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OUT 1998

NBR 14200

ABNT-Associação Brasileira de Normas Técnicas

Acumulador chumbo-ácido estacionário ventilado para sistema fotovoltaico - Ensaios

 

Sede:

       

Rio de Janeiro Av. Treze de Maio, 13 - 28º andar CEP 20003-900 - Caixa Postal 1680 Rio de Janeiro - RJ Tel.: PABX (021) 210 -3122 Fax: (021) 220-1762/220-6436 Endereço Telegráfico:

       

NORMATÉCNICA

       

Copyright © 1998, ABNT–Associação Brasileira de Normas Técnicas

Origem: Projeto 03:021.02-004:1995 CB-03 - Comitê Brasileiro de Eletricidade CE-03:021.02 - Comissão de Estudo de Baterias Estacionárias NBR 14200 - Vented stationary lead-acid batteries for photovoltaic systems - Tests Descriptor: Batteries Esta Norma foi baseada na IEC 896-1:1987 Válida a partir de 30.11.1998

 

Printed in Brazil/ Impresso no Brasil Todos os direitos reservados

Palavra-chave: Acumulador

 

11 páginas

 
Palavra-chave: Acumulador   11 páginas   Sumário Prefácio 1 Objetivo 2 Referências

Sumário

Prefácio

1 Objetivo

2 Referências normativas

3 Definições

4 Aparelhagem

5 Execução dos ensaios

6 Resultados

Prefácio

2

Referências normativas

As normas relacionadas a seguir contêm disposições que, ao serem citadas neste texto, constituem prescrições para esta Norma. As edições indicadas estavam em vigor no momento desta publicação. Como toda norma está sujeita a revisão, recomenda-se àqueles que realizam acordos com base nesta que verifiquem a conveniência de se usarem as edições mais recentes das normas ci- tadas a seguir. A ABNT possui a informação das normas em vigor em um dado momento.

A

ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas - é

o

Fórum Nacional de Normalização. As Normas Brasi-

NBR 14197:1998

Acumulador chumbo-ácido esta-

leiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês

Brasileiros (CB) e dos Organismos de Normalização Setorial (ONS), são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envol- vidos, delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).

Os Projetos de Norma Brasileira, elaborados no âmbito dos CB e ONS, circulam para Votação Nacional entre os associados da ABNT e demais interessados.

1 Objetivo

Esta Norma prescreve os métodos de ensaio aplicáveis

a todos os tipos de construções de acumuladores

chumbo-ácidos estacionários ventilados para aplicação

em sistemas fotovoltaicos.

cionário ventilado - Especificação

NBR 14198:1998

cionário ventilado - Terminologia

Acumulador chumbo-ácido esta-

3 Definições

Para os efeitos desta Norma aplicam-se as definições da NBR 14198.

4 Aparelhagem

4.1 Para a execução dos ensaios prescritos nesta Norma, devem estar disponíveis, conforme a exigência do ensaio a ser realizado, no mínimo, os instrumentos e equipa- mentos listados em 4.1.1 e 4.1.2.

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NBR 14200:1998

4.1.1 Instrumentos

Devem estar disponíveis os seguintes instrumentos:

a) voltímetro e amperímetros: com classe de exatidão

igual ou melhor que 0,5%, preferencialmente digitais

com precisão mínima de três algarismos significa-

tivos na leitura, em escala compatível com os valores

a serem medidos. Se analógicos, a medida deve ser

feita sempre no terço superior da escala e a resis-

tência do voltímetro deve ser superior a 10 k/V;

b) densímetros com resolução melhor ou igual a

0,005 g/cm 3 , com exatidão de pelo menos 0,005 g/cm 3 ;

c) termômetro com resolução melhor ou igual a 1°C,

preferencialmente a álcool;

d) derivador (shunt) classe de exatidão igual ou me-

lhor que 0,5% de seu valor nominal. Sua corrente

nominal deve estar situada entre 100% e 200% da corrente de ensaio;

5 Execução dos ensaios

5.1 Seqüência dos ensaios

5.1.1 Ensaios de tipo

5.1.1.1 Para a realização de ensaios de tipo, em função

das características próprias de cada ensaio, o número de elementos a ser utilizado deve atender ao deter- minado em 5.1.1.2.

5.1.1.2 A amostra deve ser composta de 29 elementos,

devendo ser dividida em seis grupos, da seguinte forma:

a) grupo 1 = doze elementos;

b) grupo 2 = três elementos;

c) grupo 3 = três elementos;

e) instrumentos adequados para a conferência das

dimensões e peso dos acumuladores;

d) grupo 4 = três elementos;

f) registrador impressor com escala compatível para

ser utilizado com derivador, para os regimes dos en- saios a serem realizados;

e) grupo 5 = seis elementos;

f) grupo 6 = dois elementos.

g)

trumentos utilizados deve ser melhor ou igual a 1%;

para a medição do tempo, a precisão dos ins-

instrumentos para análises químicas e físico-

5.1.1.3 5.1.1.4
5.1.1.3
5.1.1.4

5.1.1.5

Para efeito dos ensaios elétricos dentro de cada

grupo, os elementos dos grupos 1 a 5 devem ser asso- ciados em série. Os elementos do grupo 1, devem ser dispostos em duas filas de três elementos, de modo a ser utilizada uma interligação entre filas.

Os ensaios a serem realizados nos elementos per-

tencentes aos grupos 1 a 6 devem obedecer a distri- buição e a seqüência definidas na tabela 1.

Os ensaios elétricos devem ser iniciados no má-

ximo três meses após o fornecimento dos elementos pelo fabricante e deve ser seguida a seqüência predeter- minada, sem prejuízo à continuidade dos ensaios.

5.1.2 Ensaios de rotina

h)

químicas.

4.1.2 Equipamentos

Devem estar disponíveis os seguintes equipamentos:

fino de corrente;

a)

descarga a serem realizados, com reostato para ajus-

te

cargas resistivas compatíveis com os regimes de

retificador com capacidade compatível com os re-

gimes de carga especificados, devendo possibilitar

a realização de cargas com corrente e/ou tensão constante. Deve apresentar regulação estática na tensão de saída melhor que 1%;

b)

c) tanque termostatizado adequado às exigências

dos ensaios a serem realizados;

d) equipamentos de análise química necessários aos

ensaios de caracterização de materiais;

Para a realização dos ensaios de rotina, são aplicáveis exclusivamente 5.2, 5.3, 5.4, 5.6.2 ou 5.6.3, conforme a NBR 14197.

e) dispositivo adequado às exigências do ensaio de

estanqueidade, composto de fonte de gás compri-

mido (ar ou nitrogênio), filtros para retenção de água

e óleo, e manômetro de dois estágios de baixa pres-

são. A tubulação utilizada deve ser isenta de umidade

condensada.

NOTA - Tanto para ensaios de tipo quanto para ensaios de ro- tina, quando as amostras forem constituídas de monoblocos que não permitam a leitura individual da tensão dos elementos, deve ser medida a tensão total do monobloco e seu valor deve ser dividido pelo número de elementos que o constitui.

NBR 14200:1998

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Tabela 1 - Distribuição e seqüência de ensaios

Grupos Distribuição e seqüência de ensaios Subseções 1 23 4 5 6 Inspeção visual X
Grupos
Distribuição e seqüência de ensaios
Subseções
1
23
4
5
6
Inspeção visual
X
X
X
X
X
X
5.2
Análise físico-química do eletrólito
X
X
X
X
X
X
5.13
Inspeção dimensional
X
5.3
Estanqueidade
X
X
X
X
X
X
5.4
Capacidade, em ampères-hora, nas condições nominais
X
X
X
X
X
5.6.2
Capacidade, em ampères-hora, para regime diferente
do nominal
X
5.6.3
Queda de tensão nas interligações
X
5.11
Retenção de carga
X
5.7.1
Durabilidade à sobrecarga com tensão de flutuação e
temperaturas elevadas
X
5.7.2
Regeneração da capacidade
X
5.9
Eficiência na carga/descarga
X
5.10
Ciclo térmico
X
5.12
Análise físico-química do eletrólito
X
X
X
X
5.13
Análise físico-química dos materiais
X
5.14
Inspeção visual (somente para efeito de registro)
X
X
X
5.2
5.2 Inspeção visual
f)
se há uniformidade e continuidade da cola na jun-

5.2.1 Verificar se o aspecto geral dos elementos ou mono-

blocos corresponde ao indicado no manual técnico de instruções do fabricante.

5.2.2 Verificar se cada elemento e a placa de identificação

da bateria contêm no mínimo as informações definidas na NBR 14197.

5.2.3 Proceder às seguintes verificações:

a) montagem correta dos pólos;

b) havendo furos nos pólos para conexão das interligações através de parafusos, verificar se estes estão localizados de forma a permitir o perfeito alinhamento das barras de interligação e se são compatíveis com os parafusos a serem utilizados;

c) se o vaso está limpo, sem rebarbas e quebras, e

uniforme quanto à cor;

d) ausência de trincas no vaso;

e) ausência de bolhas nas paredes do vaso;

ção tampa/vaso;

g) ausência de vazamento de solução em qualquer

ponto da junção tampa/vaso e tampa/pólo;

h) se há marcação de forma indelével, para vasos

transparentes ou translúcidos, e método prático, para vasos opacos, para a verificação dos níveis máximo e mínimo do eletrólito;

i) se o acabamento superficial das interligações, pa-

rafusos, porcas, se houver, é compatível e uniforme.

5.2.4 Proceder às seguintes verificações no interior do elemento, com vaso transparente:

a) se os separadores não apresentam falhas (que-

bras, trincas, deformações e colocação errada);

b) se o conjunto de placas esta sem deformações,

afastamentos exagerados entre placas e se está cor- retamente apoiado nos pontos previstos, conforme ilustrado no manual técnico do fabricante;

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NBR 14200:1998

c) se os tubetes ou bolsas das placas positivas não

estão esgarçados e/ou estufados, com indício de vazamento do material ativo, e se as extremidades estão bem vedadas;

d) excesso de sedimentação e ausência de corpos

estranhos no interior do vaso;

e) se o nível de eletrólito se encontra na marca de

máximo;

f) defeitos nas placas negativas exteriores (falta de massa ativa e trincas).

5.2.5 Para ensaio de tipo proceder, adicionalmente, às

seguintes verificações com o elemento desmontado:

a) todas as verificações citadas em 5.2.4, para qualquer tipo de vaso;

b) ausência de trincas, bolhas ou falhas de conti-

nuidade na solda, na região entre os pólos e barras

coletoras;

c) ausência de falha de fundição nos pólos;

5.5 Preparação para os ensaios elétricos de tipo

5.5.1 O objetivo deste procedimento é a preparação inicial

da amostra (tratamento prévio) somente para realização dos ensaios elétricos de tipo, de modo que antes do início dos ensaios constantes nesta Norma o acumulador (ba- teria ou elemento) apresente valor estável em sua capa- cidade.

5.5.2 As amostras devem ser submetidas a no mínimo

dois e no máximo dez ciclos de carga e descarga, de modo a se obterem dois valores consecutivos de capa- cidade, nas mesmas condições e corrigidos em tempe- ratura, conforme equação definida em 5.6.1.9, iguais ou maiores que 100% e com diferença menor ou igual a 4%.

5.5.3 A amostra deverá ser substituída se não forem

atingidas as condições requeridas em 5.5.2.

5.5.4 As medidas de tensão, densidade e temperatura

dos elementos durante a descarga devem ser regis- tradas em no mínimo 10%, 25%, 50% e 80% da duração esperada da mesma e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga de 1,75 V.

d) ausência de falha de fundição nas grades das

placas;

5.5.5 Proceder à descarga com corrente constante e nu-

mericamente igual à capacidade nominal especificada pelo fabricante, dividida por 10. A descarga é considerada terminada quando qualquer dos elementos atingir a ten- são final de 1,75 V.

e)

há indícios de corrosão do pólo positivo;

verificar se na região de vedação tampa/pólo não

5.5.6 5.5.7 5.5.7.1
5.5.6
5.5.7
5.5.7.1

f) existência de espaço no fundo do vaso, para a se- dimentação do material ativo durante a vida do elemento.

Durante a descarga a temperatura do eletrólito deve

ficar entre 20°C e 30°C.

5.3 Inspeção dimensional

5.3.1

Para atingir o estado de plena carga, proceder a

uma carga utilizando o processo através de corrente constante ou tensão constante, conforme 5.5.7.1 e 5.5.7.2, observando o disposto em 5.5.8.

Conferir as dimensões dos elementos ou mono-

blocos antes do início dos ensaios, segundo o indicado no manual técnico de instruções, observando as tole- râncias abaixo, com relação aos valores nominais:

Corrente constante

a) comprimento, largura, altura (sem pólos) e altura

total: ± 2%, limitada em 5 mm;

b) distância entre centros de pólos: ± 2 mm;

c) dimensões dos pólos: ± 1 mm.

5.3.2 Conferir a massa dos elementos de acordo com o

indicado no manual técnico de instruções.

Proceder a uma carga na bateria ou elemento com cor- rente constante de valor numericamente igual a 0,10 C 10 , que deve prolongar-se por um período de tempo de 1 h a 2 h após atingir o instante final de carga. Como instante final de carga considera-se o momento em que foi realizada a primeira de três leituras de tensão e den- sidade, consecutivamente estáveis em intervalos de 30 min, corrigidos em temperatura, no elemento que por último atingiu a estabilização.

5.4 Ensaio de estanqueidade

5.5.7.2 Tensão constante

5.4.1 Conectar, através de mangueira adequada, o dispo-

sitivo descrito em 4.1.2-e) ao elemento.

5.4.2 Aplicar no interior dos elementos 7 kPa (0,07 kgf/cm 2 ) de pressão. Após a estabilização do sis- tema, observar durante 20 s a inexistência de queda de pressão no manômetro devido a vazamento de gás ou eletrólito na junção pólo/tampa e em qualquer ponto da junção tampa/vaso, ou danos à sua integridade física.

5.4.3 Para ensaio de tipo, adotar o procedimento definido em 5.4.2, porém durante 1 min.

Proceder a uma carga na bateria ou elemento com tensão ajustada no retificador entre (2,35 a 2,40) V/elemento, conforme indicação do fabricante, com corrente limitada em 0,10 C 10 até atingir o estado de plena carga. Para este método de carga consideram-se os elementos plena- mente carregados, quando após 72 h de carga por 6 h consecutivas obtém-se estabilidade na corrente e den- sidade.

5.5.8 Durante a carga a temperatura dos elementos não

deve ultrapassar 45°C; caso isto ocorra, a carga deve ser

interrompida e reiniciada após o eletrólito atingir 35°C.

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5

5.5.9 Após a carga, os elementos devem ser mantidos em

repouso no mínimo por 4 h e no máximo por 24 h, até que

a temperatura do eletrólito e a tensão estabilizem, antes do início de nova descarga.

5.5.10 O tratamento prévio de preparação para os ensaios

elétricos estará concluído quando forem alcançados os resultados determinados em 5.5.2.

5.5.11 O tratamento prévio deverá determinar qual o pe-

ríodo de tempo necessário para o acumulador atingir o

estado de plena carga com corrente numericamente igual

a 0,10 C 10 .

5.5.12 No caso de acumuladores secos carregados, deve-

se seguir estritamente o indicado pelo fabricante para a sua ativação, observando os procedimentos para enchi- mento com eletrólito, ciclos de preparação, etc. Somente após a conclusão da ativação deve-se iniciar a prepa- ração para os ensaios elétricos.

5.6.1.9 A capacidade em ampères-hora deve ser corrigida

à temperatura de referência, conforme a equação a seguir:

onde:

C

C 25 é a capacidade corrigida para 25°C;

C t é a capacidade na temperatura T°C;

K é o coeficiente de temperatura para a capacidade

(0,006 para regimes de descarga maiores que 1 h e

0,01 para regimes iguais ou menores que 1 h, ou outro valor indicado pelo fabricante);

T é a temperatura média dos elementos em graus

Celsius.

5.6 Ensaios de determinação da capacidade em ampères-hora

5.6.1 Requisitos comuns

NOTA - Para regimes de descarga até 5 h, inclusive, a tempe- ratura T a considerar é a inicial. Para regimes superiores, con- siderar T como sendo a média das temperaturas no decorrer da descarga, conforme 5.6.2.7 ou 5.6.3.7.

5.6.1.10 Para acumuladores novos em ensaio de rotina, a

capacidade obtida, em ampères-hora obtida, não deve ser inferior a 95% da capacidade especificada. Admitem-

5.6.1.1 Para o ensaio de tipo, deve ser obedecida a prepa-

ração determinada em 5.5.

5.6.1.11
5.6.1.11

se até três ensaios para se obter este resultado; caso contrário, os acumuladores devem ser recusados.

5.6.1.2

A densidade do eletrólito à temperatura de refe-

rência deve corresponder ao definido na NBR 14197, observando-se as indicações constantes em 5.13.1.

5.6.1.3

Para acumuladores novos em ensaio de tipo, a

capacidade obtida, em ampères-hora, não deve ser infe- rior a 100% da capacidade especificada; caso con- trário, os acumuladores devem ser recusados.

Cada elemento deve estar com o nível do eletrólito

na marca de máximo.

5.6.1.4

5.6.2 Ensaio de determinação de capacidade em ampères- hora, nas condições nominais (C 120 )

Para iniciar-se a descarga é necessário o aten-

dimento ao repouso mínimo de 4 h e máximo de 24 h,

após o término da carga.

5.6.2.1 O objetivo deste ensaio é a determinação da capa-

cidade em ampères-hora nas condições nominais da bateria com qualquer número de elementos. Para tanto é necessário submetê-los a uma descarga por um período de 120 h.

5.6.1.5 Deve ser escolhido aleatoriamente um em cada

seis elementos do número de elementos da bateria, para servir de elemento-piloto, para efeito de acompa- nhamento da temperatura e da densidade no decorrer do ensaio. A média aritmética das temperaturas de todos os elementos adotados como piloto prevalecerá como a temperatura média da bateria.

5.6.2.2 A bateria ou elemento deve estar garantidamente

no estado de plena carga, que é obtido submetendo a bateria ou elemento a uma carga conforme 5.5.7.

5.6.1.6 No transcorrer da descarga, a cada intervalo de

leitura, os elementos-piloto devem passar a ser aqueles que apresentam os menores valores de tensão.

5.6.1.7 A corrente de descarga deve ser mantida constante

com variação máxima de 1% durante toda a descarga, sendo permitidas variações de 5%, desde que não ultra- passem 20 s.

5.6.2.3 Devem ser observados os requisitos comuns con-

forme 5.6.1.

5.6.2.4 Antes de iniciar o ensaio, devem ser adotados os

seguintes dados:

a) temperatura ambiente;

b) tensão de todos os elementos em circuito aberto;

5.6.1.8 Para qualquer regime de descarga a bateria é considerada descarregada, quando qualquer elemento da mesma atingir a tensão final de descarga especificada, sendo neste momento definida a capacidade da bateria, em ampères-hora .

c) temperatura dos elementos-piloto;

d) densidade do eletrólito de todos os elementos;

e) características do derivador (shunt) a ser utilizado.

C

25

= t

1

(

+ K T

- 25)

6

NBR 14200:1998

5.6.2.5 A corrente de descarga deve ser numericamente

igual a C 120 dividido por 120, devendo ser interrompida conforme definido em 5.6.1.8.

5.6.2.6 Iniciar a descarga após conectar à bateria uma

carga conforme 4.1.2-a) em série com um derivador, para

medição da corrente de descarga, ajustando-a para o valor de corrente definido em 5.6.2.5.

5.6.3.8 O resultado obtido neste ensaio deve atender aos

requisitos de 5.6.1.10 e 5.6.1.11.

5.6.3.9 Após o término do ensaio, a bateria ou elemento

deve ser recarregado conforme 5.5.7.

5.7 Ensaio de durabilidade

5.6.2.7 As leituras de temperatura e densidade dos ele-

mentos-piloto e leituras da tensão de todos os elementos da bateria durante a descarga devem ser registradas no mínimo em 10%, 20%, 40%, 60% e 80% da duração es- perada da mesma (120 h) e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo

valor da tensão final de descarga indicado pelo fabricante.

A média aritmética das temperaturas obtidas deve ser

considerada para efeito da correção da capacidade como

temperatura média dos elementos conforme equação definida em 5.6.1.9.

5.6.2.8 O resultado obtido neste ensaio deve atender aos

requisitos de 5.6.1.10 ou 5.6.1.11.

5.6.2.9 Após o término do ensaio, a bateria ou elemento

deve ser recarregado conforme 5.5.7.

5.7.1 Ensaio de durabilidade frente a ciclos de carga- descarga

5.7.1.1 Uma característica particular de baterias recarre-

gáveis em sistemas fotovoltaicos é a existência de ciclos diários sobrepostos a ciclos sazonais. Os ciclos diários refletem os níveis de energia solar entre dia e noite, e o ciclo sazonal reflete os níveis de energia entre verão e inverno. Este ensaio visa determinar quantos ciclos de carga-descarga nas condições de ensaio o acumulador pode suportar.

5.7.1.2 O ensaio deverá ser realizado com elementos que

tenham sido submetidos ao tratamento prévio conforme 5.5 e que se encontrem na condição de plena carga con-

forme 5.5.7.

5.6.3 Ensaio de determinação da capacidade em ampères- hora, em regime diferente do nominal (capacidade indicada C i )

5.7.1.3 Durante o ensaio a temperatura do eletrólito deve

ser mantida em 30 o C ± 2°C.

5.7.1.4 5.7.1.5 a) -
5.7.1.4
5.7.1.5
a)
-

5.6.3.1

O objetivo deste ensaio é a determinação da ca-

Conectar os elementos a um dispositivo que os

pacidade em ampères-hora da bateria com qualquer número de elementos em qualquer regime. Para tanto é necessário submetê-los a uma descarga por um período

de

submeta a uma série contínua de ciclos por todo o ensaio.

A série de ciclos deve ser dividida em duas etapas dis- tintas, cada uma de 100 ciclos.

tempo determinado em função do regime escolhido.

O objetivo de dividi-la em duas etapas é simular a

5.6.3.2

A bateria ou elemento deve estar garantidamente

no estado de plena carga, o qual pode ser obtido subme- tendo a bateria ou elemento a uma carga conforme 5.5.7.

5.6.3.3

diferença de carga causada por variações sazonais:

primeira etapa:

Devem ser observados os requisitos comuns con-

forme 5.6.1.

carga equivalente à descarga (estado de carga decrescente);

5.6.3.4 Para se determinar a capacidade em ampères-

hora da bateria ou elemento em regimes diferentes do nominal, deve-se proceder a uma descarga com corrente constante numericamente igual a C i/t , onde t representa o regime de descarga escolhido, em horas, até que qual- quer elemento atinja a tensão final de descarga especifi- cada.

b) segunda etapa:

- carga maior que a descarga (estado de carga crescente).

5.6.3.5 Antes de iniciar o ensaio, devem ser anotados os

dados conforme 5.6.2.4 e deve-se considerar a tempe- ratura para efeito da correção da capacidade, conforme nota de 5.6.1.9.

5.6.3.6 Iniciar a descarga após conectar à bateria ou ele-

mento uma carga resistiva em série com um derivador (para medição da corrente de descarga), ajustando-a para o valor da corrente de descarga conforme 5.6.3.4.

5.6.3.7 As leituras de temperatura e densidade dos ele-

mentos-piloto e leitura de tensão de todos os elementos da bateria durante a descarga devem ser registradas no mínimo em 10%, 20%, 40%, 60% e 80% da duração no- minal da descarga escolhida e, em seguida, em intervalos de tempo que permitam determinar a passagem pelo valor da tensão final de descarga indicada pelo fabricante.

5.7.1.6 Cada ciclo para cada etapa deve consistir em uma

descarga e uma carga imediatamente após, com os va-

lores indicados na tabela 2.

NOTA - O objetivo da primeira etapa é assegurar que a recarga em termos de ampères-hora seja pelo menos igual em valor aos ampères-hora removidos na descarga anterior. Ajustes na corrente de carga são permitidos para que se atinja este requisito.

Tabela 2 - Ciclos de carga-descarga

Etapa

Id corrente de descarga para 2 h

Ic corrente de carga para 10 h

1 a

0,1 C 120

0,020 C 120

2 a

0,1 C 120

0,030 C 120

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5.7.1.7 Durante o ensaio, monitorar as tensões dos ele-

mentos.

5.7.2.9 A perda de capacidade (C p ) é expressa como uma porcentagem pela equação:

5.7.1.8 Após terminada a segunda etapa, remover dois elementos do ensaio e, sem recarregá-los, determinar suas capacidades conforme descrito em 5.6.2.3 a 5.6.2.9.

5.7.1.9 Repetir a seqüência dos ensaios de 5.7.1.6 nas

amostras restantes, até que ocorra uma das situações

abaixo:

a) a capacidade corrigida em temperatura de acordo

com 5.6.1.9, determinada conforme descrito em 5.7.1.8, seja menor do que 0,8 C 120 Ah durante duas séries consecutivas;

C

p

=

C

r

x 100

(%)

5.7.2.10 A perda de capacidade obtida não deve ser su- perior à especificada pelo fabricante.

5.8 Ensaio de retenção de carga

5.8.1 Neste ensaio pretende-se avaliar a autodescarga

dos elementos após determinação do período em circuito

aberto.

b) os elementos não consigam manter o limite médio

da tensão ou valor mínimo por elemento recomen-

dado pelo fabricante.

5.7.1.10 O número de ciclos completados até que ocorra uma das situações acima não deve ser inferior ao espe- cificado pelo fabricante.

5.8.2 Para este ensaio é necessário que os elementos

tenham sido preparados conforme 5.5. Durante este ensaio as superfícies dos elementos devem ser mantidas limpas e secas, evitando que qualquer agente externo possa facilitar descargas além de sua própria auto- descarga.

5.8.3 A seguir esses elementos devem ser submetidos a

um ensaio de capacidade em ampères-horas, nas con- dições nominais conforme 5.6.2, obtendo-se a capacidade

inicial (C in ).

5.7.2 Ensaio de durabilidade frente à sobrecarga com corrente constante e temperatura elevada

5.7.2.1

5.8.4 5.8.5 e a)
5.8.4
5.8.5
e
a)

Baterias utilizadas em sistemas fotovoltaicos, ope-

radas sob condições de carga, podem apresentar pe- ríodos regulares de sobrecarga. A resistência da bateria à sobretensão pode ser determinada por um ensaio. Este ensaio visa avaliar o comportamento do acumulador submetido a condições adversas e em que grau poderiam afetar a sua vida.

5.7.2.2

Após o ensaio de capacidade inicial, carregar os

elementos conforme 5.5.7. Limpar e secar a superfície externa desses elementos.

Os elementos dos grupos 2 e 3 associados, grupo 4

grupo 5 devem ser armazenados em circuito aberto em local limpo e seco, com temperatura ambiente de 35°C ± 2°C por períodos de:

O ensaio deve ser realizado com elementos ou

monoblocos que tenham sido submetidos ao ensaio de capacidade segundo o descrito em 5.6.2 e apresentado capacidade igual ou maior do que a nominal

grupos 2 e 3 = 180 dias;

5.7.2.3 Os elementos ou monoblocos devem estar no es-

tado de plena carga conforme estabelecido em 5.5.7.

5.7.2.4 Os elementos ou monoblocos devem ser mantidos

a uma temperatura de 40°C ± 2°C e carregados por 500 h a uma corrente constante de C 120 /20.

5.7.2.5 Durante o ensaio o nível do eletrólito deve ser

mantido entre as marcas de máximo e mínimo, comple- tando-se, quando necessário, com água destilada ou deionizada, conforme a NBR 14197.

5.7.2.6 Após este período de sobrecarga, a bateria deve

resfriar até a temperatura de 25°C ± 2°C

5.7.2.7 Determinar a sua nova capacidade (C rp ) utilizando

o método descrito em 5.6.2.4 a 5.6.2.7, observando também 5.6.1.7 a 5.6.1.9.

5.7.2.8 Após o término do ensaio, a bateria ou elemento

deve ser recarregado conforme 5.5.7, observando o dis-

posto em 5.5.8.

b) grupo 4 = 90 dias;

c) grupo 5 = 30 dias.

5.8.6 Após cada período de armazenamento, submeter

imediatamente o grupo de elementos correspondente a

um ensaio de capacidade conforme 5.6.2.4 a 5.6.2.7,

observando também 5.6.1.7 a 5.6.1.9, obtendo-se assim

a capacidade final (C f ) de cada grupo.

5.8.7 A retenção de carga (R) será calculada pela ex-

pressão:

R =

C

f x 100

C in

(%)

5.8.8 A retenção de carga obtida não deve ser inferior à

especificada pelo fabricante para cada caso.

5.8.9 Após o término do ensaio, os elementos devem ser

recarregados conforme 5.5.7.

(

C

r

-

C

rp

)

8

NBR 14200:1998

5.9 Regeneração da capacidade

5.9.1 Sob certas condições de operação, a bateria em

sistemas fotovoltaicos de energia pode ficar descarregada por longos períodos. A habilidade da bateria de recupera- se após uma descarga deste tipo deve ser determinada.

5.9.2 O ensaio deve ser realizado com elementos ou mo-

noblocos que tenham sido submetidos ao ensaio de ca- pacidade conforme 5.6.2 e cuja capacidade tenha sido igual ou maior do que a capacidade nominal.

5.9.3 A bateria ou elemento deve estar garantidamente

no estado de plena carga, que é obtido submetento a bateria ou elemento a uma carga conforme 5.5.7. A se- guir deve-se obter a capacidade conforme 5.6.2.3 a

5.6.2.8.

5.9.4 Sem recarregar os elementos ou monoblocos, co-

nectar um resistor R ± 5%, nos seus terminais, cujo va-

lor é dado pela equação:

5.10.7 A capacidade C b a 25°C ± 2°C em ampéres-hora é dada pela equação:

C b = I 20 x h

(Ah)

5.10.8 Repetir os procedimentos definidos em 5.10.2 a

5.10.7 por pelo menos quatro vezes até que a diferença entre as capacidades C b obtidas em duas determinações con-secutivas seja menor que 2%.

5.10.9 Repetir o procedimento de ensaio de 5.10.2 a

5.10.4.

5.10.10 De maneira a determinar-se a capacidade real à

taxa de 120 h (C r ), descarregar a bateria com uma corrente I 120 (A) ± 1% por todo o período de descarga, até que a

tensão do elemento ou monobloco atinja a tensão final (para valores de I e V referir-se a 5.6).

5.10.11 Durante a descarga verificar os seguintes parâ-

metros:

R =

2 x tensão total nominal (V)

I

de

C

120

(

A

)

()

a) tensão individual dos elementos ou monoblocos;

b) corrente de descarga I 120 (A).

5.9.5 As amostras sob ensaio devem permanecer nestas

condições por sete dias, à temperatura de 25°C± 2°C.

5.9.6 Em seguida retirar o resistor citado em 5.9.4 e pro-

ceder a um ensaio de capacidade conforme descrito em

5.6.2.

diferença entre a capacidade previamente medida

5.10.12 A duração da descarga para elementos ou mono-

blocos é o período de tempo h, em horas, do início da descarga até que seja atingida a tensão final V do ele- mento ou monobloco.

5.10.13 equação: C r = I 120 x h 5.10.16
5.10.13
equação:
C r = I 120 x h
5.10.16

A capacidade real (C r ) a 25°C ± 2°C é dada pela

(A)

5.9.7 A

em 5.9.3 e a obtida em 5.9.6 deve ser expressa como uma porcentagem em relação à primeira. Este valor re- presenta a perda de capacidade.

5.9.8 A

5.10.14 A capacidade C r deve ser maior ou igual à capacidade nominal.

perda de capacidade deve ser inferior a 25%.

5.10 Eficiência de carga/descarga

5.10.1 Esta característica é única para baterias re- carregáveis utilizadas em sistemas fotovoltaicos de energia. Ela representa a eficiência coulométrica abso- luta (razão entre a quantidade de ampères-hora fornecida em uma descarga e a quantidade de ampères-hora ne- cessária para a carga em uma bateria) em um estado de carga particular, ao invés de uma eficiência média inte- grada sob ampla faixa de estado de carga.

5.10.2 Os elementos do grupo 2 devem ser conectados

em série e encontrados no estado de plena carga con-

forme 5.5.7.

5.10.3 Entre 20 h e 24 h, após o fim da carga, submeter

estes elementos a uma descarga para a determinação da capacidade.

5.10.4 Realizar a carga e a descarga na temperatura de

25°C ± 2°C.

5.10.5 De forma a determinar a capacidade real na taxa

de 20 h (C b ), proceder uma descarga na bateria com corrente constante I 20 (A) ± 1% por todo o período de descarga, até atingir a tensão final (Vb) estabelecida pelo fabricante.

5.10.6 A duração de descarga de cada elemento ou mono-

bloco é o período de tempo h, em horas, do início da des-

carga até que a tensão final do elemento ou monobloco atinja a tensão final (Vb).

5.10.15 Recarregar os elementos ou monoblocos de acordo com 5.5.7 a uma temperatura de 25°C ± 2°C.

Manter os elementos ou monoblocos em repouso

por 20 h a 24 h na temperatura de 25°C ± 2°C.

5.10.17 Submeter os elementos a uma descarga com

corrente constante igual a C r /120 ± 1% (A) por (18 ± 0,05) h, registrando a tensão de cada elemento no momento imediatamente anterior à interrupção da des- carga, com uma precisão de 1 mV por V medido (Ve).

5.10.18 Recarregar os elementos ou monoblocos com

corrente constante igual a C r /30 ± 1% (A) por (3 ± 0,05) h.

5.10.19 Manter os elementos ou monoblocos em repouso

na temperatura de 25°C ± 2°C por um período entre 20 h

a 24 h.

5.10.20 Proceder a uma descarga com corrente constante

e igual a C r /120 ± 1% (A) e registrar o tempo de descarga (Td), em horas, até atingir-se a tensão (Ve) obtida em

5.10.17.

5.10.21 A eficiência à carga/descarga com estado de carga

de 90% na temperatura de 25°C ± 2°C é dada pela

equação:

Eficiência

3 x

C

r

/30

(%)

=

Td

x C

r /120 x 100

NBR 14200:1998

9

5.10.22 Recarregar os elementos ou monoblocos de acor-

do com 5.5.7 em uma temperatura de 25°C ± 2°C.

5.10.23 Manter os elementos ou monoblocos em repouso

por um período de 20 h a 24 h, a uma temperatura de

25°C ± 2°C.

5.10.24 Proceder a uma descarga com corrente constante

de C r /120 ± 1% (A) por 30 h ± 0,05 h, registrando a tensão

de cada elemento no momento imediatamente anterior à interrupção da descarga com uma precisão de 1 mV por V medido (Vf).

5.10.25 Recarregar os elementos ou monoblocos com

corrente constante igual a C r /30 ± 1% (A) por 3 h ± 0,05 h

na temperatura de 25°C ± 2°C.

5.10.26 Manter os elementos ou monoblocos em repouso

por 20 h a 24 h na temperatura de 25°C ± 2°C.

5.11 Queda de tensão nas interligações

5.11.1 Este ensaio visa avaliar o dimensionamento e que-

da de tensão nas interligações entre elementos adja- centes da mesma fila e entre filas da mesma estante.

5.11.2 Estando os elementos montados em série, aplicar

a corrente correspondente ao regime de descarga

especificado na NBR 14197. Decorridos 15 min a

30 min, para regimes maiores ou iguais a 1 h, e 5 min a

7 min, para regimes menores que 1 h, efetuar a medição

da queda de tensão existente nas interligações, nos pontos P indicados na figura 1.

5.12 Ensaio de ciclo térmico

5.12.1 Durante o transporte e também durante a operação,

as baterias podem ser submetidas a variações térmicas.

5.12.2 Realizar o ensaio em três elementos ou mono- blocos plenamente carregados conforme 5.5.7.

5.10.27 Proceder a uma descarga com corrente constante

de C r /120 ± 1% (A) e anotar o tempo (Te) de descarga, em horas, até atingir-se a tensão final (Vf).

5.12.3 Verificar se os elementos ou monoblocos estão

limpos, secos e não vazam eletrólito, quando submetidos

ao ensaio de estanqueidade conforme 5.4.

5.12.4 Submeter os elementos ou monoblocos a ciclos de

temperatura de 24 h por períodos que compreendam as seguintes condições:

5.10.28 A eficiência à carga/descarga com estado de carga

de 80% na temperatura de 25°C ± 2°C é dada pela equação:

a) 12 b) 12 5.12.5 31
a)
12
b)
12
5.12.5
31

3 dias - sendo em cada dia h a 50°C ± 2°C;

12 h a 0°C ± 2°C e

Te

x

C

r

/120 x 100

3 x

C

r

/30

Eficiência =

(%)

28 dias - sendo em cada dia 12 h a 10°C ± 2°C e h a 40°C ± 2°C.

5.10.29

A eficiência coulométrica absoluta de carga/

descarga, obtida segundo o procedimento descrito, deve

Após cada seqüência de 3 dias ou 28 dias, ins-

ser maior que 75% com a bateria em estado de carga de 80% e ser maior do que 55% com a bateria em estado de carga de 90%. Estas exigências devem aplicar-se a uma bateria na temperatura de 25°C ± 2°C

pecionar visualmente os elementos ou monoblocos quanto à deformação e proceder ao ensaio de estanquei- dade conforme 5.4. Repetir quatro vezes a série de

dias sob ensaio.

P P Barra de interligação entre elementos P P Barra de interligação entre filas
P
P
Barra de interligação entre elementos
P
P
Barra de interligação entre filas

Figura 1

10

NBR 14200:1998

5.13 Análise físico-química do eletrólito

5.14.2 Análise química de materiais plásticos

5.13.1 Medição da densidade do eletrólito

5.13.1.1 Todas as medições da densidade do eletrólito,

em todos os ensaios para os quais for indicada, devem ser realizadas com densímetro calibrado e con- forme 4.1.1 -b).

5.13.1.2 Densímetros empregados na medição da densi-

dade do eletrólito de elementos do tipo chumbo-cálcio não devem ser utilizados em elementos do tipo chumbo- antimônio e vice-versa.

5.13.1.3 As leituras de densidade, caso o densímetro utili-

zado não possua dispositivo de compensação automática,

devem ser corrigidas em relação à temperatura do ele- trólito, empregando-se a seguinte equação:

D 25 = D t + 0,0007 (T 25°C )

onde:

5.14.2.1 A identificação dos materiais plásticos tem como

objetivo verificar os componentes poliméricos dos

materiais constituintes do vaso, tampa, separadores, en- velopes, calços laterais, válvulas e do selante, de modo

a atender aos requisitos especificados na NBR 14197.

5.14.2.2 Tomar amostras de cada um dos materiais e pro-

cessá-los de acordo com o método de preparação a ser empregado na identificação, solubilização, pirólise ou extração.

5.14.2.3 Empregar método analítico compatível, em nível

de resolução e ausência de interferências, por exemplo:

Espectrofotometria de absorção no infravermelho, para identificação dos materiais poliméricos.

5.14.3 Determinação da resistência ao ácido de materiais

constituídos de borracha e plástico.

5.14.3.1 Esta determinação visa avaliar a alteração em massa dos componentes constituídos de borracha ou plástico.

D 25 é a densidade com eletrólito a 25°C, em gramas

por centímetros cúbicos;

t é a densidade com eletrólito a T°C, em gramas

D

por centímetros cúbicos;

T

5.14.3.2 Os corpos-de-prova devem ser conformados com

serra ou lâmina. As suas arestas devem ser aparadas de modo a apresentar ângulo reto com a superfície plana, sem marcas de serra, massa, sulcos ou dentes, ou qual- quer dano mecânico.

5.14.3.3 soltas. 5.14.3.4 5.14.3.5
5.14.3.3
soltas.
5.14.3.4
5.14.3.5

Limpar o corpo-de-prova para remover partículas

é a temperatura do eletrólito durante a medida.

5.13.2 Análise química do eletrólito

5.13.2.1

Pesar o corpo-de-prova com precisão de 1 mg e

registrar o resultado como a primeira massa (W 1 ).

A análise química do eletrólito tem por objetivo a

Imergir completamente o corpo-de-prova em uma

determinação das substâncias e elementos químicos nele contidos, de modo a verificar o atendimento aos valores

especificados na NBR 14197.

solução aquosa de ácido sulfúrico com densidade de 1,250 g/cm 3 à temperatura de 25°C, em um recipiente de vidro, posicionando o corpo-de-prova de tal forma que a solução possa circular livremente ao seu redor.

5.14.3.6 Cobrir o recipiente de modo a impedir a evapo-

ração da solução e colocar em uma estufa com circulação de ar, à temperatura ajustada em 65°C ± 1°C por 28 dias (no caso de materiais que por características físicas cons- titucionais alteram-se a esta temperatura, o ensaio não deve ser realizado).

5.13.2.2 Devem ser eleitos, a critério do laboratório, em

comum acordo com o fabricante, os métodos analíticos a serem empregados, de forma adequada com os requisitos de precisão e exatidão inerentes aos níveis de concen- tração a serem determinados.

5.14 Análise físico-química dos materiais

5.14.1 Análise química das ligas metálicas

5.14.1.1 A análise química das ligas metálicas tem por

objetivo verificar a composição dos pólos, barras cole-

toras, grades e buchas, de modo a atender ao indicado na NBR 14197.

5.14.1.2 As amostras devem ser retiradas cuidadosa-

mente do material a ser analisado, na forma de aparas de broca, de modo a compor uma amostra representativa

de liga.

5.14.3.7 Ao final deste período, retirar o recipiente e resfriar

a 23°C ± 5°C. Remover o corpo-de-prova e lavar por

3 min em água corrente para eliminar o excesso de ácido sulfúrico (H 2 SO 4 ). Limpar a superfície com papel de fil- tração para retirar a água residual.

5.14.3.8 Calcular a alteração em massa, expressa em gra-

mas por metro quadrado de área, empregando a seguinte

equação:

Alteração

em massa =

A

x 100

5.14.1.3 Devem ser eleitos, a critério do laboratório, em

co-mum acordo com o fabricante, métodos compatíveis com a exatidão e precisão necessárias à determinação dos elementos químicos nas ligas.

onde:

W 1 é a massa do corpo-de-prova antes da imersão, em gramas;

W

2

- W

1

NBR 14200:1998

11

W 2

é a massa do corpo-de-prova após a imersão,

em gramas;

A é a

metros quadrados.

área superficial total do corpo-de-prova, em

5.14.3.9 Calcular a absorção de ácido, em porcentagem

por massa, empregando a seguinte equação:

5.14.4.2 Preparar uma solução empregando medidas vo-

lumétricas de tolueno-n-propanol na relação 1:2, em quantidades compatíveis com a realização do ensaio.

5.14.4.3 Limpar o corpo-de-prova (vaso) mecanicamente,

sem utilização de qualquer tipo de produto químico.

% absorção de ácido =

onde:

W

- W

W

1

W 1 é a massa do corpo-de-prova antes da imersão,

em gramas;

W 2

é a massa do corpo-de-prova após a imersão,

em gramas.

5.14.3.10 Os parâmetros obtidos neste ensaio devem estar em conformidade com a natureza do material ensaiado.

5.14.4 Revelação de tensões residuais de moldagem do vaso

5.14.4.4 Imergir o vaso em recipiente adequado contendo

a solução especificada em 5.14.4.2, ou colocá-la

dentro do vaso até no mínimo 1/3 da altura, durante 3 min.

5.14.4.5 Após o período de imersão, o vaso deve ser la-

vado em água corrente e analisado minunciosamente, a

olho nu.

5.14.4.6 No vaso não devem aparecer microtrincas ou

rachaduras.

6 Resultados

5.14.4.1 Este ensaio visa a determinação das tensões re-

siduais de moldagem dos vasos, quando confeccionados em SAN (estireno-acrilonitrila), de modo a poder avaliar sua integridade física.

O acumulador é considerado aprovado se após subme-

tido aos ensaios previstos nesta Norma apresentar re- sultados em conformidade com a mesma e com o espe- cificado na NBR 14197.

ensaios previstos nesta Norma apresentar re- sultados em conformidade com a mesma e com o espe-

2

1

x 100