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5 CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA DO IFSP São João da Boa Vista, 24 e

5 o CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA DO IFSP São João da Boa Vista, 24 e 25 de setembro de 2014 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo Campus São João da Boa Vista

PROJETO E CONSTRUÇÃO DE UMA HARPA A LASER

Introdução

Igor Morais Souza 1 , Carolina Helena Naveira 2 , Caio Cesar Souza de Luca 3 e Roberto Krauze Rocha da Silva 4

Em 1981 foi criada a primeira Harpa a Laser (Laser Harp), mais tarde popularizada pelo músico francês Jean Michel Jarre, que integra várias áreas da eletrônica como mapeamento de imagem, uso de sintetizadores e emissão sonora. Agora é cada vez mais comum a aplicação de tecnologias modernas em instrumentos musicais como, por exemplo, os instrumentos eletrônicos Reactable, Eigenharp e Tenori-On. Porém, as versões comerciais da Laser Harp são vendidas por um preço elevado, muitas vezes inacessível para algumas pessoas. Por isso, foi pensado em realizar um projeto e construir uma Harpa a Laser utilizando outros elementos e, também, criar uma interface computacional para controla-la.

Fundamentação Teórica

A Harpa a Laser [1] (mostrada na Fig. 1a) é um instrumento musical eletrônico que consiste em vários feixes de laser (representando as cordas de uma harpa acústica) que, quando interrompidos produzem sons. Os sons são emitidos, pois os feixes de luz geralmente estão em contado com um sensor de luminosidade que envia sinais elétricos para um circuito de controle. Atualmente são produzidas versões comerciais da Laser Harp [2] (Fig. 1b) que ao invés de utilizarem sensores de luminosidade utilizam uma câmera para mapeamento de imagem e ao invés de vários laser’s utilizam apenas um canhão de laser em que o feixe gira e é refletido em um espelho.

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Figura 1a – Laser Harp e Figura 1b – Parte do equipamento da versão comercial. Fontes: stephenhobley e laser-harp.

De acordo com MCROBERTS [3] e ARDUINO MEGA [4] Arduino (mostrado na Figura 2) é uma plataforma de prototipagem eletrônica de hardware livre, projetada com um microcontrolador Atmel AVR de placa única, com suporte de entrada/saída embutido, uma linguagem padrão, a qual tem origem em Wiring, e é essencialmente C/C++. Ele pode ser utilizado para desenvolver objetos interativos autônomos ou pode ser conectado a um software como, por exemplo, o MATLAB. O objetivo dessa plataforma é criar ferramentas que são acessíveis, com baixo custo, flexíveis e fáceis de usar.

  • 1 Estudante do Técnico em Eletrônica Integrado ao Ensino Médio, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – campus São João da Boa Vista, São João da Boa Vista/São Paulo. E-mail: igormoraiss@hotmail.com.

  • 2 Estudante do Técnico em Eletrônica Integrado ao Ensino Médio, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – campus São João da Boa Vista, São João da Boa Vista/São Paulo. E-mail: carolinanaveira@hotmail.com.

  • 3 Estudante do Técnico em Eletrônica Integrado ao Ensino Médio, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – campus São João da Boa Vista, São João da Boa Vista/São Paulo. E-mail: caio.souza.deluca@gmail.com.br.

  • 4 Professor do Técnico em Eletrônica Integrado ao Ensino Médio, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – campus São João da Boa Vista, São João da Boa Vista/São Paulo. E-mail: prof.rkrauze@gmail.com.

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O Arduino Mega é uma placa com o microcontrolador ATmega2560. Possui 54 pinos digitais de entrada e saída, dessas 15 podem ser utilizadas como saídas PWM, 16 pinos analógicos, 4 USARTs (Portas Seriais de Hardware), um cristal oscilador de 16MHz, entrada USB, entrada de alimentação, soquete de comunicação ICSP e um botão reset. O MATLAB (Matrix Laboratory) é um software interativo que se destina a cálculos numéricos e gráficos científicos. Seu elemento básico de informação é uma matriz que não requer dimensionamento. Integra análise numérica, cálculo com matrizes, construção de gráficos e processamento de sinais em ambiente fácil de usar. Sua programação é diferente das tradicionais, pois os problemas e soluções são expressos apenas como são escritos matematicamente [5].

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Figura 2 – Visão superior e inferior da placa Arduino MEGA 2560 r3. Fonte: ARDUINO MEGA 2560

Materiais e Metodologia

Os materiais que serão utilizados são:

7 laser’s vermelhos;

7 LDR’s;

7 resistores de 13KΩ;

Estrutura construída de MDF;

Máquina de fumaça;

Software MATLAB;

Software e placa Arduino.

O sistema dos laser’s será desenvolvido utilizando um divisor de tensão com um resistor e um LDR para cada feixe de laser. Quando o feixe for interrompido alterará a resistência do LDR e consequentemente a tensão sobre ele. As entradas digitais da placa Arduino Mega 2560 r3 serão conectadas no meio do divisor de tensão o que gerará uma alteração entre nível alto e nível baixo de acordo com a interrupção do feixe do laser.

A placa Arduino Mega 2560 será conectada ao computador via USB e comunicará diretamente com um software desenvolvido no MATLAB via serial. O programa no MATLAB irá definir de acordo com o laser acionado qual som deverá enviar para a saída de áudio do computador.

A estrutura da harpa será feita

em

madeira de forma que cabos e conexões passem por dentro da

estrutura. Uma fonte ATX com saídas de tensão fixa de +5V, -5V, +12V e -12V alimentará os laser’s e

divisores de tensão.

Para tornar os feixes dos laser’s visíveis será utilizada uma máquina que gere fumaça e, com a reflexão da luz dos laser’s nas partículas, tornará os feixes visíveis.

Apresentação e Discussão dos Resultados

Após

pesquisar

bibliográficas,

em

relação

ao

hardware

chegou-se

ao

modelo

dos

circuitos

de

sensoriamento e iluminação que serão utilizados junto à placa Arduino Mega 2560. For realizada a simulação computacional desse modelo no software PROTEUS, a qual é demonstrada na Figura 2.

Quanto à estrutura da Harpa, realizou-se, após rascunhos de projetos, o modelamento 3D e desenho das vistas frontal, superior e lateral esquerda no software AutoCAD, os quais são demonstrados na Figura 3. E para a montagem dessa estrutura, dentre os materiais pesquisados, o MDF foi o que se apresentou mais viável.

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Foi comprado um exemplar do laser vermelho que será utilizado no projeto e, após testes, percebeu-se a necessidade de uma máquina geradora de fumaça para tornar os feixes visíveis. Testou-se, também, a eficiência desses laser’s utilizando o circuito de sensoriamento com LDR e utilizando um receptor infravermelho. E o que apresentou melhor rendimento foi o circuito que utiliza o LDR.

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Figura 3 – Esquema elétrico de sensores e iluminação da Harpa.

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Figura 4 – Estrutura da Harpa.

Houveram tentativas de se construir a máquina de fumaça. Porém, nos projetos desenvolvidos, surgiram problemas como falta de calor na serpentina que ejeta a fumaça, com a espessura da serpentina e com o fluxo de líquido bombeado através da serpentina. Esses problemas tornaram a construção da máquina de fumaça inviável por enquanto.

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A partir de agora será feita a construção, em MDF, da estrutura da Harpa e o posicionamento dos laser’s e sensores, bem como o desenvolvimento do software e a interface gráfica.

Referências

[1]

LASER HARP. Disponível em <http://www.stephenhobley.com/blog/laser-harp-2009/>. Acesso em 20 de março de 2014.

[2]

LASER HARP. Disponível em <http://www.laser-harp.com/>. Acesso em 25 de março de 2014.

[3]

MCROBERTS, Michael. Arduino básico. Editora Novatec. São Paulo, 2011.

[4]

ARDUINO Mega. Disponível em: <http://arduino.cc/en/Main/ArduinoBoardMega>. Acesso em: 23 de abril de 2014.

[5]

MATLAB. Disponível em: <http://www.mathworks.com/products/matlab/>. Acesso em 31 de março de 2014.