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13. Qual o estado atual do desenvolvimento de uma teoria sobre psi?

As opiniões sobre os mecanismos de psi são de muito variadas. Devido ao fato de o campo ser multidisciplinar, há teorias físicas, teorias psicológicas, teorias psicofísicas, teorias sociológicas e combinações entre elas. Em um extremo, os “fisicalistas” tendem a acreditar que a “capacidade de sensibilidade psi” funciona como qualquer outro sistema sensorial humano e, como tal, será mais provavelmente explicada pelos princípios conhecidos da biofísica, da química e das ciências cognitivas. Esses teóricos esperam que psi seja acomodada na estrutura científica existente, talvez com algumas modificações ou ampliações. No outro extremo, os “mentalistas” defendem a idéia de que a realidade não existiria se não fosse pela consciência humana. Para esses teóricos, a natureza do universo é muito mais efervescente e, para acomodar psi dentro dos modelos científicos existentes serão necessárias modificações significativas da ciência tal como a conhecemos. Fortes debates teóricos são comuns em Parapsicologia, em parte por que o espírito, a religião, o sentido da vida e outros enigmas filosóficos confrontam-se com a mecânica quântica, com a teoria da probabilidade e com os neurônios. Alguns teóricos têm tentado relacionar os fenômenos psi com os conceitos semelhantes aos da mecânica quântica, incluindo a não-localidade, as correlações instantâneas à distância e outras anomalias. Tais sugestões sempre acendem vigorosos debates e, em alguns momentos, parece que os críticos são inevitavelmente acusados de não compreenderem a mecânica quântica de forma adequada. (É por isso que não vamos discutir as teorias da mecânica quântica de psi aqui.) Mais informações a respeito das teorias físicas de psi: Mind Matter Unification Project. (Mais sobre teorias de psi) – Texto intodutório ao tema, produzido pela Koestler Chair of Parapsychology.

13. Qual o estado atual do desenvolvimento de uma teoria sobre psi? As opiniões sobre os

14. Questões sobre fenômenos populares

14.1 Os fantasmas são reais?

O ponto de vista que prevalece hoje em dia é de que os misteriosos efeitos físicos atribuídos historicamente aos fantasmas (espíritos desencarnados), tais como movimento de objetos, sons estranhos, odores enigmáticos e falha no equipamento elétrico, são, na verdade, fenômenos poltergeist (veja abaixo). As aparições que ocorrem sem o acompanhamento de efeitos físicos são consideradas efeitos psicológicos normais (i.e., alucinações) ou possivelmente uma aquisição de informação genuinamente mediada por psi.

14.2 Os poltergeists são reais?

Os poltergeists (em alemão, “espíritos barulhentos”) geralmente se manifestam na forma de estranhos efeitos elétricos e movimentos inexplicáveis de objetos. Em certa época, pensava-se que esses fenômenos ocorriam devido à ação de fantasmas, mas depois de décadas de investigação por parte de pesaquisadores, e mais notavelmente por William G. Roll, os estudos empíricos atuais sugerem que os poltergeists são efeitos psicocinéticos (PK) produzidos por um ou mais indivíduos, geralmente adolescentes com problemas emocionais. O termo RSPK (do inglês recurrent spontaneous psychokinesis), que significa, em português, “psicocinesia recorrente espontânea”, foi cunhado para descrever esse conceito.

14.3 Se psi é real, como os cassinos ganham tanto dinheiro?

A teórica “vantagem da casa” para alguns jogos de cassino é bem pequena, por exemplo, cerca de 1% por jogo de dados favoravelmente jogado. Isto significa que depois de um bom tempo e várias tentativas, bons jogadores de dados podem conseguir recuperar 99 centavos para cada um dolar que jogarem. Se eles acertarem um hot streak , podem até mesmo ganhar algum dinheiro. Na prática, a parte de dinheiro que realmente fica para a casa é bem grande (cerca de 25% de cada mesa de jogo) porque raramente as pessoas jogam consistentemente e o ambiente do cassino é projetado intencionalmente para ser barulhento e

visualmente dispersivo. Assim, para que uma “pessoa dotada de Psi” provoque qualquer diferença notável nos lucros do cassino em um longo período, essa pessoa deveria: (a) entender as estratégias de cada jogo, (b) jogar de forma consistente de acordo com essas estratégias e (c) aplicar consistentemente psi com força e segurança. Por um longo tempo, os lucros (ou vantagens) do cassino são previsivelmente estáveis, mas dado que alguns efeitos psi são conhecidos como genuínos, uma “pessoa dotada de psi” consistente (que sabe como jogar os jogos do cassino) pode ganhar algum dinheiro fazendo apostas. Além disso, muitas pessoas aplicando uma “psi fraca” podem causar pequenas flutuações nos lucros da casa. Para testar isto seria necessário analisar uma enorme quantidade de dados sobre o cassino, dados estes muito difíceis de serem obtidos.

14.4 A mediunidade é real?

A “canalização” (ou channeling) consiste na alegação de que o espírito de alguém que morreu, ou alguma outra entidade não física, pode falar ou agir através de uma pessoa sensitiva. No final do século XIX, a isto deu-se o nome de mediunidade. Semelhantes alegações de comunicação com espíritos dos mortos podem ser encontradas ao longo da história e em outras culturas. Alguns pesquisadores acreditam que os casos de prodígios excepcionais, como Mozart na música ou Ramanujan na matemática, oferecem demonstrações empíricas de uma mediunidade genuína. Embora uma parte do material supostamente canalizado por espíritos dos mortos ou por seres de outro mundo não tenham nenhum sentido, outras obras têm inspirado um grande número de pessoas e servem como fonte contínua de esclarecimento. Religiões reveladas e algumas experiências visionárias são exemplos de versões de informações canalizadas. Porém, se as informações provêm de uma fonte paranormal genuína ou do inconsciente do canalizador ou médium, é um assunto que provoca debates infindos.

14.5 Os efeitos psicocinéticos (PK) de grandes proporções, como a levitação, são reais?

Ao longo da história há muitos relatos de eventos espetaculares, tais como a levitação de indivíduos, pessoas santas que materializam objetos no ar e pessoas que são capazes de mover, entortar ou quebrar objetos

sem tocá-los. Infelizmente, em muitos casos, as pessoas que alegam poder fazer essas coisas querem ganhar dinheiro com suas “habilidades”. Devido ao fato de o potencial de fraude ser elevado, e ser relativamente fácil criar efeitos convincentes que imitam rigorosamente os efeitos paranormais (com técnicas fraudulentas), as demonstrações empíricas fidedignas para esses efeitos psicocinéticos de grandes proporções são muito pequenas. Há alguns poucos casos de aparente movimentação de pequenos objetos, mas em geral a existência de fenômenos psicocinéticos de grandes proporções (ou macro-PK, como são tecnicamente chamados) é ainda uma séria questão em aberto.

sem tocá-los. Infelizmente, em muitos casos, as pessoas que alegam poder fazer essas coisas querem ganhar

15. Qual é a história da Parapsicologia?

Nota: Esta história está limitada ao resumo de uma parte do desenvolvimento da Parapsicologia que ocorreu nos países de língua inglesa. Como um fenômeno antigo e trans-cultural, a psi tem sido estudada por muitos grupos e de muitas maneiras, ao longo da história. [N.ts. Um texto a respeito da história da Pesquisa de Psi no Brasil pode ser encontrado na seção Artigos, da Revista Virtual de Pesquisa de Psi, no Portal Psi].

1880

A Parapsicologia, como é praticada no mundo ocidental, originou-se de um interesse sério e científico pelo espiritismo no final do século XIX na Grã Bretanha e nos Estados Unidos. A Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres (Society for Psychical Research, SPR), fundada em 1882 e a Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas (American Society for Psychical Research, ASPR), fundada em 1885, foram criadas por cientistas eminentes da época para estudar médiuns que diziam poder entrar em contato com os mortos ou produzir outros efeitos paranormais.

Grande parte das primeiras demonstrações empíricas foram descritivas e casuais, incluindo relatos de sonhos precognitivos, descrições de

levitações de mesas, narrativas de visões de fantasmas e assim por diante. Alguns membros das Sociedades de Pesquisas Psíquicas projetaram instrumentos especiais para testar os fenômenos que os médiuns de efeitos físicos diziam realizar. Alguns dos estudos de casos e livros publicados por membros dessas sociedades, mais notavelmente por Frederic Myers no Reino Unido e William James nos Estados Unidos, são clássicos da literatura parapsicológica.

1900 à decada de 1960

Em 1917, J. E. Coover, um psicólogo da Universidade de Stanford, foi um dos primeiros investigadores a aplicar técnicas experimentais para estudar as habilidades psi em laboratório. Mas apenas em 1927 a nova era da pesquisa de psi foi estabelecida pelo biólogo J.B.Rhine. Rhine e seus colegas desenvolveram técnicas experimentais originais e ajudaram a popularizar os termos “ESP” (extrasensory perception, em português, percepção extra-sensorial) e “parapsicologia”. Contaram também com a colaboração da esposa de Rhine, a bióloga Louisa E. Rhine, mais dedicada ao estudo de casos espontâneos. O laboratório de Rhine, que inicialmente fazia parte do Departamento de Psicologia da Universidade de Duke em Durham, Carolina do Norte, desenvolveu uma reputação mundial de pioneirismo e pesquisa cientificamente ortodoxa de psi. Em 1935, Rhine criou o primeiro laboratório independente de Parapsicologia, tendo sua base acadêmica na Universidade de Duke. Sua pesquisa mais conhecida envolveu testes de ESP utilizando um baralho especial e testes de PK utilizando dados de jogar. Em 1965, Rhine se aposentou da Duke e mudou seu laboratório para fora do campus. Hoje, o legado de Rhine, o Instituto de Parapsicologia do Centro de Pesquisas Rhine (Rhine Research Center) conduz

ativamente pesquisas psi, tendo como diretor, John Palmer.

Década de 1960

O interesse em Parapsicologia explodiu na década

de 60, resultante do estabelecimento dos seguintes

programas: William G. Roll fundou a Fundação de Pesquisa Psíquica (Psychical Research Foundation) na Carolina do Norte, EUA. Roll é mais conhecido por seus estudos sobre fenômenos poltergeists e assombrações. Atualmente, Roll está ativo na pesquisa de psi na Georgia. Ian Stevenson deu início à Divisão de Parapsicologia como parte do Departamento de Psiquiatria da Escola Médica da Universidade de Virgínia. Stevenson enfatizou a pesquisa sobre os casos espontâneos, incluindo sonhos precognitivos e impressões telepáticas, e é mais conhecido pelo trabalho pioneiro sobre os fenômenos relacionados à sobrevivência - basicamente, casos de reencarnação em crianças de países como a Índia, Birmânia e Tailândia. A seção chama-se, agora, Divisão de Estudos da Personalidade (Division of Personality Studies) e Stevenson está trabalhando ativamente em pesquisa. Karlis Osis se tornou o Membro Pesquisador Chester Carlson na Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas, na Cidade de Nova York. Osis conduziu pesquisas sobre EFC (experiências fora do corpo), pesquisas de levantamentos de dados sobre crenças e atitudes, estudos de casos de aparições e talvez seja mais conhecido por seu trabalho original sobre visões no leito de morte. Osis é falecido. A pesquisa parapsicológica foi iniciada no Departamento de Psicologia da Universidade de Edimburgo por John Beloff. Em 1985, a Cátedra Koestler de Parapsicologia foi estabelecida no departamento devido a uma doação fekita por Arthur Koestler e sua esposa Cynthia. O Professor Robert L. Morris é o primeiro chefe dessa cátedra. Morris, sua equipe de pesquisa e os estudantes pós-graduandos estão insistindo ativamente em uma abordagem que enfatiza a compreensão e a facilitação das interações psi. Um programa especializado de pesquisa foi instituido por Montague Ullman e Stanley Krippner no Maimonides Hospital no Brooklyn, Nova York, EUA. Essa equipe, que mais tarde incluiu Charles Honorton, é mais conhecida por seu trabalho com sonhos telepáticos. Como o programa do Maiomonides terminou em 1979, Charles Honorton abriu um novo laboratório,

chamado Laboratórios de Pesquisa Psicofísicas (Psychophysical Research Laboratories), em Princeton, Nova Jersey, EUA. O laboratório de Honorton, que continuou operando até 1989, foi o mais conhecido pela pesquisa sobre telepatia em ganzfeld, pelos testes de micro-PK e pelo trabalho meta-analítico. Krippner está atualmente engajado em pesquisa ativa no Saybrook Institute, São Francisco, CA. Honorton morreu tragicamente em 1992, enquanto tentava seu Ph.D em Parapsicologia na Universidade de Edimburgo. Charles Tart, um professor de Psicologia mais conhecido por seu trabalho pioneiro sobre estados alterados de consciência, lecionou e conduziu pesquisas parapsicológicas na Universidade da Califórnia, em Davis. Agora ele está aposentado das funções que exercia na universidade, mas leciona e faz pesquisas no Instituto de Psicologia Transpessoal em Palo Alto, CA, entre outros lugares.

Década de 1970

Em 1972, iniciou-se um esforço para a especialização na pesquisa de psi na Califórnia, EUA, no SRI Internacional, em Menlo Park, anteriormente chamado de Instituto de Pesquisas de Stanford (Stanford Research Institute). O programa foi estabelecido pelos físicos Harold Puthoff e por Russel Targ; mais tarde, o físico Edwin May juntou-se à equipe. O programa SRI concentrava-se em pesquisa de visão à distância (e cunhou o termo). May assumiu o programa em 1985, quando Puthoff o deixou para assumir uma outra posição. Quando May deixou o SRI Internacional em 1989, reinstalou um programa semelhante em Palo Alto, no Laboratório de Ciências Cognitivas da Corporação Internacional de Aplicações da Ciência (Science Applications International Corporation, SAIC). Esse programa ainda está envolvido com a pesquisa e é mais conhecido por usar tecnologias sofisticadas, como, por exemplo, magnetoencefalógrafos para estudar o funcionamento do cérebro enquando indivíduos desempenham tarefas psi. O laboratório também desenvolve modelos teóricos de micro-PK e trabalha na pesquisa de visão remota, fundamentalmente da perspectiva “fisicalista”.

Também em 1979, um outro programa de pesquisa começou em Princeton, Nova Jersey, dentro da Escola de Engenharia da Universidade de Princeton. Foi fundado por Robert Jahn, que era, na época, Reitor da Escola de Engenharia. O Laboratório de Pesquisas de Anomalias da Engenharia de Princeton (Princeton Engineering Anomalies Research, PEARL) ainda está realizando pesquisas, e é mais conhecido por seu grande banco de dados sobre testes de micro-PK, testes de PK envolvendo outros sistemas físicos, experimentos de “percepção precognitiva à distância” e seu trabalho teórico na tentativa de relacionar metáforas da física quântica ao funcionamento de psi.

Anos 90

No final de 1993, Dean Radin instituiu o Laboratório de Pesquisas da Consciência (Consciousness Research Laboratory), um programa de pesquisa de psi dentro do Centro Harry Reid para Estudos Ambientais na Universidade de Nevada, Las Vegas. O

laboratório conduzia pesquisas básicas e aplicadas sobre os efeitos psi. Atualmente o Consciousness Research Laboratory continua suas atividades privadamente. Em 1995, Richard Wiseman iniciou um programa de pesquisa de psi no Departamento de Psicologia na Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, e Susan Blackmore iniciou um programa semelhante no Departamento de Psicologia da Universidade de West England, em Bristol, também Reino Unido. (Referências mais atualizadas quanto às instituições universitárias que abrigam centros de pesquisa parapsicológica podem ser vistas mais abaixo. Ver questão 16.)

Também em 1979, um outro programa de pesquisa começou em Princeton, Nova Jersey, dentro da Escola

Transpessoal ou uma combinação desses campos. Apesar desses tópicos serem de grande interesse, o número de cursos universitários disponível é – surpreendentemente – muito pequeno. As pessoas freqüentemente acreditam que existem programas de graduação e pós-graduação em universidades conhecidas por terem mantido laboratórios de Parapsicologia, especialmente a Duke University, mas a Duke não oferece esses cursos. Por outro lado, apesar de poucos saberem, tanto a Harvard quanto a Stanford University mantêm bolsas de estudo destinadas explicitamente à pesquisa parapsicológica, o que não é divulgado. Além disso, a maior parte dos fundos para essa finalidade tem sido usada para outros propósitos. Historicamente, a academia tem considerado os fenômenos parapsicológicos como algo embaraçoso pelo fato de eles serem sensacionalisticamente explorados pela indústria de entretenimento, além de estarem também presentes nos testemunhos dos divulgadores das idéias esotéricas do movimento “Nova Era”. Como resultado disso, apesar de haver fundos disponíveis para criar cursos e programas de pesquisa, eles vêm diminuindo há anos. No momento, não há, nos Estados Unidos, nenhum curso universitário de Parapsicologia que seja reconhecido. Isto não significa que não sejam oferecidas aulas de Parapsicologia, até mesmo em importantes universidades, ou que você não possa fazer um doutorado reconhecido com ênfase em Parapsicologia. A questão é que você não pode obter nenhum grau acadêmico especificamente nessa disciplina. Atualmente, a única universidade dos Estados Unidos com um programa ativo em estudos da consciência – o que, neste caso, significa uma sub-área da Parapsicologia – é a Universidade de Nevada, Las Vegas, onde aulas de Parapsicologia têm sido ministradas sob os auspícios da relativamente nova Cátedra Bigelow de Estudos da Consciência. Entretanto, assim como os empregos para pesquisadores em Parapsicologia na Harvard e na Stanford (e vários outras universidades) se extinguiram após a morte de seus benfeitores, o eventual destino dessa nova cátedra também é obscuro. Ao contrário disso, a Cátedra Koestler de Parapsicologia, do Departamento de Psicologia da Universidade de Edimburgo, Escócia surgiu após a morte de Arthur Koestler e sua esposa, que manifestaram o desejo e doaram uma grande quantia em seu testamento para que fosse criada uma

cátedra voltada à pesquisa de fenômenos parapsicológicos em uma universidade da Grã Bretanha. Assim, em 1984 a Universidade de Edimburgo foi escolhida para abrigar essa cátedra e desde 1985 o Dr. Robert Morris é o catedrático responsável por ela. Graças a essa cátedra, mais de dez de estudantes de pós- graduação já realizaram seu doutoramento com ênfase em tópicos parapsicológicos. A maior parte desses estudantes atualmente ocupa postos de docência e pesquisa em universidades da Grã-Bretanha. Sites de instituições da Grã-Bretanha que abrigam novos centros de pesquisa e ensino em Parapsicologia:

Nene, University College Northamptom, Nene University, UK. Perrot-Warwick Research Unit, University of Hertfordshire, UK. Consciousness and Transpersonal Psychology Research Unit, Liverpool John Moores University, UK Parapsychology Studies Group, Coventry University, UK

Se o seu interesse pela pesquisa da consciência se concentra em um tema relativamente bem aceito pela comunidade científica (digamos, por exemplo, “pesquisa de biofeedback”) você poderá encontrar um professor de alguma universidade importante realizando pesquisas sobre esses tópicos e poderá estudar com ele. Verifique as fontes de referência, como o Psychological Abstracts e o MedLine para ver quem está realizando trabalhos nessas áreas e em quais instituições e, então, escreva para eles. Se o seu principal interesse é Parapsicologia, então as coisas ficam muito mais difíceis. Você pode, virtualmente, esquecer todas as principais instituições acadêmicas se você quiser se

envolver seriamente com o tema de forma profissional. Em termos bem realistas quanto à questão profissional, você pode perceber que a Parapsicologia é considerada “marginal”, no melhor dos casos, pelas principais linhas da Psicologia, ao menos nos Estados Unidos. Se seu objetivo é conseguir dar aulas em uma importante universidade, com tempo para a realização de pesquisas, então uma pós-graduação com ênfase em Parapsicologia não será bem vista (para não dizer o pior).

Felizmente, a situação é dramaticamente diferente em alguns países europeus, especialmente a Grã- Bretanha e a Alemanha, onde a Parapsicologia está rapidamente se tornando um tema acadêmico respeitável. Outras instituições européias que abrigam grupos de estudo parapsicológicos:

University of Amsterdam Anomalous

Cognition Group,

University of

Amsterdam, The Netherlands Institut für Grenzgebiete der Psychologie und Psychohygiene (IGPP) , Freiburg, Alemanha A maioria dos parapsicólogos (e por “parapsicólogos” significa aqui: cientistas treinados profissionalmente, não os tais “populares investigadores do paranormal”) em geral realizam uma atividade de docência ou têm algum emprego convencional. Apenas 30 ou 40 pessoas em todo o mundo estão empregadas em regime de tempo integral nessa área como pesquisadores e um número ainda menor recebe salários razoáveis. Falando francamente, as chances de se conseguir um emprego decente são extremamente pequenas, apesar de, como já foi mencionado, a situação na Europa ser melhor do que nos Estados Unidos. Se, apesar de tudo isso, você continuar interessado em prosseguir, ótimo! A maioria dos estudantes resolve os problemas citados acima ingressando em uma instituição acadêmica reconhecida, onde sabiamente eles se mantém discretos quanto aos seus reais interesses. Eles aprendem a realizar pesquisas em alguma disciplina científica bem aceita, obtêm um grau acadêmico, e então, afiliam-se à Parapsychological Association (PA) e começam a ler as principais revistas especializadas em Parapsicologia. Isso pode não satisfazer a paixão dos

estudantes, mas, no momento, muitos acadêmicos não consideram esse tópico como digno de ser tratado cientificamente. Há poucas exceções: estudos psicológicos e sociológicos das crenças em fenômenos parapsicológicos são tópicos de pesquisa marginalmente aceitos, como o são os estudos antropológicos de práticas e rituais “paranormais” de sociedades indígenas. Adotar a Parapsicologia como uma carreira requer (1) grande habilidade para lidar com tarefas difíceis, (2) enorme persistência, criatividade e capacidade de encontrar saídas, (3) sólido treinamento em uma ou mais

ciências que tenham grande aceitação ou em uma atividade docente e, (4) a habilidade de reconhecer, mas não aquiescer ante aos modismos do paradigma atual e aos dogmas acadêmicos. Esta não é uma carreira para pessoas sem coragem ou para adeptos da ortodoxia. A recompensa é que a Parapsicologia, como outras áreas científicas fronteiriças, é uma disciplina extremamente desafiadora e aberta à exploração de idéias criativas e a avanços significativos ao seu estado da arte. Se você espera soluções rápidas para problemas fáceis ou respostas absolutas para questões claras, então a Parapsicologia, definitivamente, não é para você. Se você tem prazer em explorar um amplo espectro do potencial humano e possui talento criativo para lidar com os limites apontados acima, então não há melhor disciplina do que a Parapsicologia.

Trechos da discussão acima são uma contribuição do Dr. Charles Tart, com adições de Dean Radin.

Mais sobre a Parapsicologia como carreira:

Parapsychology as a Career, (Arquivo PDF [pode ser aberto com Acrobat Reader], impresso com permissão da Parapsychology Review), é um texto curto escrito pelo Dr. Rex Stanford, que contém excelentes informações para pessoas interessadas em se profissionalizarem em Parapsicologia. O autor apresenta e discute:

(a) oportunidades de trabalho para quem quer seguir carreira em Parapsicologia; (b) custos e recompensas; (c) qualificações necessárias; (d) treinamento específico necessário; (e) dicas para conseguir um

emprego na área

(Texto traduzido e

adaptado. O original em inglês pode ser encontrado no site do Rhine Research Center.) Cursos introdutórios altamente recomendados:

Curso Acadêmico on-line: “Introduction into Empirical and Theoretical Parapsychology”, ministrado pelo Dr. Dick

J.

Bierman, University Utrecht, Utrecht, Holanda. Curso de Verão de Parapsicologia, do Rhine Research Center, dirigido pelo Dr. John Palmer.

Novo

A Greenwich University (Austrália) acaba de aprovar a criação de um curso à

distância de Mestrado e Doutorado em " Parapsychology & Paranormal Studies", dirigido pelo Dr. Jon Klimo.

Novo A Greenwich University (Austrália) acaba de aprovar a criação de um curso à distância de

17. Existem experimentos parapsicológicos on-line?

Sim. Aí vai uma lista dos sites com experimentos on-line:

1. The Anomalous Cognition (or PSI) section of the Faculty of Psychology of the University of Amsterdam 2. Pacific Neuropsychiatric Institute 3. The Retropsychokinesis Project 4. Koestler Chair of Parapsychology, Univ. of Edinburgh

Novo A Greenwich University (Austrália) acaba de aprovar a criação de um curso à distância de

18. Quais são as principais fontes sobre psi na internet, os centros de pesquisa de psi, publicações, associações e fundações, e grupos de céticos? OBSERVAÇÃO

A abordagem das instituições abaixo não representa, necessariamente,a abordagem adotada pelo Inter Psi – Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência.

FONTES SOBRE PSI NA INTERNET

Parapsychology Sources on the Internet Parapsychology Resources on Internet Some Parapsychology Reference Parapsychology Links

INSTITUTOS DE PESQUISA DE PSI EM UNIVERSIDADES

(Algumas das instituições abaixo oferecem Mestrado e Doutorado por pesquisas cujo objeto de estudo seja Psi) Alemanha

Abteilung für Psychologie und Grenzgebiete der Psychologie, Universität Freiburg Austria The Austrian Society for Parapsychology and Border Areas of Science, Institut für Ethnologie, Kultur- und Sozialanthropologie der Universität Wien.

Institut für Grenzgebiete der Wissenschaft (IGW), Leopold-Franzens-Universität Innsbruck. Brasil Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência, Centro de Estudos Peirceanos, Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica, PUC- SP Estados Unidos PEAR Laboratory, Princeton Engineering Anomalies Research Lab., The Global Consciousness Project , Princeton University, Princeton, NJ Franklin Pierce College, Rindge, NH The Center for Frontier Sciences, Temple University, PH Division of Personality Studies, University of Virginia Health Sciences Center, VA Grã-Bretanha Koestler Parapsychology Unit, University of Edinburgh, UK Nene, University College Northamptom, Nene University, UK. Perrot-Warwick Research Unit, University of Hertfordshire, UK. Mind-Matter Unification Project, Cambridge University, UK Consciousness and Transpersonal Psychology Research Unit, Liverpool John Moores Univ., UK Parapsychology Studies Group, Coventry University, UK.

The RetroPsychokinesis Project , university of Kent, Canterbury, UK Holanda University of Amsterdam Anomalous Cognition Group, University of Amsterdam, The Netherlands

INSTITUTOS DE PESQUISA DE PSI PARTICULARES

Alemanha Institut fuer Grenzgebiete der Psychologie und Psychohygiene (IGPP) , Freiburg, Al Argentina Instituto Argentino de Psicología Paranormal, Buenos Aires, Ar Brasil Centro Latino Americano de Parapsicologia (CLAP), São Paulo, SP Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, Recife, PE Estados Unidos

Rhine Research Center (Inclui o Institute for Parapsychology), Durham, NC The Laboratories for Fundamental Research (Inclui o Cognitive Sciences Laboratory), Palo Alto, CA Consciousness Research Laboratory, Las Vegas, NV Exceptional Human Experience, New Bern, NC Itália Centro Studi Parapsicologici di Bologna , Bologna Japão International Society of Life Information Science Bio-Emission Laboratory México Instituto Latino-Americano de Psicología Paranormal, Ciudad del Mexico Ramón Monroig Grimau Portugal Centro Latino-Americano de Parapsicologia, CLAP- Portugal, Braga

PUBLICAÇÕES ESPECIALIZADAS NA PESQUISA DE PSI International Journal of Parapsychology Eletronic Journal for Anomalous Phenomena European Journal of Parapsychology The Journal of Parapsychology The Journal of Scientific Exploration Revista Portuguesa de Parapsicologia Japanese Journal of Parapsychology Journal of American Society for Psychical Research Journal of American Society for Psychical Research Luce e Ombra Quaderni di Parapsicologia Zeitschrift für Parapsychologie und Grenzgebiete der Psychologie - Inhaltsverzeichnisse Journal of International Society of Life Information Science Subtle Energies Frontiers Perpectives Revista Argentina de Psicología Paranormal Revista Mexicana de Psicologia Paranormal Email EXPERIMENTOS PSI ON-LINE

Anomalous Cognition (or PSI) section, University of Amsterdam, Holanda The RetroPsychoKinesis Project, University of Kent at Canterbury, UK Bondary Institute, Koestler Chair of Parapsychology, University of Edinburgh

ASSOCIAÇÕES e FUNDAÇÕES

Sociedade Brasileira para o Progresso da Parapsicologia (SBPP) / Contato: Vera Barrionuevo Asociación Iberoamericana de Parapsicología (AIPA) / Contato: Alejandro Parra (Argentina) Fundação Bial, Porto (Portugal)

Parapsychological Association, Inc., PA. Parapsychology Foundation, Inc., PF, New York, USA The Society for Psychical Research of London, SPRL, London, UK The American Society for Psychical Research, ASPR, NY, USA

CÉTICOS

CSICOP and the Skeptical Inquirer A mais importe página de céticos, com artigos da revista Skeptical Inquirer on-line, notícias de eventos e links. Australian Skeptics Notícias sobra a atividades dos céticos e informações sobre livros. CICAP Revista italiana interessada em alegações de psi com ponto de vista cético. German Skeptics Textos de céticos alemães e alguns links em inglês. The Skeptics Society Página da Skeptics' Society com links e artigos da revista The Skeptic UK Skeptics.Informa sobre a postura e atividade dos céticos da Grã- Bretanha. James Randi Educational Foundation Página do cético e mágico profissional canadense James “Amazing” Randi, residente nos EUA, com informações sobre o prêmio de US$1.000.000 para quem produzir fenômenos psi à vontade, além de temas ligados ao ceticismo, atividades e produção bibliográfica de Randi. Fórum Cético Brasileiro Promove o ceticismo científico e o humanismo secular, discute pseudociência e religião no Brasil. Quackwatch em português, Seu Guia contra o Charlatanismo, Curandeirismo, Fraudes na Saúde e Para Tomada de Decisões Inteligentes Dirigido pelo médico Steven Barret, um conhecido defensor dos direitos do consumidor dos EUA. Associação Céticos de Portugal Clube dos Céticos Darwin Magazine Dedicado ao ceticismo e ao humanismo secular, com ênfase na teoria da evolução. Mantém uma tradução do Resumo Eletrônico da revista Skeptical Enquirer do CSICOP. Dicionário Céptico (MG/PT) Tradução para o Português do Skeptic's Dictionary de Robert T. Carroll. Mario's Homepage (RJ) Ceticismo e humanismo secular.

Opção Racional (RJ) Analisa fenômenos paranormais e pseudocientíficos sob o ponto de vista da ciência, buscando divulgar para o público em geral informações confiáveis e encorajando a utilização do método científico como forma de pensamento crítico e objetivo. Paranormal e Pseudociência em Exame Informação sobre a análise crítica do Paranormal e da Pseudociência. Saúde & Informação Análise crítica dos métodos e das terapias ditas alternativas. Sociedade da Terra Redonda Defesa dos direitos dos ateístas na sociedade, da separação entre religião e governo, divulgação do método científico e o pensamento crítico.

Opção Racional (RJ) Analisa fenômenos paranormais e pseudocientíficos sob o ponto de vista da ciência, buscando

Ps. Principais colaboradores deste material Editor, Dean Radin, Ph.D Consciousness Research Laboratory, Las Vegas, NV, USA Carlos Alvarado, Ph.D., Foundation of Parapsychology, New YorK Dick Bierman, Ph.D., Anomalous Cognition (or PSI) section of the Faculty of Psychology of the University of Amsterdam Topher Cooper, Bsc., Voice Processing Corporation, Cambridge, MA, USA Edwin May, Ph.D., Cognitive Sciences Laboratory, SAIC, Palo Alto, CA, USA Roger Nelson, Ph.D. PEARL - Princeton Engineering Anomalies Research Laboratory, Princeton University, Princeton, NJ, USA Ephraim Schechter, Ph.D. University of Colorado, Boulder, CO, USA James Spottswoode, Bsc., James Spottswoode & Assoc., CA Charles Tart, Ph.D., University of California, Davis (Emeritus), CA, USA

Todas as colaborações para este material consistem em opiniões pessoais e não refletem ou implicam posições oficiais de quaisquer organizações, companhias ou universidades.

Opção Racional (RJ) Analisa fenômenos paranormais e pseudocientíficos sob o ponto de vista da ciência, buscando

Inter Psi – Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência CEPE / COS / PUC-SP

16. Onde eu posso estudar Parapsicologia? Onde posso conseguir um emprego em Parapsicologia?

Muitas pessoas gostariam de estudar a consciência humana, Parapsicologia, Psicologia Transpessoal ou uma combinação desses campos. Apesar desses tópicos serem de grande interesse, o número de cursos universitários disponível é – surpreendentemente – muito pequeno. As pessoas freqüentemente acreditam que existem programas de graduação e pós-graduação em universidades conhecidas por terem mantido laboratórios de Parapsicologia, especialmente a Duke University, mas a Duke não oferece esses cursos. Por outro lado, apesar de poucos saberem, tanto a Harvard quanto a Stanford University mantêm bolsas de estudo destinadas explicitamente à pesquisa parapsicológica, o que não é divulgado. Além disso, a maior parte dos fundos para essa finalidade tem sido usada para outros propósitos. Historicamente, a academia tem considerado os fenômenos parapsicológicos como algo embaraçoso pelo fato de eles serem sensacionalisticamente explorados pela indústria de entretenimento, além de estarem também presentes nos testemunhos dos divulgadores das idéias esotéricas do movimento “Nova Era”. Como resultado disso, apesar de haver fundos disponíveis para criar cursos e programas de pesquisa, eles vêm diminuindo há anos. No momento, não há, nos Estados Unidos, nenhum curso universitário de Parapsicologia que seja reconhecido. Isto não significa que não sejam oferecidas aulas de Parapsicologia, até mesmo em importantes universidades, ou que você não possa fazer um doutorado reconhecido com ênfase em Parapsicologia. A questão é que você não pode obter nenhum grau acadêmico especificamente nessa disciplina. Atualmente, a única universidade dos Estados Unidos com um programa ativo em estudos da consciência – o que, neste caso, significa uma sub-área da Parapsicologia – é a Universidade de Nevada, Las Vegas, onde aulas de Parapsicologia têm sido ministradas sob os auspícios da relativamente nova Cátedra Bigelow de Estudos da Consciência. Entretanto, assim como os empregos para pesquisadores em Parapsicologia na Harvard e na Stanford (e vários outras universidades) se extinguiram após a morte de seus benfeitores, o eventual destino dessa nova cátedra também é obscuro. Ao contrário disso, a Cátedra Koestler de Parapsicologia, do Departamento de Psicologia da Universidade de Edimburgo, Escócia surgiu após a morte de Arthur Koestler e sua esposa, que manifestaram o desejo e doaram uma grande quantia em seu testamento para que fosse criada uma cátedra voltada à pesquisa de fenômenos parapsicológicos em uma universidade da Grã Bretanha. Assim, em 1984 a Universidade de Edimburgo foi escolhida para abrigar essa cátedra e desde 1985 o Dr. Robert Morris é o catedrático responsável por ela. Graças a

essa cátedra, mais de dez de estudantes de pós-graduação já realizaram seu doutoramento com ênfase em tópicos parapsicológicos. A maior parte desses estudantes atualmente ocupa postos de docência e pesquisa em universidades da Grã- Bretanha.

Sites de instituições da Grã-Bretanha que abrigam

novos

centros

de

pesquisa

e

ensino

em

Parapsicologia:

 

Nene, University College Northamptom, Nene University, UK. Perrot-Warwick Research Unit, University of Hertfordshire, UK. Consciousness and Transpersonal Psychology Research Unit, Liverpool John Moores University, UK Parapsychology Studies Group, Coventry University, UK Se o seu interesse pela pesquisa da consciência se concentra em um tema relativamente bem aceito pela comunidade científica (digamos, por exemplo, “pesquisa de biofeedback”) você poderá encontrar um professor de alguma universidade importante realizando pesquisas sobre esses tópicos e poderá estudar com ele.

Verifique as fontes de referência, como o Psychological Abstracts e o MedLine para ver quem está realizando trabalhos nessas áreas e em quais instituições e, então, escreva para eles. Se o seu principal interesse é Parapsicologia, então as coisas ficam muito mais difíceis. Você pode, virtualmente, esquecer todas as principais instituições acadêmicas se você quiser se envolver seriamente com o tema de forma profissional. Em termos bem realistas quanto à questão profissional, você pode perceber que a Parapsicologia é considerada “marginal”, no melhor dos casos, pelas principais linhas da Psicologia, ao menos nos Estados Unidos. Se seu objetivo é conseguir dar aulas em uma importante universidade, com tempo para a realização de pesquisas, então uma pós-graduação com ênfase em Parapsicologia não será bem vista (para não dizer o pior). Felizmente, a situação é dramaticamente diferente em alguns países europeus, especialmente a Grã-Bretanha e a Alemanha, onde a Parapsicologia está rapidamente se tornando um tema acadêmico respeitável. Outras instituições européias que abrigam grupos de estudo parapsicológicos:

University of Amsterdam Anomalous Cognition

Group,

University of Amsterdam, The

Netherlands Institut für Grenzgebiete der Psychologie und Psychohygiene (IGPP) , Freiburg, Alemanha A maioria dos parapsicólogos (e por “parapsicólogos” significa aqui: cientistas treinados profissionalmente, não os tais “populares investigadores do paranormal”) em geral realizam uma atividade de docência ou têm algum emprego convencional. Apenas 30 ou 40 pessoas em todo o mundo estão empregadas em regime de tempo integral nessa área como pesquisadores e um número ainda menor recebe salários razoáveis. Falando

francamente, as chances de se conseguir um emprego decente são extremamente pequenas, apesar de, como já foi mencionado, a situação na Europa ser melhor do que nos Estados Unidos. Se, apesar de tudo isso, você continuar interessado em prosseguir, ótimo!

A maioria dos estudantes resolve os problemas citados acima ingressando em uma instituição acadêmica reconhecida, onde sabiamente eles se mantém discretos quanto aos seus reais interesses. Eles aprendem a realizar pesquisas em alguma disciplina científica bem aceita, obtêm um grau acadêmico, e então, afiliam-se à Parapsychological Association (PA) e começam a ler as principais revistas especializadas em Parapsicologia. Isso pode não satisfazer a paixão dos estudantes, mas, no momento, muitos acadêmicos não consideram esse tópico como digno de ser tratado cientificamente. Há poucas exceções: estudos psicológicos e sociológicos das crenças em fenômenos parapsicológicos são tópicos de pesquisa marginalmente aceitos, como o são os estudos antropológicos de práticas e rituais “paranormais” de sociedades indígenas. Adotar a Parapsicologia como uma carreira requer (1) grande habilidade para lidar com tarefas difíceis, (2) enorme persistência, criatividade e capacidade de encontrar saídas, (3) sólido treinamento em uma ou mais ciências que tenham grande aceitação ou em uma atividade docente e, (4) a habilidade de reconhecer, mas não aquiescer ante aos modismos do paradigma atual e aos dogmas acadêmicos. Esta não é uma carreira para pessoas sem coragem ou para adeptos da ortodoxia. A recompensa é que a Parapsicologia, como outras áreas científicas fronteiriças, é uma disciplina extremamente desafiadora e aberta à exploração de idéias criativas e a avanços significativos ao seu estado da arte. Se você espera soluções rápidas para problemas fáceis ou respostas absolutas para questões claras, então a Parapsicologia, definitivamente, não é para você. Se você tem prazer em explorar um amplo espectro do potencial humano e possui talento criativo para lidar com os limites apontados acima, então não há melhor disciplina do que a Parapsicologia.

Trechos da discussão acima são uma contribuição do Dr. Charles Tart, com adições de Dean Radin.

Mais sobre a Parapsicologia como carreira:

Parapsychology as a Career, (Arquivo PDF [pode ser aberto com Acrobat Reader], impresso com permissão da Parapsychology Review), é um texto

curto escrito pelo Dr. Rex Stanford, que contém excelentes informações para pessoas interessadas em se profissionalizarem em Parapsicologia. O autor apresenta e discute: (a) oportunidades de trabalho para quem quer seguir carreira em Parapsicologia; (b) custos e recompensas; (c) qualificações necessárias; (d) treinamento específico necessário; (e) dicas para conseguir um

emprego na área

(Texto traduzido e adaptado. O

original em inglês pode ser encontrado no site do

Rhine Research Center.)

Cursos introdutórios altamente recomendados:

Curso Acadêmico on-line: “Introduction into Empirical and Theoretical Parapsychology”, ministrado pelo Dr. Dick J. Bierman, University Utrecht, Utrecht, Holanda. Curso de Verão de Parapsicologia, do Rhine Research Center, dirigido pelo Dr. John Palmer.

Novo

A Greenwich University (Austrália) acaba de aprovar a criação de um curso à distância de

Mestrado e Doutorado em " Parapsychology & Paranormal Studies", dirigido pelo Dr. Jon Klimo.

Cursos introdutórios altamente recomendados: Curso Acadêmico on-line : “Introduction into Empirical and Theoretical Parapsychology”, ministrado pelo
  • 17. Existem experimentos parapsicológicos on-line?

Sim. Aí vai uma lista dos sites com experimentos on-

line:

  • 1. The Anomalous Cognition (or PSI) section of

the Faculty of Psychology of the University of Amsterdam

  • 2. Pacific Neuropsychiatric Institute

  • 3. The Retropsychokinesis Project

  • 4. Koestler Chair of Parapsychology, Univ. of Edinburgh

Cursos introdutórios altamente recomendados: Curso Acadêmico on-line : “Introduction into Empirical and Theoretical Parapsychology”, ministrado pelo
  • 18. Quais são as principais fontes sobre psi na internet, os

centros de pesquisa de psi, publicações, associações e

fundações, e grupos de céticos?

OBSERVAÇÃO A abordagem das instituições abaixo não representa, necessariamente,a abordagem adotada pelo Inter Psi – Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência.

FONTES SOBRE PSI NA INTERNET

Parapsychology Sources on the Internet

Parapsychology Resources on Internet Some Parapsychology Reference Parapsychology Links

INSTITUTOS DE PESQUISA DE PSI EM UNIVERSIDADES

(Algumas das instituições abaixo oferecem Mestrado e Doutorado por

pesquisas cujo objeto de estudo seja Psi) Alemanha Abteilung für Psychologie und Grenzgebiete der Psychologie, Universität Freiburg Austria The Austrian Society for Parapsychology and Border Areas of Science, Institut für Ethnologie, Kultur- und Sozialanthropologie der Universität Wien. Institut für Grenzgebiete der Wissenschaft (IGW), Leopold- Franzens-Universität Innsbruck.

Brasil Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência, Centro de Estudos Peirceanos, Programa de Pós- Graduação em Comunicação e Semiótica, PUC-SP Estados Unidos PEAR Laboratory, Princeton Engineering Anomalies Research Lab., The Global Consciousness Project , Princeton University, Princeton, NJ Franklin Pierce College, Rindge, NH The Center for Frontier Sciences, Temple University, PH Division of Personality Studies, University of Virginia Health Sciences Center, VA Grã-Bretanha Koestler Parapsychology Unit, University of Edinburgh, UK Nene, University College Northamptom, Nene University, UK. Perrot-Warwick Research Unit, University of Hertfordshire, UK. Mind-Matter Unification Project, Cambridge University, UK Consciousness and Transpersonal Psychology Research Unit, Liverpool John Moores Univ., UK Parapsychology Studies Group, Coventry University, UK. The RetroPsychokinesis Project , university of Kent, Canterbury, UK Holanda University of Amsterdam Anomalous Cognition Group, University of Amsterdam, The Netherlands

INSTITUTOS DE PESQUISA DE PSI PARTICULARES

Alemanha Institut fuer Grenzgebiete der Psychologie und Psychohygiene (IGPP) , Freiburg, Al Argentina Instituto Argentino de Psicología Paranormal, Buenos Aires, Ar Brasil Centro Latino Americano de Parapsicologia (CLAP), São Paulo, SP Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, Recife, PE Estados Unidos Rhine Research Center (Inclui o Institute for Parapsychology), Durham, NC The Laboratories for Fundamental Research (Inclui o Cognitive Sciences Laboratory), Palo Alto, CA Consciousness Research Laboratory, Las Vegas, NV Exceptional Human Experience, New Bern, NC Itália Centro Studi Parapsicologici di Bologna , Bologna Japão International Society of Life Information Science Bio-Emission Laboratory México Instituto Latino-Americano de Psicología Paranormal, Ciudad del Mexico Ramón Monroig Grimau Portugal Centro Latino-Americano de Parapsicologia, CLAP-Portugal, Braga

PUBLICAÇÕES ESPECIALIZADAS NA PESQUISA DE PSI

International Journal of Parapsychology Eletronic Journal for Anomalous Phenomena

European Journal of Parapsychology The Journal of Parapsychology The Journal of Scientific Exploration Revista Portuguesa de Parapsicologia Japanese Journal of Parapsychology Journal of American Society for Psychical Research Journal of American Society for Psychical Research Luce e Ombra Quaderni di Parapsicologia Zeitschrift für Parapsychologie und Grenzgebiete der Psychologie - Inhaltsverzeichnisse Journal of International Society of Life Information Science Subtle Energies Frontiers Perpectives Revista Argentina de Psicología Paranormal Revista Mexicana de Psicologia Paranormal Email EXPERIMENTOS PSI ON-LINE

Anomalous Cognition (or PSI) section, University of Amsterdam,

Holanda The RetroPsychoKinesis Project, University of Kent at Canterbury, UK Bondary Institute, Koestler Chair of Parapsychology, University of Edinburgh

ASSOCIAÇÕES e FUNDAÇÕES

Sociedade Brasileira para o Progresso da Parapsicologia (SBPP) /

Contato: Vera Barrionuevo Asociación Iberoamericana de Parapsicología (AIPA) / Contato:

Alejandro Parra (Argentina) Fundação Bial, Porto (Portugal)

Parapsychological Association, Inc., PA. Parapsychology Foundation, Inc., PF, New York, USA The Society for Psychical Research of London, SPRL, London, UK The American Society for Psychical Research, ASPR, NY, USA

CÉTICOS

CSICOP and the Skeptical Inquirer A mais importe página de céticos, com artigos da revista Skeptical Inquirer on-line, notícias de eventos e links. Australian Skeptics Notícias sobra a atividades dos céticos e informações sobre livros. CICAP Revista italiana interessada em alegações de psi com ponto de vista cético. German Skeptics Textos de céticos alemães e alguns links em inglês. The Skeptics Society Página da Skeptics' Society com links e artigos da revista The Skeptic UK Skeptics.Informa sobre a postura e atividade dos céticos da Grã-Bretanha. James Randi Educational Foundation Página do cético e mágico profissional canadense James “Amazing” Randi, residente nos EUA, com informações sobre o prêmio de US$1.000.000 para quem produzir fenômenos psi à vontade, além de temas ligados ao ceticismo, atividades e produção bibliográfica de Randi. Fórum Cético Brasileiro Promove o ceticismo científico e o humanismo secular, discute pseudociência e religião no Brasil. Quackwatch em português, Seu Guia contra o Charlatanismo, Curandeirismo,

Fraudes na Saúde e Para Tomada de Decisões Inteligentes Dirigido pelo médico Steven Barret, um conhecido defensor dos direitos do consumidor dos EUA.

Associação Céticos de Portugal Clube dos Céticos Darwin Magazine Dedicado ao ceticismo e ao humanismo secular, com ênfase na teoria da evolução. Mantém uma tradução do Resumo Eletrônico da revista Skeptical Enquirer do CSICOP. Dicionário Céptico (MG/PT) Tradução para o Português do Skeptic's Dictionary de Robert T. Carroll. Mario's Homepage (RJ) Ceticismo e humanismo secular. Opção Racional (RJ) Analisa fenômenos paranormais e pseudocientíficos sob o ponto de vista da ciência, buscando divulgar para o público em geral informações confiáveis e encorajando a utilização do método científico como forma de pensamento crítico e objetivo. Paranormal e Pseudociência em Exame Informação sobre a análise crítica do Paranormal e da Pseudociência. Saúde & Informação Análise crítica dos métodos e das terapias ditas alternativas. Sociedade da Terra Redonda Defesa dos direitos dos ateístas na sociedade, da separação entre religião e governo, divulgação do método científico e o pensamento crítico.

Fraudes na Saúde e Para Tomada de Decisões Inteligentes Dirigido pelo médico Steven Barret, um conhecido

Ps. Principais colaboradores deste material

Editor, Dean Radin, Ph.D Consciousness Research Laboratory , Las Vegas, NV, USA Carlos Alvarado, Ph.D., Foundation of Parapsychology, New YorK Dick Bierman, Ph.D., Anomalous Cognition (or PSI) section of the Faculty of Psychology of the University of Amsterdam Topher Cooper, Bsc., Voice Processing Corporation, Cambridge, MA, USA Edwin May, Ph.D., Cognitive Sciences Laboratory , SAIC, Palo Alto, CA, USA Roger Nelson, Ph.D. PEARL - Princeton Engineering Anomalies Research Laboratory , Princeton University, Princeton, NJ, USA Ephraim Schechter, Ph.D. University of Colorado, Boulder, CO, USA James Spottswoode, Bsc., James Spottswoode & Assoc., CA Charles Tart, Ph.D., University of California, Davis (Emeritus), CA, USA

Todas as colaborações para este material consistem em opiniões pessoais e não refletem ou implicam posições oficiais de quaisquer organizações, companhias ou universidades.

Fraudes na Saúde e Para Tomada de Decisões Inteligentes Dirigido pelo médico Steven Barret, um conhecido

Organizadores e tradutores para o português:

Wellington Zangari e Fátima Regina Machado pesquisapsi@gmail.com

Inter Psi – Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência

CEPE / COS / PUC-SP

10.1

Crítica 1

Crítica: Resultados experimentais aparentemente bem- sucedidos devem-se, na verdade, a: falta de cuidados com os procedimentos, pesquisadores mal treinados, falhas metodológicas, relatórios seletivos, e problemas estatísticos. Não há, portanto, nem vestígio de demonstração científica dos fenômenos psi. Resposta: Essas questões têm sido apontadas com detalhes pelas revisões meta-analíticas da literatura experimental. Os resultados demonstram sem ambigüidades que os experimentos bem-sucedidos não podem ser invalidados por essas críticas. De fato, uma pesquisa realizada por especialistas em métodos científicos da Universidade de Harvard, demonstrou que a melhor pesquisa experimental de psi atualmente não apenas é conduzida de acordo com os padrões científicos apropriados, mas comumente se mantém fiel a protocolos mais rigorosos do que os encontrados na pesquisa contemporânea realizada tanto nas ciências físicas quanto nas sociais. Além disso, ao longo dos anos, tem havido várias réplicas verdadeiramente efetivas a críticas de estudos individuais e, na década passada, os experimentos foram desenvolvidos levando-se em conta todas as críticas que poderiam eventualmente ser feitas quanto à metodologia e à possiblidade fraude ou conluio, fazendo com que céticos fossem incluídos na realização do experimento.

  • 10.2 Crítica 2

Crítica: Os fenômenos psi violam os princípios limitadores da ciência e, portanto, são impossíveis. Resposta: Há vinte anos, essa crítica era uma réplica mordaz razoável comumente feita às alegações de existência dos fenômenos psi. Hoje, com os avanços em muitas disciplinas científicas, a visão de mundo da ciência está mudando rapidamente e os princípios limitadores básicos estão sendo constantemente redefinidos. Além disso, o substancial conjunto de dados empíricos da Parapsicologia agora apresenta anomalias que simplesmente “vieram para ficar”. Sendo assim, essa crítica não é mais persuasiva e lentamente está desaparecendo. Dada a velocidade das mudanças da ciência atual, atribuir psi ao reino do impossível agora parece imprudente, no melhor dos casos, e tolo, no pior.

  • 10.3 Crítica 3

Crítica: A Parapsicologia ainda não tem um experimento “replicável”. Resposta: Muitas pessoas, quando falam sobre um experimento psi “replicável”, geralmente têm em mente um experimento como aqueles realizados em aulas elementares de Física para demonstrar a aceleração da gravidade ou reações químicas simples. Em tais experimentos, em que há relativamente poucas variáveis que, além da baixa quantidade são bem conhecidas e controláveis, os experimentos podem ser realizados por praticamente qualquer pessoa, em qualquer momento, e irão

funcionar. Porém, é inadequado insistir nesse grau de replicação no caso da Parapsicologia como o é para a maior parte dos experimentos das Ciências Sociais ou Ciências do Comportamento. Os experimentos psi geralmente envolvem muitas variáveis, algumas das quais mal são conhecidas e muito difíceis ou impossíveis de serem diretamente controladas. Nestas circunstâncias, os cientistas fazem uso de argumentos estatísticos para demonstrar a “replicabilidade”, ao invés da visão comum, porém restrita, de que “se psi existe, eu deveria ser capaz de utilizá-la quando eu quisesse”. Na hipótese de psi não existir, deveríamos esperar que cerca de 5% dos experimentos psi bem conduzidos apresentassem bons resultados (ou seja, estatisticamente significativos), pelo puro acaso. Mas suponhamos que em uma série de 100 experimentos psi genuínos nós observássemos, de forma consistente, que 20 foram bem sucedidos. É extremamente improvável que isto ocorra pelo mero acaso, o que sugere que psi esteve presente em alguns desses estudos. Entretanto, isto também significa que em qualquer experimento há 80% de chance de “fracasso”. Assim, se um crítico planeja um experimento sobre psi para verificar se o fenômeno é “real” e o experimento falha, obviamente é incorreto alegar, tendo como base um único experimento, que psi não é real porque não é “replicável”. Um método amplamente aceito para avaliar a “replicabilidade” em experimentos é chamado de meta- análise. Essa técnica quantitativa é massissamente utilizada em ciências médicas, comportamentais e sociais para integrar os resultados de numerosos experimentos independentes. Iniciada em 1985, a meta-análise tem sido aplicada a numerosos tipos de experimentos. Em muitos desses estudos, os resultados indicam que os dados obtidos pelos experimentos não foram devidos ao acaso, a falhas metodológicas, a prática de relatórios seletivos, a quaisquer outras explicações “normais” plausíveis. O que permanece é psi e, em vários domínios experimentais, psi tem sido replicada por investigadores independentes.

(Mais sobre replicação

e o uso de meta-análises em

Parapsicologia) - Discussão técnico-matemática entre céticos e proponentes de psi: “Replication and Meta-

Analysis in Parapsychology, Publicado em: "Statistical Science," 1991, Vol. 6., No. 4, 363-403.

(Mais sobre a posição dos criticos I) – “Skeptical Resources”, do Committee for the Scientific investigation of Claims of the Paranormal, uma das mais importantes instituições céticas do mundo. (Mais sobre a posição dos críticos II) – “Fórum Cético Brasileiro”, promove o ceticismo científico e o humanismo secular, discute pseudociência e religião no Brasil. (Mais sobre a posição dos críticos III) – “Quackwatch em português, Seu Guia contra o Charlatanismo, Curandeirismo, Fraudes na Saúde e Para Tomada de Decisões Inteligentes”, dirigido pelo médico Steven Barret, um conhecido defensor dos direitos do consumidor dos EUA.

(Mais sobre a posição dos críticos IV) – Entrevista com Martin Gardner, um dos mais importantes críticos da Parapsicologia.

( Mais sobre a posição dos críticos IV ) – Entrevista com Martin Gardner, um dos

11. Por que a Parapsicologia é cronicamente controversa?

A Parapsicologia permanece polêmica ainda hoje, mesmo com resultados substanciais, persuasivos e cientificamente aceitáveis, por três razões principais:

1ª.) A mídia e grande parte do público freqüentemente confunde Parapsicologia com crenças sensacionais e não científicas e histórias sobre “o paranormal”. A difusão dessas idéias confusas tem levado muitos cientistas a simplesmente rejeitar o campo como sendo indigno de estudo sério e, assim, pensam que não valeria a pena gastar seu tempo para examinar a demonstração empírica existente. Além disso, compreender a natureza da demonstração empírica existente em Parapsicologia está longe de ser fácil. Apesar de os resultados meta-analíticos serem consistentes e persuasivos, a meta-análise requer conhecimento especializado para que se compreenda esse tipo de demonstração empírica. Para pessoas que não estão familiarizadas com a Estatística, ou não confiam nela (o que geralmente é sinal de mal entendimento), a demonstração não parecerá muito convincente. Essas mesmas pessoas podem, então, ter em mãos um bom material, estar com a psi “bem debaixo de seus narizes”, ou ter acesso a provas auto-evidentes, e, mesmo assim, elas vão encontrar grandes quantidades de demonstrações factuais, mas quase nenhum dado cientificamente confiável. Elas podem então entender as longas discussões sobre Parapsicologia, como esta que você está lendo neste material, como prova de que ninguém sabe o que está se passando e que os cientistas ainda estão basicamente “enrolando”, indecisos sobre esse assunto. Nossa resposta é simples: as demonstrações científicas para algumas formas de psi é extremamente convincente. Em essência, psi existe e estamos começando a aprender um pouco mais sobre ela e sobre quem a possui. Leia todo este material e cheque as referências. 2ª) Mesmo que alguém procure estudar as demonstrações empíricas, muitos dos trabalhos persuasivos estão publicados em revistas profissionais especializadas que têm uma circulação limitada. Essas revistas podem ser encontradas nas bibliotecas das grandes

universidades mas, em muitos casos, os estudantes devem procurar reedições e relatórios técnicos dos autores. Este material que você está lendo foi

preparado em parte para amenizar esse problema e para fornecer referências de fontes variadas. 3ª) Algumas pessoas têm medo de que psi possa ser existir de verdade. O medo da psi surge, por exemplo, porque as pessoas pensam o seguinte:

  • 1. A psi está associada a forças diabólicas, à mágia e à bruxaria.

  • 2. A psi sugere a perda dos limites normais do ego.

  • 3. As pessoas podem ser capazes de ler sua mente e saberem que você, secretamente (ou inconscientemente), alimenta pensamentos sexuais, agressivos ou coisas piores.

  • 4. Se você fala sobre psi, as pessoas podem pensar que você está louco(a).

  • 5. Se você pensa que vivencia fenômenos psi, talvez você esteja louco(a).

  • 6. Antes de você completar seis anos de idade, seus pais desaprovaram suas pequenas demonstrações de telepatia.

  • 7. Refletir sobre psi nos leva a uma mentalidade supersticiosa medieval que, por sua vez, irá manter uma corrente crescente de pensamentos primitivos e perigosos.

  • 8. Com a ESP você pode saber coisas que você não quer saber sobre você e sobre outras pessoas - isto é, acidentes que estão por acontecer e coisas que você preferiria não ter a responsabilidade de sabê-las.

  • 9. Se isso (8) acontece com você, especialmente se você é uma criança, há uma tendência de que você se sinta responsável pelo que fato que você previu.

    • 10. A psi pode interferir nos processos humanos normais de separação e desenvolvimento do ego. Portanto, nós planejamos estratégias sutis para a inibição cultural.

    • 11. Se você for um telepata, como vai distinguir seus próprios pensamentos dos pensamentos dos outros? Talvez isto leve a doenças mentais.

    • 12. Muitas pessoas têm um traço auto- destrutivo de personalidade. Que danos poderiam ocorrer se a psi fosse usada a serviço desse fator? Jule Eisenbud escreveu sobre isto em seu livro: “A Parapsicologia e o Inconsciente”.

    • 13. Se psi existe, quais das minhas crenças terei que abandonar?

psi,

popularmente

chamado

de

“paranormal”) poderia me ver enquanto eu estivesse usando o banheiro? 15. Se psi existe, então talvez eu não possa me isolar tão facilmente da dor e do sofrimento do mundo. A lista acima foi uma cortesia de Jeffrey Mishlove,

Diretor da Rede de Intuição

do Instituto de Ciências Noéticas.

psi, popularmente chamado de “paranormal”) poderia me ver enquanto eu estivesse usando o banheiro? 15. Se
  • 12. Qual o estado atual da demonstração empirica de psi?

Para sermos precisos, quando dizemos que “X” existe, queremos dizer que o conjunto de dados estatísticos acumulados sobre experimentos que estudam “X” disponíveis atualmente oferecem uma demontração cientificamente forte e confiável de efeitos do tipo “X”, anômalos e replicáveis. Tendo isso em mente, a ESP existe, a precognição existe, a telepatia existe e a PK existe. A ESP é estatisticamente forte, o que quer dizer que podemos demonstrá-la de forma confiável por meio de testes repetidos. Porém, tal demonstração tende a ser frágil quando símbolos geométricos simples são usados como alvos. Alvos fotográficos ou em vídeo freqüentemente produzem efeitos muitas vezes maiores e há alguma demontração de que a ESP em relação aos próprios locais ao invés das fotos dessas localizações e a contextos naturais, pode ser ainda mais forte. Alguns efeitos psicocinéticos (PK) também têm sido demonstrados. Quando indivíduos focalizam a sua atenção em dispositivos eletrônicos ou mecânicos que se alteram aleatoriamente, essas alterações mudam de direção conforme a intenção mental dessas pessoas. Sob condições controladas, quando os indivíduos dirigem sua atenção a algum outro lugar, as alterações se dão de acordo com o que se espera pelo acaso. Note que estamos usando os termos ESP, telepatia e PK no sentido técnico e não no sentido popular. Veja : “(5) O que os parapsicólogos estudam?”.

(Mais a respeito das demonstrações empíricas de Psi) – Texto técnico: “Experimental Evidence Suggestive of Anomalous Consciousness Interactions”, por Deborah L. Delanoy, Department of

Psychology, University of Edinburgh. Originalmente publicado em: Ghista, Dhanjoo N. (Ed.):

Biomedical and Life Physics, pp. 398-410. Proceedings of the Second Gauss Symposium, 2-8 August, 1993, Munich. xvi, 545pp. Vieweg, Braunschweig/Wiesbaden, 1996

psi, popularmente chamado de “paranormal”) poderia me ver enquanto eu estivesse usando o banheiro? 15. Se
  • 13. Qual o estado atual do desenvolvimento de uma teoria

sobre psi?

As opiniões sobre os mecanismos de psi são de muito variadas. Devido ao fato de o campo ser multidisciplinar, há

teorias físicas, teorias psicológicas, teorias psicofísicas, teorias sociológicas e combinações entre elas. Em um extremo, os “fisicalistas” tendem a acreditar que a “capacidade de sensibilidade psi” funciona como qualquer outro sistema sensorial humano e, como tal, será mais provavelmente explicada pelos princípios conhecidos da biofísica, da química e das ciências cognitivas. Esses teóricos esperam que psi seja acomodada na estrutura científica existente, talvez com algumas modificações ou ampliações. No outro extremo, os “mentalistas” defendem a idéia de que a realidade não existiria se não fosse pela consciência humana. Para esses teóricos, a natureza do universo é muito mais efervescente e, para acomodar psi dentro dos modelos científicos existentes serão necessárias modificações significativas da ciência tal como a conhecemos. Fortes debates teóricos são comuns em Parapsicologia, em parte por que o espírito, a religião, o sentido da vida e outros enigmas filosóficos confrontam-se com a mecânica quântica, com a teoria da probabilidade e com os neurônios.

Alguns teóricos têm tentado relacionar os fenômenos psi com os conceitos semelhantes aos da mecânica quântica, incluindo a não-localidade, as correlações instantâneas à distância e outras anomalias. Tais sugestões sempre acendem vigorosos debates e, em alguns momentos, parece que os críticos são inevitavelmente acusados de não compreenderem a mecânica quântica de forma adequada. (É por isso que não vamos discutir as teorias da mecânica quântica de psi aqui.) Mais informações a respeito das teorias físicas de psi: Mind Matter Unification Project. (Mais sobre teorias de psi ) – Texto intodutório ao

tema, produzido Parapsychology.

pela

Koestler

Chair of
Chair
of

14. Questões sobre fenômenos populares

  • 14.1 Os fantasmas são reais?

O ponto de vista que prevalece hoje em dia é de que os misteriosos efeitos físicos atribuídos historicamente aos fantasmas (espíritos desencarnados), tais como movimento de objetos, sons estranhos, odores enigmáticos e falha no equipamento elétrico, são, na verdade, fenômenos poltergeist (veja abaixo). As aparições que ocorrem sem o acompanhamento de efeitos físicos são consideradas efeitos psicológicos normais (i.e., alucinações) ou possivelmente uma aquisição de informação genuinamente mediada por psi.

Os poltergeists (em alemão, “espíritos barulhentos”) geralmente se manifestam na forma de estranhos efeitos elétricos e movimentos inexplicáveis de objetos. Em certa época, pensava- se que esses fenômenos ocorriam devido à ação de fantasmas, mas depois de décadas de investigação por parte de pesaquisadores, e mais notavelmente por William G. Roll, os estudos empíricos atuais sugerem que os poltergeists são efeitos psicocinéticos (PK) produzidos por um ou mais indivíduos, geralmente adolescentes com problemas emocionais. O termo RSPK (do inglês recurrent spontaneous psychokinesis), que significa, em português, “psicocinesia recorrente espontânea”, foi cunhado para descrever esse conceito.

  • 14.3 Se psi é real, como os cassinos ganham tanto dinheiro?

A teórica “vantagem da casa” para alguns jogos de cassino é bem pequena, por exemplo, cerca de 1% por jogo de dados favoravelmente jogado. Isto significa que depois de um bom tempo e várias tentativas, bons jogadores de dados podem conseguir recuperar 99 centavos para cada um dolar que jogarem. Se eles acertarem um hot streak, podem até mesmo ganhar algum dinheiro. Na prática, a parte de dinheiro que realmente fica para a casa é bem grande (cerca de 25% de cada mesa de jogo) porque raramente as pessoas jogam consistentemente e o ambiente do cassino é projetado intencionalmente para ser barulhento e visualmente dispersivo. Assim, para que uma “pessoa dotada de Psi” provoque qualquer diferença notável nos lucros do cassino em um longo período, essa pessoa deveria: (a) entender as estratégias de cada jogo, (b) jogar de forma consistente de acordo com essas estratégias e (c) aplicar consistentemente psi com força e segurança. Por um longo tempo, os lucros (ou vantagens) do cassino são previsivelmente estáveis, mas dado que alguns efeitos psi são conhecidos como genuínos, uma “pessoa dotada de psi” consistente (que sabe como jogar os jogos do cassino) pode ganhar algum dinheiro fazendo apostas. Além disso, muitas pessoas aplicando uma “psi fraca” podem causar pequenas flutuações nos lucros da casa. Para testar isto seria necessário analisar uma enorme quantidade de dados sobre o cassino, dados estes muito difíceis de serem obtidos.

  • 14.4 A mediunidade é real?

A “canalização” (ou channeling) consiste na alegação de que o espírito de alguém que morreu, ou alguma outra entidade não física, pode falar ou agir através de uma pessoa sensitiva. No final do século XIX, a isto deu-se o nome de mediunidade. Semelhantes alegações de comunicação com espíritos dos mortos podem ser encontradas ao longo da história e em outras culturas. Alguns pesquisadores acreditam que os casos de prodígios excepcionais, como Mozart na música ou Ramanujan na matemática, oferecem demonstrações empíricas de uma mediunidade genuína. Embora uma parte do material supostamente canalizado por espíritos dos mortos ou por seres de outro mundo não tenham nenhum sentido, outras obras têm inspirado um grande número de pessoas e servem como fonte contínua de esclarecimento.

Religiões reveladas e algumas experiências visionárias são exemplos de versões de informações canalizadas. Porém, se as informações provêm de uma fonte paranormal genuína ou do inconsciente do canalizador ou médium, é um assunto que provoca debates infindos.

14.5 Os efeitos psicocinéticos (PK) de grandes proporções, como a levitação, são reais?

Ao longo da história há muitos relatos de eventos espetaculares, tais como a levitação de indivíduos, pessoas santas que materializam objetos no ar e pessoas que são capazes de mover, entortar ou quebrar objetos sem tocá-los. Infelizmente, em muitos casos, as pessoas que alegam poder fazer essas coisas querem ganhar dinheiro com suas “habilidades”. Devido ao fato de o potencial de fraude ser elevado, e ser relativamente fácil criar efeitos convincentes que imitam rigorosamente os efeitos paranormais (com técnicas fraudulentas), as demonstrações empíricas fidedignas para esses efeitos psicocinéticos de grandes proporções são muito pequenas. Há alguns poucos casos de aparente movimentação de pequenos objetos, mas em geral a existência de fenômenos psicocinéticos de grandes proporções (ou macro-PK, como são tecnicamente chamados) é ainda uma séria questão em aberto.

Religiões reveladas e algumas experiências visionárias são exemplos de versões de informações canalizadas. Porém, se as

15. Qual é a história da Parapsicologia?

Nota: Esta história está limitada ao resumo de uma parte do desenvolvimento da Parapsicologia que ocorreu nos países de língua inglesa. Como um fenômeno antigo e trans-cultural, a psi tem sido estudada por muitos grupos e de muitas maneiras, ao longo da história. [N.ts. Um texto a respeito da história da Pesquisa de Psi no Brasil pode ser encontrado na seção Artigos, da Revista Virtual de Pesquisa de Psi, no Portal Psi].

1880

A Parapsicologia, como é praticada no mundo ocidental, originou-se de um interesse sério e científico pelo espiritismo no final do século XIX na Grã Bretanha e nos Estados Unidos. A Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres (Society for Psychical Research, SPR), fundada em 1882 e a Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas (American Society for Psychical Research, ASPR), fundada em 1885, foram criadas por cientistas eminentes da época para estudar médiuns que diziam poder entrar em contato com os mortos ou produzir outros efeitos paranormais.

Grande parte das primeiras demonstrações empíricas foram descritivas e casuais, incluindo relatos de sonhos precognitivos, descrições de levitações de mesas, narrativas de visões de fantasmas e assim por diante. Alguns membros das Sociedades de Pesquisas Psíquicas projetaram instrumentos especiais para testar os fenômenos que os médiuns de efeitos físicos diziam realizar.

Alguns dos estudos de casos e livros publicados por membros dessas sociedades, mais notavelmente por Frederic Myers no Reino Unido e William James nos Estados Unidos, são clássicos da literatura parapsicológica.

1900 à decada de 1960

Em 1917, J. E. Coover, um psicólogo da Universidade de Stanford, foi um dos primeiros investigadores a aplicar técnicas experimentais para estudar as habilidades psi em laboratório. Mas apenas em 1927 a nova era da pesquisa de psi foi estabelecida pelo biólogo J.B.Rhine. Rhine e seus colegas desenvolveram técnicas experimentais originais e ajudaram a popularizar os termos “ESP” (extrasensory perception, em português, percepção extra- sensorial) e “parapsicologia”. Contaram também com a colaboração da esposa de Rhine, a bióloga Louisa E. Rhine, mais dedicada ao estudo de casos espontâneos. O laboratório de Rhine, que inicialmente fazia parte do Departamento de Psicologia da Universidade de Duke em Durham, Carolina do Norte, desenvolveu uma reputação mundial de pioneirismo e pesquisa cientificamente ortodoxa de psi. Em 1935, Rhine criou o primeiro laboratório independente de Parapsicologia, tendo sua base acadêmica na Universidade de Duke. Sua pesquisa mais conhecida envolveu testes de ESP utilizando um baralho especial e testes de PK utilizando dados de jogar. Em 1965, Rhine se aposentou da Duke e mudou seu laboratório para fora do campus. Hoje, o legado de Rhine, o Instituto de Parapsicologia do Centro de Pesquisas Rhine (Rhine Research Center) conduz ativamente pesquisas psi, tendo como diretor, John Palmer.

Década de 1960

O interesse em Parapsicologia explodiu na década de 60, resultante do estabelecimento dos seguintes programas:

William G. Roll fundou a Fundação de Pesquisa Psíquica (Psychical Research Foundation) na Carolina do Norte, EUA. Roll é mais conhecido por seus estudos sobre fenômenos poltergeists e assombrações. Atualmente, Roll está ativo na pesquisa de psi na Georgia. Ian Stevenson deu início à Divisão de Parapsicologia como parte do Departamento de Psiquiatria da Escola Médica da Universidade de Virgínia. Stevenson enfatizou a pesquisa sobre os casos espontâneos, incluindo sonhos precognitivos e impressões telepáticas, e é mais conhecido pelo trabalho pioneiro sobre os fenômenos relacionados à sobrevivência - basicamente, casos de reencarnação em crianças de países como a Índia, Birmânia e Tailândia. A seção chama-se, agora, Divisão de Estudos da Personalidade (Division of Personality Studies) e Stevenson está trabalhando ativamente em pesquisa. Karlis Osis se tornou o Membro Pesquisador Chester Carlson na Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas, na Cidade de Nova York. Osis conduziu pesquisas sobre EFC (experiências fora do corpo), pesquisas de levantamentos de dados sobre crenças e atitudes, estudos

de casos de aparições e talvez seja mais conhecido por seu trabalho original sobre visões no leito de morte. Osis é falecido. A pesquisa parapsicológica foi iniciada no Departamento de Psicologia da Universidade de Edimburgo por John Beloff. Em 1985, a Cátedra Koestler de Parapsicologia foi estabelecida no departamento devido a uma doação fekita por Arthur Koestler e sua esposa Cynthia. O Professor Robert L. Morris é o primeiro chefe dessa cátedra. Morris, sua equipe de pesquisa e os estudantes pós-graduandos estão insistindo ativamente em uma abordagem que enfatiza a compreensão e a facilitação das interações psi. Um programa especializado de pesquisa foi instituido por Montague Ullman e Stanley Krippner no Maimonides Hospital no Brooklyn, Nova York, EUA. Essa equipe, que mais tarde incluiu Charles Honorton, é mais conhecida por seu trabalho com sonhos telepáticos. Como o programa do Maiomonides terminou em 1979, Charles Honorton abriu um novo laboratório, chamado Laboratórios de Pesquisa Psicofísicas (Psychophysical Research Laboratories), em Princeton, Nova Jersey, EUA. O laboratório de Honorton, que continuou operando até 1989, foi o mais conhecido pela pesquisa sobre telepatia em ganzfeld, pelos testes de micro-PK e pelo trabalho meta-analítico. Krippner está atualmente engajado em pesquisa ativa no Saybrook Institute, São Francisco, CA. Honorton morreu tragicamente em 1992, enquanto tentava seu Ph.D em Parapsicologia na Universidade de Edimburgo. Charles Tart, um professor de Psicologia mais conhecido por seu trabalho pioneiro sobre estados alterados de consciência, lecionou e conduziu pesquisas parapsicológicas na Universidade da Califórnia, em Davis. Agora ele está aposentado das funções que exercia na universidade, mas leciona e faz pesquisas no Instituto de Psicologia Transpessoal em Palo Alto, CA, entre outros lugares.

Década de 1970

Em 1972, iniciou-se um esforço para a especialização na pesquisa de psi na Califórnia, EUA, no SRI Internacional, em Menlo Park, anteriormente chamado de Instituto de Pesquisas de Stanford (Stanford Research Institute). O programa foi estabelecido pelos físicos Harold Puthoff e por Russel Targ; mais tarde, o físico Edwin May juntou-se à equipe. O programa SRI concentrava-se em pesquisa de visão à distância (e cunhou o termo). May assumiu o programa em 1985, quando Puthoff o deixou para assumir uma outra posição. Quando May deixou o SRI Internacional em 1989, reinstalou um programa semelhante em Palo Alto, no Laboratório de Ciências Cognitivas da Corporação Internacional de Aplicações da Ciência (Science Applications International Corporation, SAIC). Esse programa ainda está envolvido com a pesquisa e é mais conhecido por usar tecnologias sofisticadas, como, por exemplo, magnetoencefalógrafos para estudar o funcionamento do cérebro enquando

indivíduos desempenham tarefas psi. O laboratório também desenvolve modelos teóricos de micro-PK e trabalha na pesquisa de visão remota, fundamentalmente da perspectiva “fisicalista”. Também em 1979, um outro programa de pesquisa começou em Princeton, Nova Jersey, dentro da Escola de Engenharia da Universidade de Princeton. Foi fundado por Robert Jahn, que era, na época, Reitor da Escola de Engenharia. O Laboratório de Pesquisas de Anomalias da Engenharia de Princeton (Princeton Engineering Anomalies Research, PEARL) ainda está realizando pesquisas, e é mais conhecido por seu grande banco de dados sobre testes de micro-PK, testes de PK envolvendo outros sistemas físicos, experimentos de “percepção precognitiva à distância” e seu trabalho teórico na tentativa de relacionar metáforas da física quântica ao funcionamento de psi.

Anos 90

No final de 1993, Dean Radin instituiu o Laboratório de Pesquisas da Consciência (Consciousness Research Laboratory), um programa de pesquisa de psi dentro do Centro Harry Reid para Estudos Ambientais na Universidade de Nevada, Las Vegas. O laboratório conduzia pesquisas básicas e aplicadas sobre os efeitos psi. Atualmente o Consciousness Research Laboratory continua suas atividades privadamente. Em 1995, Richard Wiseman iniciou um programa de pesquisa de psi no Departamento de Psicologia na Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, e Susan Blackmore iniciou um programa semelhante no Departamento de Psicologia da Universidade de West England, em Bristol, também Reino Unido.

(Referências mais atualizadas quanto às instituições universitárias que abrigam centros de pesquisa parapsicológica podem ser vistas mais abaixo. Ver questão 16.)

indivíduos desempenham tarefas psi. O laboratório também desenvolve modelos teóricos de micro-PK e trabalha na pesquisa

16. Onde eu posso estudar Parapsicologia? Onde posso conseguir um emprego em Parapsicologia?

Muitas pessoas gostariam de estudar a consciência humana, Parapsicologia, Psicologia Transpessoal ou uma combinação desses campos. Apesar desses tópicos serem de grande interesse, o número de cursos universitários disponível é – surpreendentemente – muito pequeno. As pessoas freqüentemente acreditam que existem programas de graduação e pós-graduação em universidades conhecidas por terem mantido laboratórios de Parapsicologia, especialmente a Duke University, mas a Duke não oferece esses cursos. Por outro lado, apesar de poucos saberem, tanto a Harvard quanto a Stanford University mantêm bolsas de estudo destinadas explicitamente à pesquisa parapsicológica, o que não é divulgado. Além disso, a maior parte dos fundos para essa finalidade tem sido usada para outros propósitos.

Historicamente, a academia tem considerado os fenômenos parapsicológicos como algo embaraçoso pelo fato de eles serem sensacionalisticamente explorados pela indústria de entretenimento, além de estarem também presentes nos testemunhos dos divulgadores das idéias esotéricas do movimento “Nova Era”. Como resultado disso, apesar de haver fundos disponíveis para criar cursos e programas de pesquisa, eles vêm diminuindo há anos. No momento, não há, nos Estados Unidos, nenhum curso universitário de Parapsicologia que seja reconhecido. Isto não significa que não sejam oferecidas aulas de Parapsicologia, até mesmo em importantes universidades, ou que você não possa fazer um doutorado reconhecido com ênfase em Parapsicologia. A questão é que você não pode obter nenhum grau acadêmico especificamente nessa disciplina. Atualmente, a única universidade dos Estados Unidos com um programa ativo em estudos da consciência – o que, neste caso, significa uma sub-área da Parapsicologia – é a Universidade de Nevada, Las Vegas, onde aulas de Parapsicologia têm sido ministradas sob os auspícios da relativamente nova Cátedra Bigelow de Estudos da Consciência. Entretanto, assim como os empregos para pesquisadores em Parapsicologia na Harvard e na Stanford (e vários outras universidades) se extinguiram após a morte de seus benfeitores, o eventual destino dessa nova cátedra também é obscuro. Ao contrário disso, a Cátedra Koestler de Parapsicologia, do Departamento de Psicologia da Universidade de Edimburgo, Escócia surgiu após a morte de Arthur Koestler e sua esposa, que manifestaram o desejo e doaram uma grande quantia em seu testamento para que fosse criada uma cátedra voltada à pesquisa de fenômenos parapsicológicos em uma universidade da Grã Bretanha. Assim, em 1984 a Universidade de Edimburgo foi escolhida para abrigar essa cátedra e desde 1985 o Dr. Robert Morris é o catedrático responsável por ela. Graças a essa cátedra, mais de dez de estudantes de pós-graduação já realizaram seu doutoramento com ênfase em tópicos parapsicológicos. A maior parte desses estudantes atualmente ocupa postos de docência e pesquisa em universidades da Grã- Bretanha.

Sites de instituições da Grã-Bretanha que abrigam

novos

centros

de

pesquisa

e

ensino

em

Parapsicologia:

 

Nene, University College Northamptom, Nene

University, UK.

 

Perrot-Warwick Research Unit, University of Hertfordshire, UK.

Consciousness and Transpersonal Psychology

Research Unit, Liverpool John Moores University, UK Parapsychology Studies Group, Coventry University, UK Se o seu interesse pela pesquisa da consciência se concentra em um tema relativamente bem aceito pela comunidade científica (digamos, por exemplo, “pesquisa de biofeedback”) você poderá encontrar um professor de alguma universidade importante realizando pesquisas sobre esses tópicos e poderá estudar com ele.

Verifique as fontes de referência, como o Psychological

Abstracts e o MedLine para ver quem está realizando trabalhos nessas áreas e em quais instituições e, então, escreva para eles. Se o seu principal interesse é Parapsicologia, então as coisas ficam muito mais difíceis. Você pode, virtualmente, esquecer todas as principais instituições acadêmicas se você quiser se envolver seriamente com o tema de forma profissional. Em termos bem realistas quanto à questão profissional, você pode perceber que a Parapsicologia é considerada “marginal”, no melhor dos casos, pelas principais linhas da Psicologia, ao menos nos Estados Unidos. Se seu objetivo é conseguir dar aulas em uma importante universidade, com tempo para a realização de pesquisas, então uma pós-graduação com ênfase em Parapsicologia não será bem vista (para não dizer o pior). Felizmente, a situação é dramaticamente diferente em alguns países europeus, especialmente a Grã-Bretanha e a Alemanha, onde a Parapsicologia está rapidamente se tornando um tema acadêmico respeitável. Outras instituições européias que abrigam grupos de estudo parapsicológicos:

University of Amsterdam Anomalous Cognition

Group,

Netherlands

University of Amsterdam, The

Institut für Grenzgebiete der Psychologie und

Psychohygiene (IGPP) , Freiburg, Alemanha A maioria dos parapsicólogos (e por “parapsicólogos” significa aqui: cientistas treinados profissionalmente, não os tais “populares investigadores do paranormal”) em geral realizam uma atividade de docência ou têm algum emprego convencional. Apenas 30 ou 40 pessoas em todo o mundo estão empregadas em regime de tempo integral nessa área como pesquisadores e um número ainda menor recebe salários razoáveis. Falando francamente, as chances de se conseguir um emprego decente são extremamente pequenas, apesar de, como já foi mencionado, a situação na Europa ser melhor do que nos Estados Unidos. Se, apesar de tudo isso, você continuar interessado em prosseguir, ótimo!

A maioria dos estudantes resolve os problemas citados acima ingressando em uma instituição acadêmica reconhecida, onde sabiamente eles se mantém discretos quanto aos seus reais interesses. Eles aprendem a realizar pesquisas em alguma disciplina científica bem aceita, obtêm um grau acadêmico, e então, afiliam-se à Parapsychological Association (PA) e começam a ler as principais revistas especializadas em Parapsicologia. Isso pode não satisfazer a paixão dos estudantes, mas, no momento, muitos acadêmicos não consideram esse tópico como digno de ser tratado cientificamente. Há poucas exceções: estudos psicológicos e sociológicos das crenças em fenômenos parapsicológicos são tópicos de pesquisa marginalmente aceitos, como o são os estudos antropológicos de práticas e rituais “paranormais” de sociedades indígenas. Adotar a Parapsicologia como uma carreira requer (1) grande habilidade para lidar com tarefas difíceis, (2) enorme persistência, criatividade e capacidade de encontrar saídas, (3)

sólido treinamento em uma ou mais ciências que tenham grande aceitação ou em uma atividade docente e, (4) a habilidade de reconhecer, mas não aquiescer ante aos modismos do paradigma atual e aos dogmas acadêmicos. Esta não é uma carreira para pessoas sem coragem ou para adeptos da ortodoxia. A recompensa é que a Parapsicologia, como outras áreas científicas fronteiriças, é uma disciplina extremamente desafiadora e aberta à exploração de idéias criativas e a avanços significativos ao seu estado da arte. Se você espera soluções rápidas para problemas fáceis ou respostas absolutas para questões claras, então a Parapsicologia, definitivamente, não é para você. Se você tem prazer em explorar um amplo espectro do potencial humano e possui talento criativo para lidar com os limites apontados acima, então não há melhor disciplina do que a Parapsicologia.

Trechos da discussão acima são uma contribuição do Dr. Charles Tart, com adições de Dean Radin.

Mais sobre a Parapsicologia como carreira:

Parapsychology as a Career, (Arquivo PDF [pode ser aberto com Acrobat Reader], impresso com permissão da Parapsychology Review), é um texto curto escrito pelo Dr. Rex Stanford, que contém excelentes informações para pessoas interessadas em se profissionalizarem em Parapsicologia. O autor apresenta e discute: (a) oportunidades de trabalho para quem quer seguir carreira em Parapsicologia; (b) custos e recompensas; (c) qualificações necessárias; (d) treinamento específico necessário; (e) dicas para conseguir um

emprego na área

(Texto traduzido e adaptado. O

original em inglês pode ser encontrado no site do Rhine Research Center.) Cursos introdutórios altamente recomendados:

Curso Acadêmico on-line: “Introduction into Empirical and Theoretical Parapsychology”, ministrado pelo Dr. Dick J. Bierman, University Utrecht, Utrecht, Holanda. Curso de Verão de Parapsicologia, do Rhine Research Center, dirigido pelo Dr. John Palmer.

Novo

A Greenwich University (Austrália) acaba de aprovar a criação de um curso à distância de

Mestrado e Doutorado em " Parapsychology & Paranormal Studies", dirigido pelo Dr. Jon Klimo.

sólido treinamento em uma ou mais ciências que tenham grande aceitação ou em uma atividade docente

17. Existem experimentos parapsicológicos on-line?

Sim. Aí vai uma lista dos sites com experimentos on-

line:

1. The Anomalous Cognition (or PSI) section of the Faculty of Psychology of the University of Amsterdam

  • 2. Pacific Neuropsychiatric Institute

  • 3. The Retropsychokinesis Project

  • 4. Koestler Chair of Parapsychology, Univ. of Edinburgh

2. Pacific Neuropsychiatric Institute 3. The Retropsychokinesis Project 4. Koestler Chair of Parapsychology, Univ. of Edinburgh

18. Quais são as principais fontes sobre psi na internet, os centros de pesquisa de psi, publicações, associações e fundações, e grupos de céticos?

OBSERVAÇÃO

A abordagem das instituições abaixo não representa,

necessariamente,a abordagem adotada pelo

Inter Psi – Grupo de Estudos em Semiótica,

Interconectividade e Consciência.

FONTES SOBRE PSI NA INTERNET

Parapsychology Sources on the Internet

Parapsychology Resources on Internet Some Parapsychology Reference Parapsychology Links

INSTITUTOS DE PESQUISA DE PSI EM UNIVERSIDADES

(Algumas das instituições abaixo oferecem Mestrado e Doutorado por

pesquisas cujo objeto de estudo seja Psi) Alemanha Abteilung für Psychologie und Grenzgebiete der Psychologie, Universität Freiburg Austria

The Austrian Society for Parapsychology and Border Areas of

Science, Institut für Ethnologie, Kultur- und Sozialanthropologie der Universität Wien. Institut für Grenzgebiete der Wissenschaft (IGW), Leopold- Franzens-Universität Innsbruck. Brasil

Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e

Consciência, Centro de Estudos Peirceanos, Programa de Pós- Graduação em Comunicação e Semiótica, PUC-SP Estados Unidos PEAR Laboratory, Princeton Engineering Anomalies Research Lab., The Global Consciousness Project , Princeton University, Princeton, NJ Franklin Pierce College, Rindge, NH The Center for Frontier Sciences, Temple University, PH Division of Personality Studies, University of Virginia Health Sciences Center, VA Grã-Bretanha Koestler Parapsychology Unit, University of Edinburgh, UK Nene, University College Northamptom, Nene University, UK. Perrot-Warwick Research Unit, University of Hertfordshire, UK. Mind-Matter Unification Project, Cambridge University, UK Consciousness and Transpersonal Psychology Research Unit, Liverpool John Moores Univ., UK Parapsychology Studies Group, Coventry University, UK. The RetroPsychokinesis Project , university of Kent, Canterbury, UK Holanda

University of Amsterdam Anomalous Cognition Group, University of Amsterdam, The Netherlands

INSTITUTOS DE PESQUISA DE PSI PARTICULARES Alemanha Institut fuer Grenzgebiete der Psychologie und Psychohygiene (IGPP) , Freiburg, Al Argentina Instituto Argentino de Psicología Paranormal, Buenos Aires, Ar Brasil Centro Latino Americano de Parapsicologia (CLAP), São Paulo, SP Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, Recife, PE Estados Unidos Rhine Research Center (Inclui o Institute for Parapsychology), Durham, NC The Laboratories for Fundamental Research (Inclui o Cognitive Sciences Laboratory), Palo Alto, CA Consciousness Research Laboratory, Las Vegas, NV Exceptional Human Experience, New Bern, NC Itália Centro Studi Parapsicologici di Bologna , Bologna Japão

International Society of Life Information Science Bio-Emission Laboratory México Instituto Latino-Americano de Psicología Paranormal, Ciudad del Mexico Ramón Monroig Grimau Portugal Centro Latino-Americano de Parapsicologia, CLAP-Portugal, Braga PUBLICAÇÕES ESPECIALIZADAS NA PESQUISA DE PSI International Journal of Parapsychology Eletronic Journal for Anomalous Phenomena European Journal of Parapsychology The Journal of Parapsychology The Journal of Scientific Exploration Revista Portuguesa de Parapsicologia Japanese Journal of Parapsychology Journal of American Society for Psychical Research Journal of American Society for Psychical Research Luce e Ombra Quaderni di Parapsicologia Zeitschrift für Parapsychologie und Grenzgebiete der Psychologie - Inhaltsverzeichnisse Journal of International Society of Life Information Science Subtle Energies Frontiers Perpectives Revista Argentina de Psicología Paranormal Revista Mexicana de Psicologia Paranormal Email EXPERIMENTOS PSI ON-LINE Anomalous Cognition (or PSI) section, University of Amsterdam, Holanda The RetroPsychoKinesis Project, University of Kent at Canterbury, UK Bondary Institute, Koestler Chair of Parapsychology, University of Edinburgh

ASSOCIAÇÕES e FUNDAÇÕES

Sociedade Brasileira para o Progresso da Parapsicologia (SBPP) /

Contato: Vera Barrionuevo Asociación Iberoamericana de Parapsicología (AIPA) / Contato:

Alejandro Parra (Argentina) Fundação Bial, Porto (Portugal)

Parapsychological Association, Inc., PA. Parapsychology Foundation, Inc., PF, New York, USA The Society for Psychical Research of London, SPRL, London, UK The American Society for Psychical Research, ASPR, NY, USA CÉTICOS

CSICOP and the Skeptical Inquirer

A mais importe página de céticos, com artigos da revista Skeptical Inquirer on-line, notícias de eventos e links.

Australian Skeptics

Notícias sobra a atividades dos céticos e informações sobre livros.

CICAP

Revista italiana interessada em alegações de psi com ponto de vista cético.

German Skeptics Textos de céticos alemães e alguns links em inglês. The Skeptics Society Página da Skeptics' Society com links e artigos da revista The Skeptic UK Skeptics.Informa sobre a postura e atividade dos céticos da Grã-Bretanha. James Randi Educational Foundation

Página do cético e mágico profissional canadense James “Amazing” Randi, residente nos EUA, com informações sobre o prêmio de US$1.000.000 para quem produzir

fenômenos psi à vontade, além de temas ligados ao ceticismo, atividades e produção bibliográfica de Randi.

Fórum Cético Brasileiro Promove o ceticismo científico e o humanismo secular, discute pseudociência e religião no Brasil. Quackwatch em português, Seu Guia contra o Charlatanismo, Curandeirismo, Fraudes na Saúde e Para Tomada de Decisões Inteligentes

Dirigido pelo médico Steven Barret, um conhecido defensor dos direitos do consumidor dos EUA.

Associação Céticos de Portugal Clube dos Céticos Darwin Magazine

Dedicado ao ceticismo e ao humanismo secular, com ênfase na teoria da evolução. Mantém uma tradução do Resumo Eletrônico da revista Skeptical Enquirer do CSICOP.

Dicionário Céptico (MG/PT) Tradução para o Português do Skeptic's Dictionary de Robert T. Carroll. Mario's Homepage (RJ)

Ceticismo e humanismo secular.

Opção Racional (RJ)

Analisa fenômenos paranormais e pseudocientíficos sob o ponto de vista da ciência, buscando divulgar para o público em geral informações confiáveis e encorajando a utilização do método científico como forma de pensamento crítico e objetivo.

Paranormal e Pseudociência em Exame

Informação sobre a análise crítica do Paranormal e da Pseudociência.

Saúde & Informação

Análise crítica dos métodos e das terapias ditas alternativas.

Sociedade da Terra Redonda

Defesa dos direitos dos ateístas na sociedade, da separação entre religião e governo, divulgação do

método científico e o pensamento crítico.

Ps. Principais colaboradores deste material Editor, Dean Radin, Ph.D Consciousness Research Laboratory , Las Vegas, NV,

Ps. Principais colaboradores deste material

Editor, Dean Radin, Ph.D Consciousness Research Laboratory , Las Vegas, NV, USA Carlos Alvarado, Ph.D., Foundation of Parapsychology, New YorK Dick Bierman, Ph.D., Anomalous Cognition (or PSI) section of the Faculty of Psychology of the University of Amsterdam Topher Cooper, Bsc., Voice Processing Corporation, Cambridge, MA, USA Edwin May, Ph.D., Cognitive Sciences Laboratory , SAIC, Palo Alto, CA, USA Roger Nelson, Ph.D. PEARL - Princeton Engineering Anomalies Research Laboratory , Princeton University, Princeton, NJ, USA Ephraim Schechter, Ph.D. University of Colorado, Boulder, CO, USA James Spottswoode, Bsc., James Spottswoode & Assoc., CA Charles Tart, Ph.D., University of California, Davis (Emeritus), CA, USA

Todas as colaborações para este material consistem em opiniões pessoais e não refletem ou implicam posições oficiais de quaisquer organizações, companhias ou universidades.

Ps. Principais colaboradores deste material Editor, Dean Radin, Ph.D Consciousness Research Laboratory , Las Vegas, NV,

Organizadores e tradutores para o português:

Wellington Zangari e Fátima Regina Machado pesquisapsi@gmail.com

Inter Psi – Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência

CEPE / COS / PUC-SP

Ps. Principais colaboradores deste material Editor, Dean Radin, Ph.D Consciousness Research Laboratory , Las Vegas, NV,

10.2 Crítica 2

Crítica: Os fenômenos psi violam os princípios limitadores da ciência e, portanto, são impossíveis. Resposta: Há vinte anos, essa crítica era uma réplica mordaz razoável comumente feita às alegações de existência dos fenômenos psi. Hoje, com os avanços em muitas disciplinas científicas, a visão de mundo da ciência está mudando rapidamente e os princípios limitadores básicos estão sendo constantemente redefinidos. Além disso, o substancial conjunto de dados empíricos da Parapsicologia agora apresenta anomalias que simplesmente “vieram para ficar”. Sendo assim, essa crítica não é mais persuasiva e lentamente está desaparecendo. Dada a velocidade das mudanças da ciência atual, atribuir psi ao reino do impossível agora parece imprudente, no melhor dos casos, e tolo, no pior.

10.3 Crítica 3

Crítica: A Parapsicologia ainda não tem um experimento “replicável”. Resposta: Muitas pessoas, quando falam sobre um experimento psi “replicável”, geralmente têm em mente um experimento como aqueles realizados em aulas elementares de Física para demonstrar a aceleração da gravidade ou reações químicas simples. Em tais experimentos, em que há relativamente poucas variáveis que, além da baixa quantidade são bem conhecidas e controláveis, os experimentos podem ser realizados por praticamente qualquer pessoa, em qualquer momento, e irão funcionar. Porém, é inadequado insistir nesse grau de replicação no caso da Parapsicologia como o é para a maior parte dos experimentos das Ciências Sociais ou Ciências do Comportamento. Os experimentos psi geralmente envolvem muitas variáveis, algumas das quais mal são conhecidas e muito difíceis ou impossíveis de serem diretamente controladas. Nestas circunstâncias, os cientistas fazem uso de argumentos estatísticos para demonstrar a “replicabilidade”, ao invés da visão comum, porém restrita, de que “se psi existe, eu deveria ser capaz de utilizá-la quando eu quisesse”. Na hipótese de psi não existir, deveríamos esperar que cerca de 5% dos experimentos psi bem conduzidos apresentassem bons resultados (ou seja, estatisticamente significativos), pelo puro acaso. Mas suponhamos que em uma série de 100 experimentos psi genuínos nós observássemos, de forma consistente, que 20 foram bem sucedidos. É extremamente improvável que isto ocorra pelo mero acaso, o que sugere que psi esteve presente em alguns desses estudos. Entretanto, isto também significa que em qualquer experimento há 80% de chance de “fracasso”. Assim, se um crítico planeja um experimento sobre psi para verificar se o fenômeno é “real” e o experimento falha, obviamente é incorreto alegar, tendo como base um único experimento, que psi não é real porque não é “replicável”. Um método amplamente aceito para avaliar a “replicabilidade” em experimentos é chamado de meta- análise. Essa técnica quantitativa é massissamente utilizada em ciências médicas, comportamentais e sociais para integrar os resultados de numerosos experimentos independentes. Iniciada em 1985, a meta-análise tem sido aplicada a numerosos tipos de experimentos. Em muitos desses estudos, os resultados indicam que os dados obtidos pelos experimentos não foram devidos ao acaso, a falhas metodológicas, a prática de relatórios seletivos, a quaisquer outras explicações “normais” plausíveis. O que permanece é psi e, em vários domínios experimentais, psi tem sido replicada por investigadores independentes.

(Mais sobre replicação

e o uso de meta-análises em

Parapsicologia) - Discussão técnico-matemática entre céticos e proponentes de psi: “Replication and Meta- Analysis in Parapsychology, Publicado em: "Statistical Science," 1991, Vol. 6., No. 4, 363-403.

(Mais sobre a posição dos criticos I) – “Skeptical Resources”, do Committee for the Scientific investigation of Claims of the Paranormal, uma das mais importantes instituições céticas do mundo.

(Mais sobre a posição dos críticos II) – “Fórum Cético Brasileiro”, promove o ceticismo científico e o humanismo secular, discute pseudociência e religião no

Brasil. (Mais sobre a posição dos críticos III) – “Quackwatch em português, Seu Guia contra o Charlatanismo, Curandeirismo, Fraudes na Saúde e Para Tomada de

Decisões Inteligentes”, dirigido pelo médico Steven Barret, um conhecido defensor dos direitos do consumidor dos EUA.

(Mais sobre a posição dos críticos IV) – Entrevista com Martin Gardner, um dos mais importantes críticos da Parapsicologia.

( Mais sobre a posição dos críticos II ) – “Fórum Cético Brasileiro”, promove o ceticismo

11. Por que a Parapsicologia é cronicamente controversa?

A Parapsicologia permanece polêmica ainda hoje, mesmo com resultados substanciais, persuasivos e cientificamente aceitáveis, por três razões principais:

1ª.) A mídia e grande parte do público freqüentemente confunde Parapsicologia com crenças sensacionais e não científicas e histórias sobre “o paranormal”. A difusão dessas idéias confusas tem levado muitos cientistas a simplesmente rejeitar o campo como sendo indigno de estudo sério e, assim, pensam que não valeria a pena gastar seu tempo para examinar a demonstração empírica existente. Além disso, compreender a natureza da demonstração empírica existente em Parapsicologia está longe de ser fácil. Apesar de os resultados meta-analíticos serem consistentes e persuasivos, a meta-análise requer conhecimento especializado para que se compreenda esse tipo de demonstração empírica. Para pessoas que não estão familiarizadas com a Estatística, ou não confiam nela (o que geralmente é sinal de mal entendimento), a demonstração não parecerá muito convincente. Essas mesmas pessoas podem, então, ter em mãos um bom material, estar com a psi “bem debaixo de seus narizes”, ou ter acesso a provas auto-evidentes, e, mesmo assim, elas vão encontrar grandes quantidades de demonstrações factuais, mas quase nenhum dado cientificamente confiável. Elas podem então entender as longas discussões sobre Parapsicologia, como esta que você está lendo neste material, como prova de que ninguém sabe o que está se passando e que os cientistas ainda estão basicamente “enrolando”, indecisos sobre esse assunto.

Nossa resposta é simples: as demonstrações científicas para algumas formas de psi é extremamente convincente. Em essência, psi existe e estamos começando a aprender um pouco mais sobre ela e sobre quem a possui. Leia todo este material e cheque as referências. 2ª) Mesmo que alguém procure estudar as demonstrações empíricas, muitos dos trabalhos persuasivos estão publicados em revistas profissionais especializadas que têm uma circulação limitada. Essas revistas podem ser encontradas nas bibliotecas das grandes universidades mas, em muitos casos, os estudantes devem procurar reedições e relatórios técnicos dos autores. Este material que você está lendo foi preparado em parte para amenizar esse problema e para fornecer referências de fontes variadas. 3ª) Algumas pessoas têm medo de que psi possa

ser existir de verdade. O medo da psi surge, por exemplo, porque as pessoas pensam o seguinte:

  • 1. A psi está associada a forças diabólicas, à mágia e à bruxaria.

  • 2. A psi sugere a perda dos limites normais do ego.

  • 3. As pessoas podem ser capazes de ler sua mente e saberem que você, secretamente (ou inconscientemente), alimenta pensamentos sexuais, agressivos ou coisas piores.

  • 4. Se você fala sobre psi, as pessoas podem pensar que você está louco(a).

  • 5. Se você pensa que vivencia fenômenos psi, talvez você esteja louco(a).

  • 6. Antes de você completar seis anos de idade, seus pais desaprovaram suas pequenas demonstrações de telepatia.

  • 7. Refletir sobre psi nos leva a uma mentalidade supersticiosa medieval que, por sua vez, irá manter uma corrente crescente de pensamentos primitivos e perigosos.

  • 8. Com a ESP você pode saber coisas que você não quer saber sobre você e sobre outras pessoas - isto é, acidentes que estão por acontecer e coisas que você preferiria não ter a responsabilidade de sabê-las.

  • 9. Se isso (8) acontece com você, especialmente se você é uma criança, há uma tendência de que você se sinta responsável pelo que fato que você previu.

    • 10. A psi pode interferir nos processos humanos normais de separação e desenvolvimento do ego. Portanto, nós planejamos estratégias sutis para a inibição cultural.

pensamentos dos outros? Talvez isto leve a doenças mentais.

12.

Muitas

pessoas

têm

um

traço

auto-

destrutivo de personalidade. Que danos poderiam ocorrer se a psi fosse usada a serviço desse fator? Jule Eisenbud escreveu sobre isto em seu livro: “A Parapsicologia e o Inconsciente”.

  • 13. Se psi existe, quais das minhas crenças terei que abandonar?

14.

Se

psi

existe,

isto significa que

um

agente psi (pessoa que tem habilidades psi, popularmente chamado de “paranormal”) poderia me ver enquanto eu estivesse usando o banheiro?

  • 15. Se psi existe, então talvez eu não possa

me isolar tão facilmente da dor e do sofrimento do mundo. A lista acima foi uma cortesia de Jeffrey Mishlove,

Diretor da Rede de Intuição

do Instituto de Ciências Noéticas.

pensamentos dos outros? Talvez isto leve a doenças mentais. 12. Muitas pessoas têm um traço auto-

12. Qual o estado atual da demonstração empirica de psi?

Para sermos precisos, quando dizemos que “X” existe, queremos dizer que o conjunto de dados estatísticos acumulados sobre experimentos que estudam “X” disponíveis atualmente oferecem uma demontração cientificamente forte e confiável de efeitos do tipo “X”, anômalos e replicáveis. Tendo isso em mente, a ESP existe, a precognição existe, a telepatia existe e a PK existe. A ESP é estatisticamente forte, o que quer dizer que podemos demonstrá-la de forma confiável por meio de testes repetidos. Porém, tal demonstração tende a ser frágil quando símbolos geométricos simples são usados como alvos. Alvos fotográficos ou em vídeo freqüentemente produzem efeitos muitas vezes maiores e há alguma demontração de que a ESP em relação aos próprios locais ao invés das fotos dessas localizações e a contextos naturais, pode ser ainda mais forte. Alguns efeitos psicocinéticos (PK) também têm sido demonstrados. Quando indivíduos focalizam a sua atenção em dispositivos eletrônicos ou mecânicos que se alteram aleatoriamente, essas alterações mudam de direção conforme a intenção mental dessas pessoas. Sob condições controladas, quando os indivíduos dirigem sua atenção a algum outro lugar, as alterações se dão de acordo com o que se espera pelo acaso. Note que estamos usando os termos ESP, telepatia e PK no sentido técnico e não no sentido popular. Veja : “(5) O que os parapsicólogos estudam?”.

(Mais a respeito das demonstrações empíricas de Psi) – Texto técnico: “Experimental Evidence Suggestive of Anomalous Consciousness Interactions”, por Deborah L. Delanoy, Department of

Psychology, University of Edinburgh. Originalmente publicado em: Ghista, Dhanjoo N. (Ed.):

Biomedical and Life Physics, pp. 398-410. Proceedings of the Second Gauss Symposium, 2-8 August, 1993, Munich. xvi, 545pp. Vieweg, Braunschweig/Wiesbaden, 1996

Psychology, University of Edinburgh. Originalmente publicado em: Ghista, Dhanjoo N. (Ed.): Biomedical and Life Physics ,
  • 13. Qual o estado atual do desenvolvimento de uma teoria

sobre psi?

As opiniões sobre os mecanismos de psi são de muito variadas. Devido ao fato de o campo ser multidisciplinar, há teorias físicas, teorias psicológicas, teorias psicofísicas, teorias sociológicas e combinações entre elas. Em um extremo, os “fisicalistas” tendem a acreditar que a “capacidade de sensibilidade psi” funciona como qualquer outro sistema sensorial humano e, como tal, será mais provavelmente explicada pelos princípios conhecidos da biofísica, da química e das ciências cognitivas. Esses teóricos esperam que psi seja acomodada na estrutura científica existente, talvez com algumas modificações ou ampliações. No outro extremo, os “mentalistas” defendem a idéia de que a realidade não existiria se não fosse pela consciência humana. Para esses teóricos, a natureza do universo é muito mais efervescente e, para acomodar psi dentro dos modelos científicos existentes serão necessárias modificações significativas da ciência tal como a conhecemos. Fortes debates teóricos são comuns em Parapsicologia, em parte por que o espírito, a religião, o sentido da vida e outros enigmas filosóficos confrontam-se com a mecânica quântica, com a teoria da probabilidade e com os neurônios.

Alguns teóricos têm tentado relacionar os fenômenos psi com os conceitos semelhantes aos da mecânica quântica, incluindo a não-localidade, as correlações instantâneas à distância e outras anomalias. Tais sugestões sempre acendem vigorosos debates e, em alguns momentos, parece que os críticos são inevitavelmente acusados de não compreenderem a mecânica quântica de forma adequada. (É por isso que não vamos discutir as teorias da mecânica quântica de psi aqui.) Mais informações a respeito das teorias físicas de psi: Mind Matter Unification Project. (Mais sobre teorias de psi ) – Texto intodutório ao

tema, produzido Parapsychology.

pela

Koestler

Chair of
Chair
of
  • 14. Questões sobre fenômenos populares

14.1 Os fantasmas são reais?

O ponto de vista que prevalece hoje em dia é de que os misteriosos efeitos físicos atribuídos historicamente aos

fantasmas (espíritos desencarnados), tais como movimento de objetos, sons estranhos, odores enigmáticos e falha no equipamento elétrico, são, na verdade, fenômenos poltergeist (veja abaixo). As aparições que ocorrem sem o acompanhamento de efeitos físicos são consideradas efeitos psicológicos normais (i.e., alucinações) ou possivelmente uma aquisição de informação genuinamente mediada por psi.

  • 14.2 Os poltergeists são reais?

Os poltergeists (em alemão, “espíritos barulhentos”) geralmente se manifestam na forma de estranhos efeitos elétricos e movimentos inexplicáveis de objetos. Em certa época, pensava- se que esses fenômenos ocorriam devido à ação de fantasmas, mas depois de décadas de investigação por parte de pesaquisadores, e mais notavelmente por William G. Roll, os estudos empíricos atuais sugerem que os poltergeists são efeitos psicocinéticos (PK) produzidos por um ou mais indivíduos, geralmente adolescentes com problemas emocionais. O termo RSPK (do inglês recurrent spontaneous psychokinesis), que significa, em português, “psicocinesia recorrente espontânea”, foi cunhado para descrever esse conceito.

  • 14.3 Se psi é real, como os cassinos ganham tanto dinheiro?

A teórica “vantagem da casa” para alguns jogos de cassino é bem pequena, por exemplo, cerca de 1% por jogo de dados favoravelmente jogado. Isto significa que depois de um bom tempo e várias tentativas, bons jogadores de dados podem conseguir recuperar 99 centavos para cada um dolar que jogarem. Se eles acertarem um hot streak, podem até mesmo ganhar algum dinheiro. Na prática, a parte de dinheiro que realmente fica para a casa é bem grande (cerca de 25% de cada mesa de jogo) porque raramente as pessoas jogam consistentemente e o ambiente do cassino é projetado intencionalmente para ser barulhento e visualmente dispersivo. Assim, para que uma “pessoa dotada de Psi” provoque qualquer diferença notável nos lucros do cassino em um longo período, essa pessoa deveria: (a) entender as estratégias de cada jogo, (b) jogar de forma consistente de acordo com essas estratégias e (c) aplicar consistentemente psi com força e segurança. Por um longo tempo, os lucros (ou vantagens) do cassino são previsivelmente estáveis, mas dado que alguns efeitos psi são conhecidos como genuínos, uma “pessoa dotada de psi” consistente (que sabe como jogar os jogos do cassino) pode ganhar algum dinheiro fazendo apostas. Além disso, muitas pessoas aplicando uma “psi fraca” podem causar pequenas flutuações nos lucros da casa. Para testar isto seria necessário analisar uma enorme quantidade de dados sobre o cassino, dados estes muito difíceis de serem obtidos.

  • 14.4 A mediunidade é real?

A “canalização” (ou channeling) consiste na alegação de que o espírito de alguém que morreu, ou alguma outra entidade não física, pode falar ou agir através de uma pessoa

sensitiva. No final do século XIX, a isto deu-se o nome de mediunidade. Semelhantes alegações de comunicação com espíritos dos mortos podem ser encontradas ao longo da história e em outras culturas. Alguns pesquisadores acreditam que os casos de prodígios excepcionais, como Mozart na música ou Ramanujan na matemática, oferecem demonstrações empíricas de uma mediunidade genuína. Embora uma parte do material supostamente canalizado por espíritos dos mortos ou por seres de outro mundo não tenham nenhum sentido, outras obras têm inspirado um grande número de pessoas e servem como fonte contínua de esclarecimento. Religiões reveladas e algumas experiências visionárias são exemplos de versões de informações canalizadas. Porém, se as informações provêm de uma fonte paranormal genuína ou do inconsciente do canalizador ou médium, é um assunto que provoca debates infindos.

14.5 Os efeitos psicocinéticos (PK) de grandes proporções, como a levitação, são reais?

Ao longo da história há muitos relatos de eventos espetaculares, tais como a levitação de indivíduos, pessoas santas que materializam objetos no ar e pessoas que são capazes de mover, entortar ou quebrar objetos sem tocá-los. Infelizmente, em muitos casos, as pessoas que alegam poder fazer essas coisas querem ganhar dinheiro com suas “habilidades”. Devido ao fato de o potencial de fraude ser elevado, e ser relativamente fácil criar efeitos convincentes que imitam rigorosamente os efeitos paranormais (com técnicas fraudulentas), as demonstrações empíricas fidedignas para esses efeitos psicocinéticos de grandes proporções são muito pequenas. Há alguns poucos casos de aparente movimentação de pequenos objetos, mas em geral a existência de fenômenos psicocinéticos de grandes proporções (ou macro-PK, como são tecnicamente chamados) é ainda uma séria questão em aberto.

sensitiva . No final do século XIX, a isto deu-se o nome de mediunidade. Semelhantes alegações

15. Qual é a história da Parapsicologia?

Nota: Esta história está limitada ao resumo de uma parte do desenvolvimento da Parapsicologia que ocorreu nos países de língua inglesa. Como um fenômeno antigo e trans-cultural, a psi tem sido estudada por muitos grupos e de muitas maneiras, ao longo da história. [N.ts. Um texto a respeito da história da Pesquisa de Psi no Brasil pode ser encontrado na seção Artigos, da Revista Virtual de Pesquisa de Psi, no Portal Psi].

1880

A Parapsicologia, como é praticada no mundo ocidental, originou-se de um interesse sério e científico pelo espiritismo no final do século XIX na Grã Bretanha e nos Estados Unidos. A Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres (Society for Psychical Research, SPR), fundada em 1882 e a Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas (American Society for Psychical Research, ASPR), fundada em 1885, foram criadas por cientistas eminentes da época para

estudar médiuns que diziam poder entrar em contato com os mortos ou produzir outros efeitos paranormais.

Grande parte das primeiras demonstrações empíricas foram descritivas e casuais, incluindo relatos de sonhos precognitivos, descrições de levitações de mesas, narrativas de visões de fantasmas e assim por diante. Alguns membros das Sociedades de Pesquisas Psíquicas projetaram instrumentos especiais para testar os fenômenos que os médiuns de efeitos físicos diziam realizar. Alguns dos estudos de casos e livros publicados por membros dessas sociedades, mais notavelmente por Frederic Myers no Reino Unido e William James nos Estados Unidos, são clássicos da literatura parapsicológica.

1900 à decada de 1960

Em 1917, J. E. Coover, um psicólogo da Universidade de Stanford, foi um dos primeiros investigadores a aplicar técnicas experimentais para estudar as habilidades psi em laboratório. Mas apenas em 1927 a nova era da pesquisa de psi foi estabelecida pelo biólogo J.B.Rhine. Rhine e seus colegas desenvolveram técnicas experimentais originais e ajudaram a popularizar os termos “ESP” (extrasensory perception, em português, percepção extra- sensorial) e “parapsicologia”. Contaram também com a colaboração da esposa de Rhine, a bióloga Louisa E. Rhine, mais dedicada ao estudo de casos espontâneos. O laboratório de Rhine, que inicialmente fazia parte do Departamento de Psicologia da Universidade de Duke em Durham, Carolina do Norte, desenvolveu uma reputação mundial de pioneirismo e pesquisa cientificamente ortodoxa de psi. Em 1935, Rhine criou o primeiro laboratório independente de Parapsicologia, tendo sua base acadêmica na Universidade de Duke. Sua pesquisa mais conhecida envolveu testes de ESP utilizando um baralho especial e testes de PK utilizando dados de jogar. Em 1965, Rhine se aposentou da Duke e mudou seu laboratório para fora do campus. Hoje, o legado de Rhine, o Instituto de Parapsicologia do Centro de Pesquisas Rhine (Rhine Research Center) conduz ativamente pesquisas psi, tendo como diretor, John Palmer.

Década de 1960

O interesse em Parapsicologia explodiu na década de 60,

resultante do estabelecimento dos seguintes programas:

William G. Roll fundou a Fundação de Pesquisa Psíquica (Psychical Research Foundation) na Carolina do Norte, EUA. Roll é mais conhecido por seus estudos sobre fenômenos poltergeists e assombrações. Atualmente, Roll está ativo na pesquisa de psi na Georgia. Ian Stevenson deu início à Divisão de Parapsicologia como parte do Departamento de Psiquiatria da Escola Médica da Universidade de Virgínia. Stevenson enfatizou a pesquisa sobre os casos espontâneos, incluindo sonhos precognitivos e impressões telepáticas, e é mais conhecido

pelo trabalho pioneiro sobre os fenômenos relacionados à sobrevivência - basicamente, casos de reencarnação em crianças de países como a Índia, Birmânia e Tailândia. A seção chama-se, agora, Divisão de Estudos da Personalidade (Division of Personality Studies) e Stevenson está trabalhando ativamente em pesquisa. Karlis Osis se tornou o Membro Pesquisador Chester Carlson na Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas, na Cidade de Nova York. Osis conduziu pesquisas sobre EFC (experiências fora do corpo), pesquisas de levantamentos de dados sobre crenças e atitudes, estudos de casos de aparições e talvez seja mais conhecido por seu trabalho original sobre visões no leito de morte. Osis é falecido. A pesquisa parapsicológica foi iniciada no Departamento de Psicologia da Universidade de Edimburgo por John Beloff. Em 1985, a Cátedra Koestler de Parapsicologia foi estabelecida no departamento devido a uma doação fekita por Arthur Koestler e sua esposa Cynthia. O Professor Robert L. Morris é o primeiro chefe dessa cátedra. Morris, sua equipe de pesquisa e os estudantes pós-graduandos estão insistindo ativamente em uma abordagem que enfatiza a compreensão e a facilitação das interações psi. Um programa especializado de pesquisa foi instituido por Montague Ullman e Stanley Krippner no Maimonides Hospital no Brooklyn, Nova York, EUA. Essa equipe, que mais tarde incluiu Charles Honorton, é mais conhecida por seu trabalho com sonhos telepáticos. Como o programa do Maiomonides terminou em 1979, Charles Honorton abriu um novo laboratório, chamado Laboratórios de Pesquisa Psicofísicas (Psychophysical Research Laboratories), em Princeton, Nova Jersey, EUA. O laboratório de Honorton, que continuou operando até 1989, foi o mais conhecido pela pesquisa sobre telepatia em ganzfeld, pelos testes de micro-PK e pelo trabalho meta-analítico. Krippner está atualmente engajado em pesquisa ativa no Saybrook Institute, São Francisco, CA. Honorton morreu tragicamente em 1992, enquanto tentava seu Ph.D em Parapsicologia na Universidade de Edimburgo. Charles Tart, um professor de Psicologia mais conhecido por seu trabalho pioneiro sobre estados alterados de consciência, lecionou e conduziu pesquisas parapsicológicas na Universidade da Califórnia, em Davis. Agora ele está aposentado das funções que exercia na universidade, mas leciona e faz pesquisas no Instituto de Psicologia Transpessoal em Palo Alto, CA, entre outros lugares.

Década de 1970

Em 1972, iniciou-se um esforço para a especialização na pesquisa de psi na Califórnia, EUA, no SRI Internacional, em Menlo Park, anteriormente chamado de Instituto de Pesquisas de Stanford (Stanford Research Institute). O programa foi estabelecido pelos físicos Harold Puthoff e por Russel Targ; mais tarde, o físico Edwin May juntou-se à equipe. O programa SRI concentrava-se em pesquisa de

visão à distância (e cunhou o

termo). May assumiu

o

programa em 1985, quando Puthoff o deixou para assumir

uma outra posição.

Quando

May

deixou

o

SRI

Internacional em 1989,

reinstalou um programa

semelhante em Palo Alto, no Laboratório de Ciências Cognitivas da Corporação Internacional de Aplicações da Ciência (Science Applications International Corporation, SAIC). Esse programa ainda está envolvido com a pesquisa e é mais conhecido por usar tecnologias sofisticadas, como, por exemplo, magnetoencefalógrafos para estudar o funcionamento do cérebro enquando indivíduos desempenham tarefas psi. O laboratório também desenvolve modelos teóricos de micro-PK e trabalha na pesquisa de visão remota, fundamentalmente da perspectiva “fisicalista”. Também em 1979, um outro programa de pesquisa começou em Princeton, Nova Jersey, dentro da Escola de Engenharia da Universidade de Princeton. Foi fundado por Robert Jahn, que era, na época, Reitor da Escola de Engenharia. O Laboratório de Pesquisas de Anomalias da Engenharia de Princeton (Princeton Engineering Anomalies Research, PEARL) ainda está realizando pesquisas, e é mais conhecido por seu grande banco de dados sobre testes de micro-PK, testes de PK envolvendo outros sistemas físicos, experimentos de “percepção precognitiva à distância” e seu trabalho teórico na tentativa de relacionar metáforas da física quântica ao funcionamento de psi.

Anos 90

No final de 1993, Dean Radin instituiu o Laboratório de Pesquisas da Consciência (Consciousness Research Laboratory), um programa de pesquisa de psi dentro do Centro Harry Reid para Estudos Ambientais na Universidade de Nevada, Las Vegas. O laboratório conduzia pesquisas básicas e aplicadas sobre os efeitos psi. Atualmente o Consciousness Research Laboratory continua suas atividades privadamente. Em 1995, Richard Wiseman iniciou um programa de pesquisa de psi no Departamento de Psicologia na Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, e Susan Blackmore iniciou um programa semelhante no Departamento de Psicologia da Universidade de West England, em Bristol, também Reino Unido.

(Referências mais atualizadas quanto às instituições universitárias que abrigam centros de pesquisa parapsicológica podem ser vistas mais abaixo. Ver questão 16.)

visão à distância (e cunhou o termo). May assumiu o programa em 1985, quando Puthoff o

16. Onde eu posso estudar Parapsicologia? Onde posso conseguir um emprego em Parapsicologia?

Muitas

pessoas

gostariam

de

estudar

a

consciência

humana, Parapsicologia, Psicologia Transpessoal ou uma combinação desses campos. Apesar desses tópicos serem de

grande interesse, o número de cursos universitários disponível é – surpreendentemente – muito pequeno. As pessoas freqüentemente acreditam que existem programas de graduação e pós-graduação em universidades conhecidas por terem mantido laboratórios de Parapsicologia, especialmente a Duke University, mas a Duke não oferece esses cursos. Por outro lado, apesar de poucos saberem, tanto a Harvard quanto a Stanford University mantêm bolsas de estudo destinadas explicitamente à pesquisa parapsicológica, o que não é divulgado. Além disso, a maior parte dos fundos para essa finalidade tem sido usada para outros propósitos. Historicamente, a academia tem considerado os fenômenos parapsicológicos como algo embaraçoso pelo fato de eles serem sensacionalisticamente explorados pela indústria de entretenimento, além de estarem também presentes nos testemunhos dos divulgadores das idéias esotéricas do movimento “Nova Era”. Como resultado disso, apesar de haver fundos disponíveis para criar cursos e programas de pesquisa, eles vêm diminuindo há anos. No momento, não há, nos Estados Unidos, nenhum curso universitário de Parapsicologia que seja reconhecido. Isto não significa que não sejam oferecidas aulas de Parapsicologia, até mesmo em importantes universidades, ou que você não possa fazer um doutorado reconhecido com ênfase em Parapsicologia. A questão é que você não pode obter nenhum grau acadêmico especificamente nessa disciplina. Atualmente, a única universidade dos Estados Unidos com um programa ativo em estudos da consciência – o que, neste caso, significa uma sub-área da Parapsicologia – é a Universidade de Nevada, Las Vegas, onde aulas de Parapsicologia têm sido ministradas sob os auspícios da relativamente nova Cátedra Bigelow de Estudos da Consciência. Entretanto, assim como os empregos para pesquisadores em Parapsicologia na Harvard e na Stanford (e vários outras universidades) se extinguiram após a morte de seus benfeitores, o eventual destino dessa nova cátedra também é obscuro. Ao contrário disso, a Cátedra Koestler de Parapsicologia, do Departamento de Psicologia da Universidade de Edimburgo, Escócia surgiu após a morte de Arthur Koestler e sua esposa, que manifestaram o desejo e doaram uma grande quantia em seu testamento para que fosse criada uma cátedra voltada à pesquisa de fenômenos parapsicológicos em uma universidade da Grã Bretanha. Assim, em 1984 a Universidade de Edimburgo foi escolhida para abrigar essa cátedra e desde 1985 o Dr. Robert Morris é o catedrático responsável por ela. Graças a essa cátedra, mais de dez de estudantes de pós-graduação já realizaram seu doutoramento com ênfase em tópicos parapsicológicos. A maior parte desses estudantes atualmente ocupa postos de docência e pesquisa em universidades da Grã- Bretanha.

Sites de instituições da Grã-Bretanha que abrigam

novos centros de pesquisa e ensino em Parapsicologia:

Nene, University College

Northamptom, Nene

University, UK.

Perrot-Warwick

Research

Unit,

Hertfordshire, UK.

University

of

Consciousness and Transpersonal Psychology

Research Unit, Liverpool John Moores University, UK Parapsychology Studies Group, Coventry University, UK Se o seu interesse pela pesquisa da consciência se concentra em um tema relativamente bem aceito pela comunidade científica (digamos, por exemplo, “pesquisa de biofeedback”) você poderá encontrar um professor de alguma universidade importante realizando pesquisas sobre esses tópicos e poderá

estudar com ele. Verifique as fontes de referência, como o Psychological Abstracts e o MedLine para ver quem está realizando trabalhos nessas áreas e em quais instituições e, então, escreva para eles. Se o seu principal interesse é Parapsicologia, então as coisas ficam muito mais difíceis. Você pode, virtualmente, esquecer todas as principais instituições acadêmicas se você quiser se envolver seriamente com o tema de forma profissional. Em termos bem realistas quanto à questão profissional, você pode perceber que a Parapsicologia é considerada “marginal”, no melhor dos casos, pelas principais linhas da Psicologia, ao menos nos Estados Unidos. Se seu objetivo é conseguir dar aulas em uma importante universidade, com tempo para a realização de pesquisas, então uma pós-graduação com ênfase em Parapsicologia não será bem vista (para não dizer o pior). Felizmente, a situação é dramaticamente diferente em alguns países europeus, especialmente a Grã-Bretanha e a Alemanha, onde a Parapsicologia está rapidamente se tornando um tema acadêmico respeitável. Outras instituições européias que abrigam grupos de estudo parapsicológicos:

University of Amsterdam Anomalous Cognition

Group,

Netherlands

University of Amsterdam, The

Institut für Grenzgebiete der Psychologie und

Psychohygiene (IGPP) , Freiburg, Alemanha A maioria dos parapsicólogos (e por “parapsicólogos” significa aqui: cientistas treinados profissionalmente, não os tais “populares investigadores do paranormal”) em geral realizam uma atividade de docência ou têm algum emprego convencional. Apenas 30 ou 40 pessoas em todo o mundo estão empregadas em regime de tempo integral nessa área como pesquisadores e um número ainda menor recebe salários razoáveis. Falando francamente, as chances de se conseguir um emprego decente são extremamente pequenas, apesar de, como já foi mencionado, a situação na Europa ser melhor do que nos Estados Unidos. Se, apesar de tudo isso, você continuar interessado em prosseguir, ótimo!

A maioria dos estudantes resolve os problemas citados acima ingressando em uma instituição acadêmica reconhecida, onde sabiamente eles se mantém discretos quanto aos seus reais interesses. Eles aprendem a realizar pesquisas em alguma disciplina científica bem aceita, obtêm um grau acadêmico, e então, afiliam-se à Parapsychological Association (PA) e

começam a ler as

principais

revistas

especializadas

em

Parapsicologia. Isso pode não satisfazer a paixão dos estudantes, mas, no momento, muitos acadêmicos não consideram esse tópico como digno de ser tratado cientificamente. Há poucas exceções: estudos psicológicos e sociológicos das crenças em fenômenos parapsicológicos são tópicos de pesquisa marginalmente aceitos, como o são os estudos antropológicos de práticas e rituais “paranormais” de sociedades indígenas. Adotar a Parapsicologia como uma carreira requer (1) grande habilidade para lidar com tarefas difíceis, (2) enorme persistência, criatividade e capacidade de encontrar saídas, (3) sólido treinamento em uma ou mais ciências que tenham grande aceitação ou em uma atividade docente e, (4) a habilidade de reconhecer, mas não aquiescer ante aos modismos do paradigma atual e aos dogmas acadêmicos. Esta não é uma carreira para pessoas sem coragem ou para adeptos da ortodoxia. A recompensa é que a Parapsicologia, como outras áreas científicas fronteiriças, é uma disciplina extremamente desafiadora e aberta à exploração de idéias criativas e a avanços significativos ao seu estado da arte. Se você espera soluções rápidas para problemas fáceis ou respostas absolutas para questões claras, então a Parapsicologia, definitivamente, não é para você. Se você tem prazer em explorar um amplo espectro do potencial humano e possui talento criativo para lidar com os limites apontados acima, então não há melhor disciplina do que a Parapsicologia.

Trechos da discussão acima são uma contribuição do Dr. Charles Tart, com adições de Dean Radin.

Mais sobre a Parapsicologia como carreira:

Parapsychology as a Career, (Arquivo PDF [pode ser aberto com Acrobat Reader], impresso com

permissão da Parapsychology Review), é um texto curto escrito pelo Dr. Rex Stanford, que contém excelentes informações para pessoas interessadas em se profissionalizarem em Parapsicologia. O autor apresenta e discute: (a) oportunidades de trabalho para quem quer seguir carreira em Parapsicologia; (b) custos e recompensas; (c) qualificações necessárias; (d) treinamento específico necessário; (e) dicas para conseguir um

emprego na área

(Texto traduzido e adaptado. O

original em inglês pode ser encontrado no site do Rhine Research Center.)

Cursos introdutórios altamente recomendados:

Curso Acadêmico on-line: “Introduction into Empirical and Theoretical Parapsychology”, ministrado pelo Dr. Dick J. Bierman, University Utrecht, Utrecht, Holanda. Curso de Verão de Parapsicologia, do Rhine Research Center, dirigido pelo Dr. John Palmer.

Novo

A Greenwich University (Austrália) acaba de aprovar a criação de um curso à distância de

Mestrado e Doutorado em " Parapsychology & Paranormal Studies", dirigido pelo Dr. Jon Klimo.

17. Existem experimentos parapsicológicos on-line? Sim. Aí vai uma lista dos sites com experimentos on- line:
  • 17. Existem experimentos parapsicológicos on-line?

Sim. Aí vai uma lista dos sites com experimentos on-

line:

  • 1. The Anomalous Cognition (or PSI) section of

the Faculty of Psychology of the University of

Amsterdam

  • 2. Pacific Neuropsychiatric Institute

  • 3. The Retropsychokinesis Project

  • 4. Koestler Chair of Parapsychology, Univ. of Edinburgh

17. Existem experimentos parapsicológicos on-line? Sim. Aí vai uma lista dos sites com experimentos on- line:
  • 18. Quais são as principais fontes sobre psi na internet, os

centros de pesquisa de psi, publicações, associações e

fundações, e grupos de céticos?

OBSERVAÇÃO A abordagem das instituições abaixo não representa, necessariamente,a abordagem adotada pelo Inter Psi – Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência.

FONTES SOBRE PSI NA INTERNET

Parapsychology Sources on the Internet Parapsychology Resources on Internet Some Parapsychology Reference Parapsychology Links

INSTITUTOS DE PESQUISA DE PSI EM UNIVERSIDADES

(Algumas das instituições abaixo oferecem Mestrado e Doutorado por

pesquisas cujo objeto de estudo seja Psi) Alemanha Abteilung für Psychologie und Grenzgebiete der Psychologie, Universität Freiburg

Austria The Austrian Society for Parapsychology and Border Areas of Science, Institut für Ethnologie, Kultur- und Sozialanthropologie der Universität Wien. Institut für Grenzgebiete der Wissenschaft (IGW), Leopold- Franzens-Universität Innsbruck. Brasil

Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência, Centro de Estudos Peirceanos, Programa de Pós- Graduação em Comunicação e Semiótica, PUC-SP Estados Unidos PEAR Laboratory, Princeton Engineering Anomalies Research Lab., The Global Consciousness Project , Princeton University, Princeton, NJ Franklin Pierce College, Rindge, NH The Center for Frontier Sciences, Temple University, PH Division of Personality Studies, University of Virginia Health Sciences Center, VA

Grã-Bretanha Koestler Parapsychology Unit, University of Edinburgh, UK Nene, University College Northamptom, Nene University, UK. Perrot-Warwick Research Unit, University of Hertfordshire, UK. Mind-Matter Unification Project, Cambridge University, UK Consciousness and Transpersonal Psychology Research Unit, Liverpool John Moores Univ., UK Parapsychology Studies Group, Coventry University, UK. The RetroPsychokinesis Project , university of Kent, Canterbury, UK Holanda University of Amsterdam Anomalous Cognition Group, University of Amsterdam, The Netherlands

INSTITUTOS DE PESQUISA DE PSI PARTICULARES

Alemanha

Institut fuer Grenzgebiete der Psychologie und Psychohygiene

(IGPP) , Freiburg, Al Argentina Instituto Argentino de Psicología Paranormal, Buenos Aires, Ar Brasil Centro Latino Americano de Parapsicologia (CLAP), São Paulo, SP Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, Recife, PE Estados Unidos Rhine Research Center (Inclui o Institute for Parapsychology), Durham, NC The Laboratories for Fundamental Research (Inclui o Cognitive Sciences Laboratory), Palo Alto, CA Consciousness Research Laboratory, Las Vegas, NV Exceptional Human Experience, New Bern, NC Itália Centro Studi Parapsicologici di Bologna , Bologna Japão

International Society of Life Information Science Bio-Emission Laboratory

México Instituto Latino-Americano de Psicología Paranormal, Ciudad del

Mexico

Ramón Monroig Grimau

Portugal Centro Latino-Americano de Parapsicologia, CLAP-Portugal, Braga

PUBLICAÇÕES ESPECIALIZADAS NA PESQUISA DE PSI

International Journal of Parapsychology Eletronic Journal for Anomalous Phenomena European Journal of Parapsychology The Journal of Parapsychology The Journal of Scientific Exploration Revista Portuguesa de Parapsicologia Japanese Journal of Parapsychology Journal of American Society for Psychical Research Journal of American Society for Psychical Research Luce e Ombra Quaderni di Parapsicologia Zeitschrift für Parapsychologie und Grenzgebiete der Psychologie - Inhaltsverzeichnisse Journal of International Society of Life Information Science

Subtle Energies Frontiers Perpectives Revista Argentina de Psicología Paranormal Revista Mexicana de Psicologia Paranormal Email EXPERIMENTOS PSI ON-LINE Anomalous Cognition (or PSI) section, University of Amsterdam, Holanda The RetroPsychoKinesis Project, University of Kent at Canterbury, UK Bondary Institute, Koestler Chair of Parapsychology, University of Edinburgh ASSOCIAÇÕES e FUNDAÇÕES

Sociedade Brasileira para o Progresso da Parapsicologia (SBPP) /

Contato: Vera Barrionuevo Asociación Iberoamericana de Parapsicología (AIPA) / Contato:

Alejandro Parra (Argentina) Fundação Bial, Porto (Portugal)

Parapsychological Association, Inc., PA. Parapsychology Foundation, Inc., PF, New York, USA The Society for Psychical Research of London, SPRL, London, UK The American Society for Psychical Research, ASPR, NY, USA CÉTICOS

CSICOP and the Skeptical Inquirer A mais importe página de céticos, com artigos da revista Skeptical Inquirer on-line, notícias de eventos e links.

Australian Skeptics

Notícias sobra a atividades dos céticos e informações sobre livros.

CICAP

Revista italiana interessada em alegações de psi com ponto de vista cético.

German Skeptics

Textos de céticos alemães e alguns links em inglês.

The Skeptics Society Página da Skeptics' Society com links e artigos da revista The Skeptic UK Skeptics.Informa sobre a postura e atividade dos céticos da Grã-Bretanha. James Randi Educational Foundation

Página do cético e mágico profissional canadense James “Amazing” Randi, residente nos EUA, com informações sobre o prêmio de US$1.000.000 para quem produzir

fenômenos psi à vontade, além de temas ligados ao ceticismo, atividades e produção bibliográfica de Randi.

Fórum Cético Brasileiro

Promove o ceticismo científico e o humanismo secular, discute pseudociência e religião

no Brasil. Quackwatch em português, Seu Guia contra o Charlatanismo, Curandeirismo, Fraudes na Saúde e Para Tomada de Decisões Inteligentes

Dirigido pelo médico Steven Barret, um conhecido defensor dos direitos do consumidor

dos EUA.

Associação Céticos de Portugal Clube dos Céticos Darwin Magazine

Dedicado ao ceticismo e ao humanismo secular, com ênfase na teoria da evolução. Mantém uma tradução do Resumo Eletrônico da revista Skeptical Enquirer do CSICOP.

Dicionário Céptico (MG/PT) Tradução para o Português do Skeptic's Dictionary de Robert T. Carroll. Mario's Homepage (RJ)

Ceticismo e humanismo secular.

Opção Racional (RJ)

Analisa fenômenos paranormais e pseudocientíficos sob o ponto de vista da ciência, buscando divulgar

para o público em geral informações confiáveis e encorajando a utilização do método científico como forma de pensamento crítico e objetivo.

Paranormal e Pseudociência em Exame

Informação sobre a análise crítica do Paranormal e da Pseudociência.

Saúde & Informação

Análise crítica dos métodos e das terapias ditas alternativas.

Sociedade da Terra Redonda

Defesa dos direitos dos ateístas na sociedade, da separação entre religião e governo, divulgação do método científico e o pensamento crítico.

Analisa fenômenos paranormais e pseudocientíficos sob o ponto de vista da ciência, buscando divulgar para o

Ps. Principais colaboradores deste material

Editor, Dean Radin, Ph.D Consciousness Research Laboratory , Las Vegas, NV, USA Carlos Alvarado, Ph.D., Foundation of Parapsychology, New YorK Dick Bierman, Ph.D., Anomalous Cognition (or PSI) section of the Faculty of Psychology of the University of Amsterdam Topher Cooper, Bsc., Voice Processing Corporation, Cambridge, MA, USA Edwin May, Ph.D., Cognitive Sciences Laboratory , SAIC, Palo Alto, CA, USA Roger Nelson, Ph.D. PEARL - Princeton Engineering Anomalies Research Laboratory , Princeton University, Princeton, NJ, USA Ephraim Schechter, Ph.D. University of Colorado, Boulder, CO, USA James Spottswoode, Bsc., James Spottswoode & Assoc., CA Charles Tart, Ph.D., University of California, Davis (Emeritus), CA, USA

Todas as colaborações para este material consistem em opiniões pessoais e não refletem ou implicam posições oficiais de quaisquer organizações, companhias ou universidades.

Analisa fenômenos paranormais e pseudocientíficos sob o ponto de vista da ciência, buscando divulgar para o

Organizadores e tradutores para o português:

Wellington Zangari e Fátima Regina Machado pesquisapsi@gmail.com

Inter Psi – Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência

CEPE / COS / PUC-SP

10.3 Crítica 3

Crítica: A Parapsicologia ainda não tem um experimento “replicável”. Resposta: Muitas pessoas, quando falam sobre um experimento psi “replicável”, geralmente têm em mente um experimento como aqueles realizados em aulas elementares de Física para demonstrar a aceleração da gravidade ou reações químicas simples. Em tais experimentos, em que há relativamente

poucas variáveis que, além da baixa quantidade são bem conhecidas e controláveis, os experimentos podem ser realizados por praticamente qualquer pessoa, em qualquer momento, e irão funcionar. Porém, é inadequado insistir nesse grau de replicação no caso da Parapsicologia como o é para a maior parte dos experimentos das Ciências Sociais ou Ciências do Comportamento. Os experimentos psi geralmente envolvem muitas variáveis, algumas das quais mal são conhecidas e muito difíceis ou impossíveis de serem diretamente controladas. Nestas circunstâncias, os cientistas fazem uso de argumentos estatísticos para demonstrar a “replicabilidade”, ao invés da visão comum, porém restrita, de que “se psi existe, eu deveria ser capaz de utilizá-la quando eu quisesse”. Na hipótese de psi não existir, deveríamos esperar que cerca de 5% dos experimentos psi bem conduzidos apresentassem bons resultados (ou seja, estatisticamente significativos), pelo puro acaso. Mas suponhamos que em uma série de 100 experimentos psi genuínos nós observássemos, de forma consistente, que 20 foram bem sucedidos. É extremamente improvável que isto ocorra pelo mero acaso, o que sugere que psi esteve presente em alguns desses estudos. Entretanto, isto também significa que em qualquer experimento há 80% de chance de “fracasso”. Assim, se um crítico planeja um experimento sobre psi para verificar se o fenômeno é “real” e o experimento falha, obviamente é incorreto alegar, tendo como base um único experimento, que psi não é real porque não é “replicável”. Um método amplamente aceito para avaliar a “replicabilidade” em experimentos é chamado de meta- análise. Essa técnica quantitativa é massissamente utilizada em ciências médicas, comportamentais e sociais para integrar os resultados de numerosos experimentos independentes. Iniciada em 1985, a meta-análise tem sido aplicada a numerosos tipos de experimentos. Em muitos desses estudos, os resultados indicam que os dados obtidos pelos experimentos não foram devidos ao acaso, a falhas metodológicas, a prática de relatórios seletivos, a quaisquer outras explicações “normais” plausíveis. O que permanece é psi e, em vários domínios experimentais, psi tem sido replicada por investigadores independentes.

(Mais sobre replicação

e o uso de meta-análises em

Parapsicologia) - Discussão técnico-matemática entre céticos e proponentes de psi: “Replication and Meta-

Analysis in Parapsychology, Publicado em: "Statistical Science," 1991, Vol. 6., No. 4, 363-403.

(Mais sobre a posição dos criticos I) – “Skeptical Resources”, do Committee for the Scientific investigation of Claims of the Paranormal, uma das mais importantes instituições céticas do mundo. (Mais sobre a posição dos críticos II) – “Fórum Cético Brasileiro”, promove o ceticismo científico e o humanismo secular, discute pseudociência e religião no Brasil. (Mais sobre a posição dos críticos III) – “Quackwatch em português, Seu Guia contra o Charlatanismo, Curandeirismo, Fraudes na Saúde e Para Tomada de Decisões Inteligentes”, dirigido pelo médico Steven

Barret, um conhecido defensor dos direitos do consumidor dos EUA.

(Mais sobre a posição dos críticos IV) – Entrevista com Martin Gardner, um dos mais importantes críticos da Parapsicologia.

Barret, um conhecido defensor dos direitos do consumidor dos EUA. (Mais sobre a posição dos críticos

11. Por que a Parapsicologia é cronicamente controversa?

A Parapsicologia permanece polêmica ainda hoje, mesmo com resultados substanciais, persuasivos e cientificamente aceitáveis, por três razões principais:

1ª.) A mídia e grande parte do público freqüentemente confunde Parapsicologia com crenças sensacionais e não científicas e histórias sobre “o paranormal”. A difusão dessas idéias confusas tem levado muitos cientistas a simplesmente rejeitar o campo como sendo indigno de estudo sério e, assim, pensam que não valeria a pena gastar seu tempo para examinar a demonstração empírica existente. Além disso, compreender a natureza da demonstração empírica existente em Parapsicologia está longe de ser fácil. Apesar de os resultados meta-analíticos serem consistentes e persuasivos, a meta-análise requer conhecimento especializado para que se compreenda esse tipo de demonstração empírica. Para pessoas que não estão familiarizadas com a Estatística, ou não confiam nela (o que geralmente é sinal de mal entendimento), a demonstração não parecerá muito convincente. Essas mesmas pessoas podem, então, ter em mãos um bom material, estar com a psi “bem debaixo de seus narizes”, ou ter acesso a provas auto-evidentes, e, mesmo assim, elas vão encontrar grandes quantidades de demonstrações factuais, mas quase nenhum dado cientificamente confiável. Elas podem então entender as longas discussões sobre Parapsicologia, como esta que você está lendo neste material, como prova de que ninguém sabe o que está se passando e que os cientistas ainda estão basicamente “enrolando”, indecisos sobre esse assunto. Nossa resposta é simples: as demonstrações científicas para algumas formas de psi é extremamente convincente. Em essência, psi existe e estamos começando a aprender um pouco mais sobre ela e sobre quem a possui. Leia todo este material e cheque as referências. 2ª) Mesmo que alguém procure estudar as demonstrações empíricas, muitos dos trabalhos persuasivos estão publicados em revistas

profissionais especializadas que têm uma circulação limitada. Essas revistas podem ser encontradas nas bibliotecas das grandes universidades mas, em muitos casos, os estudantes devem procurar reedições e relatórios técnicos dos autores. Este material que você está lendo foi preparado em parte para amenizar esse problema e para fornecer referências de fontes variadas. 3ª) Algumas pessoas têm medo de que psi possa

ser existir de verdade. O medo da psi surge, por exemplo, porque as pessoas pensam o seguinte:

  • 1. A psi está associada a forças diabólicas, à mágia e à bruxaria.

  • 2. A psi sugere a perda dos limites normais do ego.

  • 3. As pessoas podem ser capazes de ler sua mente e saberem que você, secretamente (ou inconscientemente), alimenta pensamentos sexuais, agressivos ou coisas piores.

  • 4. Se você fala sobre psi, as pessoas podem pensar que você está louco(a).

  • 5. Se você pensa que vivencia fenômenos psi, talvez você esteja louco(a).

  • 6. Antes de você completar seis anos de idade, seus pais desaprovaram suas pequenas demonstrações de telepatia.

  • 7. Refletir sobre psi nos leva a uma mentalidade supersticiosa medieval que, por sua vez, irá manter uma corrente crescente de pensamentos primitivos e perigosos.

  • 8. Com a ESP você pode saber coisas que você não quer saber sobre você e sobre outras pessoas - isto é, acidentes que estão por acontecer e coisas que você preferiria não ter a responsabilidade de sabê-las.

  • 9. Se isso (8) acontece com você, especialmente se você é uma criança, há uma tendência de que você se sinta responsável pelo que fato que você previu.

    • 10. A psi pode interferir nos processos humanos normais de separação e desenvolvimento do ego. Portanto, nós planejamos estratégias sutis para a inibição cultural.

    • 11. Se você for um telepata, como vai distinguir seus próprios pensamentos dos pensamentos dos outros? Talvez isto leve a doenças mentais.

13.

Se psi existe, quais das minhas crenças terei que abandonar?

14.

Se

psi

existe,

isto significa que

um

agente psi (pessoa que tem habilidades psi, popularmente chamado de “paranormal”) poderia me ver enquanto eu estivesse usando o banheiro? 15. Se psi existe, então talvez eu não possa me isolar tão facilmente da dor e do sofrimento do mundo. A lista acima foi uma cortesia de Jeffrey Mishlove,

Diretor da Rede de Intuição

do Instituto de Ciências Noéticas.

13. Se psi existe, quais das minhas crenças terei que abandonar? 14. Se psi existe, isto

12. Qual o estado atual da demonstração empirica de psi?

Para sermos precisos, quando dizemos que “X” existe, queremos dizer que o conjunto de dados estatísticos acumulados sobre experimentos que estudam “X” disponíveis atualmente oferecem uma demontração cientificamente forte e confiável de efeitos do tipo “X”, anômalos e replicáveis. Tendo isso em mente, a ESP existe, a precognição existe, a telepatia existe e a PK existe. A ESP é estatisticamente forte, o que quer dizer que podemos demonstrá-la de forma confiável por meio de testes repetidos. Porém, tal demonstração tende a ser frágil quando símbolos geométricos simples são usados como alvos. Alvos fotográficos ou em vídeo freqüentemente produzem efeitos muitas vezes maiores e há alguma demontração de que a ESP em relação aos próprios locais ao invés das fotos dessas localizações e a contextos naturais, pode ser ainda mais forte. Alguns efeitos psicocinéticos (PK) também têm sido demonstrados. Quando indivíduos focalizam a sua atenção em dispositivos eletrônicos ou mecânicos que se alteram aleatoriamente, essas alterações mudam de direção conforme a intenção mental dessas pessoas. Sob condições controladas, quando os indivíduos dirigem sua atenção a algum outro lugar, as alterações se dão de acordo com o que se espera pelo acaso. Note que estamos usando os termos ESP, telepatia e PK no sentido técnico e não no sentido popular. Veja : “(5) O que os parapsicólogos estudam?”.

(Mais a respeito das demonstrações empíricas de Psi) – Texto técnico: “Experimental Evidence Suggestive of Anomalous Consciousness Interactions”, por Deborah L. Delanoy, Department of Psychology, University of Edinburgh. Originalmente publicado em: Ghista, Dhanjoo N. (Ed.):

Biomedical and Life Physics, pp. 398-410. Proceedings of the Second Gauss Symposium, 2-8 August, 1993, Munich. xvi, 545pp. Vieweg, Braunschweig/Wiesbaden, 1996

13. Se psi existe, quais das minhas crenças terei que abandonar? 14. Se psi existe, isto

13.

Qual o estado atual do desenvolvimento de uma teoria

sobre psi?

As opiniões sobre os mecanismos de psi são de muito variadas. Devido ao fato de o campo ser multidisciplinar, há teorias físicas, teorias psicológicas, teorias psicofísicas, teorias sociológicas e combinações entre elas. Em um extremo, os “fisicalistas” tendem a acreditar que a “capacidade de sensibilidade psi” funciona como qualquer outro sistema sensorial humano e, como tal, será mais provavelmente explicada pelos princípios conhecidos da biofísica, da química e das ciências cognitivas. Esses teóricos esperam que psi seja acomodada na estrutura científica existente, talvez com algumas modificações ou ampliações. No outro extremo, os “mentalistas” defendem a idéia de que a realidade não existiria se não fosse pela consciência humana. Para esses teóricos, a natureza do universo é muito mais efervescente e, para acomodar psi dentro dos modelos científicos existentes serão necessárias modificações significativas da ciência tal como a conhecemos. Fortes debates teóricos são comuns em Parapsicologia, em parte por que o espírito, a religião, o sentido da vida e outros enigmas filosóficos confrontam-se com a mecânica quântica, com a teoria da probabilidade e com os neurônios.

Alguns teóricos têm tentado relacionar os fenômenos psi com os conceitos semelhantes aos da mecânica quântica, incluindo a não-localidade, as correlações instantâneas à distância e outras anomalias. Tais sugestões sempre acendem vigorosos

debates e, em alguns momentos, parece que os críticos são inevitavelmente acusados de não compreenderem a mecânica quântica de forma adequada. (É por isso que não vamos discutir as teorias da mecânica quântica de psi aqui.) Mais informações a respeito das teorias físicas de psi: Mind Matter Unification Project. (Mais sobre teorias de psi ) – Texto intodutório ao

tema, produzido Parapsychology.

pela

Koestler

Chair of
Chair
of
  • 14. Questões sobre fenômenos populares

14.1 Os fantasmas são reais?

O ponto de vista que prevalece hoje em dia é de que os misteriosos efeitos físicos atribuídos historicamente aos fantasmas (espíritos desencarnados), tais como movimento de objetos, sons estranhos, odores enigmáticos e falha no equipamento elétrico, são, na verdade, fenômenos poltergeist (veja abaixo). As aparições que ocorrem sem o acompanhamento de efeitos físicos são consideradas efeitos psicológicos normais (i.e., alucinações) ou possivelmente uma aquisição de informação genuinamente mediada por psi.

14.2

Os poltergeists são reais?

Os poltergeists (em alemão, “espíritos barulhentos”) geralmente se manifestam na forma de estranhos efeitos elétricos e movimentos inexplicáveis de objetos. Em certa época, pensava- se que esses fenômenos ocorriam devido à ação de fantasmas, mas depois de décadas de investigação por parte de pesaquisadores, e mais notavelmente por William G. Roll, os estudos empíricos atuais sugerem que os poltergeists são efeitos psicocinéticos (PK) produzidos por um ou mais indivíduos, geralmente adolescentes com problemas emocionais. O termo RSPK (do inglês recurrent spontaneous psychokinesis), que significa, em português, “psicocinesia recorrente espontânea”, foi cunhado para descrever esse conceito.

  • 14.3 Se psi é real, como os cassinos ganham tanto dinheiro?

A teórica “vantagem da casa” para alguns jogos de cassino é bem pequena, por exemplo, cerca de 1% por jogo de dados favoravelmente jogado. Isto significa que depois de um bom tempo e várias tentativas, bons jogadores de dados podem conseguir recuperar 99 centavos para cada um dolar que jogarem. Se eles acertarem um hot streak, podem até mesmo ganhar algum dinheiro. Na prática, a parte de dinheiro que realmente fica para a casa é bem grande (cerca de 25% de cada mesa de jogo) porque raramente as pessoas jogam consistentemente e o ambiente do cassino é projetado intencionalmente para ser barulhento e visualmente dispersivo. Assim, para que uma “pessoa dotada de Psi” provoque qualquer diferença notável nos lucros do cassino em um longo período, essa pessoa deveria: (a) entender as estratégias de cada jogo, (b) jogar de forma consistente de acordo com essas estratégias e (c) aplicar consistentemente psi com força e segurança. Por um longo tempo, os lucros (ou vantagens) do cassino são previsivelmente estáveis, mas dado que alguns efeitos psi são conhecidos como genuínos, uma “pessoa dotada de psi” consistente (que sabe como jogar os jogos do cassino) pode ganhar algum dinheiro fazendo apostas. Além disso, muitas pessoas aplicando uma “psi fraca” podem causar pequenas flutuações nos lucros da casa. Para testar isto seria necessário analisar uma enorme quantidade de dados sobre o cassino, dados estes muito difíceis de serem obtidos.

  • 14.4 A mediunidade é real?

A “canalização” (ou channeling) consiste na alegação de que o espírito de alguém que morreu, ou alguma outra entidade não física, pode falar ou agir através de uma pessoa sensitiva. No final do século XIX, a isto deu-se o nome de mediunidade. Semelhantes alegações de comunicação com espíritos dos mortos podem ser encontradas ao longo da história e em outras culturas. Alguns pesquisadores acreditam que os casos de prodígios excepcionais, como Mozart na música ou Ramanujan na matemática, oferecem demonstrações empíricas de uma mediunidade genuína.

Embora uma parte do material supostamente canalizado por espíritos dos mortos ou por seres de outro mundo não tenham nenhum sentido, outras obras têm inspirado um grande número de pessoas e servem como fonte contínua de esclarecimento. Religiões reveladas e algumas experiências visionárias são exemplos de versões de informações canalizadas. Porém, se as informações provêm de uma fonte paranormal genuína ou do inconsciente do canalizador ou médium, é um assunto que provoca debates infindos.

14.5 Os efeitos psicocinéticos (PK) de grandes proporções, como a levitação, são reais?

Ao longo da história há muitos relatos de eventos espetaculares, tais como a levitação de indivíduos, pessoas santas que materializam objetos no ar e pessoas que são capazes de mover, entortar ou quebrar objetos sem tocá-los. Infelizmente, em muitos casos, as pessoas que alegam poder fazer essas coisas querem ganhar dinheiro com suas “habilidades”. Devido ao fato de o potencial de fraude ser elevado, e ser relativamente fácil criar efeitos convincentes que imitam rigorosamente os efeitos paranormais (com técnicas fraudulentas), as demonstrações empíricas fidedignas para esses efeitos psicocinéticos de grandes proporções são muito pequenas. Há alguns poucos casos de aparente movimentação de pequenos objetos, mas em geral a existência de fenômenos psicocinéticos de grandes proporções (ou macro-PK, como são tecnicamente chamados) é ainda uma séria questão em aberto.

Embora uma parte do material supostamente canalizado por espíritos dos mortos ou por seres de outro

15. Qual é a história da Parapsicologia?

Nota: Esta história está limitada ao resumo de uma parte do desenvolvimento da Parapsicologia que ocorreu nos países de língua inglesa. Como um fenômeno antigo e trans-cultural, a psi tem sido estudada por muitos grupos e de muitas maneiras, ao longo da história. [N.ts. Um texto a respeito da história da Pesquisa de Psi no Brasil pode ser encontrado na seção Artigos, da Revista Virtual de Pesquisa de Psi, no Portal Psi].

1880

A Parapsicologia, como é praticada no mundo ocidental, originou-se de um interesse sério e científico pelo espiritismo no final do século XIX na Grã Bretanha e nos Estados Unidos. A Sociedade de Pesquisas Psíquicas de Londres (Society for Psychical Research, SPR), fundada em 1882 e a Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas (American Society for Psychical Research, ASPR), fundada em 1885, foram criadas por cientistas eminentes da época para estudar médiuns que diziam poder entrar em contato com os mortos ou produzir outros efeitos paranormais.

Grande parte das primeiras demonstrações empíricas foram descritivas e casuais, incluindo relatos de sonhos precognitivos, descrições de levitações de mesas, narrativas de visões de fantasmas e assim por diante.

Alguns membros das Sociedades de Pesquisas Psíquicas projetaram instrumentos especiais para testar os fenômenos que os médiuns de efeitos físicos diziam realizar. Alguns dos estudos de casos e livros publicados por membros dessas sociedades, mais notavelmente por Frederic Myers no Reino Unido e William James nos Estados Unidos, são clássicos da literatura parapsicológica.

1900 à decada de 1960

Em 1917, J. E. Coover, um psicólogo da Universidade de Stanford, foi um dos primeiros investigadores a aplicar técnicas experimentais para estudar as habilidades psi em laboratório. Mas apenas em 1927 a nova era da pesquisa de psi foi estabelecida pelo biólogo J.B.Rhine. Rhine e seus colegas desenvolveram técnicas experimentais originais e ajudaram a popularizar os termos “ESP” (extrasensory perception, em português, percepção extra- sensorial) e “parapsicologia”. Contaram também com a colaboração da esposa de Rhine, a bióloga Louisa E. Rhine, mais dedicada ao estudo de casos espontâneos. O laboratório de Rhine, que inicialmente fazia parte do Departamento de Psicologia da Universidade de Duke em Durham, Carolina do Norte, desenvolveu uma reputação mundial de pioneirismo e pesquisa cientificamente ortodoxa de psi. Em 1935, Rhine criou o primeiro laboratório independente de Parapsicologia, tendo sua base acadêmica na Universidade de Duke. Sua pesquisa mais conhecida envolveu testes de ESP utilizando um baralho especial e testes de PK utilizando dados de jogar. Em 1965, Rhine se aposentou da Duke e mudou seu laboratório para fora do campus. Hoje, o legado de Rhine, o Instituto de Parapsicologia do Centro de Pesquisas Rhine (Rhine Research Center) conduz ativamente pesquisas psi, tendo como diretor, John Palmer.

Década de 1960

O interesse em Parapsicologia explodiu na década de 60, resultante do estabelecimento dos seguintes programas:

William G. Roll fundou a Fundação de Pesquisa Psíquica (Psychical Research Foundation) na Carolina do Norte, EUA. Roll é mais conhecido por seus estudos sobre fenômenos poltergeists e assombrações. Atualmente, Roll está ativo na pesquisa de psi na Georgia. Ian Stevenson deu início à Divisão de Parapsicologia como parte do Departamento de Psiquiatria da Escola Médica da Universidade de Virgínia. Stevenson enfatizou a pesquisa sobre os casos espontâneos, incluindo sonhos precognitivos e impressões telepáticas, e é mais conhecido pelo trabalho pioneiro sobre os fenômenos relacionados à sobrevivência - basicamente, casos de reencarnação em crianças de países como a Índia, Birmânia e Tailândia. A seção chama-se, agora, Divisão de Estudos da Personalidade (Division of Personality Studies) e Stevenson está trabalhando ativamente em pesquisa.

Karlis Osis se tornou o Membro Pesquisador Chester Carlson na Sociedade Americana de Pesquisas Psíquicas, na Cidade de Nova York. Osis conduziu pesquisas sobre EFC (experiências fora do corpo), pesquisas de levantamentos de dados sobre crenças e atitudes, estudos de casos de aparições e talvez seja mais conhecido por seu trabalho original sobre visões no leito de morte. Osis é falecido. A pesquisa parapsicológica foi iniciada no Departamento de Psicologia da Universidade de Edimburgo por John Beloff. Em 1985, a Cátedra Koestler de Parapsicologia foi estabelecida no departamento devido a uma doação fekita por Arthur Koestler e sua esposa Cynthia. O Professor Robert L. Morris é o primeiro chefe dessa cátedra. Morris, sua equipe de pesquisa e os estudantes pós-graduandos estão insistindo ativamente em uma abordagem que enfatiza a compreensão e a facilitação das interações psi. Um programa especializado de pesquisa foi instituido por Montague Ullman e Stanley Krippner no Maimonides Hospital no Brooklyn, Nova York, EUA. Essa equipe, que mais tarde incluiu Charles Honorton, é mais conhecida por seu trabalho com sonhos telepáticos. Como o programa do Maiomonides terminou em 1979, Charles Honorton abriu um novo laboratório, chamado Laboratórios de Pesquisa Psicofísicas (Psychophysical Research Laboratories), em Princeton, Nova Jersey, EUA. O laboratório de Honorton, que continuou operando até 1989, foi o mais conhecido pela pesquisa sobre telepatia em ganzfeld, pelos testes de micro-PK e pelo trabalho meta-analítico. Krippner está atualmente engajado em pesquisa ativa no Saybrook Institute, São Francisco, CA. Honorton morreu tragicamente em 1992, enquanto tentava seu Ph.D em Parapsicologia na Universidade de Edimburgo. Charles Tart, um professor de Psicologia mais conhecido por seu trabalho pioneiro sobre estados alterados de consciência, lecionou e conduziu pesquisas parapsicológicas na Universidade da Califórnia, em Davis. Agora ele está aposentado das funções que exercia na universidade, mas leciona e faz pesquisas no Instituto de Psicologia Transpessoal em Palo Alto, CA, entre outros lugares.

Década de 1970

Em 1972, iniciou-se um esforço para a especialização na pesquisa de psi na Califórnia, EUA, no SRI Internacional, em Menlo Park, anteriormente chamado de Instituto de Pesquisas de Stanford (Stanford Research Institute). O programa foi estabelecido pelos físicos Harold Puthoff e por Russel Targ; mais tarde, o físico Edwin May juntou-se à equipe. O programa SRI concentrava-se em pesquisa de visão à distância (e cunhou o termo). May assumiu o programa em 1985, quando Puthoff o deixou para assumir uma outra posição. Quando May deixou o SRI Internacional em 1989, reinstalou um programa semelhante em Palo Alto, no Laboratório de Ciências Cognitivas da Corporação Internacional de Aplicações da

Ciência (Science Applications International Corporation, SAIC). Esse programa ainda está envolvido com a pesquisa e é mais conhecido por usar tecnologias sofisticadas, como, por exemplo, magnetoencefalógrafos para estudar o funcionamento do cérebro enquando indivíduos desempenham tarefas psi. O laboratório também desenvolve modelos teóricos de micro-PK e trabalha na pesquisa de visão remota, fundamentalmente da perspectiva “fisicalista”. Também em 1979, um outro programa de pesquisa começou em Princeton, Nova Jersey, dentro da Escola de Engenharia da Universidade de Princeton. Foi fundado por Robert Jahn, que era, na época, Reitor da Escola de Engenharia. O Laboratório de Pesquisas de Anomalias da Engenharia de Princeton (Princeton Engineering Anomalies Research, PEARL) ainda está realizando pesquisas, e é mais conhecido por seu grande banco de dados sobre testes de micro-PK, testes de PK envolvendo outros sistemas físicos, experimentos de “percepção precognitiva à distância” e seu trabalho teórico na tentativa de relacionar metáforas da física quântica ao funcionamento de psi.

Anos 90

No final de 1993, Dean Radin instituiu o Laboratório de Pesquisas da Consciência (Consciousness Research Laboratory), um programa de pesquisa de psi dentro do Centro Harry Reid para Estudos Ambientais na Universidade de Nevada, Las Vegas. O laboratório conduzia pesquisas básicas e aplicadas sobre os efeitos psi. Atualmente o Consciousness Research Laboratory continua suas atividades privadamente. Em 1995, Richard Wiseman iniciou um programa de pesquisa de psi no Departamento de Psicologia na Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, e Susan Blackmore iniciou um programa semelhante no Departamento de Psicologia da Universidade de West England, em Bristol, também Reino Unido.

(Referências mais atualizadas quanto às instituições universitárias que abrigam centros de pesquisa parapsicológica podem ser vistas mais abaixo. Ver questão 16.)

Ciência (Science Applications International Corporation, SAIC). Esse programa ainda está envolvido com a pesquisa e é

16. Onde eu posso estudar Parapsicologia? Onde posso conseguir um emprego em Parapsicologia?

Muitas pessoas gostariam de estudar a consciência humana, Parapsicologia, Psicologia Transpessoal ou uma combinação desses campos. Apesar desses tópicos serem de grande interesse, o número de cursos universitários disponível é – surpreendentemente – muito pequeno. As pessoas freqüentemente acreditam que existem programas de graduação e pós-graduação em universidades conhecidas por terem mantido laboratórios de Parapsicologia, especialmente a Duke University, mas a Duke não oferece esses cursos. Por outro lado, apesar de poucos

saberem, tanto a Harvard quanto a Stanford University mantêm bolsas de estudo destinadas explicitamente à pesquisa parapsicológica, o que não é divulgado. Além disso, a maior parte dos fundos para essa finalidade tem sido usada para outros propósitos. Historicamente, a academia tem considerado os fenômenos parapsicológicos como algo embaraçoso pelo fato de eles serem sensacionalisticamente explorados pela indústria de entretenimento, além de estarem também presentes nos testemunhos dos divulgadores das idéias esotéricas do movimento “Nova Era”. Como resultado disso, apesar de haver fundos disponíveis para criar cursos e programas de pesquisa, eles vêm diminuindo há anos. No momento, não há, nos Estados Unidos, nenhum curso universitário de Parapsicologia que seja reconhecido. Isto não significa que não sejam oferecidas aulas de Parapsicologia, até mesmo em importantes universidades, ou que você não possa fazer um doutorado reconhecido com ênfase em Parapsicologia. A questão é que você não pode obter nenhum grau acadêmico especificamente nessa disciplina. Atualmente, a única universidade dos Estados Unidos com um programa ativo em estudos da consciência – o que, neste caso, significa uma sub-área da Parapsicologia – é a Universidade de Nevada, Las Vegas, onde aulas de Parapsicologia têm sido ministradas sob os auspícios da relativamente nova Cátedra Bigelow de Estudos da Consciência. Entretanto, assim como os empregos para pesquisadores em Parapsicologia na Harvard e na Stanford (e vários outras universidades) se extinguiram após a morte de seus benfeitores, o eventual destino dessa nova cátedra também é obscuro. Ao contrário disso, a Cátedra Koestler de Parapsicologia, do Departamento de Psicologia da Universidade de Edimburgo, Escócia surgiu após a morte de Arthur Koestler e sua esposa, que manifestaram o desejo e doaram uma grande quantia em seu testamento para que fosse criada uma cátedra voltada à pesquisa de fenômenos parapsicológicos em uma universidade da Grã Bretanha. Assim, em 1984 a Universidade de Edimburgo foi escolhida para abrigar essa cátedra e desde 1985 o Dr. Robert Morris é o catedrático responsável por ela. Graças a essa cátedra, mais de dez de estudantes de pós-graduação já realizaram seu doutoramento com ênfase em tópicos parapsicológicos. A maior parte desses estudantes atualmente ocupa postos de docência e pesquisa em universidades da Grã- Bretanha.

Sites de instituições da Grã-Bretanha que abrigam

novos

centros

de

pesquisa

e

ensino

em

Parapsicologia:

 

Nene, University College Northamptom, Nene University, UK. Perrot-Warwick Research Unit, University of Hertfordshire, UK. Consciousness and Transpersonal Psychology Research Unit, Liverpool John Moores University, UK Parapsychology Studies Group, Coventry University, UK Se o seu interesse pela pesquisa da consciência se concentra em um tema relativamente bem aceito pela comunidade

científica (digamos, por exemplo, “pesquisa de biofeedback”) você poderá encontrar um professor de alguma universidade importante realizando pesquisas sobre esses tópicos e poderá

estudar com ele. Verifique as fontes de referência, como o Psychological Abstracts e o MedLine para ver quem está realizando trabalhos nessas áreas e em quais instituições e, então, escreva para eles. Se o seu principal interesse é Parapsicologia, então as coisas ficam muito mais difíceis. Você pode, virtualmente, esquecer todas as principais instituições acadêmicas se você quiser se envolver seriamente com o tema de forma profissional. Em termos bem realistas quanto à questão profissional, você pode perceber que a Parapsicologia é considerada “marginal”, no melhor dos casos, pelas principais linhas da Psicologia, ao menos nos Estados Unidos. Se seu objetivo é conseguir dar aulas em uma importante universidade, com tempo para a realização de pesquisas, então uma pós-graduação com ênfase em Parapsicologia não será bem vista (para não dizer o pior). Felizmente, a situação é dramaticamente diferente em alguns países europeus, especialmente a Grã-Bretanha e a Alemanha, onde a Parapsicologia está rapidamente se tornando um tema acadêmico respeitável. Outras instituições européias que abrigam grupos de estudo parapsicológicos:

University of Amsterdam Anomalous Cognition

Group,

University of Amsterdam, The

Netherlands Institut für Grenzgebiete der Psychologie und Psychohygiene (IGPP) , Freiburg, Alemanha A maioria dos parapsicólogos (e por “parapsicólogos” significa aqui: cientistas treinados profissionalmente, não os tais “populares investigadores do paranormal”) em geral realizam uma atividade de docência ou têm algum emprego convencional. Apenas 30 ou 40 pessoas em todo o mundo estão empregadas em regime de tempo integral nessa área como pesquisadores e um número ainda menor recebe salários razoáveis. Falando francamente, as chances de se conseguir um emprego decente são extremamente pequenas, apesar de, como já foi mencionado, a situação na Europa ser melhor do que nos Estados Unidos. Se, apesar de tudo isso, você continuar interessado em prosseguir, ótimo!

A maioria dos estudantes resolve os problemas citados acima ingressando em uma instituição acadêmica reconhecida, onde sabiamente eles se mantém discretos quanto aos seus reais interesses. Eles aprendem a realizar pesquisas em alguma disciplina científica bem aceita, obtêm um grau acadêmico, e então, afiliam-se à Parapsychological Association (PA) e começam a ler as principais revistas especializadas em Parapsicologia. Isso pode não satisfazer a paixão dos estudantes, mas, no momento, muitos acadêmicos não consideram esse tópico como digno de ser tratado cientificamente. Há poucas exceções: estudos psicológicos e sociológicos das crenças em fenômenos parapsicológicos são tópicos de pesquisa marginalmente aceitos, como o são os estudos

antropológicos de práticas e rituais “paranormais” de sociedades indígenas. Adotar a Parapsicologia como uma carreira requer (1) grande habilidade para lidar com tarefas difíceis, (2) enorme persistência, criatividade e capacidade de encontrar saídas, (3) sólido treinamento em uma ou mais ciências que tenham grande aceitação ou em uma atividade docente e, (4) a habilidade de reconhecer, mas não aquiescer ante aos modismos do paradigma atual e aos dogmas acadêmicos. Esta não é uma carreira para pessoas sem coragem ou para adeptos da ortodoxia. A recompensa é que a Parapsicologia, como outras áreas científicas fronteiriças, é uma disciplina extremamente desafiadora e aberta à exploração de idéias criativas e a avanços significativos ao seu estado da arte. Se você espera soluções rápidas para problemas fáceis ou respostas absolutas para questões claras, então a Parapsicologia, definitivamente, não é para você. Se você tem prazer em explorar um amplo espectro do potencial humano e possui talento criativo para lidar com os limites apontados acima, então não há melhor disciplina do que a Parapsicologia.

Trechos da discussão acima são uma contribuição do Dr. Charles Tart, com adições de Dean Radin.

Mais sobre a Parapsicologia como carreira:

Parapsychology as a Career, (Arquivo PDF [pode ser aberto com Acrobat Reader], impresso com

permissão da Parapsychology Review), é um texto curto escrito pelo Dr. Rex Stanford, que contém excelentes informações para pessoas interessadas em se profissionalizarem em Parapsicologia. O autor apresenta e discute: (a) oportunidades de trabalho para quem quer seguir carreira em Parapsicologia; (b) custos e recompensas; (c) qualificações necessárias; (d) treinamento específico necessário; (e) dicas para conseguir um

emprego na área

(Texto traduzido e adaptado. O

original em inglês pode ser encontrado no site do

Rhine Research Center.) Cursos introdutórios altamente recomendados:

Curso Acadêmico on-line: “Introduction into Empirical and Theoretical Parapsychology”, ministrado pelo Dr. Dick J. Bierman, University Utrecht, Utrecht, Holanda. Curso de Verão de Parapsicologia, do Rhine Research Center, dirigido pelo Dr. John Palmer.

Novo

A Greenwich University (Austrália) acaba de aprovar a criação de um curso à distância de

Mestrado e Doutorado em " Parapsychology & Paranormal Studies", dirigido pelo Dr. Jon Klimo.

antropológicos de práticas e rituais “paranormais” de sociedades indígenas. Adotar a Parapsicologia como uma carreira requer

Sim. Aí vai uma lista dos sites com experimentos on-

line:

  • 1. The Anomalous Cognition (or PSI) section of

the Faculty of Psychology of the University of Amsterdam

  • 2. Pacific Neuropsychiatric Institute

  • 3. The Retropsychokinesis Project

  • 4. Koestler Chair of Parapsychology, Univ. of Edinburgh

Sim. Aí vai uma lista dos sites com experimentos on- line: 1. The Anomalous Cognition (or

18. Quais são as principais fontes sobre psi na internet, os centros de pesquisa de psi, publicações, associações e fundações, e grupos de céticos?

OBSERVAÇÃO

A abordagem das instituições abaixo não representa,

necessariamente,a abordagem adotada pelo

Inter Psi – Grupo de Estudos em Semiótica,

Interconectividade e Consciência.

FONTES SOBRE PSI NA INTERNET

Parapsychology Sources on the Internet

Parapsychology Resources on Internet Some Parapsychology Reference Parapsychology Links

INSTITUTOS DE PESQUISA DE PSI EM UNIVERSIDADES

(Algumas das instituições abaixo oferecem Mestrado e Doutorado por

pesquisas cujo objeto de estudo seja Psi) Alemanha Abteilung für Psychologie und Grenzgebiete der Psychologie, Universität Freiburg Austria The Austrian Society for Parapsychology and Border Areas of Science, Institut für Ethnologie, Kultur- und Sozialanthropologie der Universität Wien. Institut für Grenzgebiete der Wissenschaft (IGW), Leopold- Franzens-Universität Innsbruck. Brasil Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência, Centro de Estudos Peirceanos, Programa de Pós- Graduação em Comunicação e Semiótica, PUC-SP Estados Unidos PEAR Laboratory, Princeton Engineering Anomalies Research Lab., The Global Consciousness Project , Princeton University, Princeton, NJ Franklin Pierce College, Rindge, NH The Center for Frontier Sciences, Temple University, PH Division of Personality Studies, University of Virginia Health Sciences Center, VA Grã-Bretanha Koestler Parapsychology Unit, University of Edinburgh, UK Nene, University College Northamptom, Nene University, UK. Perrot-Warwick Research Unit, University of Hertfordshire, UK. Mind-Matter Unification Project, Cambridge University, UK

Consciousness and Transpersonal Psychology Research Unit, Liverpool John Moores Univ., UK Parapsychology Studies Group, Coventry University, UK. The RetroPsychokinesis Project , university of Kent, Canterbury, UK Holanda University of Amsterdam Anomalous Cognition Group, University of Amsterdam, The Netherlands

INSTITUTOS DE PESQUISA DE PSI PARTICULARES

Alemanha Institut fuer Grenzgebiete der Psychologie und Psychohygiene (IGPP) , Freiburg, Al Argentina Instituto Argentino de Psicología Paranormal, Buenos Aires, Ar Brasil Centro Latino Americano de Parapsicologia (CLAP), São Paulo, SP Instituto Pernambucano de Pesquisas Psicobiofísicas, Recife, PE Estados Unidos Rhine Research Center (Inclui o Institute for Parapsychology), Durham, NC The Laboratories for Fundamental Research (Inclui o Cognitive Sciences Laboratory), Palo Alto, CA Consciousness Research Laboratory, Las Vegas, NV Exceptional Human Experience, New Bern, NC Itália Centro Studi Parapsicologici di Bologna , Bologna Japão International Society of Life Information Science Bio-Emission Laboratory México Instituto Latino-Americano de Psicología Paranormal, Ciudad del Mexico Ramón Monroig Grimau Portugal Centro Latino-Americano de Parapsicologia, CLAP-Portugal, Braga

PUBLICAÇÕES ESPECIALIZADAS NA PESQUISA DE PSI International Journal of Parapsychology Eletronic Journal for Anomalous Phenomena European Journal of Parapsychology The Journal of Parapsychology The Journal of Scientific Exploration Revista Portuguesa de Parapsicologia Japanese Journal of Parapsychology Journal of American Society for Psychical Research Journal of American Society for Psychical Research Luce e Ombra Quaderni di Parapsicologia Zeitschrift für Parapsychologie und Grenzgebiete der Psychologie - Inhaltsverzeichnisse Journal of International Society of Life Information Science Subtle Energies Frontiers Perpectives Revista Argentina de Psicología Paranormal Revista Mexicana de Psicologia Paranormal Email EXPERIMENTOS PSI ON-LINE

Anomalous Cognition (or PSI) section, University of Amsterdam, Holanda The RetroPsychoKinesis Project, University of Kent at Canterbury, UK Bondary Institute, Koestler Chair of Parapsychology, University of Edinburgh

ASSOCIAÇÕES e FUNDAÇÕES

Sociedade Brasileira para o Progresso da Parapsicologia (SBPP) /

Contato: Vera Barrionuevo Asociación Iberoamericana de Parapsicología (AIPA) / Contato:

Alejandro Parra (Argentina) Fundação Bial, Porto (Portugal)

Parapsychological Association, Inc., PA. Parapsychology Foundation, Inc., PF, New York, USA The Society for Psychical Research of London, SPRL, London, UK The American Society for Psychical Research, ASPR, NY, USA

CÉTICOS

CSICOP and the Skeptical Inquirer A mais importe página de céticos, com artigos da revista Skeptical Inquirer on-line, notícias de eventos e links. Australian Skeptics Notícias sobra a atividades dos céticos e informações sobre livros. CICAP Revista italiana interessada em alegações de psi com ponto de vista cético. German Skeptics Textos de céticos alemães e alguns links em inglês. The Skeptics Society Página da Skeptics' Society com links e artigos da revista The Skeptic UK Skeptics.Informa sobre a postura e atividade dos céticos da Grã-Bretanha. James Randi Educational Foundation Página do cético e mágico profissional canadense James “Amazing” Randi, residente nos EUA, com informações sobre o prêmio de US$1.000.000 para quem produzir fenômenos psi à vontade, além de temas ligados ao ceticismo, atividades e produção bibliográfica de Randi. Fórum Cético Brasileiro Promove o ceticismo científico e o humanismo secular, discute pseudociência e religião no Brasil. Quackwatch em português, Seu Guia contra o Charlatanismo, Curandeirismo, Fraudes na Saúde e Para Tomada de Decisões Inteligentes Dirigido pelo médico Steven Barret, um conhecido defensor dos direitos do consumidor dos EUA.

Associação Céticos de Portugal Clube dos Céticos Darwin Magazine Dedicado ao ceticismo e ao humanismo secular, com ênfase na teoria da evolução. Mantém uma tradução do Resumo Eletrônico da revista Skeptical Enquirer do CSICOP. Dicionário Céptico (MG/PT) Tradução para o Português do Skeptic's Dictionary de Robert T. Carroll. Mario's Homepage (RJ) Ceticismo e humanismo secular. Opção Racional (RJ) Analisa fenômenos paranormais e pseudocientíficos sob o ponto de vista da ciência, buscando divulgar para o público em geral informações confiáveis e encorajando a utilização do método científico como forma de pensamento crítico e objetivo. Paranormal e Pseudociência em Exame Informação sobre a análise crítica do Paranormal e da Pseudociência. Saúde & Informação

Análise crítica dos métodos e das terapias ditas alternativas. Sociedade da Terra Redonda Defesa dos direitos dos ateístas na sociedade, da separação entre religião e governo, divulgação do método científico e o pensamento crítico.

Análise crítica dos métodos e das terapias ditas alternativas. Sociedade da Terra Redonda Defesa dos direitos

Ps. Principais colaboradores deste material

Editor, Dean Radin, Ph.D Consciousness Research Laboratory , Las Vegas, NV, USA Carlos Alvarado, Ph.D., Foundation of Parapsychology, New YorK Dick Bierman, Ph.D., Anomalous Cognition (or PSI) section of the Faculty of Psychology of the University of Amsterdam Topher Cooper, Bsc., Voice Processing Corporation, Cambridge, MA, USA Edwin May, Ph.D., Cognitive Sciences Laboratory , SAIC, Palo Alto, CA, USA Roger Nelson, Ph.D. PEARL - Princeton Engineering Anomalies Research Laboratory , Princeton University, Princeton, NJ, USA Ephraim Schechter, Ph.D. University of Colorado, Boulder, CO, USA James Spottswoode, Bsc., James Spottswoode & Assoc., CA Charles Tart, Ph.D., University of California, Davis (Emeritus), CA, USA

Todas as colaborações para este material consistem em opiniões pessoais e não refletem ou implicam posições oficiais de quaisquer organizações, companhias ou universidades.

Análise crítica dos métodos e das terapias ditas alternativas. Sociedade da Terra Redonda Defesa dos direitos

Organizadores e tradutores para o português:

Wellington Zangari e Fátima Regina Machado pesquisapsi@gmail.com

Inter Psi – Grupo de Estudos em Semiótica, Interconectividade e Consciência CEPE / COS / PUC-SP

esclarecimentos e Advertências

A relação entre o objeto de estudo do Inter Psi – Grupo de Semiótica, Interconectividade e Consciência com o objeto de estudo da assim chamada Parapsicologia é, por um lado, evidente e, por outro, aparente. Reconhecemos que há parapsicólogos(as) que realizam pesquisas de psi empregando metodologia científica (exs:

http://anson.ucdavis.edu/~utts/91rmp.html e http://www.psych.cornell.edu/dbem/does_psi_exist.html), o que é admitido, inclusive, por críticos(as) da Parapsicologia. (exs:

http://anson.ucdavis.edu/~utts/91rmp-c3.html e http://www.csicop.org/si/9603/claims.html). Por outro lado, reconhecemos também que muito do que é divulgado como sendo “Parapsicologia”, sobretudo no Brasil, nada tem de científico, aproximando-se mais da religião, do assim chamado movimento “New

Age” e do charlatanismo. Sustentamos que não há nada que, no presente estado da pesquisa de psi, nos permita sustentar ou rejeitar qualquer alegação religiosa. E ainda: não há, até o momento, conhecimento

científico suficiente para sustentar qualquer aplicação prática de psi. O objetivo do Inter Psi e de suas atividades, dentre as quais o Grupo de Estudos de Pesquisa de Psi, é exclusivamente científico. A literatura empregada para os estudos do grupo compreende artigos de pesquisadores que afirmam não ter encontrado evidências de psi e/ou que sustentam sua impossibilidade teórica e daqueles que alegam ter encontrado evidências de psi e/ou que sustentam sua possibilidade teórica. O Inter Psi não é um grupo exclusivamente formado nem por críticos nem por parapsicólogos. É um grupo interdisciplinar, cujo objetivo é avaliar as alegação a respeito da existência de psi da maneira mais isenta possível, com certa dose de ceticismo, e seguindo critérios metodológicos científicos. Entendemos que qualquer posição favorável ou desfavorável a psi é, no atual estado da pesquisa, prematura. Se o seu interesse em psi é exclusivamente religioso e você está buscando obter garantias a respeito das “verdades” bíblicas, teológicas ou espirituais, o Inter Psi não lhe será útil. Se o seu interesse é “desenvolver os poderes mentais”, “aplicar os potenciais psíquicos”,

“sair do corpo”, “ler o pensamento dos outros”, “prever o futuro” Inter Psi não lhe será útil. Por outro lado, se seu interesse é conhecer as pesquisas científicas realizadas a respeito dos alegados “fenômenos parapsicológicos”, o Inter Psi poderá lhe ser útil. Se estiver interessado(a) em conhecer os limites e as possibilidades desse campo, o Inter Psi poderá lhe ser útil. Se você está interessado(a) em se tornar um(a) pesquisador(a) de psi (nos moldes apresentados acima), tem interesse em temas interdisciplinares, tem interesse em Semiótica, o Inter Psi poderá lhe ser útil. Se você teve/tem experiências pessoais que aparentemente envolvem psi, você poderá ser útil para o Inter Psi e o Inter Psi poderá ser útil para você.

...

, o

Age” e do charlatanismo. Sustentamos que não há nada que, no presente estado da pesquisa de

Resido em São Paulo/Capital, como posso participar de um GEPP?

Os residentes na capital paulista poderão participar do Inter Psi / CEPE / COS / PUC-SP ou formar seus próprios grupos. Os interessados em participar do Inter Psi devem se comunicar com o seu coordenador, Wellington Zangari (pesquisapsi@gmail.com) manifestando seu interesse. À medida em que novos grupos forem formados na capital paulista, os dados dos responsáveis constarão neste site.

Age” e do charlatanismo. Sustentamos que não há nada que, no presente estado da pesquisa de

Não resido em São Paulo/Capital. Como posso participar de um GEPP?

Os não-residentes na capital paulista podem criar grupos em suas cidades. O Inter Psi poderá prestar auxílio ao grupo desde que pelo menos um membro do GEPP local tenha acesso à Internet, preferencialmente o próprio responsável do grupo. Os grupos geralmente iniciam suas atividades com o Programa Básico, passando para os demais programas quando sentem tal necessidade. Grupos já existentes podem buscar auxílio do Inter Psi para o desenvolvimento de atividades relacionadas trabalho nos demais programas oferecidos, conforme o caso. Os responsáveis locais e interessados de uma determinada cidade devem se comunicar com o Inter Psi (pesquisapsi@gmail.com) manifestando seu interesse em criar um GEPP. Os dados relativos aos grupos em formação (ou formados) em cada cidade constarão desse site em suas próximas atualizações, de maneira que os interessados em participar de um grupo em determinada localidade poderão entrar em contato com o grupo de sua região. Pensamos na possibilidade de formar uma rede nacional de pesquisadores e grupos de psi no futuro, caso, de fato, novos grupos forem criados e grupos já existentes entrarem em contato.

Não resido em São Paulo/Capital. Como posso participar de um GEPP? Os não-residentes na capital paulista

Quem pode participar do GEPP?

Os GEPPs devem estar abertos a todas as pessoas com interesse científico na temática (psi), não sendo necessário ter qualquer formação específica. Pelo contrário, valoriza-se e incentiva-se a participação de pessoas de diferentes áreas do conhecimento para que o objetivo de um debate amplo e interdisciplinar possa ser alcançado.

Não resido em São Paulo/Capital. Como posso participar de um GEPP? Os não-residentes na capital paulista

Para quê o GEPP não pode ser usado?

Cremos que o objetivo dos GEPPs não deva ser o de discutir religiões, interpretações e crenças religiosas ou cultos pretensamente ligados à “psi” sob o ponto de vista religioso. Os GEPPs devem estar aberto à discussão científica de psi e de todas as suas possíveis variáveis, inclusive as religiosas. Apesar de deverem estar aberto às pessoas de diferentes matizes religiosos, bem como às pessoas não-religiosas, os GEPPs não devem ter como objetivo o debate de posicionamentos religiosos. Os GEPPs não devem toler a realização de proselitismo religioso, nem a sua utilização como ferramenta de venda de qualquer que seja o produto, nem como meio de transmissão de informações que não sejam diretamente relevantes aos temas abordados. Não devem ser toleradas quaisquer formas de preconceito. O Inter Psi não prestará

qualquer auxílio aos grupos que não se enquadrarem a essas regras mínimas.

qualquer auxílio aos grupos que não se enquadrarem a essas regras mínimas. ESP: Uma breve revisão

ESP: Uma breve revisão das pesquisas e algumas reflexões

Fátima Regina Machado* e Wellington Zangari **

1- Apresentação

Este artigo tem a intenção de apresentar, para os colegas brasileiros, uma breve revisão de algumas das principais pesquisas realizadas sobre a percepção extra-sensorial (ESP), tanto de casos espontâneos quanto experimentais. Nosso objetivo último ao escrevê-lo foi o de oferecer informações que pudessem atualizá-los de maneira rápida e no nosso idioma. Temos visto que existe um grande interesse dos pesquisadores brasileiros em conhecer o que tem sido feito em Parapsicologia pelos colegas estrangeiros. Mas, alguns dificuldades se interpõem contra tal atualização. A primeira grande barreira, a idiomática, tem sido a principal. A língua oficial em ciência é a inglesa. Aqueles(as) que não podem ler nesta língua têm dificuldades em manterem-se atualizados, o que só se faz, efetivamente, por meio de contato com pessoas que lêem inglês ou que são estrangeiras. Esta forma de receber conhecimentos não é prática posto que sempre existe a dependência de um outro. Isto não permite que o(a) pesquisador(a) possam estudar o que precisam ou querem, no momento em que precisam ou querem. Além disso, sempre há o perigo da "tradução como traição". Temos visto equívocos surpreendentes de tradução, tanto de textos quanto de conferências que acabaram por gerar idéias que em nada correspondem ao texto ou ao pensamento do conferencista estrangeiro. O segundo problema que nos parece que dificulta a atualização é mais grave: o ideológico. Há pesquisadores que simplesmente se negam a se manterem atualizados pois consideram que tudo já está esclarecido, que não precisamos de mais pesquisas, bastam novas teorias. Tais idéias, como poderia se esperar, não são proferidas apenas àqueles(as) que fazem da Parapsicologia um instrumento de conversão e sustentação de crenças religiosas. Ouvimos esta idéia de parapsicólogos de certo prestígio nacional, alguns que, curiosamente, até lêem e podem se comunicar em inglês. Alguns deles afirmam que precisamos de uma Parapsicologia eminentemente nacional, como se ela fosse americana, inglesa, francesa ou holandesa. Esta xenofobia guarda uma posição pseudo-nacionalista e esconde certa arrogância e auto-suficiência patológica. A ciência é um bem social e universal. Um cientista deveria vibrar ao conhecer uma nova pesquisa. Deveria lutar para obter novos trabalhos. Não porque seja obrigado a fazer isso, mas porque, idealmente, ele(a) é um apaixonado pela sua área e tudo que diga respeito a ela estará em constante busca. Ciência não é sinônimo de estagnação. Os textos produzidos pelos colegas brasileiros, quando não presos a tais idéias xenófobas e auto-suficientes, exalam criatividade e boa fundamentação científica. Mas, muitas vezes, carecem de atualização. As citações restringem-se aos textos dos Rhine, de Richet, de Amadou, entre outros parapsicólogos que, apesar da relevância científica, não são os únicos e, em muitas áreas, certamente já não são os melhores.

Não há culpados. Não é lícito pensar que existam responsáveis dessa situação. Todos nós, brasileiros, fizemos nossas primeiras leituras com o material que dispúnhamos em português. Cada um de nós "elegeu" seus "preferidos" e de suas idéias criamos novas.

Muitos de nós publicamos artigos e livros inspirados por tais autores. Nossos grupos foram constituídos tendo tais idéias como fundamento teórico. Se levarmos em conta que há pouquíssimo material sobre Parapsicologia em português e se tivermos uma compreensão ampla de quê material é este, poderemos compreender como chegamos ao final dos anos 90 com idéias da década de 60 e quase sem conhecimento algum do que se passou em Parapsicologia nos últimos 30 anos. Em português temos os livros do Pe.Quevedo, os livros dos Rhine e os livros dos pesquisadores psíquicos. Além disso, muito pouca coisa foi publicada. Fomos privados de quase toda a Parapsicologia pós- rhineana, ou seja de todo o desenvolvimento da Parapsicologia atual. Os livros do Pe. Quevedo trazem informações de pesquisas realizadas até a década de 60. Seus livros mais recentes reproduzem e discutem tais pesquisas. Em que pese a forte inspiração ideológica impressa no material publicado pelo CLAP, é importante notar que a Revista de Parapsicologia se constitui no único meio de contato com o que ocorria no mundo parapsicológico na década de 70. Ainda que para criticar ou elogiar a posição dos pesquisadores estrangeiros em função das idéias do Pe. Quevedo, a revista trouxe, indiretamente, a opinião e as posições dos(as) parapsicólogos(as) desta década. Com fim da revista, nenhum material em português permitiu a atualização. Os livros dos pesquisadores psíquicos, em sua grande maioria, foram, e são, traduzidos e publicados por editoras espíritas. As traduções foram tendenciosas e a escolha dos títulos se deu em função das posições dos autores em relação ao tema da sobrevivência após a morte e da possibilidade de comunicação com os mortos. Apesar de serem livros importantes a nível histórico, não representam, em sua totalidade, material estritamente científico posto que a metodologia científica utilizada à época era falha em muitos aspectos. Os livros dos Rhine, apesar de se constituírem no melhor material de cunho eminentemente científico, parecem ter "criado escola". Muitos de nós, lemos os livros de J.B.Rhine e de L.E.Rhine e nos tornamos rhineanos. Ao nos tornarmos rhineanos deixamos de ser parapsicólogos(as). Os Rhine foram importantes porque eram cientistas, não porque eram rhineanos. Ao nos tornarmos rhineanos: popularizamos as cartas ESP, há muito não usadas em pesquisas parapsicológicas; sustentamos que psi é de natureza não-física (ou espiritual), idéia que está longe de ser adotada pelos parapsicólogos modernos; mantivemos a noção de que a pesquisa experimental é o único meio de obter informações precisas sobre o fenômeno parapsicológico, o que tem sido criticado não apenas por parapsicólogos(as), mas por cientistas de muitas outras áreas ...

Para que sejamos parapsicólogos(as) temos que, em primeiro lugar, retomarmos o rumo da história parapsicológica. Isto significa que temos que tirar o tempo perdido. Temos visto um grande esforço, em vários grupos, em função da retomada histórica. Congressos, contatos com parapsicólogos(as) estrangeiros(as), traduções de textos e, mais recentemente um curso on-line, oferecido pela Asociación Iberoamericana de Parapsicología, sobre metodologias em Parapsicologia. Por que metodologias? Porque, para sermos parapsicólogos(as), não basta estarmos a par da história, temos que ajudar a construi-la. Ao lado das atividades profissionais que já realizamos em nosso país, como as ligadas à educação, à produção de material editorial e ao aconselhamento, temos que nos empenhar por consolidar a área de pesquisa, nossa maior necessidade no momento.

Nesse sentido, outro dos nossos objetivos ao escrever este artigo foi o de inspirar nossos(as) colegas a realizarem suas próprias pesquisas. Há inúmeras pesquisas descritas abaixo e muitas referencias bibliográficas. A Parapsicologia precisa de nossa criatividade e de nosso empenho. Temos certeza de que os brasileiros, em pouco tempo, farão a diferença no cenário parapsicológico internacional.

De forma alguma tivemos a pretensão de esgotar o tema. Temos consciência de que este artigo apenas arranhou o verniz. Aqueles(as) que tiverem interesse de se aprofundar nas pesquisas de ESP, deverão buscar revisões mais detalhadas que esta, sobretudo aquelas publicadas na série Advances in Parapsychological Research. Por outro lado, para uma aproximação rápida e abrangente, este artigo nos parece suficientemente completo.

Ao final da revisão, procuramos levantar algumas reflexões teóricas e práticas que julgamos interessantes no sentido de estimularem futuras pesquisas empíricas. Tais reflexões não estavam previstas quando do início da construção deste texto, mas achamos por bem mantê-las, já que ofereceriam aos leitores(as) uma oportunidade de acompanharem algo que transcende os dados que a revisão deveria trazer. Muitas dessas reflexões carecem de base empírica já que foram produzidas ao longo da construção do texto e não houve tempo de "testá-las", enquanto outras foram suficientemente bem apoiadas por pesquisas apresentadas ao longo da revisão. Que elas sirvam de incentivo para que se abra uma discussão em torno do assunto e que outros pesquisadores possam dividir conosco suas próprias reflexões sobre ESP e psi de um modo geral. Aqueles(as) que tiverem interesse apenas na revisão, poderão desprezá-las sem qualquer perda do conteúdo do texto.

2. Introdução

Em todas as culturas, ao longo dos séculos, encontramos relatos de experiências ou fenômenos que desconcertaram o ser humano por, aparentemente, não resultarem de mecanismos até então conhecidos por ele. Ansiando por explicações que diminuíssem a angústia que o desconhecido lhe causava, o ser humano "inventou" respostas, criou

deuses, gnomos, fadas, sacis, demônios, enfim, atribuiu responsabilidade ao sobrenatural. Um exemplo é o eclipse do Sol ou da Lua. Antes de se descobrir os motivos de sua ocorrência, muito se especulou em torno disso. Seriam os deuses que

estariam irados e por isso ter-nos-iam deixado em trevas momentaneamente? Rituais,

danças e hinos ...

E, de repente, como se os deuses se acalmassem, o Sol ou a Lua

voltavam a brilhar. (Machado, 1995, p. 76) À medida que dominava a natureza e aperfeiçoava a tecnologia, porém, o ser humano percebia que muitos dos eventos antes considerados sobrenaturais eram fruto do curso normal de fenômenos absolutamente naturais. É importante lembrar, porém, que o fato desses eventos atribuídos ao sobrenatural serem explicados cientificamente - como o eclipse - não elimina a possibilidade da real existência de seres fantásticos ou divinos. Sabemos, porém, que eles não estão envolvidos na relação de causa e efeito à qual antes eram teoricamente submetidos.

Dentre essas experiências desconcertantes, há registros de ocorrências que envolvem a aquisição de informações ou a interferência no meio ambiente por meios extra-sensório motores. Alvo de interpretações sobrenaturalistas e religiosas, essas vivências levaram muitas pessoas à fogueira durante a Santa Inquisição, valeram internações em hospícios, justificaram canonizações e desencadearam movimentos religiosos, como o Espiritismo no século XIX.

Devido ao frisson provocado pelo fenômeno das mesas girantes (Wantuil, 1958), das sessões mediúnicas e pelo mesmerismo, celebridades do meio acadêmico - muitas da quais já se ocupavam do estudo desses fenômenos - decidiram fundar uma sociedade para investigar a veracidade dos fatos ditos espíritas, o mesmerismo e os relatos de aparentes intervenções sobrenaturais na vida quotidiana, como a movimentação de objetos sem a utilização dos músculos ou de qualquer instrumento. Assim, em 1882, nasceu, em Londres, a Society for Psychical Research (SPR), composta por figuras internacionais ilustres, dentre elas: três prêmios Nobel, dez fellows da Royal Society, um primeiro ministro, os grandes cientistas britânicos Sir William Crookes, Sir Oliver Lodge e Sir J.J. Thomson e acadêmicos da Universidade de Harvard, incluindo William James, William McDougall e Gardner Murphy.

A proposta da Pesquisa Psíquica era primordialmente a pesquisa de campo, havendo também investigações experimentais. Muitos médiuns foram exaustivamente estudados e levantamento de dados foram realizados, sendo o mais importante deles o Censo da

Aparições, que resultou no clássico "Phantasms of the Living " (1886/1970), escrito por Gurney, Myers e Podmore.

A fundação da SPR impulsionou a fundação de outras sociedades e institutos de pesquisa, como a American Society for Psychical Research (ASPR), em 1885 em Nova York, a SPR de Boston e a SPR da Holanda. Em 1919 foi fundado o Institute Metapsychic Internacional (IMI) em Paris, por Charles Richet, professor de Fisiologia na Escola Médica da Universidade de Paris e futuro ganhador do Prêmio Nobel de Fisiologia. Outras associações e institutos surgiram, muitos não tendo vida longa e nem sempre sendo fiéis aos propósitos científicos. Universidades européias e americanas começaram a ceder bolsas de pesquisa para que se investigasse os então chamados fenômenos parapsíquicos, como a Universidade de Harvard, nos EUA, e a Universidade de Gröeningen, na Holanda.

O final da década de 1920 e as três próximas décadas que se seguiram foram extremamente importantes para o estudo dessa área. Joseph Banks Rhine e sua esposa Louisa Ella Rhine, ambos doutores em Fisiologia Vegetal, se interessaram pela Pesquisa Psíquica e passaram a se dedicar a esse campo de estudo. Juntamente com o Dr. William McDougall, fundaram o Laboratório de Parapsicologia na Universidade de Duke, em Durham, Carolina do Norte, EUA. Lá, os Rhine e uma equipe de pesquisadores começaram a testar experimentalmente interações humanas extra- sensoriais e extra-motoras, ou seja, que aparentemente ocorriam sem a mediação de qualquer mecanismo ou agente físico conhecido. Essas interações ou, como se diz comumente, fenômenos são chamados parapsicológicos ou psi. Psi é 23ª letra do alfabeto grego e, neste caso, se compara ao x na matemática. Em Parapsicologia, psi é usada para designar os fenômenos, uma vez que sua natureza permanece, ainda, uma incógnita.

Atualmente, os pesquisadores acadêmicos em geral se referem aos fenômenos psi por meio da classificação adotada por Joseph Banks Rhine. De acordo com essa classificação, os fenômenos psi se dividiriam didaticamente em dois grupos: o dos fenômenos psicocinéticos - popularmente conhecidos como "ação da mente sobre a matéria"- e o dos fenômenos extra-sensoriais - dos quais trataremos neste trabalho - de acordo com a função psi, ou seja, a faculdade atribuída à mente capaz de produzir fenômenos psi. (Rhine, 1934, 1937, 1947, 1953)

Os termos psicocinesia (PK, do inglês, psychokinesis) e percepção extra-sensorial (ESP, do inglês extrasensory perception) e não foram cunhados por J.B.Rhine. O termo psicocinesia foi usado por Holt em 1914 para designar o poder necessário para a realização da comunicação mediúnica, e Boirac utilizou o termo psicocinesia vital em 1908 com um sentido semelhante à psicocinesia de Rhine. O termo percepção extra- sensorial foi usado anteriormente por Pagenstecher (1924), Fisher(1926) e Sainville (1927) com o mesmo sentido empregado por Rhine. (Zingrone & Alvarado, 1987, p. 51)

Não ocupar-nos-emos, neste trabalho, das pesquisas a respeito da psicocinesia, pois pretendemos fazê-lo em outra oportunidade.

A percepção extra-sensorial se refere a uma capacidade humana ligada à aquisição de conhecimento. Através dela as pessoas teriam a possibilidade de adquirir ou receber informações de modo diferente dos meios convencionais, isto é, sem que ninguém lhes diga nada, sem que qualquer pista de linguagem corporal contribua para que as informações sejam conhecidas ou sem que alguma mensagem escrita ou gravada seja recebida. De alguma forma, ultrapassando os limites dos sentidos humanos conhecidos, há a possibilidade de transmissão ou captação de informações. Dizemos "transmissão ou captação" porque, apesar de todas as pesquisas já realizadas sobre a ESP já terem apontado muitas pistas acerca de seu funcionamento, ainda não está claro se a mensagem envolvida nesse fenômeno é transmitida, captada ou ambos ao mesmo

tempo. Já surgiram diversas teorias para tentar explicar não apenas esse mecanismo, mas também a natureza da ESP, porém nenhuma ainda foi considerada definitiva. Os testes demonstram - apesar da objeção dos céticos - que realmente algo acontece em certas circunstâncias que parece envolver algum tipo de capacidade humana que se adequa à hipótese de utilização da ESP. Porém essa falta de uma teoria adotada em consenso entre os próprios pesquisadores do campo constitui um obstáculo para o convencimento da existência de ESP daqueles que ainda colocam em xeque essa capacidade humana. (Machado, 1997)

É importante dizer que, apesar de ser o mais utilizado, o termo percepção extra- sensorial também é questionado. Como Braude afirma:

"Muitos parapsicólogos agora concordam que o termo ‘percepção extra-sensorial’ é uma expressão infeliz, uma vez que sugere que os referidos fenômenos são de natureza perceptiva,

ou quase perceptiva. Mas, a menos que nossa visão sobre a percepção comum esteja seriamente equivocada (uma possibilidade que deve ser deixada em aberto), as várias formas de ESP aparentemente envolvem processos aparentemente bem diferentes das modalidades de sentido que nos são familiares. Não estou sugerindo que abandonemos o termo ‘ESP’; no momento ele está muito bem entrincheirado para ser amputado. Mas devemos estar alertas para não ficarmos seduzidos a pensar que a ESP seja algo parecido com a percepção comum."

(Braude, 1979, p.3)

Um dos maiores desafios para os estudiosos da ESP é a questão da violação das leis de tempo e espaço propostas pela Física clássica. A percepção extra-sensorial divide-se, didaticamente, em telepatia e clarividência. A telepatia ocorre quando há transmissão ou captação de informação entre duas pessoas. Quando a informação é obtida do meio ambiente, sem o envolvimento de uma outra mente, diz-se que ocorreu um fenômeno de clarividência. As pesquisas evidenciam que não há limites de distância entre a pessoa que "recebe" a informação e a pessoa ou local de onde ela possivelmente teria partido. Portanto, desafia os limites impostos pelo conceito de espaço em Física.

Quanto ao tempo, tanto a telepatia quanto a clarividência podem ser: (a) precognitivas (quando a informação se refere a um fato que ocorrerá no futuro); (b) simulcognitivas (quando o fato está ocorrendo no mesmo momento em que a informação é transmitida ou captada); (c) retrocognitivas (quando diz respeito a um evento ocorrido no passado sobre o qual a pessoa que "recebe" a informação não tinha conhecimento prévio).

Como foi dito, essa divisão é meramente didática e serve mais para estabelecer parâmetros de objetivos nos experimentos feitos em laboratórios. No caso dos fenômenos psi que ocorrem no cotidiano, muitas vezes é impossível distinguir e denominar didaticamente o que ocorreu. Por isso, Rhine introduziu a denominação percepção extra-sensorial em geral para englobar tanto os fenômenos de telepatia quanto os de clarividência. A sigla utilizada para a percepção extra-sensorial em geral é GESP, do inglês general extrasensory perception. (Beloff, 1993, p. 135)

A questão da nomenclatura em Parapsicologia sempre suscitou discussões. Vários congressos e conferências foram realizados em tentativas de padronização: Copenhague (1921), Varsóvia (1923), Paris (1927), Atenas (1930), Sienna (1949), Utrech (1953). Além disso, mais recentemente algumas conferências sobre o tema são proferidas e artigos a respeito são publicados. (Beloff, 1979; Lucadou, 1984; Neppe, 1984, Thalbourne, 1985; Zingrone e Alvarado, 1987; Zangari, 1993; Machado, 1998) Vários glossários foram propostos, porém, o que alcança maior consenso quanto a sua utilidade é o de Thalbourne (1982). (Zingrone & Alvarado, 1987, pp. 65 e 66)

Importa lembrar que, independentemente da nomenclatura utilizada para classificar as experiências e/ou fenômenos parapsicológicos, e ainda que popularmente sejam dadas interpretações religiosas e sobrenaturalistas para as vivências extra-sensoriais, em Parapsicologia lidamos com a hipótese de que o ser humano é o agente principal dessas experiências, não elementos sobrenaturais de qualquer espécie. Isto é, o ser humano vivo teria a capacidade de adquirir informações por vias diferentes das sensoriais conhecidas. Por isso, tanto os sujeitos envolvidos nas pesquisas laboratoriais quanto os que passam por experiências espontâneas de ESP são denominados agentes psi.

Recentemente, prefere-se utilizar o termo experiência parapsicológica ao invés de fenômeno parapsicológico, pois o fato de uma pessoa passar por uma vivência que julga ter algum traço parapsicológico não implica que realmente um componente parapsicológico estivesse aí envolvido. Essa impressão de atuação de psi pode ser fruto de má interpretação da realidade, por exemplo. Assim, principalmente quando nos referirmos a casos espontâneos, daremos preferência ao termos experiência psi ou parapsicológica.

3- A "revolução" Rhine

A chamada "Revolução Rhine" teve três objetivos principais: (a) tentar introduzir um programa progressivo de pesquisa experimental no estudo de fenômenos psi de acordo com uma metodologia que propiciasse uma esfera de conhecimento sempre em expansão; (b) tentar conseguir o status acadêmico e o reconhecimento científico para o campo; (c) demonstrar que a habilidade parapsicológica estivesse talvez presente em todos, não apenas em alguns dotados. (Beloff, 1993, p.127) A proposta do Dr. Rhine era de empregar um caráter experimental à pesquisa da ESP, mais rigorosa do que era feita pela Pesquisa Psíquica ou pela Metapsíquica - variação francesa do termo - que se ocupavam mais de estudos de caso. Por isso adotou e tornou popular o termo "parapsicologia" para designar seu estudo. Mais tarde, esse termo deixou de designar apenas estudos experimentais para englobar também a pesquisa de casos espontâneos.

Rhine e sua equipe elaboraram diversas técnicas experimentais com um baralho especial que chamou baralho ESP, composto de vinte e cinco cartas, sendo cinco grupos de cartas com cinco símbolos diferentes: círculo, cruz, ondas, quadrado e estrela. Em linhas gerais, seguindo diversos procedimentos dependendo da finalidade da pesquisa, o sujeito deveria saber, ou seja, tentar adivinhar a seqüência de cartas embaralhadas aleatoriamente, a princípio de forma manual e, posteriormente, de forma mecânica para evitar pistas sensoriais. (Beloff, 1993, pp. 134 e 135)

O principal objetivos dos experimentos realizados no Laboratório de Parapsicologia era demonstrar estatisticamente, ou seja, de acordo com os padrões científicos da época, que ESP era uma realidade. Por isso, esses experimentos são ditos orientados à prova. Milhares de séries experimentais foram realizadas. Rhine conseguiu sujeitos fantásticos, cuja performance causava espanto. Contou também com sujeitos comuns, pois apostava

que a ESP seria uma potencialidade inerente a todos os seres humanos. Os resultados foram estatisticamente significativos.

Violentas críticas acadêmicas foram feitas ao trabalho experimental de Rhine devido ao fato de outros pesquisadores não conseguirem replicar seus experimentos e atingir os mesmos resultados significativos. Dizia-se que seus resultados eram viciados e que era duvidosa a conduta das pessoas envolvidas no processo de experimentação e verificação de resultados. Além disso, questionava-se a facilidade com que o Dr. Rhine conseguia bons sujeitos para a pesquisa. (Machado, 1996, p. 46) Isto, porém, ao invés de destruir o que fora até então realizado, contribuiu para que se aperfeiçoasse o trabalho laboratorial. O Dr. Rhine conseguiu fundos de grandes empresas para continuar realizando as pesquisas. Através do empenho dos Rhine, a Parapsicologia começou a ganhar formas de disciplina científica.

Correlações foram feitas entre a personalidade e o desempenho nos experimentos de ESP. Gertrude Schmeidler, Ph.D em Psicologia pela Harvard em 1935, em 1942 começou a se interessar pela Parapsicologia e desenvolveu uma pesquisa em torno da crença ou não da possibilidade da ocorrência de ESP. Schmeidler descobriu que as pessoas que não acreditavam na ESP tinham um desempenho abaixo do esperado pelo acaso, ao passo que as pessoas que acreditavam atuavam acima do esperado. Chamou de cabras pessoas que não acreditavam na possibilidade da ESP e de ovelhas as pessoas que acreditavam. Ainda que pesquisas posteriores considerando o chamado efeito cabra- ovelha não tenham traduzido resultados tão significativos quanto os da pesquisa original, essa descoberta representou uma inovação na pesquisa experimental, mais uma vez apontando para características individuais dos sujeitos que participavam das pesquisas, além de trazer pistas sobre a ocorrência de casos espontâneos ocorridos no cotidiano, que por sua vez, também contribuem para a elaboração de hipóteses experimentais. Afinal, os experimentos de ESP surgiram para verificar em laboratório experiências que ocorrem na vida cotidiana, uma vez que elas, por si só, não constituem - demonstração científica segundo o paradigma vigente.

4. As faces da ESP

Desde sua fundação, em Durham, Carolina do Norte, o Laboratório de Parapsicologia da Universidade de Duke recebeu centenas cartas de pessoas que relatavam experiências no mínimo intrigantes, que aparentemente envolviam a percepção extra-sensorial.

É verdade que o laboratório estava empenhado em realizar pesquisas experimentais sobre a possibilidade da ocorrência de ESP, porém não se poderia deixar de dar importância a dados empíricos não experimentais. Assim, a Dra. Louisa Ella Rhine se encarregou de colecionar e classificar esses casos. Ainda que a Dra. Rhine não tivesse condições de investigar as ocorrências cujos relatos lhe chegavam às mãos, poderia estudá-los fenomenologicamente, compilando dados que serviriam como subsídios para o incremento das pesquisas laboratoriais.

Dentre os milhares de casos que chegaram à Dra. Rhine, alguns demonstravam claramente ou muito provavelmente nada ter a ver com casos de ESP, sendo produto talvez de delírios ou de desinformação quanto ao trabalho do laboratório. Desta forma, foi feita uma seleção prévia dos casos enviados, que encontram-se arquivados no Rhine Research Center, em Durham, Carolina do Norte.

Em fins da década de 1940 e início da década de 1950, a Dra. Rhine selecionou e classificou 996 casos que pareciam envolver o acesso a algum tipo de informação que não foi transmitida ou captada através de meios convencionais (conversas, leituras,

mídia etc.). Os critérios para a seleção consistiam em (a) clareza na narração da

experiência, (b) descrição das circunstâncias que acompanharam a experiência pessoal

do narrador e (c) correspondência da "mensagem" recebida com a realidade, ainda que a

princípio não parecesse ter qualquer conexão com o real. A informação adquirida

poderia ser completa ou fragmentada. A intenção do levantamento e mapeamento desses

casos não era de provar que ocorriam experiências cotidianas envolvendo ESP, mas sim

verificar como elas ocorriam. A questão da prova experimental ficava por conta das

pesquisas laboratoriais já mencionadas. Por isso, observando-se os quesitos explicitados

acima, poderia-se ter idéia dos aspectos envolvidos no processo das ocorrências.

Obviamente, a Dra. Rhine teve que levar em conta a falibilidade do testemunho

humano. Porém, mesmo com esse obstáculo, ela pode verificar características

semelhantes nas experiências de pessoas de diferentes locais, sem nenhuma ligação.

Essas semelhanças poderiam ser consideradas "indício visível da realidade ", como

coloca a própria Dra. Rhine.

A Dra. Rhine partiu do seguinte princípio:

"

...

se

ESP ocorre na natureza, deve fazê-lo mais de uma vez. Se

for aptidão humana, mesmo rara, observando-se cuidadosamente

as ocasiões em que entrou em ação com certa probabilidade,

acumular-se-iam os seus aspectos verdadeiros, enquanto se

cancelariam os erros devidos à memória individual, observação

etc. (

...

)"

"

...

perto

da metade das cartas que citavam experiências

pessoais recebidas pelo Laboratório de Parapsicologia

relatavam uma ou mais ocorrências que preenchiam as

condições. (

)"

"Revelam-se muitas semelhanças entre essas

experiências

...

Ainda mais, por meio dos tipos de semelhanças, é

possível vislumbrar no fundo certa base lógica que resultaria

dificilmente tão só de uma série de enganos de testemunhas,

interpretações exageradas, imaginação, coincidência e outras

circunstâncias. (

...

)

"(

...

)

Uma única experiência de certa espécie provavelmente não

chegará a convencer. Uma centena ou um milhar de experiências

semelhantes, contudo, não se afasta com a mesma facilidade."

(Rhine, 1966, pp. 20 e 21)

Pensando assim, a Dra. Rhine estudou os casos selecionados, classificando-os quanto ao

tipo e à forma como ocorriam, observando sua incidência e teorizando quanto aos

processos envolvidos nas experiências.

Os casos selecionados em três grupos, de acordo com a aparente fonte de informação:

(a) aquisição de conhecimento realizada entre duas mentes; (b) aquisição de

conhecimento advindos de objetos sem mente e (c) aquisição de conhecimento sobre

evento futuro/passado. Como já foi dito anteriormente, esses três tipos de ESP se

classificam, em Parapsicologia, respectivamente como telepatia, clarividência e

precognição/retrocognição, lembrando porém, que essa divisão de tipos não passa de

um artifício didático, pois a linha que separa a telepatia da clarividência não é nítida.

Como a própria Dra. Rhine diz,

"

...

a

natureza não é tão rigorosa quanto aos seus limites como

procuram ser as classificações feitas pelo homem". (

...

)

"

...

a

própria realidade

...

não é tão divisível como pensamos

...

ou

como

desejaríamos que fosse." (Rhine, 1966, p. 42)

Para a análise dos casos coletados, Louisa Rhine utilizou como base a teoria de Tyrrell

(1947): a ESP consistiria num processo inconsciente, cuja informação adquirida seria

mediada para a consciência de formas variadas. Tomemos como exemplo um suposto

contato telepático entre dois sujeitos A e B. O processo extra-sensorial se daria em dois

estágios. No primeiro estágio, correspondente à transmissão/recepção da informação,

haveria uma passagem de informação do inconsciente do sujeito A ao inconsciente do

sujeito B. No segundo estágio, correspondente ao processo de mediação da informação,

ocorreria a passagem da informação do inconsciente do sujeito B para seu consciente.

(Figura 2) De um ponto de vista semiótico, podemos considerar ainda um terceiro

estágio: como o sujeito B perceberia a informação, ou seja, como decodificaria e

interpretaria a mensagem. Essa questão já tem sido mais recentemente discutida por

pesquisadores que levam em conta a significação pessoal da experiência. (Braud, 1982)

Voltando ainda à coleção de casos da qual tratávamos, a Dra. Rhine encontrou dentre os

996 casos analisados, quatro formas diferentes de ESP, de acordo com a forma como a

informação "veio à tona": (a) forma realística (44%); (b) forma não-realística (21%); (c)

forma alucinatória (9%) e (d) forma intuitiva (26%).

As experiências realísticas são aquelas em que a informação chega à mente do receptor

da mensagem à semelhança da descrição fotográfica ou da filmagem cinematográfica.

Isto significa que o sujeito da experiência vê com riqueza de detalhes o acontecimento

sobre o qual está recebendo a informação. Sabe exatamente o que acontece e com quem

acontece. É uma vivência impressionante, visto que depois confirma-se a ocorrência do

evento conhecido extra-sensorialmente, tendo este acontecido anteriormente ao

vislumbre do fato, concomitante a ele ou mesmo em situação futura. A maior parte

dessas experiências acontecem durante os sonhos, havendo também experiências

alucinatórias, portanto, durante a vigília ou em estados hipnagógicos ou hipnopômpicos,

que poderiam ser consideradas realísticas, tamanha a riqueza de detalhes que

apresentam. Dos casos de experiências realísticas analisados, 91% envolveram

mensagens consideradas completas.

As experiências não-realísticas são aquelas em que a informação chega revestida de

características metafóricas, disfarçada em linguagem simbólica ou ficcional. Sonha-se,

por exemplo, com um aquário e com um peixinho pedindo socorro. Tenta-se salvar o

peixinho, mas por motivos diversos não se consegue. O peixinho morre. Acorda-se

sobressaltado. Têm-se a sensação de que esse sonho é diferente dos "outros". A angústia

da impotência diante do afogamento do peixinho acompanha todas as atividades

realizadas naquele dia. À noite, recebe-se a notícia de que um parente, que por sinal

nadava muito bem - como um peixe! - morrera afogado quando em pescaria em alto-

mar na noite anterior. A dramatização da informação mascarou o conteúdo da

mensagem, "entretanto, o sonho, em seu significado mais profundo, era perfeitamente

verdadeiro". Dos casos de experiências não-realísticas analisados, 72% envolviam

mensagens consideradas completas.

As experiências alucinatórias são as que mais se aproximam das experiências

sensoriais. Quem passa por esse tipo de vivência jura que viu, ouviu ou sentiu odores

que não foram vistos, ouvidos ou cheirados por mais ninguém. Às vezes ocorre uma

alucinação coletiva, mas ainda assim os que passam pela experiência constatam logo

após esse evento que nada havia onde pensavam ter, por exemplo, visto algo. Constatam

que ocorreu uma percepção sem objeto.

As alucinações comuns, ou seja, sem conteúdo captado extra-sensorialmente, ocorrem

geralmente com pessoas doentes, dopadas ou delirantes (evidentemente, há exceções).

As alucinações psi são diferentes porque têm a ver com a realidade, ainda que essa

realidade se passe ainda apenas na mente de outra pessoa. Como diz Louisa Rhine:

"(

...

)

É real no significado lato do termo, e embora os sentidos

não possam alcançá-lo, a percepção extra-sensorial pode. Assim

sendo, em contraste com todas as outras alucinações, esta

espécie - a alucinação psi - é de certo modo verdadeira, e não

simples experiência sem base concreta. (

...

)

As alucinações psi são diferentes de outras alucinações porque

em geral as experimentam pessoas inteiramente normais, que

não estão em estado mental anormal provocados por drogas ou

moléstia." (Rhine, 1966, pp. 56 e 57)

Dos casos de experiências alucinatórias analisados, 32% apresentaram mensagens

consideradas completas.

O fato de ocorrer esse tipo de experiência envolvendo pessoas já falecidas ou que

morreram proximamente à ocorrência da visão, por exemplo, alimentam idéias

espiritualistas que supõem o contato com os desencarnados. Mas, como há experiências

alucinatórias em que a figura que "aparece" é de alguém vivo, que estava em plena

atividade na ocasião do evento psi, as supostas "evidências" sobrenaturalistas ficam em

xeque. Isto não significa que se possa afirmar com certeza que espíritos não existam e

que ninguém possa se comunicar com os mortos. Isto significa que as experiências psi

não constituem prova definitiva, por exemplo, para a hipótese da sobrevivência da alma.

As experiências intuitivas são diferentes dos sonhos e das alucinações. Têm por base

uma sensação, um sentimento ou uma emoção, que faz com que a pessoa que vivencia

essa experiência saiba que algo irá ocorrer, sem saber exatamente o que, apesar de

poder por vezes saber com quem. Essa informação aparece como que do nada, "sem que

haja qualquer motivo óbvio para que se saiba, ou sem qualquer ligação racional com

os pensamentos que se tenha interrompido" (Rhine, 1966, p. 63). Dos casos de

experiências realísticas analisados, 55% envolveram mensagens consideradas

completas.

As experiências intuitivas podem acontecer de quatro formas diferentes: (a) através de

uma idéia que surge à mente, um pensamento inesperado; (b) através de uma emoção

inesperada, que nada tem a ver com o estado de espírito de quem a vivencia no contexto

do momento em que ocorre; (c) através de um impulso repentino que leva a uma ação

impensada, como se fosse um reflexo involuntário; (d) através de uma "reação"

psicossomática, isto é, da sensação de uma dor ou sensação corporal, que indique algum

tipo de mal-estar, por exemplo.

Em resumo, as diferentes formas de ESP parecem oferecer níveis diferentes de

informação sobre os acontecimentos. Algumas permitem à pessoa que passa por uma

experiência desse tipo saber o quê e com quem essa informação se relaciona. Outras dão

apenas condições de se saber o quê mas não com quem ela se relaciona, ou vice-versa.

No estudo da Dra. Louisa Rhine, em 79% dos casos a pessoa alvo era identificada e em

65% dos casos o tipo de ocorrência era conhecido. (Rhine, 1953; Schouten, 1982) Em

91% dos sonhos realistas, 72% dos sonhos simbólicos, 55% das impressões intuitivas e

32% das experiências alucinatórias, houve a possibilidade de se ter ambas informações:

pessoa e ocorrência.

É difícil reconhecer se uma experiência cognitiva cotidiana realmente envolve ESP ou

não. O diferencial de uma experiência que envolve ESP é o modo como uma

informação é obtida e a forte carga de significação que ela carrega. Coleções de casos

como a de Louisa Rhine e levantamento de dados sobre casos espontâneos feitos em

diversos países fornecem dados sobre as condições e incidência das experiências psi na

vida diária. A aplicação desse conhecimento em pesquisas laboratoriais já contribuíram

e continuam contribuindo para promover um bom avanço na compreensão do

funcionamento de psi. Servem também para aproximar o máximo possível os

experimentos a condições de ocorrências extra-sensoriais no cotidiano. É claro, porém,

que nunca se conseguiu reproduzir em laboratório as condições exatas para que um

fenômeno extra-sensorial ocorresse. Afinal, "um gráfico sobre variações do brilho da

estrela não é a estrela; é uma representação baseada em pontos empíricos. O domínio

das possibilidades não é perfeito."

De qualquer forma, inferimos as seguintes peculiaridades dos casos de ESP: (a) a

ligação emocional entre as pessoas facilita a ocorrência de psi; (b) o repouso ou

atividades motoras repetitivas e monótonas são as situações mais propícias para a ESP;

(c) situações de crise, em especial de morte, são as que mais encontram lugar entre os

casos relatados; (d) a personalidade influi na abertura a experiências desse tipo. Esses

dados têm confirmação laboratorial, mas, como a natureza não tem obrigação de ser

simples, lembramos que há situações que contrariam as expectativas. Seja como for, as

informações obtidas a partir da ESP são importantes para as pessoas que as

vivenciaram. Estão relacionadas com ocorrências geralmente trágicas, como morte da

pessoa amada, crises ou eventos de importância pessoal.