro do próprio texto, facilitando a assimila- ção do conteúdo exposto e a interpretação tempestiva do tópico em questão.

Trataremos também das regras e procedimentos técnico-científicos que devem ser observados pelo perito contábil, no âmbito judicial, extra- judicial e arbitral, fundamentando-se nos procedimentos de execução por meio de exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, avaliação, ou certificação.

Estamos certos de que ao final desta unidade você terá uma boa compreensão a respeito da perícia contábil, bem como da função do perito-contador.

perícia contábil, bem como da função do perito-contador. Para tanto, esperamos que você não apenas leia
perícia contábil, bem como da função do perito-contador. Para tanto, esperamos que você não apenas leia

Para tanto, esperamos que você não apenas leia esta unidade, mas também aproveite para poder questionar e esclarecer as possíveis dúvidas que poderão surgir a medida que for tomando ciência das normas aqui transcritas e comentadas.

Perícia Contábil

28

introdução à

PERÍCIA CONTÁBIL

a perícia contábil está relacionada à construção de uma verdade sobre determinada matéria, em certo

aspecto ou situação, utilizando-se de procedi- mentos normatizados, técnicos e científicos, executada com a responsabilidades de pro- fissionais formados em Ciências Contábeis. O produto desta perícia tem o objetivo de apresentar à instância decisória os elemen- tos de prova necessários a fundamentar uma solução da questão em discussão. Sendo assim, Zanna (2007, p. 87) con- ceitua que a perícia referente a assuntos

relacionados à contabilidade“tem por objeto a escrituração contábil, os documentos que lhe dão suporte e as demonstrações contá- beis e financeiras dela resultante, os cálculos trabalhistas e financeiros, a apuração de haveres e seus balanços”. Para que seja possível compreender a utilização da perícia contábil em determina- da situação ou fato, é importante relembrar o objeto da contabilidade, isto é, o patri- mônio. Por isso, quando se trata de trazer elucidação a respeito de fatos que feriram, ou influenciaram, o patrimônio de uma pessoa

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29

jurídica ou física, é necessária a opinião, ou laudo (como veremos adiante) de um perito-contador.

A perícia está diretamente relacionada a discussões judiciais, onde aquele

que exerce o juízo avalia informações e depoimentos apresentados pelas partes envolvidas: o autor e o réu. Na busca pela verdade dos fatos, invariavelmente, o

juízo necessitará de um terceiro parecer, imparcial e técnico, para poder emitir seu posicionamento e decisão. Entretanto, cabe salientar que a perícia é exerci- da também fora do âmbito judicial, como veremos mais adiante.

A imagem reproduzida, a seguir, tem como proposta ilustrar de que forma as

verdades são apresentadas ou sustentadas, e ainda como se mantém o equilíbrio para que seja possível estabelecer a solução do litígio entre as partes.

PERICIAL É A BUSCA PELA VERDADE

FATOS E VERDADES VISÃO DO JUÍZO 3 AS FASES DE FATOS E VERDADES FATOS E
FATOS E
VERDADES
VISÃO DO
JUÍZO 3
AS FASES
DE FATOS E
VERDADES
FATOS E
FATOS E
VERDADES
VERDADES
VISÃO DO
VISÃO DO
AUTOR 1
RÉU 2

Fonte: Conselho Regional de Contabilidade do Paraná.

O doutrinamento da perícia contábil, assim como de outras prerrogativas que são executadas pelos profissionais da contabili- dade, está descrito nas Normas Brasileiras de

Contabilidade. Por isso, antes de iniciarmos os conceitos e aplicações da perícia contá- bil, será apresentada uma breve introdução às Normas Brasileiras de Contabilidade.

Perícia Contábil

30

normas

BRASILEIRAS

de contabilidade

(NBC)

No exercício da profissão contábil devem ser observadas as Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC), que podem ser defi- nidas com sendo um conjunto de regras e procedimentos de conduta, as chamadas normas profissionais (NBC-Ps), bem como a doutrina conceitual, os princípios, estrutura

técnica e os procedimentos, chamados de normas técnicas (NBC-Ts) a serem aplicados na realização dos trabalhos previstos, e que são aprovadas por resolução emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), que inclusive tiveram sua aprovação atuali- zada pela Resolução CFC 1.156/2009.

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31

As NBC compreendem os códigos e normatizações apresentados a seguir:

• Código de Ética Profissional do Contabilista.

• Normas de Contabilidade.

• Normas de Auditoria Independente e de Asseguração.

• Normas de Auditoria Interna.

• Normas de Perícia Contábil.

É importante salientar que as NBC, principalmente depois de aprovada a Lei

11.638/07, estão em processo de harmonização com as Normas Internacionais de Contabilidade emitidas pelo IASB - Comitê Internacional de Normas de Contabilidade e as Normas Internacionais de Auditoria e Asseguração e as Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor Público, emitidas pela IFAC - Federação Internacional de Contadores. Atualmente, com a evolução e padronização das normas internacionais de contabilidade, o Conselho Federal de Contabilidade subdividiu as normas pro- fissionais e normas técnicas de acordo com sua especificidade, conforme será apresentado a seguir.

Estrutura das Normas Profissionais

A estrutura das normas profissionais é apre-

sentada da seguinte forma:

• NBC-PG: normas gerais aplicadas aos profissionais da área contábil.

• NBC-PA: normas aplicadas especificamente aos contadores que atuam como auditor independente.

• NBC-PI: normas aplicadas especificamente aos contadores que atuam como auditor interno.

• NBC-PP: são aplicadas especificamente aos contadores que atuam como perito contábil.

que atuam como auditor interno. • NBC-PP: são aplicadas especificamente aos contadores que atuam como perito

Perícia Contábil

32

Estrutura das Normas Técnicas

A estrutura das normas técnica estão descri-

tas, conforme segue:

• NBC-TS: são as normas societárias convergentes com as Normas Internacionais.

• NBC-TSP: normas ao Setor Público, convergentes com as Normas Internacionais de Contabilidade para o Setor Público.

• NBC-TE: normas que não possuem Norma Internacional correspondente, observando as NBC-TS.

• NBC-TA: são as normas de Auditoria convergentes com as Normas Internacionais de Auditoria Independente (ISAs), emitidas

Inobservância

pela Federação Internacional de Contadores (IFAC).

• NBC-TR: são as normas de Revisão convergentes com as Normas Internacionais de Revisão (ISREs), emitidas pela IFAC.

• NBC-TO: são as normas de Asseguração convergentes com as Normas Internacionais de Asseguração (ISAEs), emitidas pela IFAC.

• NBC-TSC: são as normas para Serviços Correlatos convergentes com as Normas Internacionais para Serviços Correlatos (ISRSs), emitidas pela IFAC.

• NBC-TI: são as normas aplicadas aos trabalhos de auditoria interna.

• NBC-TP: são as normas aplicadas aos trabalhos de perícia.

A inobservância das Normas Brasileiras de Contabilidade constitui infração disciplinar,

sujeita às penalidades previstas nas alíneas“c”,“d”e“e”do art. 27 do Decreto-Lei nº 9.295/46,

e, quando aplicável, ao Código de Ética Profissional do Contabilista.

Retomando a questão conceitual da perícia contábil, as próprias Normas Brasileiras de Contabilidade se preocuparam em trazer sua definição. As normas periciais contábeis estão regulamentadas desde 1992. Com a nova estrutura normativa da classe contábil, segue na íntegra a NBC-TP-1, aprovada pelo CFC através da Resolução 1.243/09, substituin- do a anterior NBC-T-13. Para melhor acompanhamento, teceremos comentários e grifos com o intuito de utilizar a própria normatização para compreensão da perícia contábil.

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33

normas brasileiras de contabilidade NBC TP 01 – perícia contábil

Índice

Item

OBJETIVO

1

CONCEITO

2 - 5

EXECUÇÃO

6 - 17

PROCEDIMENTOS

18 - 30

PLANEJAMENTO

31 - 46

Objetivos

33

Desenvolvimento

34 - 38

Riscos e custos

39

Equipe técnica

40 - 41

Cronograma

42 - 45

Conclusão

46

TERMO DE DILIGÊNCIA

47 - 56

Aplicabilidade

49 - 54

Estrutura

55 - 56

LAUDO E PARECER PERICIAL CONTÁBIL

57 - 88

Apresentação do laudo e do parecer pericial contábil

60 - 66

Terminologia

67 - 79

Estrutura

80

Assinatura em conjunto

81 - 83

Laudo e parecer de leigo ou profissional não habilitado

84

Esclarecimentos do laudo e do parecer pericial contábil em audiência

85 - 86

Quesitos e respostas

87

Quesitos novos

88

MODELOS

Perícia Contábil

34

objetivo

1. esta Norma estabelece regras e procedimentos técnico-científicos a serem observados pelo perito, quando da elaboração de perícia contábil, no âmbito judicial, extrajudicial, inclusive arbitral, mediante o esclarecimento dos aspectos e dos fatos do litígio por meio de exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, avaliação, ou certificação.

conceito

2. A perícia contábil constitui o

conjunto de procedimentos técnico- científicos destinados a levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar à justa solução do litígio ou constatação de um fato, mediante laudo pericial contábil e/ou parecer pericial contábil, em conformidade com as normas jurídicas e profissionais, e a legislação específica no que for pertinente. Observe que seu conceito é baseado na aplicação dos conhecimentos específicos para levantar a verdade de uma determina- da matéria com a finalidade de demonstrar

àquele que tem a responsabilidade de tomar a decisão sobre um impasse.

3. O laudo pericial contábil e o parecer

pericial contábil têm por limite os próprios objetivos da perícia deferida ou contratada. O objetivo, ou o produto da perícia, é o levan- tamento de um relatório pericial (seja laudo nas questões judiciais ou parecer nas questões extrajudiciais), e este deve relatar exclusiva- mente aquilo que se refere à matéria periciada.

4. A perícia contábil, tanto a judicial como a extrajudicial, é de competência exclusiva de contador registrado em Conselho Regional de Contabilidade. Entende-se como perícia judicial aquela exercida sob a tutela da justiça. A perícia extrajudicial é aquela exercida no âmbito arbitral, estatal ou voluntária.

A perícia contábil, como a própria sequência do nome diz, é exclusiva do profissional de forma- ção na área contábil, especificamente daquele que possui curso superior em contabilidade, ou seja, do Bacharel em Ciências Contábeis. Portanto, não cabe ao técnico em contabili- dade ou mesmo aos graduados nas áreas de economia, administração e outras afins.

5. A perícia arbitral é aquela exercida sob o controle da lei de arbitragem. Perícia no âmbito estatal é executada sob o controle de órgão do estado, tais como perícia administrativa das Comissões Parlamentares de Inquérito, de perícia criminal e do Ministério Público. Perícia voluntária é aquela contratada espontaneamente pelo interessado ou de comum acordo entre as partes.

Obedecendo este posicionamento do CFC, Alberto (2012, p. 35) conceitua e define os objetivos da perícia contábil como:

“[ ]
“[
]

um instrumento técnico-científico

de constatação, prova ou demonstração, quanto à veracidade de situações, coisas ou fatos oriundos das relações, efeitos e haveres que fluem do patrimônio de quais- quer entidades”.

Alberto (2012, p. 38) elenca ainda, de acordo

com as experiências profissionais vividas por ele e por um grupo de profissionais pes- quisados pela PUC-MG, que os objetivos e finalidades da perícia contábil são:

• A informação fidedigna.

• A certificação, o exame e a análise do estado circunstancial do objetivo.

• O esclarecimento e a eliminação de dúvidas suscitadas sobre o objeto.

• O fundamento científico da decisão.

• A formulação de opinião ou juízo técnico.

• A mensuração, a análise, a avaliação ou arbitramento sobre o quantum monetário do objeto.

• Trazer à luz o que está oculto por inexatidão, erro, inverdade, má-fé, astúcia ou fraude.

execução

6. O perito-contador assistente pode, tão logo tenha conhecimento da perícia, manter contato com o perito-

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35

contador, pondo-se à disposição para

planejamento, para o fornecimento

de documentos em poder da

parte que o contratou e ainda para

a

o

execução conjunta da perícia.

Uma vez recusada a participação, o perito-contador pode permitir ao

assistente técnico acesso aos autos e aos elementos de prova arrecadados durante a perícia, indicando local

e hora para exame pelo assistente

técnico.

7. O perito-contador assistente pode, logo após sua contratação, manter contato com o advogado da parte que o contratou, requerendo dossiê completo do processo para conhecimento dos fatos e melhor acompanhamento dos atos

processuais no que pertine a perícia.

8. O perito, enquanto estiver de posse do processo ou de documentos, deve zelar por sua guarda e segurança.

9. Para a execução da perícia contábil,

o

perito deve ater-se ao objeto e

ao lapso temporal da perícia a ser realizada. 10. Mediante termo de diligência, o perito deve solicitar por escrito

todos os documentos e informações relacionadas ao objeto da perícia.

11. A eventual recusa no atendimento

a

diligências solicitadas ou qualquer

dificuldade na execução do trabalho pericial deve ser comunicada, com a

devida comprovação ou justificativa,

Perícia Contábil

36

ao juízo, em se tratando de perícia judicial; ou à parte contratante, no caso de perícia extrajudicial. 12. O perito deve utilizar os meios que

lhe são facultados pela legislação e

normas concernentes ao exercício

de sua função, com vistas a instruir

o laudo pericial contábil ou parecer

pericial contábil com as peças que julgarem necessárias. 13. O perito deve manter registros dos

locais e datas das diligências, nomes das pessoas que os atenderem, livros e documentos ou coisas

examinadas ou arrecadadas, dados

e particularidades de interesse da

perícia, rubricando a documentação examinada, quando julgarem necessário e possível, juntando o elemento de prova original, cópia ou certidão. 14. A execução da perícia, quando incluir a utilização de equipe técnica, deve ser realizada sob a orientação e supervisão do perito, que assume a responsabilidade pelos trabalhos, devendo assegurar-se que as pessoas contratadas estejam profissionalmente capacitadas à execução. 15. O perito deve documentar os

elementos relevantes que serviram de

suporte à conclusão formalizada no laudo pericial contábil e no parecer pericial contábil, por meio de papéis de trabalho, que foram considerados relevantes, visando fundamentar o laudo ou parecer e comprovar que a perícia foi executada de acordo com os despachos e decisões judiciais, bem como as normas legais e Normas Brasileiras de Contabilidade. 16. Entende-se por papéis de trabalho a documentação preparada pelo perito para a execução da perícia. Eles integram um processo organizado de registro de provas, por intermédio de termos de diligência, informações em papel, meios eletrônicos, plantas, desenhos, fotografias, correspondências, depoimentos, notificações, declarações, comunicações ou outros quaisquer meios de prova fornecidos e peças que assegurem o objetivo da execução pericial. 17. O perito-contador assistente

que assessorar o contratante, na elaboração das estratégias a serem adotadas na proposição de solução por acordo ou demanda, cumprirá, no que couber, os requisitos desta Norma.

procedimentos

18. Os procedimentos de perícia contábil visam fundamentar as conclusões que serão levadas ao laudo pericial contábil ou parecer

pericial contábil, e abrangem, total ou parcialmente, segundo a natureza e

a complexidade da matéria, exame,

vistoria, indagação, investigação,

arbitramento, mensuração, avaliação

e certificação.

19. O exame é a análise de livros, registros das transações e documentos.

20. A vistoria é a diligência que objetiva

a verificação e a constatação de

situação, coisa ou fato, de forma circunstancial.

21. A indagação é a busca de

informações mediante entrevista com conhecedores do objeto ou de fato relacionado à perícia. 22.A investigação é a pesquisa que busca trazer ao laudo pericial

contábil ou parecer pericial contábil

o que está oculto por quaisquer

circunstâncias.

23. O arbitramento é a determinação de valores ou a solução de controvérsia por critério técnico-científico.

24. A mensuração é o ato de qualificação

e quantificação física de coisas, bens, direitos e obrigações.

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37

25. A avaliação é o ato de estabelecer

o valor de coisas, bens, direitos,

obrigações, despesas e receitas.

26. A certificação é o ato de atestar

a informação trazida ao laudo

pericial contábil pelo perito- contador, conferindo-lhe caráter de autenticidade pela fé pública atribuída a este profissional.

27. Concluídas as diligências, o perito- contador apresentará laudo pericial contábil, e o perito-contador assistente seu parecer pericial contábil, obedecendo aos respectivos prazos.

28.O perito-contador, depois de concluído seu trabalho, fornecerá,

quando solicitado, cópia do laudo, ao perito-contador assistente, informando-lhe a data em que

o laudo pericial contábil será

protocolado.

29. O perito-contador assistente não

pode firmar o laudo pericial quando

o documento tiver sido elaborado

por leigo ou profissional de outra

área, devendo, neste caso, apresentar um parecer pericial contábil sobre a matéria investigada.

30. O perito-contador assistente, ao apor a assinatura, em conjunto com

o perito-contador, em laudo pericial

contábil, não pode emitir parecer pericial contábil contrário ao laudo.

Perícia Contábil

38

planejamento

31. O planejamento da perícia é a etapa do trabalho pericial, que antecede as diligências, pesquisas, cálculos e respostas aos quesitos, na qual o perito estabelece os

procedimentos gerais dos exames

a serem executados no âmbito judicial, extrajudicial para o qual foi nomeado, indicado ou contratado, elaborando-o a partir do exame do objeto da perícia. 32. Enquanto o planejamento da perícia é um procedimento prévio abrangente que se propõe a estabelecer todas as etapas da perícia, o programa de trabalho é a

especificação de cada etapa a ser realizada que deve ser elaborada com base nos quesitos e/ou no objeto da perícia. O planejamento da perícia constitui o ponto inicial para o desenvolvimento do trabalho a ser executado, com base na matéria plei- teada, e para a expectativa de remuneração, ou seja, dos cálculos dos honorários (salvo quando estes forem arbitrados pelo juiz). É na fase de planejamento em que o perito deve atentar para dois aspectos fun- damentais do processo: o que está sendo demandado e a época do acontecimento dos fatos. Portanto, é fundamental a leitura da inicial, da contestação ou da impugna- ção aos documentos juntados pelas partes e aos quesitos elaborados pelo juízo ou pelas partes.

Objetivos

33. Os objetivos do planejamento da perícia são:

a. conhecer o objeto da perícia,

a fim de permitir a adoção de

procedimentos que conduzam

à revelação da verdade, a qual

subsidiará o juízo, o árbitro ou o interessado a tomar a decisão a respeito da lide;

b. definir a natureza, a oportunidade

e a extensão dos exames a serem

realizados, em consonância com

o objeto da perícia, os termos constantes da nomeação, dos quesitos ou da proposta de

honorários oferecida pelo perito;

c. estabelecer condições para que o trabalho seja cumprido no prazo

estabelecido;

d. identificar potenciais problemas e riscos que possam vir a ocorrer no andamento da perícia;

e. identificar fatos que possam vir

a ser importantes para a solução

da demanda de forma que não passem despercebidos ou não recebam a atenção necessária;

f. identificar a legislação aplicável ao objeto da perícia;

g. estabelecer como ocorrerá a divisão das tarefas entre os membros da equipe de trabalho, sempre que o perito necessitar de auxiliares;

h. facilitar a execução e a revisão dos trabalhos.

Desenvolvimento

34. Os documentos dos autos servem como suporte para obtenção das informações necessárias à elaboração do planejamento da perícia. 35.Em caso de ser identificada a necessidade de realização de

diligências, na etapa de elaboração do planejamento, devem ser considerados, se não declarada a preclusão de prova documental, a legislação aplicável, documentos, registros, livros contábeis, fiscais e societários, laudos e pareceres já realizados e outras informações que forem identificadas como pertinentes para determinar a natureza do trabalho a ser executado. 36. O planejamento da perícia deve ser mantido por qualquer meio de registro que facilite o entendimento

dos procedimentos a serem adotados

e sirva de orientação adequada à execução do trabalho.

37. O planejamento deve ser revisado e atualizado sempre que fatos novos surjam no decorrer da perícia. 38. O planejamento deve ser realizado pelo perito-contador, ainda que

o trabalho venha a ser realizado

de forma conjunta com o perito- contador assistente, podendo este orientar-se no referido planejamento.

riscos e custos

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39

A norma também evidencia riscos, portanto,

para definir os honorários, cabe ao profissio- nal levar em consideração também os riscos

e responsabilidades que estarão envolvidos na execução dos trabalhos periciais. 39. O perito, na fase de elaboração do planejamento, com vistas a elaborar a proposta de honorários, deve avaliar os riscos decorrentes de responsabilidade civil, despesas com pessoal e encargos sociais, depreciação de equipamentos e despesas com manutenção do escritório.

Perícia Contábil

40

equipe técnica

A execução da perícia é de responsabilida- de de uma pessoa física e o perito também poderá utilizar-se de laudos emitidos por pro- fissionais de outras áreas, assim como contar com outros contadores como assistentes. 40. Quando a perícia exigir a necessidade de utilização de trabalho de terceiros (equipe de apoio, trabalho de especialistas ou profissionais de outras áreas de conhecimento), o planejamento deve prever a orientação e a supervisão do perito, que assumirá responsabilidade pelos trabalhos executados exclusivamente por sua equipe de apoio.

41. Quando a perícia exigir a utilização de perícias interdisciplinares ou trabalho de especialistas, estes devem estar devidamente registrados em seus conselhos profissionais, quando aplicável, devendo o planejamento contemplar tal necessidade.

cronograma

Cabe salientar que os prazos solicitados devem ser previamente cumpridos, portan- to a elaboração e acompanhamento de um cronograma de atividades a serem executa- das são de extrema importância para o bom andamento dos trabalhos. 42. O perito-contador deve levar em consideração que o planejamento da perícia, quando for o caso, inicia- se antes da elaboração da proposta de honorários, considerando-se que, para apresentá-la ao juízo, árbitro ou às partes no caso de perícia extrajudicial, há necessidade de se especificar as etapas do trabalho a serem realizadas. Isto implica que o perito-contador deve ter conhecimento prévio de todas as etapas, salvo aquelas que somente serão identificadas quando da execução da perícia, inclusive a possibilidade da apresentação de quesitos suplementares, o que será objeto do ajuste no planejamento.

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41

43. O planejamento da perícia deve evidenciar as etapas e as épocas em que serão executados os trabalhos, em conformidade com o conteúdo da proposta de honorários a ser apresentada, incluindo-se a supervisão e a revisão do próprio planejamento, os programas de trabalho quando aplicáveis, até a entrega do laudo.

44. No cronograma de trabalho devem ficar evidenciados, quando aplicáveis, todos os itens necessários à execução da perícia, tais como: diligências a serem realizadas, deslocamentos, necessidade de trabalho de terceiros, pesquisas que serão feitas, elaboração de cálculos e planilhas, respostas aos quesitos, prazo para entrega do laudo e outros, de forma a assegurar que todas as etapas necessárias à realização da perícia sejam cumpridas. 45. Para cumprir o prazo determinado ou contratado para realização dos trabalhos de perícia, o perito deve considerar em seus planejamentos, quando aplicáveis, entre outros, os seguintes itens:

a. o conteúdo da proposta de honorários apresentada pelo perito- contador e aceita pelo juízo, pelo árbitro ou pelas partes no caso de perícia extrajudicial ou pelo perito-contador assistente;

b. o prazo suficiente para solicitar e receber os documentos, bem como para a execução e a entrega do trabalho;

c. a programação de viagens, quando necessárias.

conclusão

46. a conclusão do planejamento da perícia ocorre quando o perito-contador completar as análises preliminares, dando origem, quando for o caso, à proposta de honorários (nos casos em que o juízo ou o árbitro não tenha fixado, previamente, honorários definitivos), aos termos de diligências e aos programas de trabalho. Um modelo de planejamento para perícia judicial encontra-se em anexo ao final desta Norma.

modelo de planejamento para perícia judicial

ITEM

12

11

10

4
5

9

8

2
3

6
7

1

Carga ou Recebimento do Processo

Entrega do Laudo Perícial Contábil

Aceitação ou não da Perícia

Proposta de Honorários

Pesquisa de Legislação

Programa de Trabalho

Assistentes Técnicos

Leitura do Processo

Prazo Suplementar

Revisões Técnicas

ATIVIDADE

Diligências

Viagens

Após estudo e análise dos autos, constando-se que há impedimento, não havendo interesse do perito ou não estando habilitado para fazer a perícia, devolver o Processo justificando o motivo da escusa. Aceitando o encargo da perícia, proceder ao planejamento. Com base na relevância, no vulto, no risco e na complexidade dos serviços, entre outros, estimar as horas para cada fase do trabalho, considerado ainda a qualificação do pessoal que participará dos serviços, o prazo para entrega dos trabalhos e a confecção de laudos interprofissionais. Uma vez aceita a participação do Períto-Contador Assistente ajustar a forma de acesso do mesmo aos trabalhos.

Exame de documentos pertinentes à perícia. Exame de livros contábeis, físcais, societários e outros. Análises contábeis a serem realizadas. Entrevistas, vistorias , indagação, investigações, informações necessárias. Laudos interprofissionais e pareceres técnicos. Cálculos, arbitramentos, mensura e avaliação a serem elaborados. Preparação e redação do laudo pericial. Proceder a revisão final do laudo para verificar eventuais correções, bem como verificar se todos os anexos citados no laudo estão na ordem lógica e corretamente enumerados Distante da expectativa de não concluir o laudo no prazo determinado pelo juiz, requer por petição prazo suplementar.

Com base no conteúdo do processo,definir a pesquisas, os estudos e o catálogo da legislação pertinente.

Após receber a intimação do Juiz, quando for o caso, retirar o Processo do Cartório/Vara.

Com base no conteúdo do processo e nos quesitos, preparar o(s) termo(s) de diligência(s) necessário(s)

Conhecer os detalhes acerca do objeto da perícia, realizado a leitura e o estudo dos autos.

Devolver os autos do processo e peticionar requerendo a juntada do laudo e levantamento ou arbitramento dos honorários. Havendo necessidade de Prazo Suplementar, em função da não-execução da Perícia no prazo inicialmente estipulado, solicitar o Prazo Suplementar antes do vencimento do primeiro prazo e replaneja os trabalhos.

Programar as viagens quando necessárias.

AÇÕES

ESTIMADO

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h

h

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h

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h

h
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TEMPO

REAL

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xx/xx/xxxx

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xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

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xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

ESTIMADO

PRAZO

xx/xx/xxxx

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xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

xx/xx/xxxx

REAL

Perícia Contábil

42

termo de diligência

O termo de diligência é a correspondência na qual o perito formaliza a solicitação de do- cumentos ou outras informações que serão necessárias para realização da perícia. 47. Termo de diligência é o instrumento por meio do qual o perito solicita

documentos, coisas, dados, bem como quaisquer informações necessárias à elaboração do laudo pericial contábil ou do parecer pericial contábil. 48. Servirá ainda para a execução de outros trabalhos que tenham sido a ele determinados ou solicitados por quem de direito, desde que tenham a finalidade de orientar ou colaborar nas decisões, judiciais ou extrajudiciais.

aplicabilidade

49. O termo de diligência deve ser redigido pelo perito, ser apresentado diretamente à parte, ao seu procurador, ou ao terceiro, por qualquer meio escrito que se possa documentar a sua entrega, contendo minuciosamente o rol dos documentos, livros, coisas, ou outros dados de que se necessite para a elaboração do laudo pericial contábil

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43

ou parecer pericial contábil. 50. Diligenciado é qualquer pessoa física ou jurídica, inclusive de direito público, que tenha a posse de documentos, coisas, dados ou informações úteis e indispensáveis para subsidiar a elaboração do laudo pericial contábil ou do parecer pericial contábil, e que o destinatário, por decorrência legal ou determinação de autoridade competente, esteja obrigado a fornecer elementos de prova.

51. O perito deve observar os prazos

a

que está obrigado por força de

determinação legal, e dessa forma, sempre mencionar o tempo máximo para o cumprimento da solicitação a que está obrigado o diligenciado.

52. O termo de diligência deve conter, quando possível, a relação dos documentos, coisas ou dados que

o perito tenha mencionado em

petição de honorários judicial ou em contrato. 53. Deve ser pensada ao laudo ou parecer cópia do termo de diligência

contendo o ciente do diligenciado ou do seu representante legal. Deve compor o texto do laudo, as informações colhidas ou não durante as buscas das provas, bem como as providências tomadas para o cumprimento do seu ofício.

Perícia Contábil

44

54. Caso ocorra a negativa da entrega dos elementos de prova ou para a colaboração na busca da verdade, deve o perito se reportar diretamente a quem o nomeou, contratou ou indicou, narrando os fatos por meio de provas e solicitando as providências cabíveis e necessárias, para que não seja imputada responsabilidade por omissão na atividade profissional.

estrutura

55. O termo de diligência deve conter os seguintes elementos:

a. identificação do diligenciado;

b. identificação das partes ou dos interessados, e, em se tratando de perícia judicial ou arbitral, o número do processo, o tipo e o juízo em que tramita;

c. identificação do perito com indicação do número do registro profissional no Conselho Regional de Contabilidade;

d. indicação de que está sendo elaborado nos termos do item 49 desta Norma;

e. indicação detalhada dos livros,

documentos, coisas e demais elementos a serem periciados, consignando as datas e/ou períodos abrangidos, podendo identificar o quesito a que se refere;

f. indicação do prazo e do local para

a exibição dos livros, documentos, coisas e elementos necessários

à elaboração do laudo pericial

contábil ou parecer pericial contábil, devendo o prazo ser compatível com aquele concedido pelo juízo, contratante ou convencionado pelas partes, considerada a quantidade de documentos, as informações necessárias, a estrutura organizacional do diligenciado e o local de guarda dos documentos;

g. após atendidos os requisitos da alínea (e), quando o exame dos livros, documentos, coisas e elementos, tiver de ser realizado junto à parte ou ao terceiro que detém em seu poder tais provas, haverá a indicação da data e hora para sua efetivação; e

h. local, data e assinatura.

56. O perito elaborará o termo de diligência, podendo adotar os modelos sugeridos em anexo ao final desta Norma.

laudo e parecer pericial contábil

O laudo e o parecer são documentos emiti-

dos no final dos trabalhos executados pelo

perito, por meio destes o profissional apre- senta suas conclusões sobre os exames e análises da perícia, portanto a norma evi- dencia a importância em observar os termos que devem ser utilizados na elaboração dos mesmos, visto que referem-se ao documen-

to fundamental para o juízo. 57. O Decreto-Lei nº 9.295/46, na alínea “c” do art. 25, determina que o laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil somente sejam elaborados por contador que esteja devidamente registrado e habilitado em Conselho Regional de Contabilidade. 58. O laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil são documentos escritos, nos quais os peritos devem registrar, de forma abrangente, o conteúdo da perícia e particularizar os aspectos e as minudências que envolvam o seu objeto e as buscas de elementos de prova necessários para a conclusão do seu trabalho. 59. Obriga a Norma que os peritos, no encerramento do laudo pericial contábil ou do parecer pericial contábil, consignem, de forma clara e precisa, as suas conclusões.

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45

Apresentação do laudo e do parecer pericial contábil

60. O laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil são orientados e conduzidos pelo perito-contador e pelo perito-contador assistente, respectivamente, que adotarão padrão próprio, respeitada a estrutura prevista nesta Norma. Neles devem ser registrados de forma circunstanciada, clara e objetiva, sequencial e lógica, o objeto da perícia, os estudos e observações realizadas, as diligências executadas para a busca de elementos de prova necessários, a metodologia e critérios adotados, os resultados devidamente fundamentados e as suas conclusões. 61. O perito não deve utilizar-se dos espaços marginais ou interlineares para lançar quaisquer escritos no laudo pericial contábil e parecer pericial contábil, ou produzir emendas ou rasuras. 62. A linguagem adotada pelo perito deverá ser acessível aos interlocutores, possibilitando aos julgadores e às partes da demanda conhecimento e interpretação dos resultados obtidos nos trabalhos periciais contábeis. Devem ser utilizados termos técnicos e o texto conter informações de forma clara. Os termos técnicos devem ser inseridos

Perícia Contábil

46

na redação do laudo pericial contábil

e do parecer pericial contábil, de

modo a se obter uma redação técnica, que qualifique o trabalho pericial, respeitadas as Normas Brasileiras de Contabilidade, bem como a legislação de regência da profissão contábil. 63. Tratando-se de termos técnicos atinentes à profissão contábil, devem, quando necessário, ser acrescidos de esclarecimentos adicionais e recomendada a utilização daqueles de maior domínio público.

64. O laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil deverão ser escritos de forma direta, devendo atender às necessidades dos julgadores e dos interessados e ao objeto da discussão, sempre com conteúdo claro e limitado ao assunto da demanda, de forma que possibilite os julgadores a proferirem justa decisão. O laudo pericial contábil

e o parecer pericial contábil não

devem conter documentos, coisas, e/ou informações que conduzam a duvidosa interpretação, para que não induza os julgadores e interessados a erro. 65. Os peritos devem elaborar o laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil utilizando-se do vernáculo, sendo admitidas apenas palavras ou expressões idiomáticas de outras línguas de uso comum nos tribunais

judiciais ou extrajudiciais. 66. O laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil devem contemplar o resultado final de todo e qualquer trabalho alcançado por meio de elementos de prova inclusos nos autos ou adquiridos em diligências que o perito-contador tenha efetuado, por intermédio de peças contábeis e quaisquer outros documentos, tipos e formas.

terminologia

67. Forma circunstanciada: a redação pormenorizada, minuciosa, efetuada com cautela e detalhamento em relação aos procedimentos e aos

resultados do laudo pericial contábil

e o parecer pericial contábil.

68. Síntese do objeto da perícia: o relato sucinto de forma que resulte numa leitura compreensiva dos fatos relatados ou na transcrição resumida dos fatos da lide sobre as questões básicas que resultaram na nomeação ou na contratação do perito. 69. Diligência: todos os procedimentos

e atos adotados pelo perito na busca

de documentos, coisas, informações ou quaisquer outros elementos de prova, bem como todos os subsídios necessários à elaboração do laudo pericial contábil e do parecer

pericial contábil, mediante termo de diligência, quando possível, desde que tais provas não estejam insertas nos autos. Ainda são consideradas diligências, as comunicações às partes, aos peritos-contadores assistentes ou a terceiros, ou petições judiciais, em decorrências de necessidade de arrecadar elementos de prova. 70. Critérios da perícia: procedimentos que servem de norma para julgar ou decidir o caminho que deve seguir o perito na elaboração do trabalho pericial. É a faculdade que tem de distinguir como proceder em torno dos fatos alegados. 71. Metodologia: conjunto dos meios dispostos convenientemente para alcançar o resultado da perícia por meio do conhecimento técnico- científico, de maneira que possa ao final inseri-lo no corpo técnico do laudo pericial contábil e do parecer pericial contábil. 72. Resultados fundamentados:

representam as consequências do trabalho técnico-científico do perito, por meio da explicitação da forma pela qual o perito chegou às conclusões da perícia. 73. Conclusão: é a quantificação, quando possível, do valor da demanda, podendo reportar-se a demonstrativos apresentados no corpo do laudo pericial contábil e

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47

do parecer pericial contábil ou em documentos. É na conclusão que o perito colocará outras informações que não foram objeto de quesitação, porém, as encontrou na busca dos elementos de prova inerentes ao objeto da perícia e que, de alguma forma, servirão de apoio para a opinião ou julgamento. 74. Anexos: são documentos elaborados pelas partes ou terceiros com o intuito de complementar a argumentação ou elementos de prova, arrecadados ou requisitados, pelo perito durante as diligências. 75. Apêndices: são documentos elaborados pelo perito com o intuito de complementar a argumentação ou elementos de prova.

76. Palavras e termos ofensivos: o perito que se sentir ofendido por expressões injuriosas, de forma escrita ou verbal, no processo, poderá tomar as seguintes providências:

a. sendo a ofensa escrita ou verbal, por qualquer das partes, peritos ou advogados, o perito ofendido pode requerer a autoridade competente que mande riscar os termos ofensivos dos autos ou cassada a palavra;

b. sendo a ofensa escrita ou verbal, por qualquer dos peritos, o perito ofendido pode requerer a autoridade competente que mande riscar os termos ofensivos dos autos

Perícia Contábil

48

 

ou cassada a palavra. Pode ainda, ser

b.

a

conclusão com quantificação

comunicado o ocorrido mediante

de valores é viável em casos de:

protocolo ao Conselho Regional de Contabilidade da sua jurisdição;

apuração de haveres; liquidação de sentença, inclusive em processos

c.

as providências adotadas, na forma prevista nos itens precedentes, não

trabalhistas; resolução de sociedade; avaliação patrimonial, entre outros;

impedem outras medidas de ordem civil ou criminal.

c.

pode ocorrer que na conclusão seja necessária a apresentação

e taxas;

77. Esclarecimentos: havendo determinação de esclarecimentos do laudo pericial contábil ou do parecer pericial contábil sem a realização de audiência, o perito fará por escrito, observando em suas respostas os mesmos procedimentos adotados quando da feitura do esclarecimento em audiência, no que for aplicável. 78. Quesitos novos e honorários suplementares: o perito deve observar os quesitos suplementares formulados pelas partes ou pelo julgador. 79. Os peritos devem, na conclusão do

de alternativas, condicionada às teses apresentadas pelas partes, casos em que cada uma apresenta uma versão para a causa. O perito deve apresentar ao juiz as alternativas condicionadas às teses apresentadas, devendo, necessariamente, serem identificados os critérios técnicos que lhes deem respaldo. Tal situação deve ser apresentada de forma a não representar a opinião pessoal do perito, consignando os resultados obtidos, caso venha a ser aceita a tese de um ou de outro demandante, como no caso de

 

laudo pericial contábil e do parecer pericial contábil, considerar as formas

discussão de índices de atualização

explicitadas nos itens seguintes:

d.

a conclusão pode ainda reportar-

a.

omissão de fatos: o perito-contador não pode omitir nenhum fato

se às respostas apresentadas nos quesitos;

relevante encontrado no decorrer de suas pesquisas ou diligências, mesmo que não tenha sido objeto de quesitação e desde que esteja relacionado ao objeto da perícia;

e.

conclusão pode ser, simplesmente, elucidativa quanto ao objeto da perícia, não envolvendo, necessariamente, quantificação de valores.

a

estrutura

80. O laudo pericial contábil e o parecer pericial contábil devem conter, no mínimo, os seguintes itens:

a. identificação do processo e das partes;

b. síntese do objeto da perícia;

c. metodologia adotada para os trabalhos periciais;

d. identificação das diligências realizadas;

e. transcrição e resposta aos quesitos:

para o laudo pericial contábil;

f. transcrição e resposta aos quesitos: para o parecer pericial contábil, onde houver divergência, transcrição dos quesitos, respostas formuladas pelo perito-contador e as respostas e comentários do perito-contador assistente;

g. conclusão;

h. anexos;

i. apêndices;

j. assinatura do perito: fará constar sua categoria profissional de contador e o seu número de registro em Conselho Regional de Contabilidade, comprovada mediante Declaração de Habilitação Profissional - DHP. É permitida a utilização da certificação digital, em consonância com a legislação vigente e as normas estabelecidas pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras - ICP-Brasil.

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49

assinatura em conjunto

81. Quando se tratar de laudo pericial contábil assinado em conjunto, pelo(s) perito-contador e perito(s)- contador(es) assistente(s), há responsabilidade solidária sobre o referido documento. 82. Em se tratando de laudo pericial contábil realizado por peritos contadores não oficiais para a área criminal, o exame só pode ser realizado após a prestação de compromisso de bem e fielmente desempenhar o encargo. 83. Quando se tratar de laudo pericial contábil realizado para área criminal, assinado em conjunto pelos peritos não oficiais, há responsabilidade solidária sobre o referido documento.

laudo e parecer de leigo ou profissional não habilitado

84. O Decreto-Lei nº. 9.295/46 e a Norma Brasileira de Contabilidade consideram leigo ou profissional não habilitado para a elaboração de laudos periciais contábeis e pareceres periciais contábeis, qualquer profissional que não seja contador habilitado perante Conselho Regional de Contabilidade.

Perícia Contábil

50

Esclarecimentos do laudo e do parecer pericial contábil em audiência

A partir deste item, a norma irá abordar sobre as perguntas/questões (quesitos) que

serão levantadas pelas partes, com o intuito de preparar o laudo/parecer relacionado à matéria que esta sendo analisada. 85. Esclarecimentos são respostas oferecidas pelo perito aos pedidos de esclarecimentos do laudo pericial contábil e parecer pericial contábil, determinados pelas autoridades competentes, quando estas por algum motivo entenderem a necessidade da presença do perito na audiência, para descrever

e explicar de maneira ordenada e pormenorizada o conteúdo do laudo pericial. Os quesitos de esclarecimentos efetuados podem ser respondidos de duas

maneiras:

a. de forma escrita: os quesitos de esclarecimentos deferidos e apresentados ao perito, no prazo legal, podem ser respondidos por escrito e, neste caso, deverá ser entregue o original, na audiência, para a juntada nos autos.

b. de forma oral: os quesitos de esclarecimentos deferidos e apresentados ao

perito, no prazo legal, podem ser respondidos de forma oral, cuidando para sanar as obscuridades, omissões, contradições ou interpretações distintas daquelas constantes no laudo pericial contábil. 86. Se for necessário efetuar diligências para arrecadar novos documentos ou outros elementos de prova, o perito deve adotar todas as providências constantes nesta Norma, não podendo, no entanto, requerer honorários complementares para aquele feito.

Quesitos e respostas

87. O perito deve observar as perguntas efetuadas pelas partes, no momento próprio dos esclarecimentos, pois tal ato se limita às respostas a quesitos

integrantes do laudo pericial, ou do parecer pericial contábil às explicações sobre

o conteúdo da lide ou sobre a conclusão.

Quesitos novos

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88. O perito-contador deve observar se os quesitos formulados nesta fase processual são pedidos de esclarecimentos sobre o seu laudo pericial contábil ou se tratam de quesitos novos. Mesmo atinente ao objeto da discussão, as respostas a esses novos quesitos ficam sujeitas ao deferimento do julgador da causa.

o perito-contador

Em relação ao perito-contador, as próprias Normas Brasileiras de Contabilidade também se preocuparam em definir seu papel e atribuições. As normas do perito também estão regulamentadas desde 1992. Entretanto, com a nova estrutura normativa da classe contá- bil, aprovada pelo CFC através da Resolução 1.244/09 a NBC-TP-1, que substitui a anterior NBC-P-2, trouxe maior esclarecimento, abrangência e clareza para direcionar a atuação do perito-contador. Na sequência, apresentaremos a normatização com grifos nos principais tópicos, com o propósito de facilitar a compreensão do conteúdo em relação à função do perito-contador.

tópicos, com o propósito de facilitar a compreensão do conteúdo em relação à função do perito-contador.

Perícia Contábil

52

normas brasileiras de contabilidade NBC PP 01 – perito contábil

Índice

Item

OBJETIVO

1

CONCEITO

2 - 4

COMPETÊNCIA PROFISSIONAL

5 - 6

HABILITAÇÃO PROFISSIONAL

7 - 13

EDUCAÇÃO CONTINUADA

14

INDEPENDÊNCIA

15

IMPEDIMENTO E SUSPEIÇÃO

16 - 24

Impedimento legal

20

Impedimento técnico-científico

21

Suspeição

22 - 24

SIGILO

25 - 27

RESPONSABILIDADE

28 - 36

Responsabilidade e ética

30 - 34

Responsabilidade civil e penal

35 - 36

ZELO PROFISSIONAL

37 - 44

ESCLARECIMENTOS

45

UTILIZAÇÃO DE TRABALHO DE ESPECIALISTA

46

HONORÁRIOS

47 - 68

Elaboração de proposta

57 - 58

Quesitos suplementares

59

Quesitos de esclarecimentos

60 - 61

Apresentação de proposta de honorários

62 - 64

Levantamento de honorários

65 - 66

Execução de honorários periciais

67

Despesas supervenientes na execução da perícia

68

MODELOS

69

objetivo

1. Esta Norma estabelece procedimentos inerentes à atuação do contador na condição de perito.

conceito

2. perito é o contador regularmente registrado em Conselho Regional de Contabilidade, que exerce a atividade pericial de forma pessoal, devendo

ser profundo conhecedor, por suas qualidades e experiências, da matéria periciada.

3. Perito-contador nomeado é o

designado pelo juiz em perícia contábil judicial; contratado é o que atua em perícia contábil extrajudicial; e escolhido é o que exerce sua função em perícia contábil arbitral.

4. Perito-contador assistente é o

contratado e indicado pela parte em perícias contábeis, em processos judiciais e extrajudiciais, inclusive arbitral.

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competência profissional

5. Competência técnico-científica pressupõe ao perito manter adequado nível de conhecimento da ciência contábil, das Normas Brasileiras de Contabilidade, das técnicas contábeis, da legislação relativa à profissão contábil e aquelas aplicáveis à atividade pericial, atualizando-se, permanentemente, mediante programas de capacitação, treinamento, educação continuada e especialização. Para tanto, deve demonstrar capacidade para:

a. pesquisar, examinar, analisar, sintetizar e fundamentar a prova no laudo pericial contábil e no parecer pericial contábil;

b. realizar seus trabalhos com a observância da equidade significa que o perito-contador e o perito- contador assistente devem atuar com igualdade de direitos, adotando os preceitos legais, inerentes à profissão contábil.

6. O espírito de solidariedade do perito não induz nem justifica a participação ou a conivência com erros ou atos infringentes às normas profissionais, técnicas e éticas que regem o exercício da profissão, devendo estar vinculado à busca da verdade fática, a fim de esclarecer o objeto da perícia de forma técnica-científica e o perito- contador assistente para subsidiar na defesa da parte que o indicou.

Perícia Contábil

54

habilitação

profissional

7. O perito deve comprovar sua habilitação profissional por intermédio da Declaração de Habilitação Profissional – DHP, de que trata a Resolução CFC nº. 871/00. É permitida a utilização da certificação digital, em consonância com a legislação vigente e as normas estabelecidas pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileiras - ICP-Brasil.

8. A DHP deve ser afixada abaixo da assinatura do perito-contador ou do perito-contador assistente, e no caso da DHP-Eletrônica, deve ser colocada na primeira folha após a assinatura de cada profissional, no laudo pericial contábil ou no parecer pericial contábil.

9. A nomeação, a contratação e a escolha do perito-contador para o exercício da função pericial contábil, em processo judicial, extrajudicial e arbitral devem ser consideradas como distinção e reconhecimento da capacidade e honorabilidade do contador, devendo este rescusar-se do encargo sempre que reconhecer não ter competência técnica ou não dispor de estrutura profissional para desenvolvê-lo, podendo utilizar o serviço de especialistas de outras áreas, quando parte do objeto da perícia assim o requerer.

10. A indicação ou a contratação para o exercício da atribuição de perito- contador assistente, em processo extrajudicial, devem ser consideradas como distinção e reconhecimento da capacidade e da honorabilidade do contador, devendo este recusar os serviços sempre que reconhecer não estar capacitado a desenvolvê- los, contemplada a utilização de serviços de especialistas de outras áreas, quando parte do objeto do seu trabalho assim o requerer. 11. A utilização de serviços de especialista de outras áreas, quando parte do objeto da perícia assim o requerer, não implica presunção de incapacidade do perito, devendo tal fato ser, formalmente, relatado no laudo pericial contábil ou no parecer pericial contábil para conhecimento do julgador, das partes ou dos contratantes. 12.A indicação ou a contratação de perito-contador assistente ocorre quando a parte ou contratante desejar ser assistida por um contador, ou comprovar algo que dependa de conhecimento técnico-científico, razão pela qual o profissional só deve aceitar o encargo se reconhecer estar capacitado com conhecimento suficiente, discernimento e irrestrita independência para a realização do trabalho.

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55

13. Para efeito de controle técnico dos laudos periciais e pareceres periciais contábeis, os Conselhos Regionais de Contabilidade devem manter relatórios atualizados contendo, no mínimo, identificação do número do processo e local de sua tramitação, para os quais foram utilizados a DHP. Tratando-se de perícia extrajudicial, inclusive arbitral, devem ser indicadas as partes para as quais foram utilizadas tais declarações.

educação continuada

14. O perito, no exercício de suas atividades, deve comprovar a participação em programa de educação continuada, na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade.

independência

15. O perito deve evitar qualquer

interferência que possa constrangê- lo em seu trabalho, não admitindo, em nenhuma hipótese, subordinar sua apreciação a qualquer fato, pessoa, situação ou efeito que possa comprometer sua independência, denunciando a quem de direito a eventual ocorrência da situação descrita.

impedimento e suspeição

16. São situações fáticas ou circunstanciais que impossibilitam o perito de exercer, regularmente, suas funções ou realizar atividade pericial em processo judicial ou extrajudicial, inclusive arbitral. Os itens previstos nesta Norma explicitam os conflitos de interesse motivadores dos impedimentos e das suspeições a que está sujeito o perito nos termos da legislação vigente e do Código de Ética Profissional do Contabilista. 17. Para que o perito possa exercer suas atividades com isenção, é fator determinante que ele se declare impedido, após, nomeado, contratado, escolhido ou indicado quando ocorrerem as situações previstas nesta Norma, nos itens abaixo.

Perícia Contábil

56

18. Quando nomeado em juízo, o perito deve dirigir petição, no prazo legal, justificando a rescusa ou o motivo do impedimento. 19. Quando indicado pela parte e não aceitando o encargo, o perito- contador assistente deve comunicar a ela sua recusa, devidamente justificada por escrito, com cópia ao juízo.

Impedimento legal

20. O perito-contador nomeado ou

escolhido deve se declarar impedido quando não puder exercer suas atividades com imparcialidade e sem qualquer interferência de terceiros, ou ocorrendo pelo menos uma das seguintes situações:

a. for parte do processo;

b. tiver atuado como perito contador contratado ou prestado depoimento como testemunha no processo;

c. tiver mantido, nos últimos dois anos, ou mantenha com alguma das partes ou seus procuradores, relação de trabalho como empregado, administrador ou colaborador assalariado;

d. tiver cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou em linha colateral até o terceiro grau, postulando no processo ou

entidades da qual esses façam parte de seu quadro societário ou de direção;

e. tiver interesse, direto ou indireto, mediato ou imediato, por si, por seu cônjuge ou parente, consanguíneo ou afim, em linha reta ou em linha colateral até o terceiro grau, no resultado do trabalho pericial;

f. exercer cargo ou função incompatível com a atividade de perito-contador, em função de impedimentos legais ou estatutários;

g. receber dádivas de interessados no processo;

h. subministrar meios para atender às despesas do litígio;

i. receber quaisquer valores e benefícios, bens ou coisas sem autorização ou conhecimento do juiz ou árbitro.

Impedimento

técnico-científico

21. O impedimento por motivos técnico- científicos a ser declarado pelo perito decorre da autonomia, estrutura profissional e da independência que devem possuir para ter condições de desenvolver de forma isenta o seu trabalho. São motivos de impedimento técnico-científico:

a. a matéria em litígio não ser de sua especialidade;

b. a constatação de que os recursos humanos e materiais de sua estrutura profissional não permitem assumir o encargo; cumprir os prazos nos trabalhos em que o perito-contador for nomeado, contratado ou escolhido; ou em que o perito-contador assistente for indicado;

c. ter o perito-contador da parte atuado para a outra parte litigante na condição de consultor técnico ou contador responsável, direto ou indireto em atividade contábil ou em processo no qual o objeto de perícia seja semelhante àquele da discussão, sem previamente comunicar ao contratante.

Suspeição

22. O perito-contador nomeado ou escolhido deve declarar-se suspeito quando, após, nomeado, contratado ou escolhido verificar a ocorrência de situações que venham suscitar suspeição em função da sua imparcialidade ou independência e, desta maneira, comprometer o resultado do seu trabalho em relação à decisão. 23. Os casos de suspeição aos quais estão sujeitos o perito-contador são

os seguintes:

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57

a. ser amigo íntimo de qualquer das partes;

b. ser inimigo capital de qualquer das partes;

c. ser devedor ou credor em mora de qualquer das partes, dos seus cônjuges, de parentes destes em

linha reta ou em linha colateral até o terceiro grau ou entidades das quais esses façam parte de seu quadro societário ou de direção;

d. ser herdeiro presuntivo ou donatário de alguma das partes ou dos seus cônjuges;

e. ser parceiro, empregador ou empregado de alguma das partes;

f. aconselhar, de alguma forma, parte envolvida no litígio acerca do objeto da discussão; e

g. houver qualquer interesse no julgamento da causa em favor de alguma das partes.

24. O perito pode ainda declarar-se suspeito por motivo íntimo.

sigilo

25. O perito, em obediência ao Código de Ética Profissional do Contabilista, deve respeitar e assegurar o sigilo das informações a que teve acesso, proibida a sua divulgação, salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo.

Perícia Contábil

58

26. O dever de sigilo subsiste mesmo na

hipótese de o profissional se desligar do trabalho antes de tê-lo concluído.

27. Os empregados designados pelo Conselho Federal de Contabilidade

e Conselhos Regionais de

Contabilidade, para efetuarem a fiscalização do exercício profissional devem ter competência legal similar à requerida do perito para o trabalho por ele realizado, e assumem compromisso de sigilo profissional semelhante.

responsabilidade

28. O perito deve conhecer as responsabilidades sociais, éticas,

profissionais e legais, às quais está sujeito no momento em que aceita o encargo para a execução de perícias

contábeis judiciais e extrajudiciais, inclusive arbitral.

29. O termo “responsabilidade” refere-se

à obrigação do perito em respeitar

os princípios da moral, da ética e do direito, atuando com lealdade, idoneidade e honestidade no desempenho de suas atividades, sob

pena de responder civil, criminal, ética

e profissionalmente por seus atos.

responsabilidade e ética

30. A responsabilidade do perito decorre da relevância que o resultado de sua atuação pode produzir para solução da lide.

31. A responsabilidade ética do perito decorre da necessidade do cumprimento dos princípios éticos, em especial, os estabelecidos no Código de Ética Profissional do Contabilista e nesta Norma.

32. Ciente do livre exercício profissional, deve, o perito-contador, sempre que possível e não houver prejuízo aos seus compromissos profissionais e suas finanças pessoais, em colaboração com o Poder Judiciário aceitar o encargo confiado, na condição de perito-contador do juízo, ou rescusar-se do encargo, no prazo legal, apresentando suas razões.

33. Cumpre ao perito-contador no exercício de seu ofício atuar com independência.

34. O perito-contador no desempenho de suas funções deve propugnar pela imparcialidade, dispensando igualdade de tratamento às partes e especialmente aos perito-contadores assistentes. Não se considera parcialidade, entre outros, os seguintes:

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59

a. atender a uma das partes ou perito-contadores assistentes, desde que se assegure igualdade de oportunidade à outra parte, quando solicitado;

b. trabalho técnico-científico anteriormente publicado pelo perito- contador que verse sobre o tema objeto da perícia.

Responsabilidade civil e penal

35. A legislação civil determina responsabilidades e penalidades para o profissional que exerce a função de perito-contador, as quais consistem em multa, indenização e inabilitação. 36. A legislação penal estabelece penas de multa, detenção e reclusão para os profissionais que exercem a atividade pericial que vierem a descumprir as normas legais.

zelo profissional

37. O termo “zelo” para o perito refere- se ao cuidado que o mesmo deve dispensar na execução de suas tarefas, em relação à sua conduta, documentos, prazos, tratamento dispensado às autoridades, aos integrantes da lide e aos demais profissionais, de forma que sua pessoa seja respeitada, seu trabalho levado a bom termo e, consequentemente, o laudo pericial

de forma que sua pessoa seja respeitada, seu trabalho levado a bom termo e, consequentemente, o

Perícia Contábil

60

contábil e o parecer pericial contábil dignos de fé pública. 38. O zelo profissional do perito na

realização dos trabalhos periciais compreende:

a. cumprir os prazos fixados pelo juiz em perícia judicial e nos termos contratados em perícia extrajudicial, inclusive arbitral;

b. assumir a responsabilidade pessoal por todas as informações prestadas, quesitos respondidos, procedimentos adotados, diligências realizadas, valores apurados e conclusões apresentadas no Laudo Pericial Contábil e no Parecer Pericial Contábil;

c. prestar os esclarecimentos determinados pelo juiz ou pelo árbitro, respeitados os prazos legais ou contratuais;

d. propugnar pela celeridade processual, valendo-se dos meios que garantam eficiência, segurança, publicidade dos atos periciais, economicidade, o contraditório e a ampla defesa;

e. ser prudente, no limite dos aspectos técnico-científicos, e atento às consequências advindas dos seus atos;

f. ser receptivo aos argumentos e críticas, podendo ratificar ou retificar o posicionamento anterior.

39.A transparência e o respeito recíproco entre o perito-contador e o perito-contador assistente pressupõem tratamento impessoal, restringindo os trabalhos, exclusivamente, ao conteúdo técnico-científico. 40. O perito é responsável pelo trabalho de sua equipe técnica, a qual compreende os auxiliares para execução do trabalho complementar do laudo pericial contábil e/ou parecer pericial contábil, tais como:

digitação, pesquisas e análises contábeis, cálculos e pesquisas pertinentes.

41. O perito, ao contratar os serviços de profissionais de outras profissões regulamentadas, deve certificar-se de que eles se encontram em situação regular perante o seu conselho profissional. São exemplos de laudos interprofissionais para subsidiar a perícia contábil:

a. avaliação de engenharia;

b. de medicina para subsidiar a perícia contábil em cálculo de indenização de perdas e danos, para apuração de danos emergentes ou lucros cessantes;

c. de perito criminal em documentos, cópia e grafotecnia para reconhecer a autenticidade ou a falsidade de documentos.

42. Sempre que não for possível concluir

o laudo pericial contábil no prazo

fixado pelo juiz, deve o perito- contador requerer a sua dilação antes de vencido aquele, apresentando os motivos que ensejaram a solicitação.

43. Na perícia extrajudicial, o perito deve estipular, de comum acordo com o contratante, os prazos necessários para a execução dos trabalhos, junto com a proposta de honorários e com

a descrição dos serviços a executar.

44. A realização de diligências para busca de provas, quando necessária,

é de responsabilidade exclusiva do

perito, podendo mediante delegação expressa autorizar terceiros, na arrecadação de elementos de prova.

autorizar terceiros, na arrecadação de elementos de prova. Pós-Graduação | Unicesumar 61 esclarecimentos 45. Em

Pós-Graduação | Unicesumar

61

esclarecimentos

45. Em defesa de sua conduta técnica profissional, o perito deve prestar esclarecimentos sobre o conteúdo do

laudo pericial contábil ou do parecer pericial contábil, em atendimento

a determinação do juiz ou árbitro

que preside o feito ou a pedido das partes.

utilização de trabalho de especialista

46. O perito pode valer-se de

especialistas de outras áreas para a realização do trabalho, desde que parte da matéria-objeto da perícia assim o requeira. Tal obrigação assumida pelo perito perante

o julgador ou contratante não

exime o especialista contratado da responsabilidade pelo trabalho executado. São exemplos de trabalho de especialista: analista de sistema, atuário, tecnólogo, geólogo, especialista em obras de artes e outros avaliadores. Neste caso, o especialista nomeado pelo juiz deve protocolizar o seu laudo em juízo e o perito-contador, ou perito- contador assistente, pode valer- se das apurações e conclusões ali constantes.

Perícia Contábil

62

honorários

47. Na elaboração da proposta de

honorários, o perito dever considerar os seguintes fatores: a relevância,

o vulto, o risco, a complexidade,

a quantidade de horas, o pessoal

técnico, o prazo estabelecido, a forma de recebimento e os laudos interprofissionais, entre outros fatores.

48. A relevância é entendida como a importância da perícia no contexto social e sua essencialidade para dirimir as dúvidas de caráter técnico- científico contábil, suscitadas em demanda judicial ou extrajudicial.

49. O vulto está relacionado ao valor da causa no que se refere ao objeto da perícia; à dimensão determinada pelo volume de trabalho; e à abrangência pelas áreas de conhecimento envolvidas.

50. O risco compreende a possibilidade do honorário pericial não ser integralmente recebido, o tempo necessário ao recebimento, bem como a antecipação das despesas necessárias à execução do trabalho. Igualmente, devem ser levadas em consideração as implicações cíveis, penais, profissionais e outras de caráter específico a que poder estar sujeito o perito.

51. A complexidade está relacionada à dificuldade técnica para a realização do trabalho pericial em decorrência do grau de especialização exigido; à

dificuldade em obter os elementos necessários para a fundamentação do laudo pericial contábil; e ao tempo transcorrido entre o fato a ser periciado e a realização da perícia. Deve ser considerado também o ineditismo da matéria periciada.

52. As horas estimadas para a realização de cada fase do trabalho é o tempo despendido para a realização da perícia, mensurado em horas trabalhadas pelo perito-contador, quando aplicável.

53. O pessoal técnico é formado pelos auxiliares que integram a equipe de trabalho do perito, estando os mesmos sob sua orientação direta e inteira responsabilidade.

54. O prazo determinado nas perícias

judiciais ou contratado nas extrajudiciais deve ser levado em conta nas propostas de honorários, considerando-se eventual exiguidade do tempo que requeira dedicação exclusiva do perito e da sua equipe para a consecução do trabalho.

55. O prazo médio habitual de liquidação compreende o tempo necessário para recebimento dos honorários.

56. Os laudos interprofissionais e outros inerentes ao trabalho são peças técnicas executadas por perito qualificado e habilitado na forma definida no Código de Processo Civil e de acordo com o conselho profissional ao qual estiver vinculado.

elaboração de proposta

57. O perito deve elaborar a proposta

de honorários estimando, quando possível, o número de horas para a realização do trabalho, por etapa e por qualificação dos profissionais (auxiliares, assistentes, seniores, etc.) considerando os trabalhos a seguir especificados:

a. retirada e entrega dos autos;

b. leitura e interpretação do processo;

c. elaboração de termos de diligências para arrecadação de provas e comunicações às partes, terceiros e peritos-contadores assistentes;

d. realização de diligências;

e. pesquisa documental e exame de livros contábeis, fiscais e societários;

f. realização de planilhas de cálculos, quadros, gráficos, simulações e análises de resultados;

g. laudos interprofissionais;

h. elaboração do laudo;

i. reuniões com peritos-contadores assistentes, quando for o caso;

j. revisão final;

k. despesas com viagens, hospedagens, transporte, alimentação, etc.;

l. outros trabalhos com despesas supervenientes.

58. O perito deve considerar, na proposta de honorários, os seguintes itens:

a. relevância e valor da causa;

b. prazos para execução da perícia;

c. local da coleta de provas e realização da perícia.

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quesitos suplementares

59. O perito deve ressaltar, em sua proposta de honorários, que esta não contempla os honorários relativos a quesitos suplementares e, se estes forem formulados pelo juiz e/ou pelas partes, pode haver incidência de honorários suplementares a serem requeridos, observando os mesmos critérios adotados para elaboração da proposta anterior.

quesitos de esclarecimentos

60. O oferecimento de respostas aos quesitos de esclarecimentos formulados pelo juiz e/ou pelas partes podem não ensejar novos honorários periciais, se forem apresentados para obtenção de detalhes do trabalho realizado. 61. O perito-contador deve analisar com zelo os quesitos de esclarecimentos, uma vez que as partes podem formulá-los com essa denominação, mas serem quesitos suplementares, situação em que o trabalho deve ser remunerado na forma prevista no item 63. Para tanto, o perito- contador poderá requerer honorários suplementares, justificando o pleito, pela caracterização de quesito suplementar.

Perícia Contábil

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Apresentação de proposta dos honorários

62. O perito-contador deve apresentar sua proposta de honorários, devidamente fundamentada, ao juízo ou contratante, podendo conter o orçamento ou este constituir-se em um documento anexo. 63. O perito-contador assistente deve explicitar a sua proposta no contrato que, obrigatoriamente, celebrará com o seu cliente, observando as normas estabelecidas pelo Conselho Federal de Contabilidade. 64. O perito-contador assistente deve estabelecer, mediante “Contrato Particular de Prestação de Serviços

Profissionais de Perícia Contábil”,

o

objeto, as obrigações das partes

e

os honorários profissionais,

podendo, para tanto, utilizar-se dos parâmetros estabelecidos nesta Norma com relação aos honorários do perito-contador. O perito- contador assistente deve adotar, no mínimo, o modelo constante nesta Norma referente ao seu contrato de prestação de serviços.

levantamento dos honorários

65. O perito-contador deve requerer

o levantamento dos honorários

periciais, previamente depositados, na mesma petição em que requer a

juntada do laudo pericial aos autos. 66. O perito-contador pode requerer

a liberação parcial dos honorários quando julgar necessário para o custeio de despesas durante a realização dos trabalhos.

o custeio de despesas durante a realização dos trabalhos. “O dever de um perito é dizer
o custeio de despesas durante a realização dos trabalhos. “O dever de um perito é dizer

“O dever de um perito é dizer a ver- dade; no entanto, para isso é neces- sário: primeiro saber encontrá-la, de- pois querer dizê-la. O primeiro é um problema científico, o segundo é um problema moral.”

nerio rojas Martin luther King

execução de honorários periciais

67. Quando os honorários periciais forem fixados por decisão judicial, estes podem ser executados, judicialmente, pelo perito- contador em conformidade com os dispositivos do Código de Processo Civil.

Despesas supervenientes na execução da perícia

68. Nos casos em que houver necessidade de desembolso para despesas supervenientes, tais como viagens e estadas, para a realização de outras diligências, o perito deve requerer ao juízo ou solicitar ao contratante o pagamento das despesas, apresentando a respectiva comprovação, desde que não estejam contempladas ou quantificadas na proposta inicial de honorários.

modelos

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69. Em anexo são apresentados os seguintes modelos exemplificativos:

Modelo nº. 01 - Escusa em perícia judicial; Modelo nº. 02 - Renúncia em perícia arbitral; Modelo nº. 03 - Renúncia em perícia extrajudicial; Modelo nº. 04 - Renúncia à indicação em perícia judicial; Modelo nº. 05 - Renúncia à indicação em perícia arbitral; Modelo nº. 06 - Renúncia em assistência em perícia extrajudicial; Modelo nº. 07 - Petição de honorários periciais; Modelo nº. 08 - Petição de juntada de laudo pericial contábil e pedido de levantamento de honorários; Modelo nº. 09 - Petição de juntada de laudo trabalhista e pedido de arbitramento de honorários; e Modelo nº. 10 - Contrato particular de prestação de serviços profissionais de perito-contador assistente.

de serviços profissionais de perito-contador assistente. A Perícia não se caracteriza como profissão, pois não

A Perícia não se caracteriza como profissão, pois não tem caráter permanente. A cada processo em que é NECESSÁRIO exercício pericial, faz-se a nomeação”.

Hamilton Luiz Favero

Perícia Contábil

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Jurandir Peralta de Souza sempre acompanhava os trabalhos realizados por um amigo da faculdade que atuava como perito na área trabalhista. Depois de certo tempo observando e auxi- liando nos cálculos, decidiu entregar seu currículo no fó- rum da cidade onde morava com intuito de pleitear uma oportunidade para também realizar trabalhos periciais naárea contábil. Alguns meses depois, foi nomeado pelo juiz para re- alizar uma perícia, cuja

área contábil. Alguns meses depois, foi nomeado pelo juiz para re- alizar uma perícia, cuja ma- téria questionada abordava sobre contratos de finan- ciamentos. Com receio de negar a solicitação e não ter outra oportunidade, acabou aceitando o convite, porém quando se deparou com os documentos para serem ana- lisados, ficou extremamente

preocupado, pois percebeu que deveria ter recusado a perícia por não ser expert no assunto. Jurandir estava impossibilitado de exercer suas atividades no caso em que foi nomeado, ele deveria ter justificado o motivo de sua recusa por impedimento previsto na norma, já que a matéria em litígio não é sua especialidade.

Elaborado pelos autores

 
   
   
 

Atualmente, grande parte das perícias realizadas na área contábil são requeridas para revisão de encargos fi-nanceiros contra Bancos e o Sistema Financeiro Habi- tacional. Para ler o material completo, acesse

nanceiros contra Bancos e o Sistema Financeiro Habi- tacional. Para ler o material completo, acesse o portal da

contabilidade, lendo O JUDI- CIÁRIO:

http://goo.gl/5X1o7i

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Nesta unidade, nossa proposta foi de apresentar conteúdos que conside- ramos serem relevantes para a realização da perícia contábil. Para tanto, abordamos sobre as Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à Perícia Contábil e ao Perito-Contador. Gostaríamos de enfatizar que a falta de cumprimento das Normas Brasileiras de Contabilidade constitui infração disciplinar, sujeita às pe- nalidades previstas pelo Decreto nº 9.295/46, e, dependendo do caso, também aplicável, ao Código de Ética Profissional do Contabilista. Essas normas determinam regras e procedimentos técnico-científicos a serem analisados pelo profissional que está executando a perícia contá- bil, no âmbito judicial, extrajudicial e arbitral, baseando-se nos aspectos

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e fatos do litígio realizado por meio de exame, vistoria, indagação, investigação, arbitramento, avaliação ou certificação. Em relação às Normas Brasileiras de Contabilidades da Perícia Contábil, tecemos comentários sobre a forma pela qual o perito executa suas atividades, seu plane- jamento de execução, procedimentos, cronograma de trabalho, riscos e custos, equipe técnica, laudo e parecer judicial, entre outros tópicos que também foram tratados na NBC TP 01. Desta mesma forma, também apresentamos as Normas Brasileiras de Contabilidade do Perito Contábil que elencou assuntos relacionados à função do perito-contador, destacando questões pautadas na competência e habilita- ção profissional, impedimento, sigilo, responsabilidade, honorários, propostas, quesitos, entre diversos outros assuntos tratados na NBC PP 01 que precisam ser compreendidos pelo perito em exercício profissional. Sendo assim, concluímos mais uma unidade na expectativa de que você também tenha aproveitado estes conteúdos para elevar seu nível de conheci- mento sobre o assunto em questão. Nosso desejo e expectativa é que você possa estar compreendendo muito mais sobre o assunto discutido agora que já chegamos ao final de mais uma

ATIVIDADE DE AUTOESTUDO

unidade. Processo Eletrônico: Modernização na Justiça do Trabalho O Tribunal Regional do Trabalho está utilizando uma nova fer- ramenta conhecida como Processo Judicial Eletrônico (PJe-JT). Sabe-se que praticamente todas as unidades da justiça do tra- balho no país já estão trabalhando com esse novo sistema, que tem como objetivo por fim aos processos físicos. Baseando-se na notícia apresentada, quais serão os benefícios e ou dificuldades quando da adoção dessa nova metodologia de trabalho nos pro- cessos trabalhistas?

Perícia Contábil 68
Perícia Contábil
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Perícia Contábil 68 Livro Título: Perícia Contábil Autor: Valder Luiz Palombo Alberto Editora: Atlas Sinopse: Esta

Livro Título: Perícia Contábil Autor: Valder Luiz Palombo Alberto Editora: Atlas Sinopse: Esta obra apresenta os trabalhos periciais de forma geral, dis- cutindo o ordenamento decisório, judicial e extrajudicial utilizando o embasamento doutrinário-institucional da perícia contábil. Aborda dois aspectos, sendo um deles, os requisitos éticos e educacionais do perito contábil e ainda a esquematização das técnicas periciais, normas existen- tes e espécies de relatórios que podem produzir, mediante exemplos e apresentação de casos reais.

Livro Título: Cálculos Trabalhistas Autor: Aristeu de Oliveira Editora: Atlas Sinopse: Nesta obra, o autor aborda especificamente cálculos trabalhis-

tas e previdenciários. Este livro atende as expectativas dos profissionais que desejam conhecer com profundidade como proceder para efetuar cálculos pertinentes à folha de pagamento, vale-transporte, 13º salário e contribuição sindical.

O material aborda além da fundamentação legal, alguns casos práticos

que facilitam a compreensão da matéria em discussão. Inclusive os relatos

atendem não apenas as questões administradas pelo departamento de pessoal de uma grande empresa, mas também as necessidades de em- presas de pequeno e médio porte.

Webas necessidades de em- presas de pequeno e médio porte. Se você deseja saber mais sobre

Se você deseja saber mais sobre as principais

discussões, novidades, publicações, entre outros assuntos sobre perícia contábil, acesse os links a seguir:

www.peritoscontabeis.com.br

www.peritocontador.com.br

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relato de caso

relato de

caso

VoCÊ sE LEMBRA Do EsCÂNDALo DA ENRoN CoRPoRAtIoN? VAMos RECoRDAR?

O caso Enron representou um dos maiores escân- dalos ocorrido no mundo dos negócios, pois a manipulação de dados contábeis permitiu que a mesma fosse conhecida por possuir uma estável situação financeira, contrariando sua realidade e sendo reconhecida como a maior empresa en- ergética do mundo. Em Manhattan, no ano de 2001, após a descoberta de fraudes nos demonstrativos da companhia, o juiz de falências dos Estados Unidos, Arthur Gon- zales informou a necessidade de serem realizadas perícias nos balanços contábeis da companhia, que acabou falindo depois de contrair dívidas e de realizar práticas contábeis ilícitas. Todas as empresas que estavam relacionadas de forma direta ou indireta com as operações da Enron foram investigadas, como: escritório de advocacia, bancos, a empresa de auditoria que prestou serviço para a companhia, entre outras. Os peritos foram incumbidos de verificar a existência de mecanismo jurídico para os acionistas da Enron, além das afiliadas da companhia, para participar das quitações das dívidas junto aos credores. Na época, a companhia devia aos credores mais de US$ 40 bilhões, suas ações sediadas em Hous- ton, que eram vendidas a mais de US$ 90 em agosto de 2000, caíram US$ 0,03 no ano seguinte, quando o colapso financeiro foi declarado. David Ducan, o ex-sócio da empresa de auditoria

independente Arthur Andersen, que realizava tra- balhos para a companhia energética Enron, con- fessou sua participação de culpa no caso quando assumiu que ordenou a destruição de milhares de documentos da Enron. Tais documentos pode- riam comprovar cumplicidade da empresa de auditoria com as irregularidades contábeis da companhia. Agências internacionais divulgaram que o caso acabou comprometendo a credibilidade da em- presa de auditoria Arthur Andersen, que analisava os demonstrativos financeiros da Enron, a qual decretou falência logo depois da descoberta das fraudes que sustentavam a ilusão de sucesso da empresa de energia. Esse caso gerou grande re- percussão no mundo, pois acabou suscitando em problemas econômicos, falta de confiabilidade no mercado de capitais, desemprego, bem como a perda de investimentos realizados em fundos de pensão da companhia, que acabaram desa- parecendo.

Extraído do site de notícias :

http://goo.gl/iwviFJ

Veja também o vídeo disponível com o resumo do Caso Enron:

http://goo.gl/hqGafx