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anna Freud

A psicanálise encara a infância como período crucial do desenvolvimento e deixa a


adolescência de lado. Freud estuda esta fase e desenvolve sua própria teoria, que por dar
mais ênfase ao ego fica conhecida como Psi do Ego.
Mecanismos de defesa:
* ascetismo: extremo afastamento que o adolescente adota frente aos próprios desejos. É
parte CS, parte ICS
* Intelectualização: racionalização e justificativas para os desejos. P. ex., um sentimento
hostil em relação aos pais que os adolescentes justificam como luta contra a autoridade.
* Amores e amizades passionais: a necessidade de afastamento dos pais gera um vazio
que precisa ser preenchido. São tentativas de substituir os objetos de desejo originais.

Erik Erikson
Erikson abandona a psicanálise para formar uma teoria mais antropológica, na qual
tenta entender a relação entre indivíduo e sociedade. Aborda aspectos biológicos,
psicológicos e sociais.
Sua teoria psicossocial do desenvolvimento enfatiza processos psicológicos
relacionados à idade e seus efeitos sobre o funcionamento social.
Crise de identidade: identidade x confusão de papéis
A identidade se refere a um sólido senso das próprias ideologias, filosofias,
valores e crenças.
A adolescência é vista como um período de luta para estabelecer uma clara
identidade, na qual consiste uma crise. A pergunta mais importante na vida do
adolescente é: “quem sou e para onde estou indo?”. Imagina-se que tais
questionamentos sejam fruto das seguintes mudanças;
1. Mudanças na aparência física, que levam ao exame da auto-imagem
2. Capacidades cognitivas mais sofisticadas, que levam a maior introspecção
3. Maior pressão para se preparar para o futuro e, em especial, para fazer escolhas
profissionais
Essas mudanças sinalizam a difícil transição da infância para a idade adulta.

Harry Sullivan
Sullivan quebra o domínio da perspectiva biológica e traz uma visão culturalista
que requer aspectos pessoais e interpessoais. Sua teoria é chamada de interpessoal.
Ele revê a teoria freudiana e substitui a diminuição da tensão gerada pelas
pulsões por redução gerada por ansiedade.
Ao experimentar alguma quantidade de ansiedade nas primeiras relações
interpessoais (entre bebê e os cuidadores), o bebê experiência um senso de si mesmo
(unicidade).
Sullivan diz que a busca que temos no mundo é por segurança e apoio nas
relações interpessoais.
Operações de segurança: ocorrem na infância, quando o bebê passa a procurar
relações menos conflituosas. Esse modo de funcionar é chamado de auto-sistema e é
dinâmico no sentido em que faz as pessoas evitarem situações desagradáveis para não
haver aumento de ansiedade.
As relações recíprocas geram um senso de identidade que surge mediante o
sentimento de segurança e apoio.