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AU L A 2 – Es tru tu ras Hid ráulicas

Olá pessoal! Conseguiram acompanhar bem a aula passada? Sei que no começo parece tudo meio nebuloso, mas esperamos que com a resolução das várias questões propostas, vocês tenham conseguido ter mais segurança sobre os assuntos abordados.

Esta aula de hoje apresentará outras estruturas hidráulicas, incluindo as barragens e componentes correlatos. Sobre isso, devemos comentar, já de início, o seguinte:

1 – Algumas estruturas hidráulicas serão tratadas com mais detalhes quando do estudo da energia hidrelétrica, por terem mais relação com esse tema (item 2 do edital);

2 – Para o estudo das barragens de terra, necessitamos de conceitos provenientes da área do conhecimento denominada geotecnia (estudo aplicado dos solos e rochas).

Nessa aula, persistiremos na metodologia de complementar a teoria com a resolução de questões de concursos anteriores. Entretanto, em alguns assuntos não existem tantas questões anteriores do CESPE. Assim, sempre que preciso, recorreremos a outras bancas.

Ao final da aula será proposta uma questão dissertativa sobre os temas discutidos na aula de hoje.

Bons estudos.

I – BU E I ROS

Bueiros são estruturas hidráulicas, construídas nos pontos baixos dos vales, objetivando a passagem das águas dos talvegues sob as obras de terraplenagem. Compõem-se de 3 partes: a boca de entrada (a montante), o corpo da obra e a boca de saída (a jusante). Em alguns casos, instala-se um dissipador de energia a jusante. Em outros, são previstas grades na boca de entrada para evitar que objetos possam obstruir o escoamento.

Figura 1 – Bueiro t ubular s i m p l e s de c

Figura 1 – Bueiro t ubular s i m p l e s de c on c r e t o

Figura 1 – Bueiro t ubular s i m p l e s de c on

Figura 2 – Bueiro c elular t r i p l o de c o n cr e t o

Figura 3 – Bueiro t ubular d u plo de concr e t o Um

Figura 3 – Bueiro t ubular d u plo de concr e t o

Um bueiro pode ser considerado um conduto livre ou forçado e de pequeno comprimento, intercalado em um curso de água, visando auxiliar a transposição de um aterro.

Apesar de serem estruturas simples, os bueiros têm seu funcionamento hidráulico complexo. Assim, podem trabalhar de três formas distintas: como canal (ou seja, escoamento livre); como orifício (com carga hidráulica a montante); ou como conduto forçado (com carga a montante e a jusante).

Pessoal, já estudamos os canais e os condutos forçados, mas ainda não tínhamos falado dos orifícios. Os orifícios são aberturas regulares na parede ou no fundo de um recipiente, através do qual sai o líquido ali contido, mantendo-se o contorno submerso. Pode-se dizer que um orifício está totalmente submerso se o nível d’ água a jusante estiver acima do bordo superior do orifício (Figura 4a). Pode-se dizer que ele está parcialmente submerso se o nível d’ água a jusante está entre os bordos do orifício (Figura 4b).

Figura 4 – O r i f í c ios Voltando aos bueiros, sua classificação

Figura 4 – O r i f í c ios

Voltando aos bueiros, sua classificação se dá segundo os critérios de número de linhas, geometria e materiais utilizados. Adota-se a uma notação simples para sua identificação, como veremos adiante.

Os bueiros podem ser simples (“S”), duplos (“D”) ou triplos (“T”), conforme tenham 1, 2 ou 3 linhas (evita-se um número maior que três). No caso de um número de linhas superior a um (linhas múltiplas), adota-se uma redução da capacidade de vazão de 5%. Ou seja, um bueiro duplo terá a capacidade de vazão igual a 95% da soma das capacidades individuais de cada um dos bueiros.

Podem ser tubulares - “T” (seção circular) ou celulares – “C” (seção retangular ou quadrada). Existem ainda outras formas menos comuns (elíptica, por exemplo), para serem usadas quando mais conveniente ao projeto.

Quanto aos materiais, as bocas (de saída e de entrada) podem ser construídas em concreto, alvenaria de pedra argamassada ou em gabiões (pedras envoltas por uma tela metálica, formando uma espécie de “caixa” recheada de pedras). O corpo pode ser de concreto moldado in loco ou constituído por peças pré- moldadas, nesse caso denominado genericamente de bueiros de concreto (“C”). São comuns também os construídos em chapa de aço corrugadas (bueiros metálicos – “M”). Há ainda os de PVC, fibra de vidro etc. As letras especificadas são úteis em especificações dos serviços de uma obra hídrica, como uma forma de “abreviar” a descrição do serviço em uma planilha orçamentária.

Um bueiro duplo tubular metálico, com diâmetro de 1,00m, terá a notação BDTM ø 1,00. Já a notação BTCC 3,00 x 2,00 corresponde a um bueiro triplo celular de concreto, cuja seção tem 3,00m de base e 2,00m de altura, cada uma das células.

Como critério de projeto, deve-se ter em mente que o dimensionamento de obras novas é usualmente efetuado na hipótese de funcionamento como canal. Em ocasiões especiais, admite-se uma condição de operação com pequena carga hidráulica, limitada a 20% da dimensão vertical da obra.

Já na verificação do funcionamento de obras já existentes (as quais podem estar

“subdimensionadas” para os parâmetros técnicos atuais), pode ser aceita alguma carga a montante, mas deve ser dada atenção à estabilidade do aterro, que muitas vezes não suporta as solicitações decorrentes de elevados níveis de água a montante.

A Figura 5 apresenta algumas alternativas de posicionamento de bueiros.

apresenta algumas alternativas de posicionamento de bueiros. Figura 5 – A l inh a m en

Figura 5 – A l inh a m en t o s de bueiro

É recomendável que seja seguido o traçado do percurso natural do talvegue

(Figura 5a). Entretanto, há a possibilidade de se usar o alinhamento exposto na

Figura 5b. Nesse caso, o bueiro deve ter sua extremidade de jusante terminando além da face do talude, visando protegê-lo da erosão (em especial o “pé” do dique), já que evita seu contato com o escoamento. Já no traçado da Figura 5c,

o talude funciona como uma barragem, já que ocasiona represamento a montante.

Por fim, assim como ocorre nos canais, deve ser analisada a velocidade máxima de escoamento dos bueiros, de acordo com o material do revestimento. Deve ser avaliada também a velocidade admissível do escoamento hidráulico a jusante da obra, prevendo-se, quando necessário, estruturas de dissipação de energia, que sejam capazes de reduzir essas velocidades.

Pessoal, nosso interesse é o foco no concurso. Portanto, vamos ver como o CESPE abordou esse assunto em 2005:

(TCU/2005) Na transposição de um aterro de estrada, um bueiro pode ser corretamente empregado como conduto forçado.

II - B A R RA G E N S

Barragem é a estrutura construída transversalmente a um rio ou talvegue, com a finalidade de obter a elevação do seu nível d’ água e/ou de criar um reservatório

de acumulação de água seja de regulação das vazões do rio, seja de outro corpo hídrico. É essa elevação do nível d’ água, por exemplo, que possibilitará a alimentação da tomada d’ água de uma obra hídrica (uso da água para abastecimento urbano, geração de energia, insumo industrial etc.).

urbano, geração de energia, insumo industrial etc.). Figura 6 - B a rr a g e

Figura 6 - B a rr a g e n s

Em locais de baixa queda, no caso de aproveitamentos hidrelétricos, a barragem tem a função de criar o desnível necessário à produção da energia, pois a produção energética é função, principalmente, da vazão do rio e da altura de queda da água. Esse assunto será detalhado posteriormente quando do estudo detalhado desse assunto.

De início, vale apresentar a distinção entre barragens de nível e barragens de regularização de vazão (também conhecidas como barragens de acumulação). As ba rrage n s d e n í ve l são aquelas construídas com a finalidade de se criar carga hidráulica sobre as estruturas de captação (lembrem do conceito de carga hidráulica da aula anterior e reparem que, neste caso, a carga é uma função da altura de queda). Ou seja, destinam-se a criar nível, e não a regularizar vazões. Portanto, não garantem o abastecimento no período de recessão e nem acumulam cheias para serem liberadas nos períodos de vazões mínimas (efeito de regularização).

Já as barragens de regu l ariz a ção apresentam os efeitos discutidos na aula 1, quando do estudo do item “reservatórios”. Ou seja, essas barragens têm como efeito a redução das variações de vazão, estocando as vazões máximas

As barragens podem ser de terra, de enrocamento, de concreto, ou mistas (por exemplo, a barragem da Usina Hidrelétrica de Itaipu, com trechos em enrocamento, trechos em terra e outro em concreto). O tipo de barragem é escolhido em função das características topográficas e geológico-geotécnicas do sítio, considerando-se, ainda, a disponibilidade de materiais naturais de construção e o processo construtivo a ser utilizado.

Pessoal, nesse momento, vale a pena gastar um parágrafo apresentando o que

é o “enrocamento”, já que esse termo é recorrente nas provas de concurso. O

enrocamento é um processo construtivo em que se utilizam blocos de rocha de

diâmetros controlados. Podemos ter um barramento executado em enrocamento (normalmente quando a rocha é abundante na obra, devido a escavações, e

usualmente com o núcleo da barragem confeccionado em argila, para “vedar” a passagem de água), ou também termos estruturas em terra onde o enrocamento

é uma camada superficial que atua como dispositivo amortecedor, destinado à

proteção de taludes (barragens e canais), contra efeitos erosivos ou solapamentos (impactos significativos, no caso de ondas do reservatório ou canal), causados pelos fluxos d'água. Na prática, trata-se de blocos de rocha com diâmetro variável dentro de uma faixa controlada. Essas rochas podem ser simplesmente lançadas (assentadas com o auxílio de um jato de água) ou arrumadas (compactadas com uso de rolos pesados e tratores). Podem ainda ser rejuntadas ou não com argamassa de cimento.

Retomando a linha de raciocínio, cabe destacar que tanto as barragens de terra quanto as de enrocamento devem dispor de recursos para controlar a percolação das águas que se infiltram através do maciço, tratando de medir esta vazão de infiltração e conduzir toda a água com segurança para o pé da barragem (face de jusante). Pessoal, o CESPE adora esse assunto (tipos de barragem, suas diferenças e controle da percolação). Portanto, fiquem atentos!

1 - Escolha do local

Para a escolha de um local adequado para a implantação de uma barragem, devem ser observados os seguintes critérios:

- áreas de empréstimo e pedreiras com disponibilidade de material em quantidade suficiente e localizado em cota superior à da barragem visando facilitar o transporte de materiais (transportando o material “morro abaixo se economiza bastante no consumo de combustível dos equipamentos de transporte: tratores, escavadeiras, caminhões);

- Possibilidade de utilização do material proveniente das escavações para as

barragens de concreto e enrocamento (necessidade de se fazer um “balanço” do material escavado e que será reutilizado, levando as “sobras” para as áreas de “bota-fora”);

- O local do vale deve ser o mais “encaixado” possível, ou seja, mais estreito, “afunilado” (com as “ombreiras” – ponto de contato da barragem com o terreno natural nas margens esquerda e direita - bem próximas uma da outra), de forma

a se reduzir o volume da barragem;

- As fundações devem ser resistentes o suficiente para suportar o peso da barragem;

-

Deve-se observar a facilidade de construção e de acessos.

2

- B arr a gens de terra e en rocam en t o

As barragens de terra e enrocamento utilizam materiais disponíveis na região, com um mínimo de beneficiamento. Assim, geralmente apresentam custos bastante reduzidos em relação às de concreto. Assim sendo, têm uso freqüente no Brasil.

PEREIRA GOMES ELCY
PEREIRA
GOMES
ELCY

Figura 7 - B a r rag e m d e t erra e ve rt e douro d e co n c r e to

Deve ser analisado o balanceamento de materiais a fim de se estudar a possibilidade de se utilizar aqueles provenientes de escavações. Por exemplo, caso seja possível, pode-se utilizar o solo escavado para a construção do canal de adução, do vertedouro ou da fundação, evitando-se o bota-fora de material.

Cumpre observar que essas barragens não exigem fundações tão resistentes como exigem as de concreto. Elas apresentam geralmente uma grande área na base de contato com o solo e, portanto, transmitem esforços pequenos para a base. Além disso, acomodam-se melhor a eventuais recalques (acomodação do solo, quando submetido a esforços, causando um pequeno deslocamento vertical da superfície do terreno).

Por outro lado, têm seus critérios de projeto bastante ligados ao estudo da geotecnia (estudos dos solos), já que a percolação da água através do corpo dessas barragens deve ser muito bem controlada.

A b a rragem d e terra é apropriada para locais onde a topografia se apresente

suavemente ondulada, nos vales pouco encaixados. Também é desejável que existam áreas de empréstimo de materiais argilosos/arenosos suficientes para a construção do maciço compactado. Essas áreas de empréstimo são locais, próximos ao empreendimento, em que seja possível obter os materiais necessários para sua construção, sem causar grandes impactos ao meio ambiente. Atenção pessoal: a correta identificação das áreas de empréstimo (e bota-fora) costuma ser bastante rigorosa, em atenção aos requisitos estabelecidos pelo órgão ambiental responsável pelo licenciamento da obra hídrica. E com a crescente importância dos aspectos ambientais para a realização de empreendimentos no país, é bem possível que este assunto seja cobrado na prova do TCU.

Vale lembrar que nesse tipo de barragem o vertedouro deve ser, quando possível, localizado fora do corpo da barragem (em uma região lateral em uma das margens, por exemplo), o que protegerá o maciço de solicitações decorrentes da alta velocidade do escoamento de aproximação.

A barragem de terra tem a seguinte particularidade: não pode, sob nenhuma

hipótese de projeto, sofrer vertimento por cima de seu topo. Essa condição de

projeto visa evitar o fenômeno conhecido como “galgamento da barragem”, acidente que é considerado um dos principais causadores do rompimento desse tipo de barragem.

Essas barragens de terra podem ser de três tipos:

- homogêneas (Figura 8a): feitas de solos argilosos e muito pouco permeáveis;

- zoneadas (Figura 8b): com um núcleo impermeável e as zonas externas mais

permeáveis;

- mista (diafragma - Figura 8c): constituída de vários tipos de materiais tais como argila, areia, brita, blocos de pedra.

Figura 8 – Barr a gens h o m o g ên e a (

Figura 8 – Barr a gens h o m o g ên e a ( a ) , z o ne a da ( b ) e mis t a ( c )

Já as barragens de en rocam e n to são formadas

de grandes diâmetros, que apresentam alta permeabilidade. Assim, devem ter sua vedação garantida por uma faixa de material impermeável (normalmente feita em concreto ou por um material mais fino, como solo argiloso).

em grande parte com material

Podem ser de dois tipos:

- barragens de enrocamento com face em concreto (Figura 9a); - barragens de enrocamento com núcleo de argila (Figura 9b).

barragens de enrocamento com núcleo de argila (Figura 9b). Figura 9 – Barr a gens de

Figura 9 – Barr a gens de e nro c a m e n t o

As barragens de enrocamento são viáveis quando inexiste área de empréstimo de solos argilosos na periferia da obra (seria necessário trazê-la de longe, aumentando significativamente os custos de transporte da jazida à obra), mas há pedreiras facilmente exploráveis.

Portanto esse tipo de barragem é encontrado em regiões rochosas. Também é aplicável em vales estreitos, quando é problemática a construção de um vertedouro lateral, podendo ser usado o próprio corpo da barragem como vertedouro.

Questão de concurso:

(TCE-PI/2005-FCC-adaptado) As pressões transmitidas ao terreno pelas barragens de terra são pequenas devido às suas dimensões.

P ro teção dos t aludes

Como forma de se aumentar o período de utilização da barragem, são previstas formas de proteção dos taludes (faces inclinadas) do maciço. No caso dos

taludes de montante (“rio acima”, lembrem-se: “montante” = “olhando para a montanha”, de onde vem a água), visa-se a proteção contra a ação do vento, ondas do reservatório e chuva. No talude de jusante, os principais agentes de ataque são, além da chuva e do vento, o pisoteio de animais e outras formas de impactos que podem ocorrer na face que fica “exposta” à ação do tempo.

As formas mais comuns de proteção no talude de montante são o uso de “rip- rap” (lançado ou arrumado), placas de concreto, pedras rejuntadas, asfalto e brita corrida (= produto resultante de britagem primária de rocha sã, cuja granulometria é contínua, muito usada em obras rodoviárias). “O “rip rap é a denominação dada a uma técnica que se utiliza de camada de fragmentos de rocha utilizados para proteção contra a erosão.

No talude de jusante, adotam-se o plantio de espécies vegetais (grama, por exemplo), camadas de pedra e drenagem superficial (no caso de barragens maiores). As espécies vegetais a serem escolhidas devem ser do tipo cujo crescimento das raízes se dê de forma horizontal. O plantio de árvores e arbustos deve ser evitado, pois suas raízes tenderão a se dirigir para os sistemas de drenagem interna em busca de água; Além disso, se elas vierem a morrer, os “vazios” das raízes apodrecidas pode criar caminhos preferenciais para a água de percolação.

Vamos ver uma questão sobre isso:

(TCE-PI/2005-FCC-adaptado) Sobre a proteção dos taludes de jusante de uma barragem de terra o plantio de árvores e arbustos, ao longo do talude, deve ser previsto e planejado para facilitar o crescimento da grama.

Perco l ação e D ren ag em in terna

Percolação é a denominação dada ao processo de passagem de água pelo maciço das barragens, ou por sua fundação. Ela é especialmente danosa no caso de haver carreamento de solo pelo fluxo da água ou aumento de pressão interna na barragem.

Por isso, toda barragem requer uma zona de baixa permeabilidade (vedação), cuja finalidade é controlar e reduzir do fluxo de água pelo corpo do maciço.

O volume das águas percoladas é calculado por uma r e de de fl u xo (Figura 10), a qual consiste no diagrama formado por: (1) linhas de igual carga hidráulica, ou linhas equipotenciais (“equi” = igual, “potencial” = no caso, a carga hidráulica); e (2) linhas de fluxo ou de corrente. Essas linhas são traçadas aproximadamente perpendiculares entre si e de tal forma que a vazão entre cada par de linhas de fluxo (horizontais) seja constante e que a perda de carga entre duas

equipotenciais (verticais) seja a mesma, formando, desse modo, uma série de pequenos quadrados, tal como ilustrado na figura abaixo.

de pequenos quadrados, tal como ilustrado na figura abaixo. Figura 1 0 – M é t

Figura 1 0 – M é t o d o da r e de de flu x o

O controle

(direcionando o fluxo de água de forma segura). A drenagem interna é vital para

a segurança de uma barragem e tem como finalidades: (i) captar e conduzir para jusante a água de percolação; (ii) proteger o aterro contra o “piping”

(fissuramentos internos), contra gradientes de percolação elevados junto ao pé

complementa-se

da

percolação

com

a

drenagem

interna

de jusante da barragem (“levantamento” da barragem); (iii) evitar a saturação do

talude (“encharcamento”, com posterior ruptura do solo).

O fenômeno de “piping” (na tradução livre para o Português: “entubamento”)

ocorre quando o solo rompe-se internamente à barragem em fendas ou orifícios

e a água começa a percolar violentamente, exercendo uma ação erosiva

intensa, arrastando as partículas sólidas, formando dessa maneira uma espécie

de “tubo” (Pipe). Já o “levantamento” ocorre quando a força de percolação

vertical ascendente iguala-se ao peso do solo. Não havendo mais peso, o solo “bóia”, ou seja, é como se o solo perdesse seu peso e passasse a “flutuar”.

A escolha do tipo de drenagem é função direta da permeabilidade do maciço (=

“corpo” da barragem) e das características do material drenante disponível. A

seguir, passamos a apresentar alguns tipos de sistemas de drenagem interna:

- Tapete drenante (Figura 11a): Previsto para dar vazão à água que percola o maciço, atua primordialmente no controle do fluxo pela fundação;

- Filtro vertical com tapete (Figura 11b): Coleta o fluxo que percola no maciço, conduzindo-o para fora da barragem. Adotado em grande parte das barragens homogêneas, mas vem perdendo espaço com a adoção do filtro inclinado;

- Filtro inclinado (Figura 11c): localização otimizada do filtro, mas de difícil

execução em função da necessidade de rigorosa topografia para manutenção da “inclinação de projeto” do filtro durante as atividades de execução das camadas

de aterro;

- Dreno de pé (rock-fill - Figura 11d).

Figura 11 – Sis t em a s de d ren a g em in

Figura 11 – Sis t em a s de d ren a g em in t erna

Como critério de projeto, recomenda-se levar os sistemas internos de drenagem até o N.A. máximo normal do reservatório e lançar o dreno horizontal no contato com a fundação.

Pessoal, o importante é entender para que servem esses sistemas de drenagem. Como já explicitado, o fluxo excessivo de água através da barragem causa instabilidade nessa última. Portanto, as drenagens internas visam a recolher essa água que percola pelo maciço, criando um caminho preferencial para a água. Dessa forma, fica claro que as barragens não são completamente “estanques”, não é mesmo? É permitido que um pequeno fluxo de água “penetre” em seu corpo, desde que este pequeno fluxo consiga ser conduzido, com segurança, até o pé de jusante da barragem. Do contrário, caso o fluxo seja intenso e “corte” a barragem ao meio, pode haver um sério acidente, com a ruptura do maciço (inclusive com perdas de vidas humanas, como no passado).

Essa água, muitas vezes, traz junto partículas de solo, que com o tempo podem colmatar o dreno (= “entupir” os vazios). Assim, adotam-se filtros na barragem a fim de se evitar que esses grãos finos penetrem no material grosso, obstruindo a passagem da água. Os filtros localizam-se nos contatos existentes entre dois materiais de permeabilidade diferente. Por exemplo: transição entre o maciço e o rip-rap; proteção do núcleo em barragens zoneadas; filtro chaminé; tapete filtrante; transição entre o maciço e o rock-fill (= dreno de pé da barragem “preenchido por rocha”); e transição nos poços de alívio.

Além disso, evitando, por exemplo, a fuga de solos finos do núcleo da barragem (menos permeável) para o talude de jusante (mais permeável), os filtros protegem o próprio núcleo e aumentam, por consequência, a estabilidade e segurança da barragem como um todo.

Apresentamos abaixo uma questão do CESPE sobre o controle da percolação:

(TCE-ES/2004) O material indicado pela letra B visa reduzir a vazão de água capaz de atravessar o corpo da barragem.

(TCE-ES/2004) O material da camada indicada pela letra C deve ter coeficiente de permeabilidade menor que o do material da camada indicada pela letra B.

F un d ações

A fundação de uma barragem é o local em que esta se apóia. É o local em que

se encontram as obras abaixo do maciço. Em alguns casos, a fundação determina qual será o tipo de barragem adotado, bem como sua seção típica.

É comum ocorrerem alguns problemas em fundações de barragens: (i) falta de

estanqueidade (= “vedação”); (ii) baixa resistência (= “capacidade de suporte” de

cargas é insuficiente); (iii) estabilidade ameaçada devido ao mau contato barragem-fundação (possibilidade de “deslizamento” devido à falta de atrito entre barragem/fundação); (iv) recalques excessivos.

Cabe destacar o fato de que muitas vezes o fluxo pela fundação chega a superar o fluxo pelo maciço. Ademais, a grande maioria dos casos de piping ocorre na fundação (Cruz, 1996). Assim, deve-se prever uma vedação para a fundação, que pode ser considerada um complemento para a proteção dada pelo sistema de drenagem interna. Seguem algumas medidas adotadas para prevenir os problemas supracitados:

- Trincheira i m perm eável ( cu t o ff – Figura 12): É aplicável para a

impermeabilização da camada de areia na fundação. Solução mais efetiva, pois intercepta integralmente a feição permeável onde se deseja interromper o fluxo, preenchendo-se o espaço com solo impermeável compactado até a superfície impermeável. Em alguns casos, quando a camada permeável encontra-se estratificada, adota-se a trincheira parcial, em que escavação atinge parte da fundação apenas; entretanto, essa solução apresenta pequena influência na redução de vazões.

Figura 1 2 – T r i n ch e i r a i m

Figura 1 2 – T r i n ch e i r a i m perm e á ve l – cu t o f f

- In j e ções (Figura 13) – Utilizada no controle das fraturas rochosas de forma a tornar a fundação rochosa impermeável e consolidada (usa-se calda de cimento neste caso). Também pode ser utilizada em fundações permeáveis, por meio de injeções de cimento, argila, bentonita e aditivos químicos. Nessa última aplicação, a injeção é indicada quando a camada permeável for profunda (tiver uma maior espessura).

camada permeável for profunda (tiver uma maior espessura). Figura 13 – Injeções - Co rtina de

Figura 13 – Injeções

- Co rtina de e s t a c a s – p rancha – Cravação de estacas-prancha metálicas até se atingir trecho impermeável. De custo elevado, é pouco utilizada, já que a presença de rocha alterada causa descontinuidade na superfície impermeabilizada, ocasionando pontos de fuga.

- Tap e t e im perm eabilizan te (Figura 14) – Indicado quando a espessura do solo permeável é muito grande. Reduz-se a descarga pela fundação pelo aumento do caminho da percolação. É construído com o mesmo material impermeável do núcleo.

pela fundação pelo aumento do caminho da percolação. É construído com o mesmo material impermeável do

Figura 1 4 – T ape te im perm e a bi l izan te

- Dia fra g m a (Figura 15) – Funciona estacas.

como uma

cortina de injeções ou de

– Funciona estacas. como uma cortina de injeções ou de Figura 1 5 – Dia f

Figura 1 5 – Dia f ra g m a

A seguir, seguem duas soluções de fundações para o caso de a camada de solo adjacente à barragem (logo abaixo dela) ser impermeável, mas assentar-se sobre uma camada mais permeável.

- Poço de a l ív i o (Figura 16) - Os poços de alívio são instalados junto ao pé de jusante para reduzir os danos potenciais das sub-pressões dos materiais mais permeáveis, subjacentes a camada menos permeável (argilosa). Tais sub- pressões podem acarretar erosão interna do material de fundação e instabilidade do maciço. Ajudam também a controlar a direção e a quantidade de fluxo sob a barragem.

PEREIRA GOMES LCY
PEREIRA
GOMES
LCY

Figura 1 6 – Po ç o de a l í vio

-

pedregulho grosso, para os quais convergem as águas freáticas, sendo, em seguida, coletadas e drenadas para algum ponto onde possam ser lançadas sem causar danos (leito do rio ou filtros). São substituídos pelos poços de alívio no caso de camadas impermeáveis mais espessas.

pé são constituídos de brita e

D r en o

d e

p é

(Figura

17)

– Os drenos

de

Figura 1 7 – Dr e no de pé Questão de concurso: (MPOG/2008) A trincheira

Figura 1 7 – Dr e no de pé

Questão de concurso:

(MPOG/2008) A trincheira de vedação ou cutoff consiste em escavação feita no solo de fundação preenchida com solo compactado.

B arragem de terra - Seções típicas e dim ensões b á s i cas

Como já explicitado, a disponibilidade de materiais pode ser determinante para a escolha do tipo de barragem, já que podem influir no cronograma ou nos custos de construção.

A Figura 18 apresenta a seção típica de uma barragem homogênea.

PEREIRA GOMES LCY
PEREIRA
GOMES
LCY

Figura 1 8 – S e ç ã o típ ica - B a rra g em hom o g ênea

A Figura 19 apresenta seção típica de uma barragem zoneada.

Figura 1 9 - S e ç ã o típi c a – B a

Figura 1 9 - S e ç ã o típi c a – B a rr a gem zone a d a

A seguir passa-se a apresentar algumas dimensões básicas, segundo as “Diretrizes para projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas” da Eletrobrás. Reputamos a baixa probabilidade de que haja questões sobre os detalhes, mas

é bom que os colegas tenham uma idéia geral das dimensões envolvidas nos projetos:

• Largura da Crista (a) – A largura mínima da crista deverá ser de 3,0 m, exceto quando for utilizada como estrada, quando deverá ter pelo menos 6,0 m;

• Cota da Crista - A cota da crista da barragem é fixada considerando-se uma

folga (borda livre) acima da elevação do NA máximo normal de operação do reservatório, o qual corresponde ao nível que ocorrerá por ocasião da passagem da descarga de projeto pelo vertedouro. A borda livre variará em função: da profundidade da água junto à barragem, da extensão (L) da superfície do reservatório (medida perpendicularmente ao eixo da barragem) e do vento que sopra sobre a superfície da água. De qualquer forma, têm-se como critério que a borda livre deve ser de cerca de 30% da profundidade, mas, no mínimo, igual a

1m.

• Inclinação dos Taludes - A inclinação dos taludes da barragem é caracterizada

pelo coeficiente “m”, que indica quantas vezes a projeção horizontal é maior que

a projeção vertical. Esse coeficiente depende do tipo de barragem, do material

empregado, da altura da barragem e do material da fundação. Como regra, tem- se que no talude a montante há a necessidade de maior “m” do que no de jusante. Ademais, barragens de argila apresentam “m” menor que aquelas feitas de areia. Já as barragens de enrocamento, necessitam de um valor de “m”

menor do que as de argila. Pessoal, atenção na interpretação desse coeficiente “m”: Quanto maior o valor de “m”, mais “deitado” estará o talude.

• Largura da Base da Barragem (b) – A largura da base será definida em função das demais variáveis.

B arragem de en roc a m en to - S eç ões t ípicas e dim ensões bá si cas

O talude a jusante do núcleo impermeável da barragem de enrocamento convencional deverá ser protegido como indicado na Figura 20, visando evitar a fuga do material impermeável através dos vazios dos materiais granulares do espaldar de jusante. A execução da proteção deverá ser realizada concomitantemente ao alteamento da zona impermeável.

a a - 2,00 det. 4 NA máx. m1 1 H m2 h 0,5 1
a
a - 2,00
det. 4
NA máx.
m1
1
H
m2
h
0,5
1 0,75h
núcleo
1
1
impermeável
enrocamento
0,5
enrocamento
trincheira (eventual)
0,5H
0,5H
m1H
a
m2H

Figura 2 0 – S e ç ã o típica - b ar r a g e m de en r oc a m e n t o

S e ç ã o típica - b ar r a g e m de en

Figura 2 1 – De t alhe - b a rrag e m de enroc a m e n t o

Além do tipo convencional, há as barragens de enrocamento vertedouras, que permitem que a água passe por cima do maciço, algo que não pode ocorrer nas barragens de terra (galgamento). Nesse caso, a crista e o talude de jusante

devem ser protegidos com pedras de diâmetro suficiente para suportar a velocidade do fluxo.

A seguir apresentam-se critérios de dimensionamento:

• Largura da Crista (a) – A largura mínima da crista deverá ser de 3,0 m, exceto quando for utilizada como estrada, quando deverá ter pelo menos 6,0 m;

• Cota da Crista -

NA normal do reservatório;

A cota da crista da barragem deve ser igual à elevação do

• Inclinação dos Taludes – No caso, da barragem convencional, o coeficiente “m”

dos taludes pode ser menor que o das barragens de terra. No caso de barragens vertedouras, o talude de jusante deve possuir uma inclinação mínima igual a 1:8 (vertical : horizontal);

• Largura da Base da Barragem (b) – A largura da base será definida em função das demais variáveis.

2 - B arr a gem d e c o ncre to

As barragens de concreto dividem-se em: (1) gravidade; (2) arcos; e (3) contrafortes. Inicialmente detalharemos a barragem por gravidade, por ser a mais comumente encontrada. Posteriormente apresentaremos as principais características das outras duas.

2.1 - B arr a g e ns d e g ravidade

A barragem

pressão da água do reservatório e à subpressão das águas que se infiltram

pelas fundações.

gravidade deve ser capaz de resistir, com

seu peso próprio, à

gravidade deve ser capaz de resistir, com seu peso próprio, à Figura 2 2 – Ba

Figura 2 2 – Ba r ra g e n s d e gr a vi da de

Esse tipo de barragem é recomendado para vales estreitos, encaixados, em maciço rochoso pouco fraturado e com boas condições de fundação. A seção da barragem pode incorporar o vertedouro quando as condições topográficas do local dificultarem a concepção de vertedouro lateral.

A cota da crista de uma barragem de gravidade corresponde ao NA máximo

normal de operação, acrescido da sobrelevação devida à propagação da cheia de projeto e da máxima altura para a arrebentação de ondas de vento. As larguras dos topos das barragens de gravidade variam de cerca de 0,15 vezes a sua altura, até a largura necessária a uma rodovia.

Há ainda uma variante desse tipo de barragem: a barragem de gravidade aliviada. Esse tipo foi proposto como forma de se otimizar a utilização do concreto. Então, constatam-se economias importantes no volume de concreto, o que torna interessante sua adoção em muitos casos.

Seções t í p i cas e d i m ensões b á sicas

A seção típica recomendada para esse tipo de barragem é apresentada na Figura 23.

PEREIRA GOMES ELCY
PEREIRA
GOMES
ELCY

Figura 2 3 – S e ç ã o típica – B a rra g em de c oncre t o

Na maioria dos casos, adota-se uma seção com paramento de montante vertical, em função dos cálculos de estabilidade.

Na crista da barragem, no trecho não vertente, deverá ser construída uma

mureta de

proteção contra ondas, em

concreto ou em

alvenaria de

tijolos

maciços.

A jusante da barragem deve ser feita uma bacia de dissipação, cuja função será amortecer o impacto da água extravasada pelo vertedouro. A bacia terá a mesma largura do vertedouro e, caso a rocha seja pouco resistente ou fraturada será necessária uma laje no fundo da bacia.

Para barragem com altura menor que 10 m, a cota mínima da crista deverá estar 1,0 m acima da elevação do NA normal do reservatório. A mureta de proteção contra ondas deverá ter uma altura mínima de 30 cm e largura de 20 cm. Para barragem com altura maior que 10 m, deve-se estimar a borda-livre utilizando-se os critérios específicos e mais aprofundados.

As p ec tos cons tr u tivos

para montante e para

jusante, deverá ser limpa (isto inclui, destocamento e remoção das camadas

superficiais) até se atingir a rocha sã;

1 –

A

área sob

a barragem, mais uma faixa de 5,0 m

2 – As irregularidades na superfície

remoção do material ou enchimento com concreto;

da rocha deverão ser eliminadas com

3 – Os materiais extraídos serão colocados fora da obra e do reservatório.

4 - A barragem deverá ser concretada por partes (ou blocos) alternadamente,

para facilitar a cura do concreto. Entre os blocos deverão ser previstas juntas

verticais de dilatação vedadas contra vazamentos. O trecho do vertedouro deverá ser rebaixado em altura correspondente à da lâmina d ‘água máxima vertente.

crista da barragem

da lâmina d ‘água máxima vertente. crista da barragem superfície da rocha juntas crista do trecho

superfície

da rocha

máxima vertente. crista da barragem superfície da rocha juntas crista do trecho vertedouro 15,00 VISTA DE

juntas

crista do trecho vertedouro

superfície da rocha juntas crista do trecho vertedouro 15,00 VISTA DE JUSANTE (DISTÂNCIA ENTRE JUNTAS) Figura
superfície da rocha juntas crista do trecho vertedouro 15,00 VISTA DE JUSANTE (DISTÂNCIA ENTRE JUNTAS) Figura
15,00
15,00

VISTA DE JUSANTE (DISTÂNCIA ENTRE JUNTAS)

Figura 2 4 - C on c re ta g em

5 - É usual deixarem-se vãos livres no interior do maciço para fins de ga le r i as de insp e ç ão ;

6 – Antes de ser iniciada a construção da barragem deve-se realizar o desvio do rio.

2.2 - B arr a g e m em ar co

As barragens em arco apresentam curvatura em planta e, pela ação estrutural de sua forma de arco, transmitem às ombreiras a maior parte dos esforços a que estão submetidas. São construídas em concreto e, comparativamente aos outros tipos, as barragens em arco apresentam poucos casos de ruptura.

as barragens em arco apresentam poucos casos de ruptura. Figura 2 5 – Ba r ra

Figura 2 5 – Ba r ra g em e m ar co

As mesmas forças atuantes nas barragens de gravidade também atuam nas barragens em arco, diferindo apenas em sua importância relativa. Devido a sua base estreita, podendo ser muito altas e delgadas, as barragens em arco são recomendadas para vales estreitos e rochosos.

2.3 - B arr a g e m de co n tra fo rte

Uma barragem de contrafortes consiste em uma placa inclinada que transmite o empuxo da água a uma série de contrafortes perpendiculares ao eixo da barragem. Os tipos mais comuns são os de laje plana e os de arcos múltiplos, sendo que, geralmente, nos dois casos é utilizado o concreto armado como material. Cabe destacar que a ação estrutural dos arcos permite que haja uma maior distância entre os contrafortes.

Figura 2 6 – Ba r ra g em de c o n t r

Figura 2 6 – Ba r ra g em de c o n t r a f o r te

As barragens de contrafortes gastam entre 1/3 a 1/2 do concreto necessário para a construção de uma barragem de gravidade de mesma altura. Entretanto, gastam muito mais formas e aço. Assim, o seu custo nem sempre é inferior.

Se por um lado seu peso próprio diminui, em relação à barragem de gravidade, por outro, a redução da base promove o aumento da compressão sobre a fundação, o que exigirá, em alguns casos, o tratamento da fundação.

No que tange aos aspectos construtivos, o fato de as barragens de contrafortes consumirem muito menos concreto do que suas equivalentes de gravidade faz com que o tempo de construção seja menor e o problema do desvio do rio menos grave.

Questão de concurso:

(CGU/2008 - ESAF) As barragens são obras hidráulicas destinadas a efetuar o represamento de um curso d’água. A escolha e definição do tipo de barragem dependerão de vários aspectos condicionantes, classificando-se em dois tipos

principais: de concreto e de aterro. Entre as barragens de concreto podem ser distinguidos quatro tipos básicos. A opção que não representa um tipo de barragem de concreto é:

a) barragem de enrocamento.

b) barragem em arco.

c) barragem de contrafortes.

d) barragem de gravidade.

e) barragem de gravidade aliviada.

III - VER TE DOU R OS

Os órgãos extravasores ou vertedouros são estruturas hidráulicas destinadas a efetuar a descarga das águas excedentes dos reservatórios sem ocasionar danos à barragem e às outras estruturas hidráulicas adjacentes.

Essencialmente, os vertedores constituem-se de uma tomada d’ água associada a uma soleira, sendo que a água recolhida destina-se a uma estrutura de descarga, sendo que a jusante desta implanta-se um dissipador de energia.

que a jusante desta implanta-se um dissipador de energia. Figura 2 7 – Ba r ra

Figura 2 7 – Ba r ra g em e m plan t a

de energia. Figura 2 7 – Ba r ra g em e m plan t a

Figura 2 8 – E x tr a va sor e m f un c ion a m e n t o

Os vertedores podem ser executados em concreto, gabiões, alvenaria, aço e madeira. Essas estruturas podem ser implantadas no próprio corpo da barragem (no caso de barragens de concreto) ou independentemente desta.

Quanto às condições de operação, os vertedouros podem ser classificados em de serviço ou de emergência. O primeiro descarrega as vazões mais freqüentes e o segundo seria usado durante as grandes cheias. No lugar dos extravasores de emergência, podem ser utilizados os extravasores fusíveis: preparados para romper sem causar grandes danos.

Os vertedores podem ser retangulares, de canal lateral, em forma de tulipa, ou em sifão. Há ainda as barragens vertedouras, em que a sangria se dá por cima da barragem.

Questão de concurso

(CGU/2008 – ESAF - adaptado) O vertedor de serviço destina-se a descarregar apenas as grandes cheias, funcionando como sangradouro auxiliar e prevenindo o sangramento da barragem.

1 – T i pos de vertedou ros

Os vertedores re ta ng ulares (Figura 29) podem ser de parede delgada (e<2/3H – Figura 30a) ou de parede espessa (e>2/3H – Figura 30b).

30a) ou de parede espessa (e>2/3H – Figura 30b). Figura 2 9 – V e rt

Figura 2 9 – V e rt e d ou r o r e t a n g ular

PEREIRA GOMES
PEREIRA
GOMES

ELCY

Figura 3 0 – V e rt e d ou r os r e t a n g ula r e s

Nos vertedouros de canal la teral , o muro vertedor é locado ao lado da barragem com o canal de descarga paralelo à crista do vertedouro. Assim, a entrada de água ocorre perpendicular ao escoamento.

Figura 3 1 – V e rt e d ou r o de c a

Figura 3 1 – V e rt e d ou r o de c a n a l la t e r a l

Nos vertedouros em tul i p a , a descarga é transportada de dentro do reservatório para jusante da barragem através de um canal aberto (sangradouro em poço ou “morning glory”). O poço pode ser vertical ou inclinado.

glory”). O poço pode ser vertical ou inclinado. Figura 3 2 – V e rt e

Figura 3 2 – V e rt e d ou r o em tulipa

O extravasor tipo s i fão invertido

é

um

sistema de conduto forçado, na forma de U

Figura 3 3 – V e rt e d ou r o em sif ã

Figura 3 3 – V e rt e d ou r o em sif ã o

Além disso, os vertedouros podem ser com controle (Figuras 34b, 35b e 35c) ou sem controle (figuras 34a e 35a), de acordo com a existência ou não de comportas.

e 35a), de acordo com a existência ou não de comportas. Figura 3 4 – V

Figura 3 4 – V e rt e d ou r os s em e com c on trole

Figura 3 4 – V e rt e d ou r os s em e com

Figura 3 5 – V e rt e d ou r os s em e com c on trole

O extravasor de crista livre deve ser projetado de forma que o escoamento se

processe suavemente, com o mínimo de turbulência. Sua forma ideal deve ter a mesma forma da face inferior da veia líquida que escoa por sobre um vertedor de soleira delgada em sua carga máxima “h” (Figura 36a). Esse extravasor é chamado de soleira padrão (Figura 36b).

Esse extravasor é chamado de soleira padrão (Figura 36b). Figura 3 6 – Sol e i

Figura 3 6 – Sol e i r a pa d r ão

2

– D i m ensio n am e n to dos verted o u r o s

O

dimensionamento dos vertedores é realizado a partir das vazões afluentes,

portanto, de acordo com a “cheia de projeto”. Essa vazão extrema será calculada a partir de estudos hidrológicos (visto na Aula 1) para períodos de retorno pré-definidos.

A equação básica para dimensionamento hidráulico dos vertedouros simples é:

para dimensionamento hidráulico dos vertedouros simples é: Q C L e H 3 2 , onde:

Q C L e H 3 2 , onde:

Q

– vazão em m³/s;

C

– coeficiente de descarga;

L e – largura efetiva, em ”m”;

H – altura de carga, em “m”

Pessoal, é relevante

entender o que influi na capacidade de um vertedouro

descarregar

vazões.

Para isso, passaremos

a discutir um

pouco a equação

apresentada.

O coeficiente de descarga “C” varia de vertedor para vertedor, possuindo valores

maiores para a soleira padrão. Ele é função da forma da soleira, da altura de fundo, da inclinação do paramento a montante, do nível e da velocidade d’água. Devido à dificuldade de se obter esse coeficiente, muitas vezes o engenheiro recorre à construção de m odelos redu z i do s , que representam em, escala

menor, o escoamento de água naquele vertedor (Figura 37).

Figura 3 7 – M odelo r e d u zido A largura efetiva “L

Figura 3 7 – M odelo r e d u zido

A largura efetiva “L e ” corresponde à largura útil total do vertedor subtraída da

eventual contração do jato d’água em função da presença dos pilares. Ou seja, a presença e a forma dos pilares irão interferir no escoamento de forma a diminuir

a capacidade de descarga do vertedouro. Esse efeito é representado pela largura efetiva L e .

A altura de carga “H” corresponde à energia acima da crista da soleira, sendo

freqüentemente considerada igual à lâmina d´ água (supondo-se uma velocidade de aproximação nula).

Portanto, na capacidade de descarga de um vertedouro influem a largura da

soleira (L e ), a altura de carga medida a montante soleira (C).

da

da soleira

(H)

e

a forma

Pessoal, o CESPE já cobrou isso. Vamos ver como foi:

(TCE-ES/2004) A vazão de água através de um vertedor retangular depende somente do comprimento da sua soleira e da velocidade de chegada da água na sua entrada.

3 – M edição de vazõ es u tili z ando vertedo res

É bastante comum a utilização de vertedouros também em canais. Nesse caso,

destinam-se à medição de vazões. Isso é possível por meio da leitura da altura da lâmina d’ água a montante de sua soleira.

Figura 3 8 – V e rt e d ou r o para m edição

Figura 3 8 – V e rt e d ou r o para m edição de va zão

4 - Diss i p a do res de energia

A energia cinética (decorrente da velocidade) associada ao escoamento d’ água

a jusante dos vertedores pode chegar a níveis muito elevados, ocasionando a

destruição do material que está em contato com a água. Torna-se então necessário prever a construção de estruturas dissipadoras de energia, destinadas a compatibilizar a velocidade do escoamento com as características de resistência do meio físico a jusante.

Se, na região a jusante do vertedouro, for identificada a presença de maciço rochoso fraturado, será suficiente verificar se o mesmo conseguirá dissipar a energia do escoamento. Caso essa região seja composta por solo deverá ser projetada uma proteção específica.

Há várias soluções distintas para a dissipação de energia da água:

- B ac i as de d i ssipação : consiste na construção de uma bacia a jusante do

vertedouro em que parte da energia é dissipada devido à mudança de regime do escoamento.

que parte da energia é dissipada devido à mudança de regime do escoamento. Figura 3 9

Figura 3 9 – Ba c ias de dissip a ção

Nesse caso, a função da bacia de dissipação é forçar a ocorrência de um fenômeno denominado “ressalto hidráulico” ao pé do vertedouro. O ressalto ocorre devido à mudança brusca no regime de escoamento, que passa de supercrítico (no vertedouro) a subcrítico (na bacia) e dissipa grande quantidade de energia.

- D i ssip a do res do

pequena curva (que “lança” a água em direção ascendente) a jusante da estrutura de condução de água. A dissipação da energia ocorre devido à turbulência do jato, ao atrito e à incorporação de ar na massa líquida.

uma

t i po sa l to

de

esqu i :

consiste

na

construção

de

o n s i s t e n a c o n s t r u

Figura 4 0 – Dis s i p ador do tipo s a l t o e s qui

- D issi p a d o res con tínu o s : efetuam a dissipação de forma distribuída ao longo da estrutura de condução. Podem ser citadas como exemplos: escadas e calhas dissipadoras.

GOMES ELCY
GOMES
ELCY

Figura 4 1 – E x em plos de dis s i p adores c o n t í n u o s

Questão de concurso:

(CGU/2008 – ESAF - adaptado) Nos vertedores com níveis muito elevados, torna-se necessário prever a construção de estruturas dissipadoras de energia,

destinadas a compatibilizar a velocidade do escoamento com as características de resistência do meio físico a jusante.

IV - T O M AD A S D’ Á G U A

As tomadas d’ água são estruturas destinadas a captar e conduzir água ao

sistema

adutor;

permitir

o

esvaziamento

do

reservatório

e

a

passagem

de

sedimentos;

e

impedir

a

entrada

de

corpos

flutuantes

e

de

água,

quando

necessário.

flutuantes e de água, quando necessário. Figura 4 2 – T om ad a s d

Figura 4 2 – T om ad a s d ´ á gua

As tomadas d’ água compõem-se de grades de proteção contra corpos flutuantes, comportas para controle do escoamento e comportas de emergência (também chamados de stop-logs). O ideal é que a tomada d’ água tenha uma forma que reduza as perdas de carga ao mínimo possível, em todos os seus trechos.

As tomadas d’ água devem ser localizadas, sempre que possível, junto à margem do reservatório, ao longo de trechos retos. Caso seja necessário instalá-las nos trechos em curva, deve-se preferir o lado côncavo, pois os sedimentos transportados pelo escoamento se depositam na parte convexa, devido às menores velocidades de escoamento. Além disso, na parte côncava as profundidades são maiores e a captação das águas superficiais é feita livre de sedimentos trazidos por arrasto.

Portanto, evita-se a entrada de sedimentos na tomada d’ água, seja em rios, seja em reservatórios.

Figura 4 3 – L oc a l iza ç ão da t om ada

Figura 4 3 – L oc a l iza ç ão da t om ada d ´ á gua

Os arranjos típicos para disposição das estruturas componentes da tomada d’água serão variados, em função dos aspectos topográficos e geológico-

geotécnicos de cada local. Os principais elementos componentes das tomadas

d’ água são (Figura 46):

1 - canal de aproximação/adução do escoamento;

2 - se no local do aproveitamento os estudos sedimentológicos realizados

revelarem que o rio transporta sedimentos, deverá ser previsto no canal de adução, a montante da estrutura de tomada d’água, uma câmara destinada à decantação do material em suspensão e/ou um desarenador. O funcionamento dessas estruturas é bastante simples, ocorrendo devido às baixas velocidades de escoamento, que proporcionam a sedimentação de partículas sólidas. Na região baixa do desarenador, deve-se prever comporta de fundo, a fim de se possibilitar sua limpeza.

3 - a estrutura de tomada d’água propriamente dita, incluindo a grade para

proteção contra corpos flutuantes e as comportas para controle do escoamento.

4 - a adução até as turbinas geralmente é feita por meio de condutos forçados.

Entretanto, nos arranjos nos quais a casa de força situa-se afastada da tomada d’água (Figura 44), a jusante da estrutura, posiciona-se geralmente o canal de adução em superfície livre, ou tubulação de adução de baixa pressão, até a estrutura da câmara de carga. A jusante da câmara de carga situam-se os

condutos forçados, por onde o escoamento é conduzido às turbinas.

A câmara de carga é a estrutura responsável por fazer a transição da água do

canal para a tubulação de alta pressão. A câmara de carga também tem a função de absorver as manobras bruscas que porventura possam ocorrer na operação (por exemplo, fechamento brusco da válvula de entrada da usina).

Outra estrutura que merece ser apresentada aqui é a chaminé de Equilíbrio. Trata-se de reservatório de eixo vertical, normalmente posicionado no final da tubulação de adução de baixa pressão e a montante do conduto forçado, com as finalidades de amortecer as variações de pressão (evitando o golpe de aríete) e armazenar água para fornecer ao conduto forçado o fluxo inicial provocado pela nova abertura da turbina, até que se estabeleça o regime contínuo.

A

câmara de carga e a chaminé de equilíbrio são estruturas pertinentes ao tema

de

energia

hidrelétrica.

Portanto,

voltaremos

a

tratar

desse

assunto

posteriormente.

As figuras 44 e 45 apresentam esquematicamente um arranjo composto de câmara de carga.

esquematicamente um arranjo composto de câmara de carga. Figura 4 4 – E s qu e

Figura 4 4 – E s qu e m a de t om ada d ´ á g ua

GOMES ELCY
GOMES
ELCY

Figura 4 5 – E s qu e m a de t om ada d ´ á g ua

A Figura 46 apresenta um arranjo típico de tomada d’ água:

borda livre f>=0,30 NA máx. NA tubulação forçada NA min. H cota da S soleira
borda livre f>=0,30 NA máx. NA tubulação forçada NA min. H cota da S soleira
borda livre
f>=0,30
NA máx.
NA
tubulação forçada
NA min.
H
cota
da
S
soleira
da grade
a
8 a 10%
10
fundo do canal
de aproximação
4,00 a 5,00
2,00
LC
E
ranhura para colocação de pranchões
durante a manutenção
CORTE I-I

Figura 4 6 – Arr a njo típico de tom a da d ´ á gua

Pessoal, no concurso de 2007 do TCU caiu uma questão sobre tomada d´ água. Vamos resolvê-la:

(TCU/2007) A captação de água de superfície deve situar-se em um trecho reto do curso da água ou, caso isso não seja possível, em local próximo à sua margem externa.

Ques tões de p rovas

Pessoal, seguem as questões de concursos comentadas. Para quem preferir, essas questões estarão listadas (sem gabarito) no final da aula.

(TCU/2005 ) N a transpo s i ção d e um a terro de es trada, um bueiro pode ser co rre tam en te em p reg a do com o condu to fo rçado. GABA: C Os bueiros podem corretamente ter seu funcionamento hidráulico como canal, como orifício ou como conduto forçado. Vale reforçar que no dimensionamento de novas estruturas o ideal é sua operação como canal.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) As p ressõ e s transm i t i d as ao terreno pe l as barragens de terra são pequen a s dev i do às suas d i m ensões. GABA: C No caso de terrenos com baixa capacidade de suporte, recomenda-se a adoção das barragens de terra ou enrocamento. Isso porque elas apresentam uma grande base, distribuindo seu peso próprio.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) Sob re a p r o teção dos talud e s de jusan te de u m a b arragem de terr a o plan t i o de árvo r e s e ar b us tos, ao lo n go do tal ud e, deve ser p rev i s to e p l a ne j a do para fac i lit a r o crescim en to da g ram a. GABA:E Errado. Segundo Paulo Cruz (1996), árvores e arbustos devem ser evitados já que suas raízes crescerão contra a barragem, visando a atingir os drenos internos. Por isso, preferem-se espécies vegetais cujas raízes tenham crescimento horizontal.

PEREIRA GOMES
PEREIRA
GOMES

(TCE - E S / 2 004 ) O m a terial indi c ado pe l a l e tra B v i sa redu z i r a v a z ão de á g ua capaz de a travessar o co rpo da barragem. GABA: C Vimos que para a estabilidade de uma barragem de terra, deve ser evitada a percolação de água que percorra todo maciço. Portanto, a camada “B” é construída de material menos permeável, de forma a diminuir a passagem de água atravessando a barragem.

(TCE - E S / 2 004 ) O m a terial da c a m a da i n dicada pe l a le tra C deve ter coe f i cien te de per m eabi l idade m eno r q u e o d o m a t erial da c a m ada i n dicada p e l a l e tr a B. GABA: E

No item anterior foi explicado que o material da camada “B” deve ser o mais impermeável possível. A letra “C” representa uma estrutura de transição (um filtro) que visa a evitar o carreamento de solos finos da camada B para jusante dreno interno da barragem. É de permeabilidade intermediária entre a camada C e B.

(M POG / 2 0 08 ) A trinche i ra de vedação ou cu t o ff consis te e m es c a v aç ã o fei t a no s o l o de fundação p re e nchida com solo com pac tado. GABA: C Correta a definição. Para ser mais efetiva, essa escavação deve alcançar o substrato impermeável.

(CGU/2008 - ESAF ) As barragens são ob ras h i d r á u l icas des tinad a s a e fe t uar o r ep res a m en to de um cu rso d ’ água. A e s co l h a e d e f i n i ção do tipo

de barr a gem dependerão de vár i o s aspec tos condicionan te s , classi f icando - se em dois tipos p r i n c i pa i s : de c oncr e to e de a t erro. En tre as b arrage n s de conc r e to p odem ser d i s tin g ui d os q ua tro tipos b ásicos. A opção que não rep resen ta um t i po de barragem de concre to é :

a ) barragem

b ) barragem em arc o . c ) barragem de con tra fo rtes. d ) barragem de g rav i dade. e ) barragem de g ravidade a l iv i ada. GABA: A Pessoal, as barragens podem ser de terra, enrocamento ou concreto. As barragens de concreto podem ser de gravidade, gravidade aliviada, em arco ou contrafortes. A única alternativa que está incorreta é a letra A, pois o enrocamento são pedras de diâmetros maiores, lançadas ou arrumadas para a construção dos taludes.

de en rocam en t o .

(CGU/2008 – ESAF - adap tado ) O ver t e do r de serviço des tina - se a descarregar ape n as as g randes c h eias, func i o n a ndo com o sang ra do u ro aux i l i ar e p reven i n d o o sang ram en to da barragem. GABA: E Algumas barragens prevêem dois tipos de vertedores: os de emergência e os de serviço. Este seria para as vazões mais recorrentes. Aquele escoaria as vazões extremas em situações de grandes cheias. O erro da questão foi inverter os dois tipos.

(TCE - E S / 2 004 ) A vazão de água a t ravés de um v e rtedo r re tangular depende som en te do c om p rim en to da sua sole i ra e da velocidade de chegada da água na s ua en trada. GABA: E Como vimos, há vários fatores que influem na capacidade de um vertedouro. Além dos citados, há a carga hidráulica a montante, a forma da soleira, a existência ou não de pilares etc.

(CGU/2008 – E S AF - adap tado ) Nos vert e do res c o m níve i s m u i to ele v ados, to rna - se nece s sár i o p rever a con s t r ução de es tru tu ras diss i pado r a s de energia, d es t i n adas a com pa t ibi l izar a v e l o c i dade do es c o a m en to c o m as car a c t er í s ticas de resis tência do m e i o fí s i co a j u s an te. GABA: C

É exatamente esta a função das estruturas dissipadoras de energia, como por exemplo, as bacias de dissipação.

(TCU/2007 ) A cap ta ç ão de água de sup e rf í cie deve situar - se em um tr e c ho re t o do cu rso da água ou, caso isso não se j a possíve l , em local p róx i m o à sua m argem ex terna. GABA: C

O ideal é que as captações localizem-se em trechos retos. Quando isso não for

possível, prefere-se a localização nos trechos côncavos (ou externos), que acumulam menos sedimentos.

(TCU/2005 ) A cons truç ã o de b ueiros cu rtos, que terminam acim a dos pés dos a terros, é recom endada para se evitarem e r osões e voço rocas, que, po r re troerosão, podem des truir a es tr a da. GABA: E

Pessoal, caso o bueiro seja construído de forma a terminar logo acima do pé do talude, a água será descarregada no corpo deste último. Portanto, essa forma contribui para o aumento de risco de erosões e voçorocas (erosões profundas

no terreno).

(PF/2004 ) No d i m ensionam en to de d renos e bueiros em ár e as flo res tais, deve - se c a l c u l ar a vazão de pico da á rea de c o n tribu i ção à m on t an te, levando - s e em con ta um per í odo de re to rno de no m ínim o 2 0 0 anos. GABA: E Essa questão trata menos de bueiros e drenos e mais sobre o conceito de período de retorno (TR). O CESPE costuma cobrar o conhecimento do candidato sobre a ordem de grandeza dos TR a serem adotados. Em questões como essa, devem-se avaliar as implicações de uma eventual superação da capacidade das estruturas. No caso em tela, as áreas são florestais, portanto, não parece que seja necessário o dimensionamento das estruturas para serem capazes de conduzir vazões de TR superiores a 200 anos. Concordam que as implicações de uma eventual enchente numa área florestal seriam relativamente pequenas?

(TCE - P I /2 0 05 ) Um a barragem d eve ser p r oje tada p a ra ev i tar a percolaç ã o exces s i va de água. O s m a teria i s de co n s tru ç ão m a i s com u n s são concre to e terra. Sob re esse tem a, j u l gue os i tens :

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) É r e com e n d ável que a face de jusan te se j a rev e s t ida com m a ter i al im perm eável. GABA: E

Não há essa recomendação. É recomendado apenas que haja uma estrutura que evite a percolação de água através do maciço. Parece que a questão quis se referir à barragem de enrocamento com face de concreto. Mas nesse caso, ocorre a impermeabilização do talude de montante.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) As de f o rm ações do solo adjacen te a f e tam m ais as barragens de concre to. GABA: C Como explicado durante a aula, as barragens de terra e enrocamento são mais flexíveis. Assim, apresentam melhor resistência às deformações do solo (recalques, por exemplo).

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) B arragens de concr e to são m ais i n dic a d a s para locais que podem apoiar - se em solos res i s t en tes e i m p erm eáve i s. GABA: C Como dito, as barragens de concreto necessitam de uma fundação com alta capacidade de suporte das tensões.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) Um dos t i pos de p ro teção d o t alude de m on tan te de barra g ens de terra e en rocam en t o , l a rgam en te u t i l iza do po r m o tivos econômicos, é cha m a do de rip rap, que consis t e de b l ocos d e rocha b e m g ranulada, l ançados po r c a m i nhõ e s bascu l an te s e espal h ados po r t r a t o r e s de l âminas e arrum ados m e c ân i ca ou m anua l m en t e. GAB A : C

A principal proteção do talude de montante são os rip raps, que podem ser

caracterizados como fragmentos de rocha de várias dimensões, que são lançadas ou arrumadas no maciço.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) Sob re a p r o teção dos talud e s de jusan te de u m a barragem de terra a p rin c ipal causa da erosão é a a ç ão das chu v as e d o v en to. GABA: C

A ação

barragem. Além deles, a literatura cita o pisoteio de animais.

da chuva

e

do

vento pode

causar erosão

na

face de

jusante

da

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) Sob re a p r o teção dos talud e s de jusan te de u m a barragem de t e r ra a g ram a é um dos p rincipais m é todos de p ro teção. GABA: C Correto. Como visto, adota-se grama e outras espécies vegetais para a proteção

do talude de jusante contra a ação da chuva.

Considere a seç ã o t ransv e rsal da barra g em zonada ap

Considere a seç ã o t ransv e rsal da barra g em zonada ap resen t ada na f i gu ra acim a. Com relação às c o nd ições dessa b a rrag e m , julgue os itens subseqü e n tes. (TCE - E S / 2 004 ) O talude indicado pela l e tra A é denominado ta l u de j u san te d a ba rrag e m. GABA: E Como já vimos, jusante é o que vem abaixo (no sentido do escoamento). Portanto, o paramento “A” é o talude de montante da barragem.

(TCE - E S / 2 004 ) O elem en to i n dicado pela l e tra D é denominado p l in to da b arragem. GABA: E A estrutura representada por D é um tipo de tratamento dado à fundação a fim de diminuir a percolação por baixo da barragem. Pode ser uma injeção ou diafragma. O plinto da barragem pode ser definido como um bloco contínuo de concreto localizado no pé de montante da barragem, utilizado em barragens de enrocamento com face de concreto a fim de vedá-la de uma ombreira a outra.

(TCE - P E / 2 004 ) N as barragens de en rocam en to com f a c e s de concre to típ i c as, os taludes de m on tan te e de jusan te da barragem são reves t i d os com p l ac a s de c on c re t o de fo rm a a red u zir a vazão de água que a tra v es s a o co rpo da barragem e aum en tar a sua es tabi l idade. GABA: E

foi afirmar que o talude de jusante

Está quase

também seria revestido com concreto, sendo que isso ocorre apenas no de montante.

toda certa a questão. O erro

(PF/2004 )A figu ra acim a ap r e sen ta a s e ç

(PF/2004 )A figu ra acim a ap r e sen ta a s e ç ã o trans v ersal de um a b a rra g em de en rocam e n t o com núcleo de argi l a p ropos ta p a r a a fo rm ação de um res e rva tó rio. Com re l ação à s condições ap res e n tadas n e ssa f i gu ra e consider a n do que as reg i ões iden t if i cadas pe l as l e tras A e B são cons t i tu í da s de en rocam en to, ju l gue os seguin tes i t ens.

(PF/2004 ) N a seção transversal ap resen tada, não f o i p revis to c u t - o ff. GABA: C Pessoal, atenção para essa. Ela teve o gabarito preliminar ERRADO, pois a estrutura apresentada seria (a princípio) um cut off parcial, como sendo o prolongamento do núcleo de argila. Mas o CESPE mudou o gabarito e apresentou a justificativa de que o cut off é elemento que dificulta ou interrompe

o fluxo de água através do solo. Nesse caso, segundo a banca, a figura não

representaria o cut off, já que não alcançaria a camada de baixa permeabilidade do solo. Polêmico, mas é bom saber.

(PF/2004 ) O com ponen t e i n dicado pela le tra C rep resen ta um fil t ro e sua localização evita qua l q uer poss i b i l i dade de p i p i ng do m a t er i al do núcleo arg i loso. GABA: E

A colocação do dreno representado por “C”, visa recolher a água que percola

pela barragem. Diminuindo a vazão de água traspassando a barragem, diminui- se o risco de piping. Mas falta ainda um filtro vertical, que visaria a reter o

deslocamento de solos finos provenientes do núcleo.

(PF/2004 ) O co m p on e n te E rep resen ta um a co rt i na de in j e ção e es tá convenie n tem en t e pos i cionado de f o r m a a redu zir subs tancia l m en te a vazão de água a tr av é s do so l o de fundação. GABA: E

A localização correta da injeção é sob o maciço impermeável de forma a reduzir

a vazão que passa pela barragem.

(CODEBA/2 0 06 ) As barr a gens de en r o cam en to, com uns na cons trução de açudes, s ã o do tipo a rco.

GABA: E Barragens do tipo arco são feitas com concreto.

(M POG / 2 0 08 ) As barragens de terra ou de co n cre to são cons truçõ es

artif i cia i s e os m a teria i s que as cons tituem pod e m s er e speci f icados e,

po rtan to, conhec i d o s e con tro l ados pe l o p roje t is t a . O m esm o não oco rre

com o ter r eno de fundação, o qual no rm al m e n te deve ser subm e t i d o a um

tra tam en to para m el ho rar s u as car a c terís t i cas de perco l ação. A r e speito

das diver s as altern a tivas ado tadas n e s s e tra tam en t o , j ulg u e os s eg u in tes itens.

O s d i a fr a gm as p l ás ticos s ã o um a so l u ção m oderna q u e consi s te na escavação de um a va l a es tre i t a ou ranhu ra no solo da fundação p reench i da com placas de p l á s t ico delgadas. GABA:E Os diafragmas plásticos não são preenchidos com placas de plástico. É uma estrutura de vedação da percolação, realizada em solo impermeável, cimento etc.

As c o rt i n as de e s tacas - p rancha cons i s tem na cravação de es tac a s -

p ranchas m e tá l icas, de c hap a s bas tan te delgadas, a té a ting i r o su b s tra to

im perm eável.

GABA: C Está correta a definição apresentada. Vale destacar que, segundo a literatura especializada, a cravação de estacas prancha é muito pouco utilizada, devido às descontinuidades da rocha, que inviabilizam sua utilização.

Poço de al í vio é um poço ab e rto no co rpo da barragem e p reench i d o com m a terial g ranu lar, m a i s per m e á vel que o solo de fundação. GABA: E O poço de alívio é aberto no pé de jusante da barragem. Ele é preenchido com material mais permeável que o restante da fundação.

A cons trução de um rip - r a p (cam ada de en r o cam en to ) e v i ta que a incidên c ia d e chuva na face d o tal u de d e j u san te p rov o q ue s u lcos de erosão. GABA: E Os rip raps são proteções utilizadas nos taludes de montante, para a proteção contra o impacto das ondas do reservatório.

O e feito erosivo das ondas fo r m adas na super f ície da ág u a d o reserva t ó rio

s o b re o tal u de de m o n ta n te p ode ser c o m b a ti d o com o lan ç am e n to de um a

cam ada d e ped r i sco ou com o p l an t i o de g ram a e m placas ou po r m e io d e h i d rossem eadu ra na superfíc i e do re fer i do talude. GABA: E

A proteção do talude de montante é feita com rip-rap (lançado ou arrumado),

placas de concreto, pedras rejuntadas, asfalto e brita corrida. Pedrisco ou plantio

de grama são largamente utilizados no talude de jusante.

(CGU/2008 – E S AF - adap t ada ) As barragens de terra geralm en te

ap resen t a m cus tos redu z i d o s qua n do com parados às barragens de

concre to. S ão e x e cu tadas c om so l o s de g r an u l om e t r i a f ina a g ro s sa,

perm eabi l idade ba ix a, cujo co m p o rtam en to é co n d i cionado p r i n c i palm en te

pe l as po rop ressões. Quan to a es te t i po de barragem, j u l g ue os itens :

O s es fo rços t r ansmitidos às fundações s ão e l evados. GABA: E Vimos que.as barragens de terra não transmitem grandes esforços às fundações devido à distribuição de seu peso pela área da base.

As hom ogêneas s ão fe i tas com solos pouco perm eáve i s e possuem taludes m ais íng r e m e s . GABA: E

O único erro é afirmar que as barragens de terra homogêneas teriam taludes

mais íngremes No estudo das seções típicas vimos que os enrocamentos permitem inclinações de taludes mais íngremes. Portanto, a barragem zoneada

com espaldares de enrocamento pode apresentar taludes mais íngremes.

As zoneadas pos s uem um a zona c e n tral i m perm eá v el e duas z o nas ex ternas, os es p aldar e s, m ais perm eáveis e m ais res i s t en tes aos des l iza m e n tos. GABA: C Correta a definição das barragens zoneadas.

O galg am en t o , causa freqüen te de p roblem as, exige que as ob ras se j am

p roje tadas com

vu l n erabi l idad e .

GABA: E Como visto, o galgamento (extravasamento da água por cima das ombreiras) é causa frequente de problemas. Entretanto, não pode ser resolvido com base mais alargada. O galgamento ocorre quando o vertedouro não é capaz de descarregar as vazões de cheias. Portanto, protege-se a barragem contra o galgamento com a construção de vertedores de maior capacidade. Ou ainda, com um aumento do topo da barragem.

u m a

base

m a i s

a largada

a

f i m

de

evi t ar

es ta

(PM V/200 8 ) Quan to a os t i pos d e barrage n s e suas c a rac ter í s ticas, ju l g ue o s itens subseqüen t e s . (PM V/200 8 ) As barragens de terra ho m ogênea toleram fundaçõ e s m a i s

de f o rm áveis.

GABA: C Já comentamos que as barragens de concreto são mais rígidas e as de terra são mais flexíveis. Assim, essas últimas acomodam-se mais aos eventuais

deslocamentos da fundação. Esse é um os motivos para dizermos que as barragens de terra/enrocamento são menos exigentes quanto à fundação.

terra/enrocamento são menos exigentes quanto à fundação. (COHAB/2004 ) A re s pei t o da

(COHAB/2004 ) A re s pei t o da f i gu ra aci m a, que m os tr a o d es enho da s eção transvers a l de um a barragem, ju l g ue os seguin tes i t ens. (COHAB/2004 ) O trecho i nd i cado p e las le tras ABCD é denom i nado enseca d eira. GABA: E

O trecho indicado pelas letras ABCD é denominado trincheira (ou cut off) parcial.

Essa parte da estrutura tem a função de diminuir a percolação pela fundação. A

ensecadeira é uma estrutura utilizada durante a construção da barragem. Antes de ser iniciada a construção da barragem, o rio precisa ser desviado de seu curso natural. O desvio pode ser feito em duas fases, como na Figura A, ou, se as condições topográficas e geológicas assim o permitirem, através de um ou mais túneis escavados em rocha ou canais de desvio, como na Figura B.

PEREIRA GOMES ELCY
PEREIRA
GOMES
ELCY

(COHAB/2004 ) O núm ero 1 indica o com ponen te des t i n ado a dim i nu i r a in filtração de água do reserva tó rio pelo c o rpo da barragem. GABA: E

O número 1 indica componente destinado a conduzir com segurança a água que

percola o maciço. Mas não diminui a infiltração de água na barragem.

(COHAB/2004 ) O talude jusa n te da barragem e s t á ind i cado no de s enho p e l o n ú m e r o 2 . GABA: E

A distinção entre os termos montante e jusante sempre é cobrado pelo CESPE.

Lembrem-se sempre de que, considerando o sentido do escoamento, montante

é o que fica antes, acima , enquanto jusante é o que após ou abaixo (no sentido do escoamento).

(COHAB/2004 ) O co m ponen te des tinado a d re n ar a água q u e percola pelo co rpo da barragem es tá espec i ficado no d esenho pelo n úm ero 3. GABA: E

O componente destinado a drenar a água é o de número 2. O componente de

número 3 visa a diminuir a percolação de água.

(COHAB/2004 ) A seção tran s v ersal ap resen tada na f i gu ra é t í pica d e um a b arragem zona d a. GABA: C

É característica da barragem zonada ter um núcleo impermeável e espaldares formados por material mais permeável.

(SGA - AC / 2 006 ) O p ro j e to de u m a b a rrag e m de terra deve pau t a r - se em d o i s p r i n c í p i os básicos : segu r a n ça e ec o nom i a. A respeito de pos sí v e i s m ed i das de segu ra n ç a , j ulgue os itens a seguir. (SGA - AC / 2 006 ) Para ev i tar que a s ondas p rovoc a d as no re s erva tó rio pe l a ação do v en to gerem su l cos de erosão no co rpo da barragem, pode - se cons truir um rip - rap, is to é, cam adas de e n rocam en to e transição, es tendendo - se na fase do talude de jusan te da barragem. GABA: E Pessoal, o talude que sofre a ação das ondas do reservatório e normalmente é revestido de rip rap é o de montante, e não o de jusante.

( P F / 2002 ) N a figu ra aba i xo, é ap resen tada a seção transvers a l da cons trução de u m a barragem de e n rocam en to c om núcl e o de arg i la. A cam ada s o b o so l o arenoso subjacen t e à barragem é um a rocha de boa q ualida d e, p o d endo ser consi d erada im perm eá v el d o p o n to d e vis ta p r á t i c o.

im perm eá v el d o p o n to d e vis ta p

Y

Com base no tex to I, j ulgue os itens que se seguem. (PF/2002 ) C aso o m a ter i al do d reno seja tam bém um fi l tro para os s olos viz i nhos, pode - se a f i rm a r , a part i r da seção tr a nsversal m os trada, que o sis tem a de d renag e m e filtro da barr a gem é adequados para as s uas necess i d a des. GABA: E

Questão repetida. Observa-se que falta ainda um filtro logo a jusante do núcleo

de argila, visando reter o deslocamento de solos finos.

(PF/2002 ) Para o co rre to fu n c i onam en to da barra g em, o m a ter i al l o ca l i z a do na reg i ão indicada po r A deve s er um m a ter i al de baixíss i m a perm eabi l idad e . GABA: E

A região A é composta por enrocamento (alta permeabilidade)

(PF/2002 ) A reg i ã o da barragem indicada p o r B d e ve ter eleva d a perm eabi l idade de fo rm a a cap tar a á g ua q u e p e rcola no seu in ter i o r e condu z i - l a de fo rm a segu ra às ex tremi d ades do c o rpo da barragem. GABA: E

A região

percolação. Geralmente é feita em argila.

B

deve

ter

baixa

permeabilidade

para

diminuir

as

vazões

de

(PF/2002 ) O com ponen te C é u t i l izado para t r ansmitir o peso da m assa d e so l o da reg i ão B com segu rança para a cam ada de rocha em p ro fund i dade. GABA: E O componente C visa a diminuir as vazões percoladas no interior do solo de fundação.

(PF/2002 ) N a barragem da figu ra do te x to I, D co rresponde ao seu ta l u d e jusan t e. GABA: C

O

componente D representa o talude de jusante. O componente A representa o

de

montante.

(M PU/2004 – E S AF – ad ap t ada ) As barragens de terra são um a i m po rt a n te opção pa r a o rep re s a m e n to de água, p r i n c i pa l m en te en tre as de m en o r po rte. Com relação às barrag e ns de terr a , j u lgue os itens :

(M PU/2004 – E S AF – adap t ada ) As barragens de terra p od e m ser hom ogên e as, reali z ad as com um só t i po de m a t er i al, ou zoneadas, as q u a i s possuem núc l eo e espaldares fo rm ados po r m a teri a i s di f eren tes. GABA: C Vimos que as barragens de terra podem ser homogêneas ou zoneadas (e ainda

há as mistas).

(M PU/2004 – ESAF – adap tada ) Tendo bases la r g as e t aludes de b a i xa incl i n ação, as b a rr a gens de terra transm i tem tensões ele v adas em su a s

fu n daç õ es, de v endo ser cons t r u í d as sob re rochas c o m b oa cap a cid a de de

s u po rte.

GABA: E Uma das vantagens da barragem de terra sobre a de concreto é o fato de as primeiras transmitirem ao solo tensões menores.

(M PU/20 04 – ESAF – adap tada ) O ga l g am en to, que é a pass a gem de ág u a sob re a barragem, causa g r aves p rob l em as a barragens de t e rra, sendo que dev e m ser p revis tas es t ru tu ras de desv i o e d e s c arregado res de che i as com o m ed i das de segu rança. GABA: C Correto. As barragens de terra não podem sofrer galgamento. Para isso, devem ser dimensionados corretamente os vertedores (descarregadores de cheias).

corretamente os vertedores (descarregadores de cheias). (CHE S F / 2 0 02 )Considerando a seção

(CHE S F / 2 0 02 )Considerando a seção transv e rs a l de um a b a rra g em c o ns truída sob re solo p re d omi n an tem en te si ltoso e o esq u em a da fi g u r a acim a, j u lgue os i t e ns que se seguem. (CHE S F / 2 0 02 ) P ara as condiç õ es ap re s e n tadas na figu ra, a segu rança da b arragem c on tra p ro b lem as a d vi n dos do f luxo d’ág u a pelo s o lo de fundação es tará s e m p re g a ran t i d a caso o s e u núc l eo arg i loso pene t r e na cam ada de fundaç ã o a té a m e tade da sua espe s s u ra. GABA: E O ideal é que a trincheira (prolongamento do núcleo ao longo do solo de fundação) atinja o substrato impermeável.

(CHE S F / 2 0 02 ) A diferen ça d e v alo r e s de r i g i dez d o s m a t er i ais u t i lizados na b arragem p o de p rov o car o tri n cam e n to d o núcleo ar g i loso. GABA: C A diferença de rigidez ocasiona trincamento de partes da estrutura devido aos diferentes níveis de acomodação de cada material. Por isso, são previstas camadas de transição entre materiais diferentes (por exemplo, entre argila e enrocamento).

diferentes (por exemplo, entre argila e enrocamento). (TJDFT/2008 ) U m a das f o rm

(TJDFT/2008 ) U m a das f o rm as de rup tu ra hid ráu l ica é a e rosão in terna, com p rog ressão c o n trár i a ao fluxo de água, denom i nada re troeros ã o tu b u la r o u pip i n g . GABA: C

Está correta a definição de piping apresentada.

(TJDFT/2008 ) Em barragens cons tru í das sob r e terrenos de fu n d ação perm eáve i s, é possível a oco rrência de rup t u ra h i d rául i ca po r levan tam en to. GABA: C Ocorre o levantamento quando a força de percolação vertical ascendente, iguala-se ao peso da estrutura, ocasionando sua ascensão vertical.

(FSCP / 20 0 4 ) A cris t a , ou so l eira, é a denominação dada à bo rda in fer i o r de u m ve rte d o r . GABA: C Pessoal, a soleira de um vertedouro é exatamente a sua borda inferior, por onde escoa o fio d´ água vertente.

(T CU/2007 )O s p rincipais ó rg ã os cons t i tuin tes de um a ba r rag e m s ã o o m aciço, o e x t r avaso r , a us i n a h i d re l é tr i ca, a tom ada d ’ água, a transposi ç ão de n í vel ( ec l usa e e s cada de p eixes ), o diss i pado r de energ ia , en tre ou tros. Em r e l ação a esses c om pone n tes , julgue os i t ens su bseqüen t es. (TCU/2007 ) O s ex trava s o res, ta m b ém i d en t i fic a dos po r v e rtedo res ou vertedou ros, s ã o d i spo s i t i vos de segu ran ç a res p onsáveis pela gara n tia da in teg r i dade de um a barragem ; devem ser p roje tados e dim e nsionados com base em es tudos h i d rológ i cos e o s seus resultados podem ser c o n firm a d os po r m e i o d e e s t u dos em m o delo red u zid o . GABA: C

O dimensionamento dos vertedouros é possível a partir de estudos hidrológicos,

que definam a vazão de projeto. Em muitos casos, são construídos modelos reduzidos para se avaliar se aquele vertedouro será capaz de suportar aquela vazão de projeto. É comum ainda a utilização de modelos reduzidos para se estimar coeficientes de descarga.

(TCU/2007 ) Se o local o nde se p re tende co n s tru i r um a barrag e m é car a c t er i zado po r solo e subsolo que ap re s en t a m baixa capacidade de supo rte, é recom endável a c o n s t r ução de barragens de c o n tra fo rte devido ao m eno r peso des t as. GABA: E Uma fundação com baixa capacidade de suporte não pode receber os esforços decorrentes de barragens de contrafortes. Analisando o perfil dessas barragens, percebe-se que há a redução da área de contato, o que aumenta as solicitações a serem transmitidas pontualmente no terreno.

( DESO - SE/200 4 ) A vazão que escoa p o r um condu to, em que o flu i do (água ) es tá sob p ressão, pode ser m edida po r m e i o de vertedo res.

GABA:E

O vertedouro é utilizado para medir vazões em canais abertos.

(IEM A - ES/2004 ) A vazão m áx i m a é um valo r ass o ciado a um risco de ser

igu a l ado ou ultrapassado. Esse dado é i m po rtan te no dim ensionam en to de

ob ras hid ráu l icas com o v ertedou ros e cana i s de adução.

GABA:C Correto. A vazão máxima é um valor associado a um risco (TR). A partir das vazões máximas, projeta-se o vertedor, bem como os canais destinados a conduzir essa mesma vazão.

(PF/2004 ) Vertedo res s ã o d is p osit i vos u tilizados para m e dir v a z ão em escoam e n to po r um cana l , s e ndo que a carga s ob re a s o le i r a m edida a jusan t e do d i sposi t i v o permite de t e rm i nar a vazão. GABA: E Mais uma vez o CESPE troca os termos jusante-montante. Fiquem atentos com isso. Os vertedores são utilizados para medir vazões, mas a carga é medida a montante da soleira.

P ropos ta de ques t ã o d i sserta tiva

Vamos agora à nossa questão dissertativa. Sugiro que, se vocês já leram a aula inteira (incluindo os exercícios), tentem fazer a questão abaixo como num teste, sem procurar a solução no texto. Tentem marcar o tempo, bem como o número de linhas utilizadas. Depois vocês checam a resposta procurando no texto. Podemos ainda utilizar o fórum para discutí-la.

Papel e caneta na mão?

O G o verno F ederal la n çou o p rog ram a “Ág u a p ara t o do s ” , p o r m eio do

qual os m unic í p i os s ã o i n cen t i v ados a cons truir barragens c o m o fo rm a de

a tender as dem and a s híd ricas de i rr i ga ç ão nas reg i ões ru ra i s . O s re cu r s os

ser

ã o trans feridos v ia convên i o com o Min i s t é r i o da I n t eg ração N acional e

ser

ã o a u ditados pelo TCU.

Você, aud i to r de ob ras do TCU, f i cou respons á vel pela fiscal iz ação da barragem a s e r c o ns truída pelo m u nicíp i o X. Analisando o p r o cesso, encon trou as seguin tes in fo rm ações :

- as vazões regis tradas no rio e m que se l oc a l i z a r á a barra g em variam de

fo r m a ab rup t a du ran te o ano, ap res e n t a ndo períodos de e s cass e z ex trem a no inverno e c he i a s in tensas n o verão ;

- Essa s a zona l idade i m p a c t a na p roduç ã o ag r í co l a local, j á que fa l ta água em de terminados per í odos e sob ra em ou tros ;

- foi escolh i da a barragem de con c re to para a co n s trução, sendo os cus tos

m ais re l e v an tes do o rçam en to : o p reço de transpo rte do c i m en t o e os gas tos c o m tr a tam en t o das fundações. I sso po rq u e :

terreno

tra tam en tos d i sp e nd i os os para sua p repara ç ão para r e ceber g r a ndes c argas ; a f áb r i c a de cim en to m a i s p róx i m a l o ca l iza - se a 2 5 0 km do l o c al da barragem.; po r ou tro lado, há jazidas de argi l a e rocha a 10 k m do local da barragem.

ap resen t a

b a ixa capacidade

de supo r t e, exigindo

Sob re a si t u ação ap resen ta, redi j a um tex to ap re s en tando um rela tó rio técn i co sob re a situação ap resen tada, abo rda n d o nece s sariam en te os seguin tes tem as :

- Qual a fun ç ão da barragem no caso e s pec í fico? - N a s i tuação a p r e sen t a da, a esco l ha do c o n c re to com o m a ter i a l de cons trução foi acertada? Se não, qual o m a terial s er i a m ais ap rop riado? - No c a so em ques t ã o, poder i a o aud i to r e x t r apolar os e s t r e i tos l i mites da legal i dade da l i cit a ção/con t r a t o? Argum en t e com base e m fundam en to legal.

(15 l inh a s )

Pessoal, Até a próxima aula!

Bons estudos e um grande abraço!

R e ferênc i as B i bliog rá f i cas :

Alfredini, Paolo. Notas de Aula: Orifícios, Bocais e Vertedores. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo - Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária. São Paulo, 2000.

Alves, César L.; Evangelista, Janaína A.; Melo, Leonardo R. Critérios de projeto para barragem de rejeito. Notas de aula do programa de pós-graduação em saneamento, meio ambiente e recursos hídricos. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Departamento de engenharia hidráulica e de recursos hídricos (EHR)., 2008.

Baptista, Márcio e Lara, Márcia. Fundamentos de Engenharia Hidráulica. UFMG:

2002.

Baptista, Márcio. Notas de Aula: Elementos de Hidráulica – Conceitos Básicos,

2009.

CEPEL - Manual de Aplicação de Sistemas Descentralizados de Geração de Energia Elétrica para projetos de Eletrificação Rural – Pequenas Centrais Hidroelétricas – PCH’s – versão 1. Brasília, 2000.

Cruz, Paulo T. 100 Barragens brasileiras. São Paulo, 1996.

Eletrobrás.

Diretrizes

para

projetos

de

Pequenas

Centrais

Hidrelétricas.

Disponível em: <http://www.eletrobras.com/ELB/data/Pages/LUMISF99678B3PTBRNN.htm>

Eletrobrás.

Manual

de

minicentrais

hidrelétricas.

Disponível

em:

<http://www.eletrobras.com/ELB/data/Pages/LUMISF99678B3PTBRNN.htm>

Ministério da Integração Nacional. Manual de Segurança e Inspeção de Barragens – Brasília, 2002. 148p.

Ministério da Integração Nacional. Avaliação de pequenas barragens. Brasília:

Bureau of reclamation, 2002.

Naghettini, Mauro. Engenharia de Recursos Hídricos: Notas de Aula. UFMG, 1999.VILLELA, 1975

Neto, Antônio Cardoso. Bueiros disponível em: <www.ana.gov.br>

Prof. Carísia. Notas de aula da disciplina Barragens de terra e enrocamento. Disponível em: <http://www.carisia.com.br/>

Uehara, Kokei; Barretti, Luiz R.; Angeli, Luiz W

Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária, 2002.

Extravasores. São Paulo:

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Departamento de engenharia hidráulica e de recursos hídricos (EHR). Sistema Extravasor. Notas de aula do programa de pós-graduação em saneamento, meio ambiente e recursos hídricos. Belo Horizonte, 2008.

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Departamento de engenharia hidráulica e de recursos hídricos (EHR). Estruturas Hidráulicas. Notas de aula do programa de pós-graduação em saneamento, meio ambiente e recursos hídricos. Belo Horizonte, 2008.

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Departamento de engenharia hidráulica e de recursos hídricos (EHR). Tomada d´ água. Notas de aula do programa de pós-graduação em saneamento, meio ambiente e recursos hídricos. Belo Horizonte, 2008.

Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - Departamento de engenharia hidráulica e de recursos hídricos (EHR). Estruturas de Dissipação. Notas de aula do programa de pós-graduação em saneamento, meio ambiente e recursos hídricos. Belo Horizonte, 2008.

Imagens:

http://jie.itaipu.gov.br/jie/files/image/24.06.2008/mergulhodesenhotom adadagua.j pg (acesso em abril de 2009)

http://www.pbase.com/adjacircidrao/obras_de_engenharia

2009)

(acesso em

abril de

L i s ta das ques tões re s o l vidas

(TCU/2005 ) N a transpo s i ção d e um a terro de es trada, um bueiro pode ser

co rre tam en te em p reg a do com o condu to fo rçado.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) As p ressõ e s transm i t i d as ao terreno pe l as barrage ns de terra são pequen a s dev i do às suas d i m ensões.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) Sob re a p r o teção dos talud e s de jusan te de u m a b arragem de terra o plan t i o de árvo r e s e ar b us tos, ao lo n go do tal ud e, deve ser p rev i s to e p l ane j ado para fac i lit a r o cres cim en to da g ram a.

l ane j ado para fac i lit a r o cres cim en to da

(TCE - E S / 2 004 ) O m a terial indi c ado pe l a l e tra B v i sa redu z i r a v a z ão de á g ua capaz de a travessar o co rpo da barragem.

(TCE - E S / 2 004 ) O m a terial da c a m a da i n dicada pe l a le tra C deve ter coe f i cien te de per m eabi l idade m eno r q u e o d o m a t erial da c a m ada i n dicada p e l a l e tr a B.

(M POG / 2 0 08 ) A trinche i ra de vedação ou cu t o ff consis te e m es c a v aç ã o

fei t a no s o l o de fundação p re e nchida com solo com pac tado.

(CGU/2008 - E S AF )As barrag e ns s ã o ob r as hid ráu l icas des ti n ad a s a e f e tuar

o rep resam en t o de um cu r s o d’água. A escolha e de f inição do tipo de

barragem depender ã o de vári o s aspec t o s condic i onan tes, class i fi cando - se em do i s t i pos p rincipais : de concre to e de a terro. En tre as barrag e ns de

c o ncre to p o dem ser dis ti n gu i d o s q u a tro tip o s b á sicos. A o pç ã o q ue n ão rep resen ta um tipo d e barragem de concre to é :

a ) barragem

b ) barragem em arc o . c ) barragem de con tra fo rtes. d ) barragem de g rav i dade. e ) barragem de g ravidade a l iv i ada.

de en rocam en t o .

(CGU/2008 – ESAF - adap tado ) O ver t e do r de ser v i ço des tina - se a descarregar ape n as as g randes c h eias, func i o n a ndo com o sang ra do u ro aux i l i ar e p reven i n d o o sang ram en to da barragem.

(TCE - E S / 2 004 ) A vazão de água a t ravés de um v e rtedo r re tangular depende som en te do c om p rim en to da sua sole i ra e da velocidade d e chegada da água na s ua e n trada.

(CGU/2008 – E S AF - adap tado ) Nos vert e do res c o m níve i s m u i to ele v ados,

to rna - se neces s ário p rever a cons tr u ção de e s t r u tu ras dissipado ras d e

energia, d es t i n adas a com pa t ibi l izar a v e l o c i dade do es c o a m en to c o m as car a c t er í s ticas de resis tência do m e i o fí s i co a j u s an te.

(TCU/2007 )A cap t a çã o de água de superf í cie deve s i tuar - se em um tr e cho

re to do cu rso da água ou, caso isso não se j a possíve l , em local p róx i m o à

sua m argem ex terna.

(TCU/2005 ) A cons truç ã o de b ueiros cu rto s , que term inam acim a dos pés dos a terros, é recom endada para se evitarem e r osões e voço rocas, que, po r re troerosão, podem des truir a es tr a da.

(PF/2004 ) No d i m ensionam en to de d renos e bueiros em ár e as flo res tais, deve - se c a l cu l ar a vazão de p ico da á rea de c o n tribu i ção à m on t an te, levando - s e em con ta um per í odo de re to rno de no m ínim o 2 0 0 anos.

(TCE - P I /2 0 05 )Um a barragem d e v e ser p roje tada para evitar a percol a ção exces s i va de água. O s m a teria i s de co n s tru ç ão m a i s com u n s são conc re to

e terra. Sob re esse tem a, j u l gue os i tens :

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) É r e com e n d ável que a face de jusan te se j a rev e s t ida com m a ter i al im perm eável.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) As de f o rm ações do solo adjacen te a f e tam

m ais as barragens de concre to.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) B arragens de concr e to são m ais i n dic a d a s para locais que podem apoiar - se em solos res i s t en tes e i m p erm eáve i s.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) Um dos t i pos de p ro teção d o t alude de

m

on tan te de barra g ens de terra e en rocam en to, l a rgam en te u t i l izado po r

m

o tivos econômicos, é cha m a do de rip rap, que consis t e de b l ocos d e

rocha b e m g ranulada, l ançados po r c a m i nhõ e s bascu l an te s e espal h ados

po r t r a t o r e s de l âminas e arrum ados m e c ân i ca ou m anua l m en t e.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) Sob re a p r o teção dos talud e s de jusan te de u m a barragem de terra a p rin c ipal causa da erosão é a a ç ão das chu v as e d o v en to.

(TCE - P I /2 0 05 - FCC - adap t a do ) Sob re a p r o teção dos talud e s de jusan te de u m a barragem de t e r ra a g ram a é um dos p rincipais m é t o dos de p ro teção.

g ram a é um dos p rincipais m é t o dos de p ro

Considere a seç ã o t ransversal da barra g em zon a da ap resen t ada na f i gu ra acim a. Com relação às c o ndições dessa b a rrag e m , julgue os itens subseqü e n tes. (TCE - E S / 2 004 ) O talude indicado pela l e tra A é denominado ta l u de j u san te d a ba rrag e m.

(TCE - E S / 2 004 ) O elem en to i n dicado pela l e tra D é denominado p l in to da b arragem.

(TCE - P E / 2 004 ) N as barragens de en rocam en to com f a c e s de concre to típ i c as, os taludes de m on tan te e de jusan te da barragem são reves t i d os com p l ac a s de c on c re t o de fo rm a a red u zir a vazão de água que a tra v es s a o co rpo da barragem e aum en tar a sua es tabi l idade.

GOMES LCY
GOMES
LCY

(PF/2004 )A figu ra acim a ap r e sen ta a s e ç ã o trans v ersal de um a barra g em de en rocam e n t o com núcleo de argi l a p ropos ta p a ra a fo rm ação de um res e rva tó rio. Com re l ação à s condições ap res e n tadas n e ssa f i gu ra e

consider a n do que as reg i ões iden t if i cadas pe l as l e tras A e B são cons t i tu í da s de en rocam en to, ju l gue os seguin tes i t ens.

(PF/2004 ) N a seção transversal ap resen tada, não f o i p revis to c u t - o ff.

(PF/2004 ) O com ponen t e i n dicado pela le tra C rep resen ta um fil t ro e sua localização evita qua l q uer poss i b i l i dade de p i p i ng do m a t er i al do núcleo

arg i loso.

(PF/2004 ) O co m p on e n te E rep resen ta um a co rt i na de in j e ção e es tá convenie n tem en t e pos i cionado de f o r m a a redu zir subs tancia l m en te a vazão de água a trav é s do so l o de fundação.

(CODEBA/2 0 06 ) As barr a gens de en r o cam en to, com uns na cons trução de açudes, s ã o do tipo a rco.

(M POG / 2 0 08 ) As barragens de terra ou de co n cre t o são cons truções artif i cia i s e os m a teria i s que as cons tituem pod e m s er e speci f icados e ,

po rtan to, conhec i d o s e con tro l ados pe l o p roje t is t a . O m esm o não oco rre

com o ter r eno de fundação, o qual no rm al m e n te deve ser subm e t i d o a um

tra tam en to para m elho rar s u as car a c terís t i cas de perco l ação. A r e speito

das diver s as altern a tiva s ado tadas n e s s e tra tam en t o , j ulg u e os s eg u in tes

itens. O s d i a fr a gm as p l ás ticos s ã o um a so l u ção m oderna q u e consi s te na escavação de um a va l a es trei t a ou ranhu ra no solo da fundação p reench i da com placas de p l á s t ico de lgadas.

As c o rt i n as de e s tacas - p rancha cons i s tem na cravação de es tac a s -

p ranchas m e tá l icas, de c hap a s bas tan te delgadas, a té a ting i r o su b s tra to

im perm eável.

Poço de al í vio é um poço ab e rto no co rpo da barragem e p reench i d o com m a terial g ranular, m a i s per m e á vel que o solo de fundação.

A cons trução de um rip - r a p (cam ada de en r o cam en to ) e v i ta que a

incidên c ia d e chuva na face d o tal u de d e j u san te p rov o q ue s u lcos de erosão.

O e feito erosivo das ondas f o r m adas na super f ície da ág u a d o reserva t ó rio

s o b re o tal u de de m o n ta n te p ode ser c o m b a ti d o com o la n çam en to de um a

cam ada d e ped r i sco ou com o p l an t i o de g ram a e m placas ou po r m e io d e h i d rossem eadu ra na superfíc i e do re fer i do talude.

(CGU/2008 – E S AF - adap t ada ) As barragens

ap resen t a m cus tos redu z i d o s qua n do com parados às barragens de

concre to. S ão ex e cu tadas c om so l o s de g r an u l om e t r i a f i na a g ro s sa,

de terra geralm en te

perm eabi l idade ba ix a, cujo co m p o rtam en to é co n d i cionado p r i n c i palm en te

pe l as po rop ressões. Quan to a es te t i po de barragem, j u l g ue os itens :

O s es fo rços t r ansmitidos às fundações s ã o e l evados.

As hom ogêneas s ão fe i tas com solos pouco perm eáve i s e possuem taludes m ais íng r e m e s .

As zoneadas pos s uem um a zona c e n tral i m perm eá v el e duas z o nas ex ternas, os es p aldar e s, m ais perm eáveis e m ais res i s t en tes aos des l iza m e n tos.

O galgam en t o , causa freqüen te de p roblem as, exige que as ob ras se j am

p roje tadas com

vu l n erabi l idad e .

u m a

base

m a i s

a largada

a

f i m

de

evi t ar

es ta

(PM V/200 8 ) Quan to a os t i pos d e barrage n s e suas c a rac ter í s ticas, ju l g ue o s itens subseq üen t e s . (PM V/200 8 ) As barragens de terra ho m ogênea toleram fundaçõ e s m a i s

de f o rm áveis.

FILH
FILH

PEREIRA

(COHAB/2004 ) A re s pei t o da f i gu ra aci m a, que m os tra o d es enho da s eção transvers a l de um a barragem, ju l g ue os seguin tes i t ens. (COHAB/2004 ) O trecho i n d i cado p e las le tras ABCD é denom i nado enseca d eira.

(COHAB/2004 ) O núm ero 1 indica o com ponen t e des t i n a do a dim i nu i r a in filtração de água do reserva tó rio pelo c o rpo da barragem.

(COHAB/2004 ) O talude jusa n te da barragem e s t á in d i cado no de s enho p e l o n ú m e r o 2 .

(COHAB/2004 ) O com ponen te des tinado a d re n ar a água q u e percola pelo

co rpo da barragem es tá espec i ficado no d esenho pelo n úm ero 3.

(COHAB/2004 ) A seção transversal ap resen tada na f i gu ra é t í pica d e um a b arragem zona d a.

(SGA - AC / 2 006 ) O p ro j e to de u m a b a rrag e m de terra deve pau t ar - se em d o i s p r i n c í p i os básicos : s egu r a n ça e ec o nom i a. A respeito de pos sí v e i s m ed i das de segu ra n ç a , j ulgue os itens a seguir. (SGA - AC / 2 006 ) Para ev i tar que a s ondas p rovoc a d as no re s erva tó rio pe l a ação do v en to gerem su l cos de erosão no co rpo da barragem, pode - se cons truir um rip - rap, is to é, cam adas de e n rocam en to e transição, es tendendo - se na fase do talude de jusan te da barragem.

(PF/2002 ) N a f i gu ra aba i xo, é ap r e sen t a da

cons trução de u m a barragem de e n rocam en to c om núcl e o d e arg i la. A cam ada s o b o so l o arenoso subjacen t e à barragem é um a rocha de boa q ualida d e, p o d endo ser consi d erada im perm eá v el do p o n to d e vis ta p r á t i c o.

a s e ç ã o transversal

da

n to d e vis ta p r á t i c o. a s e

Com base no tex to I, julgue os itens que se s eguem. (PF/2002 ) C aso o m a ter i al do d reno seja tam bém um fi l tro para os s olos viz i nhos, pode - se a f i rm a r , a part i r da seção tr a nsversal m os trada, que o sis tem a de d renag e m e filtro da barragem são adequad o s para as suas necess i d a des.

(PF/20 02 ) Para o co rre to func i onam en to da barra g e m , o m a ter i al l o ca l izado na reg i ão indicada po r A deve s er um m a t er i al de b a i xíss i m a perm eabi l idad e .

(PF/2002 ) A reg i ã o da barragem indicada p o r B d e ve ter eleva d a perm eabi l idade de fo rm a a cap tar a á g ua q u e p e rcola no seu in ter i o r e condu z i - l a de fo rm a segu ra às ex tremi d ades do c o rpo da barragem.

(PF/2002 ) O com ponen te C é u t i l izado para t r ansmitir o peso da m assa d e so l o da reg i ão B com segu rança para a cam ada de rocha em p ro fund i dade.

(PF/2002 ) N a barragem da figu ra do te x to I, D co rresponde ao seu ta l u d e jusan t e.

(M PU/2004 – E S AF – adap t ada ) As barragens de terra são um a i m po rt a n te opção pa r a o rep re s a m e n to de água, p r i n c i pa l m en te en tre as de m en o r po rte. Com relação às barrag e ns de terr a , j u lgue os itens :

(M PU/2004 – E S AF – adap t ada ) As barragens de te rra pod e m ser hom ogên e as, reali z ad as com um só t i po de m a t er i al, ou zoneadas, as q u a i s possuem núc l eo e espaldares fo rm ados po r m a teri a i s di f eren tes.

(M PU/2004 – ESAF – adap tada ) Tendo bases la r g as e t aludes de b a i xa incl i n ação, as b a rr a g ens de terra transm i tem tensões ele v adas em su a s fu n daç õ es, de v endo ser cons t r u í d as sob re rochas c o m b oa cap a cid a de de s u po rte.

(M PU/2004 – ESAF – adap tada ) O ga l g am en to, que é a pass a gem de ág u a sob re a barragem, causa g r aves p rob l em as a b arragens de t e rra, sendo que dev e m ser p revis tas es t ru tu ras de desv i o e d e s c arregado res de che i as com o m ed i das de segu rança.

c arregado res de che i as com o m ed i das de segu rança.

(CHE S F / 2 0 02 )Considerando a seção transv e rs a l de um a b a rra g em c o ns truída sob re solo p re d omi n an tem en te siltoso e o esq u e m a da fi g u r a acim a, j u lgue os i t e ns que se seguem. (CHE S F / 2 0 02 ) P ara as condiç õ es ap re s e n tadas na figu ra, a segu rança da b arragem c on tra p ro b lem as a d vi n dos do f luxo d’ág u a pelo s o lo de fundação es tará s e m p re g a ran t i d a caso o s e u núc l eo arg i loso pene t r e na cam ada de fundaç ã o a té a m e tade da sua espe s s u ra.

(CHE S F / 2 0 02 ) A diferença d e v alo r e s de r i g i dez dos m a t e r i ais u t i lizados na b arragem p o de p rov o car o tri n cam e n to d o núcleo argiloso.

p o de p rov o car o tri n cam e n to d o

(TJDFT/2008 ) U m a das f o rm as de rup tu ra hid ráu l ica é a e rosão in terna, com p rog ressão c o n trár i a ao fluxo de água, denom i nada re troeros ã o tu b u la r o u pip i n g .

(TJDFT/2008 )58 Em barragens cons tru í das sob re terrenos de fund a ção perm eáve i s, é possível a oco rrência de rup t u ra h i d rául i ca po r levan tam en to.

(FSCP / 20 0 4 ) A cris t a , ou so l eira, é a denominação dada à bo rda in ferio r de u m ve rte d o r .

(TCU/2007 )O s p rincipais ó rg ã os cons t i tuin tes de um a ba r ragem s ã o o m aciço, o e x t r avaso r , a us i n a h i d re l é tr i ca, a tom ada d ’ água, a transposi ç ão de n í vel ( ec l usa e e s cada de p eixes ), o diss i pado r de energ ia , en tre ou tros. Em r e l ação a esses c om p one n tes, julgue os i t ens su bseqüen t es. (TCU/2007 ) O s ex trava s o res, ta m b ém i d en t i fic a dos po r v e rtedo res ou vertedou ros, s ã o d i spo s i t i vos de segu ran ç a res p onsáveis pela gara n tia da in teg r i dade de um a barragem ; devem ser p roje tados e dim e nsionad os com base em es tudos h i d rológ i cos e o s seus resultados podem ser c o n firm a d os po r m e i o de e s t u dos em m o delo red u zid o .

(TCU/2007 ) Se o local onde se p re tende co n s tru i r um a barrag e m é car a c t er i zado po r solo e subsolo que ap re s en t a m baixa capacidade de supo rte, é recom endável a c o n s t r ução de barragens de c o n tra fo rte devido ao m eno r peso des t as.

(DESO - SE/200 4 ) A vazão que escoa p o r um condu to, em que o flu i do (água ) es tá sob p ressão, pode ser m edida po r m e i o de vertedo res.

(IEM A - ES/2004 ) A vazão m áx i m a é um valo r ass o ciado a um risco de ser igu a l ado ou ultrapassado. Esse dado é i m po rtan te no dim ensionam en to de ob ras hid ráu l icas com o v ertedou ros e cana i s de adução.

(PF/2004 ) Vertedo res s ã o d is p osit i vos u tilizados para m e dir v a z ão em escoam e n to po r um cana l , s e ndo que a carga s ob re a s o le i r a m edida a jusan t e do d i sposi t i v o permite de t e rm i nar a vazão.