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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06

HIDROLOGIA ESTATÍSTICA

Estatística descritiva

A curva de permanência

Vazões máximas

Vazões mínimas

Estimativas de vazões máximas

Usos:

Dimensionamento de estruturas de drenagem

Dimensionamento de vertedores

Dimensionamento de proteções contra cheias

Dimensionamento de ensecadeiras

Dimensionamento de pontes

Análises de risco de inundação

Estimativas de vazões mínimas

Usos:

Disponibilidade hídrica em períodos críticos

Legislação de qualidade de água

Estatística Descritiva

• Média

• Desvio padrão

• Mediana

• Quantis

• Coeficiente de assimetria

• Coeficiente de variação

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 HIDROLOGIA ESTATÍSTICA  Estatística descritiva  A curva de permanência 

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Média Mensal

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Média Mensal Desvio Padrão Indica a variabilidade em torno da média

Desvio Padrão

Indica a variabilidade em torno da média

n   2  i  1 x n  1  x i s
n
2
i  1
x
n  1
x
i
s 
Mediana

Valor superado em 50% dos pontos da amostra ou da população. Valor da mediana relativamente próximo à média, mas não igual.

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Média Mensal Desvio Padrão Indica a variabilidade em torno da média

O coeficiente de variação

2

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06

CV

s

x

O coeficiente de assimetria

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 CV  s x O coeficiente de assimetria 3
Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 CV  s x O coeficiente de assimetria 3

3

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A curva da permanência

O que é isto?

Histograma de freqüência de vazões

Curva de permanência

A curva de permanência relaciona a vazão de um rio e a probabilidade de ocorrerem vazões maiores ou iguais ao valor da ordenada (vazão).

Esta curva pode ser estabelecida com base em valores diários, semanais ou mensais. Esta função hidrológica é utilizada em estudos hidrelétricos, navegação, qualidade da água, dentre outros.

Exemplo:

Análise Estatística de Dados

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 A curva da permanência • O que é isto? • Histograma
Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 A curva da permanência • O que é isto? • Histograma

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Total = 445 5

Total = 445

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Total = 445 5
Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Total = 445 5

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Transformar hidrograma em histograma 6

Transformar hidrograma em histograma

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Transformar hidrograma em histograma 6
Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Transformar hidrograma em histograma 6

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06

Como fazer na prática?

Planilha EXCEL ou equivalente

Curva de permanência de vazões

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Como fazer na prática? Planilha EXCEL ou equivalente Curva de permanência

Curva de permanência de vazões (escala logarítmica)

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Como fazer na prática? Planilha EXCEL ou equivalente Curva de permanência

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 A vazão deste rio é superior a 40 m³/s em 90%

A vazão deste rio é superior a 40 m³/s em 90% do tempo.

Importância da curva de permanência

Algumas vazões da curva de permanência (por exemplo a Q 90 ) são utilizadas como referências na legislação ambiental e de recursos hídricos.

As ações e legislações existentes, nos Sistemas Estaduais de Gestão de Recursos Hídricos, apresentam critérios de estabelecimento de uma “vazão ecológica”, que visa evitar que o rio seque pelo excesso de uso.

Nesta forma de proceder, escolhe-se uma vazão de referência ou vazão de estiagem (baseada na curva de permanência de vazões ou num ajuste de probabilidade de ocorrência de vazões mínimas, Q 90 ou Q 7,10 , por exemplo) e arbitra-se um percentual máximo desta vazão que pode ser outorgado. O restante da vazão de referência é considerado como sendo a “vazão ecológica”.

Importância para geração de energia

P Q H e

P = Potência (W) γ = peso específico da água (N/m 3 ) Q = vazão (m 3 /s) H = queda líquida (m) e = eficiência da conversão de energia hidráulica em elétrica. Este depende da turbina, do gerador e do sistema de adução. Usualmente valores entre 0,76 < e < 0,87

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Energia Assegurada Energia Assegurada é a energia que pode ser suprida

Energia Assegurada

Energia Assegurada é a energia que pode ser suprida por uma usina com um risco de 5% de não ser atendida, isto é, com uma garantia de 95% de atendimento;

Numa usina com reservatório pequeno, a energia assegurada é definida pela Q 95 ;

A empresa de energia será remunerada pela Energia Assegurada.

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Energia Assegurada Energia Assegurada é a energia que pode ser suprida

Exemplo

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Uma usina hidrelétrica será construída em um rio com a curva de permanência apresentada abaixo. O projeto da barragem prevê uma queda líquida de 27 metros. A eficiência da conversão de energia será de 83%. Qual é a energia assegurada desta usina?

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Uma usina hidrelétrica será construída em um rio com a curva

Q 95 = 50 m 3 /s H = 27 m e = 0,83 = 1000 kg/m 3 x 9,81 N/kg

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Uma usina hidrelétrica será construída em um rio com a curva

P Q H e

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P 1000 9,8150 27 0,83 10.992.105W 11MW

Importância da curva de permanência

A forma da curva de permanência permite conhecer melhor o regime do rio.

Fatores relacionados a bacia:

Área;

geologia;

clima;

solos;

vegetação;

urbanização;

reservatórios.

Exercício

Uma usina hidrelétrica foi construída no rio Correntoso, conforme o arranjo da figura abaixo. Observe que a água do rio é desviada em uma curva, sendo que a vazão turbinada segue o caminho A enquanto o restante da vazão do rio (se houver) segue o caminho B, pela curva.

A usina foi dimensionada para turbinar a vazão exatamente igual à Q 95 . Por questões ambientais o IBAMA está exigindo que seja mantida uma vazão não inferior a 20 m 3 /s na curva do rio que fica entre a barragem e a usina.

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 P  1000  9 , 81  50  27

Considerando que para manter a vazão ambiental na curva do rio é necessário, por vezes, interromper a geração de energia elétrica, isto é, a manutenção da vazão ambiental tem prioridade sobre a geração de energia, qual é a porcentagem de tempo em que a usina vai operar nessas novas condições, considerando válida a curva de permanência da figura que segue?

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Risco, probabilidade e tempo de retorno Projetos de estruturas hidráulicas sempre

Risco, probabilidade e tempo de retorno

Projetos de estruturas hidráulicas sempre são elaborados admitindo probabilidades de falha. Por exemplo, as pontes de uma estrada são projetadas com uma altura tal que a probabilidade de ocorrência de uma cheia que atinja a ponte seja de apenas 1% num ano qualquer. Isto ocorre porque é muito caro dimensionar as pontes para a maior vazão possível, por isso admite-se uma probabilidade, ou risco, de que a estrutura falhe. Isto significa que podem ocorrer vazões maiores do que a vazão adotada no dimensionamento.

A probabilidade admitida pode ser maior ou menor, dependendo do tipo de estrutura. A probabilidade admitida para a falha de uma estrutura hidráulica é menor se a falha desta estrutura provocar grandes prejuízos econômicos ou mortes de pessoas.

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Risco, probabilidade e tempo de retorno Projetos de estruturas hidráulicas sempre

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No caso da análise de vazões máximas, são úteis os conceitos de probabilidade de excedência e de tempo de retorno de uma dada vazão. A probabilidade anual de excedência de uma determinada vazão é a probabilidade que esta vazão venha a ser igualada ou superada num ano qualquer. O tempo de retorno desta vazão é o intervalo médio de tempo, em anos, que decorre entre duas ocorrências subseqüentes de uma vazão maior ou igual. O tempo de retorno é o inverso da probabilidade de excedência como expresso na seguinte equação:

TR

1

P

onde TR é o tempo de retorno em anos e P é a probabilidade de ocorrer um evento igual ou superior em um ano qualquer.

No caso de vazões mínimas, P refere-se à probabilidade de ocorrer um evento com vazão igual ou inferior.

A equação acima indica que a probabilidade de ocorrência de uma cheia de 10 anos de tempo de retorno, ou mais, num ano qualquer é de 0,1 (ou 10%).

A vazão máxima de 10 anos de tempo de retorno (TR = 10 anos) é excedida em média 1 vez a cada dez anos. Isto não significa que 2 cheias de TR = 10 anos não possam ocorrem em 2 anos seguidos. Também não significa que não possam ocorrer 20 anos seguidos sem vazões iguais ou maiores do que a cheia de TR=10 anos.

Tempo de retorno

Inverso da probabilidade de falha num ano qualquer: TR = 1/P

TR típicos 2, 5, 10, 25, 50, 100 anos

A vazão máxima de 10 anos de tempo de retorno é excedida em média 1 vez a

cada dez anos. Isto não significa que 2 cheias de TR = 10 anos não possam ocorrem em 2 anos seguidos.

Tempos de retorno para microdrenagem DAEE CETESB

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 No caso da análise de vazões máximas, são úteis os conceitos

Estimativa de probabilidade

Probabilidades empíricas podem ser estimadas a partir da observação das variáveis aleatórias. Por exemplo, a probabilidade de que uma moeda caia com a face “cara” virada para cima é de 50%. Esta probabilidade pode ser estimada empiricamente

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lançando a moeda 100 vezes e contando quantas vezes cada uma das faces fica voltada para cima. Possivelmente o número de vezes será próximo de 50. O mesmo para um dado de seis faces, por exemplo.

Chuvas totais anuais

O total de chuva que cai ao longo de um ano pode ser considerado uma variável aleatória com distribuição aproximadamente normal.

Esta suposição permite explorar melhor amostras relativamente pequenas, com apenas 20 anos, por exemplo.

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 lançando a moeda 100 vezes e contando quantas vezes cada uma
2   1 1 x    f  x x   
2
1
1
x  
f
x
x
exp 
x
2   
2
   
  
x
 
x
 
Para o caso mais simples, em que a média da população é zero e o desvio padrão igual a
1, a expressão acima fica simplificada:
2
1
z
f
z
exp
z
2  
2
 
 

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Uma variável aleatória x com média mx e desvio padrão sx pode ser transformada em uma variável aleatória z, com média zero e desvio padrão igual a 1 pela transformação abaixo:

z

  • x

x

x

Esta transformação pode ser utilizada para estimar a probabilidade associada a um determinado evento hidrológico em que a variável segue uma distribuição normal.

Exemplo

As chuvas anuais no posto pluviométrico localizado em Lamounier, em Minas Gerais (código 02045005) seguem, aproximadamente, uma distribuição normal, com média igual a 1433 mm e desvio padrão igual a 299 mm. Qual é a probabilidade de ocorrer um ano com chuva total superior a 2000 mm?

Considerando que a média e o desvio padrão da amostra disponível sejam boas aproximações da média e do desvio padrão da população, pode se estimar o valor da variável reduzida z para o valor de 2000 mm:

z

_

x   

x

x

x

x

2000

1433

s

299

1,896

De acordo com a Tabela III abaixo, a probabilidade de ocorrência de um maior do que z=1,896 é de aproximadamente 47,128% (valor correspondente a z=1,9). Como a tabela mostra a distribuição de probabilidade da área anterior ao valor de chuva procurado (2000mm), busca-se o valor complementar a 50% de probabilidade da distribuição. Portanto, a probabilidade de ocorrer um ano com chuva total superior a 2000 mm é de, aproximadamente, 2,872%. O tempo de retorno correspondente é de pouco menos de 35 anos. Isto significa que, em média, um ano a cada 35 apresenta chuva superior a 2000 mm neste local.

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Eventos Extremos • Vazões máximas • Vazões mínimas 16

Eventos Extremos

Vazões máximas

Vazões mínimas

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Rio Paraguai –Amolar – 1 pico anual Rio Uruguai – Uruguaiana
Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Rio Paraguai –Amolar – 1 pico anual Rio Uruguai – Uruguaiana

Rio Paraguai –Amolar – 1 pico anual

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Rio Paraguai –Amolar – 1 pico anual Rio Uruguai – Uruguaiana

Rio Uruguai – Uruguaiana – Vários picos

Algumas situações em que se deseja estimar as vazões máximas

Dimensionamento de canais.

Dimensionamento de proteções contra cheias (diques).

Dimensionamento de pontes.

Dimensionamento de vertedores (neste caso o volume é muito importante).

Séries Temporais

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Vazões Máximas Selecionando apenas as vazões máximas de cada ano em

Vazões Máximas

Selecionando apenas as vazões máximas de cada ano em um determinado local, é obtida a série de vazões máximas deste local e é possível realizar análises estatísticas relacionando vazão com probabilidade. As séries de vazões disponíveis na maior parte dos locais (postos fluviométricos) são relativamente curtas, não superando algumas dezenas de anos.

Analisando as vazões do rio Cuiabá no período de 1984 a 1992, por exemplo, podemos selecionar de cada ano apenas o valor da maior vazão, e analisar apenas as vazões máximas.

Reorganizando as vazões máximas para uma ordem decrescente, podemos atribuir uma probabilidade de excedência empírica a cada uma das vazões máximas da série, utilizando a fórmula de Weibull:

P

m

N

1

onde N é o tamanho da amostra (número de anos); e m é a ordem da vazão (para a maior vazão m=1 e para a menor vazão m=N).

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 19
Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 19
Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 19

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Ano calendário x Ano hidrológico

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Ano calendário x Ano hidrológico Ano Hidrológico Grande parte do centro

Ano Hidrológico

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Ano calendário x Ano hidrológico Ano Hidrológico Grande parte do centro

Grande parte do centro do Brasil: Ano hidrológico de outubro a setembro

No Sul do Brasil: Ano hidrológico de maio a abril

Usando noções intuitivas de probabilidade

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Probabilidade de uma vazão ser excedida P 1 P 2 

Probabilidade de uma vazão ser excedida

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Probabilidade de uma vazão ser excedida P 1 P 2 

P

1

P

2

1

10

1

0

,

09

10

2

1

0

,

18

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Probabilidade de uma vazão ser excedida P 1 P 2 

Exemplo

As vazões máximas anuais do rio Cuiabá no período de 1984 a 1991 são dadas na tabela ao lado. Calcule a vazão máxima de 5 anos de retorno.

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Ordem decrescente de vazões (probabilidade empírica): Problemas com a probabilidade empírica
Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Ordem decrescente de vazões (probabilidade empírica): Problemas com a probabilidade empírica

Ordem decrescente de vazões (probabilidade empírica):

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Ordem decrescente de vazões (probabilidade empírica): Problemas com a probabilidade empírica

Problemas com a probabilidade empírica

Se uma cheia de TR = 100 anos ocorrer em um dos 10 anos da série, será atribuído um tempo de retorno de 11 anos a esta cheia.

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Ordem decrescente de vazões (probabilidade empírica): Problemas com a probabilidade empírica

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Série de 10 anos de 1990 a 1999 inclui maior vazão

Série de 10 anos de 1990 a 1999 inclui maior vazão da série de 33 anos!

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Série de 10 anos de 1990 a 1999 inclui maior vazão

Aceitável para TR baixo, mas inaceitável para TR ~ N ou maior ...

Como estimar vazões com TR alto, usando séries de relativamente poucos anos?

Supor que os dados correspondem a uma distribuição de freqüência conhecida.

Primeira opção: distribuição normal

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Usando a distribuição normal - passo a passo

Calcular a média

Calcular desvio padrão

Obter os valores de K da tabela para probabilidades de 50, 20, 10, 4, 2 e 1%, que

correspondem aos TR de 2; 5; 10; 25; 50 e 100 anos. Calcular a vazão para cada TR por

Q

Q

S

Q

K

Exemplo Cuiabá

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Usando a distribuição normal - passo a passo • Calcular a
Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Usando a distribuição normal - passo a passo • Calcular a

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Ajuste da Distribuição Normal aos dados do Rio Cuiabá de 1990 a 1999

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Ajuste da Distribuição Normal aos dados do Rio Cuiabá de 1990

Ajuste da Distribuição Normal aos dados do Rio Cuiabá de 1967 a 1999

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Ajuste da Distribuição Normal aos dados do Rio Cuiabá de 1990

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Outras distribuições de probabilidades • Log Normal • Gumbel • Log

Outras distribuições de probabilidades

Log Normal

Gumbel

Log Pearson tipo III

Usando a distribuição Log-normal passo a passo

Log Normal – Admite que os logaritmos das vazões máximas anuais segue uma distribuição normal.

Calcular os logaritmos das vazões máximas anuais

Calcular a média

x

Calcular desvio padrão S Obter os valores de K da tabela para probabilidades de 90, 50, 20, 10, 4, 2 e 1%, que correspondem aos TR 1,1; 2; 5; 10; 25; 50 e 100 anos. Calcular o valor de x (logaritmo da vazão) para cada TR por

x x S K

Calcular as vazões usando Q = 10 x para cada TR

Usando a distribuição Log Pearson tipo III

Utiliza, além da média e do desvio padrão, um terceiro parâmetro estimado a partir dos dados, que é o coeficiente de assimetria. Também pode ser expressa na forma:

x x S K

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Valores de K tabelados para diferentes valores do coeficiente de assimetria (G).

 x i x  N   2  x  x i S 
x
i
x 
N
2
x
x
i
S 
N  1
3
N
x
x
i
G 
N
1
3
N
2
S

Tabela de K, a partir do coeficiente de assimetria G e da probabilidade

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Valores de K tabelados para diferentes valores do coeficiente de assimetria

Usando a distribuição Log Pearson tipo III - passo a passo

Calcular os logaritmos das vazões máximas anuais

Calcular a média

x

Calcular desvio padrão S Calcular o coeficiente de assimetria G Obter os valores de K da tabela para o G calculado e para probabilidades de 90, 50, 20, 10, 4, 2 e 1%, que correspondem aos TR 1,1; 2; 5; 10; 25; 50 e 100 anos. Calcular o valor de x (logaritmo da vazão) para cada TR por

x x S K

Calcular as vazões usando Q = 10 x para cada TR

Usando a distribuição de Gumbel

P

1

e

e

b

onde

b

1

0 7797 S

,

x

x

0

,

45

S

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06

Usando a distribuição Gumbel passo a passo

Calcular a média Calcular desvio padrão Criar uma tabela Q, b, P Preencher com valores de Q Calcular b

1 x S  b    x  0 45 ,  0 7797
1
x
S 
b
x
0 45
,
0 7797  S
,
Calcular P
 b
 e
P
 1 
e

Considerações finais

A distribuição de Gumbel é também chamada de Distribuição de Valores Extremos do tipo 1, e é amplamente utilizada em análise estatística de eventos extremos.

Uma

vantagem

desta

distribuição

é

que

não

é

necessário

utilizar

tabelas de

probabilidades.

 

Vazões máximas não seguem distribuição normal: são distribuições assimétricas.

– Estimativa de vazões máximas com:

 

•Log Normal •Gumbel •Log Pearson 3

 

– Não há uma distribuição perfeita. – Log Pearson III é recomendada oficialmente nos EUA, mas não é adequada quando N é pequeno. – Gumbel tem a vantagem de não necessitar tabelas.

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Exemplo

As vazões máximas anuais do no Guaporé no posto fluviométrico Linha Colombo são apresentadas na tabela abaixo. Utilize a distribuição log-normal para estimar a vazão máxima com 100 anos de tempo de retomo.

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Exemplo As vazões máximas anuais do no Guaporé no posto fluviométrico

Este exemplo apresenta uma situação muito comum na análise de dados hidrológicos: as falhas. As falhas são períodos em que não houve observação. As falhas são desconsideradas na análise, assim o tamanho da amostra é N=48. Utilizando logaritmos de base decimal, a média dos logaritmos das vazões máximas é 2,831 e o desvio padrão é 0,206. Para o tempo de retorno de 100 anos a probabilidade de excedência é igual a 0,01. Na tabela B, ao final do capítulo, pode-se obter o valor de z correspondente (z=2,326). A vazão máxima de TR=100 anos é obtida por:

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Exemplo As vazões máximas anuais do no Guaporé no posto fluviométrico

portanto, a vazão máxima de 100 anos de tempo de retorno é 2041 m3/s.

Estimativas de vazões mínimas

Usos:

Disponibilidade hídrica em períodos críticos

Legislação de qualidade de água

A análise de vazões mínimas é semelhante à análise de vazões máximas, exceto pelo fato que no caso das vazões mínimas o interesse é pela probabilidade de ocorrência de vazões iguais ou menores do que um determinado limite.

No caso da análise utilizando probabilidades empíricas, esta diferença implica em que os valores de vazão devem ser organizados em ordem crescente, ao contrário da ordem decrescente utilizada no caso das vazões máximas.

Mínimas de cada ano

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Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Série de vazões mínimas Freqüência de vazões mínimas 30

Série de vazões mínimas

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Série de vazões mínimas Freqüência de vazões mínimas 30

Freqüência de vazões mínimas

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Série de vazões mínimas Freqüência de vazões mínimas 30

30

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06

Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Ajuste de distribuição de freqüência Semelhante ao caso das vazões máximas
Hidrologia Aplicada – Capitulo 06 Ajuste de distribuição de freqüência Semelhante ao caso das vazões máximas

Ajuste de distribuição de freqüência

Semelhante ao caso das vazões máximas Normalmente as vazões mínimas que interessam tem a duração de vários dias Q 7,10 é a vazão mínima de 7 dias de duração com TR de 10 anos. Resolução Conama 357/2005 – cita a vazão de referência (vazão do corpo hídrico utilizada como base para o processo de gestão, tendo em vista o uso múltiplo das águas)

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