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CURSO DE AGRONOMIA FERTILIDADE D O SOLO Prof. Leandro Souza da Silva Prof. Carlos Alberto Ceretta
CURSO DE AGRONOMIA
FERTILIDADE D O SOLO
Prof. Leandro Souza da Silva
Prof. Carlos Alberto Ceretta
Prof. Danilo R. dos Santos
Aula 1 – Bases conceituais à fertilidade do solo ü Fertilidade do solo ü Solo -
Aula 1 – Bases conceituais à fertilidade do solo
ü
Fertilidade do solo
ü
Solo
-
Sistema aberto
-
Sistema coloidal
-
Sistema frágil
ü
Nutrientes essenciais
ü
Lei do mínimo
ü
Disponibilidade de nutrientes
ü
Mecanismos de suprimento
Para o AGRÔNOMO, é importante estudar a Fertilidade do Solo??? Por que?
Para o AGRÔNOMO, é importante
estudar a Fertilidade do Solo???
Por que?
CCuussttoo ddee PPrrooduduççãoão Juros Fixos Transporte e Recepção Outros Custos Combustíveis e Lubrificantes Juros Variáveis Sementes
CCuussttoo ddee PPrrooduduççãoão
Juros Fixos
Transporte e Recepção
Outros Custos
Combustíveis e Lubrificantes
Juros Variáveis
Sementes
Despesas Administrativas
Cons. de Máquinas e Implementos
Despesas Gerais Variáveis
Corretivos
Depreciações
Mão-de-obra Fixa
Defensivos
Fertilizantes
1%
1%
2%
2%
4%
4%
4%
5%
6%
6%
7%
11%
22%
23%
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
A. Pavinato (Comunicação pessoal, agosto de 2005)
CCuussttoo ddee PPrrooduduççãoão Juros Fixos Outros Custos Corretivos Despesas Administrativas Cons. de Máquinas e Implementos Depreciações
CCuussttoo ddee PPrrooduduççãoão
Juros Fixos
Outros Custos
Corretivos
Despesas Administrativas
Cons. de Máquinas e Implementos
Depreciações
Transporte e Recepção
Despesas Gerais Variáveis
Combustíveis e Lubrificantes
Juros Variáveis
Mão-de-obra Fixa
Defensivos
Sementes
Fertilizantes
0%
1%
1%
2%
2%
3%
3%
3%
3%
4%
4%
17%
18%
39%
0,00%
5,00%
10,00%
15,00%
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25,00%
30,00%
35,00%
40,00%
45,00%
A. Pavinato (Comunicação pessoal, agosto de 2005)
CCuussttoo ddee PPrrooduduççãoão Transporte e Recepção Juros Fixos Sementes Despesas Administrativas Corretivos Combustíveis e Lubrificantes Outros
CCuussttoo ddee PPrrooduduççãoão
Transporte e Recepção
Juros Fixos
Sementes
Despesas Administrativas
Corretivos
Combustíveis e Lubrificantes
Outros Custos
Cons. de Máquinas e Implementos
Despesas Gerais Variáveis
Juros Variáveis
Depreciações
Mão-de-obra Fixa
Fertilizantes
Defensivos
0%
0%
2%
2%
2%
2%
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3%
3%
5%
5%
5%
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5,00%
10,00%
15,00%
20,00%
25,00%
30,00%
35,00%
40,00%
45,00%
50,00%
A. Pavinato (Comunicação pessoal, agosto de 2005)
CCuussttoo ddee PPrrooduduççãoão Transporte e Recepção Despesas Administrativas Outros Custos Corretivos Cons. de Máquinas e Implementos
CCuussttoo ddee PPrrooduduççãoão
Transporte e Recepção
Despesas Administrativas
Outros Custos
Corretivos
Cons. de Máquinas e Implementos
Combustíveis e Lubrificantes
Juros Variáveis
Despesas Gerais Variáveis
Mão-de-obra Fixa
Energia Elétrica com Irrigação
Depreciações
Mão-de-obra Variável
Defensivos
Fertilizantes
0%
1%
1%
1%
1%
2%
5%
6%
6%
8%
12%
17%
18%
24%
0.00%
5.00%
10.00%
15.00%
20.00%
25.00%
A. Pavinato (Comunicação pessoal, agosto de 2005)
RENDIMENTO E NECESSIDADE DE NUTRIENTES RENDIMENTO DE UM CULTIVAR POTENCIAL GENÉTICO AMBIENTE Clima Organismos Solo -
RENDIMENTO E NECESSIDADE DE NUTRIENTES
RENDIMENTO DE UM CULTIVAR
POTENCIAL GENÉTICO
AMBIENTE
Clima
Organismos
Solo
-
Luz
-
Plantas daninhas
- Nutrientes
-
Temperatura
-
Pragas
- Toxidez
-
Água
-
Doenças
MANEJO
APLICAÇÃO DE FERTILIZANTES: suprir aqueles nutrientes que o solo não é capaz de fornecer para garantir
APLICAÇÃO DE FERTILIZANTES: suprir aqueles
nutrientes que o solo não é capaz de fornecer para garantir
a produtividade da cultura.
Garantindo também:
- lucro/competitividade da produção
- sobrevivência do produtor
Considerar:
econômicos
aspectos
sociais
ambientais
FERTILIDADE DO SOLO SOLO FÉRTIL: solo que tem a capacidade de suprir às plantas os nutrientes
FERTILIDADE DO SOLO
SOLO FÉRTIL: solo que tem a capacidade de suprir
às plantas os nutrientes essenciais nas quantidades e
proporções adequadas para o seu desenvolvimento,
visando altas produtividades de grãos, fibras, frutos,
tubérculos ou raízes.
ü INTERAÇÕES: planta-solo-ambiente-manejo
SOLO “sistema aberto, coloidal e frágil” Sistema aberto: A) transferências de energia e matéria Atmosfera Reservatórios
SOLO
“sistema aberto, coloidal e frágil”
Sistema aberto:
A) transferências de energia e matéria
Atmosfera
Reservatórios
superficiais
de água
Solo
Aquíferos subterrâneos
B) Ciclos biogeoquímicos de elementos Diferentes formas químicas fase gasosa fase sólida solução do solo CO(NH
B) Ciclos biogeoquímicos de elementos
Diferentes formas químicas
fase gasosa
fase sólida
solução do solo
CO(NH 2 ) 2
uréia
(NH 4 + ) 2 CO 3
NH 4
+
NH 4 + + OH - ® NH 3 - + H 2 O
volatilização da amônia
+O 2
NO 2
-
NO 3 -
- O 2
NO 3 - ® NO 2 - ® NO-® N 2 O-® N 2 -
desnitrificação
Macroporo Agregado Microporo
Macroporo
Agregado
Microporo
Sistema coloidal “quimicamente reativo” - Capacidade de troca de cátions - CTC - Al +3 >
Sistema coloidal
“quimicamente reativo”
- Capacidade de troca de cátions - CTC
- Al +3 > Ca +2 > Mg +2 > K + > Na +
- Capacidade de troca de ânions - CTA
- SO 4 -2 > NO 3 - > Cl -
Origem das cargas: - Permanentes: substituição isomórfica (negativas) - Dependentes do pH: (positivas ou negativas) +
Origem das cargas:
- Permanentes: substituição isomórfica (negativas)
- Dependentes do pH: (positivas ou negativas)
+
OH
OH
O
2
Fe
Fe
Fe
+ H +
- H +
óxido
OH
óxido
OH
óxido
OH
Fe
Fe
Fe
OH
2
OH
O
Ocorrem nos minerais e na matéria orgânica
R-COOH 2 +
´
+ H +
R-COOH
´
- H +
R-COO -
- Adsorção específica: PO 4 -2
- Adsorção específica:
PO 4
-2
Sistema frágil afetado pelo manejo do solo - Físico: estrutura para garantir fluxos de ar e
Sistema frágil
afetado pelo manejo do solo
- Físico: estrutura para garantir fluxos de ar e água
a) densidade do solo
resistência a penetração de raízes
a)
Figura. Sistema radicular da soja amostrado no município
de Santa Bárbara do Sul, RS. Fonte: Martinazzo (2006)
b) agregação e porosidade infiltração e retenção de água b) Figura. Perda de água e solo.
b) agregação e porosidade
infiltração e retenção de água
b)
Figura. Perda de água e solo.
- Biológico: atividade de microrganismos - mineralização de resíduos orgânicos - fixação biológica de nitrogênio -
- Biológico: atividade de microrganismos
-
mineralização de resíduos orgânicos
-
fixação biológica de nitrogênio
-
imobilização de nutrientes
-
agregação do solo
Associação entre plantas e fungos
Fonte: Brady, 1983
Fixação Biológica de Nitrogênio
Agregação e mineralização de resíduos orgânicos
- Químico: disponibilidade de nutrientes e elementos tóxicos 87 mg kg -1 de potássio 28 mg
- Químico: disponibilidade de nutrientes e elementos tóxicos
87 mg kg -1 de potássio
28 mg kg -1 de potássio
Moterle, 20/01/03
Efeito do Al 3+ no crescimento radicular de trigo. Delhaize & Ryan (1995).
Efeito do Al 3+ no crescimento
radicular de trigo.
Delhaize & Ryan (1995).
NUTRIENTES ESSENCIAIS Critérios de essencialidade: - direto - indireto Elemento Símbolo Forma absorvida Carbono C Oxigênio
NUTRIENTES ESSENCIAIS
Critérios de essencialidade:
-
direto
-
indireto
Elemento
Símbolo
Forma absorvida
Carbono
C
Oxigênio
O
CO 2
H 2 O
Hidrogênio
H
Nitrogênio
N
+
Fósforo
P
2-
Potássio
K
Cálcio
Ca
Magnésio
Mg
Enxofre
S
2-
4
Ferro
Fe
2+
Manganês
Mn
Zinco
Zn
2+
Cobre
Cu
2+
Boro
B
NO 3 - , NO 2 - , NH 4
H 2 PO 4 - , HPO 4
K +
Ca 2+
Mg 2+
SO
Fe
Mn 2+
Zn
Cu
H 3 BO
3
Cloro
Cl
Cl
-
Molibdênio
Mo
HMoO
-
4
Nutrientes benéficos ou acessórios: cobalto (Co), silício (Si), sódio (Na)
Elementos tóxicos: alumínio (Al), manganês (Mn), ferro (Fe)
LEI DO MÍNIMO (Justus von Liebig): O desenvolvimento da planta é limitado pelo nutriente que se
LEI DO MÍNIMO (Justus von Liebig):
O
desenvolvimento
da
planta
é
limitado pelo
nutriente que se encontra em mínimo em relação
a
sua
necessidade, na presença de quantidades adequadas dos
demais nutrientes.
(Lepch, 1976)
DISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES Conceito relacionado ao armazenamento do nutriente pela fase sólida, sua transferência para a
DISPONIBILIDADE DE NUTRIENTES
Conceito relacionado ao armazenamento do nutriente
pela fase sólida, sua transferência para a solução do solo,
seu deslocamento até as raízes e sua absorção pelas
plantas.
-
Ca
-
Mg
-
K
Fase sólida
Solução do solo
Raízes de plantas
MECANISMOS DE SUPRIMENTO - Interceptação radicular - Fluxo de massa = [nutriente] x taxa de transpiração
MECANISMOS DE SUPRIMENTO
- Interceptação radicular
- Fluxo de massa = [nutriente] x taxa de transpiração
- Difusão = coef. dif. x área raiz x água x (conc. sol. – conc. raiz)
distância
Tabela. Valores médios da contribuição relativa dos mecanismos de suprimento para
plantas de milho durante 13 dias em 12 solos do RS. (Vargas et al., 1983)
Nutriente
Intercept. radic.
Fluxo de massa
Difusão
.....................................%....................................
P
3,5
2,6
93,9
K
0,9
10,1
89,0
Ca
35,0
65,0
0
Mg
10,9
89,1
0
a) P e K b) Ca e Mg Distância da raiz Distância da raiz Figura x.
a) P e K
b) Ca e Mg
Distância da raiz
Distância da raiz
Figura x. Gradiente de concentração de nutrientes na proximidade das raízes
em função dos mecanismos de suprimento. (Anghinoni, 1995)
Concentração
do nutriente
Aula 1 ü Fertilidade do solo Texto para leitura: ü Solo Capítulos 1, 2 e 3
Aula 1
ü
Fertilidade do solo
Texto para leitura:
ü
Solo
Capítulos 1, 2 e 3 do livro
-
Sistema aberto
-
Sistema coloidal
-
Sistema frágil
BISSANI, C.A.; GIANELLO, C.; TEDESCO,
M.J.; CAMARGO, F.A.O. (eds). Fertilidade
dos solos e manejo da adubação das
culturas. Porto Alegre, Gênesis, 2004.
328p.
ü
Nutrientes essenciais
ü
Lei do mínimo
ü
Disponibilidade de nutrientes
ü
Mecanismos de suprimento
Aula 1 ü Preparo deste material: Professores: - Leandro Souza da Silva - Carlos Alberto Ceretta
Aula 1
ü
Preparo deste material:
Professores:
-
Leandro Souza da Silva
-
Carlos Alberto Ceretta
-
Danilo Rheinheimer dos Santos
Aluna de Pós-graduação:
- Elisandra Pocojeski
ü
Última atualização: março de 2008

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