Arranjos Experimentais Criativos em Cultura Digital

Produto 3
Consultor: Felipe Schmidt Fonseca
Setembro 2014
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Sumário
1. Introdução..................................................................................................................................................4
1.1. Duração, continuidade e abertura......................................................................................................5
1.1.1. Cultura de Abertura..................................................................................................................9
1.2. Sistema Nacional de Cultura...........................................................................................................10
1.2.1. etas do !NC.........................................................................................................................11
1.2.2. Cole"iado setorial de Arte Di"ital..........................................................................................14
2. #strat$"ias %ara uma Cultura Di"ital da Abertura...................................................................................1&
2.1.1. #stabelecer uma am%la rede de laborat'rios e(%erimentais...................................................1&
2.1.2. !romo)er o com%artil*amento em todas as eta%as.................................................................20
2.1.+. !es,uisa continuada e est-mulo . documentação...................................................................22
2.1.4. Articulação interinstitucional em rede....................................................................................24
+. Ane(o / #ntre)istas e Coment0rios.........................................................................................................21
+.1. !aulo Amoreira................................................................................................................................21
+.2. 2runo 3ianna...................................................................................................................................2&
+.2.1. !ol-ticas %4blicas....................................................................................................................2&
+.2.2. Ino)ação e e(%erimentação.....................................................................................................29
+.+. Nara Cristina Santos........................................................................................................................+0
+.+.1. Se%aração entre arte di"ital e cultura di"ital...........................................................................+2
+.4. Andreia ac*ado 5li)eira..............................................................................................................+2
+.4.1. #(%ectati)as sobre o %ro"rama %iloto 6edelabs.....................................................................++
+.4.2. Se%aração arte e cultura di"ital...............................................................................................++
+.5. aria 7ui8a 9ra"oso.......................................................................................................................+4
+.5.1. !ro"rama 6edelabs uni)ersit0rios..........................................................................................+4
+.5.2. !ol-ticas %4blicas %ara o setor.................................................................................................+5
+.5.+. In:raestrutura necess0ria nos labs uni)ersit0rios....................................................................+5
+.5.4. ;i%eror"<nicos........................................................................................................................+=
+.=. >uto N'bre"a..................................................................................................................................+1
+.=.1. ;i%eror"<nicos........................................................................................................................+1
+.=.2. 6edelabs uni)ersit0rios...........................................................................................................+1
+.1. Danillo 2arata.................................................................................................................................+9
+.1.1. 6e%osit'rios, documentação e acer)os di"itais......................................................................+9
+.1.2. etalaborat'rio......................................................................................................................41
+.1.+. 6ede social..............................................................................................................................42
+.1.4. 6esid?ncias, interc<mbios.......................................................................................................44
+.1.5. Circuito de e)entos, colaboraç@es, %arcerias..........................................................................45
+.1.=. 6edelabs uni)ersit0rios...........................................................................................................45
+.1.1. Cole"iado setorial da arte di"ital............................................................................................4=
+.&. Cleomar 6oc*a................................................................................................................................4=
+.&.1. 6edelabs..................................................................................................................................41
+.&.2. !ol-ticas %4blicas....................................................................................................................4&
+.&.+. 6estelin*a...............................................................................................................................49
4. 6e:er?ncias...............................................................................................................................................50
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1. Introdução
#ste documento consiste no terceiro e 4ltimo %roduto do estudo sobre arranAos
e(%erimentais colaborati)os em cultura di"ital %rodu8ido %ara a CoordenadoriaB>eral
de Cultura Di"ital do inist$rio da Cultura do 2rasil. Nas entre"as anteriores, :oram
desen)ol)idos um le)antamento acerca de di:erentes modelos de laborat'rios
e(%erimentais o%erando na :ronteira entre cultura e tecnolo"ia, al$m de um conAunto de
su"est@es )oltadas . im%lementação de %ol-ticas %4blicas %ara o est-mulo aos
laborat'rios de cultura e tecnolo"ia.
Nesta 4ltima eta%a, a ideia $ associar as indicaç@es mais conceituais a%ontadas nas
eta%as anteriores a %ossibilidades concretas de im%lementação de uma rede de
laborat'rios, :a8endo eco tanto a demandas %ostas %or "ru%os A0 atuantes na 0rea ,uanto
. orientação estrat$"ica de rearticular o desen)ol)imento do cam%o da cultura di"ital em
com%asso com os conte(tos nacional e internacional dos dias de *oAe. !ara isto,
trabal*aBse o di0lo"o entre a,uelas indicaç@es e as diretri8es do !lano Nacional de
Cultura B constru-do a %artir da reali8ação de tr?s ediç@es da Con:er?ncia Nacional de
Cultura B com )istas a subsidiar a elaboração do %lano setorial de arte e cultura di"ital.
Se"uindo a lin*a adotada ao lon"o desta %es,uisa, todas as an0lises e %ro%ostas
a,ui elencadas trabal*am com o *ori8onte do incenti)o a uma cultura di"ital da abertura
,ue se ocu%e da %rodução do comum, %autandoBse %elos %rinc-%ios da inclusão, da
di)ersidade, da sustentabilidade e da %rodução interdisci%linar, e %riori8ando estes como
elementos de resist?ncia .s %oss-)eis armadil*as inter%ostas %or uma %ercebida
submissão "radual da %rodução cultural .s re"ras do mercado.
Cma obser)ação im%ortante a :a8er de antemão di8 res%eito . di:iculdade em
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encontrar in:ormaç@es o:iciais sobre as Con:er?ncias Nacionais de Cultura, sobre o
Cole"iado Setorial de Arte Di"ital e sobre sua atuação Aunto ao Consel*o Nacional de
!ol-ticas Culturais. Desde linDs ,uebrados dentro do %r'%rio Eebsite do inist$rio da
Cultura at$ Eebsites inteiros retirados do ar %or conta do %er-odo eleitoral, %assando
ainda %ela :alta dos %r'%rios en)ol)idos em e:etuarem uma documentação sistem0tica e
de acesso %4blico
1
, a im%ressão ,ue se tem $ de ,ue ainda *0 muito a mel*orar na
%re%aração de um cam%o comum de atuação ,ue se baseie no com%artil*amento e
circulação de con*ecimento.
1.1. Duração, continuidade e abertura
A %rodução e(%erimental com%orta al"umas condiç@es %arado(ais. Cma das mais
im%ortantes $ sua tem%oralidade %eculiar. !or um lado a e(%erimentação re,uer ol*os
atentos ao momento, des)endando ,uest@es %resentes e :uturas. Nesse sentido, e(i"e
uma ra%ide8 de decisão e uma :le(ibilidade de modos de atuação ,ue estão mais
associadas a um %ensamento de curt-ssimo %ra8o. !or outro lado, a e(%erimentação
demanda tamb$m uma autonomia o%eracional dos indi)-duos e "ru%os en)ol)idos ,ue
s' %ode acontecer com al"uma se"urança no m$dio e lon"o %ra8os. Fuando al"um
desses %'los não est0 %resente, a %rodução e(%erimental %erde muito de sua rele)<nciaG
sem a"ilidade o%eracional %autada %elo dia a dia ela tornaBse en"essada, ao %asso ,ue
sem uma se"urança de m$dio %ra8o ela :ica demasiadamente re:$m de mudanças no
conte(to %ol-tico ou institucional.
!or outro lado, como A0 comentado anteriormente a res%eito de mecanismos de
1 !or e(em%lo, o Cole"iado Setorial de Arte Di"ital mant$m uma %0"ina no 9acebooD
H*tt%sGIIEEE.:acebooD.comICN!CArteDi"italJ:re:Kts , acessada em 2+I09I2014L. as não :oi
%oss-)el acessar %or meio dela materiais sobre o andamento dos debates e as %ro%ostas do cole"iado.
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a)aliação de %rocessos e(%erimentais, sua dimensão s' )ai a%arecer inte"ralmente a
lon"o %ra8o, ,uando seria %oss-)el identi:icar os desdobramentos, colaboraç@es e
contaminaç@es dos %roAetos. 5 ,ue indica, mais uma )e8, a necessidade de %ensar em
%ol-ticas de a%oio %ara uma construção de lon"o %ra8o e a %es,uisaIobser)ação
continuadas. Como indica !edro Soler, %ara al$m do crit$rio num$rico H,uantidade de
%essoasL ou tem%oral Hduração e re"ularidadeL e a documentação dos %roAetos, *0 um
as%ecto de "eração de )alor ,ue se re)ela com o tem%o e con:orma, se"undo o "estor,
Muma ,uestão econNmicaG o ,ue :oi "erado não s' no conte(to do %r'%rio lab, mas os
%roAetos ,ue :oram "erados a %artir disso. !or e(em%loG a %essoa ,ue %artici%ou do
%roAeto est0 a"ora reali8ando o:icinas, ou trabal*ando em outro lu"ar, etc. O interessante
a)aliar PissoQ ao lon"o do tem%o, mas nem sem%re $ %oss-)el.R HS57#6L
#ntre as di)ersas demandas identi:icadas %ara o desen)ol)imento do setor a %artir
do %resente estudo, tal)e8 a mais cr-tica seAa Austamente uma %re)isibilidade nas
%ol-ticas e %ro"ramas. De :ato, como )isto nos %rodutos anteriores deste le)antamento,
re%resentantes da 0rea no 2rasil criticam a aus?ncia de se"urança a m$dio e lon"o
%ra8os nos raros mecanismos institucionais de est-mulo . %rodução de :ronteira entre
cultura e tecnolo"ia.
De acordo com o relatado %or estas %essoas, o :inanciamento de em%resas
comerciais e instituiç@es %ri)adas costuma estar e(cessi)amente orientado . )isibilidade
midi0tica das tend?ncias do momento. 5 ,ue resulta são e(%eri?ncias %ontuais ou de
duração limitada. #ntre muitos e(em%los %odeBse mencionar o edital de Arte e
Secnolo"ia da 9undação Sele:Nnica, a reali8ação do !r?mio Ser"io otta ou a inclusão
da cultura di"ital como 0rea es%ec-:ica no edital !etrobras Cultural, iniciati)as ,ue
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desa%areceram sem dei(ar rastro.
Samb$m Hou ainda maisL no setor %4blico o cam%o %adece de uma %re)al?ncia de
%roAetosB%iloto. !ara citar somente al"uns e(em%los deste 4ltimo casoG os editais T!SA
e #s%oros de Cultura Di"ital do inist$rio da Cultura ti)eram a%enas uma edição cada.
5 !r?mio -dia 7i)re te)e duas ediç@es em anos consecuti)os e de%ois acabou. A bolsa
9unarte de %es,uisa em arte e no)as m-dias :oi concedida uma s' )e8. A rede de
!ont@es de Cultura Di"ital, criada %ara articular o desen)ol)imento de aç@es e
ca%acitação em cultura di"ital Aunto ao %ro"rama Cultura 3i)a, te)e in4meros
%roblemas desde sua im%lementação, e %osteriormente :oi rele"ada a se"undo %lano.
Como se )?, o cam%o $ e(tremamente :ra"mentado e inconstante. 5 artista e curador
7ucas 2ambo88i, comentando a res%eito de um desses %ro"ramas, a:irmou o se"uinteG
U;a)eria lastro de %4blico de interessados %ara ele continuar %or mais
,uatro ou cinco anos %elo menos, e a- se :a8er a a)aliação de continuidade
ou não. As %ol-ticas %4blicas %arecem em%errar no interesse imediatista da
"estão da,uele momento, do "abinete, do secret0rio.U H2A25VVIL
Al$m das conse,u?ncias da :alta de %re)isibilidade %ara ,uem trabal*a na 0rea,
esse descom%asso tamb$m re%ercute na aus?ncia de uma narrati)a coerente ,ue d? conta
de todas essas iniciati)as como inte"rantes de uma 0rea comum. Sur"em e desa%arecem
como iniciati)as isoladas, e se des%erdiça um imenso %otencial de coo%eração e
circulação entre di:erentes iniciati)as ,ue não se reali8a.
Sobre este %onto, !aulo Amoreira, consel*eiro do Cole"iado Setorial da Arte
Di"ital e coordenador de cultura di"ital do e,ui%amento %4blico CCCA C*e >ue)ara
em 9ortale8a, a:irma ,ue Muma sa-da %oss-)el %ara esse %er)erso c-rculo de
a)ançoIretrocesso $ o em%oderamento de a"entes culturais, "ru%os, coleti)os,
%es,uisadores, artistas e outros %ersona"ens ,ue, %ara al$m do %atroc-nio e)entual
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%ro%orcionado %ela ati)ação de determinada :erramenta de acesso a incenti)os Heditais,
%r?mios, c*amadas %4blicas...L, conse"uem manter uma ação criati)a e %roduti)a. Desse
modo, a inter)enção do #stado seria mais %ontual e mais estruturante, %ossibilitando o
sur"imento de 6edes Autossustent0)eis. Cma 6ede :ortalecida %ressu%@e, ao lon"o do
tem%o, trocas di)ersas de m4tua a:etação, decantação e remi(es H6esid?ncias,
Interc<mbios, Itiner<nciasL, mas tamb$m re,uer criação e %rocessamento multilocal,
com acessos instant<neos imediatos, "arantidos %or cone(@es de alta )elocidade ,ue
%ermitam a dissolução da autoria dentro de um :lu(o criati)o com m4lti%los a"entes
nãoBcircunscritos a limites "eo"r0:icos e culturais. Nesse momento, a sustentabilidade
da in:raestrutura necess0ria %ara esse %ro%'sito se a%resenta como um desa:io ,ue
re,uer atenção.R HA56#I6AL
Danillo 2arata, artista, curador e diretor do Centro de Cultura, 7in"ua"ens e
Secnolo"ias A%licadas HC#CC7SL da C962 e consel*eiro su%lente do Cole"iado de
Arte Di"ital, su"ere ,ue Mtal)e8 o "rande di:erencial %oderia ser %ensar uma cota :i(a
como as a"?ncias de :omento colocamG bolsas es%ec-:icas, .s )e8es de %roduti)idade de
%es,uisa, %ara o incenti)o de )0rios "ru%os e a- tal)e8 :osse uma coisa mais diri"ida
mesmo. !ensar de :orma multidisci%linar. Se ti)er um "ru%o ,ue eu A0 ten*o a:inidade
%ara colaborar, $ muito bacana ter as condiç@es %ara %oder :a8er isso. As aAudas *oAe são
muito es%açadas e não t?m continuidade, e isso ,uebra inclusi)e %or,ue estamos
trabal*ando em redes. as as redes %recisam de alimentação cotidiana, %recisam ser
alimentadasR. H2A6ASAL.
O ur"ente elaborar e im%lementar %ol-ticas de est-mulo . %rodução e(%erimental e
. %rodução cr-tica em cultura di"ital ,ue seAam %ermanentes ou, no m-nimo, %roAetem
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um *ori8onte mais am%lo do ,ue se costuma estar colocado. A necessidade de trabal*ar
de maneira mais a%ro%riada a tem%oralidade %r'%ria da 0rea e sua continuidade nas
%ol-ticas %4blicas )oltadas aos arranAos criati)os coleti)os em cultura di"ital ser0
trabal*ada ao lon"o deste documento, lançandoBse mão %rinci%almente de mecanismos
democr0ticos institucionali8ados de construção e acom%an*amento de %ol-ticas
%4blicas. as em %rimeiro lu"ar, %ara estabelecer o cen0rio, )amos retomar a discussão
conceitual iniciada no ma%eamento de conte(to ,ue inau"urou a %resente %es,uisa.
1.1.1. Cultura de Abertura
Como indicado no %rimeiro %roduto desta %es,uisa H95NS#CAL, a a:irmação
%ol-tica de uma cultura di"ital %articularmente brasileira e(i"e ,ue se re%ense de
maneira mais a%ro:undada o %a%el das tecnolo"ias e redes di"itais nos tem%os atuais.
ais do ,ue retomar a ideia de cultura li)re tão bem desen)ol)ida ao lon"o da d$cada
%assada nas %ol-ticas do inist$rio da Cultura, o momento abre a %ossibilidade de
%ro%or discuss@es latentes tanto no 2rasil ,uanto no e(terior. Cm camin*o %otencial
identi:icado %or esta consultoria trata da ideia de uma cultura de abertura, ,ue
direcionaria seu ol*ar menos %ara a ,uestão obAeti)a das licenças de direito autoral
li"adas a cada obAeto di"ital com%artil*ado em rede e mais %ara a adoção da abertura
como :undamento estruturador em sentido am%lo. #m outras %ala)ras, uma %ostura de
abertura ,ue reor"ani8aria todo o %rocesso de criar, %rodu8ir, dis%onibili8ar e circular a
%rodução cultural.
A cultura di"ital da abertura o%era de maneira colaborati)a, com%artil*ada e em
rede desde o berço. #la su"ere maneiras r0%idas, *eterodo(as e inclusi)as %ara esca%ar a
im%asses %resentes *0 anos em di)ersas ,uest@es das %ol-ticas culturaisG :ormação de
%4blico, educação %ro:issional, sustentabilidade, inte"ração entre local e "lobal,
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%reser)ação de identidade e di)ersidade, entre outras.
!ara articular uma %ol-tica de cultura di"ital ,ue dialo"ue com a ideia de abertura
como %osicionamento e(%l-cito, $ :undamental incor%orar %rinc-%ios A0 e(%ressos nas
estrat$"ias e recomendaç@es indicadas no se"undo %roduto desta consultoria
H95NS#CAL. São elesG
• A conce%ção de es%aços de %rodução e ação interconectados em rede Hrede de
laborat'riosLW
• 9ormas de %romo)er o com%artil*amentoW
• A%oio . %es,uisa continuada e documentaçãoW
• Articulação interinstitucional em rede.
6etomaremos a estes %ontos o%ortunamente. !rimeiramente, entretanto, :a8Bse
necess0rio introdu8ir os mecanismos de elaboração e im%lementação de %ol-ticas
culturais ,ue des%ontam como o canal le"-timo %ara o debate e construção das
estrat$"ias acima.
1.2. Sistema Nacional de Cultura
5 Sistema Nacional de Cultura HSNCL $ um instrumento institucional :ormali8ado
atra)$s de emenda constitucional a%ro)ada em 2012. 6esultado do %rocesso
a%ro:undado e %artici%ati)o de construção ,ue cristali8ouBse ao lon"o de tr?s ediç@es da
Con:er?ncia Nacional de Cultura, o SNC %re)? a re"ulamentação das %ol-ticas %4blicas
de cultura no territ'rio nacional. 5 SNC sur"e como %rinci%al articulador do !lano
Nacional de Cultura H!NCL, a%ro)ado em 2010 como resultado do mesmo %rocesso.
#ntre as in4meras ino)aç@es criadas %elo %rocesso ,ue culminaria no SNC, destacamBse
%ara os :ins deste le)antamento as etas do !NC e os Cole"iados Setoriais.
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1.2.1. etas do P!C
5 %rocesso de elaboração do !NC :oi consolidado nas Con:er?ncias Nacionais de
Cultura, ,ue reuniam as demandas e a%ontamentos col*idos nas Con:er?ncias #staduais
e unici%ais, bem como das !r$Bcon:er?ncias Setoriais. Discuss@es %4blicas e abertas
.s ,uais :oram con)idados todos os setores interessados em %ol-ticas culturais, as
Con:er?ncias resultaram em 5+ metas ,ue traçam o *ori8onte da,uilo ,ue se %retende
alcançar no cam%o das %ol-ticas culturais brasileiras at$ o ano de 2020.
Abai(o estão elencadas a,uelas metas ,ue "uardam al"uma relação com o obAeto
desta %es,uisa. A relação se d0 %or )e8es de :orma mais direta e e)idente, como $ o
caso da eta 4+, ,ue trata da im%lantação de laborat'rios de arte e tecnolo"ia em cada
um dos estados brasileiros. as a%arece tamb$m de :orma indireta com outras metas,
uma )e8 ,ue B como como comentado anteriormente B, este estudo demonstrou a
rele)<ncia de %romo)erBse uma %ostura de abertura ,ue no limite %oderia reor"ani8ar
todo o %rocesso de criação, %rodução, dis%onibili8ação e circulação da %rodução
cultural.
Metas do PNC relacionadas a arranjos criativos colaborativos em cultura diital
eta + Carto"ra:ia da di)ersidade das e(%ress@es culturais em todo o territ'rio
brasileiro.
eta & 110 territ'rios criati)os recon*ecidos.
eta 9 +00 %roAetos de a%oio . sustentabilidade econNmica da %rodução cultural
local.
eta 14 100 mil escolas %4blicas de #ducação 20sica desen)ol)endo
%ermanentemente ati)idades de arte e cultura.
eta 19 Aumento em 100X no total de %essoas bene:iciadas anualmente %or
aç@es de :omento . %es,uisa, :ormação, %rodução e di:usão do
con*ecimento.
eta 2+ 15 mil !ontos de Cultura em :uncionamento, com%artil*ados entre o
>o)erno 9ederal, as Cnidades da 9ederação HC9sL e os munic-%ios
inte"rantes do Sistema Nacional de Cultura HSNCL.
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eta 25 Aumento em 10X nas ati)idades de di:usão cultural e interc<mbio
nacional e internacional.
eta ++ 1.000 es%aços culturais inte"rados a es%orte e la8er em :uncionamento.
eta +5 50X de bibliotecas %4blicas e museus moderni8ados.
eta 40 Dis%onibili8ação na internet dos se"uintes conte4dos, ,ue esteAam em
dom-nio %4blico ou licenciados H)0riosL
eta 41 100X de bibliotecas %4blicas e 10X de museus e ar,ui)os
dis%onibili8ando in:ormaç@es sobre seu acer)o no SNIIC.
eta 42 !ol-tica %ara acesso a e,ui%amentos tecnol'"icos sem similares nacionais
:ormulada.
eta 4+ 100X das Cnidades da 9ederação HC9sL com um n4cleo de %rodução
di"ital audio)isual e um n4cleo de arte tecnol'"ica e ino)ação.
eta 45 450 "ru%os, comunidades ou coleti)os bene:iciados com aç@es de
Comunicação %ara a Cultura.
eta 4= 100X dos setores re%resentados no Consel*o Nacional de !ol-tica
Cultural HCN!CL com cole"iados instalados e %lanos setoriais elaborados
e im%lementados.
6elação entre as metas do !NC e as su"est@es de encamin*amento constantes no
%roduto 2 do %resente le)antamentoG
Propostas produto 2 Metas PNC relacionadas
1.In:raBestrutura di"ital %ara
documentação e %ublicação
+, &,19,40, 41, 4+, 45
2. etaBlaborat'rio 9,2+,++,+5,42,4+
+.5cu%aç@es, resid?ncias e interc<mbios 9,14,19,2+,25,++,42,4+,45
4.Circuito 9,2+
Al"umas destas etas tratam de obAeti)os comuns a todas as 0reas da cultura. O o
caso da eta 4=, ,ue %re)? ,ue todos os setores re%resentados no CN!C ten*am
im%lementados os seus %r'%rios cole"iados e %lanos setoriaisW ou da eta +, ,ue %ro%@e
uma carto"ra:ia de e(%ress@es culturais. 5utras tratam de aç@es ,ue tan"enciam o
cam%o da %rodução e(%erimental e cr-tica em cultura di"ital como a eta 2+ ,ue
12
estabelece o obAeti)o de 15 mil !ontos de Cultura, a eta 45 ,ue busca c*e"ar a 450
"ru%os com aç@es de Comunicação %ara a Cultura, a eta 41 ,ue :ala sobre a
inte"ração de acer)os de bibliotecas e museus ao SNIIC, a eta +5 ,ue :ala em 50X de
bibliotecas e museus moderni8ados, entre outras. DestacaBse ainda a im%ort<ncia da
eta 42, ,ue su"ere uma %ol-tica de acesso a e,ui%amentos im%ortados ,ue não ten*am
similares nacionais, %ara a e(%erimentação com no)as tecnolo"ias ,ue :re,uentemente
encontramBse Austamente nesta situação.
Como comentado, a eta ,ue %areceria a%resentar maior %otencial de di0lo"o
direto com uma rede de laborat'rios seria a 4+, ,ue determina ,ue todas as Cnidades da
9ederação ten*am um n4cleo de %rodução di"ital audio)isual e um n4cleo de arte
tecnol'"ica e ino)ação. #ntretanto, le)andoBse em conta as %ro%ostas, de%oimentos e
an0lises desen)ol)idas ao lon"o desta %es,uisa, $ im%ortante tamb$m indicar ,ue a ideia
de uma cultura di"ital )oltada . abertura de)e estar :undamentalmente re%resentada em
outras metas como a 25 Hdi:usão cultural e interc<mbioL, a eta 19 H:omento . %es,uisa,
:ormação, %rodução e di:usão do con*ecimentoL e a 2+ H!ontos de CulturaL. SratouBse
neste documento e nos anteriores, a:inal, de so%esar a %rioridade de "randes
in)estimentos em e,ui%amentos :rente ao %otencial criati)o e %roduti)o ,ue resultaria
de um :oco maior no interc<mbio, nas ocu%aç@es, nas resid?ncias, nos circuitos de
e)entos e em outros :ormatos mais :le(-)eis ,ue se o%eracionali8em em rede.
Cma obser)ação es%ecial :ica ainda %ara a,uelas metas H& e 9L mais li"adas ao
cam%o da #conomia Criati)a. A,ui $ im%ortante adotar uma %ostura cr-tica, como A0
su"erido anteriormente, atra)$s da ,ual seAa %ro%osta uma re:le(ão acerca da rele)<ncia
social da #conomia Criati)a, de seu di0lo"o com as tecnolo"ias sociais e com a
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economia solid0ria. #m sendo esta a %ers%ecti)a, a,uelas aç@es na :ronteira entre
cultura e tecnolo"ia, o%erando em redes de laborat'rios, trabal*ando uma cultura da
abertura e ainda %ro%ondo a a%ro%riação cr-tica e a e(%erimentação, tudo isto em
conAunto contribui %ara enri,uecer as estrat$"ias, metodolo"ias e aç@es %ara a
construção de %ol-ticas ,ue %romo)am a articulação entre cultura e economia sem
incorrer em uma submissão .s re"ras do mercado.
1.2.2. Colegiado setorial de Arte Digital
6es%ondendo . eta 4= do !NC Hcriação de Cole"iados Setoriais %ara todas as
0reas re%resentadas no Consel*o Nacional de !ol-ticas CulturaisL, :ormouBse o
Cole"iado Setorial de Arte Di"ital %ara com%or e le"itimar a re%resentação do setor no
CN!C, 'r"ão ,ue tem %or obAeti)os elaborar %ol-ticas culturais e atuar como %onte entre
"o)erno e sociedade. A %artir de sua im%lementação, o Cole"iado am%lia)a a
re%resentação da arte di"ital, ,ue at$ então conta)a a%enas com uma consel*eira
H!atricia CanettiL. 5 Cole"iado conta desde então com 1+ membros da sociedade ci)il,
re%resentados %or um consel*eiro titular H!aulo AmoreiraL e uma consel*eira su%lente
HAndreia ac*ado 5li)eiraL. 5s re%resentantes eleitos, se"undo eBmail de Canetti
en)iado a "ru%os de discussão no :im de 2012, teriam a atribuição de criar os %lanos
setoriais da Arte Di"ital e da Cultura Di"ital HCAN#SSIL.
Durante a nossa %es,uisa, ,ue incluiu a re)isão de :ontes secund0rias e entre)istas
com %essoasBc*a)e, :icou em e)id?ncia a :alta de uma estrat$"ia ,ue inte"re de arte e
cultura di"ital. De :ato, nas con)ersas com atuais inte"rantes do Cole"iado, %or )e8es
:oi e(%osta uma tensão entre %ers%ecti)as di:erentes ,ue em 4ltima inst<ncia de:iniriam
a se%aração entre esses dois %lanos. A cultura di"ital :a8 re:er?ncia ao *ist'rico descrito
no %rimeiro %roduto deste estudo, tribut0rio da a%ro(imação entre o %ro"rama cultura
14
)i)a e as )ertentes culturais sur"idas em torno do mo)imento do so:tEare li)re. !or sua
)e8, a arte di"ital anseia %elo le"-timo recon*ecimento da 0rea :rente .s instituiç@es e
%ol-ticas %4blicas de cultura.
!ara a consel*eira Andreia ac*ado 5li)eira, MSe a "ente entende ,ue a arte
di"ital $ a cultura di"ital, a cultura di"ital $ muito am%la, e a- n's não obteremos
:omento %ara a %rodução da arte di"ital, ,ue $ muito es%ec-:ica. Nosso sentido de :a8er
esse recorte $ Austamente %ara ,ue conse"uir criar esse cam%o da arte di"ital dentro do
2rasilR. HAC;AD5 57I3#I6AL
5 mesmo %osicionamento $ e(%resso %ela !ro:a. Nara Cristina SantosG
MFuando se :ala de cultura di"ital, o termo di"ital tem um %eso ,ue a "ente
%oderia entender como um )asto cam%o de cultura ,ue en)ol)e as
tecnolo"ias di"itais. No entanto, na *ora de buscar )erbas, de estrat$"ias de
:omento, *0 uma sobre%osição da :orça da cultura di"ital em relação . arte
di"ital. # como n's temos um cole"iado se%arado, o ,ue n's ,ueremos $
esse recon*ecimento. Não somos contra a cultura di"ital, muito %elo
contr0rio, nos sentimos en)ol)idos nela. No entanto ,ueremos en:ati8ar a
necessidade de um ol*ar es%ec-:ico %ara essa %rodução em arte di"italR.
HSANS5SL
Y0 %ara aria 7ui8a 9ra"oso, Mas %ol-ticas %4blicas de incenti)o institucional da
arte di"ital e seu conte(to criati)o laboratorial de)em abrir %ortas e o%ortunidadesW
dei(ar ,ue os artistas in)esti"uem, dialo"uem, criem redes de %es,uisa e de %rodução
transdisci%linares, conAu"ando arte, ci?ncia e tecnolo"ia. 5s in)estimentos de)em ser
direcionados aos es%aços coleti)os, aos %ro"ramas de est-mulo criati)o comunit0rios, .
ca%acitação t$cnica e . criação de centros de e(%osição onde a arte dialo"ue com as
mais di)ersas 0reas de con*ecimento e se inte"re com as comunidades em seu entorno.R
H96A>5S5 in >AS!A6#SS5L
!or outro lado, Andr$ int8, e(Bcoordenador do ar"in0liaZ7ab de 2elo
15
;ori8onte, %ercebe uma a%ro(imação entre a arte di"ital e o cam%o da ci?ncia e
tecnolo"iaG
MA arte di"ital acabou se relacionando muito :ortemente com a arte e
ci?ncia, isso tamb$m $ uma ,uestão da arte contem%or<nea, claro ,ue em
um nic*o tem0tico es%ec-:ico, assim como e(istem )0rios outros nic*os
tem0ticos. #(istem e(em%los de trabal*os ,ue não %recisam ser somente em
arte eletrNnica ou arte di"ital, mas %odem estar relacionados ao %a%el da
ci?ncia na contem%oraneidade, aos meios tecnol'"icos, mas não %recisam
necessariamente se )incular a um ei(o, como um ei(o %aralelo ,ue acabou
se desen)ol)endo na *ist'ria da arte, ,ue não $ %ro)eitoso nem %ara este
ei(o autNnomo da arte e tecnolo"ia, nem %ara o ,ue se c*ama da arte
contem%or<nea, $ necess0rio tentar mais con)ersas.
!or outro lado, %enso ,ue *0 al"uma %roduti)idade neste ei(o %aralelo, ,ue
tem menos a )er com uma %rodução art-stica es%ec-:ica e mais com o %onto
de )ista das comunidades ,ue se articulam neste outro ei(o. #sta $ uma
discussão ,ue eu A0 %resenciei )0rias )e8es. #u "osto muito do modo como a
6a,uel 6enn' se %osicionou uma )e8 em relação a isso, lembro de uma
discussão ,ue aconteceu em um dos :esti)ais da cultura di"ital, ,uando
:oram em São !aulo. As discuss@es estão li"adas .s licenças %ermissi)as, .
colaboração, ,ue são oriundas de uma cultura de so:tEare li)re, ,ue :oi
tra8ida %ara o <mbito da cultura, da ideia do Creati)e Commons, da ideia da
cultura 6emi(, ,ue não est0 a%enas li"ada . arte di"ital ou mesmo . arte,
mas com a cultura como um todo. Neste sentido, eu %enso ,ue e(iste uma
discussão ,ue a- sim $ bastante %roduti)a e est0 muito li"ada .s ,uest@es da
arte di"ital, mas ,ue não %recisa ser c*amada de arte. # o %osicionamento da
6a,uel 6enn', :oi muito interessante P[Q ela disse ,ue o %essoal com ,uem
ela trabal*a)a, ,ue era da \arte di"ital\ nem se considera)a artista. Fue $ al"o
de outra dimensão, não necessariamente li"ada . arte, ,ue as %essoas não se
consideram artistas, mas ,ue estão relacionadas a uma cultura *acDer, ao
ati)ismo, a uma cultura ,ue não tem essencialmente %retens@es art-sticas,
mas isso em um conceito de arte ainda tradicional. as são %essoas ,ue t?m
%ro%ostas %ol-ticas muito :ortes, são ati)istas e t?m um %ensamento cultural
aliado . tecnolo"ia, ,ue no meu entendimento se torna cada )e8 mais
%resente na arte contem%or<nea, ainda ,ue em circuitos alternati)os, mas
,ue ainda tem %articularidades neste dom-nio e(terno, elas não se
recon*ecem nesse uni)erso, mas t?m relaç@es muito %r'(imas com a arte
di"ital. R HINSV in >AS!A6#SS5L
No conte(to ,ue deu ori"em ao Cole"iado Setorial de Arte Di"ital, a tensão entre
di:erentes es%eci:icidades $ mantida em "rande medida %or decorr?ncia da :alta de uma
decisão em relação . moção de 2010 na ,ual os dele"ados da %r$Bcon:er?ncia setorial de
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Arte Di"ital solicita)am a abertura de uma )a"a es%ec-:ica %ara a Cultura Di"ital no
CN!C. Yusti:ica)am tal solicitação em :unção de di:erenças :undamentais entre as
0reas. Na aus?ncia de tal res%osta, o resultado $ ,ue e(istem con:litos ,ue A0 antecedem
,ual,uer tentati)a de construir no)as bases ,ue %ossibilitem a elaboração de %ol-ticas
%4blicas a%ro%riadas.
#stes con:litos e tens@es estão %ostos e não *0 res%osta sim%les e r0%ida %ara eles.
Antes de incon)enientes, entretanto, %recisam ser entendidos como e(%ressão de
as%iraç@es le"-timas. A solução %ara eles de)e necessariamente %assar %ela construção
de mecanismos mais ade,uados, ,ue %ossibilitem a di)ersidade de %ers%ecti)as mesmo
en,uanto a cultura di"ital e a arte di"ital %recisarem di)idir o mesmo es%aço de
re%resentação institucional. Cm camin*o %oderia ser a e(ist?ncia de duas lin*as, de
i"ual im%ort<nciaG %or um lado, o recon*ecimento de es%eci:icidades e demandas
le"-timas de um setor como o da arte di"ital, ,ue %rocura lin*as de a%oio es%ec-:icas
%ara %es,uisa e %rodução %erante 'r"ãos de :omento . %rodução art-stica como a
9CNA6S# e a:ins. De outro, a articulação das di:erentes es%eci:icidades em uma
%ers%ecti)a de cultura di"ital e(%erimental ,ue seAa abran"ente, inte"radora e com )isão
de lon"o %ra8o. #, %odeBse acrescentar, ,ue dialo"ue com a %ers%ecti)a de uma cultura
di"ital da abertura ,ue des%onta como *ori8onte estrat$"ico de todas as aç@es nesta 0rea.
17
2. Estrat"gias para uma Cultura Digital da Abertura
Com o obAeti)o de subsidiar a busca de %ro%ostas concretas %ara o
desen)ol)imento %leno do cam%o da cultura di"ital, e em es%ecial do est-mulo a
arranAos criati)os colaborati)os ,ue consolidem a %rodução cr-tica e a %rodução
e(%erimental em cultura di"ital, elencaBse a se"uir al"uns a%ontamentos. #les dialo"am
com as diretri8es indicadas no %roduto anterior deste estudo H95NS#CAL, tra8endo
ar"umentos e %ro%ostas e:eti)as %ara sua im%lementação.
2.1.1. Estabele#er uma ampla rede de laborat$rios experimentais
A construção e:eti)a de uma cultura di"ital de abertura concreti8aBse em %rimeira
inst<ncia em di)ersos es%aços de %rodução e ação interconectados em rede. Sais es%aços
%odem ser desde laborat'rios de m-dia estruturados com e,ui%amentos de %onta at$ a
ocu%ação %ontual de es%aços %4blicos, %assando %or de8enas de con:i"uraç@es
alternati)as B :i(as, es%or0dicas, tem%or0rias, e:?meras, m')eis, nNmades, )irtuais. Sais
es%aços de %rodução, ,ue a,ui su"ereBse seAam considerados em todos os seus :ormatos
como laborat'rios e(%erimentais, de)em estar )oltados essencialmente .,ueles ,ue
!edro Soler c*amou de UcriadoresU HS57#6L B não somente artistas, mas
essencialmente indi)-duos e coleti)os atuando de :orma criati)a e ino)adora em
di)ersas 0reas do con*ecimento. 5 ,ue interessa a,ui $ ,ue os laborat'rios %ossibilitem
,ue as %essoas se con*eçam, com%artil*em con*ecimento, recursos e o%ortunidades, e
conse,uentemente alcancem Auntas as condiç@es %ara uma %rodução rele)ante. O
im%ortante tamb$m estimular :ormalmente a coo%eração entre iniciati)as, %ossibilitando
a :ormação de "ru%os :le(-)eis de laborat'rios ,ue desen)ol)am %roAetos colaborati)os
em conAunto.
18
5 %ro"rama 6edelabs do inist$rio da Cultura, im%lementado %or uma %arceria
entre di:erentes Secretarias, re%resenta um camin*o :undamental neste sentido, ao
mobili8ar e(%ectati)as, discursos e recursos %ara construir uma rede *etero"?nea de
laborat'rios. 5 %ro"rama sur"iu em torno da articulação de uma rede %iloto de
laborat'rios de arte e tecnolo"ia ,ue estão sendo im%lementados entre cinco
uni)ersidades e um centro cultural em todas as re"i@es do 2rasil. A res%eito do %roAeto
%iloto de 6edelabs, a !ro:a. alu 9ra"oso acredita ,ue a %ro%osta de articulação em
rede M)em de encontro a uma necessidade de um a%oio institucional e um a%oio %ol-tico,
no sentido de dar )isibilidade de um trabal*o ,ue est0 sendo :eito e de estabelecer
relaç@es mais :ormais entre os %arceiros ,ue estão trabal*ando com isso. Cma coisa $
)oc? estar :a8endo seu trabal*o na Cni)ersidade, encontrar um cole"a e resol)er :a8er
uma obra conAunta, e outra coisa $ )oc? ter um %ro"rama, um %roAeto, onde *0 um
com%romisso, onde )oc? sabe ,ue a,uilo )ai ter um recon*ecimento, uma )isibilidade.
Isso $ muito im%ortante. Senão a "ente :ica trabal*ado e nada a%arece. 5 mais
im%ortante seria ,ue isso não :icasse a%enas num %er-odo curto, ,ue seAa um %ro"rama
estendido sem ,ue a "ente ten*a ,ue estar sem%re re:orçando a ,ualidade e im%ort<ncia
do trabal*o.R H96A>5S5L.
as iniciati)as como o %ro"rama 6edelabs não %odem limitarBse aos labs li"ados
a "randes instituiç@es. !ara al$m dos labs )inculados a Cni)ersidades, muitos outros
es%aços A0 e(istem e são bastante %roduti)os em suas 0reas, mas $ raro ,ue seAam
recon*ecidos como %oss-)eis bene:ici0rios de %ol-ticas culturais. 5 ,ue :a8em en,uanto
laborat'rios e(%erimentais o%erando em rede $ uma %rodução cultural de e(trema
rele)<ncia nos dias atuais. 9re,uentemente, estes labs desen)ol)em aç@es distribu-das
19
,ue incluem a ocu%ação de in:raestrutura %4blica ociosa como salas de in:orm0tica em
escolas, centros de inclusão di"ital ou mesmo em %raça %4blica. !or esse moti)o, mais
do ,ue sim%lesmente %re)er in:raestrutura tecnol'"ica de alto %adrão, $ im%ortante
tamb$m criar maneiras de desburocrati8ar e otimi8ar a %ossibilidade de utili8ar
di:erentes es%aços como laborat'rios e(%erimentais. !arcerias educacionais, %roAetos de
ocu%ação, c*ancela de 'r"ãos %4blicos ou recursos B mesmo ,ue de %e,uena monta B
diri"idos .s %ontas desse cen0rio são al"uns dos camin*os %oss-)eis %ara :acilitar o
%leno desen)ol)imento dos laborat'rios em rede
2
. # nunca $ demais re%etir, $
im%ortante ,ue e)entuais iniciati)as neste sentido seAam %roAetadas %ara uma duração
maior do ,ue atualmente ocorre.
2.1.2. Promover o #ompartil%amento em todas as etapas
A c*a)e da cultura de abertura $ o com%artil*amento. Não somente, $ im%ortante
ressaltar, a circulação da %rodução, mas o com%artil*amento como metodolo"ia
%resente em todas as eta%as da %rodução cultural. #m outras %ala)ras, não se :ala a,ui
tanto no acesso . cultura ,uanto em um :a8er social com%artil*ado e colaborati)o.
Como A0 a:irmado anteriormente, as iniciati)as %ioneiras da c*amada cultura li)re
concentra)amBse :undamentalmente na ,uestão do licenciamento obAeti)o de %rodutos
culturais acabados Hem outras %ala)ras, nas re"ras ,ue condiciona)am de ,ue maneira
determinado ar,ui)o de 0udio, te(to ou )-deo %oderia circular na internetL. 5 e)entual
sur"imento de um cen0rio baseado no com%artil*amento seria uma conse,u?ncia
secund0ria, ainda ,ue altamente es%erada. Su%un*aBse desta :orma ,ue o :ato de muitas
%essoas distribu-rem em rede os resultados de sua %rodução :aria sur"ir
2 Neste sentido, o edital 6edes e 6uas da !re:eitura de São !aulo $ um interessante e(em%lo onde esta
conce%ção A0 est0 %resente. #le %romo)e assim a reali8ação de di)ersos ti%os de aç@es e(%erimentais
em %raças %4blicas, telecentros e %ontos de cultura do unic-%io.
20
es%ontaneamente um banco am%lo e abundante de %rodução cultural encarada como
bem comum.
!or conta de di)ersas condiç@es tamb$m A0 tratadas anteriormente, $ o%ortuno
retomar e a)ançar estas ideias no sentido de uma cultura de abertura ,ue se baseie na
%rodução coleti)a desde a conce%ção at$ a circulação da %rodução cultural. !ara tanto, $
necess0rio %ensar em uma in:raestrutura de comunicação ,ue %ermita e incenti)e o
com%artil*amento em todas estas eta%as. Isso %assa %or im%lementar soluç@es
contem%or<neas %ara identidade di"ital, autoria coleti)a em di:erentes m-dias e
%lata:ormas, debate online, remi( e inte"ração com outros sistemas. O im%ortante ter em
conta a ,uestão da %ro%riedade dos dados %essoais e coleti)os, e a medida na ,ual a
identidade de uma tal %lata:orma Hnão somente identidade )isual como tamb$m sua
subordinação a %ro"ramas de "o)ernoL %ode incenti)ar ou coibir sua utili8ação %elos
%rinci%ais interessados. !or 4ltimo, resta indicar ,ue $ im%ortante dar atenção . cultura
de uso. Idealmente, uma in:raestrutura )oltada ao com%artil*amento de)e criar
mecanismos ,ue %ossibilitem uma inte"ração %ro:unda com ,uais,uer :erramentas ,ue
seu %4blico A0 utili8eG redes sociais, ambientes de %ublicação de ima"ens, Eeblo"s,
microblo"s, e muitas outras.
O sabido ,ue a disseminação de tecnolo"ias em rede %ossibilitou %ro:undas
trans:ormaç@es na maneira como as %essoas se comunicam, em %raticamente todas as
0reas da sociedade. Cma %lata:orma ,ue incor%ore as %ossibilidades acima, mesmo ,ue
inicialmente adotada %or setores li"ados . cultura di"ital e aos laborat'rios
e(%erimentais, teria ainda o %otencial de ser)ir a outras 0reas da cultura e demonstrar
concretamente a cultura de abertura como estrat$"ia de criação do comum.
21
Sobre as %ossibilidades de articulação em rede, Danillo 2arata a:irmaG
M6ecentemente :ui con)idado %ara :a8er uma curadoria %ara um instituto
im%ortante de arte e tecnolo"ia, ,ue ,uer ,ue :aça uma seleção de artistas no
2rasil %es,uisando cor%o e tecnolo"ia. Da- Pse *ou)esse uma rede
documentadaQ eu %oderia ir l0 no re%osit'rio e ac*ar artistas do Acre, de
6oraima, de lu"ares onde nin"u$m )ai, e %osso descobrir ,ue o trabal*o
desses caras tem o maior di0lo"o com o meu. Sudo o ,ue não acontece na
%r0tica, %or,ue a,uele %es,uisador ,ue est0 isolado l0 %ode estar dentro de
um lu"ar, de uma rede de %ertencimento, simb'lica.R H2A6ASAL.
O im%ortante a%ontar, entretanto, ,ue a e(ist?ncia de uma %lata:orma di"ital não
"arante o com%artil*amento. O essencial ,ue ela esteAa li"ada a uma estrat$"ia de
encontros %resenciais e %roAetos de interc<mbio entre os laborat'rios. De)e ainda
associarBse a %ol-ticas continuadas de curadoria, incenti)o . documentação e . "estão
coleti)a e distribu-da de acer)os di"itais, e(%loradas a se"uir. Al$m disso, crit$rios
claros de com%artil*amento aberto de)iam ser %re)istos como contra%artida b0sica nos
%roAetos incenti)ados de cultura di"ital e(%erimental, e tamb$m %odem ser entendidos
como %auta de a)aliação %osterior, considerando a ,ualidade desse com%artil*amento
como um %roduto.
2.1.3. Pes&uisa #ontinuada e est'mulo ( do#umentação
A %romoção de um cam%o de atuação no ,ual a %rodução e(%erimental e a
%rodução cr-tica em cultura di"ital ten*am %a%el central re,uer a e(ist?ncia de uma
narrati)a com%artil*ada %or todos os seus di:erentes atores, "ru%os e cam%os. Dada a
enorme di)ersidade de iniciati)as, as%iraç@es, re%ert'rios e cam%os do con*ecimento
en)ol)idos, essa construção re,uer um es:orço continuado de %es,uisa, documentação e
troca. Al$m de :ormar uma identidade %or entre a di)ersidade da rede de laborat'rios,
esse es:orço au(iliaria a combater outro %roblema encontrado com :re,u?ncia ao lon"o
desta %es,uisaG o desa%arecimento de in:ormaç@es sobre %roAetos A0 reali8ados.
22
O sintom0tico da :ra"mentação deste cen0rio no 2rasil ,ue e)entos e %roAetos de
"rande im%ort<ncia das 4ltimas d$cadas ten*am %ouca ou nen*uma documentação
dis%on-)el %ara acesso, e ainda menos %ara reutili8ação e remi(a"em. !ara atacar
es%ecialmente o desa%arecimento deste le"ado, de)eBse %ensar em mecanismos de a%oio
a %roAetos de res"ate, or"ani8ação, curadoria e dis%onibili8ação de acer)os sobre cultura
di"ital no 2rasil.
A res%eito da necessidade de aAudas es%ec-:icas %ara %es,uisa, a !ro:essora Nara
Cristina Santos a:irma ,ue Mem se tratando da arte di"ital, como *istoriadora e te'rica
%enso ,ue o :omento %oderia a%arecer A0 como )em acontecendo em al"uns momentos
%ela 9unarte. !or e(em%lo com bolsas de %es,uisa, %ara estudantes, mestrandos ou
%essoas da comunidade, ,ue tratassem de ,uest@es te'ricas, *istorio"r0:icas, ou
curatoriais em torno da %rodução em arte e m-dia di"ital. #ssa ,uestão $ im%ortante em
:unção de ,ue, se *0 um :omento %ara a %rodução %r0tica ou art-stica, de um modo "eral
em di:erentes 0reas, ,ue *aAa tamb$m %ara a arte di"ital, mas sobretudo ,ue *aAa uma
%arte te'rica %ara uma re:le(ão sobre essa %rodução, %elo :ato de ,ue *0 uma con:usão
na terminolo"ia de 0reas ,ue se sobre%@em.R HSANS5SL.
!or outro lado, $ :undamental ,ue a documentação de %roAetos :uturos seAa tratada
com a de)ida im%ort<ncia. !ara tanto, su"ereBse desde im%lementar estrat$"ias de
documentação em editais de c*amamento %ara recursos %4blicos at$ o desen)ol)imento
de um %roAeto %ermanente )oltado ao ma%eamento de iniciati)as, est-mulo .
autodocumentação das mesmas e %romoção de interc<mbio estruturado entre di:erentes
iniciati)as B %or meio de )isitas e e)entos em coo%eração. Neste ei(o, sur"iriam
o%ortunidades de interc<mbio não somente de resultados da %rodução, como tamb$m de
23
metodolo"ias de "estão cultural aberta entre os laborat'rios.
2.1.). Arti#ulação interinstitu#ional em rede
Iniciati)as como o %ro"rama 6edelabs t?m o %otencial de dis%arar uma s$rie de
discuss@es contem%or<neas ,ue )ão muito al$m das aç@es %ontuais ,ue e(ecutem. !ara
>uto N'bre"a, coordenador do lab NAN5 HN4cleo de Artes e No)os 5r"anismosL da
C96Y e um dos inte"rantes da rede %iloto do 6edelabs,
Ma "ente não ac*a ,ue uma rede se constitui %or a%enas ter acesso a um
sistema de )ideocon:er?ncias, estamos tratando de uma coisa ,ue en)ol)e
muito mais do ,ue isso, *0 uma %ossibilidade aberta %elas redes, %ela
tecnolo"ia do %r'%rio ambiente estar conectado como um todo. ;oAe )oc?
tem tecnolo"ias como como Dinect, como drone, rob'ticas das mais
)ariadas, a "ente %ode ter toda uma ecolo"ia de a"entes ,ue com%artil*am e
dão sentido a um laborat'rio ou toda uma es%acialidade ,ue %oderia estar
conectada. #ssa $ min*a )isão do ,ue %oderia ser um %roAeto como o de
6edelabsG como tornar um laborat'rio a dist<ncia %arte de um todoJ Como
interconectar as %essoas %ara se constituir como um es%aço s'lido, inte"rado
%ara e(%erimentaçãoJ As deri)aç@es disso $ ,ue se torne um modelo ,ue
%ode ser a%licado, aberto %ara inte"rar toda uma comunidade ,ue %es,uisa
nessa 0rea.R HN]26#>AL
Nesse sentido, tais iniciati)as %odem ainda enseAar e Austi:icar uma s$rie de
colaboraç@es entre di:erentes instituiç@es. Cma cultura di"ital orientada ao conceito de
abertura %oderia assim ser contem%lada em outros %ro"ramas e %roAetos do %oder
%4blico. Isso en)ol)eria, %or e(em%lo, %ostular ,ue %roAetos %ertencentes aos ei(os em
,uestão neste estudo seAam atendidos tamb$m %or mecanismos de outras Secretarias e
'r"ãos associados ao Sistema inc. Y0 e(iste um di0lo"o em andamento no <mbito do
%ro"rama 6edelabs sobre %roAetos como os 7aborat'rios dos C#Cs das Artes e as
Incubadoras 2rasil Criati)o, os N4cleos de !rodução Di"ital e os !ont@es de Cultura
Di"ital. as esta con)ersa tamb$m %ode re%ercutir, %or e(em%lo, no #dital de
Interc<mbio e Di:usão Cultural da S#9IC, em aç@es com !ontos e !ont@es de Cultura,
24
ou em %roAetos de %es,uisa da 9CNA6S#, em %ol-ticas %ara museus e bibliotecas
%4blicas, entre tantos outros.
!ara Cleomar 6oc*a, diretor do edialab C9>, Mnessa conce%ção de um
inist$rio da Cultura %ara dar acesso a toda a sociedade, $ o %onto ,ue n's de)-amos
:ocar. !rinci%almente %e"ando a ca%ilari8ação das aç@es ,ue são a%oiadas %elo
inist$rio %ara ,ue alcancem de :ato a %o%ulação. Ao res%eito da cultura di"ital, n's
su%eramos essas dist<ncias, ri8omati8amos as inst<ncias de n4cleo e locali8aç@es
mar"inais de modo ,ue isso não inter:ere "randemente no acesso aos bens culturais.
Acredito ,ue se conse"uirmos, com redes A0 :ormadas, alcançar essa ca%ilari8ação de
acesso . cultura, ter-amos al"o :undamental ,ue %ode alterar o sentido de cultura
brasileira. P[Q ais do ,ue %ensar cultura %ara artistas, )amos %ensar a cultura %ara a
%o%ulação em "eral e o uso dos ambientes di"itais $ im%erati)o %ara ,ue a "ente alcance
essa ca%ilaridade.R
5utro camin*o %romissor %ara os laborat'rios e(%erimentais trabal*ando com
uma cultura di"ital da abertura são as %otenciais %arcerias com outros minist$rios. !or
e(em%loG o artista e "estor 2runo 3ianna su"ere ,ue Ma %ol-tica de cultura de maneira
"eral %oderia estar mais inte"rada com o inist$rio da Ci?ncia e Secnolo"ia, %ensando
em estimular a cultura e a ci?ncia como coisas inte"radas e não se%aradas.R AcreditaBse
,ue outras %arcerias tamb$m %oderiam sur"ir Aunto ao inist$rio da #ducação, das
Comunicaç@es, %ara :icar somente em %oucos e(em%los. 5 mesmo se a%lica %ara
%arcerias com estados e munic-%ios. Cma )e8 ,ue se construa uma narrati)a comum,
,ue se esclareçam as :ormas de %artici%ação na rede de laborat'rios e ,ue se e(%licitem
os ar"umentos em :a)or de uma cultura de abertura orientada . %rodução e(%erimental e
25
. %rodução cr-tica, ima"inaBse ,ue *a)er0 muitas o%ortunidades %ara esse ti%o de
%arceria.
26
3. Anexo * Entrevistas e Coment+rios
3.1. Paulo Amoreira
Coordenador de cultura digital do equipamento público CUCA Che
Guevara em Fortaleza, integrante do Colegiado Setorial de Arte Digital e
Conselheiro titular de Arte Digital no CNC! Amoreira teceu coment"rios
sobre as recomenda#$es %eitas anteriormente, no segundo produto deste
levantamento!
M5 %oder %4blico a%resenta descom%assos *ist'ricos em relação aos %rocessos de
:omento .,uela %rodução art-stica e cultural ,ue se dedica . e(%erimentação e .s
iniciati)as laboratoriais. !ara a m0,uina %4blica B %a,uid$rmica, ultraburocr0tica e
a)essa a estruturas :luidas B os instrumentais de monitoramento, os modos de a:erição
de resultados . nature8a das aç@es e(%erimentais Hcom maior ?n:ase no %rocesso e
menor desta,ue ao %roduto cultural "eradoL contrariam a cartil*a culti)ada durante anos
de normati8aç@es baseadas nos modelos da #ra Industrial. A descontinuidade de
!ro"ramas de Incenti)o, #ditais e outras :ormas de acesso a recursos %4blicos )oltados
%ara 0reas ,ue %romo)am a inter:ace entre Cultura, Ci?ncia,Secnolo"ia, Ino)ação $
sintoma desse anacronismo. >est@es %ro"ressistas a%resentam um %acote de soluç@es
,ue a%onta %ara os %ontos mais sens-)eis das redes de con*ecimento emer"entes e,
durante al"um tem%o, inAetam e(%ectati)as e estimulam a %rodução. No entanto, ao
t$rmino dessas "est@es, ou diante de re)eses %ol-ticos, tais ar,uiteturas mostramBse
:r0"eis e e(cessi)amente de%endentes de concess@es nem sem%re reno)0)eis.
Cma sa-da %oss-)el %ara esse %er)erso c-rculo de a)ançoIretrocesso $ o
em%oderamento de a"entes culturais, "ru%os, coleti)os, %es,uisadores, artistas e outros
%ersona"ens ,ue, %ara al$m do %atroc-nio e)entual %ro%orcionado %ela ati)ação de
27
determinada :erramenta de acesso a incenti)os Heditais, %r?mios, c*amadas %4blicas...L,
conse"uem manter uma ação criati)a e %roduti)a. Desse modo, a inter)enção do #stado
seria mais %ontual e mais estruturante, %ossibilitando o sur"imento de 6edes
Autossustent0)eis. Cma 6ede :ortalecida %ressu%@e, ao lon"o do tem%o, trocas di)ersas
de m4tua a:etação, decantação e remi(es H6esid?ncias, Interc<mbios, Itiner<nciasL, mas
tamb$m re,uer criação e %rocessamento multilocal, com acessos instant<neos imediatos,
"arantidos %or cone(@es de alta )elocidade ,ue %ermitam a dissolução da autoria dentro
de um :lu(o criati)o com m4lti%los a"entes nãoBcircunscritos a limites "eo"r0:icos e
culturais. Nesse momento, a sustentabilidade da in:raestrutura necess0ria %ara esse
%ro%'sito se a%resenta como um desa:io ,ue re,uer atenção.
!ossi)elmente, a )inculação orçament0ria de um %ro"rama estruturante %ara a
0rea de encontro entre Arte, Cultura e Secnolo"ia e Ino)ação dentro do 9undo Nacional
de Cultura "arantiria, como !ol-tica de #stado He não !ol-tica de >estãoL ,ue os
%rocessos %udessem atin"ir o %onto de maturidade necess0rio %ara con,uistar a
autonomia ou redu8ir de :orma si"ni:icati)a sua de%end?ncia de recursos %4blicos.
No momento, a Setorial de Arte Di"ital est0 no %rocesso de construção, atra)$s de
di)ersas consultas %4blicas, do !lano Nacional de Arte Di"ital. Di)ersas diretri8es
a%ontam na direção da estruturação e autonomia. Se os %rocessos democr0ticos
%re)istos se"uirem a a"enda %actuada, tamb$m contaremos com esse documento %ara
colaborar na instituição das %ol-ticas %4blicas de Arte e Cultura Di"ital.R
3.2. Bruno Vianna
Artista interativo e gestor da Nuvem & esta#'o rural de arte e tecnologia
3.2.1. Pol'ti#as p,bli#as
28
MAcredito ,ue a %ol-tica de cultura de maneira "eral %oderia estar mais inte"rada
com o inist$rio da Ci?ncia e Secnolo"ia, %ensando em estimular a cultura e a ci?ncia
como coisas inte"radas e não se%aradas. Sem es%aço %ara di)ersas :ormas de a%oio %ara
es%aços inde%endentes, ac*o ,ue %odem ser editais ou outros a%oios %ara e)entos. Seria
muito im%ortante ,ue *ou)esse uma iniciati)a %ara manter esses lu"ares como %ontos
de cultura, %or,ue de certa :orma o ti%o de a%oio ,ue se d0 a um %onto de cultura %ara
manter uma in:raestrutura durante al"uns anos $ e(atamente o ti%o de a%oio ,ue esses
lu"ares %recisam. as tamb$m $ bom :icar atento %ara a %ossibilidade de a%oiar
e)entos, resid?ncias, encontros es%ec-:icos.
Ac*o tamb$m im%ortante ,ue esse a%oio esteAa atento %or,ue muitos es%aços são
in:ormais, nem sem%re )ai ter uma instituição constitu-da *0 2 ou + anos, com CN!Y, e
tudo isso. #ntão, ,uanto mais desburocrati8ado, %ode ser mel*or. Se)e al"umas
e(%eri?ncias como o Interaç@es #st$ticas, ,ue desburocrati8a)a muito os a%oios, e %or
outro lado $ muito bom o a%oio a instituiç@es da academia, ou dentro do "o)erno
instituiç@es como a 9unarte, %ensando nos es%aços de ,ue o "o)erno A0 dis%@e e
en(er"ando como %otenciais es%aços de e(%erimentação coleti)a, de laborat'rio, de
%es,uisa de lin"ua"em, tecnolo"ia, arte e cultura. Na medida em ,ue esses es%aços
e(istem e esteAam abertos . colaboração com instituiç@es e outros es%aços da sociedade
,ue não estão consituidos :ormalmente, %oderia *a)er um a%oio, uma maneira de )oc?
e(istir, de :a8er e)entos atra)$s do a%oio a lu"ares mais institucionais do "o)erno ,ue
esteAam abertos a essas %arcerias. 9ora o a%oio de cone(ão a internet, :ormação de
%essoas, o:icinas, esse ti%o de ação ,ue :a8 %arte das aç@es do "o)erno.R
3.2.2. Inovação e experimentação
M!ara mim ino)ação sem%re este)e li"ada a com%artil*amento de in:ormação e
29
troca de e(%eri?ncias, %or,ue "eralmente um in)entor não trabal*a so8in*o, trabal*a a
%artir de outras e(%eri?ncias. Sem %or outro lado as %essoas ,ue %recisam dos in)entos,
das ino)aç@es. Dentro de um ecossistema muito :ec*ado a ino)ação )ai ser sem%re mais
tra)ada, e )ai *a)er mais obst0culos %ara ela acontecer naturalmente. Ao %ro%orcionar
es%aços %ara ino)ação, "eralmente eles darão mais :rutos se )oc? não esti)er :a8endo
essa ino)ação dentro de uma %ers%ecti)a em%reendedora, %or,ue %or mais ,ue a
recom%ensa do em%rendedorismo %areça ser mais interessante, a :alta de colaboração e
coo%eração %ode tra)ar essa ino)ação. #ntão, ,uando a "ente )? a ino)ação
acontecendo em Cni)ersidades, sabemos ,ue isso $ mais %or e:eito de trabal*ar e estar
%ensando Auntos do ,ue na %ers%ecti)a de lucrar com uma in)enção. Ac*o ,ue dentro
desse as%ecto de ino)ação colaborati)a :alta a "ente %ro%orcionar esses es%aços e
ambientes de troca onde essas coisas )ão acontecer. SeAam es%aços :-sicos, seAam
encontros, seAam redes. # %or :im acredito ,ue :alta inclusi)e adotar uma %ol-tica
%ensada no coo%erati)ismo não s' como modo de )ida, mas como uma or"ani8ação
social ,ue %ode dar a%oio a um modelo de com%artil*amento, de "estão com%artil*ada e
autNnoma, ,ue as em%resas nem sem%re %odem dar. >eralmente o ,ue acontece $ ,ue as
%ol-ticas de "o)erno, es%ecialmente as de cultura, t?m :ocado muito na economia
criati)a, sem %ensar ,ue o coo%erati)ismo tamb$m est0 dentro da economia.R
3.3. Nara Cristina Santos
Nara Cristina Santos, da UFSC, coordenadora do lab de pesquisa em arte,
tecnologia e m(dias digitais, e da "rea de concentra#'o e pesquisa em
hist)ria, teoria e cr(tica da arte, trabalhando quest$es de arte
contempor*nea, arte e tecnologia digital!
MInicialmente a "ente %recisa :a8er uma distinção. N's estamos tratando da arte
30
di"ital, não da cultura di"ital, tanto $ ,ue temos um cole"iado da arte di"ital. N's
entendemos ,ue de)e *a)er um es%aço se%arado da cultura di"ital. #m se tratando da
arte di"ital, como *istoriadora e te'rica %enso ,ue o :omento %oderia a%arecer A0 como
)em acontecendo em al"uns momentos %ela 9unarte. !or e(em%lo com bolsas de
%es,uisa, %ara estudantes, mestrandos ou %essoas da comunidade, ,ue tratassem de
,uest@es te'ricas, *istorio"r0:icas, ou curatoriais em torno da %rodução em arte e m-dia
di"ital. #ssa ,uestão $ im%ortante em :unção de ,ue, se *0 um :omento %ara a %rodução
%r0tica ou art-stica, de um modo "eral em di:erentes 0reas, ,ue *aAa tamb$m %ara a arte
di"ital, mas sobretudo ,ue *aAa uma %arte te'rica %ara uma re:le(ão sobre essa
%rodução, %elo :ato de ,ue *0 uma con:usão na terminolo"ia de 0reas ,ue se sobre%@em.
;oAe %or e(em%lo a 9unarte tem editais %ara as artes )isuais, %ara m4sica, cinema,
:oto"ra:ia, etc. as não tem um es%ec-:ico %ara %rodução em tecnolo"ia e arte di"ital,
então no momento em ,ue e(istem nas Cni)ersidades e nos es%aços %ri)ados tamb$m
%essoas interessadas ou mesmo iniciando uma %es,uisa na 0rea, $ :undamental ,ue
e(ista um :omento es%ec-:ico %ara essa %rodução ,ue não se misture com as demais
%roduç@es. At$ %or,ue o %r'%rio es%aço da cultura di"ital, tão abran"ente como se
%ro%@e, en"lobaria m4sica di"ital, arte di"ital, cinema di"ital. #ntão nada mais Austo do
,ue n's, ,ue A0 temos um cole"iado da arte di"ital, %ossamos contar tamb$m %or
e(em%lo, no <mbito da 9unarte, com um es%aço %r'%rio da arte di"ital. Sem muito
artista %rodu8indo e ,uerendo %rodu8ir. 5s e,ui%amentos *oAe não são tão caros como
20 ou +0 anos atr0s. No entanto ainda e(iste uma demanda ,ue não $ s' de *ardEare, $
de so:tEare tamb$m, o trabal*o colaborati)o ,ue en)ol)e en"en*eiros, in:orm0ticos,
desi"ners, matem0ticos, bi'lo"os, $ um trabal*o ,ue tem uma necessidade de )erba.
31
#ntão se o 2rasil %retende se estabelecer como um %a-s de )an"uarda em termos
%ol-ticos, ,ue seAa culturalmente tamb$m. Não d0 %ara %erder o trem da %rodução
di"ital.R
3.3.1. -eparação entre arte digital e #ultura digital
MSe a "ente %ensar na cultura de modo "eral, %odeBse di8er ,ue en)ol)e a arte,
cinema, circo, etc. as ,uando se :ala de cultura di"ital, o termo di"ital tem um %eso
,ue a "ente %oderia entender como um )asto cam%o de cultura ,ue en)ol)e as
tecnolo"ias di"itais. No entanto, na *ora de buscar )erbas, de estrat$"ias de :omento, *0
uma sobre%osição da :orça da cultura di"ital em relação . arte di"ital. # como n's temos
um cole"iado se%arado, o ,ue n's ,ueremos $ esse recon*ecimento. Não somos contra a
cultura di"ital, muito %elo contr0rio, nos sentimos en)ol)idos nela. No entanto
,ueremos en:ati8ar a necessidade de um ol*ar es%ec-:ico %ara essa %rodução em arte
di"ital, e e(iste uma certa di:iculdade do inc em entender isso, at$ %or,ue as %essoas
)ão mudando, os car"os )ão %assando. Desde 2009 ,uando comecei a %artici%ar do >S
a "ente A0 )in*a :a8endo um %rocesso ,ue era ,uase uma al:abeti8ação da arte di"ital.
9i8emos isso na 9unarte em dois momentos. Aman*ã Andreia tem uma reunião na
9unarte de no)o %or,ue mudaram as %essoas. #ntão *0 um cansaço de ener"ia
de%ositada numa demanda ,ue não )em sendo atendida ainda.R
3.4. Andreia ac!ado "li#eira
Andreia +achado ,liveira - pro%essora na UFS+, onde coordena o
laborat)rio interdisciplinar interativo! Faz parte do Colegiado da Arte
Digital, como representante da regi'o Sul .unto com a pro%essora Nara! /
conselheira suplente de Arte Digital no CNC!
M5 Cole"iado Setorial da Arte Di"ital tem %ensado essas %ol-ticas %4blicas no
sentido sem%re da :ormação, da %rodução, distribuição, e da %reser)ação da arte di"ital.
32
A "ente %ercebe ,ue *0 um descon*ecimento dentro do inc sobre o %r'%rio cam%o,
então nosso %rimeiro mo)imento $ de construir simbolicamente esse cam%o da arte
di"ital. A "ente )? em al"uns discursos e :alas essa %ers%ecti)a ,ue a Nara esta)a
colocando de ino)ação do %a-s, ,ue $ im%ortante tra8er a tecnolo"ia %ara dentro da
cultura, mas na )erdade o cam%o es%ec-:ico ,ue )ai trabal*ar com essa tecnolo"ia $ o
cam%o da arte di"ital.R
3.).1. Expe#tativas sobre o programa piloto .edelabs
MAc*o im%ortante esclarecer bem esse %roAeto ,ue se trans:ormou em um
%ro"rama. Do meu %onto de )ista esse %ro"rama $ um mo)imento da cultura di"ital, *0
uma traAet'ria deles neste sentido de %ensar essa inclusão di"ital, como trabal*ar a
tecnolo"ia no n-)el da cultura, ,ue $ al"o bem am%lo. # dentro dessa ,uestão, tem um
mo)imento ,ue $ a im%lementação dos laborat'rios de arte e tecnolo"ia ,ue di8 res%eito
. meta 4+ do !NC. O nesse local ,ue estamos situados. 6edelabs est0 contribuindo %ara
a arte di"ital na im%lementação desses laborat'rios. A %ers%ecti)a $ ,ue o 6edelabs
conecte as %roduç@es di)ersas na 0rea di"ital, inclusi)e a arte e tecnolo"ia, o ,ue ac*o
muito %ositi)o, mas :a8endo essa di:erenciação. #ssa im%lementação dos cinco
laborat'rios :oi um %roAeto ,ue te)e a%oio do cole"iado da arte di"ital, no sentido de
%ensar ,ue esses laborat'rios de)iam ser im%lementados de :orma descentrali8ada, nas
cinco re"i@es do %a-s, e ,ue de)iam estar contem%lando %es,uisas ,ue A0 estariam
ocorrendo nas Cni)ersidades, mesmo ,ue essa %rodução esteAa *oAe )inculada a uma
)erba do #C mais do ,ue uma )erba do INC, sendo ,ue $ uma 0rea da arte
tamb$m.R
3.).2. -eparação arte e #ultura digital
MO im%ortante essa %arceria da cultura di"ital %ara a arte di"ital, %or,ue ambas
33
%odem se bene:iciar com isso de di:erentes maneiras. as se a "ente entende ,ue a arte
di"ital $ a cultura di"ital, a cultura di"ital $ muito am%la, e a- n's não obteremos
:omento %ara a %rodução da arte di"ital, ,ue $ muito es%ec-:ica. Nosso sentido de :a8er
esse recorte $ Austamente %ara ,ue conse"uir criar esse cam%o da arte di"ital dentro do
2rasil, ,ue em outros %a-ses tem uma %rodução e in)estimento %ol-tico na 0rea, estamos
tentando recon*ecer a 0rea e %ensar %ol-ticas %4blicas %ara o setor.R
3.$. aria %ui&a 'ra(oso
Artista e ro%essora da 0scola de 1elas Artes da UF23, onde coordena o
grupo de pesquisa NAN, 4Núcleo de Artes e Novos ,rganismos5 .unto com
Guto N)brega!
3./.1. Programa .edelabs universit+rios
M!ara n's $ muito im%ortante ter esse ti%o de subs-dio %or,ue n's A0 estamos
dentro do NAN5 :a8endo esse ti%o de trabal*o em rede ,ue $ %raticamente nosso :oco
%rinci%al. Sudo o ,ue :a8emos "ira em torno desse es%aço de cone(ão. #ntão o 6edelabs
)em de encontro a uma necessidade de um a%oio institucional e um a%oio %ol-tico, no
sentido de dar )isibilidade de um trabal*o ,ue est0 sendo :eito e de estabelecer relaç@es
mais :ormais entre os %arceiros ,ue estão trabal*ando com isso. Cma coisa $ )oc? estar
:a8endo seu trabal*o na Cni)ersidade, encontrar um cole"a e resol)er :a8er uma obra
conAunta, e outra coisa $ )oc? ter um %ro"rama, um %roAeto, onde *0 um com%romisso,
onde )oc? sabe ,ue a,uilo )ai ter um recon*ecimento, uma )isibilidade. Isso $ muito
im%ortante. Senão a "ente :ica trabal*ado e nada a%arece. 5 mais im%ortante seria ,ue
isso não :icasse a%enas num %er-odo curto, ,ue seAa um %ro"rama estendido sem ,ue a
"ente ten*a ,ue estar sem%re re:orçando a ,ualidade e im%ort<ncia do trabal*o. #ntão
um %ro"rama A0 re%resentaria o recon*ecimento dessa im%ort<ncia, a %ossibilidade de
34
termos um a%oio institucional nesse sentido. # tamb$m si"ni:icaria uma im%ortante
%osição %ol-tica dentro dos editais e das %ro%ostas ,ue o "o)erno o:erece, %ara ,ue a
"ente %ossa )ir a concorrer, a %artir de um trabal*o sendo le"itimado e recon*ecido %elo
inist$rio da Cultura, da educação. O im%ortante essas coisas terem nome, lu"ar,
identidade e %oderem ser re:eridas como um trabal*o de ,ualidade. O muito im%ortante
%ara a "ente na arte ter isso.R
3./.2. Pol'ti#as p,bli#as para o setor
MA nossa necessidade $ de %ro"ramas e %roAetos, %rinci%almente editais ,ue abram
es%aço %ara ,ue ten*amos )isibilidade e a %artir disso dar um %asso maior de
or"ani8ação entre os %r'%rios artistas ,ue estão desen)ol)endo nessa 0rea %ara um
di0lo"o com as %ol-ticas %4blicas. # as %ol-ticas %4blicas t?m ,ue criar uma
in:raestrutura %ara a "ente trabal*ar.
A sensação ,ue temos $ ,ue não e(iste interesse em abrir mais es%aços, %or,ue
si"ni:ica mais din*eiro, mais editais, mais distribuição, e uma :atia do bolo tem ,ue ir
%ara um no)o se"mento ,ue est0 es%erando esse seu es%aço. Fuem $ ,ue )ai abrir mão
dessa :atia do boloJ #ssa dis%onibilidade não )ai %artir dos artistas ,ue estão
trabal*ando, tem ,ue %artir de uma le"itimação e recon*ecimento das %ol-ticas de ,ue
essa 0rea e(iste e %recisa trabal*ar, e essa 0rea s' não est0 a%a"ada dentro do conte(to
%or,ue as no)as tecnolo"ias estão em todo lu"ar.R
3./.3. In0raestrutura ne#ess+ria nos labs universit+rios
MCabeamento :-sico, es%aço :-sico de ,ualidade com salas acusticamente
%re%aradas, com%utadores com ca%acidade de renderi8ação e %rocessamento em alto
n-)el, %lacas de )-deo ,ue %ossam nos o:erecer uma ima"em em +D, trabal*ar com um
material onde )oc? não ten*a ,ue estar sem%re se descul%ando %ela :alta de condiç@es.
35
Como )oc? )ai mostrar a sua %rodução cultural internacionalmente ou at$
nacionalmente em di:erentes n-)eis ,uando não tem a condição %ara issoJ A "ente não
tem como bancar um e,ui%amento de laborat'rio de ,ualidade. # isso $ im%ortante
%or,ue no lab )oc? não s' %rodu8, mas )oc? e(%@e. 3oc? tra8 %essoas da comunidade
%ro seu laborat'rio, )oc? con)ida al"u$m %ara )ir e %rodu8ir no seu laborat'rio.R
3./.). 1iperorg2ni#os
MO um e)ento ,ue começou t-mido no t$rreo da uni)ersidade con)idando artistas,
%essoas ino)adoras, %essoas interessadas no sistema de rede e de cone(ão em rede. Não
$ s' ter um e,ui%amento conectado na internet mas )oc? tra8er essa cone(ão %ara um
interesse coleti)o e %rodu8ir a %artir dessas colaboraç@es. N's ,ueremos )er o ,ue isso
"era. Fueremos %rodu8ir conte4do %ara essa cone(ão. # esse conte4do muitas )e8es não
est0 dentro da Cni)ersidade, est0 na )ida de todo o mundo. #ntão o e)ento
*i%eror"<nicos $ um momento, uma ati)idade e(tensionista de uni)ersidade, em ,ue a
"ente abre o nosso laborat'rio e abre o ,ue desen)ol)emos durante o ano %ara ,ue em
cinco dias com%artil*ar com as %essoas ,ue tamb$m estão :a8endo coisas similares em
outros lu"ares do 6io, do 2rasil e do mundo. !or,ue estando em rede )oc? conse"ue
:a8er esse com%artil*amento. O um momento muito im%ortante onde %artimos do
%rinc-%io dessa *ibridação do natural e arti:icial, do or"<nico e inor"<nico. N's temos
uma lin*a de trabal*o no NAN5, o ,ue não $ uma coisa e(cludente, mas $ uma
%ro)ocação %ara nossos ami"os e %arceiros. #ssa colaboração "era uma s$rie de
descobertas e $ muito bom, )oc? encontra %essoas ,ue estão trabal*ando com isso,
encontra soluç@es no)as %ara as coisas ,ue )oc? est0 desen)ol)endo, essa troca $
:undamental. 5 *i%eror"<nicos $ esse momento de laborat'rio aberto onde as %essoas
são con)idadas a tra8er os seus trabal*os, suas %es,uisas, seus %rocessos %ara
36
com%artil*ar esses %rocessos, e não a%enas o resultado. #u ,uero saber como o trabal*o
aconteceu. Sodo o nosso trabal*o art-stico *oAe $ deri)ado de %rocessos e %rocessos
com%le(os. # a "ente não conse"ue dominar tudo, então essa colaboração e
com%artil*amento $ :undamental %ara ,ue a "ente entenda at$ o nosso %r'%rio
trabal*o.R
3.). *uto N+bre(a
Coordenador do Núcleo de Artes e Novos ,rganismos 4NAN,5 da 0scola
de 1elas Artes da UF23!
3.3.1. 1iperorg2ni#os
M5 ,ue a "ente %ro%@e com o ;i%eror"<nicos $ a construção de um es%aço ,ue se
d0 %or tr?s dias, e durante esses dias o es%aço se torna um es%aço %ara %rocessos. As
%essoas são con)idadas %ara tra8er o ,ue elas estão e(%erimentando. O uma construção
,ue se d0 ao lon"o de um ano, mais ou menos. A "ente começa articulando com os
artistas, tanto do meio acad?mico ,uanto :ora do meio acad?mico, não $ restrito a
instituiç@es de ensino. Na )erdade a "ente )iu ,ue as outras %essoas estão :a8endo e
con)idamos as outras %essoas, e o es%aço est0 totalmente aberto %ara inter)enção. Ao
mesmo tem%o ,ue tem essa abertura e tem um %rocesso ,ue tra8 Aunto )0rias classes de
aç@es dentro desse conte(to da arte e da cultura di"ital, $ tamb$m um modelo muito
:orte de %es,uisa, %or,ue %ara construir esse es%aço de e(%erimentação $ necess0rio um
momento sobre o ,ual )oc? não tem sobre a,uele es%aço, sobre a,uele :a8er, uma
cobrança de resultados. A "ente %ermite criar uma Aanela no tem%o %ara ,ue esses
%rocessos )en*am . tona e ,ue a "ente %ossa "erar um ol*ar coleti)o %ara eles.R
3.3.2. .edelabs universit+rios
MAcredito ,ue o 6edelabs tem como )ocação o :omento da %rodução de
37
con*ecimento no conte(to das redes de in:ormação, no uso da telem0tica, %ara :acilitar
a %es,uisa nessa 0rea. #ntão :a8 todo sentido )oc? ter uma rede de labs interconectados
e %rodu8ir %rocessos ,ue se )al*am dessa interconecti)idade. !ara isso )oc? %recisa de
toda uma estrutura de SI %ara dar su%orte ao acontecimento dessa rede. #ssa $ uma
coisa. 5s laborat'rios en)ol)idos nesse %rocessos são con*ecidos dentro dos :'runs de
discussão acad?mica, A0 *0 uma relação institucional ,ue :a8 sentido Auntar esses
laborat'rios %ara usar essa :acilidade de SI e %ro%orcionar um ambiente no ,ual )oc?
%ossa %es,uisar a rede em toda a sua am%litude, não s' em termos tecnol'"icos mas em
termos de %o$ticas, na %es,uisa art-stica. !or outro lado, o 6edelabs $ uma con:i"uração
da 6N! com o inc ,ue e(tra%ola esse as%ecto de %es,uisa es%ec-:ico no conte(to da
rede, %or,ue %ensa tamb$m incluir nessa rede outros a"entes ,ue estão :ora dessas
instituiç@es. as ac*o ,ue %ara %ensar nessa inclusão ou um conte(to mais am%lo $
%reciso %ensar o ,ue $ es%ec-:ico, e a"ora o es%ec-:ico $ resol)er ,uest@es muito
b0sicas. !or e(em%lo *oAe a "ente tentou :a8er uma con:er?ncia de uma rede
internacional ,ue est0 se :ormando de %es,uisa e a "ente te)e )0rios %roblemas t$cnicos,
e não conse"uiu :a8er essa comunicação. A "ente não ac*a ,ue uma rede se constitui %or
a%enas ter acesso a um sistema de )ideocon:er?ncias, estamos tratando de uma coisa
,ue en)ol)e muito mais do ,ue isso, *0 uma %ossibilidade aberta %elas redes, %ela
tecnolo"ia do %r'%rio ambiente estar conectado como um todo. ;oAe )oc? tem
tecnolo"ias como como Dinect, como drone, rob'ticas das mais )ariadas, a "ente %ode
ter toda uma ecolo"ia de a"entes ,ue com%artil*am e dão sentido a um laborat'rio ou
toda uma es%acialidade ,ue %oderia estar conectada. #ssa $ min*a )isão do ,ue %oderia
ser um %roAeto como o de 6edelabsG como tornar um laborat'rio a dist<ncia %arte de um
38
todoJ Como interconectar as %essoas %ara se constituir como um es%aço s'lido,
inte"rado %ara e(%erimentaçãoJ As deri)aç@es disso $ ,ue se torne um modelo ,ue %ode
ser a%licado, aberto %ara inte"rar toda uma comunidade ,ue %es,uisa nessa 0rea. #ntão
como a Cni)ersidade $ "enuinamente esse cam%o do saber, de %rodução de
con*ecimento... %or,ue ao :alar de laborat'rio, uma coisa $ )oc? criar :acilidades
laboratoriais :ora do esco%o da uni)ersidade, o ,ue en)ol)e todo um in)estimento de
ca%ital, de em%resas, ,ue "era outra con:i"uração de necessidades e estrat$"ias. A
Cni)ersidade tem seu es%aço de:inido, suas a"?ncias de :omento, ,ue :acilitam a
construção de laborat'rios de %orte so:isticado ,ue %ermitem ter uma estrutura de rede
:acilitada %ara isso. !or isso a "ente ac*a muito "enu-no uma %es,uisa dessas nascer
numa uni)ersidade. A"ora lo"icamente isso se desdobra como ,ual,uer %roduto com
um %otencial de con*ecimento ,ue e(tra%ola seus dom-nios, e a- )em o %a%el da
e(tensão. Na ,uestão do 6edelabs, o nome em si me remete a laborat'rios de %es,uisa
interessados em %es,uisar %rocessos telem0ticos e mais ainda es%eci:icamente no
conte(to da arte.R
3.,. Danillo Barata
6ideoartista e curador! Atualmente - diretor do Centro de Cultura,
7inguagens e 8ecnologias Aplicadas 4C0CU785 da Universidade Federal
do 2ec9ncavo da 1ahia 4UF215! Danillo teceu coment"rios sobre as
recomenda#$es %eitas anteriormente, no segundo produto deste
levantamento!
3.4.1. .eposit$rios5 do#umentação e a#ervos digitais
MA base desse %rimeiro %onto $ %ensar um re%osit'rio. Ac*o ,ue não %recisa ter
cara de blo", mas ,ue seAa um lu"ar como se :osse uma !lata:orma 7attes, onde )oc?
encontra todos os %es,uisadores se )oc? ,uiser %es,uisar sobre ,ual,uer tema. Cma
39
%ossibilidade de )eri:icar o %es,uisador, o "ru%o de %es,uisa, os temas ,ue te
interessam. !oderia ser uma base aos moldes dessa %lata:orma P7attesQ e ,ue ti)esse
esse re%osit'rio das %r0ticas, com as %es,uisas, arti"os %ublicados, linD %ara a
documentação disso em )-deo, %d:, etc. #sse re%osit'rio %recisaria ter um tratamento,
assim como o 7attes $ :eito %elo CN!Y. #ntão acredito ,ue o inc Aunto com outros
minist$rios como o da Ci?ncia e Secnolo"ia %udesse im%lementar um sistema de busca e
sal)a"uarda desses materiais ,ue .s )e8es necessitam dessa ar,ueolo"ia imediata.
uitos %roAetos não estão )is-)eis, muitos at$ :inanciados %elo %r'%rio "o)erno %or
meio de leis de incenti)o não %re)iram isso na,uela ocasião, então %arte dessa %rodução
%oderia estar dis%on-)el em :ormato di"ital. Cma uni:icação de um sistema como esse,
de %ensar um re%osit'rio, uma base de %es,uisa, e essa relação %recisa ser do inc
Aunto com o inist$rio da Ci?ncia e Secnolo"ia, com o inist$rio da Comunicação,
naturalmente com um certo %rota"onismo do inc %ela trans)ersalidade, %ela ader?ncia
e ca%ilaridade da 0rea ,ue est0 en)ol)ida.
;oAe se ,uiser encontrar um %es,uisador, %ro:essor, artista com temas ,ue seAam
caros a min*a %es,uisa, da min*a 0rea, consi"o locali8ar l0 no 7attes. Se %rocurar um
"ru%o de %es,uisa sobre esse tema tamb$m %osso encontrar l0. Naturalmente ainda não
e(iste no 7attes um es%aço em ,ue eu %ossa me conectar com esses ar,ui)os. Não tem
um linD onde bai(ar um %d:, ou assistir a um )ideBo, mas %ode linDar %ara o "ru%o ou o
%es,uisador ,ue %ode )incular o conte4do. Ac*o ,ue um modelo de re%osit'rio %ara
esta 0rea %ode ser mais com%le(o e interessante do ,ue um 7attes. Fue en)ol)a
conte4dos, mas tamb$m uma %arte em ,ue as %essoas %ossam elas mesmas construir
seus %er:is. ;oAe temos a,uela enciclo%$dia do Ita4, eles contratam redatores %ara
40
escre)er os )erbetes mas ac*o ,ue )aleria a %ena *oAe um %es,uisador ,ue tem interesse
e %rodução, ele :a8er %or si mesmo, cadastrarBse e %oder incluir o conte4do. Sal)e8 seria
uma "rande rede social %ara Auntar essas %es,uisas, linDs, sites. !enso num re%osit'rio
)i)o, em cone(ão com a )ida das %essoas, e ,ue con)erse com a rede social e outras
%lata:ormas.
uitas )e8es esses %roAetos entram nas discuss@es de lin"ua"em, e )ira a coisa da
\arte di"ital\, mas ac*o ,ue estamos :alando de al"o muito maior do ,ue isso. Semos ,ue
%ensar a cultura di"ital como um todo, como um "rande "uardaBc*u)a e a arte di"ital
com%@e essa cena.R
3.4.2. etalaborat$rio
MSeria o%ortuno %ensar nessas cone(@es, a "rande *ist'ria $ como %e"ar essas
com%et?ncias, essa in:raestrutura ,ue est0 dis%ersa *oAe e colocar essa in:ra e
%es,uisadores ,ue estão dis%ersos e se encontram e)entualmente em al"uns con"ressos
acad?micos ou art-sticos no 2rasil, at$ com uma certa %eriodicidade. as coloc0Blos de
:orma or"<nica, conAuntamente %es,uisando e trocando %ara al$m da burocracia
acad?mica. #ssa %lata:orma ,ue estamos discutindo %ode ser um "rande barato. !or
e(em%loG estou %rodu8indo em Cac*oeira *oAe, e ten*o um "ru%o de %es,uisadores e
alunos e )ou ter um ambiente dentro da min*a %lata:orma di"ital do re%osit'rio onde
coloco a min*a %es,uisa em desen)ol)imento. A%resento essa %es,uisa, :aço um )-deo,
e coloco %ara ,ue outras %essoas %ossam colaborar. # a- a %essoa )ai l0 e :a8 uma
%ro%osta de colaboração, %ensa uma ideia, ou com%artil*a o ,ue est0 acontecendo em
outro %a-s, com outro "ru%o. #ntão )oc? começa a criar cone(@es da,uilo ali. #u s'
consi"o %ensar num ambiente di"ital, numa %lata:orma %ara ,ue essas coisas
e:eti)amente %ossam acontecer, como uma rede social ,ue seAa bem :ocada nisso. ;oAe
41
%asso boa %arte do meu tem%o )endo o ,ue meus cole"as estão :a8endo, trocando ideia
com eles, e *oAe a "ente con*ece muito %ouco do ,ue est0 rolando em outros lu"ares. A
"ente %recisa dar :orma a isso. #ntão se )oc? criar um ambiente onde tudo isso est0
%osto, onde %ode identi:icar os %e,uisadores, bolsistas en)ol)idos, conte4dos, etc,
"ru%os ,ue não necessariamente estão )inculados . academia, mais autNnomos, isso
camin*a mais %ara uma "rande %lata:orma de rede social :ocada em artes do ,ue outra
coisa.R
3.4.3. .ede so#ial
MSe a "ente %ensar ,ue *oAe temos um es%aço onde conectar com coleti)os,
%es,uisadores, com criadores autNnomos, se ,uerBse criar uma rede "rande de troca de
cultura di"ital, %odeBse %ensar num ambiente com es%aço %ara "aleria )irtual onde
mostrar trabal*os. At$ %ara %otenciali8ar encontros %resenciais, uma a"enda, salas de
encontro, criando %er:is. Nada disso $ no)o, estou :a8endo uma metarecicla"em do ,ue
A0 e(iste. Se )oc? cria um %er:il ,ue )oc? mesma alimenta, onde %ode :a8er uma
mi"ração de dados, %ode colocar seus )-deos, %ort:'lio, e seu "ru%o %ode estar ali e ter
um es%aço de %ublicação e de encontro com tem0ticas es%ec-:icas, numa %lata:orma
bacana ,ue %ermita ter um re"istro disso e ,ue )ire um "rande lu"ar de re:er?ncia.
Naturalmente )ai %recisar de uma %ol-tica %ara mediar isso. ;oAe como %es,uisador
sinto :alta disso, de um es%aço como esse, %or,ue *oAe o ,ue a "ente :a8 $ ol*ar o site
do cole"a, trocar uma ideia %or eBmail ou numa rede social, mas ac*o ,ue :alta um
re%osit'rio onde centrali8ar a %es,uisa brasileira li"ada a "randes centros de %es,uisa
mas tamb$m os inde%endentes e mar"inais, listas li)res, es%aços tem0ticos, etc.
Cma rede social %ara buscar %arceiros %ara desen)ol)er coleti)amente meu
trabal*o, %ara conse"uir :inanciadores, ,ue %ermita de%ois :a8er uma curadoria de
42
trabal*os com%artil*ados. 5u seAa, um banco de dados )i)o, ,ue %ermita dar
)isibilidade a essa %rodução. Claro ,ue isso não ,uita a im%ort<ncia dos encontros
%resenciais, mas ac*o ,ue *oAe a "ente )i)e num "ueto tão *ermeticamente :ec*ado e
tal. #n,uanto os trabal*os na 0rea da cultura di"ital, se )oc? não tem uma "ame:icação
desses %rocessos, %arece ,ue a,uilo tudo não sobre)i)e. Ac*o ,ue a "ente %recisa ter
es%aços %ara a%resentar esses trabal*os, %ro%osiç@es, interaç@es desses trabal*os e at$
,ue os %r'%rios artistas :açam sua autorre"ulação, ,ue ele %ossa se associar com outro
%or a:inidades, e não :orçando a barra. # $ su%er le"al ter um es%aço de debates, de
ac4mulo, de encontro, de %ensar Auntos, de a,uilo estar como uma c$lula em
desen)ol)imento com outros artistas e %es,uisadores. Não sei se tudo isso $ uma uto%ia.
;oAe %aro muito %ara %es,uisar as %essoas ,ue "osto, ,ue me interessam, ,uando )ou
num con"resso não )eAo tudo, seleciono o ,ue eu ,uero )er. #ntão se eu ti)er um lu"ar
dentro dessa cena da arte e da cultura di"ital onde eu %osso %ensar ,uais artistas me
interessam, selecionar eles e conse"uir acom%an*ar %or meio dessa %lata:orma de
maneira sistem0tica, ac*o , seria mara)il*oso. No lon"o %ra8o isso $ muito bom.
Ima"ina, recentemente :ui con)idado %ara :a8er uma curadoria %ara um instituto
im%ortante de arte e tecnolo"ia, ,ue ,uer ,ue :aça uma seleção de artistas no 2rasil
%es,uisando cor%o e tecnolo"ia. Da- eu %oderia ir l0 no re%osit'rio e ac*ar artistas do
Acre, de 6oraima, de lu"ares onde nin"u$m )ai, e %osso descobrir ,ue o trabal*o desses
caras tem o maior di0lo"o com o meu. Sudo o ,ue não acontece na %r0tica, %or,ue
a,uele %es,uisador ,ue est0 isolado l0 %ode estar dentro de um lu"ar, de uma rede de
%ertencimento, simb'lica. A CA!#S a"ora est0 com a %lata:orma Sucu%ira, a "ente
%recisa %ensar nessa %lata:orma ,ue en)ol)a essa nossa 0rea, isso me :a8 :alta *oAe, de
43
ter um lu"ar mais diri"ido %ara isso.R
3.4.). .esid6n#ias5 inter#2mbios
MSe a "ente est0 trabal*ando sobre a ideia de uma %lata:orma onde esses
conte4dos se trabal*am sem ter necessidade de uma %resença :-sica, a resid?ncia
%ermitiria ,ue )oc? %ossa )i)enciar isso %resencialmente num es%aço curto de tem%o,
%ara a%resentar um trabal*o, mas ,uando )oc? cria uma cone(ão ,ue e(iste a %artir de
uma rede ,ue A0 est0 estabelecida, entende muito bem como o "ru%o trabal*a, )oc? %ode
:a8er uma %ro%osição mais %roduti)a do ,ue )oc? c*e"ar l0 Pna resid?nciaQ e %assar um
tem%o se ade,uando e con*ecendo as %essoas, sacando o lu"ar. !ode ser muito mais
bem diri"ido. Adoro as resid?ncias, ac*o ,ue $ um momento em ,ue )oc? %ode %rodu8ir
muito mel*or, com bastante cuidado e carin*o, e ac*o im%ortante ter uma lin*a de a%oio
como essa, %or e(em%lo "erando bolsas es%ec-:icas. # ,ue os labs %ossam "erenciar
isso, ou então uma comissão multidisci%linar de labs %ossa :a8er uma troca entre
%roAetos, %es,uisadores, desen)ol)er coisas conAuntas.
#stou :alando muito em Cni)ersidades %or,ue *oAe $ meu <mbito de ação, mas
%ode ser um lu"ar ,ue não ten*a nada a )er com isso. ;oAe )oc? tem nas Cni)ersidades
condiç@es de ter laborat'rios bem estruturados, com rede, com tudo, mas )oc? tem
%roblemas de como *os%edar, de como %a"ar um cac*? %ara a %essoa, %ara ,ue ela
%ossa ter uma estrutura, esse ti%o de coisas. Fuando o cara $ um %es,uisador senior
conse"ue uma aAuda es%ec-:ica, ou como %ro:essor )isitante. as ,uando ele não $,
,uando $ um artista mesmo, $ muito mais di:-cil. A "ente esbarra nisso cotidianamente.
!or,ue at$ %assa"em a$rea conse"uimos, mas como )oc? %ode *os%edar a %essoa, o
cac*?, as di0rias %ara manter a %essoa ao lon"o de uma resid?ncia numa Cni)ersidadeJ
Isso do %onto de )ista institucional. as se %ensarmos em outras estruturas, como a
44
Nu)em P7aborat'rio rural ,ue A0 :oi retratado no %rimeiro %roduto deste le)antamentoQ,
isso tem custos :i(os %ara cobrir, e %recisa de uma "rana %ra isso. #ntão tal)e8 o "rande
di:erencial %oderia ser %ensar uma cota :i(a como as a"?ncias de :omento colocamG
bolsas es%ec-:icas, .s )e8es de %roduti)idade de %es,uisa, %ara o incenti)o de )0rios
"ru%os e a- tal)e8 :osse uma coisa mais diri"ida mesmo. !ensar de :orma
multidisci%linar. Se ti)er um "ru%o ,ue eu A0 ten*o a:inidade %ara colaborar, $ muito
bacana ter as condiç@es %ara %oder :a8er isso. As aAudas *oAe são muito es%açadas e não
t?m continuidade, e isso ,uebra inclusi)e %or,ue estamos trabal*ando em redes. as as
redes %recisam de alimentação cotidiana, %recisam ser alimentadas.R
3.4./. Cir#uito de eventos5 #olaboraç7es5 par#erias
MA "ente :a8 isso o tem%o todo, ,uando sabemos ,ue )em um %es,uisador
tentamos di)idir uma %assa"em internacional com outros %arceiros, naturalmente se
)oc? tem um es%aço onde dialo"a com um cole"a e %ensa Aunto em tra8er al"uma
%essoa de :ora %ara :a8er um trabal*o, um %ode conse"uir as %assa"ens a$reas, outro as
di0rias e *os%eda"em, e %or a- )ai. #ssa coo%eração $ saud0)el %ra caramba %ra "ente.
as )aleria a %ena ter um es%aço onde colocar de maneira clara isso, %or,ue *oAe isso
:unciona in:ormalmente %or meio da nossa rede de ami"os, onde a "ente comunica entre
n's ,uem estamos %ensando tra8er %ara )er se o outro %ode a%ro)eitar tamb$m %ara
con)idar uns dias %ara ir %ra l0. ^s )e8es :ica muito em cima e $ di:-cil criar uma
estrat$"ia %ara isso. as se *ou)esse uma :orma de %otenciali8ar a )inda de uma %essoa
e a circulação dela entre %roAetos, es%aços, resid?ncias ou "alerias seria muito le"al.R
3.4.3. .edelabs universit+rios
MO im%ortante essa retomada da discussão sobre in:raestrutura, de reli"ar esses
labs %or meio de :ibra 'tica, uma troca de in:raestrutura. Ac*o ,ue %recisam ser criados
45
esses es%aços de laborat'rio, n's a,ui em Cac*oeira recebemos e %rodu8imos uma s$rie
de e)entos im%ortantes ,ue en)ol)em a arte e tecnolo"ia e artem-dia, a "ente tra8
muitos artistas, mas a "ente ac*a ,ue .s )e8es :ica muito circunscrito, %oderia ser
%otenciali8ado %or uma rede a:eti)a de laborat'rios. ais do ,ue um edital de redes de
laborat'rios, tem ,ue :uncionar %or a:inidade, am%liar essa %ol-tica. Isso de%ende da
a:inidade, de con*ecer o trabal*o do outro. Samb$m $ im%ortante ter um monitoramento
do resultado disso, se isso realmente im%actou na comunidade, ,uantas %essoas da
comunidade %artici%aram disso, o ,ue :icou %ara a instituição, são essas coisas ,ue a
"ente %recisa re:orçar e am%liar dentro dessa %ol-tica. A "ente %recisa a"ora $
%otenciali8ar o ,ue :oi "estado nessas instituiç@es e am%liar, com ca%ilaridade no 2rasil
inteiro, sobretudo \interiori8ando\ mais.R
3.4.4. Colegiado setorial da arte digital
MAs %ro%ostas :ormuladas a,ui t?m com%leta ader?ncia com as metas. Não ten*o
%artici%ado muito das discuss@es atuais do %essoal ,ue est0 l0 a"ora no CN!C, %or,ue
não conse"ui acessar ao conte4do das aç@es e debates do cole"iado. !atricia Canetti
tin*a costume de di)idir mais os debates, min*a %artici%ação no cole"iado :oi na
%assa"em entre a !atr-cia e a tomada de %osse dos no)os re%resentantes consel*eiros. #
de l0 %ra c0, não ten*o conse"uido )er o ,ue eles %rodu8em l0.R
3.- .a/uel .enn+
3.8.1. Contextuali9ação das te#nologias
MA %ro%osta de um laborat'rio aberto, sem um :ormato %rede:inido, $
:undamental. Ainda $ comum um a%e"o . ideia de ter e,ui%amentos, sem le)ar em
consideração o conte(to. Isso $ um dos )-cios da tecno:ilia. DiscuteBse se o
46
e,ui%amento $ \le"al\, os as%ectos t$cnicos da coisa, e não se re:erenciali8a o conte(to.
Ctili8ando al"uns e(em%los ,ue )en*o discutindo %ara distintas %ro%ostas noto isso.
Não $ m0B:$ %or %arte das %essoas, mas sim%lesmente a,uela ideia de \c*ama a,uele
cara ,ue sabe de tecnolo"ia l0 em !orto Ale"re ,ue ele manda uma lista bacana de
e,ui%amentos\. Sem se %ensar onde as coisas serão mantidas, %ara di8er o m-nimo.
Antes se de)eria %ensarG *a)er0 massa cr-tica %ara utili8ar o e,ui%amentoJ #s%eraBse ter
esse "ru%o utili8ando estes e,ui%amentos %lenamente ou $ montar um est4dio de edição
de )-deo %ara \caso al"u$m ,ueira :a8er um document0rio um dia\J !ense no caso do
)-deo. Cma c<mera %ro:issional custa caro, e(i"e uma il*a de edição boa Hmais custosL.
as ser0 ,ue e(iste esta necessidade no conte(toJ 3ale a %ena trans:ormar um local de
acesso li)re em uma :ortale8a %or,ue )oc? tem um e,ui%amento de )-deo com um custo
altissimo ,ue nem se sabe se ser0 utili8adoJ ^s )e8es o local nem tem condiç@es boas
de arma8enamento, o material :ica l0 recebendo umidade, %'. # arrumar isso e(i"iria
uma re:orma do edi:-cio ,ue seria im%oss-)el no momento. 6esumindo, %arece 'b)io
mas $ sem%re bom lembrar ,ue a tecnolo"ia não inde%ende destas ,uest@es mais
cotidianas e ,ue im%licam na %r'%ria )iabilidade do lab.R
3.8.2. Continuidade
MA :alta de continuidade nos %ro"ramas $ al"o ,ue desanima e im%ossibilita ,ue
as %ro%ostas %ossam at$ mesmo ser a)aliadas. Se *ou)er a com%reensão de ,ue estamos
tratando de um %roAeto ,ue en)ol)e :ormação Hnão necessariamente educação, %elo
menos não educação :ormalL :ica mais :0cil entender a rele)<ncia disso. # tamb$m seria
mais :0cil sair da dicotomia %rodutoB%rocesso ,ue e(iste nas artes e no desi"n H%ensando
na economia criati)a como mais interessada no %roduto e as artes di"itais no %rocessoL.
5s labs ,ue me interessam He :alo no %lural %or,ue não são somente um ti%o mas muitos
47
de%endendo do conte(toL trabal*am com :ormação e distribuição de con*ecimento %or
meio da tecnolo"ia e sobre a tecnolo"ia.
# com isso :u"ir-amos tamb$m dos modismos ou %elo menos *a)eria uma
necessidade de se %ensar os modismos com um %ouco mais de descon:iança. #(G
%recisamos meter im%ressora +D em tudo ,uanto $ cantoJ !ara ,u? tanto desi"n
%ersonali8ado de coisas %ara se im%rimir em %l0sticoJ Y0 não so:remos e(atamente do
e(cesso de demandas indi)iduais e de %l0sticos ao mesmo tem%oJ 9ormação não $
relação %ro:essorBaluno Hali0s, se o lab ti)er %ro:essor A0 $ outra coisaL, mas se :icar
di:-cil entender assim %elo )-cio da %r'%ria %ala)ra :i,uemos com es%aços de
a%rendi8a"em. #ducação não se de:ine %ela sala de aula ou %ela relação %ro:essorBaluno
e %or isso mesmo tem tanto %eda"o"o ,ue A0 desconstruiu isso mil )e8es. Se eles não
são de)idamente ou)idos, $ %or um re"ime %ol-tico de controle ,ue escol*e al"umas
%ro%ostas e i"nora outras. #s%aço de a%rendi8a"em $ es%aço de a%ro%riação cr-tica He a-
o %ro:essor ,ue en:ia conceitos "oela abai(o do aluno não %ode estarL. # $ %or isso ,ue
os *acDers%aces e maDers%aces / ou seAa l0 ,ue nome tin*am antes disso, mas sabemos
,ue A0 rola)am B estão na dianteira, $ %or,ue a 0rea de en"en*arias em "eral $ onde o
sistema educati)o $ mais r-"ido e onde não *0 es%aço %ara se ou)ir os alunos ou se"uir
:ora do traAeto im%osto. # $ com essa "alera ,ue eu )eAo coisas mais le"ais rolando,
%or,ue eles ti)eram de derrubar tudo %ara construir o es%aço deles do 8ero. e
%reocu%a a 0rea de artes e cultura ,ue :ica nesse meio termo e não se e(%@e como
autorit0ria nem escancara seus muros.R
3.8.3. Do#umentação
MAl"o :undamental tem a )er com o ,ue :oi :alado antes sobre es%aços de
:ormação. Se a aborda"em $ essa, $ :undamental desen)ol)erBse essa %reocu%ação. #sta
48
$ uma area onde estou me en)ol)endo desde o in-cio do Csot'%ico P7aborat'rio
:undado %ela entre)istada na Cni)ersidade 9ederal de Yui8 de 9ora, dentro do >ru%o de
estudos em !r0ticas art-sticas, es%acialidade e ci?ncias da )ida.Q e :ico cada )e8 mais
sur%reendida com a :alta de %reocu%ação neste as%ecto. !or um lado $ um %roblema de
*0bito, as uni)ersidades não costumam "ra)ar e montar bancos de dados das
con:er?ncias ,ue são reali8adas, %or e(em%lo. >astaBse um din*eiro enorme %rodu8indo
e)entos internacionais e :ica ,uase tudo no 8ero de%ois. Fuem não :oi, %erdeu. #sse ti%o
de %ensamento $ o mais :re,uente na academia, mesmo entre %essoas ,ue trabal*am na
area do di"ital. Com%are com o 9'rum de So:tEare 7i)re P5 9'rum Internacional de
So:tEare 7i)re H9IS7L $ reali8ado anualmente em !orto Ale"re, 6S.Q, %or e(em%lo, ,ue
tem ,uase tudo em streamin" e %osteriormente em um re%osit'rio. O um e)ento ,ue
custa caro mas o:erece isso %ara ,uem não %ode estar %resente. 5s e)entos acad?micos
são :inanciados ,uase todos com 100X de din*eiro %4blico e não o:erecem isso em sua
maioria. Não %reciso mencionar essa ideia de "uardar con*ecimento %ara %oucos nas
instituiç@es, est0 l0 o :ilmin*o do Aaron SEart8 PMS*e Internet\s oEn bo_R, :ilme ,ue
conta a *ist'ria de Aaron SEart8, desen)ol)edor de so:tEare e ati)ista de cultura di"ital
,ue cometeu suic-dio %or estar sendo %rocessado %elo "o)erno de seu %a-s.Q ,ue
descre)e tudo claramente. Isso não mel*ora ,uando %assamos %ara as instituiç@es de
arte. A- se soma a ideia do \%ara %oucos\, \%ara iniciados\ e não dis%onibili8ar material
tornaBse at$ moti)o de or"ul*o. Si)emos al"umas e(ceç@es, %or e(em%lo os e)entos e
instituiç@es onde a >iselle 2ei"uelman este)e en)ol)ida Hno Instituto Ser"io otta e na
9ACP9aculdade de Ar,uitetura e Crbanismo da CS!L, :oram dis%onibili8ados e )iraram
um material im%ortante de consulta. as como comentei, eu mesma não ti)e
49
%ossibilidade de :a8er isso muitas )e8es %or,ue não me o:erecem salas com internet
nem t$cnico %ara cuidar do re"istro Hse ele ti)er de ser :ilmado e editado de%oisL e na
maioria das )e8es isso não $ tratado com a seriedade de)ida. !arece al"o totalmente
acess'rio.
5 ,ue decorre disso com o tem%o tamb$m $ uma inca%acidade de *a)er um
desen)ol)imento na area de tutoriais, )-deos educati)os, etc. #stes materiais %odem e
de)em ser %arte de um %roAeto maior. Fuanto custa "ra)ar )-deos com c<mera de
com%utador e subir no 2ambuser
+
J De%ois ter isso em uma Eeb com outras in:ormaç@es
%asso a %asso sobre al"um %rocedimento, notas do "ru%o ,ue est0 trabal*ando, etc. 5
>aroa ;acDer
4
, tem uma EiDi incr-)el bastante sistemati8ada. 9alei deles e do 9IS7
%or,ue %ela min*a %es,uisa $ uma constante )er maDers%aces e *acDers%aces Hou
"ru%os li"ados .s estas iniciati)asL na dianteira deste %rocesso. #ntão ac*o ,ue nada
mais natural de t?Blos como re:erente. Não )ai ser dos acad?micos e dos centros de artes
,ue conse"uiremos tirar isso, ,ue como :alei, est0 na contraBmão destas instituiç@es. São
os "ru%os ,ue t?m como base o com%artil*amento de saberes ,ue %odem nos ensinar.
!essoalmente me es%el*o neles e não :ico %erdendo tem%o com o %essoal das artes ou
acad?micos ,ue ainda tem di:iculdade em dis%onibili8ar os %r'%rios %a%ers na Eeb,
ac*ando ,ue não tem de \dar nada de "raça\ .R
3.8.). Espaços de di0usão
MA- eu me distancio ainda mais das artes. A :i"ura do museu não me interessa e
não ac*o ,ue interesse ao ,ue os labs %odem :a8er. 5u mel*or dito, as instituiç@es
art-sticas sem%re )ão beber desta :onte na medida em ,ue %erceberem nisso um nic*o a
+ `ebsite %ara transmissão de )-deo ao )i)o e %osterior arma8enamento *tt%GIIbambuser.com, acessado
em 20I09I2014
4 >aroa ;acDer Clube *acDers%ace em São !aulo B *tt%GII"aroa.net.brI , acessado em 20I09I2014.
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ser e(%lorado. Não $ %reciso ir at$ eles. 9oi assim com o "ra::iti e ser0 assim com as
e(%erimentaç@es tecnol'"icas. Al"umas serão escol*idas %ara obter o status de arte. #
al"umas %essoas )ão aceitar isso ou não, assim como tem "ra:iteiro ,ue )irou artista to%
e outros ,ue reAeitam isso. as tanto 2anDs_ ,uanto os >?meos não du)idam ,ue
"ra::iti se :a8 na rua. 5 museu est0 :ora dessa e,uação, e os modos de e(%or estas
iniciati)as me %arecem sem%re modos de se con"elar al"o ,ue se mo)e continuamente.
Como A0 disse, nada contra este tr<nsito, ele e(iste e e(istir0 sem%re, mas não $ %reciso
colocar os museus ou centros de arte com esse com%romisso %or,ue di:usão $ %ara o
,ue se elenca como arte. 5s labs %odem %rodu8ir obras ,ue se consideram art-sticas,
obAetos de desi"n %ara consumo ou nada H\s'\ uma roda de con)ersa, s' uma troca de
e(%eri?nciasL. O assim e não *0 %roblemas nisso Hos *acDers%aces sabemL. Colocar um
museu ou uma \loAa de desi"n\ no :inal do ciclo e de%ois reclamar ,ue \não se d0 de)ida
im%ort<ncia ao %rocesso\ $ no m-nimo um %arado(o, %or,ue se est0 :orçando ,ue *aAa
um %roduto :inali8ado. !or isso me interessa mais o ,ue :a8 um 6ui8 no Coco da
Cmbi"ada ou o 6e"is com o 2ailu(, ou o 9eli%e no Cbalab ,ue con*ecem bem o
conte(to local e o ,ue est0 :ora dele H:alei um %ouco disso a,ui
*tt%GIImedienim%ulse.atIarticlesI)ieEI=4&L e ser)em como conectores. Se )em al"u$m
da 9inl<ndia l0 %ro%or al"o e(iste esta %onte. S' le)ar a "alera de uma cidade "rande
%ara o interior em si não tra8 nada no)o e %ode at$ "erar %roblemas, curtoBcircuitos
comunicati)os não necessariamente %ositi)os. # sobre as resid?ncias dentro do :ormato
das artes H,ue $ onde eu con*eçoL eu ac*o ,ue $ o contr0rio do ,ue se es%era de um labG
%oucas ou nen*uma %rodução conAunta, cada um desen)ol)endo seu %roAeto em um
ambiente com in:raestrutura e baseado na )el*a ideia da arte do artistaBautor e dono da
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ideia ,ue :oi selecionado %ara estar ali %or um "ru%o de e(%erts. 5 :ato de ,ue muitas
resid?ncias %ermitam ,ue nao se a%resente %roduto :inal nao soluciona nada. Sobre
:esti)ais eu não ten*o muito o ,ue acrescentar, são momentos %ontuais de encontro e
com%artil*amento mas ainda não sei bem o ,ue %oderia ser %ro%osto dentro disso a,ui.
Sal)e8 %ensando no Summerlab ou no %r'%rio Sro%i(el, mas sem%re com um %$ atr0s
em :a8er muita :umaça e no :inal não criar continuidade H,ue di"amos, ocorreu a%enas
%or,ue o Cbalab esta)a l0, então restaria saber se o :esti)al te)e um real im%acto no
conte(toL. as sobre isso estamos con)ersando e e(%erimentaremos com %ro%ostas
mais direcionadas e %ontuais distribu-das no tem%o. !ode ser ,ue o resultado seAa
mel*or, %ode ser ,ue não[ eu não saberia di8er a"ora. 5 ,ue sei ,ue $ os editais
acad?micos %ara e)entos t?m uma )isao muito restrita do ,ue %ode ou não ser :eito e
não %ro%orciona este conte(to ,ue %rocuramos, a não ser ,ue seAam combinados com
outros editais não acad?micos Hos ,uais con*eco menos e não sei se estariam muito
atrelados ao a%oio da iniciati)a %ri)adaL.R
3.0. Cleomar .oc!a
ro%essor da UFG e coordenador do +edialab UFG!
M5 edialab C9> $ um %roAeto de %es,uisa, desen)ol)imento e ino)ação em
m-dias interati)as. A %artir desse laborat'rio *0 uma s$rie de aç@es ,ue en)ol)em não s'
os alunos B desde "raduação at$ %'sBdoutoradoB como tamb$m %es,uisadores ,ue estão
articulados em )0rias 0reas de con*ecimento, com %roAetos ,ue desen)ol)emos no
edialab. A conce%ção do nosso laborat'rio $ absolutamente aberta, n's somos um lab
multiusu0rio. Não estamos )inculados a uma unidade da uni)ersidade, nos )inculamos
diretamente . %r'Breitoria, e isso :a8 com ,ue *aAa uma o(i"enação em relação aos
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%es,uisadores, as e(%ectati)as, os trabal*os, %ara as di)ersas 0reas de con*ecimento. #
nesse sentido, o trabal*o colaborati)o $ :undamental. !or e(em%loG estamos
desen)ol)endo um Ao"o com o %essoal do mestrado em en"en*aria, os meninos do
desi"n e o %essoal da :isiotera%ia, e n's estamos buscando, nessa conce%ção de serious
"ames, uma :'rmula de trabal*ar com ludicidade as ,uest@es de tratamento de sa4de.
#ssa $ uma das lin*as de %es,uisa do edialab.R
3.:.1. .edelabs
MInte"ramos esse %roAeto %iloto da rede de uni)ersidades P6edelabsQ e a nossa
e(%ectati)a $ ,ue esse ti%o de articulação, ,ue $ transdisci%linar, com e,ui%es
multidisci%linares, seAa tamb$m em rede, su%erando as di:iculdades ,ue a dist<ncia tra8.
#ntão temos uma s$rie de aç@es em conAunto com esses )0rios %arceiros, e ac*amos
:undamental conceber metodolo"ias es%ec-:icas %ara esse trabal*o colaborati)o em
rede, ,ue seAa :undamental %ara o a%rimoramento do uso da tecnolo"ia de ,ue n's
dis%omos *oAe.
Semos uma s$rie de iniciati)as não sistemati8adas. #n,uanto metodolo"ia, *0
necessidade de uma %es,uisa mel*or :undamentada no uso de rede. # esses es%aços ,ue
estão dando uma boa lar"ura de banda, :a8endo essas articulaç@es, t?m se demonstrado
um camin*o muito %romissor %ara os nossos trabal*os, e $ essa min*a e(%ectati)a em
relação ao %roAeto da rede de laborat'rios. ais do ,ue um %roduto, o desen)ol)imento
de metodolo"ias e %ers%ecti)as de desen)ol)imento $ ,ue est0 em causa, e nesse sentido
ten*o e(%ectati)a de ,ue a "ente não use a%enas uma metodolo"ia mas ,ue teste uma
s$rie de metodolo"ias ,ue seAam ca%a8es de desdobramentos %ara outros trabal*os.
Certamente teremos um trabal*o :inal nesses 9 meses mas o elemento %rimordial me
%arece ser a %es,uisa ,ue n's desen)ol)eremos acerca de metodolo"ia de uso
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com%artil*ado desses as%ectos de trabal*o colaborati)o.R
3.:.2. Pol'ti#as p,bli#as
M#m relação . %ol-tica cultural, ac*o interessante ,uando a sociedade %ercebe ,ue
o #C %ro)? acesso a edução %ara toda a sociedade. Fue o minist$rio da sa4de trabal*a
%ro"ramas %ara toda a sociedade. Do mesmo modo, me %arece ,ue o inc, ,uando
lança determinadas %ro%ostas, ,ue são %ara a %o%ulação ter acesso . arte, e não %ara
artistas somente, $ al"o :undamental. # ali nessa conce%ção de um inist$rio da Cultura
%ara dar acesso a toda a sociedade, $ o %onto ,ue n's de)-amos :ocar. !rinci%almente
%e"ando a ca%ilari8ação das aç@es ,ue são a%oiadas %elo inist$rio %ara ,ue alcancem
de :ato a %o%ulação. Ao res%eito da cultura di"ital, n's su%eramos essas dist<ncias,
ri8omati8amos as inst<ncias de n4cleo e locali8aç@es mar"inais de modo ,ue isso não
inter:ere "randemente no acesso aos bens culturais. Acredito ,ue se conse"uirmos, com
redes A0 :ormadas, alcançar essa ca%ilari8ação de acesso . cultura, ter-amos al"o
:undamental ,ue %ode alterar o sentido de cultura brasileira. O nisso ,ue a "ente tem
trabal*ado com as aç@es de e(tensão desen)ol)idas no edialab. 9i8emos um trabal*o
com a C96Y e outros %arceiros %ara colocar um %ro"rama de Cni)ersidade aberta com
uma ca%ilari8ação muito interessante e resultou em %roAetos muito bacanas. #stamos
col*endo :rutos at$ *oAe de um trabal*o ,ue acabou *0 ,uase dois anos, o ,ue nos indica
camin*os acertados nesse sentido de :ormação, conce%ção e :ormulação de %ro"ramas
,ue bus,uem um re:orço .s identidades culturais. #ssas ,uest@es são im%erati)as, e o
conte(to, mais do ,ue tra8er %essoas %ara a rede, $ le)ar rede. Colocar essas %essoas em
rede. O assim ,ue temos trabal*ado, uma rede de e(%eri?ncias di"itais, no nosso
%ro"rama C'rte(
5
. e %arece im%rescind-)el ,ue determinadas aç@es seAam
5 *tt%GIImedialab.u:".brI%a"esI10&&&Bcorte(BredeBdeBe(%erienciasBdi"itais, acessado em 20I09I2014
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direcionadas %ara isso. Y0 temos uma serie de atores nessa cena mas ,ue não alcançaram
esse %ulsar cultural ,ue reside em todos os cantos e recantos do nosso %a-s. ais do ,ue
%ensar cultura %ara artistas, )amos %ensar a cultura %ara a %o%ulação em "eral e o uso
dos ambientes di"itais $ im%erati)o %ara ,ue a "ente alcance essa ca%ilaridade.R
3.:.3. .estelin%a
P#(em%lo de colaboração entre o lab e um %roAeto de resid?ncias art-sticas ,ue
en)ol)e um desdobramento em escolasQ
MSemos trabal*ado sistematicamente de modo colaborati)o com )0rios %arceiros.
Cm deles :oi a Casa da ar)ore, 5N> sediada em >oi<nia, ,ue desen)ol)eu uma
resid?ncia art-stica e te)e uma re%ercussão muito boa, inclusi)e en)ol)endo Ao)ens
%es,uisadores de >oi<nia. 9i8emos ,uestão de ,ue o trabal*o não :osse sim%lesmente
desen)ol)ido dentro de um laborat'rio mas ,ue contaminasse outras %essoas en)ol)idas
na cidade. # a- o trabal*o de articulação com uma 5N>, assim como outras %arcerias
,ue a "ente tem :eito, tem nos aAudado a alcançar essas %essoas. #sse :oi um trabal*o
modelar acerca dessas %ossibilidades de articulação e n's de)emos buscar esse ti%o de
%arcerias e articulação %ara conse"uir reali8ar essa contaminação %ara com a
sociedade.R
55
). .e0er6n#ias
A56#I6A, !aulo. #ntre)ista a 7uciana 9leisc*man. 2014.
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2A6ASA, Danillo. #ntre)ista a 7uciana 9leisc*man. 2014.
26ASI7. 7#I Nb 12.+4+, D# 2 D# D#V#265 D# 2010. Institui o !lano
Nacional de Cultura B !NC, cria o Sistema Nacional de In:ormaç@es e Indicadores
Culturais B SNIIC e d0 outras %ro)id?ncias. Dis%on-)el em *tt%GII"oo."lI012I;t
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