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Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 AULA 00

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas Aula 00

AULA 00 Aula Demonstrativa

DIREITO PREVIDENCIÁRIO. Seguridade Social: Disposições Constitucionais. Conceito. Previdência Social. Saúde. Assistência Social. Organização e Princípios. Princípios da Seguridade. Competência dos Entes Federativos. Financiamento da Seguridade. Aspectos Gerais do Custeio. Custeio Direto e Indireto. Previdência Social. Regimes de Previdências no Brasil. Regime Próprio de Previdência. Regime Complementar. Regime Geral de Previdência Social. Resumo. Questões.

 

SUMÁRIO

PÁGINA

I - Apresentação

02

II - Informações sobre o curso

03

III - Análise do último edital

06

Aula 00 Seguridade Social: Disposições Constitucionais

07

1. Seguridade Social: Disposições Constitucionais

07

1.1

Conceito

07

1.1.1 A Previdência Social

09

1.1.2 A Saúde

11

1.1.3 A Assistência Social

12

1.2

Organização e Princípios

16

1.2.1 Princípios da Seguridade Social

17

1.2.2 Competência dos Entes Federativos

30

1.3

Financiamento da Seguridade

31

1.3.1 Aspectos Gerais do Custeio

35

1.3.2 Custeio Direto e Indireto

35

2. Previdência Social

39

2.1

Regimes de Previdências no Brasil

39

2.1.1 Regime Próprio de Previdência

40

2.1.2 Regime Complementar de Previdência

41

2.2

Regime Geral de Previdência Social - RGPS

44

3. Resumo Geral

44

Questões

46 a50

Olá caros concurseiros e futuros colegas!

É com imensa satisfação e entusiasmo que passo a integrar a equipe de professores do Concurseiro Fiscal, um projeto de ensino inovador especializado em concursos da área fiscal desenvolvido com muita

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dedicação e comprometimento em ajudá-lo na conquista dessa concorrida vaga de AFRFB.

Nosso objetivo é auxiliá-lo a se preparar de forma rápida e eficiente para o próximo concurso de AuditorFiscal. Para isto, direcionaremos o seu estudo a fim de obter um melhor rendimento (tempo/estudo) no domínio da legislação previdenciária. Com base no programa dos últimos editais e atento a forma de como são cobrados os assuntos, desenvolveremos o conteúdo de forma sistematizada, concentrando nas resoluções de questões, em especial as da Esaf, banca examinadora dos últimos concursos de Auditor-Fiscal.

Caro concurseiro, não basta saber o assunto, tem que estudar atento aos detalhes; são os detalhes que no final irão fazer toda a diferença!

Aqui que entra a importância de um bom material de estudo

função de um bom material é encurtar o tempo que o candidato precisaria para o amadurecimento e domínio do conteúdo para realização de uma boa prova. O desafio, portanto, de um bom material é ser sintético, pois há muita disciplina para estudar, sem ser superficial. Para isto, tem que aprofundar, de forma seletiva e objetiva, os temas do conteúdo programático, para direcionar o estudo do candidato e habilitá-lo a fazer uma boa prova. Essa é a proposta desse material.

a

Sejam muito bem vindos ao curso de Legislação Previdenciária para o concurso de Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil!

I - Apresentação

Antes de iniciar os comentários sobre o nosso curso, gostaria de fazer uma breve apresentação pessoal.

Sou Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil. Engenheiro Civil de formação (UFBA), especialista em Direito Previdenciário pela PucMinas e tutor EAD de Direito Previdenciário da Esaf. Iniciei minha vida de concurseiro em meados de 2002, e a minha primeira aprovação foi no concurso de Técnico da Previdência no final de 2002; em seguida passei no concurso de Auditor-Fiscal do INSS realizado em 2003. Desde então, trabalho na Receita Federal do Brasil, no Serviço de Fiscalização de Contribuição Previdenciária (auditoria externa) e, atualmente, estou lotado na Delegacia da Receita Federal de Salvador.

Talvez alguns estejam se perguntando: como um Auditor Fiscal do INSS se tornou Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil? Em 2005 foi criada a Secretaria da Receita Previdenciária (SRP), cuja atribuição de arrecadar, fiscalizar e cobrar as contribuições previdenciárias que era do INSS passou a ser da SRP. A autarquia federal (INSS) ficou

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responsável apenas pela administração e concessão de benefícios previdenciários. Em 2007 ocorreu a unificação das duas Secretárias: a Secretaria da Receita Previdenciária (integrava a estrutura do Ministério da Previdência Social) e Secretaria da Receita Federal (Ministério da Fazenda), com a publicação da Lei nº 11.457/07. Assim, foi criada a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), denominado pela mídia de “Super-Receita”, órgão que tem a incumbência de arrecadar, fiscalizar e cobrar todos os tributos federais (IR, IPI, Cofins, CSLL, Contribuição Previdenciárias, dentre outros). Assim, o Auditor- Fiscal da Receita Federal do Brasil tem como principal atribuição à apuração e auditoria de tributos federais. Tenho verdadeira paixão pelo estudo de temas ligados à Legislação Tributária e, em especial, a Legislação da Previdência Social. Por isso, é um prazer a realização deste curso, aliado ao fato da satisfação de contribuir para realização de um objetivo de muita gente, em ser auditor fiscal.

Bem, feitas as apresentações iniciais, passemos à proposta do nosso curso.

II - Informações sobre o curso

Para alcançar uma aprovação mais rápida é vital saber estudar com foco. Isso significa planejamento e metodologia de estudo. Além do domínio teórico, é essencial fazer muitas questões para conhecer a forma de cobrança do assunto pela banca examinadora. Assim, nossa proposta é desenvolver um curso especializado em concurso de auditor fiscal que direcione o estudo do candidato preparando para realização de uma boa prova.

Ciente desse panorama, nosso curso é desenvolvido com a preocupação de elaborar um conteúdo esquematizado e com a resolução de questões, muitas delas comentadas. Nossa metodologia, portanto, consistirá no desenvolvimento da teoria intercalado com questões comentadas. Sempre que abordar algum assunto polêmico, chamaremos atenção do candidato, para o posicionamento da banca examinadora e/ou jurisprudencial.

O candidato poderá contar, também, com o suporte oferecido pelo site para tirar dúvidas. Estarei sempre à disposição para responder aos seus questionamentos através do fórum de cada aula.

Nossa proposta, portanto, é auxiliá-lo nessa caminhada, otimizar seus estudos e ajudá-los com um pouco da experiência de quem já

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vivenciou esse desafio. Será com imensa satisfação, receber um e-mail com notícia de sua aprovação.

1. Divisão das aulas

Nosso curso será ministrado ao longo de 07 aulas, incluindo esta aula demonstrativa, de acordo com o cronograma abaixo:

AULA

ASSUNTO

DATA

Aula 00

Seguridade Social: Disposições Constitucionais Aula 00

---

Aula 01

Segurados do RGPS

17/03

Aula 02

Financiamento da Seguridade Social

24/03

Aula 03

Salário de Contribuição

31/03

Aula 04

Contribuição dos Segurados

07/04

Aula 05

Contribuição Previdenciária Patronal

14/04

Aula 06

Obrigações Fiscais

21/04

Como geralmente acontece, o edital não apresenta um ordenamento muito didático para o estudo do conteúdo programático.

Portanto, visando facilitar o estudo da matéria, ordenamos o conteúdo programático com seguinte sequência:

AULA 00 Seguridade Social: Disposições Constitucionais. Conceito. Previdência Social. Saúde. Assistência Social. Organização e Princípios. Princípios da Seguridade. Competência dos Entes Federativos. Financiamento da Seguridade. Aspectos Gerais do Custeio. Custeio Direto e Indireto. Previdência Social. Regimes de Previdências no Brasil. Regime Próprio de Previdência. Regime Complementar. Regime Geral de Previdência Social.

AULA 01 Segurados do RGPS: Conceito. Categorias de Segurados. Empregados. Empregados Domésticos. Contribuinte Individual. Trabalhador Avulso. Segurado Especial. Segurado Facultativo. Disposições Diversas sobre Segurados. Tomadores de Serviços. Empresa e Equiparados. Empregador Doméstico. Matrícula.

AULA02

Financiamento da Seguridade: Introdução. Receita das Contribuições Sociais. Contribuições Seguridade Social Previdenciária. Contribuições de Seguridade Social Não Previdenciária. Das CSS sobre a Receita ou Faturamento. Da CSS sobre o Lucro. Da Receita de Concursos Prognósticos. Da Importação de Bens e Serviços. Da CPMF. Instituição de Novas

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Contribuições Sociais.

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Contribuições Sociais. Regime Jurídico da Contribuição de Seguridade Social. Princípios da Anterioridade. Imunidade. Outras Receitas

AULA 03 Salário de Contribuição: Introdução. Conceito. Limites do Salário de Contribuição; Parcelas Integrantes; Parcelas não Integrantes.

AULA 04 Contribuição dos Segurados: Introdução. Contribuição do Empregado, Trabalhador Avulso e Empregado Doméstico. Contribuição do Contribuinte

Individual: prestação de serviço à pessoa física; prestação de serviço a pessoa jurídica; prestação de serviço a entidade beneficente de assistência social isenta; Contribuinte Individual Condutor Autônomo; Disposições Gerais sobre Contribuinte Individual. MEI. Contribuição do Segurado Facultativo. Segurado Especial. Atividades Concomitantes.

AULA 05 Contribuição Previdenciária Patronal: Introdução. Contribuição do Empregador Doméstico. Contribuição da Empresa e Equiparados. Empresa em Geral: Cota Patronal; Sat/Rat; FAP; Custeio Aposentadoria Especial; Contribuição sobre a Remuneração de Contribuinte Individual; Contribuição sobre Valor Bruto da NF da Cooperativa; Contribuição para Outras Entidades e Fundos. Instituição Financeira. Cooperativas. Resumo (1° parte) Substituições. Associações Desportivas. Produtor Rural Pessoa Física. Produtor Rural Pessoa jurídica. Agroindústria. Simples Nacional. Substituição Desoneração

AULA 06 Obrigações Fiscais: Noções Básicas. Cessão de Mão de Obra e Empreitada. Serviços Sujeitos a Retenção. Dispensa da Retenção. Obrigações Acessórias. Solidariedade. Obrigação Principal. Prazos de Recolhimento. Multas Aplicáveis. Hipóteses de redução. Prescrição e Decadência. Outras Disposições.

2. Legislação aplicável

Utilizaremos, além da Constituição Federal e do Código Tributário Nacional (CTN Lei 5.172, de 25 de outubro de 1966), a Lei 8.212/91 (Lei de Custeio da Previdência Social), o Regulamento da Previdência Social, aprovado pelo Decreto 3.048/99. É recomendado que durante o estudo da disciplina você esteja acompanhado da legislação indicada, de preferência impressa, para se familiarizar com os textos legais e fazer anotações, observações e destaques para posteriores revisões. Você pode acessá-los nos seguintes links:

Constituição Federal de 1988

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Código Tributário Nacional

Regulamento da Previdência Social RPS

www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D3048.htm

Lei de Custeio da Previdência Social Lei 8.212/91

www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8212cons.htm

III - Análise do Edital

Para o concurso de 2014 para Auditor Fiscal serão realizadas duas provas objetivas: Prova 01 P01: Conhecimentos Gerais”, Prova 02 P.02: Conhecimentos Específicos”. O concurso ainda prevê realização de uma prova discursiva. Os assuntos de Direito Previdenciário, exigidos no edital da Esaf n.° 18 de 07/03/2014, estão inseridos no conteúdo programático de Direito Tributário, uma das disciplinas integrantes da Prova 02 de “Conhecimentos Específicos”.

Tanto no concurso de 2012 e 2009, a prova P.02 foi constituída de 60 questões. As disciplinas constantes das provas de conhecimento específico têm um peso maior, no caso, peso 02. No concurso de 2014 a prova específica contará agora com 70 questões, nas quais 15 estão reservadas para disciplina Direito Tributário. Os assuntos de Direito Previdenciário estão contemplados no programa de Direito Tributário – disciplina “D7” do edital de 2014 (item 26 a 29). Portanto caro amigo concurseiro, não podemos desperdiçar esses preciosos pontos.

Os assuntos de Direito Previdenciário cobrados nos concursos da Receita Federal de Auditor Fiscal abrangem “apenas” a parte relativa ao “Custeio da Previdência Social” (lei 8.212/91). Digo “apenas”, por força de expressão, pois contempla um vasto conteúdo, imprescindível para o candidato. Porém, felizmente (ou não, rs) a parte relativa a benefícios não entra nos programas de direito previdenciário, nos referidos concursos. Cabe destacar que esta disciplina tornou-se de presença obrigatória nos certames da Receita após a unificação dos fiscos, denominada pela mídia de “Surper-Receita” (Receita Federal do Brasil). Claro que o conteúdo de Direito Previdenciário também está presente em diversos outros concursos, como Auditor Fiscal do Trabalho, Analista da Receita, Analista TRT, Analista e Técnico INSS e etc. Porém, o nosso foco será o concurso da Receita Federal do Brasil (RFB).

Feitas todas essas considerações, vamos ao que interessa!!!

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Aula 00 Seguridade Social: Disposições Constitucionais

1. Seguridade Social: Disposições Constitucionais

1.1 Conceito

Iniciaremos nosso curso pelo importante conceito de Seguridade

Social bastante cobrada em concurso. A forma como a CF/88 concebeu a Seguridade é totalmente inovadora e representa um avanço na área social, introduzido pela nossa Constituição cidadã. A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações, de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade destinadas a garantir os direitos relativos à Saúde, à Previdência e à Assistência.

Esse é o conceito de Seguridade que a nossa atual Constituição Federal (CF/88) dispõe no seu art. 194. Conforme já mencionado, esse conceito tem sido bastante cobrado nas provas de concursos e, frequentemente, as questões têm trazido à redação literal do artigo 194 da CF/88, motivo pelo qual transcrevemos o artigo abaixo.

Art. 194. “A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes

Art. 194. “A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social” (grifo nosso).

Tecnicamente, o caput do artigo não se trata de uma definição ou conceito, mas tem o mérito de delimitar de modo preciso as áreas de atuação da Seguridade Social. A compreensão e domínio das características que envolvem cada segmento da seguridade são de suma importância!

Há na realidade dois aspectos importantes que o candidato deve fixar: (a) saber as áreas que integram a Seguridade Social; (b) dominar os aspectos constitucionais que caracterizam cada segmento da Seguridade.

Para esclarecer, podemos dizer simploriamente, que o Estado existe para prestar serviço à coletividade, de modo que atua em várias áreas.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 A atuação

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A atuação do Estado na área de educação, apesar de sua relevância e do nítido cunho social, não é uma ação da Seguridade Social. Do mesmo modo que a assistência jurídica gratuita, concedida por meio da Defensoria Pública, malgrado sua importância, revela a efetivação de um direito fundamental (constitucional) de acesso à justiça, mas também não se trata de uma ação relacionada à Seguridade Social.

Portanto, a Seguridade Social contempla apenas ações relacionadas à Previdência, Saúde e Assistência Social.

Assim, é importante saber:

Saúde e Assistência Social. Assim, é importante saber: Importante fixar: Seguridade Social consiste em um conjunto

Importante fixar:

Seguridade Social consiste em um conjunto de ações do Estado, no sentido de atender às
Seguridade Social consiste em um conjunto de ações do
Estado, no sentido de atender às necessidades básicas no
âmbito da Previdência Social, Assistência e Saúde.

Topograficamente, a Seguridade Social está inserida no Título VIII da Constituição Federal (CF/88), denominado da Ordem Social. A ordem social brasileira, portanto, abrange a seguridade social, a educação, a cultura, o desporto, e outros, e tem como base o primado (supremacia) do trabalho e, como objetivo, o bem-estar e a justiça social (CF/1988, artigo 193).

Da análise do texto constitucional, verifica-se também que toda a ordem social funda-se na valorização do trabalho, portanto, a seguridade social não será utilizada em substituição às situações em que o trabalho seja possível. O trabalho e o pleno emprego sempre serão perseguidos e valorizados; somente quando não houver possibilidade de ser exercido é que será acionada a Seguridade Social.

Conforme redação constitucional, a seguridade social é o conjunto de iniciativas da sociedade e do Poder Público visando a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência social e à assistência social. Portanto, o constituinte originário teve como objetivo criar um

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verdadeiro seguro ou rede protetiva, até então inexistente em nosso país (nos moldes proposto). Assim, visando atender e assegurar os indivíduos em caso de acometimento de alguma contingência ou infortúnios que comprometa a qualidade de vida desses indivíduos e de sua família criou-se a Seguridade Social.

Anteriormente tínhamos destacados dois pontos importantes com relação ao estudo desse tema - o candidato deve: (a) atentar para definição constitucional de Seguridade Social; e (b) dominar as caracterizas que identifica cada segmento da Seguridade. Passemos agora a segunda parte, o importantíssimo estudo dos aspectos constitucionais acerca de cada segmento da Seguridade Social:

Previdência, Saúde e Assistência.

1. Seguridade Social: Disposições Constitucionais

1.1

Conceito

1.1.1 A Previdência Social

A Previdência Social é o seguro social para a pessoa que contribui. É uma instituição pública que tem como objetivo amparar seus segurados (trabalhadores) em situações nas quais há redução, supressão ou impossibilidade deles próprios manterem seu sustento pelo desempenho de sua atividade laborativa. Lembre-se que a ordem social, na qual a Seguridade integra, funda-se na valorização do trabalho (art. 193 CF/88), portanto, a seguridade social não será utilizada em substituição às situações em que o trabalho seja possível.

Desta forma, a renda ou benefício transferido pela Previdência Social é utilizado para substituir a renda do trabalhador contribuinte, quando ele perde a capacidade de trabalho, seja pela doença, invalidez, idade avançada, morte e desemprego involuntário, ou mesmo a maternidade e a reclusão. Neste sentido, o art. 201 da CF/88 dispõe que a previdência social será organizada sob forma de regime geral (abaixo há um tópico específico sobre os regimes de previdência), de caráter contributivo e de filiação obrigatória, que atenderá os eventos elencados anteriormente. Pela importância, segue a transcrição do texto constitucional:

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Art. 201.

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Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter

Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a:

I - cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade

avançada;

II - proteção à maternidade, especialmente à gestante;

III - proteção ao trabalhador em situação de desemprego

involuntário;

IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa renda;

V - pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge

ou companheiro e dependentes, observado o disposto no § 2º.

Antes de estudarmos os eventos cobertos pela Previdência Social, vamos destacar os dois princípios constitucionais basilares da organização da Previdência Social: compulsoriedade e contributividade.

A compulsoriedade é o princípio ou mandamento constitucional que obriga a filiação dos trabalhadores ao regime de previdência social. Não cabe ao trabalhador decidir optar ou não em ser filiado à previdência social. Ao exercer atividade remunerada, o trabalhador é compulsoriamente (obrigatoriamente) filiado ao regime geral de previdência social.

A contributividade significa que, para ter direito a qualquer benefício da previdência social, é necessário contribuir para o sistema previdenciário, enquadrando-se na condição de segurado da previdência social. Somente os segurados, são beneficiários da previdência social (em determinadas hipóteses os dependentes dos segurados podem ser beneficiários também). Isto significa que apenas uma parcela da sociedade (os que ostentam a condição de segurado) está coberta pela previdência social. Ao ser segurado da previdência social, estará coberto contra a ocorrência de quaisquer eventos constantes no art. 201 da CF/88, denominados de riscos sociais.

Os riscos sociais são infortúnios ou eventos que causam perda da capacidade para o trabalho (temporário ou não) e, assim, de poder

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prover o próprio sustento. São exemplos de riscos sociais que impeçam o próprio sustento pela atividade laborativa: os infortúnios como a doença, a invalidez, a idade avançada; ou eventos como o parto, desemprego involuntário e etc. O importante, por hora, é ter em mente que o sistema previdenciário se caracteriza pelo seu caráter compulsório e contributivo; não é extensível a todos, possuem um público específico - os segurados.

1. Seguridade Social: Disposições Constitucionais

1.1

Conceito

1.1.2 A Saúde

Dispõe a Constituição que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Portanto o principal traço que o caracteriza é o acesso universal aos serviços ligados a saúde. Isso significa que todos têm acesso, independentemente de sua condição social ou econômica. Independente também de qualquer contribuição ou recolhimento ao sistema da Seguridade.

Desta forma, não é condição para dispor de serviço gratuito de saúde prestado pelo poder público ser segurado da previdência social. Também não importa se a pessoa enquadra no conceito de baixa renda ou não. Tanto um mendigo como um milionário tem idêntico direito ou acesso ao serviço público de saúde. Não importa se o cidadão tem assistência médica particular (plano de saúde) ou não; aliás, não precisa nem ser cidadão brasileiro, pois o acesso é garantido também ao estrangeiro não residente no país.

Portanto caro candidato, a característica principal e bastante recorrente nas questões de concurso é ter em mente que o acesso à saúde independe de pagamento (contribuição) e é irrestrito. É o ramo da Seguridade que possui o maior número de beneficiários.

Outro aspecto importante que o candidato deve saber é a estrutura do sistema de saúde. As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Mas atenção!

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Mas atenção! Apesar do nome “Sistema Único de Saúde - SUS”, as ações e gestões são descentralizadas, com direção única em cada esfera do governo. Por isso, que cada Município e cada Estado têm sua própria Secretaria de Saúde responsável pelas ações de saúde relativa à sua esfera de competência. As bancas de concursos freqüentemente elaboram proposições com “pegadinhas” afirmando que o SUS possui ações centralizadas.

E por fim, o SUS, quanto ao seu aspecto estrutural (organização) e diretrizes, deve ser organizado de forma a contemplar a participação da comunidade e na promoção do atendimento integral, com prioridades preventivas, sem prejuízo dos serviços assistenciais. Aqui é outro ponto cobrado nas questões, pegando o candidato que fez uma leitura desatenta, ao afirmar, erroneamente, que o SUS priorizará atendimento aos enfermos em detrimentos das ações preventivas.

Lembrando também, que a saúde é livre à iniciativa privada, que poderão complementar o sistema único. Recomendamos a leitura dos arts.196 a 200 da Constituição Federal.

1. Seguridade Social: Disposições Constitucionais

1.1

Conceito

1.1.3 A Assistência Social

A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à Seguridade Social. Assim, trata- se de um sistema não contributivo semelhante à saúde, mas diferente da Previdência Social (que é contributivo).

Entretanto, enquanto a saúde tem abrangência universal, a Assistência Social tem alcance restrito, uma vez que os benefícios e serviços assistências apenas serão prestados àqueles que deles necessitam. O benefício assistencial pecuniário somente faz jus quem comprovadamente não tem recursos. Outras ações assistências, não- pecuniária, podem ser extensíveis a pessoas dotadas de recursos que necessita daquele serviço (neste caso o conceito de pessoa necessitada é mais elástico). Entretanto, o que caracteriza a assistência social e a diferencia dos demais segmentos da Seguridade

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é o fato de que independe de contribuição direta do beneficiário e o requisito para o auxilio assistencial é a necessidade do assistido (em geral pessoas de baixa renda).

Importante destacar que se destinam a um público específico, os necessitados (sentido restrito se benefício pecuniário e mais elástico se for serviço). Caberá a lei definir quem pode ser considerado necessitado, para fins de benéficos assistenciais. Desta forma, para dar efetividade ao preceito constitucional previsto no art. 203, V - CF/88, a Lei n.° 8.742/93, conhecida como LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social) estabeleceu o pagamento de um salário mínimo ao idoso e/ou deficiente que comprovem não possuir meios de prover o seu próprio sustento ou não tê-la provida por sua família. Quem se enquadraria no conceito legal (LOAS) de idoso de baixa renda? aquele que comprovar possuir 65 anos de idade ou mais, que não receba nenhum benefício previdenciário (ou de outro regime de previdência) e que a renda mensal familiar per capita não seja superior a ¼ do salário mínimo vigente, terá direito a receber o “benefício assistencial de prestação continuada” no valor de um salário mínimo.

Atenção! O LOAS não se confunde com aposentadoria por idade. Lembre, trata-se de um benefício assistencial, apesar de ser administrado pelo INSS. A previdência social, como vimos, é obrigatoriamente contributivo. Enquanto a aposentadoria pode gerar (deixar) pensão por morte aos dependentes, neste (amparo assistencial) é intransferível, não pode acumular com qualquer beneficio previdenciário e não há direito ao abono anual (13 ° final do ano). Os benefícios assistenciais pecuniários são devidos somente aos brasileiros e estrangeiros naturalizados e domiciliados no Brasil que não estejam cobertos pela previdência social do país de origem. Outro exemplo de beneficio assistencial é o Bolsa Família.

Por fim, cabe dizer que assistência social será organizada seguindo as seguintes diretrizes: descentralização político-administrativa, cabendo a coordenação e as normas gerais à esfera federal e a coordenação e a execução dos respectivos programas, às esfera estadual e municipal, bem como a entidades beneficentes e de assistência social; participação da população, por meio de

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organizações representativas, na formação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.

políticas e no controle das ações em todos os níveis. Importante fixar: Antes de seguir com

Importante fixar:

controle das ações em todos os níveis. Importante fixar: Antes de seguir com o assunto vamos

Antes de seguir com o assunto vamos fazer algumas questões para fixar o que já foi estudamos até o momento.

Q. 01 (ESAF) Auditor-Fiscal da Previdência Social/2002

À luz da Seguridade Social definida na Constituição Federal, julgue os itens abaixo:

I. Previdência Social, Saúde e Assistência Social são partes da Seguridade Social. II. A saúde exige contribuição prévia. III. A Previdência Social exige contribuição prévia. IV. A assistência social possui abrangência universal, sendo qualquer pessoa por ela amparada.

1. Todos estão corretos.

2. Somente I está incorreto.

3. II e IV estão incorretos.

4. I e II estão incorretos.

5. III e IV estão incorretos.

Comentários Q.01

Conforme já chamamos a atenção, é recorrente a banca examinadora cobrar do candidato o conceito de seguridade e as características dos seus segmentos constituintes. Já vimos que a seguridade compreende: previdência, assistência e saúde. Previdência exige contribuição, portanto destinado apenas aos

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segurados e é de filiação obrigatória; Saúde não exige contribuição e todos têm acesso irrestrito; Assistência não exige contribuição, entretanto se destinam apenas a quem necessitar. A resposta é 03, as proposições II e IV estão incorretas.

Q.02 (ESAF) Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil/2009

À luz da Organização da Seguridade Social definida na Constituição Federal, julgue os itens abaixo:

I. Previdência Social, Educação e Assistência Social são partes da Seguridade Social; II. a Saúde possui abrangência universal, sendo qualquer pessoa por ela amparada;

III. a Previdência Social pode ser dada gratuitamente à população

rural carente;

IV. a Assistência Social, por meio de sistema único e centralizado

no poder central federal, pode ser dada a todos os contribuintes individuais da Previdência Social.

O número de itens errados é:

a) zero

b) um

c) dois

d) três

e) quatro

Q. 02 - Comentários

Desculpem o trocadilho, mas fiz questão de colocar essa “questão”, cobrada no concurso de AFRFB 2009, para mostrar a semelhança com a questão cobrada em 2002. Evidencia-se a importância do candidato saber o conceito de seguridades e dominar as características de cada segmento que a compõe. A proposição I está errada, pois, inclui erroneamente “educação” como integrante da seguridade. A proposição II está correta, acesso universal ao SUS. A proposição III, talvez quem já viu alguma coisa de benefício previdenciário e ficou elucubrando demais, pode ter escorregado nessa proposição. A afirmação está incorreta, pois como vimos, o sistema previdenciário é contributivo, não tem ressalva, nem exceção ou coisa do gênero. Para ter direito a benefício previdenciário tem que contribuir, tem que ser segurado da previdência social. O estudo da parte de benefícios previdenciários não entra no programa. Apenas para matar a curiosidade de alguns sobre essa questão, que pode está se perguntando sobre a hipótese do segurado especial que “tem direito a beneficio mesmo que não tenha contribuído”. Lembro que o segurado especial tem regras diferenciadas para concessão de beneficio. No momento que solicitar um benefício, não será obrigado a comprovar o recolhimento, mas sim o efetivo exercício (tempo) na atividade rural, conforme regra de cada benefício. Em contrapartida, somente serão concedidos benefícios no valor de um salário mínimo. Isso não afasta a natureza contributiva do sistema previdenciário, tendo em vista, que este segurado é obrigado, em tese, a recolher contribuição previdenciária quando comercializar produto de sua produção rural, observando o

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 princípio contributivo

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princípio contributivo da previdência Social de caráter constitucional. A proposição IV está toda incorreta, pois a assistência é organizada política- administrativamente de forma descentralizada, e não se destina ao segurado da previdência, denominado contribuinte individual (estudaremos ainda sobre as espécies de segurados da previdência). Resposta letra “D”.

1. Seguridade Social: Disposições Constitucionais

1.2 Organização e Princípios

Bem pessoal, retomemos nossa caminhada. Cabe salientar que

CF/88 deu um destaque especial a Seguridade Social concedendo-lhe um capítulo inteirinho com uma série de dispositivos que regulam, detalhadamente, o funcionamento e a estrutura da proteção social do nosso país. Alguns desses dispositivos já foram tratados ao estudarmos o conceito de seguridade social. Há algumas discussões doutrinárias em torno desse tema, mas de interesse predominantemente acadêmico. Como nosso foco é o concurso público, vamos estudar os aspectos relevantes que interessam para resolução de prova.

Em breves palavras, a ideia de princípio jurídico, na lição de Celso Antônio Bandeira de Mello, citado por José Afonso da Silva, é definido como:

"mandamento nuclear de um sistema, verdadeiro alicerce dele, disposição fundamental que se irradia sobre diferentes normas, compondo-lhes o espírito e servindo de critério para sua exata compreensão e inteligência, exatamente por definir a lógica e a racionalidade do sistema normativo, no que lhe confere a tônica e lhe dá sentido harmônico".

No artigo 194 da CF/88, estão mencionados alguns dos princípios da Seguridade Social, que são verdadeiros alicerces e vetores nas quais estruturam e orientam o ordenamento jurídico da Seguridade, guiando a criação, interpretação e aplicação de suas normas jurídicas.

Antes de estudarmos cada princípio, cabem algumas observações: a primeira é que apesar da Constituição se referir expressamente, no seu § único do artigo 194 CF/88, os “objetivos” constitucionais da seguridade, na realidade são verdadeiros princípios, em virtude do alto grau de abstração, que, portanto deve nortear o trabalho do legislador, o aplicador da lei e seu interprete. Assim, a

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 nossa Carta

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nossa Carta Magna, no seu artigo 194, parágrafo único, elenca os objetivos ou, em outra palavra, os princípios da Seguridade Social. Esses mesmos objetivos são repetidos pela Lei 8.212/91, no seu artigo primeiro, no entanto, denomina-os de princípios e diretrizes.

A segunda observação é a seguinte: já vimos que a Seguridade Social compreende ações destinadas a assegurar a previdência, saúde e assistência. Ao estudarmos os princípios constitucionais da Seguridade Social, perceberemos que nem todos são aplicáveis aos três segmentos da Seguridade. Podemos extrair os principais princípios da Seguridade Social no parágrafo único do art. 194 e do artigo 195 da CF/88. Os princípios da Previdência, dos quais alguns são comuns da Seguridade, estão previsto no art. 201 da CF/88, sendo que a maior parte destes também está mencionada no art. 2° da Lei 8.213/91 (dispõe sobre plano de benefícios da Previdência).

1. Seguridade Social: Disposições Constitucionais 1.2 Organização e Princípios
1. Seguridade Social: Disposições Constitucionais
1.2 Organização e Princípios

1.2.1 Princípios da Seguridade

Para fins de concurso de auditor fiscal, vamos estudar os princípios e as disposições constitucionais pertinentes a Seguridade Social, em destaque a previdência social.

Não raramente, as questões de concurso cobram o texto literal da Lei, mas também é importante saber interpretar os significados de cada princípio que rege a seguridade. Iniciamos, transcrevemos o dispositivo constitucional do art. 194/CF88:

Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes

Art. 194. A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social. Parágrafo único. Compete ao Poder Público, nos termos da lei, organizar a seguridade social, com base nos seguintes objetivos:

I - universalidade da cobertura e do atendimento; II - uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 III -

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III - seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e

serviços;

IV - irredutibilidade do valor dos benefícios;

V - eqüidade na forma de participação no custeio;

VI - diversidade da base de financiamento;

VII - caráter democrático e descentralizado da administração,

mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo

nos órgãos colegiados.

Repare como a prova de analista da Receita Federal, cobrou esse assunto:

Q.02 (ESAF) Auditor-Fiscal da Receita Federal do Brasil/2009

Tendo em vista os princípios e diretrizes da Seguridade Social, nos termos do texto da Constituição Federal e da legislação de custeio previdenciária, assinale a opção incorreta.

a) Diversidade da base de financiamento.

b) Universalidade da cobertura e do atendimento.

c) Equidade na forma de participação no custeio.

d) Irredutibilidade do valor dos benefícios e serviços.

e)Uniformidade

populações urbanas e rurais.

e

equivalência

dos

benefícios

e

serviços

às

Compare com o texto do art. 194 da CF/88 e perceberá que a questão é praticamente o texto constitucional. A alternativa incorreta é a letra (d). Mas nem sempre assim, portanto, vamos esquematizar os princípios norteadores da seguridade cobrados em concurso:

Solidariedade Este princípio não se encontra expresso no §

único do referido artigo (194 da CF/88), tem fundamento no art. 3°, I da CF/88. Apesar de se constituir um dos objetivos fundamentais da

República Federativa, traduz o verdadeiro espírito da Seguridade, em especial da previdência social: consiste em uma proteção coletiva, sendo também uma das formas de se buscar a redução das desigualdades sociais, quando alguns, os que podem, se solidarizam, contribuindo financeiramente ou por meio de prestação de serviços para que outros, sem condições financeiras, também estejam cobertos

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 pela seguridade

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pela seguridade social. A solidariedade se manifesta no caput do art. 195 da CF/88, que trata do financiamento da seguridade, no qual estabelece que toda sociedade será responsável pelo financiamento da seguridade.

Importante que o candidato identifique as consequências práticas desse princípio. Assim, por exemplo, em nome desse princípio justifica-se que um jovem aos 18 anos, empregado, com apenas um dia de trabalho, caso se acidente e fique incapacitado permanentemente para o resto da vida, receba aposentadoria invalidez enquanto viver, sem ter vertido, praticamente, contribuição para o sistema; também é com base nesse princípio que justifica cobrança da contribuição previdenciária do aposentado que volta a trabalhar, contribuindo da mesma forma que qualquer segurado, sem ter, entretanto, ter direito aos mesmos benefícios; justifica também a situação do segurado que recolheu por 29 anos contribuições previdenciária, tendo falecido sem deixar dependentes e podendo jamais ter se beneficiado de quaisquer prestações previdenciárias durante sua vida.

Estudaremos que o regime de previdência social se baseia no princípio dos pactos de gerações, no qual as contribuições obrigatórias dos que estão em atividade (ativos) servem para financiar os benefícios dos inativos. A solidariedade, nesse caso, refere-se ao princípio da repartição simples em que os ativos financiam a previdência de quem está em gozo de benefício (estudaremos mais aprofundado quando tratar de regime previdenciário). Por isso, podemos afirmar também que a solidariedade impede a adoção de um sistema de capitalização (aos moldes do FGTS). Por fim, podemos afirmar que com base nesse princípio e no art. 195 da CF, o fato das empresas, apesar de nunca figurar como beneficiária direta do sistema previdenciário, serem contribuintes da seguridade social.

Universalidade da Cobertura e do Atendimento: A

universalidade da cobertura está relacionada aos eventos e às contingências que serão cobertas, buscando sempre oferecer a maior amplitude possível. Por sua vez, a universalidade do atendimento visa

a prestar assistência do modo mais eficiente, procurando atender ao

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 maior número

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maior número de pessoas, em todas as localidades. Assim, podemos afirmar que este princípio estabelece a universalidade da cobertura e a universalidade do atendimento pelo sistema de Seguridade Social. Universalidade da cobertura conhecido como universalidade objetiva, pois estabelece que o sistema da Seguridade ofereça cobertura a todas as contingências sociais que demandam proteção social tais como:

maternidade; velhice; doença; acidente; invalidez; reclusão e morte. A universalidade do atendimento significa dizer que todas as pessoas serão indistintamente acolhidas pela Seguridade.

Com relação à saúde e assistência social, pelo que já foi estudado aplica-se este princípio em sua integralidade, observando que assistência destina-se as pessoas carentes. Porém, com relação à previdência social, por ser um regime contributivo, é, restrita aos trabalhadores-contribuintes. Entretanto, atendendo ao principio da universalidade da cobertura e atendimento, a legislação previdenciária possibilita que aquela pessoa que não exerce atividade remunerada, se assim desejar, filiar-se ao Regime geral de previdência Social na condição de segurado facultativo. Devemos lembrar que nenhum princípio atua isoladamente, é necessário ponderá-los e harmonizá-los. Assim, paralelamente ao mandamento do princípio da universalidade de cobertura e atendimento, é moderado com o princípio da preexistência do custeio em relação ao benefício ou serviço e também com princípio da seletividade e distribuição de benefícios, por exemplo.

Para finalizar, transcrevemos uma proposição correta elaborada pela Esaf com relação a este princípio: “a universalidade da cobertura e do atendimento significa a cobertura de todos os riscos, chamados riscos sociais, que podem atingir as pessoas que vivem em sociedade e que todos os residentes e domiciliados no território nacional, brasileiros e estrangeiros, devem ser atendidos pelo sistema de Seguridade Social”.

Cabe chamar a atenção do candidato que, por vezes, as questões tentam confundir fazendo verdadeira salada com princípios. Por mais que saiba, o candidato não deve subestimar nenhum assunto, devendo fazer leituras atentas. Veja:

(ESAF) Analista Técnico de Políticas Sociais /2012

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Segundo Seguridade

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Segundo

Seguridade Social:

a

Constituição

Federal,

são

princípios

e

diretrizes

da

I. Seletividade na prestação dos benefícios; II. Diversidade da base de financiamento;

III. Solidariedade;

IV. Universalidade do custeio.

A respeito das assertivas, é correto afirmar:

a) Todas as opções estão corretas.

b) Somente a opção III está correta.

c) Somente a opção I está correta.

d) As opções I e IV estão corretas e as opções II e III estão incorretas.

e) Somente a opção IV está incorreta.

Acabamos de ver que o princípio da universalidade refere-se a universalidade de coberturas e atendimento dos riscos sociais e não universalidade de custeio. Com relação ao custeio da Seguridade a CF/88 estabelece o princípio da diversidade de fontes de financiamento. Portanto, o gabarito é letra (e).

Uniformidade e Equivalência dos Benefícios e Serviços entre as Populações Urbanas e Rurais Historicamente, a proteção social conferida a área rural sempre foi mais restrita que a concedida a população urbana. A CF/88 vedou essa discriminação, igualando os diretos das populações urbanas e rurais. Após a CF/88 os benefícios devem ser equivalentes e uniformes. É necessário observar que esse princípio não proíbe diferenciações na regra de concessões de benefícios decorrentes de especificidades da contribuição do rural.

Em síntese: a atual Constituição unificou-se os regimes urbanos e rurais, daí a denominação RGPS - Regime Geral de Previdência Social. A uniformidade significa um único regime de previdência para os urbanos e rurais, isto é, o mesmo rol de benefícios é conferido às populações da cidade e do campo. A equivalência refere-se ao aspecto quantitativo dos benefícios desse mesmo regime, isto é, os valores dos benefícios devem ser idênticos para ambas essas populações.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00  Seletividade

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Seletividade e Distributividade na Prestação dos Benefícios e Serviços As necessidades são infinitas e os recursos finitos. Como não há possibilidade da cobertura de todas as contingências sociais que demande proteção social, tendo em vista a limitação de recursos, é necessário selecionar as situações a serem protegidos pelo seguro social (seletividade). Assim, a seletividade implica escolha tanto dos riscos sociais a serem cobertos como ao grupo de pessoa a quem se destinará a cobertura desses riscos.

A distributividade significa que os benefícios e serviços prestados para socorrer determinada contingência devem ser feita com critério. Tendo em vista a limitação de recursos, o benefício deve ser destinado a quem mais necessite. Isso significa que ocorrendo determinada situação (seletividade), apenas algumas pessoas envolvidas naquela situação farão jus ao beneficio. Assim, podemos afirmar que a função da distributividade é que, à medida que as necessidades (eventos) forem surgindo (e selecionadas por lei), as rendas irão sendo distribuídas, com o objetivo de diminuir as desigualdades sociais.

Por exemplo: a prisão de um chefe de família implica no desamparo dos seus dependentes esta é uma situação de risco social (selecionada) coberta pela Seguridade. Neste caso, é concedido à família do preso (dependentes) um benefício denominado Auxilio- Reclusão. Porém não basta ocorrer o evento segurado-infrator ser recolhido à prisão; o benefício é destinado apenas aos dependentes do segurado (detento) que se enquadrar no conceito legal de baixa renda. Portanto, foi escolhida uma situação a ser amparada (seletividade),

através do pagamento de um beneficio auxílio-reclusão, que se destina

a um grupo específico de pessoas dependentes do segurado de baixa

renda (distributividade da prestação do benefício). Pode acontecer que, apesar de ser segurado da previdência e ser recolhido à prisão, os dependentes não terem direito ao referido benefício, devido o preso

não ser considerado segurado de baixa renda.

Compreendido o conceito de “seletividade” e “distributividade” na prestação do serviço, cabe o candidato observar os seguintes detalhes:

a seleção dos riscos sociais a serem cobertos deve ser feita por lei, não cabendo à Administração Pública (na qualidade de gestora da

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Seguridade) nenhuma

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Seguridade) nenhuma discricionariedade nesta escolha; outro ponto importante é que são as situações de riscos que devem ser selecionadas e não as pessoas a serem protegidas, isto é, a seleção deve se pautar por critérios objetivos.

A Esaf considerou incorreta, com base nesse princípio, a seguinte assertiva: “a seletividade refere-se à escolha dos beneficiários que serão atendidos pelo Sistema de seguridade Social, enquanto que a distributividade define o papel de distribuição efetiva de renda reconhecida à Seguridade Social.”

Podemos citar como outro reflexo desse princípio o benefício denominado salário-família, cujo pagamento só é concedido aos trabalhadores de baixa renda que possuem filhos (até determinada idade). Percebe que a concessão desse benefício, a todos, independente da faixa de remuneração do trabalhador, traria um grande impacto financeiro ao sistema, sem o proporcional efeito correspondente na diminuição da desigualdade social, objetivo a ser perseguido pelo princípio da distributividade dos recursos.

Por último, cabe chamar a atenção dos candidatos que devem observar que há questões que costumam misturar os “princípios da seletividade e distributividade” com o da “universalidade na cobertura e no atendimento” trocando as palavras para confundir, por exemplo, formulando: “seletividade na cobertura e no atendimento” ou “universalidade na prestação dos benefícios e serviços”.

Irredutibilidade do valor dos Benefícios: Trata-se de um

garantia constitucional que impede que o benefício tenha seu valor reduzido. A irredutibilidade pode alcançar as formas nominal e real. Pela forma nominal, o valor efetivo que o beneficiário recebe não pode ser reduzido; por exemplo, um benefício inicial de R$ 2.700,00, não

pode ser reduzido para R$ 2.500,00. Por sua vez, a forma real garante

a preservação do valor do benefício ao longo do tempo. Não é apenas

a garantia de não ser reduzido o valor do benefício, mas que o valor

seja preservado ao longo do tempo em face das perdas inflacionárias, traduzido na manutenção do poder aquisitivo.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Entretanto, o

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Entretanto, o princípio constitucional do art. 194, § único, inciso IV, se refere ao valor nominal dos benefícios concedidos, enquanto a garantia quanto à preservação do valor real do benefício encontra-se guarida no artigo 201, § 4° da CF/88.

Portanto, isso significa que, além de não ser permitida a redução do valor nominal dos benefícios é, também, garantido o reajuste periódico, a fim de que tenham preservado o valor de compra. É importante frisar que não há exigência constitucional de que os benefícios sejam reajustados na mesma proporção do salário-mínimo. Há inclusive vedação constitucional que impede a vinculação do salário-mínimo a qualquer finalidade.

Equidade na Forma de Custeio: Este princípio está intimamente ligado ao princípio da capacidade contributiva e significa que na participação do custeio da seguridade deve-se levar em conta a capacidade econômica de cada contribuinte. Quem tem mais recursos deve contribuir (pagar tributo) mais para a Seguridade. Trata-se de uma norma dirigida ao legislador, que embora a regra seja a contribuição de todos, em virtude do princípio da solidariedade, seus valores devem guardar uma proporção de acordo com a capacidade contributiva. Implica um critério de justiça; apenas aqueles que estão em igualdade de condições devem contribuir da mesma forma. Veja como a Esaf, no concurso da Procuradoria da Fazenda Nacional, cobrou questão relativa a este princípio:

(ESAF) PFN /2012

Ao dispor sobre a competência do Poder Público, nos termos da lei, de organizar a seguridade social com base em determinados objetivos, quis a Constituição Federal, na realidade, criar uma norma cujo destinatário é o próprio legislador, a quem compete, nos termos da lei, organizar a seguridade social. Sobre estes objetivos, assinale a opção incorreta.

a) A equidade na forma da participação no custeio da previdência social pode ser atingida tanto pela diferenciação em razão da capacidade contributiva, como pela discriminação em razão do ônus imposto à Previdência.

b) Constituem elementos que auxiliam na busca pela equidade, dentre outros, a possibilidade de que as contribuições possam ter

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 alíquotas diferenciadas

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alíquotas diferenciadas em razão da atividade econômica ou da utilização intensiva de mão de obra.

c) A diversidade da base de financiamento decorre do fato de que o montante de recursos necessários para as ações estatais nas áreas de saúde, assistência e previdência é extremamente elevado.

d) A capacidade contributiva que informa o princípio da equidade diz respeito ao contribuinte individualmente considerado, e não a fatores tais como condições de trabalho, número de trabalhadores e benefícios sociais concedidos.

e) A previsão de reajuste de benefício previdenciário por determinado índice não viola o princípio da irredutibilidade dos valores dos benefícios.

A questão solicita a alternativa incorreta. Exceto a letra (d), todas estão corretas.

Diversidade da Base de Financiamento: Estabelece a

diversidade de fonte de financiamento com o objetivo de garantir que a seguridade social não seja financiada por apenas um grupo de contribuintes, mas que possua uma ampla base de fontes de financiamento. Procura-se, desta forma, a segurança do próprio sistema, pois, quanto mais ampla a base, menor a probabilidade de o sistema ficar vulnerável a situações que possam prejudicar uma categoria econômica. A diversidade está contemplada no artigo 195 da CF/88 que elege diversas bases econômicas para a incidência de contribuição.

Caráter Democrático e descentralizado da Administração:

Exige-se a participação da sociedade na gestão da seguridade. Efetiva- se mediante a gestão quadripartite, com a participação dos trabalhadores, empregados, aposentados e do governo nos órgãos colegiados.

Preexistência do Custeio em relação aos Benefícios e

Serviços: Este princípio visa o equilíbrio atuarial e financeiro do sistema da seguridade social. A criação ou a ampliação de benefícios já existente somente será feita com a previsão da receita necessária. Assim, de nada adianta a edição de lei criando ou ampliando um

beneficio, sem a devida previsão dos recursos. Um novo benefício deve ser financiado por uma nova fonte, com risco de ser inconstitucional.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Como exemplo,

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas Aula 00

Como exemplo, podemos citar a criação do benefício de aposentadoria especial dos cooperados que teve sua contribuição respectiva prevista na lei 10.666/03.

Tríplice Forma de Custeio: O custeio tríplice de custeio está

previsto no artigo 195 da CF/88, no qual estudaremos seus contornos gerais mais adiante. Assim, a constituição ordena que a Seguridade Social seja financiada mediante recursos do Governo, das empresas e trabalhadores.

mediante recursos do Governo, das empresas e trabalhadores. Importante fixar: Princípios da Seguridade

Importante fixar:

Princípios da Seguridade

Solidariedade

Universalidade da Cobertura e do Atendimento

Uniformidade e Equivalência dos Benefícios e Serviços entre as Populações Urbanas e Rurais

Seletividade e Distributividade na Prestação dos Benefícios e Serviços

Irredutibilidade do valor dos Benefícios

Equidade na Forma de Custeio

Diversidade da Base de Financiamento

Caráter Democrático e descentralizado da Administração

Preexistência do Custeio em relação aos Benefícios e Serviços

Tríplice Forma de Custeio

Estes são os contornos gerais relacionados aos princípios constitucionais que regem a Seguridade. Entretanto, cabe salientar que a lei 8.212/91 e o Regulamento da Previdência Social (decreto

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 3.048/99), praticamente

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3.048/99), praticamente repetem o texto constitucional com relação aos princípios, porém com pequenas modificações.

Colocamos a seguir as referidas normas infraconstitucionais, devido algumas questões citar expressamente tais textos normativos. O RPS (decreto) colocamos somente os princípios relativo a previdência social.

somente os princípios relativo a previdência social. Lei 8.212/91: CONCEITUAÇÃO E PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

Lei 8.212/91:

CONCEITUAÇÃO E PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS Art. 1º A Seguridade Social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinado a assegurar o direito relativo à saúde, à previdência e à assistência social. Parágrafo único. A Seguridade Social obedecerá aos seguintes princípios e diretrizes:

a) universalidade da cobertura e do atendimento;

b) uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais;

c) seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;

d) irredutibilidade do valor dos benefícios;

e) eqüidade na forma de participação no custeio;

f) diversidade da base de financiamento;

g) caráter democrático e descentralizado da gestão administrativa com a participação da

comunidade, em especial de trabalhadores, empresários e aposentados.

DA SAÚDE

Art. 2º A Saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais

e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso

universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. Parágrafo único. As atividades de saúde são de relevância pública e sua organização

obedecerá aos seguintes princípios e diretrizes:

a) acesso universal e igualitário;

b) provimento das ações e serviços através de rede regionalizada e hierarquizada,

integrados em sistema único;

c) descentralização, com direção única em cada esfera de governo;

d) atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas;

e) participação da comunidade na gestão, fiscalização e acompanhamento das ações e

serviços de saúde;

f) participação da iniciativa privada na assistência à saúde, obedecidos os preceitos

constitucionais. DA PREVIDÊNCIA SOCIAL Art. 3º A Previdência Social tem por fim assegurar aos seus beneficiários meios indispensáveis de manutenção, por motivo de incapacidade, idade avançada, tempo de serviço, desemprego involuntário, encargos de família e reclusão ou morte daqueles de

quem dependiam economicamente. Parágrafo único. A organização da Previdência Social obedecerá aos seguintes princípios

e diretrizes:

a) universalidade de participação nos planos previdenciários, mediante contribuição;

b) valor da renda mensal dos benefícios, substitutos do salário-de-contribuição ou do

rendimento do trabalho do segurado, não inferior ao do salário mínimo;

c) cálculo dos benefícios considerando-se os salários-de-contribuição, corrigidos

monetariamente;

d) preservação do valor real dos benefícios;

e) previdência complementar facultativa, custeada por contribuição adicional.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 DA ASSISTÊNCIA

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas Aula 00

AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 DA ASSISTÊNCIA SOCIAL Art. 4º A

DA ASSISTÊNCIA SOCIAL

Art. 4º A Assistência Social é a política social que provê o atendimento das necessidades básicas, traduzidas em proteção à família, à maternidade, à infância, à adolescência, à velhice e à pessoa portadora de deficiência, independentemente de contribuição à Seguridade Social. Parágrafo único. A organização da Assistência Social obedecerá às seguintes diretrizes:

a) descentralização político-administrativa;

b) participação da população na formulação e controle das ações em todos os níveis.

Decreto 3.048/99

Art. 4º A previdência social rege-se pelos seguintes princípios e objetivos:

I - universalidade de participação nos planos previdenciários;

II

- uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e

rurais;

III

- seletividade e distributividade na prestação dos benefícios;

IV

- cálculo dos benefícios considerando-se os salários-de-contribuição corrigidos

monetariamente;

V - irredutibilidade do valor dos benefícios, de forma a preservar-lhe o poder

aquisitivo;

VI - valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário-de-contribuição ou

do rendimento do trabalho do segurado não inferior ao do salário mínimo; e VII - caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados

e do governo nos órgãos colegiados

Antes de prosseguir no assunto vamos apresentar duas questões da prova da Esaf a respeito de princípios. Vejamos:

Q.03 (ESAF) Auditor-Fiscal da Previdência Social/2002

Com relação aos objetivos constitucionais da Seguridade Social, assinale a opção correta.

a) Universalidade da base de financiamento.

b) Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços.

c) Irredutibilidade do valor dos serviços.

d) Eqüidade na cobertura.

e) Diversidade do atendimento.

Q.03 Comentários

As questões envolvendo princípios da seguridade frequentemente a Esaf cobra o texto literal da CF/88. Assim, com a leitura atenta do art. 194, da CF/88 o candidato chegaria a resposta correta letra B.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Q. 04

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas Aula 00

Q. 04 (ESAF) Auditor-Fiscal da Previdência Social/2002

Assinale a opção correta entre as assertivas abaixo relacionadas à gestão da Seguridade Social, nos termos da Constituição Federal.

a) A gestão da Seguridade Social ocorre de forma centralizada,

monocrática, quadripartite.

b) A gestão da Seguridade Social ocorre de forma descentralizada,

monocrática, quadripartite.

c) A gestão da Seguridade Social ocorre de forma centralizada,

colegiada, quadripartite.

d) A gestão da Seguridade Social ocorre de forma descentralizada,

colegiada, tripartite.

e) A gestão da Seguridade Social ocorre de forma descentralizada,

colegiada, quadripartite

Q.04 Comentários

A CF/88 no inciso VII art. 194 estabeleceu a participação de representante dos atores da sociedade envolvidos com a seguridade e a descentralização na gestão da seguridade social, como o faz na composição dos órgãos colegiados da seguridade social. A descentralização, portanto, é a distribuição de poderes entre vários centros de competência, como ocorre com o SUS - Sistema Único de Saúde. Essa participação se dá mediante gestão quadripartite: com representantes do governo, trabalhador, aposentado e empresa nos órgãos colegiados. Resposta letra E.

ESAF - Analista Técnico de Políticas Sociais /2012

De acordo com a legislação previdenciária infraconstitucional, a Previdência Social rege-se pelos seguintes princípios e objetivos:

I. universalidade de participação nos planos previdenciários; II. seletividade e distributividade na prestação dos benefícios; III. cálculo dos benefícios considerando-se os salários de contribuição corrigidos monetariamente; IV. valor da renda mensal dos benefícios substitutos do salário de contribuição ou do rendimento do trabalho; do segurado não inferior ao do salário mínimo.

Analisando as assertivas, é correto afirmar que:

a) Todas as assertivas estão corretas.

b) Somente a assertiva I está incorreta.

c) Somente as assertivas II e IV estão corretas.

d) Somente a assertiva IV está incorreta.

e) Todas as assertivas estão incorretas.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 2. Seguridade

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2. Seguridade Social: Disposições Constitucionais 1.2 Organização e Princípios
2. Seguridade Social: Disposições Constitucionais
1.2 Organização e Princípios

1.2.2 Competência dos Entes Federativos

O Brasil adotou a forma Federativa de Estado cujo corolário é a existência de diversas esferas políticas atuando coordenadamente, conforme atribuições e competência estabelecidas na Constituição. Assim, constituem o Estado Federado Brasileiro a União, o Estado, Distrito Federal e o Município, entes políticos dotados de competência legislativa plena.

Em apertada síntese, podemos dizer que, em nosso país, apenas os entes políticos detêm competência legislativa plena. Será a nossa Constituição quem irá definir as matérias na quais cada ente poderá regular através de lei. Assim, o artigo 22, da CF/88 estabelece que compete a União legislar privativamente sobre a Seguridade Social (art.22, XXIII). Entretanto a regulação legal sobre a previdência social, proteção e defesa da saúde é de competência concorrente da União, Estado e DF (art. 24, XII). Esta disposição deve ser compreendida considerando, ainda, o disposto no art. 30, I da CF/88, segundo o qual compete aos Municípios legislarem sobre assuntos de interesse local.

Desta forma, a União tem competência privativa para legislar sobre toda a Seguridade, enquanto os demais entes políticos detêm competência para legislar acerca de dois segmentos da seguridade: a Previdência Social e Saúde. Vamos entender essa lógica. Os Estados, DF e Municípios têm competência material para execução de ações na área de saúde, portanto, nada mais próprio que também possam legislar sobre a saúde. No tocante à Previdência Social, não podemos esquecer que, embora caiba à União legislar sobre o Regime Geral de Previdência Social RGPS (trabalhadores da iniciativa privada), o art. 40 da CF/88 assegura que cada ente possa criar e regular o regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos respectivos servidores ocupante de cargo efetivo. Assim, na competência concorrente para legislar sobre a saúde e previdência, a União irá estabelecer as normas gerais, e os demais entes disporão sobre normas específicas.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Outro aspecto

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Outro aspecto relativo à competência legislativa refere-se à competência tributária. Apenas por meio de lei pode instituir um tributo. Portanto, somente quem tem competência legislativa pode, consequentemente, ser competente para criar tributo, uma vez que só lei pode cria-lo. A Constituição irá atribuir competência tributária a cada ente, e no caso da contribuição social, espécie tributária que financia a seguridade, a competência é exclusiva da União. Cabe chamar atenção que a Constituição não cria tributo ela atribui competência tributária a cada ente político, que por sua vez, por meio de lei irá instituir o respectivo tributo. Para isto, a lei deve observar as normas gerais estabelecidas pelo CTN Código Tributário Nacional e estar em consonância com a Constituição. Este assunto voltará a ser tratado oportunamente. No momento vamos avançar estudando os aspectos gerais do custeio da seguridade.

1. Seguridade Social: Disposições Constitucionais

1.3

Financiamento da Seguridade Social

1.3.1 Custeio Direto e Indireto

Estudamos que a seguridade social, a partir da CF/88, compreende

os segmentos da previdência, saúde e assistência social.

Para financiar essas despesas relacionadas à seguridade, ou seja, para custear os dispêndios e serviços prestados nas áreas de saúde e assistência social, bem como para o pagamento de benefícios previdenciários, a Constituição (art. 195) dispõe que o financiamento será proveniente de toda a sociedade, do orçamento dos entes políticos e das contribuições sociais.

Esse é um ponto bastante cobrado nos concursos. Parece fácil, mas é necessário atentar para alguns detalhes: inicialmente, devemos ter sempre em mente que seguridade e previdência são coisas distintas. Estamos tratando da seguridade, e como já vimos, é um conceito bem mais amplo, no qual estão inclusos os gastos com previdência, assistência e saúde.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00  Financiamento

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Financiamento de toda a sociedade:

Ao afirmar que o financiamento da seguridade será proveniente de toda sociedade, revela o caráter solidário do seu custeio, princípio que deve nortear o sistema de financiamento da seguridade (foi o primeiro princípio que estudamos). Assim, por exemplo, a pessoa que, por ter excelentes condições financeiras, não dependa do sistema público de saúde, ou das ações de assistência social e nunca tenha requerido benefícios previdenciários, ainda assim, será obrigada a contribuir para o seu financiamento. O mesmo fundamento se aplica às pessoas jurídicas (empresas), que não são beneficiárias do seguro social e também participam obrigatoriamente do seu custeio.

Recurso do Orçamento: fiscal e da seguridade

Quando falamos em orçamento, significa elencar ou prever os gastos (despesas) e os recursos (receitas). Remetendo à administração pública, é obrigatória a formulação anual de um orçamento, a ser aprovado por lei. Podemos dizer que os entes políticos (União, estado, DF e Municípios) têm como principal fonte de receita os tributos (impostos, taxas, contribuição de melhoria, empréstimo compulsório e contribuições sociais).

Assim, as despesas com toda a máquina administrativa (salários dos servidores, material de consumo etc), despesas com infraestrutura (saneamento, pavimentação, obras), despesas com serviços públicos (gerais e indivisíveis) são suportadas pelos impostos recolhidos, compondo o denominado orçamento fiscal. As despesas relacionadas à seguridade social, entretanto, tem um orçamento próprio, apartado do orçamento fiscal.

Salienta-se que é importante observar que o dispositivo constitucional (art. 195) revela que as contribuições sociais não são a única fonte de custeio da seguridade social. As contribuições sociais são fontes diretas do custeio da Seguridade. A receita advinda do pagamento ou recolhimento das contribuições sociais compõe um orçamento próprio. Paralelamente, os entes políticos (União, Estado, Distrito e Municípios) devem aplicar uma parcela de sua arrecadação tributária (oriundas de impostos) no desenvolvimento e manutenção

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 nas ações

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nas ações da Seguridade Social. Assim, por exemplo, o Estado é obrigado a investir ou aplicar um percentual mínimo de 12% da arrecadação de impostos, na saúde. Quando os entes políticos aplicam parte de seus recursos na área da saúde, assistência e previdência realizam-se o chamado financiamento indireto da Seguridade, pois são recursos alocados do orçamento fiscal do ente (não proveniente das contribuições sociais).

Desta forma, estes recursos complementam o financiamento da Seguridade Social, que se dá de forma direta pelo recolhimento das contribuições sociais, espécie tributária que passaremos a estudar detalhadamente nos próximos itens e aulas.

Obviamente, tanto em um como no outro caso, os recursos são sempre oriundos da sociedade, a qual arca direta e indiretamente com os custos sociais. Cabe acrescentar que, com a finalidade de conferir segurança jurídica, a CF/88 prevê orçamento próprio para a seguridade (art.165 §5°,III). O orçamento (receita x despesas) da seguridade social é um orçamento autônomo, específico, apartado do orçamento fiscal, contendo apenas as receitas da seguridade (oriundo do recolhimento da contribuição social) e os gastos com as despesas relacionadas com saúde, assistência social e previdência social.

A proposta de orçamento da seguridade será elaborada de forma integrada pelos órgãos responsáveis pela saúde, assistência social e previdência social, tendo em vistas os parâmetros previstos na lei de diretrizes orçamentárias, assegurada a cada área a gestão de seus recursos. As receitas dos Estados, do DF e dos Municípios destinadas à seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento da União. Cada ente federativo deve elaborar as previsões orçamentárias e incluí-las em seus orçamentos. No caso de eventual falta de recurso para pagamento de benefícios do regime geral de previdência, cabe a União complementar, mediante inclusão da destinação dos recursos em seu orçamento fiscal.

Assim, podemos dizer, sinteticamente, que o financiamento da seguridade, se dá de duas formas:

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Financiamento da

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Financiamento da Seguridade

Financiamento da Seguridade

CUSTEIO INDIRETO

Recursos Oriundos dos Orçamentos Fiscais de cada ente (repasses)

CUSTEIO DIRETO

Recursos oriundos de pagamentos das contribuições sociais

Recursos oriundos de pagamentos das contribuições sociais Importante fixar: Obs.: Custeio Indireto: Orçamentos

Importante fixar:

Obs.: Custeio Indireto: Orçamentos fiscais de cada uma das pessoas políticas: União, Estados, Distrito Federal
Obs.:
Custeio Indireto: Orçamentos fiscais de cada uma das pessoas políticas:
União, Estados, Distrito Federal e Municípios. Recursos de Estados,
Distrito Federal e Municípios permanecem a serviço da comunidade do
Estado, do Distrito Federal e do Município. (Orçamento próprio de
seguridade social é exigido para a União).
Custeio Direto: O financiamento direto se dará através de contribuições
sociais destinadas ao custeio da seguridade social.

Antes de passarmos para próximo o ponto, estudo das contribuições sociais, espécie tributária que financia diretamente a seguridade social, vamos ver como a Esaf cobrou recentemente esse assunto:

Q.05 (ESAF) Auditor Fiscal da Receita Federal/2012

Sobre o financiamento da seguridade social, assinale a opção incorreta.

a) A sociedade financia a seguridade social, de forma indireta,

entre outras formas, por meio das contribuições para a seguridade social incidentes sobre a folha de salários.

b) O financiamento da seguridade social por toda a sociedade

revela, entre outros, seu caráter solidário.

c) A seguridade social conta com orçamento próprio, que não se

confunde com o orçamento.

d) O custeio da seguridade social também ocorre por meio de

imposições tributárias não vinculadas previamente a tal finalidade.

e) O financiamento da seguridade social também pode ensejar a

instituição, pela União, no exercício de sua competência residual,

de contribuição específica.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Comentários Apesar

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Comentários

Apesar de ainda não ter estudado as contribuições sociais especificamente, ficou fácil responder a questão. A alternativa incorreta é a letra “A”, pois como vimos, a sociedade (empresa, pessoas) financia a seguridade de forma direta através do pagamento/recolhimento da contribuição social. De forma indireta, ocorre através do aporte dos recursos que compõe o orçamento fiscal que, por sua vez, são alimentados, essencialmente, pelos impostos pagos pela sociedade.

1. Seguridade Social: Disposições Constitucionais

1.3

Financiamento da Seguridade Social

1.3.2 Contribuição Social

Acho importante, desde logo, localizar e contextualizar o tributo Contribuição Social - principal fonte de financiamento da Seguridade Social - no nosso ordenamento jurídico tributário. Malgrado as discussões doutrinárias, o STF já firmou entendimento que ao lado dos Impostos, Taxas e Contribuição de Melhoria, integram o Sistema Nacional Tributário as demais Contribuições e os Empréstimos Compulsórios. Para fins de concurso público, portanto, adotaremos como espécies tributárias, os 05 (cinco) tributos a saberem:

Impostos

Taxas

Contribuições de Melhorias

Empréstimos Compulsórios

Contribuições Especiais

O caput do artigo 149 da CF/88 veicula a regra matriz de competência, ao outorgar a União, competência exclusiva para instituir as seguintes Contribuições Especiais:

Contribuições Sociais - CS

Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico - CIDE

Contribuição de Interesse de Categorias Profissionais ou Econômicas Corporativas

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Portanto, a

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Portanto, a partir da CF/88 as Contribuições (chamadas de “especiais” ou “parafiscais” para diferenciá-las das Contribuições de Melhorias) são espécies tributárias autônomas. A Contribuição Especial (CE) é, portanto, gênero, cujas espécies, são as CS, CIDE e Contribuição Corporativa e encontram fundamento legal no art. 149 da

CF/88.

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais , de intervenção no domínio econômico

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 6º, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.

O que caracteriza a Contribuição Especial ou o aspecto que a individualiza dos demais tributos é o fato de serem tributos afetados a finalidades específicas e vocacionados a servirem de instrumento para atuação estatal em segmentos determinados. Portanto, o traço essencial desse tributo é a destinação legal do produto de sua arrecadação, ou seja, ter o produto de sua arrecadação afetado a uma finalidade específica.

Entretanto, as Contribuições Sociais (CS), espécie de Contribuição Especial, enumerada no art. 149 da CF/88 dividem-se, ainda, em:

Contribuições da Seguridade Social - CSS

Contribuições Sociais Gerais - CSG

Assim, compilando as informações até aqui apresentadas, temos:

(i)

“a Contribuição Especial é um tributo autônomo que se caracteriza pela afetação legal da destinação de sua arrecadação”;

(ii)

“a Contribuição Social é uma espécie de Contribuição Especial (art.149, CF/88);

(iii)

“a Contribuição da Seguridade Social (art. 195, CF/88) é uma espécie de Contribuição Social”;

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00  Portanto,

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Portanto, no caso específico das Contribuições da Seguridade Social o produto de sua arrecadação deve ser destinado ao custeio dos serviços relacionados à previdência social, à assistência social e à saúde. São Contribuições destinadas à manutenção ou à expansão da Seguridade Social.

As Contribuições da Seguridade Social, além da fundamentação legal genérica contida no art. 149 da CF/88, encontra-se detalhadas no art. 195 da CF/88, onde estão enumeradas nos seus quatros incisos as fontes ou bases econômicas sobre as quais podem incidir as CSS.

Agora, de maneira mais precisa podemos afirmar que a Seguridade Social tem como principal fonte de recurso a CSS Contribuições da Seguridade Social. Os fatos econômicos que se traduzirão na base de cálculo da CSS estão dispostos no art. 195, transcrito a seguir:

Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e

Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma direta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais:

I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei, incidentes sobre:

a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo empregatício;

b) a receita ou o faturamento;

c) o lucro

II - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social, não incidindo contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdência social de que trata o

art. 201;

III

- sobre a receita de concursos de prognósticos.

IV

- do importador de bens ou serviços do exterior, ou de quem a

lei

a ele equiparar.

Conforme esclarece o grande mestre Leandro Paulsen a Seguridade Social constitui apenas uma das áreas em que a União deve atuar em matéria social, sendo que todas elas admitem financiamento mediante instituição de contribuição social, desde que atendidos, por certo, os demais requisitos das contribuições”. Portanto, a União com suporte na competência prevista no art. 149 da CF/88, pode, ainda, instituir “outras contribuições sociais”

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 denominadas também

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denominadas também de “Contribuições Sociais Gerais”, não destinadas à Seguridade Social, mas a outra atividade pertinente aos serviços constante no Título VIII da CF/88 – “Da Ordem Social”. Exemplo típico de Contribuição Social Geral é o “Salário Educação”, prevista no art. 212 § 5° da CF/88, voltado a custear atividade desenvolvida pela União relativamente à educação, que como já vimos, não integra o conceito de seguridade, apesar ter indiscutível cunho social e integrar tema tratado no título “Da ordem social” da nossa CF/88.

Agora cabe outro detalhe muito importante. Já afirmamos, incansavelmente, que a Seguridade Social compreende a previdência, assistência e saúde (tenho certeza que ninguém vai esquecer isso rs). Sabemos também, que a CSS financia todos os três segmentos da seguridade. Estudamos que a regra matriz da CSS encontra-se no art. 149 CF/88 e as bases econômicas previstas no artigo 195 da CF/88.

Entretanto, a norma prevista no art. 195, inciso I, alínea ae o inciso II, trata-se especificamente de Contribuição Previdenciária (veja o destaque do texto acima do referido artigo). Os recursos oriundos da Contribuição Previdenciária (CP) são destinados exclusivamente ao pagamento de benefícios e serviços previdenciários, por força expressa do art. 167, XI da CF/88.

Vale repetir: enquanto os recursos provenientes das CSS instituídas com base nas materialidades descritas no art. 195, I, „b‟ e „c‟ além dos incisos III e IV podem ser destinados a qualquer segmento da seguridade, inclusive a previdência, as relativas às CP destinam apenas a um segmento da seguridade a previdência social. São exemplos de CSS: o PIS/PASEP, a COFINS, a CSLL incidem sobre o faturamento, receita e lucro. As CP são aquelas que incidem sobre a folha de salários e demais rendimentos do trabalho.

Como já mencionado, a Constituição não cria tributo, outorga competência a algum ente político, que poderá instituí-lo por meio de lei, em regra, lei ordinária. No caso da CP, a constituição outorgou competência a União que, por meio da Lei 8.212/91, instituiu às Contribuições Previdenciárias do Regime Geral de Previdência Social.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 2. Previdência

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2. Previdência Social

2.1 Regimes de Previdências

No Brasil coexistem três tipos de regimes previdenciários: o Regime Geral de Previdência Social RGPS; os Regimes Próprios de Previdência Social - RPPS; os Regimes de Previdência Complementar. Mas o que é um regime de previdência? Considera-se regime de previdência aquele que ofereça aos seus participantes, pelo menos, os benefícios de pensão por morte e aposentadoria. Cada regime tem regras próprias para concessão de seus benefícios. De modo geral, podemos dizer que o RGPS abarcaria os trabalhadores do setor privado. Já o RPPS contempla os militares e os servidores públicos ocupante de cargo efetivo (aprovados em concurso público) e desde que o ente federativo institua o regime próprio mediante lei. Quanto ao regime de Previdência Complementar no Brasil, em regra, se constitui em um mecanismo de proteção para os cidadãos, em particular para os que não desejam baixar o padrão de vida. A seguir, vamos destacar alguns aspectos relevantes do RPPS e Complementar e depois aprofundar no tema principal deste tópico o RGPS.

2. Previdência Social 2.1 Regimes de Previdências no Brasil
2. Previdência Social
2.1 Regimes de Previdências no Brasil

2.1.1 Regime Próprio de Previdência - RPPS

Afirmamos que o RPPS compreende os regimes dos militares e os servidores públicos ocupante de cargo efetivo (aprovados em concurso público). Relembramos que a competência para legislar sobre a previdência social é concorrente, justamente pelo fato dos entes políticos poderem instituir RPPS. Assim, a União já editou norma geral, através da lei nacional - Lei 9.717/98 - e cada ente político, observando os ditames da CF e da norma geral, editará Lei própria instituindo o seu RPPS.

Aqui cabe atentar para um detalhe muito importante! Cada ente político (União, Estado, DF e Município) pode criar um Regime Próprio

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 de Previdência

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de Previdência para seus servidores efetivos (concursados) com fundamento no art. 40 CF/88. Para melhor esclarecer esse ponto, vamos dividir os servidores em três grandes categorias: os empregados públicos, servidores temporários e servidores de cargo efetivo. Repare que os servidores das duas primeiras categorias integram o RGPS, enquanto os de cargo efetivo integram o RPPS, da União, Estado, Distrito federal e Municípios (incluídas suas autarquias e fundações públicas). Note que o art. 40 da CF/88 assegura o RPPS apenas os servidores titulares de cargo efetivos, os demais se vinculam ao RGPS.

Assim, na hipótese dos entes políticos não instituírem RPPS, todos os seus servidores, mesmo de cargo efetivo, serão enquadrados no RGPS. Chamamos a atenção que para ser considerado regime próprio, o regime previdenciário tem que garantir, no mínimo, aposentadoria e pensão. A manutenção dos benefícios deverá ser sempre realizada pelo ente ou fundo instituído especificamente para este fim. Atualmente a União e todos os Estados da federação e o DF criaram RPPS; a maioria, entretanto, dos Municípios não possui regime próprio.

Vale ressalvar, mais uma vez, que estão proibidos de se vincular a regimes próprios os contratados temporariamente, os ocupantes exclusivos de cargos comissionados, os ocupantes de mandato eletivo, estes dois últimos sem vinculação a Regime Próprio, e os empregados públicos, pois todos estes são segurados obrigatórios do RGPS. Cabe registrar que é opção do ente federativo criar ou não RPPS. Porém, uma vez instituído o RPPS, a filiação do servidor público efetivo é obrigatória. Caso ocorra a extinção do Regime Próprio de Previdência Social, os servidores vinculados a esse regime passam a ser segurados do RGPS.

2. Previdência Social

2.1 Regimes de Previdências no Brasil

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 padrão de

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padrão de vida. Isso pode decorrer, por exemplo, do fato dos benefícios concedidos pelo RGPS estarem sujeitos a um valor máximo teto máximo. Apesar desse fato, cabe observar que não se trata de um “regime complementar” ao regime geral. Não há nenhuma associação entre os regimes, não é necessário ser filiado ao RGPS para contratar um plano de previdência privada. Qualquer questão de prova que vincule ou condicione os referidos regimes estará completamente incorreta.

A Previdência Complementar está regulada no artigo 202 da CF/88

e pela Lei Complementar 109/2001, no qual podemos destacar as seguintes características:

Caráter complementar, assim sendo, não substitui em hipótese nenhuma o RGPS;

Organizado de forma autônoma em relação ao RGPS;

Facultativo;

Regulado por lei complementar.

2. Previdência Social

2.2 Regime Geral de Previdência Social - RGPS

O RGPS é o regime de previdência de organização estatal, ou seja,

a responsabilidade pela sua gestão é da União, que exerce a sua

gerência por meio do INSS, autarquia federal vinculada ao Ministério da Previdência Social. Até pouco tempo, o INSS cuidava tanto do custeio das contribuições previdenciárias (auditor fiscal da previdência

social) como das concessões de benefícios previdenciários (analista e técnico da previdência). A partir de 2004, entretanto, iniciaram alterações na estrutura organizacional da administração do RGPS e em 2007 a competência para arrecadar, fiscalizar e cobrar a contribuição previdência (custeio) passou a ser da Receita Federal do Brasil, órgão integrante do Ministério da Fazenda, responsável pela cobrança de todos os tributos federais. Assim, o INSS ficou apenas com a concessão e gestão dos benefícios previdenciários.

Portanto caro aluno, você como futuro Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil, poderá trabalhar na fiscalização das Contribuições

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Previdenciárias. Este

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Previdenciárias. Este tributo, espécie de Contribuição Social da Seguridade e de relevante expressão arrecadatória, possui um importante preceito fundamental que determina que o montante de sua arrecadação seja exclusivamente destinado ao pagamento/financiamento dos benefícios previdenciários (art. 167, XI, da CF/88 falamos sobre isso no tópico precedente).

Cabe mencionar um pouco sobre uma característica interessante da organização dos sistemas previdenciários. Quanto ao aspecto da gestão dos recursos financeiros, os regimes de previdência podem ser de “repartição simples” ou de “capitalização”. No primeiro caso, todas as contribuições são vertidas para um fundo único e comum, no qual concentrará todos os recursos, que, por sua vez, serão distribuídos a quem deles necessitar. Este é o modelo adotado pelo nosso RGPS no qual, com base no princípio da solidariedade, os segurados que estão em atividade laboral (ativos) contribuem e financiam os benéficos dos inativos, que por sua vez já foram contribuintes, formando um verdadeiro pacto social de gerações. O regime de capitalização, por sua vez, é aquele que tem como característica principal a individualidade. Cada segurado contribui para o seu próprio benefício futuro, estabelecendo uma correspondência entre o custeio e o benefício de cada um. Este regime é adotado pelo FGTS e fundos de previdência privada.

O RGPS possui caráter contributivo, sendo de filiação obrigatória. Entretanto, a CF/88 faz previsão da opção de filiação - segurado facultativo - proibindo a filiação ao RGPS, na qualidade de facultativo, do participante de regime próprio de previdência (artigo 201, § 5º).

Dos eventos e prestações previstos no artigo 201 da Constituição Federal, o RGPS não cobre apenas o desemprego involuntário regulado pela Lei 7.998/90 (seguro-desemprego) e administrado pelo Ministério do Trabalho e Emprego - MTE.

Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter

Art. 201. A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a:

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I - cobertura de eventos de doença, invalidez, morte e idade

avançada;

II -

proteção à maternidade, especialmente à gestante;

III

- proteção ao trabalhador em situação de desemprego

involuntário;

IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes

dos segurados de baixa renda; e V - pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e dependentes.

Caros alunos, aqui cabe atentar para um detalhe muito importante! Muitas questões de concursos públicos que afirmam ser o desemprego involuntário um evento coberto pela Previdência Social. O candidato deve tomar cuidado, pois deve verificar o contexto em que se deu a formulação da assertiva. Assim, se a questão faz essa afirmativa a luz da Constituição, ou seja, se remete Constituição, a assertiva estaria correta, pois no seu art. 201 da CF/88, dispõe que a Previdência Social deverá oferecer cobertura para o evento do desemprego involuntário do trabalhador.

Porém, se a proposição faz referência ao Regulamento da Previdência Social (RPS, aprovado pelo Decreto 3.048/99), a afirmativa estaria incorreta, pois o desemprego involuntário é um evento não contemplado pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) conforme se pode verificar no art. 5° do RPS - de fato, o Seguro Desemprego é um beneficio concedido pelo Ministério do Trabalho, operacionalizado pela CEF, não há previsão no referido RPS (Regulamento da Previdência Social).

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Resumo

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Resumo

Seguridade Social: Disposições Constitucionais

00 Resumo Seguridade Social: Disposições Constitucionais Financiamento da Seguridade - Contribuição Social CSS

Financiamento da Seguridade - Contribuição Social

CSS Empresa - art. 195, I, a CP Trabalhador - art. 195, II CS (art.195,
CSS
Empresa - art. 195, I, a
CP
Trabalhador - art. 195, II
CS
(art.195, CF/88)
CNP
Fat ou Receita - art 195, I, b
Contribuição
CSG
Lucro - art. 195, I,C
Especial
CIDE
(ex. art . 212 § 5°)
(art.149, CF/88)
Corporativa
CSS - Contribuição Seguridade Social (Art. 195, CF/88)
CSS - Contribuição Seguridade Social (Art. 195, CF/88)

CP - Contribuições Previdenciárias: Patronal (sobre a Folha Pagto) e Trabalhador CNP - Contribuições da Sguridade Não previdenciárias: PIS, Cofins; CSLL

da Sguridade Não previdenciárias: PIS, Cofins; CSLL CSG- Contribuição Social Geral • Salário Educação,

CSG- Contribuição Social Geral Salário Educação, Adicional FGTS (LC 110/01), Sistema S

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 CUSTEIO INDIRETO

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas Aula 00

CUSTEIO INDIRETO Recursos oriundos dos Orçamentos Fiscais de cada ente (repasses)
CUSTEIO INDIRETO
Recursos oriundos dos Orçamentos Fiscais de cada ente
(repasses)
CUSTEIO DIRETO Recursos oriundos de pagamentos das contribuições sociais
CUSTEIO DIRETO
Recursos oriundos de pagamentos das contribuições
sociais

Regimes de Previdência

RPPS Regime Público; Instituídos pelo entes políticos; Militar e Servidores Públicos Efetivos (estautários) RGPS
RPPS
Regime Público; Instituídos
pelo entes políticos;
Militar e Servidores Públicos
Efetivos (estautários)
RGPS
Regime
Regime Público; Filiação
Obrigatória; Trabalhadores
iniciativa privada e servidores
públicos celetistas; Repartição
Simples.
Complementar
Opcional; Contratual; Privado
PREVIDÊNCIA
NO BRASIL
Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Questões

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Questões

Questão 01 (ESAF) AFPS/2002

Pedro, menor carente, de 12 anos, e Paulo, empresário bem-sucedido, de 21 anos, desejam participar de programas assistenciais (Assistência Social) e de saúde pública (Saúde). De acordo com a situação-problema apresentada acima, é correto afirmar que:

1. Pedro e Paulo podem participar da Assistência Social.

2. Só Pedro pode participar da Saúde.

3. Pedro só pode participar da Assistência Social.

4. Paulo pode participar da Assistência Social.

5. Pedro e Paulo podem participar da Saúde.

Q.01 Comentários

A Saúde é direito de todos; acesso universal, portanto, a todos, implica que tanto Pedro e Paulo podem participar da saúde, enquanto à assistência, conforme a questão, apenas Pedro será o destinatário. Resposta 05.

Questão 02 (ESAF) AFRFB/2009

Maria Clara, empregada doméstica com deficiência física, e Antônio José, empresário dirigente de multinacional sediada no Brasil, desejam contribuir para o Regime Geral de Previdência Social e com isso gozar de todos os benefícios e serviços prestados pela Seguridade Social. De acordo com a situação-problema apresentada acima, é correto afirmar que:

a) Maria Clara e Antônio José podem participar da Assistência Social.

b) só Antônio José pode participar da Previdência Social.

c) só Antônio José pode participar de benefícios previdenciários.

d) Maria Clara pode usufruir dos serviços de Saúde pública em razão da sua defi

ciência física.

e) Maria Clara e Antônio José podem participar da Previdência Social.

Q.02 Comentários

A letra (a) está incorreta, pois a assistência é destinada aos hipossuficientes, às pessoas carentes, portanto José não poderia participar dos programas assistenciais. As alternativas (b) e (c) estão incorretas, tendo em vista que Maria Clara é segurada obrigatória da previdência, já que a questão afirma que ela é empregada doméstica. Maria Clara até pode usufruir da Saúde

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 pública, mas

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pública, mas não em razão de sua deficiência, mas por ser universal. Resposta letra “E”. Questão cobrada concurso AFRFB em 2009, semelhante à questão de 2002 para AFRP.

Questão 03 (ESAF) PFN/2006

De acordo com a Constituição Federal de 1988, a Seguridade Social compreende um conjunto de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a:

1. Assegurar os direitos relativos à previdência, assistência social e à educação,

tendo como princípio, entre outros, a diversidade da base de financiamento.

2. Assegurar os direitos relativos à saúde, à assistência social e à previdência,

tendo como princípio, entre outros, a diversidade da base de financiamento.

3. Assegurar os direitos relativos à previdência, assistência social, saúde e

educação, tendo como princípio, entre outros, a diversidade da base de

financiamento.

4. Assegurar os benefícios previdenciários e o direito à assistência social,

independentemente da eqüidade na forma de participação no custeio, tendo

como princípio, entre outros, a diversidade da base de financiamento.

5. Assegurar os direitos relativos à saúde, à assistência social e à educação,

tendo como princípio, entre outros, a diversidade da base de financiamento.

Q.03 Comentários

A questão cobra o conceito constitucional de seguridade disposto no art. 194 CF/88. A Constituição dispõe em seu “Título VIII – Da Ordem Social” no qual constam diversos capítulos que tratam da ordem social, dentre eles a Seguridade, Educação, Cultura e etc. Chamamos atenção que ações sociais que não se destinam a saúde, previdência e assistência, não integram o conceito de Seguridade Social consagrado pela nossa constituição. Portanto, educação não integra o conceito constitucional de Seguridade, apesar de constar da ordem social constitucional. Só com essa informação, já eliminaria três alternativas. Resposta 02.

Questão 04 Auditor-Fiscal da Previdência Social 2002

A Saúde é direito de todos e dever do Estado; analise as assertivas abaixo, buscando

a correta, nos termos da definição constitucional da Saúde.

a) A manutenção dos índices do risco de doença e de outros agravos constituem

garantia constitucional.

b) O acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e

recuperação constitui garantia constitucional.

c) As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e

hierarquizada, constituindo um sistema múltiplo.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 d) Atendimento

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d) Atendimento integral, com prioridade para as atividades repressivas, sem prejuízo

dos serviços assistenciais, é característica da saúde.

e) O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art. 195, com recursos

do orçamento da União, dos Estados e dos Municípios.

Questão 05 Auditor-Fiscal da Previdência Social 2002

Q. 05- (ESAF Auditor-Fiscal da Previdência Social 2002)

objetivos constitucionais da Seguridade Social, assinale a opção correta.

Com relação aos

a) Universalidade da base de financiamento.

b) Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços.

c) Irredutibilidade do valor dos serviços.

d) Eqüidade na cobertura.

e) Diversidade do atendimento.

Questão 06 Auditor-Fiscal da Previdência Social 2002

A opção correta entre as assertivas abaixo relacionadas à gestão da Seguridade Social, nos termos da Constituição Federal.

a) A gestão da Seguridade Social ocorre de forma centralizada, monocrática,

quadripartite.

b) A gestão da Seguridade Social ocorre de forma descentralizada, monocrática,

quadripartite.

c) A gestão da Seguridade Social ocorre de forma centralizada, colegiada,

quadripartite.

d) A gestão da Seguridade Social ocorre de forma descentralizada, colegiada,

tripartite.

e) A gestão da Seguridade Social ocorre de forma descentralizada, colegiada,

quadripartite

Questão 07

À luz da competência constitucional da Previdência Social, julgue os itens abaixo que são de competência da Previdência Social:

I. cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada.

II. salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de baixa

renda.

III. pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou companheiro e

dependentes.

IV. a promoção da integração ao mercado de trabalho.

a) Todos estão corretos.

b) Somente IV está incorreto.

c) I e II estão incorretos.

d) I e III estão incorretos.

e) III e IV estão incorretos.

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 Questão 08

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Questão 08 Esaf PGFN/2003

Considerando o conceito, organização e princípios constitucionais da seguridade social na Constituição Federal, julgue os itens abaixo.

I. Seguridade social vincula-se a um conjunto de ações independentes e estanques na área de saúde, previdência e assistência social. II. Não há previsão constitucional de recursos financeiros para a seguridade social. III. A contribuição social não constitui exação fiscal vinculada. IV. Só as empresas contribuem para o financiamento da seguridade social.

a) Todos estão incorretos.

b) Somente I está incorreto.

c) II e IV estão corretos.

d) I e II estão corretos.

e) III e IV estão corretos.

Q.08 Comentários

O art. 194 da CF/88 determina que a seguridade é um conjunto integrado de ações que envolve diversos atores da sociedade e o poder público. Portanto, a proposição (I) está incorreta. Outra proposição que merece comentário é a afirmação (III): está incorreta, pq a contribuição social é um tributo ou exação finalistica, é destinado ou vinculado a uma finalidade específica. Lembre-se que a contribuição social caracteriza-se pela destinação legal do seu produto. Proposição que daria uma pequena margem de discussões que fugiria ao nosso propósito. Gabarito confirmou letra A.

Questão 09 ESAF ATA/2009

Assinale a opção correta entre as assertivas abaixo relacionadas à organização e princípios constitucionais da Seguridade Social.

a) Diversidade da base de financiamento é objetivo da Seguridade Social.

b) O valor dos benefícios pode ser diminuído gradativamente.

c) Pode haver benefícios maiores para a população urbana em detrimento da

rural.

d) A gestão da Seguridade Social é ato privativo do Poder Público.

e) Os serviços previdenciários devem ser sempre o mesmo, independente do

destinatário.

Q.09 Comentários

Comentamos 10 princípios em nosso material, mas são apenas 7 os objetivos ou princípios, da Seguridade Social citados no texto constitucional:

1. Universalidade da cobertura e do atendimento;

2. Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e

rurais;

3. Seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços;

4. Irredutibilidade do valor dos benefícios;

5. Equidade na forma de participação no custeio;

6. Diversidade da base de financiamento;

Legislação Previdenciária para AFRFB Teoria e Questões Prof. Raimundo Dantas – Aula 00 7. Caráter

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7. Caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do Governo nos órgãos colegiados. No nosso estudo ressaltamos que o importante é saber o significado de cada princípio. Assim, respondemos facilmente a questão:

A proposição (b) O valor dos benefícios pode ser diminuído gradativamente - fere o princípio da "Irredutibilidade do valor dos benefícios". A proposição (c) Pode haver benefícios maiores para a população urbana em detrimento da rural. Vai de encontro ao princípio da "Uniformidade e equivalência dos benefícios e serviços às populações urbanas e rurais". A letra (d) A gestão da Seguridade Social é ato privativo do Poder Público viola a determinação constitucional que dispõe que a gestão da Seguridade Social é quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados e do governo. Por fim, a letra (e) Os serviços previdenciários devem ser sempre o mesmo, independente do destinatário não observa o princípio da seletividade e distributividade na prestação dos benefícios e serviços.

 

Gabarito

 

01

02

03

04

05

06

07

08

09

05

E

02

B

B

E

B

A

A

Caro aluno, finalizamos essa parte inicial do nosso curso preparatório para

AFRFB. Esta aula demonstrativa apresentou os assuntos iniciais do conteúdo

programático de Direito Previdenciário do concurso de Auditor Fiscal e tem a

finalidade de demonstrar como será abordagem do nosso curso.

Espero

acompanhá-los

nessa

conosco ao longo deste curso.

caminhada; será

um

Um grande abraço a todos e bons estudos!

Raimundo Dantas.

imenso

prazer

tê-los