Portugalglobal

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AICEP
Desafios para 2013
Apoios 10
Exportações 20
Investimento 28
Promoção 37
Entrevista
Pedro Reis 6
sumário
Janeiro 2013 // www.portugalglobal.pt
Entrevista // 6
Pedro Reis, presidente da AICEP, fala sobre a missão da Agência
e dos desafios para o ano de 2013, fazendo um balanço posi-
tivo da dinâmica e evolução das exportações portuguesas, bem
como das perspectivas abertas, para as empresas nacionais, em
matéria de novos mercados. O presidente da Agência destaca
ainda a importância da diplomacia económica para o desempe-
nho das empresas portuguesas no exterior.
Missão da AICEP // 10
Em destaque, o papel da AICEP na promoção das exportações,
na captação de investimento estruturante e na promoção da
imagem de Portugal no exterior, contribuindo positivamente
para a economia nacional.
Enfoque também para os apoios disponibilizados às empresas
exportadoras no âmbito do QREN, da SOFID e da COSEC.
Exportações // 20
Análise sobre a evolução e comportamento recentes das exporta-
ções nacionais de bens e serviços.
Investimento // 28
São vários os factores de competitividade que posicionam Portu-
gal na rota do investimento estruturante (estrangeiro e nacional),
tais como a competência, qualificação e flexibilidade dos traba-
lhadores portugueses, sem esquecer a localização geo-estratégica
do país, entre outros.
Promoção // 37
Para apoiar a actividade das empresas exportadoras e daquelas
que queiram internacionalizar-se, a AICEP dispõe de informação
estratégica e de um conjunto de meios e ferramentas,
nomeadamente na área da promoção externa, que tem por
objectivo ajudar as empresas a fazerem face aos desafios da
economia global. Conheça-os.
AICEP Rede Externa // 48
Presença da AICEP no mundo.
EDITORIAL
// Janeiro 2013 // Portugalglobal 4
As opiniões expressas nos artigos publicados são da res-
ponsabilidade dos seus autores e não necessariamente
da revista Portugalglobal ou da aicep Portugal Global.
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Pedro Reis (Presidente),
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Pedro Pessoa e Costa (Vogais)
Directora
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ana.carvalho@portugalglobal.pt
Redacção
Cristina Cardoso
cristina.cardoso@portugalglobal.pt
Vitor Quelhas
vitor.quelhas@portugalglobal.pt
Colaboram neste número
António Silva, Direcção Grandes Empresas
da AICEP, Direcção Internacional da COSEC,
Direcção PME da AICEP, Francisco Baptista,
Grupo de Trabalho das Multilaterais Financeiras
(AICEP/GPEARI), Helena Paula Pires,
João Manuel Santos, Marta Pinheiro,
Miguel Fontoura, Pedro Reis.
Fotografia e ilustração
©Fotolia, Rodrigo Marques.
Publicidade
Cristina Valente Almeida
cristina.valente@portugalglobal.pt
Secretariado
Cristina Santos
cristina.santos@portugalglobal.pt
Projecto gráfico
aicep Portugal Global
Paginação e programação
Rodrigo Marques
rodrigo.marques@portugalglobal.pt
ERC: Registo nº 125362
Ao longo do último ano, tenho repetido
em diversas intervenções públicas que a
diplomacia é também a continuação da
economia por outros meios. Esta variação
da ideia original de Clausewitz – de que
“a guerra é a continuação da política por
outros meios” –, não esgota a dimensão
clássica do que é a diplomacia, que se
mantem válida e atual, antes a redefine e
a adapta aos tempos que vivemos.
O melhor exemplo de adaptação tem
sido dado pelas empresas portuguesas,
que têm procurado oportunidades de
crescimento em novas geografias – na
busca de negócios além-fronteiras.
O Portugal exportador, que vinga nos
mercados externos e que tem conse-
guido crescer fruto do mérito e perante
o risco, presta um contributo inesti-
mável para a perceção internacional
de Portugal, que atravessa hoje um
momento particularmente delicado da
sua história recente. São os casos de
sucesso destas empresas, que estão
verdadeiramente de parabéns, que nos
permitem afirmar externamente que
Portugal, apesar dos constrangimentos
conhecidos, está a fazer um caminho
de recuperação positivo e, sobretudo,
que Portugal é um país a considerar em
termos de investimento estrangeiro.
As empresas, contudo, não percorrem
este caminho de forma solitária. Têm ao
seu lado, e em todas as fases do seu pro-
cesso de internacionalização, um apoio
claro e inequívoco do Estado português,
que está totalmente comprometido e
empenhado em criar todas as condições
para que as empresas se consigam afir-
mar com êxito lá fora. Existe hoje uma
ação articulada de toda a rede externa
de Portugal – diplomática e consular, co-
mercial e turística – que está orientada e
focada na agenda nacional de interna-
cionalização da nossa economia.
Todas as representações externas de
Portugal têm planos estratégicos especí-
ficos para cada mercado, desenvolvidos
em coordenação estreita com a AICEP
e com a iniciativa privada, que estabe-
lecem diretrizes e objetivos a prosseguir
no apoio concreto às empresas.
A diplomacia económica, enquanto
instrumento de execução da política
externa, contribui ativamente para um
clima de negócios mais favorável para
as empresas portuguesas, abrindo mer-
cados e novas frentes para a sua ativi-
dade comercial.
Nesta edição da Revista Portugalglobal
abordam-se alguns dos sucessos alcan-
çados em 2012 em matéria de diploma-
cia económica e são dados a conhecer os
principais instrumentos e apoios a que as
empresas portuguesas podem recorrer
tendo em vista a sua internacionalização.
PAULO PORTAS
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros
Reforçar a diplomacia
económica
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ENTREVISTA
// Janeiro 13 // Portugalglobal 6
Nesta entrevista, Pedro Reis faz um balanço positivo sobre a dinâmica e
evolução das exportações nacionais, aborda a temática da captação de
investimento e traça as linhas gerais da estratégia da Agência em termos de
uma nova geografia da internacionalização da economia portuguesa.
Pedro Reis
Presidente da AICEP
A AICEP
NA PRIMEIRA LINHA
DO APOIO ÀS EMPRESAS
ENTREVISTA
Portugalglobal // Janeiro 13 // 7
Que balanço faz do comportamento das exportações
em 2012?
Muito positivo. As exportações nacionais cresceram face ao
ano anterior – que por si foi um ano record – e viram o seu
contributo para o PIB ganhar peso, situando-se em mais de
37 por cento da riqueza produzida em Portugal, quando
em 2011 esse contributo se encontrava nos 35 por cento.
São números que, sendo mérito das empresas e do sector
privado da economia, nos devem deixar a todos muito sa-
tisfeitos. O Portugal exportador está a dar um contributo
válido para uma melhor percepção externa do nosso país,
o que é fundamental no contacto com investidores inter-
nacionais. A reputação de um país é um dos seus melhores
activos intangíveis, e o caminho positivo de afirmação das
nossas exportações contribui para a nossa credibilidade
como destino de negócios.
E na perspectiva do investimento? Que balanço faz
de 2012 e que perspectivas para 2013?
Portugal tem vindo a afirmar as suas condições intrínsecas
de atractividade nos mercados externos e a consolidar a
sua proposta de valor apresentando internacionalmente
as reformas estruturais já feitas e em curso, bem como o
plano de privatizações, o que tem contribuído para que
muitas multinacionais já comprometidas com o nosso país
tenham decidido, em 2012, reforçar os seus investimen-
tos em Portugal. Muito do investimento desse ano – e
essa será uma tendência em 2013 – é investimento de
expansão e esta realidade deve obrigar-nos a uma ponde-
ração muito séria no que diz respeito às acções de anga-
riação de investimento. Porque se é verdade que nos de-
vemos mexer activamente no “leilão” do investimento a
nível internacional – posicionando a proposta de valor do
país junto de stakeholders relevantes e qualificados, como
bancos de investimento, fundos soberanos, private equi-
ties, consultoras e escritórios de advogados de dimensão
global – é também incontornável que devemos acarinhar
o investimento existente, que já nos conhece e que vê
para além do nevoeiro conjuntural do plano de assistên-
cia financeira. Os casos da chinesa Huawei, da francesa
Alstom, da alemã Continental Mabor, da canadiana Lun-
din Mining, da fino-alemã Nokia Siemens Networks, para
citar apenas alguns exemplos, são investimentos que, so-
mados, excedem os 300 milhões de euros e dois mil novos
postos de trabalho criados.
Como encara as previsões que apontam para um
arrefecimento da taxa de crescimento das nossas
exportações em 2013? O que está a fazer a AICEP
para contrariar esta tendência?
A AICEP continuará a estar na primeira linha do apoio às
empresas, capacitando-as para os processos de exporta-
ção e de internacionalização, prestando-lhes informações
qualificadas sobre os mercados, oportunidades de negó-
cios e acompanhando-as no terreno, seja em Portugal,
seja no estrangeiro. Esta é uma determinante essencial
da nossa missão. Outra determinante fundamental é tra-
balhar para a diversificação de mercados, desbravando
novas geografias e detectando novas oportunidades de
negócios em economias que estão a crescer. O plano pro-
mocional da AICEP e as missões empresariais programa-
das para 2013 reflectem justamente esta prioridade da
nossa actuação.
É nesta estratégia que se insere o projeto
MatchPoint? Podia detalhar um pouco o objectivo
desse projecto?
O Conselho Estratégico de Internacionalização da Econo-
mia (CEIE) subscreveu a importância de uma articulação
entre o sector privado e o sector público para encontrar
uma base comum na definição de mercados estratégicos
para a economia portuguesa, seja na vertente da capta-
ção de investimento, seja na vertente das exportações e
da internacionalização das empresas para agir neles de
forma concertada.
O objectivo central é permitir que do CEIE emane um qua-
dro claro da matriz da internacionalização da economia
portuguesa e um plano de acções comum para que a AICEP,
em conjunto com as confederações e associações privadas,
possa trabalhar os mercados prioritários desta estratégia.
“O Portugal exportador está a dar um
contributo válido para uma melhor percepção
externa do nosso país, o que é fundamental no
contacto com investidores internacionais.”
Face a essa orientação, a AICEP preparou um estudo pre-
liminar, designado de matchpoint, que teve por objectivo
identificar áreas de oportunidade para Portugal num con-
junto de 31 mercados, nomeadamente produtos e serviços
que cada um dos países desse universo importa do mundo,
e que o nosso país tem competência para exportar/fornecer
e para os quais não está ainda a vender ou, estando, se
existe ainda potencial de crescimento.
Dada a conjuntura nos mercados europeus, quais os
países extracomunitários que poderão compensar o
abrandamento das exportações portuguesas para os
seus parceiros tradicionais?
Cerca de 70 por cento das exportações portuguesas des-
tinam-se aos mercados comunitários que registam, ac-
tualmente, um ritmo lento de crescimento. A prioridade
assumida de diversificar mercados, de diversificar sectores
e de alargar a nossa base exportadora tem justamente
por objectivo não ficarmos excessivamente dependentes
do que se passa na Europa. Continuamos muito atentos
às oportunidades de crescimento das nossas exportações
para os mercados comunitários – nos quais estou conven-
cido que, em determinados sectores, as nossas empresas
têm ainda margem para ganhar quota de mercado – mas
a verdade é que se olharmos para a América, para Áfri-
ca ou para a Ásia esse potencial de crescimento é muito
ENTREVISTA
// Janeiro 13 // Portugalglobal 8
e o Peru como economias em crescimento e abertas às
empresas portuguesas. Na América do Norte, os EUA é
um país crescentemente importante no nosso mapa das
exportações e da captação de investimento, bem como o
México, que é a 14ª economia do mundo e que tem um
mercado interno muito interessante, países seguramente
no centro do nosso interesse.
e Moçambique, economias pujantes e que contam com as
empresas portuguesas para o seu desenvolvimento, além
da África do Sul, que vai assumindo uma importância cres-
cente para as nossas exportações. Na zona de fronteira en-
tre a Europa e a Ásia identifico a Rússia e a Turquia, e alguns
países onde a sua influência se faz sentir, como são os casos
do Azerbaijão ou do Cazaquistão, e mais a Oriente, ressalvo
a China, parceiro económico e comercial crescentemente
importante. Destaco ainda o potencial que países como
Singapura, Indonésia, Coreia do Sul e Japão podem repre-
sentar para as nossas empresas. Estes são apenas alguns
exemplos de economias com potencial de crescimento, a
que acrescentaria ainda os países do Golfo e a Índia, que
tem uma dimensão de mercado doméstico colossal e que
importa trabalhar de forma cuidada com os olhos postos
no longo prazo.
A China começa a tornar-se um parceiro económico
relevante de Portugal, seja em matéria de
exportações, seja de investimento directo. Neste
contexto, qual é a importância da assinatura do
acordo para a criação de um centro de distribuição de
produtos portugueses na China?
A China tem vindo a afirmar-se como um parceiro comercial
cada vez mais importante e, por isso, a assinatura de um
memorando de entendimento com o Grupo Nam Kwong,
em Julho de 2012, tendo em vista a criação de um Centro
de Distribuição de Produtos Portugueses em Pequim, para
além de incrementar qualitativamente as relações comer-
ciais com a China, poderá finalmente dar sequência a um
“A AICEP continuará a estar na primeira
linha do apoio às empresas,
capacitando-as para os processos
de exportação e de internacionalização,
prestando-lhes informações qualificadas sobre
os mercados, oportunidades de negócios
e acompanhando-as no terreno, seja em
Portugal, seja no estrangeiro.”
projecto facilitador da entrada de produtos portugueses
neste mercado, assim como potenciar a identificação de
mais oportunidades de investimento. Assinalo a importân-
cia de investir nas províncias chinesas para além das primei-
ras cidades, bem como a importância estratégica de Macau.
maior. Não só porque existem economias a crescer a um
ritmo muito acelerado, como também constatamos casos
de países que importam do exterior produtos e serviços
em que Portugal tem elevada qualidade e competência,
mas para os quais ainda não exporta. Na América Lati-
na há que olhar para o Brasil, a Venezuela, a Colômbia
Numa óptica de novos mercados, que lugar ocupam o
continente africano e os países euro-asiáticos?
Em África, há que considerar as economias que fizeram um
reset após as primaveras árabes – e que têm merecido a
atenção política do Ministro de Estado e dos Negócios Es-
trangeiros. Esta nova realidade contribui decisivamente para
que possamos trabalhar numa agenda de aproximação eco-
nómica e comercial com estes países, e também com os
mercados subsarianos, com especial destaque para Angola
ENTREVISTA
Portugalglobal // Janeiro 13 // 9
Há sectores em quebra ou a exigirem reconversão
para se tornarem mais competitivos a nível global?
Em termos meramente estatísticos, nos últimos dois anos,
todos os sectores exportadores de bens nacionais aumen-
taram as vendas ao exterior, alguns dos quais com taxas
A AICEP encontra-se, actualmente, na esfera de
actuação do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Esta realidade trouxe benefícios para a economia
portuguesa?
Sem dúvida que sim. A agenda de internacionalização da
nossa economia ganhou uma nova dinâmica e um novo
fôlego com a integração da rede comercial externa da
AICEP com a rede de turismo e a rede diplomática e con-
sular. A actuação coordenada e concertada de esforços
de promoção das nossas empresas no exterior, baseada
em planos específicos por mercado, com objectivos con-
cretos, trouxe enormes ganhos de eficácia. A diplomacia
económica é uma realidade incontornável das relações
externas de Portugal e os seus agentes primeiros – diplo-
matas de carreira e conselheiros económicos e comerciais
da AICEP que trabalham nas embaixadas e consulados de
Portugal espalhados pelo mundo – estão hoje mais sin-
tonizados e habilitados a apoiar a promoção das nossas
empresas nos mercados externos, bem como a trabalhar
na captação de investimento.
Em 2013 a AICEP irá abrir novas delegações?
A AICEP irá este ano assegurar a cobertura de novos mer-
cados extracomunitários que se podem revelar crescente-
mente importantes para as empresas portuguesas, mas a
partir de postos já existentes, ou seja, sem abertura física
de novas delegações. Refiro-me aos casos do Botswana e
da Namíbia em África, acompanhados pelo escritório da
África do Sul, do Azerbaijão, que será seguido pela de-
legação na Turquia e, finalmente, do Panamá, a partir da
Venezuela, que é uma decisão estratégica que tem em vis-
ta posicionar o nosso país para abertura deste canal em
2014/15 e capitalizar na importância que isso pode ter,
por exemplo, para o aumento do tráfego marítimo inter-
nacional de Sines.
“A prioridade assumida de diversificar
mercados, de diversificar sectores e de alargar
a nossa base exportadora tem justamente
por objectivo não ficarmos excessivamente
dependentes do que se passa na Europa.”
cos, entre outros factores, devem levar o sector dos têxteis
a, por exemplo, intensificar o nível tecnológico em toda a
cadeia de valor (novos materiais, novos processos de pro-
dução, novas características e funcionalidades dos produ-
tos), a procurar formas mais eficazes de gestão e a olhar
com mais foco para os mercados externos, como têm feito
muito bem. Já no caso da construção, sector atingido pela
redução de encomendas nas obras públicas e pela quebra
nas vendas no sector imobiliário, há que levar as empresas
a redimensionarem as suas organizações, através de fusões
e aquisições, a apostar crescentemente na reabilitação ur-
bana e na internacionalização, como têm feito as principais
empresas do sector.
de variação nominais médias anuais entre 20 por cento e
40 por cento. Apesar destes indicadores positivos, todos
os sectores terão de fazer um esforço permanente para se
manterem competitivos.
Essa pressão é mais evidente em dois sectores: têxteis e
construção. A liberalização do mercado global, as políti-
cas de exportação agressivas por parte dos países asiáti-
A MISSÃO DA AICEP
// Janeiro 13 // Portugalglobal 10
AICEP
PROMOVER PORTUGAL
APOIANDO AS EMPRESAS
A AICEP – Agência para o Investimento e Comércio
Externo de Portugal é uma entidade pública de
natureza empresarial presente em mais de 40 países,
cujo objectivo é promover a competitividade no âmbito
do universo das empresas portuguesas, de modo a
captar investimento estruturante, promover a imagem
global de Portugal e potenciar expressivamente a
internacionalização da economia nacional, fazendo,
neste sentido, uma forte aposta na promoção da
actividade exportadora.
ros ou com projectos de investimento
superiores a 25 milhões de euros.
Na vertente da internacionalização,
destacam-se os incentivos financei-
ros disponibilizados através do QREN,
nomeadamente com o Sistema de In-
centivos transversal – o SI Qualificação
PME (Sistema de Incentivos à Qualifica-
ção e Internacionalização de PME) que
visa promover a competitividade das
PME, através do aumento da produtivi-
dade, da flexibilidade e da capacidade
de resposta e presença activa das PME
no mercado global.
A AICEP disponibiliza também às em-
presas portuguesas um conjunto de
instrumentos promocionais que per-
mitam assegurar de forma sustentada
Vocacionada para o desenvolvimento
de um ambiente de negócios competi-
tivo que contribua para a globalização
da economia portuguesa, a AICEP é a
Agência responsável pelo acolhimento
de todos os projectos de investimento
estruturante em Portugal fazendo, se
necessário, o seu posterior encaminha-
mento para outras entidades em fun-
ção do perfil do projecto. Os clientes
da AICEP, na vertente da captação de
investimento, são empresas de grande
dimensão com um volume de negócios
anual na ordem dos 75 milhões de eu-
A MISSÃO DA AICEP
Portugalglobal // Janeiro 13 // 11
ta num modelo de proximidade ao
tecido empresarial, com capacidade
de oferecer serviços de elevado valor
acrescentado. O Gestor de Cliente,
seja na área de negócio das GE (gran-
des empresas) seja das PME (pequenas
e médias empresas), acompanha, em
matéria de exportações e investimen-
to no estrangeiro, as empresas encar-
teiradas na AICEP e que produzem e
exportam produtos ou serviços ino-
vadores e competitivos no óptica dos
mercados externos. Compete ainda
ao Gestor de Cliente das GE assegu-
rar o tratamento dos processos de In-
vestimento Estruturante em Portugal,
constituindo-se como um parceiro de
confiança das empresas que investem
ou pensam investir em Portugal. A
Agência acompanha, através dos seus
55 gestores de cliente cerca de 11.000
empresas.
Ainda no âmbito da sua estratégia
promocional de primeira linha, e num
reforço da diplomacia económica, a
AICEP dispõe de uma vasta Rede Ex-
terna – integrada com o Ministério
dos Negócios Estrangeiros e com as
suas representações diplomáticas e
consulares nos diferentes países –
com vista à prestação de serviços de
suporte e aconselhamento às empre-
o seu sucesso nos mercados externos.
O sucesso da promoção depende,
contudo, na frente interna, do refor-
ço das competências empresariais, do
conhecimento sobre os mercados e da
capacidade de internacionalização, e
também do efeito diferenciador que os
produtos inovadores e de elevada qua-
lidade produzem nos mercados.
Atenta a estes factores de sucesso e
para melhor coadjuvar a internacio-
nalização estratégica e sustentável das
empresas portuguesas, a AICEP investe
na pesquisa da melhor informação e
no desenvolvimento dos melhores pro-
dutos e serviços para apoiar a aposta
das empresas. Com este objectivo, a
Agência selecciona eventos de elevado
potencial, formata acções e incentiva a
participação das empresas, encontran-
do-se no seu site (www.portugalglo-
bal.pt) essas opções. Feiras de referên-
cia, Missões empresariais ou Conferên-
cias são apenas alguns exemplos destas
acções de promoção.
Gestores de Cliente
e Rede Externa
Entre os seus diferentes instrumentos
promocionais, a AICEP dispõe em pri-
meira linha de Gestores de Cliente.
É um conceito inovador e uma apos-
Apoio logístico
na Rede
Integrada na sua Rede internacio-
nal, a AICEP tem vindo a desenvol-
ver um sistema de Serviços de Apoio
à Empresa destinados a apoiar os
primeiros passos das empresas por-
tuguesas no estrangeiro, especial-
mente PME. Trata-se de áreas de
escritório destinadas a acolher num
dado país empresas portuguesas
que queiram iniciar ali a sua activi-
dade exportadora, bem como negó-
cios de investimento directo ou de
turismo. Estes serviços asseguram,
durante o horário de funcionamen-
to das instalações diplomáticas e
consulares em que a rede externa
da AICEP está integrada, todas as
facilidades normalmente associadas
a um escritório, como sejam salas de
reuniões, computadores com acesso
à Internet, apoio básico de secreta-
riado, entre outros.
sas nos mercados externos. Esta rede
identifica não só as oportunidades de
negócio e a captação de investimento
estruturante, como acompanha o de-
senvolvimento de processos de inter-
A MISSÃO DA AICEP
// Janeiro 13 // Portugalglobal 12
nacionalização e a ac-
tividade exportadora das
empresas portuguesas. Pres-
ta também apoio no âmbito da
participação portuguesa em eventos
nos mercados externos, promovendo
e divulgando o país e as empresas de
forma coordenada.
Negócios, feiras e missões
Para as empresas terem acesso a opor-
tunidades de negócio relevantes, de ní-
vel global, a AICEP disponibiliza também
uma base de dados que fornece em de-
talhe elementos fundamentais de infor-
mação sobre concursos internacionais,
cooperação empresarial, oportunidades
comerciais, projectos internacionais ou
subcontratação, entre outros, relativos a
um dado sector e mercado.
Com o objectivo de reforçar a presença
das empresas portuguesas nos merca-
dos, a AICEP promove igualmente Mis-
sões Empresariais previstas no seu plano
promocional, sendo estas antecedidas
por Encontros preparatórios que têm
por objectivo potenciar negócios entre
empresas portuguesas e estrangeiras.
A presença em feiras internacionais é
estratégica, pois contribui para a diver-
Azeite, carne, cerâmicas, produtos
farmacêuticos e vinhos. Importantes
produtos da exportação nacional que
podem ver a sua estratégia de interna-
cionalização prejudicada pelas barreiras
alfandegárias aplicadas por alguns pa-
íses de destino das suas exportações.
Por acção da diplomacia económica,
liderada pelo Ministério dos Negócios
Estrangeiros e apoiada pela rede exter-
na da AICEP, Portugal conseguiu recen-
temente algumas vitórias neste campo.
No Brasil, a assinatura de um Me-
morando de Entendimento entre os
ministros da Agricultura dos dois paí-
ses permitiu obter o reconhecimento
por parte das autoridades brasileiras
da certificação das análises feitas ao
azeite português na origem (Portu-
gal). Ou seja, o azeite português –
que representa 40 por cento do azei-
te consumido no Brasil, e que repre-
sentou em 2012 vendas superiores a
120 milhões de euros – não tem de
ser analisado à chegada aos portos
brasileiros, evitando enormes custos
e dificuldades operacionais para os
exportadores portugueses e para os
importadores brasileiros, visto que se
aplicaria a todos os lotes de azeite.
Nos vinhos, o Brasil considerava a aplica-
ção de uma sobretaxa que aumentava
os direitos aduaneiros de 27 por cento
para 55 por cento, assim como o esta-
belecimento de quotas que limitavam
o crescimento das exportações portu-
guesas para aquele mercado. As auto-
ridades brasileiras recuaram nesta sua
intenção, permitindo aos produtores
nacionais de vinho respirarem de alívio.
O ministro de Estado e dos Negócios
Estrangeiros, Paulo Portas considera que
se tratou de uma vitória da diplomacia
económica, que permitiu defender 29
milhões de euros em exportações, de
um produto português com um poten-
cial para crescer naquele mercado.
Portugal é o quarto maior exportador de
vinho para o Brasil em volume e o quin-
to maior em valor (sem incluir os vinhos
do Porto e da Madeira).
Noutro sector, o das cerâmicas, Portugal
obteve uma importante vitória ao con-
seguir que a Comissão Europeia apro-
vasse a proposta portuguesa de tributar
a loiça cerâmica chinesa que entra na
União Europeia, aplicando-lhe taxas al-
fandegárias que vão até 58,6 por cento.
Refira-se que Portugal é o maior produ-
tor europeu de loiças cerâmicas.
A diplomacia económica tem estado
também activa ao serviço do cluster da
saúde ajudando a fazer cair barreiras e a
construir novas pontes. Foi esse trabalho
que permitiu, por exemplo, a entrada de
Portugal na lista de alta vigilância sanitá-
ria do Peru abrindo o caminho para que
as empresas portuguesas que fabricam
medicamentos e são reconhecidas pela
sua qualidade entrem mais facilmente
neste mercado.
Numa visita ao Cazaquistão, Paulo Por-
tas obteve ainda outro sucesso diplo-
mático, abrindo um mercado de 170
milhões de consumidores à carne portu-
guesa que passou a poder ser exportada
para a Rússia, Bielorrússia e Cazaquistão.
O objectivo da visita era desbloquear as
exportações da carne nacional para a
Rússia, dependentes de uma tripla auto-
rização que tem que ser conseguida jun-
to das autoridades de Moscovo, Minsk e
Astana. Em comunicado, o MNE refere
que há vários anos que Portugal tentava
desbloquear a falta de autorização por
parte das autoridades do Cazaquistão,
o que só recentemente foi possível. As
autoridades do Cazaquistão já creden-
ciaram 44 empresas para poderem ex-
portar para os três mercados.
Sucessos diplomáticos
apoiam exportações
A MISSÃO DA AICEP
Portugalglobal // Janeiro 13 // 13
sificação dos mercados de exportação
de produtos e serviços nacionais, bem
como para o alargamento da base ex-
portadora integrando as empresas em
processos de internacionalização.
Mas como a dinâmica dos mercados é
estabelecida nos dois sentidos, além das
Missões Empresariais direccionadas para
os mercados externos, a AICEP promove
Missões Inversas, que consistem na vinda
a Portugal de importadores estrangeiros
interessados nos produtos e serviços por-
tuguesas, durante a qual empresas de
ambos os países estabelecem contactos
e criam oportunidades de negócio. Estas
acções têm como objectivo principal faci-
litar o primeiro contacto entre as empre-
sas portuguesas e os potenciais clientes
estrangeiros, num ambiente mais favorá-
vel à oferta portuguesa.
Como o financiamento é uma pedra
angular da internacionalização e da
A mais-valia
da informação
A AICEP disponibiliza às empresas, no
seu site www.portugalglobal.pt,
um conjunto de produtos de informa-
ção de que se destacam:
Guia do Exportador – Um guia
fundamental para os passos a dar na
actividade exportadora. Aborda a im-
portância da exportação e analisa em
detalhe pontos essenciais como as
formalidades, etapas da exportação
com sucesso, meios de pagamento e
financiamento, entre outros.
Guia prático dos Apoios Finan-
ceiros à Internacionalização –
Este documento reúne e explica em
detalhe todos os incentivos a que as
empresas podem aceder para a sua
actividade de internacionalização.
Guia do Investidor – Este Guia
tem como objectivo a sintetização e
apresentação de informação direc-
cionada para as empresas que con-
siderem Portugal como potencial
destino de investimento.
Guia das Multilaterais Financeiras
– É o mais recente produto de infor-
mação da AICEP e pode ser consulta-
do no verso desta publicação.
Livraria Digital – Informação de
natureza geral, sectorial, regula-
mentar e estatística sobre oportu-
nidades de negócios e ambiente de
negócios no exterior, e informação
sobre mercados externos.
Revista Portugalglobal – Edição
mensal dedicada aos temas actuais
da actividade económica e empre-
sarial, do investimento nacional e
estrangeiro.
Portugalnews – Produção, actualiza-
ção e divulgação diária de notícias so-
bre a actividade da AICEP no país e no
mundo, assim como de notícias sobre
empresas ou outras de interesse para
os agentes económicos, e clipping de
imprensa nacional e estrangeira.
actividade exportadora,
e além do financiamento
da actividade internacional das
empresas portuguesas contar com
instrumentos públicos de apoio que
abarcam as múltiplas vertentes dessa
actividade, é oportuno referir o mer-
cado das Multilaterais Financeiras.
Este mercado representa mais de 100
mil milhões de dólares/ano à escala
mundial, constituindo um conjunto
atractivo de oportunidades de finan-
ciamento para as empresas e, por
conseguinte, uma alternativa para
o apoio à internacionalização. Tem,
além do mais, um enorme potencial
relativamente a oportunidades de ne-
gócio, investimento e parcerias glo-
bais em matéria de projectos inter-
nacionais (ver Guia das Multilaterais
Financeiras nesta publicação).
De referir ainda que o grupo aicep Por-
tugal Global integra a aicep Global
Parques, entidade Gestora de Par-
ques Industriais que actua no aconse-
lhamento da melhor localização para
projectos de investimento em Portugal,
sendo ainda accionista de referência da
Portugal Ventures, empresa de capi-
tal de risco.
APOIOS
// Janeiro 13 // Portugalglobal 14
Cabe à AICEP analisar tecnicamente os projectos com investimentos maioritariamente
relacionados com a área da internacionalização. No âmbito dos sistemas de incentivos
à internacionalização disponibilizados através do QREN, a AICEP já aprovou 144
projectos conjuntos e mais de 1.700 projectos individuais que representam um
incentivo público total de 332 milhões de euros.
Os sistemas de incentivos às empresas
assumem um papel de grande impor-
tância no quadro dos instrumentos de
política económica pública de dinamiza-
ção do investimento e da actividade em-
presarial. Em particular no Quadro de
Referência Estratégico Nacional (QREN),
os sistemas de incentivos ao investimen-
to nas empresas assumem significativa
relevância no contexto da Agenda da
Competitividade, a ser executada não
só através do respectivo programa ope-
racional temático, mas também por via
dos programas operacionais regionais.
A Agenda da Competitividade instituiu
como objectivos estratégicos o desen-
volvimento de uma economia baseada
no conhecimento e na inovação, o in-
cremento da produção transaccionável
e uma maior orientação do conjunto
da economia portuguesa para os mer-
cados internacionais.
Estes objectivos estiveram na base da
arquitectura geral dos sistemas de in-
centivos às empresas criados no âmbito
do QREN e, em particular, na opção por
três sistemas de aplicação horizontal:
O SI Inovação - Sistema de Incentivos à
Inovação: tem por finalidade a promoção
da inovação pela via da produção de no-
vos bens, serviços e processos que supor-
tem a progressão das empresas na cadeia
de valor e o reforço da sua orientação para
os mercados internacionais, bem como o
estímulo ao empreendedorismo qualifi-
cado e ao investimento estruturante em
novas áreas com potencial crescimento.
O SI PME - Sistema de Incentivos à
Qualificação e Internacionalização de
PME: visa a promoção da competitivi-
dade das empresas através do aumento
da produtividade, da flexibilidade e da
capacidade de resposta e presença acti-
va das PME no mercado global, através
do investimento em factores dinâmicos
de competitividade, em especial na ver-
tente da internacionalização.
O SI I&DT - Sistema de Incentivos à In-
vestigação e Desenvolvimento Tecno-
lógico: tem por objectivo intensificar o
esforço nacional de I&DT e a criação
de novos conhecimentos com vista
ao aumento da competitividade das
empresas, promovendo a articulação
entre estas e as entidades do Sistema
Científico e Tecnológico.
Os apoios à
internacionalização das PME
Em particular no domínio da interna-
cionalização, o Sistema de Incentivos
à Qualificação e Internacionalização de
PME (SI PME) apresenta-se como o ins-
trumento mais atractivo, ao qual tem
vindo a recorrer um número cada vez
maior de Pequenas e Médias Empresas.
Nas duas modalidades de projectos pre-
vistas – projectos individuais (empresas -
gráfico 1) e projectos conjuntos (associa-
ções - gráfico 2) de internacionalização
– a AICEP avaliou já mais de 3.100 can-
didaturas, destacando-se a aprovação de
144 projectos conjuntos de internacio-
nalização e de mais de 1.700 projectos
individuais, representando um total de
incentivo público da ordem dos 332 mi-
lhões de euros, num montante de inves-
timento elegível superior a 690 milhões
de euros (dados reportam-se à situação à
data de 31 de Outubro de 2012, excluin-
do desistências e anulações, e respeitam
unicamente a projectos sob gestão da
Agência no âmbito do SI PME).
Crescentemente orientado para o apoio
a projectos de Internacionalização, o SI
PME permite conjugar o esforço de in-
vestimento em promoção externa com
APOIOS QREN
À INTERNACIONALIZAÇÃO DAS PME
>Por Francisco Baptista, coordenador de Incentivos PME da AICEP
1. Projectos Individuais de Internacionalização - 2008/2012
(Investimento elegível aprovado em milhões de euros)
Fonte: AICEP
APOIOS
Portugalglobal // Janeiro 13 // 15
investimentos em outras áreas/tipologias
tão diversas como sejam a economia di-
gital, o desenvolvimento e engenharia
de produto, a propriedade industrial ou
a qualidade, num conjunto de 13 dife-
rentes tipologias de investimento.
Ao nível da Internacionalização são sus-
ceptíveis de apoio despesas com a parti-
cipação em feiras internacionais, viagens
de prospecção a mercados externos,
acções de promoção e contacto directo
com a procura internacional, concepção
e elaboração de suportes promocionais
e acções publicitárias, entre outro tipo
de iniciativas no âmbito do marketing
internacional. Enquadram-se também
nesta tipologia os estudos de mercado.
Destaca-se também, ao nível da Eco-
nomia Digital, a possibilidade de finan-
ciamento a investimentos relacionados
com novas funcionalidades ao nível das
plataformas electrónicas, campanhas
de e-advertising, catálogos electróni-
cos, inclusão em motores de busca,
entre outros.
Ainda em tipologias de investimen-
to mais directamente correlacionadas
com o processo de internacionalização
das PME, salienta-se também a possi-
bilidade de financiamento dos custos
associados aos pedidos de proprieda-
de industrial, bem como das despesas
com a criação e desenvolvimento de
insígnias, marcas e colecções próprias.
A taxa base de incentivo sobre as despe-
sas elegíveis no âmbito do SI PME é de 45
por cento (correspondendo a incentivo a
fundo perdido até ao limite de 400 mil
euros, em projectos individuais de em-
presas), sendo que as despesas com a
participação em feiras internacionais são
comparticipadas em 75 por cento.
Aprovados novos projectos
Do universo de projectos aprovados,
destaca-se a aprovação recente (Outu-
bro) de um lote de 763 novos projectos
individuais (empresas) de internacio-
nalização, para execução entre 2012 e
2014, representando um investimento
elegível da ordem dos 185 milhões de
euros e com um incentivo público de
98,5 milhões de euros.
Em termos de distribuição sectorial do
investimento, assumem especial rele-
vância as Fileiras Moda; Serviços e Dis-
tribuição; e também, Agro-Alimentar
e Bebidas (gráfico 3).
Ao nível da abrangência de merca-
dos, cerca de 130 no total, este lote
de projectos demonstra o esforço de
diversificação dos mercados de destino
das exportações portuguesas. No que
diz respeito aos principais mercados
de abordagem, considerando-se nes-
tes os que envolvem um investimento
elegível acima de um milhão de euros,
observando-se a distribuição constante
no gráfico 4.
Refira-se, finalmente, que, no mesmo
âmbito, mas na Modalidade de Pro-
jectos Conjuntos de Internacionaliza-
ção, decorria, à data de fecho desta
edição, o processo de avaliação das
candidaturas apresentadas pelas asso-
ciações empresariais para as acções de
promoção externa a realizar durante o
ano de 2013. No total, deram entrada
62 novas candidaturas, com um inves-
timento associado da ordem dos 90
milhões de euros.
Consulte o Guia Prático dos Apoios Fi-
nanceiros à Internacionalização no site
da AICEP (www.portugalglobal.pt).
2. Projectos Conjuntos de Internacionalização - 2008/2012
(Investimento elegível aprovado em milhões de euros)
3. Novos Projectos - Fileiras
4. Novos Projectos - Mercados
Fonte: AICEP, valores em euros
Fonte: AICEP
Fonte: AICEP, valores em euros
APOIOS
A SOFID foi criada através da ação con-
junta dos seus principais acionistas: o
Estado (60 por cento) e os quatro princi-
pais bancos portugueses (BES, BPI, CGD
e Millennium bcp), atuando como um
banco corporate sob a supervisão do
Banco de Portugal. Em operação desde
2008, a SOFID surgiu da necessidade de
haver em Portugal uma entidade espe-
cializada em financiar projetos de inicia-
tiva privada de médio e longo prazo em
países com elevado potencial, nomea-
damente países da CPLP, África do Sul,
Norte de África e Ibero-América.
Em termos setoriais, a SOFID tem particu-
lar interesse nos setores da agricultura, in-
dústria, energia, infraestruturas (incluindo
energias renováveis e telecomunicações),
turismo, construção, comércio e serviços.
Em operação desde 2008, a SOFID é a instituição financeira de desenvolvimento
portuguesa com o mandato de apoiar a internacionalização da economia nacional
através do financiamento de projetos de investimento sustentáveis promovidos por
empresas portuguesas em países emergentes e em vias de desenvolvimento.
A SOFID disponibiliza um conjunto de
produtos “à medida”: empréstimos,
garantias e participações de capital,
não concorrendo com os bancos co-
merciais mas sempre acrescentando
valor às transações em que se envolve.
Além do conforto político que a sua
natureza público-privada oferece, os
bancos cofinanciadores e os promoto-
res também beneficiam ao nível da par-
tilha de risco e da possibilidade de co-
bertura do risco país em 95 por cento.
Outra importante mais-valia que a SOFID
pode aportar a um projeto é a mobili-
zação de financiamentos internacionais.
Apesar de estar limitada a participações
de 2,5 milhões de euros por mutuário,
pode mobilizar financiamento adicional
junto de instituições financeiras multila-
terais e bilaterais, com as quais colabora
regularmente. A SOFID é mem-
bro da associação das EDFI
– European Develope-
ment Finance Ins-
titutions, tendo
relações pri-
vilegiadas
SOFID APOIA PROJECTOS DE EMPRESAS
PARA PAÍSES EMERGENTES
com instituições congéneres (ex.: DEG,
Proparco, FMO, BNDES) e com institui-
ções financeiras multilaterais (ex.: BEI,
IFC/Banco Mundial, BAD, BID, BAsD,
BERD e CAF).
As condições de financiamento são
similares às do mercado, dependendo
de uma análise de risco envolvendo di-
versos fatores (ex.: projeto, promotor,
país, mercado, garantias), podendo os
projetos beneficiar de maturidades até
10 anos, com até 3 anos de carência.
Ao nível de instrumentos adicionais, a
SOFID foi nomeada pelo Estado portu-
guês como cofinanciadora de fundos
ITF – Infrastructure Trust Fund, criado
para reforçar as infraestruturas em
África, e NIF – Neighborhood Invest-
ment Facility, para projetos em países
vizinhos da União Europeia, nomeada-
mente para o Norte de África.
Além disso, a SOFID também tem
promovido a LAIF – Latin America In-
frastructure Trust Fund, para projetos
na América do Sul, sendo igualmente
a entidade gestora do InvestimoZ –
Fundo Português de Apoio ao Inves-
timento em Moçambique, dotado de
94 milhões de euros para participar no
capital social e financiar participações
em empresas com projetos de investi-
mento naquele país.
www.sofid.pt
Portugalglobal // Janeiro 13 // 17
O abrandamento económico tem le-
vado os empresários portugueses a
avaliar todos os pormenores do seu ne-
gócio com rigor e atenção redobrados,
o que se reflecte na procura e identifi-
cação de soluções que reduzam o ris-
co de crédito, com maior enfoque nos
mercados de exportação.
O seguro de créditos constitui um im-
portante instrumento que protege as
empresas contra o risco de incumpri-
mento por parte dos seus devedores,
em situações tipificadas como a insol-
vência ou a mora do devedor. No de-
senvolvimento da actividade de expor-
tação, esta ferramenta reveste-se de
importância acrescida, face ao maior
COSEC
A IMPORTÂNCIA DO SEGURO DE CRÉDITOS
A COSEC, seguradora líder em Portugal nos ramos de crédito e caução, oferece
soluções de apoio à gestão e controlo de créditos no mercado interno e externo,
sendo também responsável, por conta e ordem do Estado português, pela cobertura e
gestão dos riscos de crédito, caução e investimento em países de risco. Saiba quais os
apoios que disponibiliza às empresas exportadoras.
desconhecimento do risco dos clientes
e à maior dificuldade de recuperar os
créditos em caso de incumprimento.
A COSEC, através do seu accionista
Euler Hermes, líder mundial em Seguro
de Créditos, tem acesso à melhor rede
internacional de analistas de risco, que
permite às empresas nacionais expor-
tar com maior segurança, bem como
dispor de uma equipa internacional
responsável pela cobrança dos créditos
nestes mercados.
O seguro de créditos é uma ferramen-
ta que garante ao fornecedor que, se o
cliente não pagar as vendas realizadas
a crédito após a data de vencimento, a
seguradora, após efetuar diligências de
cobrança de créditos, indemniza o valor
em dívida de acordo com as condições
previstas na apólice. Actualmente, face à
conjuntura e às perspectivas futuras para
a economia, este produto reveste-se de
especial importância na abordagem a
novos mercados. No actual contexto
económico, as empresas estão cada vez
mais sensibilizadas para a importância da
gestão do risco de crédito e da proteção
da sua tesouraria. Adicionalmente, a for-
te pressão e incentivo a que as empresas
têm sido sujeitas no sentido de desen-
volverem a atividade de exportação, tem
sido um motivo que sustenta também a
maior procura por ferramentas de miti-
gação do risco de créditos comerciais.
// Janeiro 13 // Portugalglobal 18
As empresas estão, cada vez mais, aten-
tas às oportunidades existentes nos
mercados externos, quer pela da diver-
sificação dos mercados de destino das
exportações, quer pelo desenvolvimen-
to de estratégias de internacionalização
que, em ambos os casos, o seguro de
créditos pode e deve ser uma opção in-
dispensável ao sucesso dessas ações.
Principais linhas
disponibilizadas pela COSEC
A evolução das exportações nacionais
demonstra que a diversificação dos
mercados de destino dos produtos
vendidos para o exterior constitui um
importante factor no incremento das
exportações e Portugal tem vindo a
ganhar quota em países com ritmos e
potencial de crescimento significativos.
A diversificação para novos mercados
apresenta-se como uma solução para
as empresas nacionais, contribuindo
para diminuir a vulnerabilidade do país
face a mercados que apresentam sinais
de crescente estagnação ou recessão.
“No desenvolvimento da
actividade de exportação,
o seguro de crédito
reveste-se de importância
acrescida, face ao maior
desconhecimento do risco
dos clientes e à maior
dificuldade de recuperar
os créditos em caso de
incumprimento.”
países terceiros como é evidenciado
pela evolução da exposição da COSEC
nos mercados onde as exportações na-
cionais registam maior crescimento”.
Perante a actual conjuntura económi-
ca, os instrumentos de gestão de crédi-
to apresentam-se como um importante
apoio às empresas, destacando-se as
apólices de seguro de créditos COSEC,
as linhas de apoio ao crédito comercial
e as soluções seguro de créditos à ex-
portação com garantia do Estado.
Apólices de seguro
de créditos COSEC
As apólices globais de seguro de crédi-
tos para cobertura do risco comercial
têm registado um aumento da procura,
nomeadamente nos mercados exter-
nos que, actualmente, já representam
quase 50 por cento das vendas garanti-
das pela COSEC.
Linhas de apoio
ao crédito comercial
Adicionalmente a COSEC disponibiliza,
desde 2009, as Linhas de apoio ao cré-
dito comercial, para cobertura de risco
de crédito com garantia do Estado.
Destinadas a empresas sedeadas em
Portugal, estas Linhas são consideradas
por empresários dos mais diversos sce-
tores como importantes ferramentas
no apoio às empresas exportadoras.
Soluções de seguro de créditos à
exportação com garantia do Estado
A COSEC tem como missão apoiar as
empresas no crescimento das suas ex-
portações, não só para os mercados
tradicionais, como também no que diz
respeito à diversificação de mercados.
Os produtos com garantia do Estado
ganham, assim, um peso relevante
para estas empresas quando equacio-
nam exportar para países com maior
instabilidade, pois são produtos que
podem garantir tanto o risco comercial
como o risco político.
No final do ano de 2011 as responsa-
bilidades com risco do Estado em vigor
registadas na COSEC totalizavam 1,6
milhões de euros (o que se traduziu
num acréscimo de 52 por cento quan-
do comparado com o ano anterior) e
parte significativa deste montante refe-
re-se a operações para Angola, Vene-
zuela e Moçambique que, em conjun-
to, totalizam 91 por cento dos montan-
tes totais em vigor, seguidos de Cabo
Verde, Turquia, Marrocos e Argélia.
www.cosec.pt
De acordo
com Berta
Dias da Cunha,
Administradora da
COSEC, as soluções
de Seguro de Créditos da
COSEC, bem como o Seguro
de Créditos à exportação com garan-
tia do Estado, “têm tido um papel mui-
to relevante na dinamização das ex-
portações em geral e em particular no
apoio à diversificação das vendas para
EXPORTAÇÕES
// Janeiro 13 // Portugalglobal 20
A estratégia para a consolidação da
recuperação económica passa neces-
sariamente pelo aumento das expor-
tações e pelo reforço da internacio-
nalização da economia portuguesa,
diversificando os mercados de destino
dos bens e serviços nacionais e, dessa
forma, reduzindo a dependência dos
nossos principais parceiros europeus.
Fruto do empenho e da resiliência das
empresas portuguesas face a uma con-
juntura económica adversa, as exporta-
ções nacionais têm vindo a aumentar
sustentadamente, o que, na opinião
de Pedro Reis, presidente da AICEP, se
trata de “um indício do que podem ser
os próximos meses no sentido em que
o grosso do crescimento tende a vir de
fora da Europa”.
EXPORTAÇÕES
MOTOR DA ECONOMIA
As exportações de bens e serviços portugueses continuam a assumir-se como
o motor do crescimento da economia nacional, devendo a sua participação no
PIB ter atingido os 38 por cento no ano de 2012. Segundo o Banco de Portugal,
este ano deverá manter-se o crescimento real das exportações nacionais (bens e
serviços), a par de uma redução das importações, o que permitirá ganhar quota
de mercado e suavizar o impacto da redução da procura interna.
Digno de realce é o facto de, em 2012, se ter conseguido, pela primeira vez
desde a II Guerra Mundial, obter um excedente da balança comercial.
A AICEP assume um papel incontornável na promoção das exportações nacionais,
bem como no apoio às empresas em processo de internacionalização.
De acordo com o Instituto Nacional de Es-
tatística (INE), as exportações nacionais de
bens aumentaram 7,1 por cento nos pri-
meiros dez meses de 2012, para 38.217
milhões de euros, ou seja, mais 2.548
milhões de euros do que em igual perí-
odo do ano anterior. Simultaneamente
verificou-se um decréscimo das importa-
ções na ordem dos 5 por cento, uma evo-
lução que permitiu um desagravamento
do défice da balança comercial de 5.029
milhões de euros, 51 por cento do qual
devido ao aumento das exportações e 49
por cento à redução das importações.
De realçar que as exportações de bens
para os países extracomunitários repre-
sentavam, no mesmo período, 28,8 por
cento do nosso comércio com o exterior.
O comportamento do comércio de Por-
tugal com o exterior deverá manter uma
evolução positiva em 2013. As projecções
do Banco de Portugal (BdP) apontam
para a manutenção de um crescimento
real das exportações de bens e serviços
significativamente superior ao da procu-
ra externa dirigida à economia portugue-
sa, o que permitirá um ganho de quota
de mercado e contribuirá para suavizar o
impacto da evolução da procura interna
sobre a actividade económica.
Desse modo, prevê o BdP para as ex-
portações de bens e serviços um cresci-
mento real de 5,0 por cento este ano,
do que, em paralelo com a redução
prevista das importações de 2,3 por
cento, resultará um excedente comer-
cial equivalente a 4,5 por cento do PIB
(0,8 por cento em 2012).
EXPORTAÇÕES
Portugalglobal // Janeiro 13 // 21
EVOLUÇÃO DAS EXPORTAÇÕES
>Por João Manuel Santos, Direcção de Informação da AICEP
Tradicionalmente, as análises sobre as exportações de um país demonstram que este
tipo de relação contribui para um maior dinamismo económico. No caso de Portugal,
desde 1996, apenas em 2009 a contribuição das exportações para o crescimento
do PIB foi negativa, tendo, nos últimos dois anos, constituído o principal motor da
economia portuguesa, compensando em grande parte as quebras da procura interna.
De realçar que as exportações alcança-
ram, em 2011, um peso no Produto de
35,0 por cento, que compara com 22,7
por cento em 1995 (um aumento de
12,3 pontos percentuais).
Este desempenho positivo das expor-
tações continuou a manifestar-se em
2012, com um crescimento real de 4,5
por cento nos primeiros nove meses do
ano (5,7 por cento na componente de
bens) e um peso no PIB de 37,3 por cen-
to, prevendo-se, de acordo com o Ban-
co de Portugal
1
, para o ano completo,
crescimentos reais de 6,3 por cento das
exportações e de menos 3,0 por cento
do PIB, o que elevará a participação das
exportações acima de 38 por cento.
Ainda com base no relatório do Banco
de Portugal, outros dois aspectos mere-
cem destaque: por um lado, o processo
de correcção do desequilíbrio externo
da economia portuguesa, projetando-
se para 2012 a eliminação do défice
e a obtenção de um ligeiro excedente
comercial, fruto do aumento das ex-
portações (6,3 por cento) e da redução
Contribuição para o crescimento do PIB (ptos percentuais), em volume
Peso das Exportações no PIB (%), em volume
Fonte: INE
Fonte: INE
EXPORTAÇÕES
// Janeiro 13 // Portugalglobal 22
das importações (menos 4,7 por cen-
to)
2
. Por outro lado, a recuperação da
perda de quota de mercado acumulada
desde meados dos anos 90, extensível
aos mercados intra e extracomunitário,
reflexo de um crescimento superior das
exportações face ao da procura externa
num contexto de tendência de diversifi-
cação dos destinos geográficos das ex-
portações portuguesas, nomeadamente
para fora da União Europeia.
Após 2006, período de maior crescimen-
to das exportações portuguesas de bens e
serviços (tvh – taxa de variação homó-
loga – de 16,5 por cento nominal e 11,6
por cento em volume) desde 1996, Por-
tugal assistiu, em 2009, à mais significa-
tiva redução das suas vendas ao exterior
em igual período (tvh de menos 15,4 por
cento nominal e menos 10,9 por cento
real), ocorrida no contexto da mais grave
recessão económica e financeira interna-
cional desde a Segunda Guerra Mundial,
sincronizada entre países e sectores, que
ficou conhecida na componente comer-
cial como The Great Trade Collapse.
Posteriormente, em 2010 e 2011, as
empresas exportadoras nacionais reve-
laram uma capacidade assinalável de re-
siliência e empreendedorismo, que con-
duziu à recuperação das exportações
nacionais de bens e serviços para cres-
cimentos nominais de 14,6 por cento
e 13,0 por cento, respetivamente, e de
10,2 por cento e 7,2 por cento em ter-
mos reais, pela mesma ordem temporal.
Este comportamento do sector exporta-
dor português é ainda mais notável uma
vez que o ano passado ficou marcado
pela ultrapassagem, pela primeira vez
na sua história, da barreira dos 60 mil
milhões de euros de vendas ao exterior
de bens e serviços, e pelo início da im-
plementação de um difícil programa de
assistência financeira externa com o ob-
jetivo de aumentar a competitividade da
economia e de recuperar a credibilidade
externa de Portugal.
Este desempenho positivo das expor-
tações portuguesas de bens e serviços
prosseguiu nos primeiros nove meses de
2012, com uma taxa de crescimento ho-
móloga de 5,1 por cento, num contexto
de políticas públicas de apoio à abertura
e à internacionalização da economia.
Insere-se, neste âmbito, a estratégia
que tem vindo a ser implementada
pela AICEP de apoio às empresas nos
seus processos de internacionalização,
assente na diversificação de mercados,
na capacitação empresarial e no alar-
gamento da base exportadora, a qual,
após uma quebra superior a seis mil
empresas exportadoras de 2008 para
2009, voltou a recuperar ligeiramente
em 2010 e a aumentar para 20.035
empresas em 2011 (mais 2.258 opera-
dores face a 2010).
Comportamento das
exportações em 2012
Bens e serviços
De acordo com dados do Banco de
Portugal, de Janeiro a Setembro de
Comércio Internacional Português de Bens e Serviços - preços correntes
Balança Comercial Portuguesa de Bens e Serviços - milhões de eur
Fonte: INE
Fonte: Banco de Portugal
EXPORTAÇÕES
Portugalglobal // Janeiro 13 // 23
2012, as exportações portuguesas de
bens e serviços ascenderam a 48,4
mil milhões de euros, que represen-
ta um aumento nominal de 5,1 por
cento face a igual período de 2011,
e constitui o melhor registo no perío-
do dos últimos cinco anos, sendo de
salientar, também, a passagem de um
défice comercial externo de 5,0 mil
milhões de euros em 2011 (Janeiro a
Setembro) para um superavit de 278
milhões de euros em igual período do
corrente ano.
Por grandes zonas geoeconómicas,
as exportações portuguesas de bens
e serviços para a União Europeia
(69,4 por cento do total) cresceram
menos 0,3 por cento, enquanto as
vendas para os Países Terceiros (30,6
por cento do total) aumentaram 19,6
por cento.
Espanha foi o principal cliente de Por-
tugal, com uma quota de 19,3 por
cento nas nossas exportações totais de
bens e serviços, seguindo-se França,
Alemanha e Reino Unido, com quotas
de 12,5 por cento, 11,5 por cento e 7,8
por cento, respetivamente. Angola e
EUA foram os principais clientes extra-
comunitários, com 6,4 por cento e 4,5
por cento, pela mesma ordem.
Em termos das componentes de bens
e serviços, a primeira representou 70,0
por cento das nossas exportações totais
e apresentou um crescimento homólo-
go de 7,3 por cento, enquanto os servi-
ços registaram 30,0 por cento das ven-
das totais ao exterior, observando uma
variação homóloga de 0,3 por cento.
As rubricas viagens/turismo e máqui-
nas/aparelhos constituíram as princi-
pais fontes de receitas, com 13,8 por
cento e 10,5 por cento do total, res-
pectivamente, seguidas das dos trans-
portes e veículos e outro material de
transporte, com 8,5 por cento e 8,4
por cento do total.
No entanto, a rubrica combustíveis mine-
rais (6,2 por cento do total; tvh 36,8 por
cento), foi a que mais contribuiu para o
crescimento das exportações globais (1,7
pontos percentuais, equivalente a 34,5
por cento do crescimento total).
Exportações de bens
Segundo dados do INE – Instituto Na-
cional de Estatística, em 2012 (Janeiro
a Outubro) as exportações portuguesas
de bens ascenderam a 38,2 mil milhões
de euros, que corresponde a um cres-
cimento nominal em valor de 7,1 por
cento, relativamente ao período homó-
logo de 2011.
A taxa de cobertura das importações
pelas exportações situou-se nos 80,6
por cento, o que significa um aumento
de 9,1 pontos percentuais (p.p.) face
a igual período do ano anterior (71,5
por cento). O défice comercial diminuiu
35,3 por cento, com as importações a
reduzirem-se 5,0 por cento.
As vendas Intra e Extracomunitárias
apresentaram variações homólogas
de 1,6 por cento e 23,7 por cento,
respetivamente, com a União Europeia
a representar 71,2 por cento das nossas
exportações totais e a contribuir com
1,2 p.p. para o crescimento global de
7,1 por cento.
Balança Comercial Portuguesa de Bens e Serviços - % total
Comércio Internacional Português
de Bens e Serviços 2012
(Jan./Set.) - % total
Comércio Internacional Português
de Bens e Serviços 2012
(Jan./Set.) - % total
Fonte: Banco de Portugal
Fonte: Banco de Portugal
Fonte: Banco de Portugal
EXPORTAÇÕES
// Janeiro 13 // Portugalglobal 24
Os mercados extracomunitários regista-
ram uma participação nas exportações
globais de 28,8 por cento (24,9 por cen-
to nos primeiros dez meses de 2011),
contribuindo com 5,9 p.p. para o cresci-
mento total, ou seja, quase o quíntuplo
do contributo da União Europeia.
Se excluirmos da análise a rubrica refe-
rente aos produtos energéticos, as ex-
portações e importações apresentam
crescimentos de 5,1 por cento e menos
8,9 por cento, respectivamente, resultan-
do uma redução do défice comercial dos
não-energéticos de 67,0 por cento e uma
taxa de cobertura de 92,9 por cento.
Por grupos de produtos, as máquinas
e aparelhos constituíram a principal ex-
portação com uma quota de 15,0 por
cento das exportações totais, seguindo-
se os veículos e outro material de trans-
porte (11,9 por cento), combustíveis
(8,7 por cento), metais comuns (8,2 por
cento), plásticos e borracha (6,9 por
cento), químicos (5,7 por cento), vestu-
ário (5,4 por cento), agrícolas (5,2 por
cento) e alimentares (5,0 por cento).
São de destacar os aumentos das expor-
tações de combustíveis (850 milhões de
euros (MEur); tvh 34,1 por cento), má-
quinas e aparelhos (547 MEur; tvh 10,5
por cento), metais comuns (261 MEur;
tvh 9,0 por cento), plásticos e borracha
(184 MEur; tvh 7,5 por cento), agrícolas
(152 MEur; tvh 8,2 por cento), alimenta-
res (122 MEur; tvh 6,8 por cento) e quí-
micos (113 MEur; tvh 5,4 por cento), em
contraste com as quebras dos veículos e
outro material de transporte (-132 MEur;
tvh -2,8 por cento) e das matérias têxteis
(-44 MEur; -3,1 por cento).
Por mercados clientes de bens nacio-
nais, Espanha foi o principal destino
das nossas exportações de bens com
uma quota de 22,4 por cento (25,2
por cento em igual período de 2011),
seguindo-se a Alemanha (12,5 por cen-
to), França (11,8 por cento), Angola (6,4
por cento), Reino Unido (5,2 por cento),
Países Baixos (4,2 por cento), EUA (4,2
por cento), Itália (3,6 por cento), Bélgica
(3,1 por cento), China (1,8 por cento),
Brasil (1,5 por cento), Marrocos (1,0 por
cento) e Suécia (1,0 por cento).
Angola, com um aumento em valor de
612 MEur e 33,3 em percentagem face
Comércio Internacional Português de Bens
Principais Exportações Portuguesas por Grupos de Produtos - % total
Fonte: INE
Fonte: INE
EXPORTAÇÕES
Portugalglobal // Janeiro 13 // 25
O Turismo de Portugal estabeleceu
como eixos prioritários da sua ação
a atração de turistas estrangeiros (via
diversificação de mercados e continua-
ção do trabalho de venda nos merca-
dos tradicionais) e o apoio às empresas
(na criação de condições que permitam
melhorar a sua situação operacional e a
sua posição competitiva na comerciali-
zação da oferta).
Ambos os eixos demonstram que os
mercados externos são prioritários
para o setor turístico português. Não
é uma tendência recente - está no
ADN desta indústria. A nossa procura
é composta por dois terços de turis-
tas estrangeiros e um terço de turistas
portugueses, o que coloca este setor
como um exportador por natureza.
É este “mix” que, apesar dos efeitos
da crise económica internacional, con-
tinua a garantir um contributo positivo
do turismo para a economia. Apesar
das quebras do mercado interno, o
volume de turistas estrangeiros tem
vindo a crescer, refletindo-se quer na
geração de dormidas (até setembro,
cresceram 4,1 por cento face a 2011),
quer nas receitas (mais 5,6 por cento
no mesmo período, arrecadando mais
de 6,6 mil milhões de euros).
Por isso, é fundamental apoiar as em-
presas nas suas incursões em novos
mercados, capacitá-las com novos me-
canismos de apoio ao seu desenvolvi-
mento, colaborar com elas na venda
internacional do Destino Portugal.
O Turismo de Portugal trabalha dia-
riamente, e com redobrado entusias-
mo, para aquele que é o maior setor
exportador de serviços do país e com
uma balança turística claramente po-
sitiva: até setembro, o saldo aproxi-
mou-se dos 4.500 milhões de euros.
Acrescem ainda várias vantagens que
distinguem este setor: não é desloca-
lizável, tem um efeito multiplicador
transversal (beneficia as economias lo-
cais e regionais) e, através do upgrade
nos padrões de serviço – respondendo
à exigência da procura –, impõe uma
melhoria na qualidade do território.
Por todos estes motivos, que deno-
tam uma capacidade de inovação e
reinvenção permanente e uma resili-
ência em relação à crise internacional,
o Turismo deverá permanecer como
um setor de elevado potencial de de-
senvolvimento nos próximos anos e a
contribuir para a criação de riqueza e
para as exportações.
TURISMO
UMA INDÚSTRIA EXPORTADORA
POR VOCAÇÃO
É o maior exportador de serviços do país e um sector com um peso
cada vez maior no Produto Interno Bruto. O testemunho do Turismo
de Portugal, instituto responsável pela promoção, valorização e
sustentabilidade da atividade turística nacional.
a Janeiro/Outubro de 2011, apresenta
o contributo positivo mais influente
para o crescimento global das nossas
exportações, seguindo-se a China (418
MEur; tvh 150,0 por cento), EUA (395
MEur; tvh 33,2 por cento), Grécia (182
MEur; tvh 189,2 por cento), Países Baixos
(176 MEur; tvh 12,4 por cento), França
(144 MEur; tvh 3,3 por cento), Venezuela
(124 MEur; tvh 99,9 por cento), Reino
Unido (110 MEur; tvh 5,9 por cento) e
Brasil (110 MEur; tvh 23,4 por cento).
De salientar que os três países que
registaram maiores crescimentos em
valor são todos extracomunitários: An-
gola, China e EUA, foram responsáveis
por 4,0 p.p. do crescimento global de
7,1 por cento, ou seja, representaram
56,0 por cento do crescimento.
Com base nos últimos dados do Euros-
tat disponíveis, Portugal foi, de Janeiro
a Setembro de 2012, o 17º principal
exportador da União Europeia com
uma quota de 1,01 por cento do total,
uma posição acima do observado em
igual período de 2011 (18º exportador,
com quota de 0,97 por cento).
Ainda segundo a mesma fonte, nos pri-
meiros nove meses de 2012, as expor-
tações portuguesas de bens registaram
o quinto maior crescimento em percen-
tagem e o 11º em valor, entre os 27
Estados-membros da União Europeia.
Exportações de serviços
No que respeita à componente de
serviços, a informação do Banco de
Portugal referente aos primeiros nove
meses de 2012, mostra que as ex-
portações portuguesas ascenderam
a 14,5 mil milhões de euros, o que
representa um aumento de 0,3 por
cento face a igual período de 2011.
Por blocos geoeconómicos, as expor-
tações portuguesas de serviços para
a União Europeia (68,8 por cento do
total) cresceram menos 4,3 por cento,
enquanto as vendas para os Países Ter-
ceiros (31,2 por cento do total) aumen-
taram 12,1 por cento.
A rubrica viagens e turismo constituiu a
principal fonte de receitas (45,9 por cento
EXPORTAÇÕES
// Janeiro 13 // Portugalglobal 26
Regime
simplicado
de prova
de exportação
Acaba de entrar em vigor (a 1 de
Janeiro de 2013) o novo regime de
simplificação dos procedimentos
para obtenção dos documentos de
prova de exportação. Os prazos mé-
dios serão reduzidos de 42 dias para
um prazo expectável de 4 dias, o que
determinará que as empresas expor-
tadoras poderão apresentar os seus
pedidos de reembolso de IVA signifi-
cativamente mais cedo, contribuindo
de forma positiva para as suas neces-
sidades de financiamento.
Os principais objectivos desta inicia-
tiva traduzem-se numa maior efi-
ciência; melhoria da qualidade dos
serviços prestados pela autoridade
tributária; desmaterialização de do-
cumentos e prevenção da fraude e
evasão fiscal e aduaneira.
A entrada em vigor deste novo re-
gime estimulará a competitividade
das empresas e da economia na-
cional através da simplificação dos
processos de exportação de mer-
cadorias e permitirá o aumento da
competitividade dos portos e dos
aeroportos nacionais.
Esta medida irá também permitir
uma redução de custos em resultado
da diminuição do número de deslo-
cações aos serviços aduaneiros.
Mais informações no site da AICEP
www.portugalglobal.pt.
do total), seguida da dos transportes com
28,1 por cento, e outros serviços forneci-
dos por empresas (13,9 por cento).
As viagens/turismo e os transportes
foram as rubricas que registaram os
contributos positivos mais influentes
no crescimento global das exportações
portuguesas de serviços (2,4 p.p. e 1,3
p.p., respetivamente), em contraste
com os outros serviços fornecidos por
empresas, que proporcionaram a maior
contribuição negativa para o resultado
global (menos 4,0 p.p.).
1
Banco de Portugal, Boletim Económico de Outono 2012
2
Taxas de variação anuais em volume
Principais Exportações Portuguesas por Países, % total
Exportações Portuguesas de Serviços - milhões de euros
Exportação Portuguesa de Serviços em 2012 (Jan./Set.) - % total
Fonte: INE
Fonte: Banco de Portugal
Fonte: Banco de Portugal
Há um banco que mexe e faz mexer o país.
A Caixa. Com Certeza.
Informe-se na Caixa.
€4.128 MILHÕES
A CAIXA APOIA
AS EMPRESAS
PORTUGUESAS
Dos quais mais de €1.570 milhões
estão ainda disponíveis para financiamento.
C
M
Y
CM
MY
CY
CMY
K
AF_CGD_CAMI_Anual_210x297.pdf 1 12/12/12 3:05 PM
INVESTIMENTO
// Janeiro 13 // Portugalglobal 28
Vários factores de competitividade co-
locam Portugal na rota do investimento
estruturante (estrangeiro e nacional),
pese embora a conjuntura adversa
particularmente sentida no mundo oci-
dental e que levou já a um decréscimo
dos fluxos de IDE em muitos mercados.
A localização geo-estratégica de Portu-
gal, no cruzamento das rotas marítimas
e aéreas que ligam a África, a Europa e
as Américas, é uma das vantagens do
país enquanto receptor de investimen-
to estrangeiro. Igualmente, infra-estru-
turas portuárias como Sines, Lisboa ou
Leixões e os aeroportos de Lisboa ou
Competência, qualificação e flexibilidade são alguns dos adjectivos que
investidores estrangeiros em Portugal atribuem aos seus colaboradores. A
existência de mão-de-obra qualificada é um dos factores de atractividade
de Portugal na captação de investimento directo estrangeiro. A localização
estratégica do país, a existência de boas infra-estruturas de comunicação e até
a hospitalidade dos portugueses e o clima agradável são factores que também
pesam na tomada de decisão de um grande investidor.
INVESTIR EM PORTUGAL
FACTORES DE COMPETITIVIDADE
Porto podem ser pontos de apoio fun-
damentais para o transporte de pessoas
e mercadorias que pretendam aceder ao
mercado da União Europeia, hoje com
cerca de 500 milhões de habitantes.
No domínio das comunicações e teleco-
municações, dos transportes e da logís-
tica, Portugal tem hoje infra-estruturas
modernas e capazes de responder às
necessidades de qualquer investidor, as-
segurando uma rápida ligação e comu-
nicação com os mercados internacionais.
A mão-de-obra portuguesa é reconhe-
cida pela sua qualidade e flexibilidade,
pela sua qualificação e pela sua produ-
tividade, factores que a tornam alta-
mente competitiva em relação a outros
países também receptores de IDE.
É de sublinhar que se trata de um país
politicamente estável e seguro, pres-
tigiado a nível internacional, pela sua
Historia e pela sua política externa, que
dialoga facilmente com distintos paí-
ses. Membro da União Europeia, inte-
gra também a Comunidade dos Países
de Língua Portuguesa e mantém um
relacionamento cada vez mais impor-
tante não só com os países vizinhos do
Norte de África, mas também com pa-
INVESTIMENTO
Portugalglobal // Janeiro 13 // 29
10 RAZÕES
PARA INVESTIR
EM PORTUGAL
• Recursos humanos qualifcados,
motivados e orientados para a
inovação.
• Infra-estruturas logísticas de ele-
vada qualidade: estradas, aero-
portos e portos.
• Custos operacionais competitivos
no contexto europeu (energia,
imobiliário e inflação).
• Relacionamento histórico e privi-
legiado com os países de língua
portuguesa: Brasil, Angola, Moçam-
bique, Cabo Verde, S. Tomé e Prínci-
pe, Guiné Bissau e Timor-Leste.
• Localização geo-estratégica de Por-
tugal, no cruzamento das rotas que
ligam África, Europa e América.
• Existência de parques industriais
em todo o país, bem localizados,
com bons acessos e boas infra-
estruturas sociais e públicas.
• Boa rede de telecomunicações.
• Regime laboral com novas medi-
das visando a flexibilidade.
• Simplifcação dos procedimentos
administrativos e existência de
incentivos públicos de apoio aos
investimentos.
• Boa qualidade de vida.
íses com economias em rápido cresci-
mento, como a China, a Índia, a África
do Sul ou o México. Portugal, pela sua
colocação no mundo pode ser, e já é
em muitos casos, uma plataforma de
parcerias no quadro das relações eco-
nómicas internacionais.
Portugal distingue-se também pelo in-
vestimento que tem vindo a efectuar em
áreas de ponta, como as do ambiente e
as energias renováveis, confirmando o
esforço de modernização económica do
país e dispondo de um know-how e ex-
periência que fazem das empresas por-
tuguesas destes sectores parceiros im-
portantes para potenciais investidores.
Portugal beneficia ainda da vantagem
de ter um excelente clima, uma boa
qualidade de vida e uma população
hospitaleira e aberta ao estrangeiro, o
que o torna atractivo e de fácil adapta-
ção para os quadros expatriados.
Onde investir
Mais do que sectores, Portugal privile-
gia a atracção de projectos que sejam
inovadores e tecnologicamente avan-
çados que possam contribuir para o
esforço de modernização e internacio-
nalização da nossa base produtiva em
diferentes áreas e sectores, contando
para isso com a AICEP e a sua rede es-
palhada em mais de 40 países.
Além das áreas do ambiente e das
energias renováveis, são de assinalar
os sectores automóvel, onde existe um
cluster de grande importância; a aero-
náutica, que o investimento da Embra-
er veio impulsionar de forma decisiva;
as TIC, onde se destaca um conjunto
apreciável de empresas nacionais com
projecção internacional; o turismo e as
biotecnologias, entre outros.
Os dados relativos ao investimento em
Portugal, desde 2000, confirmam o
crescente interesse de empresas estran-
geiras em investir no país, com uma mé-
dia anual de IDE da ordem dos 20 a 30
mil milhões de euros. Mesmo em anos
mais recentes e apesar da crise interna-
cional, Portugal continua a ser um des-
tino de IDE importante para empresas
com estratégias de internacionalização
globais. Por outro lado, dado o cres-
cente investimento de empresas portu-
guesas no estrangeiro, nomeadamente
em países como a Espanha, Brasil ou
Angola fazem de Portugal um parceiro
potencial para empresas estrangeiras in-
teressadas em aceder a esses mercados.
Apoios
A AICEP apoia projectos de qualidade,
virados para a exportação e que po-
dem trazer valor acrescentado ao nosso
país em termos de tecnologia e inova-
ção. São vários os exemplos de grandes
empresas que investiram e continuam
a investir em Portugal beneficiando de
diferentes apoios. Mas há também pro-
jectos de PME que, pelo seu potencial in-
teresse, podem ser apoiadas, em parce-
ria com o IAPMEI (Instituto de Apoio as
Pequenas e Médias Empresas Industriais)
ou com o Turismo de Portugal. Tudo
depende do projecto e das suas carac-
terísticas, havendo um leque de apoios
que vão desde o acompanhamento do
investidor ao longo de todo o processo
de instalação nas diversas componentes
(contactos com entidades locais, apoio
jurídico, informação, etc.) aos apoios de
índole financeira, nos quais se incluem
os apoios à contratação e formação de
trabalhadores, à compra de equipamen-
tos ou aos benefícios fiscais.
INVESTIMENTO
// Janeiro 13 // Portugalglobal 30
PORTUGAL versus CONCORRÊNCIA
Qualidade Global das Infra-estruturas:
Num universo de 144 países, Portugal ocupa
a 11ª posição, à frente de países como a Ho-
landa, a Bélgica, a Espanha, o Reino Unido, a
República Checa, a Irlanda e a Grécia.
INFRA-ESTRUTURAS (físicas e tecnológicas)
INOVAÇÃO FORNECIMENTO DE SERVIÇOS
Qualidade da rede rodoviária: Em 132
países analisados, 5º lugar, à frente da Ho-
landa, Espanha, Reino Unido, Irlanda, Hun-
gria, Itália e Bélgica.
Disponibilidade das tecnologias mais
avançadas: Num conjunto de 144 econo-
mias avaliadas, 15º lugar, na dianteira, por
exemplo, de França, Alemanha, Espanha,
Dinamarca, República Checa.
Qualidade Global das Infra-estruturas
Global Competitiveness Report 2012-2013
World Economic Forum. (144 países)
Global Enabling Trade Report 2012
World Economic Forum. (132 países)
Disponibilidade das tecnologias
mais avançadas (ranking)
Global Competitiveness Report 2012-2013
World economic Forum. (144 países)
Portugal apresenta a 4ª maior taxa de cres-
cimento médio, de entre 27 países anali-
sados, no que se refere ao crescimento da
performance na inovação.
4º melhor lugar no ranking de 35 países,
relativamente à velocidade média de in-
ternet de Banda Larga anunciada pelos
operadores. À frente, por exemplo, da Fran-
ça, da Holanda e da Dinamarca.
Crescimento médio anual da performance
da inovação
Innovation Union Scoreboard 2011
PRO INNO Europe. (27 países)
Velocidade Média de Internet Banda Larga
declarada (Ranking)
Estatísticas OCDE, Setembro 2011. (35 países)
Qualidade de fornecimento de eletri-
cidade: num universo de 144 países, 26º
lugar, à frente de países como Espanha,
Hungria, Itália, Polónia, Grécia.
Qualidade do Fornecimento de Eletricidade
Global Competitiveness Report 2012-2013
World Economic Forum. (144 países)
INVESTIMENTO
Portugalglobal // Janeiro 13 // 31
Portugal atinge a 4ª melhor posição num
ranking de 35 países avaliados quanto à
percentagem de licenciados em Enge-
nharia (incluindo Manufacturing and Con-
struction), e Ciências (Life Sciences, Physical
Sciences, Math/ Statistics and Computing).
Portugal posiciona-se em 6º lugar numa
amostra de 22 países da OCDE, no que
se refere ao custo da electricidade para
uso industrial, com melhor desempe-
nho do que países como a Grécia, a Espa-
nha, a Polónia, a Irlanda, o Reino Unido,
a Holanda e a Alemanha.
Percentagem de licenciados em Ciências
e Engenharia
Global Benchmark Report 2012
Confederation of Danish Industry. (35 países)
Custos de Electricidade para a Indústria
Global Benchmark Report 2012
Confederation of Danish Industry.
(22 países da OCDE)
De entre 29 países da OCDE analisa-
dos, Portugal apresenta-se como o 4º
país da tabela em que se verificou um
menor crescimento nos custos uni-
tários laborais entre 2005 e 2009.
À frente da República Checa, Polónia,
Hungria e Turquia, países habitualmen-
te associados a baixos custos de mão-
de-obra.
Crescimento Anual nos Custos Unitários
Laborais (2005 - 2009)
Global Benchmark Report 2010 Confederation
of Danish Industry. (29 países da OCDE)
Da lista de 141 países publicada re-
centemente pela Forbes, Portugal é o
24º melhor país para fazer negócios,
segundo critérios como direitos de pro-
priedade, inovação, impostos, tecnologia,
corrupção, burocracia, liberdade, protec-
ção dos investidores e desempenho do
mercado accionista.
Tempo necessário para criar uma em-
presa: 5 dias, à frente de países como a
Holanda (8 dias), Roménia (14 dias), Rei-
no Unido (13), Alemanha (15), República
Checa (20), Polónia (32) e Espanha (28).
Ranking dos Melhores Países
para fazer Negócios
Forbes, 2012
Nº de dias para criar uma empresa
Doing Business 2012, Banco Mundial. (183 países)
Eficiência dos procedimentos de im-
portação/exportação: 21º lugar antes
da Bélgica, Grécia, Eslováquia, Roménia,
Hungria e França.
Eficiência dos Procedimentos
de Importação / Exportação
Global Enabling Trade report 2012. (132 países)
RECURSOS HUMANOS CUSTOS OPERACIONAIS
AMBIENTE DE NEGÓCIOS
INVESTIMENTO
// Janeiro 13 // Portugalglobal 32
INVESTIDORES
APOSTAM EM PORTUGAL
UMA “CARTEIRA”
DE 500 MILHÕES
A AICEP tem em negociação uma “carteira”
de investimentos estruturantes com valores que
ascendem a 500 milhões de euros e que irão potenciar
a actividade exportadora do país. Destes, há projectos
que já estão em curso e são originários de empresas
estrangeiras já instaladas em Portugal, tratando-se,
em alguns casos, de investimentos de expansão da sua
actividade. Outros estão ainda em fase de negociação.
O facto é que Portugal continua a atrair os investidores
estrangeiros, apesar da conjuntura económica do país e
internacional que levou a uma diminuição dos fluxos de
IDE nos países europeus, desviando-os para as economias
emergentes e com taxas de crescimento mais apetecíveis.
Conheça alguns dos projectos de investimento
contratual em Portugal, cujo montante global
envolvido ronda os 300 milhões de euros.
AUTOEUROPA
(Grupo Volkswagen)
Optimização produtiva
A Autoeuropa tem em curso um projecto
de introdução de melhorias nas áreas das
tecnologias de informação, de cunhos
e cortantes e de pintura interior e exte-
rior dos veículos automóveis. Os investi-
mentos nestas três áreas destinam-se a
aumentar a produtividade e a qualidade
da produção da unidade industrial de Pal-
mela e ascendem a 49 milhões de euros.
A empresa alemã prevê que o projecto
virá a possibilitar a criação de novos pos-
tos de trabalho altamente qualificados,
em particular nas áreas dos cunhos e cor-
tantes e das tecnologias de informação.
Igualmente, a aquisição de equipamentos
tecnologicamente mais avançados, conju-
gada com a adopção de processos produ-
tivos inovadores, traduz-se num acréscimo
da competitividade da fábrica de Palmela,
designadamente face a outras unidades
industriais do Grupo Volkswagen.
Sublinhe-se que este projecto de in-
vestimento representa um importante
contributo para a economia nacional e
da região em que se insere, sendo mui-
to relevante o seu impacto nas expor-
tações de produtos de alta intensidade
tecnológica, continuando a posicionar
Portugal como centro de excelência no
contexto global do mercado de produ-
ção de veículos automóveis.
DOURO AZUL
Promover o turismo no Douro
O projecto da Douro Azul, Sociedade
Marítimo-Turística, SA, é de 37,3 mi-
lhões de euros e prevê a criação de 165
postos de trabalho directos, além da
manutenção dos actuais 147.
Este projecto visa a consolidação de
um segmento de mercado considera-
do de alto valor acrescentado, através
de uma oferta de serviços totalmente
inovadora que alia a realização de cru-
zeiros turísticos em barco-hotel com a
valorização e promoção dos recursos
endógenos da região do Douro, bem
como da sua história e cultura, con-
tribuindo para a projecção nacional e
internacional daquele região e para o
aumento das receitas e das exporta-
ções no sector do turismo.
Este investimento deverá ter um im-
pacto significativo em termos de
criação de valor nas actividades a
montante e a jusante da empresa, no-
meadamente no que respeita às acti-
vidades turísticas complementares da
oferta de cruzeiros fluviais e ao sector
da construção naval.
INVESTIMENTO
Portugalglobal // Janeiro 13 // 33
CONTINENTAL MABOR
Aposta em pneus de alta
performance
A Continental Mabor tem em curso
um investimento de expansão da fá-
brica de Lousado, em Famalicão, para
aumentar a capacidade produtiva e
SUV (Sport Utility Vehicles), pneus se-
lados ou ContiSeal e UHP, tendo, ao
todo, 850 artigos em produção de 20
diferentes marcas.
A empresa exporta 97 por cento da sua
produção e tem como principais merca-
dos a Alemanha, os países do Benelux,
Espanha, França, Reino Unido e Itália.
O investimento em curso, de cerca de 80
milhões de euros, destina-se ao aumen-
to da capacidade produtiva da fábrica
de Lousado e consequente adaptação a
uma maior complexidade na gama de
pneus de alta performance, devendo es-
tar concluído até final de 2013.
HUAWEI
Novo centro de suporte técnico
A Huawei, a empresa de tecnologias,
sistemas e soluções de comunicação e
informação de origem chinesa, está em
Portugal desde 2004 e é um dos for-
necedores de equipamentos e soluções
para os principais operadores de tele-
comunicações no nosso país. Já inves-
tiu em Portugal 40 milhões de euros,
tecnológica na gama de pneus de alta
performance. A multinacional alemã
está em Portugal desde 1989 e empre-
ga 1.650 pessoas só nesta fábrica.
A Continental Mabor produz pneus
para veículos automóveis ligeiros, para
Com o objectivo de facilitar a decisão
de investir na ZILS - Zona Industrial
e Logística de Sines, a aicep Global
Parques, empresa responsável pela
gestão da Zona, lançou o Dossier de
Investidor da Zils.
Esta ferramenta, no formato web, elen-
ca todas as características e vantagens
da Zils, uma localização industrial e lo-
gística com uma oferta completa tanto
a nível de infra-estruturas e de utilities
como no acompanhamento personali-
zado que é dado a todos os projectos
em todas as fases do seu ciclo.
Além de um conjunto alargado de in-
formação socioeconómica, geográfica
e de envolvente, encontra ainda a ca-
racterização do enquadramento legal,
fiscal e de todos os apoios institucio-
nais e legais para o desenvolvimento
de um projecto de investimento na
DOSSIER DO INVESTIDOR DA ZILS
ZILS. A informação encontra-se orga-
nizada em grandes temas: Envolvente;
Enquadramento legal; Infra-estruturas e
Utilities; Ocupar um Espaço e Passo-a-
Passo, e ainda os separadores “5 Razões
para investir na Zils” e “Sabia que”.
Num contexto em que é extremamente
importante promover o investimento
em Portugal, a aicep Global Parques
lança este instrumento que visa au-
mentar a notoriedade da Zona Indus-
trial e Logística de Sines, com condi-
ções ímpares, e aumentar a rapidez e
efciência, em todas as fases do proces-
so de localização na Zils.
Disponível em português e inglês, o Dos-
sier adapta-se às diferentes fases dos pro-
cessos de localização. Na fase inicial, além
da caracterização, disponibiliza uma ficha
de levantamento de informação sobre
um potencial projecto. Depois de pre-
enchida e remetida para a equipa de
especialistas da aicep Global Parques, é
proposta, ao potencial investidor, a lo-
calização dentro da Zils que melhor se
adapta aos requisitos do projecto.
Para as fases mais adiantadas do pro-
cesso de localização, o Dossier dispo-
nibiliza uma área reservada. Aqui os
potenciais investidores têm acesso a
todas as características físicas dos lotes
escolhidos e um simulador de custos,
onde pode simular diversas hipóteses
tendo em conta impostos e taxas ine-
rentes à localização.
Para os visitantes que pretendem obter
uma caracterização mais completa, são
disponibilizados fascículos temáticos
com informação muito desenvolvida,
organizados também tematicamente.
Conheça o Dossier de Investidor da Zils
em www.globalparques.pt .
contando com cerca de 100 colabora-
dores, directos e indirectos.
O actual investimento de 10 milhões
de euros destinou-se à instalação de
um Centro de Suporte Técnico, inaugu-
rado em 2012, que dispõe de um labo-
ratório multi-tecnologia e de equipas
com as competências necessárias para,
numa primeira fase, dar suporte aos
projectos em curso em Portugal. Equi-
pado com as diversas soluções e equi-
pamentos Huawei, esta infra-estrutura
está a evoluir para a prestação de ser-
viços a terceiros ao nível de desenvolvi-
mento de novas competências e solu-
ções no campo das telecomunicações.
INVESTIMENTO
// Janeiro 13 // Portugalglobal 34
PT DATA CENTER
O maior Data Center de Portugal
A Portugal Telecom tem em curso um pro-
jecto de investimento de criação de um
Data Center de Nova Geração, que será
instalado na Covilhã e que será o maior
de Portugal e um dos maiores da Europa.
O Data Center destina-se à prestação de
Cloud Services, housing e hosting.
O investimento, formalizado em Ou-
tubro de 2012, ascende a cerca de 84
milhões de euros, estando previsto que
o primeiro Módulo Técnico e Centro de
Operação e Suporte esteja a funcionar
em pleno em 2015 e com, pelo menos,
86 postos de trabalho directos qualifi-
cados e a tempo inteiro.
O PTDT irá dar novo impulso à inova-
ção, apoiando a entrada no mercado de
produtos e serviços inovadores (Cloud
Computing), permitindo captar capital de
I&D empresarial de base tecnológica en-
quanto veículo de difusão de tecnologia,
suportado no desenvolvimento das capa-
cidades científicas e tecnológicas do país.
Os principais mercados visados pelo pro-
jecto são a União Europeia (Reino Unido,
Espanha, Alemanha, França e Holanda), o
Brasil, os países africanos de língua portu-
guesa, a África do Sul e a Namíbia.
ALSTOM PORTUGAL
Expansão da unidade de Setúbal
Em Portugal desde os anos 40, a Alstom
desenvolve actividades de engenharia
e produção no domínio da produção
de energia (centrais térmicas e hidro-
eléctricas) e dos serviços de assistência
e manutenção, empregando 350 pes-
soas em Lisboa, Setúbal e Maia.
A empresa tem um projecto de inves-
timento de cerca de 13,5 milhões de
euros que visa a expansão e diversifica-
ção da unidade de Setúbal, bem como
o reforço das suas competências e o
alargamento da sua gama de produtos.
Com este investimento, será criada
uma linha de produção e montagem
de produtos para o mercado nuclear,
de alto valor acrescentado, com tecno-
logia e processos de fabrico inovado-
res. Serão desenvolvidos dois produtos
para centrais nucleares: condensadores
e MSR (Moisture Separator Reheater).
O projecto importa a criação de 55 novos
postos de trabalho directos e qualificados.
BOSCH CAR MULTIMEDIA
PORTUGAL
Diversificação de produtos
A Bosch Car Multimedia Portugal, com
90 por cento dos seus negócios focados
no ramo automóvel, nomeadamente na
produção de auto-rádios, tem em curso
um investimento destinado à capacitação
da sua fábrica em Braga para a produção
de sensores e sistemas electrónicos.
O investimento global é de 37,6 milhões
de euros, a aplicar no triénio 2011-2014,
e surge no seguimento de uma estraté-
gia de diversificação iniciada em 2005,
ano em que a empresa alemã instalada
em Portugal começou a fabricar con-
troladores eléctricos de caldeira e placas
eléctricas para frigoríficos e máquinas de
lavar (numa parceria com a Siemens),
com o objectivo de não ficar na depen-
dência dos ciclos da indústria automóvel.
A fábrica de Braga da Bosch Car Multi-
media Portugal emprega mais de 1.700
trabalhadores, e tem uma unidade de
Investigação e Desenvolvimento com
75 pessoas, que tem vindo a conquistar
novos mercados apesar de a Europa ser
o seu principal cliente.
A Bosch Car Multimedia Portugal tem
um volume de negócios superior a 500
milhões de euros, dos quais cerca de 99
por cento destinados à exportação.
Localizações de excelência
à distância de um clique
O Global Find é uma Plataforma desenvolvida pela aicep Global Parques que
identifica de forma célere soluções de localização empresarial em Portugal con-
tinental, actuando como instrumento de apoio ao investimento.
Disponível em www.globalparques.pt ou directamente em http://globalfind.
globalparques.pt, o Global Find permite efectuar pesquisas livres em mapa e/
ou identificar opções de localização através da seleção multicritério podendo
estes ser de carácter infraestrutural, demográfico e ou socioeconómico. Basta
selecionar os requisitos necessários ao projecto em questão e a ferramenta
cruzá-los-á, oferecendo os resultados correspondentes à pesquisa e permitindo
o download de relatórios muito completos sobre a localização selecionada.
À distância de um clique, qualquer utilizador poderá aceder diretamente no
mapa à caracterização e descrição de diversos pontos de interesse de con-
textualização industrial ou logística tais como Portos e Terminais Portuários,
Aeroportos, Plataformas Logísticas, Parques de Ciência e Tecnologia.
Disponível em quatro línguas – português, inglês, espanhol e alemão –, o Global
Find promove todos os sites livres para instalação empresarial, inseridos na Pla-
taforma, no mercado internacional de localizações para investimento. O Global
Find está em permanente actuali-
zação e desenvolvimento, quer da
ferramenta quer dos dados nela
constantes. Actualmente conta com
8.500 lotes, dos quais 3.600 dispo-
níveis para ocupação, e mais de 215
parques empresariais.
2012
BANCA & SEGUROS
Exame
C
M
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121207 AF_Anuncio_RevistaPortugalGlobal_PremioEXAME_2.pdf 1 12/7/12 5:13 PM
Mensalmente, a revista Portugalglobal traz até si
a melhor informação sobre mercados, sectores,
empresas e oportunidades de negócio.
Leia gratuitamente
a Portugalglobal em:
www.portugalglobal.pt/revista
Novembro 2012
Outubro 2012
Setembro 2012
Abril 2012
Julho 2012
Março 2012
Junho 2012
Fevereiro 2012
Maio 2012
Janeiro 2012
PROMOÇÃO
Portugalglobal // Janeiro 13 // 37
ACÇÕES PROMOCIONAIS
EM 2013
O reforço da internacionalização das empresas portuguesas, das suas
actividades exportadoras e a afirmação do nosso país como um destino para
o investimento passam por uma forte aposta na actividade promocional da
AICEP. A Agência promove eventos de elevado potencial, formata acções
e incentiva a participação das empresas. Feiras de referência, missões
empresariais ou conferências são apenas algumas das actividades da AICEP
dirigida às empresas e ao seu sucesso nos mercados.
PROMOÇÃO
// Janeiro 13 // Portugalglobal 38
Mais negócio
internacional
A AICEP promove um vasto conjunto de
acções orientadas para o aumento das
exportações nacionais, o alargamen-
to da base exportadora, diversificação
de mercados e reforço da presença de
empresas nacionais em mercados es-
tratégicos, visando dotar as empresas
de know-how e de ferramentas neces-
sários ao desenvolvimento e ao sucesso
dos seus negócios internacionais.

Neste domínio, é de realçar o papel da
AICEP, através da sede em Portugal, das
Lojas de Exportação e da Rede Externa,
na organização e acompanhamento de
acções nos mercados externos que de-
corram de iniciativas institucionais, nome-
adamente missões e seminários empresa-
riais no âmbito de visitas oficiais ou que
decorram de visitas oficiais ao nosso país.
No ano passado, realizaram-se 23 mis-
sões empresariais lideradas por órgãos
de soberania a 19 países com o apoio
directo da AICEP, nas quais participa-
ram mais de 500 empresas. Em todas
estas missões, bem como por ocasião
das visitas de altos responsáveis que
visitam Portugal, a AICEP organiza
seminários empresariais e promove
encontros entre empresas tendo por
objectivo estreitar o conhecimento
mútuo e potenciar oportunidades de
negócios. Estas iniciativas terão conti-
nuidade em 2013.

A AICEP actua ainda na promoção e
acompanhamento do relacionamento
institucional com entidades congéne-
res, nomeadamente através da partici-
pação nas redes internacionais (como a
Redibero, ETPO e WAIPA) e da negocia-
ção e acompanhamento de protocolos
de cooperação.
Capacitação
A AICEP disponibiliza às empresas um
conjunto de acções de Capacitação Em-
presarial visando apoiar o seu sucesso
nos mercados externos. São elas: “ABC
Mercado”, “Como Vender Em”, “En-
contros AICEP” e “Módulos Temáticos”.
Todas estas acções são desenvolvidas em
estreita colaboração com a Rede Externa
da AICEP, bem como com as áreas co-
merciais da Agência em Portugal.
As iniciativas da Capacitação Empresarial
têm como objectivo dotar as empresas
de know-how e de ferramentas neces-
sários ao desenvolvimento e ao sucesso
dos seus negócios internacionais. Em
2012 participaram nas várias iniciativas
da Capacitação Empresarial cerca de
2500 entidades, o que representou um
acréscimo na ordem dos 10 por cento re-
lativamente ao ano anterior. Para 2013,
dando seguimento ao trabalho desenvol-
vido em anos anteriores, está previsto se-
rem abordados, maioritariamente, mer-
cados de diversificação sem, no entanto,
esquecer a importância dos mercados
comunitários. Serão tratados mercados
como a África do Sul, Colômbia e Peru,
Países do Golfo, Reino Unido, México, Ja-
pão, para mencionar apenas alguns.
Destaca-se igualmente a realização no
Brasil de uma acção ABC Mercado “Por-
tugal no Brasil” no âmbito da celebra-
ção do Ano de Portugal naquele país da
América do Sul.
Sobre Angola e Moçambique, merca-
dos com enorme procura e com inú-
PROMOÇÃO
Portugalglobal // Janeiro 13 // 39
meras oportunidades, será feita uma
abordagem regional/sectorial, indo ao
encontro de oportunidades de investi-
mento e negócio que mais se adequem
à oferta portuguesa.
As acções “Como Vender Em” são um
dos produtos que maior valor acrescen-
tado apresenta para as empresas. Trata-
se de uma acção de consultoria que é
feita pelos directores da Rede Externa da
AICEP, que se deslocam a Portugal para
realizarem reuniões bilaterais com as
empresas. Alguns mercados mais distan-
tes e com potencial serão alvo deste tipo
de acção: África do Sul, Moçambique,
Japão e México.
Acresce ainda a estas acções a realiza-
ção das “Conferências Portugal Glo-
bal”, iniciadas em 2012 e nas quais
participaram mais de 500 empresas,
terão novas edições em 2013, em várias
cidades do país.
Conhecimento
A internacionalização das empresas
exige mais do que a simples transmis-
são de informação macroeconómica
e legislação sobre o país. Novas abor-
dagens, dimensões, rotinas, integra-
ção, partilha e novos instrumentos de
medida são essenciais ao sucesso nos
mercados externos. Estamos na era
do Conhecimento.
A AICEP propõe uma atitude de inte-
ligência competitiva entre Empresas,
Universidades e Estado para identificar,
assimilar e explorar todos os domínios
do negócio internacional e dar suporte
a decisões estratégicas.
O Conhecimento foca a sua actividade
em quatro objectivos chave: dinamizar
uma rede de inteligência competitiva
sobre o Negócio Internacional; desen-
volver produtos formativos de valor
acrescentado sobre o Negocio Interna-
cional, destinados a PME; desenvolver
iniciativas conjuntas com o Instituto
Diplomático e MNE nas áreas da for-
mação especializada e da disseminação
de conhecimento sobre problemáticas
do Negócio Internacional; e ainda ava-
nhecimento sobre mercados externos,
através do produto “Dicas” para In-
ternacionalizar no Mercado. E ainda o
Mapa Mundi das empresas portugue-
ses e da Diáspora – em parceria com
o Pólo de Competitividade TICE.PT e
Secretaria de Estado das Comunidades
Portuguesas – que tem como objectivo
consolidar uma rede de conhecimento
sobre o negócio internacional, suporta-
da na presença portuguesa no mundo.
Entre os produtos de formação de alto
valor acrescentado estão o Programa
Global de Formação PME (com vista à
aquisição e competências e ferramentas
específicas para a melhoria do proces-
so de exportação/internacionalização
das PME e que é ministrado em cinco
cidades: Porto, Braga, Coimbra, Lisboa
e Évora); a colaboração nas acções de
formação do CITEVE (oportunidades de
negócios nos mercados da China, Ín-
dia, Paquistão, Bangladesh, Colômbia,
Brasil); e os Ciclos de Economia AICEP/
SIRP (destinados a altos quadros dos Sis-
temas de Informação da República Por-
tuguesa sobre mercados internacionais).
Feiras/Pavilhões
de Portugal
Dada a relevância das feiras internacio-
nais como plataforma promocional das
empresas e produtos portugueses, a
AICEP organiza pavilhões nacionais em
feiras de relevância estratégica, como são
o caso da FILDA (Angola), da FACIM (Mo-
çambique), da FIA (Argélia) e de Le Bour-
get - Salão Internacional de Aeronáutica e
Espaço (França). A participação em feiras
internacionais permite o desenvolvimen-
to intenso de contactos comerciais e no-
vos negócios, o que potencia um grande
número de encontros entre fornecedores
e compradores, actuais ou potenciais.
FILDA – Feira Internacional
de Angola (Julho de 2013)
A FILDA – Feira Internacional de Angola,
em Luanda, é uma feira multissectorial
com periodicidade anual, que constitui o
maior evento comercial de dimensão in-
ternacional naquele país, apresentando-
se como uma ocasião propícia e eficaz
para consolidar presenças estabelecidas
liar as actividades desenvolvidas pela
Agência no sentido da melhoria contí-
nua e enquanto ferramenta privilegia-
da de gestão.
Destacam-se na área da “Business In-
telligence Unit”, entre outros produ-
tos, os Diálogos de Internacionalização
AICEP (partilha de experiências e sabe-
res por parte de vários parceiros), a pu-
blicação de Livros de Actas das sessões
Diálogos de Internacionalização (sete
olhares sobre a economia portuguesa),
o acolhimento de estágios de Mestrado
e Doutoramento em áreas do Comércio
Internacional (identifica empresas com
interesse em inovar ou melhorar o seu
desempenho em termos de exportação
/internacionalização), o planeamento,
avaliação e gestão de trabalhos temá-
ticos desenvolvidos pelos participantes
do Programa INOV Contacto, a parti-
cipação na task-force promovida pelo
Ministério da Agricultura (MAMAOT) e
PortugalFoods, e a disseminação de co-
PROMOÇÃO
// Janeiro 13 // Portugalglobal 40
e acolher novas empresas de sectores de
actividade especialmente vocacionados
para o mercado, sendo um importante
meio de contacto com clientes angola-
nos. No contexto dos países africanos de
língua oficial portuguesa, Angola ocupa
a primeira posição, quer como cliente,
quer enquanto fornecedor de Portugal.
Na edição de 2012, Portugal esteve re-
presentado por 85 empresas.
FACIM – Feira Internacional
de Maputo (Agosto/Setembro
de 2013)
A FACIM é a maior feira empresarial em
Moçambique e uma das mais impor-
tantes da região constituindo, por isso,
o melhor momento para o intercâmbio
comercial entre expositores nacionais e
de outros pontos do mundo.
A presença de Portugal na FACIM é já
tradicional, sendo que a participação
neste certame permite um contacto
directo com o sector empresarial deste
país, proporcionando uma oportunida-
de de promover produtos e/ou serviços
neste mercado. É ainda uma ocasião
propícia para consolidar presenças es-
tabelecidas e acolher novas empresas
de diversos sectores de actividade.
Em 2012, Portugal (prémio “Melhor País
Expositor”), esteve representado por 49
entidades (empresas e associações).
FIA - Feira Internacional
de Argel (29 de Maio
a 3 de Junho de 2013)
A FIA, feira multissectorial anual, constitui
o maior evento comercial de dimensão in-
ternacional na Argélia. Para as empresas
portuguesas interessadas no mercado ar-
gelino, a participação neste certame per-
mite um contacto directo com o sector
empresarial deste país, proporcionando
uma oportunidade de promover os seus
produtos e/ou serviços neste mercado.
Inaugurada imediatamente após a In-
dependência (1964), a Feira Internacio-
nal de Argel é o barómetro e a montra
da economia argelina, constituindo
uma plataforma de negócios interna-
cionais e uma porta para o Magrebe,
África e Médio Oriente.
A edição de 2012 contou com a partici-
pação de 15 empresas, 12 delas pela pri-
meira vez, o que revelou um aumento de-
80 por cento em relação ao ano anterior.
LE BOURGET -
Salão Internacional de
Aeronáutica e Espaço (17 a 23
de Junho de 2013)
O Salão Internacional de Aeronáutica
e Espaço de Le Bourget, em Paris, é o
evento de maior relevância do sector
aeroespacial, realizando-se em França
de dois em dois anos, sendo a próxima
edição de 17 a 23 de Junho de 2013.
Na continuidade das acções promocio-
nais do Cluster Aeroespacial Nacional,
nomeadamente, com a participação
com um Pavilhão de Portugal nas edi-
com 36 empresas e organismos numa
área de cerca de 400 metros quadrados.
REDES DE FORNECEDORES
NACIONAIS
No desenvolvimento da sua missão,
a AICEP tem estado empenhada em
promover a competitividade nacional,
fomentando plataformas de encontro
entre a oferta e a procura e estimu-
lando o relacionamento integrado em
rede entre empresas nacionais. A im-
portância estratégica destas redes de
fornecimento integradas é evidente e
a AICEP pretende consolidar este ob-
jectivo e está a trabalhar já com ou-
tras empresas na preparação de próxi-
mas iniciativas.
A expansão internacional do nosso país e
a consistência da nossa base económica
obrigam a que se redobre o esforço no
sentido de criar condições que promo-
vam a integração da indústria nacional,
sobretudo das nossas PME, na cadeia de
fornecimento de grandes empresas, quer
no mercado nacional, substituindo im-
portações, quer no mercado internacio-
nal, pelo efeito âncora dos seus projectos
de internacionalização.
É neste contexto que nasce a iniciati-
va Redes de Fornecedores Nacionais e
a aposta da AICEP na dinamização de
encontros entre fornecedores nacionais
que permitam apresentar clientes e for-
necedores, aproximar empresas, sensi-
bilizar para as vantagens do sourcing
em Portugal e assegurar maior valor
acrescentado nacional.
Uma aposta no desenvolvimento de
sinergias e soluções conjuntas que
contou já com a colaboração de várias
ções das feiras de 2010 e 2012 de
“Farnborough International AirShow”
e de “Le Bourget International Paris Air
Show” em 2011, pretende-se continuar
a divulgar as competências de um gru-
po significativo de empresas e entidades
portuguesas, devidamente qualificadas
e com níveis elevados de competitivida-
de, na edição de 2013 de “Le Bourget
international Paris Air Show”.
A estratégia proposta pretende apre-
sentar de uma forma clara Portugal
e o Cluster Aeroespacial Nacional,
reflectindo a sua imagem como país
moderno, inovador e produtor de bens
e serviços, formado por um grupo sig-
nificativo de empresas e entidades do
sector aeroespacial qualificadas e com
reconhecimento internacional.
Em 2011, Portugal esteve representado
no Salão de Le Bourget, pela primeira vez,
PROMOÇÃO
Portugalglobal // Janeiro 13 // 41
empresas na dinamização de acções
que contribuíram para que a EMBRA-
ER, a TAP Engenharia e Manutenção,
a GALP, a Faurecia, a Portugal Telecom
ou a Nestlé, entre outras, conheçam,
hoje, melhor a oferta nacional de PME
e possam incorporá-las na sua cadeia
de valor, concorrendo para o aumento
da produção interna e exportação de
bens e serviços e para redução signifi-
cativa do peso das importações na nos-
sa balança comercial.
Embaixador de Portugal em Washington,
tendo em 2012 sido realizadas acções de
proximidade com corporate location ad-
visors/multipliers em Washington, Hous-
ton, Boston, Atlanta e Princeton.
Para 2013, prevêem-se dois road-
shows de contactos a realizar no
primeiro semestre, estando a ser
equacionadas as seguintes cidades:
Charlotte, Dallas, Miami, S. Jose, S.
Francisco e Seattle. De igual modo
está previsto para 2013 estender estas
acções a mais de dez cidades norte-
americanas, com a participação activa
quer do Director do Centro de Negó-
cios da AICEP em Nova Iorque, quer
do Embaixador de Portugal nos EUA.
INOV CONTACTO
O INOV Contacto, promovido e opera-
cionalizado pela AICEP desde 1997, con-
siste num programa de estágios interna-
cionais em contexto profissional que tem
como principais objectivos capacitar os
jovens e as entidades portuguesas em
matéria de internacionalização, tornan-
do-as mais competitivas à escala global,
promovendo Portugal no mundo e au-
mentando a sua visibilidade e impacto.
No início de Janeiro de 2013 arranca
mais uma edição deste Programa com
cerca de 300 estagiários que irão, mais
uma vez beneficiar, desta oportunidade
de incremento das suas carreiras profis-
sionais a nível internacional.
O Programa tem três fases:
• Estágio em Portugal – composto
por um Seminário de Práticas inter-
nacionais que marca o início de cada
edição e estágio em contexto de tra-
balho na entidade em Portugal por
período não superior a um mês;
• Estágio no exterior – Na entidade
de acolhimento devidamente selec-
cionada e com um plano de estágio
adequado ao perfil do candidato,
durante seis meses num dos mais 50
países de destino espalhados pelo
mundo inteiro;
• Regresso a Portugal e participação
na Sessão de Encerramento onde
são recolhidos testemunhos das expe-
riências consideradas mas relevantes.
Todos os estagiários que já passaram
pelo Programa passam a integrar uma
rede social exclusiva, a networkcontac-
to, onde são divulgadas semanalmente
notícias do seu interesse, seminários e
oportunidades de negócio e emprego,
ROAD-SHOWS
A AICEP iniciou em 2012 uma série
de road-shows de captação de inves-
timento directo nos EUA. No modelo
promocional que se está a desenvol-
ver, liderado pelo Presidente da AICEP
Pedro Reis, para além dos seminários
em cada cidade, tem lugar um intenso
programa de encontros bilaterais com
potenciais investidores, após apurado
esforço de detecção de novas leads de
investimento. Em 2013 será reforçado
este modelo promocional.
Esta é uma abordagem nova por parte da
AICEP, de “porta-a-porta” de alto nível,
em que são apresentadas aos CEO ame-
ricanos as vantagens de Portugal como
destino de investimento estrangeiro.
O primeiro road-show decorreu em
Outubro passado, em Nova Iorque –
onde teve lugar o “Dia de Portugal” no
NYSE (Wall Street) mais concorrido de
sempre, com 100 investidores e mais
de 250 reuniões –, Boston e Atlanta.
Em paralelo foi iniciada igualmente uma
tipologia de acções de networking e de
diplomacia económica, envolvendo o
facilitando e apoiando assim a sua inte-
gração na vida activa.
Mais de 95 por cento dos estagiários
e entidades consideram esta iniciativa
bastante positiva. Cerca de 30 por cen-
to é convidado a permanecer na enti-
dade após o estágio e 25-30 por cento
fica no exterior durante mais algum
tempo a recolher experiências adicio-
nais após o fim do estágio.
PROMOÇÃO
// Janeiro 13 // Portugalglobal 42
No quadro da actual conjuntura eco-
nómica internacional as empresas por-
tuguesas têm mostrado capacidade
e determinação para procurar novas
oportunidades de negócios, seja nos
mercados tradicionais seja em novos
mercados e, sobretudo, nos chamados
mercados emergentes. São, pois, cada
vez mais as empresas nacionais que
procuram na internacionalização da
sua actividade a alternativa à contrac-
ção do mercado interno ou de merca-
dos importantes como a Espanha.
Apesar de a realidade dos mercados
externos estar em rápida e profunda
transformação, acarretando um maior
grau de incerteza e imprevisibilidade, as
O PAPEL DA REDE
NO APOIO ÀS EMPRESAS,
DIPLOMACIA ECONÓMICA E LOBBYING
>POR ANTÓNIO SILVA, DIRECTOR DO CENTRO DE NEGÓCIOS DA AICEP EM FRANÇA
empresas nacionais têm mostrado um
dinamismo, flexibilidade e capacidade
de adaptação que em muito explicam o
crescimento das exportações nacionais.
A AICEP, com o seu posicionamento pri-
vilegiado de interface da oferta nacional
e da procura externa de bens e serviços,
tem sido capaz de acompanhar e, mui-
tas vezes, antecipar, as mudanças que se
anunciam nos mercados externos, intro-
duzindo na sua estrutura organizativa e
na sua actuação operacional as medidas
necessárias para continuar e melhorar
a sua prestação de serviços de apoio às
empresas portuguesas no processo da
internacionalização.
Para muitas empresas, a AICEP é um
parceiro indispensável da sua activida-
de, proporcionando-lhes, através da
sua estrutura em Portugal e da rede
externa, um conjunto de serviços di-
“Ainda no que se refere ao
estabelecimento de contactos,
a rede da AICEP tem um
papel a desempenhar na
aproximação dos empresários
de nacionalidade portuguesa
ou luso descendentes,
espalhados um pouco por
todo o mundo, às empresas e
empresários de Portugal.”
PROMOÇÃO
Portugalglobal // Janeiro 13 // 43
versificados que respondem a diferen-
tes necessidades e graus de experi-
ência internacional e que constituem
um contributo útil e eficaz para a sua
internacionalização.
Daí o papel relevante do trabalho das
equipas que integram os mais de 40
pontos de rede espalhados pelo mun-
do, cobrindo mais de 60 países, na
promoção das exportações, do turismo
e da atracção de investimento estran-
geiro. Trata-se de um trabalho espe-
cializado e “personalizado” em que a
prestação de serviços tem de ser ade-
quada às características e necessidades
específicas de cada empresa, já que
cada uma delas é um caso diferente,
em termos de dimensão, de sector, e
de experiência internacional.
Em termos de serviços prestados
às empresas, os pontos de rede da
AICEP têm um papel importante no-
meadamente ao nível da informação,
do apoio local e do lobbying. No âm-
bito da informação, a diversidade de
mercados, a flexibilidade e rapidez de
resposta às necessidades das empre-
sas pressupõem, naturalmente, o co-
nhecimento da realidade económica
e financeira dos mercados onde nos
encontramos, da sua evolução e pers-
pectivas, um conhecimento actualiza-
do do tecido empresarial desses mer-
cados (quem importa, o quê e donde)
e da nossa concorrência em cada um
(o quê e como fazem).
Por outro lado, é também importan-
te a divulgação rápida de informação
útil e de oportunidades de negócio
identificadas nos contactos directos
desenvolvidos nos mercados. A acção
da AICEP nesta área é insubstituível já
que a sua presença directa nos merca-
dos potencia a recolha e tratamento de
informação que de outro modo não
se conseguiria obter, o que constitui
uma vantagem única e diferenciadora
da nossa actividade. As tecnologias de
informação se, por um lado, permitem
e facilitam o acesso a um manancial
inesgotável de informação, por outro,
tornam ainda mais necessária a acção
de investigação e validação desta infor-
mação de forma a identificar a que é
fiável e útil às empresas.
No que se refere ao apoio local às em-
presas nacionais que se deslocam aos
mercados, a rede da AICEP desenvolve
uma gama de actividades que incluem
o aconselhamento sobre a melhor for-
ma de abordar o mercado, a identifi-
cação e preparação de programas de
contactos com potenciais parceiros ou
o acompanhamento das empresas nas
acções de promoção que desenvolvem,
como sejam as presenças em feiras ou
as promoções em pontos de venda.
Por outro lado ainda, são muitos os
pontos de rede que disponibilizam às
empresas nacionais espaços de traba-
lho para reuniões com parceiros e clien-
tes ou para acções de apresentação e
promoção dos seus produtos. Muitos
as nossas empresas seja em termos de
qualidade de informação recolhida seja
em termos de uma maior utilização das
estruturas e espaços das Embaixadas,
contribuindo muito positivamente para
a projecção da imagem de Portugal e
das empresas portuguesas junto dos
seus potenciais clientes.
Por outro lado ainda, a nossa locali-
zação no espaço das Embaixadas e a
nossa articulação com a rede diplomá-
tica nacional, facilita muitas vezes os
contactos com entidades oficiais e ou-
tros interlocutores. O estabelecimento
e desenvolvimento destes contactos
(lobbying) com responsáveis de gran-
des empresas e/ou entidades promo-
toras de grandes projectos, tanto de
nível nacional como multinacional, é
um elemento essencial da nossa acti-
vidade de identificação e atracção de
investimento estrangeiro.
Ainda no que se refere ao estabeleci-
mento de contactos, a rede da AICEP
tem um papel a desempenhar na apro-
ximação dos empresários de naciona-
lidade portuguesa ou luso descenden-
tes, espalhados um pouco por todo o
mundo, às empresas e empresários de
Portugal. O contacto e colaboração
com as Câmaras de Comércio e nú-
cleos empresariais existentes em mui-
tos países constituem uma vantagem
para as empresas nacionais que assim
podem estabelecer contactos com uma
rede única e que se tem revelado muito
útil em termos de negócios concretos
com vantagem para ambas as partes,
O reforço desta colaboração, da capaci-
dade de trabalhar em rede (que inclui,
necessariamente, os empresários e qua-
dros de nacionalidade portuguesa espa-
lhados pelo mundo e os jovens quadros
do Programa INOV Contacto) é condição
essencial para o sucesso da internaciona-
lização das empresas portuguesas.
Daí que se possa afirmar que a AICEP,
pelos serviços que presta às empresas,
em Portugal e no estrangeiro, pelo
papel que tem no reforço e desenvol-
vimento da rede atrás referida, é um
parceiro útil e eficaz no processo de
internacionalização das empresas na-
cionais.
“A AICEP com o seu
posicionamento privilegiado
de interface da oferta
nacional e da procura externa
de bens e serviços, tem sido
capaz de acompanhar e, às
vezes, antecipar, as mudanças
que se anunciam nos
mercados externos.”
destes serviços são prestados directa-
mente às empresas, mas são também
muitos os casos em que são prestados
às associações sectoriais com as quais
a AICEP mantém uma intensa colabo-
ração tanto em Portugal como no es-
trangeiro. De referir também, o apoio
e acompanhamento de dezenas de
missões empresariais, genéricas e sec-
toriais, aos mercados externos e a pro-
moção e organização de visitas de im-
portadores a Portugal, uma actividade
que pressupõe a estreita colaboração
entre os vários intervenientes (empre-
sas, associações, entidades oficiais).
Estas duas vertentes dos serviços que
prestamos, tanto na área da promo-
ção das exportações como do turismo,
ganham em eficácia e utilidade com a
diplomacia económica, com a articu-
lação permanente da rede da AICEP
com a rede diplomática nacional, cons-
tituindo uma vantagem evidente para
PROMOÇÃO
// Janeiro 13 // Portugalglobal 44
Como preparar uma deslocação a um
mercado externo? A resposta é simples.
Cuidadosamente, com muita atenção.
Qualquer país é uma realidade distin-
ta da portuguesa em muitos aspectos;
por vezes para melhor, outras para pior,
ou simplesmente diferente.
O viajante, turista ou empresário, que se
prepara para embarcar para um destino
desconhecido tem consciência de que vai
encontrar uma realidade própria. E é claro
que as suas expectativas, positivas ou ne-
gativas, vão ser contrariadas. Afinal, ain-
da está para ser editado o guia de viagem
que reproduza fielmente uma realidade
tão complexa como a de uma cidade
onde se acotovelam milhões de pessoas.
COMO PREPARAR
UMA DESLOCAÇÃO AO MERCADO
>POR MIGUEL FONTOURA, DIRECTOR DO CENTRO DE NEGÓCIOS DA AICEP NO REINO UNIDO
transfers, refeições – até aos menos co-
muns: transformadores de electricidade,
acessórios de computador e comunica-
ção, entre outros. O objectivo é reduzir
os imprevistos ao mínimo possível.
Ao mesmo tempo que se planeia, é
necessário delinear os objectivos da
viagem. O que se quer alcançar com
a mesma? Identificar potenciais clien-
tes? Compreender melhor o mercado?
Alargar a base de clientes locais? A de-
finição destes objectivos condiciona a
preparação e execução da viagem.
Em terceiro lugar, o viajante deve, na
medida do possível, ter uma agenda
prévia de contactos. As viagens de ne-
Preparar contactos é, também, saber o
que se vai comunicar previamente. Esta
é a quarta recomendação: preparar o
material (folhetos, catálogos, amostras,
preçários, apresentações, entre outros)
que se queira mostrar aos potenciais
clientes. O sucesso de uma reunião
depende, também, do grau de prepa-
ração do empresário e dos suportes
informáticos ou outros que se levam.
Em quinto lugar, é conveniente que,
após se ter uma agenda de contac-
tos a realizar estabilizada, se envie, de
preferência por e-mail, informação in-
trodutória sobre a empresa e os seus
produtos. Este envio faz com que o
interlocutor tenha a oportunidade de
preparar também melhor a reunião e
elimina a necessidade de introduções
no momento do encontro.
Finalmente, depois da preparação da
viagem e da execução da agenda de
contactos, chega a altura de regressar
a Portugal. E aqui surge a sexta reco-
mendação: follow-up. É fundamental
que os contactos realizados na via-
gem sejam continuados, por e-mail e
telefone. Na maior parte das vezes, as
reuniões tidas no mercado que se visi-
ta são apenas a primeira etapa de uma
relação comercial de longo alcance. É
imperativo não deixar arrefecer o inte-
resse suscitado no primeiro contacto.
Finalmente, uma palavra de recomenda-
ção: fazer negócios é criar canais de co-
municação, estabelecer pontes e cons-
truir confiança recíproca. E essas pontes
criam-se com a descoberta de pontos
de contacto, de interesses comuns, de
afinidades culturais e históricas. O que
para nós, portugueses, com mais de cin-
co séculos em contacto com mercados,
não é particularmente difícil.
Existem seis obrigações na preparação de
uma viagem de negócios. Há uma outra,
a sétima, tão obrigatória como as outras,
que é a de estarmos preparados para
os imprevistos… Mas começando pela
primeira: planeamento. É obrigatório
planear a viagem que se vai fazer, desde
os pormenores mais evidentes – hotéis,
gócio representam um custo financeiro
e um dispêndio de tempo que obriga
a um planeamento muito rigoroso.
Imagine-se alguém que chegue a uma
cidade desconhecida sem um plano
prévio de contactos: os resultados da
viagem serão certamente menos pro-
veitosos e, porventura, até inexistentes.
PROMOÇÃO
// Janeiro 13 // Portugalglobal 46
Entre as várias acções de demonstração
da capacidade de oferta de que uma
empresa dispõe para dar a conhecer a
novos clientes o seu produto ou ser-
viço, está a organização de visitas de
importadores, agentes, distribuidores,
prescritores ou outros interlocutores
privilegiados no mercado. Refira-se
ainda que, por mercado, se entende a
relação dicotómica entre produto/servi-
ço e país/consumidor de destino.
São importantes as vantagens que
este tipo de acção de promoção ofe-
rece, tanto à empresa visitada como
ao visitante. Trata-se de uma oportu-
nidade para dar a conhecer in situ não
só o produto ou serviço que se tem
para oferecer, como ainda de tomar
contacto directo com o processo de
fabrico, instalações da empresa, am-
de facturação, localização da sede e
das filiais, website;
• Qual o posicionamento no mercado
que esta entidade detém;
• Quais os outros fornecedores com
o mesmo segmento de serviços ou
de produtos concorrentes com que
já trabalha;
• Quais os processos e tempos de ava-
liação, encomenda, aquisição e paga-
mento que habitualmente aplica;
• Dar a conhecer o processo produtivo
e a envolvente da empresa;
• Fornecer uma imagem completa da
empresa por trás do produto ou serviço;
• Cativar o cliente, criando um ambien-
te favorável ao negócio;
• Vender.
Acolhimento ao visitante
• Fazer o plano da visita: quanto tempo
no total será destinado à visita, qual o
percurso a fazer dentro da empresa,
ou seja, primeiro a apresentação ver-
bal, depois o conhecimento do pro-
cesso produtivo, visita às instalações
e reunião com a equipa comercial;
• Contratar, se necessário, um tradu-
tor e intérprete que deve ser instru-
ído antes sobre o que se espera dele
neste trabalho de tradução, deven-
do-se verificar que domina o léxico
técnico das matérias a abordar, já
que muitas vezes os tradutores emi-
tem opiniões próprias ou interpre-
tam subjectivamente respostas;
• Preparar uma apresentação na língua
de trabalho do visitante;
COMO RECEBER
UMA VISITA DE IMPORTADORES
>POR HELENA PAULA PIRES, COORDENADORA DA DIRECÇÃO PME DA AICEP
biente de trabalho, dimensão técnica
e humana das equipas decisoras, ges-
toras e executantes.
Assim, a primeira tarefa deverá ser co-
nhecer antecipadamente quem nos visita:
Perfil do visitante
• Nome da entidade, data de funda-
ção, número de empregados, volume
• Se estão adequados ao que se pre-
tende e se os pode executar;
• Qual a língua de trabalho;
• Regime de importação no país de
destino.
Seguidamente dever-se-ão estabelecer
os objectivos que a empresa visitada
pretende atingir com esta acção:
Objectivos do visitado
• Contactar pessoalmente com este
cliente;
• Demonstrar as vantagens competiti-
vas do seu produto ou serviço;
PROMOÇÃO
Portugalglobal // Janeiro 13 // 47
• Reunir a equipa com competência
por área de modo a serem os espe-
cialistas a fazer as respectivas apre-
sentações – director de Planeamento
e Marketing, director de Produção,
director de Controlo e Qualidade, di-
rector Comercial/internacional, etc.;
Dos and Don’ts a ter em conta
do ponto de vista cultural:
• Se possível, hastear, à entrada da em-
presa, uma bandeira do país de onde
vem o visitante;
• Ser o responsável máximo da empre-
sa a receber pessoalmente o visitante.
Se vier uma equipa, será necessário
respeitar a importância hierárquica
dentro do grupo;
• Dar as boas-vindas, mas destinar
pouco tempo a conversa de circuns-
tância sem relevância para a utilidade
da visita;
• Ter preparadas todas as instalações
da empresa que vão ser visitadas, a
sala para a apresentação inicial, equi-
pamentos a utilizar em condições de
bom funcionamento, etc.;
• Mesa de reuniões com blocos de no-
tas e canetas, água, café ou chá dis-
ponível, não outras bebidas;
• Ter preparada uma oferta na despedi-
da, muito habitual junto de visitantes
do Oriente;
• Detalhar tecnicamente a informação
da apresentação de modo a interes-
sar o visitante, mas deixando o deta-
lhe maior para a documentação de
suporte a entregar em mão, depois
de feita a reunião com a equipa co-
mercial, e integrando já respostas a
questões que o visitante tenha feito
aquando da apresentação da em-
presa. Esta documentação deve ser
entregue preferencialmente em CD
ou USB e não em papel, muito pe-
sado para quem viajará de regresso
por avião;
• Entregar, quando for o caso, amostras;
• Estabelecer os passos seguintes, afec-
tando tarefas de parte a parte, tem-
pos e recursos das naturezas neces-
sárias à sua prossecução – humanos,
materiais, financeiros, outros;
• Não fazer perguntas pessoais nem
contar anedotas com tradução literal;
• Não atender o telemóvel, telefone
ou outras pessoas enquanto se está
a atender a visita;
• Convidar para o almoço ou jantar se
a visita se prolongar até esse horário,
mas limitar a refeição a uma hora no
máximo, em local onde possa haver
uma escolha pessoal do visitante so-
bre aquilo que vai comer. Nem sempre
quem nos visita em trabalho está dis-
ponível para experimentar uma gas-
tronomia a que não está habituado;
• Disponibilizar-se para informar ou
ajudar o visitante nalgum outro as-
sunto em que ele tenha interesse,
turístico por exemplo, mas deixar a
decisão com ele;
• Registar socialmente a visita – com
fotos, notícias locais, referência em
newsletter própria, outra;
• Após o regresso do visitante, agra-
decer a visita, e verificar a execução
dos passos seguintes identificados no
final da reunião comercial.
E o resto? É bom senso!
Boas vendas!
// Janeiro 13 // Portugalglobal 48 48
S. Francisco
Toronto
Cidade do México
Bogotá
Nova Iorque
Haia
Bruxelas
Dublin
Londres
Paris
Milão
Vigo Barcelona
Praia
Rabat
São Paulo
Lima
Rio de Janeiro
Santiago do Chile
Buenos Aires
Argel
Zurique
Oslo
Madrid
Badajoz
Caracas
Panamá
Carlos Moura
BRASIL
aicep.s.paulo@portugalglobal.pt
António Felner da Costa
BRASIL
aicep.rio.janeiro@portugalglobal.pt
Jorge Salvador
CHILE
aicep.santiago@portugalglobal.pt
Luís Sequeira
ARGENTINA
aicep.buenosaires@portugalglobal.pt
Luís Moura
ANGOLA
aicep.luanda@portugalglobal.pt
João Cardim
ANGOLA
aicep.benguela@portugalglobal.pt
João Pedro Pereira
ÁFRICA DO SUL
aicep.pretoria@portugalglobal.pt
Raul Travado
CANADÁ
aicep.toronto@portugalglobal.pt
Miguel Porfírio
HOLANDA
aicep.thehague@portugalglobal.pt
Rui Boavista Marques
EUA
aicep.newyork@portugalglobal.pt
REDE
EXTERNA
Ana Sofia O’Hara
EUA
aicep.s.francisco@portugalglobal.pt
Rui Gomes
MÉXICO
aicep.mexico@portugalglobal.pt
Carlos Pinto
VENEZUELA
aicep.caracas@portugalglobal.pt
Eduardo Henriques
ESPANHA
aicep.madrid@portugalglobal.pt
Isabel Esteves
ESPANHA
aicep.vigo@portugalglobal.pt
Manuel Martinez
ESPANHA
aicep.barcelona@portugalglobal.pt
José Nogueira Ramos
IRLANDA
aicep.dublin@portugalglobal.pt
Miguel Fontoura
REINO UNIDO
aicep.london@portugalglobal.pt
Maria Teresa Salazar
ESPANHA
aicep.badajoz@portugalglobal.pt
Armindo Rios
CABO VERDE
aicep.praia@portugalglobal.pt
Rui Cordovil
MARROCOS
aicep.rabat@portugalglobal.pt
Gonçalo Homem de Mello
BÉLGICA
aicep.bruxels@portugalglobal.pt
António Silva
FRANÇA
aicep.paris@portugalglobal.pt
João Renano Henriques
ARGÉLIA
aicep.argel@portugalglobal.pt
Miguel Crespo
COLÔMBIA
aicep.bogota@portugalglobal.pt
Fernando Carvalho
MOÇAMBIQUE
aicep.maputo@portugalglobal.pt
Portugalglobal // Janeiro 13 // 49 49
Copenhaga
Berlim
Haia
Bruxelas
Luanda
Benguela
Maputo
Pretória
Gaborone
Windhoek
Tunes
Abu Dhabi
Helsínquia
Estocolmo
Zurique
Moscovo
Varsóvia
Praga
Budapeste
Viena
Bratislava
Liubliana Bucareste
Baku
Pequim
Nova Deli
Xangai
Tóquio
Macau
Hong Kong
Guangzhou
Jacarta
Atenas
Tripoli
Riade
Doha
Ancara
Kuala Lumpur
Kristiina Vaano
FINLÂNDIA
aicep.helsinki@portugalglobal.pt
Eduardo Souto Moura
SUÉCIA
aicep.stockholm@portugalglobal.pt
Nuno Lima Leite
POLÓNIA
aicep.warsaw@portugalglobal.pt
Maria José Rézio
RÚSSIA
aicep.moscow@portugalglobal.pt
Joaquim Pimpão
HUNGRIA
aicep.budapest@portugalglobal.pt
Ana Isabel Douglas
ÁUSTRIA
aicep.vienna@portugalglobal.pt
João Guerra Silva
DINAMARCA
aicep.copenhagen@portugalglobal.pt
Pedro Macedo Leão
ALEMANHA
aicep.berlin@portugalglobal.pt
AO SERVIÇO
DAS EMPRESAS
Celeste Mota
TURQUIA
aicep.ankara@portugalglobal.pt
Laurent Armaos
GRÉCIA
aicep.athens@portugalglobal.pt
Manuel Couto Miranda
EAU
aicep.abudhabi@portugalglobal.pt
João Noronha
INDONÉSIA
aicep.jacarta@portugalglobal.pt
Nuno Várzea
TUNISIA
aicep.tunis@portugalglobal.pt
Maria João Liew
MALÁSIA
aicep.kuala_lumpur@portugalglobal.pt
Maria João Bonifácio
CHINA
aicep.macau@portugalglobal.pt
Filipe Costa
CHINA
aicep.shanghai@portugalglobal.pt
José Joaquim Fernandes
JAPÃO
aicep.tokyo@portugalglobal.pt
Filipe Honrado
ÍNDIA
aicep.newdelhi@portugalglobal.pt
Alexandra Ferreira Leite
CHINA
aicep.beijin@portugalglobal.pt
Pier Franco Schiavone
ITÁLIA
aicep.milan@portugalglobal.pt
Videoconferências
AICEP Global Network
A AICEP disponibiliza um novo serviço de videoconferência para
reuniões em directo, onde quer que se encontre, com os nossos
responsáveis da Rede Externa presentes em mais de 40 países.
Tudo isto,
sem sair
do seu escritório
Para mais informação e condições de utilização consulte o site:
www.portugalglobal.pt
Obtenha a informação sobre os mercados internacionais que necessita
e esclareça as suas dúvidas sobre:
• Potenciais clientes
• Canais de distribuição
• Aspectos regulamentares
• Feiras e eventos
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1050-051 Lisboa
Tel: + 351 217 909 500
E-mail: aicep@portugalglobal.pt
Porto
Rua Júlio Dinis, 748, 9º Dto.
4050-012 Porto
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Web: www.portugalglobal.pt

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