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JOANESBURGO ESTADOS DA BAVIERA E QUITO
DE BADEN-WUERTTEMBERG
ÁFRICA DO SUL ALEMANHA EQUADOR
GOA
ÍNDIA

nº 4 OUTUBRO 2013

Composição gráfica Sopas de Letras – Jorge Esteves, Chiasso, Suíça
Editorial

Como o próprio nome indica, trata-se de um jornal publicado
online, de modo a poupar papel, protegendo o meio-ambiente.
Também é um eco das vozes dos alunos portugueses do Baden-
Wuerttemberg, da Baviera, de Joanesburgo, da Vila de Parede, de
Lisboa, de Goa, na Índia, de cidades da Suíça e ainda de
portugueses de Quito, capital do Equador. Pela primeira vez temos
o contributo de estudantes universitários e de um português
residente no Equador.
O termo Lógico refere-se aos jogos de Lógica que o jornal terá.
A ideia do jornal nasceu em Setembro de 2009, incentivando os
alunos a colaborar na sua redação. Procura-se já, na medida do
possível, usar o acordo ortográfico. Os alunos da África do Sul,
bem como os da Alemanha, Índia, Portugal e Suíça, envidaram
todos os seus esforços no sentido de criar um jornal cultural,
interessante e divertido.
A todos os colaboradores, os agradecimentos dos docentes.
Maria da Graça Lourenço

Neste jornal vais
ler:

- Poesias
- Histórias
- Expressões Idio-
máticas
- Curiosidades

Vais resolver:
- sopas de letras
- adivinhas
- testes
- acrósticos
e muitas coisas
mais...

Bom divertimento!
GOA
ÍNDIA
- EPE – Carla Esteves e Leandro Brandão - África do Sul
- Dana Rebelo, Teresa Soares - Alemanha
- Graça Lourenço - Suíça
- Escola da Índia – Liceu S. John, Goa
- Escolas de Portugal – Associação-Escola 31 de Janeiro, Parede
- Liceu Passos Manuel, Lisboa
- Universidades de Portugal - Sara Mira, Inês Mira, Lisboa
- Contributo do Equador - Armando Lourenço, Quito

CANTÃO DO TESSINO
SUÍÇA

VILA DE PAREDE
LISBOA
PORTUGAL


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CONSIDERAÇÕES SOBRE O EPE
u acho que o ensino da Língua e Cultura Portuguesas no estrangeiro é muito
importante para os alunos como eu, que estão na Suíça. Ando na Escola Básica
3 em Viganello e venho uma vez por semana à escola portuguesa.
Manuel Rodrigues, 8ºano, Lugano, Suíça
ois eu gosto de falar duas e mais línguas! Todos os dias falo principalmente
italiano, mas em casa, falo também português com a minha irmã e a minha mãe.
Um dia por semana, tenho uma aula de Português. Acho que é útil porque posso
aprender coisas novas sobre a História de Portugal e sobre a língua. Às vezes, enganava-
-me a falar, e a minha família em Portugal não me compreendia. Assim, nestas aulas
posso aperfeiçoar o meu Português e escrevê-lo. Graças às aulas de Português aprendi a
falar e a escrever esta língua e posso comunicar com as pessoas em Portugal.
Cristiana Martins Machado, 9ºano, Lugano Suíça
u gosto de aprender a língua portuguesa no estrangeiro porque é útil aprender a
língua dos meus pais, estando no país onde nasci. Também gosto de ir à escola
portuguesa porque tenho amigos que andam na escola comigo e aprendo lá
imensas coisas. É importante e lindo saber falar várias línguas. Aqui na Suíça falo
português com a minha família e com algumas amigas que falam português.
Alessia dos Santos Alves, 9º ano, Lugano, Suíça
Olá, chamo-me Tiago, vim para a Suíça no dia 1 de Agosto de 2011. Quando
cheguei, não sabia falar italiano, por isso era muito chato, ficava a maior parte do tempo
em casa. Algum tempo depois, o meu pai meteu-me na escola de português, onde
arranjei amigos. Depois entrei na escola de pré-estágio, onde posso aprender italiano e
alemão e já me sinto mais integrado e feliz.
J osé Tiago Gomes dos Santos, 16 anos, Lugano, Suíça


E
P
E



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A CRISE EM PORTUGAL - ONTEM E HOJE
Parece que a crise está outra vez na
moda. Estamos em 2013 e o mundo
encontra-se revolucionado pelos
computadores, mas mesmo com esses,
o Estado e a economia enfrentam
novos problemas. Mas, para os
portugueses, o problema da crise
económica e social é tão antigo que
nem nos devia assustar muito.
Na nossa História, no século XVI, os
problemas não eram assim tão
diferentes daqueles que temos agora.
No ano de 1521 os portugueses
sofreram muita fome. Não porque
não houvesse dinheiro, mas porque
reis como D. Manuel I e D. João III,
só para dizer dois, viviam muito bem
e em luxo com diamantes de
Narsinga, safiras de Ceilão, etc, mas o
povo morria de fome. O dinheiro ia
todo para o estrangeiro, porque em
Portugal não se produzia quase nada,
tudo era comprado fora. Não se fazia
nada para melhorar a situação
económica do país.
E pode-se assim ver que a crise em
Portugal, no século XXI, é igual. Não
é um rei, temos muitos políticos e
mais pessoas com responsabilidade,
mas o que continua a haver são cada
vez mais pobres. Só o fundo de ajuda
europeu evitou que Portugal caísse na
bancarrota. Mas o problema é que
Portugal deve agora esse dinheiro
aos outros países europeus, como
dantes devia dinheiro, somas
enormes, à Flandres.
Houve investimentos mal feitos, em
coisas que nunca ajudaram a
economia, só para mostrar uma
máscara de luxo, como os estádios de
futebol construídos para o
campeonato e que agora não são
usados. O mesmo que fizeram os reis
do século XVI, dinheiro mal gasto
para demonstrar poder e riqueza.
Há tantos portugueses instruídos, que
terminaram a universidade, e não
conseguem encontrar um emprego, e
agora toda a gente foge para o
estrangeiro.
As condições da Europa são que
Portugal tem de mudar as estruturas
e poupar dinheiro. É claro que há
muitas possibilidades para os
políticos, mas só uma para a
população, tentar viver com menos
dinheiro.
Quando é que Portugal vai recuperar
desta crise? Ninguém pode dizer. Há
muita especulação, e também o
Estado Português nunca aprendeu
como aproveitar o dinheiro.
Mas, já agora, tem de se dizer que
não é só Portugal, a crise económica
vai e vem e está sempre na moda em
todo o mundo.
Infelizmente !
Lisa Maia, 17 anos, 11° ano de escolaridade
Curso de Nuremberga, Alemanha












Curiosidades sobre o ouro
A crise no mundo levou à procura de ouro. Em todos os países surgem lojas
especializadas na sua compra. Muitas pessoas, com problemas financeiros, vendem as
jóias de família para poderem sobreviver.
Em 4000 a.C. este metal já era trabalhado na Mesopotâmia. As técnicas da sua obtenção
foram transmitidas a todas as civilizações do Mediterrâneo Oriental,, com realce para a
egípcia. As civilizações azteca e maia, no continente americano, também conheciam e
trabalhavam o ouro, que provocou a cobiça dos conquistadores espanhóis e levou
consequentemente à extinção das duas civilizações. Ele é tão dúctil e maleável: só com
um grama de ouro, obtém-se um fio de 3 km de comprimento e 0,005 mm de diâmetro.
O ouro puro é muito mole para ser usado. Geralmente é endurecido, formando liga
metálica com prata e cobre. Há vários tipos de ouro: ouro branco, amarelo e vermelho.
De acordo com a gramagem há vários preços, e as peças têm que ser avaliadas. Algumas
são derretidas, outras são vendidas em 2ª mão.
Fonte: Jornal da Região, Cascais-Oeiras, 19 de Dezembro de 2012



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CONTESTAÇÃO
A situação escolar no Cantão do Tessino

Após a última reunião entre o
Conselho de Estado, o Sindicato e os
grupos VPOD (e OCST (grupos de
defesa dos funcionários públicos), as
negociações em curso pressagiavam um
possível desenvolvimento positivo. Os
Sindicatos exigiam as seguintes
melhorias:

- 2 escalões a mais para os professores
municipais
- 1 escalão a mais para os professores
cantonais
- 2 horas a menos para os professores
com mais de 50 anos

Nos últimos anos tem havido uma série
de reduções que tocaram os professores
cantonais e municipais: em comparação
com 20 anos atrás, um professor ganha
exatamente 5000 francos menos em
cada ano, não mencionando os cortes
para o fundo de pensões (-20%), os
novos recrutados mal pagos e o
aumento das horas de trabalho por
semana.
O Tessino encontra-se na última
posição na lista suíça dos salários dos
professores das escolas: primária, 2º e
3ºciclos do ensino básico e do liceu
(cerca de 15% menos em comparação
com os outros).
A tendência dos salários dos
funcionários cantonais não segue a
tendência observada no setor privado
federal. O salário anual dos professores
permanece constante ao longo do
tempo, apesar do aumento do custo de
vida.
Estes cortes são justificados pelas
“Finanças Públicas” que, todos os anos
predizem um fechamento em vermelho,
então decidem sempre cortar na despesa
pública.


LICEU DE LUGANO 1

Mas em Agosto de 2012 o Governo
Cantonal fez novos cortes de 2% nos
salários dos professores. O Conselho de
Estado não só superou os grupos de
defesa dos funcionários públicos
(VPOD e OCST), mas foi na direção
oposta das negociações em curso.
Os professores do Liceu de Lugano 1, a
1 de Outubro, responderam a esta
manobra aprovando um documento que
proíbe as viagens escolares e as visitas
de estudo das classes 12 e 13.
Há duas semanas, nós, alunos, fizemos
uma reunião para decidir o que fazer,
porque nos sentimos traídos pelos
nossos professores.
O que se fará? Haverá greve dia 5 de
Dezembro?

Sara Leite Dias, 11º ano, Lugano,
Suíça



Os alunos fizeram greve a 5 de Dezembro de 2012, mas até hoje, o 12º e 13º anos
não têm direito a excursões e visitas de estudo.



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A VIDA

Nos dias de hoje é importante
viver dia a dia porque, se
pensarmos no futuro, iremos
perder o nosso presente. É preciso
arrumarmos as boas lembranças
na cabeça para não nos
esquecermos dos melhores
momentos da nossa vida. Se
fizermos isso, a vida irá ser muito
mais interessante e feliz e, por este
motivo, daremos muito mais
atenção às pessoas que vivem à
nossa volta.
Exatamente o contrário do século
XVI, em que as pessoas pensavam
que era mais importante a vida no
paraíso e iam à igreja duas ou três
vezes ao dia e também
compravam as indulgências aos
padres (mas esse dinheiro
destinava-se a construir a Basílica
de S. Pedro em Roma).

Eu penso que essas pessoas não
viviam a vida dia a dia, mas
pensavam que, depois da morte,
começava a verdadeira vida.
Também penso que, se houver
uma outra vida depois da morte,
essa será vivida quando vivermos
nela, e portanto, é melhor gozar
esta vida e não a próxima.

Ruben da Fonseca, 12º ano,
Bellinzona, Suíça




BRINCANDO COM AS PALAVRAS

Nora nasceu num navio.
Laura levou livros limpos, ligando luzes.
Paula perdeu papeis para pintar.
Michela Ribeiro, 10º ano, Bellinzona, Suíça

Adriana admitiu amar.
Valentina viu vacas voarem.
Laura leu livros loucos.
Valentina Marques, 10º ano, Bellinzona, Suíça


Catarina come carne com cebola crua.
Paulo pede para pintar paredes pretas.
Tânia tem tantas tartarugas, todas tontas.

Gabriela Afonso Fernandes, 8º ano, Bellinzona, Suíça



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(Antes do Casamento)

Ela: Tchau, Bernardo!
Ele: Finalmente! Há quanto tempo esperava este momento!
Ela: Queres que vá embora?
Ele: Não! O que é que te passa pela cabeça? Só de pensar nisso tenho arrepios!
Ela: Amas-me?
Ele: Claro! A todas as horas do dia e da noite!
Ela: Já me traíste?
Ele: Não! Nunca! Por que é que perguntas?
Ela: Queres beijar-me?
Ele: Sim, todas as vezes que tiver oportunidade,
Ela: Serias capaz de me bater?
Ele: Estás louca? Sabes como eu sou!
Ela: Posso confiar em ti?
Ele: Sim.
Ela: Querido…

7 anos depois - basta ler de baixo para cima.
Traduzido do italiano por Stefano Carvalho França, 9º ano, Mendrisio, Suíça


UMA VIAGEM À REPÚBLICA DOMINICANA

Dia 27 de Outubro fui à República
Dominicana, foram 12 horas de avião
com escala na Jamaica e, quando lá
cheguei, o fuso horário era de menos 6
horas.
Adorei estar lá. O mar estava um
bocadinho sujo porque tinha passado o
furacão, estava cheio de algas.
Felizmente, nos últimos três dias voltou
a ficar transparente, com água quentinha
e areia fininha.
Fomos visitar a Fábrica de charutos, a
sepultura de Cristóvão Colombo e a
capital Santo Domingo. Em algumas
áreas da cidade há muita pobreza, mas
noutras, mais ricas, há lojas, escolas
privadas, restaurantes de luxo, pontos
de venda de Ferrari e Porsches…
Visitámos o Palácio Presidencial, uma
Catedral, o café Hard Rock, o Museu
dos Descobrimentos, lojas e mercado do
peixe.
Almoçámos numa caverna com comida
típica do local.
O hotel onde ficámos alojados era muito
grande com restaurantes mexicano,
brasileiro, japonês, italiano e
internacional, com piscina, a praia logo
ali perto e muitas palmeiras com cocos.
Conheci muitas pessoas com quem pude
praticar francês, alemão, inglês e
espanhol.
Andei de canoa, catamarã, windsurf, e
dancei as danças das Caraíbas.
Gostei muito destas férias e espero lá
voltar outra vez.
J oana Marcelo, 10º ano, Lugano,Suíça


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(Comentário ao filme HOOLIGANS) 5

No filme que vimos na aula pode-se ver
a realidade de lugares existentes no
mundo, e que as pessoas nunca são o
que parecem.
As claques que assistem aos torneios ou
jogos de rugby são muito violentas e
agressivas para com os outros fãs e, às
vezes, ao acabarem os jogos, esperam
uns pelos outros fora do estádio para se
baterem. Ao ver algumas cenas do filme
fiquei mal disposta, porque, se eu for
ver um jogo de futebol, mesmo que
insulte as outras claques, ao sair, não
me vêm bater. Notei uma mentalidade
totalmente fora do comum e fiquei
muito impressionada também ao ver
toda aquela gente de Londres a bater
uns nos outros, enfim, parecia uma
coisa que se fazia todos os dias, eram
especialistas. Mas especialista não era o
protagonista do filme, que nunca tinha
batido em ninguém, nunca tinha
participado numa briga e nunca teria a
mínima chance de se pegar com alguém
de outra claque.
Não faz sentido andar ao murro com fãs
de outras equipas só porque a tua equipa
perdeu. Estragam-se momentos de vida
que poderiam ser belos e, no final,
podiam ir todos a um café e beber uma
cerveja juntos. E achei irresponsável um
pai levar para uma briga destas o filho
de 12 anos, que acabou por sofrer as
consequências, sendo morto. E, apesar
de o seu pai matar o responsável,
compreende-se que a violência e a
vingança não são a solução: não trazem
o filho de 12 anos de volta à vida e
causa-se a mesma dor a pessoas
inocentes que não o merecem, como a
família das vítimas.

Um belo exemplo de desportivismo e
classe deram os portugueses, tanto os
jogadores como todo o povo, depois da
final do Campeonato Europeu de
Futebol em 2004, jogada em Portugal:
apesar de terem perdido, ficando em
segundo lugar, os portugueses juntaram-
se à alegria dos gregos e saíram pelas
ruas nos seus carros, a apitar e a abraçar
os poucos gregos que havia em
Portugal. Foi uma bela lição que o
nosso povo deu ao mundo e dele se
falou com admiração em todos os
países. É caso para perguntar:

“QUEM FOI REALMENTE O
VENCEDOR, NESTE CASO?”

Soraya Almeida, 11º ano, Gisella Pires, 12º ano, Lugano, Suíça



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Crítica Jornalística ao romance “3096 dias”
de Natascha Kampusch

Uma história de sobrevivência

Qual é o resultado de um rapto?
Traumas… Memórias que nos
avivam os pesadelos todas as
noites, quando não se consegue
sequer dormir. Sobressaltos com
cada pequeno barulho, com
cada passo que se ouve, com
cada porta a ranger, pois nos
relembra do medo que
trespassava o nosso corpo
quando ele abria a porta,
sabendo que nos tinha tirado
todo o controlo, toda a
dignidade. Mas Natasha
Kampush percorreu um caminho
diferente.



Daquilo por que ela passou, saiu
um conto de sobrevivência
absolutamente inesquecível. No
livro “3096 dias“, escrito por
ela, podemos observar todos os
episódios que Natasha
experienciou entre 1999 e 2007,
em que relata todos os abusos
físicos e mentais a que foi
exposta, enquanto encarcerada
numa casa durante 8 anos, com
uma única pessoa para se
relacionar, o sequestrador.
Aplaudo a sua coragem, pois foi
capaz de reabrir as suas feridas
para se expor ao mundo,
completamente vulnerável,
inspirando e encorajando as
pessoas para enfrentarem os seus
problemas. No seu livro capta o
ambiente, causando-nos arrepios,
e fazendo-nos compreender o
melhor possível como é estar
naquela situação. É
absolutamente fantástico.

Ana Corte-Real Mira, 9º A

Associação Escola 31 de Janeiro






Síndrome de Estocolmo – sentimento de empatia para com o raptor,
desenvolvido pelos reféns ao longo das horas de ânsia em que se encontram
aprisionados. Foi em Estocolmo que, após um assalto a um Banco, em que
numerosos reféns passaram horas angustiantes, os investigadores se
aperceberam deste sentimento coletivo que leva os reféns a simpatizarem com o
sequestrador. Daí o seu nome. Já nos anos setenta, esta síndrome levou a filha
sequestrada de um milionário americano, Patricia Hearst, a tomar o partido dos
raptores e juntar-se a eles em atos terrorísticos. Natascha Kampusch também
ficou abalada quando soube que o seu raptor se tinha suicidado.


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Cerimónia de entrega da Cruz de Ferro
a um ex-combatente da Guerra Colonial

Lembro-me bem desse dia, foi após o
25 de Abril, era um triste e deprimente
dia de chuva: o céu chorava litros e
litros de lágrimas. Se calhar chorava
porque estava triste pela imensa perda
de vidas ou estava simplesmente
desgostado pela estúpida celebração em
honra das pessoas que conseguiram
matar mais pessoas.
Só sei que nesse dia me sentia mal,
triste, como se o peso das pessoas que
vi morrer e que contribuí para matar
penetrasse no meu peito, congelando o
meu coração.
Estávamos todos em fila, à espera de
receber os nossos “prémios”.
Finalmente chegou a minha vez, o
capitão estava a falar das minhas ações,
orgulhoso do meu trabalho, exaltando as
minhas qualidades. Eu pensava que tudo
isso era uma palhaçada (e ainda o
penso).
Enquanto o capitão falava, as
lembranças do sangue, dos homens, dos
gritos, das caras, voltaram-me à
memória. A minha cabeça era um filme
de horror. Fiquei todo branco e tinha
vontade de vomitar, mas consegui ficar
calmo.
Quando o capitão acabou de falar,
pegou na famosa Cruz de Ferro e,
chegando-se a mim, olhou-me nos
olhos. Eu recebi-a; fiquei quase um
minuto a olhar para ela. Apanhei o
microfone e fiquei em silêncio a pensar
naquilo que iria dizer.


Comecei:
“Queria agradecer a todos por esta
honra, mas eu não posso aceitar. Não
posso aceitar um prémio por ter
matado outros homens. Vi muitas
coisas quando fui para Angola e
aprendi muito. Mas há uma coisa que
não posso esquecer e que não quero
esquecer: o cheiro do sangue, o medo
de morrer, a visão de corpos mutilados.
Não quero receber um prémio por ter
contribuído para um massacre. Os
homens não são objetos”.
Acabando de dizer as minhas palavras,
agarrei na Cruz de Ferro e dei-a ao meu
capitão. Olhei o público e desci as
escadas do palco. Dei uma última
olhada à bandeira portuguesa e, com as
lágrimas nos olhos, saí do edifício e
voltei para casa onde, apenas chegado,
me deitei na cama e dormi, não um sono
tranquilo, mas um sono cheio de
pesadelos e de lembranças de Angola.

Bruno Tiago Veiga Gato, 12º ano, Lugano, Suíça



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“A Gaiola Dourada" é o primeiro filme
do realizador Ruben Alves, um
lusodescendente, que quis assim fazer
uma homenagem, brincando com os
estereótipos da comunidade portuguesa
que emigrou para a França a partir dos
anos 60. Pessoas que fugiram de
Portugal ao regime de Salazar e foram
tentar a sorte e lutar pela vida
emigrando. Foi conseguida a partir
duma observação diária dos pais,
familiares e amigos.
“A Gaiola Dourada" é uma
comédia sobre uma família de
emigrantes portugueses em Paris. Rita
Blanco e Joaquim de Almeida são as
estrelas que protagonizam um casal de
emigrantes portugueses que labutam há
mais de trinta anos em Paris. Ela,
porteira, ele pedreiro.
Trabalhavam quase 24 horas por dia e
estavam sempre à disposição





de todos. Não tinham uma vida
própria!
A irmã queria abrir um restaurante que
se chamaria "Os Dois Bacalhaus”, mas
não sabia cozinhar...Jogavam a patela,
viam os jogos das equipas portuguesas,
comiam pastéis de bacalhau... e
trabalhavam arduamente! Certo
dia, com a morte do irmão do
protagonista, herdaram a espetacular
quinta do "Namu" com alguns hectares
de terreno no Douro. Pensaram em
regressar, mas não sabiam como
comunicar aos patrões... Seriam
insubstituíveis?! A partida deixa os
patrões, familiares e amigos numa
grande aflição.
Com este filme, Ruben Alves
gostaria de transmitir aos franceses
como nós, portugueses, realmente
somos, dedicados a qualquer tipo de
trabalho, agarrados às tradições,
costumes e aos sonhos, naturalmente!
Além de Rita Blanco e Joaquim de
Almeida, o filme conta no elenco com
Maria Vieira, Bárbara Cabrita, Jean
Pierre Martins, Jaqueline Corado
Silva, Alex Alves Pereira, e um
maravilhoso elenco de atores franceses.
O filme foi rodado em Paris e
mostra também a magnífica
paisagem do Douro em Portugal.
Já foi visto por 1,8 milhões de pessoas.
Bateu todos os recordes de bilheteira!
Não percam, vale a pena ver!


Janine Coelho

Reutlingen (Alemanha)





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Lições da Selva
Provérbios africanos com animais


“Ngwana a ka feta gare ga molete wa tau”
A criança passa na toca do leão.
(Provérbio Northern Sotho que avisa que os
adultos devem escutar o que dizem as crianças.)


“Go diega ga tshwene k ego gadima morago”
O macaco será apanhado se olhar sempre para
trás.
(Provérbio Northern Sotho que lembra que
devemos seguir em frente nas nossas vidas e não
reviver o passado.)



“Ku dlokodla mfutsu”
Atiçar uma tartaruga.
(Provérbio Tsonga usado para alertar
alguém.)

“Ku ba ndlopfu hi xibakele”
Atacar um elefante com o punho.
(Provérbio Tsonga que refere alguém que
causa pouca impressão.)


“Ku va ni mahiri ya lampfana”
Ter as manhas de um camaleão.
(Provérbio Tsonga que descreve uma pessoa
falsa.)







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“Impungushe kayivalelwa nezimvu”
O chacal não pode estar no mesmo curral com as ovelhas.
(Provérbio Zulu que significa cautela. Há coisas e pessoas
que não se devem juntar.)

“Nala Kungekho qhude liyasa”
Mesmo quando o galo não está presente, o dia amanhece.
(Provérbio Zulu usado quando uma pessoa se considera
indispensável.)

“Ingwe ikhotha amabala ayo amhlophe”
O leopardo lambe as suas manchas brancas e também as negras.
(Provérbio Zulu que descreve que a justiça deve ser igual para todos.)

“Akunyoka yakhohlwa ngumgodi wayo”
Não há nenhuma cobra que esqueça o seu buraco.
(Provérbio Zulu que refere que não há lugar como a casa e que quando a vida se complica,
retornamos ao lar. “Lar doce Lar”)

“Unebhungan’ ekhanda”
Ele tem um escaravelho na cabeça.
(Provérbio Zulu usado para descrever alguém que tem um comportamento estranho.)






“Iqaqa aliziva Kunuka”
A doninha não tem perceção do seu cheiro.
(Provérbio Xhosa que lembra que as pessoas são cegas
perante as suas fraquezas.)

“Intaka yakha ngoboya bezinye”
O pássaro contrói o ninho com as penas de outros.
(Provérbio Xhosa que explica que devemos trabalhar
coletivamente para o bem comum.)




Trabalho realizado pela turma A1.2
Shangri-La Academy


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EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS SINÓNIMAS
Em Portugal, conforme as regiões, existem várias expressões idiomáticas com o
mesmo significado. O que se diz quando acontece algo que é raro acontecer?
1. Vou comprar uma garrafa de champanhe!
2. Vou deitar foguetes!
3. O rei faz anos!
4. Caiu um santinho do altar! (Norte)
5. Deve estar um burro caído no meio da estrada! (Norte)
6. Deve chover água de pedra! (Alentejo, Algarve)
7. Qualquer burro morre prestes! (Alentejo)
8. Caiu-te um dente! (Algarve)
9. Uma alminha subiu ao céu! (Madeira)
10. Cai um burro do céu! (Madeira)



A mesma expressão idiomática noutros países:

“Vai chover!” - Brasil
“Domani nevica.” – Amanhã neva. Suíça italiana (neva pouco)
“Es passiert alle J ubeljahre” - Acontece em todos os anos de jubileu.Alemanha
“Ça se fête!” - Isto festeja-se. França
“Out of the blue” / “Flash in the pan” Inglaterra, África do Sul
Trabalho de grupo, África do Sul e Suíça


A D I V I N H A
Bichinha magra de um olho só,
Pegam-lhe na cauda, dão-lhe um nó.
Depois obrigam-na a perfurar
Mil tuneizinhos até se cansar. (solução na pág. 32)



14



A lenda da Kianda (Angola)

O povo angolano acredita em sereias.
Estes seres sobrenaturais podem fazer o bem e o mal.
Transmitem o medo mas também cultivam o amor.
Pelo menos é nisso que se acredita. Em Kimbundo,
língua Bantu falada em Angola, a sereia é conhecida
como Kianda.
Cada rio, cada lago, cada poço, cada reservatório de
água pode ter uma Kianda.
Mas a rainha das Kiandas mora no mar. A sereia das
sereias! Ela é a mais poderosa de todas as Kiandas. É
amada, venerada e não há pescador que não lhe ofereça
uma prenda ou procure a sua atenção.
Dizem que a Kianda morava nos rochedos, ao redor da
Fortaleza de São Miguel, perto da Praia do Bispo, em Luanda. Um dia, Kianda vagava sozinha quando
viu um pobre pescador que andava triste e sem esperanças. Num momento de bondade, mostrou-lhe
um tesouro escondido que só ela conhecia.
O homem enriqueceu da noite para o dia, mas ao mesmo tempo tornou-se egoísta e avarento. Passou a
usar esse dinheiro para seu próprio proveito sem se preocupar com mais ninguém.
Kianda, que o acompanhava de longe, não gostou nada do que viu. Resolveu dar-lhe uma
lição e fez o tesouro desaparecer deixando o pescador mais pobre do que antes.
Decepcionada, Kianda jurou que jamais ajudaria outro h omem e em retorno passou a enfeitiçar com
seu canto, a todos os que se aproximassem de suas águas, prendendo-os no fundo do mar.
Há quem diga que Kianda passeia pelas aldeias à noite encantando vilas inteiras. Há quem jure
pelo “sangue de Cristo”, que já ouviu o som da rainha das sereias e o ladrar de cães ou mesmo o cantar
de galos vindo de uma aldeia condenada a viver para sempre no fundo das águas.


Pesquisa de:
J osé Cassemene
Queens High School
África do Sul


ACRÓSTICO

NO MEIO
DO UNIVERSO
NINGUÉM
PODE
SOBREVIVER (soluções na página 32)

Daniela Faria Carvalho, 7º ano, Lugano, Suíça


15

A CIDADE DE LIXO

Já pensaram no que acontece ao nosso lixo, depois de ter sido levado para o
contentor? Há lixo que é reciclado…Mas o restante?

No outro dia, na escola, o professor
mandou-nos ler um conto de um livro
que fala sobre isso. O livro chama-se:
“Stranieri come noi” (Estrangeiros
como nós), e o autor é Vittorio Zucconi.
É um jornalista que, por causa do
trabalho, teve de viajar muito e viveu
muitas experiências.
O conto é de alguns anos atrás:
O jornalista, e alguns colegas seus,
tinham sido enviados para fora do país,
para fazer uma reportagem no México.
Com os seus 9 milhões de habitantes, o
México era um país diferente dos
outros, porque se em Portugal, na Suíça,
en França… etc, o lixo que não é
reciclado, é levado para lugares
apropriados, no México não existia
nenhum lugar apropriado e muito
menos reciclagem. O lixo era
simplesmente levado para fora, a alguns
quilómetros da cidade e depositado
onde houvesse lugar para ele (campos
desertos). O lixo era tanto que chegava
a ter a altura de casas ou até de grandes
prédios.
O jornalista e o seu colega tiveram de ir
visitar essa área. Por pouco, ambos não
desmaiaram ali pelo mau cheiro.
Poucos passos mais adiante
encontraram uma menina, o jornalista
tentou perceber a idade dela, mas por
causa da má nutrição, isso tornava-se
impossível. A menina podia ter cinco,
oito ou até dez ou doze anos de vida.
Ela contou-lhe que aquele era o lugar
onde tinha nascido, que os seus pais
tinham morrido e que se chamava Ida.
Contou-lhe também que só as pessoas
com mais sorte conseguiam viver até
aos 30 anos. Ida vivia recolhendo
objetos do lixo, passava dias inteiros a
pegar em coisas que se podiam utilizar
de novo porque ainda estavam em bom
estado.
À tarde, depois de Ida e os outros terem
remexido na “multidão” de lixo, vinham
até eles uns senhores com uma carrinha.
Esses senhores compravam a baixo
preço o que tinha sido encontrado ao
longo do dia, para depois irem à cidade
vender novamente o que tinha sido
encontrado, a famílias pobres a um
preço superior ao da compra.
Ida ganhava uma média de 12 a
30dólares ao ano.
Aqui está uma foto da cidade do lixo:




Felizmente, o México já há alguns anos
está a tomar providências.
Para o bem de todos, havíamos de
pensar mais no que pomos no contentor
do lixo.

Letícia B. Moreira, 9º ano, Lugano,
Suíça


16

A MADEIRA
A Madeira é uma ilha que pertence ao
Arquipélago da Madeira e faz parte de
Portugal. O seu nome deriva de uma
lenda que conta a sua descoberta em
1419.
A lenda conta que, quando a Madeira
foi descoberta, os marinheiros não
conseguiram entrar na ilha porque esta
estava coberta de árvores que faziam de
obstáculo. Então os marinheiros tiveram
que deitar fogo às árvores, que arderam
durante 100 anos.
A Madeira é uma ilha que vive do
turismo, por causa da sua beleza e do
clima. Este é quase tropical, húmido e
com temperaturas entre os 15 graus no
inverno e os 25, 30 no verão. O clima
da Madeira permite a sobrevivência de
plantas magníficas como as estrelícias e
também faz com que frutos como
bananas, maracujás, cerejas… sejam
muito mais saborosos que noutros
lugares.
A ilha da Madeira é uma ilha vulcânica
e por isso tem poucas praias de areia e
muitas com pedras.
A capital da Madeira é o Funchal e aí
estão o aeroporto e o porto da Madeira.
As pessoas que vão à Madeira muitas
vezes voltam porque gostam dos
arraiais, que são festas com barracas
que vendem “ponchas” (bebida
alcoólica típica madeirense com mel e
limão) e cerveja, e cada barraca tem a
própria música. E também voltam por
causa da flora da Madeira que é muito
linda - no “Bailinho da Madeira” há um
verso que diz: “A Madeira é um
jardim…”
Ivan Schneider, 10º ano, Mendrisio,
Suíça








17


Testemunhos de portugueses no mundo - Goa
Os portugueses deixaram Goa há
50 anos, mas ainda há fado, eu
adoro a Carminho; futebol: vejo
todos os jogos em que Portugal joga
pela satélite, que o meu avô montou
no nosso quintal, e Fátima, onde
fazemos todos os anos em maio
uma procissão com um lindo andor
todo enfeitado com orquídeas
brancas em honra da Nossa Senhora
de Fátima. Eu moro em Goa na zona
de Margão e aprendo português
como quarta língua. A primeira é o
inglês, a segunda é hindi, a terceira
é o concanin.

Foi a 18 de dezembro de 1961 que
Goa deixou de ser portuguesa,
depois de 450 anos de colonização.
Cinquenta anos depois, a presença
de Portugal ainda não foi
esquecida. Ainda se canta fado e se
festeja o Santo António com
marchas, arraial, sardinhas e tudo!
Os meus trisavós falavam a língua
de Camões: A cultura portuguesa
em Goa continua muito viva! Do
passado, ainda existem vários
monumentos, jardins com nomes
de personalidades portuguesas
como Garcia de Orta (que morreu
em Goa em 1568), e ruas com
nomes de navegadores portugueses
e escritores famosos principalmente
no comércio; a arquitetura colonial,
a gastronomia, um núcleo
sportinguista, onde jogo badminton;
as igrejas católicas, onde se reza
com profunda devoção a Nossa
Senhora de Fátima.
O meu pai, quando foi de barco a
Portugal, trouxe uma estátua que foi
benzida e foi oferecida à igreja
católica de Margão. Nos fins de
semana aprendo a doutrina em
português e danço no rancho "Os
Minhotos ". No museu nacional há
uma estátua de Luís Vaz de Camões
em bronze, com três metros de
altura. Delicio um pastel de nata
tipicamente português no "Café
Central" , corto os meus cabelos na
"Barbearia Real", e compramos o
famoso bacalhau, azeite, vinho do
Porto e outros produtos portugueses
na “Loja Gomes”.
Sou um grande fã de Cristiano
Ronaldo .
Convido-vos a uma viagem a
“Portugal" que ainda sobrevive em
Goa, e a conhecer os nossos usos
costumes, tradições, praias...

Filipe Diogo Teixeira (14 anos)

Liceu S. John, Goa ( Margão ), Índia

Igreja em Goa


18



Fala-se muito no conceito de globalização, de aldeia global, da tendência à
homogeneização sócio-cultural no mundo devido à integração entre os países e as
pessoas do planeta inteiro.
É verdade que ao viajar pela Europa verificamos que as pessoas se vestem de forma
semelhante nos diferentes países, veem os mesmos programas americanos, jogam os
mesmos jogos na internet e usam as mesmas redes sociais. Facilmente comunicamos
com a nossa família, mesmo estando a quilómetros de distância, e em poucas horas
atravessamos meia dúzia de países tudo graças às novas tecnologias. Para nós, o mundo
é pequeno e, de facto, à primeira vista, não existem diferenças culturais significativas.
Porém, como disse John Travolta no seu papel de Vincent Vaga em Pulp Fiction, a
coisa mais engraçada na Europa são as pequenas diferenças: existem as mesmas coisas
por todo o lado, mas depois há sempre uma pequena diferença.
Pois bem, se houve algo que eu aprendi durante o ano de Erasmus em França, foi isso
mesmo. Seria de esperar que tivéssemos valores morais semelhantes, que todos
falassem inglês, talvez que até comêssemos o mesmo género de comida.
Bastou uma semana para verificar que embora o inglês seja realmente a língua global
não nos podemos fiar que seja falado em todo lado e que falar a língua nativa do país
onde estamos pode ser absolutamente essencial para a nossa sobrevivência. Sem falar
francês não compreenderia as aulas, os testes, não poderia mesmo ir às compras ou
perguntar o horário dos autocarros.

Quanto à comida: talvez a base fosse a mesma, mas quantos novos temperos, novos
acompanhamentos, novos modos de cozinhar fiquei eu a conhecer. E como
estranhávamos alguns dos pratos típicos uns dos outros! E se por cá o azeite é um
elemento indispensável na cozinha, como poderia imaginar haver países onde tal será
utilizado uma vez em cada 6 meses? O mais extraordinário para mim foi, no entanto, o
papel das refeições na sociedade. Para os sul-europeus comer sozinho era algo penoso,
vergonhoso, impensável. Já para os da Europa central parecia ser a coisa mais natural do
mundo; o importante não era sociabilizar e conversar, mas antes despachar a comida e
prosseguir para uma tarde ocupada.
Mas o mais incrível eram os diferentes valores sociais. Para cada país uma nova e
bizarra (aos olhos de cada um de nós) maneira de ver a vida. Na Alemanha parecia
reinar o Carpe diem, sendo que cada dia era vivido de uma forma independente
esperando aproveitar cada nova oportunidade que surgia da melhor forma para si. Já na


19

Roménia era a ideia de formar uma família que vinha em primeiro lugar; procurar um
bom emprego, um bom marido o mais cedo possível para tornar esse sonho numa
realidade. Por sua vez, na Itália, o estudo e as oportunidades culturais pareciam ser os
grandes favorecidos. Do Brasil vinha a incrível curiosidade e ansiedade de conhecer a
Europa, visitar cada canto, sentir a pesada história que esta carrega sobre os seus
ombros.
Até o silêncio acarretava um significado diferente. Penso que para nós, portugueses, era
um misto de desconfiança e intimidade. Para outros parecia valer ouro … e, por vezes,
era visto com o peso da insanidade e medo.
Cada povo tinha as suas manias. Todos pudemos aprender a pôr os estereótipos que
trazíamos connosco de parte, apenas para trazermos novos, mais sedimentados lugares
comuns sobre os países com que convivemos. Porém, sabemos agora que somos um
pouco diferentes e que, mesmo que consigamos compreender algumas dessas variações
culturais, teremos de as respeitar. No fim de contas, se não o fizermos pelos outros,
quem o fará por nós?
Sara Mira, estudante do 4ºano de Medicina em Lisboa, no seu ano de
Erasmus em Toulouse, França










QUEM É
ALEXANDER PEREIRA?
Austríaco, durante mais de 21 anos intendente da Ópera de Zurique, que conseguiu
elevar a fama mundial, em seguida diretor do Festival de Salzburg e, a partir de
Outubro de 2014, intendente de uma das mais famosas Casas de Espetáculos do
mundo: La Scala, de Milão.
Mas quem é este austríaco com apelido português? Nascido em Viena de Áustria em
1947, estudou comércio e canto. Trabalhou em Londres e Frankfurt. ]É descendente
de uma família aristocrática portuguesa que emigrou de Portugal em 1720 e se
instalou em Viena. Curioso o facto de ainda manter, passados quase três séculos,
apelido português.
LA SCALA, MILÃO


20

J oana Vasconcelos
Joana Vasconcelos nasceu em
Paris em 1971, é uma artista
plástica portuguesa. Vive e
trabalha em Lisboa no circuito
internacional da arte
contemporânea. Joana
Vasconcelos fez várias obras de
arte, das quais se
realça

«A Noiva» feita com milhares de
tampões; «Marilyn » feita
por imensas panelas; «Watson»
um gato de cerâmica terminado
em croché,
«Blue Champagne» feita por
milhares de garrafas, o cacilheiro
chamado «Trafaria Praia» que
serviu de pavilhão de Portugal na
bienal de Veneza em 2013, que
por ela foi todo restaurado. O
exterior é feito com um painel de
azulejos em azul e branco,
pintados à mão pela artista, que
reproduz uma vista
contemporânea de Lisboa da
Torre do Bugio á torre Vasco da
Gama. Contempla também o
sismo de Lisboa de 1755. No
interior existe um ambiente à base
de têxteis, elementos luminosos,
uma série de valquírias, lâmpadas
LED, podendo assim o visitante
ter uma experiência tanto
intelectual como sensorial da arte
em movimento! Também existem
variadas interpretações musicais,
desde o fado à música electrónica.
Estes são os meus preferidos: A
Noiva, Marilyn, Watson, Blue
Champagne e Trafaria Praia. Se
ficaram curiosos, podem consultar
todas estas maravilhas na net.

Foi uma experiência
enriquecedora ter visitado com os
meus pais e irmão a exposição no
Palácio da Ajuda. Foi como se a
escultura tivesse uma vida própria.
Foi fantástico !

Sara Teixeira, 11 anos, 7º ano

Liceu Passos Manuel, Lisboa


21

DESPEDIDA

Meu pai, porque partiste?
Não sou poetisa brilhante,
Podes crer, é verdade.
Recordo sim, a cada instante,
A tua eterna bondade.
Uma saudade sentida,
Que se transformou em dor.
Porque partiste desta vida,
Porque me deste este ardor?
Longe de ti e do teu amor,
Sinto-me só, tão diferente.
O meu peito arde de saudade
De não estares presente.
Os teus livros gritam,
Os teus relógios não dão horas,
As tuas canetas palpitam
E sinto que também choras…
Tento abraçar-te em vão,
Quero-te de novo, mas não posso!
Vibra, sim, meu coração,
Por tudo que foi tão nosso.
Meu pai, porque partiste?
Sabina Rebelo, Reutlingen, Alemanha


22



Há quem trate o surf como um
desporto. Há quem faça exactamente
o oposto. Claro que é um desporto:
remamos, manobramos e remamos
outra vez de volta ao sítio perfeito
para apanhar a onda – o pico. Mas, e
os desenhos que um surfista faz
quando rasga as ondas a alta
velocidade, atirando água a enormes
distâncias? Se são desenhos, é arte, ou
não?
As pessoas de fora pensam que os
surfistas gostam todos do mesmo tipo
de ondas. Mas tal como há diferenças
de gosto fora de água, estas também
existem dentro da mesma. Há ondas
gordas e moles, ondas rápidas e
tubulares, tantas ondas, tantas ondas.
E o que define o surf é precisamente a
busca da onda perfeita. Portanto, se




































há autocaravanas que percorrem
todo o mundo à procura da tal onda
perfeita, então o surf é um estilo de
vida, ou não?
Eu sou, sem dúvida, uma defensora
do “não existe desporto como o surf”,
porque não existe mesmo. É, talvez, o
desporto mais simples de todos: nós,
(pessoas), e ele (o mar), unidos por
uma tábua que desliza. Mas,
simultaneamente, é o desporto mais
complexo: é a união com a Natureza,
com os restantes seres do mar
(porque nós também o somos) e é a
grande condicionante da nossa vida:
se há ondas eu vou é surfar, o resto
pode esperar.”

Inês Mira, estudante do 2º ano de

Marketing em Lisboa


23



QUEM FOI O ABADE PORTUGUÊS

JOSÉ CUSTÓDIO FARIA?

Este abade português foi um dos prisioneiros do célebre Castelo de If, fortaleza construída por
volta de 1500, que domina o golfo de Marselha e foi cenário do romance “O CONDE DE
MONTECRISTO”, de Alexandre Dumas (pai). Este inspirou-se no abade Faria para criar uma
das personagens que aconselha o protagonista Edmond Dantès, na prisão.
O abade Faria era um monge católico, nascido em Goa, pioneiro do estudo científico do
hipnotismo. Compreendeu que funcionava com o poder da sugestão. Continuou os estudos no
Vaticano, onde se doutorou, dedicando a sua dissertação à rainha portuguesa D. Maria I.
Envolveu-se na Conjura dos Pintos, em Portugal, e partiu para Paris. Aqui tornou-se líder de um
dos batalhões revolucionários, assumindo o comando do famigerado 10 do “Vendémiaire”, que
atacou a Convenção Francesa, levando à sua queda.
Em 1797 foi preso, por motivos desconhecidos, em Marselha, e foi enviado pelo tribunal para o
Castelo de If, aí ficando em isolamento. Enquanto preso, treinava-se constantemente com
técnicas de autosugestão. Após um longo período de prisão neste Castelo, foi libertado e
regressou a Paris. Em 1811 foi nomeado Professor de Filosofia na Universidade de Nimes.
Provocou grande polémica com o seu livro “Da Causa do Sono Lúcido no estudo da natureza do
Homem”, publicado em 1819, sendo imediatamente acusado de charlatanice.
Morreu em Paris em 1819 e o seu túmulo encontra-se algures em Montmartre, anónimo e
desconhecido.


CASTELO DE IF



24

Teste de inteligência

1. Quando é que se pode entrar sem perigo na jaula de um leão?
2. O que é que se cria sem comer?
3. O que é que é pequeno em Lisboa e grande no Brasil?
4. O que é que nunca está no princípio e nunca está no fim?
5. O que é que, mesmo sendo nosso, só é usado pelos outros?
6. O que é que existe 3 vezes em um momento, duas vezes num
minuto e só uma vez numa hora?
7. Quando estamos em pé, ele está deitado, quando estamos
deitados, ele está em pé. O que é?
8. O que é que cai de muito alto, mas não se aleija?
9. O que é que vai e vem, sem nunca sair do seu lugar?
10. O que é que o Porto tem no meio?


Vê o resultado nas soluções, na página 32
Aí também podes ver o teu grau de inteligência

cedido por Alessia Machado Sampaio e Diana Fernandes Pereira, 7º e 8º anos,
Locarno, Suíça







CURIOSIDADES SOBRE O ANO NOVO
O Ano Novo passou a ser comemorado no dia 1 de Janeiro de 1582, quando as
nações cristãs adotaram o calendário criado pelo Papa Gregório VIII da era cristã
Antes disso, festejava-se o recomeço do ciclo anual no período que equivale ao
atual 23 de Março (a comemoração durava 11 dias). Havia uma lógica para a
escolha dessa data, feita pelos babilónios 2000 anos antes da era cristã: o final de
março coincide com o início da primavera no hemisfério norte (onde ficava a
Babilónia), época em que novas safras são plantadas. Daí a ideia de recomeço.
Foram os romanos que determinaram, aleatoriamente, que o Ano Novo deveria
ser comemorado dia 1 de Janeiro.
O dia 1 de Janeiro foi reconhecido como Dia do Ano Novo, com a introdução do
calendário gregoriano na França, Itália, Portugal e Espanha em 1582. Mesmo em
países não cristãos ele foi adaptado às próprias tradições ou adotado apenas para
uso civil, mantendo-se outro calendário para fins religiosos.
Os chineses, judeus e muçulmanos usam calendários diferentes e, por essa razão,
celebram o Ano Novo em datas diferentes.
O último lugar do mundo a festejar o início do Ano Novo é a ilha de Samoa, no
Oceano Pacífico.
Fonte: Jornal da Região, Cascais-Oeiras


25

O REI DANTE

Era uma vez
Um rei português.
O nome dele era Dante,
Era muito elegante.

Encontrou uma bela rapariga
E cantou-lhe uma cantiga.
Ela teve um desgosto,
Naquele mês de agosto.

Dante tentou novamente,
Ela mostrou-se contente.
Depois veio o casamento,
Esse grande evento

Fabio Santos Monteiro, 8ºano, Mendrisio, Suíça

FANTASIA

Do outro lado do mar
Estava um barquinho a navegar
E a cintilar,
Como uma estrela a brilhar.

Se tocares nela,
Nem é quente nem é fria.
É pura e simples fantasia!

Lara e Pedro Esteves, 9º e 7ºanos, Mendrisio, Suíça


O CARACOL

Com este lindo sol,
Saiu um bonito caracol.
Tirou a cabeça fora da sua casa
E viu um pitinho
Que tinha perdido a asa.
Foi socorrê-lo o mais rápido possível,
Chegou lá com uma rapidez incrível.

Hernâni Esteves Pinto, 8º ano, Mendrisio, Suíça




26

As Curvas do R
Quem desarrumou
O que estava arrumado?
Quem arrumou
O que estava desarrumado?

Com esta história rimada
Perdi o rumo.

E para resolver
Como é que vou refazer?
Versos rimados
Que não estejam desarrumados.

Será que o Rui
Me pode ajudar com as rimas?
Ou vai ter de ser a Rosário,
Mulher do Rei Raul?

Quem será?
Não me dão respostas!

Vou ter de retomar
Os versos desarrumados.
Então vamos rever
E ver se pode ser:
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Quem desarrumou
O que estava arrumado?
Quem arrumou
O que estava desarrumado?

Agora que reli
Já vejo que pode ser.
Uns versos aqui,
E outros ali.

Agora percebi que este poema
Não está desarrumado.
Já parece que foi escrito
Por alguém renomeado.

E este som que se repete
É o som <rr>
Que eu escolhi
Para refazer o que vai
Na minha cabeça.

Inês Rosa, 6º A
Associação Escola 31 de Janeiro,
Parede

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Poema em T
Beatriz tenta ser divertida. Tânia foi torcida por um gigante
Beatriz, tontinha, conseguiu ser divertida A comer tortilha.
Tiago conseguiu ser fotógrafo Tiago conseguiu ser fotógrafo
Tânia tenta ser torcida. Beatriz e Tiago detestaram
Tiago tenta ser fotógrafo. Que Tânia fosse torcida,
Beatriz, Tânia e Tiago Agora torcem pelo Sporting.
Estão fartos de tentar.
A Tatiana na cama a deitar-se Tatiana, atordoada,
Deixa a torneira a gotejar Sonhava que estava
Na autoestrada
Miguel Silva, 6ºA, Associação Escola 31 de Janeiro, Parede, Portugal


27

POEMA

Eu, desde o primeiro dia que te vi,
Perdi a cabeça.
Vejo-te em todo o lado,
Não consigo mais estudar.
Penso em ti de dia,
Sonho contigo de noite.
A tua beleza faz-me endoidecer.
Quando te quero falar,
Não me saem as palavras da boca.
Não te trocaria por nada,
Tu és a minha razão de viver.
Michael Cardoso Pinto, 5º ano, Locarno, Suíça, com a colaboração de sua irmã Jennifer

POEMA SIMPLES

De noite no eirado
Come-se cabrito assado.
Ao pequeno-almoço,
Come-se o tremoço,
E ao almoço come-se
Azeitonas sem caroço.

Samuel Fernandes Pereira, 5º ano, Locarno, Suíça


PEQUENA ODE A PORTUGAL

Tem Portugal de certeza,
Meu sentimento profundo,
Que, mesmo sem ter riqueza,
Tem paisagens de grande beleza
E a melhor gente do mundo.

Tânia Martins Pires, 5º ano, Locarno, com a colaboração de seu pai



28






















Acróstico



LIVRARIA BERTRAND


Quem é ALBERTO NESSI ? Quem é José Fontana?
Natural do Cantão do Tessino, onde vive, Alberto Nessi foi professor e é um dos melhores
escritores suíços da atualidade. Escreveu poesias, contos para crianças e um romance sobre o
homem que fundou o primeiro movimento operário em Portugal: José Fontana, também ele
originário do Cantão do Tessino, mas filho de mãe portuguesa, de apelido Bertrand. José Fontana
nasceu em Cabbio, numa casa ainda hoje existente. Cabbio fica a 3 km da aldeia onde vive Alberto
Nessi, daí o interesse do escritor suíço, interesse esse que o levou a aprender português, para
melhor investigar a vida do fundador do Movimento Operário em Portugal.
A José Fontana se deve a introdução da semana inglesa em Portugal, i.é., do descanso ao fim de
semana. Até ali, os trabalhadores trabalhavam de sol a sol, durante todos os dias da semana.
Organizou as Conferências do Casino e foi um dos fundadores do Partido Socialista.
O romance sobre José Fontana intitula-se ”Na próxima semana, talvez”, frase muito usada por José
Fontana, quando se sentia desanimado com a falta de colaboração dos portugueses nas
reivindicações dos direitos dos operários. A tradução portuguesa foi editada pela Livraria Bertrand,
visto a mãe de José Fontana ter sido uma Bertrand e José Fontana ter sido gerente da Livraria
Bertrand. Adoeceu com tuberculose e suicidou-se numa sala ao lado da livraria, no nº 15 da Rua
Anchieta, hoje recuperada e chamada Sala do Autor.

A Livraria Bertrand entrou para o Guinness há dois anos, como sendo a livraria mais antiga
do mundo ainda em atividade. Tem 53 livrarias espalhadas pelo país.


29

Descubram o nome próprio e apelido da autora deste Acróstico:

Divertida Jocker
Índia Enérgica
Avião Raposa
Neve Orangotango
Árvore Nascida na Suíça
Italiana
Mula
Oboé (soluções na pág. 32)

_______________ __________________6º ano, Lugano, Suiça

SOPAS DE LETRAS - RIOS DE PORTUGAL (soluções na pág. 32)

Filipa Amaro, 7ºano, Lugano, Suíça


ACRÓSTICO (soluções na p. 32)

Bola é uma palavra bonita,
Rio é muito perigoso
Urso é muito grande,
Nada no Mar Antártico
O gelo cresce no Mar Antártico.
Bruno P. Francisco, 7º ano, Locarno
D O U R O A P R L M

1. Douro
Q M V S V N D G H O

2. Tejo
C A V A D O B A F N

3. Mondego
S J E P I K U L C D

4. Guadiana
V M S A D O L G T E

5. Sado
M A F H C S I Q A G

6. Minho
I T V B M O M K U O

7. Lima
N E R E I D A J G P

8. Ave
H J M G R U F L C F

9. Cávado
O O G U A D I A N A

10. Vouga

11. Mira

12. Côa


30


(soluções na pág. 33)
SOPAS DE LETRAS (SINÓNIMOS DE BEBEDEIRA)
C W O B M U O F I P Z R G P P

1. Bebedeira
A F W U N X J F C O H D A I W

2. Borracheira
R M B R U E G A K A C Ç R T G

3. Embriaguez
D S F T W B O A S S A N A E B

4. Ebriedade
I B P I V E T E A L D H D I E

5. Ebriez
N D O F T T Ç T C V E N N R B

6. Piela
A Ç R R O C M O C A L Z U A E

7. Pifo
A A X I R B B Z O E A Y Z R D

8. Narda
K P E S C A R E W B U I R I E

9. Cadela
F I V R I Z C F W D E L E O I

10. Touca
J M C X D N X H G B A L B N R

11. Nassa
E P F E A I A N E V O D F G A

12. Japoneira
B V D C J V X D A I F V U Ç F

13. Cardina
R B E U Q E L I P D R J G D R

14. Mona
I H Y H V D F O H C H A S P A

15. Torcida
E O D G B X C D G M H P A U F

16. Égua
D K Ç E G U A T H Ç V O W T T

17. Cabra
A C A R R A S P A N A N W A B

18. Pileque
D N H E O P L I K C T E E G H

19. Porre
E J G M D M D C O A B I K H F

20. Puta
L H Y M V D A O H B H R S P A

21. Bruega
H O D O B D C D G R H A A S L

22. Berzunda
I B Ç N R I E T H A V H W N E

23. Carrapata
Z A W A G E Q V B G R E W A I

24. Moca
A N N E O E P O R R E Ç E G P

25. Bico
C H O C A M D C O W B C K S F

26. Nabo
U H Y E M B R I A G U E Z O A

27. Carraspana
O O D G A T A P A R R A C T F

28. Piteira
T K Ç W A I E T H Ç V H W N T

29. Tosga
Z F E B R I E Z B I C O W A B

30. Choca
Trabalho de todos os grupos da Suíça


31

SOPAS DE LETRAS – HISTÓRIA DE PORTUGAL
(Encontra as palavras e lê os acontecimentos históricos referentes a elas)


(soluções na página 34)


R W O B H E N R I Q U E G X P

1. Sebastião
A 1 5 2 0 X J F C O H D A R W

2. 1578
E M E A I N O Y K A R Ç R 1 G

3. 1580
O S F S W B O P F B C E O 5 P

4. Henrique
T A P I E E T E A L L H T 8 O

5. Portugal
T D I 5 U O Ç 6 C V S 0 O 2 R

6.LuisDeCamões
Z Ç R T W C M I O K E 0 T P T

7. OsLusiadas
A A X I S B B A O E Q 8 R R U

K P E S D A R E C B U 5 J I G

F I V R Ç Z B F W E E 1 H O A

J M C X 0 6 5 E G B D L B N L

P 5 8 5 E I A N S V O S F G I

I V D C J V X D A V F V I Ç F

O S L U S I A D A S D D G U R

L H Y H V D F O H C H C S P L

8 7 5 1 5 I E T H Ç V H W N T


1. D. Sebastião desapareceu na Batalha de Alcácer-Quibir.

2. A batalha de Alcácer-Quibir deu-se no ano de 1578.

3. Portugal perdeu a independência no ano de 1580.

4. O Cardeal D. Henrique sucedeu no trono a D. Sebastião.

5. Em 1640 Portugal recuperou a independência.

6. Luís de Camões , grande poeta português, morreu em 1580.

7. Esse poeta escreveu “OS LUSÍADAS”.

Matteo e Patrick Melo, 8ª ano, Lugano, Suíç


32


SOLUÇÕES DOS PASSATEMPOS

Soluções da pág. 14: ADIVINHA - a AGULHA

Soluções da pág. 24: TESTE DE INTELIGÊNCIA

1. Quando estiver vazia. 6. A letra M
2. Fome 7. O pé
3. A letra B 8. A chuva
4. O meio 9. A porta
5. O nome 10. A letra R

Resultado do teste:

Se acertaste em todas, és um supergénio Se acertaste em 5, és esperto
Se acertaste em 9, és um génio Se acertaste em 4, és meio estúpido
Se acertaste em 8, és um barra Se acertaste em 3, és estúpido
Se acertaste em 7, és um sábio Se acertaste em 2, és ignorante
Se acertaste em 6, és inteligente Se acertaste numa, és idiota

Se não acertaste em nenhuma, és um caso perdido.

Soluções da pág.29: Acróstico 1: Diana Jerónimo
Acróstico 2: BRUNO


Sopa de Letras – Rios portugueses
D O U R O A P R L M

1. Douro

Q M V S V N D G H O

2. Tejo

C A V A D O B A F N

3. Mondego

S J E P I K U L C D

4. Guadiana

V M S A D O L G T E

5. Sado

M A F H C S I Q A G

6. Minho

I T V B M O M K U O

7. Lima

N E R E I D A J G P

8. Ave

H J M G R U F L C F

9. Cávado

O O G U A D I A N A

10. Vouga


11. Mira


12. Côa



33

Sopa de Letras-Bebedeira (sinónimos) (soluções da pág.30)

C W O B M U O F I P Z R G P P

1. Bebedeira

A F W U N X J F C O H D A I W

2.
Borracheira

R M B R U E G A K A C Ç R T G

3.
Embriaguez

D S F T W B O A S S A N A E B

4. Ebriedade

I B P I V E T E A L D H D I E

5. Ebriez

N D O F T T Ç T C V E N N R B

6. Piela

A Ç R R O C M O C A L Z U A E

7. Pifo

A A X I R B B Z O E A Y Z R D

8. Narda

K P E S C A R E W B U I R I E

9. Cadela

F I V R I Z C F W D E L E O I

10. Touca

J M C X D N X H G B A L B N R

11. Nassa

E P F E A I A N E V O D F G A

12. Japoneira

B V D C J V X D A I F V U Ç F

13. Cardina

R B E U Q E L I P D R J G D R

14. Mona

I H Y H V D F O H C H A S P A

15. Torcida

E O D G B X C D G M H P A U F

16. Égua

D K Ç E G U A T H Ç V O W T T

17. Cabra

A C A R R A S P A N A N W A B

18. Pileque

D N H E O P L I K C T E E G H

19. Porre

E J G M D M D C O A B I K H F

20. Puta

L H Y M V D A O H B H R S P A

21. Bruega

H O D O B D C D G R H A A S L

22. Berzunda

I B Ç N R I E T H A V H W N E

23.
Carrapata

Z A W A G E Q V B G R E W A I

24. Moca

A N N E O E P O R R E Ç E G P

25. Bico

C H O C A M D C O W B C K S F

26. Nabo

U H Y E M B R I A G U E Z O A

27.
Carraspana

O O D G A T A P A R R A C T F

28. Piteira

T K Ç W A I E T H Ç V H W N T

29. Tosga

Z F E B R I E Z B I C O W A B
30. Choca



34

Sopa de Letras – História de Portugal
(Soluções da página 31)
R W O B H E N R I Q U E G X P

1. Sebastião

A 1 5 2 0 X J F C O H D A R W

2. 1578

E M E A I N O Y K A R Ç R 1 G

3. 1580

O S F S W B O P F B C E O 5 P

4. Henrique

T A P I E E T E A L L H T 8 O

5. Portugal

T D I 5 U O Ç 6 C V S 0 O 2 R

6.
LuisDeCamões

Z Ç R T W C M I O K E 0 T P T

7. OsLusiadas

A A X I S B B A O E Q 8 R R U

K P E S D A R E C B U 5 J I G

F I V R Ç Z B F W E E 1 H O A

J M C X 0 6 5 E G B D L B N L

P 5 8 5 E I A N S V O S F G I

I V D C J V X D A V F V I Ç F

O S L U S I A D A S D D G U R

L H Y H V D F O H C H C S P L

8 7 5 1 5 I E T H Ç V H W N T


1. D. Sebastião desapareceu na Batalha de Alcácer-Quibir.

2. A batalha de Alcácer-Quibir deu-se no ano de 1578.

3. Portugal perdeu a independência no ano de 1580.

4. O Cardeal D. Henrique sucedeu no trono a D. Sebastião.

5. Em 1640 Portugal recuperou a independência.

6. Luís de Camões , grande poeta português, morreu em 1580.

7. Esse poeta escreveu “OS LUSÍADAS”.















35

SUPLEMENTO CULTURAL
do Jornal EcoLógico, nº 4
por Armando Lourenço


ERA UMA VEZ...
Era uma vez um pequeno país situado atrás de uma gigantesca
cordilheira, como se estivesse escondido do resto do mundo... onde o tempo
parecia passar na indiferença da eternidade!!...
Nesse país, atravessado pela linha equinocial, o tempo entretinha-se a
brincar com o sol acumulando segundos, minutos, horas, dias, meses e anos,
gerando no seu ventre, séculos... O passado e o presente dialogavam,
tendo como vocabulário o silêncio e o vento que, em cada tarde, parecia querer
varrer tudo o que encontrasse no seu caminho e, não obstante, deixava tudo
magicamente
intacto,
autêntico
e quase
irreal!!...
Esse país,
de
curiosas
lendas e
mágicas
terras com
uma
infinita
beleza que
se perde
nos vastos,
intermináveis
e
ilimitados horizontes sem fim, é diariamente banhado por um sol esplendoroso
que tudo investe e penetra... Os seus rios e córregos, onde fluem límpidas e
cristalinas águas por vezes preguiçosas, no Oriente, às vezes turbulentas e
rapidíssimas, na sua corrida ao litoral, dando espetaculares saltos em belíssimas
cascatas, no seu afã de querer chegar com a máxima urgência do berço onde
nasceram, essa enorme cordilheira, até ao mar...





36

Os seus espetaculares arco-íris dividem o céu em vivazes quadros multicoloridos
onde os pores do sol parecem
deslumbrantes e macios
lenços de pura seda dourada...
As árvores têm os ramos
curvados sob o peso de
coloridos e faladores pássaros
que, ao cantar em sintonia,
transmitem nos seus
melodiosos cantos toda a
alegria que dentro de si
levam...



É um país com uma das maiores biodiversidades do
planeta...
Na Cordilheira, espinha dorsal deste mágico país, existe a “Avenida dos
Vulcões”, com mais de 40 vulcões, alguns desses ativos, podendo um deles ser
visto com a sua majestosa erupção, a dezenas de quilômetros ao redor... As
crateras de muitos desses vulcões estão acima de 4.000 metros de altitude,
sendo atualmente lindíssimos e deslumbrantes lagos encantados, com
cintilantes águas de preciosas e únicas cores que deram origem a estranhas e às
vezes aterrorizantes lendas transmitidas de geração em geração pelos povos
que viveram e vivem nas suas margens...

Nesse fascinante país as pessoas, que deixaram de ser espectadores para
se tornarem atores das suas próprias vidas, vivem hoje o dia a dia enamorados
daquele viver onde o futuro é um tranquilo, alegre e vivaz prolongamento do


37

presente, depois de décadas em que a classe dominante, para viver o seu
presente e futuro, se apropriou do futuro e do presente de um povo inteiro,
transformando esse mesmo futuro numa perigosa incógnita, onde até a
esperança lhes foi roubada... onde até mesmo a sua principal riqueza, o seu
povo - com as suas habilidades , as suas aptidões, o seu talento e principalmente
os seus sonhos, roubados ao tempo desse país, teve que ser “exportado”,
“expulso” das suas terras de sempre para poder sobreviver e para salvar as suas
vidas e as das suas famílias, indo criar riqueza noutros países, noutros
continentes...
E, por um daqueles enormes paradoxos que, às vezes, caracteriza a vida
dos indivíduos e dos povos, esse país, hoje em dia, além de estar a receber de
braços abertos os seus emigrantes um tempo expulsos das suas terras de
sempre e que salvaram com as suas remessas o país que os abandonou e mui tas
vezes desprezou, atualmente, esse país recebe com grande orgulho e satisfação,
os “náufragos” daqueles países que antes eram destinatários das capacidades,
potencialidades, da energia, do trabalho e dos sonhos do seu povo...

Aqueles países da velha e um tempo florescente Europa que receberam
nas últimas décadas os emigrantes desse lindo e mágico país, são atualmente
governados por candidatos a novos senhores feudais, capitaneados por homens
sem rosto que se creem mandantes do universo, autênticos ladrões de colarinho
branco que sabem os preços de tudo mas o valor de nada, esses países estão-se
apoderando de tudo e de todos, apoderando-se dos estados, das suas riquezas,
e principalmente, transformando a grande maioria dos seus povos em imensos
exércitos de escravos ao serviço dos seus satânicos desígnios, tentando fazer
com que os ponteiros dos relógios regressem à obscuridade da Idade Média...
Os comandantes destas
autênticas bandas de
criminosos são os mesmos
que destroçaram, destruíram
e arrasaram, nas décadas dos
anos 80 e 90 do século
passado, quase todos os
países do centro e sul do
continente americano,
causando grandes catástrofes
econômicas e sociais em cada
um daqueles países onde os
caciques políticos locais e
regionais, travestidos de
políticos, permitiram a sua entrada...
Os atuais gestores desse encantador e deslumbrante país, cheio de
alegria, amor e encanto, tiveram a grande capacidade de ser receptores das
causas do enorme sofrimento de todo um povo, consideram como mais


38

importante e prioritário os indivíduos e os seus sonhos, as suas emoções e a sua
moral, as suas capacidades e o seu potencial, o seu talento e os seus projetos, a
sua cultura e a sua formação e tentam criar as condições para que tudo aquilo
que possa ser imaginado pelas pessoas não seja jamais perdido ou
desperdiçado, antes deva ser explorado para o benefício de todos... Puseram os
recursos naturais do país ao serviço de todos os seus habitantes conseguindo,
em poucos anos um grande desenvolvimento, uma melhoria espetacular do
padrão de vida e, como consequência, a renda das pessoas multiplicou-se por 3
ou 4 vezes, bem abaixo do correspondente aumento de preços...
Esse país acredita que “as pessoas” estão acima e primeiro que os
capitais, ao contrário dos países que atualmente estão sendo destruídos na
velha Europa...
Nesse país, atualmente, 5% dos alunos com os melhores resultados no
exame de acesso à universidade têm imediatamente direito, se assim o
desejarem, a uma bolsa de estudo dada pelo governo para estudar a carreira
que almejem, em qualquer universidade de qualquer país do mundo. Não é um
empréstimo: a única condição que se impõe ao estudante é que o futuro
profissional trabalhe no seu país um número de anos igual aos anos em que
beneficiou da bolsa de estudos. Atualmente, o país está a contratar os melhores
professores das principais universidades de todo o mundo para virem transmitir
os seus conhecimentos, lecionar, ensinar a futuros professores locais, com
salários muito atraentes, em universidades destinadas unicamente a formar
professores.
Esse deslumbrante país, possuidor de uma mágica e
irresistível força magnética que a todos enamora à primeira
vista, chama-se EQUADOR, é um país emergente e
atualmente é uma terra de grandes oportunidades de vida...
UMA RÁPIDA VIAGEM POR UM
MÁGICO PAÍS...











39

Essa enorme cordilheira que pode ser considerada como um “ex-líbris”
natural deste encantador e fascinante pais, serviu de barreira e obstáculo à
penetração dos imigrantes vindos do velho continente, portadores e
transmissores da chamada "civilização ocidental" nos séculos XVIII, XIX, XX,
uma vez que, para chegar a essa terra encantada, primeiro tinham que
atravessar um enorme e hostil “mar verde” – a selva - e posteriormente lhes
aparecia pela frente esse gigantesco “muro natural”, com uma altitude média
de 3.500 metros. Naqueles séculos, só se podia mover de um continente a
outro por mar e terra. Assim, os imigrantes europeus à procura de melhores
dias na América, uma vez chegados de barco a essas terra miríade de
esperanças, sediavam-se na parte oriental do continente que é plana e de
fácil acesso.
Assim, esse isolamento natural permitiu a sobrevivência e chegada até
aos nossos dias de muitos povos de nacionalidades ancestrais, possibilitando
por esse motivo a coexistência das suas culturas, tradições, costumes e
hábitos, com os da chamada "civilização", o que constitui hoje em dia um
patrimônio de uma enorme riqueza étnica e cultural.
No território equatoriano há 13 nacionalidades e mais de 14 povos
indígenas. Esta diversidade étnica e cultural possibilitou que o Equador fosse
declarado como um estado
multiétnico e
multicultural, tornando-se
desta maneira um país de
costumes, mitos e lendas,
singulares e únicos.
Alguns desses
povos ancestrais ainda
não foram contatados
pelos outros habitantes
do país: vivem da caça,
são nômadas, e cultivam a
terra enquanto sediados
num determinado
território apto para o cultivo
de certos alimentos, como a mandioca, batata e milho, aproveitando a época
do ano apropriada para o seu plantio, crescimento e posterior colheita, finda
a qual se deslocam para outras terras onde reiniciam o cultivo, repetindo este
ciclo produtivo toda uma vida.
Em muitos outros países, esses povos antigos foram completamente
dizimados com a chegada dos colonizadores europeus nos séculos passados.


40

Equador é o único país no mundo onde se pode desfrutar dos
encantos, aventuras e também dos perigos da selva Amazônica - um
encontro entre o moderno e o selvagem – a Oriente e num par de horas
pode-se fazer esqui nos Andes, nas neves perpétuas do Cayambe
Chimborazo, Iliniza, Antizana ou do Cotopaxi, com o esplendor dos seus
6.000 metros de altura, na Cordilheira Andina no Centro do país ou em
poucas horas, tomar banho nas cálidas águas do Oceano Pacífico, na Costa a
Ocidente, numa das suas belíssimas praias, algumas delas virgens, uma vez
que neste país, sucursal do Paraíso e abençoado por Deus , há todos os
climas, desde o tropical quente e húmido ou seco, até o gélido clima frio de
alta montanha...

Equador está dividido administrativamente em quatro regiões muito bem
diferenciadas:
http://www.youtube.com/watch?v=7Z6GEMLwwXM
http://www.youtube.com/watch?v=7ZipmzP5Na0
http://www.youtube.com/watch?v=Kx08H49_NWY
*A Região Insular, constituída pelo famoso arquipélago de Galápagos, com as
suas 13 ilhas de origem vulcânica, ilhas com uma biodiversidade única no
mundo, é um Parque Ecológico conhecido mundialmente pelas investigações
e descobertas feitas por Charles Darwin e que culminaram na sua teoria da
evolução das espécies pela seleção natural.
As suas ilhas, chamadas turisticamente “Ilhas Encantadas”, possuem uma
flora e fauna endémicas e foram declaradas Patrimônio Mundial pela UNESCO
em 1979 e Reserva da Biosfera em 1985. O arquipélago de Galápagos conta
com mais de 70 locais de visita terrestre e 75 locais de visita no mar, com o
apoio de mais de 320 guias naturalistas.
http://www.galapagospark.org/
http://www.youtube.com/watch?v=gpqnaDGepXY


41

http://www.youtube.com/watch?v=qYa4p2ge0NE
http://www.youtube.com/watch?v=wauX6nq9fQM

*A Região Litoral, com os seus 640 km de costa, que se estende entre a
Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico; nas suas terras correm os rios que
nascem na Cordilheira dos Andes até chegarem ao Oceano Pacífico. É
composto por seis províncias que têm praias lindíssimas e muito atraentes
para os turistas. Dessas províncias destacam-se Esmeraldas, Manabí e Guayas
. http://www.youtube.com/watch?v=xQstFd54kyU
http://www.youtube.com/watch?v=Kx08H49_NWY
http://www.youtube.com/watch?v=exUZER3MCLQ
http://abel19912010.blogspot.com/2010/12/lugares-turisticos-de-la-region-costa.html
http://www.youtube.com/watch?v=7e8QgipA9RE
http://www.youtube.com/watch?v=uLJWxdJwAyA
http://www.youtube.com/watch?v=ZpKrtsaGyR4
http://www.youtube.com/watch?v=dcgi65BEpXM

*A Região Serra, composta essencialmente pela majestosa e espetacular
cadeia de montanhas da Cordilheira dos Andes, possui paisagens e lugares
únicos no mundo pela sua exótica beleza e pelos panoramas que das
montanhas se podem desfrutar.
http://abel19912010.blogspot.com/2010/12/lugares-turisticos-de-la-region-sierra.html
http://www.youtube.com/watch?v=3cwsRImsll8
http://www.youtube.com/watch?v=ff43y6iXwMY
http://www.youtube.com/watch?v=crbq1u1gol8
http://www.youtube.com/watch?v=rnGNCN1EqZc
http://www.youtube.com/watch?v=0uUtXpk67Bs
http://www.youtube.com/watch?v=aE0zN3gXuT0
http://www.youtube.com/watch?v=nkdnVoJgda0
http://www.youtube.com/watch?v=z5KgljYIM7Q
http://www.youtube.com/watch?v=OYHj_-VlILQ&list=PL6FBE32C5501BC166
http://www.youtube.com/watch?v=ikAwazIbkXc
http://www.youtube.com/watch?v=Tl9bVFUG_2E

*A Região Amazónica é formada por toda a zona ocupada pela selva da
Amazónia, 120.000 km2, existente no território Equatoriano.

http://abel19912010.blogspot.com/2010/12/lugares-turisticos-de-la-region.html
http://www.youtube.com/watch?v=-EFgbTV3ZzQ
http://www.youtube.com/watch?v=ul2rBTF5z-E
http://www.youtube.com/watch?v=cKj78mexiM8

Armando Lourenço, Quito, Outubro de 2013







42

SUPLEMENTO CULINÁRIO
do Jornal EcoLógico, nº 4

PATRIMÓNIO GASTRONÓMICO DE PORTUGAL
O concurso para se escolher as 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal começou
com uma lista de iguarias selecionadas por um júri a partir de uma lista de
inscrições. Depois, outro júri escolheu as 21 finalistas e o público é que decidiu
quais as 7 preferidas: Alheira de Mirandela, Queijo da Serra, Caldo Verde, Arroz
de Marisco, Sardinha assada, Leitão da Bairrada e Pastel de Belém.
1. Alheira de Mirandela (Trás-os-Montes) – reza a história que foi inventada
pelos judeus portugueses como um meio de escaparem à Inquisição. Como a sua
religião os impedia de comer carne de porco, substituíram-na por carnes de
vitela, peru, coelho, pato, galinha, perdiz, envolvidos por uma massa de pão que
lhes dava consistência.
2. Queijo da Serra da Estrela (Beira Interior, Beira Litoral) – referido em
obras da literatura portuguesa, por exemplo em Gil Vicente e Eça de Queirós,
no início era consumido apenas por pastores. Só no fim do séc. XIX é que
passou a ser servido em festas. Foi reconhecido como DOP (Denominação de
Origem Protegida) em todo o espaço europeu, tendo recebido várias medalhas de
ouro a nível internacional. Tem de ser feito com leite cru de ovelha, raça Serra
da Estrela, cardo (flor seca de uma alcachofra, que faz coalhar o leite) e sal.
3. Caldo Verde (Entre Douro e Minho) - de origem minhota, este caldo de
batatas e couve-galega encontra-se em todo o país, tanto se podendo comer no
início de uma refeição como numa ceia tardia. Fernando Pessoa adorava-o e
Amália Rodrigues canta-o em “Uma casa Portuguesa”: “Basta pouco,
poucochinho, p’ra alegrar uma existência singela… E só Amor, pão e vinho, e
um Caldo Verde, verdinho a fumegar na tigela”.
4. Arroz de Marisco (Estremadura e Ribatejo) - um dos melhores é o da praia
de Vieira de Leiria. Leva amêijoa, camarão descascado, lagosta e sapateira.
Serve-se num tacho de barro.
5. Sardinha Assada (Estremadura) – muito apreciada na Península Ibérica, há
alguns tempos denegrida como prejudicial para a saúde, sendo hoje considerada
pelos médicos como benéfica, prevenindo enfartes. De preferência assada na
brasa e comida em cima do pão.
6. Leitão da Bairrada (Beira Litoral) – conhecido já desde o tempo dos romanos
é muito apreciado. O leitão é enfiado no espeto e assado.
7. Pastel de Belém (Estremadura -Lisboa e Setúbal) - a sua receita é quase um
segredo de Estado, só os mestres pasteleiros que os fazem é que conhecem todos
os componentes. Começou a ser fabricado em 1837. Supõe-se que surgiu como
consequência da Revolução Liberal de 1820. Depois de encerrados os conventos
em Portugal, alguém colocou à venda na loja do Mosteiro dos Jerónimos, uns
pastéis doces, para ajudar os trabalhadores e membros do clero que tinham sido
expulsos dos conventos. Hoje são conhecidos em todo o mundo.
recolhido por Monica Botelho e J essica Cardoso, 12º ano, Lugano


43


CURIOSIDADES
BACALHAU – segundo alguns historiadores, na noite da Consoada não se
interrompia o jejum. Tal como na Quaresma, a carne era proibida, e escolhia-se o
peixe que mais resistia, o bacalhau, que era seco e salgado para se conservar.
BOLO-REI – surgiu em França, no reinado de Luís XIV, celebrando a vinda dos
reis-magos aquando do nascimento de Jesus. Foi proibido com a Revolução
Francesa por evocar a monarquia, mas a receita foi rebatizada com “”gâteau des
sans-culottes” (bolo sem-calças) e sobreviveu à Revolução. Em Portugal, o 1º local
a vendê-lo foi a Confeitaria Nacional, ainda hoje famosa por este bolo. Baltasar
Castanheira Júnior trouxe o segredo de Paris, no final do século XIX, tendo-se
tornado o fornecedor da Casa Real desde o reinado de D. Maria II até à
Implantação da República. Logo a seguir, para evitar que fosse proibido, passou a
ter o nome de Bolo-Presidente. Começou a ter variações, por exemplo, o Bolo-
Rainha , que exclui a fruta cristalizada, mantendo os frutos secos e a massa.
RABANADAS ou FATIAS PARIDAS – em tempos idos eram servidas às
mulheres no pós-parto: daí o nome de FATIAS PARIDAS, porque ajudavam na
produção do leite materno. Há variantes, desde fatias de pão humedecidas em leite,
envolvidas em ovo e fritas, sendo depois polvilhadas com açúcar e canela, a fatias
de pão humedecidas em vinho tinto, fritas e polvilhadas com açúcar e canela -
chamadas FATIAS POBRES. Há ainda versões com vinho do Porto, castanhas,
mel e frutas.
Fonte: J ornal da Região (Cascais)


RECEITAS

Receitas culinárias do Equador: encontram-se nalguns dos
links mencionados na última página do Suplemento Cultural



RECEITAS CULINÁRIAS DE GOA (ÍNDIA):

Ver neste link: http://www.goaholidayhomes.com/recipes-in-goa.php













44




BOLO DE CÔCO



MASSA

5 ovos, 1 chávena de leite, 1 chávena de óleo, 2 chávenas de açúcar, 2 chávenas de
farinha, 3 colheres de sopa de cacau, 1 pacote de fermento





MISTURA DE CÔCO

1 litro de leite, 110 gramas de coco, 12 colheres de sopa de semolina, 2 chávenas de
açúcar.
Leva-se ao forno uma parte da massa, passado algum tempo tira-se e põe-se o recheio,
por cima o resto da massa e leva-se novamente ao forno.


cedida por Steve Freitas, 8º ano, Bellinzona











45


BOLO PODRE




INGREDIENTES

4 chávenas de açúcar, 1 chávena de manteiga, 4 chávenas de farinha, 4 ovos, 1 chávena
de leite, 2 colheres de chá de Vinho do Porto, 2 colheres de chá de fermento, 2 colheres
de chá de canela, 1 chávena de noz moída

PREPARAÇÃO
Mistura-se tudo e leva-se ao forno em temperatura média.

cedida por Sabrina C. Pereira, 8º ano, Bellinzona


GELADO DE STRACCIATELLA

INGREDIENTES

4 ovos,
100 gr.de açúcar,
100 gr. de mascarpone,
200 gr. de natas frescas,
200 gr. de chocolate derretido.

PREPARAÇÃO

Bater as gemas com o açúcar, depois juntar o
mascarpone até ficar tudo cremoso. Bater as
natas e juntar ao creme. Bater as claras em castelo e juntar com cuidado ao creme.
Por fim, juntar o chocolate aos bocadinhos. Meter numa forma (tipo bolo inglês) e
deixar 4 a 5 horas no congelador, ou então deixar tudo no congelador.

cedida por Raul e Ema Baltazar, 7º e 9ºanos, Locarno


46



MOUSSE DE ABACATE

INGREDIENTES

- 3 ou 4 abacates
- leite condensado
- sumo de limão


PREPARAÇÃO

Cortar os abacates ao meio, retirar o caroço, retirar a polpa com uma colher de sopa e
pôr num passador. Com a ajuda de uma colher de pau vai-se mexendo até o abacate
ficar em puré.
Juntar primeiro o leite condensado mexendo sempre até ficar doce ao seu gosto, depois
juntar umas gotas de limão, também a gosto.
Levar ao frigorífico.

MOUSSE DE MANGA

INGREDIENTES

- 1 lata de manga (polpa)
- 1 lata de leite condensado
- 500 gr. de natas ou 2 ou 3 iogurtes naturais
- 5 ou 6 folhas de gelatina

PREPARAÇÃO

Amolecer a gelatina com um pouco de água fria. Depois dissolvê-la num pouco de água
fervida.
Bater as natas, juntar o leite condensado, o puré de manga e por fim a gelatina. Misturar
tudo e levar ao frigorífico.
Em vez da lata de mangas, pode-se fazer com mangas bem maduras e reduzi-las a puré.

cedidas por Eliana Pais Aguiar, 10º ano, Mendrisio


47



SEMIFRIO – BOLACHA COM IOGURTE






Tempo: 20 minutos, mais o tempo do frigorífico Fácil e económico

INGREDIENTES (6 pessoas)

6 folhas de gelatina, 4 iogurtes naturais açucarados, ½ lata de leite condensado, 4 dl. de
natas, 1 pacote de bolachas Maria, 4 gemas, 6 colheres de sopa de açúcar, 6 colheres de
sopa de água, café açucarado para demolhar, óleo para untar.

PREPARAÇÃO

Demolhe as folhas de gelatina em água. Numa tigela deite os iogurtes e o leite
condensado e mexa.
Adicione depois as folhas de gelatina previamente derretidas, em fio, e mexendo
sempre. À parte bata as natas chantilly e junte à mistura, envolvendo suavemente.
Unte uma forma de fundo móvel com um pouco de óleo e disponha camadas alternadas
do creme anterior e de bolachas previamente demolhadas em café açucarado, sendo a
última a camada de creme. Leve ao frigorífico para que fique bem solidificado.
Deite num tacho pequeno as gemas, a água e o açúcar, mexa bem e leve depois a lume
brando, mexendo sempre até engrossar. Retire do lume, coloque de imediato numa
tigela e deixe arrefecer, mexendo de vez em quando. Desenforme o semifrio, regue-o
com o creme de ovos e sirva-o.

cedida por Valentina Costa Lopes, 7º ano, Mendrisio


48




PASTEIS DE BELÉM



Receita para 20 pasteis


INGREDIENTES

Massa: 300 gr. de farinha, 250 gr. de farinha para folhados, sal e água
Também pode usar massa folhada já pronta, é só estendê-la nas forminhas.
Recheio:
½ litro de natas ou creme de leite, 9 gemas, 10 colheres de sopa de açúcar

PREPARAÇÃO DA MASSA

Misture a farinha, o sal e a água. Trabalhe a massa até ligar. Divida a margarina em 3
porções. Estenda a massa, espalhe sobre ela 1/3 da margarina e enrole como um tapete.
Repita esta operação mais duas vezes, até acabar a margarina. No final deixe descansar
20 minutos. Em seguida corte a massa em quadrados de 2cm de espessura e coloque
cada quadrado sobre uma forma lisa própria para madalenas ou muffins. Leve ao fogo
em banho-maria as gemas batidas com o açúcar e as natas, até engrossar. Deixe amornar
e coloque uma colher de sobremesa do recheio dentro de cada forminha. Leve ao forno
até ficarem bem cozidos e tostados. Podem ser comidos mornos ou frios.
Para facilitar, pode utilizar o mesmo processo, forrando uma forma grande e fazendo
uma torta. Deve tentar não fazer a massa muito grossa, pois quanto mais fina, mais
deliciosa.

cedida por Stefano Carvalho França, 9º ano, Mendrisio







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LEITE-CREME

INGREDIENTES

1 litro de leite, 4 gemas, 8 colheres cheias de açúcar, 4 colheres de sopa bem cheias de
farinha com fermento, 1 colher de sobremesa de Vinho do Porto, sal, casca de limão,
pau de canela.




PREPARAÇÃO


Num tacho largo deitar a farinha
e dissolver muito bem com um pouco de leite frio.
Juntar sal, casca de limão, pau de canela, açúcar, gemas e Vinho do Porto. Levar ao
lume e juntar o leite quente. Mexer até engrossar.
Retirar a casca de limão e o pau de canela. Deitar numa travessa larga. Depois de frio,
polvilhar com açúcar e queimar como ferro em brasa.

cedida por Valentina Costa Lopes, 7º ano, Mendrisio


CHÁVENAS DE CHOCOLATE

Ingredientes


200 gr. de natas
200 gr. de chocolate negro
200 gr de chocolate branco


PREPARAÇÃO

Derreter numa panela o chocolate, juntando pouco a pouco as natas. Quando estiver
líquido, meter numas chávenas e deixar no frigorífico 2 a 3 horas. Passadas essas horas,
quando já estiver duro, tira-se do frigorífico e corta-se o chocolate em lascas,
enfeitando-se por cima.
Já está!
Anónimo



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RECEITAS DE SALGADOS


TORTA DE QUEIJO
INGREDIENTES

200 gr. de ricotta (requeijão)
100 gr. de parmesão (ralado, mistura-se tudo)
Massa folhada, ½ litro deleite, um pouco de sal e 2 ovos inteiros.

PREPARAÇÃO
Mistura-se tudo. Põe-se a massa na forma, com um garfo faz-se
buraquinhos na massa.
Anónimo

SALADA DE FEIJÃO GALEGO

Esta é a receita mais usada na minha aldeia:

INGREDIENTES

200gr.de feijão galego
1 cebola picada
½ xícara de vinagre branco
quanto baste de sal e de pimenta do reino branca
quanto baste de azeite e de salsa picada
50 gr. de chouriço em fatias
2 ovos cozidos em fatias
10 azeitonas pretas picadas
quanto baste de almeirão

PREPARAÇÃO

Limpar o feijão e cozinhá-lo num caldeirão com bastante água. Demora cerca de uma
hora e meia até estar bem cozido e inteiro. Cozer os ovos e no fim metê-los em água
fria. Descascá-los e cortá-los em fatias. Colocá-los numa tigela ainda quente com a
cebola,o sal, a pimenta, o vinagre e o azeite. Estender o almeirão numa travessa e
colocar o feijão.
Picar a salsa, distribuir as fatias de chouriço e de ovo cozido ao redor do prato e meter
por cima a salsa picada.


cedida por Martina Ribeiro Rodrigues, 8º ano, Lugano





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BOLINHOS DE ATUM

INGREDIENTES

1 kg de pão escuro, 3-4 cebolas, 2-3 ovos, muitos alhos, salsa verde, sal (a gosto)
um pouco de pimenta, 600 gr. de atum

PREPARAÇÃO

Amolecer o pão com água numa tigela. Quando o pão amolecer, espremê-lo bem com as
mãos e juntar todos os ingredientes (triturar os alhos e as cebolas). Mexer tudo bem. A
seguir fazem-se as bolinhas (tamanho a gosto) com a massa até que acabe e fritam-se
na frigideira. Depois de as ter frito, pode-se comer à vontade, quentes ou frias.
Aviso importantíssimo: os bolinhos são uma delícia, cuidado e …
bom apetite!

cedida por Cristiana Machado, 9º ano, Lugano



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