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“Práticas e Modelos de Auto-avaliação das Bibliotecas Escolares”

Turma 9 – DREN

Síntese da sessão nº1

Desafios e Oportunidades

Foram objectivos desta sessão:

• Definir e entender o conceito de biblioteca escolar no contexto da


mudança.

• Perspectivar práticas adequadas a estes novos contextos.

• Entender o valor e o papel da avaliação na gestão da mudança.

A actividade solicitada era o preenchimento de uma matriz. Os formandos


deviam preenchê-la, por um lado, com os aspectos críticos identificados
pela literatura, por outro com uma análise SWOT aplicada à sua
Biblioteca. Aquilo que se pretendia era que os formandos reflectissem
sobre o que nos diz a literatura específica e a partir daí olhassem para a
sua realidade.

Na segunda etapa da actividade, solicitava-se que comentassem a matriz de


um colega, de forma crítica e sustentada.

O cumprimento das actividades propostas foi quase total, quer no que diz
respeito à elaboração da tarefa propriamente dita, quer no comentário realizado
ao trabalho de um colega. Com excepção de um formando, todos (35)
realizaram a primeira tarefa; apenas dois não fizeram o comentário. A maioria
dos formandos cumpriu a calendarização proposta, o que é um factor a
reforçar.
As matrizes apresentadas são quase todas muito próximas, como é também
referido em muitos comentários dos colegas. Foram referenciados com
correcção os aspectos críticos na literatura:

• O tipo e nível de conhecimentos, competências e atitudes do coordenador


da BE
• A integração da BE na escola e no desenvolvimento curricular através de
um trabalho colaborativo com os docentes e órgãos de gestão pedagógica
• O desenvolvimento de programas eficazes de promoção da leitura e de
literacia de informação, em ligação com o currículo
• A assumpção da BE como um espaço formativo orientado para o sucesso
educativo, a melhoria das aprendizagens e a construção do conhecimento
• A existência de condições de espaço/tempo para uma boa utilização da
biblioteca
• A qualidade, quantidade, variedade e adequação e os sistemas de
optimização e rentabilização dos recursos documentais, designadamente
através do desenvolvimento de bibliotecas digitais e de um maior
aproveitamento das potencialidades do trabalho em rede e da Web2.0
• A recolha de evidências para aferição da eficácia e impactos da BE junto do
público-alvo nos diferentes domínios da sua intervenção

Há alguma confusão na identificação das Ameaças e das Oportunidades e um


bom entendimento dos Pontos Fortes e dos Pontos Fracos. Esta situação
revela já alguma familiaridade com a análise interna mas um desconhecimento
grande da análise externa, fundamental para entender o papel e a situação de
cada Biblioteca Escolar.
As oportunidades e ameaças são antecipações do futuro e estão relacionadas
com factores externos. Os factores externos não podem ser controlados pela
instituição, porém esta deve conhecê-los de modo a aproveitar as
oportunidades e evitar as ameaças.
São exemplos de oportunidades no actual contexto das Bibliotecas Escolares:

• Suporte das BM, SABEs, Coordenadores Interconcelhios, grupos de


trabalho concelhios
• Apoios da RBE e PNL
• A existência do PTE nas escolas
• Oferta de formação
• Actividades de animação do livro e da leitura
• Avanços no tratamento documental e práticas de circulação e itinerância
de fundos
• Boas oportunidades de desenvolvimento de novos serviços e produtos
assentes nos novos ambientes digitais e tirando partido da motivação
que estes meios geram junto dos jovens

Exemplos de ameaças:

• Pouca formação nos centros de formação locais


• Distância de algumas escolas/bibliotecas em relação às
universidades/Institutos Superiores
• Os resultados do impacto da BE não são imediatos – para podermos
responder ao Director, aos pais, ao Estado
• Velocidade a que o nosso conhecimento sobre algo se torna
desactualizado
• Falta de tempo para acompanhar as novidades
• Resistência à mudança

Notou-se um grande empenho dos formandos. A maioria das matrizes faz um


levantamento exaustivo, quer da literatura apresentada, quer da situação de
cada Biblioteca. Na parte final da Matriz, na Síntese, há uma forte percepção
dos formandos nas áreas prioritárias de intervenção em cada Biblioteca
Escolar.

Como principais propostas de acção foram apontadas, entre outras:

• Melhorar condições de estabilidade e trabalho das equipas


• Maior investimento na formação do professor bibliotecário, das equipas,
dos docentes e dos utilizadores, em geral
• Aumentar diálogo com os órgãos de gestão
• Melhoria de currículos e programas, da articulação curricular e do apoio
dado aos utilizadores, designadamente no âmbito das NACs e da
integração da literacia de informação nos currículos
• Aposta mais forte em novos ambientes virtuais de aprendizagem e
recursos de informação digitais
• Desenvolvimento de políticas de gestão de colecções que definam uma
verba anual para a biblioteca, esclareçam procedimentos e explorem o
trabalho em rede e uma maior partilha de recursos;
• Reforço do trabalho colaborativo com os outros parceiros (internos e
externos)
• Aprofundamento do trabalho em torno da recolha de evidências,
melhorando e generalizando o modelo de auto-avaliação, implicando
mais os utilizadores na avaliação e dando mais visibilidade, através dos
seus resultados, ao trabalho do professor bibliotecário e da biblioteca

Em relação aos comentários do trabalho dos colegas, a situação já não é tão


similar. Existem comentários bem construídos e sustentados mas grande parte
deles é muito vago, não fundamentando as ideias apresentadas. Trata-se de
uma área a melhorar nas próximas tarefas.

Pensamos que os pontos fracos desta 1ª sessão foram alguns que esperamos
ver resolvidos em próximas sessões.

• A gestão do tempo – tal como era previsível, houve alguma “perda” de


tempo por alguns formandos, não se centrando no essencial que era a
realização da tarefa;
• A dificuldade em entender outras línguas – no mundo global da
sociedade de informação, é necessário que os professores bibliotecários
(gestores e difusores da informação) revelem mais facilidade em aceder
à informação existente noutra língua, nomeadamente no Inglês.
• A gestão das prioridades – esta tarefa apareceu na altura ideal quando
todas as Bibliotecas estão a definir o seu Plano de Acção para os
próximos 4 anos. Assim, não podemos entender que a tarefa fosse
considerada por alguns formandos como pouco útil ou desadequada da
realidade da sua Biblioteca.

Mas os pontos fortes desta sessão ultrapassam largamente todos os


pontos fracos identificados:

• O cumprimento total das tarefas;


• A qualidade das tarefas apresentadas;
• O conhecimento que os formandos têm da sua realidade;
• O empenho e profissionalismo com que abraçaram as tarefas;
• A interacção construtiva entre formandos e formadoras;
• A qualidade de alguns comentários

Posto isto, para o futuro não desejamos melhor, apenas a continuação de um


bom trabalho,

As formadoras

Adelina Paula Pinto


Maria Raquel Ramos