2ª Parte da tarefa Comentário sobre uma tabela realizada por outro formando

Optei por comentar a tabela realizada por este colega porque identifiquei pontos de vista com os quais não poderia estar mais de acordo. É o caso, de que um professor bibliotecário tem que ter a capacidade de se adaptar constantemente a toda e qualquer realidade ou desafio que se lhe apresente. Não é de forma alguma um saber adquirido e estanque mas uma carreira de desafios e mudanças para os quais temos que ter sempre a destreza de os ultrapassar e estar constantemente em sintonia com novos processos, novas metodologias, enfim sempre a par e par com a realidade do momento. Obviamente para isso acontecer, não depende única e exclusivamente do professor bibliotecário. Há todo um processo de adaptação e mudança de mentalidades e de forma de encarar este cargo quer por parte da comunidade educativa quer pela comunidade extra escola pois cada vez mais o professor bibliotecário será uma ponte essencial entre a escola, biblioteca escolar e o meio em que se insere. Outro ponto que me suscitou uma reflexão foi o facto de referir no domínio da gestão e organização como ponto forte o facto de se possuir multidisciplinaridade de conhecimentos e de oportunidades. È evidente que com este cargo se poderá obter um maior e mais vasto leque de conhecimentos o que forçosamente acontece no dia a dia ao estar em contacto directo com diversas situações de aprendizagem de vários alunos em várias disciplinas e obrigatoriamente ao lidar de perto com um variado fundo documental. Mas será que conseguiremos ter acções de formação que nos possam actualizar e que nos permitam estar sempre na frente de todo e qualquer tipo de informação para podermos ser o suporte ou meio de transmissão de conhecimento que nos vai se exigido? Espero que sim e que todos nós contribuamos para a implementação correcta do lugar que a biblioteca escolar deveria ter. Tenho também a acrescentar que sem dúvida, enquanto a comunidade educativa não entender que só com trabalho de equipa de um só sentido (B.E.- sala de aula e não vice-versa), como salienta, é difícil implementar o novo papel que a biblioteca escolar deve representar no contexto educativo. É uma realidade que se me apresenta muitas vezes, isto é, colegas que em vez de solicitar a colaboração da biblioteca ou requisitar os equipamentos que dispomos para auxilio das aulas, trazem turmas inteiras, ou mandam os alunos sozinhos durante o período de aula para a biblioteca no sentido de serem orientados nas pesquisas que se pretendem para aquela mesma hora, sem aviso prévio, de forma a que se possa atempadamente preparar fontes e materiais de informação para se poder prestar um bom serviço. Por fim, e evidentemente, o ponto-chave que talvez seja comum a todos os formandos, no sentido de procura e troca de experiências para podermos melhorar cada vez mais as bibliotecas escolares: a avaliação. Sem dúvida é prioritária uma uniformização de critérios, de procedimentos e de meios de avaliação das bibliotecas escolares. Só em sintonia, procurando implementar uma boa auto-avaliação que permita ao professor bibliotecário poder eliminar pontos

negativos, implementar e melhorar pontos positivos, poderemos, na minha modesta opinião, alterar o papel da biblioteca escolar no contexto educativo, dar mais ênfase ao trabalho dos professores bibliotecários de forma a serem mais respeitados como profissionais da educação, que apesar de não terem componente lectiva poderão ser centro de informação, serem parceiros no ensino - aprendizagem com os outros docentes e contribuir para o sucesso dos alunos.

Comentário feito à Tabela do colega Jorge Camponês

Formanda: Maria Virgínia Pinto Feiteira Bento

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