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6 GESTÃO DE RH

TENDÊNCIAS
taxa de penetração do
trabalho temporário em
Portugal é de 0,9% da
população ativa enquanto
a média Europeia é de 1,7%, segundo
a edição de 2011 do relatório da
CIETT (confederação internacional
das empresas de emprego do sector
privado). Nos Estados Unidos é de
1,3% e no Japão 1,7%. Na Holanda,
Alemanha e França a taxa
de penetração varia entre os 2,9%
e 4,3% da população ativa.
Segundo os dados da Associação
Portuguesa das Empresas do Sector
Privado do Emprego (APESPE), em
Portugal existem cerca de 120 mil
trabalhadores temporários por mês,
sendo o volume de negócios
na ordem de 1,25 biliões de
euros/ano. Por sector de atividade,
a distribuição é a seguinte: Serviços
(40%), Administração Pública (20%),
Manufactura (15%), Construção
(15%), Agricultura (1%) e outros (9%).
Os trabalhadores temporários são de
nível semiqualificado, com idades
entre os 25 e 34 anos e existe uma
predominância do sexo feminino.
A evolução do papel socio-
económico do trabalho temporário
e da sua regulamentação nos
países desenvolvidos ou em
desenvolvimento mostra que, entre
as formas de trabalho atípico, se
posiciona como a alternativa mais
viável para atender à exigência
da flexibilidade e da rápida
mobilização dos recursos humanos
nas organizações modernas. Com
os elevados índices de desemprego
[ TRABALHO TEMPORÁRIO ]
UMA INDÚSTRIA EM EXPANSÃO
Em Portugal, os trabalhadores temporários são mulheres, de nível semiqualificado,
entre os 25 e 34 anos, e trabalham nos serviços e na Administração Pública
no mundo, tem servido como
recurso alternativo para aqueles
que se encontram na fase entre um
emprego e outro, ou para os que
procuram um primeiro emprego
possam exercer as suas atividades
profissionais com uma remuneração
digna e com todos os direitos
laborais e sociais de um
emprego formal de acordo
com as leis do Código do
Trabalho. Para as empresas
que utilizam o trabalho
temporário, constitui-se em solução
racional, lógica e económica
para repor a mão de obra do
quadro permanente, nos casos
de acréscimos extraordinários de
serviços, assim como de ausências
motivadas por férias, doenças,
acidentes de trabalho, baixas
de parto e outras situações.
AVALIAR OS FORNECEDORES
Em relação às empresas clientes
(utilizadores) recomenda-se que
avaliem profundamente os
fornecedores quanto à infra-
A
A ORIGEM DO TRABALHO TEMPORÁRIO
O trabalho temporário teve origem, segundo
consta, nos Estados Unidos da América, no
final da década de 40, em 1948, quando um
advogado chamado Winters necessitava de
apresentar um recurso à Suprema Corte.
O prazo estava a esgotar-se e ele tinha de
concluir 120 páginas dactilografadas quando,
repentinamente, a sua secretária adoeceu,
deixando-o numa situação complicada. Ao
comentar tal situação com um colega de
profissão, este lembrou-se da sua antiga
secretária Mary, que aceitou o trabalho mas
com estas condições: trabalhar só durante
as manhãs, ficar com as tardes livres e ser
remunerada pelo trabalho. Tinha assim
acabado de nascer o Trabalho Temporário, que
se alastrou para o resto dos Estados Unidos,
Europa Ocidental e mais tarde para a Ásia.
Luis Gonzaga
Ribeiro,
Diretor
da Randstad
Em Portugal existem cerca de 120 mil
trabalhadores temporários por mês
estrutura, capital, alvará, qualificação
técnica das equipas de suporte, rigor
no cumprimento das suas obrigações
fiscais, quer com os trabalhadores
quer com o Estado, transparência
nos demonstrativos de custos e
preços dos serviços, referência de
outros clientes, capacidade em gerir
o relacionamento com a empresa
utilizadora e de entender as suas
necessidades, e disposição para o
desenvolvimento de planos e ações
conjuntas para a melhoria constante
dos serviços. O Grupo Randstad é,
há mais de 13 anos consecutivos,
a empresa líder deste sector em
Portugal, tendo ganho este ano o
prémio referente ao 1.º lugar na
eleição dos Melhores Fornecedores
RH 2012, na categoria de Trabalho
Temporário e Outsourcing,
promovido pela APG.